Espaço

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Lusitano89

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Re: Espaço
« Responder #90 em: Janeiro 24, 2011, 01:58:34 pm »
Engenheiros britânicos vão testar telemóvel no espaço


Um grupo de engenheiros da empresa britânica Surrey Satellite Technology Limited construiu um telemóvel para ser testado no espaço.

Segundo explicou o gestor do projecto, Shaun Kenyon, o “smartphone” funciona com o sistema operativo Google Androide será usado para controlar um satélite de 30 centímetros e para tirar fotografias da Terra. «Primeiro que tudo, queremos ver se o telefone funciona lá em cima e, se isso acontecer, queremos verificar se pode controlar um satélite», explicou o responsável.

O modelo do aparelho ainda não foi divulgado, mas sabe-se que irá actuar como um apoio para o computador principal do satélite. Após algum tempo, espera-se que o telemóvel possa funcionar sozinho, assumindo o controlo da missão.

Numa fase inicial, o satélite será dotado de sistemas avançados de orientação, de navegação e de controlo, incluindo um receptor GPS. A ser possível esta experiência, será a primeira vez que um telefone móvel sairá da órbita da Terra.

«Se conseguirmos provar que um smartphone pode trabalhar no espaço, muitas novas tecnologias irão abrir-se para uma multidão de pessoas e empresas que normalmente não podem pagar aparelho capazes de ir ao espaço. É uma verdadeira reviravolta para a indústria», disse Chris Bridges, do Centro Espacial Surrey.

A Bola
 

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Re: Espaço
« Responder #91 em: Fevereiro 01, 2011, 09:27:51 pm »
Voo simulado a Marte entra na órbita do planeta vermelho



O vaivém espacial com seis voluntários do voo simulado a Marte já está na órbita do planeta vermelho e em menos de duas semanas aterrará na superfície simulada, informou esta terça-feira um porta-voz do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia.

«Ao despertarem esta manhã, os participantes da experiência viram uma representação de Marte nos seus monitores a imitar os guichets (de uma nave espacial). Isso quer dizer que já entraram na órbita marciana», precisou o IPBM à agência Interfax.

Em poucos dias, os seis voluntários passarão a desempenhar o papel de engenheiros e cientistas para realizar os trabalhos de carga e descarga, porque deverão esvaziar o módulo que simula a cápsula até este momento que funcionava como armazém.

Antes de 12 de Fevereiro, data prevista para a chegada à superfície marciana, os voluntários experimentarão no seu organismo vários aspectos da falta de gravidade que serão reproduzidos de forma artificial.

Dormirão de noite de cabeça para baixo para simular o estado de falta de gravidade e temperatura de 12 graus abaixo de zero.

Durante a estadia no simulador da superfície de Marte, os voluntários realizarão três caminhadas.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 este ambicioso projecto, ao qual uniu-se posteriormente a China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e Espanha.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #92 em: Fevereiro 10, 2011, 11:02:50 pm »
Estação açoriana segue voo do Ariane




A estação de seguimento da Agência Espacial Europeia (ESA), na ilha de Santa Maria, Açores, irá estar a vigiar o ATV Johannes Kepler, a partir de dia 15 do corrente, juntando dados essenciais enquanto o Ariane 5 completa a sua viagem. Com uma massa de 20 toneladas no lançamento, incluindo o combustível, comida e carga para a Estação Espacial Internacional, o ATV é a maior e mais sofisticada nave especial alguma vez construída na Europa.

Já a partir da próxima semana, durante a primeira fase a motor, o Ariane V200 com o ATV a bordo, irá estar a 130 de altitude da ilha, estando à vista da antena de seguimento da estação durante cerca de oito minutos. Durante esta passagem, a estação irá receber via rádio dados de telemetria cruciais, com informação segundo a segundo sobre o estado dos sistemas, como a propulsão, orientação e navegação.

Em 2008, a estação de Santa Maria, localizada a cinco quilómetros de Vila do Porto, na ilha açoriana, tornou-se na mais recente estação a juntar-se à rede global de seguimento da ESA, ESTRACK. A antena de 5,5 metros de diâmetro oferece um serviço de seguimento crucial durante os lançamentos do foguete, enquanto estes levam os Veículos de Transferência Automatizados (ATVs) europeus até à sua órbita.

Após o lançamento, o ATV Johannes Kepler irá acoplar-se automaticamente à ISS oito dias mais tarde, a 23 de Fevereiro, permanecendo ligado até Junho. Durante este tempo serão realizados reposicionamentos da órbita, essenciais à manutenção da estação.

De forma a colocarem os ATVs na órbita correcta, os lançadores Ariane devem seguir uma determinada rota em voo, que os leva quase directamente aos céus por cima de Santa Maria, apenas alguns minutos após o lançamento a partir do porto espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa.

Esta trajectória obrigou a que fosse montada uma rede específica de estações de seguimento para receber dados em tempo real durante os momentos chave dos lançamentos. Nos lançamentos do ATV, as estações da ESA oferecem informações de seguimento ao CNES, a agência espacial francesa, que coordena a rede de seguimento do Ariane.

Estação pronta para o lançamento

“Fizemos uma série de testes técnicos na estação de Santa Maria, em Agosto e Setembro de 2010, seguidos de um teste operacional completo em Janeiro. Estamos perfeitamente aptos para o voo do Ariane na próxima semana e esperamos que seja um dia intenso com excelentes resultados” referiu Gerhard Billig, o engenheiro da ESA responsável pelo seguimento dos lançadores.

Depois de passar por cima dos Açores, Europa e Sudeste da Ásia, o Ariane irá passar por cima da Austrália, onde será da mesma forma seguido pela estação de 15 metros da ESA, em Perth, e por uma estação em Awarura, na Nova Zelândia.

O Ariane andará à volta da Terra, para ganhar altitude, e fará uma segunda passagem próximo de Santa Maria, desta vez a uma altitude de 250 quilómetros. Por esta altura, o ATV já se terá separado do Ariane e o lançador irá estar na sua rota de reentrada destrutiva prevista, o que irá acontecer mais tarde.

“A Estação de Santa Maria tira partido da posição geoestratégica do arquipélago dos Açores constituindo um importante recurso infra-estrutural para a ESA e para Portugal, enquanto um dos seus estados -membros, na implementação dos programas espaciais Europeus”, segundo disse Mário Amaral, coordenador do Space Office de Portugal.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #93 em: Fevereiro 14, 2011, 10:25:54 pm »
Russo e italiano pisaram hoje “superfície marciana”


O russo Alexandre Smilievski e o italiano Diego Urbina pisaram hoje, pela primeira vez, a “superfície marciana” no quadro da experiência internacional Marte 500, segundo o Centro de Controlo de Voos Espaciais da Rússia. Numerosos jornalistas presenciaram o momento em directo, através de um ecrã instalado no Centro, nos arredores de Moscovo.

Smolievski e Urbina pousaram, às 9h00 (hora de Portugal), na “superfície marciana” que, neste caso, se encontra a apenas alguns quilómetros de distância da capital russa, num módulo construído para a experiência no Instituto de Problemas Bio-Médicos de Moscovo (IPBM).

Os “astronautas” colocaram na superfície as bandeiras da Rússia, da China e da Agência Espacial Europeia (ESA) e fizeram um breve discurso de saudação em russo e inglês, depois do qual procederam ao programa de exploração no terreno.

Smolievaki, Urbina e outros quatro voluntários rigorosamente seleccionados vivem fechados desde Junho passado, por um período de 520 dias, num simulador de uma nave espacial que viaja a Marte.

Chegados ao “Planeta Vermelho” anteontem, a tripulação separou-se em dois grupos. Um ficou a bordo da nave na “órbita marciana”, enquanto o outro vai realizar, nos próximos dias, visitas à superfície. de hoje foi a primeira. A segunda, em que participarão Smolievski e o chinês Wang Yue, está prevista para a próximo sexta-feira. A última, realizada por Smolievski e Urbina, realizar-se-á a 22.

Durante os desembarques, os participantes da experiência vão explorar o terreno com a ajuda de dois veículos robotizados, farão perfurações para encontrar água e realizarão outros simulacros. O módulo de aterragem deixará a “superfície marciana” no próximo 23 de Fevereiro e, no dia seguinte, acoplará à nave principal. A “viagem de regresso” à Terra começará a 1 de Março.

Experiência de 520 dias

A Rússia está representada no Marte 500 por três voluntários: Alexei Sitev, chefe da expedição, o médico Suirob Kamolov e o investigador Alexander Smolievski. São acompanhados pelo francês Roman Charles, engenheiro de bordo, pelo italiano Diego Urbina e pelo chinês Wang Yue.

O objectivo da experiência consiste em testar os mecanismos de adaptação fisiológica e psicológica às condições de um voo autónomo de longa duração, as particularidades das relações entre os tripulantes e o centro de controlo, assim como o funcionamento de sistemas vitais e de investigação.

Cada um dos voluntários irá receber 80 mil euros pelos 520 dias de viagem. Os “astronautas” vivem num espaço de 550 metros cúbicos e contactam com o mundo exterior basicamente através de correio electrónico.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #94 em: Fevereiro 18, 2011, 12:36:09 pm »
Hibernação humana pode ser solução para viagens espaciais


Hibernar pode ser uma solução para que o corpo humano resista a uma viagem espacial de longa distância, uma opção sugerida por um grupo de cientistas que analisou o processo de hibernação dos ursos do Alasca.

Cientistas da Universidade do Alasca descobriram que os ursos reduzem levemente a sua temperatura corporal durante esse período, mas a sua actividade metabólica fica muito abaixo dos níveis de outros animais que também hibernam.

Segundo os seus autores, esta descoberta, apresentada na reunião anual da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), foi inesperada. Os processos químicos e biológicos de um organismo desaceleram normalmente em 50% por cada dez graus de redução da temperatura corporal.

No entanto, segundo o estudo publicado esta semana na revista Science, a temperatura corporal destes ursos diminuiu só cinco ou seis graus e o seu metabolismo desacelerou em 75% em comparação com a sua actividade normal.

Durante o período de hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar.

Neste período, esses animais respiram apenas uma ou duas vezes por minuto e o seu coração desacelera entre as respirações.

Além disso, os cientistas descobriram que a actividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.

Esta descoberta levou os investigadores a pensar que isso poderia ser útil para os humanos no futuro, e constataram que a aplicação dos mecanismos de supressão metabólica em situações de emergência poderia salvar vidas.

«Uma rápida redução da actividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente num estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo», revelou um dos investigadores.

A descoberta também poderia ser útil para uma longa viagem espacial, pois, se o corpo humano pudesse alcançar este tipo de hibernação, a viagem a um planeta distante ou a um asteróide poderia ser mais suportável para os astronautas.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #95 em: Março 11, 2011, 12:39:20 pm »
Astronauta da NASA na Universidade do Porto para contar experiências




O astronauta norte-americano Scott Parazynski da NASA vai estar esta terça-feira na Universidade do Porto para protagonizar a palestra «Viagens no Espaço» na Faculdade de Ciências, às 11:00 horas.

Considerado um dos mais experientes e reputados astronautas da história da NASA, Parazynski, de 50 anos, realizou a primeira das suas cinco viagens ao Espaço em Novembro de 1994, na nave Atlantis.

Na última, efectuada em Outubro de 2007, o astronauta viajou a bordo da Discovery com o objectivo de consertar um conjunto de painéis solares danificados na Estação Espacial Internacional (ISS), lembra a Universidade do Porto.

Naquela que é considerada uma das mais perigosas missões espaciais alguma vez realizadas, Parazynski teve que cumprir quatro «passeios» pelo Espaço (spacewalks), tornando-se apenas o segundo astronauta da NASA a fazê-lo numa só missão, acrescenta.

O também médico tornou-se em 2009 no primeiro ser humano que esteve no Espaço a conseguir escalar até ao topo do Monte Evereste.

Em 1998 e 1999 foi distinguido pelo governo norte-americano pelos serviços excepcionais prestados à NASA.

A entrada é livre, mas sujeita ao número de lugares da sala.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #96 em: Março 16, 2011, 09:16:27 pm »
Especialista da NASA propõe laser para remover lixo espacial


O lixo espacial continua a ser um perigo para satélites e astronautas. Agora, um cientista da NASA propõe uma solução que passa por utilizar um sistema de raios laser pouco potentes – situado na Terra – que poderá eliminar os detritos. Em 1978, um consultor da agência espacial norte-americana Donald Kessler afirmou que uma colisão entre dois pedaços de lixo pode desencadear uma série de efeitos em cadeia com consequências nefastas, provocando o aumento de detritos.

Na chamada “síndrome Kessler” se a velocidade com que se faz lixo é maior do que a velocidade com que se elimina, o planeta fica rodeado por tantos detritos que até o lançamento de satélites fica comprometido. Há mais de 30 anos que os cientistas têm tentado acabar com esta ameaça.

Houve já há várias propostas destinadas a solucionar o problema, desde a utilização de robôs espaciais até redes gigantes. Mas nenhuma delas parece viável. As agências espaciais limitam-se a afastar os seus satélites da rota dos pedaços de lixo e, pouco a pouco, a órbita terrestre está a tornar-se num recurso sobre-explorado que mais tarde ou mais cedo pode tornar-se inútil.

Agora, a NASA apresenta um projecto que pode ser viável. Como explica James Mason, a ideia consiste em utilizar um raio laser para resolver o problema. Ao contrário de outros projectos que visavam destruir as peças, este quer desacelerá-las ligeiramente, modificando as suas rotas e fazendo com que penetrem na atmosfera, entrando, assim, em combustão.

A ideia parece agradar até porque é de baixo custo. Serão apenas necessários lasers de baixa potência – dez vezes menos poderosos do que muitos modelos de uso militar. Apesar dos seus 5 KW o feixe de fotões seria suficiente.

Falta apenas que a administração da NASA apoie a iniciativa para se começar a fazer ensaios. Mason acredita que este sistema pode inverter a síndrome de Kessler em pouco tempo.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #97 em: Março 22, 2011, 09:10:51 pm »
Novo fato espacial da NASA testado, com sucesso, na Antárctida





Uma equipa da NASA testou um novo fato espacial numa região da Antárctida de condições ambientais extremas, que apresenta características semelhantes a algumas encontradas em Marte.

Tendo em vista uma possível visita ao planeta vermelho, Pablo De León, um investigador argentino,  desenvolveu o  NDX-1, que suportou temperaturas muito baixas e ventos com cerca de 75 quilómetros por hora nos testes.

"Esta foi a primeira vez que levámos os fatos espaciais para um meio tão extremo e isolado para que, se algo corresse mal, não pudéssemos simplesmente ir até à 'loja' e comprar material para os reparos", afirmou  De León, depois de voltar da expedição, que teve uma semana de duração.
O protótipo do fato, no valor de 100 mil dólares (73 mil euros) e criado com recursos da NASA, é feito com  mais de 350 materiais, incluindo fibras de carbono e fibras sintéticas de aramida Kevlar, para reduzir o peso sem perder resistência.

Durante a missão "Marte em Marambio", a equipa de cientistas da NASA realizou também  caminhadas espaciais simuladas, operou equipamentos e recolheu amostras enquanto usava o NDX-1. Até mesmo o criador do fato pressurizado, experimentou-o, dizendo que este é propenso a fazer com que qualquer um se sinta claustrofóbico.

De León, que dirige o laboratório de fatos espaciais na Universidade de Dakota do Sul, nos EUA, disse ainda que a Antártida é ideal para recolha de amostras, por ser um dos lugares menos contaminados da Terra e também por permitir algumas observações sobre o impacto no fato. "Marte é uma mistura de muitos ambientes diferentes: desertos e temperaturas e ventos como na Antárctida", afirmou De León. "Por isso, tentámos ir a diferentes lugares e ver se o nosso sistema pode suportar os rigores de Marte, se formos para lá", acrescentou.

Os investigadores escolheram Marambio, a base da força aérea argentina na Antárctida, pois, em comparação com outras bases com as mesmas características, esta tem acesso mais fácil à camada de "permafrost" - o subsolo que permanece congelado a maior parte do ano.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #98 em: Março 23, 2011, 10:49:50 am »
O capacete é estranho, faz lembrar o bomberman...
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Re: Espaço
« Responder #99 em: Março 30, 2011, 09:55:51 pm »
Nasa pode desistir de robot encalhado em Marte




A NASA (agência espacial norte-americana) enviou, em Janeiro de 2004, dois veículos de exploração para a superfície de Marte. Há dois anos, apenas um deles está a trabalhar na recolha de informações sobre o planeta, o Opportunity, enquanto o outro, o Spirit, não dá sinal de vida.
Uma falha no pneu dianteiro da direita, em 2006, comprometeu a mobilidade do veículo e, três anos depois, fez com que este encalhasse numa região marciana de areia.

A comunicação também se perdeu desde 22 de Março de 2010, seja por um problema no receptor e na transmissão ou até mesmo no relógio que programa o seu funcionamento em determinadas horas.

A Nasa tinha esperanças que o veículo, dotado de painéis solares, pudesse captar energia durante o período com mais sol em Marte, mas isso não aconteceu.

Se a equipa de cientistas não encontrar uma solução para o Spirit e este continuar silencioso até ao final de Abril, o projecto será abandonado, disse John Callas, da Nasa, em entrevista ao site Space.com.

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Re: Espaço
« Responder #100 em: Abril 04, 2011, 09:49:36 am »

Citar
Using the prolific planet hunting Kepler spacecraft, astronomers have discovered 1,235 candidate planets orbiting other suns since the Kepler mission's search for Earth-like worlds began in 2009. To find them, Kepler monitors a rich star field to identify planetary transits by the slight dimming of starlight caused by a planet crossing the face of its parent star. In this remarkable illustration, all of Kepler's planet candidates are shown in transit with their parent stars ordered by size from top left to bottom right. Simulated stellar disks and the silhouettes of transiting planets are all shown at the same relative scale, with saturated star colors. Of course, some stars show more than one planet in transit, but you may have to examine the picture at high resolution to spot them all. For reference, the Sun is shown at the same scale, by itself below the top row on the right. In silhouette against the Sun's disk, both Jupiter and Earth are in transit.
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Re: Espaço
« Responder #101 em: Abril 10, 2011, 01:26:00 pm »
Rússia quer regressar à Lua e chegar a Marte


A Rússia pretende conservar posições de liderança na conquista do Espaço e tenciona criar bases na Lua até 2030 e chegar a Marte ainda neste século.
"A Rússia ocupa a posição de líder no lançamento de foguetões: no ano passado, lançámos 31 dos 74 realizados no mundo. Num futuro próximo, temos todas as possibilidades de realizar metade dos lançamentos. Mas não nos podemos transformar de potência cósmica em carroceiro do Espaço", declarou Vladimir Putin num encontro realizado com cientistas ligados à conquista do Espaço.

Segundo o primeiro-ministro russo, o seu Governo está a investir neste ramo, em 2010-2011, 5 mil milhões de euros.

Baseando-se no programa espacial apresentado por Putin, o jornal "Birjevoi líder" calcula que, em 2030, a Rússia instalará na Lua a sua primeira base espacial.

Os cientistas russos depositam grandes esperanças na criação de motores atómicos para as naves utilizadas em voos espaciais, o que constituirá um salto qualitativo neste campo e tornará possíveis viagens a Marte no séc. XXI.

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, vê na cooperação internacional grandes perspetivas.

"Estou convencido de que a cooperação multilateral na investigação e aproveitamento do Espaço para fins pacíficos irá abranger um número cada vez maior de países, contribuir para a junção de esforços na busca de soluções para os problemas globais e o progresso técnico-científico da civilização", escreve ele numa mensagem à ONU a propósito do 50º aniversário da viagem de Iúri Gagarin ao Espaço.

Porém, a indústria espacial russa terá de superar sérios obstáculos para se manter na linha da frente da conquista do Espaço.

Andrei Kokochin, deputado e membro da Academia das Ciências da Rússia, considera que para isso o seu país terá de aumentar a "longevidade" dos satélites russos.

Além disso, este cientista, que já dirigiu o complexo militar-industrial russo, chama a atenção para o problema da "base de componentes eletrónicos das naves espaciais russas", sublinhando que a Rússia depende cada vez mais de fabricantes estrangeiros.

"A cooperação com empresas estrangeiras faz elevar a qualidade da nossa tecnologia. Mas as envergaduras, a profundidade dessa cooperação deve ser rigorosamente ponderada. Tanto do ponto de vista da nossa capacidade de concorrência, como da segurança nacional", frisou.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #102 em: Abril 19, 2011, 07:23:12 pm »
Medicamentos perdem propriedades no espaço


Um estudo publicado no American Association of Pharmaceutical Scientists Journal levanta uma questão que, provavelmente, nunca preocupou a maioria das pessoas, mas que pode surtir um impacto negativo nas missões espaciais de longa duração, como uma possível viagem a Marte.

De acordo com este trabalho, patrocinado pela NASA, os analgésicos podem não surtir o efeito desejado no alívio da dor dos astronautas, no espaço, pois as condições a que são sujeitos podem comprometer as suas propriedades. Se preservados correctamente, muitos medicamentos podem manter as suas qualidades até dois anos, pelo que a sua acção é a desejada. Para verificar o impacto das viagens espaciais no potencial dos fármacos, investigadores do Wyle Engineering Group enviaram para o espaço, por intervalos de 28 meses, quatro kits com os 35 medicamentos mais utilizados pelos astronautas durante as missões e mantiveram outros quatro semelhantes num ambiente controlado, em Terra.

No final do estudo, menos de um terço dos medicamentos enviados para o espaço apresentava um nível adequado de substâncias activas, de acordo com os requerimentos americanos. Além disso, quanto mais tempo passaram no espaço, menor era a sua eficácia.

Segundo os investigadores responsáveis por este estudo, um dos principais motivos para a degradação dos medicamentos no espaço pode estar relacionado com o facto de estes serem retirados da sua embalagem original, visto que têm de ser embalados em pacotes compactados para as missões espaciais. Além disso, os altos níveis de radiação a que são sujeitos fora da Terra também podem contribuir para a perda das suas propriedades.

Ciência Hoje
 

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Re: Espaço
« Responder #103 em: Abril 22, 2011, 01:15:48 pm »
Rússia desmente experiências sexuais no espaço


O vice-diretor do Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Rússia, Valeri Bogomolov, afirmou que os cosmonautas soviéticos e russos nunca fizeram sexo no espaço, nem sequer para fins científicos. «Não existe qualquer testemunho oficial ou não oficial de que tenha sido feito sexo no espaço, bem como experiências nesse campo», declarou o cientista à agência Interfax.

Bogomolov comentou assim notícias publicadas em órgãos de informação que revelavam que a União Soviética e os Estados Unidos teriam realizado ensaios científicos no espaço, durante os quais os cosmonautas teriam feito sexo e tentado ter filhos.

«No que respeita à astronáutica americana, simplesmente não tenho dados para refutar isso categoricamente. Em todo o caso, não temos dados oficiais. Há apenas boatos anedóticos, insinuações na imprensa que não merecem crédito», concluiu.

Lusa
 

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Re: Espaço
« Responder #104 em: Abril 22, 2011, 05:12:33 pm »
Equipamento com cunho português enviado para o espaço na última missão do vaivém Endeavour



O vaivém Endeavour, cuja partida para a sua última missão está agendada para 29 de Abril, vai enviar para o espaço o Espectrómetro Magnético Alpha 2 (AMS-02), que tem um cunho português. Investigadores do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) contribuiram para a produção deste detector de partículas que será colocado na Estação Espacial Internacional (ISS) para, ao longo de cinco anos, registar com precisão as medidas dos raios cósmicos que incidem na Terra e, possivelmente, descobrir antimatéria produzida em anti-estrelas ou a natureza da matéria escura.

“Ate ao final do ano 2011 é expectável obter resultados. Os primeiros meses serão dedicados a uma completa compreensão do detector e do seu funcionamento”, revelou ao Ciência Hoje Fernando Barão, líder da equipa portuguesa que participa nesta experiência, em que integram também Maria Luisa Arruda e Rui Pereira. A colaboração dos investigadores portugueses incide no desenvolvimento, juntamente com outros parceiros internacionais, do detector RICH (incorporado na experiência AMS), que visa a separação de elementos com a mesma carga eléctrica, mas diferente massa. “O grupo participou activamente no desenvolvimento do detector, na sua simulação e nos testes a que este foi submetido”, referiu o líder português, acrescentando que também se desenvolveram algoritmos de reconstrução de velocidade e de carga eléctrica.

O que procura o AMS?

De acordo com Fernando Barão, os raios cósmicos que não são produzidos pela atmosfera terrestre só podem ser detectados no exterior da Terra, pelo que a experiência AMS tem de ser colocada em satélites ou na ISS. “Experiências como o AMS exploram estes mensageiros do universo [raios cósmicos], tal como os astrónomos passados exploraram a observação de planetas e estrelas usando a luz visível”, explicou o investigador do LIP, que também é professor do departamento de Física do Instituto Superior Técnico.

Quanto à antimatéria, os cientistas acreditam que está presente, “em quantidade muito pequena”, nos raios cósmicos já detectados. No entanto, o que o AMS pretende é “detectar 'anti-mundos', isto é anti-estrelas, anti-galáxias”, uma ideia que tem como origem a teoria do Big-Bang, em que iguais quantidades de matéria e antimatéria terão sido produzidas no início do universo.  “A descoberta de antinúcleos de hélio, por exemplo, seria uma descoberta muito importante e validaria a hipótese científica”, considerou.

Outro problema central da física moderna que a AMS quer abordar é relativo à matéria escura, que, tal como a designação indica, “não é visível”, pois não emite radiação, pelo que é “de muito difícil detecção”. Existem “indícios claríssimos da existência deste tipo de matéria no universo. As medidas apontam para que mais de 99 por cento do universo seja invisível”. No entanto, ainda não é conhecida a natureza dos constituintes desta matéria escura, algo que se pretende desvendar.

Desafio tecnológico

Na opinião de Fernando Barão, “uma experiência colocada em órbita é sempre um desafio científico, mas antes de mais, tecnológico”. No caso da AMS, existiam limitações de potência eléctrica disponível, as vibrações mecânicas associadas ao seu transporte, as variações extremas de temperatura, a necessidade de evacuar o calor gerado pela electrónica do detector de silício e ainda o problema dos arcos eléctricos que podem aparecer em condições de “mau vácuo”. Tendo em conta estes factores, cada sub-detector foi sujeito a testes, tal como aconteceu com todo o detector AMS-02, entre Fevereiro e Abril de 2010.

A produção deste equipamento foi liderada por Samuel Ting, investigador do MIT e prémio Nobel da Física, e envolveu no total 60 laboratórios de 16 países, incluindo, entre outros, Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Itália, Suiça, China e Taiwan.

O Endeavour, que leva a bordo seis astronautas, será lançado às 20h47 (na hora de Lisboa) do Centro Espacial Kennedy, perto do Cabo Canaveral, na Florida, para uma missão de 14 dias na ISS.

Ciência Hoje