Olivença

  • 2839 Respostas
  • 501873 Visualizações
*

teXou

  • Perito
  • **
  • 431
  • +0/-3
Re: Olivença
« Responder #2775 em: Setembro 28, 2012, 10:59:02 pm »
Citar
Fronteira invisível. “Se um dia Portugal e Espanha se unirem, a capital será Olivença
Por Rosa Ramos, publicado em 28 Set 2012 - 13:36 | Actualizado há 9 horas 10 minutos
Depois de décadas a fio de costas voltadas, Olivença está cada vez mais virada para Portugal e muitos oliventinos estão a pedir a nacionalidade portuguesa


No dia em que a Ponte da Ajuda – que liga Elvas a Olivença – foi inaugurada, acorreram à cerimónia não um, mas dois padres. De um lado da ponte estava o pároco português de Santa Luzia. No extremo oposto, Santiago Dorado, acabado de chegar de Olivença. O incidente diplomático resolveu-se rapidamente e cada um dos padres leu um trecho do evangelho – em castelhano e em português. Mas na hora de benzer a obra, a histórica disputa de território entre Portugal e Espanha reacendeu-se: qual dois dois deveria, afinal, dar a bênção à ponte? “Benze-a tu, já que foi o teu governo que a pagou”, atirou o padre oliventino.

A Ponte da Ajuda, inaugurada em 2000 e paga na íntegra pelo Estado português, foi construída ao lado da antiga Ponte de Ayuda, que remonta ao início do século XVI. Actualmente está em ruínas – ou pelo menos uma parte. É que o governo espanhol mandou reconstruí-la, mas só até à demarcação da fronteira. Na prática, o que existe hoje é uma ponte sem tabuleiro, sem utilidade e em ruínas do lado português. Não é preciso sequer chegar a Olivença para perceber que o velho litígio ainda é vivo: na estrada que liga Elvas à cidade espanhola, a maioria das placas foram pintadas e onde seria suposto ler-se “Olivenza” aparece escrito “Olivença”. A questão é antiga e conhecida dos dois lados da fronteira. Em 1801, Olivença foi anexada a Espanha através do Tratado de Badajoz, denunciado anos mais tarde por Portugal. Já em 1817, com o Tratado de Viena, Espanha acaba por reconhecer a soberania portuguesa e compromete-se a devolver o território – o que nunca chegou a acontecer.

Passados 200 anos, Olivença parece cada vez mais virada para Portugal. E as histórias dos contrabandistas que atravessavam o Guadiana à socapa e pela calada da noite para enganar os guardaa da alfândega pertencem ao passado. Hoje, vai-se a Espanha às compras, atestar o depósito do carro e até ter filhos. Na cidade oliventina, segundo o ayuntamento [câmara] local, vivem oficialmente 157 portugueses, embora se saiba que são muitos mais. Uns assumem-se espanholistas, outros defendem a integração em Portugal. Seja como for, tem ganhado forma, nos últimos dois anos, um novo fenómeno: muitos oliventinos estão a pedir a nacionalidade portuguesa – estima-se que meia centena já o tenha feito. Uma vez que Portugal não reconhece, formalmente, a soberania espanhola, o Estado pode atribuir a nacionalidade portuguesa a um oliventino. E, apesar da crise que se vive do lado de cá da fronteira, ainda há quem acredite que a dupla nacionalidade possa trazer vantagens. “Não me importava de tratar das papeladas, pode abrir-me portas em Portugal para arranjar emprego”, diz Abel Galván, vinte e poucos anos. Nasceu em Olivença, deixou de estudar recentemente e arranjou trabalho como comercial numa pequena empresa, mas diz que tem “medo” da forte crise que se abateu sobre Espanha. “Então mas não sabes que Portugal está debaixo de fortes medidas de austeridade?”, perguntamos. Abel fica espantado. “Não sabia”.

Há muitas coisas que os oliventinos não sabem sobre os portugueses. Durante décadas e décadas a fio, Olivença viveu de costas voltadas para Portugal. E esta espécie de amuo até pode ter explicação. “De certa forma, os oliventinos sentiram-se abandonados pelas suas raízes portuguesas e foram obrigados a criar uma nova identidade. Isso criou uma barreira com Portugal e muitos olhavam para o país vizinho com desdém e preconceito”, acredita Joaquim Fuentes, o presidente da Associação Além-Guadiana que, desde há quatro anos, se tem dedicado à promoção da cultura portuguesa. Mais de 90% dos sócios são espanhóis: jovens que não se pronunciam sobre a questão política e de disputa do território, mas que querem preservar as origens de Olivença.


NA LÍNGUA NAVEGAM AS MEMÓRIAS Em 1840, 39 anos depois da ocupação espanhola, o português foi definitivamente proibido nas ruas de Olivença e até as missas passaram a ser rezadas em castelhano. Mas o combate à língua portuguesa já vinha de antes: em 1805 as actas da câmara e todos os documentos oficiais deixaram de ser redigidos em português. Mesmo assim, a língua foi sobrevivendo, especialmente nas aldeias. Hoje, só os mais velhos sabem falá-la. De qualquer forma, e segundo os cálculos da União Europeia, a língua portuguesa é entendida e falada por pelo menos 35% da população oliventina. No final de 2008, um comité de peritos do Conselho da Europa fez um balanço crítico da aplicação da Carta Europeia das Línguas Minoritárias ou Regionais, aprovada em 1992, e recomendou que os naturais de Olivença tivessem acesso à aprendizagem da língua portuguesa para proteger o português oliventino.

Há pouco menos de uma década, a embaixada de Portugal em Madrid e o Instituto de Camões passaram a apoiar o ensino do português nas duas escolas primárias de Olivença. Numa, a disciplina é obrigatória, na outra opcional. Mas o português que é ensinado às crianças é a língua padrão e não o português oliventino. Por isso, Joaquim Fuentes não tem dúvidas de que a língua oliventina – um português alentejano que assimilou algumas palavras castelhanas – está destinada a morrer. Para minimizar a perda, o Além-Guadiana começou, recentemente, um trabalho de recolha de voz nas aldeias em redor de Olivença – onde quase toda a população idosa ainda fala português. “O objectivo é criar uma espécie de museu virtual, uma cápsula do tempo, porque cada vez que morre um velho, morre um pedaço de cultura”, diz Joaquim Fuentes.

Apesar de o português ter sido proibido durante muitas décadas, os oliventinos continuaram a falá-lo em segredo. Com o tempo, a língua passou a ser associada às gentes do povo e pouco instruídas. Por isso, explica Fuentes, nas décadas de 1940 a 1970, muitos oliventinos rurais preferiram ensinar o castelhano aos filhos. “Mas na hora da morte, as últimas palavras que diziam eram em português”, garante. A família de Joaquim Fuentes, toda ela espanhola, é um exemplo do que o tempo foi fazendo com a língua. “Os meus avós – três eram oliventinos e um de Toledo - só falavam em português, mas ensinaram o castelhano aos meus pais”, conta- o presidente do Além-Guadiana, 44 anos, faz agora parte de uma nova geração empenhada em recuperar a língua portuguesa. Joaquim fala um português quase perfeito – que diz ter aprendido de forma intuitiva – e garante que há em Olivença “um movimento novo e jovem, interessado em beber da cultura portuguesa e descobrir as suas raízes”. Até porque todos os oliventinos têm ascendência portuguesa – em maior ou menor grau.

Esteban Antúnez, 23 anos – que encontrámos a passear nas ruas de Olivença com uma camisola da selecção de futebol portuguesa com o número de Cristiano Ronaldo –, é um desses casos. “Não falo português, mas gostava muito de aprender, estou seriamente a pensar nisso”, diz. A curiosidade surgiu quando descobriu que o apelido Antúnez deriva do nome português Antunes. No início do século XX foi publicada, em Olivença, uma lista a ordenar a substituição de todos os apelidos portugueses para castelhano. E foi assim que nomes como Gomes passaram a Gomez e Rodrigues passou a escrever-se Rodriguez. De qualquer forma, e apesar do interesse, Esteban – que trabalhou até há três meses numa central termo-solar que existe nos arredores da cidade e agora está desempregado – acredita que Portugal “é passado” na história de Olivença.


AS MARCAS PORTUGUESAS Um dos pormenores que tornam Olivença – onde Humberto Delgado foi assassinado – num local único no mundo é que 74 ruas têm dois nomes em simultâneo, um castelhano e outro português, sendo que poucas vezes coincidem no conteúdo. A rua López de Ayala é a Rua da Rala; a Rua Francisco Ortiz é a Rua Entre Torres; a Plazuela de la Madalena (junto à igreja da Madalena, que venceu anteontem o concurso de melhor recanto espanhol) é o Antigo Adro da Madalena; a Rua Victoriano Parra é a Antiga Rua das Atafonas; a Plaza de la Constituición é, simplesmente, a Antiga Praça. A maioria dos nomes castelhanos são de importantes figuras espanholas. Os portugueses são os que eram usados antes da ocupação de Espanha.

