Operações Especiais de Marinha

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Cabeça de Martelo

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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #435 em: Abril 27, 2021, 04:52:38 pm »
Estudo de reformulação do modelo de recrutamento para prestação de serviço no Destacamento de Ações Especiais

Resumo:    Toda e qualquer abordagem a temas referentes às Forças de Operações Especiais é, regra geral, complexa, pela classificação de segurança que envolve as atividades destes grupos. O estudo sobre os processos de recrutamento das mesmas não é exceção. Ao analisar a temática deparamo-nos com diversos outros assuntos interligados com o recrutamento, tais como a retenção e gestão de pessoal, os custos relacionados com a formação, bem como a experiência e o conhecimento que se perdem quando os operacionais saem do ativo, questão que se interliga com outro problema: qual o investimento e tempo necessários para a sua substituição. Estando o universo de recrutamento para o Destacamento de Ações Especiais restringido ao Corpo de Fuzileiros, num contexto de restrições financeiras e de uma reconhecida dificuldade em atrair e reter pessoal para servir Marinha Portuguesa, é possível vislumbrar, a longo prazo, o surgimento de limitações de prontidão e capacidade de resposta do DAE. O propósito do presente estudo passa por, numa primeira fase, compreender mais aprofundadamente quais as dificuldades com que o DAE se depara ao nível do recrutamento e perspetivar o impacto que tal pode ter no desempenho da Unidade, para posteriormente identificar e avaliar e soluções que suprimam ou que mitiguem as supracitadas dificuldades. O estudo começa por uma análise geral à Marinha, quanto aos recursos humanos, especificando, depois, a realidade do DAE, perspetivando quais os recursos com que se pode contar para uma eventual reformulação do processo de recrutamento. Quanto à formulação de soluções, foi efetuada uma análise quantitativa interna e realizado um inquérito a elementos de forças de operações especiais estrangeiras com o propósito gerar modelos viáveis e aplicáveis.

 :arrow: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/30306/1/TESE_DAE_CONSTANTE_FINAL%c3%8dSSIMA.pdf
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #436 em: Abril 27, 2021, 04:53:24 pm »
Boa noite tenho uma questão mas é mais por curiosidade. O DAE também tem alguma equipa constituída só por sargentos e oficiais assim como os RANGERS ou nem por isso?

Que se saiba não, até porque ao contrário da FOEsp o pessoal do DAE é todo do quadro.

Estava errado.
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #437 em: Março 28, 2023, 12:20:42 pm »


Citação de: Defence 360°
Fuzileiros do Destacamento de Ações Especiais (DAE) do Corpo de Fuzileiros da 🇵🇹 @MarinhaPT, que estão inseridos na Força Nacional Destacada (FND) que se encontra na 🇷🇴, participaram recentemente no exercício combinado realizado em zona de montanha, denominado "Alpine Training".




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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #438 em: Abril 06, 2023, 11:32:27 am »
3.ª Força Nacional Destacada “Special Operations Task Unit” 🇵🇹 na Roménia 🇷🇴, constituída por militares do Destacamento de Ações Especiais da  MarinhaPT, participou no Exercício conjunto “Sea Shield 23”.

 :arrow: https://t.co/rfuuE0lv8Q





7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #439 em: Abril 06, 2023, 03:51:11 pm »
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #440 em: Abril 06, 2023, 10:21:34 pm »
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Quem me dera ter essa sofisticação. No exército (Excluindo FOEsp) vive-se com AN/PVS-5B. E o rácio costuma ser bem pior que 1 por cada pelotão.
 
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #441 em: Abril 06, 2023, 11:53:07 pm »
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Quem me dera ter essa sofisticação. No exército (Excluindo FOEsp) vive-se com AN/PVS-5B. E o rácio costuma ser bem pior que 1 por cada pelotão.
Aí não duvido, mas prontos nem um nem outro deviam ser níveis aceites

É preocupante a total incapacidade de combater durante a noite

Já agora entretanto estive a falar com uns americanos e parece que no caso deles toda a gente tem nvg's incluindo muito pessoal de retaguarda............

Ok o orçamento é maior e tal e coisa e tal.......mas dá que pensar
 

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dc

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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #442 em: Abril 07, 2023, 03:06:11 pm »
A guerra é das 9 às 5, portanto não precisam de visão noturna.  :mrgreen:

Irónico é haver o programa do "soldado do futuro" que não ata nem desata, quando nós não só não conseguimos sequer ter um "soldado do presente", como não conseguimos ter um "soldado do passado recente".  Em determinados aspectos, estamos presos nos anos 80/90.
 
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Anthropos

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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #443 em: Abril 07, 2023, 05:46:48 pm »
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Quem me dera ter essa sofisticação. No exército (Excluindo FOEsp) vive-se com AN/PVS-5B. E o rácio costuma ser bem pior que 1 por cada pelotão.
Aí não duvido, mas prontos nem um nem outro deviam ser níveis aceites

É preocupante a total incapacidade de combater durante a noite

Já agora entretanto estive a falar com uns americanos e parece que no caso deles toda a gente tem nvg's incluindo muito pessoal de retaguarda............

Ok o orçamento é maior e tal e coisa e tal.......mas dá que pensar

Caríssimo, para lhe dar ideia do estado das coisas, há uns dois anos estava a conversar destas coisas com outro oficial, e referi exatamente o facto de que um soldado de infantaria americano custar 22 mil dólares a equipar, e os nossos talvez uns 500€, se tanto, e o facto gravíssimo de não haver coletes balísticos para todos (e os que há, já passados de validade, assim como os capacetes), e entre outras coisas, falei da questão dos óculos de visão noturna.
A resposta do outro oficial foi claríssima: ainda bem que não há, senão ainda queriam que nós fizéssemos treino noturno.
 
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #444 em: Abril 07, 2023, 06:23:45 pm »
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Quem me dera ter essa sofisticação. No exército (Excluindo FOEsp) vive-se com AN/PVS-5B. E o rácio costuma ser bem pior que 1 por cada pelotão.
Aí não duvido, mas prontos nem um nem outro deviam ser níveis aceites

É preocupante a total incapacidade de combater durante a noite

Já agora entretanto estive a falar com uns americanos e parece que no caso deles toda a gente tem nvg's incluindo muito pessoal de retaguarda............

Ok o orçamento é maior e tal e coisa e tal.......mas dá que pensar

Caríssimo, para lhe dar ideia do estado das coisas, há uns dois anos estava a conversar destas coisas com outro oficial, e referi exatamente o facto de que um soldado de infantaria americano custar 22 mil dólares a equipar, e os nossos talvez uns 500€, se tanto, e o facto gravíssimo de não haver coletes balísticos para todos (e os que há, já passados de validade, assim como os capacetes), e entre outras coisas, falei da questão dos óculos de visão noturna.
A resposta do outro oficial foi claríssima: ainda bem que não há, senão ainda queriam que nós fizéssemos treino noturno.
Só me apetece rir, mas não tem piada nenhuma. Nem sei o que teria feito se me respondessem assim, talvez nada porque ficaria a tentar perceber como é que alguém pode pensar assim

É muito triste dizer isto mas infelizmente parece mesmo necessário quase que uma "purga" dentro das FA, pessoal desses parece-me mais perigoso do que outra coisa


Talvez o único caso que vi parecido foi no Dia da Defesa Nacional, em 2019, enquanto falava com um oficial dos fuzileiros perguntei quando é que iam substituir as P38 e G3, respondeu-me que não era preciso porque elas funcionavam, não concordei mas não fiquei a pensar muito nisso, agora olhando para trás já vejo algo mais perigoso, posso estar errado sobre ele, mas o que vejo é uma mentalidade de que o que é obsoleto está mais que bem, e substituir nem pensar, quase como se ainda tivéssemos umas FA e corpo de oficiais a acharem que estamos em 1960 em Angola.

É preciso mudar, mas não tenho grandes esperanças
 
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #445 em: Abril 07, 2023, 07:44:21 pm »
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Quem me dera ter essa sofisticação. No exército (Excluindo FOEsp) vive-se com AN/PVS-5B. E o rácio costuma ser bem pior que 1 por cada pelotão.
Aí não duvido, mas prontos nem um nem outro deviam ser níveis aceites

É preocupante a total incapacidade de combater durante a noite

Já agora entretanto estive a falar com uns americanos e parece que no caso deles toda a gente tem nvg's incluindo muito pessoal de retaguarda............

Ok o orçamento é maior e tal e coisa e tal.......mas dá que pensar

Caríssimo, para lhe dar ideia do estado das coisas, há uns dois anos estava a conversar destas coisas com outro oficial, e referi exatamente o facto de que um soldado de infantaria americano custar 22 mil dólares a equipar, e os nossos talvez uns 500€, se tanto, e o facto gravíssimo de não haver coletes balísticos para todos (e os que há, já passados de validade, assim como os capacetes), e entre outras coisas, falei da questão dos óculos de visão noturna.
A resposta do outro oficial foi claríssima: ainda bem que não há, senão ainda queriam que nós fizéssemos treino noturno.
Só me apetece rir, mas não tem piada nenhuma. Nem sei o que teria feito se me respondessem assim, talvez nada porque ficaria a tentar perceber como é que alguém pode pensar assim

É muito triste dizer isto mas infelizmente parece mesmo necessário quase que uma "purga" dentro das FA, pessoal desses parece-me mais perigoso do que outra coisa


Talvez o único caso que vi parecido foi no Dia da Defesa Nacional, em 2019, enquanto falava com um oficial dos fuzileiros perguntei quando é que iam substituir as P38 e G3, respondeu-me que não era preciso porque elas funcionavam, não concordei mas não fiquei a pensar muito nisso, agora olhando para trás já vejo algo mais perigoso, posso estar errado sobre ele, mas o que vejo é uma mentalidade de que o que é obsoleto está mais que bem, e substituir nem pensar, quase como se ainda tivéssemos umas FA e corpo de oficiais a acharem que estamos em 1960 em Angola.

É preciso mudar, mas não tenho grandes esperanças

Dou-lhe outra, de graça, esta vinda de um BGen. Durante a apresentação da SCAR em Mafra, um excelentíssimo, digníssimo e mui nobre BGen do Exército Português, pegou na dita cuja, pô-la ao seu lado na típica posição de "sentido" como com a G3, e declarou, para todos os que o ouviam, que "a SCAR não presta para nada, esta merda nem para a ordem unida fica bonita, é curta demais e não dá jeitinho nenhum".

Por isso mais do que orçamentos, planos e coisas, primeiro é preciso mudar mentalidades e expulsar os velhos e acabar com a mentalidade da guerra colonial. E isto de oficiais e sargentos, atenção, que entre uns e outros venha o diabo e escolha.
 
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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #446 em: Abril 07, 2023, 10:20:55 pm »
Brigada do reumático, é o que dá.  ::)

A resistência a mudança, e o conformismo, realmente são uma praga dentro das FA.

Mas já todos sabemos que, muita dessa gente, preferia que voltasse o SMO, de modo a terem muita gente em quem mandar, e muita carne para canhão para enviar para missões, do que ter umas FA bem equipadas e menos antiquadas.
 

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Drecas

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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #447 em: Abril 07, 2023, 10:33:52 pm »
PVS-14............

Quem me dera ter essa sofisticação. No exército (Excluindo FOEsp) vive-se com AN/PVS-5B. E o rácio costuma ser bem pior que 1 por cada pelotão.
Aí não duvido, mas prontos nem um nem outro deviam ser níveis aceites

É preocupante a total incapacidade de combater durante a noite

Já agora entretanto estive a falar com uns americanos e parece que no caso deles toda a gente tem nvg's incluindo muito pessoal de retaguarda............

Ok o orçamento é maior e tal e coisa e tal.......mas dá que pensar

Caríssimo, para lhe dar ideia do estado das coisas, há uns dois anos estava a conversar destas coisas com outro oficial, e referi exatamente o facto de que um soldado de infantaria americano custar 22 mil dólares a equipar, e os nossos talvez uns 500€, se tanto, e o facto gravíssimo de não haver coletes balísticos para todos (e os que há, já passados de validade, assim como os capacetes), e entre outras coisas, falei da questão dos óculos de visão noturna.
A resposta do outro oficial foi claríssima: ainda bem que não há, senão ainda queriam que nós fizéssemos treino noturno.
Só me apetece rir, mas não tem piada nenhuma. Nem sei o que teria feito se me respondessem assim, talvez nada porque ficaria a tentar perceber como é que alguém pode pensar assim

É muito triste dizer isto mas infelizmente parece mesmo necessário quase que uma "purga" dentro das FA, pessoal desses parece-me mais perigoso do que outra coisa


Talvez o único caso que vi parecido foi no Dia da Defesa Nacional, em 2019, enquanto falava com um oficial dos fuzileiros perguntei quando é que iam substituir as P38 e G3, respondeu-me que não era preciso porque elas funcionavam, não concordei mas não fiquei a pensar muito nisso, agora olhando para trás já vejo algo mais perigoso, posso estar errado sobre ele, mas o que vejo é uma mentalidade de que o que é obsoleto está mais que bem, e substituir nem pensar, quase como se ainda tivéssemos umas FA e corpo de oficiais a acharem que estamos em 1960 em Angola.

É preciso mudar, mas não tenho grandes esperanças

Dou-lhe outra, de graça, esta vinda de um BGen. Durante a apresentação da SCAR em Mafra, um excelentíssimo, digníssimo e mui nobre BGen do Exército Português, pegou na dita cuja, pô-la ao seu lado na típica posição de "sentido" como com a G3, e declarou, para todos os que o ouviam, que "a SCAR não presta para nada, esta merda nem para a ordem unida fica bonita, é curta demais e não dá jeitinho nenhum".

Por isso mais do que orçamentos, planos e coisas, primeiro é preciso mudar mentalidades e expulsar os velhos e acabar com a mentalidade da guerra colonial. E isto de oficiais e sargentos, atenção, que entre uns e outros venha o diabo e escolha.
Ok esta tenho de me rir :mrgreen:

Eu gostava é que perguntassem a esse pessoal se querem voltar para a kar98, por algum motivo em 1960 o exército apercebeu-se que a tinha de substituir para ontem.....

Mas é mesmo a tristeza que temo......
 

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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #448 em: Abril 07, 2023, 10:46:24 pm »
Dou-lhe outra, de graça, esta vinda de um BGen. Durante a apresentação da SCAR em Mafra, um excelentíssimo, digníssimo e mui nobre BGen do Exército Português, pegou na dita cuja, pô-la ao seu lado na típica posição de "sentido" como com a G3, e declarou, para todos os que o ouviam, que "a SCAR não presta para nada, esta merda nem para a ordem unida fica bonita, é curta demais e não dá jeitinho nenhum".

Provavelmente esse BGen. nem sabe diferenciar (ou explicar) os sistemas de funcionamento da G3 ou da SCAR e como essas diferenças técnicas influenciam cada um dos designs.
A ignorância de muitos militares sempre foi uma das coisas que mais me surpreendeu na nossa "tropa".  As historinhas da carochinha, a total ignorância sobre a história militar ou sobre os aspectos técnicos, etc. etc.   E o maior problema nem á a ignorância - todos somos ignorantes e não temos culpa de não saber aquilo que nunca tivemos oportunidade de aprender.

Um conhecido contava-me histórias do tempo que ele passou na Guiné.  Era um senhor já idoso, como é óbvio, por isso eu tinha sempre algum cuidado na forma como o deveria "contrariar" quando me contava coisas que não faziam sentido nenhum.  Só vos dou dois exemplos;

Numa conversa (na altura em que os SEALs apanharam o Bin Laden em 2011) ele diz-me que foram os portugueses que "inventaram as forças especiais".  Tudo o resto das FE europeias e americanas que conhecemos hoje vieram dos ensinos e doutrina dos comandos portugueses em África.  Deixei-o falar e depois perguntei inocentemente;
"Mas, ó Mário, então não havia forças especiais na Segunda Guerra Mundial?  Os Fallschirmjäger alemães, o SAS Inglês, os Rangers americanos?..."
Resposta dele?  Ficou a olhar para mim com um olhar completamente vazio...  Ele não fazia ideia do que eu estava a falar. 

Noutra altura contou-me peripécias de combate na selva e, a dada altura, fala sobre as granadas de mão.  Dizia que as granadas só explodiam quando... detectavam corpos humanos.
Abanei a cabeça e nem respondi.

Conclusão.  Muita malta só repete disparates que lhes contam na recruta ou parecido.  Provavelmente alguém disse-lhe (na tanga, penso eu) que as granadas tem "detectores de corpos humanos" e ele, passadas décadas, continua a repetir o mesmo disparate. 

E não há nada de novo ou especialmente negativo nisto.  Acredito que todos nós por vezes também repetimos mitos e histórias infundadas - até a imprensa especializada cai nesse erro.
Quantas vezes já leram a treta de que eram precisos 5 tanques Sherman para neutralizar um Panther?
Que a grande falha da M1 Garand era o som (ping!) quando a última bala do clip era disparada e denunciava ao inimigo que tinha acabado a munição?
Se calhar até já deve existir um tópico sobre mitos aqui no fórum.
 
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Lightning

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Re: Operações Especiais de Marinha
« Responder #449 em: Abril 08, 2023, 03:26:22 am »
Mas já todos sabemos que, muita dessa gente, preferia que voltasse o SMO, de modo a terem muita gente em quem mandar, e muita carne para canhão para enviar para missões, do que ter umas FA bem equipadas e menos antiquadas.

É mais fácil simplesmente manter tudo como está e obrigar os jovens a servir nas FA do que realmente transformar aquilo e mudar as mentalidades para se tornar atrativo aos jovens.