Guerra Fria II

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Re: Guerra Fria II
« Responder #150 em: Abril 07, 2022, 10:06:31 pm »
Pois, a narrativa da "Rússia coitadinha" continua. Ora pois, invadem um país vizinho a seu bel-prazer, e como não gostam da reacção do resto do Ocidente, viram-se para a China, que só por acaso, tem intenções semelhantes relativamente à sua vizinhança. E mesmo a narrativa de que a Rússia queria ter uma ligação amigável com a Europa, começa a não colar. A Rússia queria uma Europa cada vez mais dependente de si, e dessa forma ter-nos na mão. E a Europa agora vê que isso é um risco.

Depois, falar do "patrão" do outro lado do Atlântico, como que a dizer que preferiam que o patrão fosse a Rússia de Putin, é no mínimo cómico. Mas cada um com a sua agenda.

O gigante chinês continua dependente do Ocidente para os seus produtos, e consequentemente, para a sua economia. O Ocidente tem é que começar a deslocalizar as suas fábricas de lá, e ao mesmo tempo depender muito menos dos produtos vendidos pelos chineses. É um processo moroso, mas que a médio/longo prazo terá benefícios.

Para terminar, a Rússia, estaria muito melhor, se tivesse um regime muito mais "amigável". Só têm que se culpar a eles próprios pelos delírios imperialistas que têm. A Rússia podia, e devia, ser um daqueles aliados especiais da NATO. Agora, se andam a querer mandar em tudo o que é país vizinho, apoiam governos pró-Rússia ou criam governos fantoche, e quando não obedecem, toca a invadir, ainda se admiram que os vizinhos queiram juntar-se à NATO? Pois, já sabemos, a NATO alicia-os... com a segurança que oferece a esses países, face à clara ameaça russa... Malvada NATO! Também deve ter aliciado a cada vez maior percentagem da população sueca e finlandesa, que pende a favor da entrada na NATO.

Bom, mas voltando ao tópico, estou mais de olho nas movimentações, e possíveis conflitos por esse mundo fora. A situação nas Coreias, no Norte de África, no MO, no Leste da Europa, entre a China-Índia, China-Taiwan, Arménia-Azerbaijão, possíveis disputas territoriais entre o Japão e Rússia, o acordo entre as Ilhas Salomão e a China... a ver vamos se entretanto não surgem mais problemas algures no globo, como na América do Sul. A realidade é que, as coisas vão-se pôr negras, e não vejo grande preocupação com isso por cá (somos dos poucos na Europa que ainda não apresentou medidas a nível da Defesa, nem sequer por alto), e parece que nos últimos tempos, tem sido um tema evitado a nível político. Parece-me imprudente.
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #151 em: Abril 07, 2022, 10:18:17 pm »
Lightning : a Europa tem que recuperar a sua zona de influência, em Africa sobretudo. Neste continente, temos uma concorrência rude da parte da China, da Rússia e até de países como a Arabia Saudita que quer assegurar a sua segurança alimentar uma vez acabadas as rendas provenientes do petróleo. Estes países compram ou alugam extensos territórios e multiplicam os projetos de produção agrícola, não só em Africa como na América do Sul.
Países com tradição de presença em Africa, como Portugal, não deve nem pode, descurar a Africa.

Dc : No campeonato da geopolítica, o meu clube é Portugal e a Europa.
Partilho claro está, a sua preocupação com a falta de medidas em Portugal em matéria de defesa, acrescento também em matéria de Proteção Civil e de segurança alimentar.
« Última modificação: Abril 07, 2022, 10:28:54 pm por legionario »
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #152 em: Abril 07, 2022, 10:45:48 pm »
Lightning : a Europa tem que recuperar a sua zona de influência, em Africa sobretudo. Neste continente, temos uma concorrência rude da parte da China, da Rússia e até de países como a Arabia Saudita que quer assegurar a sua segurança alimentar uma vez acabadas as rendas provenientes do petróleo. Estes países compram ou alugam extensos territórios e multiplicam os projetos de produção agrícola, não só em Africa como na América do Sul.
Países com tradição de presença em Africa, como Portugal, não deve nem pode, descurar a Africa.

Dc : No campeonato da geopolítica, o meu clube é Portugal e a Europa.
Partilho claro está, a sua preocupação com a falta de medidas em Portugal em matéria de defesa, acrescento também em matéria de Proteção Civil e de segurança alimentar.

Até concordo consigo caro Legionário. Mas sabe muito bem, por exemplo no caso português, os governos lusos bajulam os antigos territórios ultramarinos e sabe bem como somos tratados por aqueles corruptos, não sabe?
Como é da área, sabe também o martírio que os empresários portugueses passam para que lhes paguem o que devem! E se não pagarem, lá vai o estado português salvar a empresa nacional para que não vá à falência!!!!
Conheço pelo menos um empresário nacional que diz que para ele negócios com África acabaram!!!!! Antes que os negócios acabem com ele!!!!!!

Sobre a absoluta falta de visão nacional deste governo...... sem comentários e ainda lhe deram maioria absoluta! Sem falta de visão para a independência energética, alimentar, de defesa.......

Eu também defendo uma UE plural, mas..... com um jeitinho ainda temos o Costa a substituir a Von Der Leyen daqui a 2 anos!!!!!
A boa notícia é que vamos novamente a eleições!!!!!

O Costa está à espera de outro PRR para investir na defesa  ::)
Ele é tão estratega que voltou a entregar o mesmo orçamento com alguns remendos como se não houvesse inflação, subida da energia e combustíveis e não houvesse uma guerra na Europa!!!!

Ele, o Borell e o Mitchel vão fazer uma tripla que mete o Putin, o Xi e o Biden a tremerem...... de tanto rir!!!!
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #153 em: Abril 07, 2022, 10:48:40 pm »
Pois, a narrativa da "Rússia coitadinha" continua. Ora pois, invadem um país vizinho a seu bel-prazer, e como não gostam da reacção do resto do Ocidente, viram-se para a China, que só por acaso, tem intenções semelhantes relativamente à sua vizinhança. E mesmo a narrativa de que a Rússia queria ter uma ligação amigável com a Europa, começa a não colar. A Rússia queria uma Europa cada vez mais dependente de si, e dessa forma ter-nos na mão. E a Europa agora vê que isso é um risco.

Depois, falar do "patrão" do outro lado do Atlântico, como que a dizer que preferiam que o patrão fosse a Rússia de Putin, é no mínimo cómico. Mas cada um com a sua agenda.

O gigante chinês continua dependente do Ocidente para os seus produtos, e consequentemente, para a sua economia. O Ocidente tem é que começar a deslocalizar as suas fábricas de lá, e ao mesmo tempo depender muito menos dos produtos vendidos pelos chineses. É um processo moroso, mas que a médio/longo prazo terá benefícios.

Para terminar, a Rússia, estaria muito melhor, se tivesse um regime muito mais "amigável". Só têm que se culpar a eles próprios pelos delírios imperialistas que têm. A Rússia podia, e devia, ser um daqueles aliados especiais da NATO. Agora, se andam a querer mandar em tudo o que é país vizinho, apoiam governos pró-Rússia ou criam governos fantoche, e quando não obedecem, toca a invadir, ainda se admiram que os vizinhos queiram juntar-se à NATO? Pois, já sabemos, a NATO alicia-os... com a segurança que oferece a esses países, face à clara ameaça russa... Malvada NATO! Também deve ter aliciado a cada vez maior percentagem da população sueca e finlandesa, que pende a favor da entrada na NATO.

Bom, mas voltando ao tópico, estou mais de olho nas movimentações, e possíveis conflitos por esse mundo fora. A situação nas Coreias, no Norte de África, no MO, no Leste da Europa, entre a China-Índia, China-Taiwan, Arménia-Azerbaijão, possíveis disputas territoriais entre o Japão e Rússia, o acordo entre as Ilhas Salomão e a China... a ver vamos se entretanto não surgem mais problemas algures no globo, como na América do Sul. A realidade é que, as coisas vão-se pôr negras, e não vejo grande preocupação com isso por cá (somos dos poucos na Europa que ainda não apresentou medidas a nível da Defesa, nem sequer por alto), e parece que nos últimos tempos, tem sido um tema evitado a nível político. Parece-me imprudente.

É um tema melindroso, como anunciar gastar 2500 milhões em F-35 por exemplo? Muita gente que não dorme a pensar, como fugir destas despesas.
Cps,
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #154 em: Abril 07, 2022, 11:50:02 pm »
É um tema melindroso, como anunciar gastar 2500 milhões em F-35 por exemplo? Muita gente que não dorme a pensar, como fugir destas despesas.
Cps,

Está a referir-se aos políticos?
Viu com que facilidade enterraram 3,5 mil milhões de euros na TAP falida? E ainda não acabou!
Só neste milénio, o estado já injectou 9 mil milhões na CGD (e nunca ouvi ninguém sequer responsabilizar os gestores maravilha da CGD, chamados Carlos Santos Ferreira e Armando Vara, amigos do Sócrates e socialistas, quando emprestaram dinheiro do nosso banco sem garantias!!!!!). Apesar da justiça finalmente estar em cima dos gestores maravilha: https://expresso.pt/sociedade/2021-06-29-Carlos-Santos-Ferreira-ex-presidente-da-CGD-e-do-BCP-constituido-arguido-no-caso-de-Berardo-3577c34b

E depois Sócrates (quando tiver tempo, conto a história como o Sócrates avançou com um plano secreto para dominar a banca, comunicação social!!!! Depois com o maravilhoso negócio do empréstimo de dinheiro sem garantias para comprarem acções do BCP e com isso dominarem mais um banco que quase foi à bancarrota (BCP) e com, novamente mais 2 gestores maravilha o Carlos Santos Silva e o Armando Vara para o domínio e quase destruição do BCP........ (neste caso os milhares de milhões de euros para salvar o banco, foram os accionistas que se tramaram!!!!!

Mas adiante, só na banca e neste milénio, já estamos a arder quase 30 mil milhões de euros!!!!!!

Estivemos quase a enterrar mais de 12 mil milhões no TGV (estivesse mais algum tempo o Sócrates no poder........)
Queremos investir 8 a 9 mil milhões no hidrogénio!!!!

E os nossos políticos estão preocupados com 2,5 mil milhões de euros?!?!?!?!
Então no caso da Marinha ainda é mais grave de tão fácil que é indirectamente financiar a construção em estaleiros nacionais com fundos comunitários!!!!!!

O caro subsea7 sabe que a CIM gastam 11 mil milhões de euros por ano em investimentos? (festas, rotundas, pavilhões multi-mega.......

Que pena tenho eu das insónias destes palermas!!!!!!

Bem, agora vou ver a SIC notícias que a Nelminha está quase a chegar  :mrgreen:
« Última modificação: Abril 07, 2022, 11:50:43 pm por Viajante »
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #155 em: Abril 08, 2022, 12:02:16 am »
Lightning : a Europa tem que recuperar a sua zona de influência, em Africa sobretudo. Neste continente, temos uma concorrência rude da parte da China, da Rússia e até de países como a Arabia Saudita que quer assegurar a sua segurança alimentar uma vez acabadas as rendas provenientes do petróleo. Estes países compram ou alugam extensos territórios e multiplicam os projetos de produção agrícola, não só em Africa como na América do Sul.
Países com tradição de presença em Africa, como Portugal, não deve nem pode, descurar a Africa.

Dc : No campeonato da geopolítica, o meu clube é Portugal e a Europa.
Partilho claro está, a sua preocupação com a falta de medidas em Portugal em matéria de defesa, acrescento também em matéria de Proteção Civil e de segurança alimentar.

Até concordo consigo caro Legionário. Mas sabe muito bem, por exemplo no caso português, os governos lusos bajulam os antigos territórios ultramarinos e sabe bem como somos tratados por aqueles corruptos, não sabe?
Como é da área, sabe também o martírio que os empresários portugueses passam para que lhes paguem o que devem! E se não pagarem, lá vai o estado português salvar a empresa nacional para que não vá à falência!!!!
Conheço pelo menos um empresário nacional que diz que para ele negócios com África acabaram!!!!! Antes que os negócios acabem com ele!!!!!!

Sobre a absoluta falta de visão nacional deste governo...... sem comentários e ainda lhe deram maioria absoluta! Sem falta de visão para a independência energética, alimentar, de defesa.......

Eu também defendo uma UE plural, mas..... com um jeitinho ainda temos o Costa a substituir a Von Der Leyen daqui a 2 anos!!!!!
A boa notícia é que vamos novamente a eleições!!!!!

O Costa está à espera de outro PRR para investir na defesa  ::)
Ele é tão estratega que voltou a entregar o mesmo orçamento com alguns remendos como se não houvesse inflação, subida da energia e combustíveis e não houvesse uma guerra na Europa!!!!

Ele, o Borell e o Mitchel vão fazer uma tripla que mete o Putin, o Xi e o Biden a tremerem...... de tanto rir!!!!

O ex-território que conheço melhor é a Guiné-Bissau. Se for nos moldes habituais...nada a fazer.
Portugal teria que estudar uma maneira de cimentar as instituições locais, em particular o aparelho judiciário, tribunais e policias.
Portugal beneficia de um grande capital-simpatia por parte da generalidade dos guineenses, devido sobretudo às missões portuguesas na área da saúde, educação, entre outras. O principal problema reside no facto que os nossos amigos africanos conhecem bem alguns verbos mas desconhecem outros... :D
A abordagem tem que ser feita de uma forma completamente diferente da habitual. Pode ser feito mas eu não sei como, não me vou pôr para aqui a especular , tipo... teria que ser assim ou assado. Cinismo à parte, a Guiné também não tem grande coisa, em matéria de recursos, que nos "dê jeito", mas Angola e Moçambique poderiam ser objeto de uma maior atenção mas mesmo aqui, eu também não saberia explicar a maneira de o fazer. O que sabemos é que o risco de investir em Africa é enorme... apesar disso, os chineses e os turcos (p.ex) parece que apreenderam bem o modus operandi local.
« Última modificação: Abril 08, 2022, 12:12:08 am por legionario »
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #156 em: Abril 08, 2022, 09:29:45 am »
Para ter influencia externa é preciso dinheiro para investir/gastar lá. Se nós nem dinheiro temos para gastar cá quando mais em África.

Nova Embaixada dos EUA custa mais de metade do Orçamento de Cabo Verde
https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1788879/nova-embaixada-dos-eua-na-praia-custa-mais-de-metade-do-pib-de-cabo-verde

O que temos andado a fazer em África não tem resultado pois é risível ao nível dos valores.
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #157 em: Abril 08, 2022, 10:11:21 am »
Podia lá estar o maior democrata plasmado neste planeta que a Rússia iria sempre reagir a uma situação como a da Ucrânia, aliás, como qualquer país, independentemente do governo ou líder que lá esteja. Por isso é que australianos estão a ir ao arames com a situação das Ilhas Salomão ou os ingleses estão a ficar nervosos com uma aproximação da Argentina à Rússia e um possível acordo de fornecimento de equipamentos militares, que podem virar a balança na questão das Malvinas.

A UE fez merda da grande, simplesmente imolou-se. A guerra da Ucrânia é apenas um pano a esconder um jogo bem maior em que Rússia, China, Índia, entre outros, juntaram-se para quebrar a base do domínio Ocidental. Foi conseguido e agora é apenas uma questão de tempo. A UE está acabada e os anglo-saxões, que pensam que com a Europa destruída, podem ficar na mó de cima, vão ter um choque de realidade.

Quando, aliada a uma inflação real que já vai acima de 15% e é apenas o inicio, começarem a chegar às nossas fronteiras dezenas de milhões vindo do ME e da África subsariana, sem nada a perder e nós metidos em graves tumultos sociais pois a malta em França, Alemanha, Espanha ou Itália não vai ficar sentada em cima das mãos a ver o nível de vida a ir pelo esgoto por uns burocratas quaisquer em Bruxelas a mando de Washington, talvez aqui se deixem de conversa de treta sobre brinquedos!!

Tal como na mitologia, e parafraseando o "tangas mor" ressuscitado no fórum,  "todos aqui sabemos" como Europa acabou.
 
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Re: Guerra Fria II
« Responder #158 em: Abril 08, 2022, 12:02:56 pm »
Pois, a narrativa da "Rússia coitadinha" continua. Ora pois, invadem um país vizinho a seu bel-prazer, e como não gostam da reacção do resto do Ocidente, viram-se para a China, que só por acaso, tem intenções semelhantes relativamente à sua vizinhança. E mesmo a narrativa de que a Rússia queria ter uma ligação amigável com a Europa, começa a não colar. A Rússia queria uma Europa cada vez mais dependente de si, e dessa forma ter-nos na mão. E a Europa agora vê que isso é um risco.

Depois, falar do "patrão" do outro lado do Atlântico, como que a dizer que preferiam que o patrão fosse a Rússia de Putin, é no mínimo cómico. Mas cada um com a sua agenda.

O gigante chinês continua dependente do Ocidente para os seus produtos, e consequentemente, para a sua economia. O Ocidente tem é que começar a deslocalizar as suas fábricas de lá, e ao mesmo tempo depender muito menos dos produtos vendidos pelos chineses. É um processo moroso, mas que a médio/longo prazo terá benefícios.

Para terminar, a Rússia, estaria muito melhor, se tivesse um regime muito mais "amigável". Só têm que se culpar a eles próprios pelos delírios imperialistas que têm. A Rússia podia, e devia, ser um daqueles aliados especiais da NATO. Agora, se andam a querer mandar em tudo o que é país vizinho, apoiam governos pró-Rússia ou criam governos fantoche, e quando não obedecem, toca a invadir, ainda se admiram que os vizinhos queiram juntar-se à NATO? Pois, já sabemos, a NATO alicia-os... com a segurança que oferece a esses países, face à clara ameaça russa... Malvada NATO! Também deve ter aliciado a cada vez maior percentagem da população sueca e finlandesa, que pende a favor da entrada na NATO.

Bom, mas voltando ao tópico, estou mais de olho nas movimentações, e possíveis conflitos por esse mundo fora. A situação nas Coreias, no Norte de África, no MO, no Leste da Europa, entre a China-Índia, China-Taiwan, Arménia-Azerbaijão, possíveis disputas territoriais entre o Japão e Rússia, o acordo entre as Ilhas Salomão e a China... a ver vamos se entretanto não surgem mais problemas algures no globo, como na América do Sul. A realidade é que, as coisas vão-se pôr negras, e não vejo grande preocupação com isso por cá (somos dos poucos na Europa que ainda não apresentou medidas a nível da Defesa, nem sequer por alto), e parece que nos últimos tempos, tem sido um tema evitado a nível político. Parece-me imprudente.

É um tema melindroso, como anunciar gastar 2500 milhões em F-35 por exemplo? Muita gente que não dorme a pensar, como fugir destas despesas.
Cps,

Politicamente esta é a melhor altura para anunciar investimentos na defesa, senão for agora é quando?

 

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Re: Guerra Fria II
« Responder #159 em: Abril 08, 2022, 04:39:49 pm »
Apesar das ameaças russas, a Finlândia vai candidatar-se à NATO na primeira semana de maio
https://multinews.sapo.pt/noticias/apesar-das-ameacas-russas-a-finlandia-vai-candidatar-se-a-nato-na-primeira-semana-de-maio/
Citar
Apesar das ameaças da Rússia, a Finlândia planeia candidatar-se à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) na primeira semana de maio, segundo revelou esta sexta-feira a agência de notícias finlandesa ‘Iltalehti’ – Helsínquia vai iniciar os preparativos para ingressar na aliança militar a 14 de abril e o pedido de adesão será apresentado no arranque de maio.

Também o antigo primeiro-ministro do país nórdico, Alexander Stubb, frisou que a Finlândia “será candidata dentro de semanas”, o mais tardar em maio. “No início da guerra disse que a agressão de Putin levaria a Finlândia e a Suécia a candidatarem-se à adesão à NATO. Não disse que era uma questão de dias ou semanas, mas meses. Maio. Suécia a seguir, ou ao mesmo tempo”, revelou num ‘tweet’.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, garantiu que “mantemos a opção da NATO” e, de acordo com diversas sondagens, “a maioria dos cidadãos finlandeses é a favor da parceria com a NATO”, em entrevista à agência ‘Anadolu’

Uma sondagem, realizada a meados de março da emissora pública finlandesa YLE, apontou pela primeira vez que a maioria dos finlandeses quer a adesão à NATO, com 62% – antes da invasão russa à Ucrânia, as sondagens apontavam que a maioria se opunha à aliança atlântica. Outra pesquisa recente da YLE revelou que 112 deputados do Parlamento finlandês apoiam a adesão à NATO, enquanto 71 se opõem e 17 deles estão indecisos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à ‘Sky News’ na passada quinta-feira que se a Finlândia e a Suécia se juntassem à NATO, a Rússia vai procurar “reequilibrar a situação” para “garantir a nossa própria segurança”, garantindo que a NATO é uma “máquina de confronto, não é uma aliança pacífica”.

Velhaca da NATO e da Europa, estão mesmo a provocar os Russos.  :mrgreen: :mrgreen:

« Última modificação: Abril 08, 2022, 05:22:39 pm por asalves »
 
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« Responder #160 em: Abril 09, 2022, 04:03:22 pm »
Apesar das ameaças russas, a Finlândia vai candidatar-se à NATO na primeira semana de maio
https://multinews.sapo.pt/noticias/apesar-das-ameacas-russas-a-finlandia-vai-candidatar-se-a-nato-na-primeira-semana-de-maio/
Citar
Apesar das ameaças da Rússia, a Finlândia planeia candidatar-se à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) na primeira semana de maio, segundo revelou esta sexta-feira a agência de notícias finlandesa ‘Iltalehti’ – Helsínquia vai iniciar os preparativos para ingressar na aliança militar a 14 de abril e o pedido de adesão será apresentado no arranque de maio.

Também o antigo primeiro-ministro do país nórdico, Alexander Stubb, frisou que a Finlândia “será candidata dentro de semanas”, o mais tardar em maio. “No início da guerra disse que a agressão de Putin levaria a Finlândia e a Suécia a candidatarem-se à adesão à NATO. Não disse que era uma questão de dias ou semanas, mas meses. Maio. Suécia a seguir, ou ao mesmo tempo”, revelou num ‘tweet’.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, garantiu que “mantemos a opção da NATO” e, de acordo com diversas sondagens, “a maioria dos cidadãos finlandeses é a favor da parceria com a NATO”, em entrevista à agência ‘Anadolu’

Uma sondagem, realizada a meados de março da emissora pública finlandesa YLE, apontou pela primeira vez que a maioria dos finlandeses quer a adesão à NATO, com 62% – antes da invasão russa à Ucrânia, as sondagens apontavam que a maioria se opunha à aliança atlântica. Outra pesquisa recente da YLE revelou que 112 deputados do Parlamento finlandês apoiam a adesão à NATO, enquanto 71 se opõem e 17 deles estão indecisos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à ‘Sky News’ na passada quinta-feira que se a Finlândia e a Suécia se juntassem à NATO, a Rússia vai procurar “reequilibrar a situação” para “garantir a nossa própria segurança”, garantindo que a NATO é uma “máquina de confronto, não é uma aliança pacífica”.

Velhaca da NATO e da Europa, estão mesmo a provocar os Russos.  :mrgreen: :mrgreen:



Resumindo, o plano russo de invadir a Ucrânia para "travar a expansão da malvada NATO" apenas fez com que acontecesse exactamente o oposto. E esta?  ::)

Podia lá estar o maior democrata plasmado neste planeta que a Rússia iria sempre reagir a uma situação como a da Ucrânia, aliás, como qualquer país, independentemente do governo ou líder que lá esteja. Por isso é que australianos estão a ir ao arames com a situação das Ilhas Salomão ou os ingleses estão a ficar nervosos com uma aproximação da Argentina à Rússia e um possível acordo de fornecimento de equipamentos militares, que podem virar a balança na questão das Malvinas.

Isso é uma tremenda suposição. Ao nível de "os homens são todos iguais". Com uma Rússia muito menos "tóxica" a nível da política externa, os países vizinhos não se quereriam juntar à NATO. Só têm que se culpar a eles próprios pelo sentimento de instabilidade vivido nos países vizinhos. A reacção, foi a típica reacção de quem não teve poder de manipular o governo ucraniano a aceitar as suas condições ilegítimas.

Dizer que qualquer país fazia o mesmo, também é mentira. Que eu saiba, a primeira reacção a determinada acção, não é logo o conflito, existem processos bem antes disso, inclusive o diálogo. Os próprios russos sabem bem que a narrativa da "ameaça da Ucrânia" não tinha ponta por onde pegar, portanto toca a inventar a desnazificação.

Quanto às Ilhas Salomão, convém notar que enquanto a Rússia era uma ameaça real à Ucrânia (como aliás acabou por se revelar), a Austrália não é uma ameaça àquele país. O pretexto chinês para o acordo para defender as Ilhas Salomão, não tem sequer razão de ser. Seja como for, a Austrália não vai invadir as Ilhas, por causa disso, apenas reforça o seu armamento para fazer face à ameaça chinesa.

Quanto às Malvinas, o fornecimento de algum equipamento militar não vai fazer a diferença, apenas servirá de pretexto para os ingleses reforçarem lá a sua presença, e dado ser um território disputado, faz todo o sentido.

E estes casos, nada têm a ver com a situação na Ucrânia.
 

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Re: Guerra Fria II
« Responder #161 em: Abril 10, 2022, 03:30:45 am »
Em 2004 o presidente Clinton concordou com a proposta do Putine para a entrada da Rússia na OTAN, ideia que foi depois rejeitada pelo presidente Bush-pai. A entrada da Rússia na UE também esteve em cima da mesa. Ambas as ideias foram rejeitadas pelos americanos ; a serem aceites, teríamos a tal Europa idealizada por Charles de Gaulle, do Atlântico aos Urais. Esta grande Europa não foi concretizada devido à oposição dos EUA , porquê ?
O que está feito, está feito. Agora temos que lidar e preparar-nos para fazer face ao eixo Rússia-China.

Não é só nas Salomão que a China mete a colher, temos também o Montenegro, a Guiné Equatorial e uma série de países africanos que aceitam a presença (e o diktat) chinês.
Os chineses têm invariavelmente a mesma abordagem nos países africanos ;  o capital : financiam grandes projetos e fazem reféns da dívida os países que os aceitam  e a ideologia : "os europeus são "maus" ...no passado colonizaram-vos e agora são neocolonialistas...corram com eles ! 
Até o Mali, que sempre foi um dos protegidos da França, agora que tem as costas quentes, fez (tentou fazer) um ultimatum à França para que esta retire imediatamente as suas forças.
Em Africa, para além da China, temos a Rússia que através da Wagner que faz oficio de guarda pretoriana nos países onde se implanta e que garante ou tenta garantir a conivência e a estabilidade dos regimes africanos visados.
A coisa está a ficar preta para nós europeus.
« Última modificação: Abril 10, 2022, 03:37:38 am por legionario »
 

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FoxTroop

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Re: Guerra Fria II
« Responder #162 em: Abril 10, 2022, 07:44:07 am »
The Dollar Devours the Euro

By Michael Hudson and posted with the author’s permission

It is now clear that today’s escalation of the New Cold War was planned over a year ago, with serious strategy associated with America’s plan to block Nord Stream 2 as part of its aim of blocking Western Europe (“NATO”) from seeking prosperity by mutual trade and investment with China and Russia.

As President Biden and U.S. national-security reports announced, China was seen as the major enemy. Despite China’s helpful role in enabling corporate America to drive down labor’s wage rates by de-industrializing the U.S. economy in favor of Chinese industrialization, China’s growth was recognized as posing the Ultimate Terror: prosperity through socialism. Socialist industrialization always has been perceived to be the great enemy of the rentier economy that has taken over most nations in the century since World War I ended, and especially since the 1980s. The result today is a clash of economic systems – socialist industrialization vs. neoliberal finance capitalism.

That makes the New Cold War against China an implicit opening act of what threatens to be a long-drawn-out World War III. The U.S. strategy is to pry away China’s most likely economic allies, especially Russia, Central Asia, South Asia and East Asia. The question was, where to start the carve-up and isolation.

Russia was seen as presenting the greatest opportunity to begin isolating, both from China and from the NATO Eurozone. A sequence of increasingly severe – and hopefully fatal – sanctions against Russia was drawn up to block NATO from trading with it. All that was needed to ignite the geopolitical earthquake was a casus belli.

That was arranged easily enough. The escalating New Cold War could have been launched in the Near East – over resistance to America’s grabbing of Iraqi oil fields, or against Iran and countries helping it survive economically, or in East Africa. Plans for coups, color revolutions and regime change have been drawn up for all these areas, and America’s African army has been built up especially fast over the past year or two. But Ukraine has been subjected to a U.S.-backed civil war for eight years, since the 2014 Maidan coup, and offered the chance for the greatest first victory in this confrontation against China, Russia and their allies.

So the Russian-speaking Donetsk and Luhansk regions were shelled with increasing intensity, and when Russia still refrained from responding, plans reportedly were drawn up for a great showdown to commence in late February – beginning with a blitzkrieg Western Ukrainian attack organized by U.S. advisors and armed by NATO.

Russia’s preemptive defense of the two Eastern Ukrainian provinces and its subsequent military destruction of the Ukrainian army, navy and air force over the past two months has been used as the excuse to start imposing the U.S.-designed sanctions program that we are seeing unfolding today. Western Europe has dutifully gone along whole-hog. Instead of buying Russian gas, oil and food grains, it will buy these from the United States, along with sharply increased arms imports.

The prospective fall in the Euro/Dollar exchange rate

It therefore is appropriate to look at how this is likely to affect Western Europe’s balance of payments and hence the euro’s exchange rate against the dollar.

European trade and investment prior to the War to Impose Sanctions had promised a rising mutual prosperity between Germany, France and other NATO countries vis-à-vis Russia and China. Russia was providing abundant energy at a competitive price, and this energy was to make a quantum leap with Nord Stream 2. Europe was to earn the foreign exchange to pay for this rising import trade by a combination of exporting more industrial manufactures to Russia and capital investment in developing the Russian economy, e.g. by German auto companies and financial investment. This bilateral trade and investment is now stopped – and will remain stopped for many, many years, given NATO’s confiscation of Russia’s foreign reserves kept in euros and British sterling, and the European Russophobia being fanned by U.S. propaganda media.

In its place, NATO countries will purchase U.S. LNG – but they will need to spend billions of dollars building sufficient port capacity, which may take until perhaps 2024. (Good luck until then.) The energy shortage will sharply raise the world price of gas and oil. NATO countries also will step up their purchases of arms from the U.S. military-industrial complex. The near-panic buying will also raise the price for arms. And food prices also will rise as a result of the desperate grain shortfalls resulting from a cessation of imports from Russia and Ukraine on the one hand, and the shortage of ammonia fertilizer made from gas.

All three of these trade dynamics will strengthen the dollar vis-à-vis the euro. The question is, how will Europe balance its international payments with the United States? What does it have to export that the U.S. economy will accept as its own protectionist interests gain influence, now that global free trade is dying quickly?

The answer is, not much. So what will Europe do?

I could make a modest proposal. Now that Europe has pretty much ceased to be a politically independent state, it is beginning to look more like Panama and Liberia – “flag of convenience” offshore banking centers that are not real “states” because they don’t issue their own currency, but use the U.S. dollar. Since the eurozone has been created with monetary handcuffs limiting its ability to create money to spend into the economy beyond the limit of 3 percent of GDP, why not simply throw in the financial towel and adopt the U.S. dollar, like Ecuador, Somalia and the Turks and Caicos Islands? That would give foreign investors security against currency depreciation in their rising trade with Europe and its export financing.

For Europe, the alternative is that the dollar-cost of its foreign debt taken on to finance its widening trade deficit with the United States for oil, arms and food will explode. The cost in euros will be even greater as the currency falls against the dollar. Interest rates will rise, slowing investment and making Europe even more dependent on imports. The eurozone will turn into an economic dead zone.

For the United States, this is Dollar Hegemony on steroids – at least vis-à-vis Europe. The continent would become a somewhat larger version of Puerto Rico.

The dollar vis-à-vis Global South currencies

The full-blown version of the New Cold War triggered by the “Ukraine War” risks turning into the opening salvo of World War III, and is likely to last at least a decade, perhaps two, as the U.S. extends the fight between neoliberalism and socialism to encompass a worldwide conflict. Apart from the U.S. economic conquest of Europe, its strategists are seeking to lock in African, South American and Asian countries along similar lines to what has been planned for Europe.

The sharp rise in energy and food prices will hit food-deficit and oil-deficit economies hard – at the same time that their foreign dollar-denominated debts to bondholders and banks are falling due and the dollar’s exchange rate is rising against their own currency. Many African and Latin American countries – especially North Africa – face a choice between going hungry, cutting back their gasoline and electricity use, or borrowing the dollars to cover their dependency on U.S.-shaped trade.

There has been talk of IMF issues of new SDRs to finance the rising trade and payments deficits. But such credit always comes with strings attached. The IMF has its own policy of sanctioning countries that do not obey U.S. policy. The first U.S. demand will be that these countries boycott Russia, China and their emerging trade and currency self-help alliance. “Why should we give you SDRs or extend new dollar loans to you, if you are simply going to spend these in Russia, China and other countries that we have declared to be enemies,” the U.S. officials will ask.

At least, this is the plan. I would not be surprised to see some African country become the “next Ukraine,” with U.S. proxy troops (there are still plenty of Wahabi advocates and mercenaries) fighting against the armies and populations of countries seeking to feed themselves with grain from Russian farms, and power their economies with oil or gas from Russian wells – not to speak of participating in China’s Belt and Road Initiative that was, after all, the trigger to America’s launching of its new war for global neoliberal hegemony.

The world economy is being enflamed, and the United States has prepared for a military response and weaponization of its own oil and agricultural export trade, arms trade and demands for countries to choose which side of the New Iron Curtain they wish to join.

But what is in this for Europe? Greek labor unions already are demonstrating against the sanctions being imposed. And in Hungary, Prime Minister Viktor Orban has just won an election on what is basically an anti-EU and anti-U.S. worldview, starting with paying for Russian gas in roubles. How many other countries will break ranks – and how long will it take?

What is in this for the Global South countries being squeezed – not merely as “collateral damage” to the deep shortages and soaring prices for energy and food, but as the very objective of U.S. strategy as it inaugurates the great splitting of the world economy in two? India has already told U.S. diplomats that its economy is naturally connected with those of Russia and China. Pakistan finds the same calculus at work.

From the U.S. vantage point, all that needs to be answered is, “What’s in it for the local politicians and client oligarchies that we reward for delivering their countries?”

From its planning stages, U.S. diplomatic strategists viewed the looming World War III as a war of economic systems. What side will countries choose: their own economic interest and social cohesion, or submission to local political leaders installed by U.S. meddling like the $5 billion that Assistant Secretary of State Victoria Nuland bragged of having invested in Ukraine’s neo-Nazi parties eight years ago to initiate the fighting that has erupted into today’s war?

In the face of all this political meddling and media propaganda, how long will it take the rest of the world to realize that there’s a global war underway, with World War III on the horizon? The real problem is that by the time the world understands what is going on, the global fracture will already have enabled Russia, China and Eurasia to create a real non-neoliberal New World Order that does not need NATO countries and which has lost trust and hope for mutual economic gains with them. The military battlefield will be littered with economic corpses.
 
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Lightning

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Re: Guerra Fria II
« Responder #163 em: Abril 10, 2022, 01:00:32 pm »
Em 2004 o presidente Clinton concordou com a proposta do Putine para a entrada da Rússia na OTAN, ideia que foi depois rejeitada pelo presidente Bush-pai.

O Bush "pai" foi Presidente antes do Clinton (89 a 93), apanhou a 1a guerra do Golfo, o Clinton foi Presidente depois do Bush, entre 93 a 2001.
« Última modificação: Abril 10, 2022, 01:01:11 pm por Lightning »
 
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legionario

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Re: Guerra Fria II
« Responder #164 em: Abril 10, 2022, 03:20:32 pm »
Em 2004 o presidente Clinton concordou com a proposta do Putine para a entrada da Rússia na OTAN, ideia que foi depois rejeitada pelo presidente Bush-pai.

O Bush "pai" foi Presidente antes do Clinton (89 a 93), apanhou a 1a guerra do Golfo, o Clinton foi Presidente depois do Bush, entre 93 a 2001.

Obrigado pela correção Lightning, fiz confusão com os presidentes, mas houve realmente essa proposta de entrada da Rússia na UE e na OTAN, está bem documentado em várias publicações na WEB que qualquer um pode confirmar.
Ontem estive a ver (distraidamente pois estava a ver duas coisas ao mesmo tempo) o documentário que passou na RTP3  sobre o Putine e penso que isso foi falado.
« Última modificação: Abril 10, 2022, 03:30:55 pm por legionario »