Os 30 F16A/B MLU da FAP

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typhonman

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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2610 em: Setembro 22, 2021, 09:03:10 am »
E continua o esforço de regeneração da capacidade operacional em Monte Real (Inspecção de Fase 300HV), muito graças à verba proveniente da venda das células excedentárias à Roménia. Desta feita foi o "Jaguar" 15106. :)

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Mês 9 – 9ª aeronave!

Enquanto decorre a Missão de Policiamento Aéreo nos Bálticos, a atividade operacional prossegue na BA5, assim como o esforço contínuo de regeneração de potencial de voo. Hoje, após conclusão com sucesso do voo de experiência da aeronave 15106, terminou a 9ª Inspeção de Fase efetuada na BA5 em 2021, com esforço e dedicação dos elementos da Manutenção do Grupo Operacional 51, em estreita ligação com a Gestão de Frota do sistema de armas F-16M. Este trabalho em equipa permitiu obter mais 300 horas de potencial de voo para o cumprimento da Missão de Defesa Aérea de Portugal!

Alcança quem não cansa!


Pelas minhas contas teremos agora operacionais pelo menos 18 aeronaves (contando já com as 4 que se encontram na Lituânia) de um total actual de 26, tendo só este ano sido regeneradas as células 15106, 15113, 15107, 15112, 15131, 15142, 15105, 15108 e 15114, para além da chegada do "novo" F-16BM 15144. Portanto, e apesar de tudo, a situação já esteve muito pior.

O maior problema continua a ser os motores. Já aconteceu um motor voar de manhã numa célula e à tarde noutra.

Por essa mesma razão é que eu tenho insistido em afirmar que uma eventual modernização da frota para a versão F-16V deveria contemplar também, para além do SABR, a aquisição dos F100-PW-229. Isto sem contar com tudo o resto, naturalmente.

Venha mas é 20 F-35A Lightning II.
 

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Charlie Jaguar

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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2611 em: Setembro 22, 2021, 10:21:23 am »
Venha mas é 20 F-35A Lightning II.

E onde é que vais arranjar os 2 mil e tal milhões de euros para isso? Esses números são para salvar bancos e grandes grupos económicos, não para ajudar a defender e preservar a soberania nacional.

Além disso há-que pensar se se quer utilizar uma aeronave como o F-35A para interceptor. Limitado a Mach 1.6, e apenas por breves minutos senão a coisa dá para o torto, a capacidade Mach 2 do F-16 não deve ser nunca de descartar.
« Última modificação: Setembro 22, 2021, 10:25:18 am por Charlie Jaguar »
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"I'll miss the sea, but a person needs new experiences. They jar something deep inside, allowing him to grow. Without change something sleeps inside us, and seldom awakens. The sleeper must awaken."
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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2612 em: Setembro 22, 2021, 11:05:20 am »
Venha mas é 20 F-35A Lightning II.

E onde é que vais arranjar os 2 mil e tal milhões de euros para isso? Esses números são para salvar bancos e grandes grupos económicos, não para ajudar a defender e preservar a soberania nacional.

Além disso há-que pensar se se quer utilizar uma aeronave como o F-35A para interceptor. Limitado a Mach 1.6, e apenas por breves minutos senão a coisa dá para o torto, a capacidade Mach 2 do F-16 não deve ser nunca de descartar.

Se o país quiser continuar a ser um parceiro minimamente credível no seio da NATO e UE, penso que será o caminho a seguir.
Caro amigo, 2 correções a meu ver:

O F-35A, não tem limitações nesse aspeto, (remoção da pintura) após vários minutos em "super-cruise", somente os F-35B e F-35C, sendo que na versão A, os nossos aliados não tem tido problemas de maior, nas missões de air-policing, estacionando os seus F-35A, na Islândia, no Báltico, em missões de QRA.

