Plataforma Naval Multifuncional

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1215 em: Novembro 28, 2023, 07:06:50 pm »
Fui aqui um defensor do projecto da PNM no contexto em que se insere e para o fim a que se propõe.

Sou apologista que o futuro passará cada vez mais pela automação e pela IA. O futuro das FA terá de obrigatóriamente de passar por lá.
Existem muitos bons projetos em Portugal e esta é uma area que devemos investir forte pois temos todas as condições para tomarmos um lugar forte neste tipo de sistemas.

Mas ainda assim e não obstante tudo isto que citei, não consigo compreender de que forma este navio poderá substituir uma fragata... se alguém me conseguir elucidar agradeço
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1216 em: Novembro 28, 2023, 07:35:24 pm »
Alguém me sabe dizer, brevemente, quais os radares e sonar desta abominação?
 

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1217 em: Novembro 28, 2023, 08:56:49 pm »
Fui aqui um defensor do projecto da PNM no contexto em que se insere e para o fim a que se propõe.

Sou apologista que o futuro passará cada vez mais pela automação e pela IA. O futuro das FA terá de obrigatóriamente de passar por lá.
Existem muitos bons projetos em Portugal e esta é uma area que devemos investir forte pois temos todas as condições para tomarmos um lugar forte neste tipo de sistemas.

Mas ainda assim e não obstante tudo isto que citei, não consigo compreender de que forma este navio poderá substituir uma fragata... se alguém me conseguir elucidar agradeço


Veja o video.
 

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saabGripen

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1218 em: Novembro 28, 2023, 09:15:14 pm »
Eu já ouvi o video várias vezes, mas não vejo nada de especial ou diferente do que foram os discursos de planos navais, desde que foi encomendado o cruzador D.Carlos I.

Talvez seja melhor explicar por palavras próprias o que pretende dizer ...

Se já viu várias vezes, o que é que ele diz entre o minuto 23:00 e o minuto 23:15?
Se tiver dificuldade em chegar lá, diga - resolvemos isso.

Eu sei que no mundo de hoje, a juventude não está habituada a escrever. porque não gosta ou porque não sabe, mas continua a ser a melhor forma de nos expressarmos.
Eu posso colocar cinquenta videos para você ver, mas o que eu vejo e interpreto, se não explico, vai ficar comigo.

Até agora você não explicou absolutamente nada, e continuo sem  entender qual é o ponto de vista que defende sobre o tema, e não é com videos dos outros, entre o minuto X e o minuto Y que você se vai conseguir explicar.

Utilize a lingua portuguesa, que é muito rica, e que permite a qualquer um exprimir-se, como toda a gente faz aqui, em vez de tentar explicar argumentos com o que você acha que uma qualquer pessoa num video possa querer dizer.

Boa noite.

Se tem a ideia que eu não escrevo, é porque passa pouco tempo aqui.
Escrevo, e bastante.

Para agradecer a forma correcta como se dirige a mim, vou ser claro.

Aqui neste Forum, eu tenho defendido a ideia de que esta Plataforma Naval Multifuncional servirá de base para uma nova classe de navio que poderá vir a substituir as Fragatas na Marinha portuguesa.
Esta ideia ... digamos que... gera aqui no forum uma enorme quantidade de anticorpos.
Mas eu baseio-me num manifesto publicado pelo Gouveia e Melo em 2019, em que ele antevê precisamente isso.

No video da assinatura do contrato de construção da Plataforma, no minuto 23:00, O Almirante diz isso com todas as letras. Este navio que se constroi agora poderá dar origem a algo que substituirá as fragatas.

Curiosamente, hoje todos os que são mais críticos disto se tornar realidade "bazaram" desta secção do forum e estão neste momento todos a discutir o substituto do F-16. Pode ir lá e vê quém são. :)

Não deixa de ter graça.

Não posso trocar mais ideias consigo hoje.

Cumprimentos

O Almirante disse.
E?????? Será o almirante um esclarecido vindo de uma planeta distante?
Faz sequer sentido o que disse de este projeto servir de base a futuros substitutos de fragata?
Um projeto civil cientifico de um hibrido de hidrográfico com alguma capacidade de transporte para dar apoio aos arquipélagos.

