4ª Esquadrilha de Submarinos despede-se do NRP “Delfim”

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TOMKAT

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« Responder #15 em: Dezembro 07, 2005, 09:56:39 pm »
O Submarino Delfim cumpriu a sua penultima missão ao serviço de Portugal, ultima missão ao serviço da Marinha de Guerra Portuguesa, efectuando uma missão de patrulha ao largo da barra do Tejo, sucedendo após o cumprimento dessa missão a cerimónia de despedida da Esquadrilha de submarinos.

Disse no ínicio que o Delfim cumpriu hoje a sua penúltima missão pois ainda tem uma última missão a cumprir.
Vai ser doado à cidade de Viana do Castelo onde vai ser posto em seco e servir como unidade museulógica da arma submarina portuguesa, honra que lhe fica bem pelos serviços prestados à nação.

Quantas classes de navios já passaram pela Marinha Portuguesa merecedoras dessa distinção que foram transformadas em sucata, perdendo-se parte da nossa história naval a favor de um qualquer sucateiro. :?
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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Luso

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« Responder #16 em: Dezembro 07, 2005, 10:30:59 pm »
Viram na SIC Notícias a despedida do Delfim?
E a defesa dos novos submarinos por um comandante da Armada?
Até que enfim alguém defendeu com dignidade e lucidez esta arma coisa que ainda não tinha visto ninguém fazer. Portou-se -  quanto a mim - lindamente.
É falando às pessoas que as dúvidas se dissipam.
« Última modificação: Dezembro 07, 2005, 11:14:30 pm por Luso »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Miguel

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« Responder #17 em: Dezembro 07, 2005, 10:33:28 pm »
Luso :wink:
 

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Luso

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« Responder #18 em: Dezembro 07, 2005, 11:16:17 pm »
Miguel, não se tratou de um discurso mas uma entrevista dada por um comandante da Marinha Portuguesa cujo nome não fixei, infelizmente.
Entrevista serena e bem conduzida pelo Mário Crespo.

Já agora, sabem que há um "mastro" para submarinos capaz de receber um canhão Mauser de 30mm? É um projecto alemão e muito interessante.
A proposta é para o U212 Alemão...
Há um PDF por aí com isso.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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PereiraMarques

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« Responder #19 em: Dezembro 07, 2005, 11:18:59 pm »
A RTP1 também deu duas vezes uma reportagem sobre o Delfim, nas duas edições do "TeleJornal", antes e depois dos "lampiões"...

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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NotePad

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« Responder #20 em: Dezembro 07, 2005, 11:28:12 pm »
...
« Última modificação: Fevereiro 25, 2007, 06:21:54 am por NotePad »
 

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Luso

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« Responder #21 em: Dezembro 07, 2005, 11:29:52 pm »
http://www.soldat-und-technik.de/10-05/mar.pdf

São apenas 30 tiros, mas a ideia está aí para ser melhorada.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Pedro Monteiro

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« Responder #22 em: Dezembro 08, 2005, 11:59:59 am »
Citação de: "Luso"
Miguel, não se tratou de um discurso mas uma entrevista dada por um comandante da Marinha Portuguesa cujo nome não fixei, infelizmente.
Entrevista serena e bem conduzida pelo Mário Crespo.

Já agora, sabem que há um "mastro" para submarinos capaz de receber um canhão Mauser de 30mm? É um projecto alemão e muito interessante.
A proposta é para o U212 Alemão...
Há um PDF por aí com isso.


Era o Comandante Gouveia e Melo que era o responsável das relações públicas da Armada - aparentemente mudou o responsável com o novo CEMA. Uma pessoa extremamente competente e eficiente. E um submarinista. Mário Crespo, com a sua paixão por assuntos navais, muito tem feito por divulgar esta temática nos seus blocos informativos. Há uns tempos destacou a edição de um livro sobre o Creoula. A entrevista foi bem conduzida e creio que serviu para repetir alguns bons argumentos. Disse, ainda, que com o AIP os 209PN poderão navegar 17 dias imersos sem necessidade de recarregar baterias e que os novos torpedos asseguram um alcance de 70km contra os 7km dos actuais. Gouveia e Melo estava muito bem no seu anterior lugar, espero que o novo responsável siga a tradição.  :wink:
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
 

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PereiraMarques

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« Responder #23 em: Dezembro 08, 2005, 07:51:41 pm »
O Comandante Gouveia e Melo deve ser dos poucos militares que sabe lidar com a imprensa, e que sabe a importância da imprensa...ele até tem uma pós-graduação em "Guerra da Informação" pela Universidade Independente...

Um exemplo contrário, pode ser aquele da tomada de posse do Gen. Espírito Santo como CEME, em que a jornalista lhe pergunta porque é que ele teria sido o mais escolhido, ao que o sr. Gen. responde com uma grande "tromba": "porque eu sou o mais bonito" :shock:

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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Nuno Bento

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« Responder #24 em: Dezembro 09, 2005, 09:15:46 am »
Adeus Delfim :Soldado2:

Pelo menos sempre podemos continuar a velo exposto em Viana do Castelo, nunca percebi porque é que não existia essa tradicção em Portugal, quando estive nos EUA visitei um submarino russo desactivado em Long Beach e um Porta Aviões  que servia de Museu do Ar em New York
 

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PereiraMarques

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« Responder #25 em: Dezembro 09, 2005, 11:05:54 pm »
Ai que eu não sei quem é o autor desta notícia :wink: ...estou mesmo a ver mas não me lembro de quem é... :wink:

Citar
Com a última viagem do NRP Delfim, a marinha de Portugal, fica a contar com apenas um submarino, o NRP Barracuda, e mesmo assim, esse submarino encontra-se presentemente em reparações com vista a permitir à marinha manter pelo menos tripulações minimamente aptas.

Pagamos com o quase desaparecimento da arma submarina, anos e anos de indecisão, em que os governos de Portugal, optaram por obras de fachada, por gastar dinheiro em acções de formação profissional que não formaram ninguém e se limitaram a apoiar as carteiras de alguns.

Anos em que nem se atou nem se desatou, empurrando os problemas com a barriga, olhando para o lado, e assobiando distraidamente, como se os problemas desaparecessem com os assobios.

No caso dos submarinos, no entanto, há males que vieram por bem. O atraso, acabou por permitir a opção pelos futuros submarinos U-209PN, uma versão do submarino U-214 do fabricante alemão HDW.

Aliás, a diferença a nível de tecnologia entre os actuais submarinos e os futuros é de tal forma abissal, que provavelmente de pouco servirá manter a “valência” e as tripulações treinadas.

Há uma diferença tremenda entre os futuros submarinos e os velhos. Tão grande, que há mesmo valências, em que estão neste momento mais preparados e treinados os militares que servem a bordo das fragatas Vasco da Gama, que os militares que servem a bordo dos actuais submarinos.

A manutenção da esquadrilha, justifica-se mais porque mantém a estrutura preparada para receber as novas unidades, que por razões técnicas.

No entanto, os futuros submarinos, são também armas eficientes e capazes. Darão a Portugal capacidades novas, que se bem aproveitadas, permitirão por mais umas décadas, garantir o controlo do mar que une o continente às ilhas, e garantir, por mais uns anos alguma  independência que ainda vamos conseguindo ter.

Fonte: http://www.areamilitar.net/opiniao/opin ... Noticia=48
 

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PereiraMarques

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« Responder #26 em: Setembro 05, 2006, 10:38:22 pm »
 

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SSK

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« Responder #27 em: Maio 16, 2007, 02:19:21 pm »
é exactamente isso para peças, mas a particularidade de se manter as "carcaças" dos equipamentos. Como devem imaginar não existem peças de equipamentos de 1968 por aí a pontapé :G-Ok:

COM TANTO GOSTO TE SERVI!!! BOM DESCANSO DELFIM :dormir:
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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SSK

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« Responder #28 em: Maio 16, 2007, 07:24:30 pm »
Citar
4ª Esquadrilha de Submarinos despede-se do NRP “Delfim”

Publicado em:
 2005-12-05



No próximo dia 7 de Dezembro o submarino “Delfim” irá efectuar a sua última imersão, após ter estado ao serviço da Marinha durante 37 anos.
O Delfim, um dos submarinos da classe Albacora, foi lançado pela primeira vez à água a 23 de Setembro de 1968, em Nantes, e entrou ao serviço da Armada Portuguesa a 1 de Outubro 1969 sob o comando do então Capitão Tenente Costa Monteiro.
Durante a sua longa actividade operacional navegou 44 307 horas, das quais 30 743 em imersão, tanto nos mares do Atlântico, como no Mediterrâneo, participando em vários exercícios Nacionais e NATO.
Este submarino navegou no Mediterrâneo e Oceano Atlântico tendo realizado operações típicas da Guerra Fria até 1989, passando a realizar depois desta data acções de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval, assim como participou no treino das Fragatas da luta anti-submarina e dos aviões de patrulha marítima. A participação destes meios nas missões de treino no Reino Unido garantiram a possibilidade dos navios de superfície da Armada integrarem, de forma gratuita, o treino  FOST (Flag Office Sea Training) em Plymouth – UK.
É de realçar ainda, a muito elogiada participação deste submarino da Marinha Portuguesa no embargo à ex-Jugoslávia em 1993, na participação da contenção da Força Naval opositora durante esse conflito.
Vai assim, o Delfim fazer a sua última imersão, a 7 de Dezembro de 2005, despedindo-se da vida activa da forma mais digna possível, que é realizar uma última patrulha.




se quiser ler o artigo sobre a ultima imersão
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_fev2006/pag_6.html

se quizer ler o artigo sobre uma noite submerso no delfim

http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_fev2006/pag_7.html
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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SSK

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« Responder #29 em: Junho 02, 2007, 01:22:12 pm »
Não sei se já sabem, mas a marinha aceita visitas de grupos ao NRP Delfim. Já lá têm ido escolas, escuteiros, cursos de auditores de defesa nacional, etc...

Acho que seria engraçado o clube de membros deste forum poder organizar uma visita ao Delfim. :wink:


Que acham?!?
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo