Plataforma Naval Multifuncional

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MATRA

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Plataforma Naval Multifuncional
« em: Maio 24, 2022, 11:51:27 am »
Utilizando os fundos do PRR, que existem num espaço temporal de execução limitado, este será, muito provavelmente, o próximo navio da Marinha Portuguesa.

Integrado no Centro de operações de defesa do Atlântico e plataforma naval, terá de responder aos seguintes desafios:

Desafio 1 - Monitorizar a dimensão bio-geo-química do Oceano e da atmosfera;
Desafio 2 - Inventariar e avaliar os recursos minerais e todos os outros recursos não renováveis do
solo e subsolo marinho sob jurisdição Portuguesa;
Desafio 3 - Inventariar continuadamente os recursos vivos (recursos renováveis) e monitorizar a sua
evolução, causas e efeitos;
Desafio 4 - Vigiar e combater as irregularidades e ilegalidades sobre o oceano de jurisdição
portuguesa, cometidas sobre as cadeias de valor das indústrias oceânicas;
Desafio 5 - Responder a catástrofes naturais e acidentes provocados pelo homem;
Desafio 6 - Contribuir para a mitigação das ações humanas nocivas no oceano (combater os efeitos
da poluição, como por exemplo os macro plásticos);
Desafio 7 - Aumentar a capacidade de registar toda a informação produzida sobre o Mar. Produzir
novo conhecimento e gerar conhecimento através da fusão de informação. Desenvolver modelos d

Especificação da Plataforma Naval Multifuncional

Sistema 1 -
Sistema Naval de Base
Como uma plataforma multifunções, deve estar equipada não só com o conjunto de sensores adequados às
suas tarefas de monitorização e trabalho de oceanografia, mas também com todos os equipamentos de suporte
à operação conjunta com meios avançados e suporte a trabalhos de investigação, desenvolvimento e
“deployment” de meios inovadores e de interesse para o futuro.
Como plataforma base para a monitorização oceânica, e investigação oceanográfica, deve possuir:
• Sistema de comando e controlo da plataforma com uma rede digital redundante e resiliente (sempre
que possível encriptado e seguro), de alto débito, ligada a sistemas de comunicação para o exterior, o
que inclui sistemas de ancoragem satélite, comunicações em HF/VHF/UHF/SHF. Nestes sistemas
inclui-se o comando e gestão centralizada da plataforma, comando e controlo de Drones – permitirá o
desenvolvimento das tecnologias de comunicações, redes e aplicações de gestão e armazenamento da
35 / 83
informação, assim como de sensores e equipamentos inteligentes na gestão de plataformas complexas,
úteis e transversais a muitas necessidades industriais e operacionais;
• Posicionamento dinâmico (DP1);
• Capacidade de propulsão com ruído reduzido (propulsão complementar elétrica) para trabalhos de
acústica;
• Sistema de posicionamento acústico de meios submarinos (quer na coluna de água quer até
profundidade de oceano total, 6.000m, por exemplo com pelo menos 2 máquinas de “deployment” de
sensores acústicos SBL/USBL;
• Baía para lançamento de meios submarinos (abertura na ordem dos 20x10m e capacidade de
lançamento até 30 toneladas). Este acesso à água permitirá operar em conjunto com outros meios dos
quais o navio será estação base. É de salientar a operação com USVs (Veículos de Superfície não
Tripulados) especificamente desenvolvidos para recolher lixo oceânico e plástico;
• Alternativamente ou complementarmente deve possuir uma baía de desembarque para sistemas
autónomos de superfície para meios navais de médio porte;
• Possibilidade de instalação de patilhão / com sensores fixos – similar a outra “deployment machines”
usadas em DP e acústica, mas para sensores teste – potencialmente usando moonpool;
• Sistema de lançamento de cargas A-frame com compensação de ondulação, permitindo não só
lançamento e suporte à operação de meios tradicionais como o um Work Class ROV, o lançamento de
boias oceânicas, etc;
• Guindaste a bordo com capacidade de carga até 50 toneladas;
• Capacidade de espaço no Convés ou tombadilho para transporte de diferentes meios, destacando-se a
possibilidade de transportar laboratórios contentorizados particulares, um ROV DRILL, um Work
Class ROV, observatórios, submarinos, veículos robóticos submarinos e de superfície de dimensão
considerável (2-4 toneladas);
• Capacidade de suportar o lançamento / aterragem e descolagem de meios robóticos aéreos, quer de asa
fixa quer de asa rotativa (de preferência vertical “take-off and landing”, mas eventualmente recorrendo
a “launch pads”, redes de captura, catapulta);
• Possuir um helideck à proa compatível com helicópteros operados pela Marinha Portuguesa;
Complementarmente deve possuir capacidades logísticas, laboratoriais e de operação:
Laboratórios de Geofísica, Biologia, Geologia;
Oficinas (apoio técnico a sistemas avançados anteriormente listados);
“Garagem” para subsistemas e robóticos anteriormente identificados.
Acresce a possibilidade de operar e gerir fisicamente módulos contentorizados, quer do ponto de vista espacial,
quer do ponto de vista lógico, mecânico e elétrico.
Para além da ponte de Comando do Navio, deverá possuir uma ponte de operação para as missões em curso,
pontes para operação dos sistemas robóticos e sistemas de fundo, uma sala de operações multifuncional para
operar estes sistemas avançados, uma ponte científica, diversas salas de reuniões e gabinetes de trabalho e
auditório de acompanhamento de missões – para visitantes e acompanhamento externo de missões.
Será particularmente relevante a implementação uma solução de energia baseada na combustão de amónia
verde por via de motores dual-fuel, quer seja para o sistema de propulsão quer seja para a geração de energia
elétrica para todos os demais sistemas.

Sistema 2 - Duas lanchas rápidas para proteção da plataforma e estender a ação direta da plataforma,
quer na verificação/interceção de agentes em atividades potencialmente irregulares, quer no auxílio à
coordenação de operações de monitorização e vigilância.
• Sistema 3 - ROV Drill - Um veículo robótico com capacidade de operação até aos 6.000 metros de
profundidade e de perfuração superficial para a recolha de amostras biológicas e minerais no subsolo
marinho. Este sistema permitirá quer, por um lado, um conhecimento mais extensivo da nossa
plataforma continental quer, por outro, dotar o país de uma ferramenta essencial para enfrentar os
futuros desafios de exploração do fundo marinho, bem como da sua proteção nomeadamente em
termos ambientais. Insere-se num conjunto de meios que permitem perspetivar novas utilizações do
mar com sistemas de produção no fundo do mar, sistemas de construção subaquática, observatórios de
profundidade. Note-se que a área portuguesa (e em particular a crista atlântica) tem importantes
recursos geológicos e biológicos que tem de ser afirmados, que temos de conhecer.
• Sistema 4 - Esquadra de veículos de superfície autónomos oceânico (ASVs) para recolha de plásticos,
lixo marinho, “blooms” de algas ou “jellyfish”. Estes sistemas permitem utilizar o navio como base
de operações para recolha de plástico ou outro lixo marinho, complementados com a capacidade de
monitorização de lixo e poluição marinha, estendendo o raio de ação da plataforma principal. Por outro
lado, permitem ser desenvolvidos tendo em vista a tarefa particular de recolha de plástico, não tendo
o navio base de comprometer as suas características para cumprir esta tarefa em particular.
• Sistema 5 - Esquadra de veículos de superfície autónomos oceânicos (ASVs) para a monitorização e
vigilância avançada.
• Sistema 6 - Uma rede de landers robóticos para dotar o navio da capacidade de suportar operações
subaquáticas em que o posicionamento, geo-localização dos veículos submarinos são fundamentais.
• Sistema 7 - Esquadra de AUV para a monitorização ambiental e proteção territorial de baixa
profundidade.
• Sistema 8 - Um AUV de supervisão de operações submarinas para estender a operação da plataforma
até aos 6.000m de profundidade.
• Sistema 9 - Esquadra de AUV para a monitorização ambiental e proteção territorial para o mar
profundo.
• Sistema 10 - Duas esquadras aéreas de Drones de asa fixa e rotativa.
• Sistema 11 - Conjunto de sensores de monitorização atmosférica, qualidade da água e geofísicos,
como Multibeans, Sidescan e Sub-bottom profilers.
• Sistema 12 - Um Digital Twin sincronizado com o centro de operações naval, ancorado num sistema
HPC e num sistema de “awareness” recorrendo a técnicas de AI, entre outras, através da fusão de
dados provenientes quer da recolha direta da plataforma quer de sistemas externos ou remotos.
• Sistema 13 - Um centro de comunicação multi-modo (desde comunicação satélite, WiFi entre outras)
que mantém a plataforma conectada operacionalmente ao centro de Operações
https://dados.gov.pt/s/resources/documentacao-do-prr/20210502-190338/19-20210421-componente-c10vf.pdf

Poderá assemelhar-se a algo do género:

« Última modificação: Maio 25, 2022, 10:07:44 pm por MATRA »
“Hard times create strong men. Strong men create good times. Good times create weak men. And, weak men create hard times.”
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #1 em: Maio 24, 2022, 12:24:43 pm »
Posso ser um bocadinho conspirativo?

