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Conflitos => Conflitos do Presente => Tópico iniciado por: ricardonunes em Maio 26, 2007, 03:26:28 am

Título: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: ricardonunes em Maio 26, 2007, 03:26:28 am
Kosovo - À Procura do Beijo Impossível (http://http)

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Oito anos depois da última guerra na Europa, o Kosovo vive entre a memória e o futuro. Esta província do sul da Sérvia é administrada pelas Nações Unidas desde 1999, com a segurança fornecida por exércitos da Nato, incluindo perto de 300 militares portugueses.

Há vários meses que se desenrolam negociações para definir o futuro estatuto desta região, com a Rússia a insistir na necessidade de articular as vontades de Belgrado e Pristina. No Kosovo vivem cerca de dois milhões de pessoas, na maioria albaneses mas também grupos de sérvios, bósnios e turcos. Entre civis e militares, a TSF foi escutar como bate um dos corações dos Balcãs.

Kosovo - À Procura do Beijo Impossível é uma grande reportagem de André Cunha com montagem e sonorização de João Félix Pereira.

Reportagem TSF
Sextas-feiras, 19h10m.
Repete à 01h00m e aos domingos, depois das 10h
Título:
Enviado por: comanche em Maio 29, 2007, 07:59:37 pm
Não vejo com bons olhos a indepedência de uma provincia que é berço da nação servia, e que cairá nas mão dos muçulmanos de origem albanesa.
Título:
Enviado por: comanche em Junho 01, 2007, 06:25:01 pm
Rússia rejeita novo projeto resolução sobre Estatuto Kosovo


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O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE)russo rejeitou hoje o novo projecto de resolução de apoio ao plano de independência do Kosovo distribuído na ONU pelos Estados Unidos e pelos países europeus, e exigiu continuar com as negociações.
«A nova variante do projecto de resolução sobre o Kosovo ainda não satisfaz a Rússia. Esperamos que o trabalho continue», disse à agência Interfax o porta-voz do MNE russo, Mikhail Kaminin.

O porta-voz reafirmou que a Rússia quer «continuar as conversas para encontrar uma solução que satisfaça ambas as partes», os sérvios e os albano-kosovares.

O novo projecto distribuído quinta-feira na ONU apresenta pequenas mudanças em relação ao anterior, mas tenta abordar as reservas da Rússia, que ameaça com o veto.

Moscovo afirma que as negociações entre Belgrado e Pristina devem prosseguir até se chegar a um acordo.

«A versão actualizada não mudou em nada as nossas objecções. Devemos prosseguir os esforços para encontrar uma solução mutuamente aceitável para o futuro do Kosovo», disse quinta-feira o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin.

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, recusou-se na quinta-feira a ceder às pressões dos seus homólogos do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia), que pretendiam adoptar uma resolução sobre o Kosovo no Conselho de Segurança da ONU.

«O Kosovo pode ser o último problema dos Balcãs e também o primeiro de uma série de outros problemas. A Rússia não assumirá essa responsabilidade», disse Lavrov, acrescentando que espera não ter de recorrer ao seu direito de veto no Conselho de Segurança.

A Rússia defende que o Kosovo, onde 90% da população é de origem albanesa, não pode ter o seu futuro decidido contra a vontade da Sérvia, que rejeitou o plano elaborado pelo mediador Martti Ahtisaari, prevendo uma independência sob controlo internacional.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 06, 2007, 11:41:13 pm
Rússia mantém «firme solidariedade» com Sérvia sobre Kosovo


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A Rússia afirmou hoje que mantém uma «firme solidariedade» com a Sérvia em relação ao Kosovo, dando sinais de que o governo russo não mudará de opinião sobre o futuro da Província balcânica durante a cimeira do G8 (Grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia).
«Reafirmamos a nossa firme solidariedade convosco sobre a questão do Kosovo», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, num encontro com o seu homólogo sérvio, Vuk Jeremic.

«O governo sérvio propôs dar prosseguimento às negociações e nós somos favoráveis a isso. Não vamos aceitar qualquer imposição unilateral de uma decisão sobre o governo sérvio», disse Lavrov na residência oficial de Gorky 8, a oeste de Moscovo.

A maioria étnica do Kosovo, de origem albanesa, aguarda ansiosamente pela independência e conta com o apoio dos EUA e da União Europeia (UE).

A Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, deu sinais de que pode vetar uma resolução que abra as portas à independência do Kosovo.

Enquanto diplomatas estão a pocurar um acordo no âmbito da ONU, o futuro da província deve ser um dos destaques da agenda informal dos líderes do G8, reunidos a partir de hoje no balneário alemão de Heiligendamm.

Os albaneses do Kosovo exigem independência total. A Sérvia, que considera a província sua pátria espiritual, afirma que uma larga autonomia é o máximo que pode oferecer
Título:
Enviado por: comanche em Julho 13, 2007, 05:54:25 pm
NATO pede flexibilidade a Sérvia e Rússia no dossier Kosovo

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A NATO pediu flexibilidade à Sérvia e à Rússia e advertiu que o mais recente projecto de resolução sobre o Kosovo, prevendo intensas negociações entre as partes, é provavelmente a última hipótese para uma solução política controlada.
 


Em declarações à imprensa em Belgrado, onde hoje se reuniu com o governo sérvio, o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, apelou a todas as partes para que dêem mostras de "flexibilidade e contenção" para que a situação "não passe de controlada para descontrolada".

Scheffer acrescentou que a nova redacção do projecto de resolução, apoiada pelos países ocidentais membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, França e Reino Unido), "é provavelmente a última hipótese" de uma solução política controlada para o Kosovo.

Na tentativa de ultrapassar a ameaça de veto pela Rússia, os países ocidentais alteraram o texto da resolução para proporem quatro meses de intensas negociações entre os responsáveis albaneses do Kosovo e os sérvios, sem qualquer compromisso de que a independência seja declarada em caso de um fracasso dessas negociações.

A Sérvia rejeitou esta redacção e a Rússia disse que precisa de avaliar o novo texto, embora o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, tenha dito que lhe parece uma versão revista do plano apresentado em Abril pelo enviado especial da ONU para o Kosovo, o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, que continua a incluir "uma predeterminação da independência do Kosovo".

Lavrov voltou entretanto hoje a criticar duramente o enviado especial da ONU, depois de Ahtisaari ter dito numa entrevista que a Rússia perderia o seu estatuto no mundo se persistir em bloquear uma solução para o Kosovo.

"Se isso diminui o estatuto político de alguém, não é o da Rússia", disse Lavrov à imprensa.

A função de Ahtisaari era apresentar propostas para resolver a questão, prosseguiu Lavrov. "Se uma das partes não aceita essas propostas, é necessário continuar as negociações e é provavelmente necessário ter um mediador imparcial para isso", disse.

Os dirigentes kosovares têm advertido que um adiamento indefinido da desejada independência terá como consequência a separação unilateral do Kosovo da Sérvia - acção que pode desencadear violências entre as comunidades sérvia e albano-kosovar numa região onde os anos 1990 ficaram marcados por três guerras e milhares de mortos.

"O actual `satus quo` (do Kosovo) é insustentável. Devemos evitar adiamentos desnecessários de uma solução sobre o estatuto do Kosovo. A proposta de Ahtisaari é uma base bastante boa", disse hoje Jaap de Hoop Scheffer.

O Kosovo, uma província de dois milhões de habitantes, é formalmente parte da Sérvia mas é administrado desde 1999 pela ONU e pela NATO, que mantém estacionados na província cerca de 16.000 militares.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 04, 2007, 12:08:52 pm
Independência de Kosovo é ameaça à paz na Europa, diz Putin

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MOSCOU (Reuters) - A paz na Europa só poderá ser construída com respeito à integridade territorial da Sérvia, afirmou na sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, respondendo à possibilidade de se dar independência a Kosovo.

"Hoje a população da Sérvia defende sua soberania e integridade territorial", disse Putin durante uma cerimônia no Kremlin. "A paz não poderá ser construída na Europa sem se levar em consideração os princípios fundamentais do direito internacional."

A Rússia apóia a oposição sérvia à pressão de potências do Ocidente para dar independência à Província de Kosovo. Segundo Moscou, tal precedente poderia provocar novos conflitos na região.

A Rússia tem partes de seu próprio território com forte sentimento separatista.

Na semana passada, uma ameaça de veto russo forçou os Estados Unidos e a União Européia (UE) a arquivar uma proposta de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Kosovo. Moscou afirmou que a proposta previa nas entrelinhas, sem se referir diretamente, a independência de Kosovo.

Uma força liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) conta com 16 mil integrantes para manter a paz em Kosovo, onde 100 mil sérvios são minoria ante os albaneses locais.

A Província é administrada pela ONU desde 1999, quando bombardeios da Otan levaram à retirada de tropas sérvias, que mataram e expulsaram milhares de albanesas da área.

A maioria albanesa diz que não aceitará outra proposta a não ser a de independência, mas a Sérvia rejeita qualquer secessão.

Título:
Enviado por: comanche em Agosto 12, 2007, 04:41:21 pm
Trio diplomático admite divisão territorial para Kosovo

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PRISTINA, Sérvia (Reuters) - O trio diplomático que lidera a nova rodada de diálogo em Kosovo disse neste domingo que a divisão do território, que já foi um tabu, pode ser uma opção se os sérvios e os albaneses estiverem de acordo.

A política ocidental para Kosovo inicialmente descartava a divisão por considerá-la uma faísca para o conflito regional. Qualquer divisão poderia colocar o norte do território, onde vive metade dos 100 mil sérvios de Kosovo, como parte da Sérvia.

"É o princípio deste trio estar preparado para endossar qualquer acordo que os dois lados possam conseguir. Isso inclui todas as opções", disse o enviado europeu para o grupo, Wolfgang Ischinger, em uma entrevista coletiva.

Perguntado se isso inclui a divisão territorial, ele respondeu "se assim eles quiserem".

Os albaneses, tanto de Kosovo quanto da Sérvia, já disseram que não querem a divisão, mas deram sinais de que não cederão na questão principal --a independência de Kosovo.

"Estamos pedindo aos dois lados para pensar de forma mais aberta", disse Ischinger. "Se os dois lados repetirem suas posições clássicas, há pouca esperança para um compromisso ou para a construção de uma ponte."

Ele disse que uma solução amigável apresentada ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) seria o melhor para todos os envolvidos.

O trio diplomático é composto por Estados Unidos, União Européia e Rússia, e é tido pelo Ocidente como o último momento de interferência no destino da província sérvia de maioria albanesa. Os diplomatas dizem que o trio pode apenas estar ganhando tempo antes que Kosovo declare independência unilateralmente após oito anos de governo da ONU.

Os diplomatas ocidentais argumentavam que a divisão de Kosovo em dois poderia reacender as disputas étnicas entre albaneses no vale de Presevo, sul da Sérvia, e na vizinha Macedônia, que haviam sido contidas em 2001 pela diplomacia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Européia.

Enviados do trio fazem sua primeira visita a Kosovo desde que Moscou bloqueou um plano no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para dar a independência ao território. O Ocidente relutantemente aceitou mais quatro meses de negociações após mais de um ano de diálogo infrutífero entre os sérvios e albaneses.
Kosovo tem sido administrado pelas Nações Unidas desde 1999, quando a Otan bombardeou o território por 78 dias para expulsar as forças sérvias e interromper o assassinato e a expulsão dos albaneses em uma guerra separatista de dois anos.
Líderes albaneses de Kosovo disseram no sábado ao trio que esperam a independência até o final deste ano. Eles ameaçaram declarar independência unilateralmente e buscar reconhecimento das potências ocidentais, algo que poderia dividir os 27 membros do bloco europeu.

Título:
Enviado por: comanche em Agosto 27, 2007, 07:59:33 pm
Kosovo quer independência logo depois do fim de negociações

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PRISTINA, Sérvia (Reuters) - Kosovo pretende declarar sua independência e obter o reconhecimento de seus parceiros ocidentais logo depois do encerramento das negociações com a Sérvia, no dia 10 de dezembro, disse na segunda-feira o primeiro-ministro Agim Ceku.

De acordo com Ceku, o território, de maioria de albaneses étnicos, permanecerá estável, desde que o Ocidente o reconheça logo como o mais novo Estado europeu, mais um formado a partir do desmembramento da Iugoslávia.

"Kosovo ficará estável e pacífico se todos nós nos dedicarmos, se formos cuidadosos e fizermos nosso trabalho", disse ele numa entrevista coletiva antes de mais uma rodada de negociações em Viena.

Questionado sobre o que aconteceria depois de 10 de dezembro, Ceku disse: "Minha única expectativa é a declaração e o reconhecimento da independência de Kosovo. Isso tem de acontecer imediatamente depois de 10 de dezembro."

Líderes da Sérvia e de Kosovo vão se reunir em Viena na quinta-feira com delegados dos Estados Unidos, da União Européia e da Rússia.

Título:
Enviado por: comanche em Agosto 30, 2007, 07:19:39 pm
Kosovo pede à Sérvia que aceite futuro separado e cordial

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VIENA (Reuters) - Os líderes da maioria albanesa de Kosovo pediram na quinta-feira à Sérvia que pare de dificultar a independência dessa província e em vez disso olhe para um futuro de relações amistosas entre dois Estados soberanos.

Os albaneses de Kosovo foram os primeiros a se reunir com mediadores internacionais em Viena para negociações sobre o futuro da região. A delegação sérvia encontra os representantes de Rússia, Estados Unidos e União Européia ainda na quinta-feira.

Não há perspectiva de acordo. Os albaneses de Kosovo, há oito anos sob administração direta da ONU, exigem a independência, o que os sérvios rejeitam terminantemente.

"Temos a oportunidade de dar uma real clareza à independência de Kosovo", disse o primeiro-ministro da província, Agim Ceku, à "troika" diplomática, segundo uma nota.

"O núcleo disto é a nossa relação com a Sérvia. Temos a oportunidade de estabelecer os fundamentos de uma relação madura, estável e funcional entre vizinhos independentes."

Sérvios e albaneses passaram 13 meses tentando se entender, até março, quando o mediador da ONU, Martti Ahtisaari, paralisou o processo, declarando que um acordo seria impossível e que o correto seria declarar a independência de Kosovo sob supervisão da União Européia.

Mas a Rússia, aliada da Sérvia, bloqueou o plano no Conselho de Segurança da ONU. Com relutância, o Ocidente aceitou novas negociações, que espera concluir até 10 de dezembro, quando os diplomatas apresentam um relatório à ONU. A Rússia rejeita esse prazo.

Em uma nota conciliadora lida a jornalistas após a reunião, a delegação kosovar disse ter insistido que o pacote de Ahtisaari "não pode ser renegociado" e que nos encontros deve haver garantias de que "o oeste dos Bálcãs finalmente entrará numa era de existência pacífica."

Os albaneses de Kosovo se sentiam discriminados na década de 1990, sob o regime do falecido líder sérvio Sloboand Milosevic. Quando pegaram em armas, atraíram uma brutal reação sérvia, contida por bombardeios da Otan em 1999.

Desde então, Kosovo está sob ocupação das forças da Otan (atualmente, 16 mil soldados de 35 países). A população de etnia albanesa promete nunca mais fazer parte do país que tentou eliminá-la.

Belgrado, por sua vez, diz que a independência de Kosovo violaria o direito internacional. Diplomatas estrangeiros temem que, diante do inevitável, Belgrado jogue duro para sufocar economicamente o novo país, interrompendo acessos rodoviários, por exemplo.

Os dois lados se reúnem separadamente com a "troika" na quinta-feira e devem conversar diretamente em outubro ou novembro.

Diplomatas e alguns políticos kosovares prevêem tensão caso o impasse persista. Kosovo diz que vai declarar independência de forma unilateral após 10 de dezembro.

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Enviado por: comanche em Setembro 12, 2007, 02:19:25 pm
Europeus devem advertir Kosovares contra uma declaração de independência

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O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, apelou hoje aos europeus para "advertirem claramente" os independentistas kosovares que uma proclamação unilateral de independência seria "uma ameaça à paz e à estabilidade" nos Balcãs.
 


"A comunidade internacional e a União europeia devem advertir claramente que uma declaração unilateral de independência não apenas violaria a Carta das Nações Unidas mas seria também uma ameaça para a paz e estabilidade na região", declarou. Kostunica em Bruxelas, após um encontro com o presidente do Parlamento europeu, Hans-Gert Pöttering, e seguidamente com o chefe da diplomacia da UE, Javier Solana.

Os 27 ainda não disseram até agora o que fariam se ocorresse uma tal proclamação pelos independentistas kosovares e continuam divididos sobre este ponto, apesar de terem prometido no fim de semana, em Viana do Castelo, que iriam tentar encontrar uma posição comum até 10 de Dezembro, data em que expira a última ronda de conversações, para se alcançar um acordo entre sérvios e kosovares sobre o estatuto da província sérvia.

Um responsável norte-americano declarou sexta-feira que Washington está pronto a reconhecer o Kosovo se os Kosovars declararem unilateralmente a independência em caso de fracasso desta última ronda negocial.

Kostunica assegurou que a Sérvia não constituía "uma ameaça para ninguém", sublinhando que as declarações ameaçadoras lançadas a semana passada por um ministro sérvio tinham sido "mal interpretadas".

"A Sérvia não é uma ameaça para ninguém", ao contrário, "ela é que é ameaçada", declarou Kostunica.

O secretário de estado sérvio encarregado do Kosovo, Dusan Prorokovic, tinha advertido que uma proclamação unilateral de independência pelos albaneses do Kosovo justificaria a deslocação de forças sérvias para a província.

 
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Enviado por: comanche em Setembro 28, 2007, 01:04:35 am
Kosovo: Grandes potências tentam na ONU ultrapassar as suas divisões

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Nações Unidas, Nova Iorque, 28 Set (Lusa) - O Grupo de Contacto sobre o Kosovo tentava quinta-feira ultrapassar as suas profundas divisões sobre o futuro estatuto daquela província sérvia, antes de sérvios e responsáveis kosovares se encontrarem hoje para um primeiro frente-a-frente crucial.

Os sérvios e os kosovares devem conduzir as suas negociações sobre o estatuto da província "de forma construtiva", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico em nome das seis grandes potências no final de uma reunião do Grupo de Contacto sobre o Kosovo (França, Reino Unido, Alemanha, Rússia, Itália, Estados Unidos) na sede da ONU quinta-feira ao fim da tarde.

Hoje, sérvios e kosovares estarão na delegação da União Europeia em Nova Iorque para a sua primeira reunião directa sobre o futuro estatuto do Kosovo.

Os europeus, que poderiam ter um papel de árbitro estão divididos: a França, a Grã-Bretanha, e a Alemanha são favoráveis a um reconhecimento fora da ONU mas concertado com os Estados Unidos e os principais países europeus.

Países como a Espanha, a Grécia ou o Chipre, confrontados com reivindicações independentistas, estão reticentes e insistem que o estatuto do Kosovo deve ser solucionado com uma resolução das Nações Unidas.

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2007, 02:11:05 pm
Belgrado prepara proposta para Kosovo baseada no modelo de Hong Kong


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O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, declarou hoje que a Sérvia apresentará na próxima ronda negocial sobre o estatuto do Kosovo uma nova proposta de ampla autonomia para a província separatista baseada no modelo de Hong Kong.
 


A proposta já foi rejeitada liminarmente por Hashim Thaçi, representante kosovar nas negociações sobre o futuro do território, que reiterou a intenção do Kosovo proclamar a independência após 10 de Dezembro.

Hoje mesmo, uma delegação ministerial kosovar que integra o Presidente Fatmir Sejdiu e o primeiro-ministro Agim Çeku reúne-se, em Lisboa, com o ministro dos Negócios Estrangeiros português e presidente em exercício do conselho europeu, Luís Amado, para reiterar a sua posição a favor da independência da província sérvia, disse à Lusa fonte diplomática.

Kostunica declarou à agência de notícias sérvia Tanjug que Belgrado mostrará, no próximo dia 20, em Bruxelas, numa nova reunião directa com os albano-kosovares com mediação da "troika" internacional, que "o máximo grau de autonomia para o Kosovo é uma solução real e a melhor" para resolver o conflito.

O primeiro-ministro sérvio mostrou-se convencido de que "essa é a via que leva a um acordo, e, ainda mais importante, tal acordo estaria em conformidade com a Carta da ONU e a Constituição sérvia".

Belgrado propôs segunda-feira, em Viena, na quarta reunião "cara a cara" com os albaneses sobre o futuro estatuto do Kosovo, o modelo de Hong Kong de autonomia administrativa especial dentro da China como uma base para uma solução "estável, sustentável, funcional e de prosperidade" para a província sérvia.

A delegação albano-kosovar rejeitou de imediato a proposta considerando-a "inapropriada", devido às diferenças históricas entre o Kosovo e Hong Kong.

Belgrado opõe-se a uma mudança das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas considerando-a como uma violação do direito internacional e da Carta da ONU, e como uma "política de força" que "não poderia ficar sem consequências".

Os albaneses, que representam 90 por cento dos dois milhões de habitantes do Kosovo, reclamam a independência como a única solução, e os seus líderes advertiram que a proclamarão unilateralmente após 10 de Dezembro, seja qual for o resultado do processo negociador.

Os líderes albaneses consideram que essa soberania obteria o apoio dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais.

A 10 de Dezembro termina o novo ciclo de negociações do estatuto do Kosovo iniciado em Agosto passado sob mediação da "troika", formada pela União Europeia (UE), Estados Unidos e Rússia.

A "troika" admite que são escassas as possibilidades de um compromisso entre ambas as partes, mas insiste que procurará encontrar um acordo.

O Kosovo encontra-se sob protectorado provisório internacional desde que acabou a guerra, em 1999, aguardando uma decisão sobre o seu estatuto político definitivo.

 
Título:
Enviado por: Lancero em Novembro 14, 2007, 03:41:46 pm
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Kosovo: Tropas portuguesas "de prevenção" no aquartelamento de Pristina - EMGFA

Lisboa, 14 Nov (Lusa) - Os militares portugueses no Kosovo "estão de  prevenção" no aquartelamento de Pristina e o Estado-Maior-General das Forças  Armadas (EMGFA) está a fazer "em permanência" uma avaliação da situação  no território em vésperas das legislativas de domingo.  

     

   Um porta-voz do EMGFA afirmou à Agência Lusa que, com o aproximar das  eleições, "não houve necessidade de tomar medidas excepcionais de segurança",  mantendo-se os militares portugueses "de prevenção" em Slim Lines, nos arredores  de Pristina.  

     

   Portugal tem 297 militares em Pristina, o contingente mais numeroso  de todas as forças nacionais destacadas, composto por um batalhão do regimento  de Infantaria 14, de Viseu, integrados na força multinacional destacada  no Kosovo (KFOR).  

     

   O contingente português é a "reserva táctica" da KFOR, podendo a ser  chamada a intervir, por decisão do comando da força, em qualquer ponto do  território.  

     

   ~De todas as missões do Exército no Kosovo, esta é a mais delicada,  dado que coincide com a fase crítica da definição do estatuto final do território.  

     

   Para domingo estão previstas eleições legislativas, aproximando-se também  a data de entrega, a 10 de Dezembro, pela "troika" - União Europeia (UE),  Estados Unidos e Rússia - do relatório ao secretário-geral das Nações Unidas  (ONU), Ban Ki-moon, sobre o futuro estatuto do território.  

     

   A maioria albano-kosovar - 90 por cento dos cerca de dois milhões de  habitantes do território - não abre mão da independência, enquanto as autoridades  sérvias não estão dispostas a ir além da concessão de uma ampla autonomia.  

     

   O Kosovo está sob administração da ONU (UNMIK) desde meados de 1999,  data do fim dos bombardeamentos da NATO que provocaram o êxodo de mais de  200.000 servo-kosovares.  

     

   O Exército português iniciou a sua participação em missões da NATO no  Kosovo, de 1999 a 2001, e retomada em 2005.  

     

     
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 20, 2007, 01:05:13 am
Líder do Kosovo só aceita independência

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Hashim Thaci, dirigente do Partido Democrático do Kosovo (PDK), vencedor, por maioria relativa nas legislativas de sábado, rejeitou em entrevista hoje publicada qualquer noção de federação ou confederação com a Sérvia, considerando apenas possível a via da independência.

"Cabe (ao Kosovo) decidir da sua independência, e desejo para tal o apoio internacional", disse Thaci, ex-líder da guerrilha separatista albanesa, em entrevista ao "Frankfurter Allgemeine Zeitung".

"Não podemos esperar que todos os Estados estejam dispostos a reconhecer" a independência do Kosovo, afirmou Thaci, considerando que, apesar das suas reticências, é do interesse da Grécia e do Chipre reconhecer a actual província da Sérvia.

"A ideia avançada pela Sérvia de uma solução do tipo Hong Kong não é viável. O modelo cipriota também não pode ser adaptado ao Kosovo, nem tão pouco as propostas de federação ou de confederação com a Sérvia. Nenhuma dessas ideias se tem de pé", disse Thaci.

O líder do PDK, principal partido vencedor das eleições de sábado, afirmou ainda que os representantes do Kosovo vão continuar a negociar com a Sérvia, no quadro dos esforços da Troika (Rússia, Estados Unidos, União Europeia) até à data prevista, 10 de Dezembro, mas salienta não esperar chegar a um acordo.

"Depois de 10 de Dezembro, o Kosovo tomará a sua decisão (sobre a independência) depois de consultas com Washington e Bruxelas", disse.

UE deve esperar pelo fim das negociações

Hoje, à entrada para uma reunião dos MNE's dos 27, em Bruxelas, o presidente em exercício do Conselho de ministros da UE, Luís Amado, disse que a União Europeia esperará até "ao último minuto" das negociações para tomar uma "posição clara" sobre o futuro estatuto do Kosovo.

O chefe da diplomacia portuguesa preside hoje e terça-feira a uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, durante a qual o representante europeu da "troika" (UE, Estados Unidos e Rússia) para a região, Wolfgang Ischinger, vai fazer um ponto da situação sobre as negociações em curso, a menos de um mês do seu epílogo.

"Hoje não haverá conclusões, mas sim um debate. O embaixador Ischinger estará connosco, dar-nos-á conta da forma como têm decorrido as negociações, e vamos reflectir em conjunto sobre os próximos passos a dar", indicou Amado à entrada para o Conselho.

Lembrando que esta semana haverá uma nova ronda de negociações e no início de Dezembro outra, Luís Amado defendeu que a União Europeia deve esperar "até ao último minuto das negociações" para se pronunciar, o que deverá acontecer na próxima reunião de chefes de diplomacia dos 27, a 10 de Dezembro, precisamente a data em que a "troika" para o Kosovo apresentará um relatório às Nações Unidas sobre o resultado da sua mediação.

Questionado sobre se encara com receio a data de 10 de Dezembro - face à ameaça de os kosovares auto-proclamarem a sua independência relativamente à Sérvia - Amado respondeu que "não", admitindo ainda assim alguma "apreensão", mas disse acreditar que o bom-senso prevalecerá.

"Acreditamos que há bom-senso em todas as partes, temos estado em conversações com todas as partes envolvidas neste processo, e dia 10 é apenas um dia de reportar ao secretário-geral das Nações Unidas por parte da troika do grupo de contacto. Nesse mesmo dia teremos um Conselho, veremos depois quais os passos que a UE vai dar", indicou.

Situação no Kosovo mantém-se num impasse

A situação no Kosovo mantém-se num impasse, com a "troika" a estudar novas propostas para apresentar, tanto à Sérvia, como aos kosovares albaneses, acerca da definição de um futuro estatuto para a ainda província Sérvia.

A Sérvia, com o apoio da Rússia, declara-se disposta a conceder um estatuto de autonomia alargada - ao estilo de Hong Kong - à sua província de maioria albanesa, mas os kosovares exigem a independência, que se dizem dispostos a reclamar após a data limite para as conversações, em 10 de Dezembro.

UE apoia decisão da troika

Segundo fonte da presidência, a UE irá reiterar nesta reunião em Bruxelas o "apoio total" à "troika" e ao embaixador Ischinger, assim como confirmar que está pronta a "ter um papel relevante" no futuro do Kosovo.

A situação do Kosovo é um dos muitos pontos em agenda da reunião de Bruxelas, que entre hoje e terça-feira junta perto de 90 ministros europeus, com as pastas dos Negócios Estrangeiros, da Defesa e da Cooperação.

Outros pontos da agenda

Nesta reunião os 27 vão preparar a recta final da presidência portuguesa da União Europeia, e designadamente discutir as próximas cimeiras entre a UE e a China (28 de Novembro), Índia (30), África (08 e 09 de Dezembro) e o Conselho Europeu (14), para só citar alguns eventos.

O Conselho de Ministros também irá debater a política Europeia de Segurança e Defesa, o relacionamento com a NATO, a situação no Médio Oriente, Irão e Iraque entre outros temas.

Lusa

Kosovo: Vitória para ex-líder separatista albanês

O ex-líder da guerrilha separatista albanesa (o Exército de Libertação do Kosovo – UÇK), Hashim Thaci, festejou a vitória nas eleições legislativas, realizadas ontem, apesar de os resultados oficiais ainda não terem sido confirmados.

Thaci afirmou que o Kosovo vivia “um dia histórico” e prometeu alcançar a independência da província dentro de semanas. “O país está prestes a juntar-se à família europeia”, afirmou ainda.

O Partido Democrático do Kosovo (PDK), criado por antigos guerrilheiros, terá obtido 35% dos votos. Os números foram avançados pela coligação de ONGs locais Democracia em Acção.

"Estamos prontos a levar o nosso país para a União Europeia”

“Hoje os cidadãos kosovares enviaram uma mensagem ao mundo: que somos uma sociedade democrática e que estamos prontos a levar o nosso país para a União Europeia”, disse Thaci aos seus apoiantes no sábado à noite.

O vencedor das legislativas prometeu declarar a independência do Kosovo imediatamente depois de 10 de Dezembro, prazo estabelecido pels Nações Unidas para a conclusão das conversações sobre o estatuto futuro da província sérvia.

De acordo com estatísticas oficiais, a abstenção foi muito expressiva: 55% dos cidadãos optaram por não votar. Este é o nível de participações eleitoral mais baixo no país, desde a intervenção da NATO, em 1999.

Boicote sérvio

A fraca participação nestas eleições esteve relacionada com o apelo de Belgrado para que a minoria sérvia no Kosovo se abstivesse. O Governo sérvio apelou aos seus cidadãos para que não atribuíssem legitimidade a Pristina para decidir o futuro do Kosovo.

Governo de coligação

O resultado alcançado por Hashim Thaci não lhe permite governar sozinho. Em segundo lugar, com 22% dos votos, ficou a Liga Democrática do Kosovo (LDK), criada pelo falecido Ibrahim Rugova, que durante décadas lutou pela independência de Pristina.

A coligação entre estes dois partidos vai ao encontro do que a União Europeia e os Estados Unidos pretendem: um governo forte, amplo e representativo, para conduzir os primeiros meses de uma independência que se prevê complexa, pela oposição sérvia, que é apoiada pela Rússia.
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 21, 2007, 02:46:29 pm
Kosovo: A Serbian Question
 
27.01.2007 Source:  URL: http://english.pravda.ru/opinion/column ... voserbia-0 (http://english.pravda.ru/opinion/columnists/86833-kosovoserbia-0)

Facts: Kosovo is Serbian. The Serbian nation has always included Kosovo. Kosovo is the heart that beats at the centre of the Serb psyche. The recent meddling by Martti Ahtissaari with his absurd plan for independence not only defies logic, its acceptance by five of the six members of the Group of Contact (also G8 members) must have Mussolini and Hitler laughing in their graves, for this was their plan for a Greater Albania. History yet again proves Albania wrong and Serbia right.

The United States of America, the United Kingdom, France, Germany, Italy...five nations whose colonialist history and practices of slavery speak for themselves, think it is a good idea to contravene what history has been trying to prevent in the Balkans for centuries, namely the creation of a Greater Albania, by giving the nod to the Finnish UN special envoy to the Balkans, Martti Ahtissaari and his plan to gradually create an independent Kosovo.

“Gradual and unconditional” independence for Kosovo, ripping the heart out of Serbia, a meddlesome and intrusive, unwelcome and unasked-for act of blatant arrogance from non-Balkan peoples. What business is it of theirs? What business is it of Finland, England, America, Germany, France or Italy to deliberate what is or is not Serbian territory, to carve off the historic berth, the birthplace of Serbia, and grant it independence just because 90 per cent of its inhabitants are Kosovar Albanians?

Ninety per cent, why? Because over decades, Albanian women walked from their backward, underdeveloped eclave in Shqiperije (Eagle-land, i.e. Albania) to give birth in Kosovo, part of Serbia (and Yugoslavia), where living conditions and the people were civilised. Born the baby, then brothers, husbands, uncles, aunts, grannies and a whole host of weird and wonderful beings poured across the frontier and inflicted themselves on the ethnic Serbs.

It is like Marseilles being occupied by North Africans, who push out the French and declare it as an Algerian enclave. It is like Leicester in England having a population of 90% ethnic Bengalis, who install a Koranic state and impose sharia law on Mrs. Bridges, Mr. Smith and the spinster, Miss Jones, the only three English people left. It is like a German city with a 90 per cent ethnic Turkish population seceeding from the Bundesrepublik and forming a separate Free Turkish State. Then the UNO backs them up, draws lines on maps and declares “This territory is not yours, it is theirs”, rather like historically the same nations carved up huge swathes of territory overseas and said “This is ours, and that is yours”.

Mussolini and Hitler must be laughing in their graves

The only country standing up for the rule of law, right and reason, as usual, is the Russian Federation, which refuses to allow any settlement which would be humiliating for Serbia and wishes to postpone any UN decision until a Serbian government can be formed (after elections) to deliberate on the issue. After all, it is the soul of their nation that Ahtissaari wants to rip out. Mussolini and Hitler must be laughing in their graves, for it was they who in 1941 integrated Kosovo into Greater Albania as tens of thousands of Serbs were forced out of their homes.

History proves Albania wrong and Serbia right

The Albanian government has claimed at various times that the Albanians are the descendants of the Illyrians, the original inhabitants of this region, and that therefore they have a right to this Province of Serbia.

However, for anyone who bothers to do any research, it would appear evident that the Albanians have got their history in a twist. However much one adulterates the word “Illyria”, one does not get anywhere as near to “Albania” as the “Albani”, a tribe which had lived on the Caspian Sea and which many centuries after the Illyrians had been conquered by the Romans, moved westwards into their mountainous refuge, where these tribes remained as the “Shqiperi” or “eagle people”. Polybius (200 – 118 BC) writes that the Albani and Illyrians spoke two distinct languages and needed interpreters to understand each other. Indeed, it was under the Ottoman domination of the Balkans that the Albanians settled definitively in the area which is Albania today.

It was the Serbian army, led by prince Lazar, aided to some extent by Bosnians and Albanians, which fought the heroic battle of Kosovo Polje (Blackbird Field) on 28th June 1389, gaining an honourable draw against the might of the Ottoman Turks, but being so weakened that by 1459, all of Serbia had been occupied. However, Kosovo Polye stood firm in the hearts and minds of generations of Serbs for hundreds of years as their rallying cry.

If these imperialist nations which want to give Kosovo to those who invaded it over centuries thought of a battle which rallied the national spirit, for Serbia this would be Kosovo Polye, near Pristina.

Giving Kosovo to the Albanians by making it an independent state is paramount to giving the thumbs-up to the Fascist practices of the Albanians during the Second World War, when they sided with Hitler. It is to condone acts of terrorism perpetrated by the Ushtria Clirimtare e Kosoves, the KLA, against fellow Albanians and Serbs alike. It is to create an Albanian question in the Balkans, because after Kosovo will come Greece, Macedonia, Serbia and Montenegro. Perhaps these nations should decide what happens on their frontiers and not Washington, London, Paris, Berlin, Rome and Helsinki and perhaps these countries should, for once, get off their high horse of arrogance and listen to Vladimir Putin.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

PRAVDA.Ru
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 04, 2007, 11:49:36 am
Albaneses e sérvios do Kosovo com vidas paralelas em Mitrovica


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A norte do rio Ibar Zorica Kragovic vende roupa para criança em dinares sérvios. A sul Burim Sezimi e a mulher, Tahire, negoceiam vestidos de noiva em euros. Num e noutro lado do rio, atravessado pela ponte de Austerlitz, sérvios e albaneses têm vidas paralelas dentro da mesma cidade, Mitrovica, o símbolo máximo da divisão étnica no Kosovo. A tensão é contida, o alarmismo varia, mas a situação pode explodir a qualquer momento: os sérvios recusam-se a aceitar a independência do Kosovo e os albaneses dizem não haver outra solução para o estatuto final da província que, desde 1999, é administrada pelas Nações Unidas e vigiada por 16 mil militares da NATO.

"Não vou ao outro lado [da ponte] nem a Pristina [capital kosovar] porque tenho medo. Na zona onde vivo há albaneses que apedrejam os nossos carros quando passamos", conta Zorica, ex-estudante de geografia com 22 anos, enquanto observa o mercado onde sérvios de todo o Kosovo vêm uma vez por semana vender produtos. "Nós vamos ficar aqui, não vamos sair, talvez venha a haver outra guerra [como a que nos anos 90 opôs as forças militares sérvias de Slobodan Milosevic aos combatentes albaneses do UÇK]." Dragomir, um professor de 60 anos, cujo salário é pago por Belgrado, alerta que no caso de os albaneses declararem a independência do Kosovo no dia 10 - data de entrega do relatório sobre o estatuto final da província ao secretário-geral da ONU - a situação ainda vai ficar pior do que já está e arrastar-se-á como em Israel e em Chipre.

Na parte sul de Mitrovica, cidade que fica a menos de 40 quilómetros de Pristina, Burim garante que "não haverá nova guerra porque os sérvios podem aceitar a independência", revelando ainda que tem vizinhos do Norte na lista de clientes da sua loja, situada numa movimentada rua a meio caminho entre os minaretes de duas mesquitas. "Os sérvios não vêm aqui porque têm medo, mas não têm razões, como no passado", diz Artan Maxhuni, dono de uma loja de móveis, a quem o negócio corre melhor no Verão. "É quando os emigrantes kosovares que têm dinheiro vêm a Mitrovica. As pessoas aqui não têm poder de compra, ganham 50 euros por mês, nem sequer pagam a luz!"

Mas o passado é, justamente, o problema para muitos dos 70 mil habitantes da cidade. Olivera Mitrovic, sérvia de 77 anos, perdeu dois filhos na guerra às mãos do UÇK. Não pode visitar as suas sepulturas porque estão do outro lado da ponte. "Todos os sábados as pessoas vêm aqui ao mercado e eu venho a este monumento chorar por eles", conta, adiantando que já nada lhe interessa em relação ao futuro do Kosovo. Ferlci Sh. viu o pai ser morto pelos sérvios em 1999 e a sua casa ocupada desde então. "Há oito anos que fugi do lado norte, agora vivo no sul, onde trabalho como músico", explica o albanês de 30 anos, barba comprida, já atrasado para a terceira oração do dia.

Mitrovica é, no contexto actual, uma das zonas mais sensíveis para a ONU. "Há três linhas vermelhas estabelecidas: uma é a de não permitir violência, outra é a de que os contactos com a ONU não sejam quebrados e a outra é que não haja controlo de segurança paralelos [por parte de grupos radicais no Norte do Kosovo]", explicou ao DN o porta-voz da Unmik, Alexander Ivanko, assegurando que existem boas relações com todos os líderes daquela cidade e que existe já um grande "cansaço da violência no Kosovo e nos Balcãs em geral". É o que falta comprovar. A partir do dia 10.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 05, 2007, 10:40:10 pm
Rússia anuncia manobras navais no Atlântico e Mediterrâneo

A marinha russa vai iniciar exercícios no oceano Atlântico e mar Mediterrâneo, revelou hoje o ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov. O anúncio insere-se na recente política de demonstração do poderio militar de Moscovo face ao Ocidente.

“A partir de hoje, e até 3 de Fevereiro de 2008, estão previstas missões navais no nordeste do oceano Atlântico e no mar Mediterrâneo”, revelou o responsável após um encontro com o Presidente russo, Vladimir Putin.

“O objectivo é garantir a presença naval [russa] em regiões tacticamente importantes dos mares do mundo”, explicou Serdiukov, citado pela agência russa Interfax.

Segundo o responsável, dezenas de navios das frotas do Báltico e do mar Negro vão participar nestes “exercícios tácticos” que contarão com o apoio de 47 aviões, entre eles bombardeiros estratégicos.

“Prevemos atracar em portos de seis países e durante os 71 dias os nossos navios vão percorrer mais de 12 mil milhas marítimas”, acrescentou.

A realização de manobras navais longe das suas costas insere-se numa estratégia de Putin – tanto para consumo interno como externo – de que a Rússia reassumiu o lugar de grande potência mundial, depois do colapso político e económico que se seguiu à queda da antiga União Soviética.

Graças às receitas geradas pelo petróleo e gás natural, o Kremlin está a investir enormes quantias na modernização das suas forças, lançando-se numa frenética corrida ao armamento. No entanto, a Marinha, orgulho e símbolo da antiga URSS, sofre ainda os efeitos de mais de uma década de desinvestimento, de que o acidente com o submarino nuclear Kursk, em 2000, foi o pior exemplo.

Este ano, Moscovo tinha já retomado as missões de longo alcance dos seus bombardeiros estratégicos, que chegaram a avistar-se com caças norte-americanos junto à base de Guam, no Pacífico, retomando uma provocação habitual durante a Guerra Fria.

A 20 de Julho, recorda a AFP, o Exército norueguês detectou bombadeiros russos em missão no mar do Norte, voando em “latitudes pouco habituais” entre a Noruega e o Reino Unido.

Moscovo anunciou também que pretende lançar-se na conquista do espaço submarino, tendo enviado em Agosto uma missão de exploração para colocar uma bandeira russa no fundo o oceano Árctico, sob o pólo Norte, numa zona disputada internacionalmente por ser considerada rica em hidrocarboneto.

Recentemente, o chefe da Frota do mar do Norte, o almirante Vladimir Massorin, tinha admitido que o país estava a ponderar repor uma presença naval permanente no Mediterrâneo, onde está sedeada a VI frota americana.
publico (http://http)

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Coincidência de acontecimentos? Ou...
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 05, 2007, 11:17:12 pm
Está-se a prever pancadaria para aqueles lados?
Pergunto-me se a percepção da "questão muçulmana" alterou ao longo dos anos face às experiências mais recentes...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 05, 2007, 11:29:23 pm
Citação de: "Luso"
Está-se a prever pancadaria para aqueles lados?

Quanto a esta questão, respondo com esta noticia  c34x
 

Citação de: "Luso"
Pergunto-me se a percepção da "questão muçulmana" alterou ao longo dos anos face às experiências mais recentes...


A essa questão não sei responder nada :oops:
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2007, 12:38:07 pm
Kosovo: "Sem o Kosovo, a Sérvia não existe" - bispo ortodoxo sérvio

Rui Parracho, da agência Lusa

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Pristina, 11 Dez (Lusa) - "Sem o Kosovo, a Sérvia não existe", garante o bispo Artemije, responsável pela diocese kosovar de Raska-Prizren da Igreja Ortodoxa Sérvia e uma das vozes sérvias mais influentes do território.

Em entrevista a jornalistas portugueses no mosteiro de Gracanica, onde reside, num enclave sérvio a meia dúzia de quilómetros de Pristina, o bispo afirma a sua completa oposição à independência do Kosovo, que deverá ser brevemente proclamada pelos kosovares albaneses.

O Kosovo "é o berço da Sérvia" e deve manter-se como parte integrante da "pátria sérvia".

"A Sérvia não pode ficar parada se lhe tirarem 15 por cento do seu território", nota o bispo, defendendo a tomada de posições por parte de Belgrado no caso da proclamação da independência pelos albaneses, como "a mobilização, o fecho de fronteiras e outras medidas".

Para Artemije, "a Sérvia deve demonstrar que se importa que o Kosovo fique na Sérvia e, no caso de secessão violenta, deve actuar como qualquer outro Estado democrático actuaria".

O religioso procura matizar as suas palavras, referindo que "não se trata de uma declaração de guerra" e que "não deseja a guerra".

Contudo, "a Sérvia deve defender-se em caso de perigo", adverte.

Segundo o bispo, desde 1999, data da intervenção da NATO para pôr fim à guerra no Kosovo, pouco mudou nas condições de vida dos kosovares sérvios.

"Continuamos sem direitos humanos, sem direito de associação, sem liberdade, sem educação", afirma.

"Em 1999, havia dez mortos sérvios por dia às mãos dos albaneses e agora há menos, mas ainda há", acrescenta o bispo, denunciando ainda a destruição das condições de vida e da herança cultural sérvia no Kosovo.

"Dezenas de milhares de casas de sérvios foram destruídas, bem como mais de 150 igrejas e mosteiros, toda uma herança cultural dos séculos XIII e XIV", assegura.

O bispo é também resolutamente crítico da intervenção internacional.

"A resolução da ONU (que instituiu a administração internacional do território, em 1999) visava possibilitar a criação de condições de paz e segurança, mas essas condições só foram criadas para os albaneses, e não para os outros", afirma.

O dignitário religioso nota ainda que cerca de 250.000 sérvios foram forçados a fugir do Kosovo e que, apesar de a resolução 1244 da ONU afirmar que todos os refugiados têm direito a regressar, "nem 2 por cento dos sérvios regressou".

"Esses 250.000 sérvios foram forçados a fugir pelos albaneses, que fizeram ainda mais de 13.000 raptos e mil mortes", aponta o bispo, notando que, ainda hoje, há mais sérvios a sair do território do que a regressar.

"Trata-se de crimes não punidos cometidos pelos albaneses. Nem um perpetrador foi identificado", garante.

Quanto à actuação da Kfor, a força da NATO que garante a segurança no Kosovo, Artemije diz também "não ter bases para confiar" nela.

"Os crimes e o sofrimento aconteceram na presença da Kfor, que não garantiu a segurança", afirmou, exemplificando com os acontecimentos de Março de 2004, em que questões aparentemente menores levaram a que multidões albanesas se voltassem contra os seus vizinhos sérvios.

O bispo elogia contudo as autoridades de Belgrado, considerando que o actual governo sérvio "tem um grande nível de preocupação, tentando proteger e manter o Kosovo na Sérvia".

Artemije manifesta ainda a esperança de que a independência não se verifique, adiantando que, a concretizar-se, "serão violadores, assassinos e terroristas que estarão a ser recompensados pela comunidade internacional com a independência".

Como solução para a crise kosovar, Artemije vê apenas "as várias propostas para uma solução mutuamente aceitável apresentadas pela equipa negocial sérvia" nas negociações com a parte albanesa, mediadas pela troika internacional (UE, EUA e Rússia), sucessivamente rejeitadas por Pristina.

As conversações não permitiram qualquer acordo entre as duas partes, com Belgrado, com o apoio da Rússia, a aceitar apenas conceder uma autonomia alargada ao território, enquanto os kosovares, suportados pelos Estados Unidos e alguns países europeus, não cedem na sua pretensão de independência.

"A outra parte teve o apoio dos Estados Unidos e de vários países europeus à sua pretensão de independência", podendo assim recusar as propostas sérvias, notou o bispo.

Segundo ele, a acontecer a proclamação de independência, manter-se-á "uma situação de crise e poderá verificar-se uma cisão na União Europeia e o alargamento da instabilidade aos Balcãs e à Europa".

As perspectivas de reconciliação, no entender do bispo, só existirão quando as duas partes estiverem empenhadas nela.

"Os sérvios já provaram essa vontade, ao permanecerem no Kosovo. Os albaneses, pelo contrário, continuam empenhados numa limpeza étnica", sublinha.

O bispo Artemije mantém contudo ainda algumas esperanças.

"Um homem que acredita em Deus, também acredita num futuro melhor", conclui.

Nada, contudo, parece indicar que os kosovares albaneses tenham a intenção de desistir da proclamação da independência, que garantem para breve, mas em concertação com a comunidade internacional, como reafirmou recentemente o primeiro-ministro eleito kosovar Hasim Thaci.

Observadores internacionais em Pristina apontam para os dois primeiros meses do próximo ano como data possível para a declaração de independência do Kosovo. Onde o bispo Artemije garante que vai continuar.

Título:
Enviado por: pedro em Dezembro 11, 2007, 03:50:28 pm
So uma pergunta e quem é que vai ganhar a OTAN o a Russia?? :roll:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 11, 2007, 04:02:53 pm
a Verdade sobre os terroristas do UÇK:
http://www.kosovo.net/kla2.html (http://www.kosovo.net/kla2.html)
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 12, 2007, 12:57:49 am
A independência do Kosovo vai abrir um precedente para muitas regiões no mundo, na Russia, no caucaso,  etc.
Eu sou contra esta independência, o Kosovo é o berço da nação Sérvia, os dos Uçk são um grupo terrorista, estes Albaneses não são de fiar, nas já na segunda mundial ficaram muito conhecidos os crimes praticados por Albaneses do Kosovo ao serviço das tropas SS alemãs.
Penso a solução mais aceitável, seria a continuação do Kosovo, com grande autonomia na Sérvia, e aonde as duas comunidades vivessem sem agressões.
Os Estados Unidos querem alargar a Nato para o Kosovo, a Sérvia sempre foi um aliado da Russia.

Vai ser mais um erro estratégico dos Usa, e a Europa é que vai ter de pagar, um novo país de maioria muçulmana, sem estruturas, controlado pela máfia em que a corrupção é regra e que  tem aspirações a entrar na União Europeia.
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 12, 2007, 08:21:28 am
Exactamente como o comanche disse, é mais uma manobra dos EUA para desestabilizar a Europa, vai abrir um precedente gravissimo e queira Deus que não tenha um efeito-dominó , que a Europa inteira terá de pagar.

Além de que em 1999 tinha ficado acordado que o Kosovo teria uma Autonomia Alargada, NUNCA teria a Independência...mas mais uma vez foi o Ocidente a quebrar o acordado.

Isto é apenas uma questão geoestratégica de influência, os EUA e a UE estão-se marimbando para os "kosovares".
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 13, 2007, 12:48:01 am
Os Sérvios já provaram que também não nenhuns santos, e os Albaneses também não o são.

http://br.youtube.com/watch?v=fkgHkxIfgBc
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 13, 2007, 08:35:32 am
Citação de: "comanche"
Os Sérvios já provaram que também não nenhuns santos, e os Albaneses também não o são.

http://br.youtube.com/watch?v=fkgHkxIfgBc


Nenhuma das étnias é santa, a imprensa ocidental é que fez passar a imagem que os Sérvios eram uns malandros e os Croatas e Bósnios (e mais tarde os Albaneses) , uns "santinhos".

Basta ver que durante não sei quantos anos o TPI apenas julgava Sérvios, enquanto criminosos de guerra Croatas e Bósnios passeavam á vontade.

Já agora, visto que se vai abrir o precedente de dar independencia a regiões na base de "etnicidade" apenas, para quando a independencia da Rep. Srpska da Bósnia?
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 13, 2007, 09:37:17 am
Correndo o risco de ser simplista - portanto esclareçam-me - julgo que não faz sentido para a Europa estar a dar preferência a um povo culturalmente mais distante que o Sérvio.
Esta já deveria ser uma questão exclusivamente europeia, não vos parece?
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 13, 2007, 01:44:38 pm
o Problema é que os Sérvios estão a pagar o preço de serem aliados tradicionais dos Russos

Eu tenho receio é que o efeito dominó venha a dar nisto...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.kosovo.net%2Faacllg.gif&hash=21cc5532c32791c888a2c9ce7fee2cd9)

mais uns factos históricos:

A Sérvia e Kosovo
 
   
A mídia ocidental difundiu a imagem de que a Sérvia invadiu a província de Kosovo, realizando por conseguinte um ato de agressão contra a população local. Ocorre que Kosovo sempre pertenceu à Sérvia, sendo um lugar sagrado para os de fé cristã-ortodoxa, com grande força simbólica para a maioria dos iugoslavos. Não se tratou, pois, de uma invasão estrangeira seguida de ocupação militar, mas sim de uma guerra civil travada entre o governo central e uma província separatista.


No monastério sérvio de Visoki Decani, em Kosovo, uma vez por semana ocorre um ritual bizarro. Reunidos em frente ao sarcófago do czar Stefan Dekanski, o seu santo padroeiro, os monges cristãos ortodoxos abrem-lhe a tampa. Ao tempo das preces, dizem eles, os sagrados ossos espalham um incrível perfume de rosas. Obedecem, com essa magia branca, a uma liturgia praticada desde o século 14 para que os restos ilustres lhes inspirem, mediunicamente suponho, como agir na temeridade.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Feducaterra.terra.com.br%2Fvoltaire%2Fmundo%2Fpimage%2Fservia3.jpg&hash=89b10eb16deebf75a54ccd784ae206d8)
Batalha de Kosovo, 1389


Pelo infeliz retrospecto histórico daquela região da Iugoslávia, quase sempre submersa em tempestades de espadas e tiros, melhor fosse deixarem-nos, os ossos, sempre a descoberto. Kosovo (do pássaro "kos", melro), centro político e religioso do Estado sérvio no medievo, quase nunca soube o que é liberdade. Em 1389, por exemplo, Lazar, um dos seus príncipes, sofreu ali tamanha derrota frente aos turcos otomanos que marcou o início do longo avassalamento do seu povo, obrigado ao tributo fixo e ao serviço militar. Desconfiados da fidelidade deles, dos slavas, os sultões resolveram, durante seu opressivo domínio de cinco séculos, povoá-la com os valsh, albaneses convertidos ao islamismo.


A Jerusalém dos Sérvios

Nada porém arrefeceu a determinação dos sérvios em manterem-se nela. Entre outras razões porque Kosovo, bem antes da ocupação turca, era motivo de peregrinação aos seus santuários e relicários, onde os belos mosteiros de Raska-Priznen, Granica, e tanto outros, fizeram-na não só a Lourdes, como a Jerusalém deles.

Os sérvios somente retomaram o controle sobre ela nas guerras antiturcas de 1912, quando a Sublime Porta Otomana declinava. Oficialmente, ela tornou-se província do Reino da Iugoslávia depois de 1918, não sem antes o exército sérvio sufocar uma rebelião dos albaneses, insatisfeitos com seu status subalterno. A hora da vingança destes soou quando Mussolini ocupou a Albânia, em 1940. A Balli Combetar, agrupamento de albaneses fascistas, atiçados, desforraram-se nos sérvios de Kosovo.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Feducaterra.terra.com.br%2Fvoltaire%2Fmundo%2Fpimage%2Fservia5.jpg&hash=58bbf5dba19932c9d7b7b1022e7917f2)
Ícone de Cristo no mosteiro de Decani e um ícone moderno


Kosovo Socialista
 
   
Pouco lhes serviu a baixeza e as atrocidades. Em 1945, os guerrilheiros comunistas de Tito expulsaram os nazi-fascistas, reintegrando-a como província autônoma (pokrajina) na República Socialista Federativa da Iugoslávia. Como os comunistas de Enver Hoxa tomaram também o poder na vizinha Albânia, os kosovares, fossem slavas ou valsh, respiraram aliviados. Imaginaram que por serem ambos governos da mesma fé , obedientes à ideologia marxista-leninista, a pequena região fronteiriça teria descanso. Frustaram-se. Em 1948, Stalin denunciou Tito como um nacionalista pequeno-burguês, hostil à URSS, enquanto o albanês Hoxa, ao contrário, aferrou-se a Moscou.


A Revolta Albanesa

Com o desmantelamento da Iugoslávia comunista a partir de 1989, os albaneses de Kosovo, amplamente majoritários (formam 90% da população de 2,1 milhões de habitantes), a exemplo dos eslovênios, dos croatas e dos bósnios muçulmanos, resolveram também proclamar-se independentes, lançando mão do movimento guerrilheiro do UCK (Exército de Libertação de Kosovo). Ninguém os reconheceu na Europa. Kosovo então mergulhou na guerra civil, na qual a população albanesa foi duramente atingida pela repressão sérvia (estima-se o número dos mortos entre dois a dez mil). Dusan Batakovic, um historiador sérvio da nova geração, defendia, antes da ocupação da província pelas tropas da Otan, no The Kosovo Chronicles, como solução intermediária e distensionante, a cantonização de Kosovo. Ainda que pertecente à Sérvia, ela adotaria o modelo suíço com cinco cantões rurais, havendo um governo misto servo-albanês nas cidades maiores. Durando uns quinze ou vinte anos tal alternativa, acreditou ele, otimista, o sangue esfriaria e a geração futura, distanciada das recentes crueldades, haveria de agir com bom senso. Quer dizer, até a próxima guerra balcânica. No presente, porém, Kosovo acha-se ocupada por tropas do Kfor, desde que Milosevic, quando ainda era presidente da Federação da Iugoslávia (a união da Sérvia com o Montenegro), depois de ter sido submetido a 72 dias de bombardeio aéreo, concordou, em 20 de junho de 1999, em retirar as tropas sérvias da região.


Ironia

O pretexto da intervenção da Otan em Kosovo era evitar que os sérvios comandados por Milosevic orquestrassem uma limpeza étnica, expulsando todos os albaneses da província separatista. A presença militar dos sérvios aumentara desde 1986, quando começaram as primeiras agressões violentas dos albaneses sobre os sérvios kosovares, amplamente minoritários na província. A supressão da autonomia dos albaneses, determinada pelo parlamento iugoslavo em 1986, deu-se exatamente por esse motivo. Agora, apoiados pela tropa de ocupação da Otan, os albaneses estão mais ou menos livres para poderem expulsar os sérvios kosovares dos seus lares, retomando assim as perseguições que eles haviam desencadeado desde 1986. As tropas da Kfor, que vieram para garantir a não perseguição aos albaneses, terminaram sendo, mesmo sem o desejar, a avalista da exclusão dos sérvios kosovares, atacados sem trégua pelos albaneses. Não só isso, a sua presença militar contribuiu para que os albaneses se sentissem suficientemente fortes para irem atacar, com operações de guerrilha, a vizinha Macedônia, alastrando a guerra para mais ao sul dos Bálcãs.

http://educaterra.terra.com.br/voltaire ... ervia2.htm (http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/servia2.htm)

leia Mais
Iugoslávia
A Destruição de uma Nação
http://educaterra.terra.com.br/voltaire ... slavia.htm (http://educaterra.terra.com.br/voltaire/atualidade/iugoslavia.htm)

................

A Servia e a Rússia
 
   (https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Feducaterra.terra.com.br%2Fvoltaire%2Fatualidade%2Fpimage%2Fiugoslavia3.jpg&hash=788ceb49c4c352ebbde235222f5e603c)

Nicolau II, czar da Rússia, foi à guerra em 1914 em defesa da Sérvia  
 

 
A primeira região balcânica a conseguir a sua autonomia foi o reino da Sérvia, em 1878, como resultado da derrota dos turcos na Guerra Russo-Turca de 1877. Desde então, a Sérvia estreitou seus laços de amizade e de dependência com a Rússia, fazendo com que os czares a utilizassem como ponta-de-lança dos seus interesses simultaneamente contra o Império Austro-Húngaro e contra o Império Otomano. Assim, durante séculos, os povos que compunham a Iugoslávia (iugoslavo = os eslavos do sul) foram vítimas, primeiros das partilhas dos imperadores de Roma e de Bizâncio, depois dos governantes de Viena, Istambul e também, mais indiretamente, de Moscou. Eles somente conseguiram sua real autonomia após a Grande Guerra Mundial de 1914-18, devido ao enfraquecimento geral dos seus dominadores (O Império Austro-húngaro foi dissolvido, o império dos czares convulsionou-se em 1917, e o Império Otomano foi derrotado em 1918).


A Guerra Balcânica e a Grande Sérvia
Em 1908, um grupo de jovens oficiais turcos deu início a uma revolução reformista que pretendia modernizar o Império Turco Otomano, mergulhando numa longa estagnação. Ao deporem o sultão, porém, terminaram por incitar uma onda de descontentamento geral contra o domínio turco. Aproveitando-se da confusão provocada pelas reformas, o Reino da Sérvia de Pedro I, da dinastia dos Karagerogevitch, aliou-se aos búlgaros e romenos para dar início a uma guerra que tinha por objetivo afastar os turcos dos Bálcãs. Travou-se então, de 1911 a 1913, a primeira guerra balcânica, que assegurou a independência das nações daquela região. Logo em seguida, as ambições da Sérvia voltaram-se para o Oeste, em vistas da formação da Grande Sérvia, que, por ser um reino geograficamente fechado, desejava anexar a Bósnia, para desta forma por um pé no Mar Adriático. Ocorre que a Bósnia era província do Império Habsburgo desde 1908 e os austríacos viram, por detrás das manobras expansionistas da Sérvia, os interesses de Moscou. Como os czares da Rússia não tinham, nos últimos séculos, conseguido abrir caminho para o Mediterrâneo, devido ao controle que os turcos exerciam sob as duas margens do Bósforo, o governo russo estava insuflando a Sérvia para obter tal fim. No complicado tabuleiro de xadrez balcânico, os povos locais sempre foram vistos como peões sem vontade própria, a não ser a de vingarem-se uns dos outros, movidos pelos que jogavam pesado, isto é, as grandes potências. Como atualmente muitos analistas acreditaram que o bombardeio da Sérvia, executado pela Otan em 1999 durante 72 dias, era uma maneira de atingir e humilhar a Rússia pós-glasnost, uma ex-potência empobrecida e desmoralizada.

http://educaterra.terra.com.br/voltaire ... slavia.htm (http://educaterra.terra.com.br/voltaire/atualidade/iugoslavia.htm)
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 13, 2007, 01:58:16 pm
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(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.srpska-mreza.com%2FKosovo%2Fevents-1998%2Fgreater_albania.gif&hash=fbd961481a770c24a9e294877a0ade3a)

The magnitude of Kosovo reverberates across the centuries. It has survived 609 years and throughout the succeeding generations Kosovo has become the inspiration of an entire nation. And through its grandeur and its religious example it has influenced other nations to seek freedom. Kosovo permanently changed the face of Europe and altered history. Kosovo, 100 years before Columbus sailed for the New World, was a statement for religious freedom and the belief that no man had a right to rule another. Rather than to consent to become slaves to tyranny, the Serbs willingly gave their lives for their religious belief. Seldom in history have we witnessed such a commitment. The Serbs on the Kosovo Field not only paid with the staggering loss of 77,000 lives in one day of battle, but the Serbian nation suffered 500 years of Ottoman slavery as the consequence. Historians have never spoken of Kosovo as though it were an event in the past that will never happen again. Through the centuries, Serbian sacrifice and Kosovo have become synonymous.

The Serbian people have continually assumed that in every century they would again find it necessary to defend their rights to their land, self-determination, and freedom of worship. History in the Balkans continuously repeats itself! In 1690, more than 180,000 Serbs were forced from Kosovo and, again, an equal number were exiled in 1737. After the Congress of Berlin, in 1878, another 150,000 Serbs were expelled. This ongoing trend took on tragic proportions following the war in Crete between Turkey and Greece in 1897. Diplomatic efforts to stem the tide of atrocities against Serbs were useless, but documentation remains to testify to the crimes committed against the Serbian population. The Balkan war of 1912 was fought not only by Serbs but by Montenegrins, Bulgarians, and Greeks to liberate their people from centuries of uninterrupted Islamic aggression. The situation is little changed today.

To understand Kosovo, the American people need to compare the current Balkan crisis with its own American Civil War in which just 4% of the population lost their lives compared to Serbia who lost 52% of her adult male population in WWI and another 26% of her overall population in WWII. Readers of this forum need reminding that during the American Civil War it was the loyal Virginia citizens who refused to secede from the union and formed the state of West Virginia in 1863. Certainly Serbs deserve the same rights to remain in their union, a union which was internationally recognized as a nation in 1878 at the Congress of Berlin.

Not a single head of state, nor any American president, senator, or humanitarian group raised their voices as 200,000 Serbs were "ethnically cleansed" from Kosovo in the last 2 decades. People should be asking, why are the Serbs destined to suffer and be persecuted?

In September 1992, Jehoshua Porat, reporting in the Israeli daily Ha'Artz, claimed: "It seems we have caught the same syndrome as the Russians -- fear that we shall lose billions of dollars from the United States and the West if we say something good about Serbs." Serbs are perplex when the media proclaims Kosovo as Serbian territory, then encourages the Albanians who comprise a majority in just the last 40 years, to secede and seek self-determination while denying the Serbs that same right in Croatia in 1991 in areas where Serbs were the majority and in Bosnia in 1992 where Serbs represented 31% of the population and owned 62% of the land. It was arrogant that the world awarded the Bosnian Muslims for gaining their majority population through their genocide of the Serbs in WWII. Awarding the Albanians for the same disgusting deeds in Kosovo would make a mockery of democratic principles.

During King Milutin's reign of 40 years (1281-1321), he built 40 churches in Kosovo. There are more than 140 Serbian churches and monasteries in Kosovo, a significant number having been built before 1459. More than 75 were built after 1459. There are also more than 80 church ruins that date prior to 1459. The actual seat of the Serbian Orthodox Church was first established in Kosovo at the Pec Patriarchate in 1346 (pictured at the top of this page). The Patriarchate remained in Pec until 1939, when in fear of WWII it was moved to Belgrade. The surviving Monasteries of Pec, Decani, The Virgin of Ljeviska, and Gracanica are monuments to the Serbian people, their dedication to their faith, and a testimony to their cultural achievements.

The time has come for a more balanced and fair assessment of the situation and a review of the facts, not hysterical propaganda. As the Very Rev. Mateja Matejic has observed, "Serbs were the first to anticipate the grave peril coming at one time from Islam and then from Nazism and finally Communism. They were the first to resist ... making the victories of others possible, even if they themselves were defeated."

The following pages of this forum are intended to provide the discerning American reader with historical facts unethically withheld from them by the partisan press and American politicians with a hidden agenda in the Balkans.

Above text written by William Dorich, author of the 1992 book, "Kosovo"
http://www.srpska-mreza.com/Kosovo/index.html (http://www.srpska-mreza.com/Kosovo/index.html)

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Ethnic map done by Nazis in 1940

The following map was recovered from the Third Reich and was originally classified as "Top Secret". The title of the map is "Jugoslawien: Volkliche Gliederung Mehrheitsgebiete". The author is Dr. Manfred Straka from Graz's "Sudostdeutsches Institut".
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.srpska-mreza.com%2FMAPS%2FEthnic-groups%2Fmap-Nazi-1940.jpg&hash=161880aac8c699e88c6397adf8ad0677)

How compelling, that in 1940, and prior to World War II, the Germans needed to know the ethnic make-up of Yugoslavia. Hitler wanted to know precise disposition of peoples of Kingdom of Yugoslavia in 1940 - just a year before his attack and dismemberment of the country.

What should you note on the Hitler's map:

In 1940 Yugoslavia was bordering with both fascist Italy and Nazi Germany itself. (Note "Deutsches Reich" in the North-West corner of the map.) Hitler forcefully annexed Austria in March 1938.
Nazis knew that "Kroaten" = Croats (here in green) and Muslim Bosnians (here in brown) would be their future allies.
They also had to know where "Serben" (here in yellow) live. "Serben" would soon become "Serbische banditen" (sp?).
The Serbs stretch over one third of what is to become Tito's Socialist Republic of Croatia and over two thirds of future Socialist Republic of Bosnia.
"Macedonians" are also presented as a separate ethnic group.
Like Communist Tito after him, Hitler invented new ethnicities. Hitler's addition include: Tschechen (sic!), Windische(?), Prekmurzen...
But Montenegrins are only "Montenegrische Serben" (Serbs from Montenegro).
http://www.srpska-mreza.com/MAPS/Ethnic ... -1940.html (http://www.srpska-mreza.com/MAPS/Ethnic-groups/map-Nazi-1940.html)

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The following map was issued by U.S. Department of State, Office of The Geographer.

Document id#: 1777 3-92 STATE (INR/GE).

The map was entitled:



--------------------------------------------------------------------------------


YUGOSLAV REPUBLICS
March 10, 1992
PREDOMINANT ETHNIC GROUPS (*)


--------------------------------------------------------------------------------

At the time when the map was created (in March 1992) the United States was still recognizing the country of Yugoslavia. Less than a month later (April 6, 1992) the American administration recognized three more countries out of the body of Yugoslavia; the UN recognized multi-ethnic state.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.srpska-mreza.com%2FMAPS%2FEthnic-groups%2Fst-dept-map.jpg&hash=caa042f729886d68bda6b1494d22ebee)

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One more IMPORTANT NOTE: The country of Yugoslavia was formed in 1918. Its first name was the "Kingdom of Serbs, Croats and Slovenes". Those three nations were the constituent nations of Yugoslavia. Thus, they have the right to (using peaceful means) negotiate leaving the union.

Albanians of Kosovo are NOT constituent nation of Yugoslavia. They are minority in the true sense of the term. To make a precedent and give Albanians of Kosovo "right" to secede would open a whole new Pandora's box in the international relationships.






http://www.srpska-mreza.com/MAPS/Ethnic ... -Dept.html (http://www.srpska-mreza.com/MAPS/Ethnic-groups/map-State-Dept.html)
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 13, 2007, 04:13:32 pm
do MP.net

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Enjoy this bit of light reading:

http://www.hrw.org/reports/2001/kosovo/undword.htm (http://www.hrw.org/reports/2001/kosovo/undword.htm)

That's the Human Rights Watch report on the KLA.

The ICTY in 2005 indicted Ramush Haradinaj (a senior KLA commander) and several of his sub-ordinates on 37 counts of war crimes, exemplary of a campaign of ethnic cleansing he supervised against Serbs, Roma and other ethnic minorities in Kosovo.

Here is the source:  http://www.un.org/icty/indictment/engli ... 50224e.htm (http://www.un.org/icty/indictment/english/har-ii050224e.htm)

Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Dezembro 13, 2007, 05:18:03 pm
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No Kosovo está um major-general português ao serviço das Nações Unidas. Entrevistado pelos enviados da SIC ao território, Raúl Cunha tem uma opinião muito critica. O major-general diz que a ONU tomou partido no conflito, que há interesses de alguns países na região e acredita que apesar da independência, o Kosovo não é um país viável.

No próximo dia 20 de Janeiro, os habitantes da Sérvia vão a votos para eleger o novo Presidente. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo presidente do Parlamento, Oliver Dulic.

Numa altura em que as negociações sobre o futuro do Kosovo falharam, o Executivo sérvio abriu um departamento do Governo, em Mitrovica, uma cidade em que sérvios e albaneses vivem separados por um rio, cuja fronteira é controlada pela polícia internacional.

As Nações Unidas já se pronunciaram sobre o caso, dizendo a presença de membros do Governo sérvio no Kosovo é uma provocação. A data limite das negociações terminou na segunda-feira dia 10 de Novembro, sem qualquer efeito. As autoridades internacionais temem que qualquer avanço dos kosovares albaneses ponha em causa a paz na região, que está sob a administração das Naçoes Unidas desde 1999. No terreno estão cerca de 16 mil homens, entre os quais 290 militares portugueses.

Com receio de um aumento da instabilidade, a União Europeia prepara-se para enviar mais mil e 600 homens para a região, numa missão de supervisão. O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, disse esta terça-feira que a missão é ilegal e ameaça cortar as relações com Bruxelas.

Apesar dos esforços de mediação da Troika, composta pela União Europeia, Estados Unidos e Rússia, as duas partes continuam irredutíveis. A Sérvia aceita conceder uma autonomia alargada, mas recusa a independência. Por outro lado, os kosovares albaneses garantem que vão declarar a independência de forma unilateral.

O estatuto do Kosovo voltará a ser debatido no Conselho de Segurança da ONU a 19 de Dezembro.
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 13, 2007, 09:09:59 pm
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Kosovo: nova bomba-relógio nos Bálcãs
Novo capítulo na trágica história de intevenções internacionais na ex-Iugoslávia: a ONU está prestes a estimular a "independência" do Kosovo, sem ter promovido negociação real entre as partes e sem nenhuma perspectiva de apoio a uma região marcada pela pobreza
Artigo de Jean-Arnault Dérens em
21/03/2007

Se as propostas do emissário especial da ONU, Martti Ahtisaari, apresentadas no dia 2 de fevereiro de 2007, servirem de base para uma resolução do Conselho de Segurança, colocarão o Kosovo em uma via que leva, sem equívoco, à independência. O novo país redigirá sua Constituição, terá um hino, uma bandeira e, sobretudo, poderá aderir a todas as organizações internacionais, principalmente às Nações Unidas. Certamente, a palavra “independência” não figura em parte alguma no texto de Ahtisaari. Mas não cabe ao Conselho de Segurança decretá-la: isso seria contrário à Carta da ONU. O acesso à independência resulta de duas ações: sua proclamação e seu reconhecimento por outros países. Enfim, o documento de Ahtisaari não contém nenhuma referência à soberania da Sérvia. Como o direito internacional não suporta o vazio, cabe dizer que o Kosovo foi chamado a se tornar soberano.
Os dirigentes albaneses saudaram o documento, que constitui um passo importante no sentido de sua principal reivindicação. Em compensação, as propostas são inaceitáveis para a Sérvia, e não seria de se espantar a reação categórica de recusa expressa por todos os seus governantes, a começar pelo presidente da República, Boris Tadic. Mesmo que muitos dirigentes sérvios tenham apenas um interesse medíocre pelo Kosovo e expliquem, em privado, que o país teria todo interesse em se desembaraçar dessa "amarra" (em troca da promessa de uma aproximação acelerada com a União Européia), um político sérvio que admita a soberania do Kosovo estará assinando sua morte política.
A posição de Belgrado foi retomada muitas vezes: sim à maior autonomia possível, mas sem proclamação formal de independência. Recentemente, Vladeta Jankovic, conselheiro do primeiro-ministro Vojislav Kostunica, evocou a fórmula "um único Estado, duas sociedades distintas". Ela excluiria qualquer possibilidade de intervenção da Sérvia na vida política interna do Kosovo.
Independência no papel, tutela internacional na prática
É possível avaliar que os argumentos sérvios hostis à independência reivindicada por Pristina são ilegítimos ou não merecem ser aceitos. Talvez, a vontade dos albaneses -– que representam a maioria esmagadora da população do Kosovo -– deva prevalecer. Em compensação, a honestidade intelectual obriga a reconhecer que o texto de Ahtisaari não é em nada um documento de “acordo”: ele não leva em conta nenhum dos argumentos de Belgrado.
O princípio de uma negociação que leve a um acordo supõe que as duas partes renunciem a algumas de suas pretensões, para achar um campo de entendimento aceitável. No caso do Kosovo, não houve acordo entre Belgrado e Pristina, e talvez seja impossível conseguir um. Também não existiram verdadeiras negociações. No único encontro de alto nível, organizado em Viena, no dia 24 de julho de 2006, as duas partes limitaram-se a expressar suas respectivas posições, ouvidas por Ahtisaari. Em seguida, ele elaborou, sozinho, o documento que deverá ser submetido ao Conselho de Segurança em uma data desconhecida, e que será levado em conta de acordo com a partida de pôquer diplomática iniciada com a Rússia.
O Kosovo provavelmente atingirá uma independência formal. Que, no entanto, será logo limitada por uma pesada tutela internacional, por tempo indeterminado. Tão pesada quanto aquela que perdura desde o fim da guerra na Bósnia-Herzegóvina, com os decepcionantes resultados que conhecemos. No documento enviado por Ahtisaari, os poderes conferidos ao representante civil internacional (ICR – International Civilian Representative), também representante da União Européia, seriam da mesma natureza que os poderes especiais, conhecidos como “poderes de Bonn”. Acertados com o alto representante internacional na Bósnia-Herzegóvina, eles incluem principalmente a possibilidade de impor ou de revogar leis votadas pelo Parlamento, ou destituir dirigentes políticos. O mandato do ICR terminará somente quando o grupo gestor internacional (ISG – International Steering Group), delegado pelo Conselho de Segurança da ONU, decidir que o Kosovo pode passar sem essa tutela.

Uma proposta que provoca protestos em Pristina

No entanto, os efeitos contraproducentes da tutela internacional são bem conhecidos na Bósnia-Herzegóvina. Ela confina os dirigentes políticos locais na irresponsabilidade, permitindo-lhes se entregarem às alegrias do enriquecimento. Ela é também geradora de uma gestão opaca do dinheiro, permitindo comprar a “sabedoria” e a “moderação” dos políticos locais. É, assim, estruturalmente produtora de corrupção. As mesmas causas não deixarão de produzir os mesmos efeitos sobre o Kosovo.
A nova tutela que será exercida pela União Européia vai se dar ao fim de cerca de oito anos de um protetorado internacional da ONU, cujo balanço é particularmente pobre. O objetivo de uma sociedade multiétnica permanece um voto piedoso, a falência da justiça é total, a situação econômica e social continua catastrófica. Mesmo que nenhum limite de tempo seja fixado no documento de Ahtisaari, a tutela internacional conserva um caráter transitório. No entanto, por que se deveria pensar que o Kosovo estará “mais apto” a se autogovernar sem tutela, em um, dois ou cinco anos do que atualmente?
É possível pensar também que os cidadãos e os políticos albaneses aceitarão de bom grado essa tutela de longa duração? Durante entrevista coletiva à imprensa, em 2 de fevereiro, os membros da equipe unitária albanesa de negociação exibiram sorrisos forçados. Haviam compreendido que a perspectiva de uma independência “plena” ainda permanecia distante.

Mais radical, Albin Kurt, dirigente do movimento Vetëvendosje (Autodeterminação) ressalta o caráter antidemocrático da tutela internacional. No dia 10 de fevereiro, seus militantes fizeram uma manifestação nas ruas de Pristina, denunciando violentamente as propostas de Ahtisaari. Na realidade, enquanto a vontade dos cidadãos de Kosovo e de seus legítimos eleitos não coincidir com as aspirações da “comunidade internacional” essa terá, em todas as circunstâncias, a última palavra. Os conflitos, não há dúvida alguma, não tardarão a se multiplicar, e o Vetëvendosje terá certamente a chance de organizar muitas outras manifestações...

O Kosovo sofre de uma carência de experiência democrática evidente. Ora, não existe democracia sem responsabilidade dos representantes políticos, que devem assumir plenamente seus atos e suas conseqüências. Cada vez mais, um número crescente de albaneses não suporta a arrogância da “gangue dos 4 x 4 brancos” (como o movimento Vetëvendosje denomina os funcionários da ONU e de outras organizações internacionais). Passado o possível momento de euforia da proclamação da independência, esse ressentimento só pode aumentar, e nada permite supor que a situação econômica e social do Kosovo possa melhorar. Ao mesmo tempo, as propostas do emissário da ONU vão levar, no final, a uma nova prova de força com Belgrado e a conseqüências imprevisíveis.

Multietnia de fachada como símbolo nacional

O documento enviado por Ahtisaari insiste no caráter “multiétnico” da sociedade que é preciso construir no Kosovo. Essa injunção soa bem pouco plausível: sérvios e roms foram vítimas de um êxodo maciço desde que as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) entraram ali em 1999.
Em 2003, o administrador da ONU, Michael Steiner, fixou oito “padrões” que o Kosovo deveria atingir antes que suas discussões sobre seu estatuto final pudessem começar. Os mais importantes desses “padrões” previam o direito à volta dos exilados e dos refugiados, assim como a liberdade de circulação para todos os habitantes do Kosovo. Eles não foram absolutamente alcançados, mas os motins do dia 17 de março de 2004 e o temor de novas ações violentas dos “extremistas” albaneses levaram a ONU a precipitar a abertura do processo de definição do estatuto. A própria “comunidade internacional” renunciou, então, a respeitar os princípios que ela tinha fixado.
O documento de Ahtisaari prevê direitos específicos para os membros de todas as comunidades nacionais e confessionais. Os futuros símbolos do Kosovo deverão incluir os “símbolos nacionais” dessas diferentes comunidades. A perspectiva de uma bandeira que inclua símbolos albaneses, sérvios, roms, bósnios, turcos, ashkallis, egípcios é um verdadeiro desafio à vexilologia...
Se é animador que os “pequenos povos” do Kosovo não tenham sido esquecidos, essa atenção chega bem tarde. Além disso, o “sistema” estabelecido pela “comunidade internacional” não deixa de produzir efeitos perversos. Turcos e bósnios devem aceitar submeter-se a uma “albanização” brutal para garantir seu lugar no espaço social do Kosovo. A administração da ONU continua a promover a língua bósnia, enquanto os bósnios do Kosovo falam naturalmente sérvio, com sotaque sérvio do Kosovo. Da mesma maneira, o sistema administrativo estabelecido, desde 1999, favoreceu a cisão da comunidade dos roms e o desenvolvimento de novos grupos étnicos, os ashkallis e os egípcios. No Kosovo “multiétnico” de amanhã, alguns dirigentes comunitários amplamente autoproclamados poderão continuar a desfrutar das benesses do sistema, desde que aceitem servir de álibi étnico.
A difícil equação sobre os direitos da minoria sérvia
Como todas as sociedades dos Balcãs, a sociedade do Kosovo jamais foi “multiétnica”, pelo menos no sentido como o entendem as boas mentes internacionais. Em compensação, diferentes comunidades nacionais, lingüísticas e/ou confessionais sobreviveram nesse território durante séculos, em relativa harmonia. Suas relações não pararam de evoluir e de se redefinir ao sabor de diferentes lógicas de interesses, conflito ou cooperação. A experiência histórica dos últimos vinte anos -– a violência do regime de Milosevic, o desenvolvimento do nacionalismo albanês, a guerra, o triste pós-guerra no qual se afunda o Kosovo há quase oito anos -– cortaram um grande número de relações intercomunitárias .
O discurso internacional reconhecido sobre a “multietnicidade” tem muito poucas chances de restaurá-las.A descentralização constitui, por outro lado, um dos pontos principais das propostas de Ahtisaari. No jargão das Nações Unidas, a palavra “descentralização” tornou-se a maneira politicamente correta de evocar as vantagens e privilégios concedidos aos sérvios do Kosovo, para tentar convencê-los a não abandonar o território ou a não fazer secessão. Assim, as vantagens propostas pelo documento de Ahtisaari às municipalidades sérvias do Kosovo são nitidamente mais substanciais do que a autonomia concedida à República Srpska da Bósnia-Herzegóvina. Os sérvios do Kosovo terão especialmente o direito à dupla cidadania, enquanto as municipalidades autônomas sérvias poderão estabelecer relações entre elas e com a Sérvia. Cria-se, então, uma “República Srpska do Kosovo e Metohija”, mas sem, evidentemente, pronunciar seu nome. Nessa operação, a hipocrisia perde apenas para a ingenuidade.
É perfeitamente ilusório imaginar que os albaneses aceitarão sem reclamar essa amputação de uma parte importante do território do Kosovo, que escaparia de fato da autoridade de Pristina. É mais absurdo ainda pensar que as vantagens prometidas vão convencer os sérvios a aceitarem de bom grado tornar-se cidadãos de um Kosovo independente. Em sua crônica semanal no diário sérvio Danas, o próprio ex-embaixador norte-americano em Belgrado, William Montgomery, reconheceu que “os sérvios do Kosovo não têm a menor razão para confiarem na comunidade internacional”, e que as garantias prometidas às minorias nacionais não passam de “palavras no papel”
Um convite às secessões e "limpezas étnicas"
Após o novo estatuto das municipalidades proposto pelo relatório de Ahtisaari, os problemas poderão se concentrar em três setores.
A região de Gnjilane/Gjilan, a grande cidade do leste do Kosovo, próxima da fronteira sérvia, é a mais afetada pela descentralização. A maioria dos povoados em volta da cidade são sérvios, e constituiriam novas municipalidades autônomas ou bem ligadas àquela existente de Novo Brdo. Desse modo, Gnjilane/Gjilan seria “cercada” por municipalidades sérvias. O movimento Vetëvendsje concentra sua campanha contra a descentralização nessa zona, jogando com o sentimento de medo dos albaneses. Para esses militantes radicais, a descentralização leva indubitavelmente à divisão do Kosovo.
A zona sérvia do norte do Kosovo forma o outro gargalo. As propostas de Ahtisaari sugerem congelar a situação que prevalece na área. O rio Ibar marca uma fronteira que separa o norte do Kosovo, vizinho à Sérvia, do resto do território. Entretanto, as posições dos dirigentes sérvios locais permitem pensar que no caso da independência formal do Kosovo, essa zona se separaria do novo país e poderia reabrir um foco fundamental de tensões.
Se violências, provocadas por elementos radicais albaneses ou sérvios, explodirem nos próximos meses, os sérvios dos enclaves situados ao sul do rio Ibar vão se encontrar na situação mais difícil. Nenhuma forma de autonomia foi prevista para alguns desses enclaves, como os povoados de Gorazdevac e Velika Hoca ou o gueto sérvio de Orahovac/Rahovec. É também no sul do Kosovo que se encontram os mais prestigiosos monastérios sérvios, como Visoki Decani e a sede patriarcal da Igreja ortodoxa, em Pec/Peja. Um estatuto de exceção é previsto para as igrejas e os monastérios, junto a grandes “zonas de segurança”, o que desagrada muitos albaneses.
As experiências de junho de 1999 e março de 2004 mostraram a confiança que se poderia ter nas tropas da Otan para proteger os santuários medievais e as populações civis... Novas destruições e um novo êxodo dos sérvios de enclaves constituem cenários que não poderiam ser excluídos. Aliás, o Alto-comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) elabora discretamente, há meses, dispositivos para enfrentar o afluxo de novos refugiados na Sérvia.
A grande lacuna: nenhuma medida para garantir vida digna
Ahtisaari parece retomar por sua conta dois princípios errôneos e contraproducentes seguidos pela comunidade internacional em sua gestão das guerras iugoslavas dos anos 1990: separar uns problemas dos outros e ganhar tempo diferenciando a resolução dos problemas.
Nenhuma solução aceitável da questão do Kosovo será encontrada ao se fazer abstração do contexto regional, e principalmente, da existência de uma questão nacional albanesa que abangre os dois lados da fronteira. Muito pelo contrário, o arranjo institucional que Ahtisaari propõe para o Kosovo, que “isolou” de seu contexto regional como produto de laboratório, corre o risco de desencadear um novo incêndio regional. Provocará inúmeras frustrações, tanto entre os sérvios como entre os albaneses.
No momento em que 60% da população do Kosovo tem menos de 25 anos e o desemprego atinge oficialmente mais da metade da população activa, frustrações sociais e sonhos nacionais poderiam produzir um coquetel explosivo. No sistema de tutela que deverá ser estabelecido, caberá à União Européia continuar a pagar os custos de pesadas missões civis e militares, vastos e inoperantes programas de reconstrução, sem esquecer os lucrativos honorários de inúmeras legiões de especialistas. Essa administração neocolonial não tardará a atrair o ressentimento das populações.
Na verdade, falta o essencial. Uma verdadeira estratégia de desenvolvimento econômico do Kosovo, que suponha uma integração regional ligada a uma perspectiva plausível de integração européia. Na falta do que, o Kosovo corre o grande risco de continuar, ainda por muito tempo, um barril de pólvora.
Segue outro...

BUCHADA antes de deixar a Casa Branca?...
Kosovo
A exortação do presidente dos EUA à independência unilateral do Kosovo pode incendiar de novo os Bálcãs e faz lembrar a responsabilidade das potências ocidentais pelas guerras civis na região
por Ignacio Ramonet em Julho 2007

Há oito anos sem solução, a espinhosa questão do Kosovo instala-se, outra vez, no centro da política internacional. O presidente dos Estados Unidos George W. Bush alarmou as chancelarias declarando, sem dúvida aquecido por um acolhimento triunfal em Tirana (Albânia), em 10de junho passado, que era necessário saber dizer basta “quando as negociações se prolongam em demasiado”. De acordo com Bush, Kosovo deve declarar unilateralmente sua independência, e Washington a reconhecerá sem esperar o veredito do Conselho de Segurança da ONU.

Questiona-se porque cinqüenta anos não foram suficientes para criar um Estado independente na Palestina (com as trágicas e conhecidas conseqüências), e porque, em contrapartida, é necessário solucionar a questão do Kosovo o mais rapidamente possível.

Bálcãs, onde as potências ocidentais também são culpadas

Nos Bálcãs, precipitação diplomática pode ser sinônimo de catástrofe. Vale lembrar a pressa da Alemanha e do Vaticano em reconhecer, em 1991, a secessão da Croácia, que favoreceu o desmembramento da ex-Iugoslávia e o desencadeamento da Guerra Servo-Croata, seguido pela Guerra da Bósnia-Herzegovina. Sem minimizar o papel nefasto do ex-presidente Slobodan Milosevic e dos extremistas partidários da Grande Sérvia, é necessário admitir que as potências européias têm responsabilidade em tais conflitos, os mais mortíferos do Velho Continente desde a II Guerra Mundial.

A precipitação favoreceu, também, a Guerra do Kosovo, em 1999, quando potências européias e os Estados Unidos recusaram-se a prosseguir as negociações com Belgrado e rejeitaram o debate no Conselho de Segurança. Em seguida, sem o apoio da ONU, utilizaram-se da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (Otan) para bombardear a Sérvia durante vários meses e forçar suas forças a deixarem o Kosovo.

Em junho de 1999, a resolução 1244 da ONU pôs fim à ofensiva, e colocou Kosovo sob administração das Nações Unidas, enquanto uma força da Otan, o KFOR (constituída de 17 mil homens) garantia a defesa. A resolução 1244 reconheceu a vinculação do Kosovo à Sérvia
. O que é decisivo, pois o princípio adotado pelas potências implicadas nas recentes guerras dos Bálcãs sempre foi o de respeitar as fronteiras internas da antiga República Socialista Federal da Iugoslávia. Em nome desse princípio, os projetos da Grande Croácia e da Grande Sérvia, que ameaçavam desmontar a Bósnia-Herzegovina, foram recusados e combatidos. É nesse alicerce, sustentado também pela Rússia, entre outros países, que a Sérvia se apóia, hoje, para recusar o plano proposto pelo mediador internacional Martti Ahtisaari.

Os riscos de uma uma independência não-negociada

A independência será, talvez, a solução inevitável para o Kosovo, em vista dos enormes obstáculos à sua manutenção no âmbito administrativo da Sérvia. Mas tal caminho pode ser encarado apenas em estreita e prolongada harmonia com Belgrado, preocupada com a proteção da minoria sérvia que reside na região.

Uma independência precipitada como pede o presidente Bush, não negociada no âmbito da ONU, poderia provocar a constituição, em curto prazo, de uma Grande Albânia, que relançaria automaticamente os irredentismos croata e sérvio, às custas da Bósnia-Herzegovina. Sem falar do precedente internacional explosivo que isso constituiria para múltiplas entidades tentadas a proclamar — elas também unilateralmente — sua independência. A saber: Palestina (em relação a Israel), Saara Ocidental (ao Marrocos), Transdniestria (à Moldávia), Curdistão (à Turquia), Tchetchnia (à Rússia), Abakhazia (à Geórgia), Nagorno-Karabakh (ao Azerbaijão), Taiwan (à China), ou mesmo na própria Europa, o País Basco e a Catalunha (à Espanha e França), para citar apenas esses casos.

Bush está pronto para garantir tais independências como declara querer fazer para o Kosovo?

Temos diante dos olhos os incríveis estragos causados no Oriente Médio pelas iniciativas irresponsáveis do atual presidente dos Estados Unidos. Sua pesada incursão agora, num teatro tão explosivo como o dos Bálcãs — um dos mais perigosos do mundo — consterna e espanta.

http://vimaraperesporto.blogspot.com/20 ... disto.html (http://vimaraperesporto.blogspot.com/2007/11/no-estou-gostar-disto.html)
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Enviado por: comanche em Dezembro 15, 2007, 08:22:33 pm
Kosovo: Grécia considera "um erro" ligar a questão do território ao futuro da Sérvia na UE


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Atenas, 15 Dez (Lusa) - A ministra dos Negócios Estrangeiros da Grécia, Dora Bakoyannis, disse hoje que será "um erro" ligar a perspectiva de adesão da Sérvia à União Europeia (UE) à questão do "estatuto futuro" do Kosovo.

"Nestes momentos críticos qualquer tentativa de ligar a perspectiva europeia da Sérvia à questão do Kosovo será contraproducente", declarou Bakoyannis interrogada sobre esta questão.

"Será um erro fazer a ligação entre estas duas questões", sublinhou.

O Presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou sexta-feira em Bruxelas que a Sérvia "tem um futuro" na UE "se respeitar os Direitos do Homem e a independência do Kosovo".

O Primeiro-Ministro sérvio Vojislav Kostunica qualificou como "inaceitável" e "ofensivo " a proposta da UE de acelerar a adesão de Belgrado à Europa caso renuncie ao Kosovo.

A UE decidiu, sexta-feira, enviar uma missão de agentes policiais e judiciais ao Kosovo.

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Enviado por: comanche em Dezembro 21, 2007, 06:44:45 pm
Kosovo: UE deverá ter em conta interesses da Sérvia - eurodeputado alemão


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Moscovo, 21 Dez (Lusa) - Os interesses sérvios deverão ser tidos em conta na solução a dar ao estatuto da sua província meridional do Kosovo, que, inicialmente, não poderá gozar de uma soberania ilimitada, declarou hoje um destacado eurodeputado alemão, em Moscovo.

O alemão Elmar Brok, democrata-cristão do CDU da chanceler Ângela Merkel e membro da Comissão das Relações Externas do Parlamento Europeu, declarou aos jornalistas que, apesar de concluídas as negociações entre as delegações sérvia e albanesa, sobre o futuro estatuto do Kosovo, têm de ser tidos em conta os interesses de Belgrado.

"A comunidade internacional, em geral, e a União Europeia (UE), em particular, deverão assumir todas as responsabilidades e deixar claro que o Kosovo não poderá gozar logo de início de uma soberania ilimitada", frisou.

Brok disse que na capital russa viu confirmada a sua percepção de que "a Sérvia, um país orgulhoso, nunca poderá ser negligenciada".

Moscovo opõe-se frontalmente à independência da província sérvia sob administração da ONU (MINUK) desde o fim dos bombardeamentos da Aliança Atlântica (NATO), em 1999, enquanto Washington apoia os separatistas da maioria albanesa no território (90 por cento dos cerca de dois milhões de habitantes).

Depois de uma moratória de 120 dias - entre Agosto e 10 de Dezembro -, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ficou quarta-feira num impasse quando se debruçou sobre o relatório da troika de mediadores para o Kosovo (Estados Unidos, Rússia e UE).

Belgrado está disposta a ir até à concessão de uma ampla autonomia ao Kosovo, mas Pristina não abre mão da reivindicação da independência.

O texto dava conta do fracasso das negociações devido à intransigência das partes na defesa das suas posições antagónicas, reiteradas no Conselho de Segurança por altos responsáveis sérvios e albaneses.

Face ao impasse na ONU, os cinco países europeus com assento no Conselho de Segurança - Reino Unido, França, Bélgica, Eslováquia e Itália (este mês com a presidência rotativa) - anuíram em passar o dossier kosovar para as esferas da UE e da NATO, que mantém uma força internacional no território (KFOR).

O chefe da delegação russa na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Konstantin Kosatchev, indignou-se com o facto de "pela primeira vez na história da ONU duas organizações (UE e NATO) poderem vir a decidir o destino de um país (Sérvia) que não as integra".

Kosatchev concluiu recordando que em Abril houve um debate na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa bem esclarecedor sobre as clivagens existentes na UE relativamente ao futuro estatuto do Kosovo.
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Enviado por: P44 em Dezembro 25, 2007, 08:11:44 pm
Sérvia: Belgardo ameaça retaliação contra Ocidente caso Kosovo se torne independente
25 de Dezembro de 2007, 16:27

Belgrado, 25 Dez (Lusa) - A Sérvia planeia adoptar uma série de medidas de retaliação contra o Ocidente se for reconhecida a independência do Kosovo e admite o corte de relações diplomáticas com os Estados Unidos e países da UE, anunciaram hoje as autoridades de Belgrado.

As autoridades sérvias também rejeitam a ideia de uma missão da União Europeia (UE) no Kosovo até que se resolva o impasse sobre o futuro daquela região.

Na quarta-feira, o parlamento sérvio vai debater uma resolução proposta pelo governo que força as autoridades sérvias a nunca aceitarem a independência do Kosovo.

Os albaneses do Kosovo ameaçam proclamar a independência no próximo ano, e os Estados Unidos e vários países europeus indicaram que poderiam reconhecer o novo Estado. A Sérvia, apoiada pela Rússia, insiste que o Kosovo, uma província de dois milhões de habitantes, com 90 por cento de albaneses, deve continuar no seu território.

A UE concordou em enviar uma missão com 1.800 membros para o Kosovo para substituir o actual sistema na província, que está sob administração das Nações Unidas e da NATO desde que começou o conflito em 1999 entre sérvios e separatistas albaneses.

A resolução do governo sérvio, que deverá será aprovada pelos nacionalistas que dominam o parlamento, afirma que a missão da UE não é bem vinda antes de o Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde a Rússia tem poder de veto, determinar o futuro estatuto do território.

"O envio de uma missão da UE seria vista como um acto que despreza a soberania territorial e a constituição da República Sérvia", segundo uma cópia do documento divulgada pela Associated Press. A Rússia também se opõe ao envio da missão europeia sem o consentimento de Belgrado.

O documento afirma que a Sérvia deve "reconsiderar" as suas relações diplomáticas com países ocidentais que reconheçam a independência do Kosovo. Acrescenta que dado o apoio da NATO à independência do Kosovo, Belgrado permanecerá fora desta aliança militar.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Vuk Jeremic, afirmou que a resolução "representa a continuação das políticas do governo para com o Kosovo".

Mas o líder do Partido Liberal, Cedomir Jovanovic - um dos poucos políticos sérvios que não se opõe à independência do Kosovo - considera que a resolução proposta "representa o fim da Sérvia e o fim das suas políticas pró-europeias".

"Não apoiaremos a resolução porque significa o regresso ao isolacionismo anti-ocidental do antigo líder sérvio Slobodan Milosevic," disse Jovanovic, acrescentando que uma resolução semelhante foi adoptada pela assembleia, em 1999, na véspera dos bombardeamentos da NATO contra a Sérvia para que esta terminasse as suas acções militares contra os separatistas albaneses do Kosovo.

O projecto de resolução também afirma que a Sérvia deve "agir eficientemente para proteger as vidas e propriedade" dos não albaneses do Kosovo no caso de ser proclamada a independência, mas não especifica se isto inclui uma intervenção armada advogada pelos ultranacionalistas sérvios.

O texto da resolução, que se presume ter sido redigida pelo primeiro-ministro conservador, Vojislav Kostunica, também afirmava que a planeada assinatura de um acordo de pre-adesão com a União europeia "devia estar em conformidade com a preservação da integridade territorial e soberania do país".

O partido no poder, de Kostunica, exigiu anteriormente que a assinatura do chamado acordo de estabilização e associação com a UE fosse condicionado pela aceitação pelo bloco europeu de que o Kosovo faz parte integrante da Sérvia.

Mas o Presidente pro-ocidental Boris Tadic conseguiu remover essa parte da resolução, afirmando que a Sérvia deve continuar empenhada na futura adesão à UE seja qual for o futuro estatuto do Kosovo no futuro.

SRS.

Lusa/fim
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 26, 2008, 12:25:17 pm
O parto do Kosovo e a parteira de Bruxelas

Depois do interregno de êxitos da presidência portuguesa - cimeiras várias, Tratado de Lisboa - a realidade plausível cai de novo sobre a União Europeia, obrigando os seus dirigentes a abordar a sério uma questão que desejariam adiar indefinidamente: a independência do Kosovo.

Pelo rumo que as coisas foram tomando e o ritmo das declarações que as iam comentando, já se percebeu a inevitabilidade da separação territorial. A lógica dos acontecimentos determinou que, mais do que apoiar com entusiasmo uma nova nação, a União Europeia se prepara para encerrar (até ver...) o capítulo jugoslavo tendo como grande preocupação evitar o reacender de um conflito que não teria meios (nem vontade política unida) para resolver.

De tudo isto sairia a Sérvia como a única grande culpada de toda uma série de guerras que conduziram à fragmentação da Jugoslávia.

Os dirigentes de Belgrado tentam evitar esta machadada final, com maior importância simbólica já que se trata agora da separação da província onde historicamente está o berço da sua nacionalidade. O Presidente Tadic esteve, ontem mesmo, em Moscovo para receber de novo o apoio de Putin às suas pretensões e, de caminho, assinar importantes acordos no domínio de fornecimento de gás e petróleo. Tomislav Nikolic, o opositor de Tadic na segunda volta das presidenciais sérvias de 3 de Fevereiro, parte já a seguir para Moscovo, sendo recebido na segunda-feira pelo Parlamento russo.

Os europeus só na aparência estão unidos num processo cujas etapas lhe escapam, como escaparam nos precedentes episódios (Croácia, Bósnia, Kosovo). Para piorar as coisas, um jornal esloveno divulgou um "documento interno" da Administração americana no qual os EUA sugerem directivas à presidência eslovena da UE. O documento prevê o reconhecimento da independência do Kosovo "por todos os países da UE" e realça a importância da missão policial e de juristas a enviar, apesar da oposição de Belgrado e Moscovo.

A missão deve já ser destacada em Fevereiro. A pressa tem razão de ser. O primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaçi, já disse que a independência será declarada "nos próximos dias" e há quem garanta que só falta saber (a 3 de Fevereiro) o nome do próximo Presidente da Sérvia. A UE, que navegou sem rumo durante as crises precedentes nos Balcãs, prepara-se para constatar o facto consumado e rezar para que a violência não volte.

DN (http://http)
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Enviado por: Lancero em Janeiro 29, 2008, 04:41:36 pm
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RÚSSIA Kosovo: Rússia manifesta-se contra envio de missão da UE para o território

Moscovo. 29 Jan (Lusa) - O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros  da Rússia, Mikhail Kaminin, advertiu hoje o Secretário-Geral da ONU e a  União Europeia para que não tomem medidas unilaterais face ao problema do  Kosovo, considerando que podem ser um "precedente destruidor".  

     

   "Esperamos que o Secretário-Geral da ONU e os nossos parceiros tenham  consciência das consequências funestas dos cenários e acções unilaterais  ao arrepio da Carta da ONU e se abstenham de passos que podem constituir  um precedente destruidor para o sistema de relações internacionais", lê-se  num comunicado assinado por Kaminin.  

     

   Estas declarações foram feitas no dia em que Moscovo recebe Tomislav  Nicolic, candidato nacionalista à presidência da Sérvia na segunda volta  das eleições, marcada para 03 de Fevereiro.  

     

   As autoridades russas apoiam o adversário de Nicolic, Boris Tadic, mas  decidiram "acertar os relógios" com ele, escreve o diário electrónico newsru.com.  

     

   "Nicolic é um político que tem posições pró-russas, é verdade, mas a  sua eleição poderá desestabilizar ainda mais a situação nos Balcãs, o que  não interessa nem à Rússia, nem à União Europeia", declarou à Lusa uma fonte  diplomática ocidental na capital russa.  

     

   Segundo Kaminin, as autoridades russas compreendem "o desejo da União  Europeia de desempenhar um papel mais activo nos assuntos do Kosovo, mas  qualquer mudança do carácter, da constituição ou do plano operativo de acções  da presença civil internacional no Kosovo exige uma nova resolução do Conselho  de Segurança da ONU".  

     

   "Isso só será possível com o acordo de Belgrado e Pristina. Os mandatos  das presenças internacionais na região foram definidos na resolução 1244  do Conselho de Segurança da ONU", sublinha o comunicado.  

     

   Mikhail Kaminin considera preocupante que "nos últimos tempos, tenham  chegado ao conhecimento público medidas preparatórias de bastidores dos  países ocidentais, incluindo pressão directa sobre o Secretário-Geral da  ONU e sobre a Presidência da União Europeia, a fim de se organizar, à revelia  do Conselho de Segurança da ONU, o envio de uma missão da UE para o Kosovo".  
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Enviado por: comanche em Janeiro 31, 2008, 10:53:22 pm
Kosovo: Roménia recusa reconhecer a independência- Basescu

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Bruxelas, 31 Jan (Lusa) - O presidente romeno reafirmou hoje a recusa do seu país de reconhecer o Kosovo quando a província sérvia declarar a independência, considerando que o reconhecimento daria uma "mensagem" errada às minorias e constituiria um desvio ao direito internacional.

"O meu país não poderá reconhecer uma declaração de independência do Kosovo, qualquer que seja o nível..., seja uma independência coordenada ou unilateralmente declarada", indicou Traian Basescu durante uma conferência em Bruxelas.

"Que mensagem estamos nós a enviar às sociedades multi-étnicas ou outros Estados confrontados com problemas étnicos ou conflitos congelados", questionou ainda Basescu, cujo país será o anfitrião da cimeira da NATO do início de Abril.

"Poderíamos atentar contra a Carta das Nações Unidas e a Acta final de Helsínquia", textos que "garantiram à Europa 60 anos de paz", acrescentou.

A Roménia faz parte, com a Espanha, Grécia, Bulgária, Eslováquia e Chipre, dos países da União Europeia (UE) que recusam reconhecer a declaração de independência do Kosovo esperada para Fevereiro, talvez na sessão inaugural do Parlamento kosovar a 06 de Fevereiro.

Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.

Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.

Apesar de oficialmente ainda fazer parte da Sérvia, o Kosovo é administrado pela ONU e patrulhado pelas tropas da NATO desde 1999.

Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 01, 2008, 10:15:41 am
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Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.

Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.


a UE refém de um bando de terroristas...está bonito isto, e ainda vai ficar "melhor".... :roll:
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 01, 2008, 12:32:33 pm
Mudado para uma área mais adequada do Fórum.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 07, 2008, 07:00:08 pm
Citação de: "P44"
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Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.

Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.

a UE refém de um bando de terroristas...está bonito isto, e ainda vai ficar "melhor".... :idea:  :roll:
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Enviado por: P44 em Fevereiro 09, 2008, 04:53:52 pm
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Diário de Notícias
Entrevista.

A eurodeputada socialista Ana Gomes dirigiu uma missão da UE ao Kosovo para avaliar a situação no território, que está a poucos dias de uma independência "inevitável".

Que conclusões tira da visita ao Kosovo?
Saio mais preocupada do Kosovo do que ao chegar. Não por temer violência, embora possam ocorrer retaliações à independência, mas pelas condições de segurança a médio e longo prazo.
A questão é garantir que o Kosovo tem condições para ser um país economicamente viável, que hoje não tem. A única actividade económica que existe é o crime organizado e a UE tem responsabilidades grandes nesta matéria.
A UNMIK falhou na revitalização económica do Kosovo?Claro que sim. E no quadro da UNMIK, a responsabilidade é inteiramente da UE. Não há condições para atrair investimento privado, logo esse investimento tem de vir da UE. Isso é vital para desmantelar o crime organizado. Até aqui, não houve um esforço sério para combater esta realidade.
Os representantes do crime estão no poder e são eles que vão receber o poder com a independência.
Fala do primeiro-ministro Hashim Thaçi?
Isto não é uma crítica apenas dirigida ao primeiro-ministro. Há muitos mais envolvidos no crime organizado e em crimes de guerra com posições de destaque no Kosovo.
Quais vão ser os maiores problemas a seguir à declaração de independência?
Por exemplo, o abastecimento eléctrico vai falhar. A única central do Kosovo não chega para as necessidades e há uma parte do abastecimento que é feito pela Sérvia… Se a UE quer determinar uma evolução positiva, então vai ter de investir. O Kosovo está no coração da Europa e o que se passa aqui vai afectar todos os europeus. Não sei se os ministros europeus têm noção disto. É por isso que vamos exigir discussões no Parlamento Europeu.
Quais são as recomendações que faz à missão da UE?
Os Estados membros estão em condições de enviar as pessoas mais indicadas.
Foi-lhes pedido, por exemplo, que enviassem mais mulheres e isso é muito importante, porque mais de metade da população são mulheres e trata-se de um país muçulmano. Depois, porque é importante que haja uma relação de confiança com essa mesma população e as mulheres têm capacidades importantes
.Acha que Portugal vai reconhecer a independência do Kosovo numa primeira linha de países europeus?
Não sei se será em primeira linha, mas vai reconhecer com certeza. A independência do Kosovo é inevitável. Há é que garantir que o Kosovo pode ter sustentabilidade como país, que agora não tem
.É a favor da independência do Kosovo?
Acho que é inevitável. Não vale a pena dizer agora se se é a favor ou contra. Quando é que Kosovo declara independência?É uma questão de dias. DN

Não é viável.
Reconhecem que é mais uma “democracia” corrupta.
A União Europeia tem de ajudar?
Afinal os crimes não foram só cometidos pelos Sérvios, no entanto só eles foram demonizados.
A ONU prova que é uma organização onde a corrupção e o tráfico de influências é lei. Existe sem razão.
A independência é inevitável porque sim.
Porque vai ser uma república islâmica no seio da Europa, com um governo corrupto em que a fonte de rendimento do país vai ser a corrupção e o crime.
O governo de Portugal vai reconhecer porque sim.
Porque é inevitável e portanto não se previne o desastre.
Não vale a pena dizer se é a favor ou contra?
Vamos ver:
A Turquia é um governo laico, faz parte da NATO, defendeu e defende o flanco leste/sul e grita-se: cuidado que vêm aí os turcos!
Pergunta, que não vale a pena fazer, porque estamos na NATO?
Porque continuamos na NATO?
Para satisfazer uma organização militar que no nosso sítio tem oficiais generais suficientes para todas as forças armadas em Espanha?
È porque não vejo mais nenhuma razão, num país que tem dificuldades económicas e graves problemas internos de segurança, está a fazer em Timor, o que deveria ser feito aqui.
O mesmo para o Afeganistão, porque vamos ter um Afeganistão aqui no centro da Europa.
A senhora julga que depois da independência as mulheres vão ter um papel importante, num país muçulmano?
Finalmente:
Porque é que o Kosovo deve ser independente? Porque sim?
Os Espanhóis tremem, mas Zapatero deleita-se como Catalão.
O norte rico de Itália deleita-se.
A Bélgica vai deixar de o ser, pela ordem de ideias que levam a esta independência.
A GB que se acautele, porque os Escoceses, têm o petróleo.
É claro que a armadilha foi montada, mas numa altura em que as coisas estavam bem a nível económico, ou pelo menos com o lixo debaixo do tapete.
Deveríamos como pequeno Estado que perdeu da forma como perdeu as colónias ajudados pelos nossos aliados da NATO, sair da NATO.
O tempo certo passou. Se a Espanha se partir, vamos ser engolidos militarmente.
Vivem-se tempo perigosos, porque é inevitável, porque não vale a pena, porque sim e pronto…
Pessimismo?
.

posted by Toupeira

http://www.carvalhadas-on-line.blogspot.com/ (http://www.carvalhadas-on-line.blogspot.com/)

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Enviado por: P44 em Fevereiro 09, 2008, 05:22:09 pm
Kosovo: Missão UE coloca Governo Belgrado à beira da ruptura

A decisão de enviar uma missão da UE para o Kosovo está a dividir o Governo de Belgrado e a criar novos embaraços à assinatura do «acordo político» entre a Sérvia e a União Europeia anunciado há uma semana.
O «acordo político», uma figura sem precedentes, resultou de uma solução de compromisso depois de goradas, face à oposição da Holanda, as expectativas de conclusão de um Acordo de Associação e Estabilização (ASA) entre Belgrado e a UE.

A questão complicou-se porém na terça-feira, quando, dois dias antes da data aprazada para a assinatura, Bruxelas trouxe de novo a lume uma proposta aprovada a 14 de Dezembro último prevendo o envio de uma importante missão europeia para implementar o plano Ahtisaari de independência supervisionada do Kosovo.

A proposta europeia gerou de imediato divisões no Governo sérvio e observadores da cena política de Belgrado colocam já mesmo o cenário de uma possível ruptura na coligação governamental entre as formações do primeiro-ministro Vojislav Kostunica e do reeleito presidente Boris Tadic.

Kostunica reagiu de imediato denunciando a proposta europeia de assinatura de um «acordo político» e o envio de uma missão para o Kosovo como «uma armadilha destinada a levar a Sérvia a assinar efectivamente o seu acordo com a independência do Kosovo».

O presidente Boris Tadic empenhou-se pessoalmente na conclusão do acordo com Bruxelas e fez da aproximação à Europa o »leit-motif« da sua campanha, recusando-se porém a condicionar essa aproximação a cedências na questão do Kosovo.

Tadic, reeleito no domingo com 50,5 por cento dos votos, contra 47,7 por cento do líder radical Tomislav Nikolic, dispõe tecnicamente de maioria no Governo para ultrapassar a oposição do primeiro-ministro e assinar o acordo. Mas a escassa margem da sua vitória sobre Nikolic e os limitados poderes da presidência deixam-lhe escassa margem da manobra política.

Vojislav Kostunica pode convocar o Parlamento, onde reunirá facilmente uma maioria de resistência ao acordo com Bruxelas. O primeiro-ministro sérvio pode ainda optar por fazer cair o Governo e formar uma nova coligação com o Partido Radical de Kikolic.

A anuência de Belgrado permitiria ultrapassar alguns obstáculos diplomáticos e jurídicos que têm protelado a anunciada missão europeia no Kosovo.

A missão deverá envolver 1 800 elementos, incluindo componentes policiais, jurídicas e administrativas, e destina-se a substituir a UNMIK, a administração das Nações Unidas que gere o Kosovo desde 1999. Ora, a transição entre as duas administrações coloca problemas políticos e jurídicos delicados.

As dificuldades prendem-se antes de mais com as resistências da Rússia (e, ao que tudo indica, da China). Moscovo voltou a endurecer posições na questão do Kosovo depois da assinatura de importantes acordos energéticos com a Sérvia a 21 de Janeiro. E a maioria dos membros do Conselho de Segurança opõe-se a uma proclamação unilateral da independência.

Chipre e a Roménia opõem-se abertamente ao reconhecimento de uma eventual proclamação de independência do Kosovo nas condições actuais, a Grécia, a Eslováquia e a Bulgária manifestaram publicamente reservas ao processo e a Espanha já deu sinais de que prefere esperar pelas eleições de 8 de Março.

Diário Digital / Lusa

07-02-2008 9:30:00
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 13, 2008, 09:17:39 pm
A Independência do Kosovo: uma perda estratégica para a Europa
Alexandre Reis Rodrigues
 
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A satisfação com que os europeus acolheram o desfecho das eleições presidenciais na Sérvia, com a vitória de Boris Tadic, representante da linha pró-Ocidente, de aproximação à União Europeia, foi sol de pouca dura. Logo no dia seguinte ao da contagem dos votos, o primeiro-ministro Kostunica, um nacionalista moderado, para contrabalançar a vitória de Tadic, relançava a campanha contra um acordo com a União Europeia, lembrando que esta quereria, em troca, a “compreensão” sérvia para a “inevitabilidade” (no entendimento do Ocidente) da independência do Kosovo.

Dois dias depois, Kostunica decidia que não haveria qualquer acordo no curto prazo. Isso mesmo já foi reconhecido pela União Europeia, que diz que o assunto está adiado indefinidamente. Note-se que nem sequer seria o Acordo de Estabilização e de Associação que em condições normais a União Europeia proporia; seria um acordo mais simples e de âmbito mais restrito para ter em conta a oposição da Holanda e a Bélgica que condiciona a aceitação do Acordo normal a uma prévia demonstração de vontade da Sérvia em entregar ao Tribunal Internacional de Haia os criminosos de guerra que andam fugidos (nomeadamente, Ratko Mladic).

A Rússia, de início, pareceu ter sido o grande perdedor; ficara sem a possibilidade de ver na presidência da Sérvia alguém que defendia a sua colocação na órbita russa (Tomislav Nikolic, o candidato derrotado). No entanto, a vitória de Tadic, contra o seu protegido, pode ser mais vantajosa para Moscovo.

Parece estranho mas há uma explicação: entre os dois, Boris Tadic é o que tem menor margem de manobra para negociar a situação do Kosovo; além de não poder renegar o compromisso assumido de ser contra a independência do Kosovo, sob pena de criar uma situação política insustentável para o Governo, para o seu partido e coligação, tem a pressão cerrada de Nikolic e do Partido Radical Sérvio que vão lutar abertamente contra qualquer sinal de cedência. Aliás, foi sob a presidência de Tadic que Moscovo conseguiu um novo negócio para a Gazprom, o que junto a anteriores acordos, dá à Rússia 90% de controlo sobre o mercado de produtos refinados na Sérvia. Nikolic, pelo contrário, tendo a confiança dos nacionalistas e não estando sujeito à sua marcação cerrada, teria alguma margem de manobra para negociar o estatuo do Kosovo sem pôr em causa a sua posição; até onde poderia deixar-se ir perante novas promessas do Ocidente era uma incógnita desconfortável para Moscovo.

Até há pouco tempo atrás, pelo menos no âmbito da NATO, os europeus mostravam ter uma posição muito clara; a 14 de Junho, reunidos em Bruxelas, no quartel-general da Aliança, não hesitaram em aceitar a inclusão de uma declaração de apoio à independência supervisionada do Kosovo, no comunicado da reunião (“We continue to support the comprehensive poposal for the Kosovo status settlement presented by President Ahtissari”). No entanto, que a União está dividida, quer quanto a apoio ao plano Ahtissari, quer quanto ao acenar de facilidades de adesão da Sérvia à União. Esta situação e o contexto resultante das eleições bem justificam tentar ganhar mais tempo, apostar no adiamento da clarificação da situação, procurar manter o statuo quo.

Só não se sabe se isso ainda é possível. Vai ser difícil convencer o primeiro-ministro do Kosovo a esperar quando já está agendada uma reunião do parlamento a 16/17 de Fevereiro para preparar (talvez mesmo formalizar) a declaração de independência. A União Europeia, que tem prevista uma reunião de ministros de negócios estrangeiros no dia 18 de Fevereiro, terá que se antecipar se não quiser limitar-se a reagir depois de tudo consumado! Ainda tem a possibilidade de tentar tirar partido da psicologia de dependência em que a província tem vivido desde 1999 e tem sido generosamente alimentada pela UE, ONU e NATO.

Será preciso insistir na necessidade de mais paciência e no apelo ao bom senso; os riscos e custos do outro desfecho serão muito sérios. Boris Tadic ficará numa posição quase impossível; dividido entre as suas simpatias pela adesão à UE que não gostará de abandonar e o compromisso de não aceitar a independência. Vojislav Kostunica, primeiro-ministro da Sérvia, ficará também em situação complicada. O seu partido é apenas o 4º maior no Parlamento sérvio; para sobreviver, Kostunica tem que jogar permanentemente e sobretudo prestar atenção ao Partido Radical Sérvio que é o que tem maior representação parlamentar e é decididamente pró-Moscovo. Foi devido a estas circunstâncias que Kostunica alterou, como se disse acima, a sua anterior disponibilidade de assinar um acordo com a UE. Com o Presidente e o primeiro-ministro em sérias dificuldades, o risco de colapso da frágil democracia sérvia aumentará consideravelmente.

É verdade que ao tentar manter o satuo quo a UE corre o risco de dar uma imagem de recuo perante a Rússia. Mas o dar apoio à independência tem o risco, que é com certeza bem maior, de lançar a Sérvia num processo de entrada inequívoca na esfera de influência russa, o que seria uma perda estratégica considerável para a Europa.

Jornal de Defesa
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Enviado por: Bundes em Fevereiro 13, 2008, 09:26:24 pm
Citação de: "P44"
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Os Espanhóis tremem, mas Zapatero deleita-se como Catalão.
http://www.carvalhadas-on-line.blogspot.com/ (http://www.carvalhadas-on-line.blogspot.com/)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fport.pravda.ru%2Fimg%2Fidb%2Fmaf2-1.jpg&hash=c5cc17346b3a66e40a332050f86ee5fb)


Zapatero non é catalán é leonés :roll:
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Enviado por: P44 em Fevereiro 13, 2008, 09:53:48 pm
:wink: OK, mas esse não é o cerne da questão
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Enviado por: P44 em Fevereiro 15, 2008, 08:40:00 am
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ONU

Sérvios e rússos mantêm recusa sobre independência do Kosovo


A Sérvia e a Rússia insistiram em recusar a independência do Kosovo, posição tomada durante uma inconclusiva reunião do Conselho de Segurança da ONU. Os sérvios insistem que este facto significaria uma «violação» da sua «integridade territorial».
( 08:05 / 15 de Fevereiro 08 )

   

A Sérvia e a Rússia mantiveram, na quinta-feira, a sua posição de recusa relativamente à independência do Kosovo, ao cabo de uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU que acabou sem grandes conclusões.

Numa declaração divulgada aos meios de comunicação social, o ministro sérvio dos Negócios Estrangeiros recordou que nunca aceitará «qualquer violação da integridade territorial» do seu país, o que significa que «jamais» vão reconhecer a independência da Sérvia.

«Não renunciaremos, mesmo se esse acto cobarde não for impedido. Nem agora, nem dentro de um ano, nem num decénio, nunca. O Kosovo fará sempre parte da Sérvia», afirmou Vuk Jeremic.

«Tomaremos quaisquer medidas diplomáticas, políticas e económicas para impedir ou reverter este ataque directo e não provocado à nossa soberania», frisou o chefe da diplomacia sérvia.

Jeremic recordou ainda que a independência do Kosovo teria efeitos noutros territórios por todo o mundo, uma vez que também estes se achariam no direito de ficar numa situação parecida à da actual província sérvia.

O chefe da diplomacia sérvia disse ainda recear pela vida dos cerca de 120 mil sérvios que ainda vivem no Kosovo, uma vez que acredita na possibilidade de uma «repetição de uma limpeza étnica contra a população sérvia».

Numa reunião de emergência convocada a pedido de Belgrado e de Moscovo, o embaixador da Rússia na ONU considerou que a proclamação da independência do Kosovo será uma «violação flagrante do direito internacional».

Vitaly Tchurkin entende que uma declaração deste tipo iria violar não só a Carta das Nações Unidas bem como a resolução 1244 do Conselho de Segurança, que estabelece que para o território uma «autonomia substancial», mas reafirma a soberania de Belgrado sobre esta província que tem vindo a ser administrada pela ONU desde 1999.

À saída dos debates, o embaixador do Panamá, Ricardo Alberto Árias, que preside ao Conselho de Segurança em Fevereiro, explicou que não foi tomada qualquer decisão e que a maioria dos estados-membros entende que este assunto deve ser tratado a nível europeu.

Esta posição tinha já sido aquela que tinha sido tomada pelo Conselho de Segurança da ONU em Dezembro, na sequência de quatro meses de negociações infrutíferas entre sérvios e kosovares sobre o futuro desta província.

http://tsf.sapo.pt/online/internacional ... =TSF188366 (http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF188366)
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Enviado por: tsumetomo em Fevereiro 17, 2008, 08:35:22 pm
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Parlamento proclama declaração de independência do Kosovo

A declaração de independêndia do Kosovo da Sérvia foi hoje aprovada pelo Parlamento kosovar, depois do projecto da proclamação ter sido apresentado pelo primeiro-ministro Hashim Thaçi. O anúncio formal da votação foi recebido nas ruas de Pristina com celebrações de dezenas de milhares de pessoas.

“Nós, os líderes do nosso povo, eleitos democraticamente, através desta declaração proclamamos o Kosovo um Estado independente e soberano”, disse Hashim Thaçi aos parlamentares, que aprovaram a declaração numa sessão plenária extraordinária convocada pelo chefe de Governo kosovar. “Esta declaração reflecte a vontade do povo”, continuou o primeiro-ministro.

Thaçi assegurou que o Kosovo terá uma “sociedade que respeita a dignidade humana” e que se compromete a confrontar “o doloroso legado do passado recente, num espírito de reconciliação e perdão”.

Todos os 109 deputados presentes na sessão plenária aprovaram a declaração de independência numa votação em que se abstiveram onze deputados de minorias étnicas, incluindo sérvios.

Nas ruas de Pristina, o tão aguardado anúncio da independência foi recebido por dezenas de milhares de pessoas, grande parte delas juntando-se na Avenida Madre Teresa. O vermelho da bandeira albanesa enche as ruas, mas também as bandeiras dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e NATO são empunhadas, em sinal de reconhecimento pelo apoio dado por os três países à independência da província do Sul da Sérvia e principais actores nos bombardeamentos aéreos de 1999 que forçaram as forças de Belgrado a abandonar o Kosovo.

Por outro lado, as autoridades de Belgrado, apoiadas pela Rússia, e os sérvios do Kosovo (que representam pouco mais que dez por cento da população) opõem-se à independência. Belgrado já afirmou que se recusará a aceitar qualquer proclamação de separação do Kosovo da Sérvia.

Comunidade internacional reage à declaração

Os Estados Unidos e vários países da União Europeia manifestaram nas últimas semanas a sua intenção de reconhecer rapidamente a independência do Kosovo após a sua proclamação pelo Parlamento kosovar.

Os Estados Unidos reagiram à declaração da independência do Kosovo com um apelo à calma. “Registamos o facto do Kosovo ter declaro a sua independência. Saudamos o claro empenho do Governo kosovar em proteger as minorias étnicas”, sustenta um comunicado do porta-voz do Departamento de Estados norte-americano, Sean McCormack.

O responsável indicou que os Estados Unidos e a União Europeia estão a avaliar a questão da independência kosovar. “Deveremos publicar um comunicado em breve” sobre a situação, indicou o porta-voz, sublinhando que, para já, Washington apela a todas as partes a “absterem-se de qualquer provocação”.

Em Londres, um porta-voz do gabinete da chefia da diplomacia britânica afirmou que a proclamação de independência é “um importante desenvolvimento que cria um novo contexto para o estatuto do Kosovo”. A mesma fonte remeteu para amanhã, em Bruxelas, uma declaração dos membros da União Europeia, que se vão reunir para analisar “o novo estatuto do Kosovo e os seus aspectos económicos e políticos”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, que se encontra em visita a Israel, disse aos jornalistas que França deseja “boa sorte ao Kosovo”, considerando a sua separação da Sérvia “um sucesso da comunidade internacional e da Europa”.

Em Berlim, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, apelou, à semelhança dos Estados Unidos, “à calma e moderação”, após o anúncio da independência kosovar, salientando que a “manutenção da estabilidade na região é a principal prioridade”. Após uma conversa telefónica com o seu homólogo sérvio, Vuk Jeremic, e com o chefe da diplomacia eslovena, Dimitrij Rupel, cujo país presidente actualmente à União Europeia, Steinmeier afirmou, em comunicado, que os ministros “rejeitaram expressamente toda a forma de violência”.

Um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália indicou que o país “necessita de tempo para avaliar” com os seus parceiros europeus, em Bruxelas, a situação futura do Kosovo, apelando, no entanto, à “moderação” da Sérvia e do Kosovo nas suas relações.



http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1319912&idCanal=11

E está o caldo entornado... vamos la ver o que acontecerá nos tempos mais próximos nesta região do mundo.
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Enviado por: tsumetomo em Fevereiro 17, 2008, 09:24:05 pm
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Viabilidade econômica, o maior desafio de um Kosovo independente


PRISTINA, Kosovo (AFP) — A viabilidade econômica é o desafio maior de Kosovo, a região mais desfavorecida dos Bálcãs, que teve sua sua independência proclamada neste domingo.

A União Européia (UE) aprovou o envio de uma missão civil (Eulex) de 2.000 homens para substituir a ONU, que administra Kosovo desde 1999, mas a comunidade internacional não consegue reaquecer a economia desta província do sul da Sérvia depois do conflito de 1998-1999 entre as forças sérvias e os separatistas.

A Eulex será encarregada de acompanhar a independência de Kosovo.

Segundo os dados de diversos organismos, a injeção de dinheiro estrangeiro em Kosovo, em projetos de reconstrução ou doações, foi de 2 a 3 bilhões de dólares por ano até 2004.

Mas outros cálculos estimam que a cifra seria da ordem dos 11 bilhões se levadas em consideração as quantias enviadas pela diáspora albanesa.

Independentemente de seu volume, estas quantias de dinheiro serviram para criar uma economia de consumo, já que a atividade produtiva ficou completamente enterrada devido aos interrogatórios sobre o estatuto de Kosovo.

Hoje em dia, as estradas estão destruídas e há inúmeros povoados que não têm eletricidade por mais do que algumas horas por dia.

O desemprego atinge 45% da população ativa e afeta 70% dos jovens; um relatório do Banco Mundial estima que 37% dos dois milhões de habitantes de Kosovo vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 1,5 eurospor dia.

"Mais de um em cada dez kosovares passa fome", resumiu Frode Mauring, chefe da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) em Kosovo.

"Aproximadamente 1,3 bilhão de euros são dedicados todos os anos ao desenvolvimento. Seria preciso aumentar esta cifra", estima o PNUD.

"Um Kosovo independente contraria a confiança dos investimentos estrangeiros", segundo o analista Muhamet Mustafa, que acredita que a independência "abrirá também as portas do mercado financeiro internacional".

"Temos uma população jovem que deseja trabalhar", enfatiza o especialista.

Segundo os analistas, as perspectivas existem, por exemplo, no setor da energia, que representa uma esperança econômica real. As reservas de carvão, por exemplo, representam uma esperança real.

Estas reservas são calculadas em 15 bilhões de toneladas e as de minerais podem chegar a vários milhões de toneladas.

"As reservas de ouro, níquel e cromo poderão ser muito superiores ao esperado", assegura com otimismo a Comissão Independente paras Minas de Kosovo.

Segundo Nick Burcham, que trabalhou nesta comissão, Kosovo tem centenas de zonas de prospecção e várias companhias estrangeiras estudam a possibilidade dos minerais.

Mas, para outros, a futura independência, mais do que uma vitória, pode resultar num pesado fardo.

"Temos que deixar de acreditar que a independência proporcionará toneladas de dólares", adverte o economista Ibrahim Rexhepi.

"A crise corre o risco de continuar. Impulsionar a metalurgia, a indústria dos alimentos e da energia exige tempo e investimentos", concluiu.



http://afp.google.com/article/ALeqM5httgdOMOW7y_pRnWk5HJPm7pihXw
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Enviado por: tsumetomo em Fevereiro 17, 2008, 09:26:14 pm
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Manifestações violentas em Belgrado após declaração de independência do Kosovo


Várias centenas de jovens sérvios manifestaram-se hoje nas ruas de Belgrado contra a declaração de independência do Kosovo, envolvendo-se em confrontos com a polícia depois de terem lançado pedras contra a Embaixada dos Estados Unidos, um dos países que já manifestaram apoio à separação da província sérvia, sob supervisão internacional.

Os manifestantes, muitos deles apoiantes de equipas de futebol, lançaram pedras e tochas contra a representação diplomática norte-americana, fortemente protegida por um dispositivo de segurança composto por polícias anti-motim.

Durante um confronto com a polícia, que usou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, um polícia sofreu ferimentos ligeiros.

Os manifestantes atacaram ainda a Embaixada da Eslovénia, tendo lançado também pedras e tochas contra o edifício, cuja porta de entrada ficou destruída bem como os vidros de várias janelas. A Eslovénia, antiga república jugoslava, assegura actualmente a presidência da União Europeia, que decidiu enviar uma missão para o Kosovo, para acompanhar o território após a declaração da independência.

Viaturas da polícia foram, entretanto, mobilizadas para outras embaixadas, como a de França, para impedir possíveis ataques durante a noite.

No centro de Belgrado, os opositores à independência kosovar desfilaram empunhando bandeiras sérvias e gritando “O Kosovo é a Sérvia”.

Em Kosovska Mitrovica, no norte do Kosovo, quatro granadas foram lançadas: duas que não chegaram a explodir contra um edifício ocupado pela União Europeia, e duas outras contra um tribunal, tendo apenas um explodido. O incidente não provocou vítimas.

Hoje, pouco depois do anúncio da independência do Kosovo, o Presidente sérvio, Boris Tadic, assegurou que a Sérvia “jamais reconhecerá a independência”. “A Sérvia reagiu e reagirá por todos os meios pacíficos, diplomáticos e legais para anular esse acto cometido pelas instituições do Kosovo”, acrescentou, numa posição reforçada pelo primeiro-ministro nacionalista sérvio. “Para os cidadãos da Sérvia, para a Sérvia, não existe nem existirá um Estado fantoche do Kosovo no seu território”, declarou Vojislav Kostunica.



http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1319927&idCanal=11
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Enviado por: André em Fevereiro 17, 2008, 10:18:36 pm
Declaração de independência acolhida com moderação pelo Ocidente    

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Eram cerca das 15:00 em Lisboa quando o Parlamento do Kosovo aprovou por unanimidade e aclamação a declaração unilateral de independência desta província sérvia de população maioritariamente albanesa.

"A partir de agora, o Kosovo mudou de posição política, somos agora um Estado independente, livre e soberano", declarou o presidente do Parlamento, Jakup Krasniqi, aos deputados, depois de estes terem aprovado a proclamação da independência.

A decisão foi saudada nas ruas por milhares de kosovares, aos gritos e acenando bandeiras da Albânia, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da NATO.

Já a Rússia tomou a mesma posição que a Sérvia rejeitando a proclamação da independência no Kosovo, enquanto a maioria dos países ocidentais a acolheram com moderação.

Moscovo quer que a missão da ONU no Kosovo declare "nula e sem valor" a proclamação unilateral de independência da província, disse o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Tchourkine, antes do início de uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo considerou que esta declaração constitui "uma violação da soberania da Sérvia", da "Carta da ONU, e da resolução 1244 do Conselho de Segurança".

Por seu turno, a Eslovénia, que assume a presidência semestral da União Europeia (UE), apelou a todas as partes implicadas no Kosovo que se comportem "de forma responsável" e "evitem qualquer forma de violência".

Poucas horas depois da declaração da independência pelo Parlamento, duas granadas foram lançadas na cidade de Mitrovica, e uma delas explodiu sem causar vítimas, segundo a polícia, que anunciou a instauração de um inquérito sobre o incidente.

O Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana apelou a que "todos mantenham a calma e ajam de forma responsável", afirmando-se convencido de que os dirigentes kosovares estarão "à altura das suas responsabilidades".

Tal como o Vaticano, vários países ocidentais apelaram à calma e à prudência para evitar novas ondas de violência entre albaneses e sérvios.

Os Estados Unidos, principais artesãos da independência do Kosovo que ficará sob a supervisão internacional, afirmaram ter "tomado nota" da declaração e apelaram a todas as comunidades da província a manter a calma.

A Suíça, que acolhe uma grande parte da diáspora do Kosovo, espera que as autoridades do Kosovo se "empenhem em evitar derivas violentas".

Na Alemanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, apelou a todas as partes "calma e moderação".

O chefe da diplomacia francesa, antigo alto representante da ONU no Kosovo, Bernard Kouchner, desejou "boa sorte ao Kosovo", e considerou que se tratava de "um sucesso da comunidade internacional e da Europa" que "colocará fim a um certo sofrimento".

Na segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE vão discutir o novo estatuto do Kosovo, e cada um dos 27 estados-membros poderá efectuar a sua própria declaração sobre esta matéria, sobre a qual não há um consenso.

Chipre, Eslovénia, Espanha, Bulgária, Grécia e Roménia já exprimiram a sua oposição a esta independência, considerando-a um precedente para todos os separatismos no mundo.

A Abkhazia e a Ossétia do Sul, duas regiões separatistas pro-russas da Geórgia, anunciaram imediatamente após a proclamação da independência do Kosovo, que irão pedir à Rússia e à ONU que reconheça a sua independência.

O Kosovo é gerido pela ONU e patrulhado pela NATO desde o fim da guerra entre as forças sérvias e os albaneses em 1999.

A KFOR, força da NATO no território, já anunciou que irá continuar a assumir as suas responsabilidades, "salvo decisão contrária do Conselho de Segurança" da ONU.

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 18, 2008, 12:15:52 am
Vinte feridos em manifestação frente à embaixada dos EUA em Belgrado

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Mais de uma vintena de pessoas, na maioria polícias, ficaram hoje feridas durante um protesto contra a independência do Kosovo em frente à embaixada dos Estados Unidos em Belgrado, capital da Sérvia.

Os manifestantes - várias centenas de jovens que gritavam palavras de ordem ultranacionalistas - lançaram pedras e tochas contra o edifício da embaixada, situada numa das avenidas centrais da capital e destruíram vários veículos estacionados na zona.

O Parlamento do Kosovo aprovou hoje, por unanimidade e aclamação, a declaração unilateral de independência desta província sérvia de população maioritariamente albanesa, decisão que foi de imediato rejeitada pela Rússia e pela Sérvia, e acolhida com apelos à calma por vários países ocidentais.

Frente ao edifício da embaixada dos Estados Unidos em Belgrado foi colocado um cordão da polícia anti-distúrbios que também foi alvo de insultos dos manifestantes, e a dada altura houve lutas com a polícia, das quais resultou um agente ferido.

Os manifestantes continuaram a destruir semáforos, sinais de tráfico, veículos e contentores de lixo na zona, enquanto os polícias, depois de receber reforços, tentaram empurrar a multidão para mais longe do edifício diplomático.

Uma agressão dos manifestantes a uma equipa da televisão pública sérvia RTS - que ficou com a câmara destruída e um dos repórteres ferido - desencadeou também ataques aos jornalistas de imagem das emissoras de televisão B92 e Studio B.

De acordo com fontes médicas do centro de urgências de Belgrado, mais de uma vintena de pessoas foi até agora assistida naquela unidade, a maioria polícias com ferimentos ligeiros.

Depois da polícia ter repelido a multidão, os manifestantes dividiram-se em pequenos grupos e um deles dirigiu-se ao edifício da embaixada da Eslovénia, país que preside actualmente à União Europeia (UE), onde partiu vidros e destruiu as bandeiras europeia e eslovena.

Outros grupos dirigiram-se a uma zona central de Belgrado onde partiram montras de um restaurante da cadeia norte-americana McDonalds, levando a polícia a intervir com gases lacrimogéneos para os dispersar.

Os manifestantes tinham anunciado um protesto pacífico em frente à embaixada dos Estados Unidos, situada a poucas centenas de metros da sede do Governo sérvio, e primeiro apareceram a cantar canções nacionalistas, mas depois voltaram atrás e bloquearam a entrada da avenida.

Os activistas transportavam bandeiras sérvias e gritavam palavras de ordem como "Kosovo é a Sérvia", "Não entregamos Kosovo", e outros em apoio ao antigo líder militar servio-bósnio Ratko Mladic.

Lusa
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 18, 2008, 08:24:42 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.serbianna.com%2Fblogs%2Fimages%2Fgreater_albania.jpg&hash=b6a66711cfb5df4cfc1bf04e7a693390)
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Enviado por: André em Fevereiro 18, 2008, 09:33:33 am
Austrália apoia a independência, China «profundamente preocupada»

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A declaração unilateral de independência do Kosovo recebeu hoje uma declaração de apoio por parte do primeiro-ministro australiano, enquanto a China se afirmou «profundamente preocupada».

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, anunciou em Sydney que em breve o seu país fará o reconhecimento formal do Kosovo como estado independente.

Em declarações à estação australiana ABC, Rudd afirmou ter distribuído uma orientação aos seus representantes diplomáticos espalhados pelo mundo no sentido de que esta declaração de independência «segue uma linha de conduta apropriada».

«A triste história do Kosovo leva a que façamos tudo para assegurar aos cidadãos dessa região do mundo que serão protegidos no futuro e é por isso que procederemos ao reconhecimento diplomático na primeira ocasião» , afirmou Rudd.

Entretanto, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Liu Jianchao, afirmou hoje que a China está «profundamente preocupada» com a declaração unilateral de independência do Kosovo.

«A iniciativa unilateral adoptada pelo Kosovo arrisca-se a criar reacções em cadeia e a ter repercussões negativas importantes na paz e na estabilidade da região dos Balcãs» , declarou Jianchao, em comunicado.

«A resolução do problema do Kosovo» , afirmou Jianchao, «está ligada à paz e estabilidade na região dos Balcãs, à autoridade e ao funcionamento do Conselho de Segurança e aos princípios fundamentais das relações internacionais».

«A China sempre considerou que o melhor meio de resolver o problema do Kosovo é do pôr em prática um plano aceitável para todos, mediante negociações bilaterais entre a Sérvia e o Kosovo» , refere o comunicado de Jianchao.

Por esse motivo, conclui a nota, «a China lança um apelo à Sérvia e ao Kosovo para que continuem a negociar uma solução adequada no quadro do direito internacional, a fim de manter a paz e a segurança na região dos Balcãs».

Recorde-se que o Parlamento do Kosovo, reunido em sessão plenária extraordinária no domingo, aprovou por aclamação a declaração unilateral de independência daquela província de maioria albanesa no Sul da Sérvia e que se encontra desde 1999 sob controlo da ONU.

Lusa / SOL
Título:
Enviado por: Adamastor em Fevereiro 18, 2008, 02:29:39 pm
Espanha não vai reconhecer a independência do Kosovo

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A Espanha não vai reconhecer a declaração unilateral de independência de Kosovo, informou em Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos.