A existência do navio para fins de ciência e outros anunciados mesmo que limitados, terá a sua utilidade? sim, claro

Mas fazer disso uma filosofia para meios de combate, é só patético. E pior alimenta ideias de que sim.
Mas tendo seguidores, é como a graxa na bota, precisa que alguém lhe dê lustro, senão a bota fica baça.
Este navio é mais uma ilha, uma base de  trabalho. Que pode dali evoluir para uma navio caçador tipo fragata?

Ao governo de sua majestade, o mercenário, atrai muito essa ideia de barcos baratos a fazer de fragata. Fazer numero. E aos carolas não está mal porque é suficiente para justificar a sua existência. A outros atrai esta filosofia fofinha do faz de conta que é, mas não nos metemos em problemas.

Algum destes promotores de barcos, vai andar embarcado e alinhar em Esquadras Nato ou eventuais futuras situações onde a coisa pode azedar, com uma espécie de fragata fantasia do almirante?
Não de certeza.  Que Marinheiros a sério não quereriam fazer parte da tripulação de uma Ah140 ou semelhante?
Que publicidade se pode fazer a uma Marinha sem navios de forte impacto no contexto de luta naval?
Se se for publicidade a viagens e carreiras


O Almirante disse.
O contrato de construção está assinado.
O Almirante cumpriu.
O resto é treta.

Se o PESCADOR é ou já foi marinheiro, e se o Almirante lhe aparecesse á frente, batia-lhe continência.

Este tema, salvo novos desenvolvimentos, está esgotado.

Quém tiver dúvidas:
Ver o video.
« Última modificação: Novembro 28, 2023, 09:16:29 pm por saabGripen »
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1219 em: Novembro 28, 2023, 09:20:48 pm »
Fui aqui um defensor do projecto da PNM no contexto em que se insere e para o fim a que se propõe.

Sou apologista que o futuro passará cada vez mais pela automação e pela IA. O futuro das FA terá de obrigatóriamente de passar por lá.
Existem muitos bons projetos em Portugal e esta é uma area que devemos investir forte pois temos todas as condições para tomarmos um lugar forte neste tipo de sistemas.

Mas ainda assim e não obstante tudo isto que citei, não consigo compreender de que forma este navio poderá substituir uma fragata... se alguém me conseguir elucidar agradeço


Veja o video.

Vi mas continuo sem entender.
Passo a citar Gouveia e Melo: " desenvolver um modelo de navios, de menor custo, que possam no futuro substituir com vantagem e maior flexibilidade as actuais fragatas".

Não vi ou ouvi de que forma uma coisa poderia substituir a outra....

Foi dito também que se iriam usar robos, alguns construidos pela Marinha. Parece-me fantastico, mas mais uma vez não vejo como poderão substituir as actuais fragatas.

Passo a citar Gouveia e Melo:  "integrando inteliencia artificial que lhe permita detetar padroes, decidir e agir, minimizando intervenção humana"
Mais uma vez, uma mão cheia de nada. A ideia é gira mas uma fragata não pode igualmente integrar IA?

 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1220 em: Novembro 28, 2023, 10:27:23 pm »
Fui aqui um defensor do projecto da PNM no contexto em que se insere e para o fim a que se propõe.

Sou apologista que o futuro passará cada vez mais pela automação e pela IA. O futuro das FA terá de obrigatóriamente de passar por lá.
Existem muitos bons projetos em Portugal e esta é uma area que devemos investir forte pois temos todas as condições para tomarmos um lugar forte neste tipo de sistemas.

Mas ainda assim e não obstante tudo isto que citei, não consigo compreender de que forma este navio poderá substituir uma fragata... se alguém me conseguir elucidar agradeço


Veja o video.

Vi mas continuo sem entender.
Passo a citar Gouveia e Melo: " desenvolver um modelo de navios, de menor custo, que possam no futuro substituir com vantagem e maior flexibilidade as actuais fragatas".

Não vi ou ouvi de que forma uma coisa poderia substituir a outra....

Foi dito também que se iriam usar robos, alguns construidos pela Marinha. Parece-me fantastico, mas mais uma vez não vejo como poderão substituir as actuais fragatas.

