EC 725 Caracal (H-36)

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Vitor Santos

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EC 725 Caracal (H-36)
« em: Abril 16, 2015, 03:38:56 pm »
LAAD 2015: Helibras apresenta primeiro helicóptero com sistema de reabastecimento em voo



A Helibras está exibindo o primeiro helicóptero da América Latina a contar com sistema de reabastecimento em voo (REVO). A aeronave é a mais recente unidade do H225M fabricada na linha de montagem da empresa em Itajubá (MG) no âmbito do Programa H-XBR, que está sendo exposta no estande da empresa .

O helicóptero é uma unidade configurada para C-SAR (Combat-SAR) destinada à FAB e o mecanismo de recepção de combustível em voo (probe) foi integrado no Brasil por engenheiros e técnicos da Helibras. O dispositivo permite que a aeronave possa ser abastecida em pleno ar por um avião durante uma missão, sem a necessidade de pousar ou interromper sua tarefa.

Além desse sistema, o helicóptero recebeu no país  sistemas de contramedidas eletrônicas, um dos principais itens desenvolvidos na empresa,  mecanismo de autoproteção para a aeronave. Para comunicações seguras, a aeronave recebeu rádios para transmissão de dados criptografados entre forças de resgate e refugiados. Adicionalmente, o helicóptero está equipado com FLIR dotado de câmera infravermelha e detector a laser para rastrear alvos, bem como sistema de gravação de vídeo e voz do helicóptero.

O H225M também permite operação com óculos de visão noturna (NVG), blindagem reforçada, guincho duplo, gancho para carga externa, previsão para instalação de duas metralhadoras 7.62 mm, além de componentes de rapel e avançados sistemas de navegação e comunicação.

Os avanços no programa H-XBR foram reconhecidos pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), que emitiu novas cartas de crédito em face do cumprimento pela empresa das etapas de Projetos de Cooperação Industrial (ICP), como a transferência de informações CRM para o suporte técnico nacional e a auditoria realizada conforme previsto pelo contrato.



No final de 2014, a Helibras já havia recebido reconhecimento pela produção nacional de chicotes elétricos e a implementação de processos de engenharia através de sistemas computadorizados em sua fábrica.

As etapas foram acompanhadas pelo MDIC, responsável pela emissão de relatórios técnicos com o propósito de fornecer informações que subsidiam o reconhecimento dos créditos. O brigadeiro-do-ar José Augusto Crepaldi, presidente da COPAC, elogiou a condução do projeto que, conforme a Estratégia Nacional de Defesa (END) ,trará um grande desenvolvimento para a indústria brasileira. “Esse é um programa muito importante, pois não inclui só a aquisição de 50 unidades. Ele prevê a capacitação da indústria de defesa para produzir aeronaves de asas rotativas no país e isso envolve grandes vantagens tecnológicas e industriais para o Brasil”, afirmou.

A Helibras e as Forças Armadas conversam agora para reorganizar o prazo final para a entrega do último lote de aeronaves. “Manteremos o nosso compromisso com o desenvolvimento local e a produção nacional dos helicópteros, mas vamos organizar nossos trabalhos de acordo com a nova realidade e necessidade do cliente, para cumprirmos o objetivo maior dessa parceria que é o de desenvolver também a cadeia produtiva da indústria aeronáutica brasileira”, disse o presidente da Helibras, Eduardo Marson.

A mais complexa versão a ser desenvolvida para as Forças, a do helicóptero operacional da Marinha do Brasil, está avançando no laboratório de integração de sistemas da empresa.

No início de abril último, a aeronave protótipo realizou os primeiros testes equipada com Computador Tático de Missão Naval. Essa campanha vai avaliar o desempenho e performance do computador e todos os sistemas interligados a ele em um cenário de missão real.

Já estão integrados a esse computador os componentes de guerra eletrônica, o de identificação automática de tráfego marítimo (AIS) e radar tático, que realizou, com sucesso seus primeiros testes na aeronave protótipo no final de 2014. No segundo semestre deste ano o helicóptero será testado com novos sistemas embarcados, inclusive com o lançador de mísseis Exocet AM39 B2M2.

Um míssil Exocet no mesmo modelo que deverá ser embarcado nas aeronaves da Marinha está em exposição ao lado da unidade do H225M no estande da Helibras.

fonte: http://tecnodefesa.com.br/laad-2015-hel ... to-em-voo/
 

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Vitor Santos

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Re: EC 725 Caracal (H-36)
« Responder #1 em: Dezembro 25, 2017, 09:38:28 pm »
Esquadrão Puma (3º/8º GAV) realiza voo de Formatura com helicópteros H-36 Caracal

Citar
A esquadrilha realizou uma navegação ao longo da restinga da Marambaia, finalizada com o Tiro Lateral no estande. Além do adestramento das tripulações no emprego armado, foi possível aferir o funcionamento do contador de tiro instalado no alvo.

Nessa oportunidade também foi empregada a criptografia dos rádios embarcados no helicóptero, agora inseridos no link BR 1, com a utilização de um preset específico fornecido pelo COMAE.

FONTE: http://www.planobrazil.com/esquadrao-puma-3o-8o-gav-realiza-voo-de-formatura-com-helicopteros-h-36-caracal/





 

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Re: EC 725 Caracal (H-36)
« Responder #2 em: Setembro 06, 2020, 08:26:42 pm »
 

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Re: EC 725 Caracal (H-36)
« Responder #3 em: Novembro 07, 2020, 01:37:34 am »
 

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Re: EC 725 Caracal (H-36)
« Responder #4 em: Novembro 25, 2020, 09:05:16 pm »
Na prática: o porquê de os H-36 brasileiros precisarem reabastecer em voo


Fato ocorrido nesta semana no litoral brasileiro explica o porquê de as aeronaves H-36 da Força Aérea Brasileira precisarem da capacidade de reabastecimento em voo. A história começou em 16 de novembro, quando o navio mercante “Cape Magnólia”, de bandeira panamenha, que navegava de Sepetiba (RJ) para Singapura, entrou em contato com o Salvamar solicitando o resgate de um tripulante que havia sofrido trauma na área frontal da cabeça e na nuca.

Naquele momento, não era possível realizar uma Evacuação Aeromédica (EVAM) por um único motivo: alcance. O navio, que estava a cerca de 360 milhas náuticas (667 quilômetros) a sudeste do Rio de Janeiro (RJ), foi orientado a se aproximar do litoral. Só na manhã seguinte, já a 150 milhas náuticas (278 quilômetros) a sudeste do Rio de Janeiro, uma aeronave UH-15, pertencente ao 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) da Marinha do Brasil, sediado em São Pedro da Aldeia (RJ), realizou o resgate e transporte do ferido para o aeroporto Santos Dumont.

O UH-15 é a designação da Marinha para o H225, helicóptero produzido pela Helibras e que atualmente equipa o Exército, a Marinha e a Força Aérea Brasileira. Esta última já mostrou o longo alcance dos seus H-36 sobre o mar e como isso pode fazer a diferença: em 29 de junho, uma aeronave do Esquadrão Falcão fez o resgate de um homem a bordo de um navio que estava a 479 km da costa brasileira.

Foram 5h15 minutos de voo, em uma missão que só se tornou possível por conta do Arquipélago de Fernando de Noronha na rota: uma escala realizada na ida permitiu ter o combustível suficiente. Da ilha, foram 123 km até o navio, tempo para o resgate e depois 479 km em direção à Base Aérea de Natal, sem paradas. Sobre a embarcação, o helicóptero manteve o voo pairado enquanto os homens de resgate SAR (do inglês Search And Rescue – Busca e Salvamento) desceram até o convés, imobilizaram a vítima e a içaram em uma maca. A missão envolveu onze militares: 2 pilotos, 3 operadores de equipamentos, 3 homens de resgate, 2 médicas e 1 enfermeira.


Dimensão 22

Fazer um resgate a 479 km de distância, porém, ainda é pouco para o Brasil cumprir com melhor eficiência seus compromissos internacionais. É que além das suas responsabilidades no território nacional (8,538 milhões de km²) e na zona econômica exclusiva sobre o Oceano (3,359 milhões de km²), a FAB precisa cumprir os acordos internacionais que colocam o Brasil como responsável pelo controle de tráfego área e por missões de busca e salvamento em uma ampla área de águas internacionais (9,992 milhões de km²), maior que o próprio território nacional.


A necessidade de realizar missões de busca e salvamento a longa distância é, de fato, um compromisso do Estado brasileiro. A FAB batizou a totalidade dessa área de área de Dimensão 22, uma forma de lembrar a abrangência do seu compromisso. Atualmente, a “bolacha” da “Dimensão 22” nos macacões dos tripulantes da Força Aérea Brasileira e na pintura das aeronaves.

Helicóptero reabastecido no ar

Esse cenário operacional explica a importância da missão realizada no dia 30 de outubro, quando foi concluída a última fase da campanha de ensaios do Reabastecimento em Voo (REVO), entre o helicóptero H-36 Caracal e a aeronave KC-130 Hércules. Aeronaves dos dois esquadrões que operam o modelo de helicóptero, o Puma, do Rio de Janeiro (RJ), e o Falcão, de Natal (RN), receberam combustível em voo do avião reabastecedor.


Durante os ensaios, os helicópteros (receivers) aproximaram-se da aeronave KC-130 (tanker), que fez a transferência de combustível aos helicópteros. Por meio de suas mangueiras de reabastecimento foram realizadas mais de 160 conexões em voo. Com o resultado positivo dos tests, o Brasil se tornou o primeiro país da América do Sul com a capacidade de realizar o reabastecimento em voo de helicópteros.

O problema, agora, é a falta de reabastecedores: a FAB possui um único KC-130 Hércules em serviço. A solução responde pelo nome de KC-390, com três unidades já entregues e perspectiva de recebimento de um quarto ainda em 2020. Em 2021 deve ser iniciada a campanha de reabastecimento com os novos vetores. Também devem ocorrer os primeiros testes com o SC-105 Amazonas, avião de busca e salvamento equipado com sonda para reabastecimento em voo. Esses vetores, junto com os H-36, poderão também ser utilizados para missões CSAR de longo alcance, que é a infiltração em território hostil para uma missão de busca e salvamento.


 :arrow:  https://www.edrotacultural.com.br/na-pratica-o-porque-dos-h-36-brasileiros-precisarem-reabastecer-em-voo/
 

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Re: EC 725 Caracal (H-36)
« Responder #5 em: Maio 07, 2021, 03:39:44 am »
IAOp inicia Avaliação Operacional do Envelope Infravermelho do H-36


Citar
O Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), sediado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), realizará, até o dia 14 de maio, a Avaliação Operacional (AVAOP) do Envelope Infravermelho (IR) da aeronave H-36 Caracal.

O objetivo da atividade é mensurar as emissões de calor da aeronave que ocorrem no espectro infravermelho para que, no futuro, seja possível calcular qual a probabilidade dela ser detectada por armamentos guiados por este tipo de radiação. Este cálculo, realizado pelo Módulo de Ameaça Infravermelha Superfície-Ar (MAISA), algoritmo desenvolvido pelo Instituto, permitirá desenvolver táticas de navegação que aumentem a probabilidade de sobrevivência dos pilotos em cenários onde haja a presença deste armamento.

O Gerente da AVAOP, Tenente Engenheiro Carlos Henrique Rodrigues da Silva, explica que a avaliação visa complementar as medições feitas em 2016. “Desta vez, as medições serão feitas com a utilização de um supressor de calor instalado na aeronave. O objetivo é mapear totalmente o envelope infravermelho da aeronave H36 proporcionando, assim, a geração de técnicas e táticas operacionais para a melhor utilização da aeronave em ambientes hostis”, enfatiza.

Clique aqui para baixar a imagem originalSob a supervisão do Comando de Preparo (COMPREP), contribuem para a avaliação militares do Esquadrão Puma (3º/8º GAV), da Ala 12, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São José dos Campos (DTCEA-SJ) e do Grupamento de Apoio de São José dos Campos (GAP-SJ).

Esta é a primeira Avaliação Operacional conduzida pelo IAOp este ano. As próximas serão a AVAOP do radar SAR da aeronave SC-105 Amazonas, a AVAOP do radar do P-95 Bandeirulha e a AVAOP do sistema Self Protect System da aeronave A-1M.

FONTE: Força Aérea Brasileira