Ainda a organização

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typhonman

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Re: Ainda a organização
« Responder #135 em: Junho 23, 2021, 08:45:47 pm »
Mais uma reorganização fictícia  :mrgreen:,

De vez em quando lá vem a conversa que temos que nos virar para o mar, extensão da plataforma continental, bla, bla, bla, (ultimamente não se tem falado nada sobre isto...) e fiquei com a ideia que nas Forças Armadas ainda nem todos fizeram essa mudança, se para a Marinha sempre foi o seu ambiente natural, a Força Aérea efectuou essa mudança depois da guerra em África (antes era T-6, Fiats, Alouettes e depois passou a aviões de vigilância marítima, helis SAR, mesmo os caças vão fazendo exercícios nos arquipélagos de vez em quando), o exército parece-me, que continua muito "terrestre", carros de combate, etc, o, melhor que vejo são os RG que treinam com os NPO, o que para mim é muito pouco para uma nação maritima, eu propunha duas hipóteses, uma mais radical e outra mais conservadora.

Hipótese Radical
Exército fica a duas Brigadas novas

Brigada de Mobilidade Maritima (pode ser à francesa, tudo do exército, ou à inglesa, conjunto fuzos da Marinha + exército)
1° Batalhão - Alfeite (ou algures por Lisboa)
2° Batalhão - São Jacinto
3° Batalhão - Algarve (Portimão, Tavira)
Outras unidades em Quartéis do exército.

Para isto seria necessário a Marinha possuir navios de transporte género LPD, LST, ou algo com rampa género USNS Spearhead. Para podermos treinar com forças mais capazes a, projecção para os arquipélagos, e até Cabo Verde e São Tomé, para termos umas verdadeiras FA capazes de operar no Atlântico.

Brigada de Mobilidade Aérea
1° Batalhão - Tomar
2° Batalhão - Viseu (?)
3° Batalhão - Beja
Outras unidades em Quartéis do exército.

Estas duas Brigadas não têm que ser todas constituídas por Fuzileiros e paraquedistas, mas pelo menos um dos Batalhões sim, o resto pode ser Infantaria e outras especialidades.

Campo Militar de Santa Margarida
Poderia manter a Cavalaria com os Leopard 2, em caso de necessidade ou exercícios, juntava-se um dos Batalhões de Infantaria com Pandur para formar um Battlegroup Mecanizado.
Artilharia Anti-Aerea toda para aqui, e fundia a Artilharia de Campanha dos GAC de Vendas Novas e Santa Margarida, mas o novo GAC seria equipado com CAESAR ou similar para poder actuar melhor na manobra terrestre do que a artilharia rebocada.

Hipótese Conservadora

Brigads Mecanizada extinta excepto as mesmas unidades de acima.
Brigada de Reacção Rápida fica como está.
Brigada de Intervenção fica na mesma, mas fazendo mais exercícios de projecção via maritima com a Marinha /Fuzileiros.

Se parece pouca mudança, pelo menos poderia ser uma mudança de mentalidade.

Há uns tempos postei aqui uma ideia semelhante, minimização da BM, e reforço substancial da BRR e BLI, apostando na mobilidade aérea, (KC-390,A-400M,C-295, AW-101, UH-60,Chinook por ex), aposta em armas anti carro modernas (Spike), aposta em sistemas modernos CI3, EW, e SAM a baixa/média altitude, adquirindo também helis de apoio CAS (AH-1Z) por exemplo, e adquirir LPD e AOR.
E como disseram e bem, não faz sentido tanta chafarica aberta pelo país fora.
abraço.
 
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dc

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Re: Ainda a organização
« Responder #136 em: Junho 24, 2021, 02:46:45 am »
Acho que de forma generalizada, não tem havido grandes mudanças no que diz respeito ao virar para o mar. Geralmente é QB e pouco mais. Ao fim destes anos todos, continuamos com F-16 sem mísseis anti-navio, grande parte da Marinha desactualizada e/ou encostada, e de forma generalizada, uma estratégia de defesa do mar praticamente inexistente e inteiramente assente em "não temos ameaças". Caso as coisas corram mal, já vamos reagir tarde, o que é sinónimo de perda de vidas e quiçá território.

Mas acho que grandes mudanças no Exército para ganhar uma maior capacidade de operação a partir do mar, não traria grandes vantagens. Ora se queremos ter maior mobilidade do Exército por via marítima, é fazer como os Espanhóis, e arranjar 1 Ro-Ro, mesmo isto, pode ser feito com recurso a navios civis. Se tivéssemos LPD, também creio que seria burrice não tirar partido do navio para treinar manobras conjuntas entre os 3 ramos. No fim de contas, os Fuzos são uma unidade demasiado pequena e "leve", para um TO de alta de intensidade, precisariam sempre de ser complementados pelo Exército, seja em número, seja pelas capacidades que este ramo tem.

Mesmo assim, podemos ter toda a mobilidade marítima do mundo, mas sem real capacidade de combate no mar e no ar, de nada adianta. Na minha óptica, a melhor maneira que o EP pode contribuir para a "estratégia do mar", é através de baterias de mísseis anti-navio, e baterias AA de curto e médio alcance. De resto, pede-se é mais investimento na Marinha e FAP.

Quanto à organização do EP, é essencial cortar nas gorduras. É também necessário dar prioridade à qualidade e não quantidade. Os meios são poucos, e o efectivo idem, então há-que potenciar o que temos. Quando há RWS que podem disparar mísseis anti-tanque, para que é que andamos com versões especializadas ACar? Se há torres para blindados médios/pesados com capacidade ACar, AA e anti-pessoal (IM SHORAD, ou outras das variantes da torre RIwP), para quê comprar mais uma vez meios especializados? Para quê continuar com uns 150 ou mais M-113, quando 30 a 50 IFVs modernos chegavam, apoiados por algumas versões especializadas do M-113 (ambulância, SHORAD, PM, etc)? Porque não uniformizar a frota de viaturas tácticas médios/pesadas, tudo o que for veículos logísticos?
 
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