Passo a citar Gouveia e Melo:  "integrando inteliencia artificial que lhe permita detetar padroes, decidir e agir, minimizando intervenção humana"
Mais uma vez, uma mão cheia de nada. A ideia é gira mas uma fragata não pode igualmente integrar IA?

O que poderá substituir fragatas é um modelo que não é este. Será baseado neste.

As nossas fragatas são fragatas anti-submarino.

É só o meu amigo imaginar este navio, eventualmente maior...
E depois continua a imaginar.

Quais são os equipamentos necessários para uma fragata anti-submarino?

Helicóptero? já  este tem.
Drones anti-submarino? espaço para bué deles.

Towed array sonar? não vejo porque não.

Espaço para colocar 2x 3 tubos lança-torpedos? sobra espaço.

Lugar para montar um CIWS? parece possível.

Um lançador vertical de mísseis AA médios?

Lugar para um mastro ou dois com radares e sensores?

Deixo que o meu amigo continue com o raciocinio.

Mas só deve acreditar naquilo que acredita. Não em mim, nem no Gouveia e Melo.
 

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1221 em: Novembro 28, 2023, 11:22:16 pm »
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1222 em: Novembro 30, 2023, 12:44:09 pm »
Citação de: SaabGripen
O Almirante disse.
O contrato de construção está assinado.
O Almirante cumpriu.
O resto é treta.

Se o PESCADOR é ou já foi marinheiro, e se o Almirante lhe aparecesse á frente, batia-lhe continência.

Este tema, salvo novos desenvolvimentos, está esgotado.


Não entendo porque razão o tema deveria estar encerrado, quando o navio ainda nem sequer começou a ser construido.

Se há coisa de que todos podemos estar certos, é que o tema ainda agora começou a dar razão para ser tratado e o almirante CEMA não sai bem na fotografia.

As continuas trapalhadas do senhor Melo Gomes, têm-se transformado numa norma, desde a imbecilidade cretina e incompetente com que tratou o motim a bordo do Mondego até às mentiras sobre o verdadeiro estado do navio, passando pelas mentiras e manipulação torpe quando disse aos portugueses que tinha não sei quantos navios prontos para ia para o oceano (esquecendo que íam mas tinham que voltar em menos de seis horas).

E eu aqui dou de barato, que a culpa nem sequer é do almirante CEMA, a culpa é do poder político – governo e oposições.

A questão neste assunto nem sequer é o navio em si. É um conceito, que tem os seus pontos interessantes, como o tem todo o navio.

Não sabemos o seu deslocamento máximo carregado, não sabemos que motores serão instalados, não conhecemos a sua velocidade de cruzeiro operacional, ou seja, não sabemos praticamente nada.

O que sabemos é que o software de desenhar navios dos estaleiros Damen, é extremamente eficaz e que consegue desenvolver projetos base com grande rapidez.
Isto associado a uma boa impressora 3D e temos um navio pronto a ir para o estaleiro.

A Damen tem a marinha agarrada pelas partes (se a marinha quiser investir mais em navios deste tipo), porque nestes casos quem tem o software na mão manda no barco.

Disruptivo

Todos estes conceitos, metem tanta água por tanto lado, que é impossível neste fórum, desmontar sequer parte dos disparates, no entanto, vamos ficar pelo disruptivo...

Ora, afinal o que vem a ser isto ?
Disruptivo, é um tipo de navio que, quando aparece, coloca em causa os poderes vigentes, ou dá a uma força militar naval uma força e uma capacidade que anteriormente esta não possuía.

O caso mais conhecido de navio disruptivo que podemos apontar na história de Portugal, chama-se Caravela.
Sim, a caravela foi um navio disruptivo e a sua capacidade para navegar à bolina, permitiu as longas viagens dos descobrimentos, antes que as Naus se transformassem no navio de transporte base do comércio com a India.


Já no inicio do terceiro quartel do século XIX, há navios disruptivos. O primeiro navio de madeira com couraça de metal, foi um, mas rapidamente se tornou obsoleto e a partir daí a madeira foi desaparecendo dos cascos e cobertas dos navios de guerra.

