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Conflitos => Conflitos do Presente => Tópico iniciado por: Luso em Novembro 02, 2006, 09:08:26 pm

Título: Afeganistão: diversos
Enviado por: Luso em Novembro 02, 2006, 09:08:26 pm
Serve este tópico para enquadrar diversas contribuições que se refiram a este teatro de operações mas sem tema definido.


Histerismo histórico: sem comentários, dado o absurdo...

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid= ... LhkIItQqns (http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&sid=aGLhkIItQqns)

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German Soldiers Used Symbol Resembling Nazi Afrika-Korps Palm

By Patrick Donahue

Nov. 2 (Bloomberg) -- German soldiers sent to Afghanistan in 2001 decorated a military vehicle with a symbol resembling the Nazi insignia used during World War II by Field Marshal Erwin Rommel's Afrika-Korps.

Stern magazine published a photograph of an off-road light vehicle bearing on its side a brown palm tree marked with the German Iron Cross instead of the Nazi swastika used by the Afrika-Korps, an expeditionary force sent by Adolf Hitler to North Africa. A German Defense Ministry spokesman wasn't immediately available to comment.

The photo follows the publication in German newspaper Bild Zeitung on Oct. 25 of images showing German soldiers posing with human skulls. The episode triggered a wave of criticism from politicians including Chancellor Angela Merkel and prompted German Defense Minister Franz Josef Jung to order the suspension of soldiers allegedly involved and a probe.

The photograph in Stern shows the military vehicle belonging to the KSK special operations unit in November 2001 while it was stationed at Camp Justice on the Omani island of Masirah, the magazine reported. The elite unit was the first German ground- troop force sent into Afghanistan, where Germany has 2,730 troops attached to the United Nations ISAF mission, all in the north of the country.

The KSK member who revealed the photograph to Stern said some of his peers in the unit ``found it particularly chic'' to drive around with the palm symbol, but that he and others thought it was ``simply disgusting,'' the magazine reported today.

Last week the German parliament's Defense Committee said it would investigate allegations that the KSK in Afghanistan mistreated a German-born Turk who was released from Guantanamo Bay two months ago. Committee members including Winfried Nachtwei of the opposition Green Party said the probe should expand to examine the KSK's conduct in Afghanistan more broadly.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 25, 2006, 02:16:53 am
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Afeganistão: Tropas da NATO devem entreajudar-se em caso de urgência- Scheffer

Bruxelas, 24 Nov (Lusa) - Os países da NATO terão de admitir que no Afeganistão os seus soldados se entreajudem em caso de urgência, exortou hoje o secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, para pôr fim a uma polémica entre aliados.

"Todos admitem que o essencial é fazer face às situações de emergência. É algo de realizável" para os dirigentes aliados, disse de Hoop Scheffer, que lança assim recados para uma cimeira da NATO centrada na difícil situação no Afeganistão que começa terça-feira em Riga (Letónia).

"O que a cimeira de Riga deverá sublinhar, é que em caso de emergência, cada aliado virá em ajuda de um outro aliado", disse ainda.

Estas declarações foram imediatamente saudadas por um diplomata na NATO: "O secretário-geral quis em termos consensuais parar com uma polémica que podia dar maus resultados", declarou.

Em relação aos pedidos dos chefes militares da NATO que reclamavam um máximo de flexibilidade para poderem recorrer a qualquer contingente se fosse necessário, as declarações do secretário-geral marcam uma inflexão.

O comandante da NATO pede há meses o fim das restrições que impedem os soldados de alguns países de serem enviados em caso de combates encarniçados para reforço noutras zonas que não aquelas a que estão afectados.

No Sul do Afeganistão, cerca de 10.000 soldados britânicos, canadianos, australianos e holandeses confrontam-se desde o Verão com uma viva resistência dos talibãs.

Países como a Alemanha, a França, Itália, Espanha e a Turquia, cujos contingentes estão estacionados no norte e ocidente do país, recusaram colocar as suas tropas automaticamente à disposição do comando NATO da Força Internacional de Assistência à segurança (ISAF).

Para estes países, a situação no sul não era grave a ponto de exigir que desguarnecessem as suas próprias zonas de missão.

No Afeganistão, Portugal está presente um contingente de 153 efectivos da Brigada de Reacção Rápida dos Comandos mais sete militares da Força Aérea e quatro oficiais no quartel-general da ISAF, a força internacional ao serviço da NATO.

TM/PGF.

Lusa/Fim


Tem lógica esta decisão.
Vamos ver qual a "mobilidade" que vai ser "imposta" aos militares portugueses...
Título:
Enviado por: Lancero em Novembro 25, 2006, 02:22:31 pm
Penso que o contingente português tem a "mobilidade" que o general em Cabul entender (estão sob sua directa dependência, para o que for preciso). Tanto quanto sei, que não é assim muito, não há grandes restrições ao empenhamento dos portugueses nas mais variadas operações. A única 'coisa' que eu já me apercebi é que, por exemplo, para sairem de Cabul e ir para Kandhar, o comando da ISAF tem que primeiro informar o Governo português. Isto por ser uma zona de risco acrescido.
Ou seja, não estamos na situação dos alemães, por exemplo, que não saem das zonas que lhes estão entregues (por ordem da Merkel) e ao que parece nem fazem patrulhas à noite.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 25, 2006, 03:04:39 pm
Exacto, as nossas tropas são forças de Reacção Rápida e não tropas de quadricula (mais parece que estamos a falar de uma outra guerra que houve nos anos 60/70  :wink: ).
Ou seja, vão para onde há problemas ou onde é necessário um reforço no contigente.  :wink:
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 29, 2007, 05:47:59 pm
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Afeganistão: Força de reacção rápida dos EUA estacionada na próxima semana

Cabul, 29 Jan (Lusa) - A NATO vai dispor na próxima semana de uma força de reacção rápida no Afeganistão, com o estacionamento de uma divisão norte-americana, indicou hoje um porta-voz da aliança atlântica.

      A 82ª divisão aerotransportada norte-americana assumirá as operações militares no leste do país, sob comando da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) da NATO.

      No quadro deste estacionamento, cerca de 700 militares desta força de reacção rápida serão estacionados em Kandahar, no sul do país, referiu o porta-voz da ISAF, coronel Thomas Collins.

      "Isto dará ao comandante da ISAF uma força capaz de reagir muito rapidamente a diversas solicitações em todo o país", acrescentou o oficial.

      Em "circunstâncias extraordinárias", estas tropas poderão ser largadas de pára-quedas nas zonas onde forem necessárias, garantiu.

      O comandante-chefe da NATO no Afeganistão, o general britânico David Richards, que será substituído em 04 de Fevereiro pelo general norte-americano Dan McNeill, exigia a presença desta força de reacção rápida desde que assumiu funções, há nove meses.

      Com a chegada da 82ª divisão aerotransportada, o número de soldados norte-americanos no seio da ISAF atingirá os 15.000, contra 11.500 hoje, adiantou o coronel Collins.

      A ISAF conta com cerca de 33.000 militares no Afeganistão, que operam paralelamente aos mais de 8.000 soldados, sobretudo norte- americanos, da coligação internacional dirigida, desde o Outono de 2001, pelos Estados Unidos.

      Entretanto, a União Europeia anunciou hoje que vai desbloquear uma ajuda ao Afeganistão de 600 milhões de euros para os próximos quatro anos, para reforçar, nomeadamente, o sistema judicial do país.

      Este financiamento servirá também para combater a produção de ópio, que é um dos principais recursos dos camponeses pobres afegãos, adiantou a comissária dos Negócios Estrangeiros da UE, Benita Ferrero- Waldner, após uma reunião do "trio de presidências" europeias em Berlim.

      Também em Berlim, o alto representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, considerou hoje que era "muito provável" que fossem enviadas equipas europeias para o Afeganistão para o treino de polícias locais.

      "Uma missão de polícias da UE ao Afeganistão é muito provável", disse Solana.

      Entretanto, o ministro da Defesa espanhol, José António Alonso, fez hoje uma visita de surpresa às tropas espanholas estacionadas no Afeganistão.

      Alonso visitou o contingente de 680 militares espanhóis no país, que integra a ISAF.

      A Espanha poderá aumentar o seu contingente no Afeganistão em 150 homens, refere hoje o diário El Pais, adiantando que o anúncio oficial poderá ser feito durante a reunião dos ministros da Defesa da NATO, prevista para 08 e 09 de Fevereiro em Sevilha, sul da Espanha.


Interessante o "grosso" da 82ª aerotransportada ir para o Leste (Farah e Herat), zonas que a nossa QRF tem reforçado com alguma regularidade e que está maioritariamente entregue ao contingente espanhol.
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 30, 2007, 10:56:28 pm
Citação de: "Lancero"
Interessante o "grosso" da 82ª aerotransportada ir para o Leste (Farah e Herat), zonas que a nossa QRF tem reforçado com alguma regularidade e que está maioritariamente entregue ao contingente espanhol.


Amigo Lancero pegue no mapa :lol:
Farah e Herat encontram-se no oeste do Afeganistão, do lado do Irão, é verdade que os americanos possuem forças nesses locais por si referidos mas são poucas, o comando regional nem é americano é italiano, o grosso das forças americanas encontram-se no leste do Afeganistão, do lado do Paquistão onde se encontra o grosso das forças americanas e comando regional americano, é para ai que se vai enviar a 82ª Divisão Aerotransportada.

http://www2.hq.nato.int/isaf/media/pdf/ ... t_isaf.pdf (http://www2.hq.nato.int/isaf/media/pdf/placemat_isaf.pdf)

Alias acho que nem se trata de nenhum reforço de tropas, trata-se de uma normal rotação de tropas, penso que é a 10ª Divisão de Montanha que se encontra no leste do Afeganistão e vai ser rendida pela 82ª Divisão Aerotransportada, se não me engano no oeste é uma brigada qualquer da Guarda Nacional...
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 30, 2007, 11:31:08 pm
:N-icon-Axe:  :mrgreen:
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 30, 2007, 11:43:40 pm
Citação de: "Lancero"
:oops:

Escrevi sem pensar. Ou melhor, li uma coisa que não estava lá...  :censurado:

Eu ainda vou conhecendo os pontos cardeais. Sei tirar uns azimutes e tudo. Há dias melhores que outros. Tenho ainda 10 dias de férias. Acho que está na altura  :wink:
Boas férias então...
Título:
Enviado por: Artic Fusion em Janeiro 31, 2007, 12:27:17 am
Ouvi rumores de que a Luftwaffe estava a considerar o envio de  caças-bombardeiros Tornado RECCE ... pena é que estas aeronaves sejam de reconhecimento. (Mas pelo que li mesmo nesta função são limitados)

Parece que no fim, vão continuar a ser os holandeses, ingleses e americanos a prestar apoio aereo...para variar são sempre os mesmos a combater. :roll:

PS - Tanto quanto sei não existem aeronaves canadianas na região apesar do seu exercito estar muito activo no terreno.
Título:
Enviado por: p_shadow em Janeiro 31, 2007, 04:56:05 am
Os Tornado "recce" alemães possuem as mesmas capacidades de ataque que as outras aeronaves, além de outras específicas.

O "problema" alemão não é do foro material, certamente.
 :evil:

Cumptos
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 31, 2007, 05:37:00 pm
Ao que parece sao 6 Tornados IDS.
Título:
Enviado por: Spectral em Janeiro 31, 2007, 08:26:43 pm
Limitados ? Os ECR têm capacidade SEAD muito avançadas, agora para que isso seria útil no Afeganistão é outra história  c34x
Título:
Enviado por: Artic Fusion em Janeiro 31, 2007, 08:30:35 pm
Citação de: "Spectral"
Limitados ? Os ECR têm capacidade SEAD muito avançadas, agora para que isso seria útil no Afeganistão é outra história  c34x


Refere-se a Supression of Enemy Air Defences? Para que se querem aeronaves especialistas nessa materia se os Taliban para abater aeronaves só têm RPG's? (Talvez tenham alguns MANPAD's mas não em numero suficientemente ameaçador creio eu)
Título:
Enviado por: Spectral em Janeiro 31, 2007, 08:39:03 pm
Sim, é essa a principal missão dos ECR, a parte do reconhecimento tem mais a ver com reconhecimento ( e guerra) electrónica, embora acho que também também alguma capacidade de reconhecimento convencional. E um aparelho deste tipo de nada serve contra MANPADs, devido ao targeting completamente passivo destes...
Título:
Enviado por: p_shadow em Fevereiro 01, 2007, 04:45:33 am
Não existe uma designação para os Tornado recce alemães. Existe uma unidade com 2 esquadras que possui aeronaves capacitadas para operar sistemas de reconhecimento.

Esta unidade, após a recente retirada dos Tornado da Marineflieger, passou também a desempenhar missões TASMO, usando entre outro material o míssil Kormoran.

A versão ECR é usada maioritariamente em missões SEAD/DEAD e ataque convencional. Poderá ter alguma valência no campo do reconhecimento electrónico (ELINT), mas certamente que não será a versão enviada para um cenário como o do Afeganistão.


Cumptos
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 03, 2007, 02:02:53 pm
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Afeganistão: NATO não pode falhar a sua missão de paz - Hoop Scheffer

Madrid, 03 Fev (Lusa) - O Afeganistão corre o risco de transformar-se e m país "exportador de terroristas" se a NATO fracassar ali na sua missão de paz, advertiu hoje em declarações ao diário espanhol El Mundo o secretário-geral da  Aliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheffer.

        O responsável da Aliança Atlântica reafirmou igualmente a necessidade d e uma "resposta global, mais civil do que militar" no Afeganistão, em vésperas d e uma reunião em Sevilha dos ministros da Defesa da NATO que deverá abordar a qu estão dos reforços militares neste país.

        Cerca de 33.000 soldados de 37 países na Força Internacional de Assistê ncia à Segurança (ISAF) e 10.000 outros da coligação internacional liderada pelo s Estados Unidos estão a ser confrontados com uma insegurança crescente no Afega nistão, onde os talibãs multiplicaram os ataques em 2006.

        "Se fracassarmos no Afeganistão, o país transformar-se-á num Estado fra gilizado que exportará terroristas para o Ocidente", considerou Hoop Scheffer na entrevista.

        "Estamos no Afeganistão para lutar contra esta ameaça sem rosto (o terr orismo) que pretende destruir a nossa sociedade", precisou o líder da NATO.

        "Se em Sevilha concluirmos que há necessidade de reforços, o nosso apel o será dirigido a todos os aliados, incluindo à Espanha", que acaba de anunciar  a sua intenção de não aumentar o seu contingente de cerca de 500 homens no Afega nistão, sublinhou.

        "O ano passado foi duro, mas os Estados Unidos e o Reino Unido já anunc iaram aumentos fundamentais dos seus efectivos, enquanto que outros países estão a ampliar a sua contribuição", referiu Hoop Scheffer.

        Sublinhou, contudo, que "a resposta final para o Afeganistão não é mili tar, mas civil", num quadro "global" de estabilização deste país, em que a NATO  está a contribuir a pedido das Nações Unidas.

        Os ministros dos Negócios Estrangeiros Aliança, reunidos na semana pass ada em Bruxelas, concluíram pela necessidade de reforçar a sua acção no Afeganis tão, onde uma localidade do sul do país, Musa Qala, se encontra desde hoje nas m ãos dos talibãs, segundo anunciaram as autoridades afegãs.
Título:
Enviado por: Artic Fusion em Fevereiro 03, 2007, 03:19:44 pm
À medida que o bom tempo se aproxima começam a aumentar os ataques dos taliban... não admira que uma vila já tenha sido tomada.

33 mil homens é muito para um país do tamanho do afeganistão...é necessario enviar mais militares, entre 5000 a 10000 para permitir maior abrangencia e ocupação de territorio assim como suporte ao Exercito Afegão e Forças de Segurança.

A Espanha por seu lado anda mais interessada em passear no Libano e deixar os extremistas do Hezbollah fazerem o que lhes apetece do que porem os seus homens onde eles são mais necessarios. Enfim... a politica de   Zapatero, Chirac, etc,etc é assim. Cambada de inuteis...
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 04, 2007, 04:30:44 pm
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Afeganistão: Grã-Bretanha entrega comando das forças da NATO aos EUA

Cabul, 04 Fev (Lusa) - O general britânico David Richards entregou hoje

o comando das forças da NATO no Afeganistão ao norte-americano Dan McNeil, que  passa a chefiar os cerca de 33.000 militares que integram a Força Internacional  de Assistência à Segurança (ISAF).

        A passagem de cargo foi oficializada numa cerimónia em Cabul com a qual David Richards pôs termo aos seus nove meses de mandato, durante os quais o Afe ganistão viveu a maior vaga de violência desde a invasão conduzida pelos Estados Unidos, em 2001.

        Em 2006, as confrontações e os ataques no Afeganistão ceifaram a vida a cerca de 4.000 pessoas, um milhar delas civis, de acordo com dados do governo a fegão e da organização para os direitos humanos Human Rights Watch.

        O general norte-americano McNeil enfrenta agora a ameaça de um recrudes cimento dos ataques rebeldes na Primavera, segundo advertem as forças internacio nais.

        No entanto, o porta-voz da Aliança no Afeganistão, o cabo Richard Nugee , excluiu na quarta-feira que os rebeldes estejam suficientemente aprovisionados para isso e assegurou que os talibãs começam este ano em "condições piores" que no ano passado.

        Apesar disso, os talibãs ocuparam de novo na quinta-feira a localidade  de Musa Qala, na província meridional de Helmand, de onde as tropas britânicas d a NATO foram retiradas em Outubro na sequência de um polémico acordo com as trib os locais.

        O governo de Cabul anunciou sábado que os talibãs circulam "livremente" pelo centro de Musa Qala e asseguraram que as forças governamentais se preparam para lançar uma ofensiva, com o apoio da ISAF, para recuperar o controlo da cid ade.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 12, 2007, 02:39:19 pm
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Afeganistão: UE dá luz verde a envio de missão policial

Bruxelas, 12 Fev (Lusa) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus aprovaram hoje o princípio do envio de cerca de 160 polícias europeus para o Afeganistão, tendo por missão principal ajudar a formar a polícia afegã.

      Os 27 consideraram que o acordo de princípio com esta missão policial demonstra que a UE está "empenhada resolutamente e a longo prazo em relação ao Afeganistão", como os líderes europeus afirmaram na sua cimeira de Dezembro.

      A missão, cujo "conceito" foi aprovado pelos 27, deve permitir instalar "uma força de polícia afegã, assumida pelos afegãos, que respeite os direitos humanos e funcione no quadro do Estado de direito", sublinha um texto aprovado hoje pelos 27.

      Cerca de 160 polícias europeus, auxiliados por 50 a 70 especialistas, deverão "resolver as questões relacionadas com a reforma da polícia a nível central, regional e provincial", acrescenta o documento.

      Até ao momento, a formação da polícia afegã incumbia apenas à Alemanha, tendo cerca de 40 especialistas formado já 2.500 polícias no país, enquanto a Itália se ocupa da reforma do sistema judicial do país.

      A missão europeia que vai ocupar este espaço será maior e deverá levar "um valor acrescentado", de acordo com os ministros europeus.

      Os polícias europeus deverão chegar ao terreno até Maio ou Junho próximos, referira sexta-feira uma fonte da UE.

      A União Europeia estuda há vários meses o envio desta missão de polícia ao Afeganistão, devido nomeadamente a pressões da NATO, que lhe solicitou um maior empenhamento.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Fevereiro 27, 2007, 12:43:15 am
Nem sei se é o tópico indicado mas........
Deparei-me com umas imagens de veículos belgas e franceses no Afeganistão com uma protecção curiosa:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.armyrecognition.com%2Feurope%2FBelgique%2Fvehicules_a_roues%2FPandur%2FPandur_I_BE_mil_BE_001.jpg&hash=2bd725e7dbf756ea69b1fd4514667e44)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.armyrecognition.com%2Feurope%2FBelgique%2Fvehicules_a_roues%2FPandur%2FPandur_I_BE_mil_BE_002.jpg&hash=6f4f16d18183864a342d2f144c0df24c)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg299.imageshack.us%2Fimg299%2F7123%2Fvblfra102yt2.jpg&hash=151e5f29d4acd27b6b88447e5a899132)


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg374.imageshack.us%2Fimg374%2F9646%2Fvblfra106rh8.jpg&hash=4cf7d5ab69ba9fbd7cf682398b458e4b)


Basicamente trata-se de placas de borracha de grande espessura montadas nas partes mais sensíveis ( se é o termo correcto )........
Segundo o pessoal do Army Recognition foi improvisado devido às IED's - as "bombas de beira de estrada", muito utilizadas naquele teatro de operações.

http://www.armyrecognition.com/forum/vi ... .php?t=759 (http://www.armyrecognition.com/forum/viewtopic.php?t=759)
Título:
Enviado por: papatango em Fevereiro 27, 2007, 12:01:43 pm
Creio que a borracha não é para as bombas de beira de estrada.

A protecção contra as bombas de beira de estrada só poderia ser dada por blindagem  na parte inferior.

A borracha destina-se a fazer pré-detonar projecteis anticarro (não me lembro do tipo, e não tenho os meus canhânhos à mão).

Na antiga Jugoslavia, colocaram este tipo de "blindagem" em tanques T-34/85 exactamente por causa das armas anti-tanque mais modernas.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 27, 2007, 03:07:19 pm
As duas primeiras fotos são de tropas Belgas.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 09, 2007, 12:12:18 pm
Algumas conclusões válidas, outras nem por isso, e uma referência elogiosa aos militares portugueses.

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February 26, 2007
MEMORANDUM FOR: Colonel Michael Meese
Professor and Head Dept of Social Sciences
CC: Colonel Cindy Jebb
Professor and Deputy Head Dept of Social Sciences
SUBJECT: After Action Report—General Barry R McCaffrey USA (Ret)

VISIT AFGHANISTAN AND PAKISTAN 16-23 February 2007

1. PURPOSE: This memo provides feedback on strategic and operational assessment of security operations in both Afghanistan and Pakistan in support of US Central Command. Be glad to provide Faculty Seminar and Cadet Class AAR on this report during this Semester or at your convenience.

2. SOURCES:
A. Afghanistan:
1.) US Ambassador Ron Neumann. DCM Richard B. Norland: Lunch/two hour discussion.
2.) Gen Dan McNeill, CG NATO ISAF: One-on-one Office Call.
3.) Gen Bismullah Khan. Chief Afghan Army: Two Sessions.
4.) MG Bob Durbin USA and BG Bill Chambers USAF: Two Sessions -- CSTC-A.
5.) MG Dave Rodriguez. CG RC-EAST. (JTF-76) (CG 82nd Abn Div): Office Call and Battle Staff Briefings.
6.) MG Steve Layfield USA. NATO ISAF. DCOM Security: Office Call.
7.) DR Zalmay Rassoul, Afghan Director of National Security Council (and Staff): Visit/Briefings
8.) CG KMTC Training Center: BG Amin Wardak. BG Doug Pritt, CG Task Force Phoenix: Visit/Briefings Kabul Military Training Center --KMTC.
9.) Afghan Commanding General: Afghan National Military Command Center. BG Mike Harrison USA and Mentor Team: Visit/Briefings.
10.) US Embassy – Country Team Briefing -- DCM, Political Officer, Economic Counselor, Political-Military Affairs Officer, US AID Director and Deputy, INL Director and Deputy.
11.) Senior General Officer USSOCOM and C/S. Special Operations: Briefing.
12.) INL Director Elizabeth Richard and Mr. Gene Trammell Deputy Program Manager, Afghan Eradication Force: Meeting/Briefings
13.) Senior Intelligence Official: One-on-one Meeting.
14.) DEA Country Attaché: Mr. Vince Balboa and Assistant Attaché Mr. Kirk Meyer: Meeting.
15.) MG Durbin, BG Mike Harrison, BG Bill Chambers USAF, BG Greg Young (Canada), BG Tad Buk (Poland), Mr. Tim Muchmore SES: General Officer-- Dinner/Discussion. CSTC-A.
16.) Col Jack McCracken --Director and LTC Andrew Duff Canada—Chief of Analysis: Border Brief. (Joint Intelligence Operations center-Afghanistan).
17.) Mr. Michael Metrinko. US Embassy. Senior Advisor for Afghan Parliament: Dinner/Discussions.
18.) Mr. David Dobrotka and LTC Steven King: Breakfast Meeting. CSTC-A Police Reform Directorate.
19.) Col. William E. Bulen and Staff -- US Army Engineer District Afghanistan: Briefing.
20.) Col. Michael Norton. Defense Attaché: Briefing.
21.) Col. John Nicholson. 10th Mountain Division and Battle Staff: Visit. FOB Salerno. Brigade Commander.
22.) Col. Martin Schweitzer. 82nd Abn Division and Battle Staff: Visit. FOB Salerno. Brigade Commander.
23.) Mr. Edward M. Smith, Chief of Staff. LTC Tom Burgess: Briefing Afghan Reconstruction Group. Border Initiative.
B. Pakistan:
1.) DCM Peter Bodde. (Ambassador in US for Senate Confirmation.): Office Call.
2.) US Embassy – Country Team Briefings. Economic Counselor. Political Counselor. DAO.
3.) MG Ron Helmley. ODRP: Office Call/Briefings.
4.) Senior Intelligence Officials: Separate Briefings.
5.) Pakistan Army Vice Chief Gen Hassan Hyat. (Accompanied by MG Helmley.): Office Call/Briefing.
6.) Pakistan Director General ISI and Senior Staff. (Accompanied by MG Helmley and Senior US Intelligence Official.): Office call/Briefings.
7.) MG Achmed Pasha -- Pakistan Army Director Military Operations and Staff: Office Call/Briefing.
8.) Pakistan Air Vice Marshall and two Pakistan Legislators. (Accompanied by MG Helmley): Dinner/seminar.
9.) US Delegation and Senior Pakistani Officials: Reception -- DCM Residence.
10.) Commander Special Task Force: Briefing.
11.) Gave OPD on GWOT to Officers/NCOs/Civilians ODRP and DAO.

3. GENERAL:
The War in Afghanistan has been shamefully under-resourced by DOD throughout the entire intervention in terms of inter-agency involvement, US combat forces, political will, and nation-building resources.
The situation is now turning rapidly for the better:
• We have an expectation of billions of US Congressional dollars for Afghan Reconstruction (26 PRT’s now operating effectively—although only the 13 US PRT’s have the flexible $161 million CERP funds available)
• There is a continued crash development of the ANA by the dedicated soldiers and Marines of Task Force Phoenix.
• We expect the arrival this year of thousands of new military and civilian personnel for ANP Police Reform and Mentoring.
• We have the beginnings of a serious drug eradication effort spurred by State Dept INL and reluctantly supported initially by DOD.
• JTF-76 now has an additional US combat brigade (the courageous soldiers of the 10th Mountain Division whose last minute extension gave us the needed immediate edge of combat power).
• The assumption of command of ISAF by US General Dan McNeil, and the transfer of full battle responsibility for the AOR to NATO is a huge boost to our capabilities.
• Finally, US Air Force, Navy, and Army Air Power have kept us afloat for the last year of bitter fighting.
We are now in a race against time. We must deal with: the Taliban (700% increase in IED’s---140 suicide bombers last year); the criminals who control much of the ground level governance of the largest narco-state operation in the world; foreign fighters who now plot terrorism against both the Afghan Government and the US ---from sanctuaries in Pakistan’s uncontrolled border region as well as the southern and eastern regions of Afghanistan; and finally from the growing disaffection of the suffering people of Afghanistan who lack police, roads, electricity, security, jobs, and belief in their government.
We can, without question, achieve our US national objective of a functioning law-based state -- with a performing, non-drug economy--- which rejects sanctuary for terrorism. This is the cross-over year. The execution of our plan in the coming 24 months will decide the outcome in the country. 90% of the Afghan people (to include the Pashtuns) reject the extremist ideology of the Taliban. They strongly abhor the continuing violence. They are working frantically throughout the country to re-build. They admire and trust their new Army. They are incredibly eager to absorb new lessons, new opportunities. They trust, admire, and protect their Embedded US Trainers. They will support security and progress while remaining a deeply Islamic state. In addition, the Pakistanis are strongly supportive of our goal of a strong, stabilized state.
Rhetoric and political will cannot achieve our goals. Afghanistan needs strong US inter-agency and Congressional support to provide the dollars, equipment, combat soldiers, ANA and ANP mentors, and vigorous NATO and Afghan leadership to pull this mission from the fire.

4. THE ANP and the ANA:
A necessary but not sufficient precondition of US success is the creation of Afghan Security Forces that can shoulder the burden of internal security. At all levels--- the Afghans reiterate that they want their own soldiers carrying the burden of blood and casualties. (ANA unauthorized absence which was 36% is now reduced to 12%) The whole ASF effort has been brilliantly managed by a succession of National Guard units -- and the leadership of the CFC-A and now CSTC-A. (MG Bob Durbin USA has done heroic work.)
We are now beginning a crash ANP effort to get the equipment, trainers, dollars, and supervision for the police: $2+ billion consisting of --$1 billion construction--$700 million equipment to include 12,000 vehicles—$440 Million training—3500 US Police mentors …(2500 military and 1000 civilian police mentors). The effort to create the Afghan police is currently grossly under-resourced with 700 US trainers (500 US Police). In Iraq -- we have 7000 US police trainers working on the Iraqi Police. In Kosovo we had 5000 police mentors for 6500 Kosovo Police.
We have no real grasp of what actual ANP presence exists at the 355 District level operations. We have trained 60,000 Afghan police—but we have no idea where they are. We do know that 50% more Afghan police were KIA last year than ANA soldiers. Probably there are non-uniformed, untrained, and largely criminal elements in many of the District Capitals. There are no real jails-- or prosecutors --or judges -- or squad cars. The 34 Provincial level capitals actually do have a uniformed Police presence with a functioning connection to national Police command authority. The ANP presence in some key areas such as Kabul is inadequate… but functioning. There is a new National Police Command Center.
The task of creating 82,000 Afghan Policemen (currently a notional 62,000 force) is a ten year job that we must fully resource. We are now initiating a Police Reform Program which includes assessing the 15,000 officers of the ANP -- and firing half of them. Without effective police -- there cannot be governance. Without effective police -- there cannot be security and counter-insurgency. Without effective police -- there will be no economic reconstruction. The Germans had the lead on this effort. They have done an inadequate job. The German program consists of a few senior German police mentors (40+) of enormous professionalism but few resources.
The ANA is much better postured. They have pride, embedded US trainers, a functioning chain-of-command, a superb combat leader (Gen Bismullah Kahn as CHOD), and rudimentary equipment. They will fight. They are in good physical shape. (Like mountain goats). They are the first element of national unity in 100 years in Afghanistan. They have successfully mixed ethnic formations at all levels. They have been able to discount the factional pull on their unity of purpose. They actually look like great soldiers. However, they have no real national logistics or maintenance system.
The ANA has for all practical purpose no air power---neither helicopter nor fixed wing. We should in my view have a five year program to equip them with 100+ Blackhawks (some equipped as gun ships), 25+ Chinooks, and two dozen C130’s/AC130’s.
They have no high speed, wheeled, light armor. (They should have three battalions of Stryker combat vehicles.) They have junk small arms and should be equipped with US Army modern automatic weapons. They lack body armor. They lack deployable, modern mortars and light artillery. (This has been the absolute key to keeping US Army combat units alive along the eastern frontier.)
If we want to be out of Afghanistan in 15 years—we need to spend 10 Billion dollars on ANA and ANP equipment over the next five years ---and equip a capable, dominant battle force and law enforcement capability.

5. NATO:
NATO presence in Afghanistan and their current responsibility for all of the national AOR is a political and security triumph. (37 nations and 36,000 troops---15,000 US) The brave Canadians have done well in very stiff combat in Khandahar Province. (We need to get their battalions to the NTC or JRTC for pre-deployment training). The Brit’s are as usual superb and well equipped fighters. The Dutch have left the security of Kabul and are operating in Oruzgan Province. Some other Coalition elements have done excellent service—e.g. the French Special Forces Company, Portuguese Infantry Company, etc. The US should be enormously grateful that NATO legitimacy backs our national strategy.
As a general statement, however, the NATO forces are too weak on the ground, lack essential supporting elements (helicopters, engineers, logistics, intelligence), have severely restrictive rules-of-engagement, and may lack the national political will to fight when required. It is possible that the Taliban will try to knock one or more of these NATO nations out of the war. A major blow to the Italians, the Canadians, the Dutch, the Spanish, or the Germans might shatter their weak domestic political support.
The greatest value of NATO is their Command and Control presence--- the ISAF Headquarters. In my view, it is essential that the US retain the Commander position. The US will continue to provide the bulk of the useful ground combat power, air power, economic reconstruction, and trainers for the ANA and ANP. There is long NATO tradition of allowing the US to retain command where we provide essential resources.
General McNeil is tough, experienced, smart, and can command the respect of the assigned military forces. He now has 19+ NATO Generals ---with more soon to arrive (a Polish three star is expected). All of these senior officers are extremely talented and dedicated officers. The NATO Allies should rotate the Deputy and other positions—not the commander.
SACEUR should consider eliminating their intervening level of NATO command supervision. There is little value added.

6. PAKISTAN:
The Pakistanis are in a very difficult political and military situation. Their domestic reputation as an Army for professionalism and valor is all that holds together the four nations of Pakistan under one weak state. They have never controlled the FATA areas. The 80,000 troops they put into the FATA have suffered hundreds of killed and wounded. They are still there. They have never controlled Baluchistan outside of the urban areas without concentrated military force. They are a poor country with a very effective Army--- (Partially our military responsibility. We do support them with $100 million a month. However, we need to provide the support needed to actually control their borders and the chaos of their frontier regions).
In my view, the Pakistanis are NOT actively supporting the Taliban ---nor do they have a strategic purpose to de-stabilize Afghanistan. There is a history of support for the Taliban among the Pakistani Army. The Taliban are in many respects neither Afghans nor Pakistanis---they are Pashtuns wearing Black turbans and baggy pants—with AK47’s and with an aversion to foreigners (US or Pakistani Army). 27 million Pashtuns live on both sides of the border—60 tribes—80% in desperate poverty, 19% literacy, three million are Afghan refugees in Pakistan living right along the frontier. The Duran Line does not exist as a recognized political division in the view of the many tribes which dominate the frontier regions.
The Pakistanis need better US support for COIN operations in South and North Waziristan. We need to sort out a set of strategic tools to help them do better. They immediately require the $395 million they have requested for their Frontier Corps. It will be a disaster for our strategic purpose if we push them to premature military action which destroys them as a unifying and stabilizing force in the region.
Pakistan is in many respects our most important ally in the global struggle against terrorism. Their economy is booming, poverty is being reduced, and the economy is trying to diversify. President Musharraf must face an election in 2007. He is the most democratic leader in Pakistan history. The control of the Army has been traditionally the only form of continued legitimate political power in Pakistan. The Army is the only load-bearing institution. The Police are corrupt. The lower courts are intimidated. (The higher court system is very capable).
The people trust and admire the Army more than any other institution. The ISI is also essentially an extension of the Army. Some of the national business elite are from the Army. The political parties have been ineffective or dangerous--- (personality not policy based, corrupt, extreme, and incompetent). Politics in Pakistan until Musharaff has been about political families and their struggle for power.
The US will miss our brilliant US Ambassador Ryan Crocker during the coming crucial 24 months. We must continue to strongly support democratic reform--- but not to forget the vital US national objectives at stake in Pakistan in the immediate future.

7. US COMBAT UNITS:
The most important single factor in Afghanistan--without which nothing else is possible-- is the reality of the enormous courage, aggressiveness, discipline, and flexibility of US combat forces. No one inside the Washington Beltway actually understands the gravity of this finding. It is assumed to be what happens when you reach for the military tool. This is no accident. It is a function of NCO and Officer leadership--- and the decade long exposure to combat and stability operations of the Joint Forces team in the Balkans, Desert Storm, Iraq II, Afghanistan, and the many other theaters in which US air, sea, and land power operate.
These troops are the best combat force we have ever fielded. They are physically and mentally tough. Their OPSEC is unbelievable (one of the major historical weaknesses of the US Army). Many are now on their third or even fourth combat tour. They know their business cold. They know each other from repeated deployments in the same units. They have solved the Joint interoperability problems with air power, artillery, and logistics at a tactical level. The commanders are incredibly experienced at company, battalion, and brigade. The generals grew up together in combat and trust each other. (The current Afghan deployed US Army force is the paratrooper--light infantry cult. They are self-actualizing).
The Joint Force fundamental combat skills are awesome. I don't think they understand how good they are. The primary reason that US casualties number in the hundreds killed and maimed -- instead of the thousands -- is the enormous tactical skill of these battle forces. The can employ all elements of combat power in a synergistic manner. The enormously responsive and massively shaky logistics system actually works that operates thru the Port of Karachi and with the dedicated support of US contractors.
US Air Force and Naval air power is the monster combat multiplier. We have employed three times the tonnage of ordnance in Afghanistan as in Iraq. Small diameter bombs and GPS guidance have revolutionized the effectiveness of Close Air Support. B1 bombers have become a strategic tool with tactical application.
C130's give us enormous operational mobility in-country. C17's bring US logistics to the end-of-the-earth in near real time. Air drop now puts heavy drop re-supply into infantry platoon positions at 5000 feet mountain locations with 50 meter accuracy ---from drop altitudes out of ground fire vulnerability. (4 ½ million lbs dropped last year).
UAV brings persistent eyes on the extended battlefield -- and instant death without warning to small elements of the Taliban or al-Qaeda. Satellite communications are central to command and control. The superb in-country medical treatment is backed up by instant, medically supported air evac to Germany for definitive care. Army aviation is central to every function of ground combat.
This is the worst flying weather and environment on the face of the earth. Air power is the key to tactical success in this operational environment.

8. THE SOCOM STRATEGIC CAPABILITY:
The special operations forces (both regular and black SOF) are a strategic tool of enormous value. By themselves they cannot win the nation's wars. With them -- we can fight an entirely different campaign which is targeted, relatively lower cost, and with relatively lower casualty rate. However, we are busting up these strategic assets at a very high rate with killed, wounded, and injured.
Most importantly--these Air-ground-sea special operations forces can locate and kill or capture terrorist groups operating in a covert manner in both urban and rural terrain while minimizing impact on innocent populations. These are the most dangerous people on the face of the earth.
These SOCOM forces are very difficult to recruit, train, and optimize for a given operational area. We need to significantly expand this strategic tool. The SOCOM air power elements are incredibly costly to create and train. The development of Special Forces ground operators are similar to the time and cost of a program to develop high performance aircraft.
We need to take a revolutionary look at the methods of creating these “Tier One” forces. It will require a separately funded recruiting program similar to WWII OSS programs to identify college graduates, with superb athletic skills, who will volunteer for a 24 month training program (to include total immersion language training in Arabic or Dari) ---followed by a four year employment tour. The financial recruiting incentives of this program would have to reflect the strategic value of the effort to national security. We cannot continue to just find these kinds of operators in the general Army population. The Rangers are already running a separate program that is working reasonably well.

9. ROADS AND NATIONAL RECONSTRUCTION:
The central key to winning the war in Afghanistan is economic reconstruction and employment. This requires roads to each Provincial capital, roads to each District capital, cross-border economic transportation roads and rail, electrical power, clean water, a simple but workable educational system, a rudimentary health care system (preventive health and health education), and agricultural reform. 7
The current system has been badly organized, marked by US governmental turf battles, badly resourced, and has poor oversight. The allies provide inadequate help. (The Saudis and Japanese are an exception). The Indian and Iranian help is viewed as a strategic threat rather than an incorporated value added. We do not exploit for IO purposes the effective work that we have completed. (Total of $1.97 billion of US Army Engineer work---$4.50 billion total work).
Fortunately -- help is on the way. If Congress acts ---we should see $10.6 billion in economic and military aid approved for the Afghans. (The EU has pledged $780 million in aid for Afghanistan over the next four years.) We must lose the “Expeditionary” mindset. Reconstruction in this destroyed nation is going to take 25 years. We should consolidate all reconstruction activity (State, DOD, USAID, PRT) under a US Army Engineer Major General with an adequate staff and contractor support. This is a turf issue of enormous sensitivity—but only the Army Engineer Corps can marshal the management expertise to work in a dangerous security environment such as Afghanistan.

10. THE DRUG ISSUE:
Afghanistan is now a narco-state. The opium/heroin take is $3.1 billion -- which is 1/3 of the GNP. The British have the lead for the program and are not adequately resourced for the effort. There is no single unifying leadership for the US nor international effort. President Karzai gets no unified support from the international community—many urge him to ignore the drug eradication program.
Ambassador Ann Patterson at State Department is trying valiantly to organize our governmental effort with grudging support from other departments. We have a superb INL Director on the ground in Afghanistan. (Ms Elizabeth Richard). There is a very small but capable DEA presence (7 Agents with intermittent support from six month deployed FAST teams.) There is a battalion-sized Afghan Eradication Force which operates with rudimentary equipment and funding—under frequent fire and with continuing casualties.
In my view, we must support the counter-drug effort as a key to achieving stable government in Afghanistan. This should be a 10,000 man ANP program ---supported by a $250 million INL program---with an in-country presence of 200+ DEA agents with primary training and operational responsibility for all law enforcement operations.
If we do not get a serious and sustained effort on counter-drug operations—in my view we will fail to achieve our objectives in Afghanistan.

11. SUMMARY:
The Afghan economy is booming at 12% growth rate a year. $14 billion has been spent on aid since 2001. Six TV channels and a hundred free/uncensored publications are available to the people. Literacy is increasing rapidly. The ring road is now 2/3 complete. The 40,000 soldiers of the ANA are growing rapidly in numbers and capability. There are 45,000 NATO and US troops in-country. There is a functioning democracy with an elected Parliament ---and a serious, dedicated Afghan President in office.
Afghanistan can be a strategic victory in the struggle against terrorism. We are now on the right path.
Barry R. McCaffrey
General USA (Ret)


Adjunct Professor of International Affairs
USMA, West Point, NY.
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 09, 2007, 04:12:58 pm
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Bomb kills 6 Canadian soldiers in Afghanistan
Last Updated: Sunday, April 8, 2007 | 3:49 PM ET
CBC News

A roadside bomb killed six soldiers and injured two others in an armoured vehicle west of Kandahar City on Sunday, resulting in the worst single-day loss of life for Canadian Forces in Afghanistan, military officials said.

The LAV III hit an "improvised explosive device" around 1:30 p.m. local time, Col. Mike Cessford, deputy commander of Task Force Afghanistan, told reporters at Kandahar air base.

Earlier, Prime Minister Stephen Harper confirmed the deaths as he spoke to a shocked crowd of dignitaries and veterans in Lille, France, where he was attending a dinner to mark the 90th anniversary of the Battle of Vimy Ridge.

"Sadly today has been a difficult day in Afghanistan," Harper said. "We've learned that an incident has claimed the lives of six Canadian soldiers and injured a number of others."

"Our hearts ache for them and their families, and I know as we gather here on Easter Sunday our thoughts and prayers are with them," said the prime minister.

Harper's announcement was met with an audible gasp from the crowd.

The troops were serving with NATO's International Security Assistance Force (ISAF) in Helmand province, where the multinational force recently launched a major offensive against the Taliban.

No names or hometowns of the soldiers involved have been released.

One soldier in serious condition

Cessford said 10 soldiers were riding in the vehicle when it struck the explosive. Four Canadian soldiers were flown to the hospital at Kandahar air base.

One is listed in serious condition with non-life-threatening injuries and will likely be taken to the U.S. military hospital in Landstuhl, Germany, Cessford said. A second soldier suffered minor injuries and the other two were not hurt.

"We lost six of our best, and really, we are thinking of the families as much as anyone," Cessford said.

Despite the worst single-day toll for the Canadian contingent, the soldiers stationed at Kandahar remain committed to the mission, he added.

"We are focused on rebuilding Afghanistan and doing the right thing by those kids who wave at us every day," Cessford said.

Maj.-Gen. Ton van Loon, the ISAF chief of Regional Command South, said "the hearts of his soldiers" go out to the victims' families and their country.

Since 2002, 51 Canadian soldiers and a diplomat have been killed in Afghanistan, where Canada has more than 2,000 troops, with the majority in the southern province of Kandahar.

The main thrust of the offensive in Helmand province is being handled by British and American troops, with Canadian soldiers offering backup and security. About 5,000 soldiers in all are engaging the Taliban, including elements of Afghanistan's army.

In February, the Taliban said it has 6,000 fighters ready for a spring offensive and could dramatically increase that number if necessary.

Al-Jazeera reported at the time that Taliban leader Mullah Dadallah had recruited 500 suicide bombers for the campaign.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Abril 30, 2007, 08:16:02 pm
...é caso para dizer que nem sabemos para onde nos virar, com a agudização constante dos problemas...l precisam-se líderes e ideias fortes...e cada vez mais urgentemente.


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"O regresso progressivo dos 'talibãs' ao Afeganistão, com ofensivas cada vez mais vigorosas na primavera, e uma presença desestabilizadora em mais de metade do pais 'pachtun' é um sinal de alerta muito forte ao poder afegão e a coligação militar da NATO, conduzida pelos EUA.O Sul do Afeganistao tornou-se num teatro de batalha incessante e os paises ocidentais começam a exprimir sérias duvidas sobre as possibilidades de vitória.
Os 'estudantes de religião' 'pachtounes', alimentados pelos serviços secretos e 'madrassas'(escolas islamicas) do Paquistão, apoiados pelo movimento 'jihadista' Al-Qaida, vão ganhando terreno não só no interior do pais como na 'cabeça' dos afegãos.Sem duvida este aumento de poder, cinco anos e meio depois da queda do Emirado islâmico 'talibã' acaba por constituir uma derrota importante para a NATO.
A operação ocidental no Afeganistão sofre de vários males.No plano militar, onde seria suposto 'caçar' Ben Laden e garantir a segurança num pais exangue, a missão da NATO prosseguiu num caminho de guerra, em que os seus soldados são vistos como ocupantes arrogantes e pouco respeitadores dos costumes locais, com bombardeamentos que acabam por não poupar civis, além da incapacidade para  intimidar os 'senhores da guerra' que pretendem continuar a manter as suas prerrogativas de poder e milicias proprias.
No plano económico as perdas são enormes; metade do dinheiro acaba por ser gasto em funcionamento dos próprios  'doadores' e a outra parte desaparece nos meandros de uma administração corrompida.No plano politico os resultados também não são mais positivos, o presidente Hamid Karzai pouco mais controla que a capital, Cabul.
O resultado destes insucessos é  que os paises presentes no Afeganistão pôem a partir de agora condições drásticas no seu envolvimento, recusando o envio de forças para combate para certas zonas ou províncias, e isto quando não decidem pura e simplesmente a retirada das suas tropas.
Tal como no Iraque, as operações enfrentam um dilema quase insoluvel; ficar pode ser o  risco de entrar numa guerra ampla e talvez sujeita a falhanço; partir é reconhecer uma derrota frente a um movimento islamista e totalitario, que pratica o terrorismo,  deixando abandonados a sua sorte os afegãos que apostaram na intervenção ocidental e na democracia.
Se a América de George Bush não parece de momento capaz de se questionar sobre as suas operações  militares afegãs e iraquianas, a Europa tem de, urgentemente, repensar a natureza da sua intervenção.Pela sua credibilidade,  da NATO e especialmente a sua futura capacidade de intervenção em conflitos fora das suas fronteiras.

jornal LE MONDE  30/4/2007
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 02, 2007, 09:37:01 pm
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Combat Season 2007: The Taliban's Metamorphosis
By Fred Burton

A number of alleged "collaborators" have been executed in Pakistan's North West Frontier Province recently, and the string of killings continued this week as the bodies of two local tribesmen -- both of whom reportedly had been shot to death -- were found in different parts of North Waziristan agency. Notes pinned to the victims' bodies, warning that "American spies will face the same fate," left little doubt as to which side the killers support in the U.S.-jihadist war.

Executions of this sort have been occurring regularly since the U.S. invasion of Afghanistan in October 2001, and there is little that is particularly noteworthy about the recent uptick in violence -- if considered in a vacuum, that is. Five years into the war, patterns of behavior by both sides have become largely predictable: The annual spring thaw marks the beginning of the traditional combat season in the Hindu Kush, and the combat season always is preceded by an "intelligence surge." In other words, in late winter, Western intelligence agents start stepping up their activities to determine what the jihadists' military plans will be, and the jihadists move to counter the intelligence efforts. Therefore, the violent deaths of alleged "spies" -- real or imagined -- also tend to tick upward at times, in keeping with the other seasonal cycles.

But if considered in tandem with other regional trends -- particularly a recent shift in the frequency and means of communication used by Taliban leaders -- these seasonal executions begin to tell a new story.

The last few months have brought a notable difference in the way the Taliban, the largest jihadist force in the Pakistan-Afghanistan border region, conduct the war. Not to put too fine a point on it, but the mullahs have "gone Hollywood." As before, suspected espionage agents are being killed; but in a new twist, the Taliban have begun recording videos of the executions and posting them on the Internet.

What's more, this tactic -- apparently borrowed directly from the al Qaeda playbook -- is merely the most striking of several other shifts in the way the Taliban communicate with friends and enemies alike. Since late December, some Taliban leaders seem to have embarked on a virtual media blitz, with one of them -- Mullah Dadullah -- even appearing recently in a TV interview with Britain's Channel Four. This behavior is significant, coming from the commander of a fundamentalist group that traditionally has avoided "image-making" technology as sinful.

To steal an old advertising phrase from General Motors: This is not your father's Taliban.

The Spring Offensive

To fully understand events in the region, one must consider both the traditional and emerging trends in the Afghanistan war.

First, this conflict is as much an intelligence war as a military effort. Since the attacks of 9/11, the United States and its allies (including Pakistan) have exerted constant efforts to gather intelligence about the jihadist forces arrayed along the Pakistan-Afghanistan border, with particular emphasis on locating high-value targets (HVTs) such as Osama bin laden and Ayman al-Zawahiri. The Americans and others quickly realized that signals intelligence (SIGINT) and other technical methods would never be sufficient. Given the way the jihadists operate, intelligence from human sources (or HUMINT) would have to be emphasized if they were going to get in close enough to capture or kill al Qaeda leaders.

Viewed from the opposite angle, jihadists typically find sanctuary in a cocoon of social relations -- a system that relies on shared religious convictions; cultural, tribal and religious obligations; ties of friendship and intermarriage; and, not insignificantly, fear. Traitors and collaborators are killed.

The "badlands" on Pakistan's side of the border are now a key region for intelligence operations, since that is where the jihadists regrouped after their flight from Afghanistan. Recognizing that military operations against coalition forces were being planned and launched from new bases in Pakistan, the United States and its allies expanded their intelligence collection requirements there to include information about those military operations. These collection efforts, like those concerning HVTs, are HUMINT-intensive; but unlike the HVT collection effort, the military intelligence campaigns tend to be more seasonal than constant.

The jihadists are not unaware of Western intelligence strategies and -- judging from recent events -- are concerned by them.

The routine executions of "spies" like the Pakistani tribesmen, of course, serves two obvious purposes: By killing anyone who excites suspicion, the Taliban can protect against hostile intelligence agents who actually might have penetrated the organization, while also dissuading any would-be informants from going turncoat. These executions often are read as a sign that the jihadists are asserting their power in the border region, but they are, in fact, a marker of the jihadists' insecurity. There is always a possibility that someone in their social or operational network could sell them out or set them up as targets for an airstrike like that targeting al-Zawahiri at Damadola.

At that level, the paranoia is a constant. However, reports also emerged this week that the Taliban have seized an Italian journalist and a German citizen in the region, and a British reporter working for Al Jazeera was abducted in February. It is possible there are heightened feelings of insecurity in connection with this spring's intelligence offensive, particularly in the wake of the recent arrest of Mullah Obaidullah Akhund. Obaidullah served as the Taliban's defense minister prior to the U.S. invasion of Afghanistan. The fear, of course, is that Obaidullah could provide a windfall of intelligence if he were interrogated by his Pakistani captors (provided that information is shared with the Americans).

The recent abductions could be one means by which the Taliban are seeking leverage in their battle against Western coalition forces.

Be that as it may, the routine execution of anyone who can be labeled a "spy" is highly useful -- whether for the Taliban or even as a tool in local tribal politics. Insofar as the Afghanistan conflict is concerned, these executions certainly have made it much more dangerous for anyone who might consider providing information to the United States and its allies -- and they have consequently upped the ante for U.S. case officers attempting to recruit new human sources.

The Video Offensive

The "fear factor" now is taking on new dimensions, however, with the Taliban expanding their communications to include video and the Internet -- something not widely seen in this particular war.

In this respect, the Taliban are beginning to look and act more like al Qaeda.

Though Osama bin Laden frequently gave interviews to journalists in the late 1990s, his direct communication with the outside world ceased after 9/11, when he became the target of a global manhunt. At that point, al Qaeda began to produce its own statements and disseminated them to media outlets like Al Jazeera. This communication model provided better security for the al Qaeda leadership, but it still left much to be desired: Outside media sources still were able to exercise considerable editorial control over the messages, and frequently did not air them in full. Moreover, there was still a possibility that the movements and contacts of couriers carrying the tapes to media networks could be traced.

In 2005, al Qaeda's media arm, As-Sahab, began to post messages directly to the Internet instead. This greatly reduced the risks for physical security, and neatly solved the problem of editorial control as well. In other words, using the Internet allowed al Qaeda to say everything it wanted without censorship, cuts or commentary.

Al Qaeda's regional branches in Saudi Arabia and Iraq -- and, more recently, in the Maghreb -- also have embraced the Internet. In fact, the Saudi and Iraqi nodes led the way in this realm by regularly posting their own statements and videos to the Web, before As-Sahab was formed in Pakistan. Enterprising jihadists clearly understood the value of the medium. It was his use of the Internet and decapitation videos that made Abu Musab al-Zarqawi a household name and allowed him to all but eclipse bin Laden as the world's most notorious terrorist. As-Sahab and the al Qaeda-linked Labik Productions also have made use of videos showing rocket and vehicular-bombing attacks in Afghanistan, as well as video statements from al Qaeda leaders such as Abu Yahya al-Libi.

The Taliban and its leadership, however, have maintained a much lower media profile. Of course, Mullah Omar always has been reclusive and camera-shy -- and, having gone into hiding, it is not surprising that he would decline opportunities to provide the United States or its allies with a confirmed and recent image.

The Taliban's absence from the airwaves and cyberspace also could be explained in part by the group's fundamentalist ideology -- or at least that appeared to be the case until recently.

From a religious standpoint, the Taliban authorities frowned on depictions of the human form as evil -- and while in control of Afghanistan, the regime outlawed movies, television, photographs and painted portraits of people on these grounds. Even so, some Taliban leaders on rare occasions allowed themselves to be shown on film during interviews with important secular media outlets.

But in recent months, the Taliban's prominence in the media has increased markedly. For example, a video called "Pyre for the Americans in the Land of Kharasan" was released by As-Sahab on Feb. 15, showing the Taliban planning and carrying out an operation to capture a purported American base in Zabul province. In other recent videos, Taliban members were shown executing dozens of alleged informants, some of whom were beheaded with swords.

The Taliban leader who has been most in the public eye for some time is Mullah Dadullah, who previously was granting about one interview a year to major media. Since December, however, Dadullah apparently has been on a media blitz: He has appeared in As-Sahab videos and granted high-profile interviews to Al Jazeera and Britain's Channel 4. In fact, his name now appears almost daily in the international news. Dadullah could be emerging as Afghanistan's equivalent of Iraq's al-Zarqawi. And, with bravado similar to that of al-Zarqawi, he has been quite vocal in threatening the largest-ever Taliban offensive this spring: He claims to have hundreds of suicide bombers waiting to be used against NATO forces and the government in Kabul.

Dadullah is not the only Taliban figure being featured in this new media campaign: Others, including Ghul Agha Akhund and Mullah Hayatullah Khan, also have granted interviews to Western media.

Analytically speaking, it is reasonable to question whether the media blitz is being driven by a conscious, strategic decision or by some shift in the Taliban leadership's locale. After all, in the early years of the war, most Taliban members did not have regular access to electricity, let alone to the Internet. However, they were able to communicate with satellite phones, the occasional printed statement from Mullah Omar and some Web sites maintained by sympathizers. Moreover, leaders could videotape statements from the wilds of Afghanistan using battery-powered equipment.

Also, we note with interest that al Qaeda's As-Sahab media arm -- which, like Labik Productions, has been posting material to the Internet for years -- has been involved in releasing some of the new Taliban videos (which also are reportedly sold as DVDs in Pakistani market stalls). The association with al Qaeda is not new, nor is the technological capability; therefore, the media blitz seems to be part of a strategic decision by the Taliban.

Jihadist Cross-Currents

In this sense, and in working with As-Sahab, the Taliban clearly are taking a page from the al Qaeda manual. It is not the first time they have done so: During the course of the five-year conflict, the Taliban have adopted tactics such as using the same kinds of roadside IEDs and suicide bombers employed by al Qaeda nodes in other theaters.

Culturally, however, the trends are moving in the opposite direction. In the Pakistani border regions, the Taliban have banned the playing of music and even have banned shaving -- showing an allegiance to the group's traditional religious doctrine. This is a further indication that the media offensive, with its use of modern technology, is a tactical move being made for battlefield advantage.

Put another way, we are witnessing both the "Talibanization" of Pakistan's Pashtun-dominated regions and a concurrent "al Qaedaization" of the way the Taliban are fighting.

And that brings up new questions about whether to read the Taliban's statements as jihadist bombast or meaningful threats.

Among other things, Taliban leaders have claimed in the recent media offensive that they are preparing to stage attacks outside Afghanistan -- a threat that was given little credence at the time. However, it will be recalled that al-Zarqawi's jihadist node in Iraq was able to stage attacks in Jordan at one point.

Clearly, the Taliban have chosen to emulate al Qaeda's battle tactics, using roadside IEDs and suicide bombers in attempts to force a NATO withdrawal from Afghanistan. The Taliban today have moved toward the fourth-generation asymmetrical model of warfare now being waged by al Qaeda in other theaters. Whether they will find it in their interests -- or their means -- to carry out attacks beyond the Pakistan-Afghanistan region remains to be seen, but the idea is not, on its face, implausible.


www.stratfor.com (http://www.stratfor.com)
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 12, 2007, 11:07:34 am
Comandos portugueses na guerra
Missão de alto risco no Afeganistão
Os militares portugueses, integrados na Força Internacional de Segurança e Assistência (ISAF) da NATO no Afeganistão, vão entrar em combate deliberado dentro de poucos dias, soube o SOL através de fontes militares
 

A nova missão dos comandos portugueses consiste em detectar, desmembrar e liquidar células talibãs activas na região de Kandahar – uma das zonas mais inóspitas e perigosas do Afeganistão.

A missão deve prolongar-se por seis a oito semanas, envolvendo operações cobertas e encobertas e infiltrações superiores a 72 horas.

Os militares portugueses irão actuar ao lado das tropas especiais canadianas e norte-americanas – com as quais estiveram a treinar – e terão o apoio aéreo de outras forças da ISAF, segundo garantem fontes militares no teatro de operações.

www.sol.pt (http://www.sol.pt)
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Enviado por: oxidus em Maio 12, 2007, 12:18:01 pm
Afeganistão: Deslocação de portugueses já estava prevista

O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas confirmou hoje a participação de militares portugueses numa missão em Kandahar, Afeganistão, adiantando que a possibilidade de deslocar comandos já estava prevista.
«Confirmo a deslocação para Kandahar onde têm uma missão operacional. [Os militares portugueses] estão integrados numa força de reacção rápida que tem mobilidade para ser deslocada, o que já estava previsto», afirmou à agência Lusa o comandante Pedro Carmona, porta-voz do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

O semanário Sol noticia hoje que militares portugueses vão participar «dentro de poucos dias» em acções de guerra no Afeganistão, contra redutos terroristas, uma limitação que exige que os militares não tenham qualquer limitação no uso de força.

O comandante Pedro Carmona não confirmou à Lusa esta informação e escusou-se a fazer comentários «relativamente ao empenho dos militares e àquilo que têm para fazer».

«São tudo missões de patrulhamento», acrescentou apenas.

Quanto ao grau de risco da missão, o porta-voz do CEMGFA limitou-se a dizer: «É uma missão de risco como as outras têm sido no Afeganistão».

No entanto, Kandahar é considerada uma das zonas mais perigosas do Afeganistão.

De acordo com o Sol, os comandos portugueses, integrados na Força Internacional de Segurança e Assistência da NATO, terão como missão «detectar, desmembrar e liquidar células talibãs activas na região de Kandahar».

O jornal adianta que a missão exige que os militares não tenham qualquer limitação do uso de força, «o que já não sucedia às tropas portuguesas desde as guerras de África».

Alguns militares no terreno admitiram ao jornal que a missão é «de alto risco« e que «envolve uma vertente ofensiva sem limitação do uso de força».

A participação dos comandos portugueses em acções de guerra no Afeganistão é, segundo o Sol, uma decisão política e militar da NATO para lançar uma ofensiva sobre os talibãs, antes que estes desenvolvam os seus próprios ataques.

Quanto à duração da missão, o porta-voz do CEMGFA estimou à Lusa que esta deva prolongar-se por três a quatro semanas, a duração normal das missões de empenhamento operacional.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Lancero em Maio 15, 2007, 10:38:20 pm
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By Paul Ames - The Associated Press
Posted : Monday May 14, 2007 15:05:09 EDT

BRUSSELS, Belgium — U.S.-led troops in Afghanistan need to change tactics to limit civilian casualties and prevent a backlash from locals, Germany’s defense minister said Monday, reflecting European unease about reports of high death tolls in incidents involving American units.

“We have to make sure that in the future, operations do not take place in this way,” Franz Josef Jung told reporters at a meeting of EU defense ministers. “We don’t want the population against us. We have to prevent that.”

NATO governments are concerned that recent reports of civilian casualties could undermine public support for the international security mission in Afghanistan, both among the local people and with public opinion in Europe.

Airstrikes called in by U.S. Special Forces fighting some 200 Taliban militants near Sangin in southern Afghanistan killed 21 civilians last week, Afghan government officials said, while villagers said nearly 40 civilians were killed.

The U.S.-led coalition — which operates outside NATO’s force of 36,000 troops — confirmed that the battle caused civilian casualties, killing at least one child, and that a joint Afghan-U.S. team would investigate.

In March, Marines’ Special Forces fired on civilians after a suicide attack in eastern Afghanistan, killing 19 civilians and wounding 50. Fighting late last month killed some 50 civilians in the western province of Herat, Afghan and U.N. officials say.

Jung made a distinction between the work of NATO’s International Security Assistance Force and the U.S.-led counterterrorism mission, which was known until recently as Operation Enduring Freedom.

“It’s not the way of going about it,” he said. “I’m not talking about ISAF, I’m talking about OEF.”

Jung said he had raised the issue of civilian casualties with NATO Secretary General Jaap de Hoop Scheffer and added that NATO’s top commander in Afghanistan, U.S. Gen. Dan McNeill, was “looking into the issue.”

The German minister spoke after chairing the meeting of EU defense ministers, which approved plans to send about 160 experts on a mission to train Afghan police starting next month under the command of Brig. Gen. Friedrich Eichele of the German police.

NATO has long pressed for the EU to step up training for Afghan police, saying effective local security forces are essential to support international security efforts. Jung said building effective Afghan forces was an essential element of any eventual exit strategy for international troops.

European officials at NATO headquarters have expressed concern in recent days at the reports of civilian casualties, but they have refrained from publicly criticizing tactics of the American Special Forces who make up the bulk of the U.S.-led counterterrorism mission. They have, however, highlighted the need to improve coordination between NATO troops and the U.S.-led force of over 13,000.

Jung stressed the role of NATO troops in pushing through development projects such as irrigation networks, roads and schools. “We’ve got to win over the hearts and minds,” he said.

NATO’s troops were originally deployed to Kabul, the capital and the relatively peaceful northern and western regions to provide security and support for civilian reconstruction efforts. But the expansion of the allied mission into the volatile south and east last year has seen NATO troops also engaged in heavy fighting against supporters of the ousted Taliban regime.

However although the U.S. is the biggest contributor to the NATO force with 15,000 troops, mostly in the south and east, Washington has also maintained its separate special forces mission to hunt down Taliban and al-Qaida militants.

Several European nations — including Germany, France, Italy, Spain and Turkey — have refused to send their troops to NATO southern front lines except to provide emergency assistance to other allied units. Wary of unease back home, they prefer to focus on the reconstruction and development side of the mission.
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Enviado por: SSK em Junho 02, 2007, 12:51:41 pm
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A Report from the Field: Gauging the Impact of Taliban Suicide Bombing

06/01/2007 - By Brian Glyn Williams (from Terrorism Monitor, May 24) - In the aftermath of the toppling of the Taliban, Kabul, which has tremendous significance as a symbol of authority for those who aspire to rule Afghanistan, was the primary target of the Taliban's suicide bombing campaign. The initial sporadic attacks—which included an attack on a German International Security and Assistance Force (ISAF) convoy and foreigners in an antique-selling street known as "Chicken Street" that is popular with Afghanistan's rare "tourists"—rattled foreigners living in Afghanistan and presaged things to come. The United Nations, for example, subsequently forbade its workers from visiting Chicken Street. ISAF and U.S. convoys appeared to be on edge as they moved through the streets as early as 2003, long before the real suicide bombing campaign began. The initial wave of bombings from 2002-2005 was the Taliban's way of "throwing down the gauntlet" and demonstrating that the Hamid Karzai government could not uphold its promise of security to the people in the capital. Nevertheless, for most Kabulis who have a much higher threshold for violence than Westerners who have not lived through two-and-a-half decades of war, life went on. Kabul's population skyrocketed; restaurants and modern steel and glass buildings sprang up; "Roshan" cell phones began to appear in the hands of young women who wore head scarves instead of burqas; traffic jams materialized; and Kabulis threw themselves into taking advantage of the new climate of security to rebuild their lives. Between 2003 and 2005, Afghans, including General Rashid Dostum who was the target of one such bombing, unanimously dismissed the suicide bombings as being the work of "die hards," "foreigners," "Arabs" and, most importantly, "Pakistanis" [1]. Many claimed that the Afghan Taliban, for all its faults, would not engage in suicide attacks and President Karzai himself proclaimed that the "Sons of Afghanistan" would never carry out such "un-Islamic" actions.

Today, however, there is a perceptible shift in opinion in Kabul that stems from the fact that Kabul has been the target of more than two dozen suicide attacks since 2005. Nevertheless, progress in the capital, which in and of itself is a bubble removed from the provinces, especially those in the south, has continued apace despite the fact that these random attacks are clearly beginning to take their toll. Among the many stoic Kabulis, there is a palpable sense of fear and acceptance of the fact that fellow Afghans are increasingly responsible for the carnage that takes its toll primarily on civilians. A driver in Kabul, for example, had the disconcerting habit of pointing out to his passenger the spots where suicide bombings had taken place in recent months [2]. He seemed to be consumed by the fear of becoming a victim himself.

His fear is shared by many Kabulis, especially those who work for Western companies that appeared to be benefiting the most from post-Taliban development [3]. Some Westernized Afghans make a point of consciously mixing up their schedules so as not to have predictable travel patterns that could be picked up by Taliban spies. It is rumored that Afghan governor Abdul Hakim Taniwal was sent pictures of his movements by the Taliban before he was killed by a suicide bomber in Gardez in September 2006 [4]. Urban myths of suicide bombers are not surprisingly widespread. One such story describes a taxi driver who picked up a passenger for a journey from Kabul to an outlying city only to find out that his passenger was a suicide bomber wearing an explosives-filled vest. Luckily for the taxi driver, his passenger failed to see any ISAF targets on their journey.

Foreigners also seem to have reacted to real or perceived threats by adopting a heightened sense of awareness and many have adopted robust security procedures. The few Western-style restaurants and clubs in the city are protected by sand-bagged entrances and guarded by soldiers with metal detectors. Foreigners rarely utilize taxis or walk the streets. While a few travel freely around Kabul on foot or by taxi, many foreigners working for NGOs are forbidden from doing so.

The greatest obstacle facing Western researchers in Kabul is getting out of the city to the south of the country along the newly paved Kabul-Kandahar highway. Traveling the highway by car is an open invitation for becoming a target of a Taliban suicide bombing or kidnapping [5]. Astoundingly, foreigners traveling between the capital and Afghanistan's second largest city have to rely on air transport due to the insecurity on this vital section of the Afghan "ring road" (a road that, ironically enough, was rebuilt with Western aid money). Average Afghans consider it foolhardy to travel to such "hot zones" as Gardez and villages around Jalalabad without any protection. Coalition convoys traveling on these provincial roads are increasingly wary of road-side pedestrians using cell phones when they pass for fear that they are passing on their itineraries to militants. Coalition troops have even found that children using remote-controlled toy cars on the road are doing so to test the strength of their electronic counter-measures designed to scramble bomb wiring and IED transmission signals.

Signs of Hope

While there is little that someone on foot or driving in a "soft-skinned" vehicle can do to save themselves from a determined suicide bomber, the Karzai government and its coalition supporters have made some headway in defeating them. Coalition troops and the National Directorate of Security have, for example, broken up numerous suicide cells (usually a trainer, bomb-maker, spotter and the bomber himself). Additionally, average Afghans have prevented suicide bombings on numerous occasions by apprehending bombers themselves [6].

The following account recorded by the United Nations Mission in Afghanistan (UNAMA) of Afghans proactively preventing a suicide bombing is certainly heartening: "On March 4, Zabul Province, Qalat District, at approximately 1520 hours local, shopkeepers in the bazaar area identified, arrested and subsequently severely beat a man carrying a BBIED [Body-Borne Improvised Explosive Device]. After being handed over to the ANP [Afghan National Police] and receiving treatment at the hospital, the man claimed to be part of a three-man suicide team that had entered Qalat City" [7]. A reliable source that chose to remain anonymous told the most harrowing story of a suicide bomber who pulled up to a gas station driving a vehicle-borne improvised explosive device. When the gas station attendant saw the suspicious wiring in the car, he and another worker jumped the bomber, fought with him to prevent him from detonating his device in a gas station filled with civilians and eventually subdued him.

While the Karzai administration can be faulted for often failing to provide security for those who stand up to the Taliban, many clearly continue to do so regardless of the cost. For example, in the Pashtun areas of the southeast, a fatwa-decree written by 30 ulema/religious scholars in Khost proclaimed that "suicide is strongly prohibited by Islam. Nobody is allowed to assassinate himself by any means. Allah says 'don't kill yourselves.' Abi Horrira says that the Prophet, peace be upon him, says 'The one who jumps down from a mountain and kills himself will be put in hell forever'" [8].

Civilians are not the only ones who remain vigilant. The ANP has saturated the capital with thousands of heavily armed policemen. Entry to the capital has now been channeled through police checkpoints and ANP members have set up road blocks throughout the city where they carry out random searches of vehicles. As the front-line defense in the war against suicide bombers, the ANP, who man dangerously exposed positions, have suffered the brunt of the Taliban's attacks. They often sustain more casualties than the Afghan National Army.

There are other signs of hope which distinguish the campaign in Afghanistan from that of Iraq—most notably, the reluctance of Afghan insurgents to target the United Nations. The United Nations, which has a long history of neutrality in Afghanistan, stemming from its period of relief work during the Afghan Civil War and the Taliban period, is perhaps one of the most exposed organizations in Afghanistan. There are arguably more white UN vehicles on the road on any given day than coalition military vehicles. Unlike Iraq, however, where the United Nations has been deliberately targeted, the Taliban appear to have recognized the UN's neutrality. They appear to accept its positive role as a mediator and source of assistance in improving the lives of average Afghans (even the Taliban's). For this reason, it appears that they avoid targeting its vehicles and bases with suicide attacks [9].

The ethnic-sectarian strain to the suicide bombing campaign in Iraq, which often supersedes the targeting of foreign troops, is also completely absent in Afghanistan. While the Taliban and al-Qaeda have been involved in anti-Shiite suicide bombings in the North-West Frontier Province and Federally Administered Tribal Areas in Pakistan, this trend has not appeared in Afghanistan. Even though the ANP presence in the Shiite Hazara regions around Bamiyan (not to mention the Panjshir Valley, and the plains of Turkistan) was minimal, traveling appears safe [10]. Although there have been suicide bombings in areas with pro-Taliban Pashtun pockets in the north and west, such as the recent bombings in Kunduz and Herat, there have been no deliberate attacks on the Shiite Hazara areas to date. For both logistical and strategic reasons, the Taliban appear to have largely focused its suicide terrorism operations on the Pashtun belt and the symbolically important capital despite their history of oppression against Hazaras and, to a lesser extent, minorities of the north.

The Taliban's much-hyped campaign to employ "hundreds" if not "thousands" of suicide bombers against Afghanistan this spring has not come to pass. Furthermore, with the death of Mullah Dadullah, the operational Taliban commander who has made the most use of suicide bombing, there is cause for hope even though many people continue to live their lives under the shadow of this new and unpredictable threat.

* The above analysis is based on field research carried out in the summers of 2003, 2005 and the spring of 2007 in 15 Afghan provinces including: Paktia, Nangarhar (Jalalabad), Panjshir, Balkh (Mazar-i-Sharif), Takhar, Bamiyan, Kabul and Herat. Specific assistance was granted by the United Nations, the U.S. military, Hekmat Karzai’s Center for Afghan Peace Studies as well as numerous NGO members and average Afghans who chose to remain anonymous.

Dr. Brian Glyn Williams is assistant professor of Islamic History at the University of Massachusetts-Dartmouth.

Notes

1. Author interviews with Afghan citizens and with General Rashid Dostum, Kabul, Afghanistan, 2003 and 2005.
2. Author interview with driver, Kabul, Afghanistan, April-May 2007.
3. Author interviews with Afghan citizens, Kabul, Afghanistan, April-May 2007.
4. Author interview, Kabul, Afghanistan, April-May 2007.
5. Author's personal experience in attempting to travel by car to Kandahar, Afghanistan.
6. The media widely reported the case of one Afghan who heroically subdued a suicide bomber attempting to enter a U.S. base in January 2007. See USA Today, March 8, 2007.
7. UNAMA Field Report, March 4, 2007.
8. "Sentence Judgment (Fitwa) of the Religious Scholars of Khost Province," November 21, 2006.
9. The recent case where a UN vehicle carrying Nepalese soldiers was hit by an IED was said to be related to drug cartels in the region and not to the Taliban.
10. Author's personal evaluation from traveling in the Shiite Hazara regions around Bamiyan, the Panjshir Valley and the plains of Turkistan.


Posted By: Jamestown
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Enviado por: SSK em Junho 19, 2007, 01:33:10 pm
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Anatomy of a Suicide Bombing
David Axe | June 19, 2007

Tarin Kowt, Afghanistan - On June 15 in this tiny town in Afghanistan southern Uruzgan province, a car laden with explosives raced down a narrow alley towards a Dutch M-113 armored personnel carrier trundling down a perpendicular street. Taking advantage of their healthy relationship with the town, a Dutch army civil affairs team, accompanied by a Dutch reporter, had been visiting with the town's women in a girls' school in celebration of International Women's Day. The M-113 was part of the team's escort.
The car exploded, killing the driver, blowing to pieces around 10 Afghans - including five children and two women - and injuring three Dutch soldiers in the personnel carrier. Within seconds of the blast, the other vehicles in the Dutch patrol pulled back to a safe distance, their gunners scanning for follow-on attacks, while medics raced to treat the wounded soldiers. One of the injured - 20-year-old Private 1st Class Timo Smeehuyzen - hovered near death.

The casualties were evacuated to Kamp Holland, a major Dutch base 10 miles away. A few hours later, in the neighboring town of Chura, hundreds of Taliban fighters wielding mortars, rockets and firearms launched a major assault on Afghan and Dutch checkpoints, initiating two days of fighting that left at least 30 Taliban dead.

Suicide attacks such as the one in Tarin Kowt are frightfully common in Iraq, Afghanistan, Somalia, Chechnya and other battlefields where powerful nations square off against elusive extremists. Some suicide bombers wield cars as weapons; others wear the bombs on their bodies. Some target occupying military forces; others aim to kill civilians in order to terrify them into submission or to instigate sectarian violence in the pursuit of some political goal. For all their diversity, most suicide bombings have in common complex infrastructures that bring together a suicidal killer, a bomb and a motive.

The evening after day after the Tarin Kowt bombing, a five-person Dutch "sensitive site" team convoyed to an Australian patrol base at a boys' school just two blocks from the bombing site. An Australian squad escorted the Dutch team to the bombing site so they could snap photos of the debris, the street and the surrounding area. Meanwhile, back at Kamp Holland, Dutch military investigators began speaking to witnesses and reviewing video shot by the reporter.

So began the laborious process of decoding the bombing and tracing its components - both human and machine - back to their origins, with the intention of ultimately disrupting the back-end activities that enable suicide bombings. The investigation of the Tarin Kowt bombing might take weeks to reach any official conclusions. But an informal verdict on means and motives can be assembled from bits of intelligence proffered by Dutch, Australian and Afghan soldiers and officials.

Based on their statements, it's reasonable to conclude that the Tarin Kowt bomber was a foreigner - and his bomb was a product of local materials, regional funding and foreign expertise. His motive was evidently two-fold: to weaken Dutch forces in advance of the Chura battle and to punish Tarin Kowt residents for collaborating with coalition forces. In regard to the former, the bomber at least partially succeeded, for Smeehuyzen's unit was immediately pulled from the front line for a period of rest. It remains to be seen whether the attack will turn the people of Tarin Kowt against coalition forces or actually strengthen their resolve to resist the Taliban.

Tarin Kowt's choice is between the International Security Assistance Force that builds roads and schools on one hand and, on the other, a body of relatively impoverished extremists renowned for their brutal application of fundamentalist Islamic law.

Regardless, it's choice between two invaders. For the Towin Kart bombing, like most in Afghanistan, was most likely conceived and executed by foreigners. Afghan ambassador to the U.S. Said Tayeb Jawad made that clear last month when he described Pakistan as the font of Afghanistan's trouble. He called that nation's fundamentalist religious schools, or madrasses, as "hate factories" whose products - not all of them Pakistanis - infiltrate the rugged Afghanistan-Pakistan border to challenge Afghanistan's moderate government and ISAF forces. Indeed, after the first round of fighting in Chura ended on June 16, Dutch forces reported finding dead Taliban fighters who were clearly foreigners. It wouldn't have been too hard for even Bosnian Muslims to reach Tarin Kowt. The town lies on a major Taliban supply line beginning in Pakistan and ending in opium-rich Helmand province.

Dutch army spokesman Major Erik Jonkers seconds Jawad's assessment of the source of Afghanistan's trouble, characterizing Afghan supporters of the foreign Taliban as "local recruits forced or 'persuaded' to join the Taliban." Again, the Chura fighting seems to confirm this. Dutch troops reported that Taliban fighters forced their way into Afghans' homes, ordered them to take up arms against ISAF and threatened to "slit their throats" if they refused.

Afghans, especially those in the outlying provinces such as Uruzgan, are known for being survivors. Older Afghans have lived through no fewer than three major foreign invasions since 1979: first by the Soviet Union, then by the Taliban and most recently by the United States and its allies. (Life expectancy in Afghanistan hovers at around 40, so there are few living Afghans who were adults during the country's recent period of relative peace preceding the Soviet invasion.) It seems unlikely that the Tarin Kowt bomber was an Afghan: suicide attacks are the acts of dedicated extremists, not coerced farmers. As for the bomber's sex: "he" was almost certainly a he, for in this region of the world, few women join extremist groups - or any political bodies, for that matter - and even fewer drive.

Even the most motivated bomber is powerless without his bomb. To turn its fanatics into weapons, the Taliban combine local components with know-how developed in the course of diverse conflicts over several decades by the foreign militants who pass through Pakistan's "hate factories." In the case of the Tarin Kowt bombing, it's possible that the bomb components came from the town's own bazaar. "There've been reports that the bazaar just over the road here is what they consider a black market for the Taliban where they do trading for IEDs," says Australian Lieutenant "Cliff." (Many Dutch and Australian soldiers give only their first names for security reasons.)

Lieutenant Cliff adds that, bazaar aside, Tarin Kowt "is generally considered permissive to ISAF." Tarin Kowt vendors, in a bid to make a few dollars from foreign-led Taliban bomb-makers, might have unwittingly supplied components used to kill their own neighbors and their coalition friends. As for the vehicle used in the attack: slightly used cars sell for around $4,000 in the capital of Kabul; in the provinces, older models sell for perhaps a few hundred dollars. All told, a suicide bomber's weapon might cost only a few hundred dollars. But those dollars have to come from somewhere. In Afghanistan, a seemingly innocent flower is the major source of revenue for terrorist activities.

Afghan poppies reportedly account for 90 percent of the world's opium production. Opium is the basis for heroin. Helmand and Uruzgan provinces are both major opium centers and last year produced bumper crops. Smugglers sneak the unrefined drug to the West via Iran and Turkey; much of the revenue winds up in the coffers of Taliban leaders. But according to Jawad, the average Afghan poppy farmer doesn't consider himself a Taliban supporter: he's just growing the most viable crop for the country's brutal climate and unreliable transportation network. Tragically, Tarin Kowt farmers - much like the bazaar vendors - might have inadvertently facilitated attacks against their own community.

Afghans aren't the only ones who suffer from the unintended consequences of their selling and farming. Private Smeehuyzen, the Dutch soldier critically injured in the Tarin Kowt bombing, died en route to Kamp Holland. Two days later, an honor guard carried the fallen soldier's coffin past hundreds of his friends, both Dutch and Australian, all standing at attention on the road to the base heliport. Meanwhile, behind closed doors elsewhere on the camp, investigators labored unseen to dig up the attack's roots, in a bid to prevent more such sorrowful ceremonies.
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Enviado por: SSK em Junho 20, 2007, 10:07:26 pm
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Backgrounder: Is Iran Abetting the Taliban? Sign
Published: June 11, 2007

Introduction

Affairs U.S. officials say they have found evidence that Iran has supplied weapons to Taliban rebels operating along the Afghan-Pakistani border. This has prompted questions about why majority Shiite Iran would support a Sunni-led force it has opposed for more than a decade. But some experts say there are a number of reasons why a strengthened Taliban would serve Iran’s interests, particularly in keeping U.S. forces off balance, as well as potentially deflecting pressure over its nuclear program. Historical tensions complicate relations between Iran and Afghanistan, but their commercial and cultural ties have developed since the 2001 overthrow of the Taliban. Reports of aid to the Taliban suggest that different elements within Iran’s government may be pursuing dual-track policies in Afghanistan.

What is Iran's alleged military involvement in Afghanistan?
Defense Secretary Robert Gates alleged on June 5 that Iranian-made weapons, including Tehran’s signature roadside bomb—the explosively formed penetrator (EFP)—as well as AK-47s, C-4 plastic explosives, and mortars have been found in Afghanistan and used by Taliban-led insurgents in recent months. Gates said deliveries of Iranian weapons to Taliban forces were made but he did not accuse the highest levels of the Iranian government of signing off on the shipments. U.S. officials are concerned because Taliban forces increasingly use more sophisticated weaponry and mimic the style of suicide attacks popular among insurgents in Iraq. Iran also stands accused of offering sanctuary to opponents of the Afghan government and violating Afghan airspace. Iranian officials deny the charges.

But experts disagree whether the Iranian government is directly involved. Some say the weapons could have been smuggled into Afghanistan via various third-party channels. Others suggest they are being supplied by hard-line components within the Iranian Revolutionary Guards, which has a separate agenda from the Iranian foreign ministry, which in turn has a separate agenda from Iran’s business community. “We’re talking about rogue elements,” says Col. Christopher Langton, a senior fellow at the International Institute for Strategic Studies, “maybe even cross-border organizational criminal groupings.” He adds that arms factories in Pakistan’s Northwest Frontier Province make copies of those weapons made in Iran.

Why would Tehran help the Taliban?
Experts say a strengthened Taliban would benefit Tehran in a number of ways. Peter Tomsen, former U.S. ambassador to Afghanistan, says a weakened Afghan state lessens the likelihood it can become a U.S. ally against Iran. By maintaining a certain level of instability, he says, “it keeps us tied down. After all, we have airbases in Afghanistan where we could mount attacks on Iran.” Some analysts call it “managed chaos,” a strategy they say is similar to the one Iran employs in Iraq. Abetting the Taliban also boosts Iran’s leverage at a time when it is under pressure to end its uranium-enrichment program. “It’s saying, ‘If you push us on the nuclear issue, we can make life hell for you not only in Iraq but also in Afghanistan,’” says Amin Tarzi, an Afghan expert at Radio Free Liberty/Radio Liberty.

In Iraq, Iran has clearly thrown its support behind majority Shiites against Sunni forces but it has backed Sunni groups elsewhere. W. Abbas Samii, a research analyst at the Center for Naval Analyses, says Tehran has supplied funding and weaponry to Palestinian Sunni groups like Hamas and Islamic Jihad. “For Iran, this is a strategic and military issue, not a theological debate,” says Samii. Ray Takeyh, senior fellow at the Council on Foreign Relations, writes in his book, Hidden Iran: Paradox and Power in the Islamic Republic: “[F]or Tehran the issue in Afghanistan has not been ideological conformity but stability.” Iran has long supported Sunni Tajik and Pashtun opposition groups there. “If you look at the roulette table, Iran is putting money on a many different numbers in Afghanistan,” says Tarzi.

Does Iran favor a return of Taliban rule?
No. The mullahs in Iran and the Taliban leadership have never gotten along. “I’m quite sure Iran does not want a return of Taliban-style rule on its border, which would bring, in addition to Pakistan, another adversarial state,” says Col. Langton. Iran remains suspicious of the Taliban’s ties to Pakistan and, in response, has cultivated stronger ties to India, which includes building a road linking the two states and inking a number of energy deals with Indian firms. Yet Iran also has exploited the current rift between Kabul and Islamabad by enhancing trade links with Afghanistan. “This reality limits Washington’s option to pressure Tehran since if Iran blocks the border, the Afghan economy could collapse,” writes Mohammed Tahir in the Jamestown Foundation’s Terrorism Monitor.

What are Iran's ultimate interests in Afghanistan?
U.S., NATO, and UN officials have all noted Tehran’s support of the current government in Kabul. A number of experts stress that Iran wants stability and prosperity on its eastern doorstep for commercial and trade reasons. That explains why Iran has been such a large donor—giving about $600 million since 2001, according to its foreign ministry—for various reconstruction projects. Iran also wants its population of about 900,000 Afghan refugees, who have aggravated tensions among Iranians by competing for scarce jobs, to one day return to their homeland. Over 850,000 have been repatriated since 2002 but the pace of return has slowed in recent years. Finally, Tehran has sought to curb the flow of opium across the Afghan border, which has generated a drug abuse crisis in Iran; an estimated two million Iranians are drug addicts. “It’s a sensible decision on the part of Tehran if Afghanistan is rebuilt and becomes a normal autonomous state so that all the refugees can go home and the flow of narcotics ends,” says Samii.

How have recent Iranian-Afghan relations evolved?
Iran has close linguistic and cultural ties to Afghanistan, particularly with Dari-speaking Shiite groups in Herat province and central Afghanistan. Tehran opened its borders to hundreds of thousands of Afghan refugees during the war against the Soviet Union in the 1980s and later in the 1990s worked with various mujahideen groups, including the Northern Alliance, to undermine Soviet influence and later Taliban rule. After the Taliban took power in 1996, Iran’s Supreme Leader denounced the Taliban as an affront to Islam, and the killing of eleven Iranian diplomats and truck drivers in 1998 by what Langton calls “rogue” Taliban elements almost triggered a military conflict. Iran worked with Western countries as part of the Six-Plus-Two framework on Afghanistan and also at the Bonn Conference after 9/11 to cobble together a post-Taliban system of government. Tehran normalized relations with the Afghan government of President Hamid Karzai, even while hard-line elements within the Iranian leadership have sought to destabilize Afghanistan, says the Center for Naval Analyses’ Samii.

But Iran’s influence has also bred resentment among some local Afghans. Takeyh writes: “The fiercely independent Afghan tribes have historically resisted Persian encroachment and have jealously guarded their rights.”
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Enviado por: Lancero em Julho 04, 2007, 06:37:04 pm
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Six Canadian soldiers and an Afghan interpreter were killed Wednesday in a roadside bomb attack in southern Afghanistan, military officials said. They were killed when their armoured vehicle struck an improvised explosive device in the volatile Panjwaii district southwest of Kandahar, Brig.-Gen. Tim Grant told a news conference.

"We are greatly saddened by the loss of these great, young Canadians," said Grant, the commander of Canada's troops in Afghanistan. The soldiers were returning to their forward operating base after conducting a joint operation with the Afghan National Army, said Grant. They were travelling in a convoy when their armoured NG-31 Nyala vehicle struck the bomb at about 11 a.m. local time.

The soldiers have not been identified because the military is still working to notify next of kin, said Grant.
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Enviado por: SSK em Julho 15, 2007, 08:27:03 pm
Como é sobre Talibahn

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The Father of the Taliban: An Interview with Maulana Sami ul-Haq

By Imtiaz Ali

 
Maulana Sami ul-Haq
Maulana Sami ul-Haq is the director and chancellor of Pakistan's famous madrassa, Darul uloom Haqqania, Akora Khattak. He has served in this post since the death of his father, Maulana Abdul ul-Haq, the founder of the madrassa, in 1988. Darul uloom Haqqania is where many of the top Taliban leaders, including its fugitive chief, Mullah Omar, attended. It is widely believed that the madrassa was the launching pad for the Taliban movement in the early 1990s, which is why Sami ul-Haq is also called the "Father of the Taliban." Besides running his madrassa, Maulana Sami has a long political history as a religious politician. He was among the founders of Pakistan's Muttahida Muttahida Majlis-e-Amal (MMA) coalition of six Islamic religious parties. He recently spoke with Jamestown analyst Imtiaz Ali.

Imtiaz Ali: During the Russian invasion, the students from your madrassa were traveling to Afghanistan to fight, after which most of them were eventually inducted as governors and administrators in the Taliban government. Is the same thing continuing today? Are you still sending people to Afghanistan for jihad?

Maulana Sami ul-Haq: No, there were not only Taliban who took part in jihad. This is an incorrect assumption, which needs correction. After the Russian invasion of Afghanistan, people from all walks of life went to Afghanistan for jihad. Students from colleges and universities went more than madrassa students.

IA: But it is an undeniable fact that students who graduated from your madrassa played a significant role in the establishment of the Taliban regime.

SH: Well, the Taliban were busy in their studies when the factional wars in Afghanistan reached their climax. Naturally, when the leaders could not make it, the students had to come to the rescue of the war-torn country. Thus, the Taliban rushed back to rescue their country from the factional fighting. Similarly, when America attacked Afghanistan in late 2001, the same event happened—it is understandable that when infidels attack a Muslim country, then it is the duty of every Muslim to defend it. Maulana Sufi Muhammad of Tehreek-e-Nafaz-e-Shariat- e-Mohammadi (TNSM) also took thousands of people for jihad, which was a commendable action. The U.S. attack on Afghanistan was a clear act of aggression and terrorism. But when someone rises up against U.S. aggression, then he is called a terrorist. It is a strange and illogical philosophy.

IA: There were reports that the Taliban leadership had called for fresh reinforcements in connection with its spring offensive in Afghanistan. Is this true?

SH: These are just baseless reports. Had they called upon the madrassa students, they would have called us for the reinforcements or at least we would know. The Taliban are not that organized. They are living in caves. They lack proper communication and logistics systems, and that is why they do not want new recruits. The Afghans themselves have risen up and they are fighting against American and NATO forces.

IA: If they would ask you for help, what would be your reaction?

SH: They would never ask us. We ourselves have not sent students before nor will we send them now. It is not our madrassa policy to do so.

IA: What would you call the situation in Afghanistan? Is that jihad?

SH: When the red forces of the Soviet Union entered Afghanistan, it was a war of independence and we all agreed that it was jihad. Even the United States had said that the Russians must be ousted from Afghanistan. When Russia left, the United States committed the same aggression. So, the situation is the same. One infidel force replaced another. No difference at all. Whether it is Russia or America, it is a jihad.

IA: Some analysts call it a Pashtun uprising. What do you think?

SH: It is neither a Pashtun uprising or a Persian one, or a Sunni uprising or a Shiite. In fact, the Afghan nation has risen up against the invaders—the United States and its allies. It is a war of independence. After the fall of the Taliban regime, the Afghan people remained quiescent for two years to see if any positive change would come into their lives. But they did not see anything that was promised to them at the time of the collapsing Taliban regime and that is why they started this revolt against the occupied forces. It is now a war of independence for all Afghans. They want to get rid of the U.S.-led occupation forces. Terming it only a Pashtun uprising is a completely incorrect assumption.

IA: Do you not consider the Karzai-led government in Afghanistan a Muslim government?

SH: We have nothing to do with the Islam of Karzai. It is not our business to issue a decree about him being Muslim or non-Muslim. We just want an end to the suffering of the Afghan people. We ask the current Afghan rulers to start negotiations with the Taliban and other jihadi forces to pave the way for a durable peace in the war-torn country.

IA: It does not matter to you, then, if there is a Karzai-led government or the Taliban, just as long as it is an Afghan government?

SH: We say that there should be no foreign interference in Afghanistan, and the Afghans themselves should come up with a solution. All the factions—the leaders, the Taliban, the jihadi forces—should come forward and work together for peace. They should decide their fate in the absence of foreign interference. But I firmly believe that there is no chance for peace and stability in Afghanistan until the presence of foreign troops is removed.

IA: What are your thoughts on the flow of fighters between Afghanistan and Pakistan over the Durand Line?

SH: Like I said earlier, it is an Afghan uprising against foreign invaders and it has nothing to do with cross-border terrorism and the flow of fighters from Pakistan.

IA: Why, then, has the government decided to fence and plant mines on the Pakistani side of the border? Do you approve of that?

SH: I oppose this plan because the Pashtun nation on both sides of the border shares cultural, racial and religious values. Their lives are intertwined. They are all Muslims. They are one nation. Fencing the border will not solve the problem. The main reason behind the tension on the Pakistan-Afghan border is the presence of U.S.-led foreign troops in Afghanistan. The day they leave Afghanistan, there will be no tension at all.

IA: With the ban on foreign students' admission in the religious seminaries in 2003 by the government, has enrollment of the students changed in your madrassa?

SH: That ban is a total violation of our fundamental rights. People from here go to the United States and the United Kingdom for studies. Similarly, students from other countries come to Pakistan for education. That was a kind of service we were providing to the Muslim students from other countries. But this ban is an unconstitutional, inhumane and unlawful act. The government has taken this step only to appease the United States and its other Western masters. It is a shame for us because India is a secular country, but has been issuing visas to students from all Muslim countries who want to come to India for education.

IA: But there have been accusations that terrorists are being trained here in the madrassas.

SH: This is nothing more than an example of the perpetual propaganda against the madrassa system. This is what we have been hearing, but so far no one has produced any solid evidence.

IA: The mystery has always been shrouded by the lack of an audit of the money being received by madrassas, correct?

SH: We are not bound by the government to audit our funding system because they do not give us any money. First, let them give us funds for running our madrassas and then we will let them have their audit. Why are they taking pains when they are not giving us a penny? Only those who give us financial support have the right to audit our funds. We have our system of donations and we do not accept any donations from the government. I also want to make it clear that we keep a record of all our donations and funding. The funding is being registered and we prepare annual reports and then those reports are printed along with the names of the donors.

IA: Who gives you the donations for running this big madrassa?

SH: Common Muslims. And the majority of the funding comes from the poorer classes of society. They know that madrassas are the forts of Islam and the students in madrassas are the real guardians of Islam. God's religion is flourishing in the madrassas. These people cut their meager domestic budget and give us donations. This is how they express their love of Allah almighty and save the integrity of these madrassas.

IA: Is Musharraf validated in meddling with religious issues considering he is supposed to be the leader of a secular government?

SH: He has been doing all this just to appease the United States and his other Western masters.

IA: To what extent could a nuclear Iran pose a potential threat to the strength of Pakistan?

SH: Iran is not a threat to Pakistan at all. Iran is giving the United States a tough time in the region and seems quite determined to acquire nuclear power status. Muslims all over the world are happy about this move because there should be someone who has the courage to demonstrate the religious strength to look into the eyes of the United States. We support Iran. Besides, we would not allow the Pakistani leadership to toe the U.S. line in dealing with Iran, as they have done in the case of Afghanistan.

IA: There has been speculation that Iran has ambitions for a "Shiite Crescent" in the Middle East. What is your opinion of this?

SH: This is U.S. propaganda aimed at dividing the strength of Muslims. The Shiite-Sunni issue has been created by the United States just to hide its failure in Iraq and to achieve its goals in the Middle East. Besides, the United States is also creating poisonous propaganda against Iran for intervening in Iraq's affairs just to malign its position in the world community. It is baseless. I was in Iran two months ago where I held meetings with the top Iranian leadership. I urged them to counter U.S. propaganda and try to satisfy Kurds, Arabs and Sunnis. I clearly told them that if you [Iran] need the support of the whole Muslim ummah, then you have to garner support against the United States, not only from Shiites but also from Sunnis.

IA: What do you think of Lashkar-e-Jangvi, TNSM and other jihadi outfits in Pakistan?

SH: Lashkar-e-Jangvi and similar organizations are the continuity of the Kashmir problem. These jihadi forces were patronized by the Pakistani intelligence agency, the ISI, with full state support for their activities in Kashmir. But when Pakistan came under immense pressure, then this whole drama was wrapped up and that is why a ban was put on these jihadi organizations. It is all a dictated policy from the West.

IA: What do you think about the latest spate of suicide bombings in Pakistan?

SH: This is not a surprise. This new suicide phenomenon in Pakistan is the direct outcome of the government's policies, particularly the unjust military operations in the tribal belt along the Afghan border. Today, Pakistani forces are at the highest level of danger and risk due to the flawed policies of General Musharraf in the name of fighting the so-called war on terror. This is what I had forewarned about in the past, that if the government did not stop these unjust military operations, then attacks on military posts and violence would not be confined to the tribal areas, but will spread to the rest of the country. Today, you see that this is happening.

IA: Do you think that suicide attacks are fair?

SH: The bombers would not ask us to confirm whether it is fair or unfair. It is better you ask this question to the suicide bombers, whose family members have been killed and houses have been bombed. They themselves decided what they had to do. They would not ask any mullah. But they do think that they will go straight to paradise.

IA: Who do you think these bombers are?

SH: They are young and emotional Muslims. When they see that their leaders have surrendered to the United States and its allies, then they do not see any other way out except for the option of suicide bombing. Among them are students of modern universities who see how the Western powers are destroying Muslims around the world. Suicide bombing is an international phenomenon now. These young people do not receive any suicide training or motivation in a madrassa or a mosque. They watch it on their TVs—the dead bodies of Muslim brothers. They see that Muslims are being killed in various part of the world. When they see these atrocities, they go their own way. If the international community wants to put an end to this kind of activity, it is high time for them to ponder solutions to issues like Palestine, Iraq and Kashmir.

IA: Besides your madrassa role, how do you see your role as a politician in the political field?

SH: My role is very clear as a madrassa teacher as it is as a politician. I want a true Islamic system in Pakistan. That is my simple goal. The current Pakistani system of governance was introduced by the British Raj, which means we are still enslaved by that colonial legacy. Our economy, education and judicial system stem from the same exploitative British rule. I want to introduce real Sharia, which was implemented by the four caliphs of Islam.

IA: Will you support Musharraf in the upcoming presidential elections?

SH: We have not yet decided about the upcoming elections. But I think they will be a fraud and a futile exercise in the name of democracy. Elections are part of democracy, but here they have become a fraud. In my 37-year career as a politician, I have seen a particular group of politicians from a particular group of families ruling this country. They have made their own dynasties. Since the creation of Pakistan, they have just been replacing one another, with no big change in policies. I am in favor of a bloodless revolution, which would completely overhaul the existing system. I just wonder, how can a democracy flourish in the shadow of a military uniform? The present one is a shame of a democracy.

IA: Do you think that with his support for the war on terror, Musharraf's popularity has increased or decreased at home?

SH: Absolutely decreased. First, look at the declining popularity of President Bush in his own country. So, how can Musharraf be popular for his role in the so-called war on terror? The reports about his increasing popularity are just rubbish.

IA: Will Musharraf be able to maintain control over Pakistan?

SH: Well, people are not happy with what he is doing here in Pakistan. The overwhelming majority of the masses are opposing his policies, particularly the much talked about "enlightened moderation." After bringing changes to the Hudood laws, now his government might soon amend the blasphemy laws. But he does not understand that the Pakistani people will sacrifice their lives on the issue of blasphemy. All these actions demonstrate his unpopularity among the masses.

IA: Is an Islamic revolution a possibility in Pakistan's future?

SH: Anything is possible. But the most important thing to keep in mind is that the motive behind the creation of Pakistan was the establishment of an Islamic state for the Muslims of India. Establishment of Sharia is the logical conclusion of Pakistan's creation.

IA: How do see yourself and your role in the next 10 years, and how can you contribute to the peaceful revolution you mentioned earlier?

SH: I'll see how events unfold in the future. However, I'm optimistic that after 10 years, the whole Muslim ummah will have awakened from its deep slumber; Pakistan is no exception. I think that the vast majority of Pakistanis will not tolerate what is going on here as silent spectators. Here is also a lesson for the United States: to learn from what happened to the former superpower the USSR. It should address the problems of the world in a positive way and address the sense of deprivation being created in the people of this region and especially in the Muslim ummah. Things have drastically changed. With the way they [the United States and its Western allies] inflict cruelties and damages on the Muslim ummah, there will be a strong response. Now, the Muslims have awakened. It is time for the United States to act responsibly. Otherwise, there will be tit-for-tat attacks.

IA: Do you think that the suicide bombing phenomenon is a kind of awakening?

SH: Look, if you kick a sleeping man, he will not only wake but will also resist. So, yes, suicide bombing is an awakening. Tell me, where did the concept of suicide bombing in Pakistan come? We had not heard about any suicide bombings in the more than two decades of the Afghan conflict. But this is a new and unbeatable discovery which some Muslim youth have found as an answer to the cruelties and damages being inflicted on the Muslim ummah.

IA: Can Western governments have a healthy relationship with Pakistan through foreign aid or development work?

SH: The first step is sovereignty and respect, and only then can foreign aid work. Until the United States and the West respect the sovereignty of Muslim countries and stop their aggression and atrocities, nothing will work.
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Enviado por: André em Agosto 14, 2007, 07:05:06 pm
Ahmadinejad refuta acusações de que o Irão estaria a armar talibãs

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O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, negou todas as acusações feitas pelos EUA de que estariam a armar talibãs no vizinho Afeganistão e acusou o Ocidente de «financiar o terrorismo».

Autoridades norte-americanas afirmaram que as armas iranianas têm entrado em território afegão com tal frequência que será impossível acreditar no não-envolvimento do país com o envio do material.

De acordo com os EUA, o Irão está a enviar bombas de grande potência para o Iraque e para o Afeganistão. Pelo seu lado, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad negou todas as acusações.

Numa conferência de imprensa em Cabul, Ahmadinejad afirmou que não há qualquer tipo de verdade nessas acusações». O presidente visitou o Afeganistão em missão diplomática uma semana depois de Hamid Karzai - o presidente afegão - ter regressado da sua visita aos Estados Unidos.

Bush disse então a Karzai que o Irão «era uma força do bem».

Agora, os EUA acusam o Irão de armar militantes por todo o Médio Oriente, numa alegada tentativa de destabilizar o Iraque e o Afeganistão e ainda de acumular um arsenal nuclear.

O governo pró-ocidental de Karzai evita criticar o Irão, país com quem divide uma longa fronteira e com quem mantém fortes relações comerciais.

Para combater as acusações, Ahmadinejad culpou o Ocidente pelo terrorismo. «Os Governos do Afeganistão e do Irão são vítimas do terrorismo. O terrorismo é patrocinado pelas superpotências», afirmou.

Karzai considera que o seu país pode servir de intermediário numa eventual aproximação entre os EUA e o Irão, que se encontram de relações cortadas desde a Revolução Islâmica, que depôs o xá pró-Ocidente e deu o poder ao Ayatollah Khomeini, fundando o primeiro estado Islâmico do mundo moderno.

«O Afeganistão possui profundos laços com o Irão. Oartilhamos a religião e a mesma língua. Também somos parceiros estratégicos dos EUA», afirmou o presidente afegão.

O Irão deu abriga a cerca de 1 milhão de refugiados afegãos e de trabalhadores migrantes, mas deixou os líderes do Afeganistão insatisfeito ao deportar 160 mil desde Abril, sem lhes permitir levar pertences pessoais e economias.

Reuters/SOL
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Enviado por: André em Agosto 14, 2007, 07:22:08 pm
Ameaça talibã paira de novo sobre Cabul

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A agressividade militar crescente talibã, o multiplicar dos ataques e atentados bombistas e a vizinhança instável e potencialmente explosiva do Paquistão mergulham de novo o Afeganistão num clima de insegurança.

Além disso, colocam em cheque o regime de Hamid Karzai e a própria presença militar da NATO e dos EUA.

É assim uma situação militar cada vez mais volátil e um ambiente político de incerteza que prepara a renovação da presença militar portuguesa no Afeganistão.

Os primeiros elementos da 22ª companhia de infantaria pára-quedista partiram segunda-feira para Cabul para preparar a rendição, no final do mês, da companhia de comandos, que cumpriu missão em terras afegãs nos últimos seis meses. Seis anos depois do derrube do regime talibã e da ocupação do país pelas forças norte-americanas, os estudantes de teologia e a Al Qaeda conseguiram reagrupar-se e lançam-se de novo ao assalto do Afeganistão a partir dos seus santuários nas recônditas zonas tribais ao longo da fronteira com o Paquistão.

Apanhadas de surpresa pela grande ofensiva talibã da Primavera do ano passado, as forças da NATO, em coordenação com tropas afegãs assistidas por conselheiros militares ocidentais, lançaram nos últimos meses uma vasta campanha no Sul do país, logrando conter os avanços da guerrilha e recuperar o controlo de povoações e áreas que os talibãs tinham de novo ocupado, em particular na área de Helmand.

Esse esforço não terá, ainda assim, conseguido travar a ofensiva dos talibãs, e a intensificação dos combates a que se assistiu nas últimas semanas e o multiplicar de atentados bombistas e raptos de estrangeiros parecem mostrar que os talibãs recuperaram a iniciativa.

O clima de insegurança alastra continuamente no país, atingindo províncias até agora poupadas, e a própria capital, Cabul, vive sob a permanente ameaça de atentados bombistas.

A ameaça dos talibãs e aparentemente da própria Al Qaeda torna-se ainda tanto mais difícil de combater quanto, sobretudo a partir do ano passado, se assiste à importação de tácticas utilizadas pela insurreição no Iraque, como os atentados suicidas, que se multiplicam a um ritmo imparável - 47 no ano passado e 66 só nos primeiros seis meses deste ano.

Os relativos sucessos militares conseguidos no Sul têm, por outro lado, um preço político elevado, fazendo disparar o número de mortos entre a população - perto de três centenas só este ano, segundo os dados das agências humanitárias presentes no terreno -, mortes causadas em particular pelos raides aéreos contra os talibãs.

A situação está a comprometer o próprio alcance dos avanços militares e a provocar o alarme e mesmo um crescente mal-estar entre as forças da Aliança e no próprio regime de Cabul.

Os sinais de hostilidade face à presença militar estrangeira multiplicam-se entre a população, arriscando-se a oferecer terreno fértil à penetração da guerrilha talibã.

À degradação da situação de segurança junta-se, por outro lado, uma crescente crise de credibilidade do regime de Hamid Karzai, minado pela corrupção e pela incapacidade de garantir a segurança no território.

Ao mesmo tempo, e apesar de alguns progressos nas condições de vida dos afegãos, o próprio esforço internacional de reconstrução do país parece atolado num impasse.

Os alarmes disparam no seio da coligação ocidental e Washington tem multiplicado iniciativas para remediar a situação. No início da semana passada, George Bush recebeu o presidente afegão em Camp David para lhe manifestar o apoio renovado dos Estados Unidos.

Foi ainda de Washington que partiu, no final do ano passado, a iniciativa da convocação da jirga (conselho tribal) que reuniu nos últimos três dias da passada semana, em Cabul, líderes políticos e religiosos tribais do Afeganistão e do Paquistão - um encontro que se propunha reforçar a unidade e coordenar estratégias no combate à guerrilha talibã, ao terrorismo e ao tráfico de ópio.

A ausência de representantes do Waziristão, zona tribal fronteiriça que, do lado paquistanês, constitui o principal santuário da guerrilha ou de quaisquer forças próximas dos talibã, terá comprometido a iniciativa, e só a presença do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, no último dia do encontro, no domingo, terá salvo a jirga de um fracasso total.

O presidente paquistanês cancelara à última hora, na quinta-feira, a sua participação no encontro, invocando compromissos de ordem interna, mas deslocou-se no último dia da jirga a Cabul para se juntar a Hamid Karzai numa promessa de unidade num apelo conjunto à intensificação da luta contra o terrorismo e contra a produção de ópio - o cultivo da papoila representa 60 por cento da economia afegã e constitui um elemento crucial na sustentação da guerrilha.

Acusado por Karzai de não fazer o bastante para combater os santuários talibãs nas zonas tribais fronteiriças, o general paquistanês reconheceu enfim a necessidade de multiplicar esforços para controlar essas áreas críticas.

A hipótese de uma ofensiva em larga escala do exército paquistanês ou mesmo de forças norte-americanas contra os santuários talibãs no Waziristão tem sido insistentemente invocada, mas a mobilidade da guerrilha, que consegue mudar rapidamente a localização das suas bases e campos de treino, auguram enormes problemas a qualquer iniciativa militar no terreno.

E, apesar dos compromissos assumidos pelo general Musharraf em Cabul, a grave crise vivida no país faz do vizinho Paquistão um enorme factor de risco nesta situação. Abertamente contestado pela oposição secular, Musharraf vê-se a braços com uma autêntica insurreição desde o sangrento assalto do Exército paquistanês à Mesquita Vermelha de Islamabad ocupada por radicais pró-talibã, em meados do mês passado.

O Irão marca também presença crescente na conjuntura afegã, gerando algumas notas dissonantes entre a Casa Branca e o regime de Cabul. No encontro de Camp David, Karzai evocou a cooperação de Teerão no combate ao tráfico fronteiriço de droga, enquanto George Bush repetia acusações de que vêm do Irão apoios à guerrilha talibã.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Agosto 15, 2007, 02:18:15 pm
Três soldados alemães da NATO mortos em atentado

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Pelo menos três soldados alemães morreram hoje e uma outra pessoa ficou ferida na sequência da explosão de uma bomba artesanal à passagem de uma coluna militar na capital afegã, informou fonte da polícia.

O atentado ocorreu no bairro de Bagrami, na zona leste de Cabul, e atingiu um «veículo militar estrangeiro», informou o chefe do departamento de investigação da polícia local, Alishan Paktiawal.

Apesar de Paktiawal não o ter referido, um outro funcionário da polícia de Cabul, que pediu anonimato, garantiu que os mortos foram três soldados alemães da Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF).

O contingente alemão já tinha sido alvo de um importante ataque no passado dia 19 de Maio, no qual morreram três soldados em consequência de um atentado suicida registado no mercado público de Chaiferoshi, na província de Kunduz (norte do país).

No Afeganistão estão estacionados cerca de 3.000 soldados alemães às ordens da ISAF, que actua no país sob mandato da NATO.

Este ano já morreram no país mais de 3.200 pessoas, sobretudo desde a chegada da Primavera.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Agosto 16, 2007, 04:40:10 pm
Forças militares afegãs e dos EUA bombardeiam posições da Al Qaeda em Tora Bora

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Aviões e forças de infantaria dos EUA e do Afeganistão bombardearam posições de militantes da Al Qaeda nas montanhas de Tora Bora, pelo segundo dia consecutivo na quinta-feira.

Osama bin Laden teria fugido para a região, que fica perto da fronteira com o Paquistão, pouco depois da invasão de 2001.

As encostas íngremes das montanhas têm um grande número de cavernas e túneis construídos por combatentes afegãos e árabes durante a luta nos anos 1980 contra a ocupação soviética.

«Trata-se de uma operação conjunta realizada pelas forças afegãs e norte-americanas, pelo ar e por terra», afirmou  Vanessa Bowman, porta-voz das forças de coligação lideradas pelos EUA no Afeganistão.

«As forças afegãs e norte-americanas entraram em conflito com a Al Qaeda e com outros grupos de combatentes extremistas na região de Tora Bora, leste do Afeganistão», disse, acrescentando que a operação tinha começado na quarta-feira.

O Paquistão estacionou um «número limitado» de soldados regulares na região tribal de Kurram, do seu lado da cadeia de montanhas de Tora Bora, afirmou uma autoridade paquistanesa da área de segurança.

«Tomámos as medidas necessárias para evitar quaisquer infiltrações de militantes vindos do outro lado. Até agora, não houve qualquer tentativa de infiltração».

Meios de comunicação locais disseram que, segundo autoridades do governo, cerca de 50 militantes islâmicos tinham sido mortos no conflito.

Moradores da área contaram que dezenas de famílias fugiram de suas casas e que três vilarejos tinham sido bombardeados pelas forças norte-americanas e afegãs. Infomaram que 30 civis tinham morrido.

As Forças Armadas dos EUA disseram que não tinham informações confiáveis sobre civis mortos.

«Não estamos a atacar nenhum vilarejo e a operação decorre longe das áreas povoadas», afirmou um porta-voz dos militares norte-americanos.

Organizações de ajuda humanitária suspenderam seus projectos na região de Tora Bora, disse uma autoridade ocidental na cidade de Jalalabad (a cerca de 50 quilómetros ao norte das montanhas).

As forças da Al Qaeda e do talibãs, usam o terreno montanhoso e acidentado da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão para planear e lançar ataques nos dois países.

Lusa/SOL
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Enviado por: André em Agosto 17, 2007, 12:34:13 pm
Bombista suicida mata governador de Kandahar

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Um bombista suicida fez explodir esta sexta-feira a bomba que transportava junto da residência do governador da província de Kandahar, no sul do Afeganistão, matando o responsável e os seus três filhos, segundo a polícia.

«O bombista suicida accionou a carga explosiva que transportava no momento em que o governador e os três filhos saíam de casa», na cidade de Kandahar, capital da província com o mesmo nome.

«Os três tiveram morte imediata«, adiantou Abdul Ghafar, um oficial da polícia presente no local.

Os governadores são nomeados pelo Presidente afegão, Hamid Karzai.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Lightning em Agosto 28, 2007, 07:58:36 pm
Filmagem recente Junho/Julho de combates no sul do Afeganistão por forças britânicas.

http://www.liveleak.com/view?i=bdb_1188267378 (http://www.liveleak.com/view?i=bdb_1188267378)
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Enviado por: André em Setembro 04, 2007, 11:32:01 pm
Capacidade de defesa do Canadá comprometida devido à missão afegã - relatório

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A guerra no Afeganistão absorve de tal forma os recursos do exército canadiano e atenção dos seus chefes que compromete a capacidade do Canadá para defender-se, revela um relatório oficial citado hoje pelo diário Ottawa Citizen.
 
O relatório de 62 páginas destinado ao chefe de estado-maior canadiano, o general Rick Hillier, avalia os progressos alcançados no processo de reforma das Forças Armadas.

Este processo foi lançado há um ano e meio, numa altura em que o conflito no Afeganistão se intensificou, dominando a política externa e de defesa canadiana, nota o diário.

Em consequência, o Comando Canadá, responsável pela segurança do território canadiano e que tem de responder a crises como catástrofes naturais, não beneficiou "da atenção e da prioridade" que devia receber "devido à importância considerável e compreensível das operações no Afeganistão", indica o relatório.

O Canadá enviou cerca de 2.500 militares para o sul do Afeganistão, onde está envolvido na luta contra os talibãs.

Setenta soldados canadianos perderam a vida no Afeganistão desde 2002, 26 dos quais desde o início de 2007.

De acordo com o relatório, o comando da força expedicionária, encarregue das operações internacionais, nomeadamente a missão no Afeganistão, está no limite das suas capacidades e alguns dos seus oficiais sofrem de uma síndroma de esgotamento profissional.

As exigências do Afeganistão impedem também o comando da força expedicionária de se consagrar a outros aspectos da sua missão, como a preparação de planos de emergência.

No terreno do conflito, os talibãs prometeram hoje perpetuar as tomadas de reféns estrangeiros, assegurando que o rapto dos evangelistas sul-coreanos provara a eficácia desta táctica contra o governo afegão.

E Cabul reconheceu que a ameaça era real, recomendando a todos os estrangeiros para se registarem junto das autoridades e comunicarem todas as deslocações à polícia.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 10, 2007, 09:47:18 pm
Pelo menos 27 mortos num atentado suicida no sul do país

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Pelo menos 27 pessoas morreram e outras 57 ficaram feridas, na maioria civis, num atentado suicida perpetrado hoje de mota e que visava um alto responsável da polícia da província de Helmand, no sul do Afeganistão.

Vinte e sete corpos foram transferidos para um hospital local, nomeadamente os de 13 policias, e 57 pessoas ficaram feridas, anunciou Abdul Manaf, o governador do distrito de Gereshk, onde ocorreu o atentado, a cerca de 600 quilómetros a sudoeste de Cabul e a uma centena de quilómetros a ocidente de Kandahar, a principal cidade do sul.

Este balanço foi confirmado à noite pelo Ministério da Defesa, mas poderá ser ainda mais elevado porque a população levou corpos para dentro das casas, segundo o governador e testemunhas.

«O atentado ocorreu no centro da povoação cerca das seis horas da tarde (14:30 em Lisboa) numa estação de autocarros onde as pessoas esperavam transporte para seguir para casa», indicou o porta-voz do Ministério do Interior, Zemerai Bashary.

«Foi em pleno centro do mercado», disse.

O governador do distrito deu mais pormenores sobre as circunstâncias do ataque. «Um bombista suicida dirigiu o seu veículo contra uma coluna de quatro viaturas da polícia numa pequena ponte que leva ao bazar de Gereshk e perto de um posto de polícia», descreveu. «A zona estava cheia de gente».

Segundo o general Zahir Azimi, o porta-voz do Ministério da Defesa, o atentado era dirigido contra um comandante auxiliar da polícia provincial, Haji Abduul Qodus, mas este sobreviveu».

Um testemunho, Fede Moahmmad, contou que «a explosão veio numa mota de três rodas. Havia sangue por todo o lado na ponte e na estrada», disse.

Este atentado ocorreu na província de Helmand, onde os ataques são quase diários devido à forte presença dos talibãs e que é também a província onde cresce a papoila que financia as actividades dos islamitas.

O atentado de hoje em Gereshk é um dos mais graves cometidos este ano. A 17 de Junho um atentado fez 35 mortos em Cabul, na maioria jovens recrutas da polícia.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 13, 2007, 05:07:00 pm
Mais de 45 talibãs mortos no sul do Afeganistão

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Mais de 45 talibãs morreram num ataque da ISAF e do Exército afegão após uma emboscada no sul do Afeganistão, anunciou a aliança internacional num comunicado divulgado esta quinta-feira.
Os rebeldes atacaram uma patrulha mista do Exército afegão e das forças da aliança com RPG-7s e armas ligeiras no distrito de Deh Rawood, na província de Oruzgan, uma das regiões mais instáveis do Afeganistão, indica o comunicado.

A patrulha reagiu imediatamente e solicitou apoio aéreo, acrescenta.

Os talibãs foram «neutralizados» graças a «munições de precisão», segundo a mesma fonte.

Desde que foram expulsos do poder por uma aliança internacional liderada pelos EUA no final de 2001, os islamitas fundamentalistas iniciaram uma violenta rebelião para recuperar o poder com o apoio de 50.000 guerrilheiros estrangeiros, deixando milhares de mortos. São particularmente activos nas regiões sul e sudeste, na fronteira com o Paquistão.

Diário Digital
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Enviado por: comanche em Setembro 16, 2007, 02:53:01 pm
Armas iranianas capturadas pela NATO no Afeganistão

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Soldados da NATO capturaram recentemente no Afeganistão importantes quantidades de armas provenientes do Irão que aparentemente se destinavam aos rebeldes talibãs, escreve hoje o diário Washington Post.
 


Por outro lado, 12 insurrectos foram mortos pelas forças conjuntas afegãs e da coligação internacional na província de Helmand, bastião dos talibãs, informou fonte governamental.

Segundo o Washington Post, que cita fontes não identificadas da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão, as armadas foram apreendidas no passado dia 06, na província de Farah, possuindo algumas delas capacidade de perfurar veículos blindados.

Duas outras apreensões foram feitas na província de Helmand (sul do país), em 11 de Abril e 03 de Maio, segundo as mesmas fontes citadas pelo diário.

"Não é tanto por serem armas qualitativamente diferentes, mas por se tratar de uma importante entrega de material que marcou psicologicamente os espíritos", declarou um responsável norte-americano ao Washington Post sob anonimato.

Um alto responsável iraniano interrogado também pelo jornal afirmou, no entanto, que estas acusações são infundadas.

Durante uma recente visita a Cabul, o secretário de Estado Adjunto norte-americano, John Negroponte, já reiterara a convicção dos Estados Unidos de que os talibãs recebem armas do Irão.

"Inquieta-nos as informações, que consideramos dignas de fé, de que armas e outros tipos de equipamento militar provenientes do Irão chegam às mãos dos talibãs", declarou então o governante norte-americano.

Londres e Washington afirmam desde há meses que armas com proveniência do Irão são utilizadas pelos rebeldes talibãs, mas o presidente afegão, Hamid Karzai, declara não não ter qualquer prova disso.

 
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Enviado por: André em Setembro 21, 2007, 02:11:56 pm
Ofensiva militar mata cerca de 40 alegados rebeldes afegãos

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Cerca de 40 alegados rebeldes pró-talibãs morreram hoje na província de Helmand, no sul do Afeganistão, numa operação militar de forças afegãs e dos Estados Unidos, indicou o comando norte-americano no país.
Em comunicado, o comando dos EUA refere que cerca de 40 milicianos morreram no distrito de Garmsir, no centro de Helmand.

A ofensiva foi lançada depois de o exército receber informações «confiáveis» sobre a presença de extremistas violentos na região.

«Durante as operações, as forças conjuntas usaram munições de precisão, matando um grande número de combatentes», refere a nota.

Naquela zona as tropas encontraram diversos armazéns de armas, com mais de 20 granadas e uma «significativa» quantidade de munições e minas terrestres.

«É um dos maiores arsenais encontrados até ao momento», disse um dos porta-vozes do comando norte-americano, o major Christopher Belcher.

Na última vaga de confrontos, «mais de 30» alegados rebeldes morreram quinta-feira na província de Uruzgan, segundo o comando dos EUA.

Este ano morreram mais de 4 mil pessoas devido à violência no Afeganistão, especialmente no sul do país.

Diário Digital
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Enviado por: Lancero em Setembro 23, 2007, 04:06:06 pm
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Afeganistão: Dois militares italianos desaparecidos na província de Herat

Cabul, 23 Set (Lusa) - Dois italianos, o seu motorista e um tradutor  afegãos estão dados como desaparecidos desde sábado na província de Herat  no Afeganistão, podendo ter sido vítimas de sequestro, informou fonte oficial  afegã.  

     

   Em Roma, o governo italiano anunciou o desaparecimento de dois militares  naquela província, onde a Itália, juntamente com a Espanha, tem tropas destacadas  no âmbito da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF).  

     

   "Dois italianos, aparentemente jornalistas, o motorista e o tradutor  estão desaparecidos desde ontem (sábado) no sector de Shindand", no sul  de Herat, afirmou o chefe do departamento de investigação criminal da polícia  local, general Ali Khan Hassanzada.  

     

   A notícia do possível rapto foi transmitida pela cadeia privada de televisão  Tolo, que citou fontes locais, sem fornecer mais detalhes.  

     

   O ministério do Interior afegão, por seu turno, declarou que está a  tentar confirmar se se trata de rapto.  

     

   De acordo com o general Hassanzada, os quatro desaparecidos "foram vistos  pela última vez ontem (sábado) à tarde num posto de controlo de polícia  em Shindand".  

     

   "Desde então, não fomos capazes de contactar com eles", informou o oficial,  acrescentando que a polícia de Herat lançou uma operação de buscas no sector,  mas sem resultados até agora.  

     

   Em Roma, o ministério da Defesa italiano confirmou o desaparecimento  de dois membros do seu contingente militar no Afeganistão, cujas famílias  já foram informadas, de acordo com o comunicado da Defesa.  

     

   A Itália participa com cerca de 2.000 homens na ISAF, dirigida pela  NATO desde o Verão de 2003.  

     

   No total, a Força Internacional de Assistência à Segurança tem cerca  de 31.000 militares no Afeganistão, 5.500 dos quais são britânicos.  

     

   Um novo contingente português, composto por 110 militares, está destacado  desde finais de Agosto no Afeganistão, tendo a cargo missões operacionais,  enquanto a Alemanha possui um contingente de 3.200 soldados no norte daquele  país.  

     

   Contando cerca de 65 mil homens, o exército nacional afegão debate-se  com numerosas insuficiências - deserções, problemas de disciplina, fidelidades  políticas e tribais - e não se vislumbra qualquer hipótese de a curto prazo  estar em condições de receber o testemunho da força internacional no país.  

     
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 23, 2007, 04:10:18 pm
Citação de: "comanche"
Armas iranianas capturadas pela NATO no Afeganistão

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Soldados da NATO capturaram recentemente no Afeganistão importantes quantidades de armas provenientes do Irão que aparentemente se destinavam aos rebeldes talibãs, escreve hoje o diário Washington Post.
 


Por outro lado, 12 insurrectos foram mortos pelas forças conjuntas afegãs e da coligação internacional na província de Helmand, bastião dos talibãs, informou fonte governamental.

Segundo o Washington Post, que cita fontes não identificadas da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão, as armadas foram apreendidas no passado dia 06, na província de Farah, possuindo algumas delas capacidade de perfurar veículos blindados.

Duas outras apreensões foram feitas na província de Helmand (sul do país), em 11 de Abril e 03 de Maio, segundo as mesmas fontes citadas pelo diário.

"Não é tanto por serem armas qualitativamente diferentes, mas por se tratar de uma importante entrega de material que marcou psicologicamente os espíritos", declarou um responsável norte-americano ao Washington Post sob anonimato.

Um alto responsável iraniano interrogado também pelo jornal afirmou, no entanto, que estas acusações são infundadas.

Durante uma recente visita a Cabul, o secretário de Estado Adjunto norte-americano, John Negroponte, já reiterara a convicção dos Estados Unidos de que os talibãs recebem armas do Irão.

"Inquieta-nos as informações, que consideramos dignas de fé, de que armas e outros tipos de equipamento militar provenientes do Irão chegam às mãos dos talibãs", declarou então o governante norte-americano.

Londres e Washington afirmam desde há meses que armas com proveniência do Irão são utilizadas pelos rebeldes talibãs, mas o presidente afegão, Hamid Karzai, declara não não ter qualquer prova disso.

 

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi226.photobucket.com%2Falbums%2Fdd255%2Flancero111%2Fe70b2a5f.jpg&hash=b4166b6716169d1342b52efd1a3d36e1)

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An Afghan policeman shows a mortar inscribed with a religous symbol that is also found on the Iranian flag, and with some Persian writing, after police seized mortars and landmines in Afghanistan's western province of Herat that borders Iran, 22 September 2007. Admiral William Fallon, the head of US Central Command, has accused Iran of supplying powerful roadside bombs to militants in Afghanistan and said the US reserves the right to act decisively if the practice across-border continues. Iran has denied that it is supplying arms to militant fighters in Afghanistan
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Enviado por: Lancero em Setembro 24, 2007, 12:16:48 pm
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VIAJABAN EN UN BLINDADO BMR
Dos soldados españoles muertos y dos heridos graves en un ataque en AfganistánLa explosión provocó también la muerte de un intérprete de nacionalidad iraní
El ataque se perpetró a las 09.00 (hora española) cerca de Shewan, al noroeste de Farah
El Ministro de Defensa comparecerá en rueda de prensa a las 12.30 horas
(continua no link)

Fonte (http://http)

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KABUL, Afghanistan — Two kidnapped Italian military personnel were rescued in a NATO-led combat operation early Monday in western Afghanistan, two days after they went missing, an official said. Early reports indicated that at least five of the kidnappers had been killed.

Both Italians were wounded during the operation, one seriously. The two were being treated in a hospital run by NATO's International Security Assistance Force.
"They were freed in an ISAF operation. They were both injured. One is in a more difficult situation than the other," an Italian Embassy official said on condition of anonymity because of embassy policy. "They are free now. They are at a military hospital in the western region."
An Afghan translator and driver who were with the Italians were "found," the official said, adding that he did not know what condition they were in.

NATO troops located the two Italians and attacked the group of kidnappers. Preliminary reports found that five of the kidnappers were killed, though the toll may be higher, the official said.
The two Italians, their driver and translator had been missing since Saturday when they were last seen at a police checkpoint in the Shindand district of Helmand province, Afghan police said.

The Italians' last contact with their base was Saturday night, the embassy official said.
Taliban spokesman Qari Yousef Ahmadi told The Associated Press on Monday that the Taliban had not kidnapped the Italians. The embassy official said it wasn't clear which insurgent group had kidnapped the Italians.
In March, five Taliban prisoners were freed in exchange for the release of a kidnapped Italian journalist. The head of the Italian aid agency Emergency has said the Rome government also paid a $2 million ransom last year for a kidnapped Italian photographer — a claim Italian officials did not deny.
In remote northeastern Afghanistan, meanwhile, unidentified gunmen opened fire on a vehicle carrying police and government employees, killing 12, police said Monday.

The attack Sunday left seven policemen and five government employees dead, and one policeman wounded. They were traveling from northeastern Badakhshan province to Kabul, said Badakhshan police chief Gen. Agha Noor Kemtuz.
The police were being transferred to new posts and so were not armed, he said.
Elsewhere in northeastern Afghanistan, NATO helicopters fired on a group of suspected insurgents in response to a rocket attack Saturday. Four Afghans died and 12 were wounded, the alliance said, and officials were investigating whether the dead and wounded were Afghan police or civilians targeted mistakenly.
The NATO strike was in response to a rocket attack at an Afghan army base in the area.
Initial reports indicated they were Afghan police and road construction security guards "dressed in civilian attire and carrying weapons on an uncoordinated patrol," NATO's International Security Assistance Force said in a statement.
Afghan army commander Gen. Qadam Shah said the 12 wounded were civilians but the identity of those killed was not clear from preliminary reports.

NATO also said a soldier was killed by gunfire in eastern Afghanistan on Sunday. The soldier's nationality was not released, though most troops in that region are American.
At the United Nations on Sunday, Afghan President Hamid Karzai met with Secretary of State Condoleezza Rice, the Iranian foreign minister and top officials from other nations overseeing a five-year plan that sets benchmarks for Afghanistan on security, economic development and the drug trade.
More than 4,400 people — mostly militants — have died in insurgency-related violence this year, according to an Associated Press tally of figures from Afghan and Western officials.
At least 600 civilians have died in the fighting, many of them mistakenly hit in airstrikes by Western forces.
In southern Zabul province, meanwhile, the Taliban kidnapped three Afghan men accused of spying for the U.S. and executed them, beheading one and shooting the other two, said Shamulzayi district chief Wazir Khan. Khan said the men were innocent.
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Enviado por: André em Setembro 24, 2007, 01:38:58 pm
Confrontos no oeste do Afeganistão deixam 24 mortos

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Pelo menos 21 alegados insurgentes e três seguranças de uma empresa privada norte-americana foram mortos, e mais 20 guardas desapareceram durante um combate no oeste do Afeganistão, informou hoje o Ministério do Interior afegão.
O combate, que durou pelo menos quatro horas, começou no domingo. Um comboio da empresa privada de segurança USPI sofreu uma emboscada de um grupo de insurgentes.

Segundo o Ministério, no combate morreram 21 alegados insurgentes e três agentes. Outros 20 empregados da USPI estão desaparecidos e quatro ficaram feridos. Oito camiões foram incendiados.

A USPI é uma companhia norte-americana que recruta agentes da polícia afegã para missões de escolta no Afeganistão.

Diário Digital
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Enviado por: comanche em Setembro 24, 2007, 11:21:13 pm
Afeganistão: NATO tem falta de helicópteros e de efectivos - general

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Bruxelas, 24 Set (Lusa) - As tropas internacionais que estão no Afeganistão para lutar contra os talibãs têm falta de helicópteros e equipamentos contra as bombas artesanais, continuando a precisar de mais reforços disponíveis em caso de emergência, afirmou hoje um responsável militar.
 


"Os helicópteros são particularmente importantes para a flexibilidade no transporte das nossas forças", declarou o general francês Vincent Lafontaine, responsável pelos planos operacionais da Força internacional de Assistência à Segurança (ISAF) comandada pela NATO.

O que falta são os "helicópteros para a evacuação médica e para o transporte", precisou em Cabul durante uma vídeo-conferência com a imprensa na sede da NATO em Bruxelas.

Apontou também a penúria em matéria de equipamentos contra o que os militares chamam os "explosivos improvisados" (IED), nomeadamente as bombas frequentemente colocadas à beira da estrada pelos rebeldes.

Segundo ele, a ISAF - cerca de 41.000 militares de 37 países, incluindo Portugal - precisa mais do que nunca de "forças de manobras", isto é, efectivos capazes de ocupar o terreno o que não acontece com o exército nacional afegão.

O general Lafontaine sublinhou também a necessidade de multiplicar as equipas operacionais de ligação e de tutela, as "OLMTS", compostas por oficiais e sargentos dos países da NATO, que estão "incorporados nos batalhões afegãos e os ajudam a treinar-se e, quando necessário, a efectuar operações".

Estas equipas são "verdadeiramente importantes", particularmente para assegurar a transição antes de o exército nacional afegão poder conduzir sozinho as operações.

"O objectivo é pôr o exército afegão cada vez mais na primeira linha a partir da próxima Primavera mas isso implica que se ponham em prática as famosas OMLTS", defendeu.

Por sua vez, o chefe de estado-maior do exército afegão, general Bismillah Khan, afirmara antes que aquele não estará em condições de operar sozinho antes de 2011.

 
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Enviado por: André em Setembro 26, 2007, 12:40:33 pm
Mais de 65 alegados talibãs mortos no sul do país

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As forças aliadas e afegãs mataram hoje mais de 65 alegados talibãs no sul do Afeganistão depois de terem sido atacados por um grupo rebelde durante uma acção de patrulha, informou a aliança em comunicado.

Segundo as primeiras informações, mais de 80 combatentes talibãs armados atacaram uma patrulha liderada por militares afegãos na região de Kakrak, na província de Uruzgan, seguindo-se um violento confronto que durou cerca de seis horas.

As forças da aliança solicitaram apoio aéreo e da artilharia, que bombardeou de forma efectiva «posições talibã identificadas, abatendo mais de 65 insurgentes», refere-se no comunicado.

Nenhum militar afegão ou estrangeiro ficou ferido, acrescenta-se na nota.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 27, 2007, 03:43:09 pm
Detido porta-voz dos talibãs, divulga governo

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Um porta-voz dos talibãs que tem surgido como umas figuras mais conhecidas dos fundamentalistas foi detido no sul do Afeganistão, anunciou hoje o Ministério afegão dos Interior.

Qari Yusef Ahmadi, porta-voz dos rebeldes fundamentalistas, foi detido quarta-feira com o seu irmão durante uma operação militar na localidade de Sufiyan, na província de Helmand, sul do país.

Ahmadi tem sido o contacto preferido dos media sempre que se pretende obter um comentário sobre a situação de violência e de raptos no Afeganistão, tornando-se no rosto mais conhecido dos talibãs.

O recrudescimento da violência no Afeganistão levou os talibãs a aumentarem também o relacionamento com a comunicação social, designando Qari Ahmadi como seu porta-voz.

No entanto, Ahmadi nunca apareceu publicamente, comunicando apenas por telefone ou por mensagens de telemóvel.

As tentativas para entrar em contacto telefónico com Ahmadi ficaram hoje sem resposta, mas um jornalista da Associated Press afirmou ter recebido um SMS do telemóvel do porta-voz dos talibãs anunciando um ataque a um posto de controlo policial no qual três agentes teriam morrido.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 06, 2007, 02:52:33 pm
Japão vai retirar missão naval de reabastecimento

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O Japão vai informar nos próximos dias os Estados Unidos e o Reino Unido da retirada a 1 de Novembro da sua missão naval de reabastecimento que dá apoio às operações das forças internacionais no Afeganistão, foi hoje divulgado.

Segundo o diário japonês Nikkei, o Japão informará os militares norte-americanos e britânicos que os navios-cisterna japoneses terminarão os reabastecimentos quando a lei especial anti-terrorismo que permitia a missão expirar a 01 de Novembro.

A agência noticiosa norte-americana AP indicou que não conseguiu obter comentários sobre a notícia de responsáveis da Defesa japoneses.

A notícia da retirada surge no meio de um impasse no Parlamento acerca da renovação da lei, que permitiu aos navios japoneses dar apoio logístico às tropas da coligação no Afeganistão desde 2001.

A oposição japonesa, que domina a câmara alta do Parlamento, opõe-se à extensão da lei, enquanto a coligação no poder, que tem a maioria na mais poderosa câmara baixa, disse que vai apresentar uma nova lei que impedirá o regresso dos navios japoneses.

O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, disse que a nova legislação limitará a missão ao reabastecimento naval e ao fornecimento de água aos aliados. A questão é sensível devido à Constituição pacifista do país.

No entanto, a nova lei não deve passar no Parlamento antes da actual expirar.

Após a retirada do Japão, ficarão no Oceano Índico apenas dois navios-cisterna norte-americanos e um britânico para reabastecer as embarcações da coligação, indicou o Nikkei.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 07, 2007, 04:58:11 pm
Governo confia na extensão da missão naval no Índico

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O governo japonês manifestou-se hoje confiante na aprovação pelo Parlamento da extensão da missão naval do Japão no Oceano Índico, depois de ter cedido à exigência da oposição de cessar o apoio às tropas internacionais no Afeganistão.

Desde 2001, a Marinha japonesa está envolvida numa missão de reabastecimento de navios da coligação internacional presente no Afeganistão ao abrigo de uma lei de combate ao terrorismo, que já foi renovada três vezes pelo Parlamento.

O diário Nikkei noticiou sábado que o Japão vai informar nos próximos dias os Estados Unidos e o Reino Unido da retirada, a 01 de Novembro, da sua missão naval de reabastecimento que dá apoio às operações das forças internacionais no Afeganistão.

O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, aliado dos Estados Unidos, tem-se empenhado na renovação da missão, mas foi obrigado a ceder à oposição, que exige o fim do apoio directo às tropas internacionais no Afeganistão.

A questão é sensível no Japão devido à Constituição pacifista do país.

O projecto da nova lei, entregue a semana passada no Parlamento, prevê que a Marinha japonesa assegure o fornecimento de combustível e água aos aliados, mas apenas a navios envolvidos em actividades antiterroristas e não aos que participam em missões no Afeganistão lideradas pelos Estados Unidos.

«Ao abrigo da nova lei, não haverá reabastecimento de combustível a navios que apoiam operações» no Afeganistão, esclareceu hoje na televisão pública o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Masahiko Komura.

«O Oceano Índico é um ponto de passagem importante para grande parte do petróleo mundial e os petroleiros que o atravessam podem ser vítimas de terrorismo», disse Komura salientando que a comunidade internacional valoriza o envolvimento do Japão em operações de segurança naquela zona.

O Nikkei adiantou que com a retirada do Japão, ficarão no Oceano Índico apenas dois navios-cisterna norte-americanos e um britânico para reabastecer as embarcações da coligação no Afeganistão.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 07, 2007, 08:37:11 pm
Autoridades afegãs apreendem quatro toneladas de heroína líquida

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As autoridades afegãs anunciaram hoje a maior apreensão de sempre de heroína líquida no país - quatro toneladas - e de uma tonelada de haxixe, em duas operações policiais junto à fronteira com o Irão, importante no tráfico de estupefaciantes.

De acordo com o ministro adjunto do Interior, general Daud Daud, a heroína líquida foi apreendida sábado de manhã numa rusga policial a um laboratório na província de Farah, sudoeste do país, tendo a instalação sido posteriormente destruída e quatro indivíduos detidos.

Os traficantes, afirmou o responsável afegão em conferência de imprensa em Cabul, «têm o hábito de exportar a droga liquefeita apresentando-a como medicamento para animais destinada ao Irão».

No local foi ainda descoberta uma tonelada de produtos químicos utilizados no fabrico de heroína.

O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio, cerca de 93 por cento do total, droga da qual provém a heroína.

De acordo com as Nações Unidas, a produção de ópio no Afeganistão aumentou 34 por cento este ano, para 8.200 toneladas.

O cultivo do cannabis, a partir do qual é produzido o haxixe, terá aumentado em 20 mil hectares este ano, para um total de 70 mil, segundo os mesmos dados da ONU, divulgados no final de Agosto.

Numa outra província fronteira ao Afeganistão (Herat, mais a norte), a polícia mostrou hoje aos jornalistas um contentor cheio de pacotes de 500 gramas de levedura instantânea da marca Hollandia, decoradas com as cores da bandeira holandesa, e repletas de haxixe.

Segundo o governador da província, Hussein Anvari, a droga foi interceptada na Alfândega do principal posto da fronteira com o Irão.

SOL
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Enviado por: André em Outubro 08, 2007, 08:33:32 pm
15 executados, incluindo assassino de jornalistas

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O Afeganistão executou 15 prisioneiros na sua principal prisão nos arredores de Cabul, as primeiras execuções em mais de três anos, disse hoje o chefe das prisões.

A execução ocorreu domingo à noite na prisão de Pul-i-Charkhi de acordo com a lei afegã, que apela para que os prisioneiros condenados sejam mortos a tiro, disse Abdul Salam Ismat.

Os quinze prisioneiros tinham sido condenados por assassínio, violação, roubo à mão armada, rapto e «crimes políticos» como o uso de bombas e actividades anti-governamentais, declarou a televisão de Estado.

Entre eles, indicou a cadeia de televisão, figura Reza Khan, um dos culpados do assassínio em 2001 de três jornalistas estrangeiros, a italiana Maria Grazia Cutilli que fora também violada, o australiano Harry Burton, e o espanhol Júlio Fuentes, assim como um fotógrafo afegão, Azizullah Haidari.

Um homem implicado no rapto da italiana Clementina Cantoni da ONG Care International durante 22 dias em Maio de 2005 e que matou vários compatriotas foi também executado assim como três assassínios em série.

O regime dos talibãs costumava levar a cabo execuções públicas, muitas no estádio de Cabul destruído pela guerra, prática que acabou depois da a coligação liderada pelos Estados Unidos ter expulso o grupo do poder no final de 2001.

As execuções de domingo foram as primeiras sancionadas pelo Estado afegão desde Abril de 2004.

A última execução conhecida, a 27 de Abril de 2004, foi a de um chefe da milícia, Abdulla Shah, declarado culpado de múltiplos assassínios durante a guerra civil.

A Amnistia Internacional, grupo de defesa dos direitos humanos com sede em Londres, já denunciou esta execução, afirmando que o presidente Hamid Karzai assegurara antes ao grupo que instituiria uma moratória sobre a pena de morte.

Há cerca de 300 condenados nos corredores da morte, alguns dos quais esperam desde a chegada ao poder de Hamid Karzai em 2002.

Karzai, um opositor à pena capital, teve de dar a ordem final para a execução como estipula o texto constitucional.

Mas, segundo o seu porta-voz Humayun Hamidzada, o presidente «tem extremo cuidado nos casos de execução».

«O presidente esteve muito hesitante antes de assinar a ordem. Fê-lo depois de uma longa hesitação», confirmou um deputado independente, Daoud Sultanzai.

O representante do secretário-geral da ONU no Afeganistão, Tom Koenigs, lembrou hoje à noite a oposição da organização internacional à pena de morte e defendeu que o país deve continuar a «trabalhar para atingir os mais altos padrões em matéria de direitos humanos».

A prisão de Pul-i-Charkhi em Cabul está ligada às execuções em massa efectuadas sob o regime comunista entre 1987 e 1992.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 10, 2007, 07:35:20 pm
Libertado engenheiro alemão raptado há 87 dias

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Rudolf Blechschmid, o engenheiro civil alemão que tinha sido sequestrado há 84 dias no Afeganistão, foi hoje libertado, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier.
«Desde hoje que o cidadão alemão Rudolf Blechschmid está em liberdade, estamos satisfeitos e aliviados», disse o chefe da diplomacia germânica a jornalistas, em Frankfurt.

Frank-Walter Steinmeier recordou, na mesma ocasião, o trágico destino de outro engenheiro alemão raptado em conjunto com Blechschmid.

Ruediger D. foi abatido a tiro pelos sequestradores poucos dias após o rapto, depois de ter sequestradores a uma longa caminhada pelas montanhas.

Steinmeier adiantou ainda que Rudolf Blechschmid já estava sob custódia das forças de segurança afegãs e é aguardado hoje ao fim da tarde na embaixada alemã em Cabul.

O site electrónico Spiegel Online dá conta de um telefonema para Blechschid, em que este garantiu estar «bem, embora muito cansado».

Os cinco afegãos que foram sequestrados em conjunto com Blechschmid foram também libertados, e em troca as autoridades afegãs libertaram cinco talibãs que estavam na cadeia, adiantaram fontes alemãs.

Segundo o Spiegel Online, os ex-reclusos eram delinquentes comuns, com ligações esporádicas aos talibãs.

Outros pormenores das condições de libertação não foram revelados, embora a imprensa tenha falado nas últimas semanas de exigências dos raptores de um resgate na ordem de centenas de milhares de euros.

Blechschid, 62 anos, foi sequestrado a 18 de Julho, com outro colega alemão e mais quatro afegãos, na província de Wardak, no centro do Afeganistão, 200 quilómetros a sudoeste de Cabul.

Há semana e meia, o grupo de sequestradores já tinha combinado a libertação de Rudolf Blechschid e prometido entregá-lo à Cruz Vermelha, mas à última hora fugiram de novo com o prisioneiro.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 13, 2007, 05:31:03 pm
Parlamento alemão aprova prolongamento de operações no Afeganistão

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O Parlamento alemão (Bundestag) aprovou hoje por larga maioria o prolongamento por mais um ano das operações do exército alemão no Afeganistão.

O Bundestag aprovou, graças à maioria no Governo e com o apoio do Partido Democrático-Liberal (FDP, oposição), a permanência de seis aviões de reconhecimento do tipo Tornado e dos mais de 3.000 soldados que integram a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF), sob comando da NATO.

Entre os 454 deputados que votaram, registaram-se 48 abstenções e 79 rejeitaram a proposta.

A votação foi marcada pelas críticas do bloco dos Verdes e do Partido de Esquerda, oposicionistas, que exigiram uma mudança de estratégia por parte do Governo.

Ambos os partidosvoltaram a exigir uma clara diferenciação entre as missões militares e de reconstrução.

«Os bons propósitos não justificam os meios militares», explicou Lothar Bisky, que co-preside o Partido de Esquerda, que se tornou porta-bandeira do pacifismo na Alemanha.

Diário Digital
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Enviado por: André em Outubro 23, 2007, 02:21:50 pm
12 talibãs mortos em combates com exército afegão

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Doze alegados talibãs morreram em combates com o exército afegão na província central de Maidan Wardak, indicou hoje o Ministério da Defesa afegão em comunicado.
As tropas afegãs realizaram hoje uma operação no distrito de Jalrez, onde enfrentaram um grupo de insurrectos, segundo a nota.

Durante o confronto, 12 rebeldes morreram, mas não houve baixas entre as fileiras afegãs, segundo o ministério.

Os combates entre as forças internacionais e afegãs e a insurreição talibã são constantes, especialmente no sul do Afeganistão.

Mais de 4.500 pessoas, a maioria das quais talibãs, morreram este ano em consequência da onda de violência no Afeganistão.

Diário Digital
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Enviado por: André em Outubro 25, 2007, 04:31:45 pm
41 mil militares da NATO no território

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.army.mod.uk%2Fimg%2F15psyops%2Fisaf_badge_copy.gif&hash=5d412487d7d7c8dbac1b9c3fe0698a42)

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Mais de 41 mil militares, dos quais 162 portugueses, estão «estacionados» no Afeganistão, integrados na Força Internacional da Assistência para a Segurança (ISAF), segundo dados da Nato publicados quarta-feira.
Os dados, actualizados segunda-feira, referem que no território afegão se encontram 41.144 efectivos da ISAF, sob comando da Nato desde Agosto de 2003.

Portugal, com 162 militares, ocupa o 22º lugar numa lista de 38 países, entre membros e não membros da Aliança Atlântica.

Segue-se a lista de países (que reflecte números globais de tropas estacionadas e não enviadas num determinado momento):

Estados Unidos 15.108
Reino Unido 7.740
Alemanha 3.155
Itália 2.395
Canadá 1.730
Holanda 1.516
Turquia 1.220
França 1.073
Polónia 937
Austrália 907
Espanha 715
Roménia 536
Noruega 508
Dinamarca 454
Bulgária 401
Bélgica 368
Suécia 340
República Checa 233
Hungria 225
Croácia 199
Lituânia 195
PORTUGAL 162
Grécia 146
Albânia 138
Nova Zelândia 138
Macedónia 129
Estónia 128
Letónia 97
Finlândia 85
Eslováquia 70
Eslovénia 42
Azerbeijão 22
Islândia 11
Luxemburgo 9
Irlanda 7
Áustria 3
Suiça 2
Geórgia (ainda não enviou soldados)

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 28, 2007, 02:29:49 pm
Forças aliadas matam 80 talibãs

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A coligação liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão matou 80 rebeldes talibãs numa missão que durou seis horas, no sul do país, depois de uma emboscada sobre o exército afegão.

Ontem, a guerrilha talibã abriu fogo sobre tropas da coligação e do exército do Afeganistão com metralhadoras e granadas perto de Musa Qala, na província de Helmand, a mais importante das cidades detidas pelasforças rebledes.

Este tipo de batalhas são raras no Afeganistão, pois os talibãs preferem disparar e retirar antes que surja apoio aéreo da coligação.

Ainda assim, a opção que os rebeldes tomaram ontem é explicada pelos analistas pelo facto de os talibás estarem empenhados em controlar a cidade, depois de a terem tomado em Fevereiro.

Um oficial talibã negou que tenha havido baixas nas suas tropas e acusou as forças estrangeiras de lançar bombas sobre civis locais.

SOL
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Enviado por: André em Outubro 30, 2007, 08:39:03 am
Japão deixa de abastecer coligação no Afeganistão

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O primeiro-ministro japonês e o líder da oposição não chegaram hoje a acordo para o prolongamento do reabastecimento dos navios e aviões da coligação internacional no Afeganistão, pelo que as operações terminam na quarta-feira.

O primeiro-ministro Yasuo Fukuda, líder do Partido Liberal Democrático, disse aos jornalistas que a sua reunião com o líder do Partido Democrático, Ichiro Ozawa, foi inconclusiva quanto a renovar a lei de autorização de reabastecimento, que expira a 1 de Novembro.

Desde 2002 que o Japão fornece água e combustível aos navios e aviões da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos que opera no Afeganistão contra os rebeldes talibãs, supostamente protectores da Al Qaeda.

Na segunda-feira, um navio japonês reabasteceu de carburante um «destroyer» paquistanês naquela que deverá ter sido a última operação deste tipo, já que parece pouco provável que se chegue a um acordo antes do fecho da sessão parlamentar a 10 de Novembro.

O líder da oposição, Ichiro Ozawa, recusa o prolongamento da missão, considerando que o Japão não tem de participar em «guerras americanas».

O Partido Democrático de Ozawa controla o Senado desde finais de Julho, pelo que, mesmo que a lei de prolongamento da missão passasse na câmara baixa, correria o risco de ser rejeitada na alta.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 30, 2007, 05:47:29 pm
20 talibãs mortos numa operação que envolveu 200 polícias

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Uma operação policial no Sul do Afeganistão, que envolveu 200 polícias afegãos aliados às tropas ocidentais, resultou na morte de 20 talibãs. Um comandante ocidental e três dos seus guarda-costas foram também mortos.

A polícia afegã e os soldados da coligação da NATO cercaram duas aldeias no distrito de Arghandab ontem e hoje, matando 20 talibãs e ferindo outros 25, declarou o chefe da esquadra local, Sayed Afgha Saqib.

«Os talibãs estão a tentar fugir, mas nós temos a área cercada», afirmou Saqib. «Nós estamos em posição de ofensiva e eles de defensiva».

Saqib garantiu que nenhum polícia havia sido morto, mas outra fonte oficial do Governo disse, sob anonimato por não estar autorizado a falar com os média, que três agentes morreram. Mais de 5300 pessoas morreram só este anoem situações de confrontos.

SOL
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Enviado por: André em Novembro 13, 2007, 07:51:39 pm
Afeganistão em guerra há seis anos

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Chamava-se Matthew Ferrara e era sobrinho do ministro da Defesa da Nova Zelândia. Tinha apenas 24 anos quando foi morto, hoje, numa emboscada das forças talibãs no Afeganistão. Matthew foi a última das baixas de uma guerra que dura já há seis anos, desde que o regime talibã do mullah Mohammed Omar foi deposto em Cabul pela força militar.

Menos de um mês depois dos ataques a Nova Iorque, a 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos lideraram uma coligação de países com o propósito de derrotar o regime de Cabul. Os talibãs perderam o controlo do país a 13 de Novembro do mesmo ano.

Seis anos depois, o Afeganistão saiu das primeiras páginas dos jornais. Mas as forças internacionais continuam no terreno - incluindo 150 portugueses - e a violência é o dia-a-dia de um país sem rumo.

Apesar da intervenção militar ter afastado os radicais talibãs de Cabul, nunca as milícias islâmicas foram erradicadas do país. Seis anos depois, os principais aliados da Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, surgem de novo, a partir da região montanhosa do Sul do país.

Desde a revolução comunista, em 1978, que o Afeganistão tem vivido sob o permanente espectro da guerra. Hoje assiste-se à disputa pelo poder entre milícias talibãs, as forças partidárias eleitas para governar, os líderes tribais e barões da droga. Sendo um dos países mais pobres do mundo, o Afeganistão é responsável por cerca de 90% da produção mundial de ópio.

A venda, apesar de proibida, é principal fonte de receitas do país As forças da coligação entregaram o país a um homem sem poder, Hamid Karzai, que foi eleito Presidente em 2004.

As eleições foram fortemente criticadas pelos observadores internacionais. Em 2007, cerca de metade dos deputados do Parlamento afegão estão ou estiveram relacionados com grupos armados a operar no interior do país.

No passado dia 7, o mais mortal dos ataques bombistas desde a invasão – que tinha como alvo um grupo de deputados – matou 60 pessoas em Cabul, entre as quais 18 estudantes e deputados. A Força Internacional de Segurança e Assistência no Afeganistão, missão da NATO que conta com 50 mil militares no terreno, continua a realizar bombardeamentos maciço.

E média, saio 548 bombardeamentos por mês, segundo informações do comando central norte-americano. As organizações não-governamentais acusam a NATO de não evitar elevados números de mortes civis.

Os Estados Unidos, que já perderam cerca de 450 militares desde a invasão em 2001, aprovaram mesmo o alargamento da sua base em Bagram.

Este é o ano mais mortal para as tropas norte-americanas na região, à semelhança do que sucede do Iraque. No total, foram 730 os militares da NATO que perderam a vida no Afeganistão nos últimos seis anos. Entre militares, milícias e civis afegãos, o número é difícil de determinar.

Só este ano, o comando militar afegão estima que tenham morrido mais de 6 mil pessoas, na sua maioria militantes talibãs. O último relatório da Amnistia Internacional acusa ainda os militares da NATO de entregar prisioneiros às forças militares e de segurança do país, sendo estas acusadas de torturarem com frequência os detidos.

SOL
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Enviado por: André em Novembro 15, 2007, 07:42:55 pm
Parlamento prolonga missão da Alemanha no Afeganistão

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O Bundestag (Parlamento alemão) aprovou hoje por 414 votos a favor, 145 contra e 15 abstenções a extensão por um ano da participação do exército na missão Liberdade Duradoura, liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão.
Votaram a favor os grupos parlamentares dos partidos social-democrata (SPD) e democrata-cristão (CDU), parceiros da coligação do Governo liderada por Angela Merkel, bem como os liberais, na oposição.

Os deputados dos Verdes e do partido da Esquerda votaram contra, com o argumento de que a missão, iniciada há seis anos pelos Estados Unidos em resposta aos atentados de 11 de Setembro, é realizada sem mandato da ONU.

A participação da Alemanha na operação Liberdade Duradoura prevê um contingente até 1.400 soldados, embora o número de efectivos tenha sido sempre muito inferior.

Actualmente, a participação limita-se a 50 soldados da Marinha com tarefas de controlo e inspecção de navios suspeitos no Mar Mediterrâneo e 250 no Corno de África.

A votação parlamentar foi precedida de um discurso do ministro da Defesa, Franz Josef Jung, em favor da missão norte-americana.

Jung afirmou que «combater o terror nas suas origens é evitar que o terror cresça em dimensão e chegue à Alemanha».

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 22, 2007, 02:06:54 pm
Talibãs estão a voltar a controlar o país

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Os talibãs já contam com presença permanente em 54% do território do Afeganistão e o país corre sério risco de cair totalmente nas mãos dos rebeldes, revela um relatório do Senlis Council, um centro de estudos independente que integra a Rede de Fundações Europeias e possui experiência na região.

Apesar dos milhares de soldados da NATO e dos milhões de dólares investidos no país, os talibãs controlam cada vez mais partes do território, «incluindo zonas rurais, algumas capitais de distrito e comunicações importantes».

Segundo o relatório, os combatentes exercem um «significativo controlo psicológico e ganham cada vez mais legitimidade aos olhos dos afegãos, povo com um longo histórico de mudanças de aliança e de regime».

Segundo o Senlis Council, o território controlado pelos talibãs não parou de crescer e a linha de fronteira está cada vez mais perto da capital, Cabul.

A questão, de acordo com o relatório, não é se os talibãs chegarão a Cabul, mas «quando (...) e de que forma».

O seu objectivo de reconquistar a capital em 2008, muitas vezes declarado, parece «mais viável do que nunca», referem os autores do relatório, que advertem também que cabe à comunidade internacional «pôr em prática uma nova estratégia antes que seja tarde demais».

O grupo salienta que a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), dirigida pela NATO e formada actualmente por 40 mil soldados, deveria no mínimo duplicar.

Seria preciso ainda incluir na força conjunta militares de nações muçulmanas, assim como de países-membros da NATO que se negaram até à data a contribuir para este esforço comum contra os talibãs.

O relatório do Senlis Council vai de encontro ao de outro da organização humanitária Oxfam enviado ao Parlamento britânico. De acordo com a entidade, a situação da segurança no Afeganistão piorou de modo significativo e a corrupção tanto do Governo central como da administração local apenas agrava os problemas.

A Oxfam afirma que são necessárias medidas urgentes para impedir que milhões de pessoas enfrentem um desastre humanitário como o registado na África Subsaariana.

Apesar de o Afeganistão ter recebido mais de 15 mil milhões em ajuda desde 2001, o dinheiro não seria destinado a projectos que contribuam para melhorar a vida dos cidadãos, critica a Oxfam.

Segundo a organização, pelo menos 1.200 afegãos morreram este ano, metade dos quais em operações internacionais ou das forças do Governo de Cabul.

O Afeganistão sofre quatro vezes mais ataques aéreos por parte das forças internacionais que o Iraque, diz a organização.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: typhonman em Novembro 22, 2007, 05:48:30 pm
Nós no final deste ano vamos retirar as nossas tropas não é? Fica so um C130H?

Nos somos sempre o parente pobre das missões NATO, as da UE a meu ver são favorecidas.
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Enviado por: André em Dezembro 02, 2007, 02:31:06 pm
2007 foi o ano mais sangrento desde 2001

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O ano de 2007 foi o mais sangrento no Afeganistão desde a queda do regime talibã, em 2001, devido ao aumento dos ataques contra as forças afegãs e internacionais, informou hoje o Ministério da Defesa afegão.
«Este ano foi o mais sangrento que o Afeganistão conheceu», declarou o porta-voz do Ministério, general Mohammad Zahir Azimi, numa conferência de imprensa convocada para anunciar a morte de 40 guerrilheiros talibãs em combates com o exército e as forças internacionais.

Ao longo deste ano, segundo o porta-voz, os combates provocaram a morte de quase 6.000 pessoas, na sua maior parte talibãs, além de 1.000 militares e polícias afegãos e 200 soldados estrangeiros.

«Os inimigos (os talibãs) pensam que se tentarem tudo por tudo vão conseguir modificar a ideia que a comunidade internacional tem do Afeganistão. A decisão da Holanda mostra que estão errados», disse Azimi.

O porta-voz referia-se à decisão anunciada há dias pelo governo holandês de prolongar até ao fim de 2010 a sua missão militar na Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF), comandada pela NATO.

Os Estados Unidos lideraram em 2001 uma ofensiva militar contra o Afeganistão, destinada a afastar do poder o regime fundamentalista islâmico dos talibãs, acusados de darem refúgio ao líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, responsável pelos atentados de 11 de Setembro desse ano nos Estados Unidos.

A ISAF está sob comando da NATO desde Agosto de 2003 e conta actualmente com cerca de 30.000 militares de 38 países, a que se juntam cerca de 20.000 militares norte-americanos.

Portugal participa na ISAF com 162 militares, mas o ministro da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira, anunciou no final de Outubro a redução do contingente militar português em 2008 para uma equipa de 15 militares e um avião C-130.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 03, 2007, 09:22:29 pm
Visita surpresa do chefe do Pentágono a Cabul

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.abc.net.au%2Freslib%2F200612%2Fr119108_378547.jpg&hash=d1793ff0873da444601aaad1989fe8a7)
Robert Gates

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O secretário de Defesa norte-americano chegou hoje à noite de surpresa a Cabul para a terceira visita ao Afeganistão este ano, tendo marcadas para terça-feira reuniões com os comandantes militares e com o Presidente Hamid Karzai.

Em declarações à imprensa antes do desembarque, Robert Gates, procedente de Djibuti, revelou que o objectivo da visita e particularmente das reuniões com os comandantes das forças norte-americana e da Aliança Atlântica (ISAF) é determinar se a missão das tropas no noroeste do Paquistão tem contribuído para aumentar a segurança na fronteira com o Afeganistão.

Gates esteve no Afeganistão em Junho passado, quando afirmou haver armas iranianas nas mãos de talibãs e, anteriormente, em Janeiro.

O Presidente Hamid Karzai queixou-se de que os ataques militares norte-americanos e aliados da Força Internacional para Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão têm causado demasiadas baixas civis.

A presença do chefe do Pentágono coincide com a divulgação de uma sondagem ABC News/BBC/ARD (televisão pública alemã) segundo a qual os afegãos são cada vez mais críticos em relação aos esforços militares norte-americanos.

O estudo de opinião revela que apenas metade dos inquiridos têm confiança nos Estados Unidos e na ISAF quando, em 2006, o seu número era de dois terços.

Particularmente crítico é o balanço dos inquiridos no sul do Afeganistão, onde o apoio à ISAF caiu de 83 por cento em 2006 para 45 por cento actualmente.

A primeira queixa - destacada na sondagem - incide no elevado número de feridos causados pelas tropas aliadas.

Este ano é considerado o mais sangrento desde a invasão do Afeganistão em 2001, com o número recorde de 6.200 mortos, dos quais mais de 800 civis, em consequência de ataques dos talibãs, ou de operações militares.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 17, 2007, 01:50:53 pm
NATO estabiliza o Afeganistão ou perde a guerra, diz Austrália

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O primeiro-ministro australiano Kevin Rudd disse hoje que é imperativo que os países da NATO se mobilizem para estabilizar o Afeganistão ou arriscam-se a perder a guerra.

Respondendo a uma notícia do jornal The Australian que cita o ministro da Defesa, Joel Fitzgibbon, que terá dito que as forças da NATO estão «a ganhar batalhas e não a guerra» no Afeganistão, Rudd disse que são necessários mais esforços para evitar que a situação entre numa espiral de descontrolo.

«Isto é bastante crítico, particularmente devido a ressurgimento da cultura do ópio, da economia ilícita e do volume das narcofinanças que giram naquela parte do mundo», disse Rudd aos jornalistas em Camberra. «A não ser que estabilizemos a situação, teremos problemas ainda maiores do que aqueles que enfrentamos neste momento.»
 
Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 18, 2007, 04:27:20 pm
Vários talibãs mortos em bombardeamento aéreo da NATO

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Vários alegados talibãs morreram num bombardeamento aéreo da NATO na província afegã sudeste de Paktika, indicou hoje a Aliança em comunicado.

Os insurrectos tinham lançado vários mísseis no distrito de Urgun, após o que as forças aéreas da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), sob o comando da NATO, decidiram atacar por ar os talibãs, segundo a nota.

«As forças aéreas e terrestres da ISAF mantiveram uma boa comunicação para se assegurar que não havia civis durante o ataque», assegurou uma porta-voz da aliança atlântica, Christine Nelson Chung.

A NATO tem cerca de 35.000 soldados posicionados no Afeganistão, aos quais se somam mais de 12.000 soldados que estão no país sob comando directo de Washington.

Mais de 6.100 pessoas morreram neste ano devido à violência no Afeganistão.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 22, 2007, 02:44:40 pm
Sarkozy visita hoje soldados franceses

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O presidente da França, Nicolas Sarkozy, chegou esta manhã de surpresa a Cabul, no Afeganistão, com o objectivo de se encontrar com os soldados franceses ali destacados, segundo fontes oficiais.
O chefe de Estado francês, que é acompanhado pelo ministro da Defesa, Hervé Morin, e pela secretária de Estado dos Direitos Humanos, Rama Yade, estará durante cerca de cinco horas no Afeganistão, onde também se deverá encontrar com o presidente Hamid Karzai e com o general Dan McNeill, comandante da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF).

Sarkozy «propõe-se reafirmar o apoio e o compromisso da França ao processo de estabilização e reconstrução do Afeganistão», após ter anunciado em Washington, no dia 7 de Novembro, que o seu país continuará militarmente presente naquele território, «durante o tempo que seja necessário».

A França mantém seis caças Mirage na base aérea militar de Kandahar para apoio aos cerca de 40 mil soldados da Nato.

Nicolas Sarkozy deverá permanecer até às 15:00 horas locais na capital afegã, antes de regressar a França, fazendo uma paragem em Duchanbe, capital do vizinho Tajiquistão.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 29, 2007, 07:19:38 pm
Impasse político e militar alarma o Ocidente

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Seis anos depois do derrube do regime dos talibã, a situação no Afeganistão ameaça atolar-se num impasse que está a lançar o alarme nas capitais ocidentais e nas forças militares da ISAF e da coligação liderada pelos Estados Unidos.
As tropas da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), que integra tropas portuguesas, impuseram nos últimos meses uma série de importantes revezes à insurreição talibã, mas a coligação ocidental mostra-se incapaz solidificar os sucessos no terreno transformando-os em êxitos estratégicos.

Apanhadas de surpresa pela ofensiva tabilã iniciada na Primavera de 2006, as forças da ISAF lançaram este ano uma série de operações que infligiram pesadas baixas aos talibã e levaram à morte ou detenção de líderes políticos e militares da insurreição.

A acção da NATO roubou aos talibã a capacidade de iniciativa e conseguiu isolar os redutos controlados pela guerrilha, uma série de êxitos, coroados no início do corrente mês com a retomada de Musa Qala, importante bastião na província de Helmand (Sul) sob controlo dos talibã desde Fevereiro.

Paradoxalmente, este êxito de grande relevo estratégico e simbólico coincidiu com uma série de alarmes lançados em várias capitais ocidentais por causa do risco de uma derrota da coligação ocidental no Afeganistão.

Os êxitos militares da NATO conseguiram conter o crescendo da guerrilha talibã, mas não desalojar a insurreição e sacudir o impasse militar em que a situação ameaça mergulhar. Por outro lado, baseiam-se em boa medida num uso eficaz do poder aéreo, mas com o preço de elevadas baixas civis que diminuem o apoio da população aos esforços ocidentais.

Ao mesmo tempo, tem-se assistido a um aumento dos combatentes estrangeiros no país e à intensificação dos atentados bombistas e ataques suicidas - naquilo a que se chamou já uma «alqueidização» da insurreição.

Sem potencial militar para afrontar directamente e derrotar as forças da NATO, os talibã estão a adoptar uma estratégia destinada a desgastar progressivamente o empenho político da coligação ocidental no país.

Às questões de segurança juntam-se, por outro lado, os problemas de ordem social e política. As carências de infraestruturas (Cabul continua a não contar com um abastecimento regular de electricidade), a espiral da corrupção, o desemprego, a pobreza e a própria descoordenação dos esforços internacionais de reconstrução agravam a frustração da população afegã e jogam a favor dos talibã.

Numa palavra, não tem sido possível conquistar os «corações e as mentes» dos afegãos, nem isolar a liderança dos talibã de modo a cortar as suas bases de apoio no seio da população.

A gravidade da situação obrigou já a Casa Branca e vários Governos da NATO a uma revisão profunda da sua política no Afeganistão. A tónica é agora colocada numa maior coordenação na luta contra os talibã e a al-Qaida, nos esforços para travar a produção de ópio que financia a insurreição e nas acções destinadas a reforçar a credibilidade do Governo de Cabul.

Ao mesmo tempo, ganha cada vez mais terreno a ideia de negociações com os talibã, procurando aliciar os elementos menos controlados pelo núcleo duro da guerrilha.

A 12 de Dezembro, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu negociações com os talibãs dispostos a depor as armas. Dias depois, a imprensa de Londres revelou que os serviços secretos britânicos mantinham contactos com os líderes locais da insurreição na província de Helmand. A ideia levantou acesa polémica na altura, mas acabou de ser publicamente apoiada pelo embaixador dos EUA em Cabul, William Wood.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Lancero em Dezembro 29, 2007, 07:52:42 pm
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Afeganistão: País mais seguro apesar de se registarem mais combates - general português porta-voz da ISAF

     

   Cabul, 29 Dez (Lusa) - O Afeganistão está hoje mais seguro, apesar de  existir uma percepção contrária porque as forças internacionais dominam  quase todo o território e há mais contactos com os talibãs, afirma à Lusa  o porta-voz do ISAF, o general português Martins Branco.  

     

   O general Martins Branco, actual porta-voz da Força Internacional de  Assistência e Segurança (ISAF), fez hoje a sua leitura da situação militar  no território afegão perante o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira  e o chefe do estado Maior das Forças Armadas, general Valença Pinto, que  estiveram em Cabul numa visita de um dia, que já terminou.  

     

   "A actividade militar aumentou em 2007, e aumentou porque a ISAF já  cobre todo o país e antes não o fazia, e também porque aumentou o número  de efectivos e os contactos com os talibã cresceram exponencialmente", explicou  o general português que representa a Força Internacional perante os meios  de comunicação social.  

     

   Afirma aquele militar que "actualmente os talibã controlam apenas pequenas  bolsas sem qualquer continuidade, em zonas não estratégicas, remotas", uma  declaração que contraria as denúncias de várias ONG's instaladas no território  que referem um aumento da violência.  

     

   As zonas com mais actividade militar são as de Helman e Kandahar no  sul do País, onde é maior a influência dos talibã.  

     

   O general é claro em relação à situação militar: "Hoje podemos dizer  que as forças internacionais se colocaram no 'quintal' dos talibã, o que  é impressionante, muitas vezes com as plantações de ópio ali à porta".  

     

   Os combates entre militares da força internacional e os talibã resultam  normalmente da iniciativa da ISAF, os talibã apenas reagem.  

     

   "Neste momento o Afeganistão está num impasse, porque há 3 componentes  essenciais para a estabilização do país, a segurança, as instituições e  o desenvolvimento económico. A primeira parte avançou muito, as outras duas  precisam de uma abordagem integrada, são necessários planos de actuação  na economia", defende este militar, lembrando que essa responsabilidade  já não pertence à NATO.  

     

   Ataques suicidas são perto de 140 por ano no Afeganistão. Martins Branco  explica que "os talibãs, como não conseguem enfrentar as forças em combate  aberto - antes chegavam a reunir batalhões, agora nem sequer companhias  - recorrem aos ataques suicidas para mostrarem uma força que não têm".  

     

   O general português diz mesmo que terão diminuído estes ataques suicidas:  "em 2006 registaram-se 90 ataques aos centros distritais, este ano só 45".  

     

   Outra questão prende-se com a percepção das populações sobre a situação  de segurança. As ONG's têm denunciado que a situação piorou, mas Martins  Branco tem uma explicação: "É verdade que havia menos combates. No ano passado  havia regiões onde não estávamos, agora estamos lá e combatemos com eles".  

     

   De qualquer forma, foram feitos estudos de opinião, aos quais a ISAF  confere credibilidade, um dos quais promovido pela BBC, que dão uma ideia  geral de que os afegãos estão a aceitar bem a presença das tropas internacionais.  

     
Título:
Enviado por: Lancero em Dezembro 29, 2007, 08:08:38 pm
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Afeganistão: Formação de polícias afegãos não corre bem - general Dan McNeill

     

   Cabul, 29 Dez (Lusa) - O comandante da Força Internacional de Assistência  e Segurança no Afeganistão (ISAF) general Dan Mcneill, afirmou ao ministro  da Defesa, Severiano Teixeira, estar muito satisfeito com o processo de  formação do exército afegão, mas mostrou prudência quanto aos polícias.  

     

   Segundo revelou à Lusa o ministro Nuno Severiano Teixeira, depois do  encontro com o general norte-americano, o comandante da ISAF manifestou  muitas reservas quanto ao processo de formação de polícias, uma vez que  estão a encontrar muitas dificuldades, relacionadas com a permeabilidade  dos agentes a actos de corrupção, uma prática muito usual no país.  

     

   Esse facto está também provado em sondagens de opinião feitas junto  dos afegãos, que manifestam muito mais confiança no Exército que na polícia,  que é precisamente a força que deveria estar mais perto das populações conferindo-lhes  confiança.  

     

   Falando já de questões que se estão a colocar em cima da mesa quanto  ao futuro do Afeganistão, mas não relacionadas com a ISAF, o general defendeu  junto de Severiano Teixeira que para esta missão no Afeganistão ter sucesso  vai ser preciso apostar em coisas tão básicas como as estradas e a electricidade.  

     

   Outro dos temas discutidos, que o próprio ministro levantou junto do  comandante da ISAF, prende-se com a necessidade de se fazer um trabalho  de informação pública não só junto dos afegãos, mas também nas opiniões  públicas dos países ocidentais, que continuam a ter uma imagem muito negativa  do Afeganistão.  

     

   Em declarações à Lusa, já no voo de regresso, Severiano Teixeira manifestou-se  muito satisfeito com a visita de uma dia que realizou ao Afeganistão, principalmente  quanto ao que considera o essencial desta viagem, o encontro com os militares  portugueses.  

     

   "Senti-os com muito ânimo e moral elevada, o que é absolutamente espantoso  dadas as circunstâncias desta missão, extremamente difícil a todos os níveis",  disse Severiano Teixeira.  

     
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Enviado por: André em Dezembro 31, 2007, 02:43:50 pm
Violência matou 850 polícias e 970 civis em 9 meses

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Mais de 850 polícias e 970 civis morreram em episódios violentos vinculados à insurreição dos talibãs no Afeganistão durante os últimos nove meses, anunciou hoje o ministério do Interior afegão.
O ano de 2007 foi o mais violento no Afeganistão desde que uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos derrubou o regime talibã no fim de 2001 por ter apoiado a rede terrorista Al Qaeda, responsável pelos atentados de 11 de Setembro.

«Um total de 970 civis morreram em actos violentos, em particular atentados suicidas, desde o começo do ano», declarou o porta-voz do ministério do Interior, Zemarai Bashary, em conferência de imprensa, referindo-se ao calendário afegão, que começa no início de Março.

Durante o mesmo período, mais de 850 polícias morreram nos mesmos actos.

Os ataques suicidas (mais de 130 este ano) e as bombas de fabrico caseiro são as armas preferidas dos insurrectos na luta contra o poder central e respectivas instituições, assim como contra os 60.000 soldados estrangeiros - 40.000 da NATO e 20.000 de uma coligação liderada por Washington - que os apoiam.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 07, 2008, 09:30:40 am
Dois mortos após confrontos entre NATO e talibãs

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Dois civis mortos e cinco outros feridos é o balanço de um reecontro entre forças da NATO e rebeldes talibãs no sul do Afeganistão, anunciou hoje a Aliança Atlântica em comunicado.

O tiroteio iniciou-se depois da explosão, sexta-feira, de uma bomba colocada na estrada à passagem de uma força da NATO perto de Tirin Kot, capital da província de Uruzgan.

Os soldados da Força Internacional para Assistência na Segurança (ISAF) regressaram sábado ao local dos confrontos e encontraram os cadáveres de dois civis e cinco outras pessoas feridas.

De acordo com a NATO, não estão apuradas as circunstâncias em que as pessoas ficaram feridas.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 10, 2008, 01:51:49 pm
Afeganistão quer reforço das suas tropas

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O Afeganistão congratulou-se hoje com o possível envio pelos Estados Unidos de mais 3.000 soldados para o país mas insistiu num reforço das tropas afegãs para assegurar uma segurança nacional a prazo.
«Neste momento necessitamos de forças estrangeiras para manter a paz e a segurança. Acolhemos favoravelmente um número crescente de tropas e das suas capacidades», declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, general Mohammad Zahir Azimi.

«Mas para uma solução a longo prazo precisamos de ajuda para reforçar as forças militares afegãs em qualidade e quantidade, de forma a que elas possas desempenhar as suas responsabilidades no seu país», acrescentou.

Segundo o Pentágono, o secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates, está a estudar o envio de mais de 3.000 Marines para o Afeganistão para reforçar a luta contra os talibãs.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 15, 2008, 01:38:40 pm
Ataque ao coração internacional de Cabul fez seis mortos

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.aisk.org%2Fphotos%2Fvan%2FIMG_0130.jpg&hash=f231129898ccc10a9d8bd0844e162199)

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Militantes com coletes de explosivos, granadas e espingardas AK-47 atacaram ontem um luxuoso hotel matando pelo menos seis pessoas no ataque mais audacioso até à data a cidadãos ocidentais em Cabul, disseram testemunhas e um porta-voz talibã.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês era o alvo do atentado que aconteceu quando a embaixada norueguesa realizava uma reunião no Hotel Serena.

Duas fontes do Departamento de Estado disseram que pelo menos um norte-americano figurava entre os mortos.

Este parece ser o primeiro assalto directo a um hotel desde a queda dos talibãs em 2001. Os assaltantes parecem também ter-se concentrado no ginásio e no spa do hotel, onde os estrangeiros costumam relaxar e fazer exercício físico.

Os militantes talibãs mataram seis pessoas e feriram seis, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Zamarai Bashary. Um dos atacantes foi mortalmente alvejado e o porta-voz talibã disse que um segundo morreu numa explosão suicida.

«Estou com o ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, Jonas Gahr Stoere em Cabul. Ele está em segurança no hotel, na cave», declarou ao telefone Anne Lene Sandsten, porta-voz do Ministério.

«Temos um jornalista e um membro da delegação (norueguesa que acompanha o ministro) feridos», prosseguiu.

«No início houve uma ataque suicida à entrada do hotel seguido por uma segunda explosão», indicou o porta-voz do Ministério do Interior Zemarai Bashary. Depois houve trocas de tiros» indicou, ainda sem poder precisar se a segunda explosão foi obra de um outro bombista suicida.

Um porta-voz da Força internacional de assistência à segurança (ISAF), capitão Mário Rena, indicara antes que aparentemente foram três os atacantes que vieram a pé até ao Serena.

«Um foi morto pelos guardas do hotel mas outros dois conseguiram entrar no interior onde conseguiram matar um guarda e ferir outros dois, um deles com gravidade».

Informações contraditórias circulavam quase seis horas depois do ataque que ocorreu às 18:00 locais (14:30 em Lisboa) sobre o número de atacantes.

Segundo um porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahed, que reivindicou o ataque, houve quatro atacantes.

Quatro membros dos talibãs, um deles com um colete de explosivos e todos armados de Kalashnikov, entraram no hotel Serena e abriram fogo sobre os estrangeiros», disse ao telefone pouco depois do ataque. «Um deles fez-se explodir e os outros atacantes estão «em segurança», garantiu.

Logo depois da primeira explosão, a coligação internacional, com uma presença norte-americana maioritária, enviou 30 homens para o local, incluindo elementos da Força de reacção rápida, assim como uma equipa médica.

O principal eixo viário que conduz ao hotel, inaugurado no final de 2005, foi fechada ao trânsito e os jornalistas mantidos à distância. Vários veículos da polícia e das forças estrangeiras acorreram ao local assim como duas ambulâncias, testemunharam jornalistas.

Um responsável do palácio presidencial declarou que a zona tinha sido colocada em estado de alerta elevado.

Expulsos do poder no final de 2001 por uma coligação internacional dirigida pelos Estados Unidos pelo seu apoio activo à Al Qaeda, os talibãs conduzem deste então uma insurreição sangrenta que fez milhares de mortos. Os seus ataques mais sangrentos atingiram Cabul e os seus arredores.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 15, 2008, 04:16:05 pm
Governo proíbe exibição de «O Caçador de Pipas»

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O governo do Afeganistão proibiu a exibição de «O Caçador de Pipas», alegando que o filme poderia incitar a violência. No ano passado, a produção teve de retirar do país os protagonistas da história, com o objectivo de os proteger de uma eventual retaliação.
«O Caçador de Pipas», baseado no best-seller de 2003 de Khaled Hosseini, conta a história da problemática relação de amizade entre dois meninos afegãos, com uma cena polémica de violação, além de cenas de conflito entre membros de tribos rivais.

Lançado no mês passado, o filme passou por diversos atrasos, devido às «cenas questionáveis e inaceitáveis para algumas pessoas», afirma a agência estatal de filmes do Afeganistão, que justifica a proibição com os «problemas que a obra causaria ao governo e à população».

«O Caçador de Pipas» mostra a evolução da sociedade afegã no decorrer de três décadas, desde antes da invasão soviética até à ascensão da milícia taliban, concentrando-se na amizade entre Amir, filho de um rico pashtun, e Hassan, filho de um empregado do pai de Amir.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 19, 2008, 12:49:57 am
George W. Bush nomeia novo chefe da ISAF

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcontent.answers.com%2Fmain%2Fcontent%2Fwp%2Fen-commons%2Fthumb%2F0%2F08%2F250px-David_D._McKiernan.jpg&hash=0249b36d1d43362d5fd44994f6e63850)

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O presidente norte-americano, George W. Bush, nomeou o responsável das Forças Armadas norte-americanas na Europa, o general David McKiernan, como novo chefe das tropas estrangeiras no Afeganistão, informou sexta-feira o Pentágono.

McKiernan ficará à frente da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), sob o comando da NATO, cujo porta-voz é o general português Carlos Branco.

A ISAF, que integra 42.000 efectivos, entre os quais 260 portugueses, treina as tropas afegãs e encarrega-se da segurança e da reconstrução do país, entre outras tarefas.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, anunciou terça-feira o envio de 3.200 Fuzileiros da marinha para o Afeganistão. Mil desses efectivos treinarão as forças da ISAF.

Com o envio destas tropas em Março e Abril, os Estados Unidos terão cerca de 30.000 tropas no Afeganistão. Metade desse contingente pertencerá à ISAF e o resto a missões que vão desde a luta contra o terrorismo até ao treino de soldados afegãos.

A NATO assumiu em 2003 o comando da ISAF a pedido da ONU.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 30, 2008, 11:04:08 pm
Canadá avisa Casa Branca que retirará tropas de Kandahar

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O primeiro-ministro canadiano, Stephen Harper, comunicou hoje ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que o Canadá retirará as tropas do Afeganistão se a NATO não reforçar os contigentes.

Otava pretende que a NATO desloque mais mil militares e reforce igualmente o número de helicópteros e outras aeronaves para operações bélicas.

Uma fonte do gabinete de Harper indicou na conversa entre os líderes dos EUA e Canadá que este sublinhou que "se o Canadá não ver cumpridas aquelas exigências a missão canadiana no Afeganistão não será prolongada [a partir de 2009]".

Em resposta, Washington comprometeu-se a pressionar iugualmente a Aliança Atlântica a aumentar o envio de forças militares, e escusou-se, da sua parte, a transferir tropas norte-americanas para o sul do Afeganistão.

O Canadá tem actualmente um total de 2.500 militares em Kandahar, a sul do Afeganistão.

Desde o início das operações militares canadianas no Afeganistão, em 2002, o número de soldados canadianos mortos, em combate e acidentalmente, cifra-se já a 78.

Também um diplomata canadiano em serviço foi morto naquele país.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 31, 2008, 05:02:34 pm
Futuro do Afeganistão «está em perigo», dizem ONGs

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Os esforços da comunidade internacional para estabilizar o Afeganistão não estão a funcionar, alertam duas Organizações Não Governamentais (ONG) em relatórios hoje divulgados.
 
O Conselho Atlântico dos Estados Unidos afirma que a NATO não está a vencer a guerra no Afeganistão, enquanto a britânica Oxfam alerta para um desastre humanitário no país.

Os relatórios foram divulgados dois anos depois de a comunidade internacional e as autoridades afegãs terem estabelecido um plano de reconstrução para o país.

A Oxfam enviou uma carta aberta aos líderes dos países que apoiam o Afeganistão, pedindo «uma grande mudança de direcção para diminuir o sofrimento e evitar um desastre humano». A organização afirma que falta direcção à comunidade internacional e que a ajuda ao país é «incoerente e descoordenada».

«Há muitos factores para explicar o aumento da insurreição e, claro, o papel dos senhores da guerra (líderes de milícias locais) e traficantes de drogas é muito importante», afirma Matt Waldman, conselheiro político da Oxfam para o Afeganistão.

«Mas também temos que entender que o recrutamento é muito mais fácil quando as pessoas vivem em condições desesperantes», refere.

Os dois relatórios alertam para que é preciso mudar a política para evitar que o Afeganistão se torne num «Estado falido».

O influente Grupo de Estudos Afegão alerta que o progresso alcançado nos últimos seis anos, desde o fim do regime dos talibãs, «está seriamente ameaçado pela violência crescente, o enfraquecimento da vontade internacional e a crescente falta de confiança do povo afegão».

Outra organização, o Conselho Atlântico dos Estados Unidos, inicia o respectivo relatório com a frase «Não se engane, a NATO não está a vencer (a guerra) no Afeganistão», e afirma que o documento quer fazer soar o alarme de que «são necessárias mudanças urgentes para evitar que o Afeganistão se torne um Estado falido».

O relatório acrescenta que o eventual fracasso do Afeganistão poderia desestabilizar toda a região, ameaçar a luta contra a violência de extremistas e colocar em risco a credibilidade da NATO.

Entre os diplomatas em Cabul há a sensação de que a comunidade internacional está sem direcção - daí a decepção com a recusa do presidente afegão Hamid Karzai em aceitar o britânico Lord Ashdown como novo «super-enviado» para a região.

Um representante da ONU para coordenar e avançar com os esforços civis é visto como chave para promover a coesão, mas o cargo só deve ser preenchido dentro de alguns meses.

A rejeição de Ashdown também é indicativa das precárias relações entre a comunidade internacional e o líder afegão.

O Grupo de Estudos do Afeganistão, liderado pelo ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU Thomas Pickering, e pelo general James Jones, ex-comandante aliado supremo da NATO, afirma que a situação chegou a este ponto devido à «pequena presença de forças militares e da ajuda económica insuficiente».

«O Afeganistão está numa encruzilhada», afirma o relatório. «Está no momento de revitalizar e redobrar os nossos esforços para estabilizar o Afeganistão e repensar as nossas estratégias económicas e militares», acrescenta.

As recomendações vão no sentido de que o governo norte-americano aponte um enviado especial para o Afeganistão para coordenar todas as políticas dos EUA, e para o Congresso «separar o Afeganistão do Iraque» e formular uma nova estratégia unificada para os próximos cinco anos.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Lancero em Fevereiro 01, 2008, 08:55:05 pm
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"Insurreição foi contida, mas talibã não estão derrotados",  diz porta-voz da ISAF  

    Carlos Santos Pereira, para a agência Lusa  

    Lisboa, 01 Fev (Lusa) - "A acção da ISAF [Força Internacional de Assistência à Segurança] conseguiu travar o avanço da guerrilha e circunscrever a insurreição no Afeganistão, mas os talibã não estão ainda derrotados", considera o porta-voz da Força, o general Carlos Branco.  

     

    Remetidos à defensiva no confronto militar directo, os talibã mantêm intacta a capacidade de desestabilizar o país e, sobretudo, de garantir um forte impacto junto dos media e das opiniões públicas, reconhece o oficial português que assumiu em Outubro as funções de responsável pela política de informação da ISAF.  

     

    A acção operacional da coligação ocidental nos últimos meses roubou aos talibã espaço de manobra e de iniciativa.  

     

    "A NATO instalou-se solidamente nas áreas do Sul onde a guerrilha se movimenta", garante o general Carlos Branco, acrescentando que "os talibã não controlam efectivamente territórios, nem há continuidade geográfica entre os pontos onde a insurreição marca ainda presença".  

     

    Apostada em não dar tréguas à guerrilha, a ISAF mantém uma permanente pressão sobre os talibã mesmo nos meses de Inverno, tradicionalmente um período de pausa na actividade operacional.  

     

    "O objectivo é consolidar e expandir os ganhos registados nos últimos meses, e não dar espaço à guerrilha para respirar e se reorganizar", explica o porta-voz da ISAF.  

     

    Crucial neste confronto, a batalha pela conquista "dos corações e das mentes" da população afegã e das opiniões públicas tem-se revelado particularmente dura.  

     

    Rápidos a reagir e com uma rede de contactos eficaz, os talibã conseguiram importantes êxitos junto dos media, agitando baixas civis a cada ofensiva da NATO e garantindo generoso eco às acções da guerrilha.  

     

    Nas capitais ocidentais multiplicam-se alarmes: "os talibã estão a ganhar a guerra da informação".  

     

    A ISAF tem procurado reagir com maior prontidão às ofensivas da propagada talibã.  

     

    "Hoje temos a situação mais controlada. Dentro do teatro temos conseguido muitas vezes antecipar-nos e desacreditar completamente a propaganda deles", resume o general Carlos Branco.  

     

    Em suma, "a ISAF controla cada vez mais a situação a nível táctico, mas tem ainda dificuldades a nível estratégico", ou seja, em fazer passar eficazmente a sua mensagem junto das opiniões públicas e das elites políticas ocidentais.  

     

    "É a primeira vez que a NATO se vê confrontada com uma acção de contra-subversão", sublinha o oficial.  

     

    "Há ainda alguma falta de experiência na organização de uma resposta eficaz", acrescenta.  

     

    O diálogo com os media "nem sempre tem sido fácil", reconhece o responsável pela informação da ISAF.  

     

    Muitos jornalistas chegam ao terreno com "ideias preconcebidas" e cedem muitas vezes à "tentação do sensacionalismo", tornando-se assim "vulneráveis à propaganda dos talibã.  

     

    "Há muito a mentalidade do good news-no news (se são boas notícias, então não é notícia)", lamenta o oficial, adiantanto que "acções importantes no domínio da reconstrução do país, por exemplo, são ignoradas pelos media. Em contrapartida, as notícias 'sangrentas' e sobre baixas civis têm eco pronto..."  

     

    Os talibã dificilmente terão recursos para conquistar e controlar territórios. Mas a guerrilha mantém uma elevada capacidade de reabastecimento e de recrutamento nos territórios tribais da área fronteiriça com o Paquistã.  

     

    Ora, para os talibã não é necessário ganhar a guerra, basta-lhes não a perderem. Causar baixas nas fileiras ocidentais, desacreditar o regime de Cabul, desmobilizar as opiniões públicas e desgastar o empenho político da coligação ocidental.  

     

    "Basta-lhes bater de vez em quando à nossa porta e conseguir impactos junto da opinião pública", resume o porta-voz da ISAF.  
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Enviado por: André em Fevereiro 01, 2008, 11:23:10 pm
PM canadiano informa secretário-geral da NATO da intenção de Otava de retirar as suas tropas

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O primeiro-ministro canadiano advertiu o secretário-geral da NATO, depois de idêntico aviso junto de Washington e Londres, que Otava pode retirar as suas tropas do Afeganistão em 2009 caso a Aliança não ajude com mais tropas e equipamentos.

Stephen Harper conversou com Jaap de Hoop Scheffer quinta-feira à noite, indicou hoje a sua porta-voz Sandra Buckler.

Harper disse-lhe, tal como fez com o presidente norte-americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que Otava retirará os seus 2.500 soldados da região de Kandahar, no sul do Afeganistão, se a NATO não enviar reforços em tropas e em equipamentos, como preconiza um grupo de peritos mandatado pelo Governo canadiano.

O secretário-geral declarou-se "resolvido a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que o Canadá possa respeitar as condições do grupo de peritos", acrescento Buckler num correio electrónico.

No seu relatório, os peritos dirigidos pelo antigo vice-primeiro-ministro liberal John Manley apelavam a Harper para liderar pessoalmente uma campanha destinada a obter a ajuda dos países da NATO.

Os serviços do primeiro-ministro não precisaram quem são os próximos interlocutores de Harper, mas aguarda-se que este assunto seja também discutido com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Washington pediu a Paris e Berlim, assim como a outros países da NATO para aceitarem um esforço suplementar no Afeganistão, mas Berlim recusou-se a enviar tropas para o sul do país.

De Hoop Scheffer, que se reuniu hoje em Paris com o presidente Nicolas Sarkozy e com o ministro dos Negócios Estrangeiros Bernard Kouchner, declarou ter saído dos encontros com a "impressão" de que Paris pode "vir a assumir mais responsabilidades no Afeganistão".

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 06, 2008, 05:35:27 pm
Rice admite dificuldades no reforço da NATO no Afeganistão

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A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, admitiu esta quarta-feira que os EUA enfrentam dificuldades para conseguir que mais elementos da NATO enviem tropas para o Afeganistão.

Rice chegou hoje a Londres para manter negociações com os seus aliados britânicos acerca dos esforços conjuntos para aumentar os efectivos da NATO no sul do Afeganistão.

A chefe da diplomacia norte-americana não nomeou nenhum país, mas na semana passada a Alemanha respondeu com uma negativa à petição de enviar tropas para o sul do país.

«Não escondemos que alguns aliados estão em partes muito mais perigosas do país», declarou Rice aos jornalistas no avião que a levava de Washington a Londres.

«Acreditamos firmemente que deva haver uma divisão desta tarefa entre os membros da Aliança», afirmou.

Em relação às divergências na NATO, Rice desejou que a necessidade de «dizer a verdade» sobre as carências da missão no Afeganistão não seja considerada como «um desejo de denegrir» as contribuições de alguns membros da Aliança.

Rice deve reunir-se ainda hoje com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Devid Miliband.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 07, 2008, 03:34:47 pm
Ministros da NATO reúnem-se para discutir Afeganistão

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Os ministros da Defesa da NATO iniciaram hoje em Vilnius, Lituânia, uma reunião de dois dias para tentar superar as diferenças sobre a operação militar no Afeganistão, depois das recentes críticas dos Estados Unidos pelas acções contra os talibãs.
 
Os Estados Unidos querem um compromisso maior de países como a Alemanha, França, Espanha e Itália com os seus aliados europeus - sobretudo o Reino Unido Holanda e também o Canadá - que combatem diariamente as milícias fundamentalistas islâmicas dos talibãs no sul do Afeganistão.

O secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, acusou as forças de alguns países aliados de incompetência, numa entrevista publicada a 16 de Janeiro no jornal Los Angeles Times.

Segundo Gates, as tropas da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), sob comando da NATO e que enfrentam no sul do Afeganistão uma feroz resistência dos talibãs, não sabem levar em frente uma guerra contra a guerrilha.

Na véspera, falando durante uma audiência com congressistas em Washignton, Gates voltou a fazer duras críticas, sem citar países.

Como era de esperar, as críticas de Gates caíram mal nos países envolvidos, mesmo os não mencionados de forma expressa. No sul do Afeganistão, actuam forças do Reino Unido, Canadá e Dinamarca, além de outras tropas de países que não pertencem à NATO.

Diplomatas da NATO atribuíram a acusação à necessidade de Gates de justificar perante o Congresso norte-americano o envio por um prazo de sete meses de 3.200 soldados, dos quais 2.200 seriam mobilizados no sul do país.

No entanto, os aliados europeus já se encontram muito comprometidos noutras missões (Balcãs, África e Médio Oriente) e mostram-se reticentes em enviar mais homens para o Afeganistão.

Os EUA parecem dispostos a exercer o máximo de pressão sobre os seus aliados visando à cimeira da NATO de 2 a 4 de Abril, em Bucareste, pelo que a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, realiza esta semana um périplo pela Europa para defender a posição de Washington.

Rice tentou quarta-feira aplacar os receios de que o Afeganistão se torne uma causa perdida, antes de discutir com os seus aliados britânicos os esforços conjuntos para aumentar o número de tropas da NATO na guerra contra os talibãs.

A chefe da diplomacia norte-americana também minimizou os receios manifestados na semana passada nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha de que a NATO possa não derrotar os talibãs, mais de seis anos depois deste movimento islâmico e dos seus aliados da Al Qaeda terem sido expulsos do poder no Afeganistão.

Rice reconheceu que «há alguns desafios», mas considerou que os esforços no Afeganistão «estão a progredir» e que os talibãs não são «uma ameaça estratégica» para o governo.

Na terça-feira, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos advertiu em Londres que o Afeganistão poderá converter-se num «Estado fracassado», enquanto que quarta-feira o grupo de especialistas do Conselho Senlis salientou que aquele país se encontra à beira de «um precipício».

Num esforço de última hora, Rice e o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico realizaram hoje uma inesperada visita ao Afeganistão, acentuando a pressão sobre os aliados da NATO.

Depois de uma breve passagem por Cabul, Condoleezza Rice e David Miliband deslocaram-se à base aérea de Kandahar, no sul do Afeganistão, em plena zona de insurreição dos talibãs.

No avião que os levava de Londres a Cabul, os responsáveis dos dois países com maior presença militar no Afeganistão voltaram a insistir em que os seus aliados devem contribuir com mais soldados à ISAF.

Os Estados Unidos têm 26.000 homens no Afeganistão, 15.000 dos quais no seio da ISAF, e os restantes na coligação internacional da «Operação Liberdade Duradoura». O Reino Unido tem 7.700 soldados no Afeganistão.

No total, a ISAF conta com 43.000 soldados de 39 países e a «Operação Liberdade Duradoura» com 20.000.

O ano 2007 foi o mais violento desde que os talibãs foram expulsos do poder no final de 2001 pela coligação internacional encabeçada pelos Estados Unidos devido ao seu apoio à rede islamita Al Qaeda.

Mais de 6.000 pessoas morreram no ano passado, entre as quais centenas de civis e 218 soldados estrangeiros.

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Enviado por: Lancero em Fevereiro 07, 2008, 03:47:17 pm
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Afeganistão: Saída das forças internacionais seria "erro catastrófico", presidência afegã    

   Cabul, 07 Fev (Lusa) - Uma eventual retirada das forças internacionais  do Afeganistão seria "um erro catastrófico", afirmou hoje a presidência  afegã, numa altura em que a secretária de Estado norte-americana e o ministro  dos Negócios Estrangeiros britânico efectuam visitas-surpresa ao país.  

     

   "Abandonar o Afeganistão seria um erro catastrófico. As consequências,  se não for terminado o que se começou aqui, seriam catastróficas para a  região e para o mundo, como vimos, muito de perto, com os acontecimentos  do 11 de Setembro [de 2001], afirmou a porta-voz da presidência afegã, Homayun  Hamidzada.  

     

   "A NATO é uma organização que está empenhada na missão afegã. É natural  que os parceiros desta missão tenham diferenças de opinião sobre questões  tácticas, mas no final de contas estão envolvidos e empenhados nesta questão",  acrescentou.  

     

   As declarações da porta-voz da presidência afegã foram feitas numa altura  em que a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o ministro  dos Negócios Estrangeiros britânico, David Milliband, efectuam visitas-surpresa  ao país.  

     

   Cerca de 43.00 soldados da NATO, incluindo de Portugal, estão deslocados  no Afeganistão, além de mais cerca de 20.000 militares de uma coligação  internacional liderada pelos Estados Unidos, tendo por objectivo apoiar  o governo do presidente Hamid Karzai contra a insurreição talibã.  

     

   Portugal mantém no Afeganistão uma Força de Reacção Rápida (FRR) composta  por 157 militares (150 do Exército e sete da Força Aérea), que deverá regressar  no final de Fevereiro ou início de Março, após uma missão de seis meses.  

     

   Os ministros da Defesa dos 26 países da NATO reúnem-se hoje e sexta-feira  em Vilnius para discutir a missão no Afeganistão, preparando uma cimeira  da Aliança Atlântica em Bucareste, no mês de Abril, destinada a debater  a questão afegã.  
     

     
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Afeganistão: Rice e Miliband em Kandahar para pressionar envio de reforços militares  



    Kandahar, Afeganistão, 07 Fev (Lusa) - A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o homólogo britânico, David Miliband, efectuaram hoje uma visita surpresa ao Afeganistão para pressionar os aliados da NATO a enviarem reforços militares.  

     

    Depois de uma breve escala em Cabul, os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e do Reino Unido, os dois países com mais militares no Afeganistão, deslocaram-se à base aérea de Kandahar, no sul do país e em pleno coração da insurreição dos talibãs.  

     

    Na viagem de avião que os levou de Londres a Cabul, Rice e Miliband repetiram que os aliados deveriam enviar soldados no âmbito da força internacional de Assistência à Segurança (ISAF) da NATO.  

     

    "Francamente, espero que haja contribuições em termos de tropas e também é necessária uma maior contribuição do Afeganistão para esses efectivos", declarou Rice aos jornalistas que a acompanhavam.  

     

    "Em todo o caso, verão que haverá contribuições em termos de efectivos", respondeu Rice quando lhe perguntaram o que aconteceria se não fossem enviados reforços.  

     

    "O problema, é que temos que assegurar-nos que se tratam dos efectivos certos no local certo", adiantou Rice, referindo-se aos repetidos pedidos de certos membros para uma partilha mais equitativa do "fardo" dos combates, essencialmente concentrados no sul do país.  

     

    Berlim acaba de recusar enviar tropas para aquela região e Otava ameaçou retirar as tropas no próximo ano se um milhão de soldados e material de apoio não forem enviados para apoiar os 2.500 soldados canadianos destacados na zona.  

     

    Cerca de 43.00 soldados da NATO, incluindo de Portugal, estão deslocados no Afeganistão, além de mais cerca de 20.000 militares de uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, tendo por objectivo apoiar o governo do Presidente Hamid Karzai contra os talibãs.  

     

    Portugal mantém no Afeganistão uma Força de Reacção Rápida (FRR) composta por 157 militares (150 do Exército e sete da Força Aérea), que deverá regressar no final de Fevereiro ou início de Março, após uma missão de seis meses.

     

    Os ministros da Defesa dos 26 países da NATO reúnem-se hoje e sexta-feira em Vilnius para discutir a missão no Afeganistão, preparando uma cimeira da Aliança Atlântica em Bucareste, no mês de Abril, destinada a debater a questão afegã.  

     

    O ano de 2007 foi o ano mais violento desde que o regime dos talibãs foi derrubado do governo em finais de 2001 pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos pelo apoio dado à Al-Qaida.  

     

    Em 2007, morreram mais de 6.000 pessoas no Afeganistão, incluindo centenas de civis e 218 soldados estrangeiros.  

     

    A multiplicação dos atentados suicidas e de explosões e um aumento de 34 por cento da produção de ópio, que financia os talibãs, arrefeceram a opinião pública na Europa e no Canadá, que têm pressionado os governos a retirar os soldados.  

     

    Para Cabul, uma eventual retirada das forças internacionais do Afeganistão seria "um erro catastrófico", afirmou uma fonte da presidência afegã.  

     

    "Abandonar o Afeganistão seria um erro catastrófico. As consequências, se não for terminado o que se começou aqui, seriam catastróficas para a região e para o mundo, como vimos, muito de perto, com os acontecimentos do 11 de Setembro [de 2001], afirmou a porta-voz da presidência afegã, Homayun Hamidzada.  

     
     


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Defesa: Miranda Calha diz que "só ouviu elogios" nos EUA à presença portuguesa no Afeganistão    

   Lisboa, 07 Fev (Lusa) - O presidente da Comissão de Segurança e Defesa  da Assembleia Parlamentar da NATO, o deputado português Miranda Calha, afirmou  hoje à Lusa que "só ouviu elogios" à participação militar portuguesa no  Afeganistão durante a sua visita aos EUA.  

     

   Miranda Calha, que chefiou uma missão parlamentar com delegados de 16  países europeus, reuniu-se, a semana passada, em Washington, com diversos  congressistas e com o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, para debater  a situação no Afeganistão, Kosovo e instalação do novo sistema norte-americano  anti-mísseis na República Checa e Polónia.  

     

   Miranda Calha disse que o secretário da Defesa norte-americano abordou  a necessidade de reforço da presença dos países membros da NATO na consolidação  do Estado afegão, nomeadamente nas áreas da formação das forças armadas  e polícia afegãs.  

     

   Robert Gates pediu que "haja um reforço nas áreas da formação", disse.  

     

   Questionado sobre se Portugal recebera algum pedido concreto para aumentar  o seu esforço no Afeganistão, o deputado português disse que o apelo norte-americano  foi "genérico e dirigido a todos os países".  

     

   Relativamente ao Kosovo, o governante norte-americano reiterou aos parlamentares  europeus a intenção de Washington reconhecer a independência daquela província  Sérvia logo que a mesma seja declarada.  

     

   A delegação europeia abordou ainda a necessidade de colaboração com  a Rússia em todos os domínios, já que Moscovo participa na "Parceria para  a Paz".  
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Enviado por: André em Fevereiro 07, 2008, 06:18:53 pm
Angela Merkel rejeita críticas de Robert Gates face ao Afeganistão

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A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou hoje as críticas do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, sobre o pouco compromisso de alguns membros da NATO no Afeganistão.
Merkel disse que não lhe parecia razoável distinguir entre «categorias de perigo» na altura de avaliar as missões militares no Afeganistão.

A chanceler fez alusão a declarações feitas por Gates, quarta-feira em Washington, segundo as quais «a NATO está a transformar-se numa organização com duas velocidades, na qual alguns estão prontos para lutar e morrer para garantir a segurança do povo, e outros não».

O secretário da Defesa norte-americano tinha enviado uma carta aos parceiros membros da NATO convidando-os a reforçar o compromisso no Afeganistão.

Washington esperava que a Alemanha enviasse as respectivas forças para o sul do Afeganistação, onde as operações militares são consideradas mais arriscadas do que no norte, zona em que se encontram 3.500 soldados alemães.

O ministro da Defesa alemão, Franz-Josef Jung, voltou quarta-feira a rejeitar o envio de tropas para o sul do país, argumentando que isso desestabilizaria o contingente no norte.

No entanto, comprometeu-se a enviar uma unidade de combate de aproximadamente 200 homens para o norte, respondendo assim a um pedido da Noruega.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 08, 2008, 03:09:17 pm
NATO encerra reunião na Lituânia com críticas ao governo afegão

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Os ministros de Defesa da NATO analisaram hoje, no último dia da sua reunião em Vilnius, a estratégia civil-militar global a ser aplicada no Afeganistão, deixando uma dura crítica às autoridades afegãs pela forma de governo, no meio da difícil situação que o país atravessa.
Na presença do ministro de Defesa afegão, Abdul Rahilm Wardak, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jaap de Hoop Scheffer, criticou a administração das autoridades de Cabul, instando-as a melhorá-la.

«O modo de governo deve visivelmente melhorar se quisermos que os afegãos tenham confiança nos seus dirigentes», disse De Hoop Scheffer durante a reunião dos 26 aliados, o ministro afegão e representantes dos outros países que participam na ISAF (Força Internacional de Assistência à Segurança), composta por 43.000 soldados de 39 nações sob o comando da NATO.

Esta crítica pública reflecte uma certa aversão no seio da NATO perante as reticências do governo do presidente afegão, Hamid Karzai, a aceitar um conjunto de melhores regras de governação num país em que reina a corrupção.

O governo afegão rejeitou a candidatura do britânico Paddy Ashdown ao posto de representante do secretário-geral da ONU em Cabul, irritando os países que o apoiavam, entre os quais os Estados Unidos e o Reino Unido.

No entanto, a nomeação rápida de um coordenador eficaz na ação civil e, ao mesmo tempo, um militar internacional é tida como indispensável face às dificuldades no Afeganistão.

«Sem nenhuma dúvida, a situação (no Afeganistão) traz problemas», salientou Hoop Scheffer, manifestando um prudente optimismo, num momento em que os atentados perpetrados pelos talibãs se multiplicam e a produção de ópio e heroína bate recorde ano após ano.

«Não creio que haja crise», declarou o secretário da Defesa norte-americano, que, no entanto, afirmou que uma recusa europeia de enviar mais tropas para o sul do Afeganistão seria decepcionante.

O ministro de Defesa alemão, Franz Josef Jung, rejeitou as pressões de Gates, recordando que a Alemanha tem 3.200 soldados estacionados no norte do Afeganistão, o que o converte no terceiro contingente depois dos Estados Unidos (15.000 homens) e do Reino Unido (7.000).

Por seu turno, o ministro da Defesa canadiano, Peter MacKay, confirmou que o Canadá não poderia manter o contingente de 2.500 homens na província de Kandahar desde o início de 2009, se não receber um reforço de mil soldados.

Face a esta situação, a França poderá aumentar a sua presença no Afeganistão, mas a resposta só será dada pelo presidente Nicolas Sarkozy durante a cimeira da NATO de 2 a 4 de Abril em Bucareste, segundo um diplomata.

Os Estados Unidos insistem há um ano e meio em obter um maior compromisso de países como a Alemanha, França, Espanha e Itália com os seus aliados europeus – sobretudo o Reino Unido, Holanda e Canadá - que combatem diariamente as milícias fundamentalistas islâmicas.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 08, 2008, 11:38:54 pm
Canadá propõe prolongar a missão até 2011 arriscando a queda do governo

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O governo canadiano propôs hoje prolongar por mais dois anos, até final de 2011, a missão dos seus 2.500 soldados no Afeganistão, apresentando uma resolução que pode levar à sua queda e a eleições caso seja rejeitada.

O projecto do governo conservador minoritário prevê incentivar mais a formação do governo afegão.

Tem subjacente duas condições: que a NATO forneça um reforço de um milhar de homens na região de Kandahar, assim como helicópteros de transporte e aviões de observação sem piloto.

O texto será objecto de uma votação de confiança na Câmara dos Comuns em Março e se for rejeitada terá como consequência a queda do governo minoritário de Stephen Harper e a convocação de eleições.

A votação deve ocorrer antes da Cimeira da NATO de Bucareste em Abril, dominada pela questão do nível de tropas no Afeganistão.

Uma delegação canadiana foi enviada a Paris para discutir eventuais reforços franceses que viriam ajudar as tropas canadianas na região de Kandahar. A imprensa referira a eventualidade da transferência para aquela zona de 700 pára-quedistas franceses.

"O governo que eu dirijo faz tudo para assegurar o sucesso da missão canadiana no Afeganistão", declarou Harper.

Actualmente, o final desta missão está previsto para Fevereiro de 2009 e dois partidos da oposição já anunciaram que se opunham a qualquer prolongamento.

O terceiro, o partido liberal, principal formação da oposição, diz-se favorável à manutenção das tropas depois de 2009 mas apenas se estas deixarem de estar envolvidas em combates e se consagrarem ao treino das tropas afegãs.

O primeiro-ministro Harper anunciou também hoje a criação de uma comissão composta por destacados ministros do seu gabinete a fim de melhor coordenar a acção do governo sobre o Afeganistão.

O Canadá perdeu 78 soldados e um diplomata em solo afegão desde 2002.

Enquanto isto, um primeiro grupo avançado com 41 militares portugueses que vai integrar a Força de Reacção Rápida da Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF)no Afeganistão parte segunda-feira para aquele país a bordo de um avião C-130 da Força Aérea Portuguesa.

O segundo e último grupo de militares portugueses parte para o Afeganistão no fim do mês, numa aeronave civil fretada para o efeito, e tem marcada a transferência de autoridade ainda no mês de Fevereiro, em Cabul.

O contingente nacional vai permanecer durante os próximos seis meses em território do Afeganistão, com um total de 150 militares do Exército e sete militares da Força Aérea.

Portugal assegura ainda cinco militares no Estado-Maior do quartel-general da ISAF.

Lusa
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Enviado por: Lancero em Fevereiro 28, 2008, 05:55:12 pm
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Prince Harry has fired at the Taliban

Last Updated: 5:18pm GMT 28/02/2008

Prince Harry has personally fired a machine gun at the Taliban during a front line clash in Afghanistan.
Manning a powerful .50 calibre machine gun for the first time, Harry helped Gurkha troops repel an insurgent attack on the southernmost British position in Helmand.
Crouching on sandbags, an open box of ammunition at the ready next to him, the prince pumped rounds across 500 metres of cratered no-man's-land using only distant puffs of smoke as his target.


rained as a battlefield air controller, Harry was working on JTAC Hill, a heavily defended British position within sight of Taliban trenches, when 16 to 20 Taliban were spotted moving forward, preparing to attack. As a Gurkha rifleman fired off a Javelin missile the order went out to man the machine guns. In the ensuing rush it was Harry - just three weeks into his tour in Afghanistan when this picture was taken in early January - who claimed one of them, seizing the chance to put his training into practice.
"This is the first time I've fired a .50 cal," he admitted with a smile.
Wearing earplugs to protect his hearing, the third-in-line to the throne gritted his teeth as he concentrated on his target.
"It's just no man's land ... they poke their heads up and that's it," he says.
Peering through an arch of sandbags over the abandoned farmland, a shredded piece of sack cloth hanging in front provided the only cover for his firing position.
But next to him, a Gurkha soldier happily filmed his debut on the ".50 cal" on Harry's own hand-held camera.
Like thousands of other British soldiers in Afghanistan and Iraq, the prince has a lively private collection of video clips filmed during his tour.
...
Harry's immediate boss, Major Mark Milford, Officer Commanding B Company of the 1st Battalion, the Royal Gurkha Rifles, watched the prince.
"This is the southern border for the coalition troops, this is about as dangerous as it can get,"


http://www.telegraph.co.uk/news/main.jh ... rry228.xml (http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2008/02/28/nharry228.xml)


Vídeo dele com a .50
http://video.news.sky.com/skynews/video ... ry=UK+News (http://video.news.sky.com/skynews/video/UK+News/1307391v_Royals_Mission_Was_Kept_Secret?lpos=UK+News_1&lid=VIDEO_1307391_Harry%3A+%27I+Was+A+Normal+Person%27&videoCategory=UK+News)

Entretanto, parece que agora que se soube que ele lá está, vai ser retirado por razões de segurança.
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Enviado por: André em Fevereiro 28, 2008, 11:42:52 pm
Talibãs controlam dez por cento do território afegão

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Os talibãs controlam dez por cento do território no Afeganistão, enquanto o governo do presidente Hamid Karzai controla menos de um terço do país e o resto está sob controlo local, sustenta a administração Bush.

A afirmação foi feita quarta-feira pelo director dos Serviços de Informações norte-americano, Michael McConnell, e já hoje prontamente desmentida pelo Ministério da Defesa afegão.

Segundo um recente estudo dos seus serviços, os talibãs controlam 10 a 11 por cento do país", indicou McConnell durante uma audição na Comissão das Forças Armadas do Senado norte-americano.

Por outro lado, "o governo federal controla 30,3 por cento e o resto (do território) está sob controlo local", acrescentou.

"Isso está longe dos factos e negamo-lo completamente", afirmou o Ministério da Defesa afegão num comunicado.

"Todos os afegãos sabem que nas 34 províncias do Afeganistão e em mais de 360 distritos... o governo tem o controlo", afirma o comunicado hoje divulgado.

Evocando o Paquistão, onde estão instalados bastiões de combatentes talibãs e da Al Qaeda, nas zonas tribais do Nordeste, McConnel reconheceu que "as operações que são conduzidas por militares paquistaneses têm efeitos limitados sobre a Al Qaeda".

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 29, 2008, 02:01:31 pm
Príncipe Harry vai ser retirado do Afeganistão

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O príncipe Harry vai ser retirado do Afeganistão, onde está a combater há dez semanas, depois da violação do embargo sobre o seu destacamento por um site norte-americano, anunciou hoje o Ministério da Defesa britânico.

Harry, terceiro na ordem de sucessão ao trono de Inglaterra, é o primeiro membro da família real a ser enviado para a linha da frente num conflito desde que o tio, o príncipe André, combateu na Guerra das Malvinas/Falkland, em 1982.

A casa real tinha um acordo com os media britânicos e internacionais prevendo um embargo da informação até que Harry terminasse a missão no Afeganistão, de quatro meses, com o objectivo de proteger a sua segurança e a dos seus camaradas.

Como contrapartida, vários jornalistas puderam deslocar-se ao Afeganistão e ver o príncipe em acção.

Todavia, o site norte-americano Drudge Report divulgou a informação, obrigando o Ministério de Defesa britânico a confirmar a informação.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Março 12, 2008, 07:05:18 pm
Reticências da NATO colocam soldados em risco

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As reticências dos países europeus membros da NATO em tomarem uma parte mais activa nos combates contra os talibãs põem em perigo a vida das tropas da Aliança, estimou terça-feira o chefe das forças da organização, general John Craddock.

O Afeganistão e a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) da NATO estão «numa viragem crítica», afirmou durante uma audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado.

A algumas semanas de uma cimeira da NATO, no início de Abril, o general Craddock lamentou que alguns governos limitem a utilização das suas forças no Afeganistão.

Estas restrições «aumentam o risco para todos os soldados do Exército, da Marinha, da Força Aérea e para todos os fuzileiros enviados para o teatro» das operações, acrescentou o general norte-americano.

As relações entre os membros da NATO crisparam-se recentemente depois do apelo de Washington para que fossem enviadas mais tropas para o Afeganistão com o objectivo de combater os talibãs.

O governo norte-americano, que enviou mais 3.200 fuzileiros para o Afeganistão, criticou países como a Alemanha, Itália, França e Espanha por não fazerem mais para combater os talibãs e os membros da Al Qaeda na fronteira paquistanesa.

O comando da ISAF reclama o envio de 7.500 homens suplementares para o Sul do país.

A semana passada, Washington saudou o «envolvimento a longo prazo» defendido pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

«O presidente Sarkozy examina as opções que tem e nós trabalhamos com os franceses», sublinhou perante o Senado Daniel Fried, secretário de Estado adjunto norte-americano para os Assuntos Europeus.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Março 25, 2008, 02:20:29 pm
França confirma envio de reforços ao Afeganistão

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O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, anunciou hoje o aumento, em breve, do número de soldados franceses no Afeganistão, mas sem confirmar se o contingente terá mais mil homens, como noticiou o sábado o jornal britânico The Times.
«O número será anunciado pelo presidente da República (Nicolas Sarkozy), mas ele disse claramente que aumentaríamos o número dos nossos soldados», declarou Kouchner à rádio Europe 1.

«A França sempre disse que reforçaria as suas tropas, mas que para isto era necessária uma reflexão claramente estratégica, ou seja, conversar com todos os que estão no Afeganistão, falar sobre a nossa maneira de abordar, de ajudar o povo afegão», acrescentou o chefe da diplomacia francesa.

França já tinha dado a entender que aumentaria o respectivo contingente, respondendo assim aos pedidos insistentes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para obter dos respectivos aliados tropas adicionais na batalha contra os talibãs afegãos.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Março 27, 2008, 12:17:48 am
Reforço francês "muito positivo" - Casa Branca

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A Casa Branca saudou hoje como "muito positivo" o anúncio feito pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, de que proporá um reforço da presença militar da França no Afeganistão na próxima semana, na cimeira da NATO, em Bucareste.

Sarkozy "disse que viria a Bucareste com declarações positivas quanto ao facto de que a França estava pronta a ajudar e talvez a reforçar o seu papel no Afeganistão", disse aos jornalistas Stephen Hadley, conselheiro do presidente George W. Bush para a segurança nacional.

"Evidentemente, seria uma coisa muito positiva", acrescentou.

O presidente francês mostrou-se hoje disposto em Londres e enviar mais tropas para o Afeganistão para combater os talibãs e a Al-Qaeda, ainda que condicionando esse reforço à NATO aceitar uma proposta apresentada pela França.

O chefe de Estado francês, que começou hoje uma visita de dois dias ao Reino Unido acompanhado da sua nova mulher, a ex-modelo Carla Bruni, fez este anúncio num discurso perante as duas Câmaras do Parlamento britânico, os Comuns e os Lordes.

"Não podemos permitir-nos perder o Afeganistão. Não podemos permitir-nos ver os talibãs e a Al-Qaeda voltar a Cabul. Independentemente do custo, independentemente do quanto seja difícil a vitória, não poderemos permiti-lo. Temos de ganhar", afirmou Sarkozy, cujas palavras foram recebidas com aplausos.

Num apaixonada alocução, pronunciada em francês, Sarkozy explicou que a França propôs aos seus aliados na NATO uma "estratégia" para permitir ao povo afegão e ao seu legítimo" Governo construir a paz.

"Se essas propostas forem aceites, a França proporá na cimeira (da NATO) em Bucareste reforçar a sua presença militar", explicou Sarkozy, sem precisar os planos nem o número de militares a enviar.

Os responsáveis da NATO pediram diversas vezes aos países membros da Aliança que contribuam com mais militares para a missão no Afeganistão para ajudar a derrotar os talibãs.

A França tem cerca de 1.500 militares destacados no Afeganistão: 1.000 em Cabul, 220 em equipas que treinam o Exército afegão e 200 em Kandahar, no Sul.

Lusa
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Enviado por: André em Março 29, 2008, 02:42:21 pm
«É preciso ficar no Afeganistão até 2012», diz Comandante das forças internacionais

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«A Presença de soldados internacionais no Afeganistão será provavelmente necessária até 2012» – afirmou esta terça-feira, em declarações exclusivas ao SOL, o comandante da Força Internacional de Assistência ao Afeganistão (ISAF), general Dan McNeill

A previsão do general norte-americano assenta em condições pré-definidas. Será necessário «erguer um Exército afegão perfeitamente capaz e aumentar o ritmo de treino da Polícia afegã – que tem sido mais lento do que o do Exército». O plano é constituir as forças de segurança afegãs com 80 mil homens no Exército e 82 mil na Polícia. Segundo McNeill, o Ministério da Defesa afegão prevê que o seu Exército fique plenamente operacional dentro de quatro anos. A missão da ISAF, entretanto, consiste «em ganhar tempo para que os afegãos ocupem o campo de batalha». O general citou um exemplo que costuma ouvir em Cabul: «Os afegãos dizem que não querem soldados internacionais no seu país, mas pedem-nos para não sairmos já».

Cimeira da Nato decisiva

Estas declarações de Dan McNeill surgem uma semana antes da Cimeira da NATO, em Bucareste, onde se jogará o futuro da Aliança Atlântica. O tema quente da cimeira será o reforço de tropas e equipamentos no Afeganistão – a primeira guerra em que a NATO participa e que, como salienta um diplomata dos EUA em Cabul, «não se pode dar ao luxo de perder».

Dan McNeill disse que as Forças da Coligação têm poucos homens e poucos meios: «Precisamos de mais recursos, sobretudo soldados, helicópteros e aviões, treino para as forças afegãs, meios de inteligência [informações] e reconhecimento».

O Canadá e os EUA exigiram dos aliados europeus um maior empenho no teatro de operações afegão. Alguns países, como a França e a Turquia, já responderam ao repto e anunciaram o envio de mais soldados.

Portugal planeia retirar a sua companhia de 160 militares que está ao serviço da Força de Reacção Rápida no Afeganistão. Dan McNeill disse ao SOL que «o Governo português tem sido muito generoso até agora e as tropas portuguesas têm sido muito úteis e eficazes quando a ISAF precisa de reforçar o Comando Sul».

SOL
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Enviado por: André em Abril 01, 2008, 02:19:30 pm
França estipula condições para enviar mais tropas Afeganistão

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O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou hoje as três «condições» fixadas pelo presidente Nicolas Sarkozy a aos seus aliados da NATO para o polémico envio de tropas adicionais francesas para o Afeganistão.

Trata-se do compromisso «simultâneo» de outros países aliados de aumentar as respectivas forças no Afeganistão, do estabelecimento de um calendário para que o exército afegão assuma progressivamente o controlo do país, e do aumento da ajuda internacional ao desenvolvimento, disse Fillon à rádio France Inter.

O chefe do Governo conservador francês defendeu sobretudo que o exército afegão assuma a partir de meados de 2009 a região de Cabul, onde está estacionada a maior parte dos 1.600 soldados franceses da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF).

O primeiro-ministro defenderá hoje no Parlamento francês, numa sessão sem voto, o plano de reforço da presença militar do país no Afeganistão, uma ideia que contará com a rejeição da oposição de esquerda, que expressou receio por «um novo Vietname».

As sondagens mostram que dois terços dos franceses também se opõem ao plano.

Questionado sobre as informações na imprensa britânica de que a França vai enviar mais mil soldados ao Afeganistão, Fillon disse que as autoridades francesas «nunca» indicaram este número.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que anunciou a intenção de reforçar o contingente francês em discurso no Parlamento britânico durante a sua visita ao Reino Unido na semana passada, poderá precisar o número na cimeira da NATO que começa quarta-feira em Bucareste.

Segundo a imprensa, os militares franceses privilegiam o envio dos reforços para o leste, onde decorre a operação antiterrorista americana «Liberdade Duradoura», e não para o sul, onde ocorrem os combates mais intensos contra os insurrectos talibãs.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, disse que o envio de tropas adicionais responde a «uma necessidade» dos aliados e, em particular, dos que estão em «regiões ameaçadas e que precisam de um esforço suplementar».

«Esses países pedem-nos para fazer um esforço suplementar. Alguns dos nossos aliados estão em regiões ameaçadas e precisam de reforço», explicou Kouchner na RTL.

O ministro lembrou que Sarkozy escreveu aos seus homólogos da NATO para lhes dizer que «as coisas não podem continuar como estão» e que é preciso fixar «perspectivas estratégicas, políticas».

«Trata-se de passar a responsabilidade para os afegãos e é o que vamos fazer», de modo a que não haja «qualquer projecto, seja civil ou militar, que não seja assumido por eles. É a única forma de deixarmos o mais rapidamente possível esta guerra», argumentou Kouchner.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 03, 2008, 07:55:44 pm
Nova visão estratégica inclui mais militares

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A nova «visão estratégica» da NATO para o Afeganistão inclui um compromisso de preencher as lacunas na força de 47.000 elementos.
A agência noticiosa norte-americana Associated Press informou ter obtido uma cópia do roteiro da Aliança Atlântica, que indica que os líderes aliados «partilham um compromisso de longo prazo» relativamente ao Afeganistão.

O documento diz que os membros da NATO partilharão o fardo de fornecer mais militares para a força da Aliança e equipas de instrutores para formar o exército afegão.

É apontado o ano de 2010 para a criação de um exército afegão com 80.000 elementos.

A estratégia da NATO foi delineada na cimeira de dois dias da Aliança Atlântica em Bucareste, que começou hoje.

Portugal é um dos países que irá reforçar a sua participação nas missões internacionais no Afeganistão, com o envio de um avião C-130 e de quinze homens especializados em formação militar.

Entre os 26 países membros da Aliança, França, Alemanha, Bélgica, República Checa, Hungria, Polónia, Albânia e Eslováquia deverão também anunciar novas contribuições para o aumento desejado da presença militar da NATO naquele país.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: typhonman em Abril 03, 2008, 08:33:54 pm
Mas que reforço???

Reforçar era manter os Comandos/Paraquedistas e enviar helicopeteros, ou C-130H e TACP, e blindados etc..
Título:
Enviado por: Luso em Abril 03, 2008, 10:32:22 pm
15 homens.
Lá se vai o deficit. :shock:
Título:
Enviado por: raphael em Abril 03, 2008, 11:58:02 pm
Citação de: "Typhonman"
Mas que reforço???

Reforçar era manter os Comandos/Paraquedistas e enviar helicopeteros, ou C-130H e TACP, e blindados etc..


O C-130 ja vai, helicopteros... quais? TACP... ja la estao ha bastante tempo, tem havido rotacao das equipas, blindados... quais e para que?
Título:
Enviado por: typhonman em Abril 04, 2008, 02:05:44 am
O que falta no Afeganistão são helicopeteros para transporte de forças de combate.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 04, 2008, 11:46:13 am
Já temos dificultades em operar os Merlin, falta tripulações e sobressalentes.
Avancem com uma proposta de aquisição dos Pumas armazenados em Beja
Título:
Enviado por: André em Abril 04, 2008, 08:00:13 pm
George W. Bush promete reforço militar significativo

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O presidente George W.Bush assegurou aos países aliados, no termo de três dias da Cimeira da NATO em Bucareste, que os Estados Unidos vão enviar «um número significativo» de reforços militares para o Afeganistão, em 2009.

A garantia foi dada a bordo de um avião militar pelo chefe do Pentágono, Robert Gates, segundo o qual Bush deixou a garantia no jantar de encerramento da cimeira, na capital romena.

O presidente disse esperar uma «contribuição importante em número de soldados suplementares» para o Afeganistão, salientou Gates, falando aos jornalistas.

«Seja quem for o próximo presidente norte-americano - a partir de Janeiro de 2009 -, terá de conduzir o Afeganistão ao êxito», afirmou Bush, segundo Gates.

O secretário da Defesa - a caminho de Muscate, Omã - indicou que os reforços seguirão para o Afeganistão independentemente do nível da presença militar norte-americana no Iraque.

Os Estados Unidos têm neste momento no Afeganistão 31.000 soldados - número que se mantém desde o derrube do regime talibã, em Outubro de 2001 -, mas não param de exigir aos aliados a sua quota-parte.

No entanto, Gates reconheceu que a decisão final para envio de reforços para o Afeganistão será do próximo Presidente dos Estados Unidos.

Para os especialistas, estão em causa três brigadas suplementares, num total de 7.500 a 10.000 homens, independentemente de outros que possam ser mandados pelos aliados.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 06, 2008, 08:05:01 pm
Karzai admite segundo mandato

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fphilscanvas.files.wordpress.com%2F2007%2F08%2Fhamid_karzai_2006-09-26.jpg&hash=ec2fe8a1dd1fa9cd8eb1c3347a923985)

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O presidente afegão, Hamid Karzai, admitiu hoje que poderá candidatar-se a um segundo mandato no próximo ano para poder terminar o que começou.

Numa conferência de imprensa, Karzai disse ter atingido alguns dos seus objectivos desde que foi eleito em 2004, mas que há ainda mais trabalho a fazer.

Declarou rezar para que o povo afegão esteja satisfeito com o seu trabalho à frente da presidência e que o deixe «completar o trabalho» que começou.

«Terminei alguns dos meus projectos lançados há cinco, seis anos. Se a população do Afeganistão estiver satisfeita comigo gostaria de acabar o trabalho iniciado», disse, deixando entender que se poderá recandidatar.

Karzai ganhou em 2004 as primeiras eleições presidenciais democráticas no Afeganistão após o regime dos talibãs (1996-2001), apoiado pela comunidade internacional. O seu mandato termina em 2009.

Antes de 2002, Karzai tinha sido encarregue pela comunidade internacional e por uma assembleia consultiva de chefes de tribos de dirigir a autoridade de transição, após a queda dos talibãs em Novembro de 2001 por uma coligação internacional sob comando norte-americano devido ao seu apoio à Al Qaeda.

Numa conferência de imprensa realizada após o seu regresso da cimeira da NATO em Bucareste, o chefe de Estado afegão considerou que a luta antiterrorista deve ser feita em conjunto pelo seu país e pelo vizinho Paquistão.

«Tivemos contactos com o novo governo do Paquistão e os dirigentes» eleitos nas legislativas de Fevereiro, mesmo antes de eles tomarem posse oficialmente, declarou.

Indicou ter falado com o novo primeiro-ministro paquistanês, Yusaf Raza Gilani, e com o antigo primeiro-ministro Nawaz Sharif, membro da oposição e cujo partido foi um dos vencedores das eleições.
«Não há qualquer dúvida que a continuação da luta antiterrorista é uma prioridade do Afeganistão e também não há qualquer dúvida que o Paquistão sofre com o terrorismo», adiantou.

«É por isso que é um combate comum», afirmou.

Gilani prometeu no final de Março fazer da luta contra o terrorismo a sua prioridade, apelando aos combatentes islamitas para renunciarem à violência e integrarem a política paquistanesa.

A posição é a mesma do outro lado da fronteira, com o presidente a reiterar o seu apelo a negociações com os talibã não ligados à Al Qaeda.

Por outro lado, Karzai declarou-se «muito satisfeito» com a cimeira da NATO, a 03 e 04 de Abril, assinalando ter havido «um excepcional apoio ao Afeganistão e uma abordagem realista da situação e das dificuldades» existentes, por parte dos dirigentes presentes.

Sublinhou, no entanto, que a cimeira não tinha como objectivo discutir um aumento dos soldados da NATO no país, mas «a visão estratégica da NATO para o Afeganistão e a guerra contra o terrorismo».

A NATO destacou até agora cerca de 50.000 soldados de quatro dezenas de países para o Afeganistão em apoio do governo, para lutar contra os talibã e participar na reconstrução do país, devastado por 30 anos de guerra.

No terreno, numerosos rebeldes foram hoje mortos durante uma «longa batalha» com as forças afegãs e da coligação internacional no leste do Afeganistão, anunciou esta última, enquanto as autoridades locais indicavam vítimas civis.

Comandos militares e polícias afegãos «conduziram uma operação hoje (domingo) durante a qual numerosos rebeldes foram eliminados na província de Nuristan», segundo um comunicado da coligação sob comando norte-americano.

Muitos rebeldes foram detidos e foi descoberta uma grande quantidade de armas e munições em edifícios e posições dos insurgentes.

«Não há até ao momento informação sobre perdas civis», segundo a coligação.

Mas um representante do Conselho provincial, Rahmatullah Rashidi, deu conta de vítimas civis nos ataques aéreos.

«Houve pesados bombardeamentos aéreos ontem à noite (sábado)», disse à agência noticiosa francesa AFP. «Segundo as informações de que dispomos, pelo menos 20 pessoas, entre combatentes e civis, foram mortas» e dezenas de outras, incluindo civis, ficaram feridas«, adiantou.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Lancero em Abril 18, 2008, 05:03:35 pm
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KABUL, April 18 (Reuters) - The son of the new head of the Dutch military and another Dutch soldier serving with NATO-led forces in Afghanistan were killed on Friday when their vehicle hit an improvised explosive device.

Taliban insurgents leading an insurgency to topple the Afghan government and expel the foreign troops claimed responsibility for the blast, part of rising violence in Afghanistan in recent weeks following the traditional winter lull.

The Dutch Defence Ministry said in a statement there were no indications that the attack was specifically targeted at the 23-year-old son of chief of joint staffs Peter van Uhm, who took over command of the Dutch military on Thursday.

It said two other soldiers were also wounded in the attack north of the Dutch base in the southern province of Uruzgan, one of them critically. The blast came as the troops were returning to their base from a major operation that ended on Thursday.

The deaths bring the total number of Dutch soldiers killed in Afghanistan to 16.

Earlier in the day, three Afghan staff of a foreign security firm were killed in a similar attack in Logar province to the south of the capital, Kabul, a provincial police official said.

Violence has surged in Afghanistan in the past two years, with more than 11,000 people killed during that period, the deadliest year since U.S.-led and Afghan forces toppled the Taliban in 2001.

The deaths include the 336 foreign troops killed in action since 2006.
Título:
Enviado por: André em Abril 19, 2008, 02:24:01 pm
Filho de comandante militar holandês morre em ataque à bomba ...

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O filho do comandante militar holandês no Afeganistão foi um dos dois militares mortos na sexta-feira num ataque talibã à bomba na província de Uruzgan, um dia após o seu pai assumir funções, informaram fontes militares.

O tenente Dennis van Uhm, de 23 anos, foi um dos dois militares holandeses mortos numa explosão junto do Camp Holland, a base militar holandesa na intranquila província de Uruzgan, informou o tenente-general Freek Meulmam.

Um porta-voz talibã reivindicou para o movimento rebelde a autoria do ataque.

O primeiro-ministro holandês Jan Peter Balkenende considerou a morte de van Uhm «uma tragédia sem precedentes» e afirmou que a reunião semanal do Conselho de Ministros foi interrompida por alguns minutos, em sinal de pesar.

O general van Uhm, pai do militar morto, não fez qualquer comentário.

Lusa


 :Soldado2:  :Soldado2:
Título:
Enviado por: André em Abril 27, 2008, 01:21:53 pm
Karzai escapa ileso a ataque de talibãs

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O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, saiu hoje ileso de um ataque armado de talibãs contra um desfile militar a que assistia em Kabul.
Minutos após ter começado o desfile para comemorar a vitória dos mujahidines afegãos contra os ocupantes soviéticos, foram ouvidos tiros, que forçaram a retirada de Karzai e de outros membros do Governo presentes no acto, como se viu em imagens difundidas em directo pela televisão.

Membros do Governo afegão, embaixadores estrangeiros, entre os quais dos EUA e do Reino Unido, o número dois da ONU no Afeganistão e dezenas de deputados e responsáveis militares que assistiam à cerimónia escaparam também ilesos, revelaram fontes oficiais.

«Houve vítimas afegãs, mas um pequeno número», indicou à agência AFP Aleem Siddique, porta-voz da ONU, sem precisar tratar-se de feridos ou mortos.Pouco depois do ataque, o porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahid, declarou por telefone à agência EFE que seis membros do movimento extremista tinham atacado a cerimónia.

Três deles morreram durante a troca de tiros que se seguiu, enquanto os restantes conseguiram escapar «para um lugar seguro», segundo o porta-voz dos fundamentalistas, que disse não estar em condições de garantir se o ataque causou vítimas na parte governamental.

Os antigos mujahidines afegãos têm uma forte presença no Parlamento e no Governo de Karzai e todos os anos comemoram com um desfile em Cabul a sua vitória contra a União Soviética, que invadiu o país em 1979 e teve de retirar dez anos depois.

Nos anos 90, os talibãs tomaram o poder pelas armas contra o Governo dos mujahidines, após vários anos de guerra civil sangrenta.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Maio 31, 2008, 10:25:21 pm
Mais de 100 talibãs mortos em combate

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O Ministério do Interior afegão afirmou hoje que mais de 100 talibãs foram mortos durante dois dias de combate para recuperar um distrito aos rebeldes no sudoeste do Afeganistão.
Os combates entre as forças de segurança afegãs e internacionais e os rebeldes decorreram no distrito de Bakwa, situado na província de Farah, declarou à agência noticiosa francesa AFP o porta-voz do Ministério do Interior, Zemarai Bashary.

«Durante dois dias de operações, mais de 100 inimigos da paz e da estabilidade foram mortos», adiantou, utilizando a expressão que designa os talibãs na linguagem oficial afegã.

«Recuperámos sexta-feira o controlo do distrito, depois de este ter estado mais de oito meses sob o seu (dos talibãs) controlo», reconheceu o porta-voz, precisando que ainda decorriam «operações de limpeza» e que cinco «importantes comandantes» talibãs tinham sido mortos.

A província de Farah situa-se na fronteira com o Irão e os ataques no local têm-se intensificado nos últimos meses. Na terça-feira, oito civis afegãos foram mortos na província quando uma bomba explodiu à passagem da carrinha em que seguiam.

Os talibãs, no poder no Afeganistão de 1996 a 2001, apoderaram-se o ano passado de vários distritos situados em zonas isoladas do país, tendo posteriormente sido afastados por forças de segurança afegãs e internacionais.

Nos seus bastiões no sul do país, no entanto, a NATO reconheceu em Dezembro de 2007 que controlavam cinco distritos.

Lusa
Título: Comandante da ISAF avisa para a falta de tropas
Enviado por: Lightning em Junho 04, 2008, 10:52:45 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg233.imageshack.us%2Fimg233%2F95%2F70492793yz4.th.jpg&hash=f8a727b66d169c77bc6d7f7655d40327) (http://http) (https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg233.imageshack.us%2Fimg233%2F1576%2Fn2cz9.th.jpg&hash=ea5145a1e1a407d9026c630a3b87d305) (http://http)
Título:
Enviado por: André em Junho 16, 2008, 04:20:01 pm
Gordon Brown anuncia reforço do contingente militar no Afeganistão

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também anunciou o envio de tropas extras do Reino Unido ao Afeganistão, e garantiu que esse aumento não será feito à custa dos homens eviados para o Iraque.
O Ministério da Defesa britânico anunciará hoje que o reforço contará com cerca de 230 engenheiros, peritos em logística e instrutores, o que aumentará o número de homens do Reino Unido no Afeganistão para cerca de 8.000, quase todos destacados na província de Helmand, no sul.

O presidente norte-americano, que se encontra de visita ao Reino Unido, onde se reuniu hoje com Brown, tem pedido reiteradamente aos respectivos aliados europeus um aumento das suas contribuições, tanto económicas como militares, para a estabilização do Afeganistão.

Brown negou também a retirada das tropas britânicas do Iraque, afirmaando que «ainda há trabalho a ser feito».

Segundo o primeiro-ministro britânico, a retirada será feita assim que forem alcançados os objectivos, e não através do estabelecimento de «calendários artificiais», a mesma política defendida por Bush.

Assim, desmentiu notícias publicadas na imprensa esta semana que mencionavam planos para a retirada das tropas britânicas do Iraque antes do final deste ano.

O jornal inglês The Observer publicou domingo uma entrevista com George W. Bush, na qual o presidente norte-americano alertava Brown contra a tentação de anunciar um calendário da retirada militar britânica do Iraque.

«Não deveria haver um calendário definitivo. Acredito que Brown, tal como eu, ouvirá os nossos comandantes para ter certeza de que os sacrifícios feitos não serão desperdiçados por reduções injustificadas neste momento», disse Bush.

O presidente norte-americano reuniu-se hoje à porta fechada com o ex-primeiro-ministro britânico e actual enviado especial do Quarteto de Madrid para o Médio Oriente, Tony Blair, para abordar a situação na região.

Lusa
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 17, 2008, 09:17:05 am
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UK troops kill second Taliban leader in two weeks

British Forces in Afghanistan have killed their second senior Taliban leader in a little over two weeks, striking a critical blow to the insurgency's command and control capabilities in Helmand.

Bishmullah was a senior key facilitator and logistician responsible for the Northern Helmand region. He is believed to have commanded numerous fighters and was identified by Task Force Helmand as a key player in the insurgency, and criminality, before the strike.

He was killed in a firefight in Now Zad in the early hours of Saturday, 12 July 2008, just 15 days after Sadiqullah, another senior Taliban facilitator was killed in an Apache missile strike.

Bishmullah's death will reduce the Taliban's ability to conduct operations against coalition forces, and in particular, Improvised Explosive Device (IED) attacks, while also denting the Taliban leadership structure, which had recently been instructed to reorganise and improve. It will also decrease their ability to disrupt the rule of law being extended across Helmand by the Afghan Government.

This latest success demonstrates that British Forces in Helmand are effectively carry out intelligence-led operations against the Taliban leadership in the area. The operation was mounted as part of NATO's ongoing campaign against the Taliban leadership in Afghanistan.

Task Force Helmand spokesman Lieutenant Colonel Robin Matthews said:

    "Combined with the elimination of Sadiqullah, this is the most significant blow struck against the Taliban logistics and facilitation chain in Northern Helmand this year.

    "It should provide a clear and simple message to the Taliban, if you are working to undermine the efforts of the Afghan government, or you are targeting our troops or Afghan civilians, you will be found and you will be stopped."

UK troops are in Afghanistan as part of the NATO International Security Assistance Force (ISAF), to establish the secure environment necessary for reconstruction and development to take place. ISAF, in turn, is in Afghanistan at the invitation of the democratically elected Afghan Government and with UN authorisation, to provide the secure environment necessary for reconstruction and development to take place



http://www.mod.uk/DefenceInternet/Defen ... oWeeks.htm (http://www.mod.uk/DefenceInternet/DefenceNews/MilitaryOperations/UkTroopsKillSecondTalibanLeaderInTwoWeeks.htm)


 cax23  :Obrigado:
Título:
Enviado por: Orus Night em Julho 30, 2008, 02:20:53 pm
ultimamente tenho me interessado neste Conflito que está a acontecer no Afeganistão,mas(por incrível que pareça) nao sei bem quem esta contra quem.Julgo que li numa das pesquisas que fiz sobre o assunto que a missão da NATO era proteger o Afeganistão dos ataques Iranianos,mas depois disseram-me que o Afeganistão é que era "o mau da fita" e fiquei confuso.se me pudessem esclarecer essa dúvida agradecia e desculpem a minha santa ignorância.:D
obrigado
abraço
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 30, 2008, 10:40:41 pm
Bem, o que desecadeou a guerra do Afeganistão foram os atentados do 11 de Setembro de 2001, os americanos souberam que foi obra do "Tio Osama" e que este estava escondido no Afeganistão, sendo ajudado pelo movimento taliban.
Dia 7 de Outubro de 2001, começaram os ataques aéreos e as operações de forças especiais para caçar elementos da Al-Qaeda e os própios taliban. Após aval da ONU foi constituida uma força da NATO, a ISAF que tem apoiado o governo que entratanto subiu ao poder, dando segurança as populações alem de combater os taliban. Os países que mais têm contribuido para o esforço de guerra, são os EUA, Reino Unido, Holanda, Canadá,Portugal,Polonia. Outros paises como Espanha, Itália, Alemanha apesar do grande numero de tropas não as movimentam para combates directos, realizando mais missões de patrulha e ajuda a reconstrução.

Portugal, em breve irá ficar a operar so com um C-130H e uma equipa de formadores para ajudar o Exército Afegão.. Politiquices, quando a NATO vem pedir mais soldados.
Título:
Enviado por: Orus Night em Agosto 03, 2008, 07:01:28 pm
Citação de: "Typhonman"
Bem, o que desecadeou a guerra do Afeganistão foram os atentados do 11 de Setembro de 2001, os americanos souberam que foi obra do "Tio Osama" e que este estava escondido no Afeganistão, sendo ajudado pelo movimento taliban.
Dia 7 de Outubro de 2001, começaram os ataques aéreos e as operações de forças especiais para caçar elementos da Al-Qaeda e os própios taliban. Após aval da ONU foi constituida uma força da NATO, a ISAF que tem apoiado o governo que entratanto subiu ao poder, dando segurança as populações alem de combater os taliban. Os países que mais têm contribuido para o esforço de guerra, são os EUA, Reino Unido, Holanda, Canadá,Portugal,Polonia. Outros paises como Espanha, Itália, Alemanha apesar do grande numero de tropas não as movimentam para combates directos, realizando mais missões de patrulha e ajuda a reconstrução.

Portugal, em breve irá ficar a operar so com um C-130H e uma equipa de formadores para ajudar o Exército Afegão.. Politiquices, quando a NATO vem pedir mais soldados.


thanks ;)
Título:
Enviado por: Scarto em Agosto 19, 2008, 12:53:14 pm
10 paraquedistas franceses faleceram em combate no Afeganistão,vitimas de uma emboscada dos talibans.Existem tambem vários feridos,alguns em estado considerado grave.

Penso que nunca houve baixas tão grandes por parte da Nato no Afeganistão como estas  :(
Parece-me urgente,que se trate do assunto paquistanes em relação aos talibans...

Que descansem em paz!
Título:
Enviado por: MERLIN em Agosto 19, 2008, 01:39:11 pm
:Soldado2:
Título:
Enviado por: Viriato - chefe lusitano em Agosto 19, 2008, 02:00:59 pm
:Soldado2:

Como é que aconteceu uma tragédia tão grande?
O que isto quererá dizer, falta de formação e equipamento das tropas Francesas?
Acho que as baixas foram em exagero.....
Título:
Enviado por: Scarto em Agosto 19, 2008, 02:38:32 pm
Para já,as unicas informações são de que estavam envolvidos em fortes combates devido á emboscada.Segundo o que tenho seguido em outro forum,teriam sido várias IED's, mais a emboscada propriamente dita.

Mas como disse,isto é apenas o rumor que corre,pois não existe nenhum comentário oficial,além da confirmação das mortes.
Falta de treino?Talvez não,mesmo com muito treino coisas assim acontecem e se o fogo que recebem for intenso não têm grande hipotese.
Falta de equipamento?Isso já é outra questão..Terá de se saber em que veiculos circulavam,etc.Um dos males no Afeganistão é muitas vezes as patrulhas serem feitas em veiculos muito pouco blindados.
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 19, 2008, 02:58:54 pm
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Afghanistan : une section de combat française anéantie par les talibans

Selon nos informations, c'est une section de combat entière, composée d'une trentaine d'hommes appartenant pour l'essentiel au 8e RPIMa de Castres, qui a été anéantie par une soixantaine de talibans. Un groupe de combat composé de deux sections était arrivé aux abords d'un village dans la vallée d'Uzbeen, au nord du district de Surobi. L'une des deux sections a débarqué des véhicules, pour atteindre un col en surplomb du village et surveiller la progression sur la route en contrebas d'une unité de reconnaissance. Précisons que les deux sections du RPIMa étaient affectées au bataillon français de la région de Kaboul, et non à l'unité déployée depuis cet été dans la Kapissa. Nicolas Sarkozy avait annoncé l'envoi de ces troupes supplémentaires (700 hommes) dans la Kapissa, durant le sommet de l'Ota, à Bucarest, en avril.

C'est en montant à pied vers le col que les soldats français ont été pris à partie par les assaillants, avec des armes automatiques, à la sortie d'un village.

Selon le communiqué diffusé par l'Élysée en début d'après-midi, cet engagement s'est traduit par la mort de 10 soldats, 21 autres étant blessés. Une grande confusion s'en est suivie, et l'envoi d'une colonne de secours par le régiment de marche du Tchad a entraîné un accident de VAB (Véhicule de l'avant blindé), entraînant la mort d'un soldat. Les circonstances du décès d'un légionnaire du 2e REP ne sont pas encore connues.

Départ de l'avion-hôpital pour Kaboul

Vers 15 heures, l'avion-hôpital Morphée, équipé pour la réanimation "lourde" de blessés polytraumatisés devrait quitter la base aérienne d'Istres, sur ordre de l'état-major des armées. Il devrait arriver à Kaboul vers 22 heures heure de Paris, et charger les 11 blessés les plus gravement atteints, qui devraient être admis demain en début de matinée dans les hôpitaux militaires de la région parisienne.

En début d'après-midi, aucun officiel n'était en mesure de préciser de quel aéroport le président de la République partirait pour Kaboul dans l'après-midi, ni même s'il était déjà en route. Le ministre de la Défense Hervé Morin et le chef d'état-major des armées Jean-Louis Georgelin doivent tenir une conférence de presse commune à 15 h 45.


http://www.lepoint.fr/actualites-monde/ ... 8/0/267723 (http://www.lepoint.fr/actualites-monde/afghanistan-une-section-de-combat-entiere-aneantie-par-les/1648/0/267723)
Título:
Enviado por: Lightning em Agosto 20, 2008, 01:26:39 am
Citação de: "Scarto"
Penso que nunca houve baixas tão grandes por parte da Nato no Afeganistão como estas  :(


Infelizmente, já ouve.

15 Americanos morreram quando um Chinook se despenhou devido ao mau tempo em 2005.

16 Americanos morreram quando um Chinook foi atingido por RPGs também em 2005.

10 Americanos morreram na queda de um helicóptero em 2006.

14 Britânicos morreram quando um Nimrod caiu por avaria em 2006.

http://en.wikipedia.org/wiki/Coalition_ ... fghanistan (http://en.wikipedia.org/wiki/Coalition_casualties_in_Afghanistan)
Título:
Enviado por: André em Agosto 20, 2008, 02:19:23 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Scarto"
Penso que nunca houve baixas tão grandes por parte da Nato no Afeganistão como estas  :(  :?
Título:
Enviado por: André em Agosto 20, 2008, 01:34:40 pm
Sarkozy prestou homenagem a soldados mortos

O presidente francês Nicolas Sarkozy deslocou-se hoje a Cabul onde prestou homenagem aos 10 soldados franceses mortos segunda-feira em combates contra os talibãs, naquele que foi o ataque mais mortífero contra tropas internacionais no Afeganistão.

O chefe de estado francês, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, e pelo ministro da Defesa, Hervé Morin, chegou às 08:00 (04:30 em Lisboa) ao aeroporto de Cabul, viajando imediatamente de helicóptero para o campo Warehouse, quartel-general do comando regional de Cabul da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) da NATO.

Depois de ter passado as tropas em revista, o presidente francês e os dois ministros recolheram-se junto dos cadáveres dos 10 soldados franceses em câmara ardente.

Nicolas Sarkozy esteve reunido com militares do 8º Regimento Pára-quedista de Infantaria da Marinha que lhe contaram como foi a emboscada e os combates contra os talibãs, no vale de Uzbeen do distrito de Saroubi, 50 quilómetros a este de Cabul.

Uma centena de rebeldes islamitas fez uma emboscada a uma unidade de reconhecimento que se deslocava a pé, matando nove soldados franceses.

Foi necessária a intervenção de uma força de reacção rápida e um apoio aéreo para conseguir resgatar os restantes militares da unidade.

Três dezenas de rebeldes terão sido mortos, segundo o ministro Hervé Morin.

Um décimo soldado francês morreu terça-feira na mesma zona, quando o seu veículo blindado foi atingido.

Este foi o ataque mais mortífero para o exército francês desde o atentado contra o imóvel do Drakkar em Beirute em 1983, que provocou 58 mortos).

Cerca de 3.000 militares franceses estão actualmente destacados no Afeganistão, no seio da ISAF, principalmente em Cabul e na província de Kapisa, a nordeste da capital.

Antes do ataque de segunda-feira, 13 militares franceses tinham morrido no Afeganistão desde 2001, em acidentes, operações de combate ou atentados.

O último soldado francês tinha morrido a 21 de Setembro de 2007, num atentado suicida com uma viatura armadilhada em Cabul.

Lusa

 :Soldado2:  :Soldado2:
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 20, 2008, 09:02:50 pm
Uma boa parte do pessoal do 8° Rpima (régiment parachutiste infanterie de marine) que caiu na emboscada eram jovens soldados com muito pouca experiencia, tendo-se gerado enorme confusao logo desde o inicio da embuscada.
 
Eles progrediam a pé enquanto os VAB tinham ficado para tras, o que nao foi pior, porque o primeiro VAB que se aproximou foi logo atingido por un RPG.

Os avioes de caça enviados imediatamente em reforço nao puderam fazer nada porque os combatentes estavam muito proximos uns dos outros. Foi logo accionado um aviao "fortaleza voadora" americano equipado com canhao de tiro rapido de 30 mm que disparou 1400 obuzes. Este tipo de canhao é muito preciso, mas apesar disso, um dos sobreviventes  afirmou que os disparos tambem atingiram os paras franceses.
Os Heli tambem enviados em reforço tiveram que voltar para traz devido a terem ficado debaixo de fogo assim que se aproximaram.

Naquele tipo de terreno, os franceses que normalmente progridem pesadamente carregados,  encontraram-se em desvantagem contra um inimigo que apesar de armado rusticamente, é muito aguerrido, ligeiro e conhecedor do terreno.

A utilizaçao de material blindado pesado nessa regiao é muito arriscado, aléatorio, e às vezes impossivel devido à topografia. Os russos que usavam em doses maciças esse tipo de meios pesados (BRDM's, T55, etc) pagaram-no caro, tendo perdido centenas de CC e blindados.

Pessoalmente, penso que as nossas unidades de comandos com as suas técnicas de guerrilha e de contra-guerrilha em pequenos grupos ligeiros e muito moveis estao muito mais aptas a este tipo de combate "rapproché".
Título:
Enviado por: tyr em Agosto 20, 2008, 10:41:38 pm
os TTP dos nossos comandos serviram ja de referencia a algumas forças da ISAF.
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 20, 2008, 10:54:57 pm
As nossas tropas têm uma formidavel experiencia herdada das guerras do ultramar.
Quando estive ao serviço da França em missoes exteriores, muitas vezes ficava desagradavelmente surpreendido com as "técnicas" francesas em matéria de progressao no terreno e até de entricheiramento ... o que era de estranhar da parte dum pais que tambem tinha a experiencia das guerras da Argélia e da Indochina .
Até na Policia Aérea, onde servi em Portugal, a técnica ao nivel tactico era muito superior ! e a PA nao tem nada a vêr com a infantaria de combate...
Título:
Enviado por: LM em Agosto 20, 2008, 11:57:00 pm
Citação de: "tyr"
os TTP dos nossos comandos serviram ja de referencia a algumas forças da ISAF.


TTP = "Tactics, Techniques and Procedures" ?

Já agora, similares aos nossos páras e fuzos ou...?
Título:
Enviado por: tyr em Agosto 21, 2008, 09:15:10 am
"tactical and tecnical procedures"

e em alguns aspectos muito semelhantes, noutros nem por isso.
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 21, 2008, 07:07:59 pm
retomando o tema,

Eu nao passo dum ex-sargento sem grandes conhecimentos a nivel estrategico, mas foi um grande erro da parte do comando gaulês enviar uma coluna motorizada penetrar numa zona onde ja ninguem ia ha mais de um ano. Os antecessores dos franceses na zona, (turcos e italianos )tinham renunciado a patrulhar naquela regiao.

Porque razao, nao enviaram drones para ir explorando a zona à medida do avanço das forças ? porque nao posicionaram antecipadamente ao longo do percurso elementos de reconhecimento do tipo CRAP ?
Porque nao tinham uma força de intervençao pronta a partir imediatamente para o local em caso de problemas ?

Agora é tarde demais, tenho confiança no presidente francês que assegurou que as liçoes retiradas deste incidente seriam bem aproveitadas , e , cito : " é em momentos como este que nos apercebemos que ser militar é uma profissao diferente das outras" .
Que ele nao se esqueça pois dos veteranos, que uma vez regressados à vida civil, ninguem mais quer !

Entretanto, os papas e as mamas dos soldados mortos ja começaram a questionar o porquê da presença francesa no Afeganistao. Mas a França tem a sorte de possuir a Legiao Estarngeira : ninguem chora pelos legionarios e o seu sangue é barato .
Título:
Enviado por: FoxTroop em Agosto 21, 2008, 07:10:46 pm
Uma emboscada bem montada e mesmo as unidades mais bem teinadas dificilmente evitam pesadas baixas. Prestei serviço nos Fuzileiros e depois, quando saí, fui para fora, e ao actuar com forças de outros países vi que realmente as tecnicas usadas por outras forças podem ser muito eficazes contra forças de linha, mas contra este tipo de actuação, sem duvida que em Portugal encontra-se das unidades mais capazes.

Também posso afirmar que, de todos os que vi, os franceses não estão nada mal preparados, nem se ficam muito atrás de nós. Sem dúvida que o nivel de treino e preparação dos guerrilheiros deve estar a aumentar, pois parece-me algo muito bem preparado ao conseguirem chegar a uma distancia que não permitiu CAS sobre a unidade francesa.

 :Soldado2:
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 21, 2008, 07:34:23 pm
... parece que nao foram so os talibans que fizeram vitimas entre os franceses. Hoje os jornais ( Le Monde) deixa pairar a duvida sobre o fogo do "apoio aéreo" americano, que segundo dizem alguns paras, os atingiu tambem a eles.
Por enquanto os oficiais franceses nao confirmam esta hipotese... e francamente nao sei se algum dia confirmarão !
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 21, 2008, 07:35:13 pm
... parece que nao foram so os talibans que fizeram vitimas entre os franceses. Hoje os jornais ( Le Monde) deixa pairar a duvida sobre o fogo do "apoio aéreo" americano, que segundo dizem alguns paras, os atingiu tambem a eles.
Por enquanto os oficiais franceses nao confirmam esta hipotese... e francamente nao sei se algum dia confirmarão !
Título:
Enviado por: FoxTroop em Agosto 21, 2008, 07:56:11 pm
o tradicional apoio de fogo americano..... Que o Todo-Poderoso nos guarde dele que do inimigo cuidamos nós.....
Título:
Enviado por: Laruschuie em Agosto 21, 2008, 07:59:10 pm
Citação de: "FoxTroop"
o tradicional apoio de fogo americano..... Que o Todo-Poderoso nos guarde dele que do inimigo cuidamos nós.....


Já há bastante tempo que não ouvia essa  :lol:
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 22, 2008, 01:16:23 pm
Afeganistão: Soldados franceses atacados simultaneamente em duas frentes


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Paris, 22 Ago (Lusa) - Os talibãs atacaram simultaneamente vários pontos da coluna militar francesa no Afeganistão, provocando a morte a 10 soldados franceses, segundo testemunhos de militares que participaram nos combates, hoje publicados num diário regional francês.

Segundo as declarações de um soldado a este jornal, La Nouvelle République, "os talibãs visaram deliberadamente" o líder do grupo e o operador de rádio, o que explica porque razão as comunicações foram cortadas.

Esta versão dos factos foi confirmada pelo diário nacional Le Figaro, que reconstituiu na sua edição de hoje a cronologia do ataque de segunda-feira, que acabou por custar a vida a 10 soldados franceses.

De acordo com o Le Fígaro, os talibãs "cercaram e atacaram imediatamente a secção dianteira para impedir que esta pudesse ajudar a traseira".

Relativamente à intervenção do apoio aéreo, "este foi prestado pelos norte-americanos", segundo um outro soldado francês revelou ao La Nouvelle Republique, de acordo com o qual nenhum dos soldados franceses foi atingido.

A NATO desmentiu quinta-feira as informações da imprensa segundo as quais os soldados franceses teriam sido vítimas de "tiros amigos" durante esta emboscada.

Título:
Enviado por: André em Agosto 22, 2008, 05:42:11 pm
Talibãs não constituem ameaça estratégica para Cabul

Os talibãs não representam uma "ameaça estratégica" para o governo afegão em Cabul, apesar do aumento dos ataques da milícia islâmica perto da capital, considerou quinta-feira o ministro da Defesa britânico, Des Browne.

Em declarações à BBC, Browne admitiu que os talibãs são capazes de montar ataques de envergadura contra Cabul, mas afastou a possibilidade de estes constituírem uma ameaça maior.

"Houve um aumento dos ataques, mas são ataques sem discernimento, são ataques individuais", afirmou o ministro.

"Em nenhum caso eles criaram ou podem constituir uma ameaça estratégica para o governo do Afeganistão", acrescentou.

Des Browne falou alguns dias depois do ataque mais mortífero contra as forças internacionais no Afeganistão desde a queda dos talibãs em 2001 que provocou a morte de 10 soldados franceses.

Cerca de 8.500 soldados britânicos estão destacados no Afeganistão no seio da força internacional.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 22, 2008, 07:49:39 pm
Segundo o canal franco-alemao "Arte", um bombardeamento das forças do "eixo do bem" causaram mais 70 mortos civis, a maioria mulheres e crianças. O governo do Afeganistao abriu um inquérito (para quê ? ) .
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 27, 2008, 10:02:02 am
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Afeganistão
Ataque tropas ocidentais no Afeganistão matou 90 civis, 60 eram crianças
26/08 16:35 CET

Afinal são 90 e não 30 o número de civis mortos num ataque no Afeganistão na semana passada.

As Nações Unidas admitiram haver provas suficientes para a revolta do presidente Ahmid Kharzai quando criticou bombardeamentos levados a cabo pela força militar chefiada pelos Estados Unidos.

De acordo com a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão, morreram na semana passada 90 civis vitimas de raides aéreos, entre os quais 60 eram crianças.

O chefe de Estado afegão já tinha expressado revolta ao dizer que os bombardeamentos não serviram de nada, a não ser para matar pessoas comuns.

Numa primeira fase, os militares norte-americanos disseram não ter conhecimento de qualquer ccivil morto, depois levantaram a fasquia para 30 mortes. Afinal foram 90 os civis que perderam a vida.



http://www.euronews.net/pt/article/26/0 ... civilians/ (http://www.euronews.net/pt/article/26/08/2008/un-accuses-us-led-forces-of-killing-afghan-civilians/)
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 27, 2008, 07:51:32 pm
Oh P44, os civis afegaos mortos, mulheres e crianças inclusivé, eram terroristas disfarçados, nao sabia ?
E tambem nao sabia que tem mais valor uma gota de sangue ocidental que um mar de sangue afegao ou iraquiano ?
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 28, 2008, 10:48:29 am
Caro legionário, nem vou dizer o que penso , pois apareceria logo a borrachinha da censura  :wink:
Título:
Enviado por: JLRC em Agosto 28, 2008, 12:20:14 pm
Citação de: "P44"
Caro legionário, nem vou dizer o que penso , pois apareceria logo a borrachinha da censura  :wink:


Cuidado p44 eles (ele) "andem" aí  :shock:  :shock:

Ai o censor, o censor, nunca mais deixa de ser ridículo....
Título:
Enviado por: LM em Agosto 28, 2008, 04:18:06 pm
Confesso (mais uma vez) o meu espanto as reacções que estes lamentaveis acidentes provocam - parece, só porque a intervenção é da NATO (incluíndo o grande satã EUA), muitos consideram tais situações uma prova que a NATO quer fazer mal ao povo afegão ou que não se interessa por estes acidentes...

Os EUA fazem a guerra com advogados do JAG ao lado!! Podiamos dizer que nenhuma outra organização/ país do mundo tem tanto cuidado com os civis... mas isso não interessa, porque o que outras grandes potencias fazem de mal não deve servir de desculpa para nós.

Agora se querem defender que não devemos fazer guerra em que a hipotese de matar um civil exista tudo bem - não concordo, mas é uma posição. Para mim é suficiente que a organização de que o meu país faz parte tenta evitar a morte de civis, mesmo em um teatro onde o inimigo usa os civis como disfarce e escudo... e que estuda e aprende com os erros.

Uma análise a estes acidentes não deve ser condicionada pela nossa opinião sobre a intervenção e, especialmente, pelo nosso "mal estar" com os EUA.
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 28, 2008, 11:51:49 pm
Oh my God !
Título:
Enviado por: FoxTroop em Agosto 30, 2008, 11:41:00 am
Esse tipo de danos existe em qualquer guerra. O que é estranho é que a rede de inteligencia montada no Afeganistão falhe sucessivamente na recolha de dados que permitam actuar sobre os verdadeiros objectivos em vez disto.

Estas falhas sucessivas, das quais se ouvirmos falar de metade é muito, deveriam levar a uma investigação exaustiva sobre o que realmente se passa no terreno e atribuir responsabilidades a quem de facto.
É preocupante que em situações dubias a aviação aliada bombardeie primeiro e faça a verificação depois.

Isto leva a que os poucos avanços que vão sendo conseguidos tão duramente na conquista das populações (vitais se queremos neutralizar uma guerra de guerrilha) sejam completamente perdido e que mais e mais engrossem as fileiras da guerrilha.

Penso que existe um grande defice de HUMINT no terreno e que a longo termo a guerra pode estar comprometida com consequencias muito graves para o "ocidente".
Título:
Enviado por: legionario em Agosto 30, 2008, 02:34:02 pm
Tambem podiam aprender muito com Portugal e com a sua experiencia das guerras de Africa : " a conquista dos coraçoes" , através de açoes de beneficiamento das condiçoes de vida das populaçoes. Mas agora acho que é tarde demais para isso.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 30, 2008, 02:53:02 pm
legionario, não sei se sabe mas eles fazem isso. Já foi construido escolas, hospitais, etc. Dinheiro Norte-Americano, trabalhadores locais.
Título:
Enviado por: Lightning em Agosto 31, 2008, 10:40:43 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
legionario, não sei se sabe mas eles fazem isso. Já foi construido escolas, hospitais, etc. Dinheiro Norte-Americano, trabalhadores locais.


http://en.wikipedia.org/wiki/Provincial ... ction_Team (http://en.wikipedia.org/wiki/Provincial_Reconstruction_Team)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 02, 2008, 03:45:57 pm
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Kajaki turbine delivered

Two thousand British troops in southern Afghanistan have successfully transported a huge hydroelectric power turbine through Taleban territory.

In one of their biggest operations in Helmand, a convoy of 100 vehicles took five days to move the massive sections of the turbine 180km (112 miles).

The $6m (£3.4m) turbine will mean the Kajaki power station can bring power to an extra 1.9 million people.

British forces were helped by 2,000 Nato and Afghan troops.

The operation was part of a development project which has been planned for two years.

The convoy travelled the length of the Helmand river valley - through areas insurgents have controlled for more than two years - carrying seven 20-30 tonne sections.

A spokesman said it was the largest route clearance operation the British military has carried out since World War II.

Around 1,000 other Nato troops from the US, Australia, Denmark and Canada were involved and 1,000 Afghan soldiers protected the turbine through one of the most dangerous parts of the journey.

Canadian forces took the convoy on the first leg late at night on Wednesday 27 August.

They moved out from Kandahar airbase along the main highway and up the Helmand valley to a meeting point in the desert where British forces took over responsibility.

It was slow going from there, where the road is little more than a dirt track.

Hundreds of British and American special forces troops went in first, sweeping through the green zone of trees, fields, deep irrigation ditches and high-walled compounds where the Taleban are concentrated.

Although it is impossible to verify, British commanders estimated they killed more than 200 insurgents - without any losses or injuries to Nato soldiers - in heavy fighting which included artillery fire and air strikes.

Lt Col James Learmont from 7 Para Royal Horse Artillery said they then tricked the Taleban into thinking the convoy was heading straight up the valley, but actually went through the desert on a track used by local people.

Fifty Viking armoured vehicles drove alongside the main convoy which stretched 4km. It included fuel trucks and the eight heavy equipment transporters carrying a crane and the Chinese-made turbine.

The sections were surrounded by layers of steel to make them look like ordinary containers and to offer some defence against small arms fire, or rocket propelled grenades.

Protection from the air was provided round the clock by British Harrier jump jets and Apache helicopters, as well as French, Dutch and American aircraft. Unmanned drones watched the area ahead of the convoy for any impending insurgent attack.

Infantry troops from all three battalions of the Parachute Regiment covered both sides of the route - leapfrogging ahead of each other in 13 Chinook British and ISAF helicopters, as the slow-moving load edged towards the Kajaki lake at the head of the valley.

Royal Engineers stayed out in front, clearing improvised bombs and strengthening the road as they went along.

There was a serious risk of direct attack or roadside bombs, so Pathfinder reconnaissance troops were sent ahead weeks before and discovered the alternative route.

Although much rougher and slower it was considered a lot safer.

They took, and held, high ground to protect the vehicles and called in airstrikes in the full knowledge of how damaging any civilian casualties would be to the support of their presence in Helmand.

There were many breakdowns along the way with tyres blowing out and air brake pipes being damaged on the bumpy road.

The Royal Regiment of Electrical and Mechanical Engineers did the rolling repairs and kept the convoy moving as quickly as possible, which at times was only 4km per hour.

Planning to get the turbine into the Kajaki hydroelectric plant started in 2006 - 30 years after it was originally built by USAID, which has paid for the turbine and is responsible for the development project.

For the past four months, 60 British officers have been planning for every eventuality and war-gaming what might happen on the ground.

They were surprised how well the mission had gone - there had been criticism of the plan from military and non-military quarters, saying it should wait until next spring because the Taleban had been so active.

The power station only ever had two turbines with power lines heading off down to the provincial capital Lashkar Gah, but a space was left between turbines one and three for this latest addition.

Indeed, the operation was codenamed Oqab Tsuka, but known as "T2" among the troops.

When turbine two eventually comes online, and when a new grid of power lines are put up in the dangerous valley, it will be able to provide 51 megawatts of power.

But this could take two years or more depending on the security situation and the fear is that people's expectations are high now the turbine has been delivered and they will be expecting electricity very soon.

At least getting the turbine in and achieving one of the main aims of the last three years is a sign of progress in the Helmand valley where most of Britain's 8,000 troops are based.

http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/7593901.stm (http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/7593901.stm)


 :G-Ok:  :Amigos:
Título:
Enviado por: Miguel em Setembro 05, 2008, 05:58:11 pm
pelo menos um dos paras franceses, foi morto por arma branca :!:  "baioneta?"

um deles era um legionario do 2°REP (enfermeiro) que perdiu a vida a tentar salvar os outros.

Ficam em paz.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 05, 2008, 06:06:06 pm
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A magazine photo spread of Taliban fighters posing in the uniforms of 10 French soldiers killed last month has sparked an angry response.

The latest edition of Paris Match includes photos of the Taliban fighters and their commander, "Farouki," wearing French uniforms, helmets and using French assault rifles and walkie-talkies.

Farouki, aged 30-35, claims in the accompanying story to have led his group in the August 18 ambush which killed 10 French troops and injured a further 21 in the Sarobi District, 40 miles east of Kabul. It was the French army's single highest death toll in 25 years.

He said the area was "our territory" and the attack was a "legitimate" part of its defense.

Farouki said it did not need a lot of planning, with the French soldiers only spotted a short time before the assault.

He said the soldiers had died for "[George W.] Bush's" cause and that if France did not return the rest of its troops home they would all be killed.

Farouki said they would continue fighting till the last man.

French Defense Minister Herve Morin accused the magazine of helping the Taliban.

"Should we be doing the Taliban's promotion for them?" he asked in the French daily newspaper Liberation.

Joel Le Pahun, father of one of the killed soldiers, told the newspaper the pictures were "despicable."

Green MP Daniel Cohn-Bendit called them "voyeurism."

However, Paris Match editor Laurent Valdiguie defended the publication, saying it was "legitimate" given the importance of the story.

The story's author, Eric de Lavarène, said only he and photographer Véronique de Viguerie met the group and he asked his questions via their "fixer."

http://edition.cnn.com/2008/WORLD/europ ... index.html (http://edition.cnn.com/2008/WORLD/europe/09/05/paris.french.soldiers.taliban/index.html)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi2.cdn.turner.com%2Fcnn%2F2008%2FWORLD%2Feurope%2F09%2F05%2Fparis.french.soldiers.taliban%2Fart.taliban.paris.jpg&hash=80279d29d234f995818f106aafb3b72b)
Título:
Enviado por: Miguel em Setembro 05, 2008, 08:36:51 pm
Herois os paras franceses, dignos dos seus antepassados.

Foi Camerone.
Título:
Enviado por: dremanu em Setembro 05, 2008, 08:57:28 pm
É dificil de compreender como um bando de guerrilheiros matrapilhas conseguiram emboscar, e matar, um monte de soldados professionaís, ocidentaís, e treinados pelos métodos da NATO. Com certeza existe algo de errado nesta situação.
Título:
Enviado por: Scarto em Setembro 05, 2008, 10:04:16 pm
Embora alguns sejam realmente guerrilheiros maltrapilhas,tambem contam com muitos combatentes bem experientes nas suas fileiras!Se for verdade o que alguns serviços secretos dizem,podem-se encontrar chechenos,iranianos,etc...

O infeliz resultado desta operação,talvez se prenda com a falta de experiencia em campo,o uso de equipamento nao adequado,confiança a mais.Tantos ses,que nunca saberemos!

Agora,infelizmente existe um tipo de jornalismo,que parece que prefere exaltar este tipo de atitudes,em vez de lhes negar ainda mais publicidade!Pois,qualquer "radical" que veja isso,ficará com mais vontade de combater as forças da Nato  :?
Título:
Enviado por: tyr em Setembro 08, 2008, 01:43:58 pm
os talibãs têm decadas de experiencia de combate, mas para montar uma emboscada e matar uma catreifada de gente, bem ou mal treinada, é só preciso um obstaculo e 2 homens com uma metrelhadora e um RPG (e um terreno apropriado).
os Franceses tiveram azar, mas quem vai para uma zona de conflito ja sabe os riscos que corre.
Título:
Enviado por: dremanu em Setembro 08, 2008, 10:57:12 pm
De facto, é arrogante descontar os talibans, porque não verdade esses gajos, ou os pais deles, lutaram contra os soviéticos, e fizeram-lhe a vida negra. E todos os dias le-se notícias de mortes de tropas ocidentáis no Afeganistão.

Quanto à embosca, não acredito que terá sido algo que aconteceu ao acaso, eles já deviam andar a observar os Francêses a algum tempo, identificaram quais eram os pontos fracos na forma de actuar dos mesmos, e estavam preparados para eles.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 09, 2008, 11:18:36 am
Aconselho a verem este vídeo:

http://www.apacheclips.com/view/329/the ... ghanistan/ (http://www.apacheclips.com/view/329/the-ugly-of-war-afghanistan/)
Título:
Enviado por: Lightning em Setembro 09, 2008, 12:16:54 pm
Eu acho que um erro grande é supor isso mesmo, que eles são um bando de ignorantes a camelo com catanas a gritar Alá!!! e a cavalgar em direcção aos europeus e americanos em cargas suicidas.

Muitos deles combatem desde crianças e não sabem fazer mais nada, e apesar de não terem a superioridade tecnológica da NATO (apoio aéreo, comunicações, logistica, etc) nem treino de tropas especiais tem sim a experiencia de combate desde os anos 80 contra os Soviéticos, depois uns contra os outros e agora contra a NATO e por fim tem um conhecimento indiscutivel do teatro de operações.

Se segundo muitos foristas o que nos vale a nós contra os Espanhois (num suposto conflito no futuro) é o elemento humano pois no elemento técnológico já fomos ultrapassados, podemos fazer a mesma analogia com os Afegãos.

Acho que não se devem substimar, as balas afegãs matam tão bem como as da NATO (ou talvez matem melhor pois a AK-47 usa munição 7.62 enquanto que a maioria da NATO usa o 5.56).

E ir para o terreno com a ilusão que por serem Pára-quedistas, Comandos, Marines, Legionários, ou outra coisa qualquer que estão imunes a morrer é um grave erro, que pode resultar neste tipo de acontecimentos.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Setembro 09, 2008, 06:20:09 pm
Não tenham duvidas que a unica coisa que mantem as tropas da NATO/USA no terreno é mesmo a superioridade tecnológica e material.

A capacidade humana junto com as convicções por a qual combatem e uma enorme capacidade de adaptação destes combatentes fazem deles instrumentos bastante eficazes mesmo contra unidades muito bem preparadas e com toda a panóplia de equipamentos.

O pior é que as unidades pertencentes a tropas de elite mas ainda sem expriencia de combate tendem a subvalorizar o adversário. É só ouvir um legionário, ranger, paraquedista que tenha passado por lá e comparar com um que vá agora para lá pela 1ª vez. Principalmente os americanos encarregues de entar nas grutas e tuneis dos taliban mostram um respeito enorme pelos adversários patente em varias entrevistas.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Setembro 09, 2008, 07:34:07 pm
Mas também é patente o desgaste na motivação das forças NATO/USA.
As chefias têm cada vez mais dificuldade em galvanizar os homens para as suas missões (muito por causa da instrução dada, mas isso é outra história) e o laxismo e falta de disciplina tactica instalam-se muitas vezes.

Rommel, um dos maiores tacticos de sempre, afirmou que um chefe enérgico e decidido, mesmo com poucos meios, toma vantagem sobre alguem mais inteligente e mais bem equipado mas a que falta determinação, obrigando-o a reagir em vez de agir. Esse ensinamento é extremamente valido em guerrilha.

Os ensinamentos de anos de guerras de guerrilha e especialmente os ensinamentos da guerra URSS-Afeganistão, cairam em saco roto.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Setembro 09, 2008, 07:45:16 pm
Em vez de unidades pesadas com uma enorme logistica, dificeis de manobrar no terreno e que na maior parte das vezes corre a abrigar-se dentro das suas bases deixando ao fogo de apoio e aviação o trabalho de combater o que seria necessario é unidades pequenas com capacidade de se ajustarem, em material e nº ao tipo de situação, com grande mobilidade e, muito importante, capazes de dar caça ao inimigo perseguindo-o, indo atrás dele, retirando-lhe a iniciativa.

Claro que isso significa mais exposição a baixas, coisa que nenhum governo ocidental estás disposto, e também tropas bem moralizadas, treinadas e decididas, coisa que pode ser muito dificil de conseguir, tendo em conta o modo de pensar ocidental.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 10, 2008, 10:19:25 am
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Al-Qaida chief of Pakistan killed

DERA ISMAIL KHAN, Pakistan: Two top al-Qaida operatives were among four foreign militants killed in a suspected US missile strike in Pakistan's northwest, intelligence officials said on Wednesday.

One allegedly was in charge of the terror network's activities in Pakistan's tribal regions, semiautonomous areas that the US fears have become a haven for al-Qaida and Taliban fighters involved in attacks on American and NATO forces in neighboring Afghanistan.

The suspected missile strike occurred Monday in the North Waziristan tribal region, destroying a seminary and houses associated with a Taliban commander.

The presence of al-Qaida operatives added to evidence of cooperation between homegrown militants in Pakistan and Afghanistan and the largely Arab terror group. The tribal belt is considered a possible hiding place for Osama bin Laden and al-Qaida No. 2 Ayman al-Zawahri.

Several suspected missile strikes in recent days indicated the US is escalating direct efforts to root out militants along the lengthy, porous Afghan-Pakistan border. The US military and the CIA operate drone aircraft believed to have carried out such strikes, including ones that killed two senior al-Qaida commanders earlier this year.

Three Pakistani intelligence officials identified four foreign militants killed in the Monday strike as Abu Qasim, Abu Musa, Abu Hamza and Abu Haris. The officials spoke on condition of anonymity because of their jobs' sensitivity.

Abu Haris led al-Qaida efforts in the tribal areas, while Abu Hamza led activities in Peshawar, the main northwest city, according to the intelligence officials, who said they got the details from informants and agents in the field.

Abu Haris' nationality had yet to be confirmed, but Abu Hamza was from Saudi Arabia, the officials said. Abu Hamza was believed to be a bomb-making expert as well. Abu Qasim was Egyptian, while Abu Musa also was Saudi, but both appeared to be lower-ranking al-Qaida members.

An army spokesman, Maj. Murad Khan, said Wednesday the military had no information about the identity or nationality of the men killed in what he called "explosions" in North Waziristan.

"We don't know who died in the explosions there," he said. A US military spokesman in Afghanistan said he had no information he could release on the subject but did not deny an American connection.

Two of the intelligence officials said Tuesday that the overall death toll from the strike rose to 20 after residents and militants pulled more bodies from the rubble.

Witnesses said two Predator drones were in the sky shortly before multiple explosions hit the seminary and houses in the village of Dande Darba Khel on Monday morning.

The targets were associated with Jalaluddin Haqqani, a veteran of the fight against Soviet troops in Afghanistan in the 1980s who American commanders now count as a dangerous foe. Haqqani is alleged to have close connections to al-Qaida and to have helped funnel foreign fighters into Afghanistan.

Haqqani and his son, Siraj, have been linked to attacks this year including an attempt to kill Afghan President Hamid Karzai and a suicide attack on a hotel in Kabul. Haqqani network operatives also plague U.S. forces in Afghanistan's eastern Khost province with ambushes and roadside bombs.

US officials say the elimination of insurgent hideouts in Pakistan is critical to stemming the growing Taliban insurgency in Afghanistan. Pakistan's fledgling government has struggled to contain militancy, despite using peace talks and force.

Separately, militants fired several rockets overnight at two military camps in North Waziristan's two towns of Mir Ali and Miran Shah, but the rockets fell in open areas and caused no troop casualties, Khan, the Pakistan army spokesman, said on Wednesday. He said the troops returned fire, but they had no information about any militant casualties.


http://timesofindia.indiatimes.com/Al-Q ... 466684.cms (http://timesofindia.indiatimes.com/Al-Qaida_chief_in_Pakistan_killed/articleshow/3466684.cms)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Setembro 10, 2008, 08:03:32 pm
Bombardear o Paquistão é um erro tremendo.

Com as relações da NATO/USA com a Russia a piorarem colocando em risco o corredor de abastecimento de não letais para o Afeganistão, com a impossibilidade obvia de reabastecer essas forças pelo Irão, se se continuar a hostilizar o Paquistão através destes bombardeamentos que muitas vezes causam mais baixas entre civis que outra coisa a situação das tropas no terreno pode ficar ainda mais critica.

Se o Paquistão num acto (pouco provavel, mas...) limitar a entrada de letais nos seus portos e aeroportos, com o motivo de essas mesmas cargas serem depois usadas contra o seu território toda a estrutura montada no Afeganistão entrará em colapso obrigando a uma retirada prematura das forças da NATO/USA.

A guerra nesse TO, devido à estupida aventura iraquiana, está cada vez mais perto de estar irremediavelmente perdida e para tal basta um movimento destes.
Título:
Enviado por: André em Setembro 17, 2008, 01:43:52 pm
Gates anuncia investigação sobre morte de civis

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.topnews.in%2Ffiles%2FRobert-Gates2.jpg&hash=5275c2d751eac7e14636e8f235b08431)

O secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, anunciou hoje uma investigação conjunta com as autoridades do Afeganistão sobre um bombardeamento de civis, que pode ter sido o pior erro da coligação liderada pelos Estados Unidos em sete anos de guerra no país.

Em declarações à imprensa na base militar de Bagram, a norte de Cabul, Gates disse que aceitou a proposta do ministro afegão de Defesa, Abdul Rahim Wardak, de criar uma comissão conjunta para esclarecer o ocurrido no bombardeamento da localidade de Azizabad, oeste afegão, a 22 de Agosto.

Segundo os números do governo afegão e da ONU, o ataque matou 90 civis, incluindo muitas mulheres e crianças.

As forças norte-americanas afirmaram que morreram de 30 a 35 milicianos talibãs e entre cinco e sete civis, mas abriram uma investigação após a divulgação de imagens, filmadas com telemóveis, de vários corpos alinhados frente a uma mesquita antes de serem sepultados.

«Nas raras ocasiões em que cometemos um erro, quando existe erro, devemos pedir perdão rapidamente, oferecer rapidamente compensações e abrir uma investigação», disse Gates.

A coligação internacional no Afeganistão, integrada quase exclusivamente por tropas norte-americanas, recorre cada vez com mais frequência aos bombardeamentos aéreos, para minimizar as próprias perdas.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 29, 2008, 12:04:02 pm
Senhor da guerra Afegão assume ataque que matou os soldados franceses

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fafghanistanica.files.wordpress.com%2F2007%2F04%2Fhekmatyar.jpg&hash=ef6d5aa9be2868f7649630aaac6dccf6)

O senhor da guerra afegão Gulbuddin Hekmatyar reivindicou a autoria da emboscada que a 18 de Agosto matou 10 soldados franceses a leste de Cabul, e admitiu que 10 dos seus combatentes morreram no confronto, num vídeo recebido por uma agência de notícias do Afeganistão.
O ataque tionha sido reivindicado pelos taliban, que formam um grupo diferente do Hezb-e-Islami (HIG, partido islamita) de Hekmatyar.

A 18 de Agosto, viaturas francesas cairam numa emboscada realizada por entre 140 a 170 insurrectos armados no vale de Uzbeen, no distrito de Sarubi, 60 quilómetros a leste de Cabul.

Dez soldados franceses morreram e 21 ficaram feridos no ataque mais grave contra tropas internacionais desde que uma coligação liderada pelos Estados Unidos derrubou os taliban do poder, no final de 2001.

No vídeo recebido pela agência Pajhwok Afghan News, Gulbuddin Hekmatyar reivindica a responsabilidade pela emboscada e revela a identidade dos 10 combatentes que morreram, apresentando as suas condolências aos familiares.

Lusa
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Enviado por: André em Outubro 01, 2008, 01:14:00 pm
Taliban estão a ganhar terreno, diz novo comando militar dos EUA

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.theage.com.au%2Fffximage%2F2007%2F09%2F08%2Frgw_petraeus_wideweb__470x311%2C0.jpg&hash=8943fb98dc375a95673f5c557e2efab4)

Os taliban estão a tornar-se mais fortes no Afeganistão e no Paquistão, afirmou o novo comandante militar dos Estados Unidos na região, general David Petraeus, em entrevista hoje publicada pelo jornal The New York Times.

Petraeus mostrou confiança no compromisso do novo governo do Paquistão com a luta contra a insurreição, após a chegada à Presidência de Ali Asif Zardari.

«O aspecto encorajador é que parece haver uma vontade por parte do governo e das Forças Armadas paquistanesas de empreender as operações que são necessárias», disse.

Petraeus, o encarregado das forças dos EUA no Iraque e que a partir de 31 de Outubro será o responsável por todo o Médio Oriente, Paquistão, Afeganistão e Ásia Central, afirmou que a insurreição taliban chegou a ter tanta estrutura que não podia ser derrotada apenas por meios militares.

Portanto, argumentou, terá de ser criado um plano para a reconciliação entre governos e sectores sociais que enfrentam o poder central.

«Um dos aspectos que se revelou muito importante no Iraque e que poderia ter relevância no Afeganistão é o conceito da reconciliação», disse.

Acrescentou que «não se pode matar ou capturar (o suficiente) a ponto de acabar com uma insurreição de dimensões tão grandes como era a do Iraque e do Afeganistão».

Lusa
Título:
Enviado por: André em Outubro 09, 2008, 06:49:05 pm
General Petraeus recomenda diálogo com inimigos

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fop-for.com%2Fpetraeus.jpg&hash=0d0f52ea3baa0499caf15369ff809f41)

O general norte-americano David Petraeus considerou quarta-feira que devem ser efectuadas tentativas para abrir um diálogo com os rebeldes talibãs no Afeganistão, recomendando aos Estados Unidos adoptar essa estratégia com os seus «inimigos».

«Creio verdadeiramente que devemos falar aos inimigos», afirmou Petraeus, perante um grupo de reflexão conservador, a fundação Heritage, sem referir a que «inimigos» se referiu.

Mas «é preciso ser bem claro. Devemos saber com quem falar. Devemos ter objectivos claros», prosseguiu.

O general Petraeus, antigo comandante da coligação no Iraque e responsável pela melhoria da segurança, prepara-se para assumir funções de comandante das tropas norte-americanas nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

Petraeus saudou a iniciativa do presidente afegão Hamid Karzaï relativamente à organização, via Arábia Saudita, de conversações com os talibãs, sublinhando igualmente a existência de «iniciativas locais».

«A chave é estar seguro de que tudo é feito em clara coordenação e com o apoio integral do governo afegão e do presidente Karzai», afirmou.

«Se as pessoas estão dispostas a reconciliar-se, creio verdadeiramente que será um passo em frente em certas zonas, onde a situação se agravou durante o último ano», acrescentou o general norte-americano.

As palavras do general Petraeus surgem depois do segundo debate televisivo entre os dois candidatos às eleições presidenciais norte-americanas.

A noção de diálogo com os inimigos é um ponto de discórdia entre os dois candidatos: o democrata Barack Obama está a favor e o republicano John McCain contra.

Consciente de que as suas palavras surgem num clima político particular, o general indicou que não pretende imiscuir-se «nas questões de política interna».

Lusa
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Enviado por: André em Novembro 05, 2008, 07:04:51 pm
Militar britânico condenado por espiar para o Irão

A justiça militar britânica condenou Daniel James por passar informação confidencial ao Irão. James era o intérprete do General David Richards, o comandante das forças do Reino Unido no Afeganistão.

Fontes dos serviços secretos britânicos acreditam que as fugas de informação produzidas por Daniel James representavam uma grave ameaça para a vida dos soldados internacionais em missão no Afeganistão.

James, de 45 anos, era um cidadão britânico de origem iraniana que servia de intérprete do General David Richards, que chegou a comandar 35 mil militares.

James tinha acesso ilimitado ao quartel-general das forças internacionais em Cabul e conhecia detalhadamente o horário do General Richards.

O militar terá entrado em contacto com o adido militar da Embaixada do Irão em Cabul através de email em 2006, a quem passou enormes quantidades de informação confidencial. O volume de tráfego na Internet foi precisamente o que chamou a atenção dos serviços secretos britânicos.

Segundo a BBC, James poderá ter traído o Reino Unido por vingança, alegando que não foi promovido em diversas ocasiões por causa da cor da pele. O militar, no entanto, nega todas as acusações e afirma ter sido autorizado a contactar os iranianos para negociar contratos petrolíferos.

SOL
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Enviado por: Miguel em Novembro 09, 2008, 10:47:54 am
Dois militares espanhois mortos e um gravemente ferido esta manha no afganistao.

 :Soldado2: Paz as suas almas

Aquilo ta mesmo azedo.....
Título:
Enviado por: André em Novembro 09, 2008, 01:17:41 pm
Citação de: "Miguel"
Dois militares espanhois mortos e um gravemente ferido esta manha no afganistao.

 :Soldado2:  :Soldado2:  :Soldado2:  :Soldado2:
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Enviado por: HSMW em Novembro 29, 2008, 09:44:24 pm
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Se a OTAN não está a perder a guerra no Afeganistão, como antes dela perderam guerras neste agreste país do Médio Oriente, o Império Britânico e a União Soviética, então não sei o que está a acontecer… Ainda que o discurso oficial diga o oposto, um estudo recente do “Center for Strategic and International Studies” reconhece que a situação no Afeganistão se tem vindo a deteriorar paulatinamente nos últimos cinco anos e que alcançou agora um “nível crítico” interditando grandes áreas do Afeganistão a qualquer atividade de reconstrução ou das ONGs internacionais e estendo-se a largos sectores do território paquistanês.
Uma recente decisão da Administração Bush pode vir a revelar-se decisiva para alterar o rumo da guerra, ainda que introduzindo na equação um perigoso imponderável: a decisão de atacar os redutos fronteiriços, já em pleno território paquistanês que têm servido de abrigo aos combatentes talibã que penetram no Afeganistão e se refugiam, abastecem e onde recrutam novos militantes. Recentemente, um raid de “Navy Seals” bem dentro do território paquistanês deixou aqui vários civis mortos e uma imensa ira entre os militares paquistaneses. O problema está em que os mais de 130 mil homens destacados pelo Paquistão para estas zonas tribais não estão a conseguir desmantelar estas bases dos talibãs e da Al-Qaeda. Além do mais, a sua ação está a ser violentamente anulada tendo sofrido pesadas baixas com mais de 1400 mortos e 4000 soldados paquistaneses feridos. Do outro lado da fronteira, os mais de 71 mil homens da NATO (entre os quais se contam unidades da FAP e comandos do exército) estão a revelar-se insuficientes para travar o avanço talibã.
O relatório do CSIS indica que por detrás do sucesso dos Talibãs está o aumento do cultivo de papoila no Afeganistão e o financiamento que assim obtêm e a existência de numerosos santuários em território paquistanês. O relatório acrescenta ainda que “o próximo presidente dos EUA terá que enfrentar um desafio crítico numa guerra que provavelmente está a ser perdida no nível político e estratégico, e que não está também a ser vencida do ponto de vista táctico”. Os comandantes no terreno pedem mais tropas à já muito tempo. A vitória de Obama e a sua promessa de aumentar o foco da “guerra ao terrorismo” para o Afeganistão, afastando-o do Iraque onde a situação está a melhorar bastante deste o “surge”. O CSIS recomenda o mesmo: a deslocação de tropas do Iraque para o Afeganistão.

Na verdade, trava-se aqui uma guerra ainda mais importante: a guerra pela defesa de um Paquistão não-radical e liberto da influência dos talibãs. A maioria da população paquistanesa não parece alinhada com as posições mais radicais destes, dando algumas sondagens uma percentagem de apenas 15% aos apoiantes dos islamitas radiciais. Isto a nível nacional, mas a nível local, nestas regiões semi-independentes, os números são diametralmente opostos. O arsenal nuclear paquistanês parece seguro. Pelo menos tão seguro como na Rússia ou em Israel, já que o exército se tem sabido manter longe dos radicalismos fundamentalistas desta minoria da população. O mesmo contudo não é verdade para os serviços de informação paquistaneses que durante a Guerra do Afeganistão com os soviéticos construiram uma densa teia de cumplicidades com os combatentes afegãos que parece ainda demasiado viva, para os libertar de cumplicidades perigosas com os radicais muçulmanos. Os EUA não confiam no ISI (os serviços de informação do Paquistão) e suspeitam que estes apoiam ou pelo menos não combatem os talibãs nas zonas tribais ou que então entregam dados sobre as operações do exército paquistanês aos talibãs, reduzindo assim a sua eficiência.
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Enviado por: HaDeS em Dezembro 07, 2008, 08:10:39 pm
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Militantes atacam depósito da Otan no Paquistão



Mais de 100 caminhões com suprimentos para forças ocidentais no Afeganistão foram incendiados no que seria um ataque de militantes no noroeste do Paquistão, segundo informações da polícia.

A polícia afirma que mais de 250 atiradores armados também com foguetes e granadas invadiram dois terminais de transporte usados pelas forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) em Peshawar na madrugada de domingo.

Segundo informações de um dos locais atacados os atiradores gritavam frases contra os Estados Unidos enquanto incendiavam fileiras de caminhões estacionados, muitos deles contendo equipamentos militares.

“Começou às três horas da manhã. Eram dezenas deles. Eles começaram disparando, usaram foguetes, causando muitos danos. Neste incidente 96 caminhões e seis contêineres foram destruídos. E também jipes blindados, caminhões e veículos de bombeiros. Um de nossos funcionários, que estava no portão, foi atingido por uma bala e morreu”, afirmou o gerente do depósito, Kafyatullah Khan.

De acordo com o correspondente da BBC em Cabul Martin Patience, ocorreram vários ataques contra comboios recentemente, mas nenhum deles nesta escala.

Rota

Segundo correspondentes, as forças ocidentais no Afeganistão dependem muito da rota de envio de suprimentos que passa nesta região do Paquistão e este ataque ilustra o quanto estas forças podem ser vulneráveis.

“Este terminal é normalmente usado para equipamentos das forças da Otan (…), além de equipamentos para o Exército Nacional Afegão”, afirmou Kafyatullah Khan.

Um porta-voz militar americano, tenente-coronel Rumi Nielsen-Green, afirmou que o incidente foi, em termos militares, “insignificante”.

“Até o momento não ocorreram perdas significativas ou impacto em nossa missão”, afirmou.

Mas, com 300 caminhões cruzando a fronteira todos os dias levando combustível, alimentos e equipamentos, autoridades militares devem ficar preocupadas com uma interrupção como esta, segundo Martin Patience.

Ataques

A segurança na fronteira entre Afeganistão e Paquistão piorou em 2008 e soldados realizaram uma ofensiva na região da Passagem de Khyber, perto de Peshawar, para afastar militantes dos arredores da cidade, a principal do noroeste do Paquistão.

Companhias de transporte afirmam que mais de 350 caminhões levam uma média de 7 mil toneladas de mercadorias pela Passagem de Khyber para Cabul, todos os dias.

Quase 75% dos suprimentos das forças da Otan no Afeganistão passam pelo Paquistão, a maioria por Peshawar.

Em novembro militantes saquearam 12 caminhões que levavam veículos Humvees e alimentos, quando estes passavam pela Passagem de Khyber.

E os militantes do Talebã até filmaram a ação, enquanto fugiam com os veículos da Otan.

Segundo o correspondente da BBC na região, Damian Grammaticas, a guerra está empurrando o Talebã cada vez mais para o Paquistão.

Nas últimas semanas, aumentou o número de ataques contra estrangeiros em Peshawar, apesar de a polícia ter aumentado a segurança na cidade.

BBC
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Enviado por: nelson38899 em Dezembro 24, 2008, 01:15:20 pm
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Um soldado da Força Internacional de Segurança (ISAF) da NATO no Afeganistão foi morto hoje por «fogo inimigo» na zona leste do país, anunciou aquela força em comunicado, escreve a Lusa.

A maioria das tropas localizada neste região do Afeganistão são americanas, mas a Aliança Atlântica não forneceu mais detalhes sobre o incidente ou a nacionalidade da vítima.

O contingente português no Afeganistão, integrado na missão NATO-ISAF, é composto actualmente por 34 elementos, estacionados na região de Cabul, depois de no fim de semana passado terem regressado 40 militares que estavam instalados no aeroporto da capital.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas disse que o militar morto não é português, adiantando que o contigente português se encontra na região de Cabul.

http://diario.iol.pt/internacional/afeg ... -4073.html (http://diario.iol.pt/internacional/afeganistao-nato-soldado-portugueses-ultimas-noticias/1026469-4073.html)
:Soldado2:  :Soldado2:
Título:
Enviado por: André em Janeiro 11, 2009, 04:51:27 pm
Biden garante apoio a tropas no Afeganistão

O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, fez hoje uma visita surpresa ao tradicional bastião talibã no sul do Afeganistão, onde disse que a nova administração norte-americana vai apoiar as tropas que lutam contra os rebeldes.

De acordo com uma declaração divulgada pela NATO, na visita a Kandahar, Biden «reafirmou a sua garantia e a do presidente eleito, Barack Obama, de dar todo o apoio às tropas e aos seus esforços na região».

«Estou muito interessado no futuro desta região, porque irá afectar-nos a todos», disse Biden durante a visita à província de Kandahar.

Biden debateu com o comandante regional da NATO «o futuro do sul do Afeganistão, para incluir as novas tropas», de acordo com o comunicado.

O presidente eleito Barack Obama prometeu durante a campanha eleitoral acabar com a guerra no Iraque e reforçar os esforços militares norte-americanos no Afeganistão, onde a espiral de violência causou milhares de vítimas e ameaça os esforços para estabilizar o país.

Milhares de novos militares norte-americanos irão juntar-se à guerra contra os talibãs ainda este ano e a visita de Biden é um sinal de que Obama pretende fazer daquela região uma prioridade imediata.

Os Estados Unidos vão enviar até 30 mil novos militares para o Afeganistão.

No ano passado, 151 militares norte-americanos morreram no Afeganistão, número que representa mais mortes do que em qualquer ano desde 2001.

Lusa
Título:
Enviado por: borisdedante em Janeiro 13, 2009, 08:14:43 am
Blog dum soltado francês no Afeganistão numa omlt
"Mesmo se não entender o francês a varias fotografias"
http://afghanistan-omlt.over-blog.com/ (http://afghanistan-omlt.over-blog.com/)
Título:
Enviado por: André em Janeiro 13, 2009, 09:21:16 pm
Obama vai rever a estratégia dos EUA no Afeganistão

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende aprovar os planos do Pentágono de enviar 30.000 soldados suplementares para o Afeganistão para ganhar tempo para rever a estratégia norte-americana, destacou hoje o Washington Post.

Segundo o jornal, que citou membros da equipa do presidente eleito e do governo de George W. Bush, o objectivo não é instalar uma estratégia de reforço como no Iraque para mudar a situação no terreno, mas ganhar tempo para rever os objectivos norte-americanos e estabelecer uma nova estratégia.

O chefe do estado-maior norte-americano, o almirante Michael Mullen, anunciou a 20 de Dezembro o envio de 20.000 a 30.000 soldados suplementares para o Afeganistão nos próximos seis meses. Os Estados Unidos mantêm actualmente 32.000 soldados no país.

A violência dos rebeldes afegãos aumentou muito nos dois últimos anos, apesar da presença no país de quase 70.000 soldados estrangeiros.

Obama, que tomará posse a 20 de Janeiro, anunciou uma mudança nas prioridades militares em detrimento do Iraque e em benefício do Afeganistão, um país que classificou de «frente da guerra contra o terrorismo».

Lusa
Título: 10 Green Berets to Receive Silver Star for Afghan Battle
Enviado por: LM em Janeiro 15, 2009, 05:12:21 pm
10 Green Berets to Receive Silver Star for Afghan Battle (http://http)

By Ann Scott Tyson
Washington Post Staff Writer
Friday, December 12, 2008; Page A01

After jumping out of helicopters at daybreak onto jagged, ice-covered rocks and into water at an altitude of 10,000 feet, the 12-man Special Forces team scrambled up the steep mountainside toward its target -- an insurgent stronghold in northeast Afghanistan.

"Our plan," Capt. Kyle M. Walton recalled in an interview, "was to fight downhill."

But as the soldiers maneuvered toward a cluster of thick-walled mud buildings constructed layer upon layer about 1,000 feet farther up the mountain, insurgents quickly manned fighting positions, readying a barrage of fire for the exposed Green Berets.

A harrowing, nearly seven-hour battle unfolded on that mountainside in Afghanistan's Nuristan province on April 6, as Walton, his team and a few dozen Afghan commandos they had trained took fire from all directions. Outnumbered, the Green Berets fought on even after half of them were wounded -- four critically -- and managed to subdue an estimated 150 to 200 insurgents, according to interviews with several team members and official citations.

Today, Walton and nine of his teammates from Operational Detachment Alpha 3336 of the 3rd Special Forces Group will receive the Silver Star for their heroism in that battle -- the highest number of such awards given to the elite troops for a single engagement since the Vietnam War.

That chilly morning, Walton's mind was on his team's mission: to capture or kill several members of the Hezb-e-Islami Gulbuddin (HIG) militant group in their stronghold, a village perched in Nuristan's Shok Valley that was accessible only by pack mule and so remote that Walton said he believed that no U.S. troops, or Soviet ones before them, had ever been there.

But as the soldiers, each carrying 60 to 80 pounds of gear, scaled the mountain, they could already spot insurgents running to and fro, they said. As the soldiers drew closer, they saw that many of the mud buildings had holes in the foot-thick walls for snipers. The U.S. troops had maintained an element of surprise until their helicopters turned into the valley, but by now the insurgent leaders entrenched above knew they were the targets, and had alerted their fighters to rally.

Staff Sgt. Luis Morales of Fredericksburg was the first to see an armed insurgent and opened fire, killing him. But at that moment, the insurgents began blasting away at the American and Afghan troops with machine guns, sniper rifles and rocket-propelled grenades -- shooting down on each of the U.S. positions from virtually all sides.

"All elements were pinned down from extremely heavy fire from the get-go," Walton said. "It was a coordinated attack." The insurgent Afghan fighters knew there was only one route up the valley and "were able to wait until we were in the most vulnerable position to initiate the ambush," said Staff Sgt. Seth E. Howard, the team weapons sergeant.

Almost immediately, exposed U.S. and Afghan troops were hit. An Afghan interpreter was killed, and Staff Sgt. Dillon Behr was shot in the hip.

"We were pretty much in the open, there were no trees to hide behind," said Morales, who with Walton pulled Behr back to their position. Morales cut open Behr's fatigues and applied pressure to his bleeding hip, even though Morales himself had been shot in the right thigh. A minute later, Morales was hit again, in the ankle, leaving him struggling to treat himself and his comrade, he said. Absent any cover, Walton moved the body of the dead Afghan interpreter to shield the wounded.

Farther down the hill in the streambed, Master Sgt. Scott Ford, the team sergeant, was firing an M203 grenade launcher at the fighting positions, he recalled. An Afghan commando fired rocket-propelled grenades at the windows from which they were taking fire, while Howard shot rounds from a rocket launcher and recoilless rifle.

Ford, of Athens, Ohio, then moved up the mountain amid withering fire to aid Walton at his command position. The ferocity of the attack surprised him, as rounds ricocheted nearby every time he stuck his head out from behind a rock. "Typically they run out of ammo or start to manage their ammo, but . . . they held a sustained rate of fire for about six hours," he said.

As Ford and Staff Sgt. John Wayne Walding returned fire, Walding was hit below his right knee. Ford turned and saw that the bullet "basically amputated his right leg right there on the battlefield."

Walding, of Groesbeck, Tex., recalled: "I literally grabbed my boot and put it in my crotch, then got the boot laces and tied it to my thigh, so it would not flop around. There was about two inches of meat holding my leg on." He put on a tourniquet, watching the blood flow out the stump to see when it was tight enough.

Then Walding tried to inject himself with morphine but accidentally used the wrong tip of the syringe and put the needle in this thumb, he later recalled. "My thumb felt great," he said wryly, noting that throughout the incident he never lost consciousness. "My name is John Wayne," he said.

Soon afterward, a round hit Ford in the chest, knocking him back but not penetrating his body armor. A minute later, another bullet went through his left arm and shoulder, hitting the helmet of the medic, Staff Sgt. Ronald J. Shurer, who was behind him treating Behr. An insurgent sniper was zeroing in on them.

Bleeding heavily from the arm, Ford put together a plan to begin removing the wounded, knowing they could hold out only for so long without being overrun. By this time, Air Force jets had begun dropping dozens of munitions on enemy positions precariously close to the Green Berets, including 2,000-pound bombs that fell within 350 yards.

"I was completely covered in a cloud of black smoke from the explosion," said Howard, and Behr was wounded in the intestine by a piece of shrapnel.

The evacuation plan, Ford said, was that "every time they dropped another bomb, we would move down another terrace until we basically leapfrogged down the mountain." Ford was able to move to lower ground after one bomb hit, but insurgent fire rained down again, pinning the soldiers left behind.

"If we went that way, we would have all died," said Howard, who was hiding behind 12-inch-high rocks with bullets bouncing off about every 10 seconds. Insurgents again nearly overran the U.S. position, firing down from 25 yards away -- so near that the Americans said they could hear their voices. Another 2,000-pound bomb dropped "danger close," Howard said, allowing the soldiers to get away.

Finally, after hours of fighting, the troops made their way down to the streambed, with those who could still walk carrying the wounded. A medical evacuation helicopter flew in, but the rotors were immediately hit by bullets, so the pilot hovered just long enough to allow the in-flight medic to jump off, then flew away.

A second helicopter came in but had to land in the middle of the icy, fast-moving stream. "It took two to three guys to carry each casualty through the river," Ford said. "It was a mad dash to the medevac." As they sat on the helicopter, it sustained several rounds of fire, and the pilot was grazed by a bullet.

By the time the battle ended, the Green Berets and the commandos had suffered 15 wounded and two killed, both Afghans, while an estimated 150 to 200 insurgents were dead, according to an official Army account of the battle. The Special Forces soldiers had nearly run out of ammunition, with each having one to two magazines left, Ford said.

"We should not have lived," said Walding, reflecting on the battle in a phone interview from Fort Bragg, N.C., where he and the nine others are to receive the Silver Stars today. Nine more Green Berets from the 3rd Special Forces Group will also receive Silver Stars for other battles. About 200 U.S. troops serving in Iraq and Afghanistan have received the Silver Star, the U.S. military's third-highest combat award.
Título:
Enviado por: André em Janeiro 27, 2009, 08:58:30 pm
EUA enviam mais tropas para o Afeganistão no primeiro semestre

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F4.bp.blogspot.com%2F_V1LsrDr1oNE%2FR9X3cZfnKMI%2FAAAAAAAADTc%2F7jnbMiE5-3Y%2Fs400%2Fapg_troops_070601_ms.jpg&hash=3957260808ea34ee303f226b67a69dd1)

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, anunciou hoje no Senado o envio de mais tropas ainda no primeiro semestre deste ano para o Afeganistão, afirmando que a guerra naquele país é o maior desafio militar para os EUA.

Gates participou hoje de manhã numa audiência no Comité das Forças Armadas do Senado, e comparecerá no Comité das Forças Armadas na Câmara de Representantes (Deputados) para explicar as políticas de Defesa da nova Administração.

Na sua primeira audiência desde a posse do presidente Barack Obama, Gates destacou os esforços internacionais do exército norte-americano para lutar contra a crescente violência no Afeganistão.

Disse que o Pentágono deve enviar duas novas brigadas (cada uma tem entre 3,5 mil e 5 mil soldados) no final de Junho, e outra adicional no Verão.

O secretário da Defesa assinalou que o seu departamento terá uma «longa e difícil» tarefa para derrotar a insurreição e ajudar a desenvolver «um Afeganistão que rejeita os talibãs».

O presidente norte-americano, Barack Obama, comprometeu-se a elaborar uma estratégia «completa» para combater os rebeldes no Afeganistão e assegurou que os Estados Unidos reconduzirão a sua atenção e os seus recursos para aquele país após uma revisão «cuidadosa» da sua política.

Os Estados Unidos planeiam enviar até 30 mil soldados adicionais para o Afeganistão nos próximos 12 a 18 meses para combater o aumento da violência da insurreição talibã e de outros grupos, sobretudo no sul do país.

Obama reiterou a intenção de transferir mais recursos militares do Iraque para o Afeganistão, onde considera que se encontra o foco do terrorismo internacional.

Nos primeiros dias de Governo, Obama reuniu-se com a sua equipa de assessores para analisar como reduzir o número de tropas no Iraque, onde actualmente se encontram 143 mil militares, deslocando-os para o Afeganistão.

Lusa
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Enviado por: HaDeS em Fevereiro 04, 2009, 06:02:24 pm
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Governo do Quirguistão decide fechar uma base aérea dos EUA
BISKEK, 4 Fev 2009 (AFP) - O governo do Quirguistão decidiu nesta quarta-feira fechar uma base aérea dos Estados Unidos nesta antiga república soviética da Ásia Central, de vital importância para as forças da Otan no Afeganistão, anunciou um porta-voz governamental.

O governo aprovou o fechamento da base de Manas, na periferia de Biskek, e enviou ao Parlamento um projeto de lei nesse sentido, indicou o porta-voz Marat Kidiraliev.

O projeto de lei se refere ao "cancelamento de acordo com os Estados Unidos sobre a presença no Quirguistão de uma base aérea americana", afirmou o porta-voz.

Acrescentou que o Parlamento debaterá a iniciativa na quinta-feira.

O presidente quirguiz, Kurmanbek Bakiyev, havia afirmado na terça-feira, em Moscou, que seu governo decidira fechar a base de Manas, cuja existência nesse território soviético contraria a Rússia.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... S+EUA.html (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL985965-5602,00-GOVERNO+DO+QUIRGUISTAO+DECIDE+FECHAR+UMA+BASE+AEREA+DOS+EUA.html)
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 04, 2009, 06:16:11 pm
Obama autoriza envio de 20 mil soldados para o Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnewsimg.bbc.co.uk%2Fmedia%2Fimages%2F44112000%2Fjpg%2F_44112585_soldiers416.jpg&hash=3c5ccc04c8ce73f49f8cfba0227127eb)

Face ao aumento da violência no Afeganistão e de dados preocupantes divulgados pela ONU, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizará esta semana o envio de 20 mil a 30 mil soldados para o país asiático, informa esta quarta-feira o jornal The Wall Street Journal.
 
Segundo as fontes do Pentágono citadas pelo jornal, espera-se que estes reforços estejam todos mobilizados até meados do ano. Com isso, o contingente norte-americano, que actualmente conta com cerca de 36 mil efectivos, chegará a algo entre 56 mil e 66 mil - o maior número de soldados norte-americanos desde a chegada da coligação internacional liderada pelos EUA, em 2001.

Na terça-feira, a ONU anunciou que mais de 2.100 civis foram mortos no Afeganistão no ano passado, um aumento de 40% em relação ao ano anterior.

John Holmes, coordenador de emergência da ONU, afirmou que o crescimento foi resultado do aumento da violência e dos confrontos entre terroristas e tropas internacionais no país.

O ano de 2008 foi considerado o mais violento desde a chegada das tropas lideradas pelos Estados Unidos, em 2001, quando os talibã foram depostos do poder.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 16, 2009, 04:46:04 pm
Talibãs são inimigo comum dos norte-americanos, indianos e paquistaneses

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.maximsnews.com%2Fholbrooke222.jpg&hash=2047b49720194a1aed4c0ae218898602)

O novo enviado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para Paquistão e Afeganistão, Richard Holbrooke, disse hoje em Nova Deli que indianos, norte-americanos e paquistaneses têm um «inimigo comum» nas milícias talibãs que tomaram o vale paquistanês de Swat.

O diplomata, que chegou hoje à noite a Nova Deli, na última etapa da sua primeira viagem pela região, falava depois de se reunir com o ministro dos Negócios Estrangeiros indiano e chefe do governo interino, Pranab Mukherjee, segundo as agências indianas Ians e PTI.

«Pela primeira vez em 60 anos, o seu país, EUA e Paquistão enfrentam um inimigo que representa uma ameaça directa aos nossos líderes e aos nossos povos», disse Holbrooke.

Localizado no norte do Paquistão, o vale de Swat já foi um destino turístico pela sua tranquilidade e suas montanhas verdes, mas a sua segurança, foi severamente deteriorada após um ataque governamental à Mesquita Vermelha de Islamabad, em Abril de 2007.

A insurreição talibã, que já controla grande parte do seu território, trava combates constantes com o exército e a região transformou-se num dos pontos mais conflituosos do Paquistão.

O enviado norte-americano reuniu-se também com o conselheiro de segurança nacional, M.K. Narayanan e com o secretário indiano dos Negócios Estrangeiros, Shivshankar Menon.

Hoje, o governo paquistanês e líderes islamitas assinaram um acordo para reforçar a sharia, lei islâmica, no vale do Swat.

«Não transmiti nenhuma mensagem ou orientação (às autoridades indianas). Simplesmente, queria ouvir a visão da Índia num amplo leque de questões», disse Holbrooke.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 18, 2009, 12:58:52 pm
Não existe solução só militar diz Obama


O presidente norte-americano Barack Obama, que anunciou terça-feira o envio de reforços para o Afeganistão, mostrou-se «convicto» de que não pode haver uma solução exclusivamente militar para o conflito neste país, numa entrevista à cadeia pública canadiana CBC.

O presidente norte-americano anunciou o envio de duas brigadas suplementares para o Afeganistão até ao verão e de forças de apoio logístico num total de cerca de 17.000 homens, segundo um responsável da Defesa.

«Estou absolutamente convencido de que não se pode resolver o problema do Afeganistão, dos talibãs, da propagação do extremismo na região apenas por meios militares», declarou Obama à cadeia CBC.

«Devemos usar de diplomacia, deveremos utilizar (a ajuda) ao desenvolvimento», acrescentou, exprimindo também «a esperança» de poder contar com o apoio do Primeiro-ministro canadiano Stephen Harper e da população canadiana para esta «estratégia global».

Obama, que fez do conflito afegão uma das suas prioridades, prometeu uma nova abordagem na luta contra a revolta dos talibãs, aliando reforços militares, diplomacia e ajuda ao desenvolvimento.

O presidente norte-americano indicou à cadeia CBC que conta apresentar «dentro em breve» uma «estratégia global».

«A preocupação é grande relativamente a este conflito que dura há já bastante tempo e que parece neste momento estar a piorar», acrescentou, considerando contudo que «o Afeganistão ainda pode ser ganho».

«É ainda possível para nós alcançar a Al Qaeda com o objectivo de nos assegurarmos que o extremismo não aumente mas sim diminua», prosseguiu Obama durante a entrevista, realizada terça-feira a manhã.

Segundo Obama, uma das razões que explica a ausência dos resultados esperados no Afeganistão é que a guerra no Iraque desviou em parte a atenção de Washington.

«Parámos de seguir o balão com os olhos. Também não estivemos tão concentrados como devíamos ter estado», disse.

Obama reconheceu, contudo, que regresso à paz neste país será difícil enquanto o tráfico de droga financiar os talibãs, enquanto o Afeganistão der a impressão de ser um país sem leis e enquanto «o problema» da fronteira com o Paquistão não estiver resolvido.

«Vou pedir a outros países para nos ajudarem a reflectir como abordar este problema muito difícil», acrescentou, precisando não ter no seu bolso uma «questão específica» para o Primeiro-ministro canadiano.

O governo conservador canadiano prolongou até em 2011 a missão dos 2.750 soldados canadianos que combatem talibãs no Sul do Afeganistão, mas repetiu que não irá além dessa data, mesmo que Obama o deseje.

No entanto, o Canadá, que perdeu mais de 100 soldados neste país, pretende prosseguir o seu trabalho na reconstrução do Afeganistão após essa data.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 18, 2009, 01:50:08 pm
Afeganistão pede soldados dos EUA para a fronteira paquistanesa

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnews.xinhuanet.com%2Fenglish%2F2008-03%2F24%2Fxin_382030525003189049788.jpg&hash=7953235f8549e0a0f5a881b0dfb3fc5d)

As autoridades afegãs saudaram hoje a decisão do presidente norte-americano Barack Obama de enviar mais 17.000 soldados para o país, pedindo que sejam destacados ao longo da fronteira com o Paquistão, para impedir as infiltrações dos rebeldes.

O presidente norte-americano anunciou terça-feira o envio destes reforços, até ao verão, «para fazer frente às necessidades urgentes em matéria de segurança», começando assim a cumprir a grande promessa feita durante a campanha de adoptar outra política externa.

«Saudamos o anúncio do destacamento de novas tropas norte-americanas. É uma decisão positiva», declarou um porta-voz do ministro da Defesa, Mohammad Is`haq Payman.

«Mas temos as nossas próprias condições. Queremos que estas tropas sejam destacadas para zonas onde podem desempenhar um papel positivo para lutar contra os terroristas», sublinhou.

«Queremos que sejam destacadas ao longo da fronteira, no leste, sudeste e Sul do país», precisou o porta-voz, referindo-se aos 2.400 quilómetros de fronteira entre Afeganistão e Paquistão, onde os talibãs reconstituíram as suas forças.

Por seu lado, o porta-voz do ministério dos Negócios estrangeiros, Sultan Ahmad Baheen, considerou que a chegada das novas tropas permitirá garantir a segurança nas eleições presidenciais, que devem decorrer a 20 de Agosto.

«O governo afegão saúda esta decisão, de uma importância muito específica devido às eleições. Estes reforços vão ajudar a melhorar a segurança, de modo a que nossos concidadãos vão poder votar livremente», defendeu.

As violências dos rebeldes afegãos, entre os quais os talibãs, afastados do poder no fim de 2001 por uma coligação liderada pelos Estados Unidos, redobraram de intensidade há dois anos, apesar da presença de cerca de 70.000 soldados estrangeiros, dos quais 38.000 norte-americanos.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 18, 2009, 05:27:36 pm
NATO reúne-se devido ao reforço de 17.000 soldados norte-americanos no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.brasilescola.com%2Fupload%2Fe%2Fotan.jpg&hash=b537bc3393fb16331164a0a0c3b4903e)

Os ministros da Defesa da NATO reúnem-se quinta e sexta-feira na Polónia para discutir as contribuições para o esforço de guerra no Afeganistão, um dia depois de os Estados Unidos anunciarem o envio de 17.000 tropas suplementares.

Portugal vai estar representado pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, segundo informou hoje o seu ministério.

Na reunião que se realiza em Cracóvia, no sul da Polónia, participa o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, reconduzido no cargo pela administração Obama com instruções claras: dar prioridade ao teatro militar no Afeganistão sobre o do Iraque.

«Os seus 25 colegas aguardam com expectativa para ver o que Gates lhes vai dizer sobre as intenções do novo governo norte-americano e a visão que tem das questões estratégicas e militares em geral», explicou um responsável da NATO.

Fontes diplomáticas norte-americanas dão como certo que Robert Gates vai pressionar os aliados a contribuírem com mais tropas para a força multinacional ou a transferirem as que já têm no terreno para zonas mais perigosas.

A Austrália, que é o principal contribuinte não membro da NATO para a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF), com 1.000 tropas no terreno, saudou o anúncio norte-americano e disse-se disposta a aumentar o seu contingente se - e depois de -alguns países da Aliança o fazerem.

Ainda que possam não ser anunciadas em Cracóvia, dado o carácter informal da reunião, as decisões sobre o Afeganistão são decisivas na perspectiva das eleições presidenciais afegãs previstas para 20 de Agosto.

Com os talibãs cada vez mais activos, o envio de reforços temporários para a força internacional sob comando da NATO, a ISAF, é considerado necessário para garantir a organização do escrutínio.

«O comandante aliado, o general John Craddock, pediu de facto um batalhão mais por região a título de reforço temporário», explicou o responsável.

A situação complica-se ainda mais tendo em conta que o prolongamento até Agosto do mandato do presidente afegão, Hamid Karzai, que devia terminar em Maio, pode ser contestado por diferentes sectores, incluindo os seus aliados no governo.

O enviado das Nações Unidas para o Afeganistão, Kai Eide, «manifestou terça-feira a sua preocupação sobre essa questão aos representantes dos 26 membros da NATO em Bruxelas», segundo o mesmo responsável. Um outro responsável da Aliança Atlântica admitiu mesmo o risco de uma «crise constitucional iminente» que pode justificar que se decrete «o estado de emergência».

A Alemanha anunciou esta semana o envio de 600 soldados, para uma missão entre Julho e Setembro, na região do norte do Afeganistão, pela qual é responsável.

Quanto a Portugal, Severiano Teixeira, anunciou em meados de Janeiro a disponibilidade para apoiar a missão da NATO com um avião Hércules C-130 e 40 militares durante o mesmo período.

Portugal tem ainda previsto o envio de mais uma equipa de treino - a juntar à que já tem no terreno - e de uma equipa médica de 15 elementos, que ficará a operar no hospital de campanha do aeroporto de Cabul.

Além de tropas, a ISAF precisa de equipas de treino militar para as forças afegãs, sobretudo depois de mais um estudo internacional - desta vez da RAND Corporation - ter sustentado que a estratégia das forças internacionais deve centrar-se mais no treino das tropas afegãs que no confronto directo com os talibãs.

Robert Gates deverá ainda pedir aos aliados mais equipamento - helicópteros e aviões de transporte - para colmatar as lacunas da ISAF.

A agenda dos ministros da NATO em Cracóvia inclui também a reforma da estrutura de comando aliada e a redefinição doutrinal necessária à incorporação de operações fora do seu espaço geográfico de que é exemplo o patrulhamento das águas ao largo da Somália.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 20, 2009, 07:14:58 pm
EUA dizem que 20 países contribuirão mais no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Foutfoxingkarlrove.files.wordpress.com%2F2008%2F11%2F551939284_a5d8e543fd_o.jpg&hash=12f442293b1d0efbc68ac9782664b325)

O chefe do Pentágono, Robert Gates, disse hoje que cerca de 20 países «estão dispostos a aumentar a sua contribuição militar, civil ou de treino no Afeganistão», durante o conselho de ministros da Defesa da NATO.

«Não fiz qualquer pedido específico a nenhum país específico, mas houve, nos últimos dois dias, 19 ou 20 países que anunciaram que estão dispostos a aumentar a sua contribuição militar, civil ou de treino das forças de segurança no Afeganistão», disse Gates, em conferência de imprensa.

Segundo o ministro da Defesa norte-americano, estas ofertas são «um bom começo antes da cimeira do 60º aniversário da NATO» de chefes de Estado e de Governo, em Abril, na qual se espera «um significativo novo compromisso» por parte dos aliados.

De acordo com Gates, a contribuição dos países da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) deve ser civil e militar, mas há nações que consideram que a sua ajuda não pode consistir no envio de mais soldados, o que «também seria bem-vindo», disse.

Publicamente, até agora só a Itália, Alemanha e Ucrânia se mostraram dispostos a enviar mais soldados para o Afeganistão, em parte para as eleições presidenciais afegãs de 20 de Agosto.

Quinta-feira, Gates advertiu que «todos devem fazer mais» no Afeganistão e pediu aos outros países da NATO que respondam com mais empenho ao anúncio de Washington de que enviará 17 mil novos soldados para o país asiático.

Gates foi também questionado pela polémica decisão do Governo paquistanês de chegar a um acordo de paz com os talibãs no Vale de Swat, e permitir que ali implementem a lei islâmica, e sobre se, na sua opinião, este cenário poderia ocorrer no Afeganistão.

«A reconciliação deve ser parte da solução a longo prazo no Afeganistão, se há reconciliação, se os insurrectos estão dispostos a abandonar as armas, deverá haver alguma componente política», disse.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 08:00:24 pm
Os GI's têm medo de ir para la sozinhos ?
Desde que nao mandem para la tropas portuguesas...
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 08:07:08 pm
Citação de: "legionario"
Desde que nao mandem para la tropas portuguesas...


Realmente o melhor é ficarem na esplanada en vez de ganhar experiência ...  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 08:28:40 pm
Citação de: "legionario"
Os GI's têm medo de ir para la sozinhos ?
Desde que nao mandem para la tropas portuguesas...

Se alguem têm medo de ir para o duro numca foi os GI's.

As tropas portuguesas têem mesmo que lá estar que seija por razões políticas, politicoestratégicas   ou de alianças .:idea:
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 25, 2009, 08:56:59 pm
Citação de: "teXou"
As tropas portuguesas têem mesmo que lá estar que seija por razões políticas, politicoestratégicas   ou de alianças .:lol: .

Há planos para uma reestruturação dos Comandos da NATO e o Comando de Oeiras vai ser "promovido" a nivel 2, ficando ao mesmo nivel do Comando de Napoles (Itália) e de Brunssum (Holanda) mas, devido à contribuição Portuguesa (fraca, mesmo para Portugal) e à reintegração da França na estrutura militar da NATO (a França quer posições importantes para os seus generais) o general Português no Comando de Oeiras vai passar para nº3 na cadeia de Comando, isto é, Chefe do Estado-Maior do Comando em Oeiras.
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 09:00:51 pm
Por razoes quê ?
Muitas razoes tinham as nossas tropas para defender o que se pensava ser nosso em Africa e em Timor, e fizeram as malinhas...
Eu percebo que muitos militares portugueses que passaram pelos EUA estejam em sintonia com a politica externa dos EUA (seja ela qual for...), beberam por la uns copos com os americanos e tal,  tudo "gajos poreiros pa"  ;  muitos (como um tal Humberto Delgado) levaram vida de paxa nos states , ficaram fans do Oncle Sam e claro vêm para aqui fazer a apologia da guerra contra povos que nunca chatearam ninguem !  Algum afegao lhe fez mal a si ou a algum tuga ? porque quer ir para la massacra-los ? é pelo generoso salario ?
post em resposta ao texas :)
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 09:05:31 pm
Citação de: "legionario"
Algum afegao lhe fez mal a si ou a algum tuga ?


Caso não saiba a maior parte do tráfico de droga na Europa vêm do Afeganistão ...  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 25, 2009, 09:07:54 pm
Não se trata de salários nem de agradar ao Tio Sam. Trata-se que este é um compromisso da NATO e se nos baldarmos assim como outros países qundo algum dia precisarmos da ajuda dos membros NATO levaremos a mesma resposta. Não quero com isso dizer que estou de acordo com a guerra lá mas nós concordamos com ela e só temos é de ser responsaveis e cumprir a nossa parte.

Quanto ao trafico de droga é bom lembrar que antes da invasão tinha sido proibido, com bons resultados, os cultivo de papoila por parte dos talibãs, que recomeçou depois da invasão da coligação
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 09:09:54 pm
Os desgraçados dos camponeses afegaos se nao querem morrer à fome têm que fazer o jogo dos traficantes . Ha outros paises produtores de droga, se calhar é melhor invadi-los tambem e levar-lhes a democracia e a liberdade ahahahahah
ex: Marrocos com o haxixe e a Colombia com a "branca" !
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 09:23:24 pm
Citação de: "FoxTroop"
Não se trata de salários nem de agradar ao Tio Sam. Trata-se que este é um compromisso da NATO e se nos baldarmos assim como outros países qundo algum dia precisarmos da ajuda dos membros NATO levaremos a mesma resposta. Não quero com isso dizer que estou de acordo com a guerra lá mas nós concordamos com ela e só temos é de ser responsaveis e cumprir a nossa parte.

Quanto ao trafico de droga é bom lembrar que antes da invasão tinha sido proibido, com bons resultados, os cultivo de papoila por parte dos talibãs, que recomeçou depois da invasão da coligação


Foram os compromissos com a Nato que nos levaram tambem ao Iraque ? Se a Nato nos pedir para participarmos em operaçoes imorais, Portugal nao deve aceitar ! Eu ainda nao percebi bem essa historia do Afeganistao ! é que nao ha argumentos para uma tal guerra ! bombardearam e ocuparam o Afeganistao par ir buscar o Ben Laden, e agora  é porquê ? por causa dos Talibans ? entao e os chineses, sauditas e outras ditaduras que existem por esse mundo fora ?

Eu sou pela intervençao militar em certos casos, nao sou pacifista nada que se pareça, mas a guerra é uma coisa muita séria e que faz sofrer muita gente. Antes de se partir em guerra ha certos critérios que devem ser respeitados , é uma questao de Civilizaçao.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 25, 2009, 09:39:12 pm
Citação de: "legionario"
Foram os compromissos com a Nato que nos levaram tambem ao Iraque ?

Não, se está a referir à participação da GNR, ela não tem nada a ver com a NATO, foi uma contribuição unilateral de Portugal.
A unica missão da NATO no Iraque (penso que) era de apoio à formação dos militares iraquianos e tinha o consentimento do governo iraquinano.

Citar
Se a Nato nos pedir para participarmos em operaçoes imorais, Portugal nao deve aceitar!

E já pediu?

Citar
Eu ainda nao percebi bem essa historia do Afeganistao ! é que nao ha argumentos para uma tal guerra ! bombardearam e ocuparam o Afeganistao par ir buscar o Ben Laden, e agora  é porquê ? por causa dos Talibans ?


Sim, fundamentalmente é por causa do Bin Laden e da Al-Qaeda, os Talibans penso que não, eles apenas estavam no sitio errado na hora errada.
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 09:52:55 pm
Citação de: "legionario"
...  apologia da guerra contra povos que nunca chatearam ninguem ! ...

Sobre as razões para que os nossos lá estejam ... muitos fóristas já deram as razões. E se não compreende ... não posso nada.


Como tem a memória curta. Aqui tem 2749 razões ! (http://http) nx2l1

Não nos podemos ir embora agora, se não perdemos homens por nada. É da nossa responsabilidade de encontrar a melhor solução de modo que possamos partir com o sentimento de ter feito que era necessário para a paz no afganistão. E para não seremos obrigados de lá voltar.  ufx29
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Fevereiro 25, 2009, 10:23:52 pm
Citar
Não nos podemos ir embora agora, se não perdemos homens por nada. É da nossa responsabilidade de encontrar a melhor solução de modo que possamos partir com o sentimento de ter feito que era necessário para a paz no Afeganistão. E para não seremos obrigados de lá voltar. Uff


Concordo consigo quando diz que não podemos sair pelo simples facto de que se teriam sacrificado portugueses para nada. Mas estamos a falar de 2 militares (senão estou em erro).

Mas não esquecer que na guerra colonial morreram milhares e da noite para o dia fomos embora, abandonando populações que acreditavam em nós e abandonámos militares portugueses só pelos simples facto de terem nascido em África e de ser "pretos".

PS: Não estou a criticar ninguém, mas às vezes como as coisas são ditas doí um pouco ao ler.
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 10:43:35 pm
Citação de: "Cabecinhas"
...
Mas não esquecer que na guerra colonial morreram milhares e da noite para o dia fomos embora, abandonando populações que acreditavam em nós e abandonámos militares portugueses só pelos simples facto de terem nascido em África e de ser "pretos".

PS: Não estou a criticar ninguém, mas às vezes como as coisas são ditas doí um pouco ao ler.

Sim eu sei  :sil: :sil:

Mas o após 25 de abril tem a ver com o antes 25 de abril.  E não se vai abrir um outro OFFtopic :dormir:
Título:
Enviado por: Edu em Fevereiro 25, 2009, 10:52:41 pm
Não o querendo ofender caro teXou, mas a sua razão para não sairmos do afeganistão é do mais estupido que há. Na sua teoria não se acabava qualquer guerra onde morrem soldados, tem o minimo bom senso isto??
Por amor de Deus, assim sendo os alemães nunca acabavam a segunda guerra, lutavam até não haver um unico cidadão alemão, os americanos nunca acabavam a estupida guerra do vietnam até terem perdido todos os militares ou rebentarem o país inteiro com bombas atómicas...

Outra coisa do mais estupido que pode haver é atacar-se um país inteiro, um povo inteiro, porque supostamente está lá um terrorista que atacou os estados unidos, que culpa têm os afegãos de ele ter supostamente escolhido aquele país para viver? Para nós ainda bem que não resolveu vir-se esconder na serra da estrela...
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 25, 2009, 10:58:20 pm
Citação de: "legionario"
Por razoes quê ?
Muitas razoes tinham as nossas tropas para defender o que se pensava ser nosso em Africa e em Timor, e fizeram as malinhas...
Eu percebo que muitos militares portugueses que passaram pelos EUA estejam em sintonia com a politica externa dos EUA (seja ela qual for...), beberam por la uns copos com os americanos e tal,  tudo "gajos poreiros pa"  ;  muitos (como um tal Humberto Delgado) levaram vida de paxa nos states , ficaram fans do Oncle Sam e claro vêm para aqui fazer a apologia da guerra contra povos que nunca chatearam ninguem !  Algum afegao lhe fez mal a si ou a algum tuga ? porque quer ir para la massacra-los ? é pelo generoso salario ?
post em resposta ao texas :)



Estamos a desconversar.

Os taliban fizeram voltar aquele país à idade das trevas. Faziam das maiores atrocidades que alguma vez se poderiam ter feito ao próprio povo. Eram depravados, assassinos e corruptos, tudo ao contrário daquilo que pregavam ao seu povo e faziam pagar aos pobres desgraçados com a própria vida.

Lembre-mo de uma reportagem da televisão francesa antes do 11 de Setembro em que uma mãe descrevia as atrocidades que os taliban tinham feito com as suas filhas! A certa altura, o jornalista perguntou-lhe o que gostaria de pedir ao ocidente para o Afeganistão. Ela, com uma cara de dor indescritível (lembro-me inúmeras vezes dela) disse o seguinte: se o ocidente não se interessa com o que aqui se passa, pelo menos larguem cá uma bomba atómica e acabem com todos nós, com todo o nosso sofrimento…Palavras para quê?

Não imaginam o que senti ao ver os B-52 por lá passarem para pôr essa escumalha no seu devido lugar!
Título:
Enviado por: Edu em Fevereiro 25, 2009, 11:07:15 pm
Caro Jorge Pereira, se a razão da invasão era acabar com os abusos dos talibans, ai concordo consigo, de facto tudo tem justificação para acabar com o sofrimento de um povo, mas então há muitos sitios que deviam ser invadidos e atacados, nomedamente os soldados americanos no iraque que violam mulheres e crianças...

Todos sabemos que os americanos não invadiram o afeganistão por pena do que o que os talibans faziam... Isso é um falso argumento...
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 25, 2009, 11:12:11 pm
Citação de: "Edu"
Todos sabemos que os americanos não invadiram o afeganistão por pena do que o que os talibans faziam... Isso é um falso argumento...


Claro, foi para caçar o Bin Laden e destruir a Al-Qaeda, mas mesmo que eles já não estejam no Afeganistão actualmente, isso não é razão para ir embora de um dia para o outro e deixar aquele pais neste estado, isso era fazer o mesmo erro que a CIA fez quando acabou a guerra do Afeganistão contra os russos, fizeram as malas e foram embora e deixaram as portas abertas ao Bin Laden e amigos.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 11:17:26 pm
Citação de: "Edu"
nomedamente os soldados americanos no iraque que violam mulheres e crianças...


Os soldados que fazem isso são punidos com penas de prisão enquanto no Afeganistão dos Taliban era o pão nosso de cada dia, faziam o que queriam ... :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 25, 2009, 11:24:31 pm
Citação de: "Edu"
Todos sabemos que os americanos não invadiram o afeganistão por pena do que o que os talibans faziam... Isso é um falso argumento...


Obviamente que não. Infelizmente isso já devia de ter sido feito muito antes, não só pelos EUA, mas sim por uma coligação internacional. Aliás, na minha opinião, esses mecanismos deveriam ser desencadeados sempre que uma nação estivesse a ser subjugada e dizimada por fanáticos, lunáticos, psicopatas etc. Mas infelizmente todos sabemos como funciona a Realpolitik.

Eu só dei este exemplo para contradizer a ideia de que antes da invasão o Afeganistão era um mar de rosas onde os taliban só se preocupavam com o bem estar do se povo, até o dia em que o malvados americanos decidiram pôr fim àquele regime idílico, talvez o paraíso na terra para alguns…
Título:
Enviado por: Edu em Fevereiro 25, 2009, 11:36:13 pm
Toda a gente sabe que o afeganistão não era nenhum mar de rosas, os sovieticos fizeram lá muita porcaria (sinceramente nunca percebi muito bem porque atacou o afeganistão a URSS, tal tenha sido outra asneira como o vietnam), depois os americanos para combater os sovieticos ainda lá fizeram mais porcaria que encheram aquilo de armas e quando haviam de dar dinheiro para escolas e fazer daquilo um país em condições fecharam a torneira, os americanos por esse mundo fora só têm feito asneira  da grossa à conta do lucro das empresas de defesa e petroleo, enfim...
Agora fazem lá esta guerra sem logica nenhuma, e os afegãos é que levam com tudo. Digam o que disserem é a desculpa mais esfarrapada que existe atacar um país por causa de um homem, homem esse que muito provavelmente nem existe...
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 11:37:14 pm
Caro Jorge Pereira você é totalmente politicamente incorreto ... e gosto muito.  :G-beer2:
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 11:40:41 pm
Citação de: "Edu"
...  nunca percebi muito bem porque atacou o afeganistão a URSS,  ...

Oficialmente, foi ó pedido do partido comunista afegão.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 11:41:56 pm
Citação de: "Edu"
Agora fazem lá esta guerra sem logica nenhuma, e os afegãos é que levam com tudo. Digam o que disserem é a desculpa mais esfarrapada que existe atacar um país por causa de um homem, homem esse que muito provavelmente nem existe...


O problema é que não é um homem que os EUA tentam destruir mas sim uma Organização terrorista que quer voltar a por mundo na Idade Média ... esse homem se calhar não existe mas Zawahari deve ser agora o líder ...  :roll:  :wink:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 25, 2009, 11:50:11 pm
Citação de: "Edu"
Digam o que disserem é a desculpa mais esfarrapada que existe atacar um país por causa de um homem, homem esse que muito provavelmente nem existe...


O Afeganistão não foi atacado por causa de um homem.

Foi atacado por causa de um regime que dava guarida e se confundia ele próprio com uma organização terrorista internacional que acabava de demonstrar o quão mortífera, organizada, e perigosa era para o mundo.

Onde existiam campos de treino e de planificação de atentados dessa mesma organização.

Onde existia uma actividade económica protegida pelo regime (produção de ópio) que também financiava essa mesma organização.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 26, 2009, 01:15:24 am
Citação de: "Edu"
homem esse que muito provavelmente nem existe...


Deve ser um agente da CIA que pôs umas barbas tipo Pai Natal e uma toalha da cabeça :roll: , só para enganar o pessoal...
Título:
Enviado por: HaDeS em Fevereiro 26, 2009, 04:00:42 am
Essa guerra vai longe...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 26, 2009, 10:31:20 am
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Armed Forces 'are fighting British Muslims with Yorkshire accents' in Afghanistan
http://www.dailymail.co.uk/news/worldne ... istan.html (http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1154986/Armed-Forces-fighting-British-Muslims-Yorkshire-accents-Afghanistan.html)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 26, 2009, 12:58:48 pm
Até ao atentado das embaixadas dos US em África os Talibãs eram financiados pelo orçamento americano. Isso é publico e inegável.

A produção de ópio foi banida pelos talibã. Os nºs demonstram uma redução gigantesca de produção depois da entrada em vigor da lei. Depois da invasão voltaram a subir em flecha.

Sem a mínima duvida, os talibãs eram e são um regime de criminosos da pior espécie que deve ser perseguido sem quartel mas não foi por questões humanitárias nem por causa do 11Set que os USA e a NATO lá foram. Já muita pouca gente acredita nas razões oficiais da invasão e aliás a preocupação dos americanos foi tão grande com o Afeganistão e os talibãs que desviaram o grosso do esforço militar e financeiro para o Iraque.

Mas agora que lá se entrou, não se pode sair derrotado. Sair derrotado do Afeganistão será o fim da aliança NATO em termos de credibilidade e o descalabro do US power já de si  bastante tocado. Não esquecer que na mentalidade afegã o pensamento é que se já destruíram uma super-potencia porque é que a outra há-de ser diferente?

Infelizmente Portugal está numa barco que não pode abandonar. A guerra ali, mesmo que não possa ser vencida só por meios militares, funciona como um escudo avançado, empenhando combatentes e meios das organizações terroristas que de outro modo poderiam ser usados em outros locais e canalizados contra os nossos próprios territórios.

Como tal, penso que temos de ficar, e passar a operar ofensivamente em vez de sermos unidades de apoio e retaguarda ou reserva.
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 27, 2009, 08:21:06 pm
Gostaria de acrescentar (todos vc's sabem mas nao disseram..) que A CIA financiava a guerra contra os sovieticos no Afeganistao  com o dinheiro do trafico da heroina,  trafico este organizado pela propria CIA.

No ponto em que as coisas estao,  é como no Iraque, nao se pode sair dum dia para o outro, mas ao menos tenhamos a honestidade de reconhecer que o que fizemos e estamos a fazer no Afeganistao, é contrario aos nossos valores de democracia e de justiça.

O Jorge Pereira teve muito mau gosto com este comentario que fez : "Não imaginam o que senti ao ver os B-52 por lá passarem para pôr essa escumalha no seu devido lugar! "    
Pense bem no que escreveu, eu tinha vergonha de dizer uma coisa dessas, e vc tanbem deveria ter ! porque  foram inocentes a 99% aqueles que morreram, muitos desles queimados vivos com bombas de fosforo . E se fosse alguem da sua familia ?
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 27, 2009, 10:17:26 pm
Citação de: "legionario"
Gostaria de acrescentar (todos vc's sabem mas nao disseram..) que A CIA financiava a guerra contra os sovieticos no Afeganistao  com o dinheiro do trafico da heroina,  trafico este organizado pela propria CIA.

No ponto em que as coisas estao,  é como no Iraque, nao se pode sair dum dia para o outro, mas ao menos tenhamos a honestidade de reconhecer que o que fizemos e estamos a fazer no Afeganistao, é contrario aos nossos valores de democracia e de justiça.

O Jorge Pereira teve muito mau gosto com este comentario que fez : "Não imaginam o que senti ao ver os B-52 por lá passarem para pôr essa escumalha no seu devido lugar! "    
Pense bem no que escreveu, eu tinha vergonha de dizer uma coisa dessas, e vc tanbem deveria ter ! porque  foram inocentes a 99% aqueles que morreram, muitos desles queimados vivos com bombas de fosforo . E se fosse alguem da sua familia ?


Por esses argumentos mais valia deixar o Hitler no poder e deixa-lo no governo da Alemanha e depois de toda a Europa já que a maioria dos Bombardeamentos iria atingir civis ...  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: HaDeS em Fevereiro 28, 2009, 03:35:23 pm
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O renascimento da Força Aérea Afegã
O coronel James A. Brandon pilotava Black Hawks quando Moscou era considerada uma inimiga mortal dos Estados Unidos e ele passou anos no exército estudando aeronaves inimigas. Desta forma, Brandon acha meio bizarro o fato de estar pilotando um velho helicóptero russo MI-17, um legado dos invasores soviéticos aqui, no Hindu Kush do Afeganistão.

“Se na década de 1980 alguém me dissesse que eu estaria pilotando um MI-17 vinte anos mais tarde, eu chamaria essa pessoa de maluca“, disse Brandon na semana passada.

Mas, neste caso, em que se vai à guerra não só com as forças armadas que se tem, mas com as forças armadas que o seu inimigo tinha no passado, Brandon é um dos líderes de uma acidentada iniciativa norte-americana para criar uma força aérea afegã a partir da estaca zero. Para fazer isso da forma mais rápida e (relativamente) barata possível, os Estados Unidos estão treinando pilotos norte-americanos para operarem helicópteros da antiga União Soviética - Brandon os chama de “caminhões voadores” - de forma que os pilotos norte-americanos possam, por sua vez, treinar, ou retreinar, os pilotos afegãos que já trabalharam para os russos, o Taleban ou poderosos chefes tribais.

O programa, que foi projetado para custar ao contribuinte norte-americano US$ 5 bilhões até 2016, tem como objetivo conferir ao Afeganistão a capacidade de defender-se a partir do céu, e permitir que um dia os norte-americanos saiam do país. Mas, por ora, a iniciativa é um reflexo de todos os problemas encontrados ao se tentar fazer com que as forças afegãs atuem por conta própria. “Temos um longo caminho pela frente”, diz o brigadeiro Walter D. Givhan, da Força Aérea dos Estados Unidos, o comandante geral do programa, que supervisiona oito pilotos-instrutores norte-americanos e as 33 aeronaves da Força Aérea Afegã, que nem sempre estão em condições de serem operadas.

Um dos problemas é que muitos dos cerca de 80 pilotos afegãos que estão sendo treinados não falam inglês, o que é um grande obstáculo quando os instrutores norte-americanos gritam ordens para eles nos helicópteros que pairam sobre Cabul. Na apertada cabine do MI-17 não há espaço para um intérprete, e, ainda que houvesse, as coisas geralmente acontecem muito rápido.

“Não temos tempo para pedir a um tradutor que diga, ‘Não se choque contra aquela montanha’”, diz o tenente-coronel Todd Lancaster, comandante do esquadrão de helicópteros do 438º Grupo Expedicionário Aéreo, a unidade norte-americana que está construindo aquilo que é oficialmente denominado Corpo Aéreo do Exército Nacional Afegão.

Um voo de treinamento na semana passada para praticar “passagens com armas” de helicóptero no céu frio e de uma claridade brilhante perto de Cabul foi um exemplo dos problemas enfrentados. O tenente-coronel Joshua Jones, um piloto de Fort Rucker, no Estado do Alabama, instruía Bakhtyar Bakhtullah, um coronel da força aérea afegã, em manobras de revirar o estômago, de forma que o operador de armamentos pudesse praticar disparos de metralhadora através das portas dos helicópteros. O alvo era um veículo blindado abandonado no vale lá embaixo.

Mas quando Bakhtullah, um dos melhores pilotos afegãos, deu uma guinada súbita para a esquerda, a sua manobra foi instável - moderadamente apavorante poderia ser uma forma melhor de defini-la - o que foi o resultado, conforme Jones disse mais tarde, do uso exagerado do pedal do rotor da cauda, e da pouca utilização do manche de controle do helicóptero.

Jones, que vinha usando principalmente sinais com a mão para comunicar-se com Bakhtullah na cabine, decidiu que tentaria explicar o procedimento mais tarde com um intérprete em terra. “Não deu para consertar esse erro hoje”, afirmou ele. “A questão era muito técnica”.

No passado os norte-americanos já aprenderam a pilotar helicópteros MI-17, principalmente para exercícios militares com o objetivo de ensiná-los como fazer frente a aeronaves inimigas (o MI-17 é utilizado por diversos países em todo o mundo, incluindo o Irã e a Coreia do Norte). O programa afegão se baseia em uma tentativa norte-americana anterior de criar a força aérea iraquiana, que também possui alguns MI-17. Mas os helicópteros russos, que compõem a maior parte da frota afegã, têm uma ressonância irônica em um país no qual, nas década de oitenta, os Estados Unidos forneceram a grupos guerrilheiros mísseis Stinger para o abate de aeronaves soviéticas.

Atualmente, os pilotos norte-americanos encontram algum ressentimento por parte de afegãos que pilotam os helicópteros russos há décadas - Bakhtullah é piloto desde 1981 -, e que questionam por que precisam receber instruções de norte-americanos que acabaram de aprender a pilotar esses helicópteros em um curso de quatro semanas em Fort Bliss, no Texas. Os norte-americanos dizem que os afegãos não contam com uma força aérea de verdade desde que os russos partiram há duas décadas, e que eles receberam, desde o princípio, um treinamento impróprio.

Mas Jones diz entender o ponto de vista afegão, e tenta fazer sugestões, e não apresentar exigências. “Nós estamos realmente tentando não aparecer como heróis conquistadores”, afirma ele.

Os pilotos afegãos reclamam também dos salários, que variam de US$ 200 a US$ 300 mensais, e que são pagos pela força aérea afegã. “Ninguém se importa conosco”, queixa-se Ehsan Ehsanullah, um dos melhores pilotos afegãos, após um voo de treinamento na semana passada. Ele diz que ganhava mais dinheiro na década de noventa, quando pilotava para o Taleban.

O maior problema é que as demandas da guerra implicam na redução daquilo que os norte-americanos consideram horas de treinamento vitais. Eles contam que algumas vezes chegam para uma sessão de treinamento agendada e descobrem que o helicóptero precisa ser usado naquele momento para o transporte de tropas ou cargas para Kandahar. No mês passado, um desses voos terminou em desastre, quando um MI-17 pilotado por dois afegãos caiu na província de Herat, matando dois dos 13 afegãos a bordo.

(As regras militares exigem que os pilotos dos Estados Unidos operem os MI-17 se houver norte-americanos a bordo, e os pilotos norte-americanos só podem pilotar os MI-17 que possuem peças certificadas e que passam por manutenção norte-americana. O helicóptero de treinamento de Jones é um MI-17 de segunda mão comprado da República Tcheca para o Afeganistão).

Um fator positivo é o novo quartel general de US$ 183 milhões da força aérea afegã, pago pelos norte-americanos. Ela conta com dois hangares, dormitórios, uma unidade médica e escola de inglês. Em uma instalação próxima são fornecidas aulas de manutenção de helicópteros.

Em uma manhã da semana passada, Robert Luna um civil norte-americano contratado de Fort Bliss, dava uma aula aos afegãos sobre o painel de controle de eletricidade do MI-17. Ele disse que dá aulas sobre o MI-17 aos norte-americanos em Fort Bliss desde 1999. “Sabe como é. Na época a ideia era, ‘Conheça o seu inimigo’”, explica Luna. “Mas agora é, ‘Ensine os seus aliados’”.

Givhan continua otimista em relação ao programa, que no final do ano passado treinou os afegãos para transportar o seu presidente, Hamid Karzai, em helicópteros MI-17 especiais. Antes disso, eram os norte-americanos que transportavam Karzai de helicóptero para toda parte. “O programa é a nossa passagem de saída daqui“, afirma Givhan.


FONTE: The New York Times tradução livre "blog do  poder aéreo".
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 01, 2009, 03:15:06 pm
Citação de: "legionarios"
O Jorge Pereira teve muito mau gosto com este comentario que fez : "Não imaginam o que senti ao ver os B-52 por lá passarem para pôr essa escumalha no seu devido lugar! "
Pense bem no que escreveu, eu tinha vergonha de dizer uma coisa dessas, e vc tanbem deveria ter ! porque foram inocentes a 99% aqueles que morreram, muitos desles queimados vivos com bombas de fosforo . E se fosse alguem da sua familia ?

Não existem relatos de utilização de bombas de fósforo no Afeganistão por forças norte-americanas. A última vez que isso aconteceu e foi confirmado pelo pentágono, foi durante os combates em fallujah em Novembro de 2004 no Iraque.


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Manual do Exército dos EUA veta o fósforo contra alvos humanos.

A controvérsia em torno do uso de fósforo branco em Fallujah, no Iraque, ganhou nova dimensão quando ontem veio à tona o fato de o Exército americano ensinar a seus oficiais que é contra as "leis da guerra" disparar armas incendiária contra alvos humanos.
O manual de instrução da Escola do Comando do Exércirto, em Fort Leavenworth, afirma que o produto só pode ser empregado para produzir cortina de fumaça.
A discussão corre solta desde o ano passado, quanto tropas dos EUA esvaziaram o reduto insurgente de Fallujah, em operação militar de duas semanas, que resultou na morte de 50 fuzileiros navais e 1.200 insurgentes.
Embora os EUA tivessem negado inicialmente o uso de fósforo branco, o pentágono reconheceu o emprego da arma contra alvos insurgentes e insistiu que tal emprego era permitido.
O pentágono não soube explicar a discrepância entre sua posição e as directrizes do manual militar. Um de seus porta-vozes, comandante Barry Venable, disse que "o manual não diz que o fósforo branco é proibido". Afirmou que "a substância foi usada para desalojar insurgentes, para que, então, eles pudessem ser alvejados com munição de poder explosivo".
A convenção da ONU de 1980 sobre armas convencionais, proíbe o uso de armas incendiárias contra alvos civis e exige que as forças que as empregam contra alvos militares tomem todas as precauções possíveis para evitar baixas civis.
Foi ainda levantada a questão de se o uso do fósforo branco viola uma convenção de 1993 sobre armas químicas. Os ficasi da convenção dizem que o tratado só permite o uso de armas que não sejam tóxicas.

Aqueles que defende, também têm um manual deste tipo?

Em relação à sua afirmação de que 99% dos que morreram foram inocentes, nem me vou dar ao trabalho de as contradizer. Só a entendo se para si terroristas e seus apoiantes  são os inocentes desta guerra.

A verdade é que qualquer baixa civil (ou dano colateral) é uma tragédia. Mas nunca na história da humanidade houve tanto cuidado em evitar essas baixas como nos últimos conflitos em que o ocidente liderou as operações.

Leia este pequeno (muito pequeno mesmo) resumo de atrocidades e depois digo-lhe o que lhe devia dar vergonha:


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Exemplos de atrocidades recentes cometidas pela Al Qaeda e pelo Talibã

Atrocidade

"Entre os relatos de mutilações, espancamentos e execuções arbitrárias, foram encontradas evidências de uma nova abominação: a tortura de crianças. Um número desconhecido de crianças foi barbaramente espancado durante os 14 meses da ocupação da milícia islâmica em Taloqan, antiga sede da Aliança, geralmente por causa de supostos crimes cometidos por seus pais." (Fonte: The Times [Reino Unido], 13/11/01)

Atrocidade

"A barbárie do Talibã alcançou níveis altíssimos quando tropas mataram a tiros oito meninos por ousarem rir, revelaram ontem refugiados chocados. Os adolescentes estavam caçoando dos soldados quando estes de repente levantaram seus rifles Kalashnikov e abriram fogo. Essa foi mais uma de uma série de atrocidades cometidas em Cunduz, cidade sitiada do Afeganistão, que noite passada estava na iminência de ser tomada pela Aliança do Norte. Pelo menos 300 homens amedrontados do Talibã foram mortos por seus companheiros por quererem se entregar." (Fonte: The Sun [Reino Unido], 19/11/01)

Atrocidade

"O Talibã está prendendo crianças de até dez anos de idade em Cabul para eliminar a dissidência, alega-se hoje. De acordo com o jornalista francês Michel Peyrard, que ficou em poder do Talibã por 25 dias, a maior ameaça ao regime extremista é sua própria paranóia. Ele afirmou que havia várias crianças entre os presos. Certa vez os sobrinhos de um preso político que tinha escapado - com idades de dez, 13 e 19 anos - foram detidos. O mais velho foi torturado e sujeito a uma simulação de execução. O Talibã também prende líderes e comandantes militares acusados de traição baseados em provas superficiais." (Fonte: The Evening Standard (Londres), 9/11/01)

Atrocidade
 
"Um dia eles vieram e ordenaram que todos fossem ao bazar protestar contra o bombardeio, entoando: 'Morte à América'", disse Salahuddin. "Eu estava em casa e tive que sair. Quando nos recusamos a participar do protesto contra a América, eles ficaram com raiva." Outro homem que fugiu da cidade disse que viu o Talibã arrastar um homem chamado Lash Boi para fora de sua casa até a mesquita e espancá-lo até a morte por se recusar a protestar. Os três filhos de Lash Boi estão agora na linha de frente, lutando para vingar a morte de seu pai, disse ele." (Fonte: The Independent (Reino Unido), 9/11/01)

Atrocidade

"Quando a família retornou seis horas mais tarde descobriu que o fêmur direito de Abdul tinha sido macerado por repetidos golpes com uma Kalashnikov, o cabo do rifle deixando uma marca nítida no chão da casa da família. Os médicos deram alguns pacotes de paracetamol para Nurala e disseram sem cerimônias que seu filho nunca mais poderia andar. 'Ele sentiu tanta dor por tanto tempo, isso também mexeu com sua cabeça', disse Nurala. 'não entendo como alguém pode fazer uma coisa dessas com uma criança pequena. Falei com muitas pessoas sobre isso e ninguém entende'. Muitas pessoas em Taloqan têm histórias semelhantes para contar de crianças espancadas na frente de seus pais porque eles não tinham como entregar uma arma ao Talibã, histórias de homens que tiveram sua mão amputada acusados de roubarem o pão que levavam para casa, histórias de mulheres estupradas após terem seus maridos levados e presos em Candahar ou Mazar-i Sharif." (Fonte: The Times [Reino Unido], 13/11/01)

Atrocidade

"'Eles queimaram alguns de nós vivos.' Isso foi uma das primeiras coisas que ele nos disse. Na poeira e imundície de um campo de refugiados, Salahuddin contou ontem como o Talibã queimou uma família inteira até a morte dentro de sua própria casa como vingança ao bombardeio americano. Ele disse que viu os homens trazerem para fora os corpos enegrecidos das crianças. Depois o Talibã levou Salahuddin e outros cidadãos da vila para a linha de frente, onde foram ordenados a reunir os pedaços de corpos espalhados, tudo que restava dos soldados do Talibã atingidos pelo bombardeio americano." (Fonte: The Independent, Reino Unido 9/11/01)

Atrocidade

"'Os comandantes do Talibã mataram cem de nossos amigos', afirmou este desertor, acrescentando, 'eles penduravam os corpos em postos de iluminação como aviso para o resto de nós.'" (Fonte: CBS Evening News, 19/11/01)

Atrocidade

"Uma pessoa afirmou que um médico foi assassinado por não tratar com rapidez suficiente de um soldado do Talibã ferido, enquanto outras pessoas disseram que um grupo de oito adolescentes foram assassinados por rirem de soldados do Talibã." (Fonte: The Herald (Escócia), 19/11/01)

Atrocidade

"Soldados estrangeiros do Talibã, que se reuniram em Cunduz naqueles que parecem ser seus últimos atos de resistência, mataram mais de 400 soldados afegãos do Talibã que tentavam desertar para a Aliança do Norte, afirmaram refugiados e soldados da aliança. Os 400 homens foram assassinados em tiroteios em massa no final da semana passada, afirmaram refugiados, e foram em parte estimulados pela deserção de um comandante local do Talibã que se uniu à Aliança do Norte. De acordo com relatos, soldados árabes e paquistaneses do Talibã também começaram a assassinar jovens civis das etnias uzbeque e tadjique suspeitos de tentar escapar para territórios controlados pela Aliança do Norte. 'Os estrangeiros entraram na vila e mataram todos os homens', disse Muhammadullah, um homem de 21 anos que entrou hoje em território controlado pela Aliança do Norte. 'Vi com meus próprios olhos.'" (Fonte: The New York Times, 19/11/01)

Atrocidade

"Soldados estrangeiros do Talibã também mataram dúzias de soldados afegãos do Talibã na sexta-feira na cidade de Musazai, perto do aeroporto de Cunduz, disseram refugiados e soldados da Aliança do Norte. Refugiados em fuga de Cunduz disseram que soldados estrangeiros do Talibã tinham assassinado a tiros 125 soldados afegãos do Talibã, detidos a caminho das linhas de frente. Os soldados estrangeiros do Talibã parecem ter resolvido que o Talibã local estava tentando desertar. Quando tentaram detê-los, foi travada uma luta, e o Talibã estrangeiro abriu fogo, afirmaram os refugiados." (Fonte: The New York Times, 19/11/01)

Atrocidade

"A BBC confirmou que a cidade de Bamiyan, na região central do Afeganistão, foi totalmente destruída pelo Talibã antes de sua retirada no final de semana. Também surgiram provas da ocorrência de uma limpeza étnica na região, como a observada na Bósnia, envolvendo a execução de centenas de homens da etnia hazara." (Fonte: BBC News, 13/11/01)

Atrocidade

"Nosso correspondente afirmou que todas as construções, comerciais ou residenciais, foram destruídas antes da tomada da cidade após um tiroteio de duas horas no domingo." (Fonte: BBC News, 13/11/01)

Atrocidade
 
Setembro de 1996 - Durante a tomada de Cabul, o Talibã castra o presidente Najibullah, arrasta seu corpo preso a um jipe dando várias voltas no Palácio e depois o mata. Seu irmão é torturado de maneira semelhante e depois sufocado até a morte. (Fonte: Departamento da Defesa)

Atrocidade

Janeiro de 1998 - Na província ocidental de Faryab, o Talibã massacra cerca de 600 habitantes da etnia uzbeque. Trabalhadores ocidentais de ajuda humanitária que posteriormente investigaram o incidente afirmaram que os cidadãos foram arrastados para fora de suas casas, enfileirados e mortos a tiros. (Fonte: Departamento da Defesa)

Atrocidade

Agosto de 1998 - O Talibã invade Mazar-i-Sharif e inicia uma matança frenética de donos de lojas, puxadores de carroças e mulheres e crianças que faziam compras. (Fonte: Departamento da Defesa)

Atrocidade

Agosto de 2000 - O Talibã executa prisioneiros de guerra nas ruas de Herat como lição para a população local. (Fonte: Departamento da Defesa)

Atrocidade

Junho de 2001 - O Talibã bombardeia o centro administrativo de Yakaolang, inclusive o hospital local e o escritório de uma agência humanitária. (Fonte: Departamento da Defesa)

Atrocidade

Massacre em Yakaolang - Forças do Talibã cometeram um massacre em Yakaolang em janeiro de 2001. As vítimas eram principalmente da etnia hazara. O massacre começou no dia 8 de janeiro de 2001, prosseguindo por quatro dias. O Talibã deteu cerca de 300 homens adultos civis, incluindo membros de organizações locais de ajuda humanitária. Os homens foram levados a pontos determinados e assassinados a tiros em público. De acordo com a Human Rights Watch, cerca de 170 homens morreram. De acordo com a Anistia Internacional, testemunhas relataram o assassinado proposital de dúzias de civis que se escondiam em uma mesquita: soldados do Talibã atiraram foguetes contra uma mesquita onde aproximadamente 73 mulheres, crianças e idosos tinham se abrigado. (Fonte: Departamento de Estado)

Atrocidade

Massacre na Passagem Robatak - O massacre de maio de 2000 ocorreu perto da passagem Robatak. Trinta e um corpos foram encontrados no local e, desses, 26 foram identificados como civis. As vítimas eram da etnia hazara shi'as. (Fonte: Departamento de Estado)

Atrocidade

Massacre em Bamiyan - Quando o Talibã retomou o controle sobre Bamiyan em 1999, houve relatos de que as forças do Talibã realizaram execuções sumárias. De acordo com a Anistia Internacional, centenas de homens e, algumas vezes, mulheres e crianças, eram separados de suas famílias, levados embora e assassinados. A ONG Human Rights Watch denuncia que além da execução de civis, o Talibã queimou casas e usou os prisioneiros para trabalhos forçados. (Fonte: Departamento de Estado)
 
Atrocidade

Massacre na Planície Shomaili - Julho de 1999 - A ONG Human Rights Watch relata que a ofensiva do Talibã ali foi marcada por execuções sumárias, rapto e desaparecimento de mulheres, incêndio de casas, destruição de propriedades e corte de árvores frutíferas. De acordo com um relatório do secretário geral da ONU no dia 16 de novembro de 1999, "as forças do Talibã, que supostamente realizaram esses atos, fundamentalmente trataram a população civil com hostilidade e não fizeram distinção entre combatentes e não combatentes." (Fonte: Departamento de Estado dos EUA)

Atrocidade

Massacre em Mazar-i-Sharif - Em agosto de 1998, o Talibã sitiou Mazar-I-Sharif. Houve relatos de que ocorreu o massacre de entre 2 mil e 5 mil homens, mulheres e crianças - a maioria cidadãos da etnia hazara - pelo Talibã após a tomada de Mazar-i-Sharif. Durante o massacre, as forças do Talibã realizavam uma busca sistematizada por homens membros das comunidades de etnias hazara, tadjique e uzbeque na cidade. A ONG Human Rights Watch calcula que muitos homens e meninos da etnia Hazara, talvez centenas, foram sumariamente executados. Houve relatos também de estupros e rapto de mulheres e meninas durante a tomada da cidade pelo Talibã. (Fonte: Departamento de Estado)

Agora em maior escala e fora do Afeganistão:

Citar
Eis uma lista com os mais recentes e sangrentos atentados extremistas perpetrados em diversos pontos do planeta:
 
- 11 de março de 2004: Explosões simultâneas no metrô de Madrid causam a morte de pelo menos 190 pessoas. O governo espanhol atribui os atentados ao grupo separatista basco ETA.

- 2 de março de 2004: Explosões coordenadas contra santuários muçulmanos xiitas em Bagdá e Kerbala causam a morte de pelo menos 181 pessoas no Iraque.

- 12 de outubro de 2002: Atentados contra duas casas noturnas da paradisíaca ilha de Bali causam a morte de 202 pessoas. Autoridades indonésias atribuem a ação a militantes do Jemaah Islamiyah, um grupo extremista supostamente ligado à rede Al-Qaeda.

- 11 de setembro de 2001: Militantes islâmicos supostamente ligados à Al-Qaeda seqüestram quatro aviões nos Estados Unidos. Dois são lançados contra o World Trade Center, em Nova York, um atinge o Pentágono, em Washington, e outro cai em um bosque na Pensilvânia. As ações deixam um saldo de quase 3.000 mortos.

- 7 de agosto de 1998: Explosões de carros-bomba praticamente simultâneas causam a morte de 231 pessoas nas Embaixadas dos Estados Unidos em Dar es Salaam (Tanzânia) e Nairóbi (Quênia). A Al-Qaeda assume a autoria dos atentados.


O que deveria provocar vergonha é perante estes acontecimentos acima descritos, do conhecimento do público em geral, se vejam comentários como estes:

Citação de: "legionarios"
Por razoes quê ?
Muitas razoes tinham as nossas tropas para defender o que se pensava ser nosso em Africa e em Timor, e fizeram as malinhas...
Eu percebo que muitos militares portugueses que passaram pelos EUA estejam em sintonia com a politica externa dos EUA (seja ela qual for...), beberam por la uns copos com os americanos e tal, tudo "gajos poreiros pa" ; muitos (como um tal Humberto Delgado) levaram vida de paxa nos states , ficaram fans do Oncle Sam e claro vêm para aqui fazer a apologia da guerra contra povos que nunca chatearam ninguem ! Algum afegao lhe fez mal a si ou a algum tuga ? porque quer ir para la massacra-los ? é pelo generoso salario ?
post em resposta ao Texas



Isto sim, afirmações destas deviam provocar vergonha. Mas também lhe posso devolver a pergunta que me fez:

E se algum dos infelizes que sofreram as atrocidades dos taliban fosse da sua família?

E se alguma das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, Bali, Bagdad, Kerbala, Londres, Madrid, Tanzânia, Quénia…etc. Fossem da sua família?

Haja vergonha!
Título:
Enviado por: André em Março 10, 2009, 11:51:52 am
Biden adverte contra a deterioração da segurança no Afeganistão


O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu hoje aos aliados que colaborem numa nova estratégia para o Afeganistão, porque a deterioração da segurança na região onde foram planeados os atentados contra Nova Iorque, Londres e Madrid «é uma ameaça para todos».

«Nessas montanhas, foram projectados estes ataques e, nessa mesma área remota, a Al Qaeda e os seus aliados extremistas recuperam-se e concebem novos atentados no Afeganistão, Paquistão, Índia, EUA, Europa e Austrália», advertiu Biden perante o Conselho do Atlântico Norte, principal órgão de decisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Por este motivo, a Administração norte-americana quer envolver todos os aliados no reforço da presença no Afeganistão, onde os EUA mobilizarão 17 mil soldados adicionais aos 36 mil actuais nos próximos meses.

Biden disse que foi enviado à sede da NATO em Bruxelas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, «para ouvir» os outros países aliados e saber a sua opinião sobre o que está a funcionar e o que está a falhar nas missões no Afeganistão e no Paquistão.

No entanto, depois de se chegar a um consenso sobre o caminho a seguir na região onde «virtualmente são planeados todos os grandes ataques terroristas» da actualidade, «o que os EUA esperam é que cada um mantenha os compromissos adquiridos para chegar a essa estratégia comum", acrescentou o vice-presidente.

Biden apelou à «responsabilidade» dos governantes na protecção dos seus cidadãos, e pediu à Europa «por favor» que compreenda que a necessidade de aumentar o esforço na missão contra os insurrectos não se inscreve «numa visão centralista».

O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, lembrou aos 26 embaixadores reunidos com Biden que o conselho informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da semana passada serviu para se chegar ao «compromisso colectivo de fazer um esforço adicional na Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) durante este ano».

Lusa
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Enviado por: André em Março 10, 2009, 07:49:28 pm
Conferência internacional sobre o Afeganistão a 31 de Março


A conferência internacional sobre o Afeganistão proposta pelos EUA para 31 de Março terá lugar em Haia, anunciou hoje o governo holandês.

"Uma conferência de alto nível sobre o futuro do Afeganistão será organizada em 31 de Março em Haia, sob os auspícios das Nações Unidas", diz um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros holandês, que precisa que a conferência deverá ser presidida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ministros dos Negócios Estrangeiros e "representantes de organizações internacionais envolvidas em operações de segurança e reconstrução no Afeganistão" serão convidados para a conferência, que deverá ter a duração de um dia.

A realização da conferência foi originalmente proposta em 5 de Março pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, durante uma visita a Bruxelas.

Na altura, a chefe da diplomacia de Washington propôs que o Irão fosse convidado para a reunião internacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Manouchehr Mottaki, disse sábado que Teerão não recusa à partida a participação na conferência, mas que está a ponderar sobre a sua participação ou não e que uma decisão será anunciada no decorrer do mês, durante a visita ao Irão do ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini.

O comunicado do governo holandês sublinha, entretanto, que a realização da conferência ocorre "num momento crucial para o Afeganistão. Em 2009 serão organizadas eleições presidenciais, abrindo um novo capítulo na história do país".

Lusa
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Enviado por: André em Março 18, 2009, 02:00:41 pm
NATO pede mais tropas para garantir eleições no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnewsimg.bbc.co.uk%2Fmedia%2Fimages%2F42157000%2Fjpg%2F_42157460_de-hoop_ap.jpg&hash=de97fecc59bbabd2eefc9e4b34da87c4)

O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, de visita a Cabul, disse hoje que é necessário enviar outros quatro batalhões da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) para garantir as eleições no Afeganistão.

As eleições presidenciais estão previstas para Agosto.

«Embora já tenhamos visto uma contribuição, principalmente norte-americana e de outras nações, precisamos de mais tropas», afirmou De Hoop Scheffer em conferência de imprensa no quartel-general da ISAF, missão militar sob comando da NATO.

Para o secretário-geral, a situação no país centro-asiático não é necessariamente pessimista, embora o «progresso» que esteja a haver seja «desigual».

«No norte e no oeste, há estabilidade, e inclusivamente no leste a situação está a melhorar, enquanto no sul (onde os talibãs têm as suas principais fortificações) ainda há muitos desafios», disse.

De Hoop Scheffer reiterou o «compromisso a longo prazo» da NATO no Afeganistão, cujas tropas são co-responsáveis, juntamente com as forças afegãs, pela «segurança e estabilidade» do país.

Scheffer reuniu-se hoje com o presidente afegão, Hamid Karzai, após o que ambos deram uma conferência de imprensa na qual De Hoop Scheffer insistiu em que o processo eleitoral será um «trabalho difícil e exigente», embora salientando que a ISAF fará tudo o que estiver na sua mão para que o pleito ocorre num clima seguro.

Também pediu desculpas pela morte de civis em operações das tropas estrangeiras, uma das principais preocupações de Karzai.

O líder afegão, por seu turno, agradeceu o apoio internacional na luta contra a insurreição e na reconstrução do Afeganistão, mas advertiu contra possíveis ingerências nos assuntos do Governo.

Lusa
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Enviado por: André em Março 20, 2009, 01:35:23 pm
Estados Unidos querem mais civis no Afeganistão


O governo norte-americano tenciona destacar mais civis para o Afeganistão para acompanhar os reforços militares previstos, anunciou quinta-feira um porta-voz do departamento de Estado, Robert Wood.

No âmbito da sua nova estratégia sobre o Afeganistão, que deve ser anunciada nos próximos dias, o ministério norte-americano dos Negócios estrangeiros pretende destacar mais 51 civis para o Afeganistão, indicou Wood durante uma conferência de imprensa.

Os outros ministérios norte-americanos devem participar neste esforço civil destinado a estimular o desenvolvimento económico e político do país, acrescentou.

«Como disse o presidente (Barack) Obama, devemos reforçar o nosso compromisso no Afeganistão. E uma das coisas que podemos fazer, é aumentar o número de civis», precisou.

Segundo o New York Times, Obama deseja reforçar claramente os efectivos das forças de segurança afegãs na esperança de estabilizar o país, que se debate com uma rebelião talibã cada vez mais activa.

De acordo com o diário, que cita elevados responsáveis do governo norte-americano, o plano consiste em reforçar os efectivos do exército e da polícia afegãs para que atinjam cerca de 400.000 homens, o dobro da sua dimensão actual.
O custo do projecto, que deve ainda ser aprovado pelo presidente norte-americano, está estimado entre 10 e 20 mil milhões de dólares (7,6 e 15,3 mil milhões de euros) nos seis ou sete próximos anos, assumindo-se como um esforço financeiro substancial, precisa o jornal.

O presidente Obama já enviou mais 17.000 soldados para o Afeganistão e iniciou uma reflexão para definir uma nova estratégia para o país, onde as violências dos rebeldes afegãos redobraram de intensidade, apesar da presença de 75.000 soldados estrangeiros.

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são os principais contribuintes do Afeganistão, tanto em termos militares como de ajuda financeira.

Lusa
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Enviado por: André em Março 22, 2009, 01:15:33 pm
Rudd admite reforço de tropas australianas no Afeganistão


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.telegraph.co.uk%2Ftelegraph%2Fmultimedia%2Farchive%2F00676%2Fkevin-rudd404_676796c.jpg&hash=29ce7d2172c339ec9acc258a90e85d3c)

O primeiro-ministro de Austrália, Kevin Rudd, disse este domingo, em Sydney, que admite o envio de mais tropas australianas para o Afeganistão, se os Estados Unidos pedirem.

Rudd falava numa entrevista televisiva, antes de partir para a sua primeira visita a Washington, desde que o presidente Barack Obama foi eleito. O chefe do governo australiano terá também vários encontros ao mais alto nível na Europa, para discutir os meios de aligeirar a crise financeira global.

A Austrália tem cerca de mil militares no sul do Afeganistão, onde a rebelião talibã está a crescer de intensidade. Dois soldados australianos foram mortos na semana passada, elevando para dez o número de baixas e trazendo o assunto de novo ao debate político interno.

Funcionários australianos afirmam que a guerra no Afeganistão está a correr mal e que são necessários mais militares, mas Camberra entende que terão de ser os países europeus a reforçarem os seus contingentes antes de a Austrália o fazer.

Barack Obama determinou o envio de mais 17 mil militares para reforçarem os 37 mil já em operação no Afeganistão.

Lusa
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Enviado por: Lightning em Março 23, 2009, 06:51:23 pm
Este fim de semana deu na RTP2 um debate onde falou o General Loureiro dos Santos, eu só assisti aos ultimos minutos em que ele referiu a intenção dos EUA de mudar o fluxo de abastecimentos das suas Forças para outro pais que não o Paquistão.

Como o Afeganistão é uma nação sem costa é impossivel os EUA serem autonomos no abastecimento por mar das suas forças ai colocadas, vai ser sempre necessário um acordo com uma nação vizinha do Afeganistão, o general deu como hipoteses, a Russia ou paises da esfera de influencia da Russia (CIS), o Irão, pode ser uma hipoteses usada pelo Irão para melhorar as relações EUA-Irão, ou até pela China, visto que há uma pequena fronteira entre a China e o Afeganistão.

Pergunto-me se isso de deve só aos constantes ataques que tem sido feitos à logistica americana no Paquistão ou se é para "libertar" os EUA da dependencia do Paquistão e deste modo poder efectuar ataques aos Taliban que estejam neste pais?
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 25, 2009, 12:53:03 pm
http://www.natochannel.tv/ (http://www.natochannel.tv/)
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Enviado por: André em Março 27, 2009, 06:33:14 pm
Obama anuncia 4.000 soldados adicionais para o Afeganistão


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que «a situação é cada vez mais perigosa» no Afeganistão e anunciou o envio de mais 4.000 soldados adicionais para o país, além dos 17.000 já previstos, nos próximos meses.

Ao anunciar a sua nova estratégia para a guerra do Afeganistão, na qual afirmou que aumentará os esforço sem relação ao vizinho Paquistão, Obama afirmou que a região fronteiriça entre os dois países asiáticos se tornou um porto seguro para a rede terrorista Al Qaeda e que por isso «a segurança de todo o mundo está em jogo».

A nova estratégia, «mais firme, mais inteligente e exaustiva», afirmou Obama, vai centrar-se também no investimento em treino das forças de segurança nacionais, já que os EUA não estão no Afeganistão «para controlar o país».

«Todas as tropas americanas vão trabalhar ao lado de colegas do Afeganistão e das tropas aliadas (da NATO), explicou.

«Os EUA não escolheram lutar a guerra no Afeganistão. Cerca de 3.000 pessoas morreram nos ataques de 11 de Setembro por fazer nada mais que viver as suas vidas normais. A Al Qaeda matou mais do que qualquer outra pessoa», afirmou Obama.

O presidente afirmou ainda que o esforço norte-americano no país será ampliado também com funcionários civis, que ajudarão na reconstrução do país e no fortalecimento do seu governo e da sua economia para que as tropas norte-americanas possam efectivamente deixar o país em segurança.

«O Afeganistão tem um governo legal, mas não podemos fechar os olhos aos efeitos da corrupção e a dificuldade deste governo em levar serviços básicos ao povo. O povo do Afeganistão busca a promessa de um futuro melhor», disse.

Assim, Obama afirmou que enviará para as diversas províncias educadores, especialistas em agricultura, engenheiros e advogados «para ajudar o Afeganistão a evoluir e escapar ao problema das drogas».

O Afeganistão é hoje o maior produtor de ópio do mundo, produção responsável pela maior parte do rendimento do país.

«Os nossos esforços vão falhar se não investirmos no futuro. Por isso estes investimentos estão no nosso orçamento e vão poupar dinheiro no futuro. Porque é mais barato treinar policiais do que contar apenas com as tropas», disse o presidente.

Lusa
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Enviado por: André em Março 28, 2009, 01:20:46 pm
Presidente afegão elogia nova estratégia dos EUA no Afeganistão


O presidente afegão, Hamid Karzai, aprovou hoje a nova estratégia dos Estados Unidos para o Afeganistão, considerando que «reflecte as reivindicações do povo afegão», e reconheceu que a luta contra o terrorismo é um problema que afecta toda a região.

«O Afeganistão dá as boas-vindas à nova estratégia dos EUA porque reflecte as reivindicações do povo afegão», disse Karzai em conferência de imprensa em Cabul.

Destacou que o plano anunciado na sexta-feira pelo presidente norte-americano, Barack Obama, com o envio de 4.000 soldados para o país, enfatiza o fortalecimento da segurança e das infraestruturas para os civis.

Karzai disse ainda que a nova estratégia reconhece que a «guerra contra o terrorismo é um problema regional» e que estimula as conversas com os talibãs, algo que o Governo afegão visava há tempos.

O presidente afegão acrescentou que, para que o plano tenha sucesso, alguns dos líderes da insurreição talibã que não têm vínculos com a rede terrorista internacional Al Qaeda deveriam ser retirados da lista de terroristas da ONU, mas não deu nomes.

Karzai limitou-se a explicar que esses talibãs, por medo da repressão das autoridades afegãs e das tropas internacionais, continuam nas fileiras da insurreição, apesar da vontade de cooperar com o Governo do país.

Lusa
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Enviado por: Vicente de Lisboa em Abril 05, 2009, 12:59:45 am
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Portugal anunciou disponibilidade para reforçar presença militar no Afeganistão

Os países da NATO comprometeram-se com o envio de mais cinco mil militares para o Afeganistão, dos quais três mil deverão ser destacados provisoriamente para garantir a segurança das eleições presidenciais de Agosto. Sem se comprometer com números, José Sócrates anunciou que Portugal está disponível para reforçar a sua presença militar no país, “acompanhando o esforço” dos aliados.

Entre os reforços provisórios vão estar 900 soldados britânicos, 600 alemães e outros tantos espanhóis. O primeiro-ministro britânico – que ontem condicionou o envio de mais soldados a gestos semelhantes de outros estados-membros – declarou no final da cimeira que “a Holanda, Portugal, Itália, Grécia, Polónia, Turquia e Croácia” se disponibilizaram a reforçar a sua contribuição para o esforço militar. “Isto demonstra que a divisão do fardo nos próximos meses será uma realidade”, declarou Gordon Brown.

Na cimeira da NATO, os aliados terão chegado ainda a acordo para o envio de mais 1400 a dois mil militares para integrar 70 equipas de instrutores militares, cada uma com 20 a 40 efectivos, adiantou a Casa Branca.

Portugal disponível para reforço

Na conferência de imprensa final, José Sócrates disse ter comunicado aos aliados que “Portugal iniciou agora o período de consultas e procedimentos com vista a reforçar o potencial militar no Afeganistão”, dando a entender que não haverá ainda um acordo político sobre esta matéria. O primeiro-ministro sublinhou que a disponibilidade portuguesa para aumentar a sua presença no Afeganistão “acompanha aquilo que é o esforço dos outros países”.

José Sócrates disse ser ainda muito cedo para especificar qual será o contributo português, sublinhando que caberá às Forças Armadas a apresentar uma proposta técnica. Imediatamente a seguir, o Governo procederá às necessárias consultas, “em primeiro lugar com o Presidente da República”, com vista a uma decisão do Conselho Superior de Defesa Nacional.

O primeiro-ministro reforçou que, para uma decisão final sobre o figurino desse reforço, é necessária “uma informação técnica muito pormenorizada de todos os possíveis cenários”, mas o “conselho militar” vai no sentido de um reforço ao nível das Forças Armadas, e não de GNR.

Obama agradado com resultados

Falando no final da cimeira, o Presidente norte-americano congratulou-se com os “compromissos concretos” assumidos pelos restantes 27 estados-membros da Aliança e com o “apoio forte e unânime” da NATO “à nova estratégia americana para o Afeganistão”. Para Barack Obama a Aliança Atlântica demonstrou nesta cimeira “que está determinada a enfrentar os desafios” que se lhe colocam, afirmou.

Os Estados Unidos têm já 70 mil militares no Afeganistão, a grande maioria já sob comando da NATO, sendo que alguns milhares integram ainda uma missão especial que opera no Sul e Leste do Afeganistão com a missão principal de combater os redutos da Al-Qaeda na região. Obama decidiu já enviar mais 21 mil efectivos para o país e a Casa Branca adianta que estão em consideração um destacamento de mais dez mil.

Publico Dixit (http://http)
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Enviado por: André em Abril 06, 2009, 05:01:55 pm
Angela Merkel escapa a ataque com rockets por minutos


O acampamento do exército alemão em Kunduz (norte do Afeganistão) foi hoje atacado com dois rockets, minutos depois da visita da chanceler Angela Merkel, indicou um porta-voz do Ministério da Defesa.

O ataque, que não deixou feridos, 20 minutos depois de Merkel e o ministro da Defesa, Franz Josef Jung, terem deixado o local.

A chanceler deslocou-se ao Afeganistão em segredo, tendo a sua visita ao país sido anunciada apenas quando ela já estava a voar para o conflituoso país.

Em Kunduz, onde nos últimos meses a violência voltou a crescer, o exército alemão mantém 700 soldados.

A viagem de Merkel ao Afeganistão ocorreu poucos dias depois da cimeira da NATO, em Baden-Baden e Estrasburgo.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 08, 2009, 06:08:01 pm
EUA dizem que solução para o conflito afegão passa pela Índia


O problema afegão não será resolvido sem a plena participação da Índia, declararam hoje o enviado especial dos Estados Unidos para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Hoolbroke, e o chefe do exército norte-americano, Mike Mullen, que visitam Nova Déli.

«Sem a total implicação da Índia, não conseguiremos resolver totalmente o problema afegão», disse Holbrooke numa conferência de imprensa com Mullen na embaixada norte-americana.

Hoje de manhã, ambos se reuniram com o secretário dos Negócios Estrangeiros indiano, Shivshankar Menon, e com o Conselheiro de Segurança nacional, M.K. Narayanan.

«Viemos à Índia dar informações, fazer consultas e ter a visão da Índia sobre os problemas na região», acrescentou.

Holbrooke e Mullen chegaram a Nova Déli terça-feira à noite, 10 dias depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter anunciado uma nova estratégia para o Afeganistão e o Paquistão.

Antes, os dois estiveram em Islamabad, onde conversaram com os principais líderes civis e militares do Paquistão.

«Falámos com os líderes paquistaneses sobre o Afeganistão e a situação política e económica do Paquistão. Não podemos negociar as relações entre a Índia e o Paquistão», declarou Holbrooke.

O enviado norte-americano negou que, durante a sua estada no Paquistão, tenha discutido o estatuto da Caxemira, região disputada com a Índia e principal fonte de conflitos entre os dois países.

Em vez disso, Holbrooke preferiu abordar a luta contra os fundamentalistas, um «inimigo comum» na região, já que esta é «a primeira vez (...) que Índia, Paquistão e Estados Unidos enfrentam uma ameaça, um desafio e tarefas comuns».

Segundo o enviado, os problemas no Afeganistão estão relacionados com a actividade dos radicais paquistaneses, motivo pelo qual os EUA estão a desenvolver uma estratégia comum para a região.

Quanto à Índia, Holbrooke admitiu que os Governos de Bill Clinton e George Bush trabalharam «arduamente» para a melhoria das relações comerciais bilaterais. Porém, destacou a falta de avanços em assuntos estratégicos e regionais.

«Essa é a questão básica que agora temos que melhorar», concluiu.

Por seu turno, o almirante Mullen defendeu para a região consultas com os Governos locais, decisões coordenadas entre comandantes militares e entidades civis e o desenvolvimento de políticas integradas.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 09, 2009, 07:45:27 pm
A solução política para o Afeganistão e a UE
Alexandre Reis Rodrigues


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.jornaldefesa.com.pt%2Ffotos%2F0041.jpg&hash=b5ce4835e663b5c2202200f3c25f7955)


Não obstante o esforço militar e diplomático que a administração Obama está a dedicar à procura de uma solução para o conflito no Afeganistão, o que domina as percepções gerais sobre a situação aí existente é a ideia de que se trata de um conflito sem solução.

Obviamente, há quem não pense desta forma, logo a começar o general Petraeus, como primeiro responsável militar. Max Boot, Jeanne J. Kirkpatrick, Frederick W. Kagan e Kimberley Kagan, num recente artigo («Yes we can - In the “graveyard of empires” we are fighting a war we can win»), lembrando que o norte, o centro e o oeste permanecem relativamente seguros, representam a corrente de opinião que também defende que a correlação de forças, com reforços e novas tácticas, pode ser alterada a favor do ocidente.

Petraeus, confiante do sucesso que teve no Iraque, acredita que um esforço militar de contra-insurreição mais robusto e acompanhado de negociações com as facções moderadas dos talibãs pode dividir o movimento e sobretudo acabar por privar a al Qaeda do seu apoio. Petraeus conta com a actual perda de influência da liderança talibã sobre as estruturas locais, explorando as dificuldades de estas coordenarem entre si, tendo acabado o regime monolítico que existiu até à invasão americana em 2001. Admite, nestes termos, que, com apropriados incentivos, possa criar condições a partir das quais será possível envolver alguns representantes das facções mais moderadas nas responsabilidades de governação do país (os especialistas calculam que cerca de 70% dos que apoiam a insurreição o fazem a partir dos incentivos que recebem do tráfico de drogas).

Petraeus sabe que não consegue eliminar a ameaça talibã, enquanto houver santuários no vizinho Paquistão, mas, mesmo sem poder garantir o que quer que seja, espera poder alterar substancialmente a situação, se, para além dos recursos, lhe derem tempo. Os recursos vai tê-los, conforme decisão já tomada pelo Presidente Obama, mas não na dimensão que as autoridades militares pedem; haverão mais 17000 efectivos para o dispositivo no terreno e a 82ª Divisão Aero-transportada com 4000 para treinar as forças afegãs mas os 30000 efectivos a mais também solicitados é assunto sobre o que o Presidente disse ir pensar. É um primeiro passo; aquele que é possível em face dos compromissos ainda existentes no Iraque e que vão continuar a consumir recursos importantes por mais algum tempo, não obstante a decisão de saída.

Tempo não será também tanto quanto o general desejaria ter para concretizar o seu plano. Obama não quer que o conflito se prolongue por toda a sua presidência, especialmente numa fase em que os EUA se debatem com uma gravíssima crise económica e financeira; por isso, tem vindo a preparar a opinião pública para umas expectativas mais modestas sobre os resultados a alcançar e, ao mesmo tempo, estabelecer uma estratégia de saída que não agrave a percepção existente na área de que os EUA não são parceiro em que possam confiar para compromissos de longa duração. Não se refere nem uma única vez, ao contrário do que fazia Bush, à instalação de um regime democrático; fala, alternativamente, num governo mais capaz, mais responsável e mais eficaz («morecapable, accountable and effective government»). Infelizmente, nada nos diz, à luz do que se passa no país, que este objectivo seja mais realista e alcançável; o Afeganistão hoje acumula com o estatuto de estado falhado, que sempre teve, o de estado narcotráfico e estado corrupto (a 187ª posição, numa lista de 190, por ordem crescente de índices de corrupção).

O essencial da nova política consta do White Paper of the Interagency Policy Group’s Report on US Policy toward Afghanistan and Pakistan, recentemente divulgado. Há uma óbvia procura de recolocação do problema nos termos iniciais em que se pôs por ocasião da invasão do Afeganistão, altura em que o objectivo principal era eliminar a al Qaeda e/ou privá-la dos apoios de que beneficiava através do regime talibã. A declaração da Cimeira NATO sobre o Afeganistão destaca precisamente este ponto ao referir ser necessário evitar que o território volte a «servir de base a ataques terroristas ou de santuário do extremismo violento que ameaçam a estabilidade regional e a comunidade internacional». Há, sobretudo, uma outra vontade de procura de uma solução regional e de um outro envolvimento do Paquistão na solução do problema, sem o que não se podem esperar progressos.

A al Qaeda conseguiu encontrar no Paquistão um santuário que se está a revelar tão seguro e eficaz como o que tinha no Afeganistão, colocando assim este aspecto da situação no mesmo ponto em que se encontrava em 2001, antes da invasão. Enquanto não for possível criar condições que levem o Paquistão a concluir que a prioridade da sua segurança se deve centrar no restabelecimento do controlo na zona de fronteira com o Afeganistão e não na ameaça da vizinha Índia, não é realista pensar que Islamabad fará um esforço definitivamente sério de deixar de utilizar os talibãs em proveito da sua estratégia contra a Índia.

Voltando à estratégia de Obama, é interessante notar que, se por um lado, o Presidente está a estreitar os seus objectivos no Afeganistão para os pôr ao alcance dos recursos que tenciona empregar, por outro lado, está a tentar alargar a frente de combate ao radicalismo e terrorismo islâmico. É o que lhe resta, não podendo retirar nem podendo manter a estratégia seguida pelo seu antecessor ou esperar que os europeus, numa reviravolta inesperada, se disponham a envolver-se seriamente. O problema é que para ter sucesso precisa de uma Rússia sossegada sobre as intenções americanas na sua área de influência directa, de um Irão que não quer os talibãs de volta ao Afeganistão mas que vê com agrado as dificuldades que estes estão a colocar à NATO, da colaboração de uma China que vê na colaboração com o Paquistão e no investimento que está fazer no Afeganistão uma forma de diminuir a influência da Índia e, finalmente, da disponibilidade da Arábia Saudita para encaminhar os recursos que emprega na região de uma forma coordenada com os interesses ocidentais.

O puzzle, como facilmente se vê, é extremamente complexo; vai demorar tempo a resolver e, nos termos, em que está a ser posto, depende da capacidade dos EUA em fazer cedências que a administração Bush nem sequer admitia pensar. O reforço de efectivos, em concretização, como todos sabem, não vai alterar nenhum aspecto de fundo da situação mas ajudará a convencer os talibãs de que o Ocidente ainda não desistiu de lutar, condição indispensável para se resolverem a iniciar conversações. Os europeus não podem ficar fora deste esforço militar; pena é que não participem activamente na procura da solução política, onde a UE tem possibilidades de dar um contributo, ao lado dos EUA, para que a NATO não está preparada. Seria a forma correcta de a Europa dar a devida dimensão política à ajuda financeira e civil que tem garantido.

Jornal Defesa
Título:
Enviado por: LM em Abril 17, 2009, 02:27:44 pm
Se alguem me disse-se que eu iria alguma vez colocar um texto da Ana Gomes e iria concordar com ele :roll:

Afeganistão - outra Somália? (http://http)
 
Discordo de Manuel Alegre quando este critica a decisão do governo de reforçar a presença militar portuguesa no Afeganistão.
Discordo ainda mais da caracterização da missão da NATO no Afeganistão como "aventura que nada tem a ver com a nossa tradição e a nossa História".
Devo dizer que sempre desconfiei de argumentos que se baseiam na sacralização da "tradição", como se o passado português fosse uma fonte inesgotável de sabedoria, mais importante do que os valores imperativos do presente e as ambições para o futuro.
Manuel Alegre considera que o fortalecimento dos laços militares entre Portugal e a CPLP, nomeadamente no apoio à estabilização da Guiné-Bissau "é muito mais importante e urgente para nós do que o Afeganistão" e que a presença portuguesa neste país não reflecte os interesses portugueses e não contribui para a segurança nacional. Claro que Portugal e a CPLP podiam fazer mais pela Guiné-Bissau - mas o que podiam fazer não implica necessariamente enviar militares. O que é preciso é fazer os militares guineenses abandonar o poder e as lutas de poder.

Já estive no Afeganistão.
A situação neste país, que origina mais de 90% da heroína disponível no mercado mundial (e na Europa em particular) e onde a ausência de Estado, lei e direitos humanos criou um ambiente acolhedor para organizações terroristas e criminosas com alcance global, constitui indubitavelmente um perigo para a segurança global - e por isso também portuguesa.
A estabilização, a reconstrução e o desenvolvimento do Afeganistão é por isso do interesse nacional.
Tropas não chegam. E é por isso que a União Europeia é um dos maiores dadores de ajuda ao desenvolvimento para o Afeganistão, embora durante a Administração Bush se tenha resignado a não contribuir para a orientação estratégica da presença internacional no país. Mas não é possível construir escolas, estradas e hospitais sem proteger os internacionais e os locais que trabalham no terreno.
Parece-me que a nova estratégia flexível de Obama que assenta num reforço do contingente militar, mas também - e acima de tudo - numa abordagem regional que inclua o Paquistão, num novo ênfase no desenvolvimento, no erigir das instituições, e na protecção das populações, merece pelo menos o benefício da dúvida.
E os EUA agora estão mais abertos do que nunca para discutir alternativas e propostas europeias: por exemplo, recentemente, pela primeira vez, Javier Solana foi convidado pelo Secretário da Defesa Gates e pelo Chefe do Estado Maior Geral das Forças Armadas dos EUA, o Almirante Mike Mullen, para consultas sobre o Afeganistão. Pela primeira vez, o Comandante do Comando Central americano, o General David Petraeus, deslocou-se a Bruxelas para discutir o Afeganistão com o Comité Político e de Segurança da União Europeia.
A NATO e os EUA fizeram erros, e muitos, no Afeganistão. A solução é fazer melhor. Não é abandonar o Afeganistão à sua sorte. E não é apresentar uma falsa alternativa entre apoiar os países da CPLP e apoiar a estabilização do Afeganistão.
Já temos um estado falhado, negligenciado pela comunidade internacional, entregue à violência, à fome e ao fanatismo: chama-se Somália.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Título:
Enviado por: André em Maio 11, 2009, 09:05:11 pm
Washington substitui comandante militar no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.mtv.com%2Fshared%2Fmedia%2Fnews%2Fimages%2Fc%2FConflict_Gulf%2Fsq_maj_gen_stanley_mcchryst.jpg&hash=0ff4f7e88ee9240f4ef120f2b2545a8f)

O General David McKiernan foi afastado do comando das operações norte-americanas no Afeganistão, sendo substituido pelo General Stanley McChrystal. McKiernan esteve menos de um ano no país, período marcado por avanços dos talibãs.

A informação foi avançada pelos media norte-americanos e pela BBC. Fonte do Pentágono justifica a escolha afirmando que «McChrystal tem um melhor conhecimento da natureza do conflito afegão».

Horas depois, o secretário da Defesa Robert Gates confirmou ter pedido o afastamento de McKiernan.

A mudança no comando das operações acontece quando Washington se prepara para aumentar o número de militares no terreno, ao mesmo tempo que enfrenta duras críticas dos aliados locais e da comunidade internacional pelo elevado número de vítimas civis em diversos ataques a alvos talibãs.

SOL
Título:
Enviado por: P44 em Maio 13, 2009, 05:02:36 pm

Citar
Taliban ganham terreno no Paquistão[/b]
Mapa desenhado pela BBC dá conta do crescimento do regime radical a Noroeste do Paquistão
Por: Redacção

Um mapa desenhado pela BBC sugere que apenas 38 por cento do Noroeste do Paquistão é totalmente controlado pelo Governo oficial. O quadro, baseado em pesquisa local e em dados fornecidos por correspondentes e fontes oficias, dá conta do forte crescimento Taliban.

No mapa constam os 24 distritos das Províncias Fronteiriças do Noroeste (NWFP) e as sete agências tribais e as seis regiões fronteiriças das Áreas Tribais Administradas pela Federação (FATA).

Segundo os dados do mapa, em 24 por cento da região o Governo civil não tem qualquer autoridade. Neste caso, os poderes administrativos foram tomados pelo regime Taliban, ou encontram-se em operações para afastar o regime radical.
Os restantes 38 por cento foram considerados ter presença permanentemente dos Taliban, onde estabeleceram bases, restringindo as actividades locais do Governo.

Nos três distritos da FATA e nos onze da NWFP, onde os Taliban começam a ganhar força, foram registados vários ataques em escolas de raparigas, em lojas de música, em esquadras de polícia e em edifícios governamentais.
Neste momento o Paquistão está comprometido numa ofensiva militar para contornar a situação de descontrolo.


http://diario.iol.pt/internacional/paqu ... -4073.html (http://diario.iol.pt/internacional/paquistao-taliban-mapa-medio-oriente-internacional-tvi24/1063593-4073.html)


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnewsimg.bbc.co.uk%2Fmedia%2Fimages%2F45770000%2Fgif%2F_45770947_pak_taleban_map_226_230.gif&hash=e0d9a302d33e357062d224acb28c2901)

The map illustrates the spreading strength of the Taleban in Pakistan's north-west, something both army and government officials have vowed to combat
BBC correspondent Barbara Plett

 :arrow: http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/8047504.stm (http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/8047504.stm)
Título:
Enviado por: André em Maio 13, 2009, 05:13:31 pm
Citação de: "P44"

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Taliban ganham terreno no Paquistão[/b]
Mapa desenhado pela BBC dá conta do crescimento do regime radical a Noroeste do Paquistão
Por: Redacção

Um mapa desenhado pela BBC sugere que apenas 38 por cento do Noroeste do Paquistão é totalmente controlado pelo Governo oficial. O quadro, baseado em pesquisa local e em dados fornecidos por correspondentes e fontes oficias, dá conta do forte crescimento Taliban.

No mapa constam os 24 distritos das Províncias Fronteiriças do Noroeste (NWFP) e as sete agências tribais e as seis regiões fronteiriças das Áreas Tribais Administradas pela Federação (FATA).

Segundo os dados do mapa, em 24 por cento da região o Governo civil não tem qualquer autoridade. Neste caso, os poderes administrativos foram tomados pelo regime Taliban, ou encontram-se em operações para afastar o regime radical.
Os restantes 38 por cento foram considerados ter presença permanentemente dos Taliban, onde estabeleceram bases, restringindo as actividades locais do Governo.

Nos três distritos da FATA e nos onze da NWFP, onde os Taliban começam a ganhar força, foram registados vários ataques em escolas de raparigas, em lojas de música, em esquadras de polícia e em edifícios governamentais.
Neste momento o Paquistão está comprometido numa ofensiva militar para contornar a situação de descontrolo.

http://diario.iol.pt/internacional/paqu ... -4073.html (http://diario.iol.pt/internacional/paquistao-taliban-mapa-medio-oriente-internacional-tvi24/1063593-4073.html)


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnewsimg.bbc.co.uk%2Fmedia%2Fimages%2F45770000%2Fgif%2F_45770947_pak_taleban_map_226_230.gif&hash=e0d9a302d33e357062d224acb28c2901)

The map illustrates the spreading strength of the Taleban in Pakistan's north-west, something both army and government officials have vowed to combat
BBC correspondent Barbara Plett

 :arrow: http://www.forumdefesa.com/forum/viewto ... 5&start=45 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=5875&start=45)

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Título:
Enviado por: André em Junho 23, 2009, 02:34:54 pm
Tropas britânicas lançam gigantesca ofensiva em Helmand


As tropas britânicas lançaram na província de Helmand, reduto taliban no sul do Afeganistão, «uma das maiores operações aéreas dos tempos modernos», afirmou hoje o comando militar da NATO.

Segundo um comunicado da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), missão militar comandada pela Aliança Atlântica, cerca de 500 soldados participam no «maciço ataque aéreo».

As tropas norte-americanas, que actuam paralelamente à Isaf, participam nos ataques. Desde sexta-feira, cerca de 350 soldados britânicos, apoiados por 13 helicópteros de combate e aviões não tripulados, enfrentam talibãs no distrito de Babaji, a norte da capital de Helmand.

Muitos deles combatem com artilharia pesada, enquanto outros são peritos em explosivos improvisados, uma das armas mais usadas pelos talibãs, juntamente com os lança-granadas e as armas automáticas.

No total, 500 militares das tropas internacionais participam na ofensiva, que, segundo a NATO, já recuperou o controlo de vários pontos estratégicos de Babaji, apesar dos ataques talibãs.

«Foi uma grande operação de ataque aéreo com um grande número de helicópteros do Reino Unido e dos Estados Unidos. Encontrámos resistência, mas conseguimos estabelecer-nos firmemente na área», refere a nota da NATO.

Segundo a organização, segunda-feira os soldados apreenderam 1,3 toneladas de heroína e vários explosivos num abrigo de rebeldes na região.

O tenente-coronel Nick Richardson, porta-voz da Isaf, admitiu que a operação só foi possível graças ao envio de mais tropas norte-americanas para a instável província de Helmand.

Lusa
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 07, 2009, 07:14:34 pm
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Aos poucos, as caras dos militares em missão aqui em Cabul vão-se tornando familiares. Ontem, depois de um fim-de-semana a dormir no aquartelamento de KAIA-Sul, junto ao aeroporto internacional, voltei a Camp Warehouse, onde os portugueses se tornaram populares entre as outras tropas, pela sua atitude aberta e descontraída.

Camp Warehouse é um dos principais aquartelamentos da NATO no Afeganistão. O país, que tem neste momento quase 100 mil soldados deslocados da América, da Europa e da Austrália, está dividido em cinco regiões militares: norte, sul, oeste, este e a capital. O Comando Regional da Capital tem o seu quartel-general precisamente em Camp Warehouse, a 12 quilómetros do centro da cidade, e é coordenado pelos franceses, que em Novembro vão passar o testemunho às tropas turcas.

O velho armazém onde estão alojados 57 dos 67 homens dos três ramos das forças armadas em Camp Warehouse não tem as condições dos contentores de KAIA-Sul, onde há mais 16 portugueses, mas o ambiente é de grande camaradagem e a comida é boa (hoje havia borrego e arroz de feijão ao almoço).
Um bar concorrido

A missão tem, além disso, um trunfo: aquele que é provavelmente o melhor bar do aquartelamento, um edifício à parte, do outro lado da rua principal e construído de raiz em tijolo burro, onde a cerveja é vendida a 60 cêntimos. Simplesmente conhecido como o bar de Portugal, foi herdado em 2005 das tropas espanholas e está bem arranjado, com um antigo autocarro transformado numa zona de sofás.

Apesar de estar associado a um acontecimento trágico (mais de 60 espanhóis que cá estavam morreram ao regressar a casa, quando o Hércules C-130 em que seguiam se despenhou na Turquia), o bar é procurado por tropas de outros países, que preferem vir aqui passar uma ou duas horas depois do jantar, em vez de ficarem fechados nos seus redutos. Todas as noites aparece um punhado de legionários franceses, trazidos pelos seus colegas que são filhos de imigrantes portugueses.

Há claramente dois tipos de homens entre as tropas portuguesas no Afeganistão: os mais velhos e experientes (o ajudante António Sousa já está na sua quinta missão no país, desde 2005, por exemplo) e os mais novos e aguerridos, quase todos eles Comandos.
Comandos barbudos

É interessante ver as diferenças. Os Comandos tomam conta, na prática, da protection force da unidade. Meia dúzia deles não fazem a barba há dois ou três meses e vão ficando parecidos com os afegãos. Estão a adaptar-se ao território e o aspecto faz parte dessa adaptação, lembrando as longas barbas que os navegadores portugueses usavam nos séculos XV e XVI quando vieram para a Ásia.

São eles que andam com os Hummers comprados aos americanos sempre que é preciso sair para qualquer lado. Cada Hummer tem uma equipa mínima de quatro homens, armados com as míticas metralhadoras G3: o condutor, o apontador (que vai no tejadilho de arma pronta a disparar), um operacional preparado para sair a qualquer momento e um chefe de viatura, que coordena e dá as ordens.

Tenho assistido aos briefings de planeamento dados pelos sargentos Costa (baixo e sólido) e Castro (alto e esguio) e as viagens são planeadas ao detalhe: além do percurso a fazer, são estudadas alternativas no caso de acontecer algum imprevisto, e faz-se o relato das últimas ameaças de ataques bombistas fornecidas pelos serviços de informação da ISAF (nome que a NATO deu à força multinacional no Afeganistão).
Pilotos de rali

Na meia dúzia de viagens que já fiz com os Comandos, noto que têm uma condução agressiva, não deixando que nenhum carro civil se meta pelo meio ou se aproxime. Uma das técnicas mais mortíferas que os talibãs e outros insurgentes utilizam - o carro-bomba - só consegue ser evitada assim, com condutores capazes de fazer verdadeiras corridas de rali com veículos de combate.

"Os nossos rapazes têm um grande espírito de sacrifício, estão preparados para tudo e vão até onde for preciso", diz-me um dos oficiais. Alguns deles confessam que a vontade que tinham era estar neste momento no sul do país, nas províncias de Kandahar e Helmand, onde milhares de tropas americanas, inglesas e canadianas da coligação (uma estrutura paralela à ISAF) combatem na frente contra os talibãs.

Ontem, os rapazes receberam a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que aterrou em KAIA para um périplo de poucas horas por Cabul. A seguir a um almoço com o seu congénere afegão e de reuniões com o representante especial da ONU e o delegado da União Europeia, Amado fez questão de vir ao bar, surpreendendo as tropas com uma revelação: "Tenho um primo afastado entre vocês". Ninguém sabia.
Respeitados pelos afegãos

O homem em causa, o primeiro sargento dos Comandos Alexandre Rosa, é um dos homens mais experientes da missão, tendo estado em combate no sul em 2006, quando as forças especiais portuguesas tinham uma Quick Reaction Force (QRF) e chegaram a ter confrontos directos com os talibãs, perdendo um homem pelo caminho (o segundo cabo Roma Pereira, morto por uma bomba em 2005).

Actualmente afastado da frente da batalha, o sargento Rosa faz parte de um objectivo tão ou mais importante do que estar em Kandahar, dando formação a altas patentes da divisão de Cabul do exército afegão, que conta já com 600 homens e que nos últimos meses aprenderam a respeitar os seus mentores portugueses, pelo trato simples e próximo com que lidam com eles.

A estratégia definida por Barack Obama para a presença americana no território - e que se estende às outras forças da NATO - é reforçar a segurança no país enquanto o exército e a polícia afegã se preparam para tomarem conta, no futuro, do seu próprio país.

Com a perspectiva de uma duplicação de tropas portugueses nos próximos seis meses, Luís Amado partiu estendendo a sua relação familiar a todos os que cá estão, chamando-os a todos seus familiares também. E, de repente, os rapazes ganharam uma alcunha: os primos de Cabul.
Título:
Enviado por: Rui F. em Julho 09, 2009, 10:20:39 pm
Defesa: Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou envio de companhia para o Afeganistão em 2010

O Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou hoje o reforço da presença militar portuguesa no Afeganistão, com o envio de uma companhia de cerca 150 homens em 2010, além dos 40 militares e um C-130 que seguirão nas próximas semanas.

"No quadro da nova estratégia da NATO para o Afeganistão, o Conselho deu parecer favorável ao reforço da contribuição nacional, para o ano de 2010, com uma força de escalão companhia, análoga à que operou naquele teatro entre Agosto de 2005 e Julho de 2008", é referido numa nota informativa lida pelo general Goulão de Melo, no final da reunião da reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

Além disso, o Conselho deu também parecer favorável à proposta do Governo, "para empenhamento, por um período de três meses, de um Destacamento de Força Aérea, constituído por uma aeronave C130 e cerca de 40 militares".

Agência Lusa
Título:
Enviado por: dannymu em Julho 09, 2009, 10:38:01 pm
Citação de: "Rui F."
Defesa: Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou envio de companhia para o Afeganistão em 2010

O Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou hoje o reforço da presença militar portuguesa no Afeganistão, com o envio de uma companhia de cerca 150 homens em 2010, além dos 40 militares e um C-130 que seguirão nas próximas semanas.

"No quadro da nova estratégia da NATO para o Afeganistão, o Conselho deu parecer favorável ao reforço da contribuição nacional, para o ano de 2010, com uma força de escalão companhia, análoga à que operou naquele teatro entre Agosto de 2005 e Julho de 2008", é referido numa nota informativa lida pelo general Goulão de Melo, no final da reunião da reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

Além disso, o Conselho deu também parecer favorável à proposta do Governo, "para empenhamento, por um período de três meses, de um Destacamento de Força Aérea, constituído por uma aeronave C130 e cerca de 40 militares".

Agência Lusa


Eu concordo que se participe activamente no Afeganistão. Só não concordo é com a missão na UNIFIL e na KFOR no Kosovo.

E a notícia dá-me a ideia de que Comandos e Pára-Quedistas serão destacados para o Afeganistão em 2010, o que não me surpreenderia pois os militares da BRR são os que são melhor treinados e equipados. Será que alguém com mais conhecimentos podia-me confirmar isso?
Título:
Enviado por: André em Julho 10, 2009, 01:41:27 pm
Afastar insurgentes no sul vai ser um longo processo, diz general McChrystal

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F1.bp.blogspot.com%2F_qu97vVnoSKc%2FSgh0z43vjvI%2FAAAAAAAAC_Y%2FU9Sfi2TvVEM%2Fs320%2Fstanley%2Bmcchrystal.jpg&hash=32cd79fe92664acc0e0bac84c9fb2210)


O general norte-americano Stanley McChrystal, chefe das forças internacionais no Afeganistão, disse hoje à Lusa em Cabul estar preparado contra eventuais perturbações ao processo eleitoral e que a campanha militar no sul «é um longo e difícil processo»

As operações no sul do Afeganistão envolvem 4 000 militares norte-americanos, canadianos e britânicos das Forças Internacionais de Assistência à Segurança (ISAF) numa campanha difícil e que, segundo o general McChrystal, pode ser longa porque é difícil afastar os «insurgentes» da população civil.

«A situação no sul é difícil. Nós estamos a avançar e penso que estamos a fazer progressos, mas vai ser um longo e difícil processo afastar os insurgentes da população. Creio que a população aprecia o que estamos a fazer», disse o general após a cerimónia militar de passagem de comando do Comando Central Regional (RCC) no aquartelamento de «Camp Warehouse» em Cabul.

Para o general McChrystal, são previsíveis perturbações durante as eleições presidenciais de 20 de Agosto, cuja campanha começa no dia 16 de Julho. A ISAF, em conjunto com as autoridades afegãs, vai garantir a segurança do processo.

«As eleições são muito importantes para o povo afegão. Eu penso que os insurgentes vão tentar perturbar o processo e tentar afastar dos afegãos o direito ao voto, e o direito que têm sobre a escolha do seu futuro», afirmou.

«Nós trabalhamos em conjunto com o Governo afegão e com a comunidade internacional para garantirmos a segurança para que as pessoas tenham liberdade para se deslocarem às assembleias de voto e votarem para a liderança do país», disse à Lusa o comandante da ISAF, que não se referiu ao eventual aumento do número de tropas estrangeiras.

«Eu não fiz nenhum pedido neste momento. Estamos neste momento a proceder a análises estratégicas e só depois tomaremos decisões sobre o que vamos pedir», concluiu o general Stanley McChrystal.

O brigadeiro-general Solsteiner do Exército Francês, até hoje responsável pelo Comando Regional da Capital, foi rendido hoje pelo brigadeiro-general Maciel Druart, que disse à agência Lusa que a principal preocupação são as eleições presidenciais de 20 de Agosto.

«A minha principal preocupação são as eleições. É assegurar as condições para as eleições. Neste momento é a minha única preocupação, que as eleições decorram da melhor forma possível», disse o novo comandante do RCC, general Druart, da Brigada de Infantaria de Montanha, também do Exército francês.

Na cerimónia militar de transferência de comando esteve presente a OMLT (Operational Mentor Liasion Team) de guarnição portuguesa, comandada pelo tenente-coronel Costa Santos.

Portugal tem actualmente um contingente de 102 militares nas Forças Internacionais de Assistência à Segurança no Afeganistão.

O Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou quinta-feira o reforço da presença militar portuguesa no Afeganistão, com o envio de uma companhia de cerca 150 homens em 2010, bem como de 40 militares e um C-130 que seguirão nas próximas semanas.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Julho 13, 2009, 05:45:37 pm
Londres defende plano de guerra no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.worldsikhnews.com%2F21%2520January%25202009%2FImage%2FDavid%2520Miliband.jpg&hash=fb80bfe7923046c1d5fc059fd6552020)

O ministro das Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Miliband, defendeu hoje o plano de guerra do país no Afeganistão, visando a diminuir as preocupações públicas com o aumento das mortes de soldados envolvidos no conflito.

«Esta é uma missão que foi desenvolvida com uma estratégia muito clara. Acima de tudo, é para nos manter seguros em casa, porque nós sabemos que existem áreas no Afeganistão e no seu vizinho Paquistão que são usadas para promover o terrorismo em todo o mundo», disse Miliband ao programa de televisão GMTV.

O ministro admitiu que os 8.000 soldados britânicos naquele país vão permanecer em perigo por causa das atividades perigosas que realizam.

«Nós não vamos conseguir realizar nossa missão no Afeganistão com tanques e helicópteros. O maior perigo que nossas tropas enfrentam está no solo», disse.

Durante a entrevista, Miliband negou as acusações de membros da oposição de que as tropas não tinham os equipamentos necessários para lutar e insistiu em que a estratégia do governo é a mais acertada e deixará o Reino Unido mais seguro face a ataques terroristas.

Quinze militares do Reino Unido morreram este mês no Afeganistão, sendo oito num período de 24 horas no final da semana passada. Três deles tinham apenas 18 anos.

Nesta segunda-feira, os jornais do país surgiram cheios de fotos dos soldados mortos e de tributos prestados por seus companheiros.

As tropas britânicas participam, ao lado de cerca de 4.000 fuzileiros norte-americanos e centenas de agentes de segurança afegãos, na operação Khanjar, uma grande ofensiva das tropas para tentar reconquistar o controlo sobre a província de Helmand, no sul do Afeganistão.

Uma recente sondagem de opinião publicada no jornal The Guardian mostrou que 47% dos cidadãos britânicos apoiam a guerra no Afeganistão, enquanto 46% se opõe ao conflito.

A análise apontou que o apoio à intervenção militar subiu 15% em relação a 2006.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Julho 13, 2009, 09:02:14 pm
citaçao : "A análise apontou que o apoio à intervenção militar subiu 15% em relação a 2006. "

Esquisito, hoje mesmo alguns media franceses dizem precisamente o contrario :  a oposiçao da populaçao britanica à guerra no Afeganistao vai crescendo e existe a sensaçao generalizada que esta guerra nao se pode ganhar...

Os foristas que residem na GBR dizem o quê sobre o estado de espirito reinante nos subditos de S.M.  em relaçao a esta guerra ?
Título:
Enviado por: André em Julho 13, 2009, 10:01:56 pm
Exército francês espera «um Verão quente» no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2F9%2F9a%2FNicolas_Sarkoky_Bastille_Day_2008_n2-Georgelin.jpg%2F200px-Nicolas_Sarkoky_Bastille_Day_2008_n2-Georgelin.jpg&hash=4b50680e3358e7c7c3caa0576c60275b)

O chefe de Estado-Maior das Forças Armadas francesas prevê um "Verão quente" no Afeganistão, destacando um "aumento bastante sensível" dos ataques dos talibãs com engenhos explosivos, numa entrevista a publicar terça-feira pelo diário Le Parisien.

Para o general Jean-Louis Georgelin, a utilização dos engenhos explosivos improvisados (IED) "mostra que não há exército talibã constituído e capaz de manobrar". "O activismo dos rebeldes está também ligado à proximidade das eleições (presidenciais e provinciais) de 20 de Agosto: cada vez que há perspectivas de eleições democráticas, observa-se uma intensificação da acção dos rebeldes", acrescenta o general Georgelin, para quem "sim, o Verão será quente" no Afeganistão.

Repete que a França não aumentará a sua participação" neste país, mas lembra que haverá "uma reorganização do dispositivo" francês para que "as unidades que enquadram o exército afegão possam ser agrupadas sob comando francês numa mesma zona.

Questionado para dizer se foram tiradas todas as lições da emboscada de Agosto passado, que custou a vida a dez soldados franceses, ele defende que a preparação das unidades é conduzida de "forma extremamente meticulosa", que o equipamento das unidades deu lugar a "um esforço considerável" e que foi realizado um "esforço consequente" no "domínio da recolha de informação".

"As críticas que ouvi depois da emboscada (…) já são passado. Não temos rigorosamente nada a invejar aos nossos aliados", afirma.

Falando dos perigos corridos pelos soldados, o general Georgelin sublinha que a guerra "carrega no botão à distância é uma ilusão". A guerra "morte zero" é uma ilusão. Quando desejamos defender os nossos valores e os nossos interesses, será sempre preciso homens e mulheres que estejam prontos a dar a vida".