As marcas da presença portuguesa não se esgotam na toponímia. Há ruas em calçada portuguesa, escudos espalhados por dezenas de fachadas, casas e chaminés alentejanas, igrejas e portas manuelinas – ironicamente, a entrada do ayuntamento é um dos exemplos mais representativos do estilo português em Olivença. Há momentos em que a cidade faz lembrar uma mini-Roma: existem quase dez igrejas e seis conventos em Olivença. Todos construídos à maneira portuguesa e num lugar onde vivem menos de 12 mil habitantes. “Há muito que Olivença perdeu o cordão umbilical com Portugal, mas o surpreendente é que, mesmo 200 anos depois, a cultura portuguesa continua a resistir e não foi apagada a pegada de Portugal nos monumentos, na história, nos costumes, nas palavras, nas danças, nos doces e na música, apesar das inúmeras tentativas de aniquilação cultural por parte dos espanhóis”, considera Carlos Luna, professor e historiador que se dedica a investigar a questão oliventina há mais de 20 anos e que integra uma controversa associação: o Grupo de Amigos de Olivença, que defende a reintegração do território em Portugal.

A verdade é que muitas tradições portugueses ainda persistem. Na igreja de La Concepción (de Nossa Senhora da Conceição – a padroeira de Portugal) é habito celebrar-se as maias. Na noite de S. João são queimados os tradicionais bonecos em honra do santo, em jeito de sátira. As procissões são iguais às portuguesas, as danças tradicionais o corridinho e o vira. Os doces típicos os pastéis de nata, as cavacas e os bolos podres de mel. No entanto, em Olivença os costumes são espanhóis. Nas ruas ouve-se o castelhano, das 14h às 17h os comércios fecham para a siesta – neste ponto nem as lojas chinesas escapam à tradição – e os serviços públicos só funcionam da parte da manhã.


NO MEIO DE DUAS CULTURAS Definitivamente, há uma pergunta que nunca se deve fazer a um oliventino: “Sente-se português ou espanhol?” Poucos oliventinos conseguem responder taxativamente. “Um oliventino não é português nem espanhol, é oliventino”, explica Joaquim Fuentes. As gentes de Olivença são, afinal, o produto de uma mistura de duas culturas. “Em Olivença somos de todo o mundo”, respondeu-nos Maria Veron, uma oliventina de 85 anos que vive no lar da Misericórdia desde que o marido – um guardador de bolotas que conheceu quando tinha 20 anos – morreu.

Em Olivença, até a tradição espiritual é confusa. A administração espanhola proibiu, a dada altura, as celebrações dos santos portugueses – como o S. João ou o Santo António – substituindo-as por santos espanhóis. Hoje, cerca de 40% da população ainda é católica e praticante e muitos oliventinos são devotos de Nossa Senhora de Fátima – existe até uma imagem na Igreja da Madalena, benzida em 1948 pelo então bispo de Leiria.

Quem toma conta do templo manuelino é o padre Santiago Dorado, que está na paróquia há 13 anos. Nasceu a 100 quilómetros, em Segura de Léon, e formou-se no seminário de Badajoz. Quando aceitou mudar-se para Olivença, teve de aprofundar o estudo da cultura portuguesa. Hoje, tem no gabinete três bandeiras: uma de Espanha e outra de Portugal, separadas pela da província de Badajoz. No ano passado, celebraram-se em Olivença 30 casamentos, 100 baptizados e 100 funerais e cerca de 400 crianças frequentam a catequese. Mas o número que tem aumentado realmente é o de pessoas a recorrer à ajuda da Cáritas local – actualmente são apoiadas de forma regular mais de uma centena de famílias. “E o perfil está a mudar. Agora temos muita gente da classe média. Ajudamos a pagar hipotecas, mensalidades da escola, rendas de casas. A crise está instalada e as pessoas têm medo que aconteça connosco o mesmo que sucedeu em Portugal e na Grécia”, diz o padre. O administrador da Misericórdia de Olivença, José Gomez, confirma que os pedidos de ajuda têm aumentado. Na verdade, a vida das misericórdias espanholas não está famosa. Mesmo assim, vão resistindo à crise. “Sempre vivemos com pouco dinheiro e os subsídios que recebemos em Espanha não são elevados como em Portugal”, justifica.