Depois surge outro navio disruptivo, a lancha-torpedeira. Um minúsculo navio com pouco mais de 100 toneladas de deslocamento, colocava em causa os navios couraçados, que se tinham tornado pesados e lentos.

A França não conseguia competir com o Reino Unido na construção de couraçados, mas podia construir dezenas de lanchas-torpedeiras, e vai daí...  «toca a produzir lanças para afundar ao navios ingleses».

A resposta também foi disruptiva, e veio na forma do contra-torpedeiro. Com um navio barato, um pouco maior e armado com torpedos e canhões, era agora possível proteger os grandes couraçados.

Depois vai aparecer o cruzador, para reinar sobre contra-torpedeiros cada vez maiores e mais rápidos. A história não tem fim, e as grandes marinhas são elas próprias uma coleção de navios disruptivos e contra-disruptivos.

O disruptivo, é apenas uma certeza de que a seguir vem a resposta. Estas coisas funcionam ao nível de marinhas dominantes, como era a marinha portuguesa no século XVI, no Indico.


(continua)
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1223 em: Novembro 30, 2023, 12:46:10 pm »

Isto tudo para dizer que, no desenvolvimento de um navio deste tipo, ou se está preparado para investir grandes somas na miríade de respostas e contra-respostas que se vão tornando evidentes, ou então é melhor não fazer nada.

No desenvolvimento de um navio “disruptivo” que nunca é um navio é uma classe de navios, há que estar preparado para desenvolver variantes cada vez mais complexas, ao mesmo tempo que se tenta reduzir o preço do navio inicial, que normalmente é o mais caro.

Ora, o que vemos neste caso, é que o navio, pelas características  apresentadas, está desprovido de armamentos, pelo que nem sequer pode ser considerado um navio militar, e que, está subsidiado por um programa europeu de ajuda à recuperação económica dos estados membros da UE.

Este navio, está ancorado numa coisa parecida com a subscrição publica que se seguiu ao Ultimato Britânico de 1890.

Nós podemos até olhar para o lado (na nossa tradicional tendência para desculpar os trotes quando ganhamos com eles) mas o que aqui vemos, é uma construção de um navio civil, que um militar diz que pode ser uma fragata, quando nem dinheiro para a sua construção tem.

O alm. CEMA teve que encontrar dinheiro «raspado» de algum lugar, para produzir um navio que é basicamente um Travesti, que recebe dinheiro para os vestidos de folhos, para os lenços e toda a maquilhagem, perfumes, loções e não sei mais o quê...

Mas que lá no fundo, o que nos querem dizer é que... não se preocupem que se me derem uma espingarda, umas granadas de mão, uma farda, rações de combate, munições e um capacete, eu viro soldado de infantaria...

A minha questão, é que nós nem sequer gastámos o dinheiro necessário para pintar e vestir o Travesti, mas vamos encontrar facilmente dinheiro para armar o soldado de infantaria, que em termos de custos, é inimaginavelmente mais caro.

E o génio, é o almirante, que teve a feliz ideia, de travestir o soldado, dar-lhe roupas de mulher, porque sabe que não tem dinheiro para uma espingarda …


É isto que é triste nesta Estória …

Não é o navio, ou o projeto disruptivo, é toda a Estória que está por detrás, que esconde mais um cravo no caixão da marinha de guerra portuguesa, disfarçado de ato de assinatura de contrato.
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1224 em: Novembro 30, 2023, 04:06:35 pm »
Citar
Não sabemos o seu deslocamento máximo carregado, não sabemos que motores serão instalados, não conhecemos a sua velocidade de cruzeiro operacional, ou seja, não sabemos praticamente nada.

7.700 toneladas
 

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1225 em: Novembro 30, 2023, 05:59:19 pm »
Citar
Não sabemos o seu deslocamento máximo carregado, não sabemos que motores serão instalados, não conhecemos a sua velocidade de cruzeiro operacional, ou seja, não sabemos praticamente nada.

7.700 toneladas

Mas isso, é deslocamento sem carga, deslocamento standard, deslocamento à carga máxima ou arqueação bruta ?
É que parece que é tudo igual mas não é.
Depois há a questão da potência. Uma coisa é um motor que dá 20 nós com 7700t de deslocamento máximo, outra coisa é um navio que dá 20 nós em testes mas praticamente desarmado.