«O governo espanhol não vai reconhecer o acto unilateral proclamado ontem (domingo) pelo Parlamento kosovar. Não vai reconhecer porque não consideramos que respeita a legalidade internacional», disse Moratinos antes de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE).


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=319168 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=319168)
Título:
Enviado por: Nitrox13 em Fevereiro 18, 2008, 02:32:23 pm
tou desconfiado que o kosovo ainda vai dar molho.
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 18, 2008, 05:01:40 pm
Russia invadir a Europa??? :roll:
Na primeira guerra mundial a guerra começou em Belgrado com a morte do principe Ferdinnand.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 18, 2008, 08:55:32 pm
Sérvia ordena retirada imediata do seu embaixador nos EUA

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A Sérvia chamou o seu embaixador nos Estados Unidos em resposta ao reconhecimento por Washington da independência do Kosovo, anunciou hoje no Parlamento o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica.
«Esta decisão dos Estados Unidos não vai converter um falso Estado (do Kosovo) num verdadeiro», disse Kostunica no Parlamento.

«O governo ordenou a retirada imediata de Washington do embaixador», precisou.

Kostunica considerou que o reconhecimento norte-americano mostrava «a verdadeira face da América», sustentando que a declaração da independência do Kosovo era «unilateral, ilegal e imoral, levada a cabo sobre a protecção da força brutal dos Estados Unidos e NATO».

«A América violou a lei internacional em prol dos seus próprios interesses», disse.

Na semana passada, Belgrado votou o arrefecimento, mas não o corte das relações diplomáticas com todas as nações que reconhecessem a independência do Kosovo.

É provável que os embaixadores da Sérvia no Reino Unido, França, Alemanha, e outros países que aceitaram formalmente a independência da província separatista como um novo Estado sejam retirados nos próximos dias.

«A América e a União Europeia estão a roubar-nos o Kosovo, toda a gente percebe isso», disse Tomislav Nikolic, o chefe do ultra-nacionalista Partido Radical.

«A partir deste momento, vamos contar os dias até libertamos o Kosovo».

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: ferrol em Fevereiro 19, 2008, 06:10:38 pm
Citação de: "Adamastor"
Espanha não vai reconhecer a independência do Kosovo
Lóxicamente...España, dando mostras unha vez máis da súa cabalidade e respeto á súa propia firma non pode acepta-la independencia de Kosovo, toda vez que leva firmado varias resolucións da ONU onde afirma o contrario.

Resolución 1244:
Citar
Reafirmando la adhesión de todos los Estados Miembros al principio de la soberanía e integridad territorial de la República Federativa de Yugoslavia y los demás Estados de la región,

Que haxa un certo número de estados que non cumpran a súa propia firma non debe implicar que España, que sí a cumpre, teña que firmar unha declaración de independencia ilegal.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 19, 2008, 08:12:53 pm
^^
 :lol:
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 19, 2008, 11:10:16 pm
Sérvios destroem posto fronteiriço de Kosovo

Citar
A polícia da ONU abandonou um posto de fronteira que foi destruída pelos sérvios, prometendo nunca submeter-se ao governo da maioria albanesa no Kosovo
 
Soldados dinamarqueses da KFOR (força internacional sob o comando da NATO) posteriormente ocuparam a guarnição na fronteira entre Kosovo e a Sérvia, segundo o comando do contingente.

O primeiro-ministro do novo país, Hashim Thaci, minimizou os ataques contra dois postos fronteiriços no norte, um dos quais foi completamente queimado.

«Tudo está sob controlo das autoridades da NATO, da polícia de Kosovo e da ONU, e nenhum incidente isolado vai afetar as celebrações da independência de Kosovo», afirmou em conferência de imprensa ao lado do chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana.

«Kosovo é um integral, inseparável, e o território de Kosovo está garantido e reconhecido internacionalmente», disse Thaci.

Testemunhas da Reuters viram a polícia da ONU destruir documentos oficiais e retirar computadores do posto semidestruído, para então partir num comboio escoltado por blindados.

O chamado Portão 3-1, ao norte da localidade de Zubin Potok, foi abandonado. Carros sem placas passavam sem serem molestados.

SOL
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 20, 2008, 08:43:14 pm
Citação de: "Miguel"
L’ancien commandant de l’OTAN parle du Kosovo.

"Nous avons bombardé le mauvais côté"

Le major-général canadien MacKenzie était le commandant des forces occidentales en Bosnie.

Aujourd’hui à la retraite, il dénonce ce que l’Otan a fait au Kosovo et contre la Yougoslavie.

- "Génocide" ? Pas 100.000 victimes, mais 2.000 ("toutes ethnies confondues").

- "Ce sont les Albanais qui ont commencé, nous les avons dépeints comme victimes"

- "Milosevic n’a fait que réagir"

- "L’Otan a livre le Kosovo à la maffia"

- "Nous avons aidé l’UCK à créer un Kosovo ethniquement pur."

- "Nous avons encouragé les terroristes du monde entier."

Interview du major-général MacKenzie :

"Il y a cinq ans, les écrans de nos télévisions débordaient d’images d’Albanais du Kosovo fuyant à travers les frontières pour aller chercher refuge en Macédoine et en Albanie. Des rapports alarmistes disaient que les forces de sécurité de Slobodan Milosevic menaient une campagne génocidaire, et qu’au moins 100.000 Albanais du Kosovo avaient été massacrés et enterrés dans des charniers à travers toute la province.

L’OTAN entra promptement en action, bien qu’aucun des Etats membres de cette alliance n’ait été menacé, et se mit à bombarder non seulement le Kosovo, mais aussi les infrastructures et la population de la Serbie elle-même, sans que cette action soit autorisée par une résolution des Nations-Unies, instance pourtant vénérée par les gouvernants du Canada passés et présents.

On qualifia de "munichois" ceux d’entre nous qui mirent en garde l’Occident contre le fait qu’il se laissait entraîner aux côtés d’un mouvement indépendantiste albanais extrémiste et partisan. On oublia opportunément que l’organisation qui menait le combat pour l’indépendance, l’Armée de libération du Kosovo (UCK), était désignée universellement comme organisation terroriste et connue pour être soutenue par le mouvement Al Qaida d’Oussama Ben Laden."

"Depuis l’intervention de l’OTAN et de l’ONU en 1999 au Kosovo, ce dernier est devenu la capitale européenne du crime. Le commerce des esclaves sexuels y est florissant. La province est devenue la plaque tournante de la drogue en direction de l’Europe et de l’Amérique du nord. Et pour comble, la plupart des drogues proviennent d’un autre pays "libéré" par l’Occident : l’Afghanistan. Les membres de l’UCK, qui a été démobilisée mais non démantelée, participent à la fois à ce trafic et au gouvernement. La police de l’ONU arrête quelques uns de ceux qui sont impliqués dans ce trafic et les traduit devant une juridiction passoire ouverte à la corruption et aux pressions.

Le but ultime des Albanais du Kosovo est de purger celui-ci de tous les non-Albanais, y compris les représentants de la communauté internationale, et de fusionner avec la mère-patrie albanaise, réalisant ainsi la "Grande Albanie". Leur campagne a commencé au début des années 1990, par l’attaque des forces de sécurité serbes ; ils ont réussi à retourner la réaction musclée de Milosevic en une sympathie universelle pour leur cause. Le génocide proclamé par l’Occident n’a jamais existé ; les 100.000 morts prétendument enterrés dans des charniers se sont avérés être environ 2000, toutes ethnies confondues, y compris ceux qui sont tombés dans les combats.

Les Albanais du Kosovo ont joué sur nous comme sur un Stradivarius. Nous avons financé et soutenu indirectement leur campagne pour l’indépendance d’un Kosovo ethniquement pur. Nous ne leur avons jamais reproché d’être responsables des violences du début des années 90, et nous continuons de les dépeindre comme les victimes d’aujourd’hui, malgré les preuves du contraire.

Quand ils auront atteint leur objectif d’indépendance, aidés par les dollars de nos impôts ajoutés à ceux de Ben Laden et d’Al Qaida, on peut imaginer quel signal d’encouragement ce sera pour les autres mouvements indépendantistes du monde entier soutenus par le terrorisme !
Notre acharnement à creuser notre tombe n’est-il pas comique ?"




The National Post, 6 avril 2004.

Traduit de l’anglais par Maurice Pergnier.

Version complète dans le n°88 de la revue française B.I. http://b-i-infos.com/index.html (http://b-i-infos.com/index.html)




Le major-général Lewis Mackenzie

A commandé des troupes à Gaza, Chypre, Vietnam, Le Caire, l’Amérique centrale. A Sarajevo, en pleine guerre civile, il avait la responsabilité des contingents de 31 nations. Selon Martin Bell de la BBC, il a été, durant ses fonctions à la tête des Occidentaux en Bosnie, l’homme le plus interviewé de toute l’histoire de la télévision. Travaille à présent comme commentateur des affaires internationales pour le National Post et pour de nombreuses chaînes de télévision américaines
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2008, 11:59:43 am
Tenho informaçoes que em Mitrovica houve incidentes esta manha.

E o sector dos nossos soldados, alguém pode confirmar se se passa tudo bem com os nossos rapazes? :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 21, 2008, 12:24:16 pm
a verdadeira bandeira do kosovo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg100.imageshack.us%2Fimg100%2F1369%2F12034184233fb3245679adiz9.gif&hash=15c1d21cd85140404b94d75ec7dbef18)
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 21, 2008, 03:22:44 pm
Citação de: "P44"
a verdadeira bandeira do kosovo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg100.imageshack.us%2Fimg100%2F1369%2F12034184233fb3245679adiz9.gif&hash=15c1d21cd85140404b94d75ec7dbef18)


Já agora também punha elementos da Union Jack e da bandeira francesa na do Kosovo, já que também disseram SIM à independência ...  :roll:
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 21, 2008, 06:35:05 pm
Kosovo: 16 países, 9 da UE, já reconheceram formalmente a independência, seis rejeitam


Citar
Paris, 21 Fev (Lusa) - Quatro dias depois da proclamação da independência do Kosovo, apenas 16 países reconheceram efectivamente a declaração e seis já recusaram aceitar o novo estado, entre eles Rússia, Sérvia, Geórgia, Espanha, Chipre e Roménia.

Os países que já reconheceram formalmente a independência do Kosovo são Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Áustria, Luxemburgo, Letónia, Dinamarca e Estónia e, fora da União Europeia, os Estados Unidos, a Albânia, o Afeganistão, a Turquia, o Senegal, a Austrália e Taiwan.

Prestes a reconhecer formalmente o novo Estado estão, na UE, Holanda, Bélgica, Irlanda, Finlândia, Suécia, Hungria, Polónia, Eslovénia, Bulgária e Lituânia. No resto do mundo, a Croácia e a Noruega.

Há ainda países com algumas reservas face à independência, entre os quais Portugal, Grécia, Eslováquia, República Checa, Malta, bem como a China.

Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2008, 07:55:59 pm
A França vai pagar caro isso.

Estou a ver dentro de algums anos alguns departamentos com uma maioria de populaçao arabe pedir autonomia ou independencia.

Quanto aos EUA nao comento, o unico objetivo deles é a destabilizaçao da Europa.

Parabems Portugal que mostra ainda ter uma certa lucidez.
Título:
Enviado por: NBSVieiraPT em Fevereiro 21, 2008, 08:46:29 pm
Portugal disse, para já não dizer nada.
Mas acho que vamos seguir o que a Espanha disser, a Galiza está muito perto e as lutas de independência por parte dos espanhóis também nos dizem algo, embora indirectamente.

A ver vamos.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2008, 09:17:49 pm
Destruiçao de uma IGREJA no Kosovo
 :arrow: http://www.youtube.com/watch?v=_Pg-bYIq ... 0&start=60 (http://www.youtube.com/watch?v=_Pg-bYIqgaE&eurl=http://www.armees.com/forums/index.php?showtopic=43540&st=60&start=60)
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 21, 2008, 09:25:25 pm
Isto está lindo.
Não me digam que não há um movimento estranho aqui na Europa para destruir o cristianismo ou causar confusão. Ou obrigar os europeus a provar um pouco de realidade.
Ou então é cobardia pura e simples.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2008, 09:40:53 pm
Citação de: "Luso"
Isto está lindo.
Não me digam que não há um movimento estranho aqui na Europa para destruir o cristianismo ou causar confusão. Ou obrigar os europeus a provar um pouco de realidade.
Ou então é cobardia pura e simples.


Exato Luso, temos o dever de espalhar por todos os meios possiveis este video, para o povo ver, e pode ser que ainda passe na RTP :arrow: http://www.youtube.com/watch?v=_Pg-bYIq ... 0&start=60 (http://www.youtube.com/watch?v=_Pg-bYIqgaE&eurl=http://www.armees.com/forums/index.php?showtopic=43540&st=60&start=60)
Título:
Enviado por: Ataru em Fevereiro 21, 2008, 10:25:14 pm
Eu sou completamente a favor da autodeterminação de povos (com justa causa) assim, penso que a melhor solução para o Kosovo seria a sua integração na Albânia com excepção das zonas sérvias no norte, que continuariam sérvias.
Mas, a minha segunda opção seria claramente a independência deste novo país. O tal "efeito domino" que tantos falam, seria vantajoso para uns (ex:Alemanha, Portugal, Irlanda, Nações dependentes), pejorativo para outros (ex:Espanha, Reino Unido, Bélgica, França...) e não afectaria de nenhuma forma outros (Coreia do Sul, África do Sul, Dinamarca, Israel...)
De maneira que apoio o novo estado kosovar...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 21, 2008, 11:01:06 pm
Citação de: "Luso"
Isto está lindo.
Não me digam que não há um movimento estranho aqui na Europa para destruir o cristianismo ou causar confusão. Ou obrigar os europeus a provar um pouco de realidade.
Ou então é cobardia pura e simples.


Acho que é mesmo causar confusão!

Não consigo é perceber o que os motiva  :conf:

Em reportagem na RTP, as nossas tropas até estão muito bem vistas por aquelas bandas, mas se o grémio recretivo de de São Bento tomar o partido que quer, a situação leva uma reviravolta !!
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 22, 2008, 08:19:25 am
O interesse é dos americanos em criar uma fonte permanente de destabilização na Europa, provocando insegurança e clivagens permanentes em redor da UE e dentro da própria UE.
Só anjinhos é que não percebem isso.
Quanto aos paus-mandados dos EUA (UK, França e Alemanha), apenas fazem o que lhes manda.(Dúvido que se em França estivesse o CHIRAC ou na Alemanha o SCHRODER tal tivesse acontecido...pelo menos tão facilmente, pois eles eram mil vezes mais "europeístas", embora pessoalmente não simpatizo com nenhum, não se vendiam tão facilmente!)

o problema é que enquanto a UE continuar a ser o "yes-man" dos EUA, nunca deixará de ser um anão politico em termos de politica -externa, veja-se as divergências internas a nivel dos Países da UE que revela a enorme fraqueza da UE em termos de politica -externa.

Realmente penso que a única razão porque Portugal não reconheceu o kosovo (geralmente basta Bruxelas estalar os dedos para os nossos sucessivos governos saltarem), é para não arreliar Espanha.

Quanto ao interesse "humanitário" e "desinteressado" dos Americanos no kosovo, penso que ISTO (http://http) fala por si...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fen%2F3%2F3f%2FCamp_bondsteel_kosovo.jpg&hash=418c8e6acbf0d387b2fc348f00dcd755)
Camp bondsteel kosovo
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 22, 2008, 08:21:46 am
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Mais de 150.000 manifestantes em Belgrado contra independência do Kosovo


Há 13 horas

BELGRADO (AFP) — Mais de 150.000 pessoas participaram nesta quinta-feira, em Belgrado, de uma manifestação contra a independência do Kosovo, na qual o primeiro-ministro Vojislav Kostunica garantiu que o território pertencerá "para sempre" à Sérvia.

Paralelamente, um grupo de manifestantes conseguiu provocar um incêndio na embaixada dos Estados Unidos na capital sérvia, de onde foi retirado um corpo carbonizado.

"Sim, podemos confirmar que um corpo foi encontrado na parte incendiada da embaixada, mas estamos certos de que não é de qualquer membro do nosso pessoal. Sabemos do paradeiro de todos os membros do pessoal da embaixada", informou o porta-voz da missão diplomática, Rian Harris.

O incêndio foi deflagrado por um grupo integrado por vários "hooligans", que invadiu a embaixada, desocupada, durante os protestos em Belgrado.

Washington apresentou um protesto oficial ao governo sérvio, qualificando como "intoleráveis" os incidentes em Belgrado.

O número três do Departamento de Estado, Nicholas Burns, telefonou para o primeiro-ministro e o chanceler sérvios, Vojislav Kostunica e Vuk Jeremic, respectivamente, para protestar pelos fatos e pela "totalmente insuficiente" proteção oferecida pelos corpos de segurança do país.

Pelo menos 70 pessoas, incluindo 19 policiais, ficaram feridas nos incidentes, segundo um centro médico de emergências citado pela rede de televisão B92.

Os distúrbios se espalharam pelo centro da capital sérvia, onde significativas forças do Batalhão de Choque enfrentavam manifestantes, no final do dia.

Dez veículos blindados da polícia e dezenas de agentes da Polícia de Choque foram enviados ao local para dispersar a multidão, recorrendo a bombas de gás lacrimogêneo. Pelo menos dez pessoas foram detidas.

Os protestos foram precedidos por uma grande concentração em Belgrado, na qual o premier Kostunica, principal orador, disse que "Kosovo pertence à Sérvia, Kosovo pertence ao povo da Sérvia; assim foi sempre e assim sempre será".

"Não há nenhuma força, nenhuma ameaça, nenhum castigo suficientemente forte e mau para que algum sérvio diga o contrário", acrescentou o premier, questionando o destino da Sérvia, se "os sérvios renunciarem às suas raízes, ao Kosovo e à História".

"Para nós, os sérvios, tudo é possível pela amizade, mas nunca pela força. Se aceitarmos a força e o medo, cada vítima da fundação da Sérvia terá sido em vão", sentenciou Kostunica, insistindo em que "Kosovo é da Sérvia".

Kostunica garantiu que a manifestação em Belgrado será a primeira de uma série.

Os cerca de 150.000 manifestantes concentraram-se por volta das 17h (13h de Brasília), diante do Parlamento, onde se instalou a tribuna para os discursos.

Os manifestantes agitavam bandeiras sérvias e gritavam "Kosovo é o coração da Sérvia", uma frase que se tornou o grito de guerra desde a perda da província no domingo.

Também foram vistas bandeiras da Espanha e da Romênia, dois membros da União Européia (UE) que se negaram a reconhecer o novo Estado, e da Rússia, grande aliado histórico eslavo, que também é firmemente contra a independência do Kosovo.

O ultranacionalista Tomislav Nikolic, líder do Partido Radical Sérvio, e o célebre diretor de cinema Emir Kusturica figuravam entre os oradores. O herói do tênis sérvio e número 3 do mundo, Novak Djokovic, falou à multidão por telefone.

Após os discursos na frente do Parlamento, os manifestantes seguiram para a imponente Catedral Branca de Belgrado, Santo Sava, para participar de uma "oração por Kosovo" com membros da Igreja ortodoxa sérvia. Enquanto isso, "hooligans" quebravam lojas e bancas de jornal no centro.

Episódios violentos também foram registrados perto da embaixada da Croácia e em uma das principais praças da capital, a praça Slavija, onde manifestantes atearam fogo a um McDonald's, além de quebrarem as janelas.

Na frente da embaixada da Alemanha, assim como na da Grã-Bretanha, guaritas de segurança foram incendiadas, enquanto um automóvel ardia em chamas diante da embaixada do Canadá. A maioria das representações diplomáticas fica no mesmo perímetro, na avenida Kneza Milosa, uma das principais artérias da capital.

As companhias nacionais de trem e de ônibus transportaram gratuitamente os manifestantes, as escolas não funcionaram, e algumas empresas públicas deram folgas coletivas para os funcionários.

A manifestação foi precedida por um violento ataque, de pelo menos 20 minutos, de 300 ex-reservistas do Exército sérvio à polícia kosovar no posto de fronteira de Merdare, no sul do país, entre a Sérvia e o Kosovo.

Os ex-reservistas lançaram pedras nos policiais de Choque do Serviço de Polícia do Kosovo e incendiaram pneus de caminhões, espalhando uma espessa fumaça negra. De acordo com a polícia, não houve feridos.

"É aqui que defendemos Kosovo e não em Belgrado", disse à AFP o chefe dos reservistas, Dejan Milosevic.

A grande ausência da manifestação em Belgrado foi a do presidente do país, Boris Tadic, que visita a Romênia. De lá, ele lançou um apelo à calma, pedindo "o fim imediato da violência e dos ataques contra as embaixadas".

Tadic, reeleito há algumas semanas, e também contra a independência do Kosovo, é partidário da entrada do país na UE, uma posição delicada ao se levar em conta que as autoridades sérvias acusam essa organização internacional e os EUA de terem instigado a independência.

Até o momento, 15 países, entre eles oito da UE, já reconheceram a independência do Kosovo. Sérvia, Rússia e outros três da União Européia, como a Espanha, são desfavoráveis, enquanto que os demais ainda "esperam" novas informações.


Copyright © 2008 AFP
Título:
Enviado por: ferrol em Fevereiro 22, 2008, 08:25:02 am
Citação de: "Ataru"
Eu sou completamente a favor da autodeterminação de povos (com justa causa) assim, penso que a melhor solução para o Kosovo seria a sua integração na Albânia com excepção das zonas sérvias no norte, que continuariam sérvias.
¿E que pasa se hai povos ou aldeas kosovares dentro do territorio serbio do norte?¿Tamén se autodeterminan e pasan a Kosovo?¿Que sería dos balcáns con unha ducia de microestados e unha grande Albania, país corrupto, atrasado e subdesenvolvido que tivese, por tamaño e poboación, a voz máis importante na zona?¿Cantos albaneses entrarían ilegalmente a Italia ou Grecia todos os anos?Lembremos que, unha vez dentro da UE non hai fronteiras, e probablemente eses ilegáis rematarían en parte en Portugal...?
Citação de: "Ataru"
Mas, a minha segunda opção seria claramente a independência deste novo país.
Un país, o que necesita, ademáis de independencia, é poder sair adiante cos séus propios medios e Kosovo non ten nada con que sobrevivir. Logo está abocado a ser un país con axudas contínuas dos séus veciños (a UE) "per sécula seculorum". ¿Está disposto Portugal a dar 200 millóns todos os anos no próximo século para que Kosovo preserve a súa independencia?
Citação de: "Ataru"
O tal "efeito domino" que tantos falam, seria vantajoso para uns (ex:Alemanha, Portugal, Irlanda, Nações dependentes),

¿Por qué sería beneficioso un efecto dominó para Portugal?¿Que se opina do "efecto dominó" nas illas?
Citação de: "Ataru"
De maneira que apoio o novo estado kosovar...
Co séu propio diñeiro, supoño...
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 22, 2008, 08:32:26 am
por essa ordem de ideas vamos apoiar a unificação da República Sérvia da Bósnia (Rep.Serpska) com a Sérvia!

entretanto 12000 guerrilheiros albaneses destabilizam o norte da rep. da Macedónia (FYROM) , pretendendo a secessão desses territórios.

Por sua vez a FYROM pretende metade da Grécia...

Relamente "no pasa nada"

Essa de Portugal lucrar com a independencia do kosovo :roll:
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 22, 2008, 12:10:30 pm
Citar
Então suponhamos (exercicio puramente teórico e académico!) que os ingleses começam a imigrar em massa para o Algarve e daqui a 50 anos constituiem a larga maioria da pop.
Nesse caso também podem declarar a independencia unilateral do Algarve....


E que cada inglesa tenha 10 filhos ....

Isso mesmo que se passa no Kosovo.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 22, 2008, 12:44:21 pm
Citação de: "Miguel"
Citar
Então suponhamos (exercicio puramente teórico e académico!) que os ingleses começam a imigrar em massa para o Algarve e daqui a 50 anos constituiem a larga maioria da pop.
Nesse caso também podem declarar a independencia unilateral do Algarve....

E que cada inglesa tenha 10 filhos ....

Isso mesmo que se passa no Kosovo.


exacto, foi mesmo isso que aconteceu, pois a miséria na Albânia era tal que os albaneses começaram a imigrar em massa para a então Jugoslávia,estabelecendo-se na provincia do kosovo, á procura de melhores condições de vida, levando as familias e tendo filhos atrás de filhos, até que atingiram o rácio 90/10 :roll:
Título:
Enviado por: EB em Fevereiro 22, 2008, 03:15:49 pm
Citar
Miguel escreveu:
Citação:
Então suponhamos (exercicio puramente teórico e académico!) que os ingleses começam a imigrar em massa para o Algarve e daqui a 50 anos constituiem a larga maioria da pop.
Nesse caso também podem declarar a independencia unilateral do Algarve....
 


E que cada inglesa tenha 10 filhos ....

Isso mesmo que se passa no Kosovo.


exacto, foi mesmo isso que aconteceu, pois a miséria na Albânia era tal que os albaneses começaram a imigrar em massa para a então Jugoslávia,estabelecendo-se na provincia do kosovo, á procura de melhores condições de vida, levando as familias e tendo filhos atrás de filhos, até que atingiram o rácio 90/10


Nem mais...

E com base neste facto, tornar-se-ia perfeitamente legítimo que, por exemplo, nos EUA, o estado da Flórida se tornasse independente com a sua população de emigrantes Cubanos e o estado do Texas se tornasse independente (ou voltasse a ser parte integrante do México) com a sua população de emigrantes Mexicanos.
Por sua vez, é uma boa ocasião para os Governos Autónomos da Escócia e do País de Gales declararem a sua total independencia da Grã-Bretanha e para a Irlanda do Norte voltar a integrar legitimamente a República da Irlanda....

Não haja dúvidas que esta situação do Kosovo vai continuar a dar "raia"....  :roll:

Cumprimentos a todos os Foristas
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 22, 2008, 03:17:19 pm
já há movimentações também das minorias Hungaras na Roménia, a exigirem mais autonomia :roll:
Título:
Enviado por: papatango em Fevereiro 22, 2008, 03:49:12 pm
A questão do Kosovo é mais complexa que o que parece à primeira vista.

O Kosovo sempre fez parte de áreas contestadas e não é líquido que sempre tivesse maioria Sérvia. Aliás, os Sérvios ao que consta chegaram àquela região mais ou menos no periodo das invasões bárbaras, ou seja quando os visigodos e os suevos chegaram à peninsula ibérica.

Pelo que entendo a importância do Kosovo não é tanto por causa de a maioria da população ser de origem Sérvia, mas sim por razões históricas.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 22, 2008, 04:12:33 pm
Citar
os Sérvios ao que consta chegaram àquela região mais ou menos no periodo das invasões bárbaras, ou seja quando os visigodos e os suevos chegaram à peninsula ibérica.


ah, então foi só um "bocadinho" antes dos albaneses :twisted:
Título:
Enviado por: Daniel em Fevereiro 22, 2008, 04:15:09 pm
P44
Citar
exacto, foi mesmo isso que aconteceu, pois a miséria na Albânia era tal que os albaneses começaram a imigrar em massa para a então Jugoslávia,estabelecendo-se na provincia do kosovo, á procura de melhores condições de vida, levando as familias e tendo filhos atrás de filhos, até que atingiram o rácio 90/10


Meus caros, esse povo fazem muitos filhos, aqui na Suiça onde vivo ninguem gosta desse povo, são mal educados, agressivos, etc, enfim, a Suiça está com graves probblemas de criminalidade, imaginem o porque :!:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2008, 09:30:52 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg401.imageshack.us%2Fimg401%2F2428%2Fcb0220wjwx2dx8.jpg&hash=4141f4092482c541cbf32938bd74eb92)

posted by Elise

E um comentário extraordinário do toupeira

Citação de: "toupeira"
Quem é o mulah? O do turbante ou o da bandeira?
Diga-me uma coisa Elise se puder e se quiser:
O Kosovo é admitido pela própria ONU como um local administrado por gente ligada a mafias.
O Kosovo vai ser o nosso estado de Israel, na Europa, se quiser a nossa Palestina.
Existe maior fraude que esta?
O que preocupa, mas não me admira, porque já nada me surpreende neste mundo comandado pelos Billdenberg, é como nos obrigam a todos ter de engolir com esta situação.
Os Billdenberg, fazem e sempre fizeram da Europa um tabuleiro de ensaio para novas guerras, quando as coisas da economia correm como não estava previsto.
Depois dos tabuleiros de África, do Iraque e da região entre a ìndia e a China vai sobrar para todos nós.
Nestas coisas não há aliados, nem nunca existiram, são figuras de retórica histórica, com custos elevaos em vidas humanas.
Mas eles, o grupo de que falo é que controlam, é que fazem e desfazem revoluções, fazem e desfazem países e comunidades.
Portanto a história da bandeira vai ser contada como todas as outras.
Sadham foi feito pelos americanos. Noriega foi feito pelos americanos.
Somoza foi feito pelos americanos.
O general paquistanês agora apeado foi feito pelos americanos, serviu enquanto serviu agora é um tirano.
Os talibãs foram apoiados pelos americanos quando lhes interessou tramar os soviéticos, agora a NATO utiliza guerrilheiros talibã, através da CIA, contra os mais radicais, como num grande bazar.
O problema será quando o mal nos bater à porta.
Zapatero, não diz, mas não esconde que apoiaria a independência do Kosovo, por ser catalão, mas ele sabe que alguns espanhóis, porque há muitos não se portam como a grande maioria dos portugueses.
Os gregos e turcos sabem do que falo. Os russos claro que também sabem e os problemas deles são mil vezes piores que os de Israel, se abrirem mão ou amolecerem o punho de ferro.
A democracia não é algo comestível.
Primeiro o direito natural depois o outro.
Portanto não sei quem é o mulah, serão os dois?
A bandeira é a bandeira dos USA, do país que durante esta administração tratou da forma mais cobarde e mais hedionda os desgraçados que foram atingidos pelo Katrina. A grande maioria, como a grande maioria da população americana, eram os pobres e os deserdados e os que não fazem nem nunca irão fazer parte do sonho americano.
Foram quantos?
Foram quantos que morreram a apodrecer nos pântanos criados pelo Katrina?
Louvo esse grande povo, que honra a bandeira e a pátria como nenhum outro na terra, mas por quanto mais tempo?
Isto não tem nada a ver com os senadores, esquerdas ou direitas, tem a ver com a falta de vergonha de quem os comanda.
Ike avisou quando saiu.

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008



O Carvalhadas (http://http)
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 22, 2008, 09:54:06 pm
Para mim é um postal interessante. De que outra maneira se podem perceber estas maquinações sem sentido?

Citar
A democracia não é algo comestível.
Primeiro o direito natural depois o outro.



Bem dito.
Título:
Enviado por: ferrol em Fevereiro 23, 2008, 09:20:18 am
Citação de: "P44"
por essa ordem de ideas vamos apoiar a unificação da República Sérvia da Bósnia (Rep.Serpska) com a Sérvia!
A situación é distinta. A República Serbia formaba parte de Bosnia-Herzegovina antes da proclamación da independencia de Bosnia. Houbo un referéndum en toda Bosnia que con total legalidade segundo a lei Iugoslava proclamóu a súa independencia, posto que o sí a esa independencia sacóu máis do 60% que pedía a lei iugoslava vixente naquel ano 1991. Por tanto, a independencia de Bosnia é legal, e a separación da República Serbia de Bosnia da antiga Iugoslavia viña no paquete, posto que estaba territorialmente incluída en Bosnia. E por suposto, a inclusión da República Serbia de Bosnia en Serbia é ilegal, posto que a Constitución bosniaca non reflexa este tipo de situacións...

Pero o de Kosovo é un atentado á lei e ás normas internacionais. Non se pode dicir un luns "que nos facemos independentes", xuntar a 4 amigos nun concello e dicir que xa non somos serbios. É ilegal.

Ademáis senta un penoso precedente. Así, polo visto en Kosovo, basta montar unha guerrilla e quebra-la orde pública o suficiente tempo para que che dean a independencia. Inadmisible.

Por eso, da única forma que se entende que varios países europeos admitan esa declaración de independencia, a pesares de teren firmado Resolucións da ONU en sentido contrario, é sen dúbida polo hastío dunha guerra longa na que estamos metidos e cremos que así remataremos dunha vez co avispeiro dos Balcáns. Subvertindo a legalidade internacional e dando carta de natureza legal a uns traficantes e contrabandistas que se fan chamar "exército de liberación de Kosovo" (UCK), que mandan dun xeito violento e mafioso nese recuncho.

Agora, envalentonados con este éxito internacional, pretenderán extenderse aló onde haxa albaneses ou kosovares, do mesmo xeito mafioso. Creando violencia e ofrecéndose eles mesmos a aplacala coa independencia destas ou daquelas terras...

Un saúdo, P44.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 23, 2008, 10:52:42 am
não vai ficar fácil, ferrol :arrow:

2008-02-23 - 00:30:00

Kosovo: Nacionalistas sérvios atacam KFOR em Mitrovica
Rússia ameaça usar força militar


A Rússia ameaçou ontem recorrer “à força bruta” se a NATO e a União Europeia “desafiarem” a ONU e derem apoio unânime e incondicional à independência do Kosovo.


A ameaça teve lugar enquanto, no quinto dia consecutivo de violência, militantes sérvios se envolviam em confrontos, em Mitrovica, norte do Kosovo, com militares franceses da força da NATO no território (KFOR).

Dmitiri Rogozine, embaixador russo na ONU, considerou o caso do Kosovo ameaçador para o sistema de segurança internacional e classificou-o como um desafio directo a Moscovo. “Temos de partir do princípio de que, para sermos respeitados, teremos de usar a força bruta, isto é, a força militar”, afirmou, sem explicar como e onde poderá ter lugar a retaliação armada da Rússia, mas fazendo notar que uma “postura unida da UE” ou um “excesso da NATO no seu mandato no Kosovo” serão considerados uma desafio directo à Rússia.

Um dia depois de manifestações violentas terem feito pelo menos um morto e 150 feridos em Belgrado, Mitrovica (Kosovo) foi ontem o ponto quente dos protestos sérvios. Entoando cânticos e gritando “o Kosovo é nosso”, manifestantes tentaram forçar a passagem da ponte sobre o rio Ibar, que liga as zonas sérvia e albanesa da cidade. Militares franceses da KFOR impediram a passagem de autocarros de manifestantes, mas alguns iludiram a barreira militar e envolveram-se em confrontos sobre a ponte. Refira-se que nenhum dos 295 militares portugueses integrados na KFOR e encarregados de patrulhar as zonas quentes de Mitrovica se encontrava na área dos conflitos de ontem.

EUA RETIRAM PESSOAL DIPLOMÁTICO

Um dia depois do ataque à embaixada dos EUA em Belgrado, durante o qual pelo menos uma pessoa morreu, Washington ordenou ontem a evacuação da Sérvia do pessoal diplomático não essencial. “O embaixador e assessores de topo permanecerão em Belgrado”, afirmou uma porta-voz da embaixada dos EUA.

A União Europeia ameaçou, por seu lado, congelar indefinidamente as negociações de adesão da Sérvia ao clube europeu e instou Belgrado a fazer mais para proteger as embaixadas estrangeiras, cinco das quais, além da norte-americana, foram visadas durante os protestos violentos de quinta-feira.
 
F. J. Gonçalves com agências

 http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=91&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=279042&idselect=91&idCanal=91&p=200)
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 23, 2008, 10:57:03 am
If there is ever another war in Europe, it will come out of some damned silly thing in the Balkans”
 Otto von Bismarck quote
 
 :roll:
Título:
Enviado por: papatango em Fevereiro 23, 2008, 12:44:56 pm
Citação de: "P44"
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os Sérvios ao que consta chegaram àquela região mais ou menos no periodo das invasões bárbaras, ou seja quando os visigodos e os suevos chegaram à peninsula ibérica.

ah, então foi só um "bocadinho" antes dos albaneses :mrgreen:
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 23, 2008, 02:27:44 pm
umas das razões do interesse dos EUA já a postei aqui:
http://www.forumdefesa.com/forum/viewto ... 050#101050 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?p=101050#101050)
Título:
Enviado por: Lince em Fevereiro 23, 2008, 03:01:09 pm
Citação de: "ferrol"
¿Por qué sería beneficioso un efecto dominó para Portugal?¿Que se opina do "efecto dominó" nas illas?...


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.brasilescola.com%2Fupload%2Fe%2Ffebre.jpg&hash=63ce139e9997b8bb5b0aadb5c81557a4)
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Fevereiro 23, 2008, 03:27:05 pm
O que me custa aceitar é porque a comunidade internacional (ocidental) favoreceu (quando não incentivou) a criação deste  'novo' estado albanes.Mais valia consagrar a sua existencia numa 'Grande Albania', protegendo (ou melhor desanexando) as regioes sérvias...
Com esta solução, porém, parece termos entrado, não numa nova independencia mas, como dizia esta semana um observador politico,  ..."um novo estado dependente acaba de nascer na Europa.E não ha razão para nos felicitarmos com isso..."


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Regressão
22.02.2008, Vasco Pulido Valente

O nacionalismo é, como se sabe, uma ideia relativamente moderna e o Estado-nação mais moderna ainda. Até ao fim do século XIX, e à expansão do ensino primário gratuito e obrigatório, só uma pequena minoria falava as línguas "normalizadas", que são hoje oficiais. Menos de 30 por cento dos franceses falava francês. Quase nenhum italiano (sete por cento) falava italiano. Mesmo em Inglaterra (e não me refiro aqui à Grã-Bretanha), o grosso da população tinha dificuldade em se entender de sítio para sítio e de "classe" para "classe". Se havia patriotismo, era local. O camponês comum não se via como parte da França ou da Itália ou, por muito que nos custe, sequer de Portugal. Para ele, o mundo começava e acaba no seu pays, no seu paese, na sua terra, palavras que a seguir alargaram o seu sentido ao Estado-
-nação.
O Estado-nação e o sentimento que o inspirava, o nacionalismo, trouxeram consigo prodigiosas desgraças: duas guerras mundiais, o Holocausto e outros genocídios (a palavra foi inventada recentemente) que se conhecem mal ou não se conhecem. Mas, depois da catástrofe, também pareceram trazer uma certa universalidade, para além da "raça" (um conceito vazio), da língua e da cultura. Em teoria, no Ocidente, já não se procurava segurança e pertença na comunidade rural, ou na "região" (uma entidade difícil de definir) ou no Estado-nação. A pertença e a segurança vinham agora de uma ordem geral, que garantia, embora com diferenças de ênfase, a vida e os direitos de cada um. Precariamente, com certeza, imperfeitamente. De qualquer maneira, com uma liberdade nova na Europa e na história.

O colapso do império soviético mudou tudo isto. A antiga Europa comunista ficara na primeira metade do século XX e o nacionalismo renasceu, como no Cáucaso e na Federação Russa. Milhões de pessoas voltaram a procurar no Estado nacional a protecção que não encontravam fora dele. Esta semana, o Kosovo declarou a sua "independência", à sombra da ONU, da NATO, da América e da substância da UE: os kosovares vão viver num país minúsculo e, além disso, inviável, sob ocupação estrangeira. O seu destino não interessa muito. Interessa que o Ocidente não consinta e, principalmente, não promova um regresso ao primitivismo, em que as várias "tribos" da Europa resolvam reclamar o seu próprio Estado, para, no fim, ou se isolarem na xenofobia e na miséria ou, com alguma sorte, aprenderem inglês como toda a gente e como toda a gente obedecerem a Bruxelas.
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Enviado por: P44 em Fevereiro 23, 2008, 08:24:55 pm
O grande leader do Kosovo independente e livre...
http://pitecos.blogs.sapo.pt/218615.html (http://pitecos.blogs.sapo.pt/218615.html)
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Enviado por: P44 em Fevereiro 23, 2008, 10:06:28 pm
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Acusam EUA e UE de violação do direito internacional
Dez mil pessoas manifestam-se em Montenegro contra independência do Kosovo
22.02.2008 - 19h01 AFP
Mais de dez mil pessoas manifestaram-se hoje no centro de Podgorica, capital de Montenegro, contra a independência do Kosovo, em resposta a um apelo dos partidos da oposição montenegrina pró-sérvios.

Os manifestantes exigiram que Montenegro nunca reconheça a declaração de independência unilateral do Kosovo e acusaram os Estados Unidos e a União Europeia de “violar o direito internacional”.

“Os sérvios de Montenegro farão tudo para que o kosovo volte a pertencer à Sérvia”, afirmou Andrija Mandic, líder de um partido da oposição pró-sérvia.

Na manifestação, muitas das pessoas acenavam com bandeiras sérvias, mas também russas, gregas, espanholas e com retratos do ex-presidente jugoslavo Slobodan Milosevic e do presidente russo Vladimir Putin. Nalguns cartazes era também possível ler: “Kosovo é o coração da Sérvia, o Kosovo é a Sérvia”.

No local estiveram várias forças policiais, mas também espalhadas por todo a cidade, nomeadamente nas instituições do Estado e nas embaixadas. Um helicóptero do Ministério do Interior sobrevoou a capital durante o protesto, que ocorreu um dia depois da manifestação em Belgrado (Sérvia), onde se registou um morto e 130 feridos.

Montenegro proclamou a sua independência com a Sérvia em Junho de 2006.
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1320536 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1320536)


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Embaixador russo junto da NATO ameaça União Europeia e Aliança Atlântica com força militar


Dmitri Rogozin,embaixador russo junto da NATO, não exclui a possibilidade de o seu país recorrer à força militar para “defender o sistema de relações internacionais”.


“Hoje, se a União Europeia elaborar uma posição comum ou a NATO sair do quadro do seu mandato no Kosovo, estas organizações entrarão em conflito com a ONU, e, então, nós, penso eu, também partiremos do princípio que é preciso empregar a força dura, que se chama militar, para que nos respeitem” – declarou ele numa video-conferência Moscovo-Bruxelas.
“Quem tem a força, tem a razão!” – exclamou.
O embaixador russo considera que “os albaneses podem incentivar a separação de novos territórios, nomeadamente no Montenegro e Macedónia”.
“Acompanhamos atentamente para que a NATO e a União Europeia não saiam do quadro do mandato do Conselho de Segurança da ONU no Kosovo” – afirmou Rogozin, acrescentando que “há informação de que alguns altos funcionários da NATO declaram a necessidade da criação de fronteiras no Norte do Kosovo, que separarão da Sérvia os sérvios que aí habitam”.
“Se isso se confirmar, teremos agudas discussões sobre esta questão, que poderão ter consequências dramáticas. O importante é que a NATO se ocupe de assuntos militares, e não de política” – sublinhou o embaixador russo.
Dmitri Rogozin não exclui a possibilidade de o processo de reconhecimento da independência do Kosovo ter sido financiado pelos traficantes de droga kosovares.
“Há muito que o Kosovo é não só uma base de trânsito para a Europa, mas também um grande laboratório. É bem provável que as enormes quantias da narcomáfia no Kosovo trabalhem para que agora seja elaborada uma posição política a favor do reconhecimento da independência do Kosovo” – declarou Rogozin,insinuando que alguns funcionários da União Europeia poderiam ter sido subornados pelos traficantes.
O diplomata russo defendeu que o seu país não está de forma alguma interessado na separação do Kosovo.
“Não temos nenhum interesse nisso, nem no aparecimento de um novo foco de tensão junto das nossas fronteiras” – declarou ele ao responder à pergunta que dividendos poderá tirar Moscovo da proclamação da independência do Kosovo.
“Derramámos sangue, morremos para conservar a nossa unidade. Nós continuamos a sofrer pelo facto de 17,5 por cento do povo russo ter ficado fora das suas fronteiras nacionais depois da desintegração da União Soviética. Trata-se de uma perda nacional nunca sentida por nenhum povo do mundo, cortaram-nos a sangue frio. Agora, estamos longe disso. Que interesses podemos ter nós no que se está a passar no Kosovo?” – perguntou.
Dmitri Rogozin excluiu qualquer possibilidade de intervenção militar russa na região.
“A Sérvia não é um país ocupado e não precisa de que alguém empregue a força militar por ela. A Sérvia é um Estado soberano, apoiamos a sua integridade territorial, partindo dos princípios do Direito Internacional” – concluiu.
“Rogozin é conhecido pelas suas reacções extremas e duras. Ele tem na língua o que alguns dirigentes russos guardam na cabeça. Não faria declarações dessas se não tivesse autorizado pelo Kremlin” – comentou uma fonte diplomática ocidental em Moscovo.
“Mas também não nos devemos esquecer que declarações desse tipo são, na maioria das vezes, para consumo interno, tanto mais em tempo de campanha eleitoral” – acrescentou essa fonte.

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Transdniestria também quer ser independente

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fbp1.blogger.com%2F_8GMXh5qkDuk%2FR7sTj55BnvI%2FAAAAAAAAAyI%2FtR2Q-EMu_rY%2Fs400%2FTrand.gif&hash=e61cee0f93d196a8fa856fe364ffc603)

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Transdniestria, região separatista da Moldávia, exige que a comunidade internacional reconheça a sua independência.
“A proclamação da independência e o posterior reconhecimento do Kosovo têm importância de princípio, porque criam um novo modelo de regularização de conflitos, baseado na prioridade do direito do povo à autodeterminação” – lê-se num comunicado publicado pela diplomacia dessa república não reconhecida.
Os dirigentes da Transdniestria estão convencidos de que esse modelo deve ser empregue em relação a todos os conflitos com bases políticas, jurídicas e económicas semelhantes.
“Nestas condições, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Transdniestria considera o reconhecimento internacional mais rápido da independência da Transdniestria a etapa final da regularização pacífica e justa do conflito entre a Transdniestria e a Moldávia, um contributo da comunidade internacional para o reforço da estabilidade e segurança regional” – assinala-se no comunicado.
O conflito entre a Moldávia e a Transdniestria começou há mais quinze anos, durante o processo de desintegração da União Soviética. A Transdniestria proclamou unilateralmente a sua independência em relação à Moldávia no início dos anos 90 no território de várias regiões moldavas da margem esquerda do rio Dniestre. Os separatistas justificaram a sua iniciativa com o facto de a Moldávia se pretender juntar à Roménia e de violar os direitos da população não moldava.
As autoridades moldavas tentaram esmagar o seccionismo à força das armas, mas foram derrotadas por destacamentos separatistas, apoiados com armas e homens pela Rússia.
Em 1992, a mediação internacional conseguiu pôr fim à guerra e congelar o conflito. A Rússia e a Ucrânia mantêm capacetes azuis na fronteira entre a Transdniestria e a Moldávia como garantes da paz.
As autoridades moldavas declararam reiteradas vezes que o caso do Kosovo não tem nada de comum com o conflito entre a Moldávia e a Transdniestria, sublinhando que, entre outras diferenças, não se trata de um confronto étnico e religioso.
Os dirigentes separatistas já realizaram um referendo no território da Transdnístria em que a esmagadora maioria da população apoiou a independência.



http://blogs.publico.pt/darussia/ (http://blogs.publico.pt/darussia/)
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Enviado por: Lancero em Fevereiro 23, 2008, 10:57:28 pm
Citação de: "P44"
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Embaixador russo junto da NATO ameaça União Europeia e Aliança Atlântica com força militar


Dmitri Rogozin,embaixador russo junto da NATO, não exclui a possibilidade de o seu país recorrer à força militar para “defender o sistema de relações internacionais”.



O senhor Rogozin devia ter mais juízo. Mas todos sabemos quem são os seus amigos

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg249.imageshack.us%2Fimg249%2F2033%2Fdmitryrogozinandratkomlkr6.png&hash=71845def1183cd5b879db2a417b15bf3)
(Rogozin à direita com o criminoso Ratko Mladić ao centro)
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 24, 2008, 12:01:43 am
A propósito da "ameaça" russa há um artigo de José Milhazes que refere um documento oficial russo que afirma que o único garante de independência da Rússia é o seu arsenal nuclear, já que as suas forças convencionais têm um nível de operacionalidade muito baixo.

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Olhar independente sobre estado das Forças Armadas Russas  
Date: Tuesday, 12 Feb 2008 14:34

A organização não governamental russa, Instituto da Estratégia Nacional, concluiu que as forças armadas da Rússia se encontram numa "profunda crise" e que "tendências desfavoráveis no desenvolvimento da esfera militar adquiriram carácter irreversível", indica um relatório hoje divulgado.

O documento, preparado por um grupo de peritos militares, constata que as forças nucleares estratégicas da Rússia, que actualmente e num futuro próximo, permitem destruir qualquer país em meia-hora, "são o único factor que permite considerar a Rússia uma grande potência militar".

"Graças ao armamento nuclear, o país pode não se preocupar com a sua soberania", refere o relatório, mas acrescenta: "Todavia, o que ocorre com as forças nucleares pode ser considerado o maior fracasso que anula todos os êxitos no campo da política militar, se é que tais existem".

O estudo do Instituto da Estratégia Nacional constata que, entre 2000 e 2007, "as forças nucleares estratégicas perderam 405 portadores e 2.498 ogivas. Foram fabricados apenas 27 mísseis, ou seja, sete vezes menos do que nos anos 1990. Foram retirados 440 mísseis intercontinentais com 2.348 ogivas, dois aviões Tu-95MS, um avião Tu-160".

"Desse modo, ocorre uma redução do potencial nuclear estratégico. Além disso, as tendências de desenvolvimento devem ser consideradas claramente negativas", sublinha.

Os peritos militares constatam também a pouca mobilidade das bases de lançamento dos mísseis intercontinentais russos e as dificuldades de modernização: "para criar, ensaiar e começar a produzir mísseis intercontinentais pesados com múltiplas ogivas da nova geração são necessários muitos anos e centenas de milhares de milhões de rublos, bem como a formação de novos centros de projecção e novas empresas de produção".

"Se a situação é dramática com as forças nucleares terrestres, a situação com a vertente naval das forças nucleares é ainda pior", referem os peritos.

"Em meados da próxima década, as forças nucleares russas poderão ficar com apenas 300 mísseis intercontinentais de base terrestre e naval e até 600 ogivas para eles. É posto em dúvida o cumprimento por essas forças da função de contenção nuclear. Os Estados Unidos terão a possibilidade de, com a ajuda de um ataque não nuclear, destruir quase todas as forças estratégicas russas e destruir as restantes com a ajuda do sistema de defesa antiaéreo", lê-se no relatório.

"As forças estratégicas da China, nessa altura, serão iguais ou maiores do que as russas quanto ao número. Tendo em conta a superioridade absoluta das forças armadas convencionais chinesas, em comparação com as russas e o baixo nível de sensibilidade dos chineses para com as suas perdas humanas, surge uma situação em que tanto Pequim, como Washington podem falar com Moscovo a partir de posições de força. Deixará de ter sentido falar de garantias da soberania da Rússia", indica.

De acordo com os especialistas russos, "o único momento positivo no desenvolvimento das armas nucleares pode ser o início da construção de uma nova série de estações de radares de prevenção de ataques de mísseis".

Quanto às forças armadas convencionais, os peritos consideram que "a situação é menos crítica do que nas forças nucleares estratégicas apenas porque a sua capacidade de trabalho não é tão criticamente importante para a conservação da soberania da Rússia. Não obstante, sem forças armadas convencionais fortes é impossível garantir a capacidade de defesa da Rússia".

O relatório adianta que "entre 1992 e 1999, as tropas terrestres receberam 120 tanques T-90 e até 30 T-80U. Entre 2000 e 2007, receberam 90 tanques T-90. Ao todo, as tropas terrestres têm apenas cerca de 200 batalhões blindados. Além disso, uma parte significativa dos tanques encontra-se em bases de conservação".

Os peritos consideram que, se não forem tomadas medidas radicais de modernização, as forças armadas convencionais russas poderão, nos próximos oito a dez anos, descer até ao nível de forças análogas de um país europeu médio.

"O nosso país deixará de ter poder de concorrência militar não só em relação à China e Estados Unidos, mas também em relação à Turquia e Japão e, no futuro, em relação aos países europeus da NATO", sublinham.

Este estudo chama também a atenção para o estado da indústria militar-industrial, sublinhando que a falta de encomendas de armamentos por parte do Estado levou "à perda de tecnologias importantíssimas e dos quadros mais qualificados".

"Para alterar a situação criada, é necessário elaborar uma nova concepção da organização militar, baseada na avaliação das ameaças externas reais para a Rússia. Ela deverá basear-se em novas abordagens da formação do sistema de comando das Forças Armadas e das suas estruturas, da política técnico-militar, dos princípios de prestação de serviço militar e da organização da preparação militar", refere.

Este documento foi publicado numa altura em que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, fala da possibilidade do início de uma nova corrida aos armamentos e promete "respostas assimétricas" aos planos militares dos Estados Unidos e da NATO.
P.S. Os leitores que sabem russo e querem ler o relatório com mais pormenores, podem fazer isso em: http://www.vremya.ru/print/197449.html (http://www.vremya.ru/print/197449.html) .


http://reader.feedshow.com/show_items-f ... 67db6ff34d (http://reader.feedshow.com/show_items-feed=e824a73353395029f33a9367db6ff34d)

Além disso, para mim este também é um sinal do nível de abstração que uma política "externa" (???) europeia representa. Mas afinal, porque diabo é que teremos que defender o Kosovo?
Porque motivo poderão ter que morrer os nossos militares a defender uma cultura que se afirma sendo nossa inimiga mortal?
Quem decidiu isso?
Mas afinal quem manda?
E eu voto em quem?
Para que serve o meu voto afinal?

(Perguntas retóricas, claro).
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 24, 2008, 04:21:07 pm
comentário de um CROATA no mp.net:

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From 1974 to 1989 90% of administration of Socialist autonomus province of Kosovo (SAP Kosovo) was Albanian and during that time billions of $ from Federal fund for undeveloped regions were invested in Kosovo,even then Kosovo development was more and more lack behind other parts of Yugoslavia,there were severale reasons for that:

-great corruption and functions were given to the people on "blood" basis (among relatives) creating incapable bureocracy machine

-bad money managment and lack of Federal control of Kosovo institutions

-money was invested in mainly construction of infrastructure which is known as money loundry cover up

-instability from within Kosovo because majoroty Albanians wanted their state ,development was not a priority

The only region that was developed was Kosovska Mitrovica county,with Trepcha mines and several thermal power stations,the region was mostly developed because it`s the closest to central Serbia and had multiethnic population with at least 30% non-albanians ,so to accuse Serbia that Kosovo is undeveloped becasue of her is unfair,Kosovo was (and is) a hole without bottom.
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Fevereiro 25, 2008, 01:42:51 am
O problema e que a europa nao tem musculacao militar, dai nao conseguem ditar politicas externas a sua medida! Tem que ser os eua a fazer o papel da europa dentro da propria europa! E nao pensem que estao a actuar uniteralmente, tem o aval das potencias europeias e contributo logistico e financeiro! Por outras palavras... os eua estao a ser o pittbull da europa no que se refere aos balcans, muito por influencia da alemanha e da grecia.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 25, 2008, 10:17:55 am
a grécia? a grécia não pode ver os albaneses nem pintados de amarelo!
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2008, 07:36:39 pm
Moçambique ainda pondera reconhecer independência

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Moçambique ainda está a ponderar o reconhecimento da independência da ex-província sérvia do Kososo, auto-proclamada a 17 de Fevereiro, reservando uma posição para um «momento apropriado».
«Vamos aguardar o momento apropriado. É um assunto bastante sensível e que como todos os assuntos desse género exigem ponderação. O nosso Governo vai trabalhar para poder tirar a decisão que for mais acertada para este caso», disse à Agência Lusa o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Henrique Banze.

O parlamento do Kosovo proclamou a 17 de Fevereiro a independência do território sérvio de maioria albanesa.

Quatro dias após a proclamação da independência, apenas 16 países tinham reconhecido efectivamente a declaração, entre os quais os Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Áustria, Luxemburgo, Letónia, Dinamarca, Estónia, Albânia, Afeganistão, Turquia, Senegal, Austrália e Taiwan.

Seis países, com a Rússia e Sérvia à cabeça, já se recusaram a aceitar o novo estado (além de Moscovo e Belgrado, o novo Estado é rejeitado pela Geórgia, Espanha, Chipre e Roménia.

Holanda, Bélgica, Irlanda, Finlândia, Suécia, Hungria, Polónia, Eslovénia, Bulgária, Lituânia, Croácia e Noruega preparam-se para reconhecer a independência do Kosovo.

Em Portugal, tal como na Grécia, Eslováquia, República Checa, Malta e China existem ainda reservas em relação ao assunto.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, afirmou recentemente que Portugal definirá a sua posição sobre o processo de independência do Kosovo «muito brevemente», depois de terminadas as consultas com o Presidente da República e com o parlamento.

José Sócrates sublinhou que a preocupação de Portugal se prende «com a unidade europeia e com a estabilidade dos Balcãs».

O Presidente da República afirmou, por seu turno, que Portugal «não precisa de se precipitar» na sua posição sobre a declaração de independência do Kosovo e frisou que qualquer decisão sobre o assunto deve envolver «todos os órgãos de soberania».

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 25, 2008, 09:20:26 pm
Petição Internacional OnLine contra a Independência do kosovo

http://www.thepetitionsite.com/petition/905791187 (http://www.thepetitionsite.com/petition/905791187)
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Fevereiro 26, 2008, 02:34:59 am
Citação de: "P44"
a grécia? a grécia não pode ver os albaneses nem pintados de amarelo!


mas mais que isso nao quer uma servia forte! E nao estamos a falar da albania.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 26, 2008, 09:41:05 am
Citação de: "oultimoespiao"
Citação de: "P44"
a grécia? a grécia não pode ver os albaneses nem pintados de amarelo!

mas mais que isso nao quer uma servia forte! E nao estamos a falar da albania.


Pelo contrário , a Grécia é um aliado tradicional da Sérvia, até porque partilham a mesma religião.

Eu não estava a falar da albânia, falei de albaneses (do kosovo)
Título:
Enviado por: typhonman em Fevereiro 26, 2008, 01:43:53 pm
A quem é que interessa a opinião de Moçambique? :roll:
O país mais pobre do mundo..
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 26, 2008, 02:21:05 pm
Citação de: "Typhonman"
A quem é que interessa a opinião de Moçambique? :D
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 26, 2008, 06:18:48 pm
Socialistas com posições divergentes sobre a independência

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A direcção do PS considera que o reconhecimento da independência do Kosovo por Portugal é uma inevitabilidade, embora não deva ser precipitado, mas socialistas como João Soares entendem que essa separação da Sérvia é injustificada e ilegal.

"A separação do Kosovo face à Sérvia é já manifesta há pelo menos oito anos, já que o Kosovo tem gozado de uma completa autonomia [face a Belgrado] em planos essenciais, desde o político à segurança", declarou à agência Lusa o secretário nacional para as Relações Internacionais do PS, José Lello.

Ou seja, segundo José Lello, já antes da recente declaração unilateral de independência, por parte de Pristina, o Kosovo "era suficientemente autónomo para estar no limiar da independência".

Na mesma linha, o ex-secretário de Estado e dirigente socialista José Lamego considerou "inevitável o reconhecimento da independência do Kosovo" por parte de Portugal e da União Europeia.

No entanto, José Lamego advertiu que o processo para o reconhecimento da independência "deverá ser concertado no quadro da União Europeia e, em Portugal, entre os órgãos de soberania".

Uma posição que volta a ser partilhada pelo secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, que alega que "a não precipitação de Portugal [no processo de reconhecimento da independência do Kosovo] faz com que o país seja agora um elemento útil na procura de uma solução internacional eficaz".

"É importante que essa solução internacional seja equilibrada para a Sérvia, permitindo-lhe uma aproximação progressiva à União Europeia. No plano interno, é também importante que haja um consenso o mais alargado possível entre os órgãos de soberania e em termos partidários", acrescentou José Lello.

Em declarações à agência Lusa, o deputado do PS João Soares não hesitou em classificar a independência do Kosovo como "um disparate".

"O Kosovo está muito longe de ter condições de estabilidade política, económica e social. Por princípio sou favorável à autodeterminação dos povos, mas este processo foi empurrado de fora, nomeadamente pela administração norte-americana de George W. Bush", acusou o ex-presidente da Câmara de Lisboa.

João Soares defendeu depois a tese de que a declaração unilateral da independência do Kosovo "é contrária ao direito internacional e não respeita as resoluções das Nações Unidas".

"A independência do Kosovo pode abrir precedentes graves de instabilidade em zonas da Europa como a Abkasia, Ossétia do Sul e País Basco. Num momento em que a União Europeia está a abolir fronteiras, pretende-se agora criar mais uma fronteira numa região delicada como a dos balcãs", sustentou.

Sobre a actuação do Governo português nesta matéria, João Soares elogiou o "sentido de responsabilidade" que diz estar a caracterizar a actuação do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.

Em relação ao processo de independência do Kosovo, o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou sexta-feira que o Governo anunciará "muito brevemente" a sua posição, após consultar a Assembleia da República e a Presidência da República.

Em termos constitucionais, o acto de reconhecimento de uma independência por parte de Portugal é uma matéria de política externa da competência do Governo.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 26, 2008, 07:23:51 pm
CDS recomenda ao Estado português que não reconheça independência, mas respeita decisão do Governo

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O deputado democrata-cristão Hélder Amaral frisou hoje que o CDS-PP é contra o reconhecimento do Kosovo por parte do Estado português, alertando que essa decisão comporta "riscos graves".

"Por princípio somos contra e recomendámos ao Governo que não reconhecesse. Mas como prevemos que o Governo reconheça, recomendamos que não o faça de forma precipitada", afirmou Hélder Amaral, em declarações à Lusa.

O ex-dirigente do CDS Manuel Queiró apelou hoje à direcção do partido para que "não contribua para o reconhecimento do Kosovo por parte de Portugal", considerando que os democratas-cristãos têm a oportunidade de "marcar a diferença".

Hélder Amaral disse que "o CDS-PP sempre defendeu que não se reconhecesse o Kosovo", alertando para "riscos graves" para a estabilidade da região, para "o efeito dominó não só na Europa mas no mundo" e para "o facto de a Sérvia ser um parceiro da União Europeia".

"Para além disso, trata-se de um Estado inviável à luz de todos os critérios, cuja criação contraria o direito internacional", frisou, acrescentando que o Kosovo "seria um Estado Islâmico na Europa", frisou.

No entanto, o deputado frisou que, tratando-se de matéria de política externa os democratas-cristãos respeitarão a decisão do Governo.

"Nós prevemos que o Governo reconheça o Kosovo. O que recomendamos é que não haja precipitação e foi isso que fizemos", afirmou, defendendo que um Estado como o Kosovo na Europa "põe em causa o próprio modelo de construção europeia".

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 26, 2008, 10:29:32 pm
Sérvia vai queixar-se dos EUA no Tribunal Internacional de Justiça de Haia

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A Sérvia vai entregar uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em Haia contra os Estados Unidos por terem reconhecido a independência do Kosovo, declarou hoje um conselheiro jurídico do primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica.

"Uma vez que a administração norte-americana cessante reconheceu o falso Estado do Kosovo, a Sérvia entregará uma queixa" perante o TIJ, declarou Branislav Ristivojevic à agência Beta.

"Se os Estados Unidos não anularem a sua decisão ilegal, vamos encontrar-nos perante todos os tribunais internacionais", disse Ristivojevic.

Adiantou que "a melhor solução seria que a administração cessante (norte-americana) anulasse a sua decisão de reconhecer o falso Estado do Kosovo, ou então que isso fosse feito pela nova administração" norte-americana saída das presidenciais de 2008.

A independência do Kosovo, proclamada unilateralmente a 17 de Fevereiro, foi rapidamente reconhecida pelos Estados Unidos e vários países da União Europeia (UE).

A Sérvia e o seu aliado tradicional, a Rússia, rejeitaram energicamente esta independência.

Domingo, o primeiro-ministro sérvio pediu aos Estados Unidos para "permitirem" o regresso à situação existente antes da proclamação unilateral da independência do Kosovo e reconhecerem assim a soberania da Sérvia sobre este território.

"Os Estados Unidos devem permitir ao Conselho de Segurança da ONU confirmar a validade da resolução 1244, para permitir o regresso à situação anterior", à proclamação da independência do Kosovo pela maioria albanesa, declarou Kostunica à televisão de Estado sérvia (RTS).

Lusa
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Enviado por: P44 em Fevereiro 27, 2008, 08:32:24 am
Os EUA não reconhecem o Tribunal de Haia :roll:
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Enviado por: André em Fevereiro 27, 2008, 07:38:49 pm
UE, EUA e Rússia rejeitam independência dos sérvios da Bósnia-Herzegovina

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União Europeia (UE), Estados Unidos e Rússia, os mediadores dos acordos de paz de Dayton, em 1992, rejeitaram hoje os apelos de independência da República Srpska, a entidade sérvia da Bósnia-Herzegovina.

Os países afirmaram, numa declaração hoje divulgada e aprovada por unanimidade, que a República Srpska "não tem o direito de avançar com a independência", revelando "uma profunda preocupação face aos apelos oficiais para a independência".

As potências que constituíram o comité de acompanhamento do processo de paz sublinharam ainda que, "segundo os termos dos acordos de paz em Dayton, uma entidade não tem o direito de declarar independência".

Os acordos de paz de Dayton, assinados em 1992, colocaram fim a uma guerra inter-étnica e dividiram o território da Bósnia-Herzegovina em duas entidades, Federação Croato-Muçulmana e República Srpska.

Hoje, mais de 10.000 sérvios manifestaram-se na capital da República Srpska, Banja Luka, contra a independência do Kosovo e pela independência do seu território.

A manifestação, em que participaram sérvios de várias localidades da Bósnia, foi organizada por uma federação de organizações não-governamentais - SPONA - e intitulada "manifestação contra a grande injustiça".

"Esta manifestação exprime a revolta do povo", declarou aos manifestantes o primeiro-ministro sérvio-bósnio Milorad Dodik, aclamado pela multidão.

A manifestação surge na sequência da posição defendida pelo parlamento autónomo da República Srpska após a proclamação unilateral da independência do Kosovo.

Quatro dias depois da declaração de independência do território de maioria albanesa, o parlamento da República Srpska adoptou uma resolução afirmando o seu "direito" a separar-se da Bósnia-Herzegovina, se as Nações Unidas e a maioria dos países ocidentais reconhecessem o novo estado.

Até ao momento, a proclamação da independência do Kosovo foi oficialmente reconhecida por 21 países, na sua maioria ocidentais.

O Alto Representante da comunidade internacional na Bósnia, Miroslav Lajcak, defendeu hoje também que os sérvios da Bósnia não têm "absolutamente nenhum direito" a organizar um referendo sobre uma possível independência.

"Se existirem ameaças à paz, à estabilidade e ao respeito dos acordos de Dayton, não terei nenhuma hesitação e utilizarei os meus poderes", afirmou.

O conselho de acompanhamento dos acordos de paz de Dayton atribuiu, em Outubro de 1997, poderes executivos importantes ao Alto Representante, nomeadamente o direito de suspender funções de responsáveis e decretar Leis.

Lusa
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Enviado por: comanche em Fevereiro 28, 2008, 10:05:32 pm
Kosovo: Dezenas de agentes sérvios desertam da Polícia multi-étnica

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Kusce, Kosovo, 27 Fev (Lusa) - Dezenas de agentes sérvios desertaram da força de Polícia do Kosovo desde que o novo Estado declarou a independência, admitiu hoje a instituição, a única onde existia efectiva cooperação entre os kosovares sérvios e albaneses.

Cerca de 170 dos 800 agentes da força policial ou abandonaram ou já não são vistos no trabalho desde a declaração da independência de 17 de Fevereiro. Dezenas de outros ameaçaram fazer o mesmo.

As deserções agradam às autoridades de Belgrado, que têm encorajado os sérvios do Kosovo a boicotar as instituições do inexperiente governo. Contudo, elas são vistas como um golpe para a missão das Nações Unidas no Kosovo que tem injectado milhões de dólares e anos de esforço para criar e treinar a força policial.

"Temos polícia suficiente para lidar com qualquer coisa", disse Luis Cisneros, um porta-voz da polícia da ONU. "Mas queremos que todos estejam contentes, tanto sérvios como albaneses. Isso é o principal".

A força policial multi-étnica tem sido elogiada como uma das poucas histórias de sucesso de trabalho conjunto entre os kosavares sérvios e os de etnia albanesa.

Mas a polícia tem sido particularmente pressionada desde a declaração de independência, que foi seguida de manifestações violentas dos sérvios, fazendo temer um conflito mais amplo.

A Sérvia pretende tomar acções legais contra os governos que reconheceram a independência do Kosovo. O governo de Belgrado decidiu hoje a formação de uma equipa para determinar quais os tribunais internacionais que poderão ter jurisdição neste caso.

Coerente com a sua promessa de tentar bloquear o Kosovo de aderir a organizações internacionais, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia abandonou uma reunião com os seus parceiros em Sofia, Bulgária, quando um delegado do Kosovo subiu à tribuna para falar.

"O Kosovo não será membro das Nações Unidas, não será membro da OSCE. E como tal, não pertencerá à comunidade mundial das nações soberanas", disse Vuk Jeremic aos delegados à reunião.

Mas os alicerces para uma maior integração regional têm sido preparados em Viena, Áustria, onde representantes dos países que apoiam a independência do Kosovo realizam a sua reunião inaugural. O grupo irá ajudar a guiar a nova nação.

O governo sérvio, entretanto, adiou as discussões sobre a polémica questão de deixar de pagar a dívida internacional do Kosovo.

A Sérvia tem estado a pagar a dívida de 1,2 mil milhões de dólares, embora não tivesse qualquer autoridade sobre a província desde 1999, quando a NATO lançou os bombardeamentos aéreos para forçar Belgrado a terminar a repressão dos separatistas albanesas.

Os nacionalistas argumentam que a Sérvia deve continuar a pagar para continuar a reivindicar a sua soberania sob o Kosovo.

Os cerca de 100.000 sérvios que permanecem no Kosovo ignoraram a declaração de independência e ameaçaram criar as suas próprias instituições na extremidade norte, onde vive a maioria da minoria sérvia.

A vasta maioria da população do Kosovo é de etnia albanesa. Os sérvios representam apenas 10 por cento dos dois milhões de pessoas da região, mas consideram o Kosovo como o berço da sua cultura.

A vaga de abandonos por parte dos agentes é particularmente evidente no sudeste do Kosovo, onde existem vários enclaves sérvios.

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Enviado por: André em Fevereiro 29, 2008, 02:34:03 pm
Irlanda reconhece a independência do Kosovo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2FConstituicao%2Fbandeira%2Finternacional%2Firlanda.jpg&hash=129a60ef283f58b82b8d9213195a575a)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Irlanda, Dermot Ahern, anunciou hoje que o seu Governo reconheceu oficialmente a independência do Kosovo, mas lamentou a falta de acordo entre a Sérvia e o novo Estado.

«Lamentamos que anos de negociações não tenham gerado um acordo entre Belgrado e Pristina. A realidade é que o legado do conflito nos Balcãs impossibilitou a volta do domínio sérvio ao Kosovo, ao mesmo tempo em que prejudicou as perspectivas de conseguir um compromisso», disse Ahern hoje, em comunicado.

O chefe da diplomacia irlandesa sublinhou que, após nove anos sob a tutela da missão das Nações Unidas, a maioria da população kosovar queria a independência, um facto reconhecido por cerca de 20 países, entre eles os EUA e os principais da Europa.

O ministro também reconheceu que a auto-proclamada independência do Kosovo é «dolorosa e difícil de aceitar para a Sérvia», por isso afirmou que essa declaração não deve ser vista como uma «acção hostil».

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: JoseMFernandes em Março 03, 2008, 09:17:16 am
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O Kosovo e a impotência europeia
03.03.2008, José Loureiro dos Santos

A Europa encontra-se refém dos EUA. Sem a sua protecção, não conseguiria resistir ao ameaçador abraço da Rússia



Será difícil encontrar um exemplo tão ajustado como a declaração da independência do Kosovo para revelar a incapacidade (impossibilidade?) de a Europa se assumir como actor com capacidade de afirmação global. Isto implicaria não só potencial económico e inteligência na acção política externa (soft power), mas também um músculo militar apropriado (hard power) que o sustentasse.
Sucedem-se acontecimentos que afectam os Estados europeus em termos de segurança, sem que a União Europeia exerça qualquer influência sobre a sua evolução e que lhe passam completamente ao lado, directamente entre os Estados Unidos e a Rússia. Sobre estas questões, que atingem interesses vitais dos Estados-membros, dificilmente existirão "políticas comuns" da União; os países agem individualmente, junto dos EUA e/ou da Rússia, para defender os respectivos interesses, mesmo prejudicando alguns dos seus parceiros e provocando fracturas entre si, como aconteceu quanto ao Iraque com a divisão do continente em "nova" e "velha" Europa.
Em 1999, na sequência do imparável avanço estratégico que se seguiu à queda do Muro e no auge do seu poder, os EUA humilharam a Rússia - forçando a retirada de uma unidade militar sua desembarcada no aeroporto de Pristina -, depois de terem conseguido que ela concordasse com a legitimação da ocupação do Kosovo com uma força da NATO (leia-se EUA) pela ONU. Passados nove anos, apoiaram a independência unilateral dos kosovares e pressionaram os europeus a não se oporem.
Numa questão que atinge interesses vitais, a União Europeia... fez de conta. Cada país europeu tem de cuidar de si e preparar-se para os efeitos de prováveis retaliações russas, que só atingirão indirectamente os EUA, se atingirem. Na Geórgia? Na Ucrânia? Nos países bálticos? Com a energia? A seu tempo, veremos.

Entretanto, voltaram as condições para fazer ressurgir o tradicional foco de instabilidade dos Balcãs, cujos efeitos na História se conhecem bem, e criou-se um Estado dependente, mas suficientemente "independente" para se transformar num potencial exportador de criminalidade transnacional organizada e de terrorismo islamista.
No item "Acordo sobre Forças Convencionais na Europa (CFE)", que diz respeito ao equilíbrio e posicionamento de forças armadas da NATO e da Rússia em território europeu, também a Europa vê as coisas passarem por cima da sua cabeça. Trata-se de uma herança da guerra fria que a Rússia adoptou até o ano passado, quando o denunciou, sob o pretexto de os países da NATO não o terem ratificado, e bem, pois as forças russas mantêm-se na Moldávia e na Geórgia, contra o que o acordo dispõe. Agora, a Rússia, interessada em reposicionar-se no mesmo nível de poder dos EUA, apresenta novas propostas de CFE aos americanos, ignorando completamente a Europa, como se ela tivesse de se conformar (e tem) com as consequências do debate EUA-Rússia.
Na questão do sistema antimíssil e da implantação em território europeu de alguns dos sistemas de que necessita, passa-se exactamente o mesmo. Ao mesmo tempo que a Rússia procura intimidar a Polónia e a República Checa, cada um deles tenta obter contrapartidas favoráveis dos americanos, particularmente no âmbito da segurança militar. Mesmo que não desejasse que a América ou a Rússia erigissem um sistema antimíssil, a Europa não está em situação de alterar esses planos. Terá de se remeter a uma posição de dependência de uma das duas potências. Com preferência dos EUA, tendo em vista a assertividade crescente dos russos.
Também se constata uma confrangedora ausência da Europa na disputa pelo domínio do espaço exterior, em curso. Várias potências têm programas consistentes orientados para este novíssimo teatro de operações, com destaque para os EUA, a China e a Rússia. Qualquer delas procura capacidade de combate espacial. Uma vez que os EUA detêm avanço confortável, as outras duas propõem um acordo para regulamentar a utilização do espaço exterior, que não existe, ao que os americanos resistem. São frequentes acusações mútuas a este respeito, quando da realização de testes para comprovar os progressos alcançados por algum destes poderosos Estados. E a Europa onde está?
Apesar de existir uma estratégia conjunta para reduzir a dependência europeia da Rússia no campo da energia, têm tido êxito sucessivas avançadas divisivas empreendidas pela Rússia, com a finalidade de separar os países europeus, a fim de os dominar, pelo menos influenciar, separadamente. Dos casos mais notórios, convém destacar o facto de a Rússia ter conseguido que certos Estados permitissem a aquisição de empresas europeias ligadas à produção e distribuição de energia pela Gazprom, que age como instrumento da política externa russa e não como uma empresa tipo do mundo ocidental, o que lhe permitirá influenciar por dentro as próprias políticas desses Estados. Especialmente, os projectos North Stream e South Stream, que ligam, respectivamente, a rede de gasodutos russa, directamente, com a Alemanha através do Báltico e com a Bulgária através do Mar Negro.
Qualquer destas ligações conferirá à Rússia a possibilidade de manter o abastecimento de combustível a certos países europeus, ao mesmo tempo que o corta àqueles que se localizam no "estrangeiro próximo", território que constitui o seu espaço estratégico tampão com as principais potências europeias ocidentais (Alemanha e França) - espaço constituído, entre outros países, pela Polónia, Ucrânia, República Checa, Eslováquia e Roménia, que poderão ser particularmente visadas.

A falta de vontade dos países europeus em investir no sector da defesa, a debilidade militar daí resultante e a divergência dos respectivos interesses vitais, associadas à desconfiança que a actual Administração norte-americana gerou no espírito das suas opiniões públicas e lideranças, têm-se repercutido num posicionamento dúbio quanto à percepção da forma como encaram a natureza futura da NATO, o que se reflecte num comportamento pífio em termos de participação nos esforços militares, conforme se vê no Afeganistão. Isto provoca reticências dos americanos face ao que os europeus realmente pretendem com a Aliança, de que resultam um certo mal-estar entre as duas margens do Atlântico e duras recriminações publicamente verberadas pelos americanos.
Só que a Europa, como durante a guerra fria, encontra-se refém dos EUA. Sem a sua protecção, não conseguiria resistir ao abraço da Rússia, que sente cada vez mais ameaçador. Assim, por um lado, os europeus precisam desesperadamente dos americanos para se sentirem seguros, por outro, não investem suficientemente na defesa para poderem colocar meios substanciais ao serviço da Aliança e, como consequência, terem uma voz activa no processo colectivo de decisão. Em minha opinião, é indispensável uma estreita ligação transatlântica para garantir a segurança do espaço geopolítico euro-atlântico, mas, neste quadro, também é inaceitável uma submissão europeia aos seus aliados. Só será possível a solução desejada (participação no processo colectivo de decisão), no caso de a Europa se prover de adequado músculo militar, que não ameace os EUA, mas seja do seu interesse, o que exige investimentos substantivos na sua defesa por parte dos Estados europeus.
Mesmo no domínio da economia, a evolução previsível da situação relativa dos grandes blocos económicos mundiais no futuro não parece favorável à Europa. No processo das transferências de riqueza e consequente redistribuição do poder em curso, tendo em vista a importância dos recursos estratégicos (combustíveis fósseis e minérios) na posição relativa dos Estados e a sua escassez na Europa, a riqueza do espaço europeu, portanto o seu poder relativo, tenderá a diminuir proporcionalmente mais do que qualquer dos restantes espaços. Na deriva do centro estratégico do mundo para o Oriente, os europeus serão aqueles que mais perderão, se continuarem a proceder como até agora no domínio da defesa.

General


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Enviado por: pedro em Março 03, 2008, 04:31:46 pm
Eu nao sei olhe que os europeus sao tudo menos parvos.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Março 04, 2008, 12:13:00 am
Citação de: "André"
Irlanda reconhece a independência do Kosovo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2FConstituicao%2Fbandeira%2Finternacional%2Firlanda.jpg&hash=129a60ef283f58b82b8d9213195a575a)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Irlanda, Dermot Ahern, anunciou hoje que o seu Governo reconheceu oficialmente a independência do Kosovo, mas lamentou a falta de acordo entre a Sérvia e o novo Estado.

«Lamentamos que anos de negociações não tenham gerado um acordo entre Belgrado e Pristina. A realidade é que o legado do conflito nos Balcãs impossibilitou a volta do domínio sérvio ao Kosovo, ao mesmo tempo em que prejudicou as perspectivas de conseguir um compromisso», disse Ahern hoje, em comunicado.

O chefe da diplomacia irlandesa sublinhou que, após nove anos sob a tutela da missão das Nações Unidas, a maioria da população kosovar queria a independência, um facto reconhecido por cerca de 20 países, entre eles os EUA e os principais da Europa.

O ministro também reconheceu que a auto-proclamada independência do Kosovo é «dolorosa e difícil de aceitar para a Sérvia», por isso afirmou que essa declaração não deve ser vista como uma «acção hostil».

Diário Digital / Lusa



Poucos povos teem sentido de justica como os Irlandeses, e tambem nao se preocupam sobre o que os outros pensam
Título:
Enviado por: P44 em Março 04, 2008, 10:21:41 am
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(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fworldfrontpage.com%2Fillustrations%2FWorldFrontPage_Kosovo_Grenade.jpg&hash=f1ecff372e68645d012acd278364edaf)

I find it disturbing how ignorant Americans are of world politics. Kosovo independence is the bomb and for a reason. Creating an independent Kosovo on the territory of Serbia, an internationally recognized sovereign state, is contrary to international law and very likely to bring a whole deal of unrest in other parts of the world. They set an example for IRA, the Basques, Northern Cyprus, Iraq's Kurds and many other separatists who also want to declare independence and thus set the relative stability ablaze. Of course you're too far away to care, but as a European I am very concerned. If indeed we'll get a rise of separatist movements and thus instability and war here in Europe, I will blame “woo-hoo” people like you, who without any consideration reinforce actions that are illegal under international law.


http://worldfrontpage.com/kosovo_grenade (http://worldfrontpage.com/kosovo_grenade)
Título:
Enviado por: JuanL em Março 04, 2008, 12:32:44 pm
Citação de: "oultimoespiao"
Poucos povos teem sentido de justica como os Irlandeses, e tambem nao se preocupam sobre o que os outros pensam


¿Sentido de justicia o simplemente verlo como un precedente para conseguir ellos la recuperación de Ultonia? :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Março 04, 2008, 03:00:07 pm
Ultonia= Irlanda do Norte :?:
Título:
Enviado por: P44 em Março 04, 2008, 03:24:07 pm
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Azerbaijan may use force in Karabakh after Kosovo

04 Mar 2008 15:05:09 GMT
Source: Reuters
By Lada Yevgrashina

BAKU, March 4 (Reuters) - Azerbaijan's president said on Tuesday his country was ready to take back breakaway Nagorno-Karabakh by force if need be and was buying military equipment and arms in preparation.

President Ilham Aliyev linked his comments to the newly-declared independence in Kosovo which he said had emboldened ethnic Armenian separatists in Nagorno-Karabakh.

Azerbaijan's parliament later voted to withdraw a 33-strong Azeri peacekeeping team that has been serving in Kosovo under NATO command since 1999.

Former Soviet Azerbaijan has been trying to restore control over Nagorno-Karabakh, where ethnic Armenian separatists threw off Azeri rule in the 1990s in a war that killed about 35,000 people.

"We have been buying military machinery, airplanes and ammunition to be ready to liberate the occupied territories, and we are ready to do this," Turan quoted Aliyev as saying.

He added the Nagorno-Karabakh conflict with neighbouring Armenia could be resolved only on the principle of Azerbaijan's territorial integrity.

The fragile peace between Azerbaijan and Armenia has held thanks to a ceasefire announced in May 1994 whan large-scale hostilities ended.

But as Aliyev spoke, local television channels reported that two Azeri soldiers died in an exchange of fire near Nagorno-Karabakh's border earlier on Tuesday. Armenia's defence ministry confirmed the deaths and accused the Azeri side of violating the ceasefire.

After mainly ethnic Albanian Kosovo declared independence from Serbia last month, Nagorno-Karabakh said this would help its own drive for international recognition.

"ILLEGAL" PRECEDENT

The United States, major European Union powers and Azerbaijan's close ally Turkey have all backed Kosovo's independence, but Baku views it as illegal.

"You see how norms of international law are violated in the world," Aliyev was quoted as saying.

"And this has a negative impact on the settlement of the (Nagorno-Karabakh) conflict. The force factor remains decisive, and we will achieve this (Nagorno-Karabakh's reintegration)."

An Azeri official acknowledged that the pull-out of peacekeepers had clear political overtones due "to the changed political situation" after Kosovo's independence.

Azerbaijan's economy, propelled by windfall revenues from booming Caspian Sea oil exports, has shown double-digit growth, and Aliyev said the nation's $1.3 billion military budget was set to expand further in the years to come.

Aliyev said he believed Azerbaijan's growing military could nudge talks towards a diplomatic breakthrough. "A time will come when the Armenians will agree to that (settlement)," he said. (Additional reporting by James Kilner in Yerevan) (Reporting by Lada Yevgrashina; Writing by Dmitry Solovyov; Editing by Richard Balmforth)


http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/L04662075.htm (http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/L04662075.htm)
Título:
Enviado por: André em Março 04, 2008, 05:12:46 pm
Holanda é 24º país a reconhecer independência

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fww2.prefeitura.sp.gov.br%2Furbal%2Fimg%2Fbandeira_holanda.gif&hash=67df8f83f8ad0a69973fbe4f3d8843ae)

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A Holanda reconheceu hoje a independência da antiga província sérvia do Kosovo, declarada unilateralmente a 17 de Fevereiro pela maioria local albanesa, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Haia.

Um comunicado do chefe da diplomacia holandesa, Maxime Verhagen, anuncia formalmente o reconhecimento da independência do Kosovo, medida só agora tomada pela Holanda para acautelar os direitos das minorias no território.

O texto precisa que "a legislação vigente - no novo país - dá suficientes garantias às minorias, nomeadamente à Sérvia, assegurando ainda a protecção dos bens culturais e religiosos".

A decisão da Holanda eleva para 24 o número de países que já reconheceram a independência do Kosovo.

Além de 15 Estados-membros da União Europeia (UE) - Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, França, Itália, Irlanda, Letónia, Luxemburgo, Polónia, Reino Unido, Suécia e Holanda -, o novo país está reconhecido pela Albânia, Afeganistão, Austrália, Estados Unidos, Peru, Senegal, Taiwan, Turquia e Suíça.

Dez países opõem-se à independência, três dos quais membros da UE (Chipre, Espanha e Roménia), Sérvia, Rússia, China, Geórgia, Moldova, Sri Lanka e Venezuela.

Portugal ainda não definiu a sua posição sobre o processo de independência do Kosovo.

Lusa
Título:
Enviado por: JuanL em Março 04, 2008, 06:22:49 pm
Citação de: "P44"
Ultonia= Irlanda do Norte :wink:
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 04, 2008, 06:36:41 pm
Citação de: "JuanL"
Citação de: "P44"
Ultonia= Irlanda do Norte :wink:

Ultonia é o nome latino, parece-me que em gaélico irlandês é Ulaid. Mas os irlandeses podem muito bem usar os dois.  :wink:
Título:
Enviado por: JuanL em Março 04, 2008, 07:16:31 pm
Citação de: "ShadIntel"
Citação de: "JuanL"
Citação de: "P44"
Ultonia= Irlanda do Norte :wink:
Ultonia é o nome latino, parece-me que em gaélico irlandês é Ulaid. Mas os irlandeses podem muito bem usar os dois.  :wink: , estou máis interesado en conhecer ás suas irmás como ja imagina :roll:
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Março 05, 2008, 03:17:33 am
Para quem possa nao estar muito bem informado sobre as movimentacoes nos bastidores... ha nao muito tempo a servia vendeu a gazprom o seu gasoduto com um desconto de 60% do seu valor real, mas com a condicao de a russia se opor a qualquer independencia do kossovo.
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Março 05, 2008, 03:20:49 am
Citação de: "JuanL"
Citação de: "oultimoespiao"
Poucos povos teem sentido de justica como os Irlandeses, e tambem nao se preocupam sobre o que os outros pensam

¿Sentido de justicia o simplemente verlo como un precedente para conseguir ellos la recuperación de Ultonia? :roll:


presumo que  seu pais nao reconhecera o kossovo por razoes que conhecemos!
Título:
Enviado por: JuanL em Março 05, 2008, 08:09:11 am
Citação de: "oultimoespiao"
Citação de: "JuanL"
Citação de: "oultimoespiao"
Poucos povos teem sentido de justica como os Irlandeses, e tambem nao se preocupam sobre o que os outros pensam

¿Sentido de justicia o simplemente verlo como un precedente para conseguir ellos la recuperación de Ultonia? :twisted:
Título:
Enviado por: P44 em Março 05, 2008, 02:07:19 pm
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Ossétia do Sul quer independência reconhecida

A Ossétia do Sul, região separatista pró-russa da Geórgia, pediu hoje à Rússia, à ONU e à União Europeia que reconheçam a sua independência, à semelhança do que aconteceu recentemente no Kosovo, avançaram as agências russas.

O apelo foi validado por um voto, hoje, no Parlamento da Ossétia do Sul, cuja independência unilateral declarada em 1990 não é reconhecida por nenhum país, nomeadamente pela Rússia, precisam as agências russas.

«O Parlamento da Ossétia do Sul pede ao secretário-geral da ONU, ao Presidente russo e à direcção dos países da União Europeia que reconheçam a independência da república da Ossétia do Sul», indica um comunicado publicado no site do Ministério da Informação da região independentista.

A Ossétia do Sul e a Abkhazia, as duas regiões independentistas da Geórgia, advertiram desde o dia 17 de Fevereiro, dia da proclamação da independência do Kosovo, que iriam pedir à Rússia, ao Conselho de Segurança da ONU e à UE que também passassem a reconhecer as suas independências.



Diário Digital
Título:
Enviado por: JuanL em Março 05, 2008, 02:23:08 pm
Pues obviamente tanto la UE como la ONU deberían reconocer también la independencia de Osetia
Título:
Enviado por: P44 em Março 05, 2008, 02:32:01 pm
Citação de: "JuanL"
Pues obviamente tanto la UE como la ONU deberían reconocer también la independencia de Osetia


a ONU não , mas os EUA e a UE (alguns) sim, para manterem a "coerência" c34x
Título:
Enviado por: JuanL em Março 05, 2008, 02:40:13 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "JuanL"
Pues obviamente tanto la UE como la ONU deberían reconocer también la independencia de Osetia

a ONU não , mas os EUA e a UE (alguns) sim, para manterem a "coerência" c34x


¿Pero hay diferencia entre os USA e a ONU cuando se trata de algo que USA quer? :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Março 05, 2008, 02:53:25 pm
Citação de: "JuanL"
Citação de: "P44"
Citação de: "JuanL"
Pues obviamente tanto la UE como la ONU deberían reconocer también la independencia de Osetia

a ONU não , mas os EUA e a UE (alguns) sim, para manterem a "coerência" c34x

¿Pero hay diferencia entre os USA e a ONU cuando se trata de algo que USA quer? :wink:


bom, a ONU não reconheceu a "independencia" do kosovo :wink:
Título:
Enviado por: JuanL em Março 05, 2008, 03:20:46 pm
Non a reconheceu polo veto que ía usar Rusia c34x
Título:
Enviado por: P44 em Março 05, 2008, 03:41:12 pm
Citação de: "JuanL"
Non a reconheceu polo veto que ía usar Rusia c34x


óbvio....
Título:
Enviado por: André em Março 07, 2008, 05:02:05 pm
Que estratégia seguirá a Rússia na independência do Kosovo ???
Alexandre Reis Rodrigues
 
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.brazil.mid.ru%2Fimg%2Fsimb_01.gif&hash=205fe7c203a52ee2fb79faf2e25a9140)

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No passado dia 17 de Fevereiro, o Kosovo, no meio de grande euforia da sua população albanesa, declarou unilateralmente a independência, abandonando o estatuto de província da República sérvia. Na prática, porém, o que vai acontecer é passar da situação de protectorado das Nações Unidas, em que se mantém desde 1999, para protectorado da União Europeia, mantendo-se a ocupação pela NATO. Ninguém se atreve a prever por quantos anos, mas serão certamente muitos.

Cerca de três semanas depois, 12 dos 27 países da União Europeia já reconheceram a independência; outros seguir-se-ão, mas não há qualquer consenso sobre o assunto. Na verdade, o que há são divisões sobre como reagir, logo a começar no seio da Europa. Na Ásia, as probabilidades de reconhecimento são reduzidas: China, Índia, Indonésia, Vietname e Sri-Lanka são alguns dos países que dificilmente reconhecerão. Brasil, África do Sul, Egipto e Israel terão também situações semelhantes. Vizinhos da Sérvia, nomeadamente a Macedónia e o Montenegro, com aspirações de integrar a UE vão, apesar disso, ser muito cuidadosos, por razões compreensíveis; a Sérvia já declarou que o seu eventual apoio à independência seria considerado como traição.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia prevê que não haverá mais do que cerca de 40 reconhecimentos; mesmo descontando o seu interesse em desvalorizar o processo está à vista que não vai haver a vaga de reconhecimentos, com que alguns, a começar pelos kosovares, sonhavam. No entanto, daí até esperar que o processo volte atrás, como pretendem os sérvios, é difícil de imaginar. Ainda recentemente, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tom Casey, afirmava peremptoriamente «it ought to be clear to everybody at this point that Kosovo is never going to be a part of Serbia again».

Em qualquer caso, a Rússia não vai contentar-se com a inviabilização do reconhecimento da independência nas Nações Unidas, usando o seu direito de veto. Vai usar os mecanismos à sua disposição para fazer pagar caro o facto de ter sido ignorada e tentará apagar a humilhação sofrida no tempo de Boris Ieltsin quando as tropas russas, estando já no terreno como parte do acordo então feito para levar os sérvios a retirar do Kosovo, foram excluídas da KFOR. Convém não esquecer que Vladimir Putin chegou a Presidente como representante de uma facção da comunidade dos serviços secretos e militares que nunca se conformou com o facto de a Rússia ter deixado de ser levada a sério.

Moscovo tem duas linhas principais de acção possíveis para retaliar: actuar directamente sobre a situação nos Balcãs ou indirectamente sobre outras situações em que os EUA e os europeus tenham interesses que estejam ao seu alcance contrariar. Nesta última perspectiva, há dois alvos óbvios: a Geórgia e a Ucrânia. Moscovo tem em curso um novo processo de conversações em que procurará convencer as lideranças de ambos os países de que o seu espaço de manobra tem limites; calcula-se que, pelo menos, exija que esqueçam a NATO.

No caso da Ucrânia, tem, nesse ponto, mais de 60% da população a exigir o mesmo e a oposição ao Governo em funções, a qual, por conta da reivindicação de parar o processo de aproximação à NATO, paralisou os trabalhos no Parlamento nos últimos dois meses; obviamente, a arma energética está a ser usada de novo, o que pode ter repercussões na Europa.

Em relação à Geórgia, Sergey Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, garantia há dias que não havia qualquer acordo na sequência das conversações em curso, mas para alguns analistas isso pode ser apenas uma questão de tempo. Com o problema de duas províncias separatistas, uma delas a insistir que quer ver reconhecida a sua independência, com grande debilidade política e fragilidade económica, a Geórgia terá sempre dificuldades em resistir à pressão do vizinho, o que deixa os EUA na difícil situação de arranjar formas de ajudar os amigos. Neste caso, à Rússia para fazer pressão basta nada fazer para desencorajar os dois movimentos separatistas.

Se Moscovo tiver sucesso nesta estratégia indirecta, a Geórgia e a Ucrânia poderão ter que trocar a suspensão do processo de aproximação ao Ocidente (ou parte dele) por um relacionamento mais estável e sob menos pressão por parte da Rússia. Correm, por isso, o risco de se tornarem as primeiras vítimas da independência do Kosovo, pelo provável retrocesso que as suas aspirações europeístas vão sofrer.

Nos Balcãs, Moscovo tem trunfos económicos, políticos e, para alguns analistas, também militares. Um dos económicos é o energético que já foi posto a funcionar com o acordo recentemente feito pela GAZPROM com a correspondente empresa sérvia do estado. No campo político, é de esperar o encorajamento de movimentos de recusa da administração “independente” do Kosovo, o que criará dificuldades à acção da UE e da NATO no terreno. Há vários sinais nesta área: a orientação dada pelo Arcebispo da Igreja Ortodoxa Sérvia no sentido de que os seus padres suspendam quaisquer contactos com a UE e os kosovares e a recusa de alguns serviços em servir sob as ordens dos kosovares (por exemplo, movimentações de polícias que entregaram os seus crachás, a paralisação de parte da rede de caminho de ferro, etc.).

A possibilidade de separatismo da zona norte onde os sérvios estão concentrados, à volta de Mitrovica, é uma das questões que se passou a deparar às autoridades do Kosovo a ao International Steering Group, a quem cabe supervisionar o processo de transição. Contra a rejeição frontal dos EUA e deste órgão em aceitar essa possibilidade, Moscovo não tem hesitado em desafiar o Ocidente, mostrando compreensão por esse eventual desfecho. O mais preocupante seria vir a colocar uma força na Sérvia, sob o pretexto de ajudar a acautelar os interesses do seu aliado. Esta possibilidade (designada nalguns círculos como a “light military option”), mesmo apenas simbólica, criaria um contexto muito mais complexo para a actuação da NATO e da EU no terreno.

Para fechar a “Caixa de Pandora” que se reabriu com a independência do Kosovo é sobretudo preciso ter presente que para a Rússia o fundamental é a situação da Ucrânia, da Geórgia, dos Países Bálticos e da Finlândia, por esta ordem. A Sérvia, não obstante as ligações do passado, é principalmente um pretexto e oportunidade de afirmação a usar para o encaminhamento dos outros casos (em especial o da Ucrânia e da Geórgia) para uma posição que lhe seja mais favorável.
 
Jornal de Defesa
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Enviado por: André em Março 10, 2008, 06:56:17 pm
Governo já tem «posição definida», diz Luís Amado

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.min-nestrangeiros.pt%2Fmne%2Fpessoas%2Famado.jpg&hash=fcb8c4973c88c3feb04958877b713e97)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, declarou hoje, em Bruxelas, que o Governo tem uma posição «bem definida» sobre o reconhecimento da independência do Kosovo, mas reserva o anúncio da decisão final para «quando entender ser adequado».
«Não temos nenhuma necessidade de precipitar uma decisão«, considerou Amado à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

O responsável português assegurou que «o governo tem uma posição bem definida« que vai ajustando à evolução «muito dinâmica que os acontecimentos vão assumindo« e sempre em diálogo «com as diferentes instituições«.

«Mantemos por isso um diálogo com as principais forças políticas, com as instituições (portuguesas) - Parlamento e presidente da República - e a seu tempo o governo tomará a decisão que entende ser a mais adequada«, precisou.

A independência da ex-província sérvia do Kosovo, que foi declarada unilateralmente a 17 de Fevereiro último, já foi reconhecida por mais de 20 países, a maioria dos quais membros da UE.

Além de 16 Estados da UE - Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, França, Itália, Irlanda, Letónia, Luxemburgo, Polónia, Reino Unido, Suécia, Finlândia e Holanda -, o novo país está reconhecido pela Albânia, Afeganistão, Austrália, Estados Unidos, Peru, Senegal, Taiwan, Turquia, Suíça e Islândia.

Dez países opõem-se à independência, três dos quais membros da UE (Chipre, Espanha e Roménia), Sérvia, Rússia, China, Geórgia, Moldova, Sri Lanka e Venezuela.

Portugal ainda não definiu a sua posição final sobre o processo de independência do Kosovo.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: P44 em Março 17, 2008, 01:40:33 pm
Kosovo: Polícia da ONU retira da parte norte de Mitrovica

A polícia da ONU recebeu ordens para se retirar da parte norte da cidade etnicamente dividida de Kosovska Mitrovica, declarou hoje em Pristina um alto responsável da polícia.

«A polícia retira-se do norte de Kosovska Mitrovica», declarou um responsável da polícia da ONU, que pediu para não ser identificado.

Três polícias da missão da ONU no Kosovo e oito soldados da força da Nato no Kosovo (KFOR) ficaram feridos hoje devido a uma explosão no norte do Kosovo, indicou a polícia.

Anteriormente, um porta-voz da polícia tinha afirmado que a explosão teria sido provocada pelo lançamento de uma granada de mão lançada contra um tribunal da ONU.

A explosão ocorreu em dois tribunais da ONU depois da intervenção da polícia para expulsar cerca de cinquenta sérvios que se encontravam no local desde a última sexta-feira.

Entretanto, em Varsóvia, a porta-voz da polícia polaca Mariusz Sokolowski afirmou que 22 polícias polacos da missão da ONU no Kosovo ficaram feridos hoje em Mitrovica em confrontos com a população sérvia local.

Os feridos não estão em perigo de vida e foram transportados para um hospital francês que fica nas proximidades, adiantou a porta-voz polaca.

Cento e quinze polícias polacos fazem parte da Missão da ONU no Kosovo.

O ministro para o Kosovo da Sérvia, Slobodan Samardzic, pediu à ONU para libertar os sérvios detidos hoje pelas forças internacionais no edifício de dois tribunais da ONU no Kosovo, cujo controlo tinham assumido na sexta-feira.

«É necessário manter a ordem e a estabilidade e cooperar, pedimos (à ONU) para libertar essas pessoas e resolver os problemas (...) através de acordos e de negociações», declarou Samardzic.

Samardzic precisou que tinha falado com o adjunto do representante especial da ONU no Kosovo, Larry Rossin, no domingo em Gracanica, perto de Pristina, e que tinham combinado nada fazer antes do ministro se deslocar a Mitrovica, que deverá ocorrer ainda hoje.

Depois da detenção dos sérvios, que estavam nos edifícios dos tribunais da ONU, tiros foram lançados contra membros das forças internacionais no norte de Mitrovica.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: P44 em Março 17, 2008, 03:27:01 pm
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KOSOVO
Dezenas de elementos da ONU e NATO feridos

Apesar do apelos do presidente sérvio Boris Tadic, onze elementos da ONU e da NATO ficaram feridos, esta segunda-feira, no Kosovo, devido a uma explosão e outros 22 elementos da força polaca da ONU sofreram ferimentos em confrontos com a população. A ONU já recebeu ordem para abandonar a cidade de Mitrovica.
( 13:33 / 17 de Março 08 )

   

Boris Tadic pediu à KFOR, as forças da NATO e das Nações Unidas no Kosovo, que não abusassem da força. O presidente sérvio sublinhou que hoje se passam precisamente quatro anos sobre a última onda de violência contra cidadãos sérvios, que em Março de 2004 causou a morte de dezenas de pessoas.

O presidente sérvio pediu também aos cidadãos sérvios da cidade dividida de Mitrovica para não provocarem as forças internacionais e não praticarem qualquer acto de violência.

Dezenas de agentes da ONU e da Nato feridos

Apesar dos apelos do presidente sérvio, três polícias da missão da ONU no Kosovo e oito soldados da força da Nato no Kosovo (KFOR) ficaram feridos hoje devido a uma explosão no norte do Kosovo, indicou a polícia.

Anteriormente, um porta-voz da polícia tinha afirmado que a explosão teria sido provocada pelo lançamento de uma granada de mão lançada contra um tribunal da ONU.

A explosão ocorreu em dois tribunais da ONU depois da intervenção da polícia para expulsar cerca de cinquenta sérvios que se encontravam no local desde a última sexta-feira.

Entretanto, em Varsóvia, a porta-voz da polícia polaca Mariusz Sokolowski afirmou que 22 polícias polacos da missão da ONU no Kosovo ficaram feridos hoje em Mitrovica em confrontos com a população sérvia local.

ONU detém 53 sérvios

Horas antes, durante a madrugada, a polícia da ONU e elementos da força da NATO (KFOR) detiveram 53 sérvios que ocupavam dois tribunais das Nações Unidas, em Mitrovica, segundo o porta-voz da polícia do Kosovo (KPS), Veton Elshani.

Um forte dispositivo da polícia da ONU e da KFOR, apoiado por blindados, atacou hoje, na cidade etnicamente dividida de Mitrovica, os dois tribunais controlados desde sexta-feira por manifestantes sérvios, segundo um jornalista da Agência France Presse (AFP), no local.

A polícia da ONU e a Força da NATO no Kosovo lançaram a operação cerca das 05:00 (04:00 em Lisboa) e detiveram os sérvios que se encontravam no edifício.


TSF ONLINE
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Enviado por: André em Março 17, 2008, 07:29:44 pm
  Confrontos já fizeram 140 feridos

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Os confrontos na cidade de Kosovska Mitrovica, norte do Kosovo, entre nacionalistas sérvios e forças internacionais, fizeram hoje pelo menos 140 feridos, segundo a última contagem, dos quais 27 polícias polacos da MINUK e 20 soldados franceses da KFOR.

Em Paris, o Estado-Maior Conjunto francês revelou que, das duas dezenas de soldados da Força no Kosovo (KFOR) da Aliança Atlântica (NATO), 12 foram tratados no terreno e oito, embora fora de perigo, deram entrada no hospital de Plana.

O porta-voz comandante Christophe Prazuck adiantou que os soldados franceses foram alvejados com cocktails molotov e pedras atiradas pelos servo-kosovares em cólera, que também dispararam armas de fogo e lançaram granadas.

O porta-voz não escondeu que as forças da MINUK e KFOR - num total aproximado de meio milhar de homens - ripostaram a tiro e realizaram acima de meia centena de detenções.

Entre os feridos também há a registar 27 polícias polacos da Missão das Nações Unidas no Kosovo (MINUK), que foram levados para hospitais francesas e dinamarquesas, salvo dois internados numa unidade alemã com estilhaços de granada nas pernas, indicou o porta-voz da corporação Mariusz Sokolowski.

Em Varsóvia, o ministro do Interior, Grzegorz Schetyna, anunciou que parte hoje para visitar os agentes do seu país feridos, parte significativa de um contingente de 115 efectivos destacados para o Kosovo.

No plano das reacções, A NATO frisou que não tolerará mais violência, a União Europeia (UE), por intermédio do alto representante cara a Política Externa e de Segurança Comum (PESC), Javier Solana, pediu «contenção» e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon apelou à «calma» e ao «diálogo constritivo», num comunicado distribuído na sede nova-iorquina da organização.

Solana assegurou não estar em risco a missão da UE que renderá a MINUK, formada por 1.900 polícias e funcionários judiciais.

Os servo-kosovares estão inconformados com a declaração unilateral da independência do Kosovo feita a 17 de Fevereiro pela maioria albanesa e já reconhecida por um conjunto significativo de países ocidentais, com destaque para os Estados Unidos.

Em Belgrado, nacionalistas solidários com os seus compatriotas na província meridional perdida - e berço da nacionalidade - desfilaram pelo centro da cidade até chegarem a uma igreja ortodoxa onde foi rezada uma missa, interrompendo o trânsito pelo caminho e obrigando à intervenção da polícia para proteger embaixadas ocidentais.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Março 18, 2008, 12:27:01 pm
Kosovo: Polícia ucraniano da Minuk morreu devido a confrontos de segunda-feira em Mitrovica

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Pristina, 18 Mar (Lusa) - Um polícia ucraniano, membro da polícia da missão da ONU no Kosovo (Minuk), morreu devido aos ferimentos sofridos nos confrontos de segunda-feira em Kosovska Mitrovica, no norte do Kosovo, foi hoje anunciado.

"Um polícia ucraniano morreu segunda-feira à noite devido aos ferimentos sofridos nas manifestações violentas no norte de Kosovska Mitrovica", indicou o porta-voz da polícia kosovar Veton Elsani.

Mais de 150 pessoas ficaram feridas segunda-feira na cidade etnicamente dividida de Kosovska Mitrovica no norte do Kosovo durante violentos confrontos entre as forças da ordem internacionais e manifestantes sérvios.

Os confrontos foram desencadeados por uma operação da polícia para desalojar sérvios que tinham ocupado dois tribunais da ONU.

Além dos feridos, a operação da polícia para expulsar sérvios que permaneciam nos edifícios de dois tribunais da ONU em Mitrovica resultou na detenção de mais 50 sérvios.
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Enviado por: André em Março 18, 2008, 10:03:54 pm
Canadá reconheceu esta terça-feira a independência do Kosovo

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O Canadá reconheceu hoje o Kosovo que proclamou unilateralmente a sua independência há um mês, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros canadiano, Maxime Bernier.

«Hoje reconhecemos o Kosovo enquanto Estado independente«, declarou o ministro à cadeia de televisão pública CBC, assinalando tratar-se de um caso «único« que não pode ser utilizado como «um precedente».

«Não se pode comparar com o Quebeque», acrescentou o ministro. Antes, o embaixador da Sérvia em Otava anunciara que o Canadá iria reconhecer o Kosovo até ao final do dia, tornando-se o último país do G7 a fazê-lo depois do Japão.

Vinte e sete países, entre os quais 16 da União Europeia e os Estados Unidos reconheceram já o Kosovo.

Até à data, o Canadá não tinha tomado posição sobre o Kosovo e Bernier repetira por diversas vezes que Otava «avaliava a situação».

Analistas políticos sustentavam que, tal como outros países confrontados com movimentos separatistas, o Canadá hesitava perante o que poderia parecer um precedente.

Várias manifestações de canadianos de origem sérvia tiveram lugar nas últimas semanas para pedir a Otava que não reconhecesse o Kosovo.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Março 19, 2008, 12:18:52 pm
Independência do Kosovo abre caminho a conflito latente

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O Kosovo arrisca-se a entrar para a lista de conflitos latentes, a par da Abcásia ou do Nagorno-Karabakh, caso os Ocidentais não ajam depressa para travar a secessão do Norte, que é de maioria sérvia.

O alerta foi lançado ontem pelo International Crisis Group, num relatório que analisa a situação naquele território dos Balcãs, que proclamou unilateralmente a independência no dia 17 de Fevereiro.

No dia a seguir aos confrontos na cidade dividida de Mitrovica, que resultaram na morte de um polícia ucraniano da ONU e 150 feridos, esta organização de prevenção de conflitos no mundo adverte que "há uma risco real de que a partição aumente a Norte do rio Ibar e que o Kosovo se torne um conflito latente".

A tensão continuava ontem presente na cidade de Mitrovica, segundo o jornalista da AFP Jovan Matic, mas sem incidentes graves a registar, disse ao DN o general Raul Cunha, responsável pelas operações militares da missão da ONU no Kosovo. "Ainda há 24 polícias internados. O total de veículos danificados é sete. Mas tem estado tudo mais calmo. Eles [sérvios] agora querem negociar com a Unmik para o seu regresso, porque agora só lá está a KFOR."

O relatório do International Crisis Group, citado pela AFP, acusa a Sérvia de estar a minar o novo Estado kosovar e denuncia o facto de "a comunidade internacional não ter uma resposta clara e coordenada". E dá como exemplo a falta de concertação entre a ONU e a UE, que tardam a entender-se sobre as suas missões, sendo que a da primeira deve ser substituída pela da segunda. Algo que no cenário actual parece difícil, uma vez que a missão da ONU está no terreno desde 1999.

A organização pede aos 27 países - 16 dos quais da UE - que reconheceram o Kosovo a mostrar que a independência é irreversível, "estimulando outros países a reconhecer" . Portugal, que ainda não o fez, deve reconhecer o país no fim deste mês, disse fonte diplomática ao DN.
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Enviado por: André em Março 20, 2008, 02:24:10 pm
Kostunica preocupado com entrega de armas dos EUA ao Kosovo

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O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, está preocupado face à aprovação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de uma entrega de armas ao Kosovo e criticou energicamente a decisão, noticiou a imprensa sérvia.

«Trata-se de um novo passo profundamente errado dos EUA, depois do reconhecimento ilegal da independência unilateral (do Kosovo)», comentou Kostunica.

Considerou que «no Kosovo já há muitas armas» e que os EUA, em vez de armarem os albaneses kosovares, «deveriam voltar a respeitar o direito internacional e a carta da ONU».

«O Kosovo não necessita de mais armas, mas de novas negociações», declarou Kostunica em entrevista ao jornal Vecernje Novosti.

Acrescentou que a decisão sobre a entrega de armas de Washington ao Kosovo «só confirma que se trata de um plano perigoso para a criação do primeiro Estado da NATO no mundo».

Kostunica afirmou que o Governo norte-americano deve saber que o povo sérvio «contempla com amargura, e guarda na sua memória, a política da força que os EUA exercem sobre a Sérvia».

«A Sérvia é um país livre e orgulhoso e o povo sérvio é um povo livre e orgulhoso, e, enquanto for assim, o que deve ser sempre, o Kosovo é da Sérvia. Nosso dever é lutar e vencer a luta, seja hoje ou amanhã, pelo Direito e a Justiça, que estão do lado da Sérvia», declarou Kostunica.

Acrescentou que tal é confirmado pelo «enorme número de Estados que rejeitaram o reconhecimento do autoproclamado estado da NATO», em alusão ao Kosovo, que declarou a independência da Sérvia a 17 de Fevereiro.

Segundo a agência Tanjug, Bush aprovou a entrega de armas ao Kosovo como um passo posterior ao reconhecimento da sua independência e ao estabelecimento das relações bilaterais.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: typhonman em Março 20, 2008, 04:43:31 pm
Esta a aquecer... E nos sem "armour" no Kosovo...
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Enviado por: tsumetomo em Março 20, 2008, 06:08:05 pm
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Rússia quer discutir na NATO fornecimento americano de armas Kosovo


Moscovo solicitou uma reunião de emergência do conselho Rússia-NATO para discutir a autorização dada por Washington à venda de armas ao Kosovo. A iniciativa, que se adivinha polémica já foi condenada pelo Governo sérvio.

Num memorando divulgado ontem na página oficial da Casa Branca, o Presidente norte-americano, George W. Bush autoriza o fornecimento de armas às forças de segurança kosovares, considerando que tal medida “vai reforçar a segurança dos EUA e promover a paz mundial”.

Reagindo a esta decisão, o enviado especial de Moscovo junto da Aliança Atlântica revelou ter enviado ao secretário-geral da organização “uma proposta para a realização de uma reunião informal de emergência do Conselho Rússia-NATO para discutir” a questão.

Em declarações à agência Itar Tass, Dmitri Rogozin lamentou que Washington, ao mesmo tempo que “diz que armas ajudam a combater o terrorismo”, esteja a armar “antigos terroristas que estão agora no poder no Kosovo”. “Como podemos combater o terrorismo se fornecemos armas a antigos terroristas”, questionou.

Depois de ter liderado a campanha aérea da NATO que em 1999 pôs fim à repressão movida pelas tropas de Belgrado aos independentistas albaneses, os EUA foram um dos primeiros países a reconhecer a independência da antiga província sérvia, declarada unilateralmente no mês passado, apesar da oposição de Moscovo e Belgrado.

“Washington apressa-se a tomar a dianteira, violando todos os acordos internacionais, segundo os quais o Kosovo não tem direito a criar as suas próprias forças armadas, lamentou um dirigente do governo russo, citado pela Tass.

Também o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, lamentou o “mau passo” que os EUA voltam a dar “depois do reconhecimento unilateral da independência do Kosovo”.

O primeiro-ministro demissionário teme que as novas armas distribuídas à polícia do Kosovo “possam representar um novo agravamento dos problemas causados” pela declaração de independência, não reconhecida pela minoria sérvia do território. Kostunica entende que “há já demasiadas armas no Kosovo” e que, “em vez de armas ainda mais os albaneses, os EUA deveriam respeitar o direito internacional e a Carta da ONU”.

Em contrapartida, o governo do Kosovo saudou a decisão de George W. Bush, considerando que “tudo o que chega ao Kosovo vindo dos EUA é bem-vindo”.



http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1323242&idCanal=11
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Enviado por: tyr em Março 23, 2008, 07:34:01 pm
estou a ver isto ir por um mau caminho, sorte a russia não estar interessada em outro conflito (ou não).
Título:
Enviado por: LOBO SOLITÁRIO em Março 24, 2008, 01:01:22 pm
O Campo Bondsteel,é a maior base militar americana no estrangeiro (Kosovo) desde a Guerra do Vietname. Fica situada perto de corredores vitais de oleodutos, actualmente em construção e patrocinados pelos USA. A Halliburton Oil filial Brown & Root Services está a fazer uma fortuna, com todo este negócio.
Em Junho de 1999, no rescaldo dos bombardeamentos da Jugoslávia, pelos E.U, foram “ocupados” 1.000 acres de terras no sudeste de Uresevic no Kosovo, perto da fronteira da Macedónia, e começou a construção de um acampamento.

Camp Bondsteel é conhecido como a "grand dame", numa rede de bases dos EUA a correr ambos os lados da fronteira entre o Kosovo e a Macedónia. Em menos de três anos foi transformada, a partir de um acampamento de tendas, numa auto-suficiente base, equipada com alta tecnologia e com quase 7000 soldados, que perfazem três quartos de todas tropas dos USA estacionadas no Kosovo.
Há 25 quilómetros de estradas e mais de 300 edifícios em Camp Bondsteel, rodeado por 14 quilómetros de terra e muros, 84 quilómetros de arame farpado e 11 torres de vigia. É tão grande que é dividida por zonas, como baixa e alta, tem comércio retalhista 24 horas, complexos desportivos, uma capela, biblioteca e as melhor equipadas instalações hospitalares em toda a Europa. Actualmente existem 55 aviões e helicópteros estacionados em Bondsteel, escolhido para a sua capacidade de expansão facilmente pode ser dotado de mais meios. É mesmo sugerido que o Campo pode substituir a base aérea americana em Aviano Itália. O Coronel Robert L. McClure, escreveu no “ Boletim dos engenheiros profissionais " que o plano de engenharia para as operações no Kosovo começou meses antes da primeira bomba ser lançada. No início,os estrategas queriam usar as lições aprendidas na Bósnia, convencidos que assim conseguiriam os seus objectivos o mais rapidamente possível.
Inicialmente engenheiros militares dos USA tomaram o controlo de 320 quilómetros de estradas e 75 pontes na zona envolvente para uso militar e estabeleceram um acampamento de base, envolvendo soldados, zonas habitacionais, helicóptero, munições, exploração áreas e assim por diante.
McClure explica como a Brigada de Engenharia foi instruída "para fundir e integrar as novas construções nas da Brown & Root Services Corporation e a construir não uma, mas sim duas bases [o outro é Camp Monteith], para um total de 7000 militares.
De acordo com McClure, "Na altura de maior esforço, cerca de 1000 ex-militares dos EUA, contratados pela Brown & Root, juntamente com mais de 7000 albaneses,juntaram-se a 1700 militares da arma de engenharia. Do início de Julho a Outubro de 1999, a construção dos dois campos não parou; 24 horas por dia, sete dias por semana. "
A Brown & Root Services fornece todos os serviços de apoio a Camp Bondsteel. Isso inclui 600000 litros de água por dia, fornece a electricidade da cidade e é responsável por um centro de abastecimento de 14000 linhas de produtos. Ela lava 1200 sacos de roupa, fornece 18000 refeições por dia e opera 95 por cento do transporte ferroviário e as instalações do aeródromo. A empresa também fornece ao carreiras de tiro e treino militar.. Brown & Root é agora a maior empregadora no Kosovo, com mais de 5000 funcionários kosovares albaneses e que com outros perfazem uma força de trabalho de 15000 pessoas.
OS funcionários em Camp Bondsteel raramente são vistos fora do campo e as suas actividades são de carácter sigiloso. Embora outras pequenas patrulhas dos USA na KFOT, façam tentativas de integração com a população local, os militares americanos só saem de Bondsteel, em helicópteros ou muito raramente em grandes comboios fortemente armados.
Nalgumas entrevistas soldados americanos não identificados, queixam-se de que a sua presença é crescentemente hostilizada pelos habitantes locais, sobretudo quando comparam o investimento em Camp Bondsteel com o contínuo declínio nas suas próprias condições de vida.
Aqueles que visitam Camp Bondsteel descrevem-na como um filme de ficção. A área que circunda o campo é extremamente pobre, com uma taxa de desemprego de 80 por cento.Bondsteel aparece então no horizonte com a sua massa de satélites de comunicações, antenas e ameaçadores helicópteros que cruzam os céus. A Brown & Root Kosova paga aos trabalhadores locais entre US $ 1 e US $ 3 por hora. O administrador local disse que salários eram tão baixos, uma vez que, "Não se pode inflacionar os salários, porque não queremos inflacionar a economia local."
O aumento de efectivos e o crescimento de Bondsteel foi acompanhado pelo aumento da actividade do exercito Libertação do Kosovo Exército (UCK). Desde o seu surgimento a maior parte dos sérvios, ciganos e albaneses que se opunham ao UCK foram assassinados ou expulsos. Os poucos que ainda restam, não ousam abandonar as suas casas para ir comprar alimentos em lojas locais e tem necessidade de escolta militar para levar os filhos às escolas ou para ir reparar os tractores. Segundo os observadores elementos UCK continuam a actuar com total impunidade no sector, apesar da alta tecnologia militar e de informações existente nas instalações de Bondsteel. O contrato de serviço para o Camp Bondsteel é o mais recente de uma série de contratos militares adjudicados à Brown & Root Services. Os lucros desta empresa têm crescido com a escalada do imperialismo americano. A empresa faz parte da Halliburton Corporation, a maior fornecedora de produtos e serviços para a indústria petrolífera.
Em 1992,a Brown & Root construiu e apoiou as bases militares na Somália tendo ganho 62 milhões de dólares. Em 1994, Brown & Root construiu as bases e sistemas de apoio para 18000 militares no Haiti duplicando a sua receita par 133 milhões de dólares. A empresa recebeu um contrato de cinco anos em 1999 no valor de 180 milhões de dólares por ano para construir e apoiar as instalações militares na Hungria, Croácia e na Bósnia.
Mais grave ainda um alto oficial militar britânico disse ao Washington Post, "É um óbvio sinal de que os americanos estão a fazer um grande esforço na região dos Balcãs, trata-se de planear para ficar." Um analista disse que os americanos aproveitaram a vantagem das circunstancias favoráveis, para criar uma base suficiente grande para acomodar futuros planos militares.Camp Bondsteel tornou-se numa importante fonte para os discursos políticos, feitos pelos principais funcionários da administração Bush. O modelo Bondsteel está agora a ser aplicada no Afeganistão e a novas bases nas antigas repúblicas soviéticas.
De acordo com “fugas” de informação comentadas na imprensa, políticos europeus acreditam agora que os E.U. utilizaram os bombardeamentos da Jugoslávia especificamente com o fim de estabelecer Camp Bondsteel. Antes do início dos bombardeamentos da NATO na Jugoslávia, em 1999, o Washington Post insistiu, "Com o Médio-Oriente cada vez mais frágil, teremos de ter bases e o direito a sobrevoar os Balcãs para proteger petróleo do Mar Cáspio."
A escalada do preço do petróleo, os investimentos na exploração dos campos petrolíferos na área do mar Cáspio e as exigências governamentais para a economia ser menos dependente do petróleo importado, principalmente do Médio-Oriente, exigem uma solução a longo prazo para o transporte de petróleo para os mercados europeus e dos EUA.
O trans-balcânico gasoduto AMBO ( Avaliado em US $ 1,3 biliões) é uma das mais importantes destas várias condutas. Através do porto Adriático de Vlore, bombeará o petróleo para enormes petroleiros, enviados para a Europa e os EUA, ignorando o o congestionamento do estreito de Bósforo, onde tanques são restritos a metade da tonelagem possivel com a nova rota.
O primeiro estudo de viabilidade para o AMBO foi realizado em 1995, exactamente pela Brown & Root, tal como a versão atualizada do estudo de viabilidade em 1999. O ex-diretor de Desenvolvimento de Petróleo e Gás para a Europa e África da Brown & Root Energy Services, Ted Ferguson, foi nomeado como o novo presidente da AMBO [1997] após a morte do ex-presidente e fundador da AMBO, o nascido macedônio sr. Vuko Tashkovikj.
Por Paul Stuart
(Recensão)

http://www.resistente.org/portal/news.php?extend.272 (http://www.resistente.org/portal/news.php?extend.272)
Título:
Enviado por: P44 em Março 31, 2008, 12:12:13 pm
OnLine Newshour: A Look at the KLA- 1998
http://www.pbs.org/newshour/bb/europe/j ... _7-15.html (http://www.pbs.org/newshour/bb/europe/july-dec98/kla_7-15.html)

MIPT Terrorism Knowledge Base
http://www.tkb.org/Group.jsp?groupID=3517 (http://www.tkb.org/Group.jsp?groupID=3517)

http://en.wikipedia.org/wiki/Kosovo_Liberation_Army (http://en.wikipedia.org/wiki/Kosovo_Liberation_Army)

http://en.wikipedia.org/wiki/Hashim_Thaci (http://en.wikipedia.org/wiki/Hashim_Thaci)

HASHIM THACI
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Flajme.dervina.com%2Ffoto%2Fc26ebc788cb8dc59ee3a5bee200f9d4f%2F26012007_th_k%255B1%255D.jpg&hash=fbdc23cb5a35fe18cff368e274e00182)

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Criminal Activities

Thaci is known to have extensive criminal links. During the period of time when Thaci was head of the Kosovo Liberation Army, it was reported by the Washington Times to be financing its activities by trafficking heroin and cocaine into western Europe.[7] While the KLA was officially disbanded at the end of armed conflict in Kosovo in 1999, the new Kosovo Protection Force was composed primarily of former KLA fighters and the Democratic Party of Kosovo was formed largely from the political leadership of the KLA. A near monopoly on the means of force based on the absorption of the KLA into the KPF allowed the Democratic Party of Kosovo to seize near complete control of the machinery of government at the municipal level.[8] The Democratic Party of Kosovo has regularly employed violence and intimidation of political rivals to maintain local political control and protect criminal enterprises which depend upon cooperation from friendly local authorities.[9] Thaçi in particular is seen as being central to the criminal activities of the Kosovo Protection Force, who were reportedly extorting money from businessmen under the guise of "taxes" for Thaçi's self appointed government.[10] The fact that the Democratic Party of Kosovo was seen as both corrupt and criminal lead directly to the electoral defeat of the DPK in the first free elections in the province in 2001. The BBC stated at the time, " The tumbling reputation of the former KLA was to have a disastrous effect on the PDK because of the perceived overlap between its political leadership and post-KLA organised crime."[11]


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CLOSE TO AL QAEDA
Who is Hashim “Snake” Thaci?
What is missing from the global media reports dedicated to Kosovo’s independence is the Albanian terrorism.

Joseph Stedul

Tomislav Tustić
Photo: Wikipedia/Reuters/freerepublic.com

If we are to judge by individual reactions of countries that responded to Kosovo’s declaration of independence, everybody has their own interests – but what is missing from global media reports dedicated to the precedents and separatism is terrorism, which was a constituent factor in creating the world’s newest nation.

Great Serbia and Great Albania – two sides of the same coin

The fate of the independent Kosovo is closely tied to the person and work of Hashim Thaci, who joined the Albanian political migration in Switzerland in the early nineties, where he founded the “National Movement for Kosovo”, the Marxist-Leninist political party whose only aim was to unite all of the regions where Albanians lived into one country, which in reality is nothing else besides copying the politics of Milosevic’s efforts to create the entity  “Greater Serbia” on the regions of the former Yugoslavia.

In 1993, Thaci became a member of the KLA (Kosovo Liberation Army), who according to BBC soon resorted to “the most successful guerrilla movement in modern times” and/or a terrorist organization that reveals to the world the “direct connection between Al Qaeda and Albanians”. Parallel with the foundation of the “rebel guerrillas”, Thaci (the war name for “Snake”) founded and organized the Drenica Group that soon rose as the dominant and most well known criminal organization of the Balkans. It concerned itself (and still does) with weapons smuggling, heroin, cocaine and cigarettes, automobile theft, prostitution and other profitable jobs that are common for mafia groups. “Drenica” soon made connections with key organizations in Albania, the Czech Republic, and Macedonia, creating a large-scale criminal organization, which according to Can Karpat’s report, was sealed with a marriage between Thaci’s sister and Sejdij Bajrush, one of the most infamous leaders of the Albanian mafia.

One man’s terrorist is another man’s freedom fighter

The first terrorist act that was directly blamed on the current premier of independent Kosovo happened on May 25, 1993. When Thaci, together with Rafet Rama, Jakup Nuri, Sami Ljustku and Ilijaz Kadriju, attacked Serbian police at the railway crossing “Glogovac”, which the respected Jane’s Information Group reports. During the attack, two police officers were killed, and another five were injured.

In July 1997, the court in Pristina sentenced Thaci (in absence) to ten years in prison, because of which he, and members of the Drenica group hid in the forests. The legal prosecution of him was stopped in 1999 when Hashim was recognized as the political leader of the KLA.

Judging by newspaper reports, Thaci was not only unforgiving towards Kosovo Serbs, but towards mainstream Albanians as well. In June 1999, the New York Times published an article that accuses Hashim and two of his supporters of the murder of somebody that opposed Albanian nationalism. The author of the article Chris Hedges, at the time, interviewed Rifat Haxhijaj who lived with Thaci in Switzerland, who stated: “When the war started (against the Serbian authorities), everybody wanted to be the boss. To get an idea of the kind of battle we are talking about, we only have to mention the murder of the Albanian reporter Alij Uka, a man that showed patriotism when Albanian nationalism/separatism was concerned. However, at the same time, he was a very harsh critic of people that were at the head of separatist currents. Uka was killed in his apartment in Tirana, and according to the words of former KLA members, the act was committed by his roommate at the time – Hashim Thaci, in cooperation with the secret police that Albania happily placed “at the disposal of the rebel leaders”. The allegations were rejected by Thaci’s representative in Switzerland, Jasha Salih who said:

- These reports are incorrect. Neither Mr Thaci, nor anyone else in the KLA were involved in these activities. Our only aim is independent Kosovo.

On the other hand there are the statements by Bujar Bukoshi, the former premier in Ibrahim Rogov’s exiled cabinet, who said in Hashim’s rise:

- Cadavers have never been an obstacle to Thaci’s career.

The inconvenient truth about Albanian ethnic cleansing

The massacre in the village Racak was by far the bloodiest incident that served as a prelude to “Kosovo’s war”. An alleged murder is in question, with 45 Albanian civilians whose death was presented to the West as the Serbian revenge for the actions taken by the KLA against Serbian security forces. “Yugoslavia” then dropped all allegations, claiming that its forces were not responsible for the crime. However the same coalition led by the USA that recognized Kosovo have not backed away from their allegations, so the crime will remain on the conscience of the Serbs.

To make the historical line even more interesting, Thaci himself shocked the press, and then radio Voice of Russia – who first published Hashim’s confession in March 2000. Hashim admitted that the KLA purposely demonised Serbia through its operations, provoking the military intervention of the West.

The Voice of Russia then cited Thaci who talked about a public secret, admitting that the KLA killed four police officers in the village Racak, with the intent of provoking action from the Serbian special forces. The Serbs did react, and the media immediately characterized it as a Serbian massacre of Albanian villagers, which was denied by Thaci himself, explaining that the bodies of KLA members were later found, which was later additionally analysed in great detail by the media.

Thaci talked about the idea of “Greater Albania” until 1998, when Albania met with the “pyramid scheme” which led to mass looting, which together with the war, homogenized the population in Kosovo. This caused Hashim to change to rhetoric, and start talking about the idea of independence for the region.

From a wanted terrorist to a loved premier

The KLA was on the list of the 100 most wanted and dangerous terrorist organizations in the world until 1998, when the US administration together with Bill Clinton, changed course and decided to support the “guerrillas”, by inaugurating Thaci as the “spokesperson” for Albanian interests in Kosovo.

This course was followed by George W. Bush, despite the link between the KLA and Al Qaeda that is well known to the intelligence community.

Thaci and his party reject all of these allegations.


http://www.javno.com/en/world/clanak.php?id=125467 (http://www.javno.com/en/world/clanak.php?id=125467)
Título:
Enviado por: papatango em Março 31, 2008, 03:57:05 pm
Estas notícias e informações teriam mais credibilidade se não fossem postas a circular pelas pessoas que ainda hoje escondem criminosos de guerra como:

Ratko Mladic
http://en.wikipedia.org/wiki/Ratko_Mladic
Rodovan Karazic
http://en.wikipedia.org/wiki/Radovan_Karad%C5%BEi%C4%87

Já esqueceram a politica de limpeza étnica dos sérvios ?

Já esqueceram o que fizeram em Serbrenica ?

Alguém acredita que quem cometeu os crimes como os de Serbrenica, não faria exactamente o mesmo no Kosovo ?

É triste, mas também é revoltante, como há gente com a memória tão curta...


Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Março 31, 2008, 05:36:55 pm
Já esqueceram os criminosos de Guerra Croatas? Já esqueceram os criminosos de guerra Bósnios?

É triste, mas também é revoltante, como há gente com a memória tão curta...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg174.imageshack.us%2Fimg174%2F3538%2Fcrotui3.jpg&hash=1d957c57a1a8d9b306661facf8d743be)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg413.imageshack.us%2Fimg413%2F7696%2F1croatwc2nw7.jpg&hash=c75c98e9ec23f93c621b8f4cce4a74c7)
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Enviado por: LOBO SOLITÁRIO em Março 31, 2008, 06:02:04 pm
Os EUA, a União Europeia e a ONU estão a apoiar um governo no Kosovo encabeçado por um conhecido criminoso, o primeiro-ministro Hashim Thaci.

O cargo de primeiro-ministro foi criado sob o "Provisional Institutions of Self-Government (PISG)" estabelecido pela United Nations Interim Administration Mission in Kosovo (UNMIK)

Sob mandato da ONU, a finalidade do governo provisório era "providenciar um “governo democrático provisório” antes de uma decisão sobre o estatuto político do Kosovo.

O que isto significa é que as Nações Unidas não só ajustaram o cenário para um governo do Kosovo "independente", numa clara violação do direito internacional, como também instalaram no Kosovo um governo integrado pelos membros de um sindicato do crime. Todos os três primeiros-ministros do Kosovo, Ramush Haradinaj, Agim Ceku and Hashim Thaci são criminosos de guerra. e de delito comum.
O Kosovo Democratic Party encabeçado pelo antigo comandante do KLA Hashim Thaci é essencialmente um desdobramento do antigo Kosovo Liberation Army.

O apoio encoberto dos EUA-NATO ao KLA remonta aos meados da década de 1990. No ano anterior ao bombardeamento de 1999 da Jugoslávia, o KLA era muito abertamente apoiado pela administração Clinton.

O líder do KLA Hashim Thaci foi um protegido de Madeleine Albright. Foi até escolhido por Albright para desempenhar um papel chave a favor de Washington nas negociações de Rambouillet em 1998.

As ligações do KLA ao crime organizado foram documentadas pela Interpol e pelo Congresso dos EUA.
Alguns membros do Kosovo Liberation Army [encabeçado pelo actual primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci], o qual financiou os seus esforços de guerra através da venda de heroína, foram treinados em campos terroristas dirigidos por Osama bin Laden.

Os membros do KLA, adoptados pela administração Clinton nos 41 dias da campanha de bombardeamento da NATO para levar a Jugoslávia do Presidente Slobodan Milosevic à mesa de negociação, foram treinados em campos secretos no Afeganistão e Bosnia-Herzegovina , segundo alguns relatórios.

Os relatórios dos serviços secretos documentam o que é descrito como uma "ligação" entre Bin Laden, o milionário saudita fugitivo, e o KLA – incluindo uma área de plataforma comum em Tropoje, Albânia, um centro para terroristas islâmicos. Os relatórios dizem que a organização de Bin Laden, conhecida como al-Qaeda, tanto treinou como apoiou financeiramente o KLA. (Washington Times, 04/Maio/1999)
Existem suspeitas que grande parte da violência e intimidação veio de antigos membros do KLA, especialmente aqueles aliados com Hashim Thaci, o antigo líder do KLA e chefe do Democratic Party of Kosovo, um dos desdobramentos políticos do KLA.

Embora a ONU tenha gradualmente afirmado a sua própria autoridade e colocado representantes de outros partidos políticos em governos locais, em locais como Srbica ex-membros do KLA filiados ao partido de Thaci ainda exercem um controle completo.
"Estes sujeitos não estão em vias de abandonar o poder facilmente", diz Dardan Gashi, analista político junto ao International Crisis Group, uma organização de investigação com sede nos EUA e com um gabinete em Pristina.

Também há suspeitas que o crime organizado esteja envolvido em parte na violência. Grupos criminosos dedicados à extorsão, contrabando e prostituição confiam nos laços estreitos que têm com algumas pessoas no poder. A perspectiva de perder estas ligações e o rendimento que elas geram, podem torná-los “mal dispostos” em relação ao LDK.

Responsáveis dizem que o problema é pior na região Drenica do Kosovo, a área central do KLA e a fortaleza do partido de Thaci. Srbica, onde Koci é o presidente local do LDK.

A Heritage Foundation: Apoia o KLA-KDP, apesar das suas ligações criminosas.
Num relatório de Maio de 1999 a Heritage Foundation reconheceu que o KLA é uma organização criminosa. No entanto, pediu o apoio ao KLA por parte da administração Clinton:
“Deveriam os EUA reforçar o potencial militar do KLA contra o regime brutal de Milosevic, apesar das estranhas raízes ideológicas do KLA e das suas ligações visíveis ao crime organizado? O KLA não representa todos os grupos que buscam um fim às campanhas brutais de Milosevic e sabe-se que cometeu algumas atrocidades, ele é a força mais significativa de resistência à agressão jugoslava dentro do Kosovo. Além disso, a escala e o âmbito dos seus crimes foi reduzida pela sistemática campanha de terror desencadeada pelos militares, paramilitares e forças policiais jugoslava dentro do Kosovo, às quais Washington se tem oposto com firmeza desde a guerra de 1999.” (Heritage Foundation Report, 13/Maio/1999)
“Afastar-se agora do KLA privará os Estados Unidos dos benefícios de cooperar com uma força de resistência que é capaz de apoiar a pressão sobre Milosevic para negociar um assentamento” (Ibid)
A Heritage Foundation apoia o Kosovo Democratic Party (KDP), que é integrado por antigos membros do KLA.

O KDP reteve suas ligações ao crime organizado. Esta posição de um modo geral resume a atitude da "comunidade internacional" em relação ao Kosovo. Mais recentemente, a Heritage Foundation, que desempenha um papel de bastidores na formulação da política externa americana, pressionou para a "independência" do Kosovo.

A evidência confirma amplamente que o primeiro-ministro do Kosovo nunca cortou as suas ligações com o crime organizado.

Um conhecido criminoso está a ser protegido pelas Nações Unidas: Ele foi detido em Budapeste em Julho de 2003 a pedido da Interpol e foi imediatamente libertado, a seguir a um pedido da Missão das Nações Unidas no Kosovo (UNMIK). Isto não é um evento isolado. Há evidência de que a Missão da ONU e sua força de polícia internacional protegeram o antigo KLA, o qual na sequência do bombardeamento da NATO de 1999 foi re-etiquetado como Kosovo Protection Corps (KPC) sob mandato formal da ONU.

Segundo o ministro da Justiça sérvio, Vladan Batic, "o processo em Hais no tribunal de crimes de guerra tem mais de 40 mil páginas de provas contra o antigo líder do Kosovo Liberation Army, Hashim Thaci, (citado por Radio B92, Belgrado, 03/Julho/2003).

Em Abril de 2000, a secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, "ordenou à promotora chefe do Tribunal de Haia, Carla del Ponte, que retirasse Hashim Thaci da lista de suspeitos de crimes de guerra" (Tanjug, 06/Maio/2000). Carla del Ponto a seguir afirmou que não havia provas suficientes para indiciar Thaci por crimes de guerra.

Na generalidade, a Missão da ONU actuou como um acessório na protecção de um sindicato do crime.

Em Novembro de 2003, foram iniciados em Belgrado procedimentos criminais contra vários antigos comandantes do KLA. Estes incluíam Hashim Thaci, Agim Ceku e Ramush Haradinaj. .O nomes de Haradinaj e Ceku estão em listas da Interpol.

Agim Ceku é conhecido por ter cometidosistematicamente crimes de guerra na região de Krajina, na Croácia, em meados da década de 1990, envolvendo o massacre e limpeza étnica da população sérvia. Ele foi brigadeiro general no Exército croata e um dos planejadores da Operação Tempestade, a qual levou à expulsão de várias centenas de milhares de sérvios da região de Krajina. Em 1999 ele foi nomeado comandante do KLA, com a aprovação dos EUA e da NATO. de seguida foi nomeado comandante da Kosovo Protection Corps (KPC) patrocinado pela ONU (na sua folha de pagamento) e tornou-se primeiro ministro do Kosovo em 2006, sendo sucedido por Hashim Thaci, o actual primeiro-ministro. No Kosovo, ele continua a ter ligações com sindicatos do crime organizado. Segundo o London Observer, o KPC que foi chefiado por Ceku estava envolvido em actos de tortura assim como à protecção da prostituição no Kosovo. (14/Março/2000, Atlanta Journal-Constitution)

O governo do Kosovo está ligado a sindicatos de crime organizado e envolvido em tráfico de narcóticos e seres humanos.

O facto de todos os três primeiros-ministros do Kosovo, Ramush Haradinaj, Agim Ceku e Hashim Thaci serem criminosos de guerra não foi reconhecido nos recentes relatos da imprensa quanto à independência do Kosovo.

Os EUA e a UE estão a apoiar a criminalização da política no Kosovo.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 31, 2008, 06:46:45 pm
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Kosovo: Independência foi ruptura do sistema internacional - Amado

Lisboa, 31 Mar (Lusa) - A declaração unilateral de independência do  Kosovo foi uma ruptura do sistema internacional, afirmou hoje o ministro  dos Negócios Estrangeiros português, voltando a defender que a posição portuguesa  deve ser anunciada sem precipitação.  

 

      "Foi uma ruptura do sistema internacional", disse Luís Amado num almoço-debate  sobre política externa, depois de acusar a União Europeia (UE) de irresponsabilidade  na condução do processo até 2007 e de apontar a necessidade de, "mais cedo  do que mais tarde", fazer a questão voltar ao Conselho de Segurança da ONU  e trabalhar, com a Rússia e os outros membros, um enquadramento da situação  tal como ela está no terreno.  

 

   "O efeito de precedente não depende de Portugal reconhecer ou não. O  precedente está criado, pela violação dos princípios da lei internacional  e pela questão das minorias", disse o ministro, acrescentando que "quanto  mais a UE se envolver enquanto UE no enquadramento, tratando-o como um caso  'sui generis', mais terá controlo sobre os efeitos colaterais".  

 

   O ministro considerou que, até Junho de 2007, "a UE estava irresponsavelmente  desresponsabilizada do problema do Kosovo", em particular, e dos Balcãs  Ocidentais, em geral, endossando tudo para o Grupo de Contacto (Estados  Unidos, Rússia, França, Reino Unido e Itália) e "sem nenhuma iniciativa  que desse rosto a uma política europeia".  

 

      O Plano Ahtissari, do enviado especial da ONU e que previa uma "independência  vigiada", foi endossado por duas vezes pelos membros da UE, mas "não houve  reflexão nem debate", "porque se acreditava que seria apoiado pela ONU"  e que "a 'digestão' do processo ia-se fazendo ao ritmo da integração daqueles  Estados na UE".  

 

   Amado considerou, por outro lado, que "o papel construtivo que se esperava  do secretário-geral da ONU na relação com a EULEX (a missão europeia) parece  que não vai ser assim" e que uma transmissão fácil e eficaz de competências  e de poderes da UNMIK (missão da ONU) para a EULEX "não está assegurada".  

 

   O nível relativamente baixo de incidentes registados no terreno, pelo  menos em relação ao que era esperado, deve-se muito, na opinião do ministro,  à postura da Sérvia, que "tem favorecido o diálogo político" em consonância  com "uma preocupação de não alimentar uma fogueira cujas labaredas se reflectirão  na estabilidade da Sérvia".  

 

   Sobre um pronunciamento de Portugal em relação à independência, Luís  Amado reiterou que "o Governo tem uma posição" mas só vai anunciá-la no  momento que entender, definindo como condições a coerência com as posições  já assumidas pelo governo e a obtenção do maior consenso possível no espectro  político português.  

 

   Sobre a primeira condição, o ministro referiu aquela que foi a orientação  dada à questão pela presidência portuguesa e que acabou por vingar com a  decisão de criar a EULEX: de que "a paz no Kosovo é vital para a paz na  Europa", pelo que era indispensável unidade e flexibilidade, ou seja, uma  plataforma de interesse estratégico comum e uma decisão soberana de cada  Estado.  

 

   "O governo não pode enjeitar esses acordos", disse, acrescentando que,  no entanto, a UE vai ter de "trabalhar a reconfiguração do quadro jurídico  que sustenta a EULEX", e daí a necessidade de trabalhar com a Rússia.  

 

   Sobre a segunda condição, Luís Amado repetiu que, tanto quanto possível,  "a política externa deve ser sustentada num consenso", e que não tendo visto  no Parlamento "uma franca abertura para um reconhecimento imediato", considera  útil adiar o pronunciamento.  

 

   O adiamento desse pronunciamento contribui ainda, segundo o ministro,  para que haja na UE "pontes" com a Sérvia, responsáveis por manter Belgrado  numa postura construtiva: "Os sectores moderados (sérvios) têm mais facilidade  em trabalhar se tiverem o conforto de algumas pontes com a UE", disse.  
Título:
Enviado por: papatango em Março 31, 2008, 09:03:12 pm
Analisando os numeros:

Mortos no que é considerado um massacre, em que são mortas pessoas sem combate ou que tenham oferecido resistência.
Gospic: 100 mortos (1991)
Mirlovic Polje: 7 mortos (1993)
Medak: 31 mortos (1993)
Flash: 83 mortos (1995)
Storm: 677 mortos (1995)
Ahmici: 116 mortos (1993)
Mortos em combates, batalhas ou como consequência de acção militar
Miljevci: 40 mortos (1992)
Maslenica: 491 mortos (1993)

O massacre de Serbrenica, que os seus amigos sérvios ocultaram enquanto puderam, consistiu no assassínio a sangue frio de prisioneiros, que eram transportados pela estrada.

Os homens, foram assassinados com tiros na cabeça em apenas alguns dias.
Pelo menos 6.000 SEIS MIL foram assassinados pelos Sérvios. Uns assassinados em pequenos grupos, outros assassinados nos lugares onde eram mantidos prisioneiros.

As ordens claras dos dirigentes sérvios eram simples:
1) Separar os homens das mulheres.
2) Levar os homens (com mais de 14 anos) para escolas e armazéns abandonados
3) Transportar os homens aprisionados para lugares preparados para a execução
4) Para minimizar a resistência, os prisioneiros eram vendados, para não entenderem o que se passava.

A contagem atingiu os 6.000 SEIS MIL ASSASSINADOS PELOS SEUS HERÓIS. 5.000 CINCO MIL, FORAM DESENTERRADOS, MAS VOLTARAM A FALAR, MESMO MORTOS PARA MOSTRAR A BARBÁRIE SÉRVIA.
Mais de 2000 cadáveres terão sido identificados até ao momento

P44 -> Não podemos dar um valor ao numero de vidas. Há quem diga que quem mata uma pessoa, mata toda a humanidade.
Mas podemos contar os cadáveres. E nessa contagem, você perde toda a razão.

Apenas em Serbrenica, os Sérvios mataram mais pessoas que na lista que você coloca numa imagem enorme, onde relata 1545 vítimas ocorridas entre 1991 e 1995.

Os Sérvios assassinaram 6.000 prisioneiros desarmados num período entre dois a quatro dias.
E depois violaram as mulheres deles.
As mulheres foram entregues aos seus heróis, para que fossem violadas, e para plantar a semente da raça sérvia nas mulheres dos vencidos.

Não foram mortos em combate.
Não foram resultado de conflito ou da raiva da ocasião
Foi ódio dos Sérvios, organizado, sistemático e industrializado, que só pode ser comparado com o que fizeram os Nazis na II Guerra Mundial.

E o que dá mais raiva, é que essa gente é defendida em Portugal por aqueles fanáticos, que defendem tudo o que ainda lhes lembre a União Soviética que ainda hoje choram e cujo desaparecimento na lama podre e ensanguentada lamentam. É isso, acima de tudo isso que mete impressão.

Como é possível continuar a defender assassinos, criminosos e autênticos animais em forma de gente, apenas porque eles são anti-americanos?
A Sérvia perdeu o direito ao Kosovo, e perde-lo-ía mesmo que fosse verdade que o Kosovo é o "berço" da Sérvia.
É uma mentira histórica, porque os Sérvios chegaram à região quase mil anos depois de já lá haver kosovares.

A Sérvia perdeu o direito ao Kosovo, porque mostrou em Serbrenica, perante a Comunidade Internacional, qual era a sua forma de agir, quando a quantidade de população não sérvia era maior que a que eles achavam correcta.
A Sérvia transformaria o Kosovo num imensa Serbrenica.

Quem faz uma faz um cento se lhe derem verga e tempo, diz a sabedoria popular.
A Sérvia, e o nacionalismo sérvio, como todo o nacionalismo que se afirma pelo sangue e pela sua capacidade de matar, acabaria por produzir no Kosovo incontáveis massacres.

É a forma que eles têm de fazer política.
Título:
Enviado por: André em Março 31, 2008, 10:11:00 pm
A Independência do Kosovo
João Brandão Ferreira
 
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A independência do Kosovo não surpreende nem deve deixar ninguém surpreendido. Mesmo que tenha sido unilateral. Todas as independências são unilaterais e quando não são – o que é raro – é porque uma das partes obrigou a outra.

De facto a independência de qualquer país faz-se, por norma, através da violência e pela força das armas. A nossa também foi assim.

As independências geram, porém, conivências e antagonismos. E todas têm consequências. É sobre estas que é preciso meditar.

O Direito Internacional é nestes casos, uma falácia: costuma dar argumentos a todas as partes envolvidas e está refém dos interesses das grandes potências. Aliás, o caso do envolvimento da NATO nos Balcãs é disto um exemplo selecto: mesmo estando fora do espírito e da forma do articulado, interveio – por pressão americana -, e só depois se legitimou, mudando o seu artigo V, na cimeira de Washington, comemorativa do 50º Aniversário do Tratado. Ou seja vai mudando conforme os “ventos da História”. Nós, Portugueses deveríamos meditar nisto … Até porque a memória dos povos é curta!

A independência do Kosovo serve os interesses dos EUA. A curto prazo, depois se verá (o governo americano tem, aliás, criado o curioso hábito de ir ajudar quem a seguir vão atacar…). Antagoniza a Rússia, aliada da Sérvia; namora os países muçulmanos (a maioria da população albanesa está islamizada) e implanta um nó górdio no quintal da União Europeia (UE). Esta, como não tem Exército, Política Externa, e cada um puxa para seu lado, está aflita sem saber o que fazer. Vamos ter aqui pano para mangas e para muito tempo. Cada país está por si.

Acresce que existe uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que mantém o Kosovo como parte integrante da Sérvia e ainda o facto de a independência ser declarada quando existem cerca de 17000 soldados da NATO (e de outros países, num total de 30!), a ocuparem o Kosovo, com mandato das Nações Unidas!

Como é que isto é possível? E durante quanto tempo mais é que vão ficar lá as tropas? E o que vai acontecer quando saírem? Será que estão a pensar instaurar um protectorado?

O governo português safou-se por uma unha negra de ter que lidar com este problema, durante a sua presidência da União, mas vai ter que se posicionar de alguma forma neste assunto complexo. Quanto mais não seja por termos tido e ainda termos tropas portuguesas naquele território, e que não saíram a tempo…

Ora tudo isto vai abrir um “saco de gatos” e pode multiplicar o número de “tribos” e regiões que se queiram independentizar, pelo mundo inteiro.

Portugal seria o país na Europa e no Mundo que teria menos a temer com semelhante ameaça. Mas, como por via da Descolonização traumática e desastrosa que realizámos em 74/75 as autonomias que desenvolvemos, como mal menor, e as surgências idiotas de regionalismos que se permitiu fomentar, deixámos de estar imunes ao fenómeno. Quebrou-se a nossa coerência e prevalência política e doutrinária!

Imagino que o governo português entenda tudo isto como “mais uma maçada”. Porquê? Porque os políticos em Portugal, acham, vai aí para 30 anos, que tudo no mundo ia correr bem para nós, que íamos ser amigos de todos e todos iam ser nossos amigos. Acreditaram que ameaças eram coisas do passado e que as organizações internacionais de defesa, resolviam tudo por nós. Apesar de passarmos a ter pouco Poder, entretivemo-nos a desbaratá-lo ainda mais. Ninguém está interessado em minorar vulnerabilidades e em potenciar capacidades.

Mais, não sabem nem querem saber, como se usa o Poder. E não aparentam ter coragem sequer para o utilizar. Por isso alienam soberania; agacham-se julgando-se espertos; desmantelam o aparelho militar e transformam a diplomacia num quase exercício de relações internacionais. Tudo se resume em 10% de substância e 90% de fotografia para os jornais!

Agora vamos ter uma crise séria entre mãos e não estando na linha da frente da insegurança, podemos levar com estilhaços. Se o governo português tendesse a defender princípios eu arriscaria a dizer que não reconheceria a independência (será certamente pressionado pelo governo espanhol para alinhar a seu lado), alegando-se as graves dúvidas existentes a nível do Direito Internacional e a fraca linearidade do processo. Mas pensamos que irá ganhar tempo (o que já está a fazer), passar despercebido no meio da multidão e caír para o lado da maioria com frases de circunstância, lá mais para a frente.

Mas seria avisado que nos fossemos preparando para a bulha, porque com esta crise ou com outra, será uma questão de tempo. A generalidade dos líderes políticos europeus aburguesou-se no pior sentido do termo. À custa de engordarem o corpo criaram adiposidade no espírito e deixaram fenecer a alma no coração. E já nem recordam que Roma afinal caiu, por “excesso de camas fofas e banhos quentes”.

Jornal de Defesa
Título:
Enviado por: papatango em Março 31, 2008, 11:52:38 pm
Por acaso, Roma não caiu por causa das adiposidades, mas sim por causa dos imigrantes.

As adiposidades e a decadência de costumes não eram suficientes para destruir um império, nunca foram, e as elites sempre foram amorais.

Já a pressão da imigração, essa sim foi determinante.

= = =

Curiosamente fiquei sem entender o que é que o Cel. Brandão Ferreira pensa do assunto.
Históricamente a posição dúbia da politica externa portuguesa não tem nada a ver com o 25 de Abril. Sempre balançámos em cima do muro.
Foi assim durante o periodo napoleonico, como foi assim durante muitos periodos da nossa História.

A verdade é que o império aguentou tantos anos muito mais devido à nossa diplomacia de "diz que vai mas não vai" que a qualquer intervenção militar.
Título:
Enviado por: P44 em Abril 01, 2008, 04:18:10 pm
pt

não há santos nem demónios, ambos os lados cometeram enormes atrocidades.

No entanto para vc apenas os Sérvios são maus,por terem tido o apoio da URSS na 2ª GM e por agora terem o apoio da rússia.

Vc transporta o seu trauma em relação á URSS para os sérvios, é só isso,

Tente raciocinar com mais equilibrio, a sua versão da história é a sua versão, vc é totalmente subjectivo e não tem uma visão equidistante das coisas.

Ou então já se esqueceu do Regime Croata da 2ªGM , um Regime Fantoche dos Nazis, do Ante Palevic, dos Hustacha e dos seus crimes???? Já que vc vai buscar a história de há milénios, que os Kosovares são anteriores aos Sérvios, quando os kosovares são ALBANESES, não se oporá a que eu vá buscar os crimes dos Croatas na 2ª GM, foi há menos tempo.

Eu sei que o seu apoio á "independencia" do kosovo só tem um propósito...vc deseja ardentemente que a Espanha se balcanize, e vê no Kosovo o inicio da resposta aos seus sonhos, é ou não é?
Quantas vezes já o li a a defender a ETA por exemplo?

Que um bando de terroristas declare a independencia de um "gueto", á revelia das leis internacionais, de todos os acordos , que impere a lei da selva, do quero, posso e mando, a razão da força contra a força da razão, não lhe diz nada????

No seu fanatismo xenófobo, vc não vislumbra mais nada?

Explique lá ao menos de uma vez por todas o que é que os "soviéticos" lhe fizeram, já que nunca o vi com um milésimo dessa raiva e ódio em relação aos nazis ou a qualquer outro regime totalitário...????

É só curiosidade mesmo...
Título:
Enviado por: EB em Abril 01, 2008, 06:02:39 pm
Na essência, sou da mesma opinião do P44.
Já se sabe que a História é escrita pelos Vencedores....

Em todos os conflitos armados são realizadas atrocidades, tanto de um lado como do outro das partes beligerantes...

No entanto, penso que não se pode comparar o problema do Kosovo com a questão espanhola. No Kosovo, falamos de uma etnia de emigrantes (da Albânia) com uma cultura e tradições de um País que nada tem a haver com a Sérvia (pelos assim acho...).

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: LOBO SOLITÁRIO em Abril 01, 2008, 06:29:54 pm
O Kosovo é o berço da nação Servia.
Neste caso, seria mesmo que alguém pedisse a independência da região de Guimarães.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 01, 2008, 06:35:49 pm
Citação de: "LOBO SOLITÁRIO"
O Kosovo é o berço da nação Servia.
Neste caso, seria mesmo que alguém pedisse a independência da região de Guimarães.


Pois  :roll:
Título:
Enviado por: André em Abril 01, 2008, 07:59:44 pm
MNE da Sérvia amanhã em Lisboa

Citar
Luís Amado recebe quarta-feira o seu homólogo sérvio, Vuk Jeremic, para falar da questão do Kosovo, da estabilização dos Balcãs e das relações entre a Sérvia e a União Europeia, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Portugal, que no semestre passado assumiu a liderança do 'dossier' do Kosovo no contexto europeu, está entre os países que ainda não se pronunciaram sobre a declaração unilateral de independência do Kosovo de 17 de Fevereiro último.

Esta posição do governo português, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, baseia-se na convicção de que deve ser evitada qualquer precipitação, pelo que o anúncio da posição portuguesa só será feito "no momento adequado", tendo em conta as posições já assumidas neste processo e a procura do "maior consenso possível" dos partidos políticos.

Portugal tem "uma posição bem definida" sobre o assunto mas não pretende anunciá-la até que considere reunidas as condições para o fazer.

O chefe da diplomacia portuguesa sustenta, por outro lado, que a ausência de pressa numa tomada de posição por Portugal contribui para que haja na União Europeia "pontes" com os sectores moderados da Sérvia.

No plano das relações entre a Sérvia e a UE, o processo de aproximação está suspenso e o seu futuro vai depender da evolução política interna da Sérvia, com eleições antecipadas convocadas para 11 de Maio.

Os dois principais partidos, que integram a actual coligação no poder, opõem-se ambos à independência do Kosovo, mas defendem abordagens opostas sobre o relacionamento com a UE.

O Partido Democrático da Sérvia (DSS), de Vojislav Kostunica, opõe-se a qualquer acordo com a UE que não reconheça o Kosovo como parte integrante da Sérvia e exige que os países europeus que já reconheceram o novo estado revejam a sua posição antes de retomar negociações, enquanto o Partido Democrático (DS), do presidente pró-europeu Boris Tadic, defende que só uma aproximação a Bruxelas permitirá à Sérvia defender o seu direito ao Kosovo.

Lusa
Título:
Enviado por: P44 em Abril 01, 2008, 09:46:38 pm
Citação de: "EB"
Na essência, sou da mesma opinião do P44.
Já se sabe que a História é escrita pelos Vencedores....

Em todos os conflitos armados são realizadas atrocidades, tanto de um lado como do outro das partes beligerantes...

No entanto, penso que não se pode comparar o problema do Kosovo com a questão espanhola. No Kosovo, falamos de uma etnia de emigrantes (da Albânia) com uma cultura e tradições de um País que nada tem a haver com a Sérvia (pelos assim acho...).

Cumprimentos.


Exactamente, tratou-se de um exodo maciço de albaneses para a então Jugoslávia, em busca de melhores condições de vida...comparada com a Albânia, a Jugoslávia era mil vezes melhor e mais rica.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 02:01:18 am
P44, infelizmente não me parece que você esteja em condições de falar em equidistância.

Principalmente você anda muito desequidistante dos livros e dos mumeros e prefere ler a cartilha do Putin e acreditar nas mentiras que os Sérvios inventam

Você odeia os sérvios apenas porque odeia os americanos e o seu ódio aos americanos (quiçá só ultrapassado pelo seu ódio aos portugueses) tolda-lhe a vista.

Eu no entanto confesso que fico irritado, não com as opções políticas das pessoas, mas muito mais com a falta de estudo, e com a ligeireza com que se fazem afirmações.

Estive a consultar os dados estatísticos das Nações Unidas, e eles dizem que a população da Albânia era de 1,366 milhões de habitantes em 1974.

Os números são aliás os seguintes para toda a antiga Jugoslávia:

Sérvia: 8.872.000
(5.536.000 na Sérvia, 1.970.000 na Voivodina e 1.366.000 no Kosovo)
Croácia: 4.490.000
Eslovénia: 1.766.000
Bósnia-Herzegovina: 3.922.000
Macedónia: 1.730.000
Montenegro: 553.000

Total: 21.333.000

===

Passemos ao Kosovo.

A população hoje, é de 1.900.000 pessoas, segundo a própria ONU e 88% da população é de origem albanesa, ou seja, os não albaneses representam 228.000 pessoas.

Vamos partir do principio, de que durante os últimos 34 anos, não nasceu um único sérvio a mais que os que morreram, ou seja, vamos partir do principio de que a população sérvia não cresceu.

Mas vamos fazer ainda mais que isso. Vamos partir do principio de que parte da população sérvia do Kosovo fugiu, e um terço dos sérvios já não se encontra na sua terra. Ou seja, vamos supor que a população da Sérvia era em 1974, de 342.000 pessoas.
E vamos fazer ainda mais, vamos partir do principio de que os kosovares não albaneses eram todos de origem sérvia.

Vamos considerar, que todo o crescimento populacional do Kosovo, foi resultado da INVASÃO dos albaneses famintos, esses cabr**** filhos de p**as que conforme os amigos do P44 dizem, têm filhos como as ratazanas.

Mesmo assim, considerando que a população sérvia tinha estabilizado e mesmo que se tivesse reduzido em um terço, isso implica que em 1974, os sérvios (ou os não albaneses) eram 342 em cada 1366. Ou seja, a população sérvia (ou não albanesa) do Kosovo, representava em 1974 no máximo dos máximos, 25.0% da população total.

Ou seja, mesmo na hipótese mais favorável aos sérvios, da suposta invasão demográfica dos albaneses, ocorreu a seguinte alteração:

Em 1974, o Kosovo trinha 75% de população albanesa
Em 2008, o Kosovo tem 88% de população albanesa

Eu não nego que houve um aumento, o que me indigna, é que haja quem acuse os albaneses do Kosovo de terem ultrapassado demográficamente  os Sérvios na terra deles, quando as estatísticas das Nações Unidas, retiradas dos próprios dados da Jugoslávia de Tito, afirmam exactamente o contrário.

Os argumentos utilizados são arrepiantes. Os argumentos dos Sérvios são os argumentos que os nazis inicialmente utilizaram para enviar os ciganos  para as câmaras de gás.

A estatística, os números, não têm tendência politica. Mas quando se mente à populaça que está habituada a ir na conversa, aí tudo muda.

A Sérvia, é uma das partes que resultaram da extinção da República Federal da Jugoslávia, e mesmo no tempo de Tito, o facto de o Kosovo ter maioria albanesa levou a que a região tivesse o seu próprio governo autónomo.

Podemos afirmar que anteriormente poderia haver menos albaneses no Kosovo, e que antes da I guerra mundial eles eram minoria.
Isso é verdade.
MAs nesse caso teremos que dar razão aos polacos quando dizem que não têm mais população porque os alemães a mataram.
Temos que dar razão aos Curdos e dar-lhes uma pátria
Temos que dar razão aos Catalães que também foram vitimas de movimentações demográficas.

Em suma, até os russos, vão ter que sair da Kalmukia (se não me engano no nome) e do extremo oriente, porque eles são hoje maioria porque ao longo dos últimos séculos se reproduziram mais ou migraram.

E claro, seguindo esta ordem de razões, os chineses também têm que abandonar o Tibete, porque não só se reproduzem como ratazanas, como ainda por cima são transportados para o Tibete em enormes manadas.
(Isto, para utilizar o tipo de linguagem e argumentação dos sérvios)

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Citação de: "LOBO SOLITARIO"
O Kosovo é o berço da nação Servia.
Neste caso, seria mesmo que alguém pedisse a independência da região de Guimarães.

Essa é outra enorme mentira do soviete de Belgrado!!!!!

É uma mentira que cai por terra, quando vamos ler os estudos sobre a História da Jugoslávia que foram editados ainda antes da morte de Tito.

A região do Kosovo já era habitada antes dos sérvios lá terem chegado. Os albaneses são autóctones da região, enquanto que há historiadores que afirmam que eles chegaram aos balcãs, mais ou menos ao mesmo tempo que os suevos chegaram à península, século IV e século V.

Em meados do século XIV, já a Sérvia tinha estabelecido um dominio imperial e controlado pela força os povos da região, controlando por 50 anos a actual Sérvia, a Albânia, grande parte da Grécia e a própria Bulgária.
(ainda hoje Sérvia e Bulgária mantêm diferendos fronteiriços).

No final do século XIV, os turcos avançam sobre os Balcãs e derrotam os sérvios, que se tinham transformado em opressores.

A Sérvia, é derrotada numa batalha que ocorre no Kosovo, chamada ou Batalha do Kosovo, ou batalha de Pristina. A batalha não é a criação da Sérvia, mas sim uma referência mítica. A Sérvia não foi criada alí, não declarou a independêcia ali, nada. Apenas foi derrotada a noroeste de Pristina pelos Turcos e a batalha passou a ser um simbolo de resistência.
.
Não se pode comparar com Guimarães.
É como se nós tivessemos sido derrotados pelos espanhóis em Valhadolid, e considerássemos Valhadolid como berço da nação portuguesa, porque a batalha tinha servido para manter o espirito nacional na mente das pessoas.


Já sei que escrevi demais
Já sei que a maioria das pessoas nem sequer se vai dar ao trabalho de ler o que eu escrevi.
Já sei que ninguém quer saber e já sei que é mais fácil acreditar na propaganda fácil, que agarrar na porcaria dos livros para tentar utilizar a cabeça.


No fim, como ninguém vai ler isto, sou eu que estou errado, e deve ser o P44 que está certo.

As albanesas são todas umas put@s, que têm mais filhos que as coelhas e eu não passo de um imbecil, por tentar explicar coisas que deveriam ser óbvias.


Cumprimentos

[2] Eu lembro que o argumento da invasão demográfica ou do grande numero de filhos só começou a ser referido depois dos anos 90, mas vamos esquecer isto e fingir que a «invasão» começou em 1974
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 08:42:07 am
Pt, se calhar já li muitos mais livros do que vc imagina.

Vc é tudo menos uma pessoa isenta e objectiva, nota-se pelo ódio com que escreve cada post.

Consigo nem vale a pena tentar dialogar, fique lá na sua que eu fico na minha, mas se calhar fazia-lhe bem tentar ver o que escreve mais distanciado, pois quando vc se enfurece e começa a espumar da boca, a insultar todos os que não vão na sua cartilha, perde toda e qualquer razão que eventualmente poderia ter.

Pare de se achar o dono absoluto da verdade, e de chamar soviéticos, mafiosos, vendidos, traidores e sei lá que mais a toda e qualquer pessoa que não pensa como vc.

Tenha um pouco de modéstia, já sei que é pedir muito mas enfim...

Além de que, como moderador, não fica muito bem passar o tempo todo no insulto, mas nem vale a pena dizer o que seja, ou queixarmo-nos a quem quer que seja.

Passar bem.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 11:37:27 am
A minha condição de moderador não pode colocar em causa o meu direito de protestar contra a mentira, mesmo correndo o risco de ser atacado.

Ficaria melhor ao P44 em vez de  recorrer à retórica soviética de ódio anti-americano, explicar por numeros e com dados conhecidos (e eu nem sequer peço enlaces, porque acredito nas pessoas), porque razão é que sendo os albaneses no minimo dos minimos 75% da população do Kosovo já nos anos 70, há gente que afirma que os albaneses invadiram o Kosovo e que por terem muitos filhos tornaram-se maioria.

E foi isso que você aqui afirmou sem tirar nem por! ! !

Você acreditou nas mentiras dos Sérvios, porque eles são amigos dos russos, e o seu ódio pelos americanos leva-o a tomar partido por quem quer que seja que critique os americanos, ou por eles tenha sido atacado.

Você mente, provavelmente não porque queira, mas porque é facil consultar sites na internet para nos autoconvencermos.

O disparate do Kosovo como "Berço da Sérvia" ou as mentiras sobre o crescimento populacional albanês são apenas exemplos.

Eu chamo corja a comunistas, como chamo animais a Nazistas porque qualquer desses grupos de criminosos já mostraram ao que vêm e já mostraram do que são capazes.

TODOS ELES SE BASEIAM EM MENTIRAS PARA APRESENTAREM OS SEUS ARGUMENTOS. TODOS ELES DISTORCEM A VERDADE PARA DOURAR A PILULA.

Quando o faço, penso no que aconteceu na Alemanha no final dos anos 20 e nos anos 30. Os gangsters comunistas e os gangsters nazistas tomaram as ruas e a maioria da população calou-se, enquanto os gangsters decidiam quem ficava com o controlo do poder.

Achando que eles se anulariam uns aos outros, a esmagadora maioria dos alemães,  que não pertencia a nenhum dos grupos, não fez nada.
Mas quando perceberam o que se tinha passado era demasiado tarde.

Eu não posso alertar todas as pessoas para as mentiras que propositadamente ou inadvertidamente o P44, e outros pretendem divulgar, disfarçados sob a capa de democratas desiludidos com a democracia.

O método começa a ser comum.
Começam por apontar os defeitos das democracias, explicando que também são corruptas, que também mentem. Afinal, até um presidente precisa do dinheiro do capital para ser eleito.
Afinal, se os americanos são uma democracia, eles não mentiram no Iraque ?
Então a conclusão é a de que a democracia é um sistema mentiroso.
Logo, é melhor acreditar nas mensagens dos Kamerraden que até vêm com musica a condizer

Eu não tenho a pretensão de mudar a opinião de ninguém, mas a falsidade e a facilidade com que pessoas como o P44 (repito: mesmo que inadvertidamente) utilizam argumentos falaciosos, distorcidos, fora do contexto, é pelo menos para mim inaceitável.

E perante o que eu acho um insulto à inteligência, eu respondo!
Pelo menos fico em paz com a minha consciência.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 12:37:55 pm
Citar
porque razão é que sendo os albaneses no minimo dos minimos 75% da população do Kosovo já nos anos 70, há gente que afirma que os albaneses invadiram o Kosovo e que por terem muitos filhos tornaram-se maioria.

E foi isso que você aqui afirmou sem tirar nem por! ! !

mentiroso é vc, pois eu nunca afirmei tal coisa, não invente.

Eu não vou perder tempo a discutir com alguém que se assume dono da verdade absoluta, e que insulta todos aqueles que não pensam pela sua cartilha.
Não perco mais tempo com fanáticos!

Postarei artigos e "enlaces", se mo permitirem

Citar
Kosovo's Next Masters?

Chris Hedges

Foreign Affairs, May/June 1999, p.24-42

Editor's note: the following text for practical purposes includes only excerpts from the interesting article by Chris Hedges.

    Who is KLA (p.26)

    "The Kosovo Liberation Army (KLA) splits down a bizarre ideological divide, with hints of fascism on one side and whiffs of communism on the other.  The former faction is led by the sons and grandsons of rightist Albanian fighters --either the heirs of those who fought in the World Word II fascist militias and the Skandeberg volunteer SS division raised by the Nazis, or the descendants of the rightist Albanian kacak rebels who rose up against the Serbs 80 years ago.

    Although never much of a fighting force, the Skandeberg division took part in the shameful roundup and deportation of the province's few hundred Jews during the Holocaust.

    The division remnants fought Tito's Partizans at the end of the war, leaving thousand of ethnic Albanians dead.  The decision by KLA commanders to dress their police in black fatigues and order their fighters to salute with a clenched fist to the forehead has led many to worry about these fascist antecedents.  Following such criticism, the salute has been changed to the traditional open-palm salute common in the U.S. Army.

    The second KLA faction, comprises most of the KLA leaders in exile, are old Stalinists who were once bankrolled by the xenophobic Enver Hoxha, the dictator of Albania.  Most of these leaders were students at Pristina University after 1974, when Belgrade granted the province autonomy.  Freed from Yugoslav oversight, the university imported thousands of textbooks from Albania, all carefully edited by Hoxha's Stalinist regime, along with at least a dozen militant Albanian professors.  Along with its degree programs, Pristina University began to quietly school young Kosovar leaders in the art of revolution.  ot only did a huge percentage of the KLA leadership come out of the university, but so, ominously, did the Albanian leadership to the neighboring [Former Yugoslav Republic of] Macedonia.

    The two KLA factions have little sympathy with or understanding of democratic institutions.  Split bitterly between radical left and radical right, they are now arguing over whether to carry the fighting to the pockets of ethnic Albanians who live in western [FYRO]Macedonia and neighboring Montenegro.  The only thing they agree on is the need to liberate Kosovo from Serbian rule.  All else, menancigly, will be decided later.  It is not said how."

    On the quest for a greater Albania (p.36)

    [Editors note: the author makes a reference to a book he found in a destroyed KLA compound]

    "In the ruins of one room lay a blackened book with a map that showed a Greater Albania that included Kosovo, parts of Serbia, much of [FYRO]Macedonia, and parts of the present-day Greece and Montenegro.   The map was drawn up on July 1, 1878, when the bajraktars, or clan chieftains, from the Turkish realms of the southwest Balkans founded the League for the Defense of the Albanian Nation.  The book was a potent reminder of what the war was about --especially since, with most ethnic Albanians concentrated in homogeneous areas bordering Albania, the drive to extend Albania's borders remain feasible.

    That drive is not only a wider threat to European stability but also to Albanian moderation.  Kosovar Albanians in exile --and even some who have gone back to fight-- express deep frustration at the provincialism of the leadership within Kosovo, but to little avail.  Leader of the KLAA, especial those who have not lived abroad and convinced that they have embarked on the century-long dream of a Greater Albania.  Many KLA commanders tout themselves as "a liberation army for all Albanians" --precisely what frightens the NATO alliance most."

    [...]

    "etween 1966 and 1989 an estimated 130,000 Serbs left the province because of frequent harassment and discrimination by the Kosovar Albanian majority..." p.38

    "There are already signs that contacts have been established.  The Serbs, whose information is admittedly often unreliable, say that Islamic charities in the Persian Gulf are giving millions to the KLA.   I saw bearded mujahideen, who did not look Albanian, wandering around the staging areas in northern Albania, a hint that there may be some truth to these assertions.

    The Serbs also contend that the KLA has about 1,000 foreign mercenaries from Albania, Saudi Arabia, Yemen, Afghanistan, Bosnia, and Croatia, as well as British and German instructors.  Most of the mercenaries are probably Albanian nationals, especially former Albanian army officers, police officers, and members of the state security services.

    The KLA is clearly preparing for a long slog.  It has tried to recruit ethnic Albanian veterans in Croatia, who formed two battalions in Croatia's war against the Serbs.  In early February, Yugoslav officials said that they had seized $500,000 worth of weapons, ammunition, and uniforms for the KLA that were smuggled in from Croatia in a truck.  Zagreb has been warned by senior NATO officials to stay out of the conflict, but Croatian President Franjo Tudjman's government can hardly be displeased to see Belgrade mired in another disaster.  There are rebel training camps now in Albania --apparently in Ljabinot, near Tirana-- as well as ones I saw in Tropoja (near the Yugoslav border), Kuks, and Bajaram Curi." (p.39-40)

    [...]

    "Led by KLA, Kosovo will separate from Serbia, whether by negotiations or by violence." (p.42 -- concluding line of the article).

    Chris Hedges, currently a Nieman Fellow at Harvard University, was the The New York Times' Balkan Bureau Chief from 1995 to 1998.
http://users.westnet.gr/~cgian/hedges.htm (http://users.westnet.gr/~cgian/hedges.htm)


Citar
Kosovo "Freedom Fighters" Financed By Organised Crime

Michel Chossudovsky

 

Heralded by the global media as a humanitarian peace-keeping mission, NATO's ruthless bombing of Belgrade and Pristina goes far beyond the breach of international law. While Slobodan Milosevic is demonised, portrayed as a remorseless dictator, the Kosovo Liberation Army (KLA) is upheld as a self-respecting nationalist movement struggling for the rights of ethnic Albanians. The truth of the matter is that the KLA is sustained by organised crime with the tacit approval of the United States and its allies.

Following a pattern set during the War in Bosnia, public opinion has been carefully misled. The multibillion dollar Balkans narcotics trade has played a crucial role in "financing the conflict" in Kosovo in accordance with Western economic, strategic and military objectives. Amply documented by European police files, acknowledged by numerous studies, the links of the Kosovo Liberation Army (KLA) to criminal syndicates in Albania, Turkey and the European Union have been known to Western governments and intelligence agencies since the mid-1990s.

"...The financing of the Kosovo guerilla war poses critical questions and it sorely test claims of an "ethical" foreign policy. Should the West back a guerilla army that appears to partly financed by organised crime." 1

While KLA leaders were shaking hands with US Secretary of State Madeleine Albright at Rambouillet, Europol (the European Police Organization based in the Hague) was "preparing a report for European interior and justice ministers on a connection between the KLA and Albanian drug gangs."2 In the meantime, the rebel army has been skilfully heralded by the global media (in the months preceding the NATO bombings) as broadly representative of the interests of ethnic Albanians in Kosovo.

With KLA leader Hashim Thaci (a 29 year "freedom fighter") appointed as chief negotiator at Rambouillet, the KLA has become the de facto helmsman of the peace process on behalf of the ethnic Albanian majority and this despite its links to the drug trade. The West was relying on its KLA puppets to rubber-stamp an agreement which would have transformed Kosovo into an occupied territory under Western Administration.

Ironically Robert Gelbard, America's special envoy to Bosnia, had described the KLA last year as "terrorists". Christopher Hill, America's chief negotiator and architect of the Rambouillet agreement "has also been a strong critic of the KLA for its alleged dealings in drugs."3 Moreover, barely a few two months before Rambouillet, the US State Department had acknowledged (based on reports from the US Observer Mission) the role of the KLA in terrorising and uprooting ethnic Albanians:

"...the KLA harass or kidnap anyone who comes to the police, ... KLA representatives had threatened to kill villagers and burn their homes if they did not join the KLA [a process which has continued since the NATO bombings]... [T]he KLA harassment has reached such intensity that residents of six villages in the Stimlje region are "ready to flee." 4

While backing a "freedom movement" with links to the drug trade, the West seems also intent in bypassing the civilian Kosovo Democratic League and its leader Ibrahim Rugova who has called for an end to the bombings and expressed his desire to negotiate a peaceful settlement with the Yugoslav authorities.5 It is worth recalling that a few days before his March 31st Press Conference, Rugova had been reported by the KLA (alongside three other leaders including Fehmi Agani) to have been killed by the Serbs.

Covert Financing of "Freedom Fighters"

Remember Oliver North and the Contras? The pattern in Kosovo is similar to other CIA covert operations in Central America, Haiti and Afghanistan where "freedom fighters" were financed through the laundering of drug money. Since the onslaught of the Cold War, Western intelligence agencies have developed a complex relationship to the illegal narcotics trade. In case after case, drug money laundered in the international banking system has financed covert operations.

According to author Alfred McCoy, the pattern of covert financing was established in the Indochina war. In the 1960s, the Meo army in Laos was funded by the narcotics trade as part of Washington's military strategy against the combined forces of the neutralist government of Prince Souvanna Phouma and the Pathet Lao.6

The pattern of drug politics set in Indochina has since been replicated in Central America and the Caribbean. "The rising curve of cocaine imports to the US", wrote journalist John Dinges "followed almost exactly the flow of US arms and military advisers to Central America".7

The military in Guatemala and Haiti, to which the CIA provided covert support, were known to be involved in the trade of narcotics into Southern Florida. And as revealed in the Iran-Contra and Bank of Commerce and Credit International (BCCI) scandals, there was strong evidence that covert operations were funded through the laundering of drug money. "Dirty money" recycled through the banking system--often through an anonymous shell company-- became "covert money," used to finance various rebel groups and guerilla movements including the Nicaraguan Contras and the Afghan Mujahadeen. According to a 1991 Time Magazine report:

"Because the US wanted to supply the mujehadeen rebels in Afghanistan with stinger missiles and other military hardware it needed the full cooperation of Pakistan. By the mid-1980s, the CIA operation in Islamabad was one of the largest US intelligence stations in the World. `If BCCI is such an embarrassment to the US that forthright investigations are not being pursued it has a lot to do with the blind eye the US turned to the heroin trafficking in Pakistan', said a US intelligence officer.8

America and Germany join Hands

Since the early 1990s, Bonn and Washington have joined hands in establishing their respective spheres of influence in the Balkans. Their intelligence agencies have also collaborated. According to intelligence analyst John Whitley, covert support to the Kosovo rebel army was established as a joint endeavour between the CIA and Germany's Bundes Nachrichten Dienst (BND) (which previously played a key role in installing a right wing nationalist government under Franjo Tudjman in Croatia).9 The task to create and finance the KLA was initially given to Germany: "They used German uniforms, East German weapons and were financed, in part, with drug money".10 According to Whitley, the CIA was, subsequently instrumental in training and equipping the KLA in Albania.11

The covert activities of Germany's BND were consistent with Bonn's intent to expand its "Lebensraum" into the Balkans. Prior to the onset of the civil war in Bosnia, Germany and its Foreign Minister Hans Dietrich Genscher had actively supported secession; it had "forced the pace of international diplomacy" and pressured its Western allies to recognize Slovenia and Croatia. According to the Geopolitical Drug Watch, both Germany and the US favoured (although not officially) the formation of a "Greater Albania" encompassing Albania, Kosovo and parts of Macedonia.12 According to Sean Gervasi, Germany was seeking a free hand among its allies "to pursue economic dominance in the whole of Mitteleuropa."13

Islamic Fundamentalism in Support of the KLA

Bonn and Washington's "hidden agenda" consisted in triggering nationalist liberation movements in Bosnia and Kosovo with the ultimate purpose of destabilising Yugoslavia. The latter objective was also carried out "by turning a blind eye" to the influx of mercenaries and financial support from Islamic fundamentalist organisations.14

Mercenaries financed by Saudi Arabia and Koweit had been fighting in Bosnia.15 And the Bosnian pattern was replicated in Kosovo: Mujahadeen mercenaries from various Islamic countries are reported to be fighting alongside the KLA in Kosovo. German, Turkish and Afghan instructors were reported to be training the KLA in guerilla and diversion tactics.16

According to a Deutsche Press-Agentur report, financial support from Islamic countries to the KLA had been channelled through the former Albanian chief of the National Information Service (NIS), Bashkim Gazidede.17 "Gazidede, reportedly a devout Moslem who fled Albania in March of last year [1997], is presently [1998] being investigated for his contacts with Islamic terrorist organizations."18

The supply route for arming KLA "freedom fighters" are the rugged mountainous borders of Albania with Kosovo and Macedonia. Albania is also a key point of transit of the Balkans drug route which supplies Western Europe with grade four heroin. 75% of the heroin entering Western Europe is from Turkey. And a large part of drug shipments originating in Turkey transits through the Balkans. According to the US Drug Enforcement Administration (DEA), "it is estimated that 4-6 metric tons of heroin leave each month from Turkey having [through the Balkans] as destination Western Europe."19 A recent intelligence report by Germany's Federal Criminal Agency suggests that: "Ethnic Albanians are now the most prominent group in the distribution of heroin in Western consumer countries."20
 

The Laundering of Dirty Money

In order to thrive, the criminal syndicates involved in the Balkans narcotics trade need friends in high places. Smuggling rings with alleged links to the Turkish State are said to control the trafficking of heroin through the Balkans "cooperating closely with other groups with which they have political or religious ties" including criminal groups in Albanian and Kosovo.21 In this new global financial environment, powerful undercover political lobbies connected to organized crime cultivate links to prominent political figures and officials of the military and intelligence establishment.

The narcotics trade nonetheless uses respectable banks to launder large amounts of dirty money. While comfortably removed from the smuggling operations per se, powerful banking interests in Turkey but mainly those in financial centres in Western Europe discretely collect fat commissions in a multibillion dollar money laundering operation. These interests have high stakes in ensuring a safe passage of drug shipments into Western European markets.

The Albanian Connection

Arms smuggling from Albania into Kosovo and Macedonia started at the beginning of 1992, when the Democratic Party came to power, headed by President Sali Berisha. An expansive underground economy and cross border trade had unfolded. A triangular trade in oil, arms and narcotics had developed largely as a result of the embargo imposed by the international community on Serbia and Montenegro and the blockade enforced by Greece against Macedonia.

Industry and agriculture in Kosovo were spearheaded into bankruptcy following the IMF's lethal "economic medicine" imposed on Belgrade in 1990. The embargo was imposed on Yugoslavia. Ethnic Albanians and Serbs were driven into abysmal poverty. Economic collapse created an environment which fostered the progress of illicit trade. In Kosovo, the rate of unemployment increased to a staggering 70 percent (according to Western sources).

Poverty and economic collapse served to exacerbate simmering ethnic tensions. Thousands of unemployed youths "barely out of their Teens" from an impoverished population, were drafted into the ranks of the KLA...22

In neighbouring Albania, the free market reforms adopted since 1992 had created conditions which favoured the criminalisation of State institutions. Drug money was also laundered in the Albanian pyramids (ponzi schemes) which mushroomed during the government of former President Sali Berisha (1992-1997).23 These shady investment funds were an integral part of the economic reforms inflicted by Western creditors on Albania.

Drug barons in Kosovo, Albania and Macedonia (with links to the Italian mafia) had become the new economic elites, often associated with Western business interests. In turn the financial proceeds of the trade in drugs and arms were recycled towards other illicit activities (and vice versa) including a vast prostitution racket between Albania and Italy. Albanian criminal groups operating in Milan, "have become so powerful running prostitution rackets that they have even taken over the Calabrians in strength and influence."24

The application of "strong economic medicine" under the guidance of the Washington based Bretton Woods institutions had contributed to wrecking Albania's banking system and precipitating the collapse of the Albanian economy. The resulting chaos enabled American and European transnationals to carefully position themselves. Several Western oil companies including Occidental, Shell and British Petroleum had their eyes rivetted on Albania's abundant and unexplored oil-deposits. Western investors were also gawking Albania's extensive reserves of chrome, copper, gold, nickel and platinum... The Adenauer Foundation had been lobbying in the background on behalf of German mining interests. 25

Berisha's Minister of Defence Safet Zoulali (alleged to have been involved in the illegal oil and narcotics trade) was the architect of the agreement with Germany's Preussag (handing over control over Albania's chrome mines) against the competing bid of the US led consortium of Macalloy Inc. in association with Rio Tinto Zimbabwe (RTZ).26

Large amounts of narco-dollars had also been recycled into the privatisation programmes leading to the acquisition of State assets by the mafias. In Albania, the privatisation programme had led virtually overnight to the development of a property owning class firmly committed to the "free market". In Northern Albania, this class was associated with the Guegue "families" linked to the Democratic Party.

Controlled by the Democratic Party under the presidency of Sali Berisha (1992-97), Albania's largest financial "pyramid" VEFA Holdings had been set up by the Guegue "families" of Northern Albania with the support of Western banking interests. VEFA was under investigation in Italy in 1997 for its ties to the Mafia which allegedly used VEFA to launder large amounts of dirty money.27

According to one press report (based on intelligence sources), senior members of the Albanian government during the Presidency of Sali Berisha including cabinet members and members of the secret police SHIK were alleged to be involved in drugs trafficking and illegal arms trading into Kosovo:

(...) The allegations are very serious. Drugs, arms, contraband cigarettes all are believed to have been handled by a company run openly by Albania's ruling Democratic Party, Shqiponja (...). In the course of 1996 Defence Minister, Safet Zhulali [was alleged] to had used his office to facilitate the transport of arms, oil and contraband cigarettes. (...) Drugs barons from Kosovo (...) operate in Albania with impunity, and much of the transportation of heroin and other drugs across Albania, from Macedonia and Greece en route to Italy, is believed to be organised by Shik, the state security police (...). Intelligence agents are convinced the chain of command in the rackets goes all the way to the top and have had no hesitation in naming ministers in their reports.28

The trade in narcotics and weapons was allowed to prosper despite the presence since 1993 of a large contingent of American troops at the Albanian-Macedonian border with a mandate to enforce the embargo. The West had turned a blind eye. The revenues from oil and narcotics were used to finance the purchase of arms (often in terms of direct barter): "Deliveries of oil to Macedonia (skirting the Greek embargo [in 1993-4] can be used to cover heroin, as do deliveries of kalachnikov rifles to Albanian `brothers' in Kosovo".29

The Northern tribal clans or "fares" had also developed links with Italy's crime syndicates.30 In turn, the latter played a key role in smuggling arms across the Adriatic into the Albanian ports of Dures and Valona. At the outset in 1992, the weapons channelled into Kosovo were largely small arms including Kalashnikov AK-47 rifles, RPK and PPK machine-guns, 12.7 calibre heavy machine-guns, etc.

The proceeds of the narcotics trade has enabled the KLA to rapidly develop a force of some 30,000 men. More recently, the KLA has acquired more sophisticated weaponry including anti-aircraft and antiarmor rockets. According to Belgrade, some of the funds have come directly from the CIA "funnelled through a so-called "Government of Kosovo" based in Geneva, Switzerland. Its Washington office employs the public-relations firm of Ruder Finn--notorious for its slanders of the Belgrade government".31

The KLA has also acquired electronic surveillance equipment which enables it to receive NATO satellite information concerning the movement of the Yugoslav Army. The KLA training camp in Albania is said to "concentrate on heavy weapons training - rocket propelled grenades, medium caliber cannons, tanks and transporter use, as well as on communications, and command and control". (According to Yugoslav government sources.32

These extensive deliveries of weapons to the Kosovo rebel army were consistent with Western geopolitical objectives. Not surprisingly, there has been a "deafening silence" of the international media regarding the Kosovo arms-drugs trade. In the words of a 1994 Report of the Geopolitical Drug Watch: "the trafficking [of drugs and arms] is basically being judged on its geostrategic implications (...) In Kosovo, drugs and weapons trafficking is fuelling geopolitical hopes and fears"...33

The fate of Kosovo had already been carefully laid out prior to the signing of the 1995 Dayton agreement. NATO had entered an unwholesome "marriage of convenience" with the mafia. "Freedom fighters" were put in place, the narcotics trade enabled Washington and Bonn to "finance the Kosovo conflict" with the ultimate objective of destabilising the Belgrade government and fully recolonising the Balkans. The destruction of an entire country is the outcome. Western governments which participated in the NATO operation bear a heavy burden of responsibility in the deaths of civilians, the impoverishment of both the ethnic Albanian and Serbian populations and the plight of those who were brutally uprooted from towns and villages in Kosovo as a result of the bombings.

 

NOTES

1. Roger Boyes and Eske Wright, Drugs Money Linked to the Kosovo Rebels The Times, London, Monday, March 24, 1999.

2. Ibid.

3. Philip Smucker and Tim Butcher, "Shifting stance over KLA has betrayed' Albanians", Daily Telegraph, London, 6 April 1999

4. KDOM Daily Report, released by the Bureau of European and Canadian Affairs, Office of South Central European Affairs, U.S. Department of State, Washington, DC, December 21, 1998; Compiled by EUR/SCE (202-647-4850) from daily reports of the U.S. element of the Kosovo Diplomatic Observer Mission, December 21, 1998.

5. "Rugova, sous protection serbe appelle a l'arret des raides", Le Devoir, Montreal, 1 April 1999.

6. See Alfred W. McCoy, The Politics of Heroin in Southeast Asia Harper and Row, New York, 1972.

7. See John Dinges, Our Man in Panama, The Shrewd Rise and Brutal Fall of Manuel Noriega, Times Books, New York, 1991.

8. "The Dirtiest Bank of All," Time, July 29, 1991, p. 22.

9. Truth in Media, Phoenix, 2 April, 1999; see also Michel Collon, Poker Menteur, editions EPO, Brussels, 1997.

10. Quoted in Truth in Media, Phoenix, 2 April, 1999).

11. Ibid.

12. Geopolitical Drug Watch, No 32, June 1994, p. 4

13. Sean Gervasi, "Germany, US and the Yugoslav Crisis", Covert Action Quarterly, No. 43, Winter 1992-93).

14. See Daily Telegraph, 29 December 1993.

15. For further details see Michel Collon, Poker Menteur, editions EPO, Brussels, 1997, p. 288.

16. Truth in Media, Kosovo in Crisis, Phoenix, 2 April 1999.

17. Deutsche Presse-Agentur, March 13, 1998.

18. Ibid.

19. Daily News, Ankara, 5 March 1997.

20. Quoted in Boyes and Wright, op cit.

21. ANA, Athens, 28 January 1997, see also Turkish Daily News, 29 January 1997.

22. Brian Murphy, KLA Volunteers Lack Experience, The Associated Press, 5 April 1999.

23. See Geopolitical Drug Watch, No. 35, 1994, p. 3, see also Barry James, In Balkans, Arms for Drugs, The International Herald Tribune Paris, June 6, 1994.

24. The Guardian, 25 March 1997.

25. For further details see Michel Chossudovsky, La crisi albanese, Edizioni Gruppo Abele, Torino, 1998.

26. Ibid.

27. Andrew Gumbel, The Gangster Regime We Fund, The Independent, February 14, 1997, p. 15.

28. Ibid.

29. Geopolitical Drug Watch, No. 35, 1994, p. 3.

30. Geopolitical Drug Watch, No 66, p. 4.

31. Quoted in Workers' World, May 7, 1998.

32. See Government of Yugoslavia at http://www.gov.yu/terrorism/terroristcamps.html (http://www.gov.yu/terrorism/terroristcamps.html).

33. Geopolitical Drug Watch, No 32, June 1994, p. 4.

 

Michel Chossudovsky

Professor of Economics at the University of Ottawa and author of The Globalization of Poverty, Impacts of IMF and World Bank Reforms, Third World Network, Penang and Zed Books, London, 1997.

C Copyright by Michel Chossudovsky, Ottawa, 1999. All rights reserved. Permission is granted to post this text on non-commercial internet sites, provided the essay remains intact and the copyright note is displayed. To publish this text in printed and/or other forms contact the author at http://users.westnet.gr/~cgian/klafinance.htm (http://users.westnet.gr/~cgian/klafinance.htm)

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WHO'S THE KLA? GERMAN DOCUMENT REVEALS SECRET CIA ROLE

By Gary Wilson

The forces generating and sustaining the so-called Kosovo Liberation Army have remained mostly hidden. What's really behind the KLA has become more important now that President Bill Clinton has started a war against Yugoslavia.

Many reports in the past have mentioned the covert forces involved with the KLA. For example, on July 15, 1998, PBS Newshour reported that U.S. Vietnam War veterans were training KLA mercenaries in Albania.

Funding for the KLA has been shadowy, much of it funneled through drug sales.

Almost every European newspaper has reported on the known ties between the KLA and the sales of illegal drugs in Europe. Only the U.S. media have ignored this story.

The European media, however, don't mention the history of the U.S. Central Intelligence Agency's use of illegal drug sales to funnel money to various covert operations. This record--from secret operations in Southeast Asia during the Vietnam War to financing the contra war against Nicaragua-- has been documented.

Recent media reports tie several imperialist military and spy agencies to the KLA. This is significant since both U.S. Secretary of Defense William Cohen and the top U.S. general, Henry Shelton, have said in the last week that the goal of the U.S. military operation against Yugoslavia is a victory for the KLA.

On April 19, Canadian Member of Parliament David Price told reporters that 50 Canadian soldiers are working with the KLA in Kosovo to help report "where the bombs are falling" so they can better target "where the next bomb should go," UPI reported. Opposition to Canada's participation in the U.S. war on Yugoslavia is growing rapidly in that country.

Jane's Defense Weekly reported April 20: "Special forces involvement confirmed." The report said that that special units from Britain, the United States, France "and other NATO groups'' were working undercover in Kosovo.

The April 18 London Sunday Telegraph reported that SAS, a unit of the British special forces, is running two KLA training camps near Tirana, the Albanian capital. According to the Telegraph, the KLA units trained by SAS are infiltrating Kosovo, using satellite and cellular telephones to help guide NATO bombing missions.

The same report said that the KLA also has contact with the Virginia-based MPRI, which is apparently expanding its role. MPRI is a shadowy operation--the Telegraph called it a professional mercenary organization--which was set up by top U.S. military officers.

MPRI was contracted by the Pentagon to organize and train the Croatian Army, which is acknowledged to have carried out the most vicious campaign in the Balkans since the Nazi invasion in the 1940s--the August 1995 offensive against Serbian farmers in the Krajina region.

A report in the July 28,1997, Nation magazine detailed the role played by MPRI and the Pentagon in this criminal campaign, which left hundreds of thousands of Serbs homeless. Finally, this March 21, the New York Times carried a front-page story about a report by the International War Crimes Tribunal in The Hague that characterized this attack as probably the most brutal event in the Balkans in the last decade. The report was then quickly buried.

The Croatian government recently confirmed that several of its generals have "taken leave" to go work with the KLA.

A more revealing report was released April 8 by Jurgen Reents, press spokes person for the Party of Democratic Socialism in Germany. The PDS received almost as many votes as the Green Party, which is part of Germany's ruling coalition. The PDS has actively opposed the NATO war on Yugoslavia.

Reents said the report came from someone who holds a "strictly confidential and high position in the offices of the German government." The report came through a Catholic priest who has kept the individual's identity secret but has verified the person's authenticity.

The report asserts that top NATO, U.S., British and German officials are "utterly lying in public concerning almost all the facts in regard to the Balkan War." It says there are no pictures of any mass killings or of troops force-marching the people of Kosovo out of their homes. There are no such pictures because this is not happening.

NATO has desperately attempted to create such pictures but has been unable to, the report asserts.

The report says that NATO has let it be known in the refugee camps in Albania and Macedonia that anyone who can produce a videotape or still photographs of any kind-- including staged photos--showing these things will be paid $200,000 in U.S. currency. Still, no pictures have appeared.

The report says that the German government knows NATO consciously created the refugee crisis. For example, the report says, NATO has targeted and destroyed nearly every fresh-water facility in Kosovo. It also asserts that there are KLA units in Kosovo--one is entirely U.S. mercenaries, the other German mercenaries--who report to the military commands of those countries.

Perhaps most revealing is the report's description of a CIA covert operation cynically named "Operation Roots." It is aimed at sowing ethnic divisions in Yugoslavia to encourage its breakup.

The report says that this operation has been going on "since the beginning of Clinton's presidency." It is a joint operation with the German secret service, which has also sought to destabilize Yugoslavia.

The final objective of "Roots," according to this report, "is the separation of Kosovo, with the aim of it becoming part of Albania; the separation of Montenegro, as the last means of access to the Mediterranean; and the separation of the Vojvodina, which produces most of the food for Yugoslavia. This would lead to the total collapse of Yugoslavia as a viable independent state."

The report asserts that the KLA was founded by the CIA. And the funding was funneled through drug-smuggling operations in Europe.

When it appeared that an agreement for Kosovo autonomy was about to be reached between Slobodan Milosevic and Ibrahim Rugova in 1998, the CIA stepped up KLA attacks on Yugoslav police units. The Yugoslav police attempts to curtail the KLA were used as the pretext for NATO's attacks.

The authenticity of this report cannot be independently verified at this time. But much of it is consistent with what is already known. It helps to expose the real forces behind the war on Yugoslavia and shows who are the true aggressors.


http://users.westnet.gr/~cgian/kla-cia.htm (http://users.westnet.gr/~cgian/kla-cia.htm)
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Enviado por: LOBO SOLITÁRIO em Abril 02, 2008, 01:36:27 pm
Existem por vezes tomadas de posições convergentes com os nossos ideais que nos incomodam. A actualidade obriga-nos a torcer a espinha e por vezes dar a parecer que caminhamos com o inimigo.
A independência do Kosovo, foi para certos pequenos grupelhos, uma nova ocasião de se porém sob o fogo dos meios de comunicação social e fazerem uma oposição radical e vistosa. No entanto, esta "minoria agitada" não teria feito melhor em calar-se? Ela que sonha com uma Europa sem Kosovo.
Esta "minoria agitada" ter-se-ia sem dúvida congratulado se os kosovares não fossem muçulmanos. Porque aos seus olhos, como no entender dos seus amigos sionistas, esta independência é um crime; "Faz parte novo expansionismo islâmico e o pacto Eurábia." Uma vez mais a análise geopolítica apaga-se por detrás dos reflexos muito baixos, uma vez mais e em nome da luta contra a islamização da Europa fazem o trabalho dos que manipularam a independência e prestam um bom serviço ao Tio Sam. A islamização da Europa combate-se com novas politicas de imigração e com a justiça. É fácil é barata e não dá milhões aos empresários corruptos. Confundir a delinquência que graça na Europa, com uma invasão planeada, só pode fazer parte de uma mente retorcida e fundamentalista, que pode ser encontrada nalguns líderes islâmicos sem apoio da larga maioria do seu povo se é que a ele pertencem, ou fazer parte da estratégia do medo tão querida do imperialismo americano e dos seus aliados. Os americanos de uma cajadada querem matar dois coelhos, dividir a Europa para melhor reinarem e criarem mais um foco de desestabilização na Europa, quer nos apoios que se vão dividir entre Servia e Kosovo, quer na politica do medo criada pela presença dos “terríveis islamitas” agora à solta pelo território europeu. Os dados estão lançados e colaborar no plano só significa uma coisa, colaborar com o imperialismo sionista. Muitos temem o Islão, mas não se importam de “rezar” na igreja do imperialismo onde a imagem central é a estátua da “liberdade”.
Para nós, quer o Kosovo fosse cristão, muçulmano ou ateu, não devia ser independente por só uma razão: porque qualquer fraccionamento da Europa, independentemente de qualquer consideração religiosa é actualmente um crime contra o nosso continente.
Para abrir caminho. A independência do Kosovo pode apenas dar ideias e servir de exemplo. Será profundamente destabilizador nos Balcãs, mas terá reflexos na Espanha ou em França ou na Grã-Bretanha. O futuro dos Estados nacionais, está mais ou menos ameaçado a curto médio prazo A começar pelo reino belga que agora se pode tornar quase uma ficção política... Os Estados Unidos após terem desmontado os impérios europeus, tentam fazer mesmo modo com as nações europeias. Uma Europa federal seria uma Europa fraca por conseguinte sob controlo americano. A União das Nações europeias é o último baluarte perante a hegemonia dos Estados Unidos, é portanto lógico que estes apoiam e favorecem a morte das pátrias. Este é o verdadeiro problema e todos os que em Lisboa em Estrasburgo, em Bruxelas ou em Milão, fazem a promoção do regionalismo são os aliados objectivos do Departamento de Estado ou seus ajudantes idiotas.
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Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 02:12:19 pm
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Os Estados Unidos após terem desmontado os impérios europeus, tentam fazer mesmo modo com as nações europeias. Uma Europa federal seria uma Europa fraca por conseguinte sob controlo americano. A União das Nações europeias é o último baluarte perante a hegemonia dos Estados Unidos, é portanto lógico que estes apoiam e favorecem a morte das pátrias.


há muito tempo que penso o mesmo. Uma jogada de mestre dos EUA para enfraquecer a Europa.

Infelizmente há quem só veja papões comunistas.... :roll:
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 02:58:25 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "EB"
Na essência, sou da mesma opinião do P44.
Já se sabe que a História é escrita pelos Vencedores....

Em todos os conflitos armados são realizadas atrocidades, tanto de um lado como do outro das partes beligerantes...

No entanto, penso que não se pode comparar o problema do Kosovo com a questão espanhola. No Kosovo, falamos de uma etnia de emigrantes (da Albânia) com uma cultura e tradições de um País que nada tem a haver com a Sérvia (pelos assim acho...).

Cumprimentos.

Exactamente, tratou-se de um êxodo maciço de albaneses para a então Jugoslávia, em busca de melhores condições de vida...comparada com a Albânia, a Jugoslávia era mil vezes melhor e mais rica.


O P44 afirmou claramente, utilizando a expressão "EXACTAMENTE" perante uma afirmação que dizia que «falamos de uma étnia de imigrantes (da Albânia)...»

Você concordou com uma mentira absurda, e apresentou essa mentira absurda como facto, frisando a sua concordância com ela.

A sua afirmação e a afirmação com que concordou, SÃO MENTIRAS, MENTIRAS REPETIDAS VEZES SEM CONTA QUE SE ESTÃO A TRANSFORMAR EM VERDADES.

= = = =

Em 1974, no máximo dos máximos a população sérvia da Albânia, só poderia chegar a 25% da população do Kosovo. É uma dedução aritmética. Regra de três simples.

Isto não tem nada de político, a não ser quando se começa a chamar terroristas aos Albaneses para justificar a barbárie criminosa dos sérvios, que começaram a preparar a limpeza étnica no Kosovo no final dos anos 90.

A mesma limpeza étnica que fez com que milhares de kosovares fossem retirados de emergência (alguns estiveram aqui em Setubal a alguns minutos de distância a pé, da minha casa) para evitar que os sérvios voltassem a repetir Serbrenica.

Esta é a realidade. A realidade dos mortos, a realidade dos cadáveres, a realidade dos refugiados, a realidade dos que mataram, a realidade dos que morreram.

O resto, é propaganda neo-nazi, que curiosamente, como a propaganda neo-soviética, se confundem no seu ódio aos Estados Unidos e à democracia na generalidade.
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 03:21:05 pm
Interessante testemunho de um colega AMERICANO no military-photos.net

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I have served two tours in Kosovo with the US Military and I can tell you the following as factual:
1. Almost all facets and levels of the provisional government in Kosovo are corrupt. In fact its the worst I've ever seen and I've had to deal with some pretty corrupt governments during my career.
2. Supervised independence or even full independence will not improve the miserable lives of the ordinary people of Kosovo. Partly because of what I've listed as fact "1"., and partly because it will take decades of imense amounts of foreign aid throughout economy in order to bring Kosovo into a functioning state that wouldn't need foreign assistance for its survival.
3. Ethnic cleansing is still a common occurence in Kosovo but, this time its the ethnic Albanians ethnically cleansing the Serbs, Roma, Ashkali, Croatians, and Turk minorities through intimidation and at times outright force. I have personally witnessed this on many occasions.
4. No amount of foreign investment will provide enough jobs for the amount of unemployed people in Kosovo. The only way for Kosovo to maintain stability is for the EU to open its borders for an influx of foreign workers from Kosovo.
5. Islamic extremism is on the rise in Kosovo. KFOR soldiers have been attacked in Gjilan, Ferizaj, and Prizren when I was there. You just won't see or hear about it in the news. More Mosques have been built in Kosovo in the last five years than schools, roads, health clinics, and all other santitation project combined. Compliments of Muslim charities from the Middle East.
6. Mass graves of Kosovo Serbs and Roma have been found during my rotation and reported to the UN. Yet nothing has been done. Why? When we posed the question to our UN contacts in Pristina they replied: "During the transitional stage of Kosovo this would be destablizing. We'll wait until there is a final resolution before we proceed." All those journalists interested in a real story...start looking in around Novo Brdo.
7. The US Government along with key EU allies never had any intention of allowing Serbia a fair opportunity to negotiate with the Kosovar provisional government on the possibilities of a workable settlement that might have been permanent. I was party to a couple of meetings where US Government officials point blank told the Kosovar representatives that no matter what, the US will support independence and that going to these conferences in Vienna were just to give a favorable impression on the world opinion.
These are the facts. Some people might be outraged and some might be supprised however it really doesn't matter in the final analysis of all things considered. Superpowers will do what they want.
Kosovo independence will do nothing for stability of the region, in fact, the opposite will occur.
The Kosovar Albanians are now joyous they will have a new nation but, when all the partying ends and the dust clears, all that will exist is another backward, poverty stricken, underdeveloped, internationally protected country in an area of hostile neighbors thats todays news story and tomorrows breeding ground for extremism and resentment

Other thing,I see you as granted that the Serbs somehow mistreated the Albanians as some second-class citizens. May I add that you also fail to mention the other major reason why the Albanians became the dominant demographic. In WWII the Albanians sided with the Germans and were willing actors in the genocide and ethnic cleansing that followed. That is when the demographics in kosovo initially changed. The Albanians were eventually given unparalleled autonomy and vast amounts of development funds for decades. But they squandered it all with their egregiously high birth rates. While at the same time continuing their acts of ethnic cleansing through a number of means, including everything from rape and murder, to arson, and well poisoning. (check western souces, like NYT, from the 80s). They had more rights than any minority people in the world (read the actual constitution and readers can see for themselves).

Moreover, I invade readers to to check how Ethnic Albanian unrest was based on beliefs and instigation: some ethnic Albanians wanted to recreate the World War II entity, Greater Albania and wanted Kosovo to be Serb-and-"Gypsy"-free. In this sense their attitude had much in common with some whites in the segregationist south. Many news articles during the 1980s report that it was Serbs, not Albanians, who were oppressed in pre-1989 Kosovo.

On this site fair-minded people can find many news articles and judge for themselves.
Back then Albanians of Kosovo have not really been suppressed by anyone- in fact as a majority they were very much running the province themselves.

1. Wash. Post, April 3, 1981; Yugoslavs Take Emergency Steps In Face of Ethnic Disturbance
2. The Economist, April 11, 1981; Yugoslavia; Home-grown Bother
3. NY Times, April 19, 1981; One Storm Passed, Others Gathering in Yugoslavia
4. Christian Science Monitor (CSM); May 7, 1981; Kosovo sparking a Yugoslav purge?
5. AP; Oct. 23, 1981; Minorities Leaving Yugoslav Province Dominated by Albanians
6. CSM, Dec. 16, 1981; Why turbulent Kosovo has marble sidewalks but troubled industries
7. Financial Times, Feb. 5, 1982; Police fail to crush resistance in Kosovo
8. Financial Times, June 1, 1982; Kosovo riots jolt the regions
9. NY Times, July 12, 1982; Exodus of Serbians Stirs Province in Yugoslavia
10. Facts on File World News Digest; September 10, 1982; Serbs in Kosovo Exodus
11. NY Times; Nov. 9, 1982; Yugoslavs seek to quell strife in Region of Ethnic Albanians
12. BBC World; May 4, 1985; Serbian Presidency discusses emigration from Kosovo
13. The Economist; Nov. 9, 1985; Yugoslavia; Is fair unfair?
14. NY Times, April 28, 1986; In One Yugoslav Province Serbs Fear the Ethnic Albanians
15. Reuters; May 27, 1986, Kosovo Province Revives Yugoslavia's Ethnic Nightmare
16. Sen. Robert Dole; June 18, 1986; Senate Resolution Nr. 150
17. NY Times; July 27, 1986, Minorities are Uneasy in Yugoslavian Province
18. CSM; July 28, 1986; Tensions among ethnic groups in Yugoslavia begin to boil over
19. BBC; Nov. 10, 1986; Group of Citizens from Kosovo Received in SFRY Assembly
20. Wash. Post; Nov. 29, 1986; Ethnic Rivalries Cause Unrest in Yugoslav Region
21. Reuters; April 25, 1987, Serb Demonstrations Add to Yugoslavia's Economic Woes
22. NY Times; June 28, 1987; Belgrade Battles Kosovo Serbs
23. Reuters; August 16, 1987, Serbs & Montenegrans Rally Against Alleged Albanian Attacks
24. Xinhua; Oct. 17, 1987; Thousands of women demonstrate in Kosovo, Yugoslavia
25. AP, Oct. 21, 1987; Serb, Montenegrin Pupils Boycott Classes in Kosovo
26. Xinhua; Oct. 26, 1987; Federal police sent to troubled Kosovo, Yugoslavia
27. NY Times; Nov. 1, 1987; In Yugoslavia, Rising Ethnic Strife Brings Fears of Worse Civil Conflict
28. CSM; March 11, 1988; Yugoslav groups struggle for same land
29. Reuters; July 30, 1988; Yugoslav Leaders Call for Control in Kosovo; Protests Loom
30. NY Times; Sept. 23, 1988; 70,000 Serbs Vent Anger at Officials
31. Wash. Post; Oct. 7, 1988; Serb Protesters Oust Yugoslavian Province Officials




Independence for Kosovo Now? Naah, not convincing enough. Only if If human trafficking, corruption and drug running were prerequisites for deserving independence Kosovo would satisfy such criteria hands down.

Kosovo's provisional government (PISG) has had eight years to show that it is mature enough to lead all citizens of Kosovo into the future, but it has miserably failed. Eight years after NATO'S Bombing campaign and four years after the massive orchestrated Ethnic Cleansing campaign against Serbs, Roma, Bosniaks, Turks, Croats and Jewish citizens in March 2004, there still is no assurance that all the citizens of Kosovo can live in peace, with security, with freedom of movement and with full participation in all the fruits of society. On the contrary, today in the capital Pristina, which had a pre war Serb population of 40000, not one single Serb resides in the capital. Can it be that all of these citizens were war criminals? Can it be that grandmothers and children were war criminals deserving retribution? However, in Belgrade, the capital of Serbia, 110000 Albanians live comfortably and safely! Throughout all of Kosovo 200000 Serbs have been ethnically cleansed , another 100000 Roma have been ethnically cleansed, thousands of other minorities citizens (Bosniaks, Turks, Croats and Jews) have been ethnically cleansed, the majority of which have sought refuge in Serbia Proper! Why is that? Kosovo says its ready for Independence, but why cant it guarantee the safety of these refugee citizens? It has been eight long years! Hardly any refugee citizens have been able to return, even though NATO is there to protect them. 1000 Serbs and Roma citizens have been murdered, another 1000 are still missing. How many Albanian citizens of Kosovo have been murdered in the same amount of time relative to their demographic proportion of society? 150 UNESCO recognized Christian Churches and Shrines have been destroyed by the majority Albanian citizens. None have been rebuilt even though the Kosovo government (PISG) has explicitly agreed to this task. Not one in eight years? But, yet Kosovo is ready for Independence? Tens of thousands of minority owned properties have been illegally occupied and appropriated by the majority Albanian citizens with no prospect of return to the rightful owners. Yet Kosovo society is ready for Independence? Tens of thousands of hectare/acres of Serbia Orthodox Christian Church owned land has been illegally appropriated with no prospect of return. Yet Kosovo is ready for independence? Rampant crime and the center of European Heroin and Human Trafficking trade. Yet ready for independence?

As to re-writing history, that is necessary when the current version is a sham. You blame Slobo for the Yugoslav wars. Excuse me, there was no war with Slovenia (in spite of what they call it), or with Macedonia. The Croats wanted war as a pretext to cleanse Serbs from their territory; nobody had been planning for war longer than them (and the Kosovan Albanians), these movements and conspiracies go back to the seventies and before, financed from the diaspora abroad. Are you going to blame Slobo for that? Bosnia was a war that the West wanted…. Croatia too, to claim Hercegovina and also to cut off the Krajina Serbs.
The JNA were pulled from Bosnia almost immediately that the Bosnian war started, leaving the outnumbered Bosnian Serbs to defend themselves. Lets recall the details of that withdrawal…. The JNA in Sarajevo were in barracks in the Muslim part of town, not participating, but armed and able to defend themselves. An agreement was reached with the Muslim authorities, that if they were given safe passage, that they would leave Bosnia in convoy. Trust was critical, because once they left barracks, they were vulnerable. These soldiers had not been involved in any fighting, and their departure should have been welcomed, both militarily, and symbolically, as a statement that the JNA was not at war with Bosnia. Yes, you know what is coming next; they were massacred once they left the safety of barracks. This was a massive, seismic event, early in the war, and apart from being reported in the west on the day, was never mentioned again. The JNA was betrayed and murderously attacked by Bosnian Muslims. Ask Bush what he would do if Iranians started firing on his troops?
These kind of treacherous events sent a signal to Serbs everywhere that all rules were suspended, enraged the Serb military, and maddened those who until then wanted no part. An exception was Slobo, who although accused of failing to prevent Srebrenica genocide (if it even happened, and let's face it by now Srebrenica'– Code Word to Silence Critics of US Policy in the Balkans), actually failed to prevent killings of his own people.



As for hastily denying the KLA group link to al-Qaeda and other global networks is a political necessity for the proponents of Kosovo's independence, not necessarily the reality.

Appearing on CNN March 26, Sen. Pat Roberts (R.Kan.) said, "I wonder a little bit about aiding the Kosovars. The people that were sitting down during the peace talks, and some of the people we've been dealing with-I'm on the Intelligence Committee as well-and they do have a connection with Osama Bin Laden, and some of the drug cartel financing is involved in that. I don't think our position now is that we want independence for the Kosovars."

Last August, a Jane's publication said the CIA had traced support from Bin Laden's terrorist organization, Al Qa'ida, to Muslims fighting the Serbs in Kosovo. "Al Qa'ida supports Muslim fighters in Afghanistan, Bosnia, Chechnya, Tajikistan, Somalia, Yemen and now Kosovo," Jane's quoted from what it described as a CIA briefing paper. "Terrorism is a key component of Al Qa'ida's strategy, and Bin Laden cites Koranic references in an attempt to justify it."

More here from US Senate Republican Policy Committee Chairman http://www.fas.org/irp/world/para/docs/fr033199.htm (http://www.fas.org/irp/world/para/docs/fr033199.htm)

The KLA, Itself

http://www.siri-us.com/backgrounders...-Osama.htmlhas (http://www.siri-us.com/backgrounders...-Osama.htmlhas)

http://www.siri-us.com/backgrounders...Cleansing.html (http://www.siri-us.com/backgrounders...Cleansing.html)

SIRIUS: The Strategic Issues Research Institute had compiled a list of official KLA communiques, ICTY transcripts and other official documents, illuminating the nature of this criminal organization. For anyone who wants to understand what really took place in Kosovo (and not the "righteous NATO ended ethnic cleansing by bombing evil Serbs and brought peace and democracy" horse-hockey the public has been fed for 8+ years), this is a must-read.



And remember Fort Dix? the FBI arrested six Muslims who were planning a commando-style attack on Fort Dix in New Jersey, to "kill as many soldiers as possible," authorities said.

Four of the six men are Albanians from Kosovo.Pat ourselves on the back for resettling those "rescuees" here.Interestingly enough, three of the Kosovo Albanian terrorists were roofers, just like Florin Krasniqi, Kosovo Albanian lobbyist and weapons smuggler from Brooklyn, who has provided arms, uniforms and equipment to Albanian terrorist KLA that started a war in Serbia to hijack Serbian province of Kosovo-Metohija. Krasniqi is close to a number of influential U.S. politicians, including Holbrooke and Clark and has raised over $500,000 in a single fundraiser dinner to help finance John Kerry’s U.S. presidential campaign.

The fourth Kosovo Albanian Agron Abdullahu has been trained as a sniper shooter in the terrorist KLA (Kosovo Liberation Army) in Serbian Kosovo province, according to the Justice Department documents. CNN reported that Abdullahu ran from Kosovo-Metohija during the 1998-1999 war against Serbia and was sheltered with his family in the Fort Dix Army base, where he could gain direct knowledge of the facilities. In other words, forget the “pizza delivery” tale

But watch the Fort Dix story go away faster than the one about the Bosnian Muslim who killed five Americans and injured another four in Salt Lake City for Valentine's Day three months ago. Who even knows that at least two of the 9/11 hijackers were veterans of the Bosnian jihad, as Muslim sources now openly call it?

Reports NBC: "The alleged terror cell is described by investigators as disciples of Osama Bin Laden. Among the evidence seized was the downloaded will and testament of two Sept. 11 hijackers…On the videotape there is significant discussion of martyrdom."

As I always say, Damn those Serbs! Good thing we were busy deporting those and not these ones who are trying to kill us -- such as the killer Bosnian Sulejman Talovic in Salt Lake City or, for example, Agron Abdullahu (one of the six arrested ), who was a sniper in Kosovo and residing here legally.

But those Balkan people were supposed to be only nominal Muslims! Secular, we were told. Europeans, they said. Non-practicing, too. They may have been such under Communism, but soon enough they found themselves and their faith. That we threw our support behind the region's radicals, with whom the "nominal" Muslims also cast their secessionist lot -- in Bosnia as well as in Kosovo -- didn't help either. And, of course, you don't have to be a practicing Muslim to feel that universal Muslim sense of grievance against the non-Muslim world.

Meanwhile, our lawmakers continue to support an independent Kosovo, no longer as the multi-ethnic experiment it was originally sold as, but as an example of America using its "military might to create a Muslim country" in Europe, as Congressman Robert Wexler, D-FL, said recently. It appears that the jihadists whom Messrs. Wexler and Lantos had hoped would take note of our kind gesture, have done so.

What we've wrought in the Balkans truly is poetry in motion. The timing on these arrests, on the heels of the STATE-DEPARTMENT-SPONSORED tour of the Kosovo mufti couldn't have been better. But no doubt the damage control machine is kicking into gear from the mufti-led State Dept. and our Albanian-bought politicians such as Tom Lantos, Eliot Engel, Joe Lieberman, John McCain, Wesley Clark and -- what the heck -- let's dig up the earliest Albanian purchase: Bob Dole, after whom a street is named in Kosovo. The imperiled soldiers of Fort Dix and the other military bases that were being considered for the attack thank you all!

So, let's continue pushing for Kosovo independence, giving the Albanian Muslims massive monetary support and covert assistance while they continue cleansing the remaining non-Albanian-Muslim population. This Fort Dix plot is just another tiny bump on the road to burying this hot potato. Of course, it may get a little harder next month to wash our hands of all this business, since that's when John R. Schindler's book Unholy Terror: Bosnia, Al-Qa'ida, and the Rise of Global Jihad comes out.

Schindler is professor of strategy at the Naval War College and a former National Security Agency analyst and counterintelligence officer. In an e-mail to me, he said this book should finally blow the lid off the aggressively ignored Balkans mess. His book deals mainly with Bosnia, but that serves as a good reference point for Kosovo as well. From Amazon.com:

This book provides the missing piece in the puzzle of al-Qa'ida's transformation from an isolated fighting force into a lethal global threat: the Bosnian war of 1992 to 1995. John R. Schindler reveals the unexamined role that radical Islam played in that terrible conflict -- and the ill-considered contributions of American policy to al-Qa'ida's growth.…

Schindler exposes how Osama bin Laden exploited the Bosnian conflict for his own ends and the disturbing level of support the U.S. government gave to the Bosnian mujahidin…[which] contributed to blowback of epic proportions: Khalid Sheikh Muhammad (the mastermind of 9/11) and two of the 9/11 hijacker pilots were veterans of the Bosnian jihad.…

John R. Schindler served for nearly a decade with the National Security Agency -- work which took him to many countries in support of U.S. and allied forces operating in the Balkans -- and was NSA's top Balkans expert. He is uniquely qualified to demonstrate

* how the Bosnian conflict has been misrepresented by the mainstream media, covering up the large role played by radical Islam and al-Qa'ida;
* how Osama bin Laden used Bosnia as a base for terrorist operations worldwide--including attacks on the United States from the Millennium Plot to 9/11;
* how veterans of the Bosnian jihad have murdered thousands of Americans and conducted terrorist attacks around the world;
* how the Clinton administration, in collaboration with Iran, secretly supplied Bosnia's mujahidin, including al-Qa'ida, with millions of dollars of weapons and supplies;
* how America's Bosnian allies have been in covert alliances with radical anti-American regimes in several countries;
* why Bosnia and its secret jihad matter to America and our War on Terrorism today.

But noo why should we expose Balkans intervention, and the security risk posed to us by it . Because when you don't stop to figure out the historical context of a conflict that will tell you who the actual aggressor is; when you don't corroborate horror stories by the complainant; when you don't try to figure out which belligerent happens to also be hostile to your own society; and you instead go full throttle for a cheap moral victory and a Pulitzer, the bad guys will get you next.

But, again, let's don't put two and two together. To help us move along-nothing-to-see-here are the authorities:

While authorities are glad to have arrested them, the individuals are "hardly hard core terrorists," one law enforcement source said.

Another source said that while the allegations are "troubling," they are "not the type that made the hair on the back of your neck stand up."

Heck, they were just going after expendable military personnel. Besides, targeting Yugoslavia's police and military installations was a favorite Albanian hobby throughout 1980s and '90s Kosovo.


http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... stcount=90 (http://www.militaryphotos.net/forums/showpost.php?p=3150051&postcount=90)


Então em que ficamos PT, é vc o dono da verdade, qual enviado de Deus, ou existem outras verdades????
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 03:35:54 pm
E os dados das Nações Unidas?
E os dados demográficos ?
E as mentiras sobre o exodo ?
E as mentiras sobre o "Berço da Nação Sérvia" ?

As opiniões pessoais de x ou de Y, têm o valor que têm.

O problema, é que você apresentou neste fórum e concordou com a ideia de que os Kosovares de étnia albanesa não têm direito à independência porque imigraram para o Kosovo, que era uma terra Sérvia.

Eu expliquei que os direitos sérvios foram perdidos quando os sérvios mostraram que não tinham respeito nenhum pelas outras etnias da antiga Jugoslávia, quando produziram massacres como os de Serbrenica.

É Serbrenica, são os 6.000 assassinados pelos sérvios, é a mentira do exodo, é a mentira histórica do "Berço da Nação Sérvia", é o facto de os sérvios serem um povo odiado nos Balcãs, desde há séculos, por causa da ideia persistente da "Grande Sérvia".

Eu falei ainda no final dos anos 90 com eslovenos, que tinham acabado de se tornar independentes na altura, e falaram-me da mania dos Sérvios com a "Grande Sérvia". Depois os kosovares diziam a mesma coisa. E isto são afirmações na primeira pessoa, não é de ouvir ou ver algo escrito num recôndito site na internet, onde as mentiras e as invenções são o pão
nosso de cada dia.
Há um problema com a Sérvia, como há com todos os povos que se acham no direito de dominar e escravizar os outros.

-----------------------------------------------------------------------

Os neo-soviéticos e os neo-nazistas mentem. Há centenas de sites neo-nazis e neo-soviéticos que se dedicam a fabricar mentiras e meias verdades.

Você não pode ignorar os números, você não pode ignorar as estatísticas das Nações Unidas, Você não tem o direito de ignorar as mais simples e elementares regras da aritmética para negar o óbvio:

Os Sérvios estão a mentir, você está a mentir, e a única razão porque o faz, é por preconceito.


Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 03:40:17 pm
Citação de: "P44"
do MP.net

Citar
Enjoy this bit of light reading:

http://www.hrw.org/reports/2001/kosovo/undword.htm (http://www.hrw.org/reports/2001/kosovo/undword.htm)

That's the Human Rights Watch report on the KLA.

The ICTY in 2005 indicted Ramush Haradinaj (a senior KLA commander) and several of his sub-ordinates on 37 counts of war crimes, exemplary of a campaign of ethnic cleansing he supervised against Serbs, Roma and other ethnic minorities in Kosovo.

Here is the source:  http://www.un.org/icty/indictment/engli ... 50224e.htm (http://www.un.org/icty/indictment/english/har-ii050224e.htm)



já tinha postado isto na 2ª página do tópico mas volto a postar, mais uma informação de "propaganda-neo-nazi-comuno-soviética"

PT, porque carga de água vc vai buscar o ano de 1974, eu nunca disse que a imigração em massa tinha sido em 1974, mas sim APÓS O FIM DA 2ªGM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 03:42:11 pm
Citação de: "papatango"
E os dados das Nações Unidas?
E os dados demográficos ?
E as mentiras sobre o exodo ?
E as mentiras sobre o "Berço da Nação Sérvia" ?

As opiniões pessoais de x ou de Y, têm o valor que têm.



Exacto, como a sua
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 03:49:59 pm
Citação de: "papatango"
E os dados das Nações Unidas?
E os dados demográficos ?
E as mentiras sobre o exodo ?
E as mentiras sobre o "Berço da Nação Sérvia" ?


Links SFF



Citar
O problema, é que você apresentou neste fórum e concordou com a ideia de que os Kosovares de étnia albanesa não têm direito à independência porque imigraram para o Kosovo, que era uma terra Sérvia.

Eu expliquei que os direitos sérvios foram perdidos quando os sérvios mostraram que não tinham respeito nenhum pelas outras etnias da antiga Jugoslávia, quando produziram massacres como os de Serbrenica.


Mas quem raio é vc? Mas porque carga de água Só VC é que SABE TUDO??? Apre, que raio de EGO gigantesco vc tem!

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É Serbrenica, são os 6.000 assassinados pelos sérvios, é a mentira do exodo, é a mentira histórica do "Berço da Nação Sérvia", é o facto de os sérvios serem um povo odiado nos Balcãs, desde há séculos, por causa da ideia persistente da "Grande Sérvia".

!) não estou a negar Serbrenica nem nunca o fiz
2) a única fonte da "mentira" do Berço da Nação Sérvia que até agora vi/li, é você
3) Que voce odeia os Sérvios já deu para perceber

Citar
Eu falei ainda no final dos anos 90 com eslovenos, que tinham acabado de se tornar independentes na altura, e falaram-me da mania dos Sérvios com a "Grande Sérvia". Depois os kosovares diziam a mesma coisa. E isto são afirmações na primeira pessoa, não é de ouvir ou ver algo escrito num recôndito site na internet, onde as mentiras e as invenções são o pão
nosso de cada dia.


Novamente , como vc diz, são as opiniões de X ou Y; VALEM O QUE VALEM...

Citar
Há um problema com a Sérvia, como há com todos os povos que se acham no direito de dominar e escravizar os outros.

Novamente a opinião pessoal

-----------------------------------------------------------------------

Citar
Os neo-soviéticos e os neo-nazistas mentem. Há centenas de sites neo-nazis e neo-soviéticos que se dedicam a fabricar mentiras e meias verdades.

blablabla, mude a "cassete", já enjoa....

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Você não pode ignorar os números, você não pode ignorar as estatísticas das Nações Unidas, Você não tem o direito de ignorar as mais simples e elementares regras da aritmética para negar o óbvio:

Os Sérvios estão a mentir, você está a mentir, e a única razão porque o faz, é por preconceito.


Graças a Deus que VOCÊ não é nada preconceituoso :!:
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 04:06:05 pm
A minha opinião não está em causa.

O que está em causa são os numeros das Nações Unidas.

Eu fui buscar os numeros de 1974, porque são os dados mais antigos que tenho disponíveis sobre a população da antiga Jugoslávia.


A Sérvia, é o resultado da separação da antiga República Federal da Jugoslávia já nos anos de 1990. A questão das migrações não faz sentido de outra forma.
O regime de Enver Hosha na Albânia fechou as fronteiras do país de tal maneira que era quase impossível sair do país antes do fim do regime comunista.

O único argumento sérvio, é o argumento de que as albanesas têm muitos filhos.

Entre 1974 e 2008, a população albanesa passou de um mínimo de 75% para 88%, ou seja em 34 anos, cresceu 13 pontos percentuais (e isto no máximo dos máximos, considerando que todos os não albaneses são sérvios, e que o crescimento demográfico deles foi zero e que um terço deles foi expulso do Kosovo).

Se não formos tão exigentes, podemos concluir que em 1974, o mais provavel é que o numero de sérvios no Kosovo fosse de 15% da população.

Ou seja, podemos - com pressupostos menos radicais e menos favoráveis à posição sérvia - supor que os sérvios em 34 anos passaram de 15% para 8% da população, ou seja uma quebra de 0.2 pontos percentuais por ano.

A este ritmo, se andarmos para trás, concluimos que em 1945, os sérvios no Kosovo seriam (1974 - 1945 ) x 0.2 = 29 x 0.2 = 5.8.
Temos então que 5.8 + 15 ) 20.8%.

Em 1945, a população sérvia andaria por volta dos 20%. No máximo 30% de população do Kosovo não seria albanesa em 1945.
Mas isto é uma dedução aritmética. Eu só tenho dados de 1974, não posso afirmar nada com certeza, porque os únicos números a que tenho acesso são os que referi acima.

A tese do exodo, não procede. E não procede porque os sérvios fazem referência ao que ocorria há muitos séculos atrás, quando alegadamente eram maioria, mas numa altura em que (convenientemente) não havia estatísticas fiáveis.

Chamar terroristas e bandidos aos que lutavam e faziam parte de uma maioria de 75% da população é muito conveniente.
Os albaneses estão há demasiado tempo no Kosovo para se irem embora.

Fazendo o mesmo tipo de calculo, mantendo as proporções e considerando uma alteração geométrica da população sérvia (acreditando que os sérvios por alguma razão não têm filhos e só os albaneses se reproduzem) então teriamos que o ano em que a população da Sérvia deixou de ser maioritária seria o ano de 1795.

OU SEJA 83 (OITENTA E TRÊS) ANOS ANTES DE A SÉRVIA SER FORMALMENTE INDEPENDENTE DA TURQUIA EM 1878.

O raciocínio do êxodo dos albaneses não tem pernas para andar. É uma mentira.

E é contra a propagação dessa mentira que eu falo.

Não é uma opinião. A aritmética não têm opinião!
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 04:17:27 pm
Links.

Os dados sobre a batalha do Kosovo, estão na Internet são fáceis de verificar.
Chamar-lhe o berço da Nação Sérvia qualquer um pode.
Mas é como a URSS afirmar que Estalinegrado é o berço da Nação Soviética, ou que Waterloo é o berço da Nação Britânica, porque lá se deu uma batalha importante.

= = =

Os numeros das estatísticas tenho-os em livros, por acaso almanaques de dados estatísticos. A única coisa que posso fazer é tentar fotografar as páginas.

Já o fiz anteriormente, quando colocaram em causa o que eu disse, para comprovar os números.

Posso fazê-lo outra vez se alguém que me merecer consideração o pedir.
Infelizmente P44, peço desculpa, mas o seu comportamento continuado, a sua "desconversa" quando sente o tapete a fugir debaixo dos pés é de molde a impedir que eu o faça.

Você contestará até a imagem, e eu não vou a um notário para colocarem um carimbo de "está conforme o original".
Você seria capaz de afirmar que eu sou uma imagem holográfica, se isso lhe fosse conveniente.


= = =


Além do mais eu não sou racista. Não tenho ódio a nenhum tipo de pessoa e não faço distinções entre raças.
Posso faze-lo entre modos de vida ou civilização, mas não aceito a limpeza étnica em nenhum lugar.

Ao contrário do P44, eu sou nacional de um país que se pode orgulhar de muitas coisas, uma das quais é exactamente a capacidade de integração de pessoas de outras origens.

E é por isso que o comportamento dos sérvios é miserável. É-o o dos sérvios, como o foi o dos alemães na II guerra mundial, como o foi o dos castelhanos na península ibérica, como o foi o dos turcos na Arménia.

É obrigação de qualquer pessoa honesta, chamar os cães pelos nomes ! ! !
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2008, 04:23:50 pm
Sim sr, muito bem contra-argumentado (os insultos e as bocas do costume)

Infelizmente eu não posso responder á letra.

Por aqui me fico.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 02, 2008, 04:38:52 pm
2008/03/30
A Independência do Kosovo
João Brandão Ferreira



A independência do Kosovo não surpreende nem deve deixar ninguém surpreendido. Mesmo que tenha sido unilateral. Todas as independências são unilaterais e quando não são – o que é raro – é porque uma das partes obrigou a outra.

De facto a independência de qualquer país faz-se, por norma, através da violência e pela força das armas. A nossa também foi assim.

As independências geram, porém, conivências e antagonismos. E todas têm consequências. É sobre estas que é preciso meditar.

O Direito Internacional é nestes casos, uma falácia: costuma dar argumentos a todas as partes envolvidas e está refém dos interesses das grandes potências. Aliás, o caso do envolvimento da NATO nos Balcãs é disto um exemplo selecto: mesmo estando fora do espírito e da forma do articulado, interveio – por pressão americana -, e só depois se legitimou, mudando o seu artigo V, na cimeira de Washington, comemorativa do 50º Aniversário do Tratado. Ou seja vai mudando conforme os “ventos da História”. Nós, Portugueses deveríamos meditar nisto … Até porque a memória dos povos é curta!

A independência do Kosovo serve os interesses dos EUA. A curto prazo, depois se verá (o governo americano tem, aliás, criado o curioso hábito de ir ajudar quem a seguir vão atacar…). Antagoniza a Rússia, aliada da Sérvia; namora os países muçulmanos (a maioria da população albanesa está islamizada) e implanta um nó górdio no quintal da União Europeia (UE). Esta, como não tem Exército, Política Externa, e cada um puxa para seu lado, está aflita sem saber o que fazer. Vamos ter aqui pano para mangas e para muito tempo. Cada país está por si.

Acresce que existe uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que mantém o Kosovo como parte integrante da Sérvia e ainda o facto de a independência ser declarada quando existem cerca de 17000 soldados da NATO (e de outros países, num total de 30!), a ocuparem o Kosovo, com mandato das Nações Unidas!

Como é que isto é possível? E durante quanto tempo mais é que vão ficar lá as tropas? E o que vai acontecer quando saírem? Será que estão a pensar instaurar um protectorado?

O governo português safou-se por uma unha negra de ter que lidar com este problema, durante a sua presidência da União, mas vai ter que se posicionar de alguma forma neste assunto complexo. Quanto mais não seja por termos tido e ainda termos tropas portuguesas naquele território, e que não saíram a tempo…

Ora tudo isto vai abrir um “saco de gatos” e pode multiplicar o número de “tribos” e regiões que se queiram independentizar, pelo mundo inteiro.

Portugal seria o país na Europa e no Mundo que teria menos a temer com semelhante ameaça. Mas, como por via da Descolonização traumática e desastrosa que realizámos em 74/75 as autonomias que desenvolvemos, como mal menor, e as surgências idiotas de regionalismos que se permitiu fomentar, deixámos de estar imunes ao fenómeno. Quebrou-se a nossa coerência e prevalência política e doutrinária!

Imagino que o governo português entenda tudo isto como “mais uma maçada”. Porquê? Porque os políticos em Portugal, acham, vai aí para 30 anos, que tudo no mundo ia correr bem para nós, que íamos ser amigos de todos e todos iam ser nossos amigos. Acreditaram que ameaças eram coisas do passado e que as organizações internacionais de defesa, resolviam tudo por nós. Apesar de passarmos a ter pouco Poder, entretivemo-nos a desbaratá-lo ainda mais. Ninguém está interessado em minorar vulnerabilidades e em potenciar capacidades.

Mais, não sabem nem querem saber, como se usa o Poder. E não aparentam ter coragem sequer para o utilizar. Por isso alienam soberania; agacham-se julgando-se espertos; desmantelam o aparelho militar e transformam a diplomacia num quase exercício de relações internacionais. Tudo se resume em 10% de substância e 90% de fotografia para os jornais!

Agora vamos ter uma crise séria entre mãos e não estando na linha da frente da insegurança, podemos levar com estilhaços. Se o governo português tendesse a defender princípios eu arriscaria a dizer que não reconheceria a independência (será certamente pressionado pelo governo espanhol para alinhar a seu lado), alegando-se as graves dúvidas existentes a nível do Direito Internacional e a fraca linearidade do processo. Mas pensamos que irá ganhar tempo (o que já está a fazer), passar despercebido no meio da multidão e caír para o lado da maioria com frases de circunstância, lá mais para a frente.

Mas seria avisado que nos fossemos preparando para a bulha, porque com esta crise ou com outra, será uma questão de tempo. A generalidade dos líderes políticos europeus aburguesou-se no pior sentido do termo. À custa de engordarem o corpo criaram adiposidade no espírito e deixaram fenecer a alma no coração. E já nem recordam que Roma afinal caiu, por “excesso de camas fofas e banhos quentes”.

Jornal Defesa e Relações Internacionais (http://http)
Título:
Enviado por: LOBO SOLITÁRIO em Abril 02, 2008, 04:42:55 pm
Estala na cidade de Lubiana (capital da Eslovénia ex Jugoslávia) um caso incrível de vassalagem da Europa em relação a Washington. O jornal lubiano Dnevnik publica detalhadamente um conteúdo de uma carta secreta a propósito da qual a oposição fez uma interpelação no parlamento.
A acta demonstra uma coordenação directa entre Washington e Lubiana sobre o futuro imediato do Kosovo e sobre os passos a tomar para garantir a sua independência, com a presença europeia e a legitimação da ONU, precisamente durante a presidência eslovena. As instruções são dadas por Daniel Fried ajudante de Condoleeza Rice a um alto diplomata esloveno Mitja Drobnic, que acompanhado pelo embaixador Samuel Zbogar foi recebido no departamento de estado norte-americano no passado dia 24 de Dezembro. Instruções detalhadas, são então debatidas; como e onde o seu reconhecimento e a chegada de uma missão civil internacional (ICO) convidada pelo parlamento kosovar, depois da sua declaração de independência e segundo uma agenda estabelecida e aprovada de antemão em Washington.
A vice de Fried, Rosemary DiCarlo chega mesmo a revelar que o parlamento kosovar foi aconselhado a declarar a independência a um domingo para que a Rússia não tenha tempo para convocar o Conselho de Segurança.
A prova irrefutável de uma preparação meticulosa, conscientemente planeada pelos Estados Unidos e delegada depois à Eslovénia e aos países europeus dispostos a reconhecer rapidamente Pristina. Mesmo que alguns países europeus não estejam dispostos (talvez seis) a reconhecer para já a independência do Kosovo, isso não constitui problema para Washington, basta que sejam quinze dos vinte e sete e o saldo será excelente.
Fried aconselha mesmo à sua visita que a Eslovénia seja enquanto presidente da União Europeia o primeiro pais a reconhecer Pristina.
O escândalo colhe de surpresa o Ministro dos Assuntos Exteriores, Dimitrij Rupel que não controla a fuga de informação do seu ministério e que momentaneamente nada comentou. O primeiro-ministro Jansa não nega a autenticidade do documento, mas nega que haja pressões americanas sobre a Eslovénia. O embaixador Zbogar é convocado imediatamente.
A interferência norte americana não termina no Kosovo, forma dadas também instruções relativamente a uma cimeira USA/EU a realizar em Junho. Nada de especialmente estranho, se não fora a administração Bush esperar que os seus desejos se cumpram durante a presidência dos amigos de Lubiana,isto é que a União Europeia apoie a sua lista de países "canalhas" e que os condene com firmeza. Assim deverão constar da lista países como: Irão, Síria, Filipinas e os clássicos Cuba e Venezuela. Os USA também sugerem que na declaração conjunta deve figurar o apoio à invasão do Iraque e dos esforços americanos na luta contra o “terrorismo”.
Título:
Enviado por: EB em Abril 02, 2008, 05:06:06 pm
Antes de mais, gostaria tão somente de reiterar que não pretendo, nem nunca foi minha pretenção, entrar em "conflito" com A ou com B. Não sou comunista nem sou “americanista”. Não há santos nem diabos, só interesses (da parte das chamadas Super-Potências Mundiais) que mudam consoante a direcção do vento….

O meu comentário baseia-se, sobretudo, em opiniões formadas através de imagens e notícias vindas a público directamente daquela região.

Caro Papatango,
Tenho todo o respeito pelos seus fundamentados conhecimentos históricos, com os quais tenho aprendido algumas coisas desde que comecei a ler este fórum, mas há na minha perspectiva um conjunto de incoerências, se calhar demasiado simplistas e básicas, relacionadas com a declaração de independência:

1º - Sendo os kosovares um povo autóctone da região, habitando-a mil anos antes de lá chegarem os sérvios - segundo as suas palavras-, não seria lógico que houvesse por parte deste povo uma maior independência linguística e cultural?

2º - Se são, na realidade, um povo com uma identidade e uma cultura próprias de uma “nação” (ou, numa outra perspectiva, de uma “tribo”) milenar, porquê a necessidade de usarem símbolos e dialectos de uma outra nação vizinha (falo da Albânia)?

3º - Que interesses políticos/estratégicos existirão por detrás desta declaração e posteriores reconhecimentos de outras nações?


Se é mentira referir que estamos perante uma declaração de independência de um território composto maioritariamente por emigrantes, tenho a humildade de pedir desculpa pois não quero passar por mentiroso, nem quero ofender ninguém. No entanto, face ao que expus anteriormente, não consigo deixar de achar algo de estranho e incoerente em toda esta situação…. Na minha opinião, e usando um pouco de ironia, só faltou à nação albanesa pedir a integração do kosovo no seu território (mas, se calhar, aí os americanos já não alinhavam na conversa...).

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: tyr em Abril 02, 2008, 05:29:17 pm
o caso do kosovo é o caso de uma comunidade de emigrantes que num prazo de um seculo esmagou demograficamente quem la existia antes.

é como daqui a 100 anos o algarve passar a ser um estado inglês ou sintra passar a ser um pais de etnia cabo verdiana.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 02, 2008, 06:08:01 pm
Caro EB.

Todos os impérios têm formas de se afirmar, mas há sempre linhas comuns que os unem.

Eu não posso criticar ninguém especificamente por efectuar uma afirmação, quando a obteve de boa fé e acredita nela.

Hoje em dia, é cada vez mais facil enganar as pessoas com sites na internet.


Dou-lhe um exemplo engraçado:
O site areamilitar.net, que tem cerca de 60% de visitantes brasileiros, tem recebido várias queixas e acusações sobre um artigo e fichas técnicas sobre o carro de combate Osório da finada Engesa.
Normalmente dão-me links na internet para provar que o areamilitar.net está enganado, e que o tanque brasileiro era de facto o melhor do mundo.

Ora, tratando-se de um veículo dos anos 80, os dados que estão publicados no areamilitar.net são os dados que foram apresentados pela imprensa brasileira nessa altura.
No entanto, eu tenho que aturar uma quantidade de nacionalistas meio tontos, que afirmam que o que o site diz e as conclusões que tira estão erradas, quando são documentos militares da época que afirmam o que ali está escrito.

Eu não posso no entanto censurar as pessoas que escrevem para o areamilitar.net chamando-as de mentirosas, embora eu esteja absolutamente convicto de que as minhas fontes escritas, contemporâneas do veículo, sejam credíveis.

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Quanto à questão que coloca:
Citar
Sendo os kosovares um povo autóctone da região, habitando-a mil anos antes de lá chegarem os sérvios - segundo as suas palavras-, não seria lógico que houvesse por parte deste povo uma maior independência linguística e cultural?
Eu permito-me responder com uma outra questão.
Sendo verdade que a Galiza tem origens remotas, que tracejamos ao tempo romano, não seria normal que tivesse uma maior identidade linguística, em vez de utilizar a lingua de um país estrangeiro, Castela?


Mais, note que existem dois grandes dialectos albaneses. O Tosk e o Gheg. A lingua oficial da Albânia é o dialecto Tosk, que é o dialecto mais comum no sul.
No norte, o dialecto mais comum é o Gheg.
Os albaneses do Kosovo falah Gheg e não Tosk.


O Gheg está para o Tosk como o Galego está para o português
Os albaneses do Kosovo têm relação com os Albaneses do norte mas não com os do sul


Citar
Se são, na realidade, um povo com uma identidade e uma cultura próprias de uma “nação” (ou, numa outra perspectiva, de uma “tribo”) milenar, porquê a necessidade de usarem símbolos e dialectos de uma outra nação vizinha (falo da Albânia)?
Voltando ao exemplo que nos é vizinho, os reintegracionistas galegos (por muito pouco significativos que sejam) vêm a ligação a Portugal, país onde a mesma raiz cultural conseguiu existir sem ser dominada pela cultura imperial dominante (ler Sérvia ou Castela) como forma de afirmarem a sua diferença.
Os simbolos portugueses ou albaneses, serviriam assim como forma de diferenciação e de afirmação.
Os Albaneses do Kosovo utilizam o simbolo da Águia de duas cabeças (que é aliás o mesmo símbolo da Sérvia e que tem origens bizantinas) como forma de afirmar: Nós somos aqueles que resistem aqui, como resistiram aqueles alí.

Citar
Que interesses políticos/estratégicos existirão por detrás desta declaração e posteriores reconhecimentos de outras nações?
Eu não me pronunciei sobre questões de geoestratégia ou sobre as negociatas por debaixo da mesa.
Considero que ainda tenho um bocadinho de inteligência, para entender que não há nada de inocente na declaração da independência do Kosovo.
É evidente que há, como sempre haverá interesses ocultos por detrás.

Porque razão a Alemanha reconheceu tão depressa a Croacia, dando a maior e mais decisiva machadada na antiga Jugoslávia ?

O meu protesto, foi contra a desinformação, e a argumentação fácil e a meu ver racista, de que há um problema que decorre da invasão dos albaneses no Kosovo, quando todos os numeros que tenho disponíveis, e não são muitos, confesso, dizem-me que é biologicamente impossível que os sérvios fossem maioritários no Kosovo desde o inicio do século XIX, no tempo de Napoleão.

Citação de: "EB"
Se é mentira referir que estamos perante uma declaração de independência de um território composto maioritariamente por emigrantes, tenho a humildade de pedir desculpa pois não quero passar por mentiroso
Caro EB, eu não chamo mentiroso a ninguém de ânimo leve. Eu peço às pessoas que antes de acreditarem cegamente num dado qualquer, tentem ver antes.

Devo dizer que eu mesmo acreditei nessa tese, até que (porque tenho a mania de guardar almanaques com dados estatísticos) fui ver que população tinha o Kosovo antigamente.

Os dados mais antigos que encontrei, que são da Nações Unidas e que estão publicados num almanaque de estatísticas da Editora Abril publicado em 1981, (que guardo porque tem a divisão administrativa de todos os países do mundo à altura, com a população por província ou Estado) verifiquei que a população do Kosovo era como disse num post anterior, de 1.366.000 habitantes  em 1974, sendo hoje de 1.900.000.

Assim, com alguns cálculos simples, creio que todos chegamos à conclusão de que a tese dos imigrantes, não é biologicamente possível, a não ser que os sérvios tenham tido um ataque de filoxera e tenham morrido às centenas de milhar, e que ao mesmo tempo os albaneses tenham brotado das árvores.

A questão do Kosovo deve ser analisada, mas não com argumentos falsos e ainda por cima, argumentos de origem racista e religiosa.

Eu não tenho nenhum apreço pelas interpretações fundamentalistas do islão. Sou tão contrário a tais visões como sou contrário às afirmações que pretendem dar a entender que os albaneses têm filhos em grande quantidade (também ninguém se deu ao trabalho de pesquisar a taxa de mortalidade infantil dos albaneses[1]) e que isso gerou uma distorção demográfica, o que é falso.

Peço desculpa se coloco posts muito grandes que depois ninguém lê.

Mas quando simplificamos as coisas caímos nos exageros da "raiz da Pátria Sérvia" ou na colonização de emigrantes

Cumprimentos



[1] A mortalidade infantil dos albaneses era de 86/1000 em 1974 e de 26/1000 em 1998. (em Portugal, para dar um exemplo, é de cerca de 3/1000 e na Sérvia em 1997 era de 14/1000
Título:
Enviado por: Luso em Abril 02, 2008, 08:22:59 pm
Mas que belo postal, oh PT! :shock:
Título:
Enviado por: EB em Abril 04, 2008, 12:44:50 pm
Caro Papatango,

Obrigado pela resposta.
Foi-me possível ver a outra perspectiva de todo este imbróglio. Porque, muito honestamente, dados estatísticos retirados de um almanaque podem não ser suficientes para fazer valer um ponto de vista, pois por vezes é necessário ir um pouco mais além (neste caso, para alguém que possa ter o conhecimento histórico da região).

A demografia de uma etnia A ou de uma etnia B não deve (nem pode) ser o único motivo para o direito de auto-determinação, pois pode induzir mal-entendidos (questão sobre emigração). A auto-determinação de um povo deve ter como base todas as suas características genuínas que o possa identificar como uma Nação, tais como a língua materna e todos os outros aspectos culturais, sem “interferências” de países terceiros. É aqui que eu concordo consigo ao dar o exemplo da Galiza e de outros povos hispânicos (e atrevo-me eu a acrescentar também os povos Irlandeses, Galeses e Escoceses).

Somente um reparo:

Citar

Eu permito-me responder com uma outra questão.
Sendo verdade que a Galiza tem origens remotas, que tracejamos ao tempo romano, não seria normal que tivesse uma maior identidade linguística, em vez de utilizar a lingua de um país estrangeiro, Castela?



A Galiza possui uma identidade linguística através do Galego, muito próximo do Português, que é usado no dia-a-dia desse povo. O Castelhano é a imposição oficial. Mas não vamos entrar por aí.... Não faz parte do tema... :wink:

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: ferrol em Abril 08, 2008, 04:48:41 pm
Citação de: "EB"
A Galiza possui uma identidade linguística através do Galego, muito próximo do Português, que é usado no dia-a-dia desse povo. O Castelhano é a imposição oficial. Mas não vamos entrar por aí.... Não faz parte do tema... :wink:
É curioso ver como os que máis se enchen a boca con exemplos son, nun 99% dos casos, os que menos coñecen a realidade dos exemplos que poñen.

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Nota de moderação
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Tema: Kosovo
Título:
Enviado por: André em Abril 08, 2008, 10:55:21 pm
Aprovação Constituição trará mais problemas - Rússia

Citar
A Rússia lançou hoje um alerta à comunidade internacional para um eventual aumento da tensão com a aprovação da Constituição do Kosovo, depois da proclamação unilateral da independência a 17 de Fevereiro.

A justificar a sua posição, o Kremlin garantiu que a minoria sérvia não só nunca aceitará a independência da sua ex-província e berço da nação, como «também rejeitará a Constituição, agravando ainda mais o clima de tensão», salienta um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a diplomacia de Moscovo, as autoridades albano-kosovares e os seus apoiantes estrangeiros «só estão a acelerar a criação dos símbolos externos de uma entidade ilegal», enquanto a verdadeira solução para o conflito está no «diálogo» entre Belgrado - secundada pelo Kremlin - e Pristina.

«As tentativas para criar uma base pseudo-jurídica para a independência unilateral do Kosovo demonstram que Pristina e os seus apoiantes continuam empenhados no separatismo», adianta o texto.

Para a Rússia, «esta política está em contradição com o direito internacional, viola a Carta das Nações Unidas (ONU), a resolução 1244 do Conselho de Segurança - que assegurava a integridade territorial da Sérvia, após os bombardeamentos da NATO, em 1999 - e os princípios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)».

O Kremlin não esconde a «perplexidade» pelo facto de alguns membros da União Europeia (UE) terem dado «luz verde» à elaboração e aprovação da Constituição do Kosovo.

«Na UE nem sequer há consenso sobre essa independência», conclui ironicamente o comunicado.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: ferrol em Abril 09, 2008, 02:51:52 pm
Citação de: "EB"
A Galiza possui uma identidade linguística através do Galego, muito próximo do Português, que é usado no dia-a-dia desse povo. O Castelhano é a imposição oficial. Mas não vamos entrar por aí.... Não faz parte do tema...


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Nota de moderação
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Tema: Kosovo

A ver se me aclaro...o señor EB fala de Galicia, eu respondo falando de Galicia e a "moderación" me censura a contestación...pero non censura a EB . Excelente, Realmente un "exemplo" para todos... :oops:

Se EB pode falar de Galicia, ¿por qué eu, que son galego, non podo falar de Galicia?
Título:
Enviado por: EB em Abril 09, 2008, 04:38:51 pm
Citação de: "ferrol"
Citação de: "EB"
A Galiza possui uma identidade linguística através do Galego, muito próximo do Português, que é usado no dia-a-dia desse povo. O Castelhano é a imposição oficial. Mas não vamos entrar por aí.... Não faz parte do tema...

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Nota de moderação
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Tema: Kosovo

A ver se me aclaro...o señor EB fala de Galicia, eu respondo falando de Galicia e a "moderación" me censura a contestación...pero non censura a EB . Excelente, Realmente un "exemplo" para todos... :oops:

Se EB pode falar de Galicia, ¿por qué eu, que son galego, non podo falar de Galicia?

A ver se EU me aclaro: nas minhas intervenções fiz somente referência ao Kosovo. No último parágrafo da minha última intervenção dei resposta a um exemplo.
Os meus conhecimentos da Galicia são só os que eu conheço das zonas de "As Neves", "Ponteareas" e "Salvaterra". Esses conhecimentos são a minha realidade (se calhar diferentes de Ferrol).


Citar
Mas não vamos entrar por aí.... Não faz parte do tema...


Acho que também fui claro...

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Abril 11, 2008, 05:20:39 pm
"A União Europeia fez mal em apoiar a independencia do Kosovo.Estamos a empurrar a Sérvia para os braços da Rússia"

"Receio que estejamos a abrir a caixa de Pandora"

"não se pode promover uma independencia só por uma questão de hegemonia étnica, pois abre-se um precedente perigoso para outros paises.Na Macedónia ja há conflitos diários, nas escolas entre albaneses e macedónios"

"Ja foram gastos mais de 4 mil milhões de euros aqui.Desse montante cerca de 80% foram para consultadoria e 'capacity building'.Ora quem desempenha esse papel?Ingleses e alemães.Depois quem é que vai construir a terceira grande central eléctrica do Kosovo? Americanos e eslovenos...'it's the money stupid'! "

"A UE é que está a contribuir para que a 1244 (resolução da ONU que reafirmava a integridade territorial da Rep.Fed.Jugosl.) não seja cumprida, a NATO faz o seu papel..."

"com uma (previsivel)  base militar russa, aqui ao lado ( a Europa pode contar com misseis apontados ao seu coração)"


O semanário portugues VISAO publicou ontem um 'discreto' artigo do seu correspondente no Kosovo, com o titulo"A Europa arrisca demasiado", de  que aproveito apenas as citações acima as quais incluindo o título, são todas da autoria do major-general Raul Cunha, por sinal o chefe militar da UNMIK (United Nations Mission in Kosovo) que, depois de se sentir "orgulhoso" pela posição portuguesa em não avançar com o reconhecimento, termina afirmando:

"Os politicos estão convencidos que conseguem controlar isto.Eu acho que não"
.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 29, 2008, 01:21:46 pm
Citação de: "TSF"

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.tsf.pt%2Fimagens%2F2008%2F04%2Fnoticias%2Fimgs%2F29%2Fpequeno%2Fraul_cunha-dr.jpg&hash=dff9799fbad7dd6629881e98bc09df1b)

• KOSOVO

Major-general português critica UE
O major-general Raul Cunha criticou a transição da ONU para a Eulex, a maior missão de sempre da União Europeia. Para o principal conselheiro militar da ONU no país, a forma como a UE está a entrar no território está a ser feita para servir alguns países da União.


O principal conselheiro militar das Nações Unidas no Kosovo criticou o processo de transição da ONU para a Eulex, a maior missão de sempre da União Europeia e que já foi rejeitada pela minoria sérvia.

Em declarações à TSF, o major-general Raul Cunha acusou a União Europeia de estar a fragilizar a ONU não só no Kosovo, mas também em todo o mundo, pela forma como está a entrar neste país, que recentemente se tornou independente.

«Não digo que o fez deliberadamente, mas para servir os interesses de alguns países da União Europeia, dos grandes da União Europeia, que têm aqui interesses estratégicos nacionais, está a estragar-se muita coisa positiva, com o peacekeeping, que vai levando a muitos povos do mundo paz e segurança», adiantou.

Raul Cunha não escondeu também o seu desacordo com o investimento europeu de quatro mil milhões de euros, 80 por cento dos quais em capacity building e consultadoria.

«Na prática, dos quatro mil milhões de euros, houve logo 3,250 mil milhões que voltaram à base. Ou seja, a União Europeia paga como um todo, mas há dois ou três países da UE que estão aqui a ter lucro», denunciou.

O major-general português considerou ainda que a minoria sérvia no Kosovo levará muito tempo a aceitar a presença europeia no território, ou mesmo, se calhar esta nunca será aceite.

«Se calhar só pela força é que vão aceitar uma situação destas», concluiu este responsável militar, que entende que os erros que se estão a cometer no Kosovo podem levar à existência de mais desequilíbrios nos Balcãs.
Título:
Enviado por: Ataru em Junho 15, 2008, 10:14:59 pm
e ja vao em 43 os paises que reconheceram o kosovo, o ultimo foi a serra leoa, creio que vai ser muito dificil travar o seu reconhecimento...
Título:
Enviado por: Kawa em Junho 15, 2008, 11:29:59 pm
Citação de: "Ataru"
e ja vao em 43 os paises que reconheceram o kosovo, o ultimo foi a serra leoa, creio que vai ser muito dificil travar o seu reconhecimento...


No tan dificil Rusia sigue teniendo derecho de veto en la ONU ¿recuerda? :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Junho 15, 2008, 11:47:21 pm
Se o Mundo disser sim, e a russia disser nao, todos cagaram pa russia...
Título:
Enviado por: Kawa em Junho 15, 2008, 11:58:41 pm
Citação de: "Ataru"
Se o Mundo disser sim, e a russia disser nao, todos cagaram pa russia...


De momento ya tenemos al "Mundo" negandose a reconocer la independencia de Abjazia y Osetia ambas hechas en las MISMAS condiciones que la de Kosovo, ya se sabe la hipocresía es lo que tiene :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Junho 16, 2008, 11:03:38 am
Pelos vistos Kosovo é um estado difrente, visto que 43 nações já o reconheceram...
Título: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Stalker em Junho 16, 2008, 11:25:27 am
Politica, meu caro, politica...

A independência do Kosovo, parece-me, é uma aceitação do desafio russo. Fazer braço de ferro e ver no que dá. Ah, e também ganhar uns trocos com o que o novo estado necessitar (talvez isto seja o mais importante) De qualquer modo, da prespectiva da NATO e dos seus muitos aliados, o kosovo é importante porque é um aliado mediaticamente importante na zona, criando-se uma espécie de controlo político da Sérvia, que será sempre vista como má da fita se algo suceder (algo a que já estão habituados).
Na Georgia temos o facto de o pais ser aliado da NATO, e os estados separatistas aliados da Rússia. É o inverso, e isso é muito importante.
A NATO é vista pelos seus como a defensora da liberdade, uma maneira de os ocidentais gostarem mais deles mesmos, e não deixarão outros ficar com essa tarefa. Por outro lado, nunca deixariam um aliado da NATO desmoronar-se, e ameaçam, directa ou indirectamente, a Rússia, que anda a ameçar, talvez sem ameça real (fora as bombas atómicas), e os outros sabem isso.
Parece-me que neste braço de ferro entre os blocos ocidental e russo (uma coisa do passado que, infelizmente, está de volta), quem fica no maio continua a servir como peão, para ver quem tira mais contrapartidas do resultado.

São os meus cinco euros. Pode que não esteja a ver bem a coisa, mas, sinceramente, as questões étnicas e históricas servem apenas para disfarçar o jogo político e económico. 3 anos de Antropologia ensinaram-me isso. Se queremos ver a raiz desta questão não poderemos ignorar esta verdade.

Saudações!  :wink:
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 24, 2008, 07:23:08 pm
ja la vao uns mesinhos desde a independencia do kosovo, com a aprovação de 44 paises até ao momento, mas a sérvia, apesar de actualmente não mandar nada em território kosovar, mantém se firme na defesa da sua soberania daquele território. Que futuro para o kosovo? será que a sérvia vai invadir o territórios assim que a Nato sair de lá? ou será que vai baixar a cabeça e dizer que sim arriscando a novas independencias nos balcas, como a republica srpska, herzegovina ou vojvodina?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 24, 2008, 07:37:14 pm
Citação de: "Ataru"
ja la vao uns mesinhos desde a independencia do kosovo, com a aprovação de 44 paises até ao momento, mas a sérvia, apesar de actualmente não mandar nada em território kosovar, mantém se firme na defesa da sua soberania daquele território. Que futuro para o kosovo? será que a sérvia vai invadir o territórios assim que a Nato sair de lá? ou será que vai baixar a cabeça e dizer que sim arriscando a novas independencias nos balcas, como a republica srpska, herzegovina ou vojvodina?


A adesão ou não à UE é que vai determinar tudo.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 24, 2008, 07:39:10 pm
sim tambem creio SSK, mas... e até lá??? actualmente apenas a turquia, macedónia e croácia são estados candidatos, e apenas a croácia tema  sua entrada agendada, até a sérvia efectivamente entrar ainda vão passar uns quantos anos...
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 24, 2008, 10:48:21 pm
Eu acho que independência ao Kosovo é um erro... mas por um lado até tem uma coisa boa, é que em Espanha eles já não poderiam travar a independência da Catalunha, do País Basco e etc..
Título:
Enviado por: Kawa em Julho 26, 2008, 03:33:33 am
Citação de: "Naadjh"
Eu acho que independência ao Kosovo é um erro... mas por um lado até tem uma coisa boa, é que em Espanha eles já não poderiam travar a independência da Catalunha, do País Basco e etc..


Parece que aqui alguno tiene cierta obsesión patológica con España :twisted:
Título:
Enviado por: SSK em Julho 26, 2008, 10:42:50 am
E já agora Portugal com os Açores e a Madeira a pedir cada vez mais autonomia...

Deixem a Espanha em paz e preocupem-se em fazer crescer o nosso país!!!
Título:
Enviado por: Kawa em Julho 26, 2008, 02:12:53 pm
Citação de: "SSK"
E já agora Portugal com os Açores e a Madeira a pedir cada vez mais autonomia...

Deixem a Espanha em paz e preocupem-se em fazer crescer o nosso país!!!


No puedo estar más de acuerdo :wink:
Título:
Enviado por: AMRAAM em Julho 26, 2008, 03:24:07 pm
Citação de: "SSK"
E já agora Portugal com os Açores e a Madeira a pedir cada vez mais autonomia...

Deixem a Espanha em paz e preocupem-se em fazer crescer o nosso país!!!

Por fin,alguien sensato.. :wink:
Título:
Enviado por: legionario em Julho 26, 2008, 04:31:26 pm
A independencia do Kosovo é uma espinha cravada na Europa. O Kosovo é um ninho de viboras onde a mafia é governo ; é uma zona de "non droit", um paraiso de negociatas e para criminosos.
Pouca gente sabe que a independencia do Kosovo foi uma exigencia da Arabia Saudita ao socio Bush. A troco de quê ?
Ja na Bosnia (de maioria muçulmana), os arabes e os iranianos investiram na altura todos os seus recursos diplomaticos e outros para obterem um estado muçulmano no coraçao da Europa.
Nunca ouvi falar na imprensa de certas situaçoes a que assisti na Bosnia, por exemplo : os bosnios muçulmanos espalharam nas zonas residenciais servias, brinquedos de fabrico iraniano que na realidade eram engenhos explosivos destinados a rebentar nas maos das crianças . Admiram-se que apareçam Karadzic's ?
Primeiro a Bosnia, depois o Kosovo e finalmente teremos os turcos na europa. Para onde vamos ?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 28, 2008, 09:39:01 am
Estamos a abrir caminho para o terror e a abrir as pernas ao mundo árabe...
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 01:03:16 pm
Não percebo a vossa aversão por árabes, são pessoas como nós...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 28, 2008, 01:58:38 pm
Apesar de serem pessoas como nós gostava que visse a noticia a seguir

Citar
Suicide bombers have killed at least 47 people and wounded about 200 in attacks on crowds in the Iraqi capital Baghdad and the northern city of Kirkuk


http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7528117.stm (http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7528117.stm)

agora pergunto, será que não devemos estar com desconfiança dos muçulmanos.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 02:17:59 pm
Entendo pefeitamente o seu ponto de vista, no entanto nem todos os muçulmanos são radicais, a maioria.
O islamismo tem cerca de 1300/1400 anos, enquanto o Cristianismo vai nos seus 2000, quando o Crsitianismo ia nos 1300/1400, eramos acusados de ser uns monstros bárbaros, que matavam tudo o qur não era Cristão, através das Cruzadas e Inquisições.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 28, 2008, 02:23:09 pm
na minha noticia, o atentado foi realizado contra  muçulmanos por muçulmanos e não muçulmanos contra cristãos
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 02:25:19 pm
correcto, mas não se esqueça que nós também combatemos, católicos contra ortodoxos, católicos contra protestantes, os muçulmanos são xiitas contra sunitas, ou então é a al-qaeda a fazer o seu trabalho...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 28, 2008, 02:33:36 pm
Citação de: "Ataru"
correcto, mas não se esqueça que nós também combatemos, católicos contra ortodoxos, católicos contra protestantes, os muçulmanos são xiitas contra sunitas, ou então é a al-qaeda a fazer o seu trabalho...


mas também não se esqueça que estas duas vertentes dos islamismo, já se matam entre si desde da morte de Maomé, enquanto no nosso caso, as guerras não duram assim à tanto tempo.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 02:57:37 pm
Eles matam se mais que nós, então a verdadeira religião é a do tibete porque é a mais pacifica... não podemos ver as coisas assim...
Título:
Enviado por: legionario em Julho 28, 2008, 06:42:48 pm
Eu tenho a maior das admiraçoes pela civilizaçao arabe e um grande orgulho em que a cultura portuguesa tenha herdado tanto dos Arabes.

O problema é que o sistema de organizaçao social dos muçulmanos nao tem nada a ver com o nosso , dai os choques !   éh pa , isto nem merece que eu perca tempo a argumentar com quem nao percebe. Para mim é evidente a incompatibilidade dos dois sistemas , nao digo com isto que um é superior ao outro.

Até onde é que no seio da Europa vamos conciliar os dois sistemas ? Vamos aceitar a proposta do tonto do bispo angelicano que preconizou a Charia em Inglaterra?
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 07:28:48 pm
compreendo e concordo legionário, mas o que podemos nós fazer? Eliminar todos os muçulmanos da europa?
Título:
Enviado por: legionario em Julho 28, 2008, 07:45:37 pm
Citação de: "Ataru"
compreendo e concordo legionário, mas o que podemos nós fazer? Eliminar todos os muçulmanos da europa?



nada disso ! Mas quem vem para a europa, tem que se adaptar aos usos europeus.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 07:47:22 pm
certo então e quem vive na europa há séculos??? a maioria dos muçulmanos que hoje em dia vive na bulgária, kosovo, albânia, bósnia, etc... descende do império otomano e essas familias nunca sairam de la, que fazer com eles?
Título:
Enviado por: garrulo em Julho 28, 2008, 07:47:33 pm
No se trata de eliminar a nadie, solo mandarlos a casa,eso y con peores formas lo hicimos a finales del XV y principiosdel XVI.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 28, 2008, 07:49:08 pm
Citação de: "Ataru"
compreendo e concordo legionário, mas o que podemos nós fazer? Eliminar todos os muçulmanos da europa?


Podem me chamar xenófobo, mas quando alguém  vai viver para um país tem que se adaptar à cultura desse país mantendo é claro as suas raízes, não impondo a sua cultura à cultura do país onde se vai viver. Se o muçulmanos que ou outras culturas, não quiserem-se adaptar tem sempre duas hipoteses:

1- Ser reeducado
2- Expulso do país de acolhimento

Porque vai-se tornar num parasita, para a sociedade:
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 07:49:27 pm
lol garrulo então também "manda mos para casa" os africanos, chineses, sul americanos, etc...
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 07:51:18 pm
Nós aqui no nosso recanto á beira mar plantado nunca tivemos razão de queixa da nossa comunidade islâmica, os problemas na europa situam-se maioritariamente nos balcãs, onde há milhões de muçulmanos.
Título:
Enviado por: legionario em Julho 28, 2008, 08:01:37 pm
Citação de: "Ataru"
certo então e quem vive na europa há séculos??? a maioria dos muçulmanos que hoje em dia vive na bulgária, kosovo, albânia, bósnia, etc... descende do império otomano e essas familias nunca sairam de la, que fazer com eles?


E se todas as minorias muçulmanas que vivem na europa reclamarem estados independentes ? O critério "religiao" nao é valido para se reclamarem independencias, como foi o caso no Kosovo.

Nesse caso, os milhoes de cristaos que vivem no oriente (Turquia, Siria, Iraque, Egipto...) tambem têm o direito de pedir Estados independentes. E estes até têm boas razoes para isso, de tal maneira têm sido perseguidos por alguns regimes muçulmanos.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 28, 2008, 08:04:43 pm
penso que o kosovo tem razão para ter a independencia, não só não são servios mas sim albaneses, a sua religiao é outra e foram sempre perseguidos e massacrados desde a guerra
Título:
Enviado por: garrulo em Julho 28, 2008, 08:10:29 pm
Ataru, solo al os moros. Los hipanoamericanos son mis hermanos, hablan como tú o como yo, no quiero expulsar anadie mas.Solo a quienes no se integran,pretenden implantar su religión que no es algo privado si no que recorta mis derechos publicos.
Título:
Enviado por: Ataru em Agosto 13, 2008, 04:35:17 pm
entretanto o kosovo foi reconhecido por mais 2 paises, Belize e Colombia...
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 17, 2008, 07:17:03 pm
Ena...que progresso !!!!
agora so falta reconhecer as independencias daquela gente da Georgia...tambem têm direito, nao é verdade ?
Título:
Enviado por: Ataru em Agosto 17, 2008, 08:47:57 pm
não me cheira, mas têm direito a juntar-se á russia, isso sim.
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 17, 2008, 08:55:30 pm
Olha, os alemaes ja vieram dizer que aceitam a Georgia na OTAN ! estamos tramados !
Título:
Enviado por: Ataru em Agosto 17, 2008, 09:57:43 pm
A russia tambem tem de aceitar (de certa forma e verdade) e duvido que o faça, mais rapidamente, retomava os territorios da antiga URSS
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 17, 2008, 11:09:31 pm
quando mete potencias nucleares é sempre muito complicado ...
Título:
Enviado por: tyr em Agosto 18, 2008, 12:17:14 am
Se a Nato aceitar a Georgia como membro, a russia só tem duas opções, que são a retirada total do terreno georgiano ou desaparecerem do mapa (levando consigo parte da europa e america do norte).

Acho que os russos, ja estão fulos com as inesperadas repercuções diplomaticas (e possivelmente economicas (mas sempre de uma forma limitada, a massa e o petroleo têm muito peso)), se a georgia se tornar membro da nato, acho que o Metvedev e o Putin tornar se ão vitimas de um AVC.
Título:
Enviado por: Ataru em Agosto 18, 2008, 12:20:18 am
ou então começa a WWIII xD
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 18, 2008, 12:30:48 am
Durante a guerra fria dizia-se que «let's expect the russians also love their children».

Há um grande tumulto com o facto de a América ter tropas no Afeganistão e no Iraque e que isso torna impossível qualquer acção americana.

Alguém acredita que mesmo que não houvesse tropas no Afeganistão e no Iraque a América faria alguma coisa ?

O problema da Georgia não é o facto de haver americanos no Iraque ou no Afeganistão. O problema é a localização da Georgia.

Aliás, estive a fazer contas, e em caso de necessidade, os americanos poderiam fazer entrar tanques Abrams em Tbilisi em menos de 48 horas. Basta enviar os tanques para norte, atravessar o Curdistão e entrar na Georgia através da Turquia.
Portanto, presentemente, os americanos até têm bases melhor colocadas que se não estivessem no Iraque.

O problema é que de qualquer forma teria que existir uma razão forte para isso e a Turquia seria sempre peça absolutamente chave.

É sempre preciso ter cuidado evidentemente, porque os russos não querem perder a cara. Mesmo sem tropas no terreno os russos, hoje como ontem, temem a América. O caso da Georgia é o caso típico do cão que ladra muito.
Uma grande demonstração militar russa sobre um país pequeno, é tudo menos uma demonstração de força e coragem.

Aliás, se virmos bem e com olhos de ver, é exactamente o contrário.

Neste caso, considero que é mais importante a declarações de Angela Merkel e Sarkozy que as declarações do Bush.
Para mim, estas declarações é que embassaram os russos. Eles dizem que a Europa precisa deles, mas eles também precisam da Europa.

E depois há a questão do prestigio.
Mesmo com uma imprensa completamente censurada, os russos acabarão por saber que o país deles sofreu esta ou aquela sanção e vão perguntar, «...o que é que fomos fazer para a Georgia...»
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 18, 2008, 11:56:09 am
Citação de: "legionario"
Ena...que progresso !!!!
agora so falta reconhecer as independencias daquela gente da Georgia...tambem têm direito, nao é verdade ?


não...esses estão do lado dos "malvados" :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Agosto 25, 2008, 04:06:31 pm
Malta também ja reconheceu o kosovo elevando o numero de estado que reconhecem o kosovo para 47.
Entretanto a Russia torna-se o 1º país a reconhcer a independencia da Abkhazia e da Ossétia do Sul.
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 25, 2008, 09:04:48 pm
as consequencias da independencia do Kosovo ainda estao longe de ter acabado.
Título:
Enviado por: Rui Conceicao em Agosto 25, 2008, 09:15:37 pm
O kosovo é um erro, mas a Abkasia e a Ossétia também o são.
Só que estas vão passar na pratica a ser parte da Rússia.
Título:
Enviado por: Ataru em Setembro 16, 2008, 11:51:24 am
Agora foi Samoa a reconhecer o Kosovo, elevando para 48 o número de estados a reconhecer este país...
Já a Ossétia do Sul e a Abkhazia são reconhecidos apenas por Rússia e Nicarágua, mas especula-se que brevemente irão fazer parte da Russia.
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 16, 2008, 02:00:51 pm
Samoa

 :feliz:
Título:
Enviado por: Ataru em Setembro 16, 2008, 02:23:56 pm
Não deixa de ser um país e merece toda a nossa consideração.
Título:
Enviado por: André em Setembro 16, 2008, 02:58:08 pm
Citação de: "P44"
Samoa

 :feliz:


Nicarágua ...

:feliz: :mrgreen:
Título:
Enviado por: Ataru em Setembro 16, 2008, 07:44:26 pm
em relação á ossetia do sul e abkhazia nao acredito no seu futuro como paises independentes, o mais provavel e passarem a ser mais 2 provincias russas como a ossetia do norte.

ja o kosovo tem tudo o que é preciso para se tornar um pais independente, ainda que eu defenda mais a sua integração na Albania...

A ver vamos o que vai acontecer no futuro...
Título:
Enviado por: Ataru em Setembro 16, 2008, 07:53:56 pm
A ossetia do sul e abkhazia nao tem futuro como paises independentes, de certeza que se vao unir a russia...

ja o kosovo tem futuro para ser independente, mas na minha opiniao, deveria unir-se á albania...

a ver vamos o que o futuro lhes reserva...
Título:
Enviado por: JLRC em Setembro 16, 2008, 10:43:59 pm
Citação de: "Ataru"
ja o kosovo tem futuro para ser independente, mas na minha opiniao, deveria unir-se á albania...

a ver vamos o que o futuro lhes reserva...


Que futuro para ser independente tem o Kosovo? Ser governado por terroristas e pela máfia?
Título:
Enviado por: papatango em Setembro 16, 2008, 10:50:16 pm
Comparado com o governo da Rússia, o governo do Kosovo é gerido por santos directamente enviados do paraíso.
Isso não parece ter impedido a Rússia de ser governada...

Nenhum país se cria sem problemas, mas é evidente que o Kosovo tem pernas para andar que as duas regiões da Georgia não têm. Mas acima de tudo já a diferença entre os casos. As parecenças políticas não podem fazer esquecer que foi o comportamento dos Sérvios ao longo de anos, que provocou a declaração de independência.

A Ossétia do Sul é um país com 60.000 habitantes (não podemos contar com os georgianos que foram expulsos pelos russos), e não tem qualquer outro futuro que não seja a integração pura e simples no Reich.

Já a Abkhásia tem outro problema. É uma região com uma parte da população muçulmana e a independência é apoiada por sectores dentro da Turquia.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Setembro 17, 2008, 12:41:19 am
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Comparado com o governo da Rússia, o governo do Kosovo é gerido por santos directamente enviados do paraíso.

 :lol:   :lol:

Até me doi a barriga de tanto rir.......
Não encontro sequer palavras para isto.......
Título:
Enviado por: André em Setembro 17, 2008, 12:51:26 am
Citação de: "FoxTroop"
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Comparado com o governo da Rússia, o governo do Kosovo é gerido por santos directamente enviados do paraíso.
:lol:   :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 07, 2008, 07:25:36 pm
Portugal reconheceu o Kosovo!
São agora 49 os países que já reconheceram o Kosovo, 22 deles da União Europeia, faltando ainda o Chipre, Eslováquia, Roménia, Grécia e Espanha.
Título:
Enviado por: André em Outubro 07, 2008, 07:27:49 pm
Citação de: "Ataru"
Portugal reconheceu o Kosovo!
São agora 49 os países que já reconheceram o Kosovo, 22 deles da União Europeia, faltando ainda o Chipre, Eslováquia, Roménia, Grécia e Espanha.


Portugal reconhece independência do Kosovo

Portugal reconheceu hoje formalmente o Kosovo, tornando-se o 48º país do mundo e o 22º da União Europeia a reconhecer a independência da antiga província sérvia, declarada unilateralmente há quase oito meses

Portugal estava, até hoje, entre a minoria de países da União Europeia (UE) que não reconheceram a independência do Kosovo, declarada unilateralmente pelas autoridades albano-kosovares a 17 de Fevereiro e reconhecida nos dias imediatamente a seguir por mais de uma dezena de países, entre os quais Estados Unidos, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

Ao contrário dos restantes países da UE que ainda não reconheceram o Kosovo - Chipre, Eslováquia, Espanha, Grécia e Roménia -, Portugal não fundamentou as suas reservas em potenciais problemas internos de separatismo, mas numa questão de princípio de respeito pela lei internacional.

Desde Fevereiro, o governo português afirmou repetidamente ter «uma posição» sobre a questão mas que só a anunciaria no momento que entendesse adequado, tendo em vista a coerência com as posições assumidas anteriormente no contexto europeu e a obtenção do maior consenso possível no espectro político português.

Ao longo destes quase oito meses, não se registou esse consenso alargado dos partidos portugueses, a não ser em relação à decisão do governo de não ter pressa em assumir uma posição, elogiada por todos os partidos.

Quanto ao reconhecimento propriamente dito, PCP, Bloco de Esquerda e CDS-PP estão contra, enquanto o PS e PSD têm manifestado reservas em relação «a qualquer declaração unilateral de independência» sem no entanto afirmar especificamente se o apoiam ou rejeitam.

O Presidente da República, Cavaco Silva, também se pronunciou contra o reconhecimento do Kosovo, afirmando que se impunha uma avaliação cuidadosa da questão, tendo em conta a presença de um contingente militar português no Kosovo, e manifestado dúvidas quanto à legalidade da declaração unilateral.

A situação "sui generis" de Portugal no contexto europeu fez com que se tornasse um dos principais alvos das pressões internacionais para o reconhecimento, embora, segundo fontes diplomáticas, os argumentos portugueses tenham sido plenamente compreendidos pelos parceiros europeus e até pelos Estados Unidos, sobretudo depois das declarações de independência das regiões separatistas da Geórgia.

Essas pressões intensificaram-se com a aproximação da Assembleia-Geral da ONU, que iniciou trabalhos a 16 de Setembro, uma vez que a Sérvia, que sempre se opôs à independência do Kosovo e prometeu combatê-la por todos os meios políticos e diplomáticos, conseguiu colocar na agenda da Assembleia a votação de uma moção pedindo ao Tribunal Internacional de Justiça um parecer sobre a legalidade da declaração de independência.

Os responsáveis sérvios têm-se mostrado bastante optimistas quanto à aprovação dessa moção, para o que necessitam do voto favorável de uma maioria simples dos 192 Estados-membros da ONU.

Mas nada está garantido, até porque as consequências de um parecer que considere a independência como contrária à lei internacional vão da proibição de admissão do Kosovo nas organizações internacionais ao relançamento das negociações Sérvia-Kosovo sobre o estatuto do território.

Com a aproximação da votação, marcada para quarta-feira 8 de Outubro, e as indicações de que pelo menos uma grande maioria dos países membros da UE tenciona abster-se, Portugal viu-se perante a necessidade de escolher entre a solidariedade com os parceiros europeus ou a solidariedade com a Sérvia.

À margem da Assembleia-Geral, o presidente sérvio, Boris Tadic, reuniu-se com o chefe de Estado português e com o ministro dos Negócios Estrangeiros depois de, no início do mês, ter enviado uma carta a Cavaco Silva pedindo o apoio de Portugal na votação da moção sérvia.

Segundo fontes diplomáticas, Cavaco Silva informou nessa ocasião Boris Tadic da iminência do reconhecimento do Kosovo por Portugal.

Lusa
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 07, 2008, 07:29:27 pm
Obrigado pela noticia, André, são tantas que nem sabia se valia apena postar aqui no fórum  :lol:
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 08, 2008, 10:43:18 am
ena.... :roll:  o Mundo ficou sem palavras
Título:
Enviado por: Kawa em Outubro 09, 2008, 01:35:42 am
Citação de: "Ataru"
Portugal reconheceu o Kosovo!
São agora 49 os países que já reconheceram o Kosovo, 22 deles da União Europeia, faltando ainda o Chipre, Eslováquia, Roménia, Grécia e Espanha.


¿Para cuando el reconocimiento de la independencia de Abjazia, Osetia, Transnistria, Transilvania, Corcega, Kurdistan, Crimea, etc? ¿O sólo reconocen lo que  manda el amo de Washington? :roll:
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 09, 2008, 01:53:29 am
... Catalunha, Galiza, etc  :twisted:
Título:
Enviado por: Kawa em Outubro 09, 2008, 01:54:50 am
Citação de: "Cabecinhas"
... Catalunha, Galiza, etc  :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 09, 2008, 10:57:42 am
Citar
¿Para cuando el reconocimiento de la independencia de Abjazia, Osetia, Transnistria, Transilvania, Corcega, Kurdistan, Crimea, etc? ¿O sólo reconocen lo que manda el amo de Washington?


A Abkhazia e Ossétia do Sul serão incorporadas na Rússia, muito provavelmente tal como a Crimeia, onde a maioria da população é russa.
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 09, 2008, 02:23:27 pm
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18:47 | Quarta-feira, 8 de Out de 2008

Kosovo: Manuel Alegre lamenta decisão do Governo de reconhecer a independência
 
Lisboa, 08 Out (Lusa) - Manuel Alegre lamentou hoje a decisão do Governo português de reconhecer a independência do Kosovo, dizendo que "infelizmente" Portugal acabou por seguir a União Europeia, que nestes casos se tem comportado como "criada de servir" de Washington.

"Tenho pena que essa decisão tenha sido tomada", declarou o deputado do PS e ex-candidato presidencial à agência Lusa, no final do debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.

Segundo Manuel Alegre, "Portugal resistiu bastante e foi dos últimos países a reconhecer a independência do Kosovo, tendo sempre assumido uma posição moderada e ponderada, quer por parte do Governo, quer por parte do Presidente da República".

"Mas, infelizmente, Portugal acabou por seguir a Europa, que, como afirmou [o ensaísta] Eduardo Lourenço, nestes casos se tem comportado como criada de servir da administração norte-americana", disse.

Manuel Alegre considerou depois que a declaração unilateral de independência do Kosovo "foi um procedente gravíssimo".

"Portugal deveria ter tido uma posição pedagógica. Este caso provou que a União Europeia não tem um pensamento autónomo na sua política externa", acrescentou.

O Governo português comunicou terça-feira, formalmente, em carta enviada ao governo kosovar o reconhecimento da independência do Kosovo, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

"Na sequência de um amplo e diversificado conjunto de contactos prévios (...), foi esta tarde enviada uma carta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros ao seu homólogo do Kosovo onde se comunica que, com efeitos a partir desta data, o Governo Português reconhece formalmente a República do Kosovo como Estado soberano e independente", lê-se no comunicado, divulgado horas depois de Luís Amado ter anunciado a decisão no Parlamento.

PMF.

Lusa/fim
 
 
Lusa

 
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/419644 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/419644)
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 09, 2008, 02:29:32 pm
Eu lamento o Manuel Alegre estar num partido com o qual está sempre em desacordo  :lol:
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 09, 2008, 08:22:09 pm
Hoje foi a vez do Montenegro reconhecer o Kosovo...
Título:
Enviado por: Kawa em Outubro 09, 2008, 10:09:17 pm
Pues parece que hay bastantes dudas sobre esa independencia para que Serbia lograse 77 votos a favor en la ONU para que sea la Corte Internacional de Justicia la que diga si esa independencia es legal o no

http://www.france24.com/en/20081008-int ... -serbia-un (http://www.france24.com/en/20081008-international-court-justice-icj-kosovo-independence-serbia-un)

Citar
The UN General Assembly voted Wednesday to ask the International Court of Justice (ICJ) to rule on whether Kosovo's unilateral secession from Serbia is "in accordance with international law."
   
The vote in the 192-member assembly on a Serbian resolution seeking support for the referral was 77 in favor, 74 abstentions and six against.
   
The ICJ, the principal judicial organ of the United Nations which is based in The Hague, rules on disputes between sovereign states.
   
The resolution decided to request the ICJ to render an advisory opinion on the following question: "Is the unilateral declaration of independence by the Provisional Institutions of Self-Government of Kosovo in accordance with international law?"
   
Approval of the text by General Assembly required a simple majority.
   
Introducing the resolution, Serbian Foreign Minister Vuk Jeremic described it as a bid by his country "to defend its sovereignty and territorial integrity through diplomacy and international law."
   
"To vote against (the resolution) would be in effect to deny the right of any country now or in the future to seek judicial recourse through the United Nations system," he added ahead of the vote.
   
"This non-confrontational approach is highly principled and legitimate and  will serve to reduce tension in the region," he said.
   
Cyprus, Greece, Romania, Slovakia and Spain voted in favor but the 22 other members of the European Union, which have all recognized Kosovo's independence, abstained in the vote.
   
US delegate Rosemary DiCarlo, in explaining her no vote, said the text was "unnecessary and unhelpful."
   
Britain's UN Ambassador John Sawers, like many other speakers, reaffirmed his country's support for the ICJ but also noted that the "Serbian request is primarily for political rather than legal reasons."
   
"It is designed to slow down Kosovo's emergence as a widely recognized independent nation playing its part in the international institutions of the world," he added.
   
Some 48 countries, including 22 EU members and the United States, have so far recognized the decision by Kosovo's ethnic Albanian majority to declare unilateral secession from Belgrade on February 17.
   
But Serbia, which aspires to join the EU, still considers Kosovo one of its provinces and Russia, a veto-wielding member of the UN Security Council, has strongly backed its ally Belgrade in the dispute.
   
France's UN Ambassador Jean-Maurice Ripert, whose country currenty chairs the EU, said Paris was determined to help Serbia in its quest for a future within the pan-European bloc.
   
He also pointed out that the EU was keen to play a leading role in bolstering stability in the Balkans, notably through the deployment of the rule of law mission to Kosovo dubbed EULEX.
   
"France encourages the Serbian government to develop a constructive approach regarding EU efforts to contribute to peace and stability in the Western Balkans," Ripert told the assembly.
   
A Western diplomat, speaking on condition of anonymity, said one of the purposes of the resolution was "to park the Kosovo issue in (Serbia's) domestic politics in order for (the government) to pursue the strategic goal of joining the EU."
   
He said it could take the ICJ up to two years to make a ruling on the legality of Kosovo's independence.
   
Ethnic Albanian-majority Kosovo has been administered by the United Nations since 1999 when it was wrested from Belgrade's control in a NATO air war.
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 09, 2008, 11:24:21 pm
Agora foi a vez da Macedónia reconhecer o Kosovo, só falta a Bósnia-Herzegovina para todas as ex-republicas juguslavas, com excepção óbvia da Sérvia, para que todas o tenham feito.
Até agoram foram 51 os países que reconhceram o Kosovo, na sua maioria paises europeus, mas também outros importantes como EUA, Canadá, Austrália, Japão, etc...
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 20, 2008, 02:59:01 pm
Emiratos Árabes Unidos também já reconheceram o Kosovo, elevando a contagem para 51 (52 com Taiwan)
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 31, 2008, 06:33:02 pm
Agora foi a vez da Malásia, e vão 52(53)...
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 01, 2008, 10:36:24 am
ena tantos...para quem disse (em Fevereiro!) que já tinha a certeza de 100 reconhecimentos....acho que foi o chefe dos traficantes, o primeiro-ministro do kosovo
Título:
Enviado por: Ataru em Novembro 01, 2008, 02:02:27 pm
A brincar a brincar já lá vai mais de 1/4 do globo...
Título:
Enviado por: 123go em Novembro 28, 2008, 12:46:04 pm
Parece que vão haver mais Kosovos.

http://video.google.com/videoplay?docid ... 4403625746 (http://video.google.com/videoplay?docid=1451035544403625746)
Título:
Enviado por: Ataru em Novembro 28, 2008, 06:14:34 pm
Isso e um filme de mais de 1 hora, não podes resumir???
Título:
Enviado por: Ataru em Dezembro 06, 2008, 06:47:23 pm
Hoje foram os Estados Federados da Micronesia, a contagem já vai em 53 (54)...
Título:
Enviado por: Ataru em Janeiro 16, 2009, 12:45:24 pm
Hoje foi o Panamá e vão 54 (55)
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 16, 2009, 05:26:44 pm
Kosovo celebra amanhã 1º aniversário da independência

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fblogs.fayobserver.com%2Ffaytoz%2Ffiles%2F2008%2F02%2Fkosovo_flag.jpg&hash=a1c1e157229cac302efa2a24a8322734)

O governo kosovar concluiu hoje os preparativos para celebrar amanhã o primeiro aniversário da autoproclamação da independência de Kosovo, ao qual destinou 150 mil euros para festejar com dignidade, apesar do conflito com a minoria sérvia.

"Cada kosovar deverá sentir-se orgulhoso deste aniversário. Fizemos um grande trabalho neste primeiro ano", disse o primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci, após instar todos os cidadãos a celebrar o dia de terça-feira de forma digna.

Os líderes do jovem país reconhecido por 54 nações, entre as quais os EUA e a maioria dos membros da União Europeia, como Portugal, mostram-se convencidos de que Belgrado, apoiada pela Rússia recusa a soberania do que considera ainda a sua província, não poderá estragar a festa.

O primeiro ano de independência do Kosovo foi um sucesso, declarou hoje Thaci, numa entrevista à agência noticiosa norte-americana AP.

"O Kosovo tornar-se-á membro da NATO, da União Europeia e das Nações Unidas e será reconhecido pelo mundo inteiro", previu.

Nos dias estonteantes que se seguiram à declaração de independência, Thaci tinha prognosticado o rápido reconhecimento do Kosovo por pelo menos 100 países, embora até agora só 54 nações tenham reconhecido formalmente o novo país europeu e algumas sejam pequenos países como a Micronésia e as Ilhas Marshall que não têm grande influência global.

"Não é o número, mas o valor que representam", considerou Thaci em declarações à AP.

O primeiro-ministro kosovar disse ter recebido mensagens de felicitações pelo aniversário da independência do Presidente norte-americano, Barack Obama, e de outros dirigentes mundiais.

Lusa
Título:
Enviado por: cromwell em Fevereiro 16, 2009, 05:48:25 pm
Todos os países da europa ocidental reconheceram a independencia do kosovo, excepto..... :lol:
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Enviado por: Ataru em Fevereiro 16, 2009, 06:32:39 pm
lol boa indirecta cromwell  :twisted:
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Enviado por: tyr em Fevereiro 16, 2009, 07:39:37 pm
não é uma boa indirecta, pois infelizmente, todos os paises que reconheceram o kosovo, na pratica prostituiram-se ao regime americano da altura.
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 17, 2009, 12:55:41 pm
Citação de: "cromwell"
Todos os países da europa ocidental reconheceram a independencia do kosovo, excepto..... :no: FALSO ! nx2l1  :conf:
Título:
Enviado por: papatango em Fevereiro 17, 2009, 05:20:42 pm
Antes de pedir aos intervenientes para verificarem as suas fontes, talvez o teXou pudesse fazer a mesma coisa, nomeadamente verificando uma fonte muito simples chamada  MAPA DA EUROPA.

Aí você verificará que existem países na

Europa OCIDENTAL
Europa CENTRAL e
Europa de LESTE

Costuma-se dizer que pela boca morre o peixe :mrgreen:
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 17, 2009, 09:18:13 pm
Citação de: "papatango"
Antes de pedir aos intervenientes para verificarem as suas fontes, talvez o teXou pudesse fazer a mesma coisa, nomeadamente verificando uma fonte muito simples chamada  MAPA DA EUROPA.

Aí você verificará que existem países na

Europa OCIDENTAL
Europa CENTRAL e
Europa de LESTE
blx2x1

Europa ocidental (http://http) ... a de antes da WWII, a de EU+Islândia, Suíça, Liechtenstein, Andorra, Noruega, São Marino e Mónaco ou a da ONU (Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Liechtenstein, Luxemburgo, Mónaco, os Países Baixos e Suíça ?  :mrgreen:[/quote]
Isso é verdade.  :toto:
Título:
Enviado por: HaDeS em Fevereiro 26, 2009, 04:02:53 am
Um ano se passou e as condições de vida dos Kosovares não melhoraram praticamente em nada, continuam miseráveis.
Título:
Enviado por: Ataru em Fevereiro 26, 2009, 08:35:58 pm
Há uns dias Maldivas também reconheceram o Kosovo, elevando o número de reconhecimentos de 54 para 55 (56).
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 27, 2009, 09:48:52 am
ena tantos...para quem se gabava dias antes da "independência" que já havia mais de 100 (CEM!) países prontos a reconhecer a "independência" do enclave da NATO ...
Título:
Enviado por: Ataru em Março 10, 2009, 10:58:07 am
Hoje foi a República do Palau, mais um Estado da Oceania, elevando a contagem para 56 (57) países que reconhecem o Kosovo.
Título:
Enviado por: P44 em Março 10, 2009, 11:11:34 am
uau!  :roll:
Título:
Enviado por: legionario em Março 11, 2009, 07:44:05 pm
Alguem me sabe dizer se o Vaticano reconheceu essa coisa do Kosovo ?
Título:
Enviado por: Ataru em Março 11, 2009, 08:22:37 pm
Não ainda não, dizem que vão esperar pelo consenso da ONU.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 20, 2009, 05:54:26 pm
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Kosovo: Espanha anuncia retirada das tropas até ao fim do Verão

Istok, Kosovo, 19 Mar (Lusa) - A ministra da Defesa espanhola, Carme  Chacón, anunciou hoje a retirada até ao fim do Verão das tropas espanholas  no Kosovo, cuja independência a Espanha não reconhece.  

 

   A ministra fez este anúncio durante a primeira visita ao contingente  espanhol (632 militares) da força multinacional da NATO (KFOR) no território,  que declarou unilateralmente a independência da Sérvia em Fevereiro de 2008.  

 

   Carme Chacón indicou que a retirada das forças espanholas, presentes  no Kosovo há dez anos, será feita de forma gradual e em coordenação com  os aliados da NATO.  

 

   A ministra sublinhou que, apesar desta retirada, a Espanha continua  empenhada na paz e na estabilidade nos Balcãs.  

 

   A Espanha é um dos cinco membros da União Europeia (além de Chipre,  Grécia, Eslováquia e Roménia) que não reconheceu a independência do Kosovo,  já reconhecida por 56 países, incluindo Portugal.  
 

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Kosovo: Secretário-geral da NATO critica indirectamente a Espanha

Bruxelas, 19 Mar (Lusa) - o secretário-geral da NATO considerou hoje  prematura uma redução substancial da força da Aliança Atlântica no Kosovo  (KFOR), criticando indirectamente a decisão unilateral de Espanha de retirar  as suas tropas.  

 

   Jaap de Hoop Scheffer considera que "qualquer mudança significativa  na dimensão ou na estrutura da KFOR só deve ocorrer quando a Aliança tiver  determinado que estão preenchidas as condições políticas e de segurança,  e esse momento ainda não chegou", indicou a porta-voz adjunta da NATO, Carmen  Romero.  

 

   No início de Março, um diplomata na NATO indicara que a redução da KFOR,  com 15.450 efectivos, era admitida por vários dos 26 países membros da organização  e poderia ser analisada pelos ministros da Defesa durante a sua próxima  reunião em Bruxelas a 11 e 12 de Junho.    

 

   Sem esperar esta data, a ministra da Defesa espanhola, Carme Chacon,  anunciou hoje a retirada até ao verão dos cerca de 630 militares espanhóis  presentes no Kosovo, segundo notícias divulgadas pela imprensa espanhola.  

 

   Romero precisou que o secretário-geral da NATO, informado da decisão  espanhola por Chacon quarta-feira à noite, considerava que a retirada dos  espanhóis, estacionados no ocidente do Kosovo sob comando italiano, não  prejudica a capacidade da KFOR no cumprimento das suas missões de estabilização.  

 

 

   A Espanha é um dos cinco países da União Europeia que não reconheceram  a independência do Kosovo, território do sul da Sérvia, proclamada unilateralmente  a 17 de Fevereiro de 2008, mas Chacon não ligou a retirada das tropas espanholas  à posição diplomática de Espanha.  

 

   Os países da NATO são muito solicitados para numerosas missões no mundo,  seja sob a bandeira da Aliança Atlântica, como no Afeganistão, ou da ONU,  como no Líbano e no Chade.  

 

   A operação da União Europeia na Bósnia foi por essa mesma razão fortemente  reduzida o ano passado, passando de 7.000 par 2.500 militares.  

 

   Segundo um relatório oficial da NATO, a 27 Fevereiro passado os maiores  contingentes da KFOR eram os da Alemanha (2.854 soldados), a Itália (2.395),  a França (1.923), os Estados Unidos (1.494), a Turquia (762) e a Grécia  (685).  

 

   Os dirigentes albaneses do Kosovo declararam unilateralmente a independência  da Sérvia em 17 de Fevereiro de 2008, acto que já foi reconhecido por 53  países, incluindo os Estados Unidos e a maioria dos países da União Europeia,  incluindo Portugal.  

 

   A Sérvia opõe-se firmemente à proclamação de independência e considera  o Kosovo como uma província.  

 

   Desde o início de Dezembro de 2008 está em funções no Kosovo uma missão  europeia de justiça e polícia, denominada EULEX, que assumiu algumas das  funções da Missão da ONU (MINUK) que administrou o território desde o fim  do conflito entre forças sérvias e separatistas kosovares em 1999.    

 
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Kosovo: Espanha pede respeito pela sua posição de retirar tropas

Madrid, 20 Mar (Lusa) - A Espanha, que anunciou quinta-feira a retirada  das suas tropas do Kosovo, "pede que se respeite a sua posição", declarou  hoje uma fonte do governo.  

 

   "Respeitamos a posição dos outros países, mas ao mesmo tempo pedimos  que se respeite a nossa posição", declarou a mesma fonte, interrogada pela  agência noticiosa France Presse após críticas dos Estados Unidos.  

 

   Um porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood, indicou hoje que  os Estados Unidos estão "profundamente desiludidos" com a decisão de Espanha  de retirar o seu contingente da força multinacional dirigida pela NATO no  Kosovo (KFOR).  

 

   "Em 1999, os aliados da NATO acordaram um princípio: entramos todos  juntos, saímos todos juntos. Por isso ficámos surpreendidos com aquela decisão",  adiantou Wood.  

 

   Precisou que os Estados Unidos foram informados por Espanha "pouco antes"  do anúncio público da decisão quinta-feira, pela ministra da Defesa espanhola,  Carme Chacon.  

 

   O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, justificou  hoje a decisão, explicando que a região está estável e que a sua presença  perdeu "uma parte do seu sentido" com a declaração de independência do território,  que Madrid não reconhece.  

 

   "Há um ano (a 17 de Fevereiro), o Kosovo declarou unilateralmente a  sua independência e, como é bem conhecido, a Espanha não a reconheceu. Por  esta razão, o nosso papel naquele cenário perdeu uma parte do seu sentido,  sobretudo agora que a estabilidade na zona está melhor", disse no final  do Conselho Europeu em Bruxelas.  

 

   A vice-presidente do governo espanhol Maria Teresa Fernandez de la Vega,  por seu turno, assegurou que a Espanha informou há muito os seus aliados  da NATO da sua intenção de se retirar do Kosovo.  

 

   "Há vários meses que demos a conhecer a nossa posição sobre uma retirada  progressiva das nossas tropas e claro que os nossos aliados a conheciam",  referiu.  
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 22, 2009, 12:04:52 pm
Trapalhada...

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Polémica salida de Kosovo
España ofrece a EE UU más tiempo en Kosovo y más tropas para Afganistán
La retirada del contingente de la ex provincia serbia puede demorarse hasta un año - León atribuyó a Chacón la decisión de anunciar la retirada en su visita a las tropas
MIGUEL GONZÁLEZ - Madrid - 22/03/2009

Iba en visita de cortesía y acabó en labores de bombero. La delegación de La Moncloa que llegó el viernes a Washington se vio en la inesperada tesitura de tener que calmar a las autoridades estadounidenses, irritadas por el anuncio de la retirada unilateral de las tropas españolas en Kosovo.

Iba en visita de cortesía y acabó en labores de bombero. La delegación de La Moncloa que llegó el viernes a Washington se vio en la inesperada tesitura de tener que apagar la irritación de las autoridades estadounidenses ante el anuncio de la retirada unilateral de las tropas españolas en Kosovo. Y lo logró, según el secretario general de la Presidencia del Gobierno, Bernardino León, pues la Administración Obama "ha pasado página" a este episodio, que no debería enturbiar sus relaciones con el Gobierno de Zapatero.

La delegación española ofreció al consejero de Seguridad Nacional, el general James Jones, garantías de que la retirada se hará en estrecha coordinación con los países aliados y con los mandos militares sobre el terreno y se prolongará todo el tiempo necesario para que no se produzca ningún desajuste en la operación de la OTAN en Kosovo (Kfor). Hasta un año podrían seguir en Kosovo los soldados españoles, especialmente, para asegurar la protección de puntos sensibles como monasterios ortodoxos y enclaves serbios, según dijeron los representantes del Gobierno español en la reunión. A pesar de estos hechos, un portavoz de Defensa aseguró anoche que su departamento mantendrá el plazo para el repliegue fijado por la ministra Chacón: antes del final del verano.

Chacón se reunirá la próxima semana con el secretario general de la OTAN, Jaap de Hoop Scheffer, para pactar la retirada. Si ésta se demora tanto como sugirió la delegación enviada a Washington, podría coincidir con el paso a la tercera fase de la operación en Kosovo, que conlleva una fuerte reducción de tropas, y la decisión dejaría de ser unilateral.

La delegación de La Moncloa trasladó a Jones la disposición española a aumentar el compromiso con Afganistán, una vez que el presidente Obama exponga en la cumbre de abril de la OTAN su nueva estrategia para el país asiático, empantanado entre el narcotráfico y la insurgencia talibán. Aunque no se concretó la aportación, España estudia ofrecer un batallón para garantizar la seguridad de las elecciones presidenciales de agosto y aumentar la participación de la Guardia Civil en la formación de la policía afgana.

León acudió acompañado por el embajador en Washington, Jorge Dezcallar, y por el ex jefe de la cúpula militar Félix Sanz, amigo personal de Jones de la etapa en que éste era comandante supremo de las fuerzas aliadas en Europa. Se esperaba una entrevista cómoda, pues Jones -que hizo de anfitrión de los Reyes en su visita de febrero pasado a Florida- no oculta su simpatía por España. El objetivo era abrir canales de comunicación entre la Casa Blanca y La Moncloa, pero el anuncio de la retirada de Kosovo, realizado el jueves por Chacón, cambió el panorama. Antes de que León y Sanz se vieran con Jones, el portavoz de la Secretaría de Estado se mostró "profundamente decepcionado" por la decisión y agregó que se había enterado poco antes de hacerse pública.

León declaró ayer a la cadena SER que el primer roce entre la Administración de Obama y el Gobierno Zapatero "se podía haber evitado" si se hubiera explicado mejor la decisión. Recordó que la ministra ya dijo que la retirada se hará de forma "gradual y coordinada", pero admitió que quizá "esos adjetivos no sirvieron para explicar [la posición española] hasta el punto que hubiera sido necesario".

Lo relevante, en todo caso, no es lo que dijera Chacón ante las tropas en Kosovo, sino la información que se facilitó a los aliados por canales diplomáticos y militares.

Según fuentes gubernamentales, la decisión definitiva de anunciar la retirada se tomó el miércoles, en un despacho entre Chacón y Zapatero. Ese mismo día, Chacón llamó al secretario general de la OTAN para adelantarle la noticia que al día siguiente, mediante una carta a los aliados, oficializó el embajador español en el Consejo Atlántico, Carlos Miranda. La ministra también llamó al secretario de Estado de Defensa, Robert Gates, pero no pudo localizarlo, por lo que fue el secretario general de Política de Defensa, Luis Cuesta, el encargado de trasladar la noticia a través de la Embajada de EE UU en Madrid.

Estas primeras gestiones deberían haberse acompañado de una intensa campaña para explicar a los aliados las razones de la retirada y ofrecerles garantías de que se hará de forma que no cause disfunciones a la operación de la OTAN. A juzgar por los hechos, no se hizo así. Cuando el subsecretario para Europa del Departamento de Estado llamó por vez primera al embajador en Washington para pedirle explicaciones, éste no pudo darlas, pues no estaba informado. Fue a última hora del jueves cuando Exteriores distribuyó un telegrama a las embajadas en el que informaba de la decisión.

León atribuyó a Chacón la decisión de hacer el anuncio durante su visita a las tropas. Fuentes de Defensa confirmaron que la ministra se lo propuso así a Zapatero "porque creía que los soldados merecían ser los primeros en saberlo". Además, agregaron, la fecha se eligió teniendo en cuenta las necesidades del planeamiento militar, pues el repliegue, por la cantidad de material acumulado, debe prepararse con antelación y tenerse en cuenta para el relevo.

Lo sorprendente es que hasta los aliados más estrechos, como el ministro de Exteriores francés, se mostraran sorprendidos.

Fonte (http://http)




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Se ofrece una colaboración intensa en Afganistán

Marisa Cruz | Madrid
Actualizado domingo 22/03/2009 05:25 horas

El Gobierno aplaza 'sine die' la salida de las tropas españolas de Kosovo

El Gobierno ha mitigado la tensión con EEUU, provocada por la ministra de Defensa al anunciar por sorpresa la retirada de las tropas de Kosovo, con dos promesas hechas ante la Administración Obama.

La primera: la salida de los militares españoles de los Balcanes no tendrá fecha fija, se prolongará el tiempo que sea necesario para cumplir los objetivos de la misión y se adecuará a las decisiones de los comandantes sobre el terreno. La segunda: España "colaborará más intensamente" y "con todas las herramientas posibles" en la nueva estrategia que diseña Obama para Afganistán.

El secretario general de la Presidencia, Bernardino León, y el general de Ejército y alto representante militar para la Presidencia de la UE, Félix Sanz Roldán, fueron los dos hombres que La Moncloa mandató de urgencia para deshacer el embrollo ante el Consejero Nacional de Seguridad de Obama, el general retirado James Jones.

El asunto se había complicado excesivamente por el hecho de que la ministra Chacón no había logrado hablar en persona con el secretario de Defensa norteamericano, Robert Gates, para anticiparle el anuncio que pensaba hacer en los Balcanesy el embajador español no pudo ofrecer los datos que las autoridades norteamericanas le pedían por la sencilla razón de que él, como el ministro de Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, también desconocía la decisión de Chacón de anunciar la retirada de las tropas "antes de finales de verano".

Durante el encuentro, los representantes de Zapatero ofrecieron a Jones garantías de que la salida de las tropas de Kosovo se hará en completa coordinación con los aliados, dejando que los comandantes sobre el terreno decidan los momentos oportunos y que el plazo para la salida puede prolongarse cuanto sea necesario.

El propio Bernardino León explicó ayer en declaraciones a la Cadena Ser, a su regreso a España, que la decisión de anunciar la retirada fue de la ministra de Defensa. En su opinión, los adjetivos "gradual y coordinada" que utilizó Carme Chacón al hacer su anuncio "no fueron suficientes para explicar, hasta el punto que hubiera sido necesario, la voluntad de España de coordinar y prolongar la estancia de las tropas mientras sea necesario para cumplir los objetivos de la misión y hacerlo teniendo en cuenta la visión de los distintos comandantes sobre el terreno".

El secretario general de la Presidencia también se mostró convencido de que si todo se hubiera explicado bien desde el primer momento "sin ninguna duda" el Gobierno "se habría evitado" el malestar y las críticas de EEUU y de la OTAN, 15 días antes de que los aliados se reúnan en la Cumbre de Estrasburgo.

Fonte (http://http)



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EL GOBIERNO APLAZA LA SALIDA DE KOSOVO

Ni Moratinos ni los embajadores en EEUU y la OTAN conocían la retiradaSegún revelan este domingo El Mundo y El País, una de las promesas hechas a EEUU para calmar el enfado de Obama fue que las tropas se quedarían, al menos, un año. La descoordinación en el Gobierno fue total. León responsabilizó este sábado de las críticas a Chacón.

(Libertad Digital) Los datos que aportan este domingo los diarios El Mundo y El País sobre lo ocurrido desde que se tomó la decisión sobre Kosovo hasta que Bernardino León trató de calmar a la Administración estadounidense resultan demoledores: la descoordinación entre Defensa y Exteriores fue total y terminó de desencadenar la dura reacción de EEUU tras el precipitado anuncio de la salida de la ex provincia serbia.

Cuando el pasado jueves Carme Chacón aprovechó la visita a las tropas para anunciar la retirada, ni Miguel Ángel Moratinos, ni el embajador en EEUU, Jorge Dezcállar, ni el representante español en la OTAN, Carlos Miranda, habían sido avisados de la decisión del Gobierno. León y Félix Sanz Roldán, que estaban de viaje a Washington para reunirse con el consejero de Seguridad Nacional, James Jones, en una reunión concertada hace tiempo, conocieron la noticia cuando hicieron escala en las Azores.

Dezcállar, revela El País, no pudo por tanto dar explicaciones al Departamento de Estado estadounidense cuando éste se enteró de la repentina salida de las tropas españolas porque no estaba informado de ello. Fuentes de Exteriores citadas por El Mundo apuntan que pasó un "mal trago". Algo similar le ocurrió a Miranda: cuando Jaap de Hoop Scheffer, secretario general de la OTAN, le pidió más datos después de recibir la llamada de Chacón, Miranda no pudo dárselos: no los tenía. Desde el Gobierno alegan que la ministra no pudo hablar con él porque el embajador estaba viajando en avión desde Afganistán.

El ministro de Exteriores también desconocía por completo la retirada de las tropas. De hecho, hace sólo dos semanas, el 5 de marzo, defendió ante sus homólogos de los países aliados que no había intención de sacar a los soldados de Kosovo, cuenta El País citando una fuente que conoce el contenido de la reunión.

Al parecer, fue el miércoles cuando se decidió que las tropas saldrían de Kosovo. La tomaron José Luis Rodríguez Zapatero y Carme Chacón, según las fuentes gubernamentales citadas por el diario de Prisa. Fue la ministra la que al parecer quiso que las tropas fueron las primeras en enterarse. La razón que esgrimió, según Defensa, que los soldados "merecían ser los primeros en saberlo".

La retirada se retrasa

Por otro lado, la manera en que se ha conseguido que el Gobierno de Obama "pase página", según proclamó este sábado Bernardino León, han sido dos promesas: la de que las tropas se quedarán el tiempo que sea necesario para coordinarse con el resto de efectivos y que nuestro país colaborará con Obama en su nueva estrategia en Afganistán, lo que, probablemente, supondrá el envío de más militares. El País apunta a que las tropas en Kosovo permanecerán un año más; El Mundo habla de un aplazamiento "sine die" de la salida.

Tras la publicación de estas informaciones, fuentes del Gobierno han indicado a Efe que la decisión de retirar las tropas es "firme", pero el Ejecutivo se muestra dispuesto a que pueda haber una "cierta flexibilidad" en el plazo previsto inicialmente y que fue fijado para antes de que finalice el verano por la ministra de Defensa.

Esta posibilidad, según han informado las mismas fuentes, se planteará en una reunión que mantendrán la próxima semana Chacón y el secretario general de la OTAN, Jaap de Hoop Scheffer, para coordinar esa operación.

Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: MARIA JOSE em Março 22, 2009, 01:10:36 pm
Además de malos, son chapuceros.
Título:
Enviado por: Hoomer Simpson em Março 23, 2009, 12:40:25 pm
Naô comcordo nas formas, mais si no fundo... Se a Espanha naô reconheze a independencia do Kosovo ¿Que sentido ten sostela co seus soldados?.
"Entramos juntos, saímos juntos" si, mais entramos, por se algum esqueceu, en territorio Serbio e teriamos que sair de territorio serbio, naô dun novo estado. A NATO esta a servir os intereses USA, que deste jeito reduze o poder da Serbia, tradicional aliado de Russia. Naô "entramos" para soster a indemepdencia de Kosovo, só para parar un genocidio...
Um saúdo
Título:
Enviado por: Lancero em Março 23, 2009, 02:23:04 pm
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Kosovo: Retirada de tropas espanholas é decisão ®firme¯ - Ministra da Defesa

Madrid, 23 Mar (Lusa) -- A ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, afirmou hoje que a retirada dos militares espanhóis do Kosovo é uma decisão "firme" e tomada por "todo" o governo.  

 

    Em conferência de imprensa explicou que o grosso das tropas regressará a Espanha antes de Setembro e que o calendário de saída será finalizado num encontro quinta-feira que manterá com o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer.  

 

    Chacón sublinhou que a retirada será "escalonada e com flexibilidade" e que uma unidade militar ficará no Kosovo até à fase seguinte da missão da NATO.  

 

    Frisando que a decisão é "inamovível", Chacon recordou que sobre o território do Kosovo há duas operações, uma antes da declaração de independência e outra posterior.  

 

    Espanha "não vai participar em nenhum caso" na operação posterior porque não reconheceu o Kosovo com um Estado independente, disse.  

 

    As declarações de Chacon foram proferidas pouco depois do ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol ter garantido que conhecia a decisão de retirada das tropas espanholas do Kosovo, negando haver "divergências" entre o seu Ministério e o da Defesa sobre esta matéria.  

 

    Em declarações aos jornalistas na Coreia de Sul, onde se encontra de visita, Miguel Angel Moratinos reiterou que se tratou de uma decisão "tomada pelo governo" e sobre a qual "não houve qualquer divergência" entre os Ministérios.

 

    "As decisões que se tomam, explicam-se e executam-se", disse.  

 

    Alguns jornais espanhóis alegaram hoje que a decisão da retirada das tropas espanholas não contou com o apoio do chefe da diplomacia, que só foi informado posteriormente e quando ainda não tinham sido enviadas instruções para as embaixadas.  

 

    O embaixador espanhol em Washington afirmou não ter informação para dar às autoridades norte-americanas sobre a decisão, um dia depois de ser conhecida publicamente.  

 

    A pressão dos Estados Unidos terá levado o governo espanhol a esclarecer que o processo de retirada das tropas será feito sempre em negociação com a NATO, podendo durar até 12 meses ainda que o grosso das tropas regresse a casa até ao Verão.  

 

    Moratinos explicou hoje que sábado conversou com a homóloga norte-americana, Hilary Clinton, que  entendeu a posição espanhola tomada em coerência com a decisão de não reconhecer a independência do Kosovo.  

 

    Para o líder do Partido Popular (PP, oposição), Mariano Rajoy, a decisão de abandonar a missão no Kosovo "gerou um problema de consequências incalculáveis".

 

    Reagindo à decisão e em declarações em Navarra, Rajoy comentou o que disse ser "um espectáculo" que "não é próprio de um governo normal".  

 

    "Dá a sensação de que o governo de (José Luis) Rodriguez Zapatero ainda não aprendeu a governar e isso é sem dúvida de enorme gravidade", disse.

 

    "Errou na forma e nos tempos, estão desorientados dentro do governo. Surpreenderam a NATO e todos os nossos aliados", disse ainda.  

 

    Já o porta-voz da Esquerda Unida (IU, oposição), Gaspar Llamazares, considerou que a decisão é positiva ainda que tenha sido mal gerida.  

 

    A Espanha é um dos cinco membros da União Europeia (além de Chipre, Grécia, Eslováquia e Roménia) que não reconheceu a independência do Kosovo, já reconhecida por 56 países, incluindo Portugal.  
Título:
Enviado por: Lancero em Março 23, 2009, 10:12:51 pm
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Kosovo: Governo pede a Conselho de Segurança da ONU fim de missão no território

Nova Iorque, 23 Mar (Lusa) - O governo do Kosovo pediu hoje ao Conselho  de Segurança das Nações Unidas para que termine com a missão que há dez  anos tem a responsabilidade de administrar o território balcânico em nome  da comunidade internacional.  

 

   O ministro kosovar dos Negócios Estrangeiros, Skender Hyseni, referiu  na reunião do órgão máximo da ONU que a presença da missão das Nações Unidas  é desnecessária, passado um ano sobre a declaração unilateral de independência  relativamente à província sérvia.  

 

   A posição do governo kosovar é conhecida no mesmo dia em que um grupo  de 190 militares do Exército português partiu de manhã para o Kosovo para  garantir a segurança da população e a estabilidade no território, dando  continuidade ao trabalho desenvolvido pelos contingentes anteriores no quadro  da intervenção da NATO.  
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Enviado por: legionario em Março 24, 2009, 07:31:42 pm
O Kosovo ja é um dos principais centros de crime organizado na europa, imagino que sem a ONU, as coisas so podem melhorar...:)

Esta asneira que fizeram com a independencia do Kosovo, vamos paga-la bem cara e durante muito tempo.
Título:
Enviado por: HaDeS em Março 24, 2009, 07:44:38 pm
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Na Sérvia, sirenes antiaéreas lembram 10 anos de bombardeios da Otan

Snezana Stanojevic.

Belgrado, 24 mar (EFE).- Sirenes antiaéreas soaram hoje por toda a Sérvia para lembrar o décimo aniversário do início dos bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que mataram mais de três mil pessoas e acabaram com o domínio sérvio sobre o Kosovo, província que se declarou independente no ano passado.

O Governo sérvio lembrou a data durante solenidade em Belgrado, a qual começou com um minuto de silêncio em memória dos mortos nos 78 dias de bombardeios.

O primeiro-ministro sérvio, Mirko Cvetkovic, disse que "o bombardeio teve consequências danosas para a Sérvia, para a região e para as relações políticas no mundo" e acrescentou que seu país "não pode esquecer esses dias trágicos".

"Pelo futuro de nossos filhos, não podemos permitir nunca que algo assim se repita. As vítimas, o passado e o futuro nos obrigam a isso", disse Cvetkovic.

Às 12h locais de hoje (8h de Brasília), vários ministros sérvios colocaram arranjos de flores em diferentes regiões do país atingidas pelas bombas e em monumentos às vítimas em Belgrado e outras cidades como Aleksinac e Nis.

Empresas, escolas e as principais instituições públicas também pararam para prestar uma homenagem às vítimas com um minuto de silêncio.

Os bombardeios começaram em 24 de março de 1999 após um suposto massacre sérvio em Racak (Kosovo) e o fracasso das negociações em Rambouillet (França) entre a Sérvia, então sob o poder do autoritário líder Slobodan Milosevic, e a cúpula albano-kosovar.

A campanha aérea da Otan não contou com a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Enquanto na Sérvia - onde o sentimento antiocidental continua forte - os bombardeios costumam ser tidos como crimes de guerra, os albano-kosovares veem a ação da Otan como o princípio do fim da dominação sérvia no Kosovo.

Como consequência dos bombardeios, Milosevic se viu forçado a retirar todas as suas tropas do Kosovo. Além disso, cerca de 200 mil civis sérvios residentes nessa província foram expulsos pelos albano-kosovares.

Após nove anos de administração internacional, o ex líder guerrilheiro e agora primeiro-ministro kosovar, Hashem Thaçi, proclamou em fevereiro do ano passado a independência unilateral do Kosovo, algo que a Sérvia não reconhece e rejeita com veemência.

Apenas 56 países reconheceram desde então a soberania kosovar, entre eles as principais potências ocidentais.

Entretanto, nações de destaque no cenário internacional não reconhecem o Kosovo como país, como Brasil, Espanha, Índia, Rússia e China.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores russo, Andrei Nesterenko, declarou hoje que Moscou considera os bombardeios da Otan como ato de agressão contra um Estado soberano e pede que fatos similares sejam evitados no futuro.

Em comunicado publicado na site da Chancelaria, Nesterenko acrescentou que "a operação militar da Otan foi uma demonstração de uma política de força unilateral e um menosprezo aos princípios coletivos para a resolução de problemas internacionais".

O porta-voz lembrou que "esta ação, conduzida sob o pretexto de evitar uma catástrofe humana, provocou uma onda de refugiados que não puderam retornar aos seus lares, causou vítimas entre a população civil, destruiu totalmente a infraestrutura civil e os sistemas vitais do país".

O comunicado russo ainda diz que os passos posteriores dados pelos participantes da operação da Otan transcorreram com base "em uma lógica errônea de justificativa de suas ações e de incentivo ao extremismo albano-kosovar".

O porta-voz completou dizendo que tudo isso "não completa nem de longe a lista de consequências da política implantada como resultado da proclamação unilateral da independência da região contra as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

Segundo as autoridades sérvias, os bombardeios vitimaram cerca de mil membros da Polícia e do Exército, além de quase 2.500 civis, entre eles 89 crianças, e feriram 12.500 pessoas.

Entidades como a ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch situam o número de civis mortos em quinhentos.

As bombas da Otan destruíram 148 imóveis e 62 pontes, enquanto que cerca de 300 escolas, hospitais e outros edifícios foram seriamente danificados, assim como 176 monumentos históricos.

Além disso, um terço da capacidade elétrica do país e duas refinarias foram destruídas.

No total, os danos materiais chegam a quase US$ 30 bilhões, e as seqüelas da guerra continuam visíveis em várias cidades sérvias.

Ainda persiste o perigo do contato com bombas de fragmentação e com munição contendo urânio empobrecido, o que torna impossível avaliar os efeitos a longo prazo sobre a saúde pública.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2 ... 37378.jhtm (http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/03/24/ult1808u137378.jhtm)[/quote][/b]
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 07, 2009, 09:48:10 pm
Hoje foi a vez da Gâmbia, passam assim a ser 57 (58) os países que reconhecem o Kosovo.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Abril 09, 2009, 01:38:14 pm
Para os que defenderam que tadinhos dos kosovares eram perseguidos pelos mauzões dos servios.

http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=11 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373480&idCanal=11)

Não deixa de ser engraçado que durante a minha estadia por aqueles sítios foi isto que vi, mas agora como é a BBC a dize-lo já acreditam  :evil:
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 20, 2009, 04:51:48 pm
Hoje a Arábia Saudita reconheceu o Kosovo já são 58 (59) os países que reconhecem o mais recente país do Mundo, que está prestes a alcançar 1/3 de todos os países do planeta.
Título:
Enviado por: P44 em Abril 20, 2009, 08:09:04 pm
Citação de: "Ataru"
Hoje a Arábia Saudita reconheceu o Kosovo já são 58 (59) os países que reconhecem o mais recente país do Mundo, que está prestes a alcançar 1/3 de todos os países do planeta.

epa, vou já lançar os foguetes :mrgreen:

já deve estar no guiness
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 20, 2009, 08:16:17 pm
nao sei porque e que alguns de voces gozam tanto com o Kosovo.
Título:
Enviado por: P44 em Abril 21, 2009, 10:31:50 am
Citação de: "Ataru"
nao sei porque e que alguns de voces gozam tanto com o Kosovo.


eu também não percebo o porquê do colega o levar tão a sério
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 21, 2009, 02:29:38 pm
Porque é que eu levo o Kosovo a sério???

Bem, porque é um facto puro e simples, o Kosovo existe á pouco mais de um ano e é dos poucos países que não pertencendo á ONU tem um amplo reconhecimento internacional, a par da Palestina ou Sahara ocidental, e ao invés da Transnistria, Abkhazia ou a Somalilândia. Que são de facto independentes mas poucas entidades os reconhecem.

O Kosovo é uma questão internacional, que a bem ou a mal é muito contorversa.

Mas eu sei que querem saber porque é que eu apoio o Kosovo como independente. A resposta é simples, não apoio nem deixo de apoiar, simplesmente acredito na autodeterminação dos povos. Para mim o País Basco o Tibete ou a Escócia, têm muitos mais fundamentos para serem independentes que o Kosovo, mas o Kosovo conseguiu o que queria, espero que os restantes também consigam.

A título de curiusidade, descobri á pouco tempo que a ilha de Bougainville irá realizar um referendo para a independência da Papua Nova Guiné nos próximos anos. A ver vamos o que vai acontecer...
Título:
Enviado por: TOMSK em Abril 21, 2009, 02:44:03 pm
Citação de: "Ataru"
A resposta é simples, não apoio nem deixo de apoiar, simplesmente acredito na autodeterminação dos povos.

Apoias à autodeterminação dos povos e depois tens uma assinatura a dizer:

Citar
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe


 :?:

Alguma coisa não bate certo...
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Abril 21, 2009, 02:47:34 pm
Deixe estar caro TOMSK, o que vale é que eles vêm cá todos parar  :lol:
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 21, 2009, 06:31:14 pm
Tem toda a razão Tomsk, e passo a explicar, eu acredito na autodeterminação dos povos na medida que têm fundamentação, sem fundamentação sólida não há direito á independência, Para mim há muitos países que não deveriam existir, outros deveriam e não existem, e há ainda territórios que deviam estar unidos ao seu verdadeiro país, daí eu apoiar um "Greater Portugal" ou "Greater Germany" e apoiar a união da Roménia e Moldávia e a repartição da Bélgica.
Título:
Enviado por: Roque em Abril 21, 2009, 07:28:59 pm
Citar
ainda territórios que deviam estar unidos ao seu verdadeiro país, daí eu apoiar um "Greater Portugal"


Sen dúbida Galicia debería unirse a Santo Tomé, ambos países comparten séculos e séculos de historia...
 :roll:

Por certo ¿Por qué Greater Portugal e non Greater Galicia ou o invento ese de "Portugaliza"? Que eu sepa foi Portugal quen surxiu a partir do reino de Galicia.
Título:
Enviado por: JLRC em Abril 21, 2009, 08:40:00 pm
Citação de: "Ataru"
Tem toda a razão Tomsk, e passo a explicar, eu acredito na autodeterminação dos povos na medida que têm fundamentação, sem fundamentação sólida não há direito á independência, Para mim há muitos países que não deveriam existir, outros deveriam e não existem, e há ainda territórios que deviam estar unidos ao seu verdadeiro país, daí eu apoiar um "Greater Portugal" ou "Greater Germany" e apoiar a união da Roménia e Moldávia e a repartição da Bélgica.


De vez em quando aparece cada cromo  :oops:
Título:
Enviado por: P44 em Abril 23, 2009, 10:20:23 am
Citar
apoiar a união da Roménia e Moldávia e a repartição da Bélgica.


uns é para unir e outros para desunir???...tá bem....
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 23, 2009, 03:53:13 pm
Sim pois a Roménia e a Moldávia partilham por exemplo uma língua latina, para mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Movement_f ... nd_Moldova (http://en.wikipedia.org/wiki/Movement_for_the_unification_of_Romania_and_Moldova)

E em relação á bélgica, todos sabem que metade fala frances e a outra metade flamengo (perto do holandes) e também têm uma parte alemã mas muito pequena, para mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Partition_of_belgium (http://en.wikipedia.org/wiki/Partition_of_belgium)
Título:
Enviado por: P44 em Abril 24, 2009, 10:18:54 am
por essa ordem de ideias do mais simplista que há, tb deviamos "unificarmo-nos" com a Roménia e a Moldávia
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 24, 2009, 11:54:32 am
Não pois o romenos e o português apesar de serem da mesma família são primos afastados, já a Galiza é sem dúvida um irmão (ou irmã neste caso)
Título:
Enviado por: Roque em Abril 24, 2009, 09:15:27 pm
Inda sigo a esperar a resposta ás miñas observación sr Ataru
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 24, 2009, 09:22:37 pm
A questão não é São tomé unir-se á galiza mas sim ambos se unirem a Portugal, e além disso a galiza também não tem nada a ver com ceuta ou o pais basco com a andalusia...
Título:
Enviado por: Roque em Abril 25, 2009, 10:09:22 am
Citar
A questão não é São tomé unir-se á galiza mas sim ambos se unirem a Portugal,

É dicir ¿Portugal sería o nexo de unión ou a "ponte" entre Galicia e Santo Tomé?


Citar
e além disso a galiza também não tem nada a ver com ceuta

Nada que ver excepto 5 séculos de historia

En canto ao País Vasco sorprenderalle saber que eu convivín cun vasco, aquí en Galicia, durante anos e sen saber os seus orixes,  para ser tan distintos parece que pasan bastante desapercibidos.
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 18, 2009, 07:31:49 pm
Comoros reconheceram hoje o Kosovo, elevando a contagem para 59 (60) paises que reconhecem a nação soberana do Kosovo.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 18, 2009, 08:53:38 pm
porreiro pá!

É superpotência uma atrás da outra.
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 18, 2009, 08:56:27 pm
Grão a grão enche a galinha o papo...
Título:
Enviado por: P44 em Maio 18, 2009, 08:57:27 pm
Citação de: "Ataru"
Grão a grão enche a galinha o papo...


daqui a uns anitos é capaz de chegar aos tais 100 que apregoavam á ano e meio  c34x
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 18, 2009, 09:01:36 pm
Depende do resultado da ONU, a maioria dos países tá a espera da sua decisão, se for a favor fica feito... De qualquer forma são um país que é soberano, tal como muitos outros que não têm reconhecimento total mundial, transnistria, nagorno-karabahk, somalilândia, taiwan, palestina...
Título:
Enviado por: P44 em Maio 19, 2009, 08:59:38 am
pontos de vista. Relembro que essa "entidade" declarou a "independência" á revelia da ONU, e a mando do seu patrão de então, o George W bush!

Eu acho que o kosovo é e continuará a ser "ad eternum" território sérvio, roubado á Sérvia pela NATO a mando dos EUA, com o objectivo de enfraquecer o aliado tradicional da Rússia nos Balcãs, e ter uma testa de ponte nessa zona para futuras acções militares.

(Não é á toa que no Kosovo existe uma das maiores bases militares do "ocidente")

Além de que o kosovo é governado por traficantes de droga e criminosos de guerra (ah, espera...só os sérvios é que são maus!)
Título:
Enviado por: legionario em Maio 19, 2009, 12:12:02 pm
Nem mais , caro P44 !
Ainda nao percebi muito bem porque razao Portugal fez  o jogo do criminoso de guerra Bush e reconheceu a independencia do Kosovo, apesar das reticencias iniciais do nosso governo e do presidente da républica .
Mais uma vez se vê quem manda em Portugal :(
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 19, 2009, 02:12:46 pm
O Obama também apoia o Kosovo, ele também é "criminoso de Guerra"? xD
Título:
Enviado por: André em Maio 19, 2009, 04:03:31 pm
Neste momento há um massacre a acontecer no Sri Lanka contra o povo tamil, mas como os EUA não estão metidos, tá tudo caladinho, os tipos do governo do Sri Lanka esses sim é que são os criminosos de guerra ...  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 19, 2009, 04:58:54 pm
Tens toda a razão André, ainda que os Tigres Tamil não sejam nenhuns anjinhos, o governo cingalês provou que pode ser bem pior.
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 19, 2009, 08:50:54 pm
Hoje foi a vez do Bahrain reconhecer o Kosovo, são agora 60 (61 se contarmos com Taiwan) o número de Estado que reconhecem o Kosovo como nação soberana independente.
Título:
Enviado por: André em Maio 21, 2009, 09:26:37 pm
EUA consideram prioritário sucesso de Kosovo independente


Os Estados Unidos consideram prioritário o sucesso de um Kosovo independente, sublinhou esta quinta-feira em Pristina o vice-Presidente norte-americano, Joe Biden, convidando as autoridades kosovares a construirem uma sociedade verdadeiramente multiétnica.
"O sucesso de um Kosovo independente é uma prioridade da nossa administração e do nosso país", declarou Biden durante um discurso no parlamento kosovar frequentemente interrompido por ovações dos deputados.

"A vossa independência é irreversível", disse ainda, considerando que esta independência, proclamada unilateralmente a 17 de Fevereiro de 2008, constitui "a única opção viável para a estabilidade da região".

Enquanto senador, Biden foi um influente partidário da independência do Kosovo.

O vice-Presidente norte-americano apelou às autoridades kosovares para se mobilizarem para fortalecerem as instituições do novo Estado, enfrentarem os desafios económicos e reforçarem o Estado de direito, assim como uma sociedade multiétnica no Kosovo.

"O governo (kosovar) registou progressos consideráveis durante o primeiro ano (após a independência). Mas o elemento principal continua a ser a construção de uma sociedade realmente multiétnica", tinha sublinhado Biden um pouco antes, depois de ter recebido a mais alta distinção kosovar, a Medalha da Liberdade.

No mesmo sentido, Biden aproveitou a visita ao mosteiro ortodoxo de Decani, no sudoeste do Kosovo, para homenagear os religiosos do local que acolheram refugiados albaneses que fugiam das tropas sérvias durante o conflito do Kosovo, em 1999.

A minoria sérvia do Kosovo, cerca de 100 000 pessoas numa população total de dois milhões, recusa reconhecer a independência do Kosovo e vive à parte, sobretudo no norte do Kosovo e em enclaves, ignorando as autoridades de Pristina.

Biden é o mais alto dignitário dos Estados Unidos que visita o Kosovo desde a proclamação da independência.

Antes, o vice-Presidente norte-americano esteve na Bósnia e na Sérvia, que considera o Kosovo uma província.

Esta quinta-feira à noite, Biden visita os soldados norte-americanos da base de Bondsteel e deixa o Kosovo amanhã.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Maio 21, 2009, 10:33:27 pm
Tanta pressa para reconhecer o Kosovo e nao se percebe porque nao reconhecem os EUA (e a ONU e os outros paises) , a independencia da Palestina...
Os palestinos constituêm uma verdadeira naçao e vivem num territorio que é o dos seus antepassados desde à milhares de anos ; ...sendo que parte da sua patria esta ocupada pelos judeus .

Algum iluminado pro-americano que me explique por que razao se reconhece o Kosovo e nao se reconhece a Palestina ?
Título:
Enviado por: legionario em Maio 21, 2009, 10:44:56 pm
Queria tambem interpelar aqui os defensores do Kosovo independente ; os kosovares sao etnicamente do mesmo grupo dos sérvios (até falam a mesma lingua), a unica coisa que os distingue é a religiao. Por que razao nao ouvi aqui uma unica voz em defesa das minorias cristas no médio-oriente ?
Porque razao  aqui , com a mesma argumentaçao que se defende o Kosovo independente, nao se defende tambem a criaçao dum estado cristao independente no Libano, Siria, Iraque...donde as minorias cristas têm sido sistematicamente deportadas, perseguidas ou assassinadas ? Alguem sabe quantos cristaos viviam nesta regiao no principio do século XX, e quantos la vivem agora ? é questao para refletir !

No Kosovo nao havera paz nunca mais. Assim que as autoridades de Pristina quiserem impôr a autoridade do (seu) estado à minoria sérvia, esta vai para as montanhas fazer guerrilha...e com todo o apoio nao so da vizinha républica da Sérvia, como tambem o de toda a sua diaspora espalhada pelo mundo inteiro, sobretudo EUA e Alemanha. Mais uma vez, o terrorismo surgira como unica alternativa à prepotencia. Quelle dommage .
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 22, 2009, 11:10:27 am
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Tanta pressa para reconhecer o Kosovo e nao se percebe porque nao reconhecem os EUA (e a ONU e os outros paises) , a independencia da Palestina...
Os palestinos constituêm uma verdadeira naçao e vivem num territorio que é o dos seus antepassados desde à milhares de anos ; ...sendo que parte da sua patria esta ocupada pelos judeus .

Algum iluminado pro-americano que me explique por que razao se reconhece o Kosovo e nao se reconhece a Palestina ?


Sem estar a querer responder pelos EUA... Acho que o fizeram pois, era a única forma de alcançar estabilidade nos Balcãs, em relação á palestina, não reconhecem nem os EUA nem 100 países pois a palestina atenta regularmente contra o Estado de Israel, mas já o próprio obama disse, quando houver acordo entre israel e a palestina, este será prontamente reconhecido como estado soberano. E mesmo que hoje em dia não seja um estado soberano reconhecido, funciona como tal, não havendo por isso grandes desvantagens.


Citar
Queria tambem interpelar aqui os defensores do Kosovo independente ; os kosovares sao etnicamente do mesmo grupo dos sérvios (até falam a mesma lingua), a unica coisa que os distingue é a religiao. Por que razao nao ouvi aqui uma unica voz em defesa das minorias cristas no médio-oriente ?

Eu tinha ideia que eles eram etnicamente albaneses... e até a língua era difrente...

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No Kosovo nao havera paz nunca mais. Assim que as autoridades de Pristina quiserem impôr a autoridade do (seu) estado à minoria sérvia, esta vai para as montanhas fazer guerrilha...e com todo o apoio nao so da vizinha républica da Sérvia, como tambem o de toda a sua diaspora espalhada pelo mundo inteiro, sobretudo EUA e Alemanha. Mais uma vez, o terrorismo surgira como unica alternativa à prepotencia. Quel dommage .



É possivel, embora não acredite muito nisso... em qualquer caso sou a favor de reintegração na sérvia daquele pedaço de terra a norte do kosovo onde vive a maioria dos sérvios, matava-se 2 coelhos de uma cajadada lol
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2009, 11:22:35 am
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Eu tinha ideia que eles eram etnicamente albaneses... e até a língua era difrente...


isso deve-se a migração em massa de Albaneses para a Provincia Sérvia do Kosovo  :roll:

se calhar nessa altura o Ataru também achava bem...
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 22, 2009, 11:29:56 am
Não queira comparar... o Kosovo foi Otomano até 1912, e uma parte foi conquistada pelo reino dos sérvios e a outra pelo reino do montenegro, e já na altura havia uma maioria albanesa, foi apartir daí que os sérvios começaram a tentar assimilar os albaneses, mas sem grande sucesso´. Após isso veio a 1ª guerra mundial e depois a formação da juguslávia onde vários povos foram postos num mesmo saco... o resto da história já todos conhecemos...
Título:
Enviado por: legionario em Maio 22, 2009, 11:34:26 am
Ganda confusao :)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Maio 22, 2009, 12:18:55 pm
Caro Ataru

Citar
Não queira comparar...

Tem razão, não se pode comparar. Na realidade o Kosovo é o berço da identidade Sérvia, por isso comparação com o Alentejo não pode haver. É mais com a região de Guimarães. Agora coloque a situação que o P44 em Guimarães em vez de ser no Alentejo.


Citar
foi apartir daí que os sérvios começaram a tentar assimilar os albaneses, mas sem grande sucesso

Mais uma vez isto prova um certo desconhecimento da realidade dos Balcãs, para não dizer total.


Citar
resto da história já todos conhecemos


Conhecemos?!!!! Não, a maioria conhece a história que lhe foi contada pelos sempre muito isentos e desapegados, media. A realidade é outra e muito diferente. Posso afirmar-lhe que o que lá se passou devia ser vergonha na cara que todos o que apoiaram a destruição de uma nação, só porque era contraria aos interesses de umas outras.

Houve massacres por parte dos sérvios? Houve, sim senhor, eu próprio estive na abertura de algumas das valas. Houve massacres de igual proporção sobre sérvios? Houve sim, mas convenientemente silenciados.

Para lhe dar um exemplo, se um sérvio atentasse contra os observadores no terreno, na imprensa até o nº dos sapatos que calçava vinham escarrapachados. Se fosse um atentado feito pelo UCK limitavam-se a noticiar "inimigos da paz, atentaram contra". Nem uma única referencia a quem tinha feito o esterco.  

E para mais , tendo o Sr. um amor tão grande por essa corja seccionista de assassinos e proxenetas que são a liderança kosovar, não deixa de ser estranho a sua assinatura.
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Enviado por: legionario em Maio 22, 2009, 03:09:48 pm
Aqueles dirigentes kosovars sao do piorio que existe. Aquilo é so gente ma ;  quem esteve no Kosovo sabe bem que o FoxTroop tem razao quando os chama de assassinos e proxenetas.
Título:
Enviado por: cromwell em Maio 22, 2009, 05:53:43 pm
Citação de: "legionario"
Aqueles dirigentes kosovars sao do piorio que existe. Aquilo é so gente ma ;  quem esteve no Kosovo sabe bem que o FoxTroop tem razao quando os chama de assassinos e proxenetas.


Realmente, já entendi a filosofia do senhor legionário.
O países mais pequenos e mais pobres devem-se se unir aos mais ricos e maiores, com que têm parentesco cultural e étnico, para terem um futuro mais estável.
Já disse isso ao querer defender a união ibérica e esta a defender essa ideia agora ao dizer que está contra a independência do kosovo, ao dizer que os kosovares são culturalmente semelhantes aos sérvios.
Isso é totalitarismo. :evil:
Título:
Enviado por: tyr em Maio 22, 2009, 09:13:50 pm
o Kosovo é parte da servia, tal como o minho é parte de portugal.

a intervenção no kosovo pela NATO, foi uma calinada (parcialmente adimitida) pelo governo Clinton, pois se estivessem certos FYROM tambem ja estaria sob a alçada da Grande albania (e lá temos a NATO a combater o UCK).
A maioria da administração do actual Kosovo independente está nas mãos de mafiosos e ex-mafiosos albaneses.

Para quem não sabe quem começou a guerra no kosovo foi o UCK, e os massacres e exodo de albanezes foi a reacção do estado Servio, contra-atacando bases terroristas e postriormente, devolver os albanezes para o sitio de onde vieram (a maneira como o fizeram, pode não ter sido a mais ortodoxa, o que levou à errada intervenção da NATO).
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 22, 2009, 11:00:18 pm
Só não entendo como é que o berço da sérvia foi o kosovo se o kosovo este sob alçada otomana até 1912, sendo só depois conquistada pelos sérvios e montenegrinos...
Título:
Enviado por: FoxTroop em Maio 25, 2009, 07:39:14 pm
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Só não entendo como é que o berço da sérvia foi o kosovo se o kosovo este sob alçada otomana até 1912, sendo só depois conquistada pelos sérvios e montenegrinos


Então procure saber a quem pertencia o Kosovo até á sua conquista pelos Otomanos e todo o significado para os sérvios que isso significou.  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 25, 2009, 08:43:34 pm
Pelo que encontrei... O kosovo, foi disputado por vários reinos ao longo da historia, depois da saida do imperio romano do oriente, foi ocupado pelo imperio bulgaro em 850, ate 1018, sendo depois reconquistado pelos bizantinos. Em 1100 foi novamente conquistado desta vez pelo reino dos sérvios, que o perdeu em 1389 numa batalha contra os otomanos...
Assim sendo posso apenas concluir que o Kosovo, fez mais tempo parte do imperio, otomano, bizantino, romano, e ate bulgaro do que do servio.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 26, 2009, 10:35:39 am
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A Sérvia e Kosovo

   
    
A mídia ocidental difundiu a imagem de que a Sérvia invadiu a província de Kosovo, realizando por conseguinte um ato de agressão contra a população local. Ocorre que Kosovo sempre pertenceu à Sérvia, sendo um lugar sagrado para os de fé cristã-ortodoxa, com grande força simbólica para a maioria dos iugoslavos. Não se tratou, pois, de uma invasão estrangeira seguida de ocupação militar, mas sim de uma guerra civil travada entre o governo central e uma província separatista.

No monastério sérvio de Visoki Decani, em Kosovo, uma vez por semana ocorre um ritual bizarro. Reunidos em frente ao sarcófago do czar Stefan Dekanski, o seu santo padroeiro, os monges cristãos ortodoxos abrem-lhe a tampa. Ao tempo das preces, dizem eles, os sagrados ossos espalham um incrível perfume de rosas. Obedecem, com essa magia branca, a uma liturgia praticada desde o século 14 para que os restos ilustres lhes inspirem, mediunicamente suponho, como agir na temeridade.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Feducaterra.terra.com.br%2Fvoltaire%2Fmundo%2Fpimage%2Fservia4.jpg&hash=9c0ecc46e88936a7061b8faf46d33f90)   

   Uma cena de batalha na antiga Kosovo    

Pelo infeliz retrospecto histórico daquela região da Iugoslávia, quase sempre submersa em tempestades de espadas e tiros, melhor fosse deixarem-nos, os ossos, sempre a descoberto. Kosovo (do pássaro "kos", melro), centro político e religioso do Estado sérvio no medievo, quase nunca soube o que é liberdade. Em 1389, por exemplo, Lazar, um dos seus príncipes, sofreu ali tamanha derrota frente aos turcos otomanos que marcou o início do longo avassalamento do seu povo, obrigado ao tributo fixo e ao serviço militar. Desconfiados da fidelidade deles, dos slavas, os sultões resolveram, durante seu opressivo domínio de cinco séculos, povoá-la com os valsh, albaneses convertidos ao islamismo.

A Jerusalém dos Sérvios

   
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Feducaterra.terra.com.br%2Fvoltaire%2Fmundo%2Fpimage%2Fservia5.jpg&hash=58bbf5dba19932c9d7b7b1022e7917f2)   

   Ícone de Cristo no mosteiro de Decani e um ícone moderno    

Nada porém arrefeceu a determinação dos sérvios em manterem-se nela. Entre outras razões porque Kosovo, bem antes da ocupação turca, era motivo de peregrinação aos seus santuários e relicários, onde os belos mosteiros de Raska-Priznen, Granica, e tanto outros, fizeram-na não só a Lourdes, como a Jerusalém deles.

Os sérvios somente retomaram o controle sobre ela nas guerras antiturcas de 1912, quando a Sublime Porta Otomana declinava. Oficialmente, ela tornou-se província do Reino da Iugoslávia depois de 1918, não sem antes o exército sérvio sufocar uma rebelião dos albaneses, insatisfeitos com seu status subalterno. A hora da vingança destes soou quando Mussolini ocupou a Albânia, em 1940. A Balli Combetar, agrupamento de albaneses fascistas, atiçados, desforraram-se nos sérvios de Kosovo.


MAIS EM
http://educaterra.terra.com.br/voltaire ... servia.htm (http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/servia.htm)


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Conheça a história do Kosovo
14-02-2008 12:05:00

O Kosovo, que se prepara para declarar a sua independência da Sérvia, é uma região com uma história de atropelos e dominações, invasões e partilhas de poder, que, aparentemente, não provocaram uma crise de identidade nos seus habitantes.    
     

A Dardânia, primeiro nome da região, onde dominavam os eslavos, apesar de auto-administrada, era parte do império Bizantino. Chegados os anos de 850 d.C., o Kosovo passou a integrar o Império Búlgaro, altura em que a cultura eslava e o cristianismo se expandiram. Em 1018, o poder de Bizâncio pôs fim à dominação búlgara e reafirmou-se em toda a região dos Balcãs.

Os sérvios reagiram e, em 1208, o Kosovo era finalmente libertado do poder bizantino, tornando-se o que os sérvios definiram como o "coração cultural, religioso e político do reino Sérvio".

Em 1389, os turcos voltaram a invadir a região, acabando por retirar devido a problemas internos, mas, a partir de 1448, o Kosovo tornou-se região vassala do Império Otomano, até nele ser incorporado directamente, após a queda final da Sérvia, em 1459. Com os turcos, chegou ao Kosovo a islamização, que se mantém até hoje.

A dominação otomana do Kosovo e as guerras que envolveram a região levaram a fugas, a partir de finais do século XVII, dos habitantes locais, sobretudo sérvios, mas também de outras etnias.

As migrações de ortodoxos sérvios do Kosovo prolongam-se durante todo o século XVIII. Alguns sérvios adoptaram, nessa altura, o Islão e fundiram-se com outros grupos, predominantemente albaneses, adoptando a sua cultura e mesmo a sua língua, acabando por solidificar o Kosovo como uma região predominantemente islâmica.

Com as políticas de envolvimento do império Otomano, os cristãos foram perdendo cada vez mais influência no Kosovo, sendo muitos deles forçados a retirar-se para as montanhas ou para as zonas rurais do Montenegro. Finalmente, foi assinado um acordo em 1878, deixando as cidades de Pristina e Kosovska Mitrovica sob controlo sérvio e fora da jurisdição dos otomanos.

Os nacionalistas albaneses procuraram responder, organizando-se, com o apoio turco - sobretudo devido à sua ideologia islâmica -, visando a unificação do povo albanês, sob a protecção de Ancara. Este movimento foi-se tornando gradualmente anticristão, fazendo com que cada vez mais sérvios abandonassem o Kosovo, para norte.

Em 1878, a maior parte das terras albanesas foram devolvidas ao controlo otomano, mas as forças sérvias tiveram que retirar do Kosovo. Em 1881, os albaneses criaram um governo próprio, mas os turcos, pressionados pelas potências mundiais, fizeram-lhe frente e, ao fim de três anos de guerra, os kosovares foram derrotados.

Em finais do século XIX, os albaneses tinham já substituído os sérvios como população maioritária do Kosovo. Em 1911, os sérvios constituíam apenas 25 por cento da população do Kosovo.

Em 1912, nas guerras dos Balcãs, a maior parte do Kosovo foi tomada pelo Reino da Sérvia, provocando um êxodo da população albanesa local e as autoridades sérvias planearam uma "recolonização" do Kosovo, com a bênção das nações do ocidente cristão. Depois, na I Guerra Mundial, o exército sérvio foi derrotado no Kosovo, de onde retirou, sendo a região ocupada por búlgaros e austro-húngaros.

Durante esta ocupação, apoiada pela maioria albanesa, foram abertas escolas e difundida a cultura islâmica, enquanto os habitantes e soldados sérvios tentavam fugir. Em 1918, o exército sérvio expulsou o império austro-húngaro do Kosovo e lançou-se numa campanha de atrocidades como vingança contra a população albanesa.

O Kosovo foi então dividido em quatro distritos, três dos quais parte da Sérvia e o último de Montenegro, enquanto os albaneses protestavam junto da Liga das Nações, pretendendo uma unificação das terras povoadas pelos albaneses. Entretanto, com a ascensão do fascismo em Roma, em vésperas da II Guerra Mundial, a maior parte do Kosovo tornou-se parte da Albânia fascista controlada pela Itália.

Durante a ocupação fascista do Kosovo por albaneses, até Agosto de 1941, mais de 10.000 sérvios foram mortos e entre 80.000 e 100.000 foram expulsos. Ao mesmo tempo, eram trazidos outros tantos albaneses para se instalarem em terras sérvias. Com o fim da guerra e a vitória das forças aliadas, o Kosovo passou a ser uma província da Sérvia, no seio da República Democrática Federal da Jugoslávia, com um estatuto semi-autónomo que visava proteger a sua maioria albanesa.

O domínio da etnia albanesa era entretanto cada vez maior, alcançando mais de 90 por cento da população, contra 8 por cento de sérvios. Sucediam-se as exigências dos albaneses kosovares, com protestos, para que o Kosovo se tornasse uma República no seio da Jugoslávia e as tensões étnicas atingiam um ponto de efervescência que forçavam a uma nova emigração de sérvios e outros grupos étnicos da região.

Contudo, mesmo este regime semi-autónomo acabou de vez após a queda da União Soviética e a subida ao poder de Slobodan Milosevic na ex-Jugoslávia, que recusou liminarmente quaisquer veleidades de independência ou autonomia dos albaneses do Kosovo. Em Junho de 1989, quando se assinalavam os 600 anos da Batalha do Kosovo, Milosevic proferiu um discurso apoiando a minoria sérvia da região e foi retirando as várias regalias de que usufruíam os kosovares por força do seu estatuto semi-autónomo.

Um ano depois, o parlamento - inconstitucional - do Kosovo declarava a região um país independente, sem, é claro, o reconhecimento de Belgrado ou de quaisquer outras nações, exceptuando a Albânia.

Dois anos depois, em 1992, o parlamento organizava um referendo não-oficial, também não reconhecido internacionalmente, mas que contou com uma afluência de 80 por cento dos kosovares, dos quais 98 por cento votaram a favor da independência.

Depois, a partir de 1995, alguns albaneses organizaram-se no Exército de Libertação do Kosovo (UÇK), defrontando as tropas sérvias até 1999, numa sangrenta guerra de guerrilhas. Finalmente, em 1999, a NATO interveio e ficou a garantir a segurança no Kosovo e, logo depois, a ONU assumiu a administração do território.

Hoje, aguarda-se no terreno que a UE envie a sua missão, para substituir a da ONU, mesmo que nem todos os seus membros estejam de acordo com esta declaração de independência.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cn ... icia=20090 (http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=20090)


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O fantasma da Grande Albânia
Independência do Kosovo ressuscita o medo da Grande Albânia

| 20/02/2008 |

A idéia de juntar o território da atual Albânia ao do Kosovo, e a outros com grande população de origem albanesa volta aos debates.

Macedônia e Montenegro têm população albanesa numerosa, assim como o sul da Sérvia. Isso faz lembrar o sonho de parte da população austríaca de se unir à Alemanha, que deu pretexto a Hitler de invadir o país no início da Segunda Guerra Mundial.

http://opiniaoenoticia.com.br/internaci ... e-albania/ (http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/independencia-do-kosovo-ressuscita-o-medo-da-grande-albania/)

o projecto da "Grande Albânia"
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi205.photobucket.com%2Falbums%2Fbb210%2Fbokababe%2Faacl_old.gif&hash=671de1e0f219c5539c72cb6d2e5be563)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fmprofaca.cro.net%2Fshqiperia_sotme.jpg&hash=8ffd8a3304b77f93f5c672fd565bccbe)
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 26, 2009, 10:40:08 am
Acredito mais nas wikipedias que em sites brasileiros e artigos de opinião. Para além disso apoio uma greater albania mas não exactamente como aí especificada.

Na minha opinião o Kosovo devia-se ter juntado á Albania e não ter pedido a independência.... Mas sã opiniões, nada mais...
Título:
Enviado por: FoxTroop em Maio 26, 2009, 11:33:03 am
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Acredito mais nas wikipedias que em sites brasileiros e artigos de opinião. Para além disso apoio uma greater albania mas não exactamente como aí especificada.

Na minha opinião o Kosovo devia-se ter juntado á Albania e não ter pedido a independência.... Mas sã opiniões, nada mais.


Caro Ataru, o sr. pode acreditar até no Pai Natal se quiser, mas isso não altera a realidade dos factos. Pediu factos históricos, e aqui estão eles (P44 deu-se ao trabalho de o tentar "iluminar", mas  :roll: )
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 26, 2009, 11:34:31 am
Vocês mostraram-me umas fontes, eu mostrei-vos outras, eu acredito numas e vocês noutras, até agora diria que há um empate...
Título:
Enviado por: P44 em Maio 29, 2009, 09:37:35 pm
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"Minorities are leaving Kosovo"
27 May 2009 | 09:34 | Source: Tanjug

LONDON -- Minorities are beginning to leave Kosovo, because they face exclusion and discrimination, says Minority Rights Group International (MRG).


This London-based organization says it its latest report that post-Kosovo Albanian unilateral independence declaration, the territory "lacks effective international protection for minorities, which is worsening the situation for smaller minorities and forcing some to leave the country for good".

The organization warns that "many smaller minorities, such as Ashkali, Bosniaks, Croats, Egyptians, Gorani, Roma, Serbs and Turks, are beginning to leave Kosovo", faced with discrimination and exclusion.

“Restriction of movement and political, social and economic exclusion are particularly experienced by smaller minorities,” says Mark Lattimer, MRG’s Executive Director.

According to him, these minorities "also suffer from lack of access to information or to tertiary education in their own languages".

"This, combined with tough economic conditions, have resulted in many of these groups starting to leave Kosovo altogether,” Lattimer added.


http://www.b92.net/eng/news/politics-ar ... v_id=59408 (http://www.b92.net/eng/news/politics-article.php?yyyy=2009&mm=05&dd=27&nav_id=59408)
Título:
Enviado por: papatango em Maio 31, 2009, 11:46:53 pm
Muitos sites sobre o assunto não têm qualquer credibilidade e destinam-se a propagar e a defender o ideario das ditaduras corruptas.
São o tipo de lugar, onde os roubos do Hugo Chavez são ignorados ou transformados em grandes campanhas populares.

Tem a mesma credibilidade do site que dizia que os navegadores portugueses obtiveram os seus conhecimentos dos africanos.

Na verdade, o nível de mentira desses sites vê-se na escala histórica que utilizam.

Convenientemente, eles só começam a contar a História com o inicio da decadência do Império Bizantino. Práticamente como se não houvesse história anteriormente.

Para tentar estabelecer uma equivalência (no sentido lato e com todas as ressalvas) com a Peninsula Ibérica, poderiamos dizer que os Sérvios são como os Visigodos.
Um povo que chegou à região dos Balcãs quando o poder do Império Romano do Oriente começou o seu lento declinio. Quando os Sérvios chegaram, já havia população na região do Kosovo há muitos séculos.

Os Sérvios, como os Visigodos, foram derrotados pelos muçulmanos, mas enquanto na Peninsula Ibérica a reconquista cristã foi feita pelos povos ibéricos (dominados pelos Visigodos a seguir à queda de Roma), nos balcãs, é como se os Visigodos tivessem conseguido resistir.

Quando o poder islâmico entrou em decadência, eles voltaram a dominar, continuando na «Mó de cima» e continuando a dominar os povos da região (Kosovares entre outros).

É como se após a queda dos reinos muçulmanos na peninsula, os Visigodos voltassem a dominar os povos da peninsula ibérica e agora dissessem que a Peninsula era a razão de ser da existência do Estado Visigodo.

Esqueceriam que antes dos Visigodos, haviam povos ibéricos a habitar a região, conforme todos estudamos nos livros de História.

Da mesma forma, os Sérvios e os apoiantes dos regimes comunistas (e não haja dúvida que é do que se trata) também tentam apagar a História, e efectivamente apagam-na até onde é conveniente.

A ideia de que os Sérvios têm mais direitos ao Kosovo que os Kosovares, é um conto absolutamente mentiroso, inventado para justificar o ódio dos Sérvios contra aqueles que nunca aceitaram que lhes roubassem a terra.
Título: EN ESTE CASO....
Enviado por: VICTOR4810 em Junho 10, 2009, 10:18:51 pm
No me duelen prendas en asentir, efectivamente los albaneses descendientes de los Ilirios, fueron los originarios habitantes de Kosovo.
   La historia luego evolucionó de otra manera, pero en su origen así fue.¡¡¡¡
Título:
Enviado por: P44 em Julho 06, 2009, 10:53:00 am
FOI KOSOVO UMA BOA GUERRA?

David N. Gibbs - http://www.tikkun.org/article.php/jul_09_gibbs (http://www.tikkun.org/article.php/jul_09_gibbs)

O artigo foi extraído do novo livro de David N. Gibbs, First Do No Harm: Humanitarian Intervention and the Destruction of Yugoslavia (Vanderbilt University Press, junho de 2009.), especialmente do capítulo 7.

Enquanto a guerra da OTAN de 1999 contra a Sérvia alcança seu décimo aniversário, ela está sendo relembrada com certa medida de nostalgia. A guerra do Kosovo é relembrada como a “boa guerra” – uma ação militar, genuinamente moral, que oferece um contraste reconfortante com o fiasco do Iraque. A guerra do Kosovo foi empreendida (eis o argumento) apenas como o último recurso, para conter um ditador desagradável (Slobodan Milosevic), que só obedeceria a força. E a guerra produziu resultados positivos, no sentido de que o Kosovo foi libertado da opressão sérvia e Milosevic foi, em breve, derrubado. Agora, uma década depois, a guerra do Kosovo é relembrada como um caso exemplar de intervenção humanitária e é, amplamente, considerada como um modelo para possíveis intervenções em Darfur e alhures. Na verdade, algumas das figuras-chave na administração Obama, notavelmente, Samantha Power, tem advogado que “intervenção humanitária” do modelo Kosovo deve ser um tema básico da política dos Estados Unidos.

Dada a importância do Kosovo como um modelo para futuras ações militares, é importante compreender mais, completamente, o que, realmente, aconteceu neste caso crítico. Nova informação se tornou disponível em anos recentes, a partir do julgamento por crimes de guerra de Milosevic e outras fontes básicas – informação que joga uma luz, totalmente, diferente (e não tão positiva) sobre a guerra. A seguir, analisarem algumas destas revelações, e como elas desacreditaram mitos, amplamente, aceitos sobre o caráter “benigno” da intervenção no Kosovo.

Primeiro, um pouco de fundamentos: o Kosovo tinha sido, por muito tempo, uma “província autônoma” da República da Sérvia, inicialmente, como parte da Iugoslávia comunista. Dentro do Kosovo, a população estava dividida entre uma maioria étnica albanesa e uma, relativamente pequena, minoria sérvia, que constituía entre 10 e 15 porcento da população total. O conflito étnico entre estes dois grupos, gradualmente, desestabilizou a província. Em 1989, a República da Sérvia acabou com o estatuto autônomo do Kosovo e o colocou sob efetiva lei marcial. Um sistema altamente repressivo de controle foi imposto, vitimizando os albaneses na província, enquanto favorecia os sérvios. Os esforços albaneses para escapar desta repressão formou a base do levante armado no final dos anos 1990, liderado pelo Exército de Libertação do Kosovo (ELK). Estes esforços, por fim, detonaram a campanha de bombardeio da OTAN de 1999 contra a Sérvia. Após a derrota dos sérvios, uma força internacional de pacificação ocupou o Kosovo. Com os pacificadores ainda presentes, o Kosovo separou-se, oficialmente, da Sérvia e obteve plena independência em 2008. Uma maioria da população sérvia foi, etnicamente, varrida do Kosovo, logo após os bombardeios da OTAN, embora, um número, relativamente, pequeno de sérvios ainda permaneçam em partes da província.

Mito 1: A OTAN começou sua campanha de bombardeio, somente após ter feito todos os esforços para evitar a guerra e obter seus objetivos no Kosovo através de meios diplomáticos. A guerra ocorreu porque Milosevic resistiu, firmemente, a um acordo diplomático.

Na realidade, Milosevi estava aberto a um acordo diplomático, e este ponto está, agora, bem estabelecido pelas melhores fontes. Especificamente, Milosevic assinou uma série de acordos internacionais, em outubro de 1998, que solicitava aos sérvios para retirarem a maioria de suas forças do Kosovo e para implementar um cessar-fogo. Ele, também, concordou com o desdobramento de uma Missão de Verificação do Kosovo, internacionalmente organizada, que supervisionaria a implementação da retirad das tropas sérvias. Estes acordos foram forjados pelo diplomata americano Richard Holbrooke.

O acordo Holbrooke, gradualmente, rompeu-se, enquanto a luta continuava entre forças sérvias e albanesas, e, então, escalando durante o final de 1998. Na época, se acreditava, amplamente, que foram os sérvios que torpedearam o acordo. Entretanto, sabemos, agora, que não foi este o caso. De fato, os sérvios implementaram o acordo Holbrook, e foram os albaneses que provocaram o colapso do acordo.

A evidência de que as forças sérvias/iugoslavas cumpriram o acordo provém do general Klaus Naumann, um oficial alemão que desempenhou um papel-chave na diplomacia deste período (e que, mais tarde, participou na guerra da OTAN de 1999). Em 2002, Naumann compareceu no julgamento de Milosevic como testemunha-chave no processo e declarou o seguinte: “As autoridades iugoslavas honraram o acordo [Holbrooke]... eu penso que é preciso prestar tributo ao que as autoridade iugoslavas fizeram. Não foi ma coisa fácil trazer 6 mil oficiais de polícia de volta, dentro de vinte e quatro horas, mas elas conseguiram”. E o ponto de vista de Naumann é apoiado pela Comissão Internacional Independente Sobre o Kosovo, que observou em seu relatório de 2000: “A Sérvia, inicialmente, implementou o acordo [Holbrooke] e retirou suas forças, de acordo.”

O colapso do acordo Holbrooke foi, realmente, detonado pelas guerrilhas do ELK, que utilizou a contenção dos sérvios como oportunidade para deslanchar uma nova ofensiva. Esta estratégia é percebida no seguinte diálogo entre um entrevistador da BBC e o general Naumann. A entrevista cita informações da OTAN e do diretor da Missão de Verificação do Kosovo, que era responsável por supervisionar a implementação do acordo Holbrooke:

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BBC: “Obtivemos minutas confidenciais da Conselho do Atlântico Norte, ou CAN, corpo dirigente da OTAN. Elas falam do ELK como ‘o principal iniciador da violência... ele desfechou o que parece ser uma deliberada campanha de provocação [contra os sérvios]’. É assim como o próprio William Walker [cabeça da Missão de Verificação do Kosovo] relatou a situação, na época, em particular” (ênfase adicionada).

General Naumann: “O embaixador Walker salientou no CAN que a maioria das violações [do acordo de Holbrooke] foi provocada pelo ELK.”

O registro é, portanto, claro: foram as guerrilhas albanesas, não os sérvios, que provocaram o ressurgimento da luta.

Durante fevereiro e março de 1999, os Estados Unidos e vários aliados europeus organizaram uma conferência de paz – oficialmente tencionando fornecer um acordo abrangente do conflito do Kosovo – que teve lugar, principalmente, em Rambouillet, França, fora de Paris. Os mediadores ocidentais que dirigiram a conferência buscavam acabar com a repressão sérvia no Kosovo, reestabelecer a autonomia regional do Kosovo (embora, ainda como província da Sérvia), e estabelecer uma força armada internacional de pacificação para supervisionar a implementação. Um Kosovo independente não foi contemplado neste ponto.

No final, a conferência de Rambouillet fracassou, e este fracasso levou, diretamente, à campanha de bombardeio da OTAN. Na época, foi amplamente presumido que os sérvios haviam recusado-se a negociar, seriamente e estavam determinados a usar a força militar contra os albaneses. Entretanto, uma leitura mais atenta do registro mostra que a sabedoria convencional estava, novamente, errada. De fato, os sérvios permaneceram abertos a um acordo negociado, e recorreram à força quando este acordo provou-se inatingível.

A maioria dos participante em Rambouillet reconheceu que a delegação sérvia tinha, realmente, aceitado todas (ou, virtualmente, todas) as exigências políticas que foram avançadas pelos mediadores americanos e europeus. Os sérvios “pareciam ter abraçado os elementos políticos do acordo, pelo menos, à princípio,” de acordo com Marc Weller, um acadêmico jurídico que serviu como conselheiro para a delegação albanesa. O porta-voz do Departamento de Estado, James Rubim, afirma que os sérvios tinham concordado com “quase todos os aspectos do acordo político”. O diplomata americano Christopher Hill salienta que “Milosevi estava aberto ao acordo político de Rambouillet.” Mesmo Madeleine Albright, embora hipercrítica da delegação sérvia, concedeu que os sérvios tinham aceitado a maioria das propostas para um acordo político. Com respeito aos aspectos mais contenciosos da implementação, o próprio Miloseviu deixou implícito que aceitaria uma força de pacificação no Kosovo para supervisionar o acordo, liderada, fosse pela ONU ou pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa. Entretanto, ele continuava a resistir à idéia de uma força liderada pela OTAN, o que os Estados Unidos exigiam.

A informação disponível sugere que um acordo total para o conflito do Kosovo estava ao alcance e poderia ter sido obtido em Rambouillet. O que levou o acordo ao fracasso foi um novo desenvolvimento que ocorreu no final do processo de negociação. Especificamente, os mediadores ocidentais, agora, propunham que um “Anexo Militar” fosse adicionado ao acordo final. A adição proposta afirmou que as forças de pacificação da OTAN seriam desdobradas e que estas forças teriam “passagem livre e irrestrita e acesso sem empecilhos por toda a RFI [República Federal da Iugoslávia].” Esta seção era, altamente, significativa; implicava que não apenas o Kosovo seria ocupado por uma força de pacificação da OTAN, mas, potencialmente, toda a Sérvia e tudo o que restava da Iugoslávia, seria ocupado, também. Após aparecer o Anexo Militar, a delegaçãos sérvia pareceu ter perdido toda a confiança no processo de negociação, e as conversações de paz empacaram.

A fraseologia suspeita do Anexo Militar foi, originariamente, observada pelo jornalista britânico John Pilger, em 1999, durante o curso da campanha de bombardeio da OTAN. Em resposta, autoridades americanas tem insistido que o Anexo era um detalhe inofensivo, e negam que tenha havido qualquer esforço para sabotar as conversações de paz.

O relato da verdade foi deixado para os britânicos. Numa audiência parlamentar no pós-guerra, o ex-Ministro de Defesa do Estado John Gilbert afirmou que negociadores-chave estavam, de fato, buscando sabotar a conferência. Gilbert era a figura número 2 no Ministério de Defesa britânico, com uma responsabilidade específica pela coleta de informações, e ele apoiou a guerra. Ele é, certamente, uma fonte crível. Com respeito aos motivos dos negociadores, ele ofereceu a seguinte observação: “Acho que certas pessoas estavam ansiando por uma luta na OTAN neste momento... nós estávamos num ponto quando algumas pessoas sentiam que alguma coisa precisava ser feita [contra a Sérvia], portanto você apenas provocava uma luta.” Com respeito aos próprios termos de paz, ele disse, “acho que os termos apresentados à Milosevic em Rambouillet era, absolutamente, intoleráveis: como ele poderia, possivelmente, aceitá-los? Isso foi bem deliberado” (ênfase adicionada).

Lord Gilbert não menciona, especificamente, o Anexo Militar (e sua cláusula sobre o acesso da OTAN a toda a Iugoslávia), mas, é fácil ver que o Anexo se adequava bem com o quadro mais amplo de provocação que Gilbert descreveu. E parece provável que os Estados Unidos desempenharam um grande papel em moldar o Anexo Militar, e, desta forma, sabotar as conversações: em suas memórias, o general Wesley Clark revelou que ele, pessoalmente, ajudou com o rascunho. Em qualquer caso, o advento do Anexo Militar minou a perspectiva de um acordo pacífico.

Eu já discuti alhures, extensivamente, os motivos da administração Clinton para provocar uma guerra; neste artigo, fornecerei uma explicação mais curta. Basicamente, os Estados Unidos estavam buscando uma nova justificação para a Organização do Tratado do Atlântico Norte, que parecia carecer de qualquer função plausível desde a queda do Muro de Berlim. A “bem-sucedida” intervenção no Kosovo desempenhou um papel-chave em afirmar a importância da OTAN para o período pós-guerra fria e fornecer-lhe uma nova função.

Quaisquer que fossem os motivos, o registro sugere que a administração Clintou estava buscando um pretexto para a guerra com a Sérvia. O colapso das conversações de paz em Rambouillet ofereceu um pretexto.

Mito 2: o conflito do Kosovo foi um caso, moralmente simples, de sérvios opressores e vítimas albanesas.

A guerra de 1999 era amplamente retratada na época como uma repetição em pequena escala da Segunda Guerra Mundial, com os sérvios no papel de agressores nazistas e os albaneses como os judeus, e esta imagem foi um tema central do livro, amplamente influente, de Samantha Power, “A Problem from Hell: America and the Age of Genocide. É, certamente, verdadeiro que os sérvios tiveram um registro feio de opressão e violência contra o grupo étnico albanês, e que o próprio Milosevic ostenta considerável responsabilidade por orquestrar esta opressão. Esta parte da história é, em grande medida, precisa, e pouco tem surgido para refutar tal imagem.

O problema é que os grupos políticos albaneses, apoiados pelos Estados Unidos na guerra não eram coisa muito melhor. Enquanto haviam alguns grupos políticos albaneses, relativamente decentes e não-violentos, que foram importantes na fase inicial do conflito, o principal grupo a receber apoio americano direto – o mesmo grupo que, mais tarde, formou o governo do Kosovo independente – era o Exército de Libertação do Kosovo. O ELK tinha um registro de ferocidade e racismo que diferia pouco daquele das forças de Milosevic. Atacar civis sérvios através de atos terroristas era sempre uma característica central da estratégia militar do ELK.

A natureza terrorista do ELK era, amplamente, conhecido entre autoridades ocidentais; mesmo uma testemunha da promotoria no julgamento de Milosevic reconheceu este fato. O parlamentar britânico Paddy Ashdown, que esteve, extensivamente, envolvido na diplomacia do Kosovo, testemunhou sobre a estratégia terrorista. A transcrição da análise de Ashdown inclui o seguinte diálogo:

Citar
Milosevic: “É um fato bem-conhecido que estes [ELK] eram terroristas, que esta era uma organização terrorista.”

Ashdown: “Sr. Milosevic, eu nunca neguei que eles eram uma organização terrorista.”

De acordo com o jornalista Stacy Sullivan, que entrevistou muitas figuras do ELK, as guerrilhas “atingiam áreas habitacionais sérvias, e clamavam ter responsabilidade no abate de uma aeronave civil e plantando um carro-bomba que feriu o reitor da universidade. Por definição, estes foram atos terroristas.”

O propósito de tais táticas terroristas era provocar a retaliação sérvia, que ajudou a alimentar o ciclo de violência. Estas táticas foram, amplamente, reconhecidas. Mesmo Madeleine Albright, cujas memórias focam, quase exclusivamente, na selvageria sérvia, brevemente, reconhece que o ELK “parecia ter a intenção de provocar uma massiva resposta sérvia, para que a intervenção internacional fosse inevitável” (ênfase acrescentada). Desnecessário dizer, esta estratégia – de atrair os sérvios para atacarem civis albaneses, e, deste modo, aumentar a pressão por intervenção externa – funcionou muito bem. Este foi, precisamente, o cenário que se desenrolou durante o período 1998-1999, levando à intervenção da OTAN e a vitória do ELK.

De há muito tem sido presumido que, por todo o conflito, foram os sérvios que haviam perpetrado a maior parte da violência. De fato, ocorreram extensos períodos quando os albaneses foram os principais perpetradores. Este ponto foi observado pelo Ministro da Defesa britânico George Robertson, durante audiências parlamentares, após o fim da guerra. Lord Robertson declarou que, até janeiro de 1999, “o ELK foi responsável por mais mortes no Kosovo do que as autoridades iugoslavas tinham sido.”

Em fases posteriores da guerra, claramente, foram os sérvios a serem os principais perpetradores da violência. Começando em janeiro de 1999, houve um substancial crescimento dos ataques sérvios, com um horroroso massacre na aldeia albanesa de Racak e outros ultrajes durante as últimas semanas desta primeira fase da guerra. E houve uma enorme escalada das atrocidades sérvias tendo lugar durante o bombardeio da OTAN – uma escalada que produziu horríveis resultados. Mesmo assim, Lord Robertson sugere que, inicialmente, foram os albaneses, não os sérvios, que cometerem as piores violências. Os diários do porta-voz de imprensa de Tony Blair, Alistair Campbell, também enfatizam o caráter amoral do ELK, e como este fato era bem conhecido entre as autoridades britânicas. De acordo com Campbell, Blair e seu ministro do exterior Robin Cook, ambos, acreditavam que o “ELK... não era muito melhor do que os sérvios.”

Talvez o mais condenatório indiciamento do ELK foi a forma como se comportou, após as forças sérvias terem sido derrotadas em junho. Seguindo-se a derrota destas últimas, os pacificadores da OTAN e da ONU, efetivamente, colocaram o ELK no poder, na maior parte do Kosovo, e as guerrilhas albanesas, prontamente, utilizaram seu novo poder para varrer, etnicamente, os sérvios, através de uma campanha de violência e intimidação.

Esta campanha de terror foi rastreada pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e foi descrita nas memórias dos antigos funcionários da ONU, Iain King e Whit Mason:

Citar
O verão de 1999 foi uma temporada de vingança e pura violência predatória. A OSCE coletou dezenas de histórias de horror. Um cigano surdo-mudo foi seqüestrado de sua casa, porque sua família, alegadamente, teria cooperado com as antigas autoridades [sérvias]. Um sérvio de 44 anos foi “espancado até a morte com bastões de metal por uma turba de albaneses do Kosovo”... Sérvios eram baleados e mortos enquanto trabalhavam nos campos. Estes ataques e dezenas de outros como estes foram relatados por equipes de campo trabalhando com a OSCE. Todos estes ataques ocorreram enquanto [os pacificadores] liderados pela OTAN estavam responsáveis pela segurança em Kosovo.

Entre 400 e 700 sérvios foram assassinados nos primeiros oito meses após a vitória da OTAN, de acordo com estimativas publicadas no Sunday Times de Londres. Os mortos incluíam tanto sérvios quanto ciganos. Partialmente, devido a estes ataques – que as forças da OTAN pouco fizeram para impedir – quase um quarto de milhão de sérvios, ciganos e outros desprezados grupos étnicos fugiram do Kosovo. O objetivo de longo prazo dos albaneses, de um Kosovo etnicamente “limpo”, livre de sérvios, foi conseguido em grandes áreas.

Portanto, é um mito a visão de que esta guerra foi, simplesmente, um caso de agressores sérvios e vítimas albanesas. Na realidade, ambos os lados foram muito ferozes. Obviamente, é verdade que, no todo, os sérvios cometeram mais atrocidades e limpararam etnicamente, ainda maiores populações do que o fizeram os albaneses. E, desnecessário dizer, exércitos de sérvios étnicos cometeram muitos crimes horríves em outras partes dos Bálcãs, incluindo o massacre de Srebrenica, em 1995. Mas nada disto pode desculpar os crimes do ELK, ou o fato de que a política dos Estados Unidos foi cúmplice em alguns destes crimes, através do seu apoio ao ELK. Agora, dez anos depois do fato, não devemos esconder os crimes de nenhum dos lados.

Quando a luta acabou em 1999, investigadores do Tribunal de Crimes Internacionais para a antiga Iugoslávia, procuraram investigar os crimes cometidos por ambos os lados durante a guerra. A antiga promotora-chefe no tribunal, a advogada Carla Del Ponte, descreveu os desafios que ela enfrentou, em suas memórias, recentemente publicadas. De acordo com Del Ponte, houveram repetidos ataques e ameaças de violência que foram direcionados contra qualquer um que cooperasse com as investigações internacionais das atrocidades do ELK. Fica evidente que a própria Del Ponte foi intimidada: “Alguns compatriotas suíços, até mesmo, acautelaram-me contra discutir certas questões relacionadas com os albaneses nestas memórias, e eu as discuto aqui, apenas, com extremo cuidado.”

O ELK tinha muitas outras característics desagradáveis, incluindo, associações com a al-Qaida (que possuía elementos presentes no Kosovo) e redes internacionais de narcóticos. No todo, parece justo dizer que o ELK tinha um registro apavorante.

Mito 3: Os ataques aéreos da OTAN impediram ainda mais atrocidades sérvias, e, desta forma, tiveram um efeito positivo na situação de direitos humanos no Kosovo.

De fato, a campanha de bombardeio aumentou a escala das atrocidades sérvias. Até o bombardeio, o total de pessoas mortas na guerra – incluindo, ambos, sérvios e albaneses, civis e soldados – totalizava 2 mil. O número de civis albaneses assassinados por forças sérvias nunca foi, apropriadamente, estimado, mas o total estava, provavelmente, nas centenas. Durante a campanha de bombardeio, entretanto, ocorreu uma enorme escalada na violência dirigida pelos sérvios. Estes podiam fazer pouco para protegerem-se dos ataques da OTAN, portanto, ventilaram suas frustrações sobre os relativamente indefesos albaneses.

Vamos rever a cronologia: em meados de março de 1999, estava claro que o processo de negociações estava, irremediavelmente, fracassado, e que a OTAN estava preparando-se para bombardear. Em 19 de março, a Força de Verificação do Kosovo começou a deixar a província – um sinal de que o bombardeio era iminente. No dia seguinte, 20 de março, as forças sérvias começaram uma ofensiva em grande escala no Kosovo, gerando horríveis atrocidades. E, em 24 de março, a OTAN começou, efetivamente, sua campanha de bombardeio de dez semanas, que levou a ainda maiores atrocidades sérvias. Esta cronologia sugere, fortemente, que, em si mesma, a ação da OTAN foi uma causa-chave para este incremento na violência. Deve ser notado, também, que os Chefes Combinados de Estado-Maior tinham  prevenido o presidente Clinton de que qualquer campanha de bombardeio poderia provocar ataques de retaliação sérvios e aumentar as atrocidades. Esta tinha sido antevistas.

E, quando o bombardeio, realmente, ocorreu, as forças sérvias cometeram, de fato, substanciais atrocidades: aproximadamente 10 mil pessoas foram mortas por forças de segurança sérvias durante a campanha da OTAN. Pelo fim da guerra, cerca de 90 porcento da população albanesa tinha sido deslocada. A responsabilidade moral primária deve repousar com as forças sérvias que cometeram as atrocidades, e com o próprio Milosevic, que as dirigia. Entretanto, a OTAN deve arcar com alguma responsabilidade por, insensivelmente, criar uma situação que, virtualmente, garantiu as atrocidades.

E a campanha da OTAN produziu outras calamidades: o próprio bombardeio matou entre 500 e 2 mil civis, de acordo com Tim Judah da BBC. Mesmo se ficarmos com o número inferior, então, os bombardeios da OTAN mataram, aproximadamente, tantos civis quanto todas as ações diretas sérvias, que precederam os bombardeios. A estratégia da OTAN implicava “atingir a infraestrutura civil [sérvia],” de acordo com as memórisa do general Rupert Smith, que serviu como subcomandante da OTAN durante a guerra. E, quando a guerra acabou, os albaneses desfecharam uma onda de represálias e limpeza étnica, resultando em, ainda maiores, atrocidades, como já foi notado acima.

Se a operação da OTAN buscava estabelecer o princípio de que a limpeza étnica é inadmissível como forma de resolução de conflitos, então, a operação foi uma conspícua falha.

Conclusão.

O mais perturbador aspecto do caso do Kosovo é que uma intervenção, pretensamente, humanitária, serviu, principalmente, para aumentar a escala das atrocidades. A este respeito, a guerra do Kosovo tem muito em comum com a invasão do Iraque de 2003, que também foi vendida ao público (em parte) como um esforço humanitário para “salvar” o povo iraquiano de um violento ditador. Em retrospecto, no entanto, parece provável que a invasão causou tantas ou, possivelmente, mais mortes do que o número total de mortos por Saddam Hussein. A principal lição das experiências do Kosovo e do Iraque é que ações militares – quer as chamemos de “humanitárias” ou não – retém o potencial para aumentar a miséria humana. Os advogados das intervenções humanitárias dão pouca consideração a este perigo.

Poderia valer a pena relembrar a frase médica, “primeiro, não faça nenhum mal”. Entre os médicos, de há muito foi reconhecido que a ação médica tem o potencial de deixar os pacientes piores do que antes. O fato de que um paciente está sofrendo, por si mesmo, é insuficiente como razão para operar, já que a operação acarreta o risco de aumentar o sofrimento dele. Talvez, a mesma cautela deva ser aplicada no concernente a intervenções militartes. Certamente, devemos evitar ações arriscadas que são passíveis de aumentar a taxa de mortos (como, realmente, ocorreu no Kosovo). Primeiro, devemos não fazer nenhum mal.[/size]

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David N. Gibbs leciona história e ciência política na Universidade do Arizona. Suas publicações anteriores incluem: The Political Economy of Third World Intervention (Editora da Universidade de Chicago, 1991).
Título:
Enviado por: AC em Julho 06, 2009, 06:42:50 pm
Assim à papo seco, uma coisa que me incomoda nesse texto é que cita jornalistas como fonte para números de baixas, quando há diversas (e ligeiramente divergentes) fontes mais respeitáveis...

Outra coisa é que me soa demasiado a revisionismo.
Ele tenta desacreditar 3 mitos:
Citar
Mito 1: A OTAN começou sua campanha de bombardeio, somente após ter feito todos os esforços para evitar a guerra e obter seus objetivos no Kosovo através de meios diplomáticos. A guerra ocorreu porque Milosevic resistiu, firmemente, a um acordo diplomático.

Citar
Mito 2: o conflito do Kosovo foi um caso, moralmente simples, de sérvios opressores e vítimas albanesas.

Citar
Mito 3: Os ataques aéreos da OTAN impediram ainda mais atrocidades sérvias, e, desta forma, tiveram um efeito positivo na situação de direitos humanos no Kosovo.


Ora, isto é uma linha de argumento falaciosa que distrai as atenções do fundamental: o facto, não referido nem disputado aqui, de que as forças armadas organizadas de um país soberano estavam envolvidas numa operação de limpeze étnica.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 11, 2009, 02:23:21 pm
Entretanto a Jordânia tornou-se o 61º (62º) país a reconhecer o Kosovo.
Título:
Enviado por: Ataru em Julho 11, 2009, 09:37:06 pm
A República Dominicana junta-se ao lote de países que reconheceram o Kosovo, elevando a contagem para 62 (63)!
Título:
Enviado por: P44 em Julho 14, 2009, 09:32:25 am
mais uns 20 anos e chegam aos tais 100...
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Ataru em Novembro 09, 2009, 10:31:10 pm
Hoje a Nova Zelãndia reconheceu a independencia do Kosovo, apartir de agora 1/3 dos países do planeta ja reconheceram a republica do kosovo.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 04, 2009, 01:54:29 pm
Brasil declara-se contra a independência do Kosovo


O Brasil declarou-se hoje no tribunal Internacional de Justiça, em Haia, contra a declaração de independência do Kosovo em Fevereiro de 2008, já que entende que o princípio de integridade territorial, neste caso da Sérvia, foi violado.

Representando o país, o embaixador do Brasil na Holanda, José Artur Denot Medeiros, disse que «as instituições de Governo provisório (estabelecidas pela resolução 1.244) tinham um grau substancial de auto-governo, mas na sua atribuição de poderes não menciona, nem implícita nem explicitamente, o da independência».

Para o Brasil, diante de um fracasso como o que aconteceu nas negociações de paz entre Sérvia e Kosovo, corresponderia ao Conselho de Segurança da ONU, e não ao Governo provisório kosovar, decidir sobre uma possível declaração de independência.

in Diário Digital
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Cabecinhas em Dezembro 06, 2009, 06:52:53 pm
E assim se levanta um grande voz contra... vamos ver os próximos capitulos!
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Ataru em Dezembro 16, 2009, 08:50:53 pm
o Malawi reconheceu hoje a independência do Kosovo, já 64 (65) países no Mundo reconheceram a independência do Kosovo.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Ataru em Janeiro 26, 2010, 02:07:50 am
Estou um pouco atrasado mas, a Mauritânia reconheceu, no passado dia 12, a indepêndencia do Kosovo.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Ataru em Abril 13, 2010, 05:51:48 pm
A Suazilândia tornou-se o 66º (67º) país a reconhecer o Kosovo.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: P44 em Abril 13, 2010, 06:10:45 pm
epa pensava que este tópico tinha morrido

uau, 67º!!! quando é que chegam aos 100????? Já estarão os NPOs operacionais?
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Julho 16, 2010, 11:20:57 pm
Sérvia aguarda decisão do TIJ sobre independência do Kosovo


A Sérvia aguarda confiante o parecer do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) sobre a legalidade da proclamação da independência do Kosovo, não reconhecida por Belgrado, que será o prelúdio de novas "conversações" sobre o território, afirmou o primeiro ministro.

"Esperamos um parecer positivo do Tribunal", ao qual se seguirá "um debate na ONU que abrirá a perspetiva de novas conversações sobre o Kosovo", disse o primeiro ministro sérvio, Mirko Cvetkovic, à agência France Presse.

"O futuro de toda a região não pode ser construído sobre uma violação do direito internacional e o governo sérvio acredita que apenas o diálogo pode ajudar a ultrapassar a atual situação no Kosovo, que é difícil", acrescentou Cvetkovic.

O Tribunal Internacional de Justiça deve divulgar na quinta feira o seu parecer sobre a declaração de independência do Kosovo, proclamada a 17 de fevereiro de 2008 pelas autoridades kosovares albaneses de Pristina e já reconhecida por 69 países, incluindo os Estados Unidos e 22 dos 27 estados da União Europeia.

Para as autoridades kosovares, a possibilidade de voltar atrás na questão da independência não se coloca, mas Belgrado continua a considerar o Kosovo uma das suas províncias.

"O governo sérvio está pronto para conversações sobre o estatuto do Kosovo e os problemas que tornam difícil a vida diária dos cidadãos da nossa província meridional", afirmou o primeiro ministro sérvio.

"Pedimos uma solução justa que garanta uma paz duradoura e estabilidade para a região e acreditamos que tal solução só pode ser encontrada mediante um diálogo sincero e aberto", reforçou.

Para Mirko Cvetkovic, "a Sérvia vai resolver os problemas no Kosovo através de meios pacíficos e diplomáticos".

Lusa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Julho 22, 2010, 06:42:48 pm
Declaração de independência do Kosovo 'não é ilegal' para o TIJ


A declaração unilateral de independência da antiga província sérvia do Kosovo não colide com nenhuma lei internacional, deliberou esta quinta-feira o Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, em Haia.

O Tribunal Internacional de Justiça de Haia decidiu que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola as leis internacionais, ao contrário do que argumenta a Sérvia. O veredicto, não vinculativo, foi divulgado esta quinta-feira em Haia, na Holanda.

O juiz-presidente Hisashi Owada sustentou que a lei internacional «não contém qualquer proibição aplicável» relativa à declaração kosovar, proferida a 17 de Fevereiro de 2008.

O Kosovo, antiga província sérvia de maioria albanesa (apesar de ter contado, até meio do século XX, com uma maioria sérvia), era desde 1999 um protectorado internacional, depois da guerra lançada pela guerrilha albanesa contra as autoridades de Belgrado. A intervenção da NATO foi decisiva para a derrota das forças sérvias.

Ainda hoje, o território é palco de confrontos violentos entre albaneses e a minoria sérvia, concentrada a norte do rio Ibar.

Para além da Sérvia, também a China, Rússia, Espanha, Índia, Grécia, Roménia e a vizinha Bósnia, entre outras nações, não reconhecem a independência do Kosovo. A questão divide aliados da NATO e da União Europeia.

A 7 de Outubro de 2008, Portugal reconheceu formalmente a independência do país balcânico de 2 milhões de habitantes, um dos mais pobres da Europa, frequentemente referido como uma base logística de redes criminosas internacionais.

SOL
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2010, 05:23:47 pm
Madrid vai continuar a não reconhecer independência do Kosovo


O Governo de Espanha anunciou hoje que não alterou a sua posição sobre o Kosovo e vai continuar a não reconhecer a independência do território.

"Mantemos a nossa posição de não reconhecer (a independência do Kosovo) e continuamos a apelar para o diálogo e para um acordo entre as partes", afirmou em conferência de imprensa Maria Teresa de La Vega, "número dois" do Executivo de Madrid.

A Espanha, confrontada com tentações independentistas no País Basco e Catalunha, inclui-se entre os cinco Estados-membros da União Europeia (UE), com Eslováquia, Roménia, Grécia e Chipre, que não reconheceram a independência do Kosovo, autoproclamada em 17 de Fevereiro de 2008.

Após considerar "irrealista comparar a Espanha aos Balcãs", De La Vega precisou que a posição de Madrid se baseia na resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU sobre o Kosovo, aprovada em Julho de 1999, e que prevê "o respeito da soberania e integridade territorial" da ex-Jugoslávia, e de onde provém a Sérvia.

A reacção do Governo espanhol surgiu um dia após o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) da ONU ter emitido um parecer onde considera que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola a lei internacional "por não existirem provimentos em vigor que limitem as declarações de independência".

Na deliberação, a instância judicial precisou contudo que não se pronuncia sobre o direito à autodeterminação ou secessão.

Também hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros romeno disse em comunicado que vai manter a posição "de não reconhecer o Kosovo enquanto Estado".

Após reiterar o seu "respeito constante e profundo face ao direito internacional (...) e ao TIJ", Bucareste considerou que a instância judicial da ONU apenas se pronunciou "sobre a legalidade da declaração da independência e não sobre as suas consequências jurídicas", relacionadas "com a criação de um novo e presumível Estado".

Em Chipre, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu ainda um comunicado em que refere a "posição de princípio sobre a questão do Kosovo e reafirma a resoluta posição de respeito sobre a soberania e integridade territorial da Sérvia, que incluiu a província do Kosovo e Metohija".

Lusa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 01, 2010, 06:55:03 pm
A independência do Kosovo
Alexandre Reis Rodrigues
 

Finalmente, quase dois anos depois, chegou a resposta ao pedido da Sérvia à ONU para que o Tribunal Internacional de Justiça se pronunciasse sobre se «a declaração unilateral de independência pelas instituições provisórias de autogovernação do Kosovo está de acordo com o Direito Internacional».

Numa votação de 10 votos a favor e quatro contra, o Tribunal emitiu o parecer, não vinculativo para a ONU, de que a declaração era legal à luz do direito internacional. É uma resposta directa à questão posta pelo Estado sérvio; no entanto, não encerra o assunto. O acesso à independência pressupõe que no seguimento da declaração venha o reconhecimento formal da situação por outros países; terão que ser, pelo menos dois terços do número actual de membros da ONU. Presentemente, são apenas 69 os que se pronunciaram favoravelmente; enquanto este número não atingir o nível dos 128, o Kosovo não será reconhecido, pelas Nações Unidas, como país independente e soberano.

O assunto será sempre polémico porque, ao contrário dos seis países que se tornaram independentes na sequência do desmembramento da antiga República da Jugoslávia, o Kosovo era apenas uma província da Sérvia; não era um país membro da Federação. A Resolução 1244 do Conselho de Segurança, de 10 de Junho de 1999, que autorizou uma presença civil e de segurança sob a égide das Nações Unidas para pôr fim à tragédia humana por que estava passar o Kosovo, confinou as acções a tomar à observação dos princípios de soberania e integridade territorial.

Na falta de um entendimento entre as partes (Sérvia e representantes do Kosovo) e com as opiniões muito divididas é duvidoso que a deliberação do Tribunal venha a ajudar a evitar que o “problema” do Kosovo se eternize, como vários outros com que o mundo se debate hoje.

O Parlamento sérvio já adoptou uma resolução que recusa em definitivo a possibilidade de algum dia reconhecer a independência da antiga província. A Rússia insiste que a decisão não chega para dar base legal à independência. Os EUA, que sempre estiveram na linha da frente da defesa da independência, continuam a defender que o Kosovo representa uma situação única que não abre precedente para outros movimentos separatistas reclamarem também o direito a independência. No entanto, a argumentação usada em defesa desta posição, como aliás na das outras, não prima pela coerência. Basta lembrar, por exemplo, o encorajamento que a Rússia deu às duas províncias separatistas da Geórgia (Ossétia do Sul e Abkázia) e o aproveitamento que fez do precedente do Kosovo para apoiar a sua independência.

As opiniões vão certamente continuar divididas, mesmo no âmbito da União Europeia, entre os que encaram a declaração de independência como o desfecho esperado da tragédia humana por que os Kosovares passaram, admitindo uma espécie de “justa causa”, e os cinco Estados-membros que estão contra essa conclusão (Espanha, Grécia, Chipre, Eslovénia e Roménia). Compreende-se o receio de que o reconhecimento de uma entidade separatista contra a vontade do poder central constitua um precedente que fragiliza a situação dos que têm movimentos separatistas dentro das suas fronteiras.

Curiosamente, esta situação não impediu Catherine Ashton de dar por bem-vinda a deliberação do Tribunal e afirmar que tanto a Sérvia como o Kosovo «têm o seu futuro na UE». A Europa tem confiado que a atracção de uma próxima admissão vai moderar a postura das partes e, em especial, da Sérvia que quer evitar o regresso ao isolamento internacional por que passou durante a crise dos Balcãs. Estranha-se, no entanto, que a postura dos cinco membros atrás referidos não tenha sugerido à Alta Representante a necessidade de uma maior contenção na formulação das hipóteses de adesão da Sérvia e do Kosovo, apresentadas como algo de garantido.

Ora esse desfecho ainda está muito distante. Para a Sérvia fala-se em 2020; para o Kosovo não se fala em qualquer data porque os Kosovares ainda nem sequer conseguiram demonstrar que conseguem construir um país viável, capaz de vencer a luta contra a corrupção e criminalidade e de gerar alguma esperança, quer quanto às expectativas de emprego (90% dos jovens com menos de 25 anos não conseguem ocupação), quer quanto às condições de vida. Aparentemente, este aspecto não tem interessado grandemente aos EUA, os principais animadores da independência do país, mas terá que preocupar a Europa, a quem cabe, em primeira instância lidar com a situação.

É verdade que, contra as previsões de muitos, a declaração unilateral de independência não provocou a faísca que se receava, quer por parte de reacções excessivas da Sérvia ou da Rússia, quer pela “reabertura da caixa de Pandora” dos Balcãs, particularmente no frágil arranjo da situação na Bósnia-Herzegovina. No entanto, seja qual for a interpretação dada à deliberação do Tribunal, esta reduziu drasticamente as esperanças que Belgrado tinha em solucionar o assunto pela via diplomática. Estamos, portanto, perante um desenvolvimento político que vai envolver a Europa num problema de grande complexidade e riscos acumulados e que vai perdurar por muitos anos.

Jornal Defesa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2010, 09:15:15 pm
Kosovo pede nova resolução da ONU sobre estatuto


O Kosovo pediu hoje à ONU para substituir a atual resolução sobre o seu estatuto por um outro texto que permita à ex-província sérvia aderir à organização mundial, anunciou o ministro kosovar dos Negócios Estrangeiros.

“O objetivo último (do Kosovo) é tornar-se membro das Nações Unidas”, declarou o chefe da diplomacia kosovar, Skender Hyseni, durante uma reunião em Nova Iorque com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, e de acordo com um comunicado.

Os líderes albaneses do Kosovo autoproclamaram a independência do território em 17 de fevereiro de 2008 e foram reconhecidos até ao momento por 69 países, incluindo os Estados Unidos e 22 dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE).

Portugal legitimou a independência kosovar em 7 de outubro de 2008.

Hyseni solicitou que a resolução 1244 – que em 1999 legitimou a administração local da ONU (Unmik) na província secessionista sérvia com larga maioria de população albanesa – seja substituída por outro texto, após a recente deliberação do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).

Esta instância judicial da ONU emitiu em 22 de julho um parecer consultivo onde considerou que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola a lei internacional, “por não existirem provimentos em vigor que limitem as declarações de independência”.

Na deliberação, a instância judicial precisou, contudo, que não se pronuncia sobre o direito à autodeterminação ou secessão.

Lusa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 26, 2010, 07:15:33 pm
MNE alemão exorta Belgrado a aceitar independência do Kosovo


O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, pediu hoje aos líderes da Sérvia para “enfrentarem a realidade” e reconhecerem a independência do Kosovo.

“O Kosovo independente é uma realidade e a opinião do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) confirmou-o sem ambiguidades”, disse o ministro alemão durante uma conferência para estudantes na universidade de Belgrado.

Em 22 de julho, o TIJ da ONU emitiu um parecer não vinculativo onde refere que a declaração unilateral de independência do Kosovo não viola a lei internacional “por não existirem provimentos em vigor que limitem as declarações de independência”.

Na deliberação, a instância judicial precisou contudo que não se pronuncia sobre o direito à autodeterminação ou secessão.

Westerwelle, que iniciou quarta feira em Zagreb um périplo balcânico que termina sexta feira em Pristina, capital do Kosovo, pediu à liderança sérvia para “enfrentar a realidade” e disponibilizarem-se para um diálogo com os líderes albaneses do Kosovo, mediado pela União Europeia (UE) e não pela ONU.

Na sua alocução, o ministro alemão aconselhou ainda Belgrado a prescindir de eventuais trocas territoriais. “O mapa geográfico do sudeste da Europa está traçado e terminado”, sentenciou.

Após aludir à possibilidade de “conversações diretas” entre Belgrado e Pristina, Westerwelle voltou a insistir que o diálogo “deve decorrer em Bruxelas e não em Nova Iorque”.

O Governo sérvio prepara-se para apresentar uma nova resolução sobre o Kosovo na assembleia-geral da ONU, que deverá ser debatida a 9 de setembro e na qual se apela à rejeição da “independência unilateral do Kosovo”.

Os media sérvios têm-se referido a intensas pressões sobre Belgrado por parte das potências ocidentais que apadrinharam a independência da ex-província sérvia, declarada em fevereiro de 2008, para que seja alterado o conteúdo da resolução que vai ser debatida no fórum das Nações Unidas.

Caso Belgrado insista nas suas posições, referem diversos observadores, poderá ficar comprometido o seu processo de aproximação à UE.

A independência unilateral do Kosovo foi reconhecida até ao momento por 69 países, incluindo os Estados Unidos e por 22 dos 27 Estados-membros da UE. Portugal optou pelo reconhecimento em outubro de 2008.

Entre os países que apoiam a posição de Belgrado incluem-se a Rússia e a China, dois membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Lusa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Chico Xavier em Agosto 26, 2010, 08:33:08 pm
Quem esteve por detrás da  dissolução da Jugoslávia foi a Alemanha e este comunicado é mais uma prova desse ataque à Sérvia.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: P44 em Agosto 27, 2010, 04:40:54 pm
é nostálgia dos bons velhos tempos do Ante Pavelic...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fc%2Fca%2F138_Ante_Pavelic.jpg&hash=046d63766279e0df60a539bb686b094c)
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: HaDeS em Outubro 29, 2010, 09:28:28 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ff.i.uol.com.br%2Ffolha%2Fmundo%2Fimages%2F10203431.gif&hash=efd3a42f1751a50e5f0b5c11d53300fc)

Fonte: FOLHAONLINE
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: jopeg em Novembro 24, 2011, 05:00:50 pm
Caros,

In Correio da Manhã:
Citar

Dois militares portugueses feridos no Kosovo

A missão da NATO no Kosovo informou que 21 militares foram feridos na madrugada desta quinta-feira, em confrontos com manifestantes sérvios que tentaram impedir o desmantelamento de um bloqueio numa estrada no norte do Kosovo. Dois dos feridos são portugueses.

16h22
 
 
Segundo um comunicado da NATO, os manifestantes lançaram pedras contra os militares, que tentavam desmantelar blocos de cimento colocados na estrada que conduz ao posto fronteiriço de Jarinje, e tentaram atropelar vários deles com um camião carregado de areia.  
Um dos soldados foi ferido com gravidade, segundo o texto.  
Os dois portugueses ficaram hospitalizados para observação, disse fonte militar à agência Lusa.

O porta-voz do Estado-maior General das Forças Armadas (EMGFA), comandante Ramos de Oliveira, confirmou à Lusa que "militares portugueses ficaram feridos nos confrontos com a população", mas que "não apresentam cuidados e ficam sob observação médica".

O EMGFA esclarece que "dois soldados portugueses ficaram internados para observação médica, de um grupo de duas dezenas, entre portugueses e húngaros, que ficou com ferimentos ligeiros".

A agência Lusa contactou o Estado-maior do Exército, através do  porta-voz do ramo, tenente-coronel Jorge Pedro, que remeteu para o Estado-maior General das Forças Armadas.

O EMGFA confirmou que foram disparados tiros de aviso para o ar, de forma a "dispersar o ajuntamento de populares que se opuseram à operação militar".

Cerca de meia hora depois, uma explosão foi sentida num bairro de maioria albanesa da cidade de Kosovska Mitrovca (norte). Segundo a polícia, três veículos ficaram danificados, mas não se registaram vítimas.  

Os sérvios do norte do Kosovo, maioritários na região, não reconhecem as autoridades de Pristina e recusam aceitar que elas controlem os pontos de Jarinje e Brnjak. O diferendo provocou vários confrontos desde Julho.


Um abraço,

Jopeg
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 09, 2012, 10:26:06 pm
Kosovo torna-se segunda-feira Estado soberano


Kosovo torna-se na segunda-feira plenamente soberano, quando o Grupo Internacional de Orientação anunciar em Pristina a sua dissolução, estando prevista uma enorme festa na capital, quatro anos e meio depois da proclamação unilateral da sua independência da Sérvia.
Na capital kosovar, os preparativos das celebrações estão em curso hoje à noite, nomeadamente com a montagem de um gigantesco palco onde vão actuar músicos do Kosovo mas também da vizinha Albânia, da Macedónia e da Bósnia.

O Grupo Internacional de Orientação (ISG, International Steering Group) indicou que a sua dissolução será pronunciada na segunda-feira, ao fim da tarde, o que representará «o acesso do Kosovo à plena soberania», depois de ter dado provas do seu «sólido apoio a um Estado democrático e multiétnico».

O fim da «vigilância internacional» do Kosovo foi decidido no início de Julho pelo ISG, numa reunião realizada em Viena.

O ISG é constituído por 25 países, entre os quais os Estados Unidos e a Turquia, que apoiaram – apesar da oposição categórica da Sérvia – a independência da antiga província sérvia, cuja população é maioritariamente de origem albanesa, declarada a 17 de Fevereiro de 2008, após a guerra de 1998-99, que opôs a guerrilha independentista kosovar albanesa às forças sérvias.

Na primavera de 1999, a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) levou a cabo, sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, raides aéreos no Kosovo e na Sérvia, contra alvos militares e civis, incluindo a capital sérvia, Belgrado, ataques que conduziram à saída das forças sérvias do Kosovo.

Depois, um mediador da ONU, o finlandês Martti Ahtisaari, fez com que se adoptasse um processo de autodeterminação do Kosovo, «sob vigilância internacional» (ISG), com uma administração da ONU no local, um processo rejeitado por Belgrado.

Devido à hostilidade de Belgrado, este processo não foi aplicado no norte do Kosovo, onde vive a maior parte da minoria sérvia, que representa cerca de dez por cento dos 1,8 milhões de kosovares, sendo o resto da população de origem albanesa.

A melhoria das relações com o Kosovo é a principal condição a preencher para que a Sérvia, que obteve o estatuto de candidato à adesão à União Europeia em Março, possa obter uma data para a abertura das negociações com Bruxelas.

No entanto, a decisão do ISG em nada altera as acções em curso da Missão Eulex de polícia e de justiça da União Europeia, cujo mandato foi, a 12 de Junho, prolongado até 2014, e da Força da NATO no Kosovo (KFOR).

Lusa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2013, 10:18:37 am
Sérvia sugere estar disposta a falar da adesão do Kosovo à ONU


A Sérvia sugeriu, pela primeira vez, que poderá desistir de sua oposição à proposta do Kosovo para integrar as Nações Unidas.

Segundo a AFP, o primeiro-ministro sérvio, Ivica Dacic, disse terça-feira que estava a procurar uma "solução global" com a sua ex-província, o que poderia incluir falar da possibilidade de um lugar para o Kosovo na ONU.
 
Desde que o Kosovo proclamou, apesar da oposição de Belgrado, a sua independência da Sérvia, em 2008, as autoridades kosovares têm insistido que o objetivo final é a adesão à ONU.
 
Apesar da Sérvia ter prometido nunca permitir que o Kosovo aderisse à ONU ou outras organizações internacionais, o primeiro-ministro sérvio sugeriu, terça-feira, pela primeira vez uma mudança de atitude.
 
"Nós podemos concordar com tudo", declarou aos jornalistas. Ivica Dacic disse ainda: "estamos à procura uma solução global, mas para que isso aconteça algo tem que ser dado".
 
O Parlamento sérvio aprovou domingo uma resolução pedindo autonomia para a minoria sérvia no Kosovo como parte das negociações com Pristina apoiadas pela União Europeia.
 
Em troca, a Sérvia finalmente reconheceria Pristina com autoridade sobre todo o território, incluindo o norte, atualmente sob controlo sérvio. Melhores relações com o Kosovo é uma condição fundamental para que a Sérvia caminhe para uma eventual adesão à União Europeia.
 
Mais de 90 países, incluindo os Estados Unidos e 22 dos 27 estados membros da União Europeia, reconheceram o Kosovo como um Estado independente.

Lusa
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: jopeg em Outubro 15, 2014, 09:48:05 am
Caros,

In DN:
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EURO2016

Drone interrompe Sérvia-Albânia

por Rui Frias
Ontem

Um drone com a bandeira albanesa lançou o caos no jogo que se disputa em Belgrado, originando uma batalha campal que obrigou à interrupção da partida

Num jogo em que a UEFA proibiu a presença de adeptos visitantes, por razões políticas e históricas, a Albânia visitou a Sérvia com sete jogadores nascidos no Kosovo, palco de uma guerra sangrenta em 1999 e cuja independência é rejeitada pelos sérvios.

Aos 42 minutos, um drone com a bandeira albanesa sobrevoou o relvado do Estádio do Partizan, em Belgrado, e instalou a confusão. Mitrovic, central sérvio que já esteve no Benfica, tentou retirar a bandeira do drone, mas o gesto provocou a reação dos jogadores albaneses e daí até à confusão generalizada foi um instante, com cenas de pancadaria no relvado entre jogadores e também alguns adeptos que invadiram o terreno de jogo.

Perante isso, o árbitro inglês Martin Atkinson interrompeu a partida.


Jopeg
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: mafets em Novembro 11, 2014, 02:48:06 pm
http://www.portugues.rfi.fr/europa/20141110-discussao-sobre-o-kosovo-constrange-encontro-historico-entre-albania-e-servia
Citar
Discussão sobre o Kosovo constrange encontro histórico entre Albânia e Sérvia

O que era para ser uma visita histórica do primeiro-ministro da Albânia à Sérvia – a primeira em 68 anos – acabou virando um conflito verbal entre os líderes dos dois países. Todas as declarações diplomáticas de bom entendimento proferidas ao longo da segunda-feira (10) acabaram indo para os ares assim que o albanês mencionou o tema Kosovo.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.portugues.rfi.fr%2Fsites%2Fportugues.filesrfi%2Fdynimagecache%2F1178%2F350%2F2322%2F1732%2F344%2F257%2Fsites%2Fimages.rfi.fr%2Ffiles%2Faef_image%2F2014-11-10T114518Z_420976861_GM1EABA1I7Q01_RTRMADP_3_SERBIA-ALBANIA-RAMA.JPG&hash=51ba7d37067943efb1d179279139d74f)

Cumprimentis
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: jopeg em Fevereiro 27, 2018, 09:29:20 am
Reportagem do Jornal Expresso sobre uma ex-combatente do conflito do Kosovo.

http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/26-02-2018/caderno-1/temas-principais/nome-de-guerra-vida

Jopeg
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2018, 12:45:44 pm
Juncker 'força' acordo entre Sérvia e Kosovo para entrada na UE


Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 31, 2018, 04:11:43 pm
Diplomatas europeus céticos com plano para os Balcãs


Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 09, 2018, 05:38:59 pm
Visita do presidente sérvio cria tensão no Kosovo


Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 18, 2018, 01:56:24 pm
Kosovo diz que criação de exército é "irreversível"


Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2019, 06:35:11 pm
Putin acusa Kosovo de atiçar tensões nos Balcãs


Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Abril 20, 2019, 03:50:32 pm
Jihadistas do Estado Islâmico regressam ao Kosovo



Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2019, 10:21:55 am
Presidente do Kosovo diz que UE está "demasiado fraca" para mediar negociações


Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: HSMW em Maio 30, 2019, 05:10:27 pm

Kosovo Forces Raids In Serb-majority Areas Spark New Round Of Tensions In Balkans
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Junho 12, 2019, 09:18:15 pm
Kosovo celebra 20 anos sem guerra



Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: P44 em Novembro 21, 2019, 03:07:18 pm
Finalmente a verdade acerca do Kosovo começa a vir ao de cima

https://www.facebook.com/259340030759935/posts/3159753787385197/?app=fbl
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: HSMW em Novembro 23, 2019, 01:36:33 am
Excelente artigo. Nada que não se esperasse, mas começa a ser reconhecido.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 28, 2021, 06:12:55 pm
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 30, 2021, 05:17:55 pm
Kosovo e Sérvia chegam a acordo



Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: HSMW em Dezembro 25, 2021, 10:21:01 pm

Possível futura união entre a Albânia e o Kosovo?
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2022, 11:19:06 am
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Lusitano89 em Maio 01, 2022, 04:08:06 pm
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: ricardonunes em Julho 31, 2022, 06:44:47 pm
As sirenes voltam a tocar na fronteira Servia Kosovo.

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BREAKING: SERBIAN PRESIDENT VUCIC WILL DELIVER AN EMERGENCY ADDRESS TO THE NATION
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Daniel em Agosto 01, 2022, 03:01:19 pm
As sirenes voltam a tocar na fronteira Servia Kosovo.

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BREAKING: SERBIAN PRESIDENT VUCIC WILL DELIVER AN EMERGENCY ADDRESS TO THE NATION

O Putin a fazer das suas, mas desta feita não vai ter sorte, o mal já está feito, a Russia vai pagar um preço muito mas muito alto, continua Putin vais no caminho certo.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: FoxTroop em Agosto 02, 2022, 07:20:41 am
As sirenes voltam a tocar na fronteira Servia Kosovo.

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BREAKING: SERBIAN PRESIDENT VUCIC WILL DELIVER AN EMERGENCY ADDRESS TO THE NATION

Estava à espera de uma destas após o inenarravel ter passado de visita por lá. Felizmente e por enquanto, o bom senso falou mais alto desta vez, mas a panela continua ao lume e pode e vai transbordar.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Luso em Agosto 02, 2022, 08:48:25 am
Fox, é possível partilhares connosco, com mais detalhe (se possível e legalmente admissível) a tua experiência nos Balcãs?
E já agora quem também a teve?

A minha desconfiança dos jornalistas e da imprensa é cada vez maior.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: FoxTroop em Agosto 03, 2022, 01:33:27 pm
Fox, é possível partilhares connosco, com mais detalhe (se possível e legalmente admissível) a tua experiência nos Balcãs?
E já agora quem também a teve?

A minha desconfiança dos jornalistas e da imprensa é cada vez maior.

Caro Luso, aquilo lá foi o meu despertar para tudo o que agora sou. Foi quando a realidade, vivida e vista na 1ª pessoa, chocou de tal forma com o que era dito e vendido, que me fez levantar questões que, respondidas, levantaram outras questões e por aí a fora. Posso dizer-lhe que, depois de ter lá passado, se há Povo (com letra grande) que respeito é o Sérvio.

A passagem por outros TO apenas serviu para confirmar o  que por lá vi e enfim, é o que é.

O major-general Raul Cunha, cuja contribuição para o entendimento do que actualmente se passa na questão ucraniana foi permaturamente encerrada nos nossos "mass-merdia" por se ter atrevido, num noticiário em directo, a confrontar o irmão daquela aberração que governa aquilo que já foi Portugal, lançou um livro sobre o assunto da antiga Jugoslávia, mais concretamente, a situação vivida no Kosovo. Vale a pena.
Acredito que muitos mais, com o aproximar daquela idade onde o medo (será medo ou simplemente o já não se importar?) desaparece, irão contar o que realmente viram e foram obrigados a calar, uns por dever institucional, outros porque são só uns, sem coluna nem honra, a querer mais um risco nos galões.

Uns. a minoria, irão olhar, juntar as peças, fazer o seu próprio juizo e libertar-se da manada. Os outros, podem sempre ficar com a versão vendida pelos "massmerdia" e comentadeiros "chpchialistaxz".
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Icterio em Agosto 03, 2022, 01:46:40 pm
Fico admirado como a manada acredita que a Terra é redonda.  Ainda não juntaram a peças nem fizeram o seu próprio juízo. 
Talvez um dia abram os olhos, como eu que sou totalmente esclarecido (e pomposo) e compreendam que o planeta Terra é na verdade um triangulo construido por uma antiga raça de aliens parecidos com a cristina ferreira.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: ricardonunes em Agosto 03, 2022, 05:20:10 pm
e compreendam que o planeta Terra é na verdade um triangulo construido por uma antiga raça de aliens parecidos com a cristina ferreira.

(https://i.postimg.cc/MpGqTCX2/cristina-ferreira-globos-de-ouro.jpg)
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: FoxTroop em Agosto 04, 2022, 07:58:03 pm
Fico admirado como a manada acredita que a Terra é redonda.  Ainda não juntaram a peças nem fizeram o seu próprio juízo. 
Talvez um dia abram os olhos, como eu que sou totalmente esclarecido (e pomposo) e compreendam que o planeta Terra é na verdade um triangulo construido por uma antiga raça de aliens parecidos com a cristina ferreira.

Bem, se ter passado pelas coisas, ter tirado as ilações e ter feito o meu próprio juízo da situação, significa ser pomposo, então sou-o com muito orgulho. Esclarecido não sou, tento ser, todos os dias mais um pouco.
Agora mais esclarecido, atendendo ao enorme contributo intelectual de muitas das intervenções aqui, incluindo as suas, claramente posso afirmar que o sou e sem modéstia nenhuma.
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: Icterio em Agosto 04, 2022, 08:42:40 pm
Bem, se ter passado pelas coisas, ter tirado as ilações e ter feito o meu próprio juízo da situação, significa ser pomposo, então sou-o com muito orgulho. Esclarecido não sou, tento ser, todos os dias mais um pouco.

Não, o pomposo sou eu!  Foi o que chamaram aqui no FD noutro tópico. 
Devo dizer que já me chamaram de muito pior (também aqui no FD...).
Título: Re: Kosovo - À Procura do Beijo Impossível
Enviado por: FoxTroop em Agosto 04, 2022, 09:21:44 pm
Bem, se ter passado pelas coisas, ter tirado as ilações e ter feito o meu próprio juízo da situação, significa ser pomposo, então sou-o com muito orgulho. Esclarecido não sou, tento ser, todos os dias mais um pouco.

Não, o pomposo sou eu!  Foi o que chamaram aqui no FD noutro tópico. 
Devo dizer que já me chamaram de muito pior (também aqui no FD...).

Não o vejo como alguém que seja pomposo. Creio até que o meu caro tem o discernimento e cultura militar mais que suficiente para fazer uma avaliação fria e distanciada das situações. Eu tenho as minhas simpatias e acredite, se quiser, que não são as que o pessoal julga aqui, tento é, no possível, analisar tendo em conta o que é que eu faria se estivesse nas botas do outro. Se parece pró qualquer coisa ou se julgam pró qualquer coisa, simplesmente passa ao lado. Tanto que afirmo ser a favor do que a Pelosi fez, embora seja a jogada errada num momento em que se alienou aquele que seria a nossa maior ferramenta de contenção para o apetite chinês. Assim como achei estupido e mais uma facada na Europa, o Blinken ir ao Kosovo para a seguir dar este granel lá. Ou os turcos andarem a jogar no diversos tabuleiros sem terem fichas suficientes para ganhar decisivamente em nenhum, sabendo que a Rússia não esquece e acabando de resolver a questão ucraniana vai virar atenções para o que os azeris a mando dos turcos andam a fazer. Enfim, muito pode ser discutido aqui.

Quanto a nomes, desde "mercenário que pela sua profissão não tem palavra" até aos mais pejorativos, também já gramei aqui de tudo. É lidar.