O GALE - Missões, Organização, Aeronaves

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Charlie Jaguar

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #390 em: Novembro 29, 2013, 08:50:01 pm »
A edição de Dezembro da revista "Air Forces Monthly" traz um artigo de fundo dedicado exclusivamente ao NH90 e seus operadores. Contudo, e por mais incrível que possa parecer, tanto na tabela apresentada de unidades adquiridas e/ou encomendadas, como no pequeno texto dedicado a Portugal, quem ler a peça ficará com a ideia de que o cancelamento da compra pode não ser afinal um facto totalmente consumado. Talvez seja porque não conhecem bem o Aguiar "Fecha & Corta" Branco.  :roll:  

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Portugal

Portugal signed a memorandum of understanding at the Paris Air Show in 2001 and was the fifth European nation in the NH90 programme. However there have been no
deliveries to date as the Portuguese Government has imposed economic austerity measures on its military. Negotiations are still ongoing regarding the probable cancellation of the order. “We are assessing the cost they should bear,” said Dominique Maudet, Eurocopter’s executive vice president for global business and services, in June this year.

Portugal
Branch: Portuguese Army
Version: NH90 TTH
Aircraft on order: 10
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mafets

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #391 em: Novembro 29, 2013, 10:53:41 pm »
Citação de: "Charlie Jaguar"
A edição de Dezembro da revista "Air Forces Monthly" traz um artigo de fundo dedicado exclusivamente ao NH90 e seus operadores. Contudo, e por mais incrível que possa parecer, tanto na tabela apresentada de unidades adquiridas e/ou encomendadas, como no pequeno texto dedicado a Portugal, quem ler a peça ficará com a ideia de que o cancelamento da compra pode não ser afinal um facto totalmente consumado. Talvez seja porque não conhecem bem o Aguiar "Fecha & Corta" Branco.  :roll:  

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Portugal

Portugal signed a memorandum of understanding at the Paris Air Show in 2001 and was the fifth European nation in the NH90 programme. However there have been no
deliveries to date as the Portuguese Government has imposed economic austerity measures on its military. Negotiations are still ongoing regarding the probable cancellation of the order. “We are assessing the cost they should bear,” said Dominique Maudet, Eurocopter’s executive vice president for global business and services, in June this year.

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Se o juro estiver abaixo dos 4,5% do Machete acredito que o dinheiro vai "jorrar" após a saída da troika e o tão badalado regresso aos mercados. Vai existir dinheiro e umas eleições para ainda tentar ganhar pelo que o "Aguiarzinho" vai ser amigo das F.A. e avizinha-se assim um auspicioso regresso do nh-90 e quem sabe muito e muito mais :mrgreen:  :twisted:

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"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Lightning

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #392 em: Novembro 29, 2013, 11:28:07 pm »
Citação de: "mafets"
Vai ser a "locura do heli" e não interessa que em menos de uma década o défice dispare outra vez e a troika regresse a terras lusas... :mrgreen:

 

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Charlie Jaguar

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #393 em: Novembro 30, 2013, 11:35:36 am »
Citação de: "Lightning"
Citação de: "mafets"
Vai ser a "locura do heli" e não interessa que em menos de uma década o défice dispare outra vez e a troika regresse a terras lusas... :mrgreen:


Desde o Hot Blade que andas com o fétiche do Chinook. Aqueles dois rotores levantam muita poeirada, é um downwash do caraças. :wink:


Citação de: "mafets"
Se o juro estiver abaixo dos 4,5% do Machete acredito que o dinheiro vai "jorrar" após a saída da troika e o tão badalado regresso aos mercados. Vai existir dinheiro e umas eleições para ainda tentar ganhar pelo que o "Aguiarzinho" vai ser amigo das F.A. e avizinha-se assim um auspicioso regresso do nh-90 e quem sabe muito e muito mais :mrgreen:  :twisted:

Haja alguém optimista neste país!  :twisted:

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Lightning

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #394 em: Novembro 30, 2013, 12:34:08 pm »
Citação de: "Charlie Jaguar"
Desde o Hotblade que andas com o fétiche do Chinook. Aqueles dois rotores levantam muita poeirada, é um downwash do caraças. :wink:

Ai é fetiche? então vou deixar os clássicos, venha o futuro :twisted: .

 

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raphael

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mafets

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #396 em: Dezembro 11, 2014, 10:04:57 am »
http://www.helipress.it/schede-689-germany_proposes_shared_multinational_nh90_helicopter_fleet
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The cut of the order for the German NH90 helicopters could soon change shape. The idea of Germany, explained these days , is to acquire 22 rotorcraft in TTH configuration (tactical transport helicopter) to form a brand new fleet shared among the member countries of NATO.
The project is called "multinational helicopter unit" and is part of a wider program prepared by the German Ministry of Defence in collaboration with Airbus Helicopters.
Berlin had initially commissioned a total of 120 helicopters NH90 TTH , but in 2013 the program was scaled down to 80 units with 22 options : the same helicopters that would go to form the new team of NATO.
Problema Resolvido. Os alemães "partilham"...  :twisted:



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tenente

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Portugal gastou + de 120 M c/ helis que nunca irá ter
« Responder #397 em: Janeiro 10, 2015, 11:24:30 am »
Em 2011 e 2012, Portugal gastou 87 milhões num programa da NATO para comprar dez helicópteros. Agora, pagou mais 35 milhões por ter desistido de os comprar

O Governo efetuou na última semana de 2014 o pagamento de 35 milhões de euros à NATO Helicopter Industries (NHI), o consórcio de fabricantes que está a produzir uma série dessas aeronaves para vários países da Aliança Atlântica. A verba não corresponde a uma qualquer tranche de pagamento por algum dos dez helicópteros, encomendados em 2001, pelo Estado português, com o objetivo de dotar a há muito existente Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) dos respetivos meios aéreos - mas sim ao pagamento de uma indemnização por ter desistido do contrato. A essa verba somam-se os, pelo menos, 87 milhões que Portugal já investiu naquele programa, entre 2011 e 2012.

Iniciada em meados de 2012, a denúncia do contrato só foi selada em outubro passado, quando uma resolução do Conselho de Ministros anunciava que o Governo teria firmado um acordo com a agência de gestão de projetos de helicópteros da NATO (NAHEMA) e a NHI, que terminaria "definitivamente" com a participação de Portugal no projeto cooperativo de desenvolvimento de aparelhos NH90 que envolve a Alemanha, França, Holanda e Itália. Nessa resolução, o Governo autorizava a que se realizasse uma despesa destinada a suportar os encargos decorrentes da desistência, até um total de 37 milhões de euros.

Segundo o Governo, os encargos decorrentes do projeto tinham-se tornado incomportáveis. A continuação da participação portuguesa no programa NH90 implicaria encargos num total nunca inferior a 580 milhões de euros, a pagar até 2028. Em 2012, quando foi anunciada a rescisão do contrato, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, falava-se em 420 milhões.


artigo de Francisco Galope Visão Quinta feira, 8 de Janeiro de 2015 |
 

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tenente

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Re: Portugal gastou + de 120 M c/ helis que nunca irá ter
« Responder #398 em: Janeiro 10, 2015, 11:53:00 am »
Estes elevados custos do contrato por termos borregado a compra das ditas 10 unidades não teriam sido melhor gastos se :

A) Tivessemos optado por adquirir mais unidades EH101, a cerca de 27 Milhões cada, com mais uns cerca de 15 Milhões, teriamos mais cinco helis, com o mesmo tipo de logistica, treino de tripulações, e sobressalentes que a actual frota da FAP tem ?

B) Ou, construído mais dois NPO's, custos de cerca de 100 M,  e, a restante verba, 20 Milhões se adicionássemos uns 4 Milhões,  conseguiriamos pagar a operacionalização dos quatro Stanflex 300 que adquirimos à Dinamarca ?

C) Ou, a substituição da nossa velhinha mas resistente namorada HK G3 ?


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Get_It

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Re: Portugal gastou + de 120 M c/ helis que nunca irá ter
« Responder #399 em: Janeiro 10, 2015, 05:08:52 pm »
Será possível juntar este tópico ao tópico que já existe sobre os NH-90 e o UALE?

Tenente, tenho de concordar com tudo menos no ponto 1. O Exército foi demasiado optimista e vinha de há muitos anos ver o resto da NATO e dos nossos vizinhos europeus a expandirem as suas operações com helicópteros enquanto cá o principal trabalho dos nossos helicópteros era a busca e salvamento. A ideia era dotar o Exército com um helicóptero que seria (ligeiramente) mais barato que operar que o potente EH-101 e de forma a permitir ao Exército se tornar mais independente da FAP em termos operacionais e poder concentrar o treino dos seus pilotos exclusivamente em missões de apoio ao Exército. Até que faz algum sentido para a FAP também porque é da maneira que eles não gastam horas no EH-101 e dos pilotos a treiná-los em missões do Exército.

O problema é como isto tudo foi feito. Especialmente o facto de terem feito tudo à pressa; eles até que podiam ao enviar o pessoal receber treino no estrangeiro, foi pena é não haver mais dinheiro... Nunca deviam é ter avançado com a aquisição de helicópteros médios de transporte sem primeiro dotarem-se com helicópteros ligeiros.

Nós nunca devíamos era ter comprado o NH-90 para o Exército porque embora seja uma excelente máquina o bicho é caro de operar (tal como tudo que é ocidental e moderno) mas também muito caro de adquirir visto é que bastante recente/moderno e traz de fábrica já um monte de tralha. Desde sistemas aviónicos bastante avançados, todo tipo de contra-medidas, sistema para dobrar a cauda e as hélices do rotor principal (todas as versões têm isto; na TTH é manual e na NFH é automático), sistemas de comunicação mais avançados dos que existiam no Puma, etc.

A ideia era também operarmos o mesmo helicóptero que os nossos aliados para diminuir os custos logísticos e de aquisição (tudo bem até aqui) e também facilitar e diminuir os custos quando fossemos enviar os helicópteros para o estrangeiro (anedota total). Desde quando é que nós, mesmo em tempo de vacas gordas, vamos ter dinheiro para enviar para o estrangeiro destacamentos de meios aéreos além dos F-16, C-295 e C-130? Os Alouette III a última vez que foram já foi à um monte de tempo e foram poucas aeronaves, quanto mais o Exército que mal tem tido dinheiro para treinar e operar meios já existentes.

Se o Exército queria comprar um helicóptero médio de transporte então deveria era ter comprado um meio mais barato de adquirir e operar, nem que fossem helicópteros russos. Agora para um ramo com tantas dificuldades financeiras tentar adquirir um meio como o NH-90 foi demasiado optimista. Principalmente quando estamos a falar de dotar o ramo com meios que vêm trazer uma nova capacidade e não substituir equipamento antigo. (Caso dos EH-101, submarinos, NPOs, e Leopard.)

Até já chegou aqui no fórum a ser discutida a aquisição de mais EH-101, como pelos vistos também já chegou a ser discutida no MDN. O único problema que vejo é o facto dos custos operacionais do EH-101 conseguirem ser mais elevados que os do NH-90.

Na minha opinião, se fosse mesmo para continuar com o NH-90 para a frente, devíamos era ter estabelecido algo como um comando de helicópteros no estilo do que os britânicos têm e ter adquirido os NH-90 TTH (talvez com um sistema de dobrar a cauda e as hélices do rotor principal automático em vez de manual) mas para a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha e não um UALE do Exército. Tinha sido muito mais fácil e barato colocar a Marinha a operar estes helicópteros do que começar tudo do zero no Exército. E o Exército podia na mesma ter pilotos a ajudar a operar estes meios no apoio às missões do Exército e em apoio aos Fuzileiros.

Adicionalmente, e embora isto fosse perder alguma capacidade, podíamos trocar os EH-101 na versão CSAR por helicópteros na versão de transporte e busca e salvamento. A FAP ficava assim com quatro helicópteros mais baratos de operar e manter e que também têm melhor alcance e autonomia (não precisam de carregar tanto peso por causa dos sistemas adicionais) para fazer as missões de busca e salvamento de longo alcance. O "pouco" dinheiro ganho na troca dos EH-101 versão 516 (CSAR) pela versão 514 podia também ajudar a pagar helicópteros ligeiros novos para substituir os Alouette III. A FAP também não teria então de gastar dinheiro a treinar os seus pilotos nas missões CSAR ficando o Exército e a Marinha responsáveis por essa missão e por apoiar o glorioso NRP D. Sebastião (NAVPOL) no dia em que ele magicamente aparecer.

Cumprimentos,
« Última modificação: Março 13, 2015, 01:31:54 am por Get_It »
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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #400 em: Fevereiro 08, 2015, 12:40:52 pm »
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O Governo efetuou na última semana de 2014 o pagamento de 35 milhões de euros à NATO Helicopter Industries (NHI), o consórcio de fabricantes que está a produzir uma série dessas aeronaves para vários países da Aliança Atlântica. A verba não corresponde a uma qualquer tranche de pagamento por algum dos dez helicópteros, encomendados em 2001, pelo Estado português, com o objetivo de dotar a há muito existente Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) dos respetivos meios aéreos - mas sim ao pagamento de uma indemnização por ter desistido do contrato. A essa verba somam-se os, pelo menos, 87 milhões que Portugal já investiu naquele programa, entre 2011 e 2012.
Iniciada em meados de 2012, a denúncia do contrato só foi selada em outubro passado, quando uma resolução do Conselho de Ministros anunciava que o Governo teria firmado um acordo com a agência de gestão de projetos de helicópteros da NATO (NAHEMA) e a NHI, que terminaria "definitivamente" com a participação de Portugal no projeto cooperativo de desenvolvimento de aparelhos NH90 que envolve a Alemanha, França, Holanda e Itália. Nessa resolução, o Governo autorizava a que se realizasse uma despesa destinada a suportar os encargos decorrentes da desistência, até um total de 37 milhões de euros.
Custos elevados
Segundo o Governo, os encargos decorrentes do projeto tinham-se tornado incomportáveis. A continuação da participação portuguesa no programa NH90 implicaria encargos num total nunca inferior a 580 milhões de euros, a pagar até 2028. Em 2012, quando foi anunciada a rescisão do contrato, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, falava-se em 420 milhões.
O programa NH90 implicava o envolvimento de Portugal no desenvolvimento, produção, aquisição e apoio logístico ao longo do ciclo de vida dos helicópteros.
Os argumentos para a desistência prendem-se com a escassez de recursos financeiros e com os avultados custos da participação, além do escasso retorno económico para Portugal. Apesar de estarem envolvidas as empresas nacionais OGMA (aeronáutica), Edisoft (software) e MPV (mecânica de precisão), a quota de produção portuguesa no projeto foi apenas de 1,2 por cento - muito aquém das quotas dos parceiros: 30,9% por cento para a França (representada pela Eurocopter), 31,6% para a Itália (AgustaWestland), 30,85% para a Alemanha (Eurocopter Deutschland) e 5,5% para a Holanda (Stork Fokker).
Sobressaltos
O certo é que, à data da desistência o contribuinte português já tinha enterrado 87 milhões de euros, desde que, em meados 2001, Portugal assinou, em Lebourget (perto de Paris, França), o memorando de entendimento em que se comprometeu a comprar dez aparelhos, e que lhe permitiu aderir à organização de helicópteros da NATO (NAHEMO)? - a entidade multinacional que gere a NAHEMA e todo o programa dos NH90.
Desde então, o processo sofreu vários sobressaltos, e os já referidos 87 milhões incluirão multas, pelo facto de, a pedido do Estado, as entregas terem sido adiadas. A do primeiro aparelho esteve prevista para 2008, mas, dois anos antes, o Governo Sócrates pediu para que fosse recalendarizada para 2012.
A intenção de dotar o Exército de meios de transporte tático aéreos tem quase um quarto de século. E o referido contrato já é o segundo a "borregar", para utilizar uma expressão de calão castrense. Até 2002, houve um contrato com os franceses da Eurocopter, para o fornecimento de nove aparelhos ligeiros EC-635, mas a encomenda acabou por ser cancelada por atrasos no fornecimento. O País investiu, ao longo de duas décadas, na "cavalaria aérea". A UALE foi criada e existe. Está localizada em Tancos e é uma unidade com atribuições de regimento, dispondo, assim, de unidades de apoio e de diversos esquadrões e de unidades operacionais, entre elas um grupo de helicópteros. Só não tem é aeronaves.
24 anos atribulados
1991 Julho - Conselho Superior de Defesa inclui no Sistema de Forças de Médio Prazo uma Unidade de Aviação Ligeira para o Exército
1993 Junho - Despacho do Governo inclui Grupo de Aviação Ligeira do Exército nas Unidades a criar. Localização: Tancos
1998 Janeiro - Confirmado: a nova composição do Sistema de Forças inclui a aviação ligeira
1999 Outubro - Assinado com a Eurocopter o contrato para fornecimento de nove helis ligeiros ao Exército
2001 Junho - Portugal adere à NAHEMO e compromete-se a ficar com 10 helicópteros NH90, a serem entregues a partir de 2008
2002 Agosto - Cancelada a compra dos 9 helicópteros ligeiros à Eurocopter
2006 Maio - É recalendarizada para 2012 a entrega dos NH90
Julho - O GALE passa a Unidade de Aviação Ligeira do Exército
2012 Julho - O Governo anuncia que desiste do programa dos NH90
2014 Outubro - Governo autoriza gastar até €37 milhões em indemnizações


Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-milhoes-que-voa ... z3R9mVhtND
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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ACADO

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #401 em: Março 31, 2015, 05:01:04 pm »
Os Americanos estao a retira-los de servico e a substituir por so por Apaches. Se pedinchassemos um pouco...
Gosto especialmente como os Pilotos estao em full Combat Gear, de M4 e Granadas de Fumo a jeito. :2gunsfiring:

The way of the Warrior(s) - www.warriors.pt:
" Only fools and dead Men don´t change their minds. Fools won´t and dead Men can´t !! "
 

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Cabeça de Martelo

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #402 em: Março 31, 2015, 05:30:50 pm »
Demasiado especializado para nós, só serve para reconhecimento e pouco mais.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Get_It

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #403 em: Março 31, 2015, 07:11:31 pm »
Citação de: "ACADO"
Os Americanos estao a retira-los de servico e a substituir por so por Apaches. Se pedinchassemos um pouco...
De notar que os norte-americanos não vão acabar completamente com o "conceito" do Kiowa. O Exército vai reabrir o programa para o Armed Aerial Scout ou vai escolher uma variante do FVL como o verdadeiro sucessor do Kiowa.

Citação de: "Cabeça de Martelo"
Demasiado especializado para nós, só serve para reconhecimento e pouco mais.
Há países que também utilizam o Kiowa para transporte. O sistema de tiro e de munição que ocupa a parte de trás da cabine é hoje em dia modular e dá para retirar e colocar conforme as necessidades da missão. Mesma coisa para os suportes/wing stubs onde se monta o armamento.





Opções a nível de helicópteros ligeiros para o Exército e FAP, sejam eles apenas utilitários e de transporte ou também de reconhecimento armado, não faltam. Falta é dinheiro e vontade política. Mas provavelmente o que falta mais é uma visão estratégica de longa-duração e não apenas uma que mude com cada mudança política ou de grande parte das chefias militares.

Cumprimentos,
« Última modificação: Março 31, 2015, 07:27:45 pm por Get_It »
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Alvalade

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Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
« Responder #404 em: Março 31, 2015, 07:15:16 pm »
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Croatia is expected to receive up to 16 Bell OH-58D Kiowas, with the helicopters being donated by USA.

According to Croatian portal Defender.hr, representatives from the NATO nation's defence ministry are to visit the USA to select the surplus airframes, while Zagreb works out how to minimise the import taxes linked to the donation – expected to amount to some HRK100 million ($14.1 million).

The offered helicopters would be received without armaments, but with their mast-mounted sights still installed. Croatia is expected to seek a related weapons package once funding can be secured, but no sooner than 2018.

Croatia's air force already operates the Bell 206B – from which the OH-58 was derived – for pilot training and light transport duties.

Meanwhile, a resolution has been found to a saga dating back to August 2014 regarding the overhaul of second batch of six Mil Mi-8 utility helicopters for the Croatian air force. Under a deal worth HRK90 million, the rotorcraft are to be dismantled by ZTC in Velika Gorica, and parts sent out to receive work in Azerbaijan, the Czech Republic, Slovakia and Ukraine. ZTC will subsequently reassemble the aircraft.

http://www.flightglobal.com/news/articl ... as-410069/