Portugal na guerra da Palmeta

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sierra002

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« Responder #30 em: Fevereiro 12, 2006, 11:46:26 pm »
Respecto a que hay que tener mas cuidado con la pesca, estoy totalmente de acuerdo.
 

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Marauder

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« Responder #31 em: Fevereiro 13, 2006, 09:09:56 am »
Buenos Dias,

    A verdade é que as frotas pesqueiras portuguesas e espanholas durantes estes ultimos séculos aumentaram quer a nivel quantitativo quer a nivel qualitativo, sem que houvesse um orgão que regulasse esse facto, em conjunto com estudos sobre as espécies, e, como é claro, ao fim de algumas décadas começa-se a resentir. A eliminação de  parte substancial da frota pesqueira é ou era portanto necessária. Claro que isso provocou mal estar em comunidades piscatórias, quer em Portugal quer em Espanha. Naquele texto em ingles de uma autora espanhola dá para perceber a importancia das pescas para a Galiza.
     Mas nos ultimos tempos as ajudas da UE no sector das pescas vão (uma boa parte) para o abate de embarcações excedentárias. Até os pescadores já começaram a perceber que, se o peixe está a faltar nas costas europeias, é devido a nós proprios e logo à que abrandar o ritmo.

     O caso canadiano, acho que existe muitos dados encobertos, muitos interesses canadianos encobertos sim. Mas o facto que Espanha não conseguiu meter o estado canadiano em tribunal pode explicar muita coisa. Mas sim, o acto dos canadianos pode ser considerado como pirataria, e a nivel legal sem justificação, mas simplesmente porque foi realizado em águas internacionais. Mas, se por exemplo, um navio comete ilegalidades graves nas águas nacionais, mas que consegue escapar à perseguição e entrar nas águas internacionais, será isto tipo uma zona livre para quem comete infrações? Antes do Estai houve inumeras infracções, despois do Estai desapareceram, serviu de exemplo.

    Ainda à uns meses atrás a guarda costeira norueguesa fez o mesmo com um barco de pesca russo, e os noruegueses não inventaram necessidades ambientais..

    Relativamente a Portugal, penso que se quisessemos teriamos mandado uma Fragata Vasco da Gama, normalmente existe sempre 1 disponivel, mas o facto de o navio apresado ser espanhol e o numero reduzido de barcos portugueses deixou-nos um pouco "fora". Secalhar se Portugal e Espanha tivessem mandado uma força conjunta, um dos nossos submarinos por exemplo, muito provavelmente teriamos mais poder à mesa de negociações. Mas em Portugal toda a gente sabia que os pescadores não usavam redes legais, e toda a gente tava preocupada com a protecção ambiental, portanto essa guerra passou-nos ao lado.

     Acho sim que deve haver uma organização internacional que fiscalize que a evolução do numero de espécies e regule a captura de pescas nas águas internacionais. No artigo fala-se da NAPO para o noroeste atlântico, mas deveria haver uma simplesmente para o Atlântico norte. Felizmente nas costas europeias a UE trata disso, em que nas discussões existem países defensores do peixe, nórdicos e etc, e outros pescadores, Portugal e Espanha. Eu pessoalmente estou com os nórdicos, a continuação do panorama actual dá "vacas magras" a muita gente, se se desse tempo às espécies para recuperarem talvez de futuro haveria "vacas gordas ou medianas" para um numero consideravel de pescadores. Mas à que representar os interesses dos pescadores, logo a decisão de nossos países é aquela que se sabe.

     Cumprimentos
 

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NVF

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« Responder #32 em: Fevereiro 14, 2006, 04:28:38 am »
Acho que a especie piscicola nao e' o halibut. Pelo que me recordo, houve uma guerra da palmeta — uma especie aparentada com o bacalhau —, mas que e' utilizada para fazer farinha de peixe. Alguem confirma, pf?
Talent de ne rien faire
 

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sierra002

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« Responder #33 em: Fevereiro 14, 2006, 09:17:48 am »
Este es el el Fletán Negro




Fletán negro
Reinhardtius Hippoglossoides.
Greenland Halibut, Flètan noir, Blakveite
Temporada: todo el año;
raramente se vende fresco en los meses de verano.
Longuitud: 120 cm


http://www.portalgastronomico.com/El_Re ... soides.htm
 

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Marauder

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« Responder #34 em: Fevereiro 14, 2006, 10:00:15 am »
Com o que encontrei na net penso que:
        Palmeta (portugues) =Halibut (ingles internacional) =Turbot (kannuc)

Claro que os canadianos tinham que inventar um nome somente para serem diferentes.
 

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NVF

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« Responder #35 em: Fevereiro 15, 2006, 12:43:48 am »
Entao, se e' de facto o halibut, posso dizer que e' bom :) . No entanto, so' provei os do Pacifico, que supostamente sao mais saborosos.
Talent de ne rien faire
 

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Lancero

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« Responder #36 em: Fevereiro 15, 2006, 05:37:58 pm »
Bom, os pescadores espanhóis merecem-me muito pouco respeito e não perco dois segundos de sono a pensar que foram "ilegalmente apresados".
Para não pensarem que é só mau feitio ou ódio a Espanha (que até tem algumas das cidades, locais, mais bonitas que conheci...) fica aqui este excerto do Relatório Anual de Segurança Interna de 2004 (capítulo da Direcção-Geral da Autoridade Marítima), que acho já não ser classificado:

"Desobediência e Resistência à Autoridade

Tem-se verificado um aumento digno de registo, atento os anos anteriores, com maior percentagem no tocante a desobediências. A maioria dos incidentes surgiu em sequência de acções de fiscalização no âmbito da pesca (...)

Na costa do Algarve, junto à fronteira de Espanha, e em particular no espaço de jurisdição da Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, é habitual detectarem-se embarcações espanholas em faina de pesca ilegal, que, ao serem avistadas, de imediato se colocam em fuga para águas espanholas, não acatando os avisos e ordens das autoridades nacionais [leia-se Polícia Marítima], e, em alguns casos, quando interceptadas/abordadas, dificultam a acção fiscalizadora da Autoridade Marítima, tentando abalroar e imobilizar os meios navais envolvidos. As tripulações de tais embarcações agem de forma violenta e agressiva, desobedecendo e injuriando os agentes da autoridade, ao ponto de trazerem a bordo cães pertencentes a raças de grande porte e de reconhecida agressividade, no intuito de intimidarem/dissuadirem os agentes da PM aquando das abordagens/entradas a bordo dos respectivos barcos para inspecções e vistorias que se julgam pertinentes. Esta situação causa algum mal-estar na comunidade piscatória da localidade, encontrando-se controlada, devido ao reforço do dispositivo da Polícia Marítima, apoiado com unidades navais da Marinha
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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pedro

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« Responder #37 em: Fevereiro 15, 2006, 05:42:40 pm »
Isto e uma vergonha,deviamos era abater um barco de pesca espanhol ,haver se eles vinham ca mais. :evil:
 

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sierra002

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« Responder #38 em: Fevereiro 15, 2006, 08:56:10 pm »
Cuando un barco de pesca comete una ilegalidad, se le apresa y se le juzga. ¿Ha protestado España alguna vez porque se apresara a unos pescadores que esten cometiendo un delito?

¿Ha enviado alguna vez España barcos de guerra a defender del apresamiento legal a sus pescadores cuando cometian un delito?

¿Alguna vez habeis visto a doce fragatas, seis submarinos, dos buques anfibios, un portaaviones, dos AOR de apoyo, ocho corbetas, cuatro cazaminas etc, etc, etc, en aguas de Portugal en actitud intimidatoria?

No, porque eso sería violar el derecho legitimo de Portugal a hacer cumplir sus leyes, las cuales creo que no incluyen el hundir a pesqueros desarmados.

El caso de pescadores españoles faenando ilegalmente en aguas portuguesas no tiene nada que ver con el incidente de la "Guerra del Fletán. Los españoles y los portugueses estaban respetando la ley y así lo a dictaminado un juez.

Repito el enlace de Marauder:

http://www.correiomanha.pt/comentario.a ... &id=109322
 

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sierra002

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« Responder #39 em: Fevereiro 15, 2006, 09:00:41 pm »
Por cierto, esa actitud de la marina portuguesa contra los pescadores españoles espero verla también defendiendo a sus pesqueros en aguas internaciones contra barcos militares como hizo España en la Guerra del Fletán.

Portugal está construyendo los NPO. Ahora estará preparada,
 

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Marauder

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« Responder #40 em: Fevereiro 15, 2006, 09:02:05 pm »
Sierra002...respeitar a lei....hum...redes ilegais cof cof.....

    Eu digo que a acção do Canadá foi ilegal, visto que eles não tem competencia para apresar navios em águas internacionais. Mas daí a dizer que os navios espanhois e portugueses eram "bons cidadãos cumpridores da lei" vai uma grande diferença...em que se materializa na apreensão de redes ilegais. Redes que são usadas pelos dois lados. Até em Portugal de vez em quando a policia maritima apanha as redes ilegais..

      Cumprimentos...
 

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sierra002

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« Responder #41 em: Fevereiro 15, 2006, 09:05:49 pm »
Yo no se que redes llevaban los portugueses pero ya te dije que el Estay no llevaba las redes tercermundistas que el ministro Tobin enseñó en un espectaculo publico para apoyar sus propósitos. La sentencia favorable al Estay así lo demuestra y estamos hablando de la sentencia de un juez canadiense.
 

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Marauder

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« Responder #42 em: Fevereiro 15, 2006, 09:19:21 pm »
http://www.cbc.ca/story/canada/national ... 50727.html

     Hum...então não foi este juiz de certeza!!!

   E aparentemente existe base legal para considerar a acção do governo canadiano como legitima. So mesmo tendo acesso aos artigos enumerados pelo tribunal poderei analizar em pormenor. Mas à partida como somos Estados de Direito, que respeitam o Direito Internacional, a decisão do juiz é aparentemente acertada.

   Por algum motivo a Espanha não conseguiu ganhar nenhum caso em tribunal, e até viu mesmo o tribunal de Haia rejeitar o seu apelo. Já o protesto que fez em Bruxelas também penso que não generou em nada, talvez somente uma renegociação das quotas de pesca com o Canada pelo que percebi no outro dia. Ou seja, lamento, mas tudo parece tirar razão à posição espanhola.

      Se tiver dados que eu desconheça, de casos de tribunal que meta aqui os links para eu analizar sff..

        Cumprimentos
 

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sierra002

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« Responder #43 em: Fevereiro 15, 2006, 09:31:53 pm »
España no llevó el caso a ningún tribunal porque las competencias de defensa de los pescadores las llevaba la Unión Europea con la comisaria Emma Bonino al frente. No podía representar legalmente lo que legalmente había cedido y Reino Unido torpedeó los intentos de la Unión Europea de denunciar a Canadá.
He ahi la explicación de que no hubiera denuncia española. Triste pero autentico.

Despues de eso, se optó por que el armador del Estai denunciara privadamente a Canadá ante un juez canadiense y este juez le obligó a indemnizar al Estay,

Citar
In the ruling Tuesday, Judge Frederick Gibson dismissed the lawsuit.

But he did order Canada to pay the ship's owners $137,000 for expenses and lost income.

 


¿Si hubiera sido un delincuente? ¿Por que pagarle?
 

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Marauder

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« Responder #44 em: Fevereiro 15, 2006, 09:42:48 pm »
Danos sofridos na embarcação, ou perda de lucro com o apresamento. Estas compensações acontecem em todos os países, não à que meter em causa a decisão somente por isto. Existem mil e um exemplos....

              o mais estupido que lhe posso dar...veja só....na 2ª Guerra Mundial a Opel era da General Motors....mas tava a produzir camiões para o exercito alemão. A fábrica foi pois arrasada pelos bombardeiros americanos. Após a guerra os EUA tiveram que pagar À GM. Ilogico mas tiveram que pagar. Eu sei que escapa ao exemplo ideal para este caso, mas mesmo assim acho curioso este facto.

     Cumprimentos