FAP SEGUNDO MINHA VISÃO

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José Matos

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« Responder #30 em: Maio 02, 2006, 02:52:44 pm »
Olá a todos

O F-15 K para a Coreia do Sul ou o F-15 SG para Singapura, representam actualmente as versões mais avançada do F-15 e trata-se de um avião superior ao F-16 e também ao SuperHornet, dado que o F-15 em termos de perfomance é um avião superior ao F-16 e os F-18 em vários aspectos.

É claro que o F-15 é um avião apenas acessível a países com grandes orçamentos, pois trata-se de um avião muito caro.

Desse ponto de vista, o F-16 revelou-se desde o início uma boa escolha para Portugal. Custo acessível e boas perfomances para uma força aérea como a nossa.

Um abraço

 

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luis simoes

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resposta ao sr zé matos
« Responder #31 em: Maio 03, 2006, 12:31:14 am »
CONCORDO CONSIGO EM TUDO DE FACTO QUE O F-15 É SUPERIOR AO F-16 E SUPERHORNET NÃO TENHO DUVIDAS APENAS UM PEQUENO Á PARTE A NIVEL DE TRANSPORTE DE ARMAMENTO O SUPERHORNET É SUPERIOR TEM 11 PONTOS DE FIXAÇÃO E O RADAR É SUPERIOR AO DO F-15 "NORMAL" É UMA OPTIMA ESCOLHA VISTO TAMBEM PORTUGAL NÃO NECESSITAR DE UMA PLATAFORMA COMO A DO EAGLE FOI ACERTADA VISTO OPERARMOS UMAS DAS MELHORES AERONAVES DO MUNDO O F-16...UM ABRAÇO

LUIS SIMOES
 

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José Matos

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« Responder #32 em: Maio 03, 2006, 02:25:33 pm »
Olá Luis

Os F-15 coreanos e de Singapura possuem o APG-63 (V) 2 e 3 versão AESA, o que significa que é um radar com as mesmas características do APG-79. Aliás, a versão V3 para Singapura partilha componentes com o APG-79. Não sei qual dos dois será o melhor, mas suspeito que estejam os dois ao mesmo nível.

Um abraço

 

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Rui Elias

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« Responder #33 em: Maio 04, 2006, 03:48:54 pm »
Citar
Rui

Todos os países europeus da NATO nossos aliados têm diminuido os seus custos com a defesa. É uma tendência geral.

Um abraço



Eu sei isso, José :

Reduzem os custos e o tamanho dos dispositivos.

Mas tratam-se de países que partiram de um patamar muito superior ao nosso.
 
Por exemplo, a Holanda está a reduizir o nº de F-16 de que contava, e a vendê-los, nomeadmente ao Chile porque tinha muitas dezenas deles.

A após venda desses F-16, provavelmente vai permanecer com muito mais do que nós.

O nível de que Portugal parte já é tão baixo, que não pode reduzir mais ainda, sob pena de deixar de se dar às FA's a capacidade para cumprirem as suas missões.

É que pelo seu ponto de vista, até 10 F-16 chegariam:

2 para intercepção, 2 ou 3 para missões NATO e os restantes 5 em reserva e manutenção.

Mas não me parece que seja isso que quermos para o futuro da Defesa nacional.
 

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Lightning

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« Responder #34 em: Maio 04, 2006, 09:19:03 pm »
Este tópico é a FAP segundo a minha visão, e ela seria :lol: e não segundo a visão de outros, além disso tou aborrecido e não tenho mais nada que fazer.
Paz e fiquem bem :wink:
 

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luis simoes

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RESPOSTA AO HELDER
« Responder #35 em: Maio 04, 2006, 11:49:29 pm »
MAIS UMA VEZ BEM VINDO AO MEU TÓPICO PARA LHE DIZER OBRIGADO PELA OPINIÃO E QUE CONCORDO CONSIGO MAS ADICIONAVA MAIS UMA AERONAVE O E-3 SENTRY AWACS OU UMA AERONAVE COM AS MESMAS CARACTERISTICAS OU MAIS ACESSIVEL  PARA OS ARQUIPELAGOS DA MADEIRA E AÇORES...
 

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Get_It

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« Responder #36 em: Maio 05, 2006, 01:58:04 am »
Citação de: "Hélder"
Este tópico é a FAP segundo a minha visão, e ela seria :wink:
Citação de: "Hélder"
Base Aérea nº5 - Monte Real
(Combate Aéreo)

(...)

Base Aérea nº6 - Montijo
(Transporte)

 » Esquadra 501 com 6 A400M
(2 em manutenção, 4 operacionais com capacidade de efectuar reabastecimentos em voo)
Finalmente, depois de tanto referir o A-400M, mais alguém viu as potencialidades desta maravilha. :) Neste caso para substituir o Epsilon.
Citação de: "Hélder"

(...)

Já sei que é tudo ilusão mas gostava pronto, sei que não temos 11 P-3, sei que os Lynxs são da Marinha, sei que os C295 vão efectuar Vimar, sei k temos 4 EH101 CSAR e não 12. Mas é a FAP segundo a minha visão :wink:

Eu estou também aborrecido, de modo que não respeitei o facto de ser "a sua visão" e comentei. :roll:

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Rui Elias

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« Responder #37 em: Maio 05, 2006, 10:08:55 am »
Esta visão do Hélder não seria tão irrealista assim.

Apenas me interrogo se os P-3 que tivemos até á pouco tempo teriam ainda condições para que se investisse neles de modo a durarem mais un anos

E ter 11 P-3 parecem-me muitos (o que até é bom para vigilância), mas depois teriamos que pensar se teriamos os meios para acudir a uma eventual ameaça.

Preferia apostar na compra de mais 2 C-130H mesmo que usados para juntar aos 6 que já temos, e assim dar um tempo pra que se pense e planeie o que se quer para o futuro do transporte estratégico.

Para já a FAP contaria com 8 C-130H.

Sobre os EH-101, eu seria mais ousado.

Matinham-se os SAR e CSAR e SIFICAP na FAP, e encomendavam-se mais 4 CSAR para a Marinha, mantendo a FAP a base de 12 aparelhos.

Os 4 SIFICAP que se esperam, ficariam atribuidos à FAP, e para embarcarem no NavPol a par dos 4 EH-101 da Marinha, para CSAR e SAR, libertando a FAP dessa tarefa.

Sobre os Linx, eu penso que para já, mais 3 Sea-Linx em 2ª mão, mas planear para daqui a 10 anos a aquisição de 8 NH-90 NVH para os substituir (claro que isso dependeria do que se pensar ter em termos de plataformas navais a partir de 2015).
« Última modificação: Maio 08, 2006, 09:47:09 am por Rui Elias »
 

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Lightning

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« Responder #38 em: Maio 05, 2006, 07:46:22 pm »
Citação de: "Rui Elias"
Esta visão do Hélder não seria tão irrealista assim.

Apenas me interrogo se os P-3 que tivemos até á pouco tempo teriam ainda condições para que se investisse neles de modo a durarem mais un anos

E ter 11 P-3 parecem-me muitos (o que até é bom para vigilância), mas depois teriamos que pensar se teriamos os meios para acudir a uma eventual ameaça.

Preferia apostar na compra de mais 2 C-130H mesmo que usados para juntar aos 6 que já temos, e assim dar um tempo pra que se pense e planeie o que se quer para o futuro do transporte estratégico.

Para já a FAP contaria com 8 C-130H.

Sobre os EH-101, eu seria mais ousado.

Matinham-se os SAR e CSAR na FAP, e encomendavam-se mais 4 CSAR para a FAF, mantendo a base de 12 aparelhos.

Os 4 SIFICAP que se esperam, ficariam atribuidos à Marinha, para embarcarem no NavPol, e para já para participarem em missões SAR, libertando a FAP dessa tarefa.

Sobre os Linx, eu penso que para já, mais 3 Sea-Linx em 2ª mão, mas planear para daqui a 10 anos a aquisição de 8 NH-90 NVH para os substituir (claro que isso dependeria do que se pensar ter em termos de plataformas navais a partir de 2015).


Obrigado pelo comentário mas fiquei confuso com algumas coisas.

Eu disse 11 P-3 mas podia ser 9 ou 10, escolhi 11 por ser a soma dos 6 que possuimos mais os 5 comprados aos holandeses além disse referi que ficariam com a missão de vigilância marítima que irá ser efectuada por 5 C295 por isso achei que só os 5 P-3 CUP não seriam suficientes para todas essas missões.
A modernização dos 6 P-3P Orion que possuimos era possivel mas o custo seria superior à modernização dos aviões holandeses devido aos nosses terem a estrutura com mais horas de voo estando por isso mais gasto.

Se quer mais aviões de transporte tá-se bem :wink: .


O que é a FAF????

São 2 EH101 SIFICAP e não 4.

Os EH101 SIFICAP são para vigilância maritima, isto é, controle de pesca ilegal, trafico de droga e coisas assim, para que é que os quer no Navpol? Além disso os 2 EH101 SIFICAP não possuem cauda e pás dobráveis para embarcarem no Navpol.
Os EH101 CSAR é que tem capacidade de embarque no Navpol, além de terem uma grande capacidade de fogo e de sobrevivencia no campo de batalha que os outros não tem podem transportar 30 militares(fuzileiros no caso do Navpol), os EH101 SIFICAP não tem tal capacidade de transporte devido à ocupação de grande parte do espaço na cabine de carga por bancadas tácticas e equipamentos especificos desta versão, acho que poderá transportar uma pequena equipa de assalto (6, 8 elementos DAE presumo) para abordar os navios imediatamente que seja detectado a fazer algo ilegal.

No inicio diz que mantem os EH101 SAR e CSAR na FAP mas mais à frente diz que a Marinha é que fica com essa missão, afinal quem é que faz SAR?
 

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papatango

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« Responder #39 em: Maio 05, 2006, 08:35:52 pm »
Eu não quero ser desmancha prazeres, mas nós não temos ainda sequer 7 F-16MLU operacionais  :shock:

Essa é a realidade da nossa Força Aérea actualmente.

Ela não é (praticamente nunca foi) uma força aérea para controlar o ar. No seu auge, foi uma força aérea de transporte de tropas, com um punhado (6 a 12 conforme o cenário) de FIAT para ataque ao solo.

Durante a guerra fria, a nossa defesa dependia em grande medida dos aviões americanos estacionados em Espanha.

Ou seja, desde a sua criação, a Força Aérea Portuguesa, nunca foi efectivamente uma força capaz de, pelo menos contestar a utilização do nosso espaço aéreo.

Infelizmente, essa tradição continua ainda hoje, e temo que as dificuldades, e os atrasos em colocar operacional uma esquadra moderna, são apenas uma continuação da mesma novela.

Há que reconhecer que é preocupante. a Força Aérea Portuguesa, fora a sua pequena capacidade de transporte, não parece existir. O que existe, são aeronaves que fazem muito barulho em voos razantes, mas que na realidade não passam de passaros para fazer acrobacias.

O F-16 com o update MLU (nas suas três versões) é uma aeronave extremamente válida, e melhor que o que pode parecer à partida.

Não adianta falar em modernizações e alterações para os nossos aviões, ou afirmar que outros aviões têm mais futuro. A verdade é que o F-16 demonstrou nas suas últimas versões (novas) ter espaço para muito mais, e mesmo os F-16 ainda têm possibilidades para mais desenvolvimentos depois do MLU.

O problema, não é definitivamente o avião. O problema, infelizmente parece ser a FAP.

Cumprimentos
https://www.youtube.com/watch?v=mtEyXAFUbC4

É muito mais facil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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Lightning

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« Responder #40 em: Maio 05, 2006, 08:38:33 pm »
Citação de: "papatango"
Eu não quero ser desmancha prazeres, mas nós não temos ainda sequer 7 F-16MLU operacionais  :shock:

Essa é a realidade da nossa Força Aérea actualmente.

Ela não é (praticamente nunca foi) uma força aérea para controlar o ar. No seu auge, foi uma força aérea de transporte de tropas, com um punhado (6 a 12 conforme o cenário) de FIAT para ataque ao solo.

Durante a guerra fria, a nossa defesa dependia em grande medida dos aviões americanos estacionados em Espanha.

Ou seja, desde a sua criação, a Força Aérea Portuguesa, nunca foi efectivamente uma força capaz de, pelo menos contestar a utilização do nosso espaço aéreo.

Infelizmente, essa tradição continua ainda hoje, e temo que as dificuldades, e os atrasos em colocar operacional uma esquadra moderna, são apenas uma continuação da mesma novela.

Há que reconhecer que é preocupante. a Força Aérea Portuguesa, fora a sua pequena capacidade de transporte, não parece existir. O que existe, são aeronaves que fazem muito barulho em voos razantes, mas que na realidade não passam de passaros para fazer acrobacias.

O F-16 com o update MLU (nas suas três versões) é uma aeronave extremamente válida, e melhor que o que pode parecer à partida.

Não adianta falar em modernizações e alterações para os nossos aviões, ou afirmar que outros aviões têm mais futuro. A verdade é que o F-16 demonstrou nas suas últimas versões (novas) ter espaço para muito mais, e mesmo os F-16 ainda têm possibilidades para mais desenvolvimentos depois do MLU.

O problema, não é definitivamente o avião. O problema, infelizmente parece ser a FAP.

Cumprimentos


Eu não concordo, o problema não é a FAP, a FAP faz muito com pouco, o problema é os politicos que consideram as forças armadas uma despesa.
 

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papatango

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« Responder #41 em: Maio 07, 2006, 08:15:28 pm »
Também devemos perguntar-nos:
Será que os politicos têm a culpa toda?

Eu admito no entanto, que o poder politico é determinante, mas não deixa de ser verdade que a nossa F.A. nunca conseguiu ter uma capacidade efectiva para controlo do ar português.

Talvez entre 1943 e 1950, houvesse alguma capacidade efectiva, quando a Alemanha deixou de ter capacidade para nos atacar, mas mesmo aí, ficava-no-nos por Spitfires e Hurricanes.

De resto, só controlámos o ar em África, porque não havia qualquer oposição.

O controlo ou defesa do ar, que é crucial desde a segunda guerra mundial, sempre foi considerado secundário.

Parece que a doutrina considera que nunca teremos possibilidade de controlar o ar, e que sempre seremos dependentes de alguém.

Só assim se explica o facto de não termos qualquer capacidade real de defesa anti-aérea.

Cumprimentos
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Lightning

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« Responder #42 em: Maio 07, 2006, 10:27:17 pm »
Citação de: "papatango"
Também devemos perguntar-nos:
Será que os politicos têm a culpa toda?

Eu admito no entanto, que o poder politico é determinante, mas não deixa de ser verdade que a nossa F.A. nunca conseguiu ter uma capacidade efectiva para controlo do ar português.

Talvez entre 1943 e 1950, houvesse alguma capacidade efectiva, quando a Alemanha deixou de ter capacidade para nos atacar, mas mesmo aí, ficava-no-nos por Spitfires e Hurricanes.

De resto, só controlámos o ar em África, porque não havia qualquer oposição.

O controlo ou defesa do ar, que é crucial desde a segunda guerra mundial, sempre foi considerado secundário.

Parece que a doutrina considera que nunca teremos possibilidade de controlar o ar, e que sempre seremos dependentes de alguém.

Só assim se explica o facto de não termos qualquer capacidade real de defesa anti-aérea.

Cumprimentos


Mas afinal o que é que quer para ficar satisfeito?
Temos radares em Portugal continental e há planos para instalar um na Madeira e um nos Açores, e em termos de aviação se a FAP fosse realmente equipada com 40 F-16 MLU já me considerava muito satisfeito.
A FAP não tem nenhum àrvore que dê caças outra que dê pilotos, isso tudo custa dinheiro e o dinheiro vem do Estado.

Gostava de saber melhor dessa parte de termos controlado o espaço aéreo em Àfrica, não tinhamos radares, os jactos que possuiamos eram os F84 e os Fiat G91 inferiores aos F86, Angola e Moçambique são territórios com uma extenção gigantesta quando comparada com Portugal e como é lógico também tinham uma grande linha fronteiriça, está certo que a maior potência regional era a Àfrica do Sul e era nossa aliada em Àfrica mas mesmo assim era mais poderosa que Portugal, acho que em comparação Portugal estava melhor protegido já que cá estava colocada os F86 Sabre que eram os mais modernos que tinhamos e estavamos integrados na aliança da NATO a nivel europeu.

Da ultima vez que vi eram os nosso aviões e os nossos radares que vigiavam o espaço aéreo portugues acho que talvez esteja a referir-se aos paises bálticos cuja defesa aérea está a ser assegurada por destacamentos de paises da NATO ou da Islândia que é defendida por F-15 da Força Aérea dos Estados Unidos.

Acho que 20 ou 40 F-16 são uma consideravel capacidade de defesa aérea, se tá há espera de 200 eurofighters ou coisa do género, é melhor sentar-se para não se cansar da espera.

Podia era dizer-nos o que é que Portugal está a fazer mal e devia fazer correctamente para ter uma real capacidade ar-ar.
Por favor ilumine-nos :idea:
 

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Charlie Jaguar

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« Responder #43 em: Maio 07, 2006, 10:51:09 pm »
Bom papatango, concordo num ponto que citou e discordo noutro.

Concordo quando disse que efectivamente, por nós próprios, seríamos incapazes de assegurar totalmente o controlo do espaço aéreo português com a nossa estrutura actual. Não possuímos AEW e AAR, por exemplo, a cobertura radar ainda não abrange as áreas insulares e os nossos meios de patrulha marítima, busca e salvamento, transporte, luta aérea ofensiva/defensiva e apoio aéreo ofensivo são escassos. Aí estamos de acordo.

 Mas Portugal não é um estado não-alinhado, por assim dizer; estamos inseridos no seio da Aliança Atlântica (ou o guarda-chuva NATO como muitos lhe chamam) e por isso comprometidos num esforço de defesa comum. Numa altura em que se enaltece e enfatiza a doutrina de operações conjuntas, só potências como os Estados Unidos terão recursos para poder operar autónomamente. Também não se pode dizer que nos sejam conhecidos inimigos; Marrocos e Espanha? Isso já seria voltar às esquizofrenias do costume que apoquentam muitos portugueses ainda hoje.

Penso que a actual estrutura da Força Aérea Portuguesa até está a ter muito sentido, tendo em conta os nossos (parcos) recursos e a consequente desfavorável conjuntura económica dos nossos dias. 40 F-16AM/BM? Bom, seria bom contar com todos eles mas nós sabemos que ter 40 F-16 operacionais é um número que só existe no papel ou na imaginação de muitos; 5 P-3C, desde que devidamente modernizados, mais os 5 C-295 destinados à missão de Vigilância Marítima (e os 2 EH-101 Mk. 516 SIFICAP) também poderão ser considerados um dispositivo bastante considerável se tivermos em conta que hoje em dia a FAP tem ao serviço 3 P-3P Orion, 2 C-212-100 e 2 C-212-300 Aviocar para igual leque de missões. No que toca aos ganhos obtidos com a chegada dos EH-101 Merlin face aos serviços anteriormente prestados pelo inestimável SA-330 Puma, estes são inquestionáveis. Tudo isto só para citar apenas alguns exemplos.

Por isso, devagarinho e de maneira racional, penso que as coisas se vão começando a compôr para que tenhamos uma Arma Aérea pequena mas com reconhecida qualidade.  :wink:
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
"

Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 

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papatango

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« Responder #44 em: Maio 07, 2006, 11:12:20 pm »
Citação de: "Helder"
Por favor ilumine-nos


Caro Helder, eu sou apenas um simples cidadão, sem qualquer capacidade de iluminação, seja ela eléctrica, ou outra.

E além disso, sou extremamente comedido nas minhas "FAP's" desejáveis.

Eu limitei-me a dizer que ao mesmo tempo que falamos em vários aviões, tipos e armas, a realidade objectiva, é que em Maio de 2006, a Força Aérea Portuguesa, tem 6 (seis) aeronaves F-16-MLU.

É tudo o que temos, e que podemos chamar moderno.

E isso serve tanto para garantir minimamente alguma capacidade de defesa do nosso espaço aéreo, como serviam os F86 em 1970.

Falamos de 40 F-16, mas a realidade é outra. Nós temos a maioria dos nossos F-16 a um nível inferior ao das Forças Aéreas de muitos países do terceiro mundo.

Ainda há poucos dias foi noticiada a incorporação na Força Aérea de Jordania de mais F-16 com kit MLU.

O F-16 A/B é uma máquina muito elegante e bonita, mas qual é a diferença entre o F-16 A/B e um FIAT G-91 equipado com mísseis Sidewinder?

A Forças Aéreas hoje, não se contam pelo numero de aeronaves que têm, mas sim pelo numero de aeronaves capazes de lançar mísseis BVR.

É um bocado como com a incorporação do couraçado Dreadnought em 1905. A história do poder naval conta-se antes do Dreadnought e depois do Dreadnought.

Os nossos F-16 são todos pré-Dreadnought, na guerra aérea moderna, o seu valor é minimo.

A Holanda começou a incorporar o kit F-16MLU, quando Portugal começou a receber os seus F-16 A/B.

A modernização dos MLU está praticamente parada. A Força Aérea, opta pelo C295 em vez de uma aeronave muito mais capaz do ponto de vista militar.
O Exército, tem tanta confiança na Força Aérea, que quer os seus próprios helicópteros, porque sendo as forças armadas portuguesas um grupo de quatro gatos, mesmo assim, não parecemos ter capacidade de coordenação para coordenar uma operação entre uns helicópteros da  Força Aérea e as operações do Exército.

Fico com a ideia, de que na Força Aérea ainda não chegaram à era do telemovel, e ainda utilizam sinais de fumo :mrgreen:

Eu não tenho que ficar satisfeito. Apenas gostaria que as coisas corressem minimamente bem, e nem o mínimo neste momento existe.

Qual é a diferença entre a Força Aérea e uma companhia aérea de transporte de carga?

O que é que a FAP faz, que não possa ser alugado a uma companhia comercial?

Retirando tudo isso, sobram 6 (seis) ou 7 (sete) aeronaves modernas e eficazes, que neste momento, se tivessem sido cumpridos os prazos esperados, e mesmo aceitando que o processo teve problemas no inicio, mesmo assim deveriam neste momento estar prontos 14 (catorze) aeronaves.

Se me pergunta o que é que eu queria para ficar satisfeito, é isso que eu queria;

Que pelo menos tivessemos uma esquadra declarada operacional, com aeronaves F-16MLU.

Acho que não seria pedir muito, para um ramo das forças armadas a que os contribuintes pagam 7000 (sete mil) ordenados todos os meses.

Eu não sou contra os salários, como é óbvio, mas acho que temos demasiada gente. Temos demasiada Aérea para tão pouca Força.

Dá uma média de 1000 pessoas para cada jacto de combate moderno.
= = =
A situação da Força Aérea, começa a ser preocupante.
= = = =

A FAP, não tem meios minimos para garantir qualquer capacidade para pelo menos contestar o dominio do ar. Não o tem hoje com a meia duzia de F-16, como não a tinha com os A-7, como não o tinha com os F-86 ou com os FIAT G-91.

É por isso que eu fico com a impressão de que os nossos "caças" parecem ser mais para fazer vista que qualquer outra coisa.


E esta, naturalmente é apenas a minha opinião.

Cumprimentos
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É muito mais facil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...