A CRISE, ELO DE LIGAÇÃO Hoje, Portugal e Espanha partilham muito mais do que só Olivença. Dos dois lados da fronteira, a crise é uma realidade comum. Só na Rua da Carreira, uma das principais da cidade, dois terços das lojas já fecharam e cerca de 30% da população oliventina está desempregada. O principal empregador é o ayuntamento, onde trabalham 300 pessoas. A criação de emprego é, aliás, a maior preocupação da câmara. No início desta semana, a autarquia assinou acordos com duas empresas que pretendem fixar-se na região – uma delas, do sector dos lubrificantes, até é portuguesa. “Temos de aproveitar a questão da fronteira como uma vantagem”, considera Bernardino Piriz, o alcaide, que defende que “se um dia Portugal e Espanha se unirem, a capital será Olivença”. A câmara está a financiar um projecto de formação para ajudar os desempregados a desenvolver novas competências e, para o ano, deverá ser criado na cidade um novo supermercado, garantirá 40 novos postos de trabalho, além de uma morgue. Os dois investimentos, privados, representam qualquer coisa como cinco milhões de euros.


OLIVENÇA QUER PORTUGAL O alcaide – que tem ascendência portuguesa e foi eleito há pouco mais de um ano em representação do Partido Popular por apenas 23 votos de diferença – não se acanha em criticar a falta de comunicação e de interesse do governo português relativamente a Olivença. “Em Lisboa critica-se, mas não se propõe. Nunca veio a Olivença nenhum representante. Vocês deveriam apostar no que têm aqui”, defende o alcaide. A postura crítica é partilhada pelo presidente da associação Além-Guadiana. “O governo de Portugal deveria ajudar mais na salvaguarda da cultura portuguesa, que todos os dias morre mais um pouco. Pode haver um ponto de encontro nesta disputa de séculos e esse ponto de encontro é a cultura”, defende Joaquim Fuentes.

http://www.ionline.pt/portugal/fronteira-invisivel-se-dia-portugal-espanha-se-unirem-capital-sera-olivenca
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
-------------------------------------------------------
" Não Apaguem a Memória! "

http://maismemoria.org
 

*

Jorge Pereira

  • Administrador
  • *****
  • 2213
  • Recebeu: 63 vez(es)
  • Enviou: 117 vez(es)
  • +28/-0
    • http://forumdefesa.com
Re: Olivença
« Responder #2776 em: Janeiro 06, 2013, 11:06:01 pm »
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

*

teXou

  • Perito
  • **
  • 431
  • +0/-3
Re: Olivença
« Responder #2777 em: Fevereiro 23, 2013, 08:19:54 pm »
Citar
Olivença é Portugal. É bom não esquecer!

Olivença, a antiga vila portuguesa do Alentejo, hoje cidade da província espanhola de Badajoz e da comunidade autónoma da Estremadura, está situada na margem esquerda do rio Guadiana e tem uma forma aproximadamente triangular, com dois dos seus vértices no Guadiana. A cidade de Olivença dista 23 km de Elvas, 24 km de Badajoz, 236 km de Lisboa, 424 km de Madrid e tem mais de 12.000 habitantes e uma área de mais de 430 km2. A sua demarcação é objeto de litígio entre Portugal e Espanha e é reivindicada de jure por ambos os países.

Olivença, com mais de cinco séculos de domínio português e dois séculos de administração espanhola, foi integrada no território de Portugal, aquando do Tratado de Alcanizes (12/09/1297), que estabelecia Olivença como parte integrante de Portugal, tendo-lhe D. Dinis dado foral logo no ano seguinte e mandado reedificar o castelo antigo. Pela sua situação geográfica fronteiriça teve várias ocupações espanholas nas guerras da Independência e nas da Restauração, delas se conseguindo libertar.

Em 1801, o município de Olivença, era constituído pelas seguintes freguesias: Nossa Senhora da Talega ou Táliga (hoje município), Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Domingos de Gusmão e São Jorge da Lor. Foi em 1801, quando as pretensões napoleónicas atingiram Portugal, que Manuel de Godoy (político, diplomata e militar espanhol) ocupou Olivença, que foi anexada a Espanha, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal. Desde essa data, até hoje, não foi conseguido recuperar a soberania portuguesa, apesar de sucessivas e persistentes intervenções políticas e diplomáticas e apesar do Tratado de Paris (1814) e o Congresso de Viena (1815) reconhecerem os direitos de Portugal. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.

Na atualidade, Portugal não reclama abertamente Olivença, mas também não renuncia à sua pretensão. Em 1995, o governo português enviou às autoridades espanholas um relatório sobre o impacto ambiental da projetada Barragem de Alqueva no território espanhol, omitindo Olivença. Uma semana depois, foi enviado um novo documento intitulado "Espanha e Território de Olivença", torneando o problema de reconhecer Olivença como território espanhol. Da mesma forma, para melhorar as acessibilidades de Olivença à margem direita do Guadiana, Portugal assumiu o financiamento e a direção da obra de construção de uma nova ponte rodoviária e de recuperação da antiga Ponte da Ajuda, cuja realização foi entregue à Câmara Municipal de Elvas. Ao responsabilizar a autarquia de Elvas, pela execução do projeto, o Governo Português confirmou que Olivença é parte integrante de Portugal e que a ligação entre estas duas cidades não tem uma dimensão internacional e transfronteiriça como a Espanha pretendia. Na inauguração da nova ponte, a 11 de Novembro de 2000, não esteve presente nenhum representante do governo português, para que a presença ao lado do Presidente da Câmara de Olivença não fosse interpretada como reconhecimento da ocupação de Olivença pela Espanha.

Embora Olivença tivesse sido espanholizada, ainda mantém fortes vestígios portugueses, principalmente na fala, nos costumes e nos monumentos. É uma vergonha nacional, Olivença continuar ocupada pelos nossos vizinhos espanhóis. Também é uma vergonha nacional, Portugal nada fazer, na atualidade, para que seja cumprido o Tratado de Viena de 1815, ratificado em 1817 pelos nossos hermanos. Como sói dizer-se: “com hermanos desta espécie, Portugal não precisa de inimigos”. Já está “bem servido”.

...

http://www.onoticiasdatrofa.pt/ntt/index.php/ultimas-noticias/edicao-papel/44-edicao-411/10225-olivenca-e-portugal-e-bom-nao-esquecer
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
-------------------------------------------------------
" Não Apaguem a Memória! "

http://maismemoria.org
 

*

teXou

  • Perito
  • **
  • 431
  • +0/-3
Re: Olivença
« Responder #2778 em: Março 25, 2013, 10:10:07 pm »
Programa HORA DE FECHO de Maria Flor Pedroso RTP-Informação

22 de Março de 2013

http://www.rtp.pt/play/p1108/e111791/hora-de-fecho


Conjunto significativo de Oliventinos requerem nacionalidade portuguesa.



Oliventinos pedem cidadania portuguesa. ...
E "choram" pelo abandono de Portugal e da sua elite.

Um oliventino afirma : Olivença pode ter 2 séculos como espanhola, mas o sentimento continua a ser PORTUGUÊS.
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
-------------------------------------------------------
" Não Apaguem a Memória! "

http://maismemoria.org
 

*

PereiraMarques

  • Moderador Global
  • *****
  • 7300
  • Recebeu: 668 vez(es)
  • Enviou: 257 vez(es)
  • +696/-5
Re: Olivença
« Responder #2779 em: Março 29, 2013, 06:56:59 pm »
Defesa pública de Prova de Mestrado:

CANDIDATO(A): Eduardo Augusto Pereira Antunes
ÁREA CIENTÍFICA: Relações Internacionais
TÍTULO: “A Questão de Olivença”
ORIENTAÇÃO: Prof.ª Doutora Raquel Patrício
DIA E HORA: 08 de Abril 10h30

http://www.iscsp.utl.pt/index.php?optio ... &Itemid=99
 

*

Jorge Pereira

  • Administrador
  • *****
  • 2213
  • Recebeu: 63 vez(es)
  • Enviou: 117 vez(es)
  • +28/-0
    • http://forumdefesa.com
Re: Olivença
« Responder #2780 em: Junho 05, 2013, 11:54:32 pm »
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

*

Alvalade

  • Especialista
  • ****
  • 1048
  • Recebeu: 261 vez(es)
  • Enviou: 79 vez(es)
  • +33/-5
Re: Olivença
« Responder #2781 em: Junho 06, 2013, 07:21:52 pm »
Citação de: "Jorge Pereira"
:arrow: http://tvl.pt/2013/03/21/perspectivas-c ... -olivenca/

Interessante é pena não ter sido num meio de maior divulgação, mas os comentário sobre a Índia eram dispensáveis independentemente de ter razão ou não só servem para dispersar.
 

Re: Olivença
« Responder #2782 em: Julho 26, 2013, 10:46:20 pm »
Ao visitarmos Olivença sentimos um nó na garganta ...
Era a primeira vez e o que vimos só nos lembrou ...
Saimos sem falar e visitámos a Ponte da Ajuda para desabafar.
Trouxemos connosco um pouco daquilo que nos possa lembrar o dever de lembrar, uma pedra talisca da margem esquerda.
Obrigado Olivença.
 

*

PILAO251

  • 184
  • Recebeu: 1 vez(es)
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2783 em: Agosto 15, 2013, 03:57:14 pm »
Hoje em dia a questão de Olivença é mais do que nunca pertinente.
Com todo o barulho á volta de Gibraltar, que o mais certo é ter nascido para camuflar algo mais grave em Espanha.
 

*

JMSG

  • 2
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2784 em: Agosto 20, 2013, 01:57:28 pm »
Bom dia caros amigos e compatriotas Portugueses:

Sou um velho seguidor, relativamente assíduo dos debates neste foro, sendo esta a primeira vez pela qual finalmente me decidí a participar para  expressar a minha opinião e profunda tristeza perante um assunto que, histórica e inexplicávelmente, continúa a ser tabú entre as nossas "élites" !!!

Falo óbviamente da questão de Olivença. É francamente desesperante e indignante, a atitude tão patega, subserviente e provinciana da nossa comunicação social e o seu vergonhoso silêncio perante o problema de Olivença. Hoje mais do que nunca, comparando o nosso silêncio com a atitude enérgica e combativa dos nossos vizinhos peninsulares com relação a Gibraltar. Será que entre todos os Jornais, Jornalistas, cadeias de Rádio e Televisão deste velho País, não há ninguém com os minimos conhecimentos de história e hombría para levantar esta questão ???

Será que têm tanta vergonha ou complexo de inferioridade como Portugueses, que não se atrevem a recordar aos nossos vizinhos Espanhóis, que da mesma forma que eles reclamam a soberanía de Gibraltar, nós temos exactamente o mesmo problema com Olivença?

Se nós como nação, permitimos que a nossa comunicação social se cale de uma forma tão flagrante, perdendo uma oportunidade de ouro para levantar a questão de Olivença; se permitimos que os nossos políticos, com a mísera desculpa da amizade entre as nossas duas nações, continuem a esconder o rabo entre as pernas perante os seus colegas Espanhóis e não aproveitem para lhes recordar que todos e cada um dos argumentos que eles usam para justificar as suas pretensões ao rochedo de Gibraltar são aplicáveis à questão de Olivença, então, se calhar, eles têm toda a razão para dizer ( como aliás já o fazem !!!)  que não existe nenhum conflicto entra as duas nações irmãs, dado que ninguém protesta e que oficialmente essa questão nunca se pôs do lado Português, durante as já famosas cimeiras bilaterais.

E quando alguns, poucos mas bravos patriotas Portugueses, têm os tomates para levantar a voz e chamar a atenção do resto do País e são cobardemente abafados tanto pelo governo como pela comunicação social, então, acho sinceramente, que nós como nação, e para triste vergonha dos nossos antepassados e avós, já não somos um país de verdade e perdemos o nosso direito a existir quanto Nação independente, e já nunca mais como NOBRE POVO NAÇAO VALENTE E IMORTAL.

Um grande abraço a todos os compatriotas PORTUGUESES ( aparentemente uma espécie em vias de extinção neste belo jardim à beira-mar plantado!) seja lá qual fôr a sua côr política.

José Manuel Sanches Gonçalves
 

*

latino

  • Membro
  • *
  • 271
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2785 em: Setembro 07, 2013, 10:04:46 am »
Hola vecinos  ; espero  que os vaya bien

Seguís sin entender nada  de España

GIBRALTAR

nosotros ya no somos nacionalistas  , ODIAMOS A LOS LLANITOS   y no tienen derecho a ser  ANDALUCES;   lo que han hecho es pisar pescadores de Algeciras con los bloques  e intentar humillar a España  durante la época de ZP     y hemos decidido matarlos (economicamente ) y  eso es lo que estamos haciendo pues ellos son unas GARRAPATAS de España   y viven de chuparnos la sangre  económica y se acabo .

