U.S.A., Iraque, estratégias...

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dremanu

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U.S.A., Iraque, estratégias...
« em: Maio 12, 2004, 05:38:19 pm »
U.S.A., Iraque, estratégias...

É sempre fácil criticar quando estamos de fora, e não se faz parte do processo de decisão, mas na minha humilde opinião, acredito que os Americanos têm demonstrado uma completa ineptitude ao lidar com a questão do Iraque. Para começar, esta situação já devia ter sido resolvida logo na 1ª guerra do golfe, porque nesse momento tinham não só o suporte da população do Iraque, como tb do resto do mundo Árabe para destronar o regime do Saddam, e ajudar os Iraquianos a estabelecer a democracia no país deles.

É claro, naquela altura decidiram seguir as diretrizes da ONU, e implementar aquelas soluções de “meio-termo”, que não passam de ser aquilo que são, soluções de cáca, que resolvem parte do problema, mas não o resolvem por completo. Como a grande U.S.A. cometeu tal erro estratégico de perca de oportunidade, é algo que não consigo entender até hoje. E é desde aí que a situação se tem agravado cada vez mais.

Agora que os “Americans” invadiram o Iraque utilizando o pretexto das taís ADM (algo que eu pessoalmente nunca acreditei que existissem), para finalmente resolverem a questão do Saddam, e tentarem apaguizar os ódios Árabes contra o “great satan”, só têm feito cagada atrás de cagada, é impressionante.

Deveras a lição a aprender no meio disto tudo, é que se deve completar o trabalho logo à 1ª vez, e nunca se deixar as coisas por meios caminhos.

O interessante a observar no meio disto tudo é como as opiniões públicas-todas elas sofrendo de memórica curta, emoções básicas, e pouca racionalidade-são facilmente manejadas através dos mídia.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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Guilherme

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« Responder #1 em: Maio 12, 2004, 05:55:31 pm »
Os EUA têm uma postura, que em minha opinião, dificulta muito as empreitadas deles, que é a postura de não admitir muitas baixas entre seus soldados. Desde o fim da Guerra do Vietnam, eles têm adotado esta postura. Este ano, esta postura está mais restritiva ainda, pois é ano de eleições. No caso de Fallujah, nota-se claramente como isto dificulta as coisas: eles poderiam ter tomado a cidade, e isto serviria de aviso aos insurgentes, mas eles não cogitam perder algumas dezenas de marines nas CQBs e "door-to-door search".