Brexit

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Re: Brexit
« Responder #465 em: Fevereiro 04, 2020, 12:29:31 pm »
No need... ::)

Eu acho que este tipo não percebe muito de como o comércio internacional funciona!...

https://www.bbc.com/news/uk-51351914?ocid=socialflow_facebook&ns_mchannel=social&ns_source=facebook&ns_campaign=bbcnews&fbclid=IwAR20qzdG480qTt93n0PZqxDFakQGYuXZP9azuf3sDgCmT2FCdjiEnAU2Ma8

Para os habitantes do RU perceberem a sua fragilidade, basta verem alguns números (https://oec.world/en/profile/country/gbr/ dados de 2017):
Exportações = 395 mil milhões de dólares (dos quais + de 56% para a EU, 11% para os EUA e 5,6% para a China);
Importações = 618 mil milhões de dólares (dos quais + de 61% da UE, 9,5% da China e 7,5% dos EUA);
Está-se mesmo a ver que a UE representa muito pouco na balança de transações dos bifes!!!!!!

Mais números que deviam preocupar o Boris:
Principais exportações são carros (11%) e para que mercados é que vão? Estão preparados para a UE taxar os carros que entrem no continente?
Londres tinha a maior bolsa financeira da Europa (protegida na adesão do RU à EU). Ainda antes do Brexit ocorrer, a Euronext (que inclui a bolsa de Lisboa) já ultrapassou a de Londres e a Deutsche Borse alemã já vale metade de Londres. Estão preparados para mais perdas? Ou a Bolsa de Londres muda a sua sede para a filial de Milão?

Muito sinceramente não vejo o que o RU ganhe com o Brexit, nem a UE, mas as perdas costumam estar do lado de quem é mais pequeno!
E como é que vão fazer na Irlanda do Norte? Supostamente não vai haver fronteira física……
Vão virar-se para o amigo e confiável Trump? Ou a querida Rússia? Ou a China?
 
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Re: Brexit
« Responder #466 em: Fevereiro 04, 2020, 02:48:48 pm »
Brexit impulsiona independência da Escócia: 52% quer sair do Reino Unido

A união de Terras de Sua Majestade está em risco. Quem o diz é John Curtice, da Universidade de Strathclyde, referindo-se à mais recente sondagem relativamente à vontade dos escoceses de deixarem o Reino Unido: um inquérito da Panelbase, reportado pelo The Guardian, revela que 52% vota na opção “sair”.

A culpa será do Brexit, que terá acelerado as intenções independentistas do país. Citado pelo mesmo jornal britânico, John Curtice diz que o número confirma a tendência consistente de pessoas a mudar de ideias: quem era a favor da permanência na União Europeia mas contra a independência da Escócia estará, progressivamente, a passar para o lado do “sim” em ambas as questões.

A sondagem da Panelbase foi encomendada pelo blog pró-independência “ScotGoesPop”, mas outros estudos sugerem o mesmo caminho: segundo a YouGov, por exemplo, 51% dos escoceses é a favor da saída do Reino Unido. A Survation, por seu turno, revelou há dois dias uma análise que apontava para uma divisão 50%-50%.

A bola está, agora, do lado de Boris Johnson. O primeiro-ministro terá de mostrar à Escócia que será mais benéfico ficar no Reino Unido do que sair.

Keith Brown, à frente do Scottish National Party, acredita que já não é possível rejeitar a hipótese de um referendo sobre o assunto. Em declarações ao The Guardian, afirma que a oposição à votação é insustentável: «Quanto mais Boris Johnson procura negar às pessoas na Escócia o direito a determinarem o nosso futuro, mais o apoio a independência continuará a crescer.»

O governo britânico parece estar atento, tendo anunciado planos de investimento em novas infra-estruturas na Escócia e reforços aos acordos dentro dos vários países que compõem o Reino Unido.

https://executivedigest.sapo.pt/brexit-impulsiona-independencia-da-escocia-52-quer-sair-do-reino-unido/

Ó diabo! Como é que o Boris consegue convencer os escoceses que é melhor não serem independentes, se afirmou o oposto para defender o BREXIT!?!?!?
 

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Re: Brexit
« Responder #467 em: Agosto 04, 2020, 12:28:35 pm »
Emigração britânica para países da UE cresceu 30% desde o referendo do Brexit

José Varela Rodrigues

A Alemanha foi um dos Estados-membros da União Europeia que mais terão beneficiado da emigração dos britânicos. Nos últimos quatro anos, 31.600 britânicos naturalizaram-se com cidadania germânica.

O número de cidadãos britânicos que emigraram para outros países da União Europeia (UE) cresceu 30% o referendo do Brexit, realizado em 23 de junho de 2016, de acordo com uma análise do Centro de Ciências Sociais de Berlim aos dados do Eurostat e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, citados pelo “The Guardian” esta terça-feira, 4 de agosto.

De acordo com a análise, em média, 73.642 britânicos saíram do Reino Unido para outros países da UE entre 2016 e 2018, quando entre 2008 e 2015 apenas tinham saído 56.832 britânicos.

Dos 30% observados, 15% deixaram o Reino Unido nos primeiros três meses subsequentes ao referendo de 2016. Os dados também revelam um aumento de 500% de britânicos que emigraram e depois assumiram a cidadania num outro Estado-membro da UE.

A Alemanha foi um dos Estados-membros da União Europeia que mais terão beneficiado da emigração dos britânicos. Nos últimos quatro anos, 31.600 britânicos naturalizaram-se com cidadania germânica, o que corresponde a um aumento de 2.000% de cidadãos britânicos com nacionalidade alemã.

De acordo com o co-autor da análise citada pelo jornal britânico, Daniel Auer, investigador da Universidade de Oxford em Berlim, os aumentos migratórios verificados “são de uma magnitude esperada quando um país é atingido por uma grande crise económica ou política”.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/emigracao-britanica-para-paises-da-ue-cresceu-30-desde-o-referendo-do-brexit-621687
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Brexit
« Responder #468 em: Dezembro 09, 2020, 03:47:11 pm »
Hard Brexit?!  :-\

Brexit. Nenhum líder britânico pode aceitar os termos da UE, diz Boris Johnson
Por Simone Silva

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson disse esta quarta-feira que nenhum líder britânico pode aceitar as exigências feitas pela União Europeia (UE), no âmbito do acordo comercial do Brexit, avança a ‘Bloomberg’. A afirmação deu-se enquanto o líder se prepara para ir a Bruxelas encontrar-se com Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia.

Segundo a mesma publicação, o responsável descartou concordar com as propostas existentes do bloco sobre pesca e aplicação de regras de concorrência justa para as empresas, na sequência de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter dito que qualquer acordo comercial dependeria de uma concordância com os regulamentos sobre concorrência aplicáveis ​​no futuro.

«Os nossos amigos na UE estão atualmente a insistir que se aprovarem uma nova lei no futuro que nós, neste país, não cumpramos ou não sigamos o exemplo, seja implementado o direito automático de nos punir e retaliar», disse Johnson disse aos membros do Parlamento.

O responsável acrescentou ainda: «Estão a dizer que devemos ser o único país do mundo a não ter controlo soberano sobre as nossas águas pesqueiras. Não acredito que estes sejam termos que qualquer primeiro-ministro deste país deva aceitar», afirmou sublinhando que «ainda há muito a ser feito» e que está ansioso para discutir o assunto com Von der Leyen no jantar desta quarta-feira.

A equipa do primeiro-ministro espera que a conversa pessoalmente com a presidente da Comissão Europeia injete «ímpeto político» no processo, atualmente em impasse.

Se o jantar for bem sucedido, os negociadores podem estar de volta a uma sala onde vão trabalhar sobre todos os detalhes do acordo. Se não, as autoridades de ambos os lados temem que as hipóteses de um acordo estar pronto antes do final de dezembro , altura em que o período de transição do Brexit termina, sejam cada vez mais escassas.

As consequências de um «não acordo»

Se um acordo comercial do Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) não for alcançado, vão perder-se cerca de 300 mil postos de trabalho. Para além disso os preços dos alimentos vão disparar, de acordo com a ‘CNN’.

A saída do Brexit sem acordo ria reduzir a produção britânica em 2% em 2021, ou em cerca de 40 mil milhões de libras, fazendo com que mais de  300 mil pessoas fossem enviadas «para a linha de desemprego» no segundo semestre do próximo ano. Isto numa altura em que o Reino Unido já enfrenta uma crescente crise de empregos e sofre a sua pior recessão em mais de 300 anos como resultado da pandemia.

«Os efeitos a longo prazo [de um Brexit sem acordo] seriam maiores do que o efeito a  longo prazo da Covid-19», disse o governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, ao parlamento no mês passado. «Demora muito mais tempo para que o que chamo de lado real da economia se ajuste à mudança na abertura e no perfil do comércio», acrescentou.

Para além disso, o custo dos alimentos que chegam ao Reino Unido também deve aumentar, segundo o ministro do Meio Ambiente, George Eustice., que referiu à LBC, numa entrevista no domingo, que as tarifas poderiam adicionar quase 2% aos preços dos alimentos.

Cerca de 70% das importações de alimentos e bebidas do Reino Unido em valor vêm da União Europeia, de acordo com dados alfandegários. A Marks & Spencer ( MAKSY ), uma das maiores redes de supermercados britânicos alertou no mês passado para um provável aumento nos preços dos alimentos na ausência de um acordo.

https://executivedigest.sapo.pt/brexit-nenhum-lider-britanico-pode-aceitar-os-termos-da-ue-diz-boris-johnson/
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Re: Brexit
« Responder #469 em: Dezembro 12, 2020, 01:52:08 am »
A Noruega poderá vir a proibir embarcações europeias de pescar nas suas águas devido ao impasse com o Brexit.

Norway says it could block EU, British fishing vessels from Jan 1
(11 de Dezembro de 2020)
Citar
Norway may stop British and EU vessels fishing in its waters from January 1, its fisheries minister said on Friday, as talks on the management of common North Sea stocks have been held up by London’s protracted Brexit standoff with Brussels.

Norway, which is not part of the EU but is part of the European single market, had previously negotiated annually with the bloc about the management of common fish stocks, access to each other's waters and exchange of fish quotas.

That has had to change following Britain’s withdrawal from the EU. Britain completes its departure from the EU’s orbit on December 31.

In September, Norway and Britain agreed a so-called "framework" agreement on which to base their future relations on fisheries.

But on one specific issue - the management of North Sea fish that swim between waters belonging to the EU, Norway and Britain - Oslo wants a trilateral deal in place. And these negotiations have not yet started.

"If we do not get a deal by January 1, we will not open Norway’s economic fishing zones to vessels from the EU and Britain," Ingebrigtsen told parliament.

"Neither can we expect Norwegian vessels to get access to their (the EU’s and Britain’s) zones before a deal is in place."

(...)
Fonte: https://www.reuters.com/article/britain-eu-norway-fisheries-idUKKBN28L1KV

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Re: Brexit
« Responder #470 em: Dezembro 14, 2020, 10:04:40 am »
E os ingleses preparam-se para a guerra...

EU tensions erupt! Macron warned as MOD prepares 4 boats and 14,000 troops for sea clashes

THE Ministry of Defence has said it will place an additional 14,000 military personnel on standby awaiting the end of the Brexit transition period - in a potential warning to Emmanuel Macron, who has been desperate for his fishermen to secure access to UK waters in trade negotiations.

By STEVEN BROWN
PUBLISHED: 00:00, Sat, Dec 12, 2020 | UPDATED: 11:34, Sat, Dec 12, 2020

As the deadline draws nearer, tensions between the UK and the EU has reached boiling point with neither side able to come to an agreement.

Now, the Ministry of Defence has said it is ready to deploy an additional 14,000 military personnel to be on standby for January 1.

Channel 4 News’ Paul McNamara tweeted: “The Military are at the ready for January 1st.

“Ministry of Defence tells me an additional 14,000 personnel on the standby [and] 4 Offshore Patrol Vessels patrolling UK waters.”

https://www.express.co.uk/news/uk/1371499/Brexit-no-deal-warning-fishing-france-macron-uk-armed-forces
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Brexit
« Responder #471 em: Dezembro 15, 2020, 10:23:31 am »
Fui ao Chinês comprar umas bugigangas para o Natal e o que vejo? Tudo Feliz Natal 2021... pois é, ninguém gosta do 2020, então toca a meter 2021. Encontrei-me com um antigo colega de ciclo e eu gozei um bocado com a situação, ao que ele disse que até nem achava mal. Eu virei-me com a cara mais séria do mundo e disse:

- Para o próximo ano vão meter 2022? É que quando a guerra entre o RU e a UE e entre a China e meia ásia rebentar quero ver quem vai ficar com boas recordações de 2021...

E sai, com esse meu ex-colega com cara de pânico.

Sim, eu sou %$#! :mrgreen:
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Re: Brexit
« Responder #472 em: Dezembro 19, 2020, 07:12:49 pm »
Fui ao Chinês comprar umas bugigangas para o Natal e o que vejo? Tudo Feliz Natal 2021... pois é, ninguém gosta do 2020, então toca a meter 2021. Encontrei-me com um antigo colega de ciclo e eu gozei um bocado com a situação, ao que ele disse que até nem achava mal. Eu virei-me com a cara mais séria do mundo e disse:

- Para o próximo ano vão meter 2022? É que quando a guerra entre o RU e a UE e entre a China e meia ásia rebentar quero ver quem vai ficar com boas recordações de 2021...

E sai, com esse meu ex-colega com cara de pânico.

Sim, eu sou %$#! :mrgreen:

EHEHE, vai ser bonito de se ver, não esquecer que são parceiros NATO, por cá continuem a acreditar nos parceiros e UEs...

Ah pois, nos somos pedintes, e sem a bazuca iriamos passar fome...
 

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Re: Brexit
« Responder #473 em: Dezembro 19, 2020, 07:22:08 pm »
Brexit sem acordo ameaça futuro da pesca nos Países Baixos


 

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Re: Brexit
« Responder #474 em: Dezembro 20, 2020, 12:24:29 am »
 

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Re: Brexit
« Responder #475 em: Dezembro 22, 2020, 06:45:11 pm »
Produtores belgas receiam incerteza nas relações com o Reino Unido


 

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Re: Brexit
« Responder #476 em: Dezembro 23, 2020, 05:46:59 pm »
Reino Unido e UE chegam a acordo. Esboço do documento do Brexit foi aprovado
Por Simone Silva 16:40, 23 Dez 2020

O Reino Unido e a União Europeia (UE) chegaram hoje finalmente a um acordo, depois de meses de impasse nas negociações. A confirmação é de autoridades oficiais próximas do assunto, citadas pela ‘Bloomberg’, que garantem que o esboço do acordo já foi aprovado.

Os negociadores estão dar os «últimos retoques» no pacto comercial, segundo as mesmas fontes, que falaram sob condição de anonimato. Ainda assim, há quem alerte para o facto de que o anúncio do acordo oficial ainda possa demorar algumas horas.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversaram pessoalmente nos últimos dias, mantendo vários telefonemas, numa tentativa de última hora para chegar a um acordo antes de o Reino Unido sair do mercado único no final do mês.

Se o acordo oficial se confirmar, tal vai pôr fim a quase cinco anos de negociações frequentemente tempestuosas, desde que o Reino Unido votou pela saída da UE em 2016 e lançou as bases para continuar a comercializar e colaborar com o bloco no futuro.

Centenas de camiões parados em torno do porto de Dover, no sul da Inglaterra, no início desta semana, foram um aviso sério das possíveis consequências de terminar o período de transição comercial sem um acordo entre as duas partes.

As negociações foram retomadas esta quarta-feira na sede da comissão do Berlaymont em Bruxelas, com discussões focadas no acesso que os barcos da UE terão às águas britânicas e se a UE terá o direito de impor tarifas retaliatórias caso o Reino Unido limite esse acesso no futuro.

Recorde-se que no início da tarde desta quarta-feira, foi avançado que o acordo comercial do Brexit poderia ser alcançado ainda esta noite, segundo um diplomata sénior da UE, citado pela agência Reuters.

A mesma fonte revelou que a decisão estava «iminente» e poderia acontecer esta noite, com as duas partes a chegar a um acordo, depois de meses de um impasse em assuntos centrais, como a questão da pesca, que sempre foi um entrave nas negociações.

O diplomata, que falou sob condição de anonimato, disse à Reuters que os Estados membros da UE teriam que aprovar uma aplicação provisória do acordo com efeitos a partir de 1 de janeiro, porque não há tempo suficiente para que seja ratificado pelo Parlamento Europeu.

A mesma informação sobre um acordo iminente foi avançada também hoje pelo principal correspondente político do jornal The Sun, Harry Cole. «Os negociadores britânicos e da UE esperam alcançar o acordo de duas mil páginas esta noite ou amanhã de manhã», disse o responsável.

Negociações prolongaram-se durante 11 meses

As negociações duram já há muito tempo. Nos últimos 11 meses as discussões centraram-se no modelo do futuro relacionamento, sobretudo económico, sendo o prémio a continuação do acesso mútuo aos mercados sem taxas aduaneiras nem quotas, estatuto que a UE nunca deu a qualquer outro país terceiro.

A estratégia do executivo do primeiro-ministro, Boris Johnson, foi sempre aumentar a pressão sobre Bruxelas para obter cedências, primeiro rejeitando uma extensão da transição, e portanto, das negociações, e depois criando vários momentos de tensão, como a proposta de legislação interna que violaria o direito internacional.

A Lei do Mercado Interno, destinada a regulamentar o comércio interno britânico fora das regras europeias, acabou por ser aprovada sem as cláusulas controversas que se iriam sobrepor a partes do Acordo de Saída da UE, em particular relativamente à Irlanda do Norte.

O Governo britânico também voltou à mesa depois de uma breve interrupção das negociações em outubro, mostrando que o interesse num acordo era maior do que a ameaça de avançar para uma solução «tipo australiana», ou seja, sob as condições gerais da Organização Mundial do Comércio.

Pendentes continuam questões relacionadas com os apoios estatais e as medidas de controlo e de retaliação se a divergência regulatória do Reino Unido conferir uma vantagem competitiva às empresas britânicas que negoceiam no Mercado Único.

Na questão das pescas persistem lacunas nas quotas e espécies atribuídas aos barcos europeus, a área das águas a que teriam acesso e um período transitório até à introdução de novas condições. Espera-se que tudo seja ultrapassado hoje ou amanhã, com a iminência de um acordo comercial.
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Re: Brexit
« Responder #477 em: Dezembro 23, 2020, 06:23:38 pm »
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Exportações = 395 mil milhões de dólares (dos quais + de 56% para a EU, 11% para os EUA e 5,6% para a China);
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Está-se mesmo a ver que a UE representa muito pouco na balança de transações dos bifes!!!!!!

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A España servir hasta morir
 

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Re: Brexit
« Responder #478 em: Dezembro 24, 2020, 06:30:08 pm »
Ursula von der Leyen e Boris Johnson satisfeitos com acordo


 

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« Responder #479 em: Dezembro 31, 2020, 05:30:05 pm »
Livre circulação entre a UE e o Reino Unido termina esta noite