Orgulho de Ser Português

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André

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« Responder #30 em: Outubro 17, 2008, 12:18:51 am »
Citação de: "TOMSK"
Citação de: "André"
Citação de: "TOMSK"
Citação de: "André"
Mas se formos por ai, eu também posso dizer que quem teve mais empenhado nos Descobrimentos e posteriormente na construção do Império Português foi a Ordem de Cristo (ex-Templários)  ...   :?

O que não quer dizer que todos os capitães ou chefes militares fossem da Ordem de Cristo...

Veja-se o exemplo de Afonso de Albuquerque, que era comendador da Ordem de Santiago.

OK, mas continuo com as minhas dúvidas, como é que 5 simples mas corajosos soldados fossem gritar por Santiago sendo o santo protector dos Castelhanos e sendo os 5 de regiões opostas do país ...  :?

Sim, mas como neste caso a " porrada " não era contra castelhanos, e os mouros não sabiam quem era esse de Santiago... :lol:  :P


Essa tá boa a mourama de Sumatra que estava e está a milhares de quilometros da Peninsula Ibérica saberem quem era o Santiago, mas tens razão o Santiago era conhecido como Mata-Mouros por isso já aceito mais essa hipotese ...  :wink:

 

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PereiraMarques

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« Responder #31 em: Outubro 17, 2008, 12:22:33 am »
:arrow: http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_das_Tr%C3%AAs_Ordens







Ver ainda a Bandeira de Nuno Álvares Pereira

 

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TOMSK

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« Responder #32 em: Outubro 17, 2008, 12:25:28 am »
Citar
Essa tá boa a mourama de Sumatra que estava e está a milhares de quilometros da Peninsula Ibérica saberem quem era o Santiago, mas tens razão o Santiago era conhecido como Mata-Mouros por isso já aceito mais essa hipotese ...  


Então se passado séculos as avós espanholas ameaçavam os netos que vinha aí o Nuno Álvares Pereira se eles não comessem a sopa, não havia de chegar a história de Santiago lá aos confins da Ásia  :lol:
 

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André

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« Responder #33 em: Outubro 17, 2008, 12:45:06 pm »
Durante o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando da segunda guerra com Castela, a fronteira norte de Portugal foi invadida. As forças do soberano de Castela avançavam por Viseu rumo a Santarém e Lisboa, quando uma segunda coluna, vindo da Galiza penetrou pelo Minho. Saíram-lhe ao encontro forças portuguesas oriundas do Porto e de Barcelos, entre as quais se incluía um destacamento sob o comando de Nuno Gonçalves de Faria, alcaide do Castelo de Faria. Travando-se o encontro na altura de Barcelos, caíram as forças portuguesas, sendo capturado o alcaide de Faria. Com receio de que a liberdade de sua pessoa fosse utilizada como moeda de troca pela posse do castelo, guarnecido pelo seu filho, concebeu um estratagema. Convencendo o comandante de Castela a levá-lo diante dos muros do castelo, pretextando convencer o filho à rendição, utilizou a oportunidade assim obtida para exortar o jovem à resistência, sob pena de maldição. Morto pelos espanhóis diante do filho, pelo acto corajoso, o castelo resistiu invicto ao assalto. Vitorioso, o filho, tomou o hábito, vindo o castelo a ser sucedido por um mosteiro.

O episódio foi narrado por Fernão Lopes e imortalizado por Alexandre Herculano.


Wikipédia

 :Soldado2:  :Soldado2:

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #34 em: Outubro 17, 2008, 01:03:19 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
:arrow: http://www.ordens.presidencia.pt/banda_3_ordens.htm
 :arrow: http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_das_Tr%C3%AAs_Ordens







Ver ainda a Bandeira de Nuno Álvares Pereira



Alguém tem uma foto/imagem um pouco maior da Bandeira de Nuno Álvares Pereira?
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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TOMSK

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« Responder #35 em: Outubro 17, 2008, 02:07:03 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Alguém tem uma foto/imagem um pouco maior da Bandeira de Nuno Álvares Pereira?


Isso também queria eu...

No Convento/Quartel do Carmo está lá a sua bandeira junto do local onde aparentemente terá vivido os seus últimos anos de frade.




Encontrei estas fotos na net:




Também no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, recém-inaugurado, figura a bandeira do Condestável:
 
Será um local a visitar sem dúvida :wink:

É possível que o Museu Militar e a Igreja do Santo Condestável em Lisboa também tenham a bandeira/estandarte.
 

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PereiraMarques

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« Responder #36 em: Outubro 17, 2008, 02:25:28 pm »
Citação de: "TOMSK"
É possível que o Museu Militar e a Igreja do Santo Condestável em Lisboa também tenham a bandeira/estandarte.


Exacto :oops:
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #37 em: Outubro 17, 2008, 04:31:34 pm »
Citação de: "TOMSK"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Alguém tem uma foto/imagem um pouco maior da Bandeira de Nuno Álvares Pereira?

Isso também queria eu...

No Convento/Quartel do Carmo está lá a sua bandeira junto do local onde aparentemente terá vivido os seus últimos anos de frade.




Encontrei estas fotos na net:




Também no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, recém-inaugurado, figura a bandeira do Condestável:
 
Será um local a visitar sem dúvida :(
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lancero

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« Responder #38 em: Outubro 17, 2008, 05:13:54 pm »
Aqui percebem-se os motivos do estandarte



"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #39 em: Outubro 17, 2008, 05:51:34 pm »
Obrigado lancero, já dá para se perceber melhor, quero que o tatuador fique com todos os elementos para a minha menina... c34x
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lancero

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« Responder #40 em: Outubro 17, 2008, 06:24:31 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Obrigado lancero, já dá para se perceber melhor, quero que o tatuador fique com todos os elementos para a minha menina... c34x


Brilhante ideia. Já tens orçamento?
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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TOMSK

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« Responder #41 em: Outubro 17, 2008, 06:30:39 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Obrigado lancero, já dá para se perceber melhor, quero que o tatuador fique com todos os elementos para a minha menina... :o FANTÁSTICO :Bajular:
Depois quando a "obra de arte" estiver terminado, tem que nos mostrar! :wink:

Citar
D. Nuno, em manifestação de fé, como pedido de ajuda para si e companheiros, para terem comportamento corajoso na luta, mandou fazer uma bandeira, que quando desfraldada mostrava a figura do Salvador e de sua Santa Mãe. Tinha grande significado, invocando com ela protecção espiritual para todos e incentivo para alcançar vitória, nas pelejas que fossem obrigados a travar. Enchia de ânimo e coragem o coração dos combatentes que sentiam ter protecção Divina, de S. Jorge e de Santiago.

A bandeira de D. Nuno era branca, simbolizando pureza. Tinha ao meio uma grande cruz da cor do sangue do Redentor, que a dividia em quatro partes iguais:

- Na metade de cima, do lado da haste, apresentava a imagem de Jesus Cristo crucificado, de sua Santa Mãe Nossa Senhora, símbolo de virtude e mediadora entre Jesus Cristo e Deus Pai, que rezava ajoelhada a seus pés. Estava acompanhada por S. João que recordava a evangelização dos povos cristãos;

- Na mesma metade, distante da haste, estava representada a imagem da Virgem com o Menino Jesus ao colo, lembrando o amor maternal e a protecção particular das mães a seus filhos;

- Na metade inferior, junto à haste, S. Jorge orava de joelhos e mãos postas, com o bacinete pousado a seu lado. Era considerado o “padroeiro”, protector, de Portugal desde D. Afonso Henriques;

- Na mesma metade, distante da haste, Santiago Maio, protector da Península Ibérica, rezava de joelhos e mãos postas, junto ao seu bacinete. D. Nuno tinha-lhe grande afeição.

Alguns estudiosos são de opinião que estando S. Jorge e Santiago Maio voltados um para o outro, em postura de diálogo, pretende significar que D. Nuno teria gostado de resolver as “diferencias de opinião” pela via do diálogo e que só tomava a via do confronto quando obrigado.

A bandeira de D. Nuno apresenta a cada canto o escudo de armas dos Pereiras, composto por uma cruz branca, aberta pela metade, em campo vermelho.


 

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André

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« Responder #42 em: Outubro 17, 2008, 11:33:43 pm »
Em 1384 Almada sofre um cerco de tropas castelhanas, após algumas semanas a água começa a faltar, apesar da comida não ser um problema já que davam para pelo menos 6 meses. A aflição dos habitantes cresceu. Querendo informar o Mestre de Avis que se encontrava na outra margem em Lisboa que também sofria um cerco dos castelhanos, e sendo impossivel sair para fora das muralhas, optaram por acender tochas na torre mais alta do castelo e abaná-las em sinal de alarme. Em Lisboa toda a gente percebeu que pretendiam socorro. Ma ninguêm sabia o que eles realmente queriam. O Mestre de Avis ainda tentou levar ajuda, enviando uma barca com bestas, pólvora e um pequeno canhão mas acabou sendo interceptada antes de chegar ao destino. Os pedidos de socorro continuavam, cada vez mais aflitos. Então em Lisboa pensaram, só indo lá alguém é que se resolveria a questão. Isso mesmo pensou um marinheiro natural de Almada que viera para Lisboa na frota de galés vindas do Porto. Pediu então que o levassem à presença do Mestre de Avis e ofereceu-se para atravessar o rio a nado, pois sabia nadar. Toda a gente se admirou, porque naquela altura não era costume, e até houve quem duvidasse. O homem porém falava a verdade, e não só se aguentava à tona como nadava de facto muito bem.
Tanto assim  que segundo o cronista Fernão Lopes, atravessou o Tejo seis vezes, três para cá, e três para lá, sempre de noite. Deste modo pôde obter informações, fazer um relato completo e depois levar uma ordem firme do Mestre de Avis: Como não havia condições para resistirem mais tempo, rendam-se que depois se verá.


 :Soldado2:  :Soldado2:
« Última modificação: Outubro 18, 2008, 12:04:25 am por André »

 

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TOMSK

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« Responder #43 em: Outubro 17, 2008, 11:54:27 pm »
Citação de: "André"
Em 1384 Almada sofre um cerco de tropas castelhanas, após algumas semanas a água começa a faltar, apesar da comida não ser um problema já que davam para pelo menos 6 meses. A aflição dos habitantes cresceu. Querendo informar o Mestre de Avis que se encontrava na outra margem em Lisboa que também sofria um cerco dos castelhanos, e sendo impossivel sair para fora das muralhas, optaram por acender tochas na torre mais alta do castelo e abaná-las em sinal de alarme. Em Lisboa toda a gente percebeu que pretendiam socorro. Ma ninguêm sabia o que eles realmente queriam. O Mestre de Avis ainda tentou levar ajuda, enviando uma barca com bestas, pólvora e um pequeno canhão mas acabou sendo interceptada antes de chegar ao destino. Os pedidos de socorro continuavam, cada vez mais aflitos. Então em Lisboa penseram, só indo lá alguém é que se resolveria a questão. Isso mesmo pensou um marinheiro natural de Almada que viera para Lisboa na frota de galés vindas do Porto. Pediu então que o levassem à presença do Mestre de Avis e ofereceu-se para atravessar o rio a nado, pois sabia nadar. Toda a gente se admirou, porque naquela altura não era costume, e até houve quem duvidasse. O homem porém falava a verdade, e não só se aguentava à tona como nadava de facto muito bem.
Tanto assim  que segundo o cronista Fernão Lopes, atravessou o Tejo seis vezes, três para cá, e três para lá, sempre de noite. Deste modo pôde obter informações, fazer um relato completo e depois levar uma ordem firme do Mestre de Avis: Como não havia condições para resistirem mais tempo, rendam-se que depois se verá.


 :Soldado2:  :Soldado2:


Um autêntico Michael Phelps do Séc.XIV  :lol:  :lol:
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #44 em: Outubro 18, 2008, 10:14:49 am »
Citação de: "Lancero"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Obrigado lancero, já dá para se perceber melhor, quero que o tatuador fique com todos os elementos para a minha menina... c34x

Brilhante ideia. Já tens orçamento?


Não, ainda estou a recolher os dados, e como um dos elementos é exactamente a Bandeira de Nuno Álvares Pereira queria uma imagem bem nitida (ela tem muitos detalhes).
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.