- No se habla para nada con ellos
-  CONTRABANDO DE   TABACO ,  PERSONAS , DROGA , ... verja   desde hace un mes  y  para siempre .
- TURISMO ( verja  y odio de sus clientes potenciales )
- SANIDAD ESPAÑOLA ( pagando si la quieren a partir de ahora)
- VIVIR EN LA COSTA DEL SOL  (vivián todos ) PAGO DE IMPUESTOS  E INSPECTOR INDIVIDUAL EN LA PUERTA
- TRAFICO  poner  tasa de congestión  de 50 euros  por coche   por pasar a traves de La linea ( peaje como Londres)
- IVA todo lo que compren en España volverá a llevar IVA (se lo quitó ZP)
- JUEGO ON LINE EN ESPAÑA  : ley española  y prohibición de  de que las empresas residan fuera  de España
- BUNQUERING : prohibición a partir de enero y multas millonarias
- PARAISO FISCAL : fin de ese pirateo  usando  una directiva europea " ya en vigor"  hacer visibles todos los capitales Y/ o denunciarlo a Europa  
- AEROPUERTO : declarar zona de exclusión aerea Algeciras (fin del aeropuertito de las garrapatas)
- MEDIAMBIENTE  : incumplen todo y ya están denunciados a EU  esperando multas .

y lo vamos haciendo poco a poco para que SU  dolor sea mayor  , sin acritud  y para ir disfrutando de como mueren o emigran  a la costa del sol por hambre soledad o asco  que es lo que nos dan a los españoles patriotas : ASCO

pero sin acritud ; ! de verdad tu crees que queremos a las garrapatas  en nuestra bendita España!  pues NO .

OLIVENZA

reconozco  y comprendo   que  os duela , pero  estáis  ALLÍ  en vuestra casa   pues   no sois garrapatas de España (no vivís de su sangre económica siendo piratas económicos )   pues pasad cuando queráis  , montar negocios  y si alguno montarais una "pousada portugesa " tenéis el cliente asegurado  teniendo 10 millones de portugueses al lado  y algunos españoles  y los de Olivenza encantados en estos tiempos de crisis  de cualquier negocio  compartido  .

!Animo Portugal! (a España le interesa que os vaya bien  pues  será  mejor para Madrid/Vigo  )
 

*

gaia

  • 54
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2786 em: Setembro 08, 2013, 11:44:49 pm »
Para a semana vou visitar , Olivença , e ver o nosso território perdido , quando foi exército anglo português que conseguiu expulsar os franceses de Espanha , e como paga , mesmo depois do tratado de Viena , a Espanha não devolve ...

Latino , o grande problema de Espanha , é que sempre existiu um território , nunca se deixou aglutinar pelos interesses de Madrid , (não confundir com os interesses de muitos espanhõis) , e sempre conseguiu ser independente , e quando Portugal estava no auge do seu poder , foi atraiçoado pelos interesses de Filipe (Madrid), devido à morte de D. Sebastião , e os portugueses nunca perdoaram esta traição .

A Inglaterra , sempre foi um aliado de Portugal , devido ter os mesmos interresses geo estratégicos , tem a mais antiga aliança militar do mundo , que continua vigorar.

A Espanha sempre foi um peão dos interesses dos Hsbsburgos , e teve sempre a atração continental , que lhe foi fatal , em muitas das vezes , na WWII ,por pouco  ía ser outra vez ...

O que acho chocante , é que tenho problemas em Espanha , não por ser portugês , e porque pensam que sou de outra região de Espanha , vi isso no País basco , e em outras regiões ...

Acho que Gibraltar e Olivença , nem são problemas para Espanha , estive em Gibraltar , no ano passado , e toda La Linea , vive de Gibraltar .

Realativamente a Olivença , era de todo interesse , para Espanha repor a situação , respeitar acordos , mas o imperalismo continua ,  e perde  razão no caso de Gibraltar .
 

*

gaia

  • 54
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2787 em: Setembro 08, 2013, 11:56:39 pm »
Latino :

A aliança com Inglaterra permitiu , a Portugal ter a sua indepenência , face a tentativas imperalistas de Espanha , e a nivel de império , foi o último império europeu.

Apesar de alguns vicissitudes entre aliados , foi sempre muito proveitosa a aliança , com uma potência , que teve a supremacia durante  250 anos, e para os Ingleses , também muito boa , porque em muitas situações complexas , tiveram os portugueses ao seu lado , e não esqueceram a lealdade .

Duarante as guerras napoleónicas , Portugal e o reino de Nápoles , eram os únicos aliados na europa continental , e em  Portugal , Napoleão perde a guerra , porque não tem força suficente para ocupar um país em armas , e em  guerra total fortemente organizada .
 

*

latino

  • Membro
  • *
  • 271
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2788 em: Setembro 09, 2013, 08:50:30 am »
Para a semana vou visitar , Olivença , e ver o nosso território perdido , quando foi exército anglo português que conseguiu expulsar os franceses de Espanha , e como paga , mesmo depois do tratado de Viena , a Espanha não devolve ...

Latino , o grande problema de Espanha , é que sempre existiu um território , nunca se deixou aglutinar pelos interesses de Madrid , (não confundir com os interesses de muitos espanhõis) , e sempre conseguiu ser independente , e quando Portugal estava no auge do seu poder , foi atraiçoado pelos interesses de Filipe (Madrid), devido à morte de D. Sebastião , e os portugueses nunca perdoaram esta traição .



Madrid no existía  como capital   cuando se formó Portugal

Sois independientes (¿salvo de Bruselas?  y económicamente de Madrid  "lo siento" )

os divorciasteis ( pues adios)  y  os fuistis con  vuestro imperio ¿NO?

Vuestro aliado inglaterra ¿no es el que se quedó con el imperio portugués luego llamado imperio británico (  puedes superponerlos en cualquier plano en  Asia y Africa) ; !con amigos así no hacen falta enemigos castellanos!.




A Inglaterra , sempre foi um aliado de Portugal , devido ter os mesmos interresses geo estratégicos , tem a mais antiga aliança militar do mundo , que continua vigorar.

A Espanha sempre foi um peão dos interesses dos Hsbsburgos , e teve sempre a atração continental , que lhe foi fatal , em muitas das vezes , na WWII ,por pouco ía ser outra vez ...

O que acho chocante , é que tenho problemas em Espanha , não por ser portugês , e porque pensam que sou de outra região de Espanha , vi isso no País basco , e em outras regiões ...

Acho que Gibraltar e Olivença , nem são problemas para Espanha , estive em Gibraltar , no ano passado , e toda La Linea , vive de Gibraltar .



La linea era explotada por gibraltar ( y con eso queremos acabar) al no pagar impuestos



Realativamente a Olivença , era de todo interesse , para Espanha repor a situação , respeitar acordos , mas o imperalismo continua , e perde razão no caso de Gibraltar .

Podeis empezar por pedir a vuestros  amigos ingleses que os  retornen el imperio ¿NO?

el mirar hacia atrás  ha de hacerse para aprender y mejorar en el presente y si no lo único que trae es perder  el futuro  o pegarse  un golpe   o saudade



!Es otro punto de vista !

!animo Portugal !
 

*

latino

  • Membro
  • *
  • 271
  • +0/-0
Re: Olivença
« Responder #2789 em: Setembro 09, 2013, 09:02:55 am »
Latino :

A aliança com Inglaterra permitiu , a Portugal ter a sua indepenência , face a tentativas imperalistas de Espanha , e a nivel de império , foi o último império europeu.

tienes razón  y por eso entenderás la  indiferencia del español ante lo portugués ( por el divorcio  y  veros subordinados a  ellos  en retaguardia  y por ser al apoyo y  proveedores de tierras para el imperio inglés)  mientras os duró el imperio os fue bien , pero ahora  volvéis  a ser una parte económica de la peninsula (os guste o nó)   pero sin poder participar en las decisiones de Madrid ( pues es algo político)  y lo peor sin participar en el reparto de beneficios   anuales de la península  (España/Madrid pues es algo político  y SOLO SON  para los que se quedaron en  la península )  

Apesar de alguns vicissitudes entre aliados , foi sempre muito proveitosa a aliança , com uma potência , que teve a supremacia durante 250 anos, e para os Ingleses , também muito boa , porque em muitas situações complexas , tiveram os portugueses ao seu lado , e não esqueceram a lealdade .

Duarante as guerras napoleónicas , Portugal e o reino de Nápoles , eram os únicos aliados na europa continental , e em Portugal , Napoleão perde a guerra , porque não tem força suficente para ocupar um país em armas , e em guerra total fortemente organizada .


Lo siento después de tantos siglos de veros como aliados de los ingleses los españoles ya no confian en vosotros ( y tampoco tienen necesidad de confiar )

!animo Portugal !  SIN ACRITUD  ( a Madid /Vigo  y a toda España   le interesa  que os vaya bien )