CAS/Overwatch na FAP ???

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mafets

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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #345 em: Novembro 28, 2022, 03:21:58 pm »
Vamos lá por os pontos nos is, novamente: Aceito a vinda do ST porque os Caracóis andam deste que o APha se foi sem aviões. Se se acabar com a esquadra não faz sentido virem os ST ou qualquer aparelho que cumpra a mesma missão. Continuando com a esquadra qualquer treinador avançado tem no mínimo possibilidade de levar armamento (até o básico Epsilon, mas como aqui somos pela paz, dispensamos). No caso da RCA/Africa, sem duvida que os Black Hawks são os melhores e fazem mais sentido (modelos europeus por norma têm a crónica falta de peças e problemas de logística). O único problema é que  os Caracóis precisam de aviões não helis.  ;)

   

Saudações 
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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #346 em: Novembro 30, 2022, 06:38:10 pm »
Relativamente a este assunto e que a ser verdade a vinda dos SuperTucano,sera sempre uma mais valia pois vem ocupar a saida dos Alfajet...treino avancado,apoio e ataque leve,identificacao de aeronaves e ou prestar auxilio a aeronaves ,podera tambem dar suporte a fiscalizacao de meios aereos...mas parece me que fica a faltar efectivamente uma aeronave para passagem de treino basico/treino avancado em avioes a reaccao...o M346, da Leonardo podia tambem aqui ser equacionado....ou seja a compra de 12 super Tucano seria a mais acertada ....assim como a aquisicao de 6 A 12 M349,
Isso nao invalida a compra de um heli medio de apoio e  ataque ...penso que faz e muita falta aos homens que estao na frente de combate....a escolha a meu ver no perfil que pretende o Governo....o blackhawk seria no imediato a minha escolha principal....mas penso que a leonardo tem aqui uma palavra a dizer....
Minha opiniao....
« Última modificação: Dezembro 01, 2022, 07:12:07 pm por luis simoes »
 

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dc

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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #347 em: Dezembro 01, 2022, 02:00:24 pm »
V.exma que anda para aí a apregoar as qualidades do Pc21, e que com o ST precisamos de 3 aviões, etc, etc, é confrontado com o facto de os sauditas mesmo com o PC21, que compraram só 50 unidades, precisarem de mais 22 Hawk, ou seja os mesmo 3 aviões para as etapas de instrução, e eu é que dou o tiro no pé? Então mas os Sauditas vão comprar o tal "inferior" ST para precisarem de mais 22 Hawk?  :mrgreen: Estranho? Não! O que não faltam são foristas a apregoar as qualidades dos F35, o tal que salta bocados quando ultrapassa march 1,6, do Pc21, o tal que afinal os sauditas não consideram suficiente para 2 etapas de instrução, e a criticar o ST, o tal que formou 300 pilotos na FAB, e obviamente vai continuar a formar até vir o tal jacto que não encontro o tal concurso.  ::) Já agora, cada força aérea tem doutrinas. Se houvesse menos preocupação com a balística e mais com a precepção  disso mesmo...  ;)

P.S. Coloca lá aí online as especificações de que o ST é pior que o PC21 e mais caro. É que eu também gosto muito do T6 e do F18 e não ando a apregoar que são os melhores aviões do mundo porque me apetece.  :-P

Deste um tiro no pé sim. Então ou sua inteligência, se os sauditas com o PC-21 precisaram de comprar um treinador a jacto para o complementar, com a vinda do ST teremos exactamente o mesmo problema, ou seja, com o ST, não serão 3, serão 4 modelos de aeronave de treino (com o PC-21, mesmo com um treinador a jacto, seriam apenas 3, porque este ao menos serve para substituir o TB-30). Mais uma vez, como aeronave de treino, o PC-21 é amplamente considerado internacionalmente e universalmente superior ao ST, tanto em performance e adaptabilidade, como em custos (pesquise na net os valores dos concursos de um e outro aparelho, e depois falamos). Ainda há o acréscimo de que o PC-21 é usado por países aliados, com o ST vamos ter uniformidade logística com... uns quantos países africanos. Já agora, relembre lá quantos ST a Suécia vai comprar?  :mrgreen:

A conversa dos Caracóis não terem aviões e o ST vir salvar a pátria, é tanga. Não há orçamento na LPM para retificar este problema com a compra do superior e mais barato PC-21, mas vai-se roubar orçamento doutro programa das FA (vamos lá ver qual), para comprar aos amigos o ST, que é mais caro e menos adequado. Mas se o mafets se quer convencer que o ST é equivalente, sem se dar ao trabalho de ir pesquisar, é consigo.

Os helicópteros, não têm nada a ver com os Caracóis. E se aqui se está a debater se devíamos comprar ST em vez de helicópteros armados, então a questão é ainda mais grave do que pensava.

Infelizmente, esta compra da tanga do ST, não beneficia nada o país do ponto de vista estratégico, sendo um meio militarmente mono-missão (COIN em África), não prestando para missões no Atlântico nem na Europa, vai ser uma compra cara, não planeada, que irá roubar dinheiro a outro lado, e a ver vamos se não vai congelar a compra de helicópteros e se não vai roubar orçamento em horas de voo e em munições para os F-16, e vamos também ver se não vai ditar mais uma machadada na frota dos F-16 (a tal redução para 25).

Para concluir, e antes que se veja o típico comentário da "preferência pessoal". Não, eu sou contra a vinda do ST, por questões racionais e pragmáticas. Se o ST não se adequa à nossa realidade, não faz sentido comprar, é simples. "Ah mas os Caracóis", se é assim tão preocupante, então que na execução da LPM de 2019 a FAP tivesse chegado à frente e pedisse menos 2 KC-390, e aí já se arranjavam 200 e tal milhões para substituir os AJ.
Esta compra não tem qualquer cabimento, tem contornos duvidosos, e não responde às reais necessidades da FAP. Por mim, PC-21 ou ST é igual, nenhum deles é esteticamente mais apelativo que o outro, portanto a questão da preferência pessoal não se coloca, colocam-se sim as questões técnicas (as tais que deviam importar num concurso), e nisso, o ST perde. A missão em África é para helicópteros, que são muito mais adaptáveis, logo a pancada da aeronave COIN não existe.

Francamente, por mim, aeronaves de treino, era tudo varrido. Não temos dinheiro para sustentar as unidades operacionais, mas torramos milhões em unidades de treino. Traduzindo para futebolês, é aquela equipa que tem o estádio a cair de podre, relvado que parece um pântano, mas depois quer um centro de treinos como o dos clubes grandes. A tal escola internacional (ou inserir-nos num grupo de aliados da NATO para esse fim, ou até criar uma escola dentro da NATO) vinha resolver esse problema, que permitia que os orçamentos da FAP, nomeadamente para operação e manutenção de aeronaves, fossem usados onde realmente fazem falta (F-16, Merlin, P-3, C-295, etc) em vez das inúmeras esquadras e aeronaves de treino que temos/pretendemos ter. Quando falam em M-346 para FAP, até me engasgo, que andamos constantemente a cortar porque não há dinheiro para manter e operar o que temos, mas depois querem inventar 500 milhões para aeronaves de treino a jacto.

Como esta opção não parece estar em cima da mesa, e as fantasias megalómanas de ter aeronaves de treino topo de gama para todas as etapas reapareceram, então olha, é tentar comprar aeronaves que não pesem tanto no orçamento, e consigam responder a mais que uma etapa de treino, como é o caso do PC-21.
 

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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #348 em: Dezembro 01, 2022, 07:15:50 pm »
Honestamente quero crer que o super Tucano chegue,mas o pessoal aqui ja disse que e certo esta compra....pergunto me onde viram esse tema a ser questionado,e onde esta inscrito na LPM x, para a compra de aeronave SuperTucano...
Eu honeatamente nao ouvi,nem li, qualquer questao sobre este assunto...
 

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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #349 em: Dezembro 02, 2022, 02:50:07 pm »
V.exma que anda para aí a apregoar as qualidades do Pc21, e que com o ST precisamos de 3 aviões, etc, etc, é confrontado com o facto de os sauditas mesmo com o PC21, que compraram só 50 unidades, precisarem de mais 22 Hawk, ou seja os mesmo 3 aviões para as etapas de instrução, e eu é que dou o tiro no pé? Então mas os Sauditas vão comprar o tal "inferior" ST para precisarem de mais 22 Hawk?  :mrgreen: Estranho? Não! O que não faltam são foristas a apregoar as qualidades dos F35, o tal que salta bocados quando ultrapassa march 1,6, do Pc21, o tal que afinal os sauditas não consideram suficiente para 2 etapas de instrução, e a criticar o ST, o tal que formou 300 pilotos na FAB, e obviamente vai continuar a formar até vir o tal jacto que não encontro o tal concurso.  ::) Já agora, cada força aérea tem doutrinas. Se houvesse menos preocupação com a balística e mais com a precepção  disso mesmo...  ;)

P.S. Coloca lá aí online as especificações de que o ST é pior que o PC21 e mais caro. É que eu também gosto muito do T6 e do F18 e não ando a apregoar que são os melhores aviões do mundo porque me apetece.  :-P

Deste um tiro no pé sim. Então ou sua inteligência, se os sauditas com o PC-21 precisaram de comprar um treinador a jacto para o complementar, com a vinda do ST teremos exactamente o mesmo problema, ou seja, com o ST, não serão 3, serão 4 modelos de aeronave de treino (com o PC-21, mesmo com um treinador a jacto, seriam apenas 3, porque este ao menos serve para substituir o TB-30). Mais uma vez, como aeronave de treino, o PC-21 é amplamente considerado internacionalmente e universalmente superior ao ST, tanto em performance e adaptabilidade, como em custos (pesquise na net os valores dos concursos de um e outro aparelho, e depois falamos). Ainda há o acréscimo de que o PC-21 é usado por países aliados, com o ST vamos ter uniformidade logística com... uns quantos países africanos. Já agora, relembre lá quantos ST a Suécia vai comprar?  :mrgreen:

A conversa dos Caracóis não terem aviões e o ST vir salvar a pátria, é tanga. Não há orçamento na LPM para retificar este problema com a compra do superior e mais barato PC-21, mas vai-se roubar orçamento doutro programa das FA (vamos lá ver qual), para comprar aos amigos o ST, que é mais caro e menos adequado. Mas se o mafets se quer convencer que o ST é equivalente, sem se dar ao trabalho de ir pesquisar, é consigo.

Os helicópteros, não têm nada a ver com os Caracóis. E se aqui se está a debater se devíamos comprar ST em vez de helicópteros armados, então a questão é ainda mais grave do que pensava.

Infelizmente, esta compra da tanga do ST, não beneficia nada o país do ponto de vista estratégico, sendo um meio militarmente mono-missão (COIN em África), não prestando para missões no Atlântico nem na Europa, vai ser uma compra cara, não planeada, que irá roubar dinheiro a outro lado, e a ver vamos se não vai congelar a compra de helicópteros e se não vai roubar orçamento em horas de voo e em munições para os F-16, e vamos também ver se não vai ditar mais uma machadada na frota dos F-16 (a tal redução para 25).

Para concluir, e antes que se veja o típico comentário da "preferência pessoal". Não, eu sou contra a vinda do ST, por questões racionais e pragmáticas. Se o ST não se adequa à nossa realidade, não faz sentido comprar, é simples. "Ah mas os Caracóis", se é assim tão preocupante, então que na execução da LPM de 2019 a FAP tivesse chegado à frente e pedisse menos 2 KC-390, e aí já se arranjavam 200 e tal milhões para substituir os AJ.
Esta compra não tem qualquer cabimento, tem contornos duvidosos, e não responde às reais necessidades da FAP. Por mim, PC-21 ou ST é igual, nenhum deles é esteticamente mais apelativo que o outro, portanto a questão da preferência pessoal não se coloca, colocam-se sim as questões técnicas (as tais que deviam importar num concurso), e nisso, o ST perde. A missão em África é para helicópteros, que são muito mais adaptáveis, logo a pancada da aeronave COIN não existe.

Francamente, por mim, aeronaves de treino, era tudo varrido. Não temos dinheiro para sustentar as unidades operacionais, mas torramos milhões em unidades de treino. Traduzindo para futebolês, é aquela equipa que tem o estádio a cair de podre, relvado que parece um pântano, mas depois quer um centro de treinos como o dos clubes grandes. A tal escola internacional (ou inserir-nos num grupo de aliados da NATO para esse fim, ou até criar uma escola dentro da NATO) vinha resolver esse problema, que permitia que os orçamentos da FAP, nomeadamente para operação e manutenção de aeronaves, fossem usados onde realmente fazem falta (F-16, Merlin, P-3, C-295, etc) em vez das inúmeras esquadras e aeronaves de treino que temos/pretendemos ter. Quando falam em M-346 para FAP, até me engasgo, que andamos constantemente a cortar porque não há dinheiro para manter e operar o que temos, mas depois querem inventar 500 milhões para aeronaves de treino a jacto.

Como esta opção não parece estar em cima da mesa, e as fantasias megalómanas de ter aeronaves de treino topo de gama para todas as etapas reapareceram, então olha, é tentar comprar aeronaves que não pesem tanto no orçamento, e consigam responder a mais que uma etapa de treino, como é o caso do PC-21.

Meu caro, inteligência e balística, não entra no meu debate. Sabes a minha opinião, sei a tua e ficamos por aqui. E cada um tem direito à sua. Simples assim ;)

Cumprimentos

P.S. Faltam os Links que provam que o ST é o mais caro do mercado e não preenche todas as lacunas de treino. As tais questões técnicas que v.exma não postou.

P.S.2 - "Inteligência" à parte, a questão é simples: Acabem com as esquadras de treino e já não precisam de ter aviões para as tais missões. Ah, e depois a dependência de terceiros, como é? Só para lançar o debate...

P.S.3 - Africa não é tudo a mesma coisa. Uma coisa é a RCA em que as ameaças ao que voa é nula. Já outras zonas são diferentes. Podemos começar pelo link abaixo...

https://dailytrust.com/the-crash-of-naf-alpha-jet-and-the-cause-for-alarm/
« Última modificação: Dezembro 02, 2022, 02:58:54 pm por mafets »
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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #350 em: Dezembro 06, 2022, 12:16:07 pm »
Que resposta fraquinha.  :mrgreen:

Agora a sério, é claramente uma questão de inteligência quando se vem dizer que a opção ST, que obriga a ter 3 aeronaves de treino a hélice + 1 a jacto, é melhor que a opção PC21 que obriga a 2 aeronaves a hélice e 1 a jacto. Claramente 4 é menor que 3, no raciocínio em causa.

Depois, quanto aos valores, meu caro, isto é o tópico do CAS, que já foi mais que rebatido, não preciso de andar a postar links sobre "preços" de aeronaves de treino, basta ir pesquisar os valores dos contratos de ambos os modelos. Mas o que é comummente sabido, é que cada ST novo custa à volta de 16-18 milhões cada, e o PC-21 custa cerca de 10 milhões. Só isto é um factor eliminatório (em qualquer outro programa para a Defesa seria assim, mas aqui como é Embraer, se calhar até preço de F-22 pagávamos pelo ST).

Depois a performance das aeronaves, algo que também é acessível com facilidade online, está também a favor do PC-21, com dois "pequenos" aspectos em destaque: velocidade máxima e limite de forças G, dois factores de extrema importância quando queres "desenrascar" a função de treino avançado com uma aeronave a hélice.

Quanto à invenção de armar as aeronaves de treino a hélice, sejam ST, PC-21, TB-30 ou o trenó do Pai Natal, deixem-se disso. Se a ameaça for pouca, helicópteros armados resolvem o problema, com acréscimo de muito mais versatilidade, se o TO for mais complexo, enviam-se F-16 com o armamento adequado. Ter pelo meio esta despesa de 200 milhões em ST não faz qualquer sentido do ponto de vista militar já que são limitados nos cenários em que podem ser usados.

E se a mentalidade na FAP é essa que dizes: ou se compra ST ou se extingue a esquadra, então é sinal que os lobbies estão cá e em força, em que ou compramos o modelo deles, ou acaba-se com a FAP. De certo que seria completamente irracional, pegar nos mesmos milhões que se vai atirar à Embraer pelos ST, e fazer um concurso como deve ser para comprar 10/12 aeronaves de treino a hélice.*

*Há quem diga que serão em segunda-mão os ST, portanto o mais certo é realmente pagarmos menos, uns 100 milhões, pelas aeronaves, mas sem saber o real estado delas. O plano da Embraer deve ser esse, vende aos burros dos tugas os ST que ninguém quis por uns 100 milhões, criam a capacidade de os manter em Portugal, e os burros todos contentes. Daqui a 10/15 anos, já temos de os substituir todos (lá está, segunda-mão, e a ter de fazer perninha em África e treino e sabe-se lá mais o quê), e com o argumento de termos a infraestrutura para os manter, lá vamos nós gastar mais 200/300 milhões em ST novos, se calhar até mais, dependendo da inflação até lá, na famosa década de 30 onde já há poucos programas planeados. A ver vamos se, o tal efeito dominó causado pelo ST, não se vai revelar ainda pior, em que vamos querer substituir os F-16, e em vez de comprarmos perto de 30 aeronaves, ficamo-nos pelas 16, e aumentam a encomenda dos ST.

Quanto à dependência de terceiros, meu caro, eu antes prefiro ficar dependente de um possível centro de treino da NATO, e ter dinheiro para a parte operacional, do que ter toda uma panóplia de aeronaves de treino topo de gama, e depois oferecer a Defesa (a parte operacional) a quem der mais. Porque com a necessidade de se gastar nas aeronaves de treino a crescer, vai haver menos dinheiro para os meios operacionais, e das duas uma: ou o M-346 (ou equivalente) passa a ser substituto do F-16, ou andamos a formar pilotos para voarem nos caças espanhóis, franceses, e afins.
 

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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #351 em: Dezembro 06, 2022, 02:58:13 pm »
Que resposta fraquinha.  :mrgreen:

Agora a sério, é claramente uma questão de inteligência quando se vem dizer que a opção ST, que obriga a ter 3 aeronaves de treino a hélice + 1 a jacto, é melhor que a opção PC21 que obriga a 2 aeronaves a hélice e 1 a jacto. Claramente 4 é menor que 3, no raciocínio em causa.

Depois, quanto aos valores, meu caro, isto é o tópico do CAS, que já foi mais que rebatido, não preciso de andar a postar links sobre "preços" de aeronaves de treino, basta ir pesquisar os valores dos contratos de ambos os modelos. Mas o que é comummente sabido, é que cada ST novo custa à volta de 16-18 milhões cada, e o PC-21 custa cerca de 10 milhões. Só isto é um factor eliminatório (em qualquer outro programa para a Defesa seria assim, mas aqui como é Embraer, se calhar até preço de F-22 pagávamos pelo ST).

Depois a performance das aeronaves, algo que também é acessível com facilidade online, está também a favor do PC-21, com dois "pequenos" aspectos em destaque: velocidade máxima e limite de forças G, dois factores de extrema importância quando queres "desenrascar" a função de treino avançado com uma aeronave a hélice.

Quanto à invenção de armar as aeronaves de treino a hélice, sejam ST, PC-21, TB-30 ou o trenó do Pai Natal, deixem-se disso. Se a ameaça for pouca, helicópteros armados resolvem o problema, com acréscimo de muito mais versatilidade, se o TO for mais complexo, enviam-se F-16 com o armamento adequado. Ter pelo meio esta despesa de 200 milhões em ST não faz qualquer sentido do ponto de vista militar já que são limitados nos cenários em que podem ser usados.

E se a mentalidade na FAP é essa que dizes: ou se compra ST ou se extingue a esquadra, então é sinal que os lobbies estão cá e em força, em que ou compramos o modelo deles, ou acaba-se com a FAP. De certo que seria completamente irracional, pegar nos mesmos milhões que se vai atirar à Embraer pelos ST, e fazer um concurso como deve ser para comprar 10/12 aeronaves de treino a hélice.*

*Há quem diga que serão em segunda-mão os ST, portanto o mais certo é realmente pagarmos menos, uns 100 milhões, pelas aeronaves, mas sem saber o real estado delas. O plano da Embraer deve ser esse, vende aos burros dos tugas os ST que ninguém quis por uns 100 milhões, criam a capacidade de os manter em Portugal, e os burros todos contentes. Daqui a 10/15 anos, já temos de os substituir todos (lá está, segunda-mão, e a ter de fazer perninha em África e treino e sabe-se lá mais o quê), e com o argumento de termos a infraestrutura para os manter, lá vamos nós gastar mais 200/300 milhões em ST novos, se calhar até mais, dependendo da inflação até lá, na famosa década de 30 onde já há poucos programas planeados. A ver vamos se, o tal efeito dominó causado pelo ST, não se vai revelar ainda pior, em que vamos querer substituir os F-16, e em vez de comprarmos perto de 30 aeronaves, ficamo-nos pelas 16, e aumentam a encomenda dos ST.

Quanto à dependência de terceiros, meu caro, eu antes prefiro ficar dependente de um possível centro de treino da NATO, e ter dinheiro para a parte operacional, do que ter toda uma panóplia de aeronaves de treino topo de gama, e depois oferecer a Defesa (a parte operacional) a quem der mais. Porque com a necessidade de se gastar nas aeronaves de treino a crescer, vai haver menos dinheiro para os meios operacionais, e das duas uma: ou o M-346 (ou equivalente) passa a ser substituto do F-16, ou andamos a formar pilotos para voarem nos caças espanhóis, franceses, e afins.
Resposta Fraquinha? Então porque? Queres uma fita métrica para medir se a minha é maior que a tua?  :mrgreen:

Agora a sério, a tua Inteligência dá para um lado, a minha dá para outro. Simples.  ;) Sim, esperava para ter uma resposta "menos fraquinha" que houvesse aqui uns links, mas não existe, tudo bem. Ah, é porque é o tópico do Cas. Mas Siga.  :mrgreen:

Da mesma forma que para mim faz sentido armar aeronaves de treino. Para ti não. Da mesma forma que para mim o treino avançado não é só velocidade máxima e forças G. Continuemos.  ;)

Os Caracóis extintos não faz sentido vir uma aeronave de treino. Foi isso que escrevi, e não estando extintos para mim faz sentido qualquer aeronave de treino, desde que cumpra os requisitos necessários. Que, para mim o ST faz. E para v.exma não. Claro como água.  8)

Os Caracóis é uma esquadra de treino. Portanto precisam de aviões de Treino. A não ser que seja transformada em esquadra de helis, para levar uns Black Hawks armados.  ;)

Possível centro de treino da NATO? Mais depressa os Caracóis ganham asas.  :mrgreen:

Saudações

 





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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #352 em: Hoje às 03:13:44 pm »
Outra vez arroz?

Onde é que foi falado que os helicópteros iam para os Caracóis? Lado nenhum. Faltam-nos helicópteros militares, portanto estes terão que ser adquiridos na mesma, já que transporte aéreo em África não fazes com uma aeronave a hélice de treino.

Onde é que temos necessidade de armar aeronaves a hélice de treino? Para as missões em África bastam os mais versáteis helicópteros, e caso a situação o exija, destacas F-16. Ter lá PC-21, ST, ou Epsilon é completamente desnecessário. Os nossos principais TOs são o Atlântico e a Europa, cenários onde uma aeronave a hélice não é necessária.

Quer links, vá pesquisar. Se não pesquisa, não pode opinar que o ST "cumpre os requisitos", principalmente quando não foi avaliado em paralelo com um concorrente. Se em todos os outros casos em que foi concorrente em concursos de aviões de treino internacionais, e perdeu, porque será? A Força Aérea Sueca prometeu que ia comprar o ST se a FAB escolhesse o Gripen... e o que aconteceu? Pois...

Mas lá está, decisões tomadas por desespero, normalmente são más decisões. Estivessem realmente preocupados com os Caracóis, tinham aberto um concurso e que ganhasse o melhor (e até com melhores preços), não um ajuste directo às três pancadas, movido a corrupção, e cujos aspectos técnicos não foram tidos em conta, tendo eles pegado na história do "COIN em África" como um pseudo-pretexto para comprar o dito avião. Se queriam uma solução de recurso para os Caracóis, então que fossem por uma solução em conta (€), e não o mais caro da sua classe.
 

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Re: CAS/Overwatch na FAP ???
« Responder #353 em: Hoje às 05:04:34 pm »
Outra vez arroz
De pato sabe que nem ginjas... :mrgreen:

Onde é que foi falado que os helicópteros iam para os Caracóis? Lado nenhum. Faltam-nos helicópteros militares, portanto estes terão que ser adquiridos na mesma, já que transporte aéreo em África não fazes com uma aeronave a hélice de treino.
E faltam aeronaves de treino para os Caracóis que continuam activos. Extingue-se a esquadra e já não são preciso aviões de treino. Simples. Em África, fica como está, com os Mi8/17 da Onu. helis é outro tópico.  :mrgreen:

Onde é que temos necessidade de armar aeronaves a hélice de treino
? Para as missões em África bastam os mais versáteis helicópteros, e caso a situação o exija, destacas F-16. Ter lá PC-21, ST, ou Epsilon é completamente desnecessário. Os nossos principais TOs são o Atlântico e a Europa, cenários onde uma aeronave a hélice não é necessária.
Tenho outra opinião por motivos já anteriormente ditos. Vá pesquisar.  :mrgreen:


Quer links, vá pesquisar
.
Vai tu. Como no filme.  :mrgreen:

Se não pesquisa, não pode opinar que o ST "cumpre os requisitos", principalmente quando não foi avaliado em paralelo com um concorrente. Se em todos os outros casos em que foi concorrente em concursos de aviões de treino internacionais, e perdeu, porque será? A Força Aérea Sueca prometeu que ia comprar o ST se a FAB escolhesse o Gripen... e o que aconteceu? Pois...
Mais arroz à valenciana.   :mrgreen: Cumpre na FAB. Quando vier o tal caça a jacto para os Gripen falamos.  :P

Mas lá está, decisões tomadas por desespero, normalmente são más decisões. Estivessem realmente preocupados com os Caracóis, tinham aberto um concurso e que ganhasse o melhor (e até com melhores preços), não um ajuste directo às três pancadas, movido a corrupção, e cujos aspectos técnicos não foram tidos em conta, tendo eles pegado na história do "COIN em África" como um pseudo-pretexto para comprar o dito avião. Se queriam uma solução de recurso para os Caracóis, então que fossem por uma solução em conta (€), e não o mais caro da sua classe.
Meu caro, de dentro da Fap as próprias opiniões divergem. Agora, que existe uma corrente que defende o St e que diz que o mesmo vem com verbas nomeadamente dos francius, existe.E voltamos ao porque da Central de compras da Nato e ao material como o Tridente (já sabemos que o trident é das pastilhas)  :mrgreen: e ao valor que pagamos a mais. Mais caro da classe? Não vi valores nem me apetece pesquisar.  ;)

Saudações

P.S. Opinião diferentes, é a vida. Já está mais que entendido o meu ponto de vista. E neste tópico fico-me por aqui.  ;)
« Última modificação: Hoje às 05:07:58 pm por mafets »
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