Uma equipa médica militar portuguesa de 15 elementos partiu no início de Julho para o Afeganistão onde vai prestar apoio aos efectivos da NATO presentes no país e à população civil de Cabul.

Actualmente, encontram-se no Afeganistão 87 militares portugueses que com a chegada desta equipa médica passam a 102 ao serviço da Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF).

No final do mês de Julho, devem ser enviados para o país mais 40 militares, que constituem o destacamento de um avião de transporte Hércules C-130, para prestarem apoio às eleições presidenciais no Afeganistão, marcadas para 20 de Agosto.

Portugal iniciou a participação na ISAF em 2002 com a presença de uma equipa sanitária dos três ramos das Forças Armadas (três meses) e um avião de transporte Hércules C-130 (quatro meses).

Lusa
Título:
Enviado por: cromwell em Julho 14, 2009, 03:09:26 pm
Por agora, não temos veículos 4x4 anti-minas.
O concurso é importante.

Se os Comandos voltarem ao Afeganistão, ainda vão continuar com os mesmos veículos desaquados para aquela operação.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 14, 2009, 03:50:49 pm
Comandos, Páras, Rangers, Fuzos, etc.

Hummer? Se fossem todos como os da FAP já não era mau.
Título:
Enviado por: dannymu em Julho 22, 2009, 10:20:54 pm
Talvez esteja a ser demasiado impaciente e curioso mas já está decidido que companhia vai para o Afeganistão em 2010? Serão Comandos, Pára-Quedistas ou Fuzileiros? Ou será que as chefias militares mais os governantes estão ainda a decidir sobre esse aspecto?
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 23, 2009, 10:19:34 am
Citação de: "dannymu"
Talvez esteja a ser demasiado impaciente e curioso mas já está decidido que companhia vai para o Afeganistão em 2010? Serão Comandos, Pára-Quedistas ou Fuzileiros? Ou será que as chefias militares mais os governantes estão ainda a decidir sobre esse aspecto?


Neste momento os primeiros a avançar serão os comandos, durante seis meses.
Título:
Enviado por: tyr em Julho 23, 2009, 11:36:36 am
e espero que desta vez já levem uma equipa CIED (sapadores de engenharia e pessoal EOD)
Título:
Enviado por: André em Julho 23, 2009, 05:40:11 pm
Guerra no Afeganistão «vale o esforço»

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fblog.estadao.com.br%2Fblog%2Fmedia%2FJoeBidenLrg.jpg&hash=5c69ba1001d234e79a5b5141c21a8622)

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, considerou hoje que a guerra no Afeganistão «vale o esforço» para os norte-americanos e para o Reino Unido.

«Vale o esforço que estamos a fazer», disse em declarações à BBC, acrescentando que grupos terroristas na fronteira do país com o Paquistão podem «levar a destruição» à Europa e Estados Unidos.

O número de mortes de soldados estrangeiros aumentou muito recentemente, o que suscitou questões na Grã-Bretanha sobre o envolvimento dos seus soldados na guerra.

Numa entrevista durante a viagem à Ucrânia e Geórgia, Biden sugeriu, no entanto, que serão necessários mais sacrifícios durante o que designou como a «época de batalha».

O vice norte-americano insistiu que, «em termos de interesse nacional do Reino Unido, Estados Unidos e Europa, [a guerra] vale o esforço e o sacrifício. E mais virá». disse.

Acrescentou que, pela primeira vez, as forças estão a enfrentar directamente os talibãs nalgumas zonas do país.

«Esta, infelizmente, é a época de batalha [...], as árvores cresceram de novo nas montanhas, as pessoas podem infiltrar-se a partir das colinas do Paquistão na província de Helmand, onde os talibãs têm o controlo há alguns anos, e estamos a enfrentá-los agora», salientou.

«Este é o local de onde vieram os ataques do 11 de Setembro e todos aqueles ataques na Europa que foram organizados pela Al Qaeda, entre o Afeganistão e o Paquistão», acrescentou.

Biden afirmou que grupos terroristas que se abrigam na região da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, combinados com o papel do país no tráfico internacional de drogas fornecendo 90% da heroína consumida no mundo - significa que a guerra no Afeganistão precisa de êxito.

«É um lugar que, se (a situação) não for resolvida, vai continuar a levar destruição à Europa e aos EUA», disse.

O vice afirmou que o objectivo dos EUA é «erradicar o terrorismo e não deixar que ele volte», destacando a importância da erradicação de cultivos de papoilas para a produção de heroína, cujo comércio financia a Al Qaeda e jihadistas radicais.

Ao ser questionado sobre o anúncio recente sobre o adiamento da divulgação do relatório sobre o encerramento do campo de prisioneiros da baía de Guantánamo, Biden afirmou que o governo tem estado a tentar determinar o que deve acontecer com cada um dos detidos mantidos no local.

«Estamos a analisar os registos de cada um dos detidos... para decidir se eles devem ou não ser julgados (ou) libertados e, se este for o caso, que país pode recebê-los de volta se não pudermos enviá-los para os seus países de origem, no caso de estarem ameaçados de torturas ou maus tratos».

No entanto, Biden afirmou que está confiante de que o campo ainda será encerrado de acordo com o calendário estabelecido pelo presidente Barack Obama, em Janeiro, e sugeriu que alguns dos detidos poderão ser mantidos noutra prisão.

«Esperamos que antes de Janeiro, bem antes de Janeiro, tenhamos uma decisão sobre cada um dos indivíduos presos», afirmou.

Lusa
Título:
Enviado por: Camuflage em Agosto 14, 2009, 09:46:03 pm
Citar
Elite Officer Recalls Bin Laden Hunt
Delta Force Commander Says The Best Plan To Kill The Al Qaeda Leader In 2001 Was Nixed

Shortly after 9/11, the Pentagon ordered a top secret team of American commandos into Afghanistan with a single, simple order: kill Osama bin Laden. It was America's best chance to eliminate the leader of al Qaeda. The inside story of exactly what happened in that mission, and how close it came to its objective has never been told until 60 Minutes and correspondent Scott Pelley reported this story last fall.

The man you are about to meet was the officer in command, leading a team from the U.S. Army's mysterious Delta Force - a unit so secret, it's often said Delta doesn't exist. But you are about to see Delta's operators in action.

Why did the mission commander break his silence after seven years? He told 60 Minutes that most everything he'd read in the media about his mission is wrong and he wants to set the record straight.


ver noticia completa em: http://www.cbsnews.com/stories/2008/10/ ... 4937.shtml (http://www.cbsnews.com/stories/2008/10/02/60minutes/main4494937.shtml)
Título: afeganistao
Enviado por: Hummer11 em Agosto 17, 2009, 06:15:59 pm
boas pessoal

Pra ja o que sei, é que ate outubro portugal irá enviar um grupo de 40 militares que iram reforçar a "ISAF" durante 6 meses, contando com comandos e fuzos.


Cumprimentos,
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: borisdedante em Outubro 15, 2009, 06:50:22 pm
French troops were killed after Italy hushed up ‘bribes’ to Taleban

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/w ... 875376.ece (http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/Afghanistan/article6875376.ece)

Citar
When ten French soldiers were killed last year in an ambush by Afghan insurgents in what had seemed a relatively peaceful area, the French public were horrified.

Their revulsion increased with the news that many of the dead soldiers had been mutilated — and with the publication of photographs showing the militants triumphantly sporting their victims’ flak jackets and weapons. The French had been in charge of the Sarobi area, east of Kabul, for only a month, taking over from the Italians; it was one of the biggest single losses of life by Nato forces in Afghanistan.

What the grieving nation did not know was that in the months before the French soldiers arrived in mid-2008, the Italian secret service had been paying tens of thousands of dollars to Taleban commanders and local warlords to keep the area quiet, The Times has learnt. The clandestine payments, whose existence was hidden from the incoming French forces, were disclosed by Western military officials.

US intelligence officials were flabbergasted when they found out through intercepted telephone conversations that the Italians had also been buying off militants, notably in Herat province in the far west. In June 2008, several weeks before the ambush, the US Ambassador in Rome made a démarche, or diplomatic protest, to the Berlusconi Government over allegations concerning the tactic.

However, a number of high-ranking officers in Nato have told The Times that payments were subsequently discovered to have been made in the Sarobi area as well.

Western officials say that because the French knew nothing of the payments they made a catastrophically incorrect threat assessment.

“One cannot be too doctrinaire about these things,” a senior Nato officer in Kabul said. “It might well make sense to buy off local groups and use non-violence to keep violence down. But it is madness to do so and not inform your allies.”

On August 18, a month after the Italian force departed, a lightly armed French patrol moved into the mountains north of Sarobi town, in the district of the same name, 65km (40 miles) east of Kabul. They had little reason to suspect that they were walking into the costliest battle for the French in a quarter of a century.

Operating in an arc of territory north and east of the Afghan capital, the French apparently believed that they were serving in a relatively benign district. The Italians they had replaced in July had suffered only one combat death in the previous year. For months the Nato headquarters in Kabul had praised Italian reconstruction projects under way around Sarobi. When an estimated 170 insurgents ambushed the force in the Uzbin Valley the upshot was a disaster. “They took us by surprise,” one French troop commander said after the attack.

A Nato post-operations assessment would sharply criticise the French force for its lack of preparation. “They went in with two platoons [approximately 60 men],” said one senior Nato officer. “They had no heavy weapons, no pre-arranged air support, no artillery support and not enough radios.”

Had it not been for the chance presence of some US special forces in the area who were able to call in air support for them, they would have been in an even worse situation. “The French were carrying just two medium machine guns and 100 rounds of ammunition per man. They were asking for trouble and the insurgents managed to get among them.”

A force from the 8th Marine Parachute Regiment took an hour and a half to reach the French over the mountains. “We couldn’t see the enemy and we didn’t know how many of them there were,” said another French officer. “After 20 minutes we started coming under fire from the rear. We were surrounded.”

The force was trapped until airstrikes forced the insurgents to retreat the next morning. By then ten French soldiers were dead and 21 injured.

The French public were appalled when it emerged that many of the dead had been mutilated by the insurgents— a mixed force including Taleban members and fighters from Hizb e-Islami.

A few weeks later French journalists photographed insurgents carrying French assault rifles and wearing French army flak jackets, helmets and, in one case, a dead soldier’s watch.

Two Western military officials in Kabul confirmed that intelligence briefings after the ambush said that the French troops had believed they were moving through a benign area — one which the Italian military had been keen to show off to the media as a successful example of a “hearts and minds” operation.

Another Nato source confirmed the allegations of Italian money going to insurgents. “The Italian intelligence service made the payments, it wasn’t the Italian Army,” he said. “It was payments of tens of thousands of dollars regularly to individual insurgent commanders. It was to stop Italian casualties that would cause political difficulties at home.”

When six Italian troops were killed in a bombing in Kabul last month it resulted in a national outpouring of grief and demands for troops to be withdrawn. The Nato source added that US intelligence became aware of the payments. “The Italians never acknowledged it, even though there was intercepted telephone traffic on the subject,” said the source. “The démarche was the result. It was not publicised because it would have caused a diplomatic nightmare. We found out about the Sarobi payments later.”

In Kabul a high-ranking Western intelligence source was scathing. “It’s an utter disgrace,” he said. “Nato in Afghanistan is a fragile enough construct without this lot working behind our backs. The Italians have a hell of a lot to answer for.”

Haji Abdul Rahman, a tribal elder from Sarobi, recalled how a benign environment became hostile overnight. “There were no attacks against the Italians. People said the Italians and Taleban had good relations between them.

“When the country [nationality of the forces] changed and the French came there was a big attack on them. We knew the Taleban came to the city and we knew that they didn’t carry out attacks on the Italian troops but we didn’t know why.”

The Italian Defence Ministry referred inquiries to the Prime Minister’s Office. A spokesman said: “The American Ambassador in Rome did not make any formal complaint. He merely asked for information, first from the previous Government and then from the current Government. The allegations were denied and they are totally unfounded.”

Silvio Berlusconi, the Prime Minister, defeated Romano Prodi at elections in April 2008.

The claims are not without precedent. In October 2007 two Italian agents were kidnapped in western Afghanistan; one was killed in a rescue by British special forces. It was later alleged in the Italian press that they had been kidnapped while making payments to the Taleban.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Miguel em Outubro 15, 2009, 07:49:35 pm
Gravissimo!

Os italianos pagavam aos talibans para nao ser atacados, e entre aliados nao se troca info?
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: FoxTroop em Outubro 28, 2009, 12:00:30 am
http://news.yahoo.com/s/ap/20091027/ap_ ... n_strength (http://news.yahoo.com/s/ap/20091027/ap_on_re_eu/eu_nato_taliban_strength)

O balanço militar não parece ser muito favorável. Sem froças motivadas e aguerridas que procurem combate tenho muitas dúvidas que alguma vez o saldo por aqueles lados seja positivo.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: typhonman em Outubro 28, 2009, 01:35:31 am
Enquanto americanos,canadianos,holandeses e ingleses andam a levar no lombo, os outros  meninos "chiques" da UE como Itália,Alemanha,Espanha e Bélgica andam nas patrulhas em áreas medianamente pacificadas, realmente que ricos aliados.  :G-beer2:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 21, 2009, 06:29:04 pm
Sem tropas estrangeiras, Karzai cairia numa questão de dias ou semanas

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.cfr.org%2Fcontent%2Fpublications%2Fimages%2FKarzai_9-21-06.jpg&hash=2bf7e58851ae5550d73ecfedcd373d87)


O governo de Hamid Karzai cairia em questão dias ou semanas se as forças estrangeiras saíssem agora do Afeganistão, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Miliband, em entrevista publicada hoje pelo jornal The Guardian.

"Se as forças internacionais partirem, pode falar-se de um prazo: cinco minutos, 24 horas ou sete dias para as forças rebeldes derrotarem as forças (governamentais) preparadas para resistir e estaríamos como no princípio", afirmou o ministro britânico.

Na entrevista, feita no fim de uma visita a Cabul para assistir à tomada de posse de Karzai para um segundo mandato presidencial, Miliband pede mais tempo para assegurar que os afegãos possam garantir por si próprios que os talibãs e a Al-Qaeda não voltem a controlar o país.

O chefe da diplomacia britânica admite ser "triste" que os afegãos continuem a ter necessidade desta ajuda, mas insiste no facto de que, sem tropas estrangeiras presentes, o Afeganistão "sucumbiria" num curto espaço de tempo.

O Reino Unido sofreu uma centena de baixas durante o último ano no Afeganistão, pelo que o responsável dos Negócios Estrangeiros disse compreender as razões da opinião pública britânica, que em sondagens recentes mostram uma rejeição crescente a esta guerra e pedem o regresso a casa dos 9.000 britânicos destacados neste país.

"Por razões trágicas, há ali muito interesse", indica Miliband, recordando que "o Afeganistão não estava nas primeiras páginas dos periódicos desde há seis meses por razões óbvias".

"O que devemos fazer é explicar às pessoas que os custos a seguir lá são reais, mas menores que os custos de abandonar" o país, afirma o chefe da diplomacia britânica.

O argumento do Governo trabalhista de Gordon Brown é que o Afeganistão está na guerra contra o terrorismo islamita e que abandonar o Afeganistão ao seu destino derivaria em novos atentados terroristas em solo britânico.

Embora o número de partidários de uma saída das tropas tenha aumentado significativamente nos últimos meses, Miliband não crê que a opinião pública britânica venha a chegar ao ponto de exigir uma retirada imediata dos efectivos actuais.

O Governo britânico ofereceu Londres para acolher no próximo mês de Janeiro uma conferência internacional sobre o Afeganistão, em que seja elaborada uma estratégia conjunta que fixe um calendário para a preparação completa das forças de segurança afegãs, a cessação do controlo da segurança e a retirada militar.

DN
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2009, 02:44:24 pm
Tropas de reforço norte-americanas vão concentrar-se no sul do Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fblog.cleveland.com%2Fworld_impact%2F2009%2F03%2Flarge_Kabul-blast-site-GIs-Mar15-09.jpg&hash=fb0f5bd5190b5a1de24abbd80d50003a)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviará entre 20 mil e 40 mil soldados de reforço para o Afeganistão, que se concentrarão na região de Kandahar, no sul do país, considerada o maior reduto talibã, avança hoje o The Wall Street Journal.

O jornal, que cita entre as suas fontes o novo comandante das forças de coligação no sul do Afeganistão, o general britânico Nick Carter, acrescenta que os comandantes militares já preparam o envio das tropas adicionais.

«Os comandantes militares no Afeganistão destinarão a maior parte das novas tropas (norte-americanas) para controlar a conflituosa região sul do país e vão concentrar-se especialmente nessa cidade (Kandahar), a principal base de poder dos talibãs», segundo o jornal.

Obama anunciará a sua estratégia na próxima semana, «mas, inclusivamente antes de o presidente apresentar o seu plano perante a opinião pública, os comandantes militares no terreno já estão prontos para aplicar um plano que faz de Kandahar o eixo da luta que se aproxima», continua a matéria.

Os comandantes militares «planificam a localização de milhares de soldados, agora dispersos no sul (afegão), num nutrido cordão nos arredores de Kandahar», acrescenta o jornal.

in Diário Digital
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2009, 01:43:46 am
EUA pediram à França reforço de 1500 soldados

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fmedia.monstersandcritics.com%2Fgalleries%2F1257924%2F0138960850085.jpg&hash=27c339579ffc1091df7ae5bbfb053969)

Os Estados Unidos pediram à França para aumentar, em 1500 soldados, o seu contingente militar no Afeganistão, revela o Le Monde, mas a presidência francesa e o Ministério dos Negócios Estrangeiros recusam confirmar esta informação.

De acordo com o jornal diário, Le Monde, que cita fontes diplomáticas não identificadas, o pedido foi formulado na passada quinta-feira via telefone pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ao chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner.

Questionado sobre as informações do Le Monde, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Valero, disse não desejar responder, tendo a presidência recusado também fazer comentários.

Segundo o Eliseu, o Chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy disse hoje ao presidente dos EUA, Barack Obama, durante uma conversa telefónica de 40 minutos, que a formação das tropas afegãs continua a ser uma prioridade da França, que irá permanecer ao lado do povo afegão e dos seus aliados tanto tempo quanto o necessário para que os afegãos assumam progressivamente as suas responsabilidades.

Até ao momento, a França sempre se recusou a aumentar o seu contingente no Afeganistão, formado actualmente por cerca de 3300 militares.

No entanto, após meses de discussões no seio da administração e de várias reuniões com os seus principais conselheiros militares, Obama deverá aumentar o contingente e espera o contributo dos países seus aliados.

Ao longo dos últimos meses, circularam nos meios de Washington números que apontavam para um reforço de entre 10 mil e 40 mil efectivos mas, segundo dados recentes da imprensa norte-americana, o cenário mais provável é o de um aumento na ordem dos 30 a 35 mil soldados.

in TSF
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 02, 2009, 02:48:29 pm
Obama arrisca tudo para vencer talibãs no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg442.imageshack.us%2Fimg442%2F5563%2Fobamaiv.jpg&hash=7c61a0945d432d9f89f31f832fe1e1bc)


Presidente norte-americano anunciou ontem à noite, num discurso à nação, o envio de mais 30 mil soldados durante os próximos seis meses e explicou aos americanos qual  o seu plano para acabar com a guerra.

Barack Obama anunciou ontem à noite (madrugada de hoje em Lisboa) o envio de mais 30 mil soldados para o Afeganistão. Após meses de especulação, a América ouviu o Presidente explicar porque o reforço é a solução para vencer os talibãs e pôr fim à guerra.

O envio de 30.000 soldados suplementares para o Afeganistão é "de um interesse nacional vital" para os Estados Unidos, declarou o presidente norte-americano, revelando que os reforços vão custar 30 mil milhões de dólares a Washington.

Obama anunciou a nova estratégia de guerra aos conselheiros domingo numa reunião na Casa Branca e deu ordens para que seja posta em prática. O New York Times noticiava ontem que os reforços serão destacados nos próximos "seis meses", muito mais rápido do que era esperado.

Em Março, o Presidente já tinha ordenado o envio de 21 mil homens para a guerra. Os novos reforços elevarão o contigente dos EUA para cerca de cem mil soldados. Desde que chegou à Casa Branca, há menos de um ano, Obama duplicou o número de tropas americanas no Afeganistão.

Num discurso na Academia Militar de West Point, o Presidente repetiu que a "guerra é necessária" e que os reforços são o caminho mais curto para sair dela. Com esta aparente contradição Obama passou ao mesmo tempo recados para amigos e inimigos.

Aos democratas (do seu partido) e aliados estrangeiros, acena com a retirada. Aos republicanos conservadores e aos inimigos talibãs garante que não desistirá.

Ontem o Presidente não se comprometeu com prazos de retirada, mas a Casa Branca deixou claro que não haverá outros oito anos de guerra. "O nosso tempo é limitado. As pessoas vão perceber isso," disse o porta-voz Robert Gibbs.

A Casa Branca passou os últimos três meses a rever a estratégia para conter a insurreição talibã fez um número de baixas recorde nas forças americanas no último ano. Contra a opinião do vice-presidente Joe Biden, Obama decidiu responder ao reforço de tropas pedido pelo comandante das forças no Afeganistão, o General Stanley McChrystal.

A estratégia é semelhante à seguida por George W. Bush no Iraque em 2007 e contra a qual Obama votou enquanto senador, pelo Ilinóis, no Congresso. Os objectivos principais é o de impedir o regresso em força da Al-Qaeda ao Afeganistão, enfraquecer os talibãs e mantê-los fora do poder.

As forças americanas vão ser concentradas nos centros populacionais que os rebeldes controlam e onde têm mais poder como Kandahar, no sul, e Khost, no leste. Ao mesmo tempo, será dada prioridade à formação da polícia e exército afegãos. Actualmente as forças afegãs controlam apenas a zona da capital, Cabul. A ideia de Washington é entregar-lhes o poder província a província, durante os próximos anos.

Além do combate, Washington tentará aliciar os talibãs moderados com empregos nas forças de segurança e vai canalizar ajudas directamente para as regiões ou para os ministérios, evitando assim a corrupção do poder central.

Segunda-feira, ainda antes de anunciar os seus planos aos americanos, Obama telefonou aos aliados para pedir o envio de mais cinco a dez mil reforços. Até agora, só o Reino Unido prometeu enviar 500 homens. Sexta-feira, a secretária de Estado Hillary Clinton deverá repetir o apelo numa reunião da NATO, em Bruxelas.

in DN
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 02, 2009, 07:39:20 pm
Plano de Obama agrada às forças armadas

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Flornakismet.files.wordpress.com%2F2009%2F10%2Fmcchrystal_general030322.jpg&hash=09bc3f364c57df2024211bf1c1e1e05a)

O general Stanley McChrystal, comandante das forças-armadas da NATO e dos EUA no Afeganistão, ficou satisfeito com o envio de mais 30 mil soldados norte-americanos para a guerra contra os talibãs.

«As tropas adicionais vão fazer uma enorme diferença. Vamos poder actuar da melhor forma», salientou o general.

Mas McChrystal avisa que o grande número de reforços militares não será o factor fundamental para levar a guerra no Afeganistão a bom porto.

«Não é o número de inimigos que matamos que importa, mas sim o número de pessoas que conseguimos convencer, o número de civis que conseguimos salvar, o número de casas que não serão destruídas e o número de crianças que poderão ir à escola em segurança», explicou.

Barack Obama, presidente dos EUA, anunciou esta quarta-feira, o envio de 30 mil tropas para solo afegão, para ajudar a cumprir o novo plano de quatro fases traçado pelo executivo de Washington (destruir qualquer oposição talibã; garantir segurança; reconstruir e devolver o país aos seus responsáveis).

in A Bola
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Sertorio em Dezembro 03, 2009, 05:22:08 pm
Antigo comandante sovietico no Afeganistão considera errada a estratégia norte americana no Afeganistão
http://www.cnn.com/2009/WORLD/asiapcf/12/01/afghanistan.soviet.lessons/index.html
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Vicente de Lisboa em Dezembro 04, 2009, 02:25:14 pm
Citar
Nato allies to send extra 7,000 troops to Afghanistan

Nato's top official says countries will send at least 7,000 extra troops to support the US surge in Afghanistan.


Speaking at a Nato summit in Brussels, Anders Fogh Rasmussen said there would be "more [troops] to come".

"At least 25 countries will send more forces to the mission in 2010," the Nato secretary general told reporters.

US Secretary of State Hillary Clinton described the response from Nato allies as "positive", and urged them to rally behind the new US Afghan strategy.

Some major countries are holding back, however. France and Germany, for instance, have not yet committed themselves to sending extra troops.

Meanwhile more than 1,000 Nato soldiers, most of them from the US, as well as Afghan troops, launched a major offensive in southern Afghanistan on Friday.

A US military spokesman said Operation Cobra's Anger in the northern part of Helmand province was aimed at cutting off insurgent supply and communication lines.

'Solidarity in action'

Earlier this week, US President Barack Obama announced he was sending an additional 30,000 troops to help battle the Taliban insurgency.

The US is calling on allies among the 43 nations with troops in Afghanistan to send about 10,000 extra soldiers.

Speaking at the Brussels talks, Mrs Clinton urged Nato and its partners to rally behind a new strategy to combat the insurgency and to "finish it together".

She said it was essential additional forces and non-military assistance be provided as quickly as possible.

"The need for additional forces is urgent, but their presence will not be indefinite," she told the meeting of Nato foreign ministers and representatives of non-Nato countries that have forces in Afghanistan.

Mr Rasmussen told delegates at Nato HQ that the coming year would "see a new momentum in this mission".

The BBC's Nick Childs, in Brussels, says the main thrust of Mr Rasmussen's speech was to insist on a message of solidarity, despite the challenges, and of unity behind the mission.

"In addition to the clear pledges already tabled, we have heard indications... that other allies and partners will probably be in a position to announce contributions in the coming weeks and months," Mr Rasmussen said.

"Isaf [International Security Assistance Force] will have at least 37,000 more soldiers in 2010 than it did this year.

"That is solidarity in action."

Warning for Kabul

But many Nato governments face publics even more sceptical about the mission than those of the US and Britain.

Even if more public announcements are forthcoming, turning these into firm pledges of the right troops at the right time and for the right missions may take longer, our correspondent adds.

Mr Rasmussen said several countries had pledged additional funds for development assistance as part of the mission's new approach in providing basic services to benefit the local people in Afghanistan.

But he warned that Kabul had to play its part in the reconstruction process.

"None of these initiatives are of any use if it is not backed up by good governance, efficient governance in Afghanistan, including a determined fight against corruption, a determined fight against the drug trade," he said.

"So the international community stands ready to assist Afghanistan in promoting economic and social development but it also takes a strong effort from the Afghan people and not least the Afghan government."
BBC Dixit (http://http)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 04, 2009, 02:45:00 pm
desses 7000. 150 serão Portugueses
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 05, 2009, 06:11:53 pm
O Presidente Obama e a retirada do Afeganistão
Alexandre Reis Rodrigues

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.utne.com%2FuploadedImages%2Futne%2Fblogs%2FPolitics%2FAmerican-Afghan-Afghanistan.jpg&hash=75f32563a055b48026b3e743d0c66727)

Para quem ainda tinha dúvidas sobre a personalidade do Presidente norte-americano, tudo ficou claro com a revelação da longamente esperada decisão sobre a estratégia a seguir no Afeganistão, tornada pública em West Point no meio de muita “pompa e circunstância”.

Ao contrário de Bush, Barak Obama é sobretudo um pragmático que pondera exaustivamente as suas opções; neste caso, não hesitou esperar quase três meses até ter recolhido toda a informação relevante e opiniões, ao longo de mais de vinte horas de reuniões em nove encontros com um alargado leque de conselheiros e peritos. Mesmo os seus opositores não hesitaram em cumprimentá-lo por esse esforço. Porém, isso não o vai poupar a duras críticas por parte dos que defendiam a continuação da campanha de contra-insurreição até à assimilação dos talibãs ou ao seu afastamento.

Obama não decidiu exactamente nesse sentido, não obstante o reforço de 34.000 efectivos dar, numa primeira impressão, essa ideia. No essencial, o Presidente quer tirar os EUA da guerra, fazendo a transição das responsabilidades pela segurança do país para as forças afegãs de uma forma responsável mas no mais curto espaço de tempo possível. Mal grado a enorme dificuldade (impossibilidade?) de alcançar este objectivo nas condições indicadas, o Presidente já marcou um prazo de dezoito meses, ao fim do qual pretende iniciar o processo de retirada, embora sob a reserva do exame da situação que então fará. O sinal, em qualquer caso, está dado e é muito claro; quer a retirada total antes de concluir o actual mandato.

O Presidente terá concluído que não seria possível levar a bom termo a campanha de contra-insurreição, pelo menos num curto espaço. Na verdade, ninguém lhe poderá ter dado essa perspectiva; seria sempre uma questão de anos, senão décadas, mesmo para os que pensam que a “vitória” seria possível. Obama também terá tido presente as lições do passado e, possivelmente, a experiência soviética; talvez lhe tenham recordado a reunião do marechal Sergei Akhromeyev em Novembro de 1986 com o Politburo, a tentar explicar porque os 110.000 homens que tinha no terreno, ao fim de nove anos de guerra, ainda não chegavam para combater a insurreição: «without them, without a lot more men, this war will continue for a very, very long time» (Transcripts of defeat, Victor Sebestyen, IHT, 301009).

Obama dá ao general Mc Chrystal quase exactamente o que constou ter sido pedido em recursos militares. O general terá mais três brigadas (uma dos Marines e duas do Exército, 23.000 efectivos) para operações de combate, cerca de 4000 no apoio de serviços e um quartel-general com 7000, num total de 34.000, ou seja 6000 abaixo do tecto mais referido. O presidente espera conseguir o que falta, através dos aliados, mas, até ao momento, apenas o Reino Unido respondeu positivamente com a promessa de envio de mais 500 militares a somar aos nove mil que tem no terreno. A França tem dito que não envia mais soldados; talvez a Austrália possa dar um novo contributo significativo. Portugal, segundo consta, enviará uma companhia de Comandos (cerca de 150 homens); em qualquer caso, em termos percentuais em função das respectivas populações, alguns países estão a contribuir mais do que os EUA; é o caso do Reino Unido, Holanda, Noruega, Dinamarca e Estónia). O secretário geral da NATO já fez um apelo para novos reforços.

Mc Chrystal defendeu também um incremento da presença civil («ISAF cannot succeed without a corresponding cadre of civilian experts to support the change in strategy») mas é pouco provável que a sua pretensão seja satisfeita; o Office of Civilian Reconstruction, no State Department, recentemente criado, não tem suficiente capacidade de resposta. Com a redução de 1100 para 600 dos funcionários da ONU, consequência do atentado terrorista que as suas instalações em Cabul sofreram recentemente, as perspectivas nesta área também não são boas. Vai ser nomeado, no entanto, um coordenador para as actividades civis, abrangendo as das 800 ONG que estão no terreno; vai ter uma tarefa quase impossível, conhecendo-se o pouco que essas organizações gostam de ouvir falar em coordenação e controlo.

O Presidente Obama definiu quatro objectivos principais: impedir que a al Qaeda volte a usar o Afeganistão como santuário; parar e inverter o crescente controlo territorial que os talibãs têm conseguido; melhorar as capacidades de intervenção das forças de segurança e do governo e, finalmente, a atrás mencionada criação de condições para a transferência de responsabilidades para as forças de segurança afegãs. Embora alguns destes objectivos tenham uma vertente civil, a militar está em todas e será decisiva.

Não vamos conseguir saber se McChrystal se sente confortável e satisfeito com a missão que o seu comandante-em-chefe lhe atribuiu (pode diferir um pouco em relação ao que veio a público e que acima se condensou). Mesmo que não esteja não o vai deixar transparecer, como bom militar que é. No entanto, não arrisco muito se assumir que não deve estar contente. É óbvio que em 18 meses (na prática serão apenas 12, porque os primeiros seis são o tempo necessário para os reforços chegarem ao teatro de operações) não é possível alterar substancialmente a situação existente, muito menos de forma consistente.

Mesmo que o Paquistão continue a ajudar activamente e que o Exército afegão consiga passar dos actuais 90.000 efectivos para os 134.000, conforme pretendido, tão curto espaço de tempo deixa escassas perspectivas para um desfecho nas condições enunciadas pelo Presidente; a questão não é de números apenas mas, sobretudo, de qualificações e de credibilidade e essas não surgem de um dia para o outro.

Inevitavelmente, o desfecho desta nova orientação vai ficar longe do perfeito. O Presidente sabe disso seguramente, mas optou pelo que designou “concluir a tarefa” (“finish the job”), sem especificar as condições, porque não quer manter os EUA envolvidos numa campanha de longa duração e de sucesso incerto. Julgo que tomou a decisão correcta, mas vai ser penoso ver o Afeganistão regredir nas poucas conquistas democráticas que conseguiu, depois da retirada da ISAF. O povo afegão vai continuar a sofrer.

in Jornal Defesa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 09, 2009, 09:51:13 pm
Aliados dos EUA prometem mais 6.800 soldados para o Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnewsmaverick.files.wordpress.com%2F2009%2F11%2Ftroops-isaf-phot-by-u-s-marine-coprs-corporal-john-scott-rafoss1.jpg&hash=a28649006dafce23f7ca5ef9bc56c273)

Trinta e seis países aliados dos EUA prometeram enviar mais 6.800 soldados para o Afeganistão como contribuição para a nova estratégia de combate aos talibãs.

"Os países da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), além dos EUA, anunciaram cerca de 6.800 soldados" a mais, declarou James Appathurai, porta-voz da NATO, ao dar conta de uma reunião de responsáveis militares realizada segunda-feira. "Trinta e seis países, membros e não membros da NATO, propuseram tropas suplementares", avançou, sem dar mais pormenores.

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, congratulou-se segunda-feira, durante a reunião dos 28 países da Aliança Atlântica e dos 16 que participam na ISAF, que tivessem sido anunciados "cerca de 7.000 soldados", como tinha sido acordado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados envolvidos.

As tropas juntar-se-ão aos cerca de 30.000 soldados norte-americanos suplementares que Washington vai enviar para o Afeganistão.

"As necessidades de tropas de combate serão em geral satisfeitas" quando os reforços forem destacados, considerou Appathurai, observando, no entanto, que "faltam ainda instrutores (...) assim como equipamentos difíceis, como helicópteros, como sempre".

Os EUA disseram esperar que estas novas tropas aliadas fossem enviadas para o Afeganistão no primeiro semestre de 2010, mas Appathurai não pode confirmar se será assim.

O porta-voz da ISAF, o general canadiano Eric Tremblay, sublinhou que os reforços serão utilizados para proteger os "corredores" entre as localidades afegãs e as infra-estruturas vitais como as estradas e as barragens.

Assinalando que "o principal obstáculo é a falta de segurança", considerou que "com a sua nova abordagem a ISAF deve abranger 60 a 70% da população afegã".

Ao mesmo tempo que prepara o exército afegão para assumir o controlo, a nova estratégia norte-americana, aprovada pela NATO, visa reconquistar a confiança dos afegãos afastando-os dos extremistas, que passaram a controlar alguns sectores do país e impuseram nos últimos anos perdas crescentes para as tropas estrangeiras.

in Diário Digital
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: bishop em Dezembro 16, 2009, 02:27:41 pm
por typhonman » Quarta 28 Out, 2009 1:35 am

Enquanto americanos,canadianos,holandeses e ingleses andam a levar no lombo, os outros meninos "chiques" da UE como Itália,Alemanha,Espanha e Bélgica andam nas patrulhas em áreas medianamente pacificadas, realmente que ricos aliados.  



 Vai dizer isso as famílias dos 4 italianos mortos na massoud square ou talvez ao belga que ficou sem joelho no atentado em KAIA...antes de vires a net criticar aquilo que não sabes olha por ti abaixo.....
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 22, 2009, 02:22:41 pm
NATO sairá do Afeganistão de acordo com situação no país

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Ftelegraph%2Fmultimedia%2Farchive%2F01378%2Fanders-fogh_1378957c.jpg&hash=e11e7bb75fffb2f82d1bc9352bb0504c)


O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, em visita a Cabul, assegurou hoje que a transferência da responsabilidade pela segurança do país às forças afegãs acontecerá de acordo com a situação no terreno e não com um calendário prefixado.
Rasmussen, que aterrou esta manhã em Cabul, apareceu aos jornalistas juntamente com o presidente afegão, Hamid Karzai, para garantir o compromisso da NATO com a segurança do país.

«Estaremos ao seu lado, protegeremos e ajudaremos a reconstruir o seu país até que vocês sejam capazes de se manter por si mesmos e de evitar que o terrorismo domine este país outra vez», manifestou.

Rasmussen lembrou que a missão da Isaf, sob comando da NATO, será «maior» durante 2010 e centrar-se-á em proteger a população, as estradas e os projectos de infra-estruturas.

«Treinaremos mais soldados e polícias afegãos e desde o início do ano começarão a liderar (as operações militares) no momento e no lugar em que estiverem preparadas», explicou.

Rasmussen afirmou que esta transferência de responsabilidade militar se baseará na situação no terreno e não num «calendário» preestabelecido.

Diário Digital
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 12, 2010, 07:26:59 pm
Talibãs podem ser descendentes de tribo de Israel


Dois geneticistas vão tentar identificar pela primeira vez se o principal grupo étnico que forma o grupo islâmico radical Talibã, os pashtuns, tem «origens bíblicas» e se os seus elementos são possíveis descendentes de uma das tribos perdidas de Israel.

O israelita Karl Skorecki e a indiana Shahnaz Ali tentarão descobrir se existe algum vínculo entre os pashtuns e a tribo bíblica de Efraim, informou esta terça-feira o jornal Yedioth Ahronoth.

Essa tribo era uma das dez que formavam o reino de Israel, conquistado pelos assírios por volta do ano 722 a.C. e cujos habitantes foram deportados por toda a região.

Antigas crenças indicam que algumas dessas tribos chegaram até à Índia, onde conservaram as suas tradições durante centenas de anos, mas acabaram por ser integrados à cultura local.

Por sua vez, os pashtuns, povo que vive no leste e no sul do Afeganistão e em diversas áreas do Paquistão, surgiram da região de Uttar Pradesh, no noroeste da Índia, não longe de onde supostamente foram assentados os israelitas deportados.

Entre os pashtuns existem lendas que remontam a sua origem ao Egipto faraónico, ao sustentar que são descendentes de egípcios que fugiram com Moisés e se integraram entre os israelitas.

Para confirmar a possível relação, Ali vai comparar as provas genéticas que conseguiu no noroeste da Índia com as do israelita Skorecki, subdirector do Hospital Rambam de Haifa e o maior especialista mundial em genética judaica.

Trata-se do primeiro estudo científico para tentar confirmar ou rejeitar as lendas e tradições mediante a busca de concordâncias genéticas.

A investigação, pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, durará de três meses a um ano.

Diário Digital
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2010, 05:51:40 pm
Alemanha sugere programa para "arrependidos" talibã e envia mais 1500 soldados para o Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.welt.de%2Fmultimedia%2Farchive%2F1239017900000%2F00787%2Feng_merkel_teaser_B_787146g.jpg&hash=2648cb45637ace43cb84c4affda11322)

O governo alemão defenderá na conferência internacional de Londres sobre o Afeganistão a criação de um programa para "arrependidos" talibãs, que incluiria apoio económico, prevendo também aumentar o seu contingente militar com mais 1.500 soldados.

"Os terroristas talibãs têm muitos seguidores que não caíram no mau caminho por fanatismo, mas por razões económicas. Queremos oferecer-lhes a eles e às suas famílias uma perspectiva económica e social", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, em entrevista publicada hoje pelo jornal Bild am Sonntag.

Westerwelle, que representará o governo alemão em Londres, considera que o objectivo da conferência internacional do próximo dia 28 deve centrar-se na "reconstrução civil" do Afeganistão, tendo em vista a "perspectiva de retirada" das tropas internacionais nos próximos quatro anos.

O seu colega da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, anunciou no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung um aumento do contingente actual de 4.500 na Isaf com mais 1.500 soldados.

A reunião em Londres será precedida pela visita a Berlim, terça-feira e quarta-feira, do presidente afegão, Hamid Karzai, que manterá um encontro com a chanceler Angela Merkel para discutir os preliminares da sua participação nesta conferência internacional.

Merkel anunciou sábado que a Alemanha vai acelerar a formação das forças de segurança no Afeganistão, numa mensagem vídeo difundida no seu blog na Internet.

"A Alemanha está sobretudo envolvida no norte do Afeganistão e é ali que vamos exercer o nosso compromisso de formação de forma mais acelerada do que temos feito até agora", acrescentou a chanceler, sem se referir ao envio de mais efectivos militares.

Os soldados alemães participam nas operações militares de grande envergadura lançadas há meses na região norte do país, que estão sob seu comando, mas o envolvimento de Berlim no Afeganistão é bastante impopular na Alemanha.

Ionline
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2010, 06:23:23 pm
Sarkozy recusa enviar mais tropas para o Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.esquire.com%2Fcm%2Fesquire%2Fimages%2Fnicolas-sarkozy-WI-0907-lg.jpg&hash=41f45bee3c4995fb500aab01b243a15d)


A França não vai enviar mais soldados para combaterem no Afeganistão, embora possa avançar com militares para treinarem as forças de segurança afegãs, anunciou hoje o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

«Há um ano e meio, quando pedi ao Parlamento o envio de [mais] 700 soldados, disse que, [a partir de então], não haveria mais soldados combatentes [no Afeganistão]. Estou a cumprir escrupulosamente os meus compromissos e a minha palavra», declarou à televisão TF1, sem descartar a hipótese de envio de militares para formação da polícia ou para ajudar a população.

As declarações de Sarkozy ocorrem a poucos dias de uma conferência internacional em Londres (Reino Unido) sobre o Afeganistão, onde é aguardado o anúncio do aumento do contingente do exército e da polícia afegãos.

Actualmente, 113 mil soldados das forças internacionais estão no Afeganistão, sem contar com o reforço de 30 mil militares norte-americanos anunciado em Dezembro pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Só a França tem no território afegão 3300 soldados.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2010, 11:35:48 pm
Estabilização passa por apoio à economia e responsabilização


O reforço do apoio económico ao Afeganistão e a responsabilização das autoridades locais pela resolução dos problemas do país serão "peças-chave" para a estabilização do país, defendeu hoje o presidente da Comissão de Segurança e Defesa da NATO.

Em declarações à Lusa na véspera da conferência de Londres sobre o Afeganistão, Miranda Calha afirmou que, para além do empenhamento de mais militares, o país asiático precisa de um apoio ao fortalecimento das suas instituições e do seu tecido económico e social que confira uma maior autonomia aos afegãos.

"A  "afeganização do problema" é um objectivo, mas há acções importantes na componente militar, económica, política e de ajuda (...). Tudo isto é importante para que os afegãos possam tomar nas suas mãos o seu próprio destino, para que não se eternize a presença das forças estrangeiras no país", afirmou o deputado português à Lusa.

"Para que os afegãos possam projectar o seu próprio futuro, a componente económica é a peça-chave", alertou.

Uma delegação da Comissão de Segurança e Defesa da NATO esteve nos últimos dias em Washington, para contactos com o general James Jones, Conselheiro Nacional de Segurança do presidente norte-americano, com a subsecretária Estado Ellen Tauscher, e com membros do Congresso e de alguns "think-tanks" da capital dos Estados Unidos.

Na agenda esteve o novo "conceito estratégico" da organização, a aprovar na próxima Cimeira de chefes de Estado e de Governo da NATO, marcada para Novembro em Lisboa, mas também o problema do Afeganistão e dos acordos internacionais de desarmamento nuclear (START).

Da cimeira de Londres sobre o Afeganistão, Miranda Calha espera um "maior consenso" dos parceiros internacionais envolvidos, mas também uma cooperação reforçada com países vizinhos como a Índia, o Irão e "especialmente" o Paquistão.

"A conferência pode ser um passo de afirmação dos objectivos para a região e para o país, ajudando na componente económica", considera.

Além do reforço da formação das Forças Armadas, perspectiva-se uma "evolução para a conscrição [alistamento]", que é "uma forma de inculcar [na população] um maior sentido das forças armadas".

A conferência de Londres irá reunir representantes de mais de 60 países, entre os quais Portugal, que se fará representar pelo ministro dso Negócios Estrangeiros, Luís Amado.

Segundo afirmaram nos últimos dias altos responsáveis das potências estrangeiras presentes no país, em vista está um plano de desmobilização das forças talibã, que passa pela oferta de dinheiro, empregos e formação aos rebeldes que abandonem as armas.

"A conferência vai ser uma grande oportunidade para o Afeganistão explicar ao resto do mundo os nossos planos para a reconciliação e a reintegração", anunciou na terça-feira o presidente afegão, Hamid Karzai, que estará na capital britânica para abrir a conferência.

O rosto deste plano será Mark Sedwill, diplomata britânico nomeado para representante do secretário-geral da NATO no Afeganistão.

Os talibã rejeitaram o plano, referindo, numa declaração colocada online na quarta-feira, que os seus combatentes não serão influenciados por incentivos financeiros porque lutam não por "dinheiro, propriedade e posição", mas pelo Islão e para acabar com a presença militar estrangeira no país.

A Força Internacional de Assistência para a Segurança (ISAF), constituída por 43 países, entre os quais Portugal, possui actualmente 113 mil soldados no Afeganistão.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: PENSADOR em Fevereiro 09, 2010, 11:38:24 am
Os Estados Unidos sabem que nunca haverá qualquer estabilização no Afeganistão a não ser a que aparentemente já foi conseguida. E por um motivo muito simples, os milhões de dólares que a produção de ópio dá a ganhar a todos a nível global onde os Estados Unidos se encontram como beneficários desse lucro ilícito. Mais, nunca, a história prova-o, nenhum Exército estrangeiro ganhou uma guerra naquele território e não vão ser os americanos a consegui-lo e eles têm consciência disso. Estão ali pela droga, pelo lucro gerado com o equipamento militar produzido pelas indústrias militares americanas e pelo petróleo e gás natural daquela região.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: typhonman em Fevereiro 12, 2010, 05:04:33 pm
Citação de: "PENSADOR"
Os Estados Unidos sabem que nunca haverá qualquer estabilização no Afeganistão a não ser a que aparentemente já foi conseguida. E por um motivo muito simples, os milhões de dólares que a produção de ópio dá a ganhar a todos a nível global onde os Estados Unidos se encontram como beneficários desse lucro ilícito. Mais, nunca, a história prova-o, nenhum Exército estrangeiro ganhou uma guerra naquele território e não vão ser os americanos a consegui-lo e eles têm consciência disso. Estão ali pela droga, pelo lucro gerado com o equipamento militar produzido pelas indústrias militares americanas e pelo petróleo e gás natural daquela região.

Mais uma opinião do "Main Stream" do nosso país. :!:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 13, 2010, 03:58:06 pm
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A operação Mushtarak foi lançada pouco depois da meia-noite, na localidade de Marjah. "Às 02h30, helicópteros colocaram no terreno, em Marjah, as forças militares mistas", informou o tenente Josh Diddams, porta-voz dos "Marines" americanos em Helmand.

Trata-se da maior operação desde o anúncio feito em Dezembro pelo Presidente norte-americano Barack Obama do envio de um reforço, para 2010, de 30 mil soldados americanos. O objectivo é inverter o curso da guerra, numa altura em que a insurreição dos taliban se intensifica.

Alguns responsáveis militares descrevem Mushtarak como a ofensiva mais massiva lançada pelas forças internacionais desde o início da guerra, no final de 2001. Por seu lado, os insurgentes consideram esta uma operação "mediatizada" contra Marjah, "uma zona muito pequena".

Nas primeiras horas da operação foram dados como mortos pelo menos cinco taliban, segundo informações do Exército afegão.

"A operação foi lançada com muito sucesso. As nossas forças entraram na zona e encontraram alguma resistência", disse o general Muhaiuddin Ghori, comandante do Exército afegão em Helmand.

Cabul e as forças internacionais apresentaram Mushtarak como a primeira fase de uma vasta operação visando restaurar a autoridade do Governo afegão na província de Helmand, um dos principais bastiões dos taliban.

A operação deverá concentrar-se em Marjah e arredores, onde a população está estimada em 125 mil habitantes. Alguns milhares fugiram da zona antes do início da ofensiva, segundo as autoridades locais.

Ontem, o Presidente afegão Hamid Karzai avisou da possibilidade de eventuais perdas civis durante a ofensiva.

Fontes militares estimam em entre 400 e mil os taliban estacionados em Marjah e arredores.

Desde o início deste ano, 66 soldados estrangeiros já morreram. Em 2009 foram registados 520 mortos.
http://www.publico.pt/Mundo/forcas-internacionais-lancam-ofensiva-de-grande-envergadura-no-afeganistao_1422612
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 14, 2010, 10:46:17 pm
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Mísseis falham alvo e matam 12 civis no Afeganistão
15h58m

A força da OTAN reconheceu hoje, domingo, que 12 civis foram mortos por dois mísseis que falharam o alvo durante a ofensiva lançada em Marjah, um refúgio dos talibãs no sul do Afeganistão.

"Dois mísseis (...) que tinham como alvo rebeldes que estavam a disparar contra forças afegãs e da OTAN explodiram hoje a cerca de 300 metros do alvo, matando 12 civis no distrito de Nad Ali", onde se situa Marjah, refere um comunicado da força internacional da OTAN no Afeganistão (ISAF).

"O comandante da ISAF, o general (norte-americano) Stanley McChrystal, apresentou as desculpas ao presidente (afegão) Hamid Karzai por este acidente infeliz", adianta o documento.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1494992
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 17, 2010, 09:48:33 am
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Ofensiva visa afirmar controlo de Cabul sobre província de implantação islamita

As forças internacionais e afegãs controlam a maior parte da província de Helmand no final do quarto dia daquela que está a ser considerada uma das maiores operações militares contra a guerrilha islamita no Afeganistão.

Dos 13 distritos de Helmand, apenas Baghran, Deshu e pequenas localidades (ver gráfico) não se encontram sob controlo das unidades afegãs e da Força Internacional para a Assistência e Estabilização (ISAF, sigla em inglês), segundo declarações ontem em Cabul numa conferência de imprensa do comando da Operação Moshtarak (vocábulo que significa "unidade" no dialecto dari, um dos mais importantes no país e uma das duas línguas oficiais).

A operação provocou até agora a morte de dezenas de talibãs e de três militares das forças afegãs e internacionais; em incidentes separados, morreram 19 civis.

O optimismo expresso em Cabul estava um passo à frente da situação no terreno, conforme notícias divulgadas ontem pelas agências. O principal instrumento táctico dos islamitas radicais, as bombas artesanais, continuavam a ser o principal obstáculo a vencer pelas forças coligadas nos arredores de Marjah, principal cidade sob controlo dos talibãs em Helmand, uma das províncias onde possuem maior implantação.

"Descobrimos centenas de minas", afirmava um oficial afegão. Afirmação corroborada por um tenente americano: "o número de bombas artesanais que encontrámos é muito superior às nossas expectativas". O facto estaria a retardar a progressão . Os talibãs estariam a recuar, mas deixando minados os acessos às localidades e as estradas. Neutralizar estes engenhos e garantir a segurança na área de operações vai demorar um mês, referia um oficial responsável da operação.

Emboscadas estariam também a travar o avanço, mas o nível de resistência e a intensidade dos combates estão a ser inferiores às projecções iniciais.

"Somos alvo de ataques de atiradores emboscados ou de incursões pontuais, mas o nível de resistência é menor agora [ontem] e mais desorganizada", afirmava o oficial de uma companhia marines envolvida na ofensiva.

A Operação Moshtarak pode considerar-se o primeiro teste real no terreno à estratégia delineada pela Presidência Obama, ao mesmo tempo que representa um tipo de acções que vinha a ser reclamado pela NATO - o ataque a zonas de produção ou de tráfico de ópio, a principal fonte de divisas dos talibãs. A cidade de Marjah é considerada uma das principais plataformas de tráfico de ópio.

A operação cumpre um objectivo igualmente importante: permitir a instalação dos serviços do Governo de Cabul e de uma administração provincial capaz de garantir à população local serviços e segurança.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1496662&seccao=%C1sia
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Fevereiro 20, 2010, 10:36:30 am
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Publicação: 20-02-2010 10:11   |  Última actualização: 20-02-2010 10:22
Desacordo sobre tropas no Afeganistão faz cair governo de coligação holandês
O governo de coligação holandês, em desacordo sobre um prolongamento da missão das tropas holandesas no Afeganistão, caiu, anunciou o primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende.


   
"Vou apresentar à rainha, mais tarde durante o dia, a demissão dos ministros e dos secretários de Estado do PvdA", o partido trabalhista, declarou Balkenende, durante uma conferência de imprensa em Haia.

Os ministros dos três partidos da coligação de centro-esquerda estiveram reunidos desde sexta feira para analisar o pedido da NATO.

A Aliança Atlântica desejava que a Holanda permanecesse mais um ano no Afeganistão, até agosto de 2011, com uma missão "de pequena dimensão".

No Afeganistão desde 2006, a Holanda destacou 1.950 soldados para Uruzgan.

A sua retirada deve começar em Agosto e terminar no fim do ano, segundo uma decisão tomada em 2007 pelo governo e ratificada pelos deputados.

O partido trabalhista (PvdA), do ministro das Finanças Wouter Bos, um dos três partidos da coligação, opôs-se categoricamente à manutenção de uma missão holandesa em Uruzgan, província onde a rebelião talibã está muito presente.

O Secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, pediu por carta, a 4 de Fevereiro, à Holanda para manter em Uruzgan, até Agosto de 2011, uma missão encarregue de formar as forças de segurança afegãs.

Com Lusa

http://sic.sapo.pt/online/noticias/mund ... landes.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/Desacordo+sobre+tropas+no+Afeganistao+faz+cair+governo+de+coligacao+holandes.htm)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Portucale em Fevereiro 22, 2010, 10:58:34 pm
Retirado do JN;

OTAN pede desculpa pela morte de 33 civis no Afeganistão
11h24m
A força internacional da OTAN no Afeganistão matou pelo menos 33 civis num bombardeamento aéreo, no centro do país, num novo erro que levou a ISAF a apresentar desculpas, segundo fonte afegã.

A ISAF admitiu ter realizado o ataque, no domingo, e prometeu hoje, segunda-feira, abrir um inquérito.

O comandante da ISAF, o general norte-americano Stanley McChrystal, expressou a sua "extrema tristeza pela perda de vidas inocentes".

Aviões da ISAF bombardearam domingo três veículos, na província de Oruzgan, anunciou o porta-voz do Ministério do Interior afegão, Zemarai Bashary.

O bombardeamento matou "pelo menos 33 civis, entre os quais quatro mulheres e uma criança, fazendo ainda 12 feridos", segundo um comunicado do conselho de ministros, presidido pelo chefe de Estado afegão, Hamid Karzai.

“Um grupo de pessoas, suspeitas de serem rebeldes e que nós pensávamos que iriam atacar uma unidade das forças afegãs e da ISAF, foram alvejadas por aviões, e algumas delas morreram", refere o texto.

"Quando as forças conjuntas chegaram ao local e encontraram as mulheres e crianças, transportaram os feridos para centros de assistência médica", adianta o comunicado, segundo o qual a ISAF "ordenou a realização imediata de um inquérito".

O general McChrystal - garante o comunicado - afirmou "estar extremamente triste com a perda trágica de vidas inocentes" e falou domingo com Hamid Karzai para apresentar os seus pêsames.

A ser confirmada a morte destes civis, ela constituirá mais um "erro" das forças internacionais, frequentemente acusadas pelo governo afegão de matar demasiados civis durante as operações militares.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Abril 10, 2010, 05:34:58 pm
Citar
ISAF: 4 killed in U.S. aircraft crash in Afghanistan
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.cdn.turner.com%2Fcnn%2F2010%2FWORLD%2Fasiapcf%2F04%2F09%2Fafghanistan.chopper.down%2Ft1larg.osprey.afp.gi.jpg&hash=2d4dab5de442e883e31cdc15fc6941b8)
(CNN) -- A U.S. aircraft crashed in southern Afghanistan, killing three U.S. service members and one civilian employee, a statement from NATO-led forces said Friday.

The cause of the crash of the Air Force CV-22 Osprey was not known, said the International Security Assistance Force statement. Several other service members were injured in the crash late Thursday night.

The CV-22, which conducts long-range infiltration and resupply operations for the U.S. military, went down seven miles west of the city of Qalat, the capital of Zabul province.

Zabiullah Mujahid, spokesman for the Taliban in the region, said Taliban fighters shot down the aircraft. Another spokesman, Qari Yoseph, also claimed responsibility and said that 30 Americans had been killed.



http://edition.cnn.com/2010/WORLD/asiap ... tml?hpt=T2 (http://edition.cnn.com/2010/WORLD/asiapcf/04/09/afghanistan.chopper.down/index.html?hpt=T2)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2010, 10:05:22 pm
Sniper britânico é o novo recordista mundial com dois tiros no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fardosti.com%2Fimages%2Falbum%2F97380british_snipers.jpg&hash=0310a7e8e40efa98230a6a0d828fda72)

Matou dois talibãs com dois tiros consecutivos, a quase dois quilómetros e meio de distância. Craig Harrison, atirador do Exército britânico, entrou para a história do mundo dos snipers e conseguiu estabelecer o novo recorde de distância de tiro mortal. Os alvos talibãs estavam tão longe que as balas - de 8,59 milímetros - demoraram quase três segundos a chegar ao destino, depois de saírem do cano da arma, disparadas a quase três vezes a velocidade do som.

"O primeiro tiro atingiu um dos talibãs no estômago e matou-o imediatamente. Caiu e não se mexeu mais. O segundo rebelde agarrou na arma e virou-se. O segundo tiro atingiu-o de lado. Caiu. Morreram os dois", descreveu Craig Harrison à imprensa britânica. O feito já remonta a Novembro do ano passado, mas só agora foi confirmado, depois de Craig Harrison ter regressado ao quartel, no Reino Unido. Um sistema de GPS instalado na arma de longo alcance com que disparou - uma L115A3 - permitiu medir a distância dos alvos e confirmar o novo recorde: 2470 metros.

Em Novembro, os militares do regimento da cavalaria britânica estavam a cobrir uma patrulha do exército nacional afegão a sul de Musa Qala, num todo-o-terreno, quando foram atacados. Craig Harrison tinha ficado para trás. "As condições eram perfeitas. Sem vento, tempo ameno, boa visibilidade. Pousei a arma num muro e apontei", recorda. Depois, disparou o tiro que lhe permitiu destronar o cabo de infantaria Rob Furlong, do Canadá (conhecida como "Infantaria Princesa Patrícia") que, em 2002, disparou um tiro mortal a uma distância de 2430 metros com uma MacMillan TAC-50 de 12,7 milímetros.

Mais do que jeito, sorte Afinal, foi "um tiro de sorte", garante Craig Harrison. "Os talibãs tiveram azar, porque havia boas condições e conseguimos vê-los bem", justifica o soldado britânico. Depois de ter morto os dois talibãs à primeira, o sniper ainda disparou uma última ronda de tiros, "para destruir a arma inimiga". A arma usada, a L115A3, é actualmente a mais poderosa do Exército e foi desenhada para ser eficaz até 1500 metros de distância - neste caso, os alvos estavam a 900 metros da distância máxima. Por isso o próprio director da marca que a fabrica, Tom Irwin, da Accuracy International, admite que o factor sorte jogou a favor do atirador britânico. "É uma arma bastante certeira mesmo acima dos 1500 metros mas, a dois quilómetros e meio, a sorte tem um papel tão determinante como qualquer outro factor", garante.

Sobrevivente ao recorde agora confirmado, Craig Harrison soma histórias impressionantes vividas na frente da batalha. Recentemente, durante uma emboscada, o carro em que seguia foi atingido por 36 tiros. Uma das balas atingiu-lhe o capacete - raspou-lhe a orelha direita e saiu pelo topo, sem que ficasse ferido. Antes de ter batido o recorde, Craig Harrison partiu os dois braços, quando o carro em que seguia foi atingido por uma mina. Chegou a ser enviado para casa mas, pouco tempo depois, insistiu em voltar para a frente de batalha, no Afeganistão. Totalmente recuperado, garante. "Tive sorte, porque estava numa excelente condição física antes de partir os braços e, depois de seis semanas com gesso, ainda estava em boa forma. Não afectou nada a minha capacidade de atirador."

Ionline
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Maio 24, 2010, 10:44:37 am
a "Tigela de Esparguete", o slide de PowerPoint que será o espelho da situação do conflito no Afeganistão. Simboliza o caos em que a NATO está metida e de como PowerPoint enredou os militares.
O General Stanley A. McChrystal foi citado no NYT: "Quando percebermos este slide teremos ganho a guerra."



(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg413.imageshack.us%2Fimg413%2F231%2F091203engelbig9a.th.jpg&hash=0ba3381d291fe8e9b573842e3863f3ef) (http://http)

original em

http://msnbcmedia.msn.com/i/MSNBC/Compo ... big-9a.jpg (http://msnbcmedia.msn.com/i/MSNBC/Components/Photo/2009/December/091202/091203-engel-big-9a.jpg)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 09, 2010, 06:19:57 pm
Gates confiante em progressos no Afeganistão este ano

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fbilldunlap.files.wordpress.com%2F2008%2F11%2Frobert-gates2.jpg&hash=25756ec09ce55157dc742559af9416aa)


O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, manifestou hoje confiança em que haverá progressos suficiente na guerra do Afeganistão para permitir que as forças afegãs assumam maior responsabilidade em partes do país ainda este ano.

Gates antecipava um «verão difícil» de crescente violência durante o avanço das forças norte-americanas na província de Kandahar e no sul.

Acerscentou que o general Stanley McChrystal, alto comandante dos EUA e da NATO no Afeganistão, estava «bastante confiante de que até ao final do ano conseguirá apontar progressos suficientes que validem a estratégia e justifiquem a continuação deste trabalho».

Gates disse que a transição para maior controlo afegão começaria em áreas onde a segurança tem melhorado e progressos têm sido feitos na «governança civil», na habilidade de gerar alguma medida de domínio de lei e serviços governamentais para o povo.

«O terreno precisa de estar pronto em ambos os lados, civil e militar, para começar o processo de transição», disse ele a jornalistas em Londres. «Estou bastante confiante em que conseguiremos, de facto, iniciar o processo desta vez no próximo Inverno em várias partes do Afeganistão», disse.

Washington está a enviar mais 30 mil tropas para o Afeganistão com o objectivo de começar uma transição de autoridades e uma gradual retirada em Julho de 2011, se as condições de segurança assim permitirem.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 12, 2010, 05:46:10 pm
Cameron afasta possível reforço de tropas britânicas

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.dailymail.co.uk%2Fi%2Fpix%2F2008%2F06%2F16%2Farticle-1026894-01A1DDEB00000578-81_468x286.jpg&hash=aa7cae98e50229133b5208ee85d52ad1)

A viagem não foi anunciada mas David Cameron aterrou em Cabul com uma certeza: as tropas britânicas não vão ficar no Afeganistão nem um dia mais do que o necessário. Durante o seu recente mandato, o primeiro-ministro britânico tem dado especial atenção à presença militar no Afeganistão, onde o Reino Unido tem quase 10 mil soldados - o segundo maior contingente estrangeiro, a seguir ao norte-americano. "Para mim, a situação no Afeganistão é a questão mais importante de todas as que estão relacionadas com a política externa", acrescentou.

O contingente militar estrangeiro no Afeganistão está prestes a chegar ao recorde de quase 150 mil soldados. O elevado número de mortes - desde 2001 morreram 300 soldados britânicos - põe em risco o apoio dado ao envolvimento militar britânico, que acaba por sobrecarregar as contas públicas. Numa conferência de imprensa, Cameron anunciou que o governo britânico vai destinar mais 67 milhões de libras (81 milhões de euros) para proteger as tropas britânicas das bombas artesanais. "O meu maior dever como primeiro-ministro do Reino Unido é com as Forças Armadas, assegurando-me de que têm o equipamento necessário para a sua protecção", justificou.

Cameron descreveu este ano como sendo vital no que diz respeito à missão da NATO no Afeganistão. "O que mais queremos - e é também do interesse da segurança do Reino Unido - é entregar às autoridades afegãs um país que seja capaz de controlar a sua própria segurança", salientou.

Conversações Durante o último mês, o presidente afegão, Hamid Karzai, fez uma visita a Cameron em Chequers, a casa de campo dos primeiros-ministros britânicos. Pouco depois, três ministros do novo governo foram ao Afeganistão. A comissão - formada pelo titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, William Hague, pelo secretário de Defesa, Liam Fox, e pelo secretário de Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell - mostrou vontade de reforçar os laços entre os dois países.

O momento de reaproximação é posto em causa pelo atraso na ofensiva da NATO contra os talibãs em Kandahar, no Sul do Afeganistão. "Penso que a operação será conduzida mais lentamente do que o previsto no início", explicou ontem Stanley McChrystal, comandante das forças da NATO no país.

A organização iniciou este mês uma operação militar sem precedentes para ajudar as forças afegãs a restabelecer a autoridade, expulsando os talibãs da região. O general insistiu que é preciso algum tempo para ganhar a confiança das populações e dos chefes locais. "Queremos ter a certeza de que estão reunidas as condições políticas em relação aos dirigentes locais e aos habitantes", afirmou o responsável militar.

Ionline
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Cabecinhas em Junho 14, 2010, 05:58:48 pm
Citar
WASHINGTON — The United States has discovered nearly $1 trillion in untapped mineral deposits in Afghanistan, far beyond any previously known reserves and enough to fundamentally alter the Afghan economy and perhaps the Afghan war itself, according to senior American government officials.

Notes from Afghanistan, Pakistan, Iraq and other areas of conflict in the post-9/11 era.
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Minerals in Afghanistan
The previously unknown deposits — including huge veins of iron, copper, cobalt, gold and critical industrial metals like lithium — are so big and include so many minerals that are essential to modern industry that Afghanistan could eventually be transformed into one of the most important mining centers in the world, the United States officials believe.

An internal Pentagon memo, for example, states that Afghanistan could become the “Saudi Arabia of lithium,” a key raw material in the manufacture of batteries for laptops and BlackBerrys.

The vast scale of Afghanistan’s mineral wealth was discovered by a small team of Pentagon officials and American geologists. The Afghan government and President Hamid Karzai were recently briefed, American officials said.

While it could take many years to develop a mining industry, the potential is so great that officials and executives in the industry believe it could attract heavy investment even before mines are profitable, providing the possibility of jobs that could distract from generations of war.

“There is stunning potential here,” Gen. David H. Petraeus, commander of the United States Central Command, said in an interview on Saturday. “There are a lot of ifs, of course, but I think potentially it is hugely significant.”

The value of the newly discovered mineral deposits dwarfs the size of Afghanistan’s existing war-bedraggled economy, which is based largely on opium production and narcotics trafficking as well as aid from the United States and other industrialized countries. Afghanistan’s gross domestic product is only about $12 billion.

“This will become the backbone of the Afghan economy,” said Jalil Jumriany, an adviser to the Afghan minister of mines.

American and Afghan officials agreed to discuss the mineral discoveries at a difficult moment in the war in Afghanistan. The American-led offensive in Marja in southern Afghanistan has achieved only limited gains. Meanwhile, charges of corruption and favoritism continue to plague the Karzai government, and Mr. Karzai seems increasingly embittered toward the White House.

So the Obama administration is hungry for some positive news to come out of Afghanistan. Yet the American officials also recognize that the mineral discoveries will almost certainly have a double-edged impact.

Instead of bringing peace, the newfound mineral wealth could lead the Taliban to battle even more fiercely to regain control of the country.

The corruption that is already rampant in the Karzai government could also be amplified by the new wealth, particularly if a handful of well-connected oligarchs, some with personal ties to the president, gain control of the resources. Just last year, Afghanistan’s minister of mines was accused by American officials of accepting a $30 million bribe to award China the rights to develop its copper mine. The minister has since been replaced.

Endless fights could erupt between the central government in Kabul and provincial and tribal leaders in mineral-rich districts. Afghanistan has a national mining law, written with the help of advisers from the World Bank, but it has never faced a serious challenge.

“No one has tested that law; no one knows how it will stand up in a fight between the central government and the provinces,” observed Paul A. Brinkley, deputy undersecretary of defense for business and leader of the Pentagon team that discovered the deposits.

At the same time, American officials fear resource-hungry China will try to dominate the development of Afghanistan’s mineral wealth, which could upset the United States, given its heavy investment in the region. After winning the bid for its Aynak copper mine in Logar Province, China clearly wants more, American officials said.

Another complication is that because Afghanistan has never had much heavy industry before, it has little or no history of environmental protection either. “The big question is, can this be developed in a responsible way, in a way that is environmentally and socially responsible?” Mr. Brinkley said. “No one knows how this will work.”

With virtually no mining industry or infrastructure in place today, it will take decades for Afghanistan to exploit its mineral wealth fully. “This is a country that has no mining culture,” said Jack Medlin, a geologist in the United States Geological Survey’s international affairs program. “They’ve had some small artisanal mines, but now there could be some very, very large mines that will require more than just a gold pan.”

The mineral deposits are scattered throughout the country, including in the southern and eastern regions along the border with Pakistan that have had some of the most intense combat in the American-led war against the Taliban insurgency.

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: sergio21699 em Junho 15, 2010, 11:31:31 am
Afeganistão: cinco polícias mortos
Talibãs reivindicaram o ataque


Cinco polícias foram mortos e dois ficaram feridos esta terça-feira de manhã num ataque de talibãs a um posto da polícia no sudeste do Afeganistão, disse fonte policial.

Os rebeldes atacaram um posto da polícia na periferia de Ghazni, na província com o mesmo nome, adiantou a fonte, precisando que os atacantes conseguiram fugir.

Os talibãs reivindicaram o ataque junto da AFP.

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/afeganistao-policias-talibas-tvi24/1169991-4073.html
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: FoxTroop em Junho 15, 2010, 12:13:43 pm
Com a "descoberta" destes recursos todos  :lol:  :lol:  por parte dos amaricados, agora é que a guerra vai ser ganha  :lol:  :lol:

As PMC's vão ter muito trabalhinho à contas de umas certas empresas.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Duarte em Junho 15, 2010, 06:42:27 pm
Ainda bem que os EUA invadiram em 2001, por outros motivos, senão os neo-euro-comunorróidas nunca mais se calavam com a cassette do costume.  :mrgreen:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 23, 2010, 08:21:20 pm
Obama afasta McChrystal e nomeia Petraeus comandante das forças internacionais no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.ancoraimparoblog.com%2Fblog%2FImages%2Fpetraeus_med.jpg&hash=03c9fc43170e85d8097dfb8284e65b1a)


O Presidente norte-americano, Barack Obama, afastou hoje o general Stanley McChrystal do comando das forças internacionais no Afeganistão, na sequência de uma entrevista onde o militar critica ironicamente a administração norte-americana, segundo fontes da Casa Branca.
As mesmas fontes referem que McChrystal será substituído pelo general David Petraeus.

Stanley McChrystal foi chamado a Washington para reuniões no Pentágono e na Casa Branca, depois da publicação de uma entrevista à revista Rolling Stone e na qual se mostrou cético relativamente a alguns altos funcionários da administração norte-americana.

Na Casa Branca, McChrystal vai participar na reunião sobre o Afeganistão que Obama realiza mensalmente com a equipa de segurança nacional e na qual o general costuma participar por videoconferência.

Obama declarou na terça feira depois de uma reunião do seu gabinete que o militar – que a cadeia de televisão CBS disse estar pronto para apresentar a demissão – demonstrou um “erro de avaliação” ao formular as críticas.

No artigo da Rolling Stone, Stanley McChrystal mostrou-se muito crítico relativamente ao enviado norte-americano para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, que descreve como um “animal ferido” e de quem teme ler os correios eletrónicos.

Outros assessores do general proferiram também comentários pouco abonatórios para altos quadros da administração norte-americana, como a descrição de “palhaço” feita ao conselheiro de Segurança Nacional, James Jones.

Stanley McChrystal está à frente das tropas norte-americanas há um ano em substituição do general David McKiernan, que defendia uma estratégia mais convencional para o país.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 24, 2010, 08:40:26 pm
Obama troca general mas mantém estratégia afegã


Barack Obama demitiu ontem o general que comandava as tropas norte-americanas e da NATO no conflito do Afeganistão, para mostrar que quem manda é o poder civil e político e não o militar. E garantiu que apesar de mudar a pessoa não muda a estratégia para vencer em solo afegão.

Stanley McChrystal tinha posto o cargo à disposição depois de revelado o conteúdo de um artigo da conhecida revista Rolling Stone, no qual critica o presidente e comandante em chefe das Forças Armadas dos EUA, bem como membros da sua Administração. Na parte da manhã esteve reunido meia hora com Obama, depois saiu e não mais voltou.

David Petraeus, general bem sucedido com a sua estratégia de contra-insurreição no Iraque, foi o escolhido para assumir o comando das forças aliadas no Afeganistão, 142 mil homens, 266 dos quais são portugueses.

"Tenho grande admiração pelos general McChrystal. Mas a sua conduta não preenche os padrões e mina o controlo civil sobre os militares e, assim, todos percebem que o código de conduta é para aplicar a todos da mesma forma", disse o chefe do Estado americano num comunicado à imprensa nos jardins da Casa Branca.

Ladeado por Petraeus, mas também pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, Obama garantiu que mantém o compromisso de derrotar os Talibãs e a Al-Qaeda. "Houve uma mudança de pessoal, mas não de política", afirmou, depois de agradecer o sacrifício pessoal e familiar que aceitou fazer o general David Petraeus.

Na origem do ataque de fúria do líder dos Estados Unidos está o artigo que amanhã vai ser publicado na Rolling Stone. Aí, McChrystal, que fora nomeado há um ano, diz ter ficado com a impressão de que Obama não tinha preparação para lidar com o conflito afegão e que o seu primeiro encontro fora uma oportunidade para uma foto que não durou mais de dez minutos. Além disso o general e os seus assessores gozam com Biden, com o enviado especial americano ao Afeganistão Richard Holbrooke e o embaixador Karl Eikenberry.

"Há um desacordo que já é demasiado público entre os decisores militares e os civis e políticos, pois uns acham que o calendários dos outros não é realista", disse ao DN Miguel Monjardino, especialista em assuntos internacionais da Universidade Católica. Obama, quando aceitou pedir mais 30 mil homens para o Afeganistão, fixou para Julho de 2011 o início da retirada de tropas. McChrystal e outros não estavam de acordo.

O artigo terá sido uma "forma de pressionar o presidente, mas ele é o comandante supremo", referiu, ao DN, Carlos Gaspar. O presidente do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova admitiu que dado o contexto actual do teatro de operações do Afeganistão a retirada "vai demorar mais algum tempo do que Julho de 2011".

Os Talibãs não dão mostras de grande enfraquecimento, o número de baixas ocidentais parece aumentar com as novas regras de tratar como civis todos aqueles que não tiverem na sua posse armas, vários países membros da NATO querem retirar o quanto antes. Na Holanda o governo caiu, a Polónia quer discutir um calendário de retirada na cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa em Novembro. E o Reino Unido, com novo Governo, quer repensar a sua participação.

As reacções à troca de generais foram das mais variadas. Hamid Karzai, líder afegão, diz que respeita a decisão de Obama. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Carl Bildt, criticou-a. O ministro da Defesa português, Santos Silva, citado pela Lusa, lembrou que os objectivos no Afeganistão "são políticos e não militares". E deixou uma sugestão: "Cautela com os napoleões."

DN
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2010, 08:36:54 pm
Cameron quer retirar tropas britânicas do Afeganistão até 2015

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages.mirror.co.uk%2Fupl%2Fm4%2Fdec2009%2F6%2F7%2Fihab-el-labban-and-son-laith-pic-sm-image-3-161788513.jpg&hash=035c2e5f5d88e9144179b3eb084d0fa7)

O primeiro ministro britânico, David Cameron, admitiu hoje em Huntsville, Canadá, querer retirar as tropas britânicas do território afegão dentro de cinco anos, mas sem estabelecer um prazo específico.

Questionado à margem da cimeira do G8 pelo canal britânico Sky News sobre um eventual regresso das forças britânicas antes das próximas eleições gerais em 2015, Cameron respondeu: “É a minha vontade, não se enganem”.

“Não podemos ficar lá por mais cinco anos, já fez nove anos que estamos lá”, acrescentou.

“Mas, uma coisa é certa: a Grã-Bretanha deve manter uma relação de longo prazo com o Afeganistão, nomeadamente a ajudar (os afegãos) a formar as suas tropas e a sua sociedade civil, mesmo depois da maioria das forças estrangeiras terem partido do país”, referiu o governante britânico.

Cameron indicou ainda que este objetivo de cinco anos não representa uma data limite.

“Prefiro não fixar um calendário rigoroso”, disse o chefe do Governo, em funções desde o mês passado.

O primeiro ministro e líder conservador concluiu que a meta não é alcançar “um Afeganistão perfeito, mas sim conseguir uma certa estabilidade no Afeganistão e dar capacidade aos afegãos para dirigirem o país para que as forças estrangeiras possam ir para casa”.

Quatro soldados britânicos morreram quarta feira num acidente de viação no Afeganistão, elevando para nove o número de vítimas mortais britânicas naquele território num prazo de uma semana.

Com 10 mil homens destacados, a Grã-Bretanha tem o segundo maior contingente da força internacional no Afeganistão, depois dos Estados Unidos.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Julho 01, 2010, 04:43:42 pm
Petraeus manterá prioridade de proteger civis no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Ftelegraph%2Fmultimedia%2Farchive%2F01587%2Fafghan_1587948c.jpg&hash=8791229360857ce352b90008cbb03465)


O novo comandante-em-chefe das forças internacionais no Afeganistão, o general David Petraeus, afirmou hoje que manterá a ordem de evitar ao máximo as perdas civis no país.

No entanto, salientou que ficará alerta para que essa determinação não seja aplicada em detrimento da segurança dos militares.

«Não haverá uma revisão das regras para as tropas, que, creio, são boas, apesar de que iremos verificar se estão a ser aplicadas correctamente», declarou o general norte-americano na sede da NATO, em Bruxelas, um dia depois de o Sentado dos Estados Unidos o ter confirmado como máximo dirigente militar no Afeganistão.

«Devemos fazer tudo que for possível para proteger a população e reduzir as perdas entre civis inocentes», insistiu Petraeus, desmentindo rumores sobre uma mudança de doutrina que permitiria às tropas da NATO abrir fogo em qualquer circunstância para se defender em caso de ataque.

O Senado norte-americano confirmou por unanimidade na quarta-feira o general David Petraeus à frente da coligação internacional no Afeganistão.

O general Petraeus, ex-comandante das forças norte-americanas no Iraque, onde a sua estratégia se viu coroada de êxito, foi ouvido na terça-feira pela Comissão de Defesa do Senado, que confirmou hoje a nomeação.

O militar obteve a confiança dos senadores, com 99 votos a favor num total de 100. O único voto que faltou foi o do senador democrata Robert Byrd, que faleceu na segunda-feira.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Julho 11, 2010, 06:29:55 pm
NATO nega fortalecimento dos talibãs com escalada violência

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fgraphics8.nytimes.com%2Fimages%2F2008%2F05%2F03%2Fworld%2F03afghanistan_650.jpg&hash=3edd65230061a8ed30da099cb01c6808)

Os insurrectos no Afeganistão não estão a ganhar força contra as tropas internacionais depois de um violento fim de semana no país, disse hoje a NATO, descartando a necessidade de adiar as eleições parlamentares no país.

O sábado foi especialmente sangrento, com seis soldados norte-americanos mortos em acidentes separados e mais de uma dúzia de civis - inclusivamente 12 alvejados num autocarro perto da fronteira do Afeganistão com o Paquistão.

«A insurreição não se fortaleceu. Na verdade estamos a espremê-la, estamos encurralando a insurgência, estamos a tirar o oxigénio à insurreição», disse o porta-voz das forças de coligação, general Josef Blotz, a jornalistas.

As mortes de membros das forças da NATO e dos Estados Unidos a lutar contra os talibãs bateram recorde em Junho e comandantes esperam mais violência com uma ofensiva contra a insurreição nos próximos meses, à medida que o país se prepara para eleições parlamentares no dia 18 de Setembro.

Pelo menos 14 policiais afegãos e um oficial de província morreram no sábado em ataques de insurrectos no norte, que até agora tinha escapado dos piores confrontos entre os aproximadamente 150 mil soldados da NATO e dos talibãs.

Nove polícias morreram quando foram atacado por insurrectos no distrito de Emam Saheb na província de Kunduz, enquanto uma bomba caseira também matou o chefe do distrito policial de Qaleh Zaal.

Na província normalmente pacífica de Badakhshan, cinco polícias morreram quando o seu veículo detonou uma bomba colocada ao lado da estrada no distrito de Kishim, disse o chefe de polícia na província Aga Noor Kintoz.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: FoxTroop em Julho 26, 2010, 07:29:02 pm
Citar
Mais de 91 mil documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão foram revelados ontem. O jornal norte-americano "The New York Times", o inglês "The Guardian" e a revista alemã "Der Spiegel" tiveram acesso há semanas, através do site Wikileaks, a documentos sobre o conflito entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009.
A guerra no Afeganistão vai fazer nove anos (Bob Strong/Reuters)
 
Os documentos sugerem que a situação no terreno é mais delicada do que o Governo norte-americano anuncia. Há um número de mortes não confirmado publicamente, as forças dos taliban têm mísseis capazes de seguir o calor e há fortes indícios do apoio dos serviços secretos paquistaneses aos taliban.

Os documentos também mostram que existe uma unidade de forças especiais concentrada em encontrar líderes dos taliban para os “matar ou capturar” sem um julgamento. O número de vítimas feitas pelos rebeldes afegãos também é superior aos dados oficiais – segundo os documentos os ataques destas forças já fizeram duas mil mortes.

A administração norte-americana já reagiu à publicação destes documentos. Os Estados Unidos “condenam fortemente a publicação de informação secreta por indivíduos e organizações que põem em risco as vidas dos americanos e dos nos nossos parceiros, e ameaçam a segurança nacional”, disse o general James L. Lone, conselheiro de defesa da Casa Branca.

“O Wikileaks não fez nenhum esforço para nos contactar sobre estes documentos – a Administração dos Estados Unidos foi informada por órgãos de informação que estes documentos iriam ser publicados”, explicou o general.

O Wikileaks é um site dedicado a publicar documentos secretos para denunciar a corrupção dos estados.

Apenas estes três jornais receberam os documentos da Wikileaks que são de uma fonte desconhecida. O Wikileaks disse que decidiu atrasar a publicação de 15 mil relatórios dos arquivos como “um processo para minimizar o dano feito, a pedido da nossa fonte”. Segundo o "Der Spiegel" os editores dos três jornais foram “unânimes no interesse público deste material que justifica a sua publicação”.

A publicação do material já está a ter impacto na forma como a opinião pública avalia a política militar de Obama para o Afeganistão. “Mesmo que estes documentos sejam ilegais, eles levantam perguntas sérias sobre a realidade da política americana para o Afeganistão e o Paquistão”, disse o senador democrata John Kerry, citado pela BBC News.

Mas o general James L. Jones insiste que as revelações prejudicam em particular a anterior Administração. “A 1 de Dezembro de 2009 o Presidente Obama anunciou uma nova estratégia com uma substancial aumento em recursos para o Afeganistão, e aumentou o foco nas regiões protegidas da Al Qaeda e dos Talibã no Paquistão, precisamente devido à situação grave que se foi desenvolvendo ao longo dos anos”, explicou.

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Camuflage em Julho 27, 2010, 09:30:53 am
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Uma "bomba" de 91.731 documentos contra a guerra no Afeganistão

27.07.2010 - 08:04 Por Jorge Almeida Fernandes


Os ficheiros divulgados pouco ou nada dizem que já não se soubesse. Mas poderão ter um efeito explosivo sobre as opiniões públicas ocidentais.


O site da Internet WikiLeaks colocou ontem em linha 91.731 documentos classificados sobre a guerra no Afeganistão relativos ao período que vai de Janeiro de 2004 a Dezembro de 2009. É a maior fuga de informação militar nos Estados Unidos. Não trazem grande novidade. Não são relatórios top secret. São uma massa de informação de rotina que traça um quadro devastador da guerra e aponta as contradições dos EUA, visando produzir um impacto imediato nas opiniões públicas ocidentais.

Na era da informação electrónica, os segredos de guerra não são como dantes. As fugas de informação podem ser maciças e instantaneamente divulgadas. Os documentos foram passados a três jornais, o americano The New York Times, o britânico The Guardian e o magazine alemão Der Spiegel, que ontem publicaram as passagens mais relevantes. Receberam antecipadamente a informação para poderem avaliar a sua autenticidade.

A descrição detalhada da guerra, fornecida por militares e funcionários americanos, muitas vezes fundada em fontes afegãs, traça um retrato muito "mais sinistro" do que o propagado pelos Governos envolvidos, anota o diário britânico. Resume o New York Times: "Os documentos ilustram, com abundância de detalhes, o modo como os Estados Unidos gastaram quase 300 mil milhões de dólares na guerra no Afeganistão para os taliban se encontrarem hoje mais fortes do que em qualquer outro momento desde 2001."

Numa entrevista à Spiegel, o fundador do site, o australiano Julian Assange, foi explícito quanto ao seu objectivo: "Estes ficheiros são a mais global descrição de uma guerra no decurso de uma guerra. (...) Mudarão a nossa perspectiva, não apenas sobre a guerra no Afeganistão, mas sobre todas as guerras modernas." Defendeu a legitimidade de publicitação dos documentos e observou: "Adoro esmagar patifes."

Sem novidade

Os serviços secretos militares do Paquistão (ISI) formam combatentes taliban e dão-lhes orientações estratégicas. A guerra provoca muitas vítimas civis. Certas operações especiais redundam em estrondosos fracassos. Os americanos têm uma unidade especial, a Task Force 373, para "capturar-assassinar" chefes rebeldes. Não era precisa a "fuga" para saber tudo isto. É público, desde 1994, que foi o ISI quem criou os taliban. A própria TF 373 é há muito conhecida - e fotografada - e foi inclusive objecto de uma investigação.

Nem todas as informações sobre a duplicidade do Paquistão são consideradas fiáveis pelos analistas. Também a referência ao papel do Irão - treinando e municiando os taliban - está sujeita a caução: deriva dum "diz-se que disse", com origem na Embaixada dos EUA em Cabul. Teerão intervém no Afeganistão não através dos taliban mas de grupos comunitários inimigos dos taliban.

A grande informação inédita é o facto de os taliban terem abatido, em 2007, um helicóptero americano com um míssil terra-ar, com sensor de calor. Era suposto não disporem dessa arma. O Exército americano sonegou a verdade, atribuindo o derrube do helicóptero a um ataque "convencional".

"Bomba-relógio"

O efeito devastador da "fuga" começa quando se acumulam os casos de morte de civis. Um exemplo: as 60 vítimas num bombardeamento, no Norte, para libertar uma coluna da ISAF alegadamente cercada por 70 taliban. O comando da coluna garantiu que não havia civis nos arredores e o bombardeamento foi autorizado. Afinal, eram os taliban quem não estava lá. A repetição deste tipo de casos indicia que a contabilidade oficial de "vítimas colaterais" estará muito subestimada.

A TF 373 não brilha pela competência. Exemplo: no dia 11 de Junho de 2006, lançou uma operação nocturna para assassinar um chefe taliban. No dia seguinte, o relatório mostrou que o alvo tinham sido polícias afegãos: sete mortos e quatro feridos. Outras passagens ilustram a desmoralização das tropas da NATO.


Muitos destes factos têm sido narrados por repórteres de guerra e várias ONG. O efeito explosivo decorre da massa, da exaustiva repetição de documentos, escritos no terreno e em si mesmos "banais e de rotina". O conselheiro de Segurança Nacional americano, general James Jones, recusou-se a confirmar ou desmentir a autenticidade dos ficheiros. Advertiu que a sua divulgação foi "irresponsável" e põe em causa a "segurança nacional".

O MNE paquistanês desmentiu as alegações de duplicidade. Ao contrário, o Presidente afegão, Hamid Karzai, declarou, através do seu porta-voz, que nada o surpreendeu: nem o papel dúplice do Paquistão, nem número de vítimas civis que os americanos minimizam.

Se os documentos "pouco têm de novo", a sua divulgação neste momento, em que cresce a impopularidade da intervenção em ambas as margens do Atlântico, torna mais difícil a presença dos aliados no conflito, anota uma análise da BBC. "Era a última coisa de que a NATO precisava."

Reduz a margem de manobra de Barack Obama e do general David Petraeus. Complica a sua pressão sobre os paquistaneses. Moraliza os taliban. Um cenário de "retirada rápida" é o mais perigoso para os EUA.

O americano Leslie Gelb, presidente emérito do Council on Foreign Relations, anota que, se os documentos "nada dizem de importante que já não soubéssemos", eles "abalam as fundações da política americana para o Afeganistão e o Paquistão". Põem a nu as contradições da estratégia americana. "No Afeganistão, os interesses do Paquistão não são os mesmos da América, muito longe disso."

Os aliados procuram desvalorizar o impacto da ofensiva do WikiLeaks. O analista Joe Klein traça, na Time online, um paralelo com a divulgação dos Pentagon Papers em 1971. "Aumentará o sentimento público de que a guerra afegã é um exercício inútil. Vamos ver se a Administração Obama pode esperar até Dezembro, como planeado, para reavaliar a sua estratégia afegã."

in: http://www.publico.pt/Mundo/uma-bomba-d ... 448881?p=2 (http://www.publico.pt/Mundo/uma-bomba-de-91731-documentos-contra-a-guerra-no-afeganistao_1448881?p=2)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Agosto 01, 2010, 03:07:32 pm
Começam a sair! Por este andar o Afeganistão irá manter a fama de " Cemitério de impérios"

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Holanda é o primeiro país a retirar tropas do Afeganistão

As tropas holandesas da Força Internacional de Assistência à Segurança iniciaram, hoje, domingo, a retirada do Afeganistão, após o cumprimento do prazo de sua missão e sem o acordo do Governo do país para prolongar o mandato, como desejava a Nato.

A Holanda transferiu o comando na província de Uruzgan (no sul do país) aos militares norte-americanos e australianos da ISAF.

As diferenças no Governo de coligação holandês quanto ao prolongamento da missão no Afeganistão motivaram a saída do Partido Trabalhista do Executivo local e a consequente queda do Governo em Fevereiro.

A Nato tinha solicitado à Holanda uma extensão de sua operação no Afeganistão, algo que apoiava o então primeiro-ministro, o democrata-cristão Jan Peter Balkenende, mas não os trabalhistas, que no momento eram a segunda força política do país.

A operação holandesa no Afeganistão, que se começou no dia 1 Agosto de 2006, custou cerca de 229 milhões de euros.

Nos quatro anos de missão, morreram 24 soldados holandeses, enquanto cerca de 140 ficaram feridos.

O Ministério de Assuntos Exteriores da Holanda destaca que a situação da segurança na região melhorou um pouco, lembrando que, actualmente, há 1.600 agentes activos enquanto em 2006 "quase não havia Polícia profissional".

Também ressalva que aumentou o acesso às condições sanitárias, assim como a escolarização infantil, especialmente a das meninas, e que as infraestruturas melhoraram.

Os militares holandeses deixam o Afeganistão, mas o país asiático seguirá contando com diversos projectos civis para continuar a desenvolver os serviços de educação e saúde.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/I ... id=1631843 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1631843)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 07, 2010, 04:18:49 pm
Rapariga Afegã mutilada da capa da revista Time recebe nariz novo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F3.bp.blogspot.com%2F_pGKKSeIs0ow%2FTBG_Xf4uGtI%2FAAAAAAAAAoA%2FzcD-vAQZuHs%2Fs1600%2FBeBeaisha-vi.jpg&hash=e194302d9a35aad462a09cb6f99d019f)

A rapariga afegã que figura na polémica capa deste mês da revista norte-americana Time, já chegou aos Estados Unidos da América, onde o nariz lhe será reconstruido.

Aisha disse à Time que o seu nariz e orelhas tinham sido cortadas, com a aprovação de um comandante talibã, pelo seu marido abusivo, como um castigo por ter fugido.

A capa da revista gerou debate pelo título "O que Acontecerá se Deixarmos o Afeganistão" e pelo uso da fotografia da jovem.

A afegã, de 18 anos, terá sido dada pela família como pagamento de uma 'dívida de sangue' e casou com um activista talibã. Devido aos abusos da família, Aisha fugiu mas foi capturada e mutilada pelo marido.

O grupo Women for Afghan Women (Mulheres pelas Mulheres Afegãs) tem usado este caso para ilustrar os medos do que podera acontecer se as tropas americanas, britânicas e outras tropas internacionais, deixarem o país prematuramente.

Aisha será agora consultada por um cirurgião plástico para discutir a reconstrução do seu nariz.

SOL
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 12, 2010, 11:23:31 pm
O que será vencer no Afeganistão?
Alexandre Reis Rodrigues


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffarm3.static.flickr.com%2F2516%2F3911404238_621ab0b61f_o.jpg&hash=6c5d4db2af023a62f66574056e1ca66e)


Nos princípios de 2008, o general James Jones, então SACEUR, alertava de forma muito clara que a NATO não estava a vencer no Afeganistão («Make no mistake: NATO is not winning in Afghanistan»). O que estava subjacente a este alerta era a ideia de que não se estava a fazer o suficiente em termos militares; não se punha, no entanto, em causa que a possibilidade de vencer estava ao nosso alcance.

No entanto, nunca foi clara e definitivamente estabelecido qual o objectivo a alcançar com a intervenção militar; melhor dizendo, têm havido várias interpretações sobre a forma de dar condições ao Governo afegão eleito de desempenhar as suas funções e exercer autoridade sobre todo o país, nos termos da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ainda hoje, persistem visões diferentes, mesmo no círculo próximo do Presidente americano; Joe Biden continua a lembrar que a presença militar americana só se deve a uma razão: à al Qaeda («We are in Afghanistan for one express purpose: al Qaeda. We are not there to nation-building».

A administração Bush permaneceu, quase todo o tempo, com um discurso político muito centrado na democracia e na evolução da forma de funcionamento da sociedade afegã para um estilo mais perto do ocidental mas, na verdade, também nunca se empenhou no “nation building”. Os EUA esperavam que essa missão fosse levada a cabo pelos aliados na coligação que a NATO tinha passado “nominalmente” a liderar em função do mandato do CSNU.

Foi por essa altura que nasceu a ideia dos Provincial Reconstruction Teams em que, por algum tempo, se depositou muita esperança. Falhou, no entanto, o pressuposto em que o seu funcionamento assentava: a existência de condições mínimas de segurança que os europeus tinham assumido estar garantido pela presença militar americana. Não estava, afinal. Pior, continua a não estar, mal grado os dois reforços substanciais de efectivos que o Presidente Obama, determinado a resolver a situação, decidiu logo no início do seu mandato e, mais tarde, quando aprovou a estratégia que lhe foi proposta pelo general Mc Chrystal.

O que pode ser “vencer” neste contexto precisa de uma leitura política que reconheça que a solução passa mais pelos actores externos do que pelos intervenientes internos, não obstante estes tenham também a sua influência; que comprometa os principais vizinhos na adopção de uma solução duradoura. Por outras palavras, um arranjo diplomático que pelo forte impacto internacional permita reduzir drasticamente e tão brevemente quanto possível o esforço militar, sem que isso se configure como uma retirada, uma desistência. Está já geralmente interiorizada a visão de que o esforço militar, por si só, não vai levar a qualquer desfecho positivo mas continua a medir-se o progresso (ou a sua falta) em função dos resultados no terreno, aliás, nada animadores. É altura de se concentrar as atenções sobretudo na solução política e não esperar mais do dispositivo militar do que o não deixar agravar o actual nível de conflitualidade.

A criação de condições para que o Governo funcione (expandir a sua autoridade, combater a corrupção, avançar com programas sociais e económicos, etc.) e controle a segurança do país continua, em qualquer caso, uma tarefa prioritária. Karzai não hesita em garantir que vai atingir as metas esperadas e até tomou a iniciativa de estabelecer a si próprio um prazo: 2014. No entanto, nem mesmo o cumprimento da promessa de combate à corrupção está a seguir o melhor caminho. Assim o diz a reacção de Karzai, ao acusar os EUA de estarem a violar a constituição afegã, na sequência da prisão de um seu conselheiro de segurança, num trabalho da task force que os americanos têm a trabalhar no terreno para ajudar as autoridades afegãs, tendo aliás sido estas a levar a cabo a detenção. O tema “corrupção” é decisivo, quer internamente para os afegães que o referem como a sua principal preocupação, vindo mesmo antes da segurança, quer para uma opinião pública externa. Não haverão apoios para a intervenção se se instalar a ideia de que se está a ajudar um regime corrupto.

A estratégia contra-terrorismo que os EUA têm estado a adoptar terá, muito provavelmente, que continuar como uma vertente permanente da sua actuação; possivelmente, será mesmo a principal ocupação das forças que ficarão no terreno, depois de consumada a retirada principal, em termos a acordar com o Governo afegão. Os sucessos que as forças de operações especiais têm alcançado (mais de 130 elementos com posições de responsabilidade cimeira foram eliminados nos últimos cinco meses) são essenciais para trazer os talibãs à mesa das conversações mas este ponto é um dos que está mais dependente da atitude dos vizinhos.

Aqui, conta especialmente o que o Paquistão se dispuser a fazer mas este por sua vez modela a sua colaboração em função da avaliação que faz do conflito latente com a Índia. Esta não vai querer abandonar a defesa de alguns interesses básicos que desenvolveu no Afeganistão mas parece agora reconhecer que os benefícios que recolheu daí nos últimos oito anos são mais uma anomalia do que uma circunstância a manter no futuro. Espera-se que, nestas condições, a Índia se limite a concluir as iniciativas que já tomou sem iniciar novas. Estas circunstâncias facilitarão um papel mais interventivo do Paquistão em concertação com o Governo afegão. Duas importantes reuniões entre os dois Presidentes tiveram lugar num passado recente, sob a mediação da Turquia que se quer afirmar como um parceiro indispensável na procura de uma solução.

No entanto, com o que se poderá contar da parte de Islamabad continua a ser uma incógnita. Apesar do acumular de evidências da duplicidade dos Serviços de Informações das Forças Armadas (Inter-services Intelligence Directorate, ISI), de que o general Kayani, actual Chefe do Estado Maior do Exército, foi chefe, este assunto não parece incomodar o Governo do polémico presidente Ali Zardari. O general Kayani, que foi recentemente reconduzido por mais três anos, afirmava recentemente que lhe interessavam mais as capacidades do inimigo do que as suas intenções («We go by the enemy’s capacity, not its immediate attentions»); referia-se à Índia que continua a ser a grande obsessão, uma quase espécie de “ideologia” dos ISI, como dizia um especialista da área. Como se sabe, parte importante da estratégia de contenção da Índia assenta na aliança com a facção afegã dos talibãs.

O grande desafio de trazer os talibãs para discussões, tem várias vertentes. Uma delas é interna, no próprio Governo afegão, o que já obrigou Karzai a demitir dois dos principais opositores a essa iniciativa: o ministro do Interior e o director nacional de segurança. Outra situa-se no Paquistão que não permitirá conversações sem a sua participação. O sinal foi dado com a prisão do Mullah Ghani Baradar que estava a servir de intermediário entre Karzai e Omar. O Paquistão parece ter um objectivo relativamente preciso; quer para Cabul um governo de coligação em que os talibãs tenham um papel proeminente mas não dominem.

É na capacidade de gerir esta complexa teia de interesses, para a procura de uma solução, que se define o que é vencer o conflito afegão.

Jornal Defesa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 13, 2010, 02:19:59 pm
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Open Source Tools Turn WikiLeaks Into Illustrated Afghan Meltdown (Updated)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.wired.com%2Fimages_blogs%2Fdangerroom%2F2010%2F08%2Fevents_by_label_map.jpg&hash=7428099294df46bd867db2fa66c2964c)

It’s one thing to read about individual Taliban attacks in WikiLeaks’ trove of war logs. It’s something quite different to see the bombings and the shootings mount, and watch the insurgency metastasize.

NYU political science grad student (and occasional Danger Room contributor) Drew Conway has done just that, using an open source statistical programming language called R and a graphical plotting software tool. The results are unnerving, like stop-motion photography of a freeway wreck. Above is the latest example: a graph showing the spread of combat from 2004 to 2009. It’s exactly what you wouldn’t want to see as a war drags on.

http://www.wired.com/dangerroom/2010/08 ... -meltdown/ (http://www.wired.com/dangerroom/2010/08/open-source-wikileaked-docs-illustrated-afghan-meltdown/)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2010, 09:12:15 pm
Petraeus admite adiar retirada das tropas do Afeganistão


O general David Petraeus, chefe das forças norte-americanas no Afeganistão, admitiu, numa entrevista televisiva, a possibilidade de prolongar a retirada das tropas do território, prevista para julho de 2011, se as condições no terreno o exigirem.

Na entrevista à estação NBC, que será transmitida na íntegra no domingo, Petraeus disse que irá aconselhar “definitivamente” o presidente norte-americano, Barack Obama, a manter as tropas no Afeganistão se for necessário.

O general, que substituiu recentemente Stanley McChrystal no comando das forças norte-americanas e internacionais no Afeganistão, disse ainda que Obama “expressou de forma clara” que espera dele “o melhor conselho militar possível”.

Petraeus admitiu que se em julho de 2011 os progressos no terreno não forem satisfatórios, irá comunicar a sua opinião a Obama.

O general também reconheceu, na mesma entrevista, que a missão militar no Afeganistão é difícil e irá continuar a ser difícil no futuro.

O diário norte-americano The New York Times avançou na quarta feira que altos cargos militares começaram a desenvolver um plano para minimizar a importância da promessa da administração norte-americana em relação à retirada das tropas do território afegão.

Segundo o jornal, Petraeus está a tentar mostrar a Washington que uma retirada rápida poderá ser contraproducente.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Agosto 14, 2010, 05:32:55 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2010, 11:10:41 am
agora é que não saem mesmo



Afghanistan says finds 1.8 billion barrel oilfield

Yesterday, 09:58 am

http://uk.news.yahoo.com/22/20100815/tt ... 02f96.html (http://uk.news.yahoo.com/22/20100815/tts-uk-afghanistan-oilfield-ca02f96.html)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 17, 2010, 05:17:51 pm
e falavam dos Buddhas de Banian


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Via Waylon Lewis
on Aug 15, 2010
China to blow up 100 statues, Giant Buddha in Afghanistan.

Dharamsala, August 6 – A two millennia Buddhist site covering 4500 square metre monastery in Afghanistan’s Mes Aynak hill, faces impending demolition for mining, reported Andrew Lawyer to Sciencemagazine.com

A mining project worth $3 billion is awarded to China Metallurgical Group Corp by the Afghan government which plans to dynamite the ancient monastery located near the capital, Kabul.

It is estimated that China will extract 200,000 tons of copper and provide Afghan government with up to $400 million in annual revenues.

A group of Afghan French archaeologists who recently uncovered more than 100 statues, stupas, and a 5 metre long reclining Buddha among other relics have raised concern saying though the plan to blow up the monastery in last April was stalled, the proposition remains.

Chinese have started building a railroad, housing, and a power plant nearby, in preparation for mining.

Archaeologists are hoping to draw international support to save the historical site which will provide new information about how Buddhism flourished in the region and coexisted with Islam during one era.

“The monastery flourished from as early as the 2nd century BC until at least the 6th century AD although it may have continued as a settlement until as late as the 9th century AD” said Phillipe Marquis, head of the French Archaeologists’ team in Afghanistan.

He proposed a view saying “copper mining and the monastery can coexist by creating a protected archaeological area that eventually could generate tourism income” for the war torn country who are in desperate need of foreign revenues.

Marquis further added that “ Karzai ( President of Afghnaistan) is the one who can say no” and abort the annihilation of the ancient monastery.

“The site is huge and we have amazing remains. Time is running short.This place is going to be destroyed in a few months, and we need to find another solution—or the site is doomed” said Nader Rassouli, director of Afghanistan’s National Institute of Archaeology.

http://www.elephantjournal.com/2010/08/ ... nt+journal (http://www.elephantjournal.com/2010/08/china-to-blow-up-100-statues-giant-buddha-in-afghanistan/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+ElephantJournal+%28elephant+journal)

os bárbaros do islão e os bárbaros do $$$$$$$$
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Setembro 27, 2010, 11:15:39 pm
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Em vídeo obtido pela CNN, soldado americano conta que matou civis afegãos por "esporte"
Um soldado americano conta como participou do assassinato de um civil afegão a sangue frio e sem motivo, por "esporte", e sob influência de drogas ilegais, em um vídeo de interrogatório militar divulgado pela rede CNN.

O caso envolve membros da 5ª brigada de combate da 2ª divisão de infantaria do Exército americano posicionada no Afeganistão. Cinco são acusados de assassinato, e outros sete são acusados de acobertar os crimes. Membros do pelotão também foram acusados de desmembrar suas vítimas e fotografar os corpos, além de exibir crânios e outros ossos humanos como se fossem troféus.

No vídeo divulgado pela rede americana, um investigador militar questiona Jeremy Morlock, um dos cinco soldados americanos acusados de assassinato premeditado de três civis afegãos. Morlock conta como, em patrulha no começo deste ano, e sob comando do sargento Calvin R. Gibbs, ele e outros soldados tiraram um afegão de sua casa, colocaram-no de pé e o mataram.

Em resposta ao investigador, o soldado diz que o afegão estava cooperando, não estava armado e não representava uma ameaça em absoluto.

"Então, ele estava cooperando?", pergunta o investigador, segundo a gravação exibida pela CNN.

"Sim", responde Morlock.

"Ele estava armado?"

"Não, não que nós soubéssemos."

(...)

"Você viu ele apresentar alguma arma? Ele foi agressivo com vocês em algum momento?"

"Não, em absoluto. Nada, ele não era uma ameaça."

O advogado civil de Morlock, Michael Waddington, não negou que seu cliente tenha matado por esporte. "Soa como isso", disse ele em entrevista à CNN.

Waddington disse que seu cliente, de 22 anos, apresentava danos cerebrais por ataques anteriores de explosivos improvisados, usava remédios prescritos e fumava haxixe, e estava sob influência e com medo de seu comandante, que também é acusado, informa a CNN.

O CASO

A brincadeira macabra dos soldados teria começado no último inverno, quando um afegão se aproximou de um soldado na localidade de La Mohammed Kalay.

À medida que o homem se aproximava, o soldado criou tumulto para dar a impressão que estava sob ataque. Seus companheiros abriram fogo e mataram o afegão.

De acordo com a reportagem do jornal "The Washington Post", o ataque não provocado aconteceu em 15 de janeiro passado e foi o início de uma série de fatos parecidos, que constituem uma das piores acusações já feitas contra o soldados americanos desde a invasão do país em 2001.

O pai de um soldado afirma que tentou repetidamente alertar o exército depois que seu filho lhe contou sobre o primeira assassinato, mas que as autoridades não quiseram dar atenção.

Os documentos militares, no entanto, afirmam que os cinco membros da unidade protagonizaram no total três matanças na província de Kandahar entre janeiro e maio.

Sete outros soldados foram acusados com crimes relacionados ao caso, incluindo tentativas de impedir a investigação e atos de retaliação contra os colegas contrários aos fatos.

Os oficiais do Exército não proporcionaram um motivo para as mortes, segundo o relatório.

Mas entrevistas com pessoas ligadas à investigação sugerem que as mortes foram cometidas puramente por esporte por parte de soldados alcoolizados e drogados.

Os soldados envolvidos negam todas as acusações, acrescenta o jornal.


Nessa guerra ainda está para descobrir quem são mais bárbaros, se o Talibãn ou os soldados da Otan.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: papatango em Setembro 27, 2010, 11:30:50 pm
A comparação é insultuosa, considerando que fazem parte dessa força soldados portugueses.

A NATO não tem nenhum tipo de interesse em particular no Afeganistão, que não seja evitar que os terroristas obtenham bases para organizar atentados terroristas. é por isso que está ali COM UM MANDATO DAS NAÇÕES UNIDAS, ao abrigo da Carta das Nações Unidas.

Já estiveram e estão no Afeganistão forças de países que nem sequer fazem parte da NATO, como é o caso da Austrália, da Rússia da Áustria da Suécia, da Jordânia, da Malásia da Bielorússia ou da Nova Zelândia.

Como já disse noutro tópico, todos os países que participam em forças de estabilização têm o mesmo problema. Os problemas eternizam-se e fica extremamente dificil de sair, porque alguns problemas não parecem ter solução.
O problema do Kosovo continua, continuam problemas na Bósnia, continuam tropas das Nações Unidas no sul do Líbano (ainda não conseguiram acabar com o Hezbollah, essa associação de benfeitores) e continuam tropas das Nações Unidas no Haiti, mesmo sem terroristas e sem conflitos com forças militares armadas.

É fácil perceber quando as mensagens num fórum não passam de propaganda difusora de ódio.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 15, 2010, 07:24:07 pm
EUA apresentam à NATO plano para o fim dos combates no Afeganistão para 2014

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.andykroll.com%2Fwp-content%2Fuploads%2Fwar-photo-022410.jpg&hash=ec7f8f0904810cc06936204e336aa437)

Os Estados Unidos desenvolveram um plano para transferir a segurança em áreas seleccionadas do Afeganistão nos próximos 18 a 24 meses, como parte da estratégia para encerrar os combates das tropas estrangeiras no país até 2014.

O plano, segundo o jornal The New York Times, será apresentado na reunião da NATO, em Lisboa, esta semana.

O plano reflecte «a mais concreta visão de transição no Afeganistão desde que o presidente Barack Obama assumiu», segundo o NYT.

O plano segue vários conceitos utilizados na retirada das forças norte-americanas do Iraque, de onde as tropas de combate saíram em Agosto passado, e será comandado pelo general David Petraeus, nome responsável pela viragem da guerra no país.

«O Iraque é um exemplo de como fazer a transição no Afeganistão. Mas a chave será construir uma força afegã que é verdadeiramente capaz de assumir a liderança», disse um responsável ao NYT, sob anonimato.

Os oficiais consultados pelo jornal salientam que a transição deve ser feita com base nas condições in loco e não ditada de Washington e que deve ser um processo longo.

Mesmo sem a certeza de que as forças de segurança afegãs estão prontas para assumir e apenas um ano depois de enviar um reforço de 30 mil soldados, o governo Obama já está a definir quais as áreas que serão entregues às forças afegãs, que devem incluir Khost e Kandahar, algumas das regiões mais violentas.

As zonas devem ser determinadas até ao fim do ano ou, no máximo, no início de 2011 e o processo de transição deve ser terminado em 2012.

Como no Iraque, mesmo depois da transição, haverá forças da NATO no Afeganistão prontas para responder em caso de necessidade. E mesmo depois de 2014, com a retirada das tropas de combate, milhares de soldados devem permanecer para treino e outro tipo de assistência.

O plano de retirada chega dias depois de uma comissão independente alertar o presidente Obama sobre o elevado custo da guerra no Afeganistão. O relatório afirma que Washington deve considerar uma redução da missão militar caso a revisão prevista para Dezembro conclua que a actual estratégia não está a funcionar.

A comissão de 25 membros, sob comando do ex-subsecretário de Estado Richard Armitage e do ex-assessor de segurança nacional Samuel Berger, apontou «sinais esperançosos» no Afeganistão, como a melhoria no treino das forças locais de segurança, mas também alertou que outras tendências são desencorajadoras.

«O quadro nebuloso e os altos custos geram a questão de se os Estados Unidos deveriam agora diminuir as suas ambições e reduzir a sua presença militar no Afeganistão», lê-se no relatório de 98 páginas.

«Temos em mente a ameaça real que enfrentamos, mas também estamos cientes dos custos da actual estratégia. Não podemos aceitar esses custos a não ser que a estratégia comece a dar sinais de progresso», disse a comissão.

Pelo contrário, «a comissão recomenda uma mudança para uma missão mais limitada, com um nível de força militar substancialmente reduzido».

O trabalho foi patrocinado pela entidade Conselho de Relações Exteriores, sem ter sido solicitado pelo governo. Ex-funcionários do Executivo, militares, académicos e jornalistas participaram no trabalho, que ouviu membros do governo envolvidos na questão.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2010, 05:05:23 pm
EUA enviam tanques para o Afeganistão, diz Washington Post

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.3ad.com%2Fhistory%2Fcold.war%2Fm1.audio%2Fscans%2Fm1.3ad.1990.jpg&hash=aa9fb413bb9a65d34e1e9cf2cd458a30)

O Pentágono enviou tanques de guerra fortemente blindados para o Afeganistão, pela primeira vez na sua missão de nove anos, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

«O envio de tanques Abrams M1, operados pela Infantaria da Marinha no sudoeste do Afeganistão, permitirá que as forças dos Estados Unidos vejam as tropas rebeldes a uma maior distância», acrescenta o artigo.

Os tanques, que pesam 68 toneladas, movimentam-se com um motor de avião e são equipados com um canhão principal de 120 milímetros com capacidade para destruir uma casa a mais de 1,5 km.

Os EUA, que invadiram o Afeganistão depois dos ataques terroristas de Setembro de 2001 em Nova Iorque e Washington, têm actualmente neste país cerca de 100 mil soldados.

Dezenas de milhares de soldados da NATO também operam no Afeganistão.

O presidente norte-americano, Barack Obama, ordenou um aumento do contingente militar que se formou em Setembro e nos últimos dois meses as operações foram mais intensas desde 2001.

De acordo com o Washington Post, o ritmo das missões de operações especiais para eliminar ou capturar os talibãs «triplicou nos últimos três meses e os aviões da NATO e EUA lançaram em Outubro mais mísseis que em qualquer outro mês desde 2001».

A combinação de incursões de forças especiais, os ataques aéreos e o uso de explosivos em terra serviram para melhorar a situação dos EUA e dos seus aliados em torno de Kandahar, um reduto talibã sobre o qual se concentraram as tropas aliadas, diz o jornal.

Os 16 tanques pesados serão usados em algumas partes no norte da província de Helmand.

Um dos informantes disse ao jornal que «o uso de tanques pode ser visto por alguns afegãos e americanos como um sinal de desespero».

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2010, 05:23:32 pm
Rússia autoriza passagem de blindados da NATO pelo seu território


A Rússia vai permitir que a NATO envie através do respectivo território veículos blindados para o Afeganistão, como parte da ampliação de um acordo de trânsito, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) russo, Sergei Lavrov. O acerto permitirá aos EUA e aliados reduzirem a sua dependência do instável Paquistão.

«O trânsito aplica a veículos blindados com protecção anti-minas», afirmou Lavrov, durante uma conferência de imprensa ao lado do MNE afegão, Zalmau Rasul.

O acordo não autoriza a passagem de armas para a missão da NATO no Afeganistão, onde a então União Soviética travou uma guerra desastrosa que custou a vida de cerca de 15 mil soldados soviéticos e até hoje assombra a Rússia.

Rasul disse que o presidente afegão, Hamid Karzai, está a planear uma visita a Moscovo em Janeiro de 2011.

Karzai tem procurado melhorar as relações entre os dois países. Na sua última visita à Rússia, em Agosto, pediu ao presidente russo, Dmitri Medvedev, ajuda para impor a paz e a estabilidade no Afeganistão.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: João Vaz em Novembro 26, 2010, 04:03:10 pm
Behind Enemy Lines: hilariante, porém assustador

Como será o dia-a-dia "explosivo" dos talibans e da Al-Qaeda no Afeganistão?


Algumas respostas encontram-se na surpreendente reportagem do jornalista afegão Najibullah Quraishi, vencedor de um prémio internacional (http://http)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: typhonman em Dezembro 18, 2010, 04:25:53 pm
http://www.aviationweek.com/aw/generic/ ... annel=awst (http://www.aviationweek.com/aw/generic/story.jsp?id=news/awst/2010/12/13/AW_12_13_2010_p25-275120.xml&headline=WeaponsMigrateFromChinatoAfghanistan&channel=awst)

 :G-bigun:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 18, 2010, 04:45:17 pm
Citação de: "typhonman"

http://www.aviationweek.com/aw/generic/ ... annel=awst (http://www.aviationweek.com/aw/generic/story.jsp?id=news/awst/2010/12/13/AW_12_13_2010_p25-275120.xml&headline=WeaponsMigrateFromChinatoAfghanistan&channel=awst)

 :G-bigun:


Onde é que eu já vi isto?!
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: João Vaz em Dezembro 20, 2010, 01:38:11 pm
Flashback

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.lepoint.fr%2Fcontent%2Fsystem%2Fmedia%2F1%2F200911%2F70369_une-afg.jpg&hash=1ae26f39428b488c4cf28834c57d54c6)

Operação Stairway, Vale de Kapisa, Afeganistão, Outubro-Novembro de 2009.

Secção Forban do 3.º Régiment d'Infanterie de Marine francês enfrenta os bad guys na "batalha" de Afghanya
 
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.histoiredumonde.net%2FIMG%2Fpucelle_du_3.bmp&hash=ed9f3148a48d3ff4d6fe1f85ba5eb374)
"Debout les Morts"

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2011, 07:48:15 pm
EUA não saem do Afeganistão se afegãos não quiserem

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg227.imageshack.us%2Fimg227%2F6832%2Fusforces.jpg&hash=82ecab7bd146d5bffe54d844bee7f25b)

Os EUA estão dispostos a permanecer no Afeganistão depois de 2014, data prevista para a transferência de responsabilidade pela segurança do país para as forças nacionais, se Cabul assim solicitar, disse hoje o vice-presidente norte-americano, Joe Biden

Biden, que está de visita à capital afegã, falava em conferência de imprensa conjunta com o presidente afegão, Hamid Karzai.

Há actualmente 97.000 soldados norte-americanos no Afeganistão, que devem começar a voltar para casa em Julho deste ano, de acordo com os planos da Casa Branca, e transferirão a responsabilidade pela segurança para os afegãos em 2014.

Biden, no entanto, declarou que as forças norte-americanas poderão ficar, se os afegãos não estiverem prontos para assumir a defesa.

«Não iremos embora se vocês não quiserem», afirmou o vice-presidente, que está há dois dias no Afeganistão.

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, assegurou em Novembro passado que as tropas internacionais continuarão a apoiar o exército afegão depois da transferência de poder.

No entanto, há vários países europeus, nos quais a opinião pública vê com maus olhos o violento conflito que já dura nove anos e que anunciaram sua intenção de retirar as suas tropas do país nos próximos anos.

«Não temos a intenção de governar (o Afeganistão) ou construir uma nação, pois isso é responsabilidade do povo afegão», salientou o vice norte-americano, cujo país fornece mais de dois terços das forças internacionais posicionadas no país.

«A nossa estratégia e os nossos meios estão aqui para cumprir um objectivo, o de um Afeganistão estável, florescente e independente, capaz de garantir sua própria segurança«, afirmou ainda.

Os Estados Unidos anunciaram a 6 de Janeiro o envio de 1.400 marines suplementares no sul do país para consolidar os progressos já realizados, segundo Biden, nas recentes ofensivas do sul, um dos redutos dos rebeldes talibãs.

O avanço dos talibãs nessas zonas foi interrompido, assegurou.

«Mas esses êxitos são frágeis e reversíveis e os afegãos deverão melhorar a sua segurança e a sua governabilidade se quiserem conservá-los», acrescentou.

Biden e Karzai encontraram-se durante cerca de duas horas no palácio presidencial de Cabul.

«Discutimos sobre o processo de transição em 2014», declarou, por sua vez, o presidente afegão, que se disse muito contente com o encontro.

A viagem de Biden ao Afeganistão é a primeira desde a chegada ao poder de Barack Obama a 20 de Janeiro de 2009.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 12, 2011, 05:47:02 pm
Alemanha prevê deixar Afeganistão a partir do final de 2011

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.daylife.com%2Fimageserve%2F0c533X57u41HB%2F610x.jpg&hash=0bb0c946a0ba2328b8fb643920b88c2a)


O governo da Alemanha aprovou hoje um novo mandato para prolongar por mais um ano a missão do Exército alemão no Afeganistão.
O texto aprovado hoje pelo gabinete de governo da chanceler federal, Angela Merkel, não estabelece uma data exacta para a retirada dos primeiros soldados alemães estacionados no Afeganistão, embora mencione a intenção de iniciar a retirada ainda no final de 2011.

A decisão será submetida a votação no Bundestag (câmara baixa do Parlamento) a 28 de Janeiro, onde uma aprovação é tida como certa.

Os social-democratas, principal força da oposição, já anunciaram que irão votar a favor. A intenção do governo é que, até 2014, todas as tropas de combate alemãs tenham deixado o país asiático.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Nuno Bento em Janeiro 31, 2011, 02:28:50 pm
Estive a ver no national geographic um documentario sobre a guerra no afeganistão,chamado restrepo, relatava um ano de missão duma companhia do exercito americano no karangal valley.
No decorrer da reportagem reparei que o exercito americano possuia um aparelho quadrado, de alguma dimensão que orientava os atiradores e os helicópteros quando estes estavam a disparar, de que aparelho se trata  e como funciona ?
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: sergio21699 em Janeiro 31, 2011, 04:25:33 pm
Citação de: "Nuno Bento"
Estive a ver no national geographic um documentario sobre a guerra no afeganistão,chamado restrepo, relatava um ano de missão duma companhia do exercito americano no karangal valley.
No decorrer da reportagem reparei que o exercito americano possuia um aparelho quadrado, de alguma dimensão que orientava os atiradores e os helicópteros quando estes estavam a disparar, de que aparelho se trata  e como funciona ?

Seria um localizador para os soldados saberem donde vinham os tiros?
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Março 09, 2011, 06:12:13 pm
Número de civis afegãos mortos dispara. Culpa do Talibã
Em 2010, aumento foi de 15%. Mortes causadas por forças de segurança caem

Um balanço divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira mostra que o ano passado foi o mais violento desde o começo da guerra entre os terroristas da milícia Talibã e as forças internacionais no Afeganistão, em 2001. Quase 2.800 civis foram mortos em 2010, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. E a culpa por essa carnificina é dos terroristas, responsáveis por três entre cada quatro mortes de inocentes. As mortes provocadas por ataques equivocados ou ações desastradas das forças do governo ou das tropas estrangeiras caíram. Ainda assim, as forças de segurança são o principal alvo de críticas quando se trata de morte de civis no fogo cruzado.

Conforme o relatório da ONU, realizado em conjunto pela Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) e pela Comissão Afegã Independente dos Direitos Humanos, os atentados suicidas e as bombas de fabricação caseira - as modalidades de ataque preferidas dos talibãs - mataram 1.141 civis em 2010. Já os ataques aéreos das forças aliadas mataram 171 pessoas. No total, foram 2.777 vítimas, das quais 9% não têm um culpado oficial no relatório - de acordo com os autores do documento, nesses casos não foi possível atribuir responsabilidade pelas mortes. O relatório mostra tendência preocupante - a guerra chega ao seu décimo ano com saldo crescente de vítimas entre os inocentes.

Apesar da proporção de mortes provocadas pelo Talibã ser muito maior - 75% contra 15% dos óbitos provocados por erros das forças de segurança -, a sensação de revolta contra as tropas estrangeiras continua muito maior do que a percepção popular contra a violência do Talibã. Recentemente, um ataque americano matou nove garotos por engano. O presidente afegão, Hamid Karzai, criticou duramente as tropas estrangeiras, dizendo que elas encontrarão "enormes problemas" caso "a matança diária de civis inocentes" não termine. O general americano David Petraeus pediu desculpas pela tragédia na semana passada. Karzai não se pronunciou tão claramente, porém, sobre a brutalidade dos talibãs contra a população.

Galeria de fotos: proteção e sorte das tropas americanas no Afeganistão

Chance menor - De acordo com o relatório, o número de mulheres e crianças mortas em decorrência do confronto armado disparou. Igualmente alarmante é o aumento de 105% no número de assassinatos de funcionários públicos, autoridades e integrantes de organizações humanitárias identificadas como simpáticas ao governo ou às forças da Otan. Esse é um problema crítico - afinal, a tática de executar quem participa da missão de tentar dar segurança e estabilidade ao país torna dificílimo encontrar quem esteja disposto a correr esse tipo de risco. Resultado: a chance de entregar a responsabilidade pela segurança do país às forças locais já neste ano, como os EUA previam, pode ser muito menor do que se imaginava.

(Com agência France-Presse)

http://veja.abril.com.br/noticia/intern ... -do-taliba (http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/numero-de-civis-afegaos-mortos-dispara-culpa-do-taliba)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Março 24, 2011, 09:45:24 pm
Soldado Norte-Americano condenado a 24 anos de prisão por morte planeada de civis afegãos

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages.lightstalkers.org%2Fimages%2F880885%2Fafghanistan29.JPG&hash=60f85d0eb4ec90da53c014d05a31b06f)


O soldado norte-americano Jeremy Morlock foi condenado a 24 anos de prisão por ter participado no assassinato planeado de três civis afegãos, cujas mortes foram encenadas para parecerem baixas legítimas de guerra. Morlock é um dos soldados que aparece a posar com cadáveres de civis afegãos em fotografias recentemente divulgadas pela revista alemã Der Spiegel.

Morlock, de 23 anos, declarou-se culpado de três homicídios premeditados e crimes de conspiração, obstrução da justiça e consumo ilegal de drogas.

A pena de prisão foi atenuada após ter conseguido um acordo. Teria de dar-se como culpado dos casos e testemunhar contra quatro companheiros, também acusados das mortes ocorridas na província afegã de Kandahar, noticiou a BBC.

A intenção do juiz, o tenente-coronel Kwasi Hawks, era condená-lo a prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional.

Durante o julgamento, o soldado norte-americano descreveu o seu papel nas mortes dos civis afegãos, cujos assassinatos foram encenados para parecerem baixas legítimas.

“O plano era matar pessoas”, disse Morlock durante a sentença, segundo descreve a BBC. O soldado admitiu que na altura sabia “que o que estava a fazer era errado” e pediu desculpa às famílias das vítimas e ao povo afegão.

O soldado afirmou que o plano dos assassínios foi conduzido pelo líder da unidade, o sargento Calvin Gibbs. Segundo a rádio NPR, Morlock acusou-o de ter sido quem deixou as armas nos corpos das vítimas, para parecer que tinham agido em auto defesa. Gibbs também está acusado das mortes, mas afirma terem sido justificadas.

Os outros soldados acusados de assassinato premeditado são Michael S. Wagnon II, Adam C. Winfield e Andrew H. Holmes.

Esta semana a revista alemã Der Spiegel publicou algumas fotos, em que militares norte-americanos posam com cadáveres de civis afegãos que teriam assassinado. Morlock foi identificado como um dos soldados presentes nas fotografias, referiu a BBC.

Público
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Daniel Santos em Março 26, 2011, 06:16:16 pm
Citação de: "Lusitano89"
Soldado Norte-Americano condenado a 24 anos de prisão por morte planeada de civis afegãos

Este tipo de situações são uma tristeza...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Jorge Pereira em Março 26, 2011, 10:39:02 pm
Citação de: "Daniel Santos"
Citação de: "Lusitano89"
Soldado Norte-Americano condenado a 24 anos de prisão por morte planeada de civis afegãos

Este tipo de situações são uma tristeza...

Mas ao mesmo tempo mostra a diferença fundamental entre uma democracia ocidental e a barbárie.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 26, 2011, 07:28:55 pm
Segundo membro mais procurado da Al-Qaeda morto no Afeganistão
 

O segundo membro da Al-Qaeda mais procurado no Afeganistão foi esta terça-feira dado como morto, segundo confirma um comunicado oficial da Força Internacional de Assistência e Segurança (FIAS) liderada pela NATO no país. O comunicado refere que Abú Hafs al Najdi, mais conhecido por Abdul Ghani, foi morto na sequência de um bombardeamento encetado a 13 de Abril na região este do Afeganistão, conta o diário El País.

Abdul Ghani era a segunda pessoa mais procurada pelas forças internacionais desde 2007. O membro da Al-Qaeda dirigia operações militares de recrutamento e treino de membros das milícias e era responsável pela planificação de ataques contra as tropas afegãs e internacionais. A estas acções, Abdul Ghani juntou vários actos de sequestro de estrangeiros e de atentados suicidas no país.

Pode ler-se no comunicado que a sua detenção constitui «um acto significativo para desvendar a rede» da Al-Qaeda no Afeganistão.

No último mês as tropas da FIAS mataram 25 membros da organização terrorista, mas de acordo com estimativas da NATO restam ainda cerca de uma centena de elementos da organização por capturar.

SOL
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 07, 2011, 12:03:34 pm
Morte de Bin Laden pode "mudar o jogo" no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftopnews.in%2Flaw%2Ffiles%2Frobert-gates_0.jpg&hash=54df60126582729f34956352d1c7dcf2)


O secretário americano de Defesa, Robert Gates, estima que a morte de Osama bin Laden poderá "mudar o jogo" na campanha militar liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão.

Nas suas primeiras declarações públicas desde a morte do líder da rede terrorista Al-Qaeda, numa residência no Paquistão, Gates avaliou que ainda é muito cedo para se afirmar com certeza qual será seu resultado sobre a guerra no Afeganistão.

"Mas em termos do impacto da morte de Osama bin Laden na situação no Afeganistão, acredito que há uma possibilidade de mudança de jogo", disse Gates na base aérea Seymour Johnson, na Carolina do Norte. O chefe do Pentágono acredita que a morte de Bin Laden pode agravar as tensões entre os rebeldes talibãs, do mullah Omar, e a rede Al-Qaeda.

"Bin Laden e o mullah Omar tinham uma relação pessoal muito estreita; e há gente entre os talibãs que se sente traída pela Al-Qaeda, já que os ataques contra os Estados Unidos (no 11 de Setembro de 2001) deflagraram a campanha contra o talibã no Afeganistão", destacou Gates. "Ainda é muito cedo para se fazer julgamentos sobre o impacto no Afeganistão, mas em seis meses vamos saber os reflexos".

Sapo / AFP
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 24, 2011, 07:33:00 pm
Rasmussen reitera empenhamento da NATO no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.infiniteunknown.net%2Fwp-content%2Fuploads%2F2009%2F12%2Fanders-fogh-rasmussen1.jpg&hash=91a824f50247c536bf470b237cdb56b4)

«Aqueles que ameaçam o futuro do Afeganistão não deveriam iludir-se quanto ao futuro: a NATO está e estará empenhada no Afeganistão». As palavras são do secretário-geral da NATO perante o Presidente Karzai. Anders Fogh Rasmussen foi ao Afeganistão debater o trabalho de longo-prazo das forças da NATO no país, bem como o processo de transição.

Uma transição que passará, nos próximos meses, pela entrega da tarefa da manutenção da segurança às forças afegãs, um processo que deverá estar concluído até ao final de 2014.

Até essa altura, a ISAF (aliança da NATO naquele terreno) dará apoio e treino.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro, Rasmussen dirigiu-se claramente aos rebeldes: «Se continuarem no caminho da violência, não encontrarão vitória, apenas derrota»

«Este é o momento de seguir um caminho de paz. Cortem os laços com a Al-Qaeda e outras redes terroristas, renunciem à violência, cumpram a Constituição do Afeganistão», exortou o líder das forças ocidentais, em Cabul.

Nas suas declarações, Karzai também falou aos que lutam com os talibãs: «O povo afegão dar-lhes-á a hipótese de regressarem a suas casas e de participarem na construção da estabilidade e da paz, e na reconstrução do Afeganistão».

SOL
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Maio 26, 2011, 05:52:16 pm
Citar
Sete militares da Otan são mortos no Afeganistão
Ao menos sete militares da Otan (aliança militar ocidental) foram mortos no Afeganistão ao serem atingidos dela detonação de explosivos nesta quinta-feira.

Os soldados, segundo a Isaf (Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão) estavam em missão no sul do país quando foram atingidos por uma bomba de fabricação caseira.

A Isaf não divulgou os nomes nem as nacionalidades dos militares, pois essa tarefa caberia aos governos de seus países de origem.

Um oitavo militar da Otan havia sido morto horas antes quando um helicóptero em que viajava foi abatido por forças do grupo extremista Taleban.

Segundo Zabiulá Muyahid, portavoz do Taleban, a aeronave foi destruída na província de Paktika, no sudoeste do país.

"Ainda não tenho ideia sobre as baixas causadas, estou esperando para receber mais detalhes", disse Muyahid.

CONTRAOFENSIVA

O governo do Afeganistão anunciou nesta quinta-feira ter retomado o distrito de Duab, no Nuristão, nordeste do país -- na fronteira com o Paquistão -- que havia sido invadido na última terça-feira por forças do Taleban.

As fileiras talebans eram compostas por cerca de 500 combatentes, muitos deles de origem paquistanesa, árabe e tchetchena.

Eles expulsaram as forças de segurança do distrito na terça-feira, mas um dia depois tiveram que retroceder para as montanhas próximas após sofrerem ataques de 100 comandos dos EUA e da Otan apoiados por bombardeios aéreos.

"O distrito está agora sob sob controle da polícia afegã. Não há até agora informações sobre baixas", disse o governador do Nuristão, Jamaludín Báder.

No ano passado, o Taleban já havia conquistado os distritos do Nuristão de Waygal y Bargi Matal. Porém, os dois foram recuperados com ajuda da Otan.


http://www1.folha.uol.com.br/mundo/9212 ... stao.shtml (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/921236-sete-militares-da-otan-sao-mortos-no-afeganistao.shtml)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Maio 31, 2011, 03:11:33 pm
Citar
EUA compram helicópteros russos para o Afeganistão
A Rússia assinou um acordo com o Exército dos Estados Unidos para entregar 21 helicópteros Mi-17 ao Afeganistão, informou o Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar, segundo a agência de notícias russa RIA Novosti. O contrato inclui novos helicópteros, "entrega de peças de reposição, serviço de chão e suporte técnico material", de acordo com a agência russa de notícias sobre declaração feita na última sexta-feira.

A mídia russa havia avaliado o contrato em US$ 367,5 milhões anteriormente. Os helicópteros serão enviados para serem usados pela Força Aérea do Afeganistão em outubro, com mais entregas ao longo do ano.

Washington decidiu a compra após meses de negociações entre oficiais russos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Alguns países da Otan pressionaram a Rússia para entregar alguns helicópteros de transporte de graça, pois não poderiam pagar pela aeronave. As informações são da Dow Jones.

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Desertas em Junho 07, 2011, 06:25:44 pm
Após  4 anos de luta,em 2010 os britânicos passaram o controlo do Distrito de Sangin para os americanos , que optaram por abandonar  parte desse território.
Este vídeo relata parte da luta para reconquistar esses territórios .

1ª Parte


Um Abraço
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Desertas em Junho 07, 2011, 06:27:20 pm
2ª Parte


Um Abraço
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 14, 2011, 05:22:43 pm
Negociações secretas para prolongar presença dos EUA e do Reino Unido no país

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.dailymail.co.uk%2Fi%2Fpix%2F2009%2F03%2F15%2Farticle-0-03E96F19000005DC-447_468x298.jpg&hash=2171f4e9cf0d8509f92783608de0fa15)

Os governos dos EUA e do Afeganistão estão em negociações secretas que visam prolongar a presença norte-americana naquele país asiático após a saída de 130 mil militares em 2014. No terreno ficariam algumas tropas, espiões e poder aéreo.

De acordo com o The Guardian, as negociações decorrem secretamente há mais de um mês, apesar de publicamente o assunto mediático ser a saída das tropas regulares no final de 2014. Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, admitiu recentemente que o seu país não quer ter bases militares permanentes no Afeganistão, mas fontes diplomáticas norte-americanas salientam que essas palavras não fecham as portas a outros formas de os EUA estarem presentes no terreno. "Há tropas norte-americanas em vários países, por períodos de tempo consideráveis, que não estão lá permanentemente", explicou uma fonte oficial ao jornal britânico.

Tropas britânicas também vão permanecer no Afeganistão após 2014, para treinar e orientar o exército afegão, admitem fontes da NATO. Mesmo não sendo tropas de combate, os orientadores poderão vir a combater ao lado das tropas afegãs em algumas operações. Até porque, admite a NATO, os talibãs e outros insurgentes vão continuar a actuar após 2014.

DN
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 17, 2011, 12:54:00 pm
Pentágono quer manter reforços no Afeganistão até 2012

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.militaryboots.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2009%2F12%2Fus-army-afghanistan-war.jpg&hash=6aa9c9002799a188bea4efac9eedf299)

As Forças Armadas dos Estados Unidos pediram ao presidente Barack Obama, a um mês de uma retirada programada, que mantenha as tropas adicionais no Afeganistão até ao Outono de 2012, avança hoje o Wall Street Journal.

Esta data significaria que o presidente poderia prometer importantes reduções de tropas a uma população cansada da guerra justamente antes da eleição presidencial de Novembro de 2012, na qual buscará um segundo mandato, mas os comandantes militares afirmaram ao Wall Street Journal que o calendário eleitoral não tem qualquer relação com a proposta.

Acrescentam que estão concentrados em exercer toda a pressão possível sobre os talibãs e as violentas províncias do leste, na fronteira com o Paquistão, especialmente durante os próximos dois verões, geralmente o período de combates mais intensos.

Obama ordenou o envio de 33.000 soldados adicionais em Dezembro de 2009 para conter a crescente acção dos talibãs, o que elevou o total de tropas norte-americanas no Afeganistão para 100.000.

O governo dos Estados Unidos planeia deixar apenas uma pequena parcela das forças após Dezembro de 2014, quando a segurança será transferida para os afegãos.

O presidente prometeu iniciar a retirada das tropas em Julho, mas a Casa Branca ainda não revelou o número de soldados que serão retirados do país, nem uma data exacta.

As fontes ouvidas pelo Journal não souberam confirmar se Obama seguirá a recomendação dos militares e mudará os seus planos de retirada.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 22, 2011, 01:57:58 pm
Obama e Pentágono discordam quanto a saída do Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi1.tribune.com.pk%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F07%2Fus-forces-afghanistan-AP-640x480.jpg&hash=6c62d259ed9aad33e2107b717f99cd8a)

Barack Obama deverá rejeitar o conselho do Pentágono e anunciar, esta noite, a retirada de mais de 30 mil soldados do Afeganistão até Novembro do ano que vem. Numa conjuntura de pré-campanha eleitoral, esta decisão surge apesar dos avisos dos militares de que os ganhos conseguidos são ainda muito frágeis. Toda a argumentação do sector da Defesa norte-americana vai no sentido de que o número de militares no país seja mantido pelo menos até 2012.

A retirada está a causar profundas divisões em Washington, com o secretário de Estado da Defesa, Robert Gates, argumentando por uma redução modesta, de apenas dois mil efectivos.

De acordo com o jornal The Guardian, os comandantes das missões americana e britânica em Cabul, manifestaram em privado a preocupação de que o posicionamento militar da Casa Branca esteja a ser conduzido por imperativos políticos.

Esta quarta-feira à noite Barack Obama deve dirigir-se à nação, naquele que é o seu sexto comunicado televisivo, para marcar o princípio do fim da presença norte-americana no Afeganistão.

Com Bin Laden fora da equação, a pressão para a redução do efectivo de 100 mil soldados em território afegão não pára de aumentar. Com o afinar de estratégias para as eleições do próximo ano surge a tentação de agradar uma opinião pública saturada de uma guerra que, em 10 anos, custou 1.522 vidas americanas.

A missão da NATO, sob o comando do General David Petraeus, apresentou já os riscos de retirar tantas tropas tão cedo e avisou o presidente de que ainda não foram colhidos quaisquer dividendos da morte de Bin Laden. Para Petraeus a retirada deve ser mais progressiva, começando apenas em 2012 e continuando durante 2013, de forma a permitir aos militares assegurar as conquistas conseguidas neste Inverno.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Junho 23, 2011, 09:52:41 am
Operação no Afeganistão
Afeganistão: Obama anunciou início do fim da guerra

O presidente norte-americano afirmou que até ao final de 2012 regressam a casa 33.000 soldados
8:37 Quinta feira, 23 de Jun de 2011
   
Barack Obama anunciou o "início" do fim da guerra no Afeganistão, com a retirada de 33 mil soldados norte-americanos até ao verão de 2012, pouco tempo das eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Num discurso de 13 minutos na Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou que, na primeira fase, entre julho e setembro de 2011, vão ser retirados 10 mil soldados.

Depois, até ao verão de 2012, regressam a casa outros 23.000 militares.
Os talibãs afegãos asseguraram hoje que a "solução" da crise no país chegará com a saída completa das tropas estrangeiras e que até esse momento a luta rebelde vai aumentar diariamente.

Num comunicado, os rebeldes afegãos sublinham que a retirada gradual das tropas anunciadas pelo presidente norte-americano Barack Obama é "um passo simbólico" e não satisfaz as expetativas do povo norte-americano.

O Primeiro-ministro britânico,David Cameron, disse estar"inteiramente de acordo" com o presidente americano, Barack Obama, com a manutenção da "pressão contínua" sobre os rebeldes afegãos, não obstante a redução das tropas naquele país, anunciou o Governo.

Os dois governantes estiveram ao telefone durante algumas horas antes de Barack Obama ter anunciado o "início" do fim da guerra, tendo o presidente norte-americano informado o primeiro-ministro britânico dos últimos desenvolvimentos no terreno e "as implicações do calendário de retirada das tropas norte-americanas".

"O primeiro-ministro disse estar inteiramente de acordo com a avaliação do presidente, observando os bons progressos registados no domínio da transição segura", e a necessidade de "continuar a exercer pressão contínua sobre os rebeldes, permitindo uma redução progressiva do contingente" da ISAF (Força de Assistência à Segurança no Afeganistão), disse o comunicado do gabinete oficial de David Cameron.

http://aeiou.visao.pt/afeganistao-obama ... do=f609329 (http://aeiou.visao.pt/afeganistao-obama-anunciou-inicio-do=f609329)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: FoxTroop em Junho 23, 2011, 12:07:29 pm
Pois é Pzito, parece que os ares do Afeganistão não são muito saudáveis e não se conseguem respirar por mais do que uma década. Acelerou a queda da União Soviética, vamos ver o que fará com a outra União.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Junho 23, 2011, 02:55:07 pm
Citação de: "FoxTroop"
Pois é Pzito, parece que os ares do Afeganistão não são muito saudáveis e não se conseguem respirar por mais do que uma década. Acelerou a queda da União Soviética, vamos ver o que fará com a outra União.


Pois é.
E a França já anunciou que vai pelo mesmo caminho. :arrow: http://www.publico.pt/Mundo/franca-segu ... ao_1499936 (http://www.publico.pt/Mundo/franca-segue-eua-em-anuncio-de-retirada-progressiva-do-afeganistao_1499936)
Dez anos (mais tempo que a URSS) para sairem com o rabinho entre as pernas. Aos Taliban só é preciso esperar por 2012 para voltarem ao Poder.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 07, 2011, 04:23:17 pm
A retirada americana do Afeganistão

Alexandre Reis Rodrigues
 
 
 
Não obstante as “reservas” dos militares americanos sobre o estabelecimento de um calendário de retirada do Afeganistão, o Presidente Obama confirmou o que tinha anunciado em Dezembro de 2009, no célebre discurso que então fez em West Point: que a retirada se iniciaria em Julho deste ano. Não poderia ser de outra forma, a menos que surgisse uma situação inesperada. Não surgiu.

No entanto, por momentos, dada a pressão feita sobre o Presidente, ainda se pensou que a decisão pudesse ser revista. O Partido Republicano, em especial Mc Cain, nunca deixou de tentar levar o general Petraeus a tornar pública a sua discordância, mas este não foi mais longe do que deixar transparecer algumas reservas e mostrar-se surpreendido com a dimensão ambiciosa da retirada, tal como anunciada a 22 de Junho. O secretário-geral da NATO ao declarar, por altura da Cimeira de Lisboa, que não havia alternativa a continuar no terreno e que a Aliança deveria ir até onde necessário pareceu dar também uma ajuda ao ponto de vista dos militares americanos; mas como está visto, neste processo, a NATO pouco conta.

A opção política do Presidente estava feita. Só faltava preparar o caminho para a sua concretização. Segundo alguns observadores próximos da Casa Branca, a substituição do general James Jones por Thomas Donilon, próximo do Vice-Presidente Joe Biden (que se mostrou contrário ao “surge” anunciado no discurso de West Point) pode ter sido o primeiro passo. O último, muito recente, foi o convite para Petraeus tomar o lugar de Director da CIA e a substituição de Robert Gates por Leon Panetta.

A morte de Bin Laden, por acção de um comando de forças de operações especiais, a dois de Maio, acabou por ajudar a criar na opinião pública a ideia de que a retirada começava a fazer sentido. Mas, não obstante a decisão estar tomada, o assunto continua a ser discutido. Alguns mantêm a expectativa de que seria possível vencer os talibãs; estão abertamente contra a retirada. Outros, os que não reconhecem existir essa possibilidade, dividem-se entre os que admitem que o prolongar o esforço militar por mais algum tempo permitiria enfraquecer mais o inimigo e os que não imaginam ser de esperar qualquer alteração radical nas poucas expectativas de uma solução política. O futuro dirá quem tinha razão.

Os talibãs sabem que, mais tarde ou mais cedo, os EUA retirarão. Basta-lhes, portanto, esperar pelo seu momento de regressar ao poder; entretanto, não farão cedências que diminuam as suas possibilidades. No entanto, mal grado a radicalização instalada no processo, aparentemente há ainda espaço para negociações. Aliás, a Alemanha está presentemente a mediar mais uma tentativa, por enquanto, apenas ao nível de representantes das partes.

Há nesse processo um jogo perigoso que é preciso evitar; ceder à tentação de procurar os moderados, tirando partido do facto de os talibãs não serem um grupo monolítico. Deixar de lado os radicais pode facilitar, de momento, o processo mas, a prazo, é, com certeza, receita para o desastre; isto é, para a guerra civil. Negociações sérias terão necessariamente que incluir Mullah Omar, o único com influência suficiente para se comprometer em nome do conjunto e, assim, evitar uma guerra entre facções.

A questão, no entanto, não é apenas interna do Afeganistão; é, em grande parte, um problema regional onde se jogam interesses divergentes e do qual os vizinhos não se irão alhear. Os três principais a ter em conta são o Irão, a Índia e o Paquistão; mas muito próximos estão também a China, a Rússia, a Arábia Saudita e os Emiratos Árabes Unidos. Todos, de uma forma ou de outra, terão que ser parte do processo se o que se procura é uma solução duradoura, mesmo sabendo-se que daí virão mais dificuldades para a procura de um quadro de entendimento.

Irão, Índia e Rússia, por exemplo, estão sobretudo preocupados com o regresso dos talibãs ao poder; em especial a Índia que vê nessa situação uma ameaça aos seus interesses de segurança regional. O que prefeririam seria unirem-se numa aliança anti-talibã, fazendo renascer a Aliança do Norte. O Paquistão e a Arábia Saudita estão no extremo oposto; o primeiro porque não pode dispensar o “peão” talibã como forma de compensar a inferioridade militar perante a Índia e porque precisa de controlar o Afeganistão para ter mais profundidade estratégica (uma espécie de “back door”); a Arábia Saudita porque não quer um desfecho que facilite a ascensão do Irão como potência regional.

Admitindo, apesar de tudo, que as negociações progridem, os dois temas principais de debate serão a constituição de um governo de coligação e a completa retirada da presença militar estrangeira. Kissinger acrescenta mais um: a adopção de um mecanismo de verificação do acordo que for feito. Provavelmente tem razão porque os talibãs não vão certamente confiar num governo a que falta credibilidade e praticamente nada fez para combater o flagelo da corrupção. Mas um mecanismo de verificação implica uma presença internacional ou a manutenção de uma força residual dos EUA o que os talibãs dificilmente aceitarão.

Neste contexto é difícil antecipar o desfecho desta longa crise; estamos perante um puzzle complexo cuja solução não depende de “a” ou de “b” mas sim de um conjunto de interesses que vai ser difícil fazer convergir para o mesmo fim. Mas ainda estamos no início do processo e, portanto, com várias hipóteses em aberto; para que não descambe para o lado errado será necessário que a coligação que constitui a ISAF resista à tentação de começar a retirar desde já em números significativos, pois daí viria perda de poder negocial para o Ocidente.

 :arrow: http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=887 (http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=887)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: miguelbud em Julho 10, 2011, 01:21:11 pm
Sete funcionários de uma ONG encontrados decapitados

Sete de 28 trabalhadores de uma ONG especializada em desminagem, todos sequestrados há quatro dias no oeste do Afeganistão, foram encontrados decapitados, revelou este domingo a polícia da província de Farah, na fronteira com o Irão.

«Encontrámos o corpo de um deles e os restantes estão na posse dos chefes tribais da região», disse Mohammad Malyar, acrescentando que se desconhece o paradeiro dos restantes funcionários.

Os 28 trabalhavam para a agência de desminagem para o Afeganistão (DAFA), uma organização não governamental com sede em Kandahar, maior cidade do sul do país, e o sequestro não foi reivindicado.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=274533 (http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=274533)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Julho 14, 2011, 05:17:47 pm
Sarkozy quer rever segurança dos soldados no Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fenglish.aljazeera.net%2Fmritems%2FImages%2F2011%2F7%2F13%2F2011713134841853734_20.jpg&hash=783bd0fda746789f6bd4b1406e62b520)

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje uma revisão das condições de segurança dos soldados franceses no Afeganistão, mas sem mencionar a possibilidade de uma retirada antecipada. «Estamos agora [no Afeganistão] a confrontar-nos com ações terroristas, não apenas militares», disse Sarkozy, citado pela AFP. «É portanto um novo contexto e, perante esse novo contexto, são necessárias novas medidas de segurança.»

Sarkozy fez estas declarações num hospital militar em Clamart (perto de Paris), no dia a seguir a cinco soldados franceses terem sido mortos num atentado suicida no Afeganistão.

Na terça-feira, em Cabul, Sarkozy anunciara que a França irá retirar, até ao final de 2012, um quarto dos seus 4.000 militares em missão no Afeganistão.

Sarkozy disse ainda hoje que se reunirá com o Conselho de Segurança (que inclui também o primeiro-ministro, os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros e o chefe de estado-maior das Forças Armadas) para «organizar as novas condições de segurança no trabalho» dos soldados «no período de transição entre agora e o momento de partida das forças francesas do Afeganistão».

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Camuflage em Agosto 12, 2011, 08:59:56 pm
Currículo impressionante deste operador do CAG morto em combate por insurgentes no Afeganistão: http://www.soc.mil/Memorial%20Wall/Bios ... njamin.pdf (http://www.soc.mil/Memorial%20Wall/Bios/stevenson%20_Benjamin.pdf)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Agosto 16, 2011, 05:54:31 pm
Itália subornou talebans para proteger soldados, segundo WikiLeaks
As autoridades da Itália faziam pagamentos aos membros de milícias talebans e aos “senhores da guerra” no Afeganistão para “evitar ataques” aos seus soldados e para “obter proteção”, acusou a diplomacia americana em telegramas revelados pelo WikiLeaks.

Os subornos, atestam os documentos, estariam incomodando o então presidente dos Estados Unidos Geore W. Bush (2001-2009) e demais autoridades americanas.

O jornal italiano “L’Espresso” divulgou hoje alguns dossiês do departamento de relações internacionais dos EUA, cedidos pelo WikiLeaks, que solicitavam intervenções “no máximo nível no governo [do premiê Silvio] Berlusconi para acabar com os subornos”.

De acordo com o documento, Bush chegou a pedir pessoalmente ao primeiro-ministro italiano que interrompesse os pagamentos às “milícias fundamentalistas”.

O documento mais antigo sobre o caso é de abril de 2008, às vésperas das eleições nos EUA. No telegrama, o embaixador americano em Roma, Ronald Spogli, promete que fará “pressões para que as tropas assumam uma atitude mais ativa contra os insurgentes”, o que daria um “forte recado” contra os subornos.

Em 6 de junho do mesmo ano, Spogli escreveu para Washington afirmando que Berlusconi “assegurou não saber de nada” sobre os pagamentos, mas se colocou contra a atitude caso fossem “encontradas as provas” das propinas.

Meses depois, o embaixador lamentou em um telegrama a manutenção da prática e disse que a importância da contribuição militar de Roma era prejudicada por causa da “crescente reputação negativa dos italianos, que evitam os combates, pagando resgates e dinheiro para obter proteção”.

Porém, ele admitiu que parte dessa suposta “má reputação” estaria baseada em boatos e outra parte em “informações da inteligência que não fomos capazes de verificar completamente”.
“Verdade ou não, os italianos perderam 12 soldados, menos, portanto, do que grande parte dos aliados com responsabilidades semelhantes”, observou em tom de crítica o diplomata norte-americano. Atualmente, o número de militares da Itália mortos no Afeganistão desde o início da guerra no país, em 2004, é 41.

Fontes da inteligência confirmaram ao jornal “L’Espresso” a existência de pagamentos a líderes locais, frequentemente aliados dos talebans, com os fundos geridos por um funcionário do general italiano Nicolò Pollari, ex-diretor do Sérvio para Informações e a Segurança Militar.

Fonte: Folha de S.Paulo
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Agosto 17, 2011, 01:39:41 pm
O Italiano sempre foi um soldado fraco, exceptuando os romanos é claro.

de que me lembre os italianos sempre perderam todas as batalhas em que tiveram envolvidos, se estiver a mentir corrijam-me por favor.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Agosto 17, 2011, 02:09:55 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ft3.gstatic.com%2Fimages%3Fq%3Dtbn%3AANd9GcQo7Uq10lGY65oAKAkmz-r_wjxMejtCEKvDwoGiiyiWkTWTx5XP&hash=a903cf15ecfc9824d995e7f0c13b0846)
Os italianos é que sabem. Todos têm um preço... c34x
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: FoxTroop em Agosto 20, 2011, 11:00:57 am
Italianos fracos?!!! Talvez. Compraram os senhores da guerra e talibans?!!! Qual a surpresa? Ou só os americanos, alemães e franceses é que o podem fazer? Para mais, os italianos até tem feito de bombeiros, sacando outros "valentes" de grandes apertos, que o digam os "viva la muerte". Isso até motivou uma acusação de covardia por parte dos italianos a uns certos "valentes" que falam a língua de Cervantes e pelo menos (que eu saiba) não se andam a emboscar a eles mesmos no TO, tipo uns gajos que eu cá sei.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Agosto 20, 2011, 11:46:50 am
Citação de: "FoxTroop"
Italianos fracos?!!! Talvez. Compraram os senhores da guerra e talibans?!!! Qual a surpresa? Ou só os americanos, alemães e franceses é que o podem fazer? Para mais, os italianos até tem feito de bombeiros, sacando outros "valentes" de grandes apertos, que o digam os "viva la muerte". Isso até motivou uma acusação de covardia por parte dos italianos a uns certos "valentes" que falam a língua de Cervantes e pelo menos (que eu saiba) não se andam a emboscar a eles mesmos no TO, tipo uns gajos que eu cá sei.

já agora, podia explicar melhor a citação que está a negrito!
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 31, 2011, 10:53:58 pm
Maioria dos afegãos quer manutenção das tropas dos EUA

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdalje.com%2Fslike%2Fslike_3%2Fr1%2Fg2008%2Fm03%2Fy166478732358926.jpg&hash=9909ea7a94745446646336b65a543c65)

Um conselheiro do presidente afegão, Hamid Karzai, afirmou hoje que a maioria dos afegãos quer um acordo com os Estados Unidos que permita que as tropas norte-americanas permaneçam no Afeganistão por tempo indeterminado, noticia a agência AP.

Durante uma audiência na Universidade do Corpo de Fuzileiros Navais, o ministro conselheiro Taj Ayubi disse que um acordo iria reforçar a ajuda militar dos Estados Unidos (EUA) ao Afeganistão até 2014, altura em que formalmente o papel militar norte-americano termina naquele país.

Por seu lado, as autoridades dos EUA disseram que o seu objetivo principal é proporcionar segurança ao povo afegão e que não irão fechar a porta ao Afeganistão em 2014.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Setembro 14, 2011, 09:56:27 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 27, 2011, 11:44:04 am
Manter forças afegãs custa seis mil milhões de dólares/ano


Os gastos necessários para manter operacionais o exército e a policia afegãos atingirão os seis mil milhões de dólares (4,43 mil milhões de euros) por ano, disse hoje o responsável pela formação das forças de segurança afegãs.

O general norte-americano William Caldwell disse, em declarações a jornalistas em Washington, que os seis mil milhões de dólares serão o "custo máximo a prazo", adiantando esperar que "atingido o objectivo de fazer a insurreição (talibã) baixar de intensidade as despesas poderão ser racionalizadas".

O exército e a polícia afegãos - que deverão assumir a responsabilidade da segurança do país em finais de 2014, de acordo com o calendário de retirada das forças da NATO que combatem a insurreição - contam actualmente com um total de 305.516 efetivos (169.076 militares e 136.440 polícias), sendo objectivo da coligação internacional atingir os 352.000 efectivos em finais de 2012.

De acordo com o general William Caldwell, os Estados Unidos têm previsto gastar 12,8 mil milhões de dólares com as forças afegãs em 2012.

O responsável pela formação das tropas afegãs reconheceu que ainda há muito a fazer em termos logísticos e humanos para preparar o Afeganistão para assumir a sua própria segurança, mas salientou o aumento notório de capacidades do exército afegão.

William Caldwell disse que dos 180 batalhões que constituem o exército afegão, dois já tem capacidade operacional para actuarem independentemente das forças da coligação internacional.

As forças de segurança afegãs assumirão em 2014 a responsabilidade da segurança do país, mas a coligação internacional liderada pela NATO deverá manter no terreno equipas de especialistas para assegurarem operações de apoio aéreo, informações e logística.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2011, 05:35:56 pm
Conspiração para matar presidente afegão é descoberta


Os serviços secretos do Afeganistão anunciaram esta quarta-feira que conseguiram descobrir uma conspiração para o assassínio do presidente Hamid Karzai, prendendo um guarda-costas e cinco pessoas com vínculos com a rede Haqqani e a Al Qaeda.
Os conspiradores, que incluíam estudantes universitários e um professor de medicina, foram treinados para lançar ataques em Cabul e tinham recrutado um dos guarda-costas de Karzai para matar o presidente, disse a Direcção Nacional de Segurança.

«Um grupo perigoso e instruído, que incluía professores e estudantes, queria assassinar o presidente Hamid Karzai», disse o porta-voz Lutfullah Mashal.

«Lamentavelmente, infiltraram-se no sistema de protecção do presidente e recrutaram um dos seus guarda-costas.»

Mashal disse que os detidos tinham vínculos com três homens, incluindo um egípcio e um bengalês, que eram membros da Al Qaeda e da rede Haqqani, cuja base fica na região tribal paquistanesa de Waziristão do Norte, que faz fronteira com o Afeganistão.

Os detidos fazem parte de um grupo «mais sofisticado» cujos membros confessaram ter sido treinados para usar armas de fogo, bombas e ataques suicidas, disse o porta-voz. Entre os seus alvos estavam figuras seniores do governo.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Outubro 10, 2011, 03:29:05 pm
Que fique aqui este video como referência para todos, para aqueles que acham a guerra um espectáculo, que ser militar é só ter uma boina para mostrar no face, que por dar uns tiros na carreira de tiro já são uns operacionais e que os militares é que não percebem nada disto, e para que também vejam que os 1ºs socorros são tão importantes como a técnica individual de combate!
Talvez também a importância de um exército gerir os seus próprios helicópteros. 21 minutos desde o rebentamento até à evacuação do ferido!

Até poderia ter colocado uns avisos a vermelho a dizer "Warning Graphic" ou "imagens impressionantes" mas isto é tudo malta de barba rija...

Link:
http://www.michaelyon-online.com/watch-your-step.htm (http://www.michaelyon-online.com/watch-your-step.htm)

EDIÇÃO
Treta de youtube!! Já removeram o vídeo!! Aquilo é bom é para as pitas verem vídeos do Justin Bieber e da lady gaga....
 :evil:  :evil:
De qualquer forma está a funcionar no link para a página.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Outubro 10, 2011, 08:10:32 pm
Rússia critica recusa dos EUA em erradicar plantações
A Rússia não compreende a recusa dos Estados Unidos em erradicar as plantações de ópio no Afeganistão, declarou hoje Serguei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, durante o fórum internacional "Objetivos de desenvolvimento do milénio na Europa do Leste e Ásia Central".

Ao intervir no fórum, o chefe da diplomacia russa insistiu no "imperativo da luta contra o tráfico de droga afegão em toda a cadeia de produção da droga, a começar pela destruição das plantações".

"Não conseguimos compreender porque é que os nossos parceiros norte-americanos não querem que a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão se ocupe disso. Dizem que isso não resolverá o problema porque haverá dificuldades para a produção agrícola se se destruírem as plantações de ópio", acrescentou.

Refutando esse argumento, Lavrov recordou que na Colômbia e noutros países a erradicação de plantações de coca é uma prioridade absoluta para Washington.

A Rússia insiste em destruir a totalidade das plantações do ópio no Afeganistão, medida recusada pelas forças da NATO aquarteladas no país, receando que isso empurre os camponeses afegãos a unir-se às fileiras do movimento dos talibãs.

O Afeganistão lidera a produção mundial da droga e é o exportador de mais de 80 por cento de todos os opiáceos fabricados no planeta.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior. ... cao=Europa (http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2046112&seccao=Europa)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 17, 2011, 10:55:39 pm
Governo afegão propõe estender presença dos EUA mais 10 anos


O Governo afegão propôs hoje estender por 10 anos, até 2024, a presença dos Estados Unidos em bases permanentes no solo afegão, durante a realização da Loya Jirga em Cabul, que foi atacada de manhã por dois foguetes talibãs. «A proposta do Governo é estender a presença estratégica de tropas dos Estados Unidos de 2014 até 2024, um total de 10 anos», confirmou a porta-voz da Loya Jirga, Safia Seddiqui.

A Loya Jirga, com cerca de 2 mil presentes entre políticos, líderes tribais e ativistas, começou quarta-feira numa grande tenda instalada no campus universitário de Cabul para referendar o processo de paz e a aliança estratégica com os EUA.

Os presentes, convocados pelo presidente afegão, Hamid Karzai, procuram pactos sobre o chamado «processo de reconciliação nacional» e o plano dos EUA de estabelecer bases permanentes no país após 2014.

Este é o ano em que deveria ser concluída a retirada dos soldados internacionais presentes atualmente em solo afegão, apesar de o conflito se ter agravado nos últimos anos e os insurrectos talibãs estarem presentes em grande parte do país.

Os insurrectos tinham ameaçado atacar a reunião há algumas semanas, e hoje lançaram dois projéteis que caíram nas proximidades de um hotel onde estão hospedados alguns dos participantes da assembleia, e causaram ferimentos a um civil.

Na segunda-feira as forças de segurança mataram um suposto insurrecto que pretendia entrar com explosivos no campus, após os talibãs anunciarem que dispunham dos planos de segurança da assembleia e atacariam o local.

As ameaças levaram as autoridades a adotar medidas de segurança rigorosas nas imediações, embora Cabul seja uma cidade rodeada de colinas e tenha sido alvo deste tipo de ataques com projéteis com regularidade no passado.

Karzai inaugurou as conferências na quarta-feira com um discurso em que defendeu um acordo para que os Estados Unidos estabeleçam bases estratégicas no Afeganistão, embora com condições e respeitando a soberania afegã.

«Queremos ter estabilidade e uma relação independente com os Estados Unidos. Os EUA são um país rico, mas nós somos leões, e os leões não querem que os restantes animais entrem na sua toca», afirmou o líder em declarações de caráter nacionalista.

O pacto estratégico com os Estados Unidos tem o apoio dos seguidores de Karzai, mas duras críticas dos talibãs, para quem se trata de um «plano infeliz de inimigos e os seus mercenários afegãos».

A agenda da retirada expôs a necessidade de chegar a um acordo com os insurrectos, mas o diálogo de paz foi prejudicado pela morte do principal mediador governamental do processo, Burhanudín Rabbani, nas mãos de um suicida.

Na quarta-feira, Karzai limitou-se a pedir sugestões aos líderes políticos, chefes tribais e ativistas reunidos na grande tenda da Jirga, mas os delegados enredaram-se num debate imprevisto sobre a formação dos 40 grupos de trabalho.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 19, 2011, 10:44:46 pm
Governo negoceia presença a longo prazo dos EUA

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.murdoconline.net%2Fwordpress%2Fwp-content%2Fuploads%2F2009%2F11%2FWaterpur-Fight-500x333.jpg&hash=fb9eca2c8580c0ce38f36489a7586be0)


O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse domingo que o seu governo está a negociar os termos para uma presença dos Estados Unidos a longo prazo no país, que envolve tropas americanas.

Os Estados Unidos estão a retirar este ano um total de 10 mil soldados do Afeganistão e vão deixar no terreno 91 mil soldados no próximo ano. Cerca de 23 mil militares deverão deixar aquele país até ao final de setembro de 2012.

"Estamos a negociar com os EUA uma parceria duradoura", afirmou Karzai em declarações à CNN a partir de Cabul, ao explicar que essas negociações poderão traduzir-se na "presença de algumas tropas americanas no Afeganistão durante a vigência do acordo alcançado, com o apoio do Afeganistão, o treino e capacitação das forças afegãs".

Mas o presidente afegão alertou que o número de tropas americanas que permanecerá no país dependerá dos termos do acordo a alcançar.

A coligação internacional liderada pelos Estados Unidos "foi capaz de dotar o Afeganistão de estabilidade política nos últimos 10 anos", salientou Karzai, referindo, porém, que os governos afegão e norte-americano foram incapazes de "oferecer segurança ao povo afegão" e que isso "ainda terá de ser" garantido.

O responsável disse também à CNN que o seu governo não poderá desenvolver negociações de paz com os talibã a não ser que os rebeldes apresentem um representante autorizado.

A morte, em setembro, do negociador de paz afegão Burhanuddin Rabbani "deixou-nos em choque com o reconhecimento de que estávamos afinal a falar com ninguém, que os que se envolveram no processo de paz eram assassinos, terroristas em vez de negociadores".

Rabbani foi assassinado na sua casa em Cabul por um bombista suicida.

"Explicámos que uma abordagem dos talibã deverá ser clara no sentido de ser percetível que o seu representante é autorizado e representa, de facto, o movimento talibã", disse Karzai, realçando que o vizinho Paquistão tem um papel importante a desempenhar devido à presença dos rebeldes nesse país.

"Eles [talibã] operam a partir daí [Paquistão]. E um verdadeiro processo de paz não poderá correr bem e conseguir resultados satisfatórios sem a participação e ajuda do Paquistão", concluiu.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2012, 01:30:31 pm
Luta contra narcotráfico no Afeganistão um sucesso


A luta contra o narcotráfico no Afeganistão é um sucesso graças às «incríveis» apreensões realizadas em 2011, disse hoje em conferência de imprensa Carsten Jacobson, porta-voz da ISAF, a coligação militar estrangeira dirigida pela NATO.

«O tráfico de estupefacientes tem sido um fator chave para o financiamento dos insurretos, mas esta fonte de rendimento diminuiu. As forças de segurança afegãs, com os seus associados da ISAF, capturaram quantidades incríveis de drogas ilícitas e de material vinculado, em 2011 em relação a 2010», disse Jacobson.

As apreensões de ópio aumentaram 13% e as de haxixe 59%, enquanto as de cannabis e de morfina multiplicaram-se por 12 e 10, respectivamente, segundo estatísticas da Isaf, que não comunicou as quantidades confiscadas.

«As operações antidrogas afetam com sucesso as capacidades dos insurretos para transformar o ópio em heroína. Em 2012, continuaremos a sufocar os lucros gerados pela venda de drogas ilícitas», afirmou o porta-voz da ISAF.

No entanto, o otimismo da NATO deve ser relativizado, já que o Gabinete das Nações Unidas contra a droga e o crime (UNODC) indicou em outubro que a produção de ópio no Afeganistão aumentou de modo importante (61%) em 2011 em relação a 2010, quando tinha diminuído devido à presença de um parasita.

Para este ano, a UNODC considera a produção potencial em 5.800 toneladas, contra 3.600 toneladas no ano passado, com um leve aumento das superfícies cultivadas (7%) em relação a 2009 e 2010, para se estabelecer em 131 mil hectares em 2011.

Depois de uma leve queda da parte afegã na produção global de 2010, o Afeganistão deverá representar mais uma vez 90% da produção mundial de ópio, com o sul do país, principal região afetada pela insegurança, a representar 78% deste total, segundo a UNODC.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2012, 06:05:54 pm
Em 2012 vão sair 23 mil soldados do Afeganistão


O principal porta-voz da NATO no Afeganistão, Carsten Jacobsen, anunciou hoje que durante 2012 sairão do país 23.000 soldados da coligação, quase um quinto do contingente internacional destacado actualmente. Segundo a agência local AIP, Jacobsen disse que desde Julho de 2011 saíram do Afeganistão 10.000 soldados dos Estados Unidos, que ainda têm cerca de 90.000 militares em território afegão.

O porta-voz da Aliança Atlântica fez aquelas declarações ao lado do porta-voz da Defesa afegão, Zahir Azimi, que falou sobre as polémicas operações militares nocturnas realizadas pela NATO.

Azimi justificou a realização de operações nocturnas da coligação com o facto das forças de segurança afegãs ainda terem falta de preparação e de equipamento.

«Temos diversos problemas, como falta de equipamento e de informação adequados, mas quando ultrapassarmos isso as forças afegãs poderão fazer as incursões nocturnas de modo independente», disse Azimi segundo a AIP.

Realizadas muitas vezes em zonas com civis, as operações nocturnas são um dos principais pontos de atrito entre a Aliança Atlântica e as autoridades afegãs, que são pressionadas com a impopularidade daquelas incursões.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Camuflage em Janeiro 02, 2012, 09:01:24 pm
Essa malta toda dos EUA vai para onde a seguir? Para o desemprego? A maioria não estão no quadro certamente e em termos de emprego a taxa ronda os 8.6% no mês de Dezembro, o que corresponde a 13.3 milhões de pessoas desempregadas, pelo menos nos dados oficiais porque não oficiais são sempre mais...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 02, 2012, 10:28:35 pm
Voltam para as bases sem grande problema, esses 90.000 representam apenas cerca de 5 a 6% dos militares em serviço activo (se contarmos a Guarda Nacional e as Reservas descem ainda para cerca de 3%), além disso, mesmo o aumento do número de efectivos desde 2001 foi "apenas" de ~1.385.000 para ~1.446.000 em Outubro de 2011, ou seja, cerca de 5%.

http://s3.amazonaws.com/thf_media/2004/ ... ch2005.xls (http://s3.amazonaws.com/thf_media/2004/pdf/troopMarch2005.xls)
http://siadapp.dmdc.osd.mil/personnel/MILITARY/ms0.pdf (http://siadapp.dmdc.osd.mil/personnel/MILITARY/ms0.pdf)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Janeiro 13, 2012, 09:46:26 am
Mais do mesmo
Panetta e Karzai condenam vídeo com soldados urinando em afegãos
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, classificou nesta quinta-feira como "absolutamente deplorável" o vídeo divulgado ontem em que supostos soldados americanos aparecem urinando em corpos de militantes afegãos.

Panetta disse que os envolvidos no incidente enfrentariam as punições cabíveis às suas ações, e que pediu aos comandantes das forças americanas e da Otan, a aliança militar do Ocidente, no Afeganistão uma investigação sobre o caso.

Na quarta-feira, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA afirmou que investigaria o vídeo postado em diversas páginas na internet que gerou polêmica.

Nele, aparecem quatro homens vestindo uniformes de combate camuflados urinando sobre os corpos de três supostos combatentes do Taleban ensanguentados. Também é possível ouvir um deles dizendo "tenha um bom-dia companheiro" para o corpo sobre o qual urina.

Em comunicado, o corpo de fuzileiros navais disse que ainda não pôde verificar a autenticidade do vídeo, embora já tenha adiantado que as ações não condizem com os valores das Forças Armadas dos EUA. Militares de Washington já avisaram que tal tipo de comportamento é punido pelo código de Justiça Militar.
O Pentágono afirmou que está checando a autenticidade do vídeo, mas não há razões para se acreditar que as imagens não sejam genuínas. O órgão disse acreditar que identificou a unidade dos homens presentes, e eles já estariam aos EUA.

REAÇÃO AFEGÃ

Um porta-voz do Taleban afegão afirmou nesta quinta-feira que o vídeo de supostos soldados americanos urinando sobre os corpos de combatentes mortos no Afeganistão não vai afetar os esforços para as duas partes manterem conversações de paz.

"Este não é um processo político. Portanto, o vídeo não vai prejudicar nossas conversações e troca de prisioneiros [de Guantánamo] porque elas estão num estágio preliminar", disse o porta-voz Zabihullah Mujahid.

O porta-voz taleban denunciou o vídeo como um "ato de barbárie". Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também condenou nesta quinta-feira o vídeo, considerando o ato "completamente desumano", segundo foi citado pelo jornal americano "USA Today".

Karzai se disse "profundamente chateado com a profanação dos corpos de três afegãos por soldados americanos" e pediu ao governo americano "a punição mais severa para os culpados".

PRECEDENTES

As imagens do que parece ser um ato isolado podem fazer o mundo muçulmano recordar do escândalo de Abu Ghraib em 2004, quando imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por militares americanos deram a volta ao mundo.

Nos últimos anos, vários casos similares de suposta profanação por soldados, como boatos de exemplares do Alcorão jogados no vaso sanitário, ou por jornais ocidentais, por exemplo com caricaturas de Maomé, provocaram revolta no Afeganistão e manifestações violentas que causaram mortes.

Em um caso separado, o Exército dos EUA processa cinco soldados acusados pelo assassinato de civis afegãos durante a sua missão na província de Kandahar, em 2010.

Os EUA têm cerca de 20 mil fuzileiros no Afeganistão, beseados principalmente em Kandahar e Helmand. No total, cerca de 90 mil soldados americanos estão no país.

Os EUA e seus parceiros no Afeganistão disseram que pretendem entregar a segurança do país e retirar as tropas de combate até o final de 2014.


http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1033 ... gaos.shtml (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1033444-panetta-e-karzai-condenam-video-com-soldados-urinando-em-afegaos.shtml)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Janeiro 13, 2012, 10:21:52 am
Burros... E depois ainda gravam estas coisas e colocam na net...  :roll:
Título:
Enviado por: HSMW em Janeiro 19, 2012, 07:58:14 pm
http://www.peta.org/b/thepetafiles/arch ... faces.aspx (http://www.peta.org/b/thepetafiles/archive/2012/01/13/military-misconduct-sheep-beating-video-surfaces.aspx)
http://www.armytimes.com/news/2012/01/a ... o-011812w/ (http://www.armytimes.com/news/2012/01/army-investigating-sheep-beating-video-011812w/)
Outro!!  :evil:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Janeiro 22, 2012, 10:49:21 pm
Citar
Marines video blamed for deaths of French soldiers

Security sources in Afghanistan says a video of US Marines urinating on the corpses of Taliban fighters contributed to the killings of four French soldiers in eastern Afghanistan.

The four soldiers were killed and 15 others were wounded when an Afghan soldier opened fire on them after a training session at a base in Kapisa, north-east of Kabul.

In his initial confession, the gunman said he was strongly motivated to kill the soldiers after he saw the video.

Despite the French defence minister's claims that the Afghan soldier was a Taliban infiltrator, Afghan president Hamid Karzai has held back on the accusation, describing the attack as an isolated and individual action.

http://www.abc.net.au/news/2012-01-23/m ... tion=world (http://www.abc.net.au/news/2012-01-23/marines-video-blamed-for-deaths-of-french-soldiers/3787076?section=world)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2012, 12:40:28 pm
Relatório da NATO aponta para laços entre talibãs e Islamabad


O grupo extremista islâmico talibã no Afeganistão está a ser ajudado por forças de segurança do Paquistão, apontou um relatório secreto da NATO, segundo a rede britânica BBC e o jornal The Times. De acordo com as fontes, o relatório foi produzido com base em informações obtidas com insurretos detidos e foi entregue aos comandantes da NATO no Afeganistão no mês passado. O documento afirma que os talibãs continuam fortes e possui grande apoio entre o povo afegão.

Um funcionário da aliança disse que os presos continuam ainda a ter confiança em que voltarão ao poder no país, depois de a coaligação liderada pelos Estados Unidos retirar as suas tropas em 2014.

O governo do Paquistão rebateu as conclusões do relatório secreto, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros classificando as acusações de «ridículas».

«Desenvolvemos uma política de não interferência no Afeganistão e esperamos que os outros países respeitem estritamente este princípio», declarou o porta-voz do ministério, Abdul Basit. «O nosso interesse está em ter um Afeganistão estável e em paz. Não podemos apoiar uma atividade que nos leve para longe desse objetivo», acrescentou.

O relatório foi feito com base em material recolhido durante 27 mil entrevistas e interrogatórios com mais de 4.000 pessoas capturadas por envolvimento com os talibãs, a rede terrorista Al Qaeda e outras milícias e organizações terroristas internacionais.

De acordo com a BBC, o documento expõe pela primeira vez as relações entre o grupo extremista e o ISI, o serviço de inteligência do Paquistão --que, inclusivamente, saberia onde residem os principais líderes talibãs. Alguns deles moram mesmo nos arredores da sede do órgão em Islamabad.

Um ex-membro da Al Qaeda é citado dizendo que «o Paquistão sabe tudo. Eles controlam tudo. Não posso subir a uma árvore em Kunar sem que eles observem». E continua: «Os talibãs não são o Islão. Os talibãs são Islamabad».

Após a reação do governo paquistanês, a Força da NATO no Afeganistão (ISAF) minimizou o relatório e afirmou que o documento é apenas uma «compilação de comentários a partir do qual não se devem tirar conclusões» precipitadas.

Mesmo com a estratégia da NATO em garantir a segurança do país com as forças afegãs, o relatório levanta suspeitas de que há uma grande colaboração entre insurretos e o Exército e a polícia do Afeganistão.

«Há muito tempo que estamos preocupados em relação aos laços entre elementos do serviço de inteligência do Paquistão e algumas redes sociais de extremistas», afirmou o porta-voz do Pentágono, o capitão John Kirby, acrescentando que o Departamento de Defesa norte-americano ainda não viu o relatório.

O documento aponta um aprofundamento do apoio da população do país aos talibãs, e mostra a sua influência a crescer, enquanto a da Al Qaeda diminui.

Os taleibãs já recuperou o controlo sobre grande parte do território afegão e desfruta do apoio de muitos afegãos revoltados com as mortes de civis provocadas por tropas norte-americanas e ocidentais.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HaDeS em Fevereiro 11, 2012, 03:09:40 am
Uma imagem vale mais que mil palavras?

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fveja.abril.com.br%2Fassets%2Fpictures%2F65483%2Fnaziss-size-598.jpg%3F1328822018&hash=22977c7dc4447a0e0a038fba5b01f118)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Março 08, 2012, 02:41:01 pm
Citação de: "DSA"
um soldado  doido da cabeça! está  colocando  videos no youtube filmados em combate no Afganistao com uma camera no capacete!

é so inscreverem-se no canal dele para terem acesso a acçao quase diaria!

http://www.youtube.com/user/FUNKER530?feature=watch





vejam este!!
:shock:  :shock:  :shock:

forum defesa brasil
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 21, 2012, 05:11:21 pm
Forças afegãs interceptam dez toneladas de explosivos destinados a grande ataque na capital


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.armyrecognition.com%2Fimages%2Fstories%2Fanalysis_focus%2Fworld_army%2Fbritish_army%2Frozi_roshan%2FAfghan_natonal_army_soldier_on_patrol_during_operation_Rozi_Roshan_Bright_day_640_001.jpg&hash=3163a7edfac2c256d11bec8b6f518adf)

As forças de segurança afegãs detiveram cinco pessoas em Kabul e apreenderam dez toneladas de explosivos que se destinariam a um grande atentado contra civis e contra o segundo vice-presidente do país, avançou um porta-voz.

“Se esta quantidade de explosivos tivesse sido utilizada, poderíamos ter tido uma grande carnificina”, especificou a mesma fonte das forças de segurança, Shafiqullah Tahiri, citado pela Reuters.

A operação já aconteceu no passado domingo mas só agora foi tornada pública por questões de segurança, explicou Tahiri. O grupo planeava matar o segundo vice-presidente, Mohammad Khalili, assim como atacar zonas com maior densidade populacional. Segundo a edição online da BBC, foi também recolhido um vídeo que relata os planos do grupo e roupa destinada ao suicídio dos homens que iriam protagonizar os atentados.

Os explosivos em causa foram encontrados em 400 sacos que estavam escondidos debaixo de várias toneladas de batatas armazenadas na parte de trás de um camião estacionado nos subúrbios da cidade.

“Três terroristas paquistaneses e dois dos seus colaboradores afegãos, que esconderam os explosivos nos sacos de batatas, foram apanhados”, informou Tahiri. O porta-voz disse, também, que os homens foram treinados pelos taliban paquistaneses, que têm fortes ligações aos afegãos. As forças afegãs têm, aliás, vindo a acusar o Paquistão de utilizar insurgentes do Afeganistão para este tipo de manobras. Uma acusação que o Governo paquistanês rejeita liminarmente.

Esta semana ficou marcada por um ataque coordenado em quatro províncias do país e que visou sobretudo zonas diplomáticas e governamentais de Kabul, que foram atingidas por rockets e vários disparos. Os ataques foram entendidos como uma retaliação após a divulgação, esta semana, de imagens recolhidas em 2010 e que mostravam marines norte-americanos a posar junto de cadáveres desmembrados de afegãos.

O acto foi condenado pelo Pentágono, que também apelou à não divulgação das imagens para evitar uma escalada da violência. Os taliban já reclamaram a autoria dos atentados, que terão provocado mais de 50 mortos.

Público
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Maio 01, 2012, 03:51:13 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: FoxTroop em Maio 01, 2012, 11:28:48 pm
Aquilo é que é uma arma boa, made in USA. Tão boa que se recusa a disparar contra a ralé talibã, para não descer o nível de um reles AK  :lol:  :lol:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Luso em Maio 02, 2012, 07:09:19 pm
Corrijam-se se estiver errado:

- O tipo está a ser alvejado (ou não) e não sabe bem de onde vêem os disparos. Tem uma M4 com ACOG (certamente 4x). O que faz?
Pega na LAW e dispara com consequências ao que parece nulas...
Faz sentido.

Vejo pessoal com ópticas e não detecto grande vontade em tirar proveito disso.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2012, 07:30:50 pm
Obama sela acordo pós-guerra em visita surpresa ao Afeganistão

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fblog.heritage.org%2Fwp-content%2Fuploads%2Fobama-afghanistan1.jpg&hash=7537d62d141a7904a68c94584d7f61b7)


Barack Obama chegou esta quarta-feira ao Afeganistão, numa visita que não estava agendada publicamente, e comprometeu-se a «terminar o trabalho» pondo fim à guerra no Afeganistão. Para isso selou um acordo estratégico com Hamid Karzai, que deverá entrar em vigor após a retirada definitiva das tropas americanas prevista para 2014. O acordo implica que a ajuda norte-americana ao Afeganistão se prolongue por mais uma década após a retirada das tropas. Além de um amplo envolvimento dos EUA nos assuntos económicos e relativos à segurança do país, os EUA comprometem-se ainda a ajudar na construção de mais infra-estruturas como estradas e escolas em várias cidades afegãs.

De acordo com a BBC, cerca de 23 mil de um total de 88 mil militares ainda em serviço no Afeganistão esperam regressar a casa até ao Verão, enquanto se prevê que as restantes tropas abandonem definitivamente o país até ao final de 2014.

A Associated Press avança duas interpretações possíveis para a «narrativa gémea» de Obama, na qual os EUA tanto abandonam o palco de guerra como permanecem em terreno afegão. A interpretação depende apenas do público-alvo: o público norte-americano ou o público estrangeiro, sendo que o primeiro é visto como o mais importante em ano de eleições.

O pacto estratégico reforça assim o apoio do governo afegão à luta norte-americana contra os Talibãs e a Al-Qaeda, e parece servir paralelamente para o Afeganistão continuar a ser o olho atento dos EUA sobre o seu vizinho Irão.

A necessidade de Obama reforçar as suas relações estratégicas com Karzai a longo prazo reflecte ainda uma preocupação crescente perante a possibilidade de um ressurgimento Talibã depois de 2014.

Obama chegou ao país na noite de ontem, altura em que a imprensa norte-americana teve conhecimento da sua visita. O acordo entre os dois chefes de Estado foi assinado por volta da meia-noite local, no palácio presidencial afegão, e por volta das 4 da manhã (19h30 nos EUA) Obama emitiu um discurso televisivo dirigido ao seu povo. Quando rebentava o dia em Cabul e a população acordava, já não havia qualquer rasto da presença americana.

Horas depois da visita de Barack Obama, os Talibã reivindicaram a autoria de um ataque suicida em Cabul, que vitimou sete pessoas.

Esta visita relâmpago acontece precisamente no momento em que se assinala um ano da morte de Osama Bin Laden.

SOL
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 21, 2012, 05:40:17 pm
NATO transfere segurança para afegãos até meados de 2013


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.daylife.com%2Fimageserve%2F03VL1F07NLctC%2F610x.jpg&hash=c833cfeb1ef9fafe4d35a0f5ffd60714)

A NATO vai transferir a responsabilidade pela segurança para os afegãos «até meados de 2013» e assumirá um papel de apoio até ao final de 2014, anunciou hoje a organização na declaração final da Cimeira de Chicago. «Até meados de 2013 (…), as forças de segurança afegãs serão as principais responsáveis pela segurança em todo o país. Com essa etapa ultrapassada, o papel da força internacional evoluirá crescentemente de uma missão principalmente de combate para uma missão de formação, conselho e assistência», até ao final de 2014, segundo o documento.

Entre meados de 2013 e o final de 2014, as tropas da NATO vão manter-se no país para «garantir que os afegãos beneficiam do apoio de que necessitam para se adaptarem às novas responsabilidades, mais importantes».

«Estamos a reduzir a nossa força, gradual e responsavelmente, para completar a missão da ISAF a 31 de Dezembro de 2014», lê-se no texto sobre a Força Internacional de Assistência à Segurança, a missão da NATO no Afeganistão.

A declaração confirma o calendário estabelecido na Cimeira de Lisboa (Novembro de 2010). A transferência da responsabilidade de segurança para os afegãos foi dividida em cinco fases, a terceira das quais foi lançada este mês.

No documento, os aliados manifestam o compromisso para com o Afeganistão após a saída das tropas, prometendo «um sólido apoio político e prático, a longo prazo».

«A NATO está preparada para estabelecer, a pedido do governo do Afeganistão, uma nova missão, pós-2014, de natureza diferente, para treinar, aconselhar e assistir as forças de segurança afegãs», declararam.

«Essa não será uma missão de combate. Encarregamos o Conselho (do Atlântico Norte) de começar imediatamente a trabalhar no processo de planeamento militar para a missão pós-ISAF», acrescentam.

Na declaração, os líderes da Aliança Atlântica apelam por outro lado ao Paquistão para que reabra as vias de abastecimento às colunas da coligação internacional no Afeganistão «assim que possível».

A reabertura das vias de abastecimento, estratégica para a saída gradual da NATO do Afeganistão, está num impasse devido aos custos de passagem exigidos pelo Paquistão, considerado inaceitável pelos Estados Unidos.

No documento, a NATO manifesta o seu apreço à Rússia e aos países da Ásia Central por autorizarem a passagem das colunas de abastecimento da Aliança pelos seus territórios.

Os 28 membros da Aliança Atlântica discutiram a missão no Afeganistão no jantar de domingo. Para hoje está prevista uma reunião dos aliados com os outros 22 países que participam na ISAF.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Maio 23, 2012, 11:26:41 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Maio 27, 2012, 02:44:31 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Julho 07, 2012, 01:33:44 pm
Washington concede ao Afeganistão o estatuto de aliado preferencial fora da NATO


Clinton anunciou este novo estatuto, previamente oficializado pelo presidente Barak Obama, durante uma visita surpresa a Cabul. O anúncio também prevê a cooperação bilateral em termos de segurança e defesa a longo prazo.

Hillary Clinton chegou hoje a Cabul para uma visita surpresa, na véspera da conferência de Tóquio entre os países contribuintes do Afeganistão.

«Na medida em que voaríamos quase por cima (do Afeganistão), a secretária de Estado, a caminho de Tóquio, resolveu parar em Cabul, essencialmente para assinalar antes esta importante conferência», explicou um funcionário do departamento de Estado aos jornalistas que viajam com Clinton.

A concessão deste estatuto era parte do acordo de associação estratégica entre o Afeganistão e os Estados Unidos assinado por Obama e pelo seu homólogo afegão, Hamid Karzai, no início de maio. A condição de «importante aliado não-NATO», um privilégio já concedido a vários países, incluindo Israel, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Egito, Kuwait e Bahrein, permite a esses países ter acesso à cooperação militar reforçada com os Estados Unidos, em particular no desenvolvimento e compra de armas.

Obama e Karzai assinaram o acordo estratégico durante uma visita surpresa do presidente norte-americano a Cabul, na madrugada de 2 de maio, um ano depois do ataque contra Osama bin Laden no vizinho Paquistão.

O acordo não prevê bases militares norte-americanas permanentes no Afeganistão, mas este país compromete-se a dar «acesso e desfrute das mesmas às forças dos Estados Unidos até 2014 e além», assim como a possibilidade de que as forças norte-americanas permaneçam ali depois dessa data para «treinar as forças afegãs e localizar (elementos) que restem da Al-Qaeda».

No entanto, esta associação «não compromete os Estados Unidos em relação a um número de soldados ou a um nível de financiamento no futuro».

Os Estados Unidos têm 87.000 soldados no Afeganistão, o que é o maior contingente da força da NATO (Isaf), que conta com um total de 130.000 soldados. O final da missão desta força deve terminar no final de 2014.

A comunidade internacional prometerá nesta conferência 16 mil milhões de dólares em ajuda ao Afeganistão até 2015, antecipou neste sábado o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Koichiro Gemba.

«Esta promessa corresponde ao total que o Banco Mundial e o governo afegão consideram necessário para o desenvolvimento do país», explicou o ministro.

O principal desafio da conferência, co-presidida pelo Japão e Afeganistão, será fixar o total das ajudas civis para o período posterior à retirada dos soldados da NATO do Afeganistão.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Julho 27, 2012, 04:25:38 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 19, 2012, 05:24:26 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 20, 2012, 02:30:15 pm
Exército francês terminou missão de combate no Afeganistão

O exército francês terminou hoje a missão de combate no Afeganistão ao deixar Kapisa, onde perdeu mais soldados desde 2001, de acordo com o calendário de retirada acelerada.

Depois da partida das últimas "forças combatentes" no fim do ano, dois anos antes do previsto (final de 2014) pela força da NATO (ISAF), a França apenas contará com cerca de 1.500 soldados no Afeganistão, designadamente formadores e pessoal de logística essencialmente em Cabul.

Reduzindo a presença à capital afegã, o exército francês regressa a uma configuração próxima da existente antes de 2007, antes do presidente francês da época, Nicolas Sarkozy, ter decidido aumentar a presença militar para, a pedido dos norte-americanos que dirigem a ISAF, entrar em contacto como os rebeldes em Kapisa e no distrito vizinho de Surobi, no nordeste de Cabul.

Os últimos 400 soldados franceses destacados em Kapisa começaram a sair às 10:00 locais (5:30 em Lisboa), numa coluna de Nijrab, a última base que ocupavam nesta província, com destino a Cabul.

Anteriormente, as bandeiras francesas tinham sido retiradas para serem dar lugar às cores afegãs durante uma cerimónia.

Na sequência de numerosos ataques dos quais resultaram baixas para os franceses em 2011 e 2012, o presidente Sarkozy tinha decidido antecipar para 2013 a retirada dos franceses. Entretanto, o Presidente francês, François Hollande, antecipou a retirada para finais de 2012.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2012, 01:17:38 pm
Austrália retira tropas no centro do Afeganistão


A Austrália retirou as suas tropas das bases operativas da província de Uruzgán, no centro do Afeganistão, passando o comando das operações às forças locais, informou hoje o ministério da Defesa australiano.

Todas as brigadas da infantaria do Exército Nacional do Afeganistão "estão a trabalhar de forma independente, sem assistência, na província de Uruzgán", diz um comunicado do ministro da Defesa australiano, Stephen Smith, citado pela agência noticiosa Efe.

"O início das operações independentes por parte do quarto batalhão (Kandaks) da Infantaria é um passo significativo no processo de transição da responsabilidade aos afegãos em Uruzgán nos próximos 12 meses", sublinhou Smith.

A saída de soldados destas bases não significa, contudo, a retirada total do Afeganistão, já que as tropas australianas permanecerão na base da aliança na capital de Uruzgán, Tarin Knot.

O ministro Smith realçou ainda que as forças armadas australianas continuarão a prestar assessoria, sendo que uma das suas unidades estará alistada para o combate em caso de urgência.

Desde o início das operações em Uruzgán, em 2006, a Austrália contribuiu para o desenvolvimento de uma rede de pequenas bases de patrulha naquela província no centro do Afeganistão.

A retirada das tropas da Austrália, país com mais efetivos fora do contingente da Aliança Atlântica, insere-se nos planos da coligação de passar, por completo, a responsabilidade pela segurança ao governo do Afeganistão, no final de 2014.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2013, 07:32:21 pm
Obama vai anunciar retirada de militares do Afeganistão


O Presidente norte-americano vai anunciar hoje durante o discurso do Estado da Nação que irá retirar 34 mil militares dos Estados Unidos do Afeganistão nos próximos 12 meses, de acordo com a AFP e televisões norte-americanas.

A AFP cita um responsável norte-americano que teve acesso ao discurso, enquanto a EFE cita as cadeias televisivas ABC e NBC, que por sua vez recorrem a fontes governamentais não identificadas.

De acordo com estas informações, a medida irá reduzir para metade os efetivos norte-americanos, cerca de 66 mil, no Afeganistão, antes da retirada final das tropas em 2014.

Os 32 mil militares norte-americanos restantes serão retirados até ao final de 2014, prazo previsto para a saída das forças da NATO do Afeganistão.

O Presidente Obama anunciou a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão em 2009, quando 100 mil efetivos militares estavam naquele país.

Uma eventual presença de soldados norte-americanos no Afeganistão após 2014 deverá ter suas condições estabelecidas num acordo bilateral entre os dois países.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Maio 01, 2013, 01:38:28 am
Citar
747 Cargo plane looks to have climbed to fast and lost lift crashing and killing all 7 americans aboard.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 08, 2013, 06:41:22 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 10, 2013, 06:43:26 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Agosto 17, 2013, 02:51:36 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Novembro 09, 2013, 07:58:16 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 13, 2013, 02:11:37 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 09, 2013, 04:55:52 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2013, 07:40:39 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2014, 02:10:02 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2014, 11:05:26 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2014, 10:53:11 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 25, 2014, 08:42:45 pm
EUA assinam acordo sobre segurança com Afeganistão «até ao final do ano»


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje ao seu homólogo afegão, Hamid Karzai, que perspetiva uma retirada total das tropas norte-americanas do país, mas admitiu um acordo para uma missão militar pós-2014 com o próximo Governo de Cabul. Em contacto telefónico, Obama disse a Karzai que na sequência da recusa do líder afegão em assinar um Acordo de Segurança Bilateral (BSA) com Washington, não restam muitas opções ao Pentágono além da retirada total, divulgou em comunicado a Casa Branca. "O Presidente Obama disse ao Presidente Karzai que pelo facto de se ter mostrado indisponível para assinar o BSA, os Estados Unidos vão avançar com um plano de contingência adicional", referiu o texto.

"Em concreto, o Presidente Obama pediu ao Pentágono para assegurar que possui os planos adequados para concretizar uma retirada no final do ano e que implicará o fim da presença de tropas dos Estados Unidos no Afeganistão após 2014", acrescentou.

A Casa Branca tinha já referido previamente que a recusa de Karzai em negociar o acordo implicaria o início do complexo processo de planeamento para uma retirada total.O secretário da Defesa, Chuck Hagel, já se congratulou em comunicado pela "decisão prudente" da administração, e agradeceu os esforços em curso para "fornecer flexibilidade ao Presidente" enquanto decorre o trabalho para "determinar o futuro" da presença norte-americana no Afeganistão.

"Enquanto os Estados Unidos continuam a retirar pessoal e equipamento do teatro afegão, a nossa atuação nos próximos meses deverá fornecer diversas opções aos líderes políticos dos Estados Unidos e da NATO", com as forças no terreno a "prosseguirem o planeamento para a participação dos EUA numa missão da NATO focalizada no treino, aconselhamento e assistência às forças de segurança afegãs, e ainda numa missão específica de contraterrorismo", acrescentou o comunicado.

A Casa Branca também admitiu a possibilidade em assegurar uma "missão limitada após 2014" que seria "do interesse dos Estados Unidos e do Afeganistão" e consagrada "à formação, aconselhamento e à assistência das forças afegãs" e ainda "à perseguição dos últimos membros da Al-Qaeda" presentes no país asiático. "Assim, deixamos em aberto a possibilidade de concluir um BSA com o Afeganistão no final deste ano. No entanto, quanto mais tempo permanecermos sem BSA, mais difícil será executar qualquer tipo de missão americana", indicou ainda a Casa Branca.

A primeira volta das eleições presidenciais afegãs, destinadas a designar o sucessor de Karzai, está agendada para abril.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Março 05, 2014, 08:49:21 pm
Sobre o ANA.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2014, 01:30:25 pm
Sniper britânico mata 6 talibãs com apenas um tiro


Um atirador especializado do exército britânico abateu seis talibãs com apenas uma bala ao acertar no detonador do explosivo de um bombista suicida que acabou por rebentar e matar os restantes rebeldes que o acompanhavam.

O cabo dos "Coldstream Guards", de 20 anos, acertou no alvo a uma distância de 850 metros e conseguiu assim matar um bombista suicída e cinco outros talibãs que o acompanhavam, avançou o jornal britânico The Telegraph.

O incidente ocorreu em Kakaran, no sul do Afeganistão, em dezembro passado, mas só agora foi revelado pelo exército britânico. O Tenente-coronel Richard Slack, comandante dos "9/12 Royal Lancers", afirmou que o atirador especial (cujo nome não pode ser revelado por razões de segurança), conseguiu assim evitar um ataque talibã a uma base militar, que poderia ter tido efeitos devastadores, uma vez que ao lado do bombista suicída foi descoberto o corpo de outro homem com um colete carregado com cerca de 20 quilos de explosivos.

Segundo o oficial britânico, "o nosso atirador detetou vários homens suspeitos a avançar e quando percebeu que um deles trazia um colete e um gatilho para fazer detonar uma bomba abriu fogo". O "sniper" estava em comunicação com o comando e após alguns momentos de silêncio afirmou: "Abati um bombista suicída e o resto do grupo morreu na explosão", revelou Richard Slack.

DN
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2014, 06:05:03 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Abril 25, 2014, 10:25:06 am
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=697936
Citar
Três norte-americanos foram hoje mortos por um polícia afegão que abriu fogo num hospital de Cabul, anunciou a embaixada dos EUA na capital do Afeganistão.

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: nelson38899 em Maio 07, 2014, 10:30:25 pm

http://www.mirror.co.uk/news/weird-news/video-watch-ufo-attack-taliban-3510483
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Camuflage em Maio 09, 2014, 08:43:04 pm
Esse vídeo é um fake, está invertido a acção decorreu no Iraque em 2009 e foi um bombardeamento: http://www.pixable.com/article/calm-peo ... -100-fake/ (http://www.pixable.com/article/calm-people-heres-proof-video-ufo-attacking-taliban-base-100-fake/)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Maio 13, 2014, 12:36:43 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 31, 2014, 10:32:23 pm
Talibãs trocam soldado dos EUA por cinco presos afegãos


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Fstorage%2FDN%2F2014%2Fbig%2Fng3361235.jpg%3Ftype%3Dbig%26amp%3Bpos%3D0&hash=fd0f79729da7f1478bb6cf690c62e6cd)


Os Estados Unidos anunciaram hoje a libertação de um soldado norte-americano, sequestrado no Afeganistão há quase cinco anos, e a transferência de cinco presos de Guantánamo para o Qatar, intermediário na negociação.

"Hoje, o povo norte-americano está feliz por, em breve, poder receber em casa o sargento Bowe Bergdahl, sequestrado há quase cinco anos" no Afeganistão, disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, num comunicado em que agradeceu ao emir do Qatar pela ajuda na libertação do soldado. Alguns minutos depois, o secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, declarou que cinco presos da base militar de Guantánamo, em Cuba, iam ser libertados e transferidos para o Qatar.

Em comunicado, Hagel indicou "ter informado o Congresso da decisão de transferir cinco detidos de Guantánamo para o Qatar", sem relacionar explicitamente a libertação e a transferência anunciadas quase em simultâneo.

"Agradeço ao emir do Qatar por ter ajudado a garantir o regresso do nosso soldado (...) o empenho pessoal do emir é uma prova da parceria entre os nossos dois países", sublinhou Obama, que agradeceu também a ajuda do governo do Afeganistão na libertação do soldado norte-americano.

Os Estados Unidos prometeram na terça-feira manter 9.800 soldados no Afeganistão depois de 2014, em vez dos atuais 32 mil que vão deixar progressivamente o país até final de 2016, na condição de o futuro presidente afegão assinar o tratado bilateral de segurança.

O sargento Bergdahl foi capturado a 30 de junho de 2009 no Afeganistão pelos talibãs, que difundiram vários vídeos como prova de vida.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 19, 2014, 10:14:42 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 30, 2014, 05:35:22 pm
Obama saúda assinatura histórica de acordo com Afeganistão


O Presidente norte-americano, Barack Obama, saudou hoje a assinatura histórica de um acordo de segurança bilateral com o Afeganistão que permitirá a permanência de cerca de 10 mil soldados norte-americanos em território afegão após 2014.

"Hoje assinalamos um dia histórico na parceria entre os Estados Unidos e o Afeganistão que irá ajudar no avanço dos interesses partilhados [pelos dois países] e para a segurança a longo prazo do Afeganistão", afirmou o chefe de Estado norte-americano, num comunicado.

O acordo de segurança bilateral, designado pela sigla em inglês BSA (Bilateral Security Agrrement), foi hoje assinado em Cabul pelo embaixador dos Estados Unidos no Afeganistão, James B. Cunningham, e pelo recém-nomeado conselheiro de segurança do novo presidente afegão, Hanif Atmar. O presidente afegão, Ashraf Ghani, que tomou posse na segunda-feira, assistiu à assinatura do acordo.

"Este acordo é um convite por parte do governo afegão para reforçar a relação que construímos ao longo dos últimos 13 anos", referiu Obama na mesma nota presidencial, acrescentando que o acordo estabelecido oferece aos militares norte-americanos "o quadro jurídico necessário" para a realização de missões em território afegão após 2014.

Em termos concretos, o texto autoriza e regula a presença de cerca de 12.500 soldados estrangeiros, dos quais cerca de 10 mil são norte-americanos, em território afegão, após a retirada das forças internacionais da NATO em finais deste ano.

"O BSA reflete o nosso compromisso em apoiar o novo governo de unidade afegão", sublinhou Obama, referindo ainda que a parceria com Cabul visa reforçar "a soberania e a estabilidade" do Afeganistão, mas também ajudar a alcançar um objetivo comum: "derrotar a Al-Qaeda e os seus aliados extremistas". A assinatura deste acordo de segurança, objeto de intensas negociações entre Washington e Cabul há mais de um ano, foi adiada por diversas vezes devido às objeções apresentadas pelo Presidente afegão cessante Hamid Karzai. Cunningham e Atmar assinaram também hoje um acordo semelhante com a NATO, o chamado Sofa (Status of Forces Agreement), que regula a presença da Aliança Atlântica no Afeganistão em 2015.

A missão no terreno a partir de 2015 tem o nome de "Resolute Support" (Apoio Firme) e centra-se no treino, aconselhamento e apoio às forças afegãs que combatem os talibãs.

A atual missão da NATO no Afeganistão é integrada por cerca de 41.000 militares, menos de um terço dos 130.000 no terreno em 2012.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Outubro 12, 2014, 04:06:45 pm
http://popularmilitary.com/longest-us-history-afghan-war-turns-13/
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Tuesday this week commemorates 13 years since the start of the Afghan War — America’s longest running campaign of its kind — yet an end to the operation is hardly on the horizon.
Under the terms of the Bilateral Security Agreement, the pact signed last week by representatives for both the United States and Afghanistan, the US will significantly reduce the number of soldiers involved in its post-9/11 Operation Enduring Freedom at the end of this year. Troop numbers will shrink to 10,000, signaling indeed a major step towards ending the war in Afghanistan — a campaign promise made by US President Barack Obama during the lead-up to his re-election in 2012. With this week’s anniversary, however, the costs incurred already appear more evident than ever, and the length of the operation may be endless.

Combined with the only recently concluded war in Iraq, the financial toll of the Afghan war on Uncle Sam’s pocketbook could range in $4 trillion to $6 trillion, according to research published last year out of Harvard University. Additionally, the iCasualties website claims the US military has suffered 2,349 deaths during Operation Enduring Freedom — including 48 this year, or as many lives lost in that war in 2003 when it was still relatively new. Of that tally, Breitbart News recently reported, 1,649 deaths or about 75 percent, have occurred since the start Pres. Obama’s first term in early 2009.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2F5%2F5b%2FUS_Army_in_Kapisa_Province_of_Afghanistan.jpg&hash=e55162dc505a8dbc0cddf9ab9213b89f)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fusanduktroops.files.wordpress.com%2F2011%2F05%2Fus-soldiers-afghanistan.jpg&hash=8a0eca1aff0140bd951713dab7bc667b)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.wired.com%2Fimages_blogs%2Fdangerroom%2F2009%2F07%2Fblackwater_casa212_over_afghanistan-1024x680.jpg&hash=1e2636ea509e309723e8a65e31d672bf)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.tlaxcala-int.org%2Fupload%2Fgal_17.jpg&hash=ac63b91f9e0e33630d20b69278148559)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 10, 2014, 08:27:25 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Dezembro 02, 2014, 03:11:49 pm
http://www.nbcnews.com/news/world/bird-bomb-afghan-police-kill-bird-bearing-antenna-explosives-n258216
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KABUL, Afghanistan — Afghan police said they are investigating how a wild bird came to bear an antenna, electronic devices and explosives. Police came across the strange sight around 8 a.m. in the northern Faryab province, a volatile region ravaged by Taliban violence. When police spotted the white bird — which isn't native to the area and appeared larger than an eagle — walking along a highway, they noticed it had an antenna and decided to shoot it, provincial police chief Maj. Gen. Abdul Nabi Ilham told NBC News on Saturday. The bird then exploded, he said, and "suspicious metal stuff" scattered around.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.dailymail.co.uk%2Fi%2Fpix%2F2014%2F12%2F01%2F239FC70200000578-0-image-7_1417403723992.jpg&hash=2d76670d85ff983cd7e0f500bdd54f01)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.dailymail.co.uk%2Fi%2Fpix%2F2014%2F12%2F01%2F239FC6F600000578-0-image-10_1417403824348.jpg&hash=2f28125f43f1c98256dda43b5b915997)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.dailymail.co.uk%2Fi%2Fpix%2F2014%2F12%2F01%2F239FC70E00000578-0-image-8_1417403766221.jpg&hash=93ad45e9f07d1821772442c933047554)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.dailymail.co.uk%2Fi%2Fpix%2F2014%2F12%2F01%2Fvideo-undefined-239F8BC200000578-571_636x358.jpg&hash=626084d1096a0181b6f96e94efa9be70)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Março 25, 2015, 12:11:51 pm
EUA suspendem retirada de soldados norte-americanos do Afeganistão em 2015


Os Estados Unidos vão suspender a retirada de tropas do Afeganistão e manter os atuais 9,800 soldados ate o fim do ano mas a missão será concluida em 2016. O presidente Obama reconheceu que o Afeganistão continua a ser "um lugar perigoso", mas insistiu que a decisão de manter um elevado número de tropas naquele território durante mais tempo não significa uma mudança na política de acabar, em breve, com o envolvimento norte-americano na linha de frente.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2015, 11:11:59 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Abril 18, 2015, 05:20:39 pm

O grupo radical Estado Islâmico reivindicou o atentado suicida que fez pelo menos 33 mortos este sábado em Jalalabad, no Afeganistão.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Maio 27, 2015, 11:54:20 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Junho 23, 2015, 10:06:18 am
http://www.janes.com/article/52474/taliban-attack-afghan-parliament
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The Taliban attacked the Afghan parliament in the centre of Kabul on 22 June.

Kabul police chief Abdul Rahim Rahimi told local media that at approximately 10:20 H local time a team of militants detonated a vehicle-borne improvised explosive device (VBIED) at the front gate of the Afghan parliament on the Darul Aman Road. The attack was apparently timed to coincide with the confirmation by parliament of Masoom Stanikzai as defence minister, a position that has been vacant since President Ashraf Ghani took office in October 2014.

The Taliban, through spokesman Zabihullah Mujahid, took responsibility for the attack.

In the aftermath of the explosions several gunmen - six or seven, according to different reports - attacked the compound. While one local media report stated that the attackers tried to force their way into parliament through the southern gate of the compound, other reports mentioned that they sought shelter in a nearby building that is under construction and directed fire at the parliament compound from there.

Security forces, among them Afghan National Police Special Forces, arrived on the scene and the ensuing firefight lasted for one to two hours, according to sources. The attackers were reportedly armed with automatic small arms as well as RPG-7 Knut 40 mm portable rocket launchers.

However, the commander of parliamentary security later stated on Afghan news channel TOLOnews that the attackers were killed by parliament security forces within the first 15 minutes - six by one soldier alone. This soldier told TOLOnews that they received intelligence on an impending attack a few days ago.

TOLOnews earlier reported that five civilians were killed in the attack and 31 others wounded. Saleha Sadat, a TOLOnews journalist who was inside the parliament at the time of the attack, said all Members of Parliament (MPs) and journalists had been taken to safety and that only a few MPs suffered minor injuries from shattering windows.

The situation at the parliament in Kabul could not be independently verified. However, Reuters raised the question how the driver of the explosive-rigged car was able to get through several security checkpoints without being detected. The news agency also quoted Farhad Sediqi, an MP, as saying that the attack has only been possible because of a failure in the government's intelligence and security departments.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.janes.com%2Fimages%2Fassets%2F474%2F52474%2F1639435_-_main.jpg&hash=7a2a50fc73384be9a94d0691c87ad036)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Junho 23, 2015, 01:06:35 pm

Imagens do interior do Parlamento de Kabul no momento do ataque (Reportagem da BBC em espanhol)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Junho 24, 2015, 09:55:29 am
http://www.janes.com/article/52481/afghanistan-receives-full-complement-of-c-130-airlifters
Citar
The Afghan Air Force (AAF) took delivery of its fourth and final Lockheed Martin C-130H Hercules transport aircraft during a ceremony at Hamid Karzai International Airport (IAP) in Kabul on 20 June.

The arrival of the former US Air Force aircraft from Little Rock Air Force Base in Arkansas marks the end of deliveries, which began in mid-2013. These aircraft will now be used by the Afghan National Security Forces for internal cargo and troop transportation.

The United States' efforts in reconstituting the AAF's fixed-wing air mobility capability have been somewhat problematic. Originally, the plan was to replace the Soviet-era Antonov An-32 'Cline' transports that dated back to before the Taliban government with refurbished Alenia Aermacchi G222/C-27A airframes. That programme, however, was axed in early 2014 amid much acrimony between the Italian manufacturer and the US Department of Defense (DoD) over the suitability of the twin-engined turboprops to perform the mission in the 'hot and high' conditions of Afghanistan.

While the DoD said that the aircraft were not up to the task, Alenia maintained that the issue was with poor on-site support facilities and a lack of literacy among the AAF pilots and maintainers that were beyond its control. Either way, more than USD600 million had been spent on the project before it was cancelled with 16 G222/C-27A aircraft being abandoned at Hamid Karzai IAP.

The announcement that Afghanistan was to get the four-engined C-130 instead was meant to herald a fresh new start for the effort to equip the AAF with a fixed-wing air mobility capability. However, in July 2014 the Special Inspector General for Afghanistan Reconstruction recommended that deliveries be halted at two aircraft, as these were being underutilised and there were unresolved problems with support and training. Concerns regarding the financial and technological challenge of maintaining the C-130s have also prompted the Afghan government to request India covers the cost of upgrades to six of its ageing An-32 transport aircraft in Ukraine.

The arrival of the fourth and final C-130 into Hamid Karzai IAP would appear to suggest that such concerns have now been addressed. Even so, NATO sources have suggested that because of the C-130's size and complexity it could take nearly three years before Afghan pilots and crew are ready to operate the aircraft without support from international advisors.
Se for como os C27... :roll:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.janes.com%2Fimages%2Fassets%2F481%2F52481%2F1638467_-_main.jpg&hash=092af506fdb378620be8f030cbe38b64)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Junho 27, 2015, 09:41:39 am
http://www.aereo.jor.br/2015/06/26/forca-aerea-do-afeganistao-luta-para-sobreviver-sem-a-otan/
Citar
Seis meses depois que a Otan finalizou sua missão de combate no Afeganistão, a força aérea do país asiático tenta alçar voo sozinha, lutando contra os talibãs e a escassez de recursos e pessoal com um punhado de aeronaves.

Quando as tropas internacionais chegaram ao Afeganistão há 13 anos, a frota aérea do país asiático estava já estava sucateada, após perder quase todas as 580 aeronaves que tinha no início dos anos 80 e durante a guerra civil (1992-1996) que precedeu o governo talibã.

“Naqueles tempos nem sequer os países da região, entre eles Irã e Paquistão, tinham aeronaves tão avançadas”, declarou à Agência Efe o ex-comandante da forças aérea e analista político, Atiqullah Amarkhil.

Meses depois do final da missão de combate da Otan, com a Aliança Atlântica restrita a tarefas de capacitação e assessoria, e os cerca de 10.000 soldados americanos vislumbrando sua saída, as forças de segurança afegãs sobrevivem com uma frota de apenas uma centena de aviões e helicópteros.

Deles, apenas 33 são de combate, razão pela qual inclusive começaram a armar aeronaves de transporte para proporcionar apoio aéreo a seus 350.000 homens.

“Montamos receptáculos para armas em helicópteros de transporte e os utilizamos ao mesmo tempo para atacar os milicianos e para transporte devido à falta de aviões de combate”, explicou à Efe o porta-voz do Ministério da Defesa afegão, Dawlat Waziri.

Apesar de sua frota de combate atual ser muito superior às cinco aeronaves que tinha em 2014, o Afeganistão ainda precisa de caças e bombardeiros para compensar a ausência dos mais de 150.000 soldados da Otan que chegaram a estar em território afegão, advertiu Waziri.

“Agora toda a responsabilidade recai sobre nossos ombros e temos que fazer melhorias em nossa força aérea de qualquer forma possível”, disse Waziri sobre a modificação de vários helicópteros russos de transporte Mil Mi-17 para acrescentar receptáculos para armas e mísseis.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.aereo.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F%2F2015%2F06%2Fafghanairforce4-580x344.jpg&hash=0aafa8dd53b826774219c2c243a5864f)
Uma solução arriscada, segundo Amarkhil, que lembra que isso não evita que possam ser derrubados com um único tiro de um fuzil de assalto AK-47, a arma individual mais produzida do mundo e a mais comum entre os talibãs.

O ex-comandante militar se mostrou convencido de que as tropas afegãs “poderiam vencer os insurgentes muito facilmente” com apoio aéreo e ressaltou a importância de uma aviação para um país com uma “situação geopolítica montanhosa”.

Muitos lugares do Afeganistão são acessíveis apenas por ar devido à acidentada orografia e ao bloqueio das estradas por parte dos talibãs, que desde o começo de sua tradicional ofensiva de primavera, em 24 de abril, tomaram o controle de várias áreas do nordeste do país.

O distrito de Yamgan, na província nordeste de Badakhshan e atacado no dia 6 de junho por centenas de insurgentes, é um desses lugares remotos.

“Não pudemos enviar tropas adicionais nas primeiras cinco horas porque não tínhamos helicópteros e o distrito acabou sendo dominado pelos talibãs”, lamentou à Efe o governador provincial, Shah Waliullah Adeeb.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.aereo.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F%2F2015%2F06%2FAfghan-Air-Force-2-580x278.jpg&hash=84d67bd03b5702bf863cd0c633205a20)
Uma semana depois, os insurgentes atacaram uma delegacia de Helmand e, após horas de confrontos, mataram 18 policiais, algo que poderia ser evitado com apoio aéreo, segundo assegurou à Efe o porta-voz do Conselho Provincial, Attaullah Afghan.

À escassez de material militar se soma a falta de pessoal qualificado.

O comandante Mohammad Dawran reconheceu na semana passada a jornalistas que “a força aérea não melhorou no mesmo nível que as forças de infantaria do exército” e que é preciso “tempo para treinar o pessoal suficiente”, já que a tecnologia atual “não é tão simples como a de quatro décadas atrás”.

Uma fonte da missão da Otan no país, que em dezembro passou a substituir sua operação de combate deixando 4.000 soldados em tarefas de assistência e capacitação, considera que a aeronáutica afegã está mais preparada que meses atrás.

“A força aérea afegã melhorou consideravelmente no último ano”, disse, destacando que na atualidade se encarregam sozinhos de planejar e executar operações como evacuações de vítimas, supervisão armada ou transporte de soldados.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.aereo.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F%2F2015%2F06%2Fafghanairforce1-580x334.jpg&hash=f5e9c4ae4cc1cebcc0c460c8c14e49fe)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.aereo.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F%2F2015%2F06%2Fafghanairforce2-580x372.jpg&hash=36c5ab2c85ef6eb667f305dfb05e9d78)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Julho 01, 2015, 03:16:52 pm
http://www.military.com/daily-news/2015/06/30/attack-on-nato-convoy-in-afghanistan-kills-2.html?ESRC=todayinmil.sm
Citar
KABUL, Afghanistan -- A Taliban suicide attack targeting a NATO convoy in Afghanistan has killed two people and wounded 26, including two U.S. soldiers.
Interior Ministry spokesman Sediq Sediqqi confirmed the number of casualties from Tuesday's attack in the capital, Kabul, updating an earlier toll.
A suicide bomber plowed an explosives-laden vehicle into the convoy, badly damaging two armored vehicles, sending a black plume of smoke into the sky and scattering glass and metal across the main highway leading to the airport.
A spokeswoman for NATO's Resolute Support mission in Afghanistan, U.S. Army Capt. Susan Harrington, said two American soldiers sustained minor injuries in the attack.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages.military.com%2Fmedia%2Fnews%2Fconflicts%2Fnato-convoy-attacked-600.jpg&hash=69a8711636305bcf6ad8247ad9afae5a)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 14, 2015, 08:56:15 am

Afeganistão: dezenas de mortos e feridos em sucessivos ataques terroristas

http://pt.euronews.com/2015/07/14/afega ... rroristas/ (http://pt.euronews.com/2015/07/14/afeganistao-dezenas-de-mortos-e-feridos-em-sucessivos-ataques-terroristas/)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 15, 2015, 09:24:16 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 20, 2015, 12:53:08 pm

UE "friendly fire" kills 10 Afghan troops
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Crypter em Julho 20, 2015, 10:43:20 pm
Citação de: "olisipo"

UE "friendly fire" kills 10 Afghan troops

US não UE!
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 20, 2015, 10:45:29 pm
Citação de: "Crypter"
Citação de: "olisipo"

UE "friendly fire" kills 10 Afghan troops

US não UE!

Oooops!!! :mrgreen:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Julho 29, 2015, 12:55:35 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 30, 2015, 12:59:44 pm
(Al Jazeera in English footage. Report by Neave Barker)

What does death of Mullah Omar mean for Taliban and Afghanistan?
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 30, 2015, 01:17:52 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fk5aF08gvBf0%2Fmaxresdefault.jpg&hash=f9713da1fc3e2ad796c2ba56c1e9c01e)  

 How Death of Taliban's Mullah Omar Could Boost ISIS in Afghanistan

 http://blogs.wsj.com/washwire/2015/07/2 ... ghanistan/ (http://blogs.wsj.com/washwire/2015/07/29/how-death-of-talibans-mullah-omar-could-boost-isis-in-afghanistan/)
 
Citar
(...) Asuming Mullah Omar has died, the implications are immense. He was not just the leader of a militant organisation. He has been a deeply influential figure well beyond the Taliban.

 Even Osama Bin Laden, who was Mullah Omar's guest in pre-9/11 Afganistán, reportedly expressed allegiance to Mullah Omar. (...)

Islamic State could be the big winner from Mullah Omar's death,  confirmation of which could provide ISIS with its biggest recruitment tool in Afghanistan.

 Numerous Taliban militants in Afghanistan and Pakistan, unhappy about their leader's long absence, had already started affirming allegiance to Islamic State. (...)

A more immediate implication is the potential blow Mullah Omar's death could  deal to Afghanistan's fledgling peace process. (...)

A vacancy at the top could provide an opening for Taliban hard-liners to seek to scale back the group'srole in negotiations. (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 30, 2015, 06:06:03 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.longwarjournal.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F06%2FMullah-Akhtar-Muhammad-Mansour1-e1434474526317.jpg&hash=91cc304bda4b7a44ef0e88a283aaba6f)

Picture purported to be of the new Taliban leader, Mullah Akhtar Muhammad Mansour

Taliban choose deputy Mansour as successor of Mullah Omar

 http://www.bbc.com/news/world-asia-33721074 (http://www.bbc.com/news/world-asia-33721074)
 
Citar
The Taliban have appointed a successor to Mullah Omar, who led the movement for some 20 years.
 
The death of Mullah Omar - reported by the Afghan government on Wednesday- was confirmed by the Taliban on Thursday, the BBC has been told.

 His deputy, Mullah Akhtar Mansour, will replace him, sources close to the Taliban leadership said.  Correspondents say the move is likely to divide the militants and that many senior figures opposed the appointment.

 A Taliban statement did not say where, when or how Mullah Omar died, only that it was from a illness and that he had remained in Afghanistan since the 2001 US invasion.

 This conflicts with the account given by Afghanistan, which said Mullah Omar died in hospital in the Pakistani city of Karachi two years ago. Pakistan has always denied that he was in the country.  (...)

 Mullah Mansour is pro-talks. He is to be given the title of Supreme Leader -not Leader of the Faithful, the title that Mullah Omar had. (...)  

Mansour becomes only the second person to lead the Taliban,after Mullah Omar, who founded the group during Afghanistan's civil war in the early 1990s (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 31, 2015, 08:49:33 am

Conversas  de paz do Talibã com o governo de  Kabul  são adiadas  

http://br.reuters.com/article/worldNews ... 1Q20150730 (http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0Q421Q20150730)

Citar
(...) O Pakistão anunciou que  as  conversas de  paz agendadas entre os insurgentes e o governo afegão serão adiadas. (...)

O Pakistão mencionou um comunicado  emitido em Cabul sobre a morte de Omar como  a razão para o adiamento das negociaćões, devido aos temores de que o ocurrido pudesse desencadear uma luta sucessória potencialmente sangrenta. (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 31, 2015, 03:19:40 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftimesofoman.com%2Fuploads%2Fimages%2F2015%2F07%2F31%2Fx171464.jpg.pagespeed.ic.gOCcWLSDHm.jpg&hash=cacf4a7766374423cb03b36a3dabed4b)  

Exclusive: Walkout at Taliban leadership meeting raises specter of split

http://reuters.com/article/idUSKCN0Q51G ... 1?irpc=932 (http://reuters.com/article/idUSKCN0Q51GK20150731?irpc=932)
 
Citar
At the Taliban meeting this week where Mullah Akhtar Mohammad Mansour was named as the Islamist militant group's new leader, several senior figures in the movement, including the son and brother of late leader Mullah Omar, walked out in protest.  

The display of dissent within the group's secretive core is the clearest sign yet of the challenge Mansour faces in uniting a group already split over whether to pursue peace talks with the Afghan government and facing a new, external threat -  Islamic State.  

Rifts in the Taliban leadership are likely to widen after confirmation this week of the death of elusive founder Omar.  

Mansour, Omar's longtime deputy who has been effectively in charge for years, favors talks to bring an end to more than 13 years of war. He recently sent a delegation to inaugural meetings with Afghan officials hosted by Pakistan, hailed as a breakthrough.  

But Mansour, 50, has powerful rivals within the Taliban who oppose negotiations, notably battlefield commander Abdul Qayud Zakir, a former immate of the US prison in Cuba's Guantanamo bay.

Zakir is pushing for Mullah Omar's son Yaqoob to take over the movement, and a sizeable faction also supports Yaqoob. (...)

The divisions threaten a formal split in the Taliban. They also provide an opening to rival Islamic State  (IS), the middle-east based extremist movement that has attracted renegade Taliban commanders in both Afghanistan and Pakistan.

 This month, two Afghan militant groups swore allegiance to Islamic State, and more could follow suit. (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 02, 2015, 09:25:05 am

Mullah Mansour asks Taliban to continue Jihad

http://www.thenews.com.pk/Todays-News-1 ... inue-Jihad (http://www.thenews.com.pk/Todays-News-13-38902-Mulla-Mansour-asks-Taliban-to-continue-Jihad)
Citar
The Afghan Taliban's new Amir Mulla Muhammad Akhtar Mansour in his first audio message has termed the rumours of dialogue between the Taliban and Afghan government as propaganda of the enemy and asked the Taliban to continue Jihad to win the hearts of the Afghan people.

He said the Taliban will continue their struggle for implementation of the Islamic system in Afghanistan. He said the Taliban faction should show unity and should shun their differences.

Akhtar Mansour said  Sheikh Rehmatullah Alkhoonzada and Sirajuddin Haqqani have been appointed his deputies. (...)

Meanwhile, the Taliban have denied reports of the death of the founder of the Haqqani Network.

A section of the media reported the death of Jalaluddin Haqqani, said to be in his 70s, on Friday when his son Sirajuddin was announced as one of the deputy chiefs of the Taliban following the death of its longtime leader Mulla Omar. (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 07, 2015, 09:41:36 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 07, 2015, 12:22:11 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 07, 2015, 11:06:16 pm
Vaga de atentados en Cabul provoca mais de 50 mortos

Os atentados mais mortíferos desde que os talibās anunciaram
ao Mullah Akhtar Mansour como o novo lider dos rebeldes

http://br.reuters.com/article/worldNews ... EA20150808 (http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0QD0EA20150808)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 10, 2015, 06:24:19 pm

 Afghan President Points Finger At Pakistan After Bombings in Kabul  

http://www.nytimes.com/2015/08/11/world ... .html?_r=0 (http://www.nytimes.com/2015/08/11/world/asia/suicide-car-bombing-kabul-airport.html?_r=0)

Citar
Under pressure after a wave of deadly bombings in the Afghan capital, President Ashraf Ghani on Monday accused Pakistan of turning a blind eye to mass gatherings of Taliban in its territory, where such attacks are planned.

  Mr Ghani's words, a sharp break from the conciliatory tone he had taken toward Pakistan for much of his first years in office, came just hours after a suicide car-bomb struck a crowded entrance of the international airport in Kabul, leaving at least five people dead  and 16 wounded. Attacks in the Afghan capital over the last four days have left nearly 70 people dead and hundreds wounded  (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 13, 2015, 06:46:00 pm

Al-Qaida jura fidelidade ao novo chefe dos talibãs

http://pt.euronews.com/2015/08/13/al-qa ... s-talibas/ (http://pt.euronews.com/2015/08/13/al-qaida-jura-fidelidade-ao-novo-chefe-dos-talibas/)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Agosto 13, 2015, 06:59:39 pm
http://www.janes.com/article/53620/afghanistan-to-convert-unarmed-md-530f-helos-into-gunships
Citar
The Afghan Air Force (AAF) is to convert the five unarmed MD Helicopters Inc (MDHI) MD 530F platforms it uses for training into light attack gunships, a company spokesperson told IHS Jane's on 13 August.

The five training helicopters that are currently flown out of Shindand Air Base in Herat Province (six were delivered, but one was lost to an improvised explosive device [IED] in 2013) will be retrofitted with the Enhanced Mission Equipment Package (EMEP) by MDHI at its facility in Mesa, Arizona, before being returned to theatre in early 2016, the spokesperson said.

These converted helicopters will join 12 armed MD 530F Cayuse Warrior helicopters (known as 'Jengi' [Warrior] by the AAF) that were contracted by the US Army in October 2014. All of these armed helicopters have now been delivered to the AAF, although one has been retained in the United States to accelerate development of the EMEP by MDHI.

The EMEP is a development of the Mission Equipment Package (MEP) which the helicopters were initially delivered with. While the MEP comprises twin FN Herstal 12.7 mm Heavy Machine Gun Pods (HMPs), the Rhode & Schwarz M3AR tactical radio communications system, the Robertson Fuel System, and Kinetic Defense ballistic armour panels for the two-person crew, the EMEP adds to this with the M260 air-to-surface rocket launcher.

An EMEP-equipped MD 530F will have an HMP carried on one side of the helicopter, and a seven-tube M260 launcher on the other. The 70 mm rockets will increase the helicopter's stand-off range from about 1,900 m with the machine guns to about 8,000 m.

With the EMEP development contract having been awarded by the US Army on 13 July, a total of 20 kits are due to be delivered by 12 July 2016 (including three spares). The armed helicopters so far delivered are operated out of Kabul International Airport, though it is unclear if the five currently at Shindand Air Base will be relocated to join them once they have been converted.

News that the AAF's unarmed training fleet is to be converted into gunships came two days after the United States' Train Advise Assist Command-East (TAACE-E) announced the type's combat debut.

On 11 August an undisclosed number of armed MD 530F helicopters flew in support of the Afghan National Security Force's (ANSF's) Operation 'Iron Triangle'. This operation is part of a wider effort to clear the districts of Khogyani, Sherzad, and Hisarak in the northeastern Nangarhar province of insurgents. It was not reported if the helicopters involved in this particular operation fired in anger.

The armed MD 530F was hurried into service earlier this year ahead of the Afghan 'fighting season', due to delays in the delivery of the Embraer EMB-314 (A-29) Super Tucano light attack turboprop. That fixed-wing platform is now set to arrive in theatre in the coming weeks, to begin replacing the Mil Mi-35 'Hind' helicopters.

The MD 530F (designated MD 530G I by the company) is the latest in a line of MD 500-series helicopters that trace their lineage back to the Hughes OH-6 Cayuse of the Vietnam War. In helicopter terms, it is a simple and rugged design and so relatively easy to maintain and support. It is primarily because of this ease of maintenance that the helicopter has been chosen to equip the AAF, given the well-documented problems that the ANSF has had in maintaining and supporting equipment.
À Falta de Melhor...  :twisted:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.janes.com%2Fimages%2Fassets%2F620%2F53620%2F1630917_-_main.jpg&hash=5a9bc37bf60a6d3bf60dc40386bae3da)
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An Afghan Air Force MD 530F light attack helicopter flies over Forward Operating Base Connelly, Nangarhar Province, in support of Operation 'Iron Triangle'. This operation marks the first successful employment of the armed helicopter in support of the ANSF as it seeks to clear the districts of Khogyani, Sherzad, and Hisarak of insurgents. Source: US DoD

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 13, 2015, 07:37:48 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fgdb.voanews.com%2F6A23A51D-50CB-4192-A22E-069843545F3F_w640_r1_s_cx0_cy6_cw0.jpg&hash=58f012c5c07b021ab6e7699b35ef6aff)

Afghanistan, Pakistan discuss recent attacks

http://voanews.com/content/pakistani-of ... 16160.html (http://voanews.com/content/pakistani-officials-to-travel-to-india/2916160.html)
 
Citar
Pakistan  and Afghanistan held high level meetings Thursday in Islamabad in an attempt to ease tensions between them following a series of terror attacks in Kabul that have killed scores of people. (...)

The urgent visit followed Afghan President Ashraf Ghani's complaint that the attacks on Kabul were designed and planned by terrorists based in Pakistan, an carried out by "mercenaries" from "bomb-making factories and training camps" on Pakistani soil.

A Pakistani adviser said his government is determined to do all it can to facilitate peace efforts in Afghanistan, but repeated that it is up to Afghan authorities to decide how and when to proceed with a peace and reconciliation process with the Taliban. (...)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 22, 2015, 05:55:16 pm


Afghan suicide car bombing targeting NATO convoy kills 12 in Kabul
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Setembro 18, 2015, 03:23:00 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Setembro 28, 2015, 04:46:53 pm

Afeganistão: forças taliban conquistam a estratégica cidade de Kunduz, no norte do país
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Setembro 29, 2015, 01:21:56 pm

EUA lançam ofensiva contra posições talibãs no Afeganistão  
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Setembro 29, 2015, 04:38:19 pm
http://www.forte.jor.br/2015/09/29/afeganistao-exercito-afegao-inicia-contraofensiva-em-kunduz-com-apoio-americano/
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O exército afegão iniciou nesta terça-feira, com apoio aéreo americano, uma contraofensiva para recuperar Kunduz, a estratégica cidade do norte do Afeganistão ocupada na segunda-feira pelos talibãs.

“Reforços do exército afegão iniciaram a operação para reconquistar a cidade de Kunduz às 8H00 (0H00 de Brasília)”, anunciou o ministério da Defesa. “Já recuperaram a sede central da polícia e a prisão da cidade”, afirma um comunicado.

Os reforços foram enviados a partir de outras províncias do país. “A batalha começou, as forças afegãs enfrentam a resistência dos talibãs, mas conseguem avançar”, declarou Sayed Sarwar Hussaini, porta-voz da polícia provincial de Kunduz.

Na segunda-feira, os rebeldes talibãs assumiram o controle da cidade de 300.000 habitantes em poucas horas. Kunduz é uma localidade de grande valor estratégico no caminho que vai de Cabul até o Tadjiquistão.

O exército afegão, que atua em várias frentes, não conta mais com o apoio terrestre da Otan. Os 13.000 soldados, principalmente americanos, da Aliança Atlântica ainda presentes no território afegão se dedicam exclusivamente ao treinamento dos militares do país.

No entanto, as forças americanas dão apoio às tropas afegãs com bombardeios efetuados por drones, principalmente no leste do país. Na manhã desta terça-feira, pela primeira vez foi executado um ataque aéreo em Kunduz para apoiar as forças afegãs na região, segundo a Otan.

O ataque, sobre o qual a Otan não divulgou detalhes, tinha como objetivo “eliminar uma ameaça” não identificada, segundo a Aliança. O exército dos Estados Unidos decidiu realizar o ataque ao avaliar a gravidade da situação, informaram fontes militares.

FONTE: AFP
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.forte.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F09%2FSoldado-da-tropa-de-elite-americana-no-Afeganistao-em-foto-da-AFP-580x252.jpg&hash=eeee0d8ab8ad65e183ef3c788090e06e)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Setembro 30, 2015, 01:08:06 pm

Kunduz: Talibãs recuam em partes da cidade após ferozes combates com tropas apoiadas por aviões dos EUA
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 30, 2015, 03:33:47 pm
Bombardeamentos aéreos mataram líder talibã em Kunduz


Os serviços de inteligência afegãos asseguraram esta sexta-feira que o responsável talibã em Kunduz e outros 17 insurgentes morreram num bombardeamento aéreo à cidade, ocupada desde segunda-feira.

Segundo a agência de inteligência afegã, o Diretório Nacional de Segurança (NDS, na sigla inglesa), o "governador talibã na sombra", Mawlawi Salam, juntamente com o seu número dois, Zabih, e outros 16 insurgentes, morreram na noite de terça-feira num bombardeamento aéreo.

"Mawlawi Salam era comandante dos talibãs destacados em Kunduz. A sua morte significa um duro golpe para a moral e para os planos dos talibãs", afirmou o NDS, em comunicado.

Entre os mortos está também um cidadão do Paquistão, alegadamente pertencente ao Lashkar-e-Toiba, um grupo insurgente paquistanês particularmente ativo na Índia, onde já cometeu vários atentados, indicou a agência afegã.

Segundo o NDS, o "governador na sombra" e os outros insurgentes mortos planeavam atacar o aeroporto de Kunduz, a partir do qual se organiza a operação das forças afegãs para recuperar a cidade.

Os talibãs tomaram Kunduz na segunda-feira, na sua maior conquista militar desde que foram retirados do poder em 2001.

As forças afegãs lançaram na terça-feira uma ofensiva para recuperar Kunduz, com apoio aéreo dos Estados Unidos. A operação já lhes permitiu recuperar algumas partes da cidade.

De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelas autoridades, o número de mortos (quase todos talibãs, segundo informações oficiais) supera uma centena, registando-se quase 200 feridos.

Segundo o Governo afegão, os talibãs foram expulsos de edifícios como a sede da polícia e a prisão provincial, mas a operação militar continua com apoio aéreo dos Estados Unidos, que mantêm 9.800 militares no país em missão de combate.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 01, 2015, 09:14:27 am

Ofensiva noturna devolve Kunduz à coligação
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 02, 2015, 01:07:32 pm

Talibãs afirmam ter abatido o C-130 norte-americano que se despenhou no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 03, 2015, 12:40:50 pm

EUA admitem ter bombardeado acidentalmente um hospital de Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 03, 2015, 04:55:56 pm
UE condena ataque a hospital dos Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão


"Estou profundamente consternado com a morte de pelo menos nove membros do pessoal da MSF no bombardeamento do hospital gerido pela organização na cidade afegã de Kunduz", afirmou num comunicado o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

Segundo a MSF, todos os nove mortos são membros da organização, assim como 19 dos 37 feridos. A organização adiantou que há muitos funcionários e pacientes desaparecidos, pelo que o balanço de vítimas ainda pode aumentar.

"As crianças, as mulheres e os homens afegãos sofrem as consequências humanitárias devastadoras de mais de três décadas de guerra. A MSF e outras organizações humanitárias realizam trabalhos de salvamento essenciais no Afeganistão, em condições muito difíceis", afirmou o comissário.

Stylianides apelou por isso a "todas as partes" que assegurem a proteção das instalações de saúde e humanitárias.

O governo afegão confirmou que o bombardeamento foi feito por forças dos Estados Unidos e responsabilizou os talibãs, afirmando que elementos do grupo insurgente se esconderam no hospital durante confrontos com as tropas afegãs.

O porta-voz das forças norte-americanas no Afeganistão admitiu que um bombardeamento dos Estados Unidos em Kunduz pode "ter produzido danos colaterais a uma instalação médica próxima" e que foi aberta uma investigação.

Os talibãs tomaram na segunda-feira Kunduz, cidade estratégica para as comunicações no norte do país, na que foi considerada a mais importante vitória dos insurgentes desde que foram afastados do poder em 2001.

As tropas afegãs anunciaram a recuperação do controlo da cidade na quinta-feira, depois de um contra-ataque apoiado por forças norte-americanas, mas os confrontos continuam, com os dois lados a controlarem diferentes bairros de Kunduz.

Lusa
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 03, 2015, 06:48:20 pm

Pelo menos 19 mortos, incluindo 12 médicos, no ataque da USAF contra um hospital no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 04, 2015, 02:44:56 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 06, 2015, 08:58:20 am

MSF denúncia contradições dos EUA sobre bombardeamento em Kunduz
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 08, 2015, 09:20:10 am

Obama pede desculpas à presidente da MSF
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Outubro 08, 2015, 02:47:12 pm
http://www.forte.jor.br/2015/10/07/otan-estados-unidos-violaram-regras-em-ataque-a-hospital-no-afeganistao/
Citar
ohn Campbell, que dirige a missão da Otan no Afeganistão, afirmou que as tropas americanas não seguiram as regras que regem um ataque aéreo no bombardeio ao hospital de Kunduz, informou o jornal The New York Times nesta quarta-feira. Essas “regras de conduta” do exército americano ditam os procedimentos prévios a um ataque aéreo. Um bombardeio é legítimo apenas em caso de “eliminação de terroristas, proteção de soldados americanos em dificuldades e apoio às tropas afegãs”, explica o jornal.

O bombardeiro no sábado de um hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, que matou 22 pessoas, “muito provavelmente não entra em nenhuma dessas categorias”, afirmou o general John Campbell, em declarações divulgadas pelo veículo.

Pior ainda, as forças americanas que realizaram o ataque aparentemente por um erro “não visualizaram o alvo” que seus colegas afegãos os pediam para atacar, explica a mesma fonte.
Na terça-feira, ante a comissão de Forças Armadas do senado, o general Campbell admitiu que o hospital do MSF em Kunduz foi bombardeado “por erro” em um ataque americano solicitado pelos afegãos, porém foi decidido por autoridades americanas.

Os soldados afegãos afirmaram que havia talibãs dentro do estabelecimento sanitário.

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Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 15, 2015, 09:09:53 pm

Obama anuncia prolongação de permanência de tropas americanas no Afeganistão

http://br.reuters.com/article/worldNews ... 1W20151015 (http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0S921W20151015)

 
Citar
Revertendo sua política para o Afeganistão, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,  anunciou nesta quinta-feira que irá prolongar o envolvimento de 14 anos dos militares norte-americanos no país, na prática entregando a tarefa de retirar as tropas ao seu sucessor.

Clasificando-o como um ajuste "modesto, mas significativo" na redução da presença norte-americana em solo afegão, Obama disse que os EUA irão manter uma força de 9,800 efetivos durante a maior parte de 2016.

Obama havia planejado retirar todas as forças, com exceção de um pequeno destacamento na embaixada dos EUA na capital, Cabul, ants de concluir seu segundo mandato em janeiro de 2017.  

Segundo o novo plano, os soldados serão reduzidos para 5.500 a partir de algum momento de 2017 e ficarão sediados em quatro localidades - Cabul, Bagram, Jalalabad e Kandahar.

 A estabilidade do Afeganistão é vital para Washington, e as tropas afegãs atualmente a cargo da segurança ainda não são tão fortes quanto precisam ser, disse Obama, acrescentando: "Se eles fracassassem,  isso ameaçaria a segurança de todos nós". (...)

 :arrow: Statement by the President on Afghanistan
https://www.whitehouse.gov/the-press-of ... fghanistan (https://www.whitehouse.gov/the-press-office/2015/10/15/statement-president-afghanistan)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 16, 2015, 06:43:46 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 17, 2015, 11:07:03 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Novembro 04, 2015, 11:35:11 am
http://popularmilitary.com/russia-ready-to-join-fight-against-islamic-state-in-afghanistan/ (http://popularmilitary.com/russia-ready-to-join-fight-against-islamic-state-in-afghanistan/)
Citar
The Russian Ambassador to Afghanistan, has announced that Moscow is ready to respond to Afghanistan’s request for military aid.

In a Wall Street Journal article, a little over a week ago, Ambassador Mantytskiy stated that Moscow would provide “some assistance.” He said this would not mean that “any soldier from the Russian Federation will be here on Afghan soil.”

“Why should we carry the burden of a problem that was not solved by the Americans and NATO countries?” Mantytskiy added.

Afghanistan’s President Ashraf Ghani has asked for artillery, small arms and Mi-35 helicopter gunships. Russian officials say the deterioration of security in Afghanistan is making it easier for Islamic extremists to get closer to its borders, and over time they worry it could lead to destabilization in Central Asia.

Meantime, Washington says it will keep 5,500 troops in Afghanistan after January 2017.  While the US is still Afghanistan’s biggest backer, most troops have been pulled out of the country. 10,000 are stationed there now. In 2010-11 there were 100,000 troops. Since the 2001 invasion to topple the Taliban, the US has spent more than $109 billion on the country’s reconstruction. But along with the significant troop withdrawal there’s also been a big reduction in financial aid.

In the wake of the Western drawdown, Afghans are hoping that Russia will come back a “friendlier ally” and provide support financially and militarily.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fpopularmilitary.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F11%2FAfghan_Mil_Mi-35.jpg&hash=a7f1ba655019f7ccc424cdaa1470c8ad)
Citar
Kabul, Afghanistan -- Afghan National Air Corp MI-35 helicopters take off in a formation practice for the aerial parade in the upcoming Afghan National Day in Kabul. Air Force mentors assigned to Defense Reform Directorate Air Division under Combined Security Transition Command - Afghanistan provide guidance to soldiers with the Maintenance Operations Group for the ANAC. (U.S. Air Force photo by Tech. Sgt. Cecilio M. Ricardo Jr.)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 26, 2015, 09:29:29 am
 

EUA dizem que bombardeamento de hospital da MSF no Afeganistão foi erro humano "trágico"
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 09, 2015, 10:01:10 am


Pelo menos 50 mortos em ataque contra aeroporto de Kandahar


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 19, 2015, 03:34:17 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 21, 2015, 08:03:57 pm
 


Pelo menos seis soldados da NATO mortos em ataque suicida talibã .
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 22, 2015, 03:08:28 pm

Cerco Talibã em Helmand: forças afegãs resistem
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Dezembro 23, 2015, 10:58:27 am
http://www.theguardian.com/world/2015/dec/21/taliban-take-control-of-large-parts-of-sangin-afghanistan (http://www.theguardian.com/world/2015/dec/21/taliban-take-control-of-large-parts-of-sangin-afghanistan)
Citar
The Taliban have overrun large swaths of a key district in Helmand as the militants step up attempts to take control of the southern province that was a main focus for foreign troops in Afghanistan.

The encroachment on Sangin follows a months-long offensive in which the Taliban have taken, and in some cases held, crucial Helmand districts.

Early on Monday morning the Taliban stormed police headquarters in Sangin, a western official with knowledge of the province said, citing local sources. An airstrike, probably by Nato forces, prevented the militants from taking the administrative centre.

On Sunday, Helmand’s deputy governor, Mohammad Jan Rasoolyar, made an unusual plea to the Afghan president, Ashraf Ghani.

“I know that bringing up this issue on social media will make you very angry,” Rasoolyar wrote on Facebook. “But … Helmand stands on the brink. Ninety men have been killed in Gereshk and Sangin districts in the last two days.”
(https://i.guim.co.uk/img/media/739e402ec099d9059e01379112dff88f0d3e10b5/0_260_3456_2073/master/3456.jpg?w=620&q=85&auto=format&sharp=10&s=bf5757dbdf552efb58fb1df79785f55a)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 23, 2015, 03:26:58 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.janes.com%2Fimages%2Fassets%2F847%2F56847%2Fmain_p1425269.jpg&hash=1e7436a70aa0fcc12a468a47d986b6c3) 

Afghanistan receives first Indian-donated Mi-25 helicopter   

http://www.janes.com/article/56847/afghanistan-receives-first-indian-donated-mi-25-helo
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 24, 2015, 07:52:09 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 24, 2015, 06:39:33 pm

Governo afegão retoma controlo absoluto de distrito estratégico de Helmand
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Janeiro 06, 2016, 03:19:04 pm
https://www.military1.com/all/article/1571533014-more-than-a-dozen-us-troops-trapped-amid-afghanistan-firefight (https://www.military1.com/all/article/1571533014-more-than-a-dozen-us-troops-trapped-amid-afghanistan-firefight)
Citar
By Jennifer Griffin and Lucas Tomlinson
Fox News

More than a dozen U.S. Army special operations soldiers are trapped in Marjah, Afghanistan, taking cover in a compound surrounded by enemy fire and hostile Taliban fighters after a U.S. special operations solider was killed earlier in the day, senior U.S. defense officials told Fox News late Tuesday.

A U.S. military “quick reaction force” of reinforcements arrived late Tuesday and evacuated the U.S. special operations soldier killed in action, and the two wounded Americans in the compound, according to a U.S. defense official.

The rest of the U.S. special operations team remains in the compound to secure the damaged HH-60 Pave Hawk helicopter in an area surrounded by Taliban fighters.
E o Afeganistão cada vez está melhor... ::) :P
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fa57.foxnews.com%2Fmedia2.foxnews.com%2FBrightCove%2F694940094001%2F2016%2F01%2F05%2F876%2F493%2F694940094001_4686827494001_afac6c66-f29b-46a5-8b52-88a1e74bf482.jpg%3Fve%3D1%26amp%3Btl%3D1&hash=695a07bab7fb2f53675c0e6b773c9419)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.sunni-news.net%2Fupload%2Fuserfiles%2Fimages%2Fafghnistan%2FIMAGE634164270341203750.jpg&hash=211a945a6b67262eb7f351d59423ec86)
Citar
U.S. Helicopter shot down while more than a dozen US troops trapped amid Afghanistan firefight

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Janeiro 11, 2016, 09:12:52 pm

Pakistan, Afghanistan, China and the US sit down to revive Afghan peace talks
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Janeiro 18, 2016, 04:24:30 pm
https://www.facebook.com/ISAF/?pnref=story (https://www.facebook.com/ISAF/?pnref=story)
Citar
Resolute Support Mission
(Kabul, Jan. 15, 2016) -- The sun was shining and the mountains around Kabul were clearly visible, when the first A-29 Super Tucanos touched down at Hamid Karzai International Airport.
The A-29 is a light-support aircraft capable of conducting close air support, aerial escort, armed overwatch and aerial interdiction. Four A-29 aircraft arrived to intense media fanfare and are a welcome addition to the Afghan National Air Force.
The first Afghan A-29 pilots completed their training late last year, and they are expected to be combat-ready in April.

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Janeiro 18, 2016, 05:30:00 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fgdb.voanews.com%2FA96FFF82-13F5-456C-93CE-8EDD88B94004_cx0_cy8_cw0_w1000_r1_s_r1.jpg&hash=955dfbc6228f5e2d07cbcf81dbbabaf9)

Pakistan, China, US urge Taliban to rejoin Afghan peace talks

http://reuters.com/article/idINKCN0UW0AP?irpc=932
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Fevereiro 02, 2016, 09:14:30 am

Ataque em Cabul provoca pelo menos 20 mortos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Fevereiro 13, 2016, 12:10:18 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Fevereiro 14, 2016, 06:37:20 pm
 

A guerra mata cada vez mais civis
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2016, 12:30:12 pm
Rússia oferece 10 mil metralhadoras Kalashnikov às forças afegãs


A Rússia ofereceu hoje 10 mil metralhadoras 'kalashnikov ' às forças afegãs, no âmbito da cooperação "contra o terrorismo", preocupada com os avanços do grupo radical Estado Islâmico (EI) no Afeganistão.

As metralhadoras, entregues no aeroporto militar de Cabul, serão "diretamente transferidas para as (...) forças de segurança", declarou Hanif Atmar, conselheiro para a segurança nacional do presidente Ashraf Ghani.

Serão utilizadas no combate ao "terrorismo internacional, uma ameaça para o Afeganistão, para toda a região, mas também para os nossos amigos russos", adiantou.

Numa altura em que o governo afegão tenta relançar o processo de paz com os talibãs, Atmar garantiu que os esforços nesse sentido serão prosseguidos, mas, explicou, a "nação deve ser capaz de se defender".

Moscovo tem observado com preocupação os progressos no leste afegão dos 'jihadistas' do EI, que tem numerosos combatentes originários do Uzbequistão e do Tajiquistão, duas antigas repúblicas soviéticas fronteiriças ao Afeganistão.

DN
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Abril 15, 2016, 02:28:06 pm
Mi-17 destruído por IED.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Viajante em Abril 15, 2016, 02:44:45 pm
MRAP voador!

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Viajante em Abril 15, 2016, 02:51:52 pm
E como é que limpam as estradas cheias de minas?

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Abril 20, 2016, 07:50:32 pm

Governo classifica atentados dos talibãs em Cabul, com pelo menos 64 mortos, como crime contra a humanidade
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 21, 2016, 12:10:23 pm
AFGHAN SOLDIERS COMBAT FOOTAGE DURING FIREFIGHT IN BATTLE OF KUNDUZ 2015


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Maio 22, 2016, 12:36:43 pm

Afeganistão confirma morte do líder do Talibã em ataque dos EUA

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Maio 23, 2016, 08:09:33 am


Inteligência afegã confirma morte de mulá Mansur, principal líder talibã
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Maio 23, 2016, 09:18:51 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.europapress.net%2Ffotoweb%2Ffotonoticia_20160523085316_1280.jpg&hash=d56e7204df2176439ab3b158e7a47647)

Obama disse em Hanoi que morte de Mansur permitirá levar paz ao Afeganistão

Paquistão diz que ataque com drone dos EUA viola sua soberania

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/05/obama-diz-que-morte-de-lider-taliba-permitira-levar-paz-ao-afeganistao.html

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0YD0S6
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 24, 2016, 09:02:02 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FXeGvSOR.jpg&hash=201c1e2b5718a8a1ac9d8f6ef776a5bd)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Maio 25, 2016, 11:39:43 am

Talibãs afegãos confirmam morte de Akhtar Mansoor e anunciam nome de novo líder
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 13, 2016, 07:11:59 pm
Massacre de Orlando: No Afeganistão, estas são tragédias diárias


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Junho 22, 2016, 08:10:28 am

Dois atentados em Cabul e Badakhshan deixam pelo menos 24 mortos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Junho 30, 2016, 06:48:10 pm
Atentado talibã mata pelo menos 30


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 07, 2016, 08:20:24 am


Obama anuncia permanência de 8.400 soldados no Afeganistão 
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2016, 04:27:40 pm
NATO adia "retirada" do Afeganistão com compromisso financeiro para mais três anos



Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 24, 2016, 11:55:44 am


Atentado do Daesh em Cabul contra minoria xiita Hazara: ao menos 80 mortos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 24, 2016, 06:09:47 pm

Hazaras enterraram hoje os mortos do atentado do Daