M60 - Avariado

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Wildcard_pt

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« Responder #15 em: Junho 10, 2006, 06:06:49 pm »
Os CC deitam fumo é verdade, mas nada que se pareça com aquilo.
As unicas vezes que vi tal quantidade de fumo era com os geradores de fumo ligados. ( O nosso caro Sturzas também pode confirmar isso)
Mas raras eram as vezes que recebiamos ordem para os ligar.

Eu quando vi na televisão pensei que tivessem ligado o gerador de fumo, e fiquei a pensar "porque raio o foram ligar", só depois é que se viu que era avariado.

A reacção dos tripulantes foi a mais correcta, mandar desligar o CC (vê-se nas imagens o comandante da viatura a dar sinal com a mão á frente do pescoço) e o municiador a afastar a população. Um motor daqueles não é brincadeira, tinha-se que precaver qualquer situação.


Caso esteja aqui alguém do GCC   :Soldado2: )
Perguntai ao inimigo quem somos
 

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pedro

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« Responder #16 em: Junho 10, 2006, 06:09:54 pm »
Bem pode ser que sempre venham os tanques holandes :roll:
Cumprimentos
 

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snakeye25

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« Responder #17 em: Junho 10, 2006, 06:12:12 pm »
Azares como este só são notícia porque aconteceram durante uma cerimónia ao mais alto nível.

Aqui fica uma foto do dito, segundos antes do colapso:


Pelo menos já deu para o gozo de ver um M60 a ser rebocado pelo M88 presente no evento.  :mrgreen:
Um abraço,

André Carvalho
 

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papatango

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« Responder #18 em: Junho 10, 2006, 07:36:42 pm »
André Carvalho, posso utilizar esta foto ?

Deva jeito qualquer coisa que mostre o fumo...  :D
 

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Luso

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« Responder #19 em: Junho 10, 2006, 07:57:13 pm »
Citar
Foi tão patético que o riso se misturava com vergonha, tal era o terceiro mundismo.".....não acha o seu comentário um pouco excessivo Luso ? Terceiro Mundismo?

Não. Até fui muito comedido.

Citar
Porquê? Pelos carros deitarem fumo ? Os M60 espanhois, brasileiros , gregos...etc não deitarão fumo ? Claro que foi irónico o facto de um carro se ter avariado em pleno desfile...mas daí a clamar por terceiro mundismo...enfim...o eterno complexo de inferioridade dos portugueses...

Enfim... a crónica ignorância de muitos portugueses.

Citar
Eu assisti ao desfile e gostei do que vi...fiquei particularmente impressionado com a quantidade de mulheres que já existem nas forças armadas...é cada vez mais uma realidade que nós homens cada vez mais temos de nos habituar a ver...


Gostos não se discutem.
É por isso que ainda há feiras e carrinhos de choque!
Som! Emoção! Movimento! Farturas!

" - Carrroooosemovimeeennntooooo!!!"
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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« Responder #20 em: Junho 10, 2006, 10:15:58 pm »
Deixo aqui o meu comentário ferino
Citar
Dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Neste dia, é suposto homenagear a nação que é Pátria comum de todos os portugueses, de esquerda ou de direita, magros ou gordos, feios ou bonitos, pretos ou brancos, monárquicos ou republicanos.

As Forças Armadas - que são um do símbolos dessa nação – são também um símbolo da determinação de um povo, que se expressa em quase mil anos de existência.

Neste ano de 2006, em que por decisão do Presidente da República foram pela primeira vez homenageadas as Forças Armadas Portuguesas, na data que coincide com o dia que lembra a Nação, foi efectuado um desfile militar na cidade do Porto, onde participaram os vários ramos das Forças Armadas.
É de louvar a iniciativa, porque passa pela promoção de símbolos nacionais como o são as Forças Armadas – o tão necessário ganho de auto-estima.

O desfile.
Costuma-se dizer que se pode analisar a qualidade de uma força pela forma como marcha. Normalmente, para um civil pouco habituado a este tipo de assuntos e que normalmente olha para as fardas, para as cores, as boinas e as armas, estas questões passam um pouco ao lado. Houve-se até dizer que a tropa só serve para fazer desfiles, ou que só fazem boa figura nos desfile, mas não é assim.

A verdade é que se notou em mais um desfile, o que já se vem a notar – infelizmente – de há uns anos a esta parte. Os desfiles militares não são exactamente bem organizados e coordenados. Parecem ser desfiles de segmentos com pouca coordenação, em que umas vezes se separam as forças dos vários ramos por grandes espaços, quase dando a impressão de que o desfile acabou e noutros casos os militares quase embatem uns nos outros, tornando difícil entender onde começa uma força e acaba a outra. Para juntar à festa, a realização esteve mal, aproveitando-se para entrevistar os transeuntes quando as tropas estavam a desfilar, e ao contrário do que é normal nos desfiles, não houve nenhum tipo de informação sobre o tipo de meios que estavam a desfilar. Nem informação técnica, nem genérica, nada!

No desfile de 10 de Junho, as coisas não correram bem.
As tropas, ou parte delas, desde o inicio que mostraram ter um grande numero de militares incapazes de acertar o passo. O movimento de braços e pernas numa parada militar, que deve ser escorreito e fluido, era forçado e mecânico, demonstrando grande vontade de acertar, mas falta de treino de «ordem unida» para o fazer. No desfile perante a tribuna de honra, as coisas correram menos mal, embora se notassem consideráveis diferenças na “qualidade” da marcha.

O desfile a pé «musicado» acabou com o desfile da banda, passando-se posteriormente à parte do desfile dos veículos. Diga-se aqui em abono da verdade, que em muitos desfiles no estrangeiro a que assistimos pela televisão, há um acompanhamento musical para o desfile dos veículos militares. Parece que em Portugal, decidimos poupar as bandas, o que não é desculpa, pois o acompanhamento do desfile mecanizado com musica marcial, poderia ser feito através de uma instalação sonora ao alcance de qualquer comissão de organização de festas de bairro.

As coisas continuaram mal, quando o desfile mecanizado, que parecia vir de outro lado para participar numa cerimónia distinta (que ocorria uns minutos mais tarde), demorou a chegar, demonstrando falta de coordenação entre os comandantes das várias forças em presença.

O desfile não foi fluído e natural e chegou-se ao ponto de ter havido um engarrafamento mesmo em frente à tribuna de honra, sendo que até o primeiro ministro e o presidente soltaram mal disfarçados sorrisos.

O ponto alto do desfile, no entanto, ocorre quando um carro de combate M-60A3 da Brigada Mista, começa a deitar fumo no meio da Avenida do Brasil
Inicialmente parecia um pequeno problema, pois todos os M-60 são veículos bastante poluidores, e mais ainda à medida que envelhecem. Mas depois tornou-se óbvio que o problema era mais complicado. Toda a área onde se encontrava o blindado ficho repleta de fumo, o comandante do veículo saltou para fora e mandou que os populares se afastassem. De aí resultou mais um engarrafamento antes da ligeira curvatura da avenida antes de chegar ao palanque onde se encontrava o presidente.

Felizmente, seguindo as velhas regras dos desfiles, que dizem que em que no caso de haver problemas com um dos elementos os outros devem seguir em frente, o desfile prosseguiu. O carro de combate ficou imobilizado, no meio da fumarada do lado esquerdo da via, sendo circundado pelos veículos que ainda tinham que desfilar.

Porém o mal estava feito.
O problema com o carro de combate M-60 é apenas uma demonstração da situação de catástrofe a que chegou o estado dos veículos do exército português.
No desfile, não havia praticamente nenhum veículo novo, excepção feita para alguns camiões de transporte (com características civis).
Lá estavam as velhas Chaimite, construídas para combater em África e que fizeram a revolução, lá estavam os M-60 fabricados quando ainda havia União Soviética para combater, e que já viram o chão do Iraque e do Koweit na primeira guerra do golfo em 1991.Lá estavam os carros de transporte de pessoal M-113, obsoletos e com blindagem inferior à das carrinhas blindadas IVECO que a GNR levou para Timor, lá estavam enfim, as vetustas G-3, que novelas infindáveis não conseguem substituir.

Os militares a desfilar fizeram sem dúvida o seu melhor. Mas não se podem fazer omeletes sem ovos. Trinta anos de desleixo, trinta anos de desinvestimento, trinta anos de esquecimento, trinta anos de cabeça metida na areia deixam marcas profundas.

Como nota triste, ficam ainda as declarações do Primeiro Ministro José Sócrates, que demonstrou não ter a mais pequena noção do estado de obsolescência dos meios que estavam a desfilar perante si, e que não percebeu o ridículo em que caiu, ao estar a explicar que as Forças Armadas estavam bastante bem equipadas, quando ainda não se tinha dissipado o cheiro a óleo queimado do carro de combate que avariou em pleno desfile.

Mas podemo-nos também colocar uma questão interessante.
Se dos carros de combate M-60, aqueles que desfilaram eram os melhores (e é o que se espera num desfile - que o que é apresentado seja o material mais recente e mais operacional), o que podemos esperar da operacionalidade da Brigada Mista em Santa Margarida?
Será que ainda temos brigada?
Será que ainda temos exército ?

Esperemos que sim, e que a homenagem que lhe foi prestada neste dia pelo Presidente da República se venha a justificar plenamente.
 

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Marauder

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« Responder #21 em: Junho 10, 2006, 10:30:48 pm »
Ora bolas...deviam era mostrar um video ao Sócrates de um desfile militar de à 10 anos atrás, para ver se ele aprende com os erros.

  Agora que penso...não o podemos meter em tribunal caso ele não cumpra a lei? É que até um caracol tem mais energia que o concurso da G3..

É que a minha maezinha sempre me disse para respeitar as leis (sejam LPM ou não) senão a polícia vinha me prender  :lol:
 

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Akagi

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« Responder #22 em: Junho 10, 2006, 11:13:34 pm »
Boa noite a todos!

 Sou um "maçarico" aqui no Forum, mas já desde algum tempo que sou assiduo leitor do mesmo, pois sempre me interessei por estas questões, ou não fosse eu neto e filho de militares

Como quase todos da minha geração cumpri o SMO entre 70/73, e pertenci a Arma de Transmissões.

Após esta minha breve apresentação , passo a fazer o meu primeiro comentario.

Assisti pela TV o desfile no Porto, realmento foi muito azar o M60 ter avariado no meio do desfile, mas talvez esta  situação alerte os nossos para o estado em que se encontra praticamente todo o material pesado do nosso Exercito.

Podera ter sido impressão minha, mas pareceu-me ver que um Estandarte Nacional pertentente a uma unidade da F.Aerea ia ao contrario
ou seja de "pernas para o ar", tera siso verdade ou foi impressão minha.

Algum de vocês pode confirmar ou não esta minha impressão?
 

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Luso

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« Responder #23 em: Junho 10, 2006, 11:19:05 pm »
Citar
"lá estavam os M-60 fabricados quando ainda havia União Soviética para combater, e que já viram o chão do Iraque e do Koweit na primeira guerra do golfo em 1991"


Assim não!
Dá ideia que os M60 são mais novos do que na realidade são...
De uma Squadron Signal de 1986 (de há 20 anos atrás):



Mas o texto está excelente e merece bem que se despolete uma onda de tópicos.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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« Responder #24 em: Junho 11, 2006, 12:11:14 pm »
Bom, é possível que dê uma imagem um bocado favorável dos M-60...

Mas a verdade é que o facto de pelo menos alguns deles terem estado na guerra do Koweit, é provavelmente um factor de desgaste adicional.

Mas é verdade que o M-60A3-TTS é um veículo ultrapassado. Devo dizer mais:
De entre os problemas (dos vários que tem) deste carro, o motor não é o principal.
Embora os anos evidentemente contem.

Quando eu estive na tropa (e já lá vão bastantes anos) havia inspecções todas as ultimas sextas-feiras do mês ao parque automovel da unidade.

Para um desfile como este, enviam quatro carros (e os tanques são os veículos mais emblemáticos de todos) e 25% deles não são capazes de fazer o percurso... :twisted:  :twisted:

É a melhor propaganda que pode haver, para mostrar à opinião pública ao ponto a que as coisas chegaram.

Cumprimentos
 

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PereiraMarques

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« Responder #25 em: Junho 11, 2006, 01:51:46 pm »
Esta frase é linda, concordo plenamente!!
Citação de: "papatango"
Neste dia, é suposto homenagear a nação que é Pátria comum de todos os portugueses, de esquerda ou de direita, magros ou gordos, feios ou bonitos, pretos ou brancos, monárquicos ou republicanos.

Citação de: "papatango"
O ponto alto do desfile, no entanto, ocorre quando um carro de combate M-60A3 da Brigada Mista, começa a deitar fumo no meio da Avenida do Brasil.

Mas podemo-nos também colocar uma questão interessante.
Se dos carros de combate M-60, aqueles que desfilaram eram os melhores (e é o que se espera num desfile - que o que é apresentado seja o material mais recente e mais operacional), o que podemos esperar da operacionalidade da Brigada Mista em Santa Margarida?


Então um dos grandes especialistas aqui do fórum escreve Brigada Mista?! Onde é que já para a Brigada Mista, 1993...Cá para mim andava a comer alguma Tosta Mista quando escreveu o texto... :wink:

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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papatango

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« Responder #26 em: Junho 11, 2006, 02:14:04 pm »
Em primeiro lugar, eu não sou especialista de coisa nenhuma.
Eu apenas leio livros, informo-me e o que digo é baseado no que leio.

= = =

Quanto à "Brigada Mista", acontece que eu já ando cá há uns anos...

Eu lembro-me de muitas coisas que entretanto se passaram e naturalmente não actualizo os nomes das unidades, que mudam a cada reorganização.

É um problema da idade...
Eu analiso os meios técnicos, e não as unidades que os utilizam.

= = =

Mas diga-me Pereira Marques, qual é a grande diferença entre Brigada Mista e o que existe hoje?  :twisted:

Cumprimentos
 

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Nuno

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« Responder #27 em: Junho 11, 2006, 06:52:19 pm »
Citar
Mas diga-me Pereira Marques, qual é a grande diferença entre Brigada Mista e o que existe hoje?  


  Cumpri o serviço militar em Sta.Margarida,nessa altura a Brigada(Mista)era constituida por 1 GCC ,1 BIMec e 2 Batalhões Motorizados(Abrantes e Tomar) alem das outras unidades que continuam iguais.

   Passou a ser mecanizada quando acabaram com os batalhoes motorizados e constituiram mais 1 Bimec(senão me engano no inicio dos anos 90).
 

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papatango

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« Responder #28 em: Junho 11, 2006, 07:26:15 pm »
Mas a Brigada chamava-se Brigada Mista por causa de acabarem os BiMoto?

Ou chamava-se mista, por juntar várias valências, desde a infantaria em veículos blindados de transporte (M-113) junto com os carros de combate principais (inicialmente os M-48 - não sei se alguns M-47) e a artilharia auto-propulsada?

Um dos problemas do exército, desde os tempos das primeiras manobras sobre as quais tenho algum registo, que a coordenação de várias forças sempre foi uma dor de cabeça.

A "Brigada Mista", na altura chamada Brigada NATO era na prática uma novidade em Portugal.

A questão é que, estando nós a discutir meios militares, o que é que de facto foi alterado?

Nos meus registos tenho principalmente:
Troca dos M48A5 pelos A60A3
Adição de M-113A2 aos M-113A1 (mais umas quantas versões já referidas no forum)
Acrescentou-se defesa anti-aérea e anti-tanque.

Isto tanto quanto sei fez-se com as mesmas plataformas.

Mudaram o nome das unidades, e arranjaram-nas de forma diferente, mas o que é que mudou?

Como é que a capacidade de combate dessa unidade mecanizada foi alterada?

Eu não sei.
Mas admito que possa estar mal informado.

Cumprimentos.
 

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PereiraMarques

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« Responder #29 em: Junho 11, 2006, 07:26:19 pm »
Citação de: "papatango"
Mas diga-me Pereira Marques, qual é a grande diferença entre Brigada Mista e o que existe hoje?  :twisted:


Face à realidade concreta, compreendo a sua ironia! Mas onde eu queria chegar era à questão do rigor...se não porque é que havemos de criticar os jornalistas que referem a "capacidade anti-submarina dos F-16"?

Era só um pormenor, mas os pormenores  contam sempre alguma coisa...

Cumprimentos
B. Pereira Marques
« Última modificação: Junho 11, 2006, 10:00:00 pm por PereiraMarques »