Durante décadas as valências oceanográficas civis foram as traineiras do IPMA. A joia da coroa era o desgraçado do Noruega, oferecido pelo país homónimo durante a antiguidade clássica de 1978. Se querias fazer oceanografia em Portugal, tinhas de escolher entre contratar uma empresa estrangeira e pagar uma fortuna, ou recorrer ao Instituto Hidrográfico. Ora sem desrespeito nenhum pelo IH, também tem muitas limitações intrínsecas quando se trata de realizar investigação cientifica, das quais as materiais nem serão as mais importantes. Ainda assim, para qualquer instituição portuguesa eram basicamente a única porta de acesso ao oceano, e portanto gozaram décadas de monopólio.

Tudo isso mudou quando o IPMA conseguiu meter o NI Mário Ruivo a funcionar. A partir deste momento os organismos públicos e privados portugueses com interesse na investigação oceanográfica passaram a poder molhar o pé na água, com muito melhores condições do que as oferecidas pela classe D .Carlos I, e sem estarem sujeitos a disciplinas militares, disputas sobre comando das missões, partilhas de dados sabe-se lá com quem, utilização da oportunidade para fazer tempos de embarque, etc etc.

Ir agora a correr comprar uma "plataforma" cheia de valências oceanográficas cheira um bocado àquela velha tradição portuguesa a que chamamos "correr atrás do prejuízo". Tanto mais quando só parcialmente se enquadra nas prioridades que se andavam a apontar há anos, e quando vai completamente contra o mantra da Marinha de não duplicar meios do estado.
 
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MATRA

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #4 em: Maio 24, 2022, 04:04:48 pm »
Sin tanto nivel...

https://www.20minutos.es/noticia/5004353/0/el-csic-inicia-la-construccion-del-mayor-buque-oceanografico-de-la-flota-espanola-el-odon-de-buen/

Poderá servir de inspiração, pelas linhas exteriores parece feito pela Damen.




Mar chão, bons ventos, beijinhos!!!!!



Ah, desculpem, penssei que já estava a navegar....  :bang: :bang: :bang: :N-icon-Axe:
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #5 em: Maio 24, 2022, 04:41:09 pm »
Finalmente camarotes apropriados para as viagens de cooperação com os PALOP
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #6 em: Maio 24, 2022, 05:06:21 pm »
Com este deslocamento cheira-me que este tão ansiado navio terá capacidade para um paiol de tinto e outro de branco/palhete...
 
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papatango

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #7 em: Maio 24, 2022, 06:08:19 pm »

Sinceramente, qualquer comentário a este tipo de especificação que nem entendo para que serve, teria que ser  colocada no tópico do "apetece-me gritar bem alto FOxxxx"

Esta especificação deve ter sido desenvolvida em conjunto pelas manas mortaguas (especialistas em submarinos), em colaboração com o Design Bureau do almirante Jerónimo.

O problema de um país como Portugal, é que deveria ter capacidade para defender o seu território, ou para pelo menos complicar a vida a um potencial agressor.
Portugal tem várias ilhas atlânticas, todas elas mais ou menos estratégicas e onze delas habitadas.

Portugal, não tem, repito, NÃO TEM, qualquer capacidade autónoma para recuperar o controlo de qualquer dessas ilhas em caso de deixar de poder exercer a sua autoridade em alguma delas.
A única forma de providenciar tal capacidade, é com um navio que tenha a possibilidade de apoiar um desembarque, com meios mecanizados, ao mesmo tempo que permita apoiar as tropas em terra durante um periodo de tempo limitado.
Tal navio, necessita de um meio de defesa aérea, capaz de servir de "guarda chuva" e de meios navais para proteger esse navio.

Ou seja...
Navio logistico com capacidade de desembarque ...
Navio reabastecedor
Navio com elevada capacidade de defesa aérea
Navios com capacidade para defesa destes meios contra ataques submarinos ...

Sem qualquer coisa que se enquadre nesta configuração de força, a República Portuguesa não terá capacidade efectiva para defender o seu território.

E nem falo na questão do novo mapa-cor-de-rosa da ZEE. Um navio de pesquisa submarina, é uma anedota de mau gostoo.

Mas como já disse noutro lado... Quando julgamos que chegámos ao fundo... logo vem alguém cavar o poço ainda mais fundo, para podermos descer mais.
https://www.youtube.com/watch?v=mtEyXAFUbC4

É muito mais facil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #8 em: Maio 24, 2022, 06:19:31 pm »

Sinceramente, qualquer comentário a este tipo de especificação que nem entendo para que serve, teria que ser  colocada no tópico do "apetece-me gritar bem alto FOxxxx"

Esta especificação deve ter sido desenvolvida em conjunto pelas manas mortaguas (especialistas em submarinos), em colaboração com o Design Bureau do almirante Jerónimo.

O problema de um país como Portugal, é que deveria ter capacidade para defender o seu território, ou para pelo menos complicar a vida a um potencial agressor.
Portugal tem várias ilhas atlânticas, todas elas mais ou menos estratégicas e onze delas habitadas.

Portugal, não tem, repito, NÃO TEM, qualquer capacidade autónoma para recuperar o controlo de qualquer dessas ilhas em caso de deixar de poder exercer a sua autoridade em alguma delas.
A única forma de providenciar tal capacidade, é com um navio que tenha a possibilidade de apoiar um desembarque, com meios mecanizados, ao mesmo tempo que permita apoiar as tropas em terra durante um periodo de tempo limitado.
Tal navio, necessita de um meio de defesa aérea, capaz de servir de "guarda chuva" e de meios navais para proteger esse navio.

Ou seja...
Navio logistico com capacidade de desembarque ...
Navio reabastecedor
Navio com elevada capacidade de defesa aérea
Navios com capacidade para defesa destes meios contra ataques submarinos ...

Sem qualquer coisa que se enquadre nesta configuração de força, a República Portuguesa não terá capacidade efectiva para defender o seu território.

E nem falo na questão do novo mapa-cor-de-rosa da ZEE. Um navio de pesquisa submarina, é uma anedota de mau gostoo.

Mas como já disse noutro lado... Quando julgamos que chegámos ao fundo... logo vem alguém cavar o poço ainda mais fundo, para podermos descer mais.

Certo, mas este vem integrado num projeto todo pipi* e fazemos o que mais gostamos, estender a mão, mandamos toda esta lenga lenga para Bruxelas, e caiem os euros.

Não é nada mais que o habitual, aquisições para as FA ou por esmola ou com dinheiro dos outros (exceção à Embraer), neste caso como o pilim vem do PRR, teve de ser algo, digamos, mais civil.

*https://dados.gov.pt/s/resources/documentacao-do-prr/20210502-190338/19-20210421-componente-c10vf.pdf
« Última modificação: Maio 24, 2022, 06:20:21 pm por MATRA »
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #9 em: Maio 24, 2022, 06:40:33 pm »
Será que  o PRR só pode ser aplicado em navios fofinhos e desarmados ? Se calhar é uma imposição
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #10 em: Maio 24, 2022, 07:43:28 pm »
Será que  o PRR só pode ser aplicado em navios fofinhos e desarmados ? Se calhar é uma imposição

Sim, tudo completamente desarmado e "fofo", poderá ofender as raias que andam no mar.
CPS
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #11 em: Maio 24, 2022, 08:37:30 pm »
Então pese embora o crasso problema de navios de uma dita marinha de guerra, mesmo em letra pequena, temos perante tal falta grave e crucial e tempo de executar, a alegria de fazer um mega bote para os não combatentes empregados na marinha do titi irem fazer umas voltinhas e agraciar os prorussos africanos palop com mais esta. Porque depois vai ser só festa e viagens de bilateralidade selectiva.

Falta um navio abastecedor
Falta uma solução de navio logístico
Faltam Fragatas que se possam chamar isso
Mas urgente é dar emprego a malta que são é civis ou meio termo, sei lá. Comodoros de paquetes

Não desfazendo no Bote, e sem criticar que deva ser feito algo oportunamente, mas é isto a urgência? Não pode ser um navio feito por uma entidade civil e suportado por essa entidade?


Então são as duas classe BD, que imagino sejam descritas como o suprassumo da complexidade, que com os dois submarinos fazem a despesa de Soberania e Nato (para numero). Porque o resto dos meios é comédia mesmo

Isto devia dar despedimento de um monte de comodoros e almirantes que já estavam a mais e, vão ainda mais estar, numa uma marinhazinha minúscula e quase inconsequente?

Fazem o quê essa malta a rodos? Uns GT de tudo e mais alguma coisa, por exemplo, de menus ou organização de recepções de visitantes
 

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #12 em: Maio 24, 2022, 09:40:42 pm »
Aqui o problema transcende o navio. Navio este que até é uma necessidade, sobretudo para deixarmos de dar luz verde aos nossos "amigos" chineses para virem investigar as nossas águas.

Agora a questão que se faz, é se faz sentido ter este navio na Marinha, quando se calhar devia estar a cargo de outra entidade.

Mas não se iludam, se os 94 milhões ou lá o que é do PRR não fossem para este navio, a Marinha não recebia um cêntimo, mais depressa se gastava 94 milhões em rotundas.

Espero francamente que este navio venha é substituir os actuais (4?) hidrográficos da Marinha, o que a médio/longo-prazo, deverá ajudar a poupar um quantia considerável em custos de manutenção de apenas 1 navio ao invés de 3 ou 4. Para não falar do número de pessoal necessário para guarnecer.

Paralelamente a este navio, devia-se sim investir nos meios de combate (fragatas e submarinos preferencialmente) da Marinha, e meios da FAP. E para um país "virado para o mar", não devia ser difícil conseguir ter um navio cientifico e uma Marinha de Guerra moderna.
 
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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #13 em: Maio 24, 2022, 09:45:53 pm »
Aqui o problema transcende o navio. Navio este que até é uma necessidade, sobretudo para deixarmos de dar luz verde aos nossos "amigos" chineses para virem investigar as nossas águas.

Agora a questão que se faz, é se faz sentido ter este navio na Marinha, quando se calhar devia estar a cargo de outra entidade.

Mas não se iludam, se os 94 milhões ou lá o que é do PRR não fossem para este navio, a Marinha não recebia um cêntimo, mais depressa se gastava 94 milhões em rotundas.

Espero francamente que este navio venha é substituir os actuais (4?) hidrográficos da Marinha, o que a médio/longo-prazo, deverá ajudar a poupar um quantia considerável em custos de manutenção de apenas 1 navio ao invés de 3 ou 4. Para não falar do número de pessoal necessário para guarnecer.

Paralelamente a este navio, devia-se sim investir nos meios de combate (fragatas e submarinos preferencialmente) da Marinha, e meios da FAP. E para um país "virado para o mar", não devia ser difícil conseguir ter um navio cientifico e uma Marinha de Guerra moderna.

Difícil não seria, houvesse real interesse
 

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Re: Plataforma Naval Multifuncional
« Responder #14 em: Maio 24, 2022, 09:56:33 pm »
Aqui o problema transcende o navio. Navio este que até é uma necessidade, sobretudo para deixarmos de dar luz verde aos nossos "amigos" chineses para virem investigar as nossas águas.

Agora a questão que se faz, é se faz sentido ter este navio na Marinha, quando se calhar devia estar a cargo de outra entidade.


Mas não se iludam, se os 94 milhões ou lá o que é do PRR não fossem para este navio, a Marinha não recebia um cêntimo, mais depressa se gastava 94 milhões em rotundas.

Espero francamente que este navio venha é substituir os actuais (4?) hidrográficos da Marinha, o que a médio/longo-prazo, deverá ajudar a poupar um quantia considerável em custos de manutenção de apenas 1 navio ao invés de 3 ou 4. Para não falar do número de pessoal necessário para guarnecer.

Paralelamente a este navio, devia-se sim investir nos meios de combate (fragatas e submarinos preferencialmente) da Marinha, e meios da FAP. E para um país "virado para o mar", não devia ser difícil conseguir ter um navio cientifico e uma Marinha de Guerra moderna.

Faz, não só pelos projectos PESCO em que Portugal está envolvido, bem como para apoiar as empresas portuguesas que estão a desenvolver drones, rovers, etc...

Mas porque se gasta 94M nisto em vez do AOR? Porque isto tem custo político positivo, basta ver que mesmo tendo o ponto
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Desafio 4 - Vigiar e combater as irregularidades e ilegalidades sobre o oceano de jurisdição
portuguesa, cometidas sobre as cadeias de valor das indústrias oceânicas;
não se fala de nenhuma forma como isso vai ser feito.