Como já o disse aqui várias vezes, sou a favor de uma dupla frota, F-35A e F-16V. (20+20).
Abraço,
 

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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2613 em: Setembro 22, 2021, 12:57:08 pm »
Se o país quiser continuar a ser um parceiro minimamente credível no seio da NATO e UE, penso que será o caminho a seguir.
Caro amigo, 2 correções a meu ver:

O F-35A, não tem limitações nesse aspeto, (remoção da pintura) após vários minutos em "super-cruise", somente os F-35B e F-35C, sendo que na versão A, os nossos aliados não tem tido problemas de maior, nas missões de air-policing, estacionando os seus F-35A, na Islândia, no Báltico, em missões de QRA.

Como já o disse aqui várias vezes, sou a favor de uma dupla frota, F-35A e F-16V. (20+20).
Abraço,

Não são só problemas com a RAM coating (sobretudo com o B e com C como bem disseste), mas questões relacionadas com as asas e estabilizadores horizontais - também no A - que, segundo o JPO, não serão adereçadas. Além de que com a velocidade supersónica obviamente lá se vai a surpresa da furtividade.

O supercruise do F-35A existe de facto: os dados da LM apontam para uma distância máxima de 150 milhas para Mach 1.2 sem afterburner, é verdade, mas nem o motor aguentará muito mais do que isso (foi um tremendo erro não se prosseguir com o F136 pois o F135 não tolera altas temperaturas por muito tempo, sem falar do T/W Ratio), nem as pernas algo curtas do F-35 em termos de alcance ditarão que esta seja uma característica importante no Lightning II.

O F-35 devia ter sido sempre designado por F/A-35, penso que foi o primeiro erro neste projecto. Pessoalmente, e agora quanto ao nosso caso, preferia que os F-16 fossem modernizados e bem modernizados, ou pelo menos algo nos moldes do que a Air National Guard fez com algumas dezenas de F-16C/D para defesa do espaço aéreo norte-americano, e que mais tarde fossem complementados por um F-35A mais amadurecido, com mais aliados já a operá-lo em pleno, para missões anti-superfície em terra e no mar nas mãos dos Jaguares.

Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2614 em: Setembro 22, 2021, 02:43:10 pm »
Pensem nestas coisas para o pós IV Bancarrota...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 
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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2615 em: Setembro 22, 2021, 06:57:48 pm »
Se o país quiser continuar a ser um parceiro minimamente credível no seio da NATO e UE, penso que será o caminho a seguir.
Caro amigo, 2 correções a meu ver:

O F-35A, não tem limitações nesse aspeto, (remoção da pintura) após vários minutos em "super-cruise", somente os F-35B e F-35C, sendo que na versão A, os nossos aliados não tem tido problemas de maior, nas missões de air-policing, estacionando os seus F-35A, na Islândia, no Báltico, em missões de QRA.

Como já o disse aqui várias vezes, sou a favor de uma dupla frota, F-35A e F-16V. (20+20).
Abraço,

Não são só problemas com a RAM coating (sobretudo com o B e com C como bem disseste), mas questões relacionadas com as asas e estabilizadores horizontais - também no A - que, segundo o JPO, não serão adereçadas. Além de que com a velocidade supersónica obviamente lá se vai a surpresa da furtividade.

O supercruise do F-35A existe de facto: os dados da LM apontam para uma distância máxima de 150 milhas para Mach 1.2 sem afterburner, é verdade, mas nem o motor aguentará muito mais do que isso (foi um tremendo erro não se prosseguir com o F136 pois o F135 não tolera altas temperaturas por muito tempo, sem falar do T/W Ratio), nem as pernas algo curtas do F-35 em termos de alcance ditarão que esta seja uma característica importante no Lightning II.

O F-35 devia ter sido sempre designado por F/A-35, penso que foi o primeiro erro neste projecto. Pessoalmente, e agora quanto ao nosso caso, preferia que os F-16 fossem modernizados e bem modernizados, ou pelo menos algo nos moldes do que a Air National Guard fez com algumas dezenas de F-16C/D para defesa do espaço aéreo norte-americano, e que mais tarde fossem complementados por um F-35A mais amadurecido, com mais aliados já a operá-lo em pleno, para missões anti-superfície em terra e no mar nas mãos dos Jaguares.



Pelo que me falaram, se tudo correr bem em 2027 haverá novidades sobre este assunto.
 

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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2616 em: Setembro 22, 2021, 08:36:40 pm »
Finalmente uma foto em condições do novo F-16BM 15144, da autoria do Paulo Mata.

Saudações Aeronáuticas,
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« Responder #2617 em: Setembro 22, 2021, 10:47:36 pm »
E continua o esforço de regeneração da capacidade operacional em Monte Real (Inspecção de Fase 300HV), muito graças à verba proveniente da venda das células excedentárias à Roménia. Desta feita foi o "Jaguar" 15106. :)

Citar
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Enquanto decorre a Missão de Policiamento Aéreo nos Bálticos, a atividade operacional prossegue na BA5, assim como o esforço contínuo de regeneração de potencial de voo. Hoje, após conclusão com sucesso do voo de experiência da aeronave 15106, terminou a 9ª Inspeção de Fase efetuada na BA5 em 2021, com esforço e dedicação dos elementos da Manutenção do Grupo Operacional 51, em estreita ligação com a Gestão de Frota do sistema de armas F-16M. Este trabalho em equipa permitiu obter mais 300 horas de potencial de voo para o cumprimento da Missão de Defesa Aérea de Portugal!

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Pelas minhas contas teremos agora operacionais pelo menos 18 aeronaves (contando já com as 4 que se encontram na Lituânia) de um total actual de 26, tendo só este ano sido regeneradas as células 15106, 15113, 15107, 15112, 15131, 15142, 15105, 15108 e 15114, para além da chegada do "novo" F-16BM 15144. Portanto, e apesar de tudo, a situação já esteve muito pior.

O maior problema continua a ser os motores. Já aconteceu um motor voar de manhã numa célula e à tarde noutra.

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Entretanto, em Marrocos...

https://www.f-16.net/f-16-news-article5197.html
 

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Re: Os 30 F16A/B MLU da FAP
« Responder #2618 em: Setembro 23, 2021, 12:29:15 pm »
F-16AM da FAP no Exercício Ramstein Alloy 21-3.





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A Força Aérea Portuguesa participou no exercício Ramstein Alloy 21-3 com os caças F-16AM das Esquadras 201 e 301, que estão destacados na Base Aérea de Siauliai na Lituânia desde o início de Setembro, ao abrigo das Medidas de Tranquilização da NATO. O objetivo da série de exercícios Ramstein Alloy, da qual se realizou a terceira iteração de 2021 nos dias 21 e 22 de Setembro, tem por objetivo aumentar a interoperabilidade das forças aéreas dos países membros e parceiros da NATO na região do Mar Báltico. O exercício ocorre três vezes por ano.

Os cenários de treino incluem tarefas como o seguimento, identificação, escolta e entrega de escolta de uma aeronave que tenha sofrido perda de comunicações (COMLOSS). Além disso, a série de exercícios Ramstein Alloy oferece a oportunidade de voar Dissimilar Air Combat Training (DACT) com os diferentes tipos de caças envolvidos. No cenário da primeira missão, um C-27 J Spartan da Força Aérea Lituana simulou um avião sem comunicações rádio, que foi interceptado por uma parelha de F/A-18 Hornet finlandeses e escoltado para fora do espaço aéreo finlandês, passando a escolta a uma parelha de caças Typhoon da Força Aérea Italiana, que descolaram de Ämari, na Estónia.

Durante as restantes missões de treino, os F/A-18 Hornet da Esquadra 31 da Força Aérea Finlandesa descolando de Rissala, realizaram combate aéreo com os Typhoon italianos operando a partir da base Ämari na Estónia e os F-16AM Portugueses, a operar como referido, a partir da Lituânia. O exercício é coordenado pela NATO Air Station na Alemanha (OTAN Allied Air Command, AIRCOM).

http://www.passarodeferro.com/2021/09/f-16-da-fap-no-exercicio-ramstein-alloy.html?fbclid=IwAR1zfbZFXeL2ROIDU3tOmoG8WeFKBjWXyMfQLq5A7M_HJPkCMcrdRfrSkFE
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