Exemplos famosos eram os cruzadores italianos, que em testes eram os mais rápidos do mundo, mas depois, nem por isso.
« Última modificação: Novembro 30, 2023, 06:01:05 pm por papatango »
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1226 em: Dezembro 01, 2023, 12:35:23 am »
Citação de: SaabGripen
O Almirante disse.
O contrato de construção está assinado.
O Almirante cumpriu.
O resto é treta.

Se o PESCADOR é ou já foi marinheiro, e se o Almirante lhe aparecesse á frente, batia-lhe continência.

Este tema, salvo novos desenvolvimentos, está esgotado.


Não entendo porque razão o tema deveria estar encerrado, quando o navio ainda nem sequer começou a ser construido.

Se há coisa de que todos podemos estar certos, é que o tema ainda agora começou a dar razão para ser tratado e o almirante CEMA não sai bem na fotografia.

As continuas trapalhadas do senhor Melo Gomes, têm-se transformado numa norma, desde a imbecilidade cretina e incompetente com que tratou o motim a bordo do Mondego até às mentiras sobre o verdadeiro estado do navio, passando pelas mentiras e manipulação torpe quando disse aos portugueses que tinha não sei quantos navios prontos para ia para o oceano (esquecendo que íam mas tinham que voltar em menos de seis horas).

E eu aqui dou de barato, que a culpa nem sequer é do almirante CEMA, a culpa é do poder político – governo e oposições.

A questão neste assunto nem sequer é o navio em si. É um conceito, que tem os seus pontos interessantes, como o tem todo o navio.

Não sabemos o seu deslocamento máximo carregado, não sabemos que motores serão instalados, não conhecemos a sua velocidade de cruzeiro operacional, ou seja, não sabemos praticamente nada.

O que sabemos é que o software de desenhar navios dos estaleiros Damen, é extremamente eficaz e que consegue desenvolver projetos base com grande rapidez.
Isto associado a uma boa impressora 3D e temos um navio pronto a ir para o estaleiro.

A Damen tem a marinha agarrada pelas partes (se a marinha quiser investir mais em navios deste tipo), porque nestes casos quem tem o software na mão manda no barco.

Disruptivo

Todos estes conceitos, metem tanta água por tanto lado, que é impossível neste fórum, desmontar sequer parte dos disparates, no entanto, vamos ficar pelo disruptivo...

Ora, afinal o que vem a ser isto ?
Disruptivo, é um tipo de navio que, quando aparece, coloca em causa os poderes vigentes, ou dá a uma força militar naval uma força e uma capacidade que anteriormente esta não possuía.

O caso mais conhecido de navio disruptivo que podemos apontar na história de Portugal, chama-se Caravela.
Sim, a caravela foi um navio disruptivo e a sua capacidade para navegar à bolina, permitiu as longas viagens dos descobrimentos, antes que as Naus se transformassem no navio de transporte base do comércio com a India.


Já no inicio do terceiro quartel do século XIX, há navios disruptivos. O primeiro navio de madeira com couraça de metal, foi um, mas rapidamente se tornou obsoleto e a partir daí a madeira foi desaparecendo dos cascos e cobertas dos navios de guerra.

Depois surge outro navio disruptivo, a lancha-torpedeira. Um minúsculo navio com pouco mais de 100 toneladas de deslocamento, colocava em causa os navios couraçados, que se tinham tornado pesados e lentos.

A França não conseguia competir com o Reino Unido na construção de couraçados, mas podia construir dezenas de lanchas-torpedeiras, e vai daí...  «toca a produzir lanças para afundar ao navios ingleses».

A resposta também foi disruptiva, e veio na forma do contra-torpedeiro. Com um navio barato, um pouco maior e armado com torpedos e canhões, era agora possível proteger os grandes couraçados.

Depois vai aparecer o cruzador, para reinar sobre contra-torpedeiros cada vez maiores e mais rápidos. A história não tem fim, e as grandes marinhas são elas próprias uma coleção de navios disruptivos e contra-disruptivos.

O disruptivo, é apenas uma certeza de que a seguir vem a resposta. Estas coisas funcionam ao nível de marinhas dominantes, como era a marinha portuguesa no século XVI, no Indico.


(continua)

Faz parte do papel dos troll’s.
Venerar o querido líder que está acima de todas as coisas!!

 Questionar, eu diria e é o papel normal  de quem tem um cérebro funcional, mas isso é algo que não « assiste » aos troll’s!

Quem afirma uma coisa destas:

« O Almirante disse.
O contrato de construção está assinado.
O Almirante cumpriu.
O resto é treta. »
Só pode estar a gozar com a capacidade intelectual dos outros membros do fórum!
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1227 em: Dezembro 01, 2023, 12:42:23 am »
Quem afirma uma coisa destas:

« O Almirante disse.
O contrato de construção está assinado.
O Almirante cumpriu.
O resto é treta. »
Só pode estar a gozar com a capacidade intelectual dos outros membros do fórum!

Por outro lado, revela a sua própria (in)capacidade intelectual.

"O almirante disse, o almirante cumpriu"...

Quem escreve uma treta assim... está tudo dito.
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1228 em: Dezembro 01, 2023, 12:50:57 am »
Fui aqui um defensor do projecto da PNM no contexto em que se insere e para o fim a que se propõe.

Sou apologista que o futuro passará cada vez mais pela automação e pela IA. O futuro das FA terá de obrigatóriamente de passar por lá.
Existem muitos bons projetos em Portugal e esta é uma area que devemos investir forte pois temos todas as condições para tomarmos um lugar forte neste tipo de sistemas.

Mas ainda assim e não obstante tudo isto que citei, não consigo compreender de que forma este navio poderá substituir uma fragata... se alguém me conseguir elucidar agradeço


Veja o video.

Vi mas continuo sem entender.
Passo a citar Gouveia e Melo: " desenvolver um modelo de navios, de menor custo, que possam no futuro substituir com vantagem e maior flexibilidade as actuais fragatas".

Não vi ou ouvi de que forma uma coisa poderia substituir a outra....

Foi dito também que se iriam usar robos, alguns construidos pela Marinha. Parece-me fantastico, mas mais uma vez não vejo como poderão substituir as actuais fragatas.

Passo a citar Gouveia e Melo:  "integrando inteliencia artificial que lhe permita detetar padroes, decidir e agir, minimizando intervenção humana"
Mais uma vez, uma mão cheia de nada. A ideia é gira mas uma fragata não pode igualmente integrar IA?

O que poderá substituir fragatas é um modelo que não é este. Será baseado neste.

As nossas fragatas são fragatas anti-submarino.

É só o meu amigo imaginar este navio, eventualmente maior...
E depois continua a imaginar.

Quais são os equipamentos necessários para uma fragata anti-submarino?

Helicóptero? já  este tem.
Drones anti-submarino? espaço para bué deles.

Towed array sonar? não vejo porque não.

Espaço para colocar 2x 3 tubos lança-torpedos? sobra espaço.

Lugar para montar um CIWS? parece possível.

Um lançador vertical de mísseis AA médios?

Lugar para um mastro ou dois com radares e sensores?

Deixo que o meu amigo continue com o raciocinio.

Mas só deve acreditar naquilo que acredita. Não em mim, nem no Gouveia e Melo.
Você tem tuas opções:  Ou é um troll do picas e pensa que nós somos todos burros, ou é um perfeito ignorante…Ou as duas juntas!

O que você afirma é um perfeito delírio!!
E para  o delírio estar completo só lhe falta dizer que também podem colocar lá os canhões do Yamato.

Não tenho nada contra a PNM … agora não tentem atirar areia para os olhos de ninguém,  querendo fazer dele o que não é!
 
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« Responder #1229 em: Dezembro 01, 2023, 07:55:40 am »
Quem afirma uma coisa destas:

« O Almirante disse.
O contrato de construção está assinado.
O Almirante cumpriu.
O resto é treta. »
Só pode estar a gozar com a capacidade intelectual dos outros membros do fórum!

Por outro lado, revela a sua própria (in)capacidade intelectual.

"O almirante disse, o almirante cumpriu"...

Quem escreve uma treta assim... está tudo dito.

Parece um bom slogan de campanha eleitoral   ::)
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas