A SCAR da FN Herstal no Exército

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CruzSilva

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #195 em: Maio 20, 2022, 08:06:20 pm »
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FN Herstal has developed an impressive SCAR H upgrade for US SOCOM's Mid-Range Gas Gun (MRGG) requirement. Key features:
1⃣ 6.5 x49 mm Creedmoor
2⃣ Revised non-reciprocating charging handle
3⃣ New lower fore grip
4⃣ Revised folding stock
5⃣ AR15 charging handle + forward assist https://t.co/DexJ0zjPQt

Algumas dessas melhorias são apresentadas no último vídeo que aqui deixei.
« Última modificação: Maio 20, 2022, 08:06:46 pm por CruzSilva »
 
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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #196 em: Maio 20, 2022, 09:11:08 pm »
Só um aparte as munições 5.56mm não são todas iguais...além dos componentes, a quantidade de grains afeta não só a velocidade de saída do cano como a energia da munição.

e existindo um padrão de carga para carregadores para a arma (cerca 10kg) calibre menor, munição mais leve, mais munições transportáveis...
"ah carregam mais carregadores" é equipar full gear e fazer uma progressão longa em full gear com terreno acidentado...

https://ammunitionstore.com/content/5.56%C3%9745mm%20NATO.pdf

https://elbitsystems.com/product/small-caliber-ammunition-5-56mm-series/

https://lynxdefense.com/22lr-vs-223/

Carga às costas dos outros é refresco para nós!
 


 5,56 vs 7,62mm para arma sniper
Se estivermos numa carreira de tiro com condições ideais , vá lá que se faz algo engraçado. Mas não é essa situação comum quando a sério.
Depois a capacidade de passar "barreiras " a tingir o alvo mantendo a trajetória, nada a ver.

Posso deixar um exemplo testado por mim e outros.
Um projetil especial de tungsténio em 7,62mm. Ou seja, um sabot de tungstênio metido num involucro de metal macio para correr no cano, disparado a 100 metros furou 7cm de vidro blindado. Mas saiu às cambalhotas desviando um pouco a trajetória e perdendo muita capacidade de danos num alvo por trás do vidro( 1,20 mts aproximadamente).
Na mesma distancia, um projetil 338 perfurante comum( como é os ponta preta das 7,62) furou e manteve melhor a trajetória entrando a direito no alvo por trás do vidro.

A bem maior dureza do 7,62 não compensou a diferença de energia do inpacto (massa, velocidade e, as contas conhecidas)para o 338. No 5,56 para o 7,62 acontece o mesmo.
Também a capacidade de interferência de agentes atmosféricos é bem diferente, até quando falamos de massa.

Então, não importa só acertar na carreira de tiro, mas também ter capacidade para provocar danos e para resistir aos diversos agentes atmosféricos que afetam a trajetória.
Deixar isso só na mão do 5,56 é asneira
« Última modificação: Maio 20, 2022, 09:27:54 pm por Pescador »
 
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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #197 em: Maio 20, 2022, 09:27:30 pm »
È sempre uma questão de física e que, com uns "pozinhos" de tecnologia, consegue-se alguns ganhos aqui e ali.

As munições 7,62x51mm (também existem diferentes pesos que afectam a velocidade) conseguem, pela sua maior massa, reter a velocidade (e conseguente energia) por mais tempo em comparação com as 5,56x45mm.

Acho interessante a nova munição 6,8x51mm que tenta de alguma forma juntar o melhor dos dois mundos mas ainda não vi detalhes dos testes de precisão.
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #198 em: Maio 20, 2022, 09:29:09 pm »
È sempre uma questão de física e que, com uns "pozinhos" de tecnologia, consegue-se alguns ganhos aqui e ali.

As munições 7,62x51mm (também existem diferentes pesos que afectam a velocidade) conseguem, pela sua maior massa, reter a velocidade (e conseguente energia) por mais tempo em comparação com as 5,56x45mm.

Acho interessante a nova munição 6,8x51mm que tenta de alguma forma juntar o melhor dos dois mundos mas ainda não vi detalhes dos testes de precisão.

Sim foi essa a intenção quando perceberam que a 5,56 não chega
« Última modificação: Maio 21, 2022, 04:05:42 pm por Pescador »
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #199 em: Maio 20, 2022, 09:34:52 pm »
Mas parece ser uma munição (a 6,8) tão próxima da 7,62x51 que acaba por criar um "vazio" para outro tipo de necessidades.

A não ser que se pense (por exemplo) usar um calibre de PDW (5,7x28mm) para distâncias mais curtas ou para armas de pessoal de retaguarda. 
Não sei bem qual será o "pensamento" dos americanos nesta altura.
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #200 em: Maio 21, 2022, 03:22:18 pm »
Citar
FN Herstal has developed an impressive SCAR H upgrade for US SOCOM's Mid-Range Gas Gun (MRGG) requirement. Key features:
1⃣ 6.5 x49 mm Creedmoor
2⃣ Revised non-reciprocating charging handle
3⃣ New lower fore grip
4⃣ Revised folding stock
5⃣ AR15 charging handle + forward assist https://t.co/DexJ0zjPQt

Consegue ser mais bonita que a SCAR "normal".





Que o CF veja isto com olhos de ver, porque o Exército já era.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #201 em: Maio 21, 2022, 04:21:02 pm »
Mas parece ser uma munição (a 6,8) tão próxima da 7,62x51 que acaba por criar um "vazio" para outro tipo de necessidades.

A não ser que se pense (por exemplo) usar um calibre de PDW (5,7x28mm) para distâncias mais curtas ou para armas de pessoal de retaguarda. 
Não sei bem qual será o "pensamento" dos americanos nesta altura.

São experiencias. E valem por isso.
Mas se podem ser interessantes no campo doméstico, policias diversas, no campo militar é mais um calibre e mais logística. Manter simples seria sempre o ideal.
Por isso os calibres 5,56 e 7,62 conseguem abranger diversas soluções tácticas, seja em armas individuais, de  precisão, ou seja de apoio, como o caso de metralhadoras ligeiras.
Acrescentar nos campos de batalha mais calibres não vejo que seja boa solução.
Pessoalmente e experiencia partilhada de outros, o 5,56 só mesmo pela maior capacidade de munições em carregador, mais leve e melhor controlo do recuo em arma individual. Por isso a 7,62 terá sempre o seu lugar "a partir daí". Não é por acaso que apesar de modelos de metralhadoras ligeiras de apoio nos dois calibres, se mantem o superior 7,62.

O 5,7 x 28 é interessante, conjuga capacidade de perfuração, em coletes por exemplo, em armas com carregadores de grande capacidade e precisão a distancias, digamos, médias.
Testado a 100 metros fez um belo conjunto numa P90.
Claro que depois a energia vai dissipando e, como disse atrás não chega acertar, é preciso energia, pois obviamente não tem a mesma energia dos calibres mais comuns de carabinas militares, principalmente crucial a distancia maiores.
Mas mais uma vez não compensa colocar em campo mais essa logística necessária. Sendo sim bom para consumo interno e missões muito especiais, que a sua portabilidade e factores relativos à munição sejam importantes.
« Última modificação: Maio 21, 2022, 04:33:35 pm por Pescador »
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #202 em: Maio 21, 2022, 04:33:09 pm »
Pelo que percebi, o 7.62 vai praticamente desaparecer no US Army. Já estão a desenvolver kits 6.8x51 para adaptar às M240 (FN MAG) e às Minigun. O 5.56 vai manter-se, porque as tropas de apoio vão continuar a utilizar as M4.
Talent de ne rien faire
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #203 em: Maio 21, 2022, 04:38:04 pm »
Pelo que percebi, o 7.62 vai praticamente desaparecer no US Army. Já estão a desenvolver kits 6.8x51 para adaptar às M240 (FN MAG) e às Minigun. O 5.56 vai manter-se, porque as tropas de apoio vão continuar a utilizar as M4.

Não conheço os valores gerais do 6,8. Provavelmente encontraram um substituto para o 7,62, reduzindo umas gramas do projéctil com a  redução do calibre.
Talvez possam ter achado mais estável em voo na importante relação diâmetro x comprimento do projetil.
Constou-me que era mais controlável. Desconheço. Até porque quanto a controlo no tiro também depende da arma.

Mas pelo que soube, quando desenvolveram esse calibre era mais para substituir o 5,56 em situações que verificaram não estar a altura

Encontrei isto agora. o calibre é 6,8 x 45 , não 51. Nem tinha reparado bem nisso
https://pt.topwar.ru/164189-patron-68-mm-chto-stoit-za-ciframi.html
https://www.forte.jor.br/2021/10/11/o-calibre-68mm-e-o-substituto-do-m16/
"Demorou alguns anos para o Exército dos Estados Unidos decidir sobre um calibre, mas finalmente escolheu o “intermediário” 6,8 mm para substituir o existente 5,56 mm usado no M4, no M16 e no M249."
« Última modificação: Maio 21, 2022, 04:50:17 pm por Pescador »
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #204 em: Maio 21, 2022, 04:59:37 pm »
Mas parece ser uma munição (a 6,8) tão próxima da 7,62x51 que acaba por criar um "vazio" para outro tipo de necessidades.

A não ser que se pense (por exemplo) usar um calibre de PDW (5,7x28mm) para distâncias mais curtas ou para armas de pessoal de retaguarda. 
Não sei bem qual será o "pensamento" dos americanos nesta altura.

A ideia é preparar o US Army para lutar contra a China.
O que levou a esta mudança?
  • Aparecimentos de placas balísticas de baixo custo. O que leva a necessidade de mais poder de fogo
  • Aparecimento de miras telescópicas de baixo custo. O que levou a que se apostasse mais em tiro a distancia. Isto levou ao US Army a investir milhões a desenvolver miras telescópicas computorizadas.

Com a nova arma, nova bala e nova mira o US Army espera ter uma vantagem de tiro efetivo de centenas de metros em relação aos adversários.
 
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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #205 em: Maio 21, 2022, 05:53:45 pm »
Encontrei isto agora. o calibre é 6,8 x 45 , não 51. Nem tinha reparado bem nisso
O calibre que o US Army está a considerar é o .277 Fury (6,8x51mm)
 
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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #206 em: Maio 21, 2022, 08:32:31 pm »
Para a próxima década ou duas, não me parece que esses novos calibres sejam vistos como uma prioridade para as FA nacionais. Nós nunca estamos a par das tecnologias de ponta, não era em armas ligeiras que ia ser a excepção, muito menos a introduzir um calibre completamente novo que, pelo menos para já, ninguém usa.
 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #207 em: Maio 22, 2022, 12:00:14 pm »
Encontrei isto agora. o calibre é 6,8 x 45 , não 51. Nem tinha reparado bem nisso
O calibre que o US Army está a considerar é o .277 Fury (6,8x51mm)

Ok, será então uma evolução do outro que 6,8 x "45", ou 6,8x43, que faz mais sentido para substituir o 5,56. Pois alonga também o involucro em relação aos 5,56x45(também o diâmetro), melhorando as performances pretendidas sem contudo chegar a a certos inconvenientes do 7,62x51. Ou eventualmente substituir os dois, o 7,62 e o 5,56.
Senão era como acontece com o 7,62x51 Nato e o 7,62x39 russo. Menor alcance no segundo
isto vai ao encontro do que digo dos calibres. O diâmetro é o mesmo e, depois cada fabricante lança variantes com diferenças do involucro, mudando tudo quanto a características, seja no comportamento de voo, alcance e energia.

A história diz isto mesmo, vai havendo evolução nos calibres e, atualmente com os meios de pesquisa sofisticados será normal encontrar um padrão que satisfaça

 

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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #208 em: Maio 22, 2022, 02:13:38 pm »




 
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Re: A SCAR da FN Herstal no Exército
« Responder #209 em: Maio 22, 2022, 07:01:00 pm »
A melhor forma de entender a raison d'être do .277 Fury ou 6,8x51mm é por compararmos com o 5,56x45mm e 7.62x51mm, os dois calibres padrão da NATO que são o alvo de interesse.  Ficam aqui alguns das munições mais usuais, há muitas outras e os valores são aproximados;

5,56x45mm M855 (62 grain) - 850m/s disparado de um cano de 14,5' (M4) - alcance efectivo de 300-400m - 60.000psi de pressão na câmara
5,56x45mm M855 (62 grain) - 930m/s disparado de um cano de 20' (M16) - alcance efectivo de 400-500m - 60.000psi de pressão na câmara

7,62x51mm M80 (147 grain) - 850m/s disparado de um cano de 22' (M21) - alcance efectivo de 700m - 60.000psi de pressão na câmara
7,62x51mm M118LR (175 grain) - 790m/s disparado de um cano de 24' (M24) - alcance efectivo de 800m - 60.000psi de pressão na câmara

6,8x51mm Fury (135 grain) - 910m/s disparado de um cano de 16'(?) - alcance efectivo de 800m(?) - 80.000psi de pressão na câmara

O verdadeiro special sauce desta munição foi o aumento da pressão na câmara, o que se traduz em maior velocidade de saída bala.  Fazendo uma analogia automobilistica, em vez de mexer na cilindrada do motor, optou-se por introduzir um turbo e aumentar a pressão na admissão (clever boy).  Por outro lado, foi necessário desenhar um cartucho muito mais resistente, daí a construção "compósita" ou hibrida com a base em aço inox.  A complexidade obviamente traduz-se num maior custo por bala, o que vai pesar muito na decisão de adoptar em larga escala.  Este processo de aquisição ainda vai passar por vários testes e avaliações, e pode acabar por ser rejeitado ou adoptado apenas para usos especiais.

Os combates no Afeganistão afectaram muito o modo de pensar dos americanos, com o alcance a ser muito valorizado.  Mas fico a pensar que as (ligeiras) melhorias em relação á munição M118LR não serão suficientes para justificar tamanha decisão.  Obviamente que em comparação com o 5,56 as diferenças são muito mais substanciais, mas, fica a pergunta...
E se alguém desenhasse um cartucho/munição hibrida 5,56x45 a suportar os tais 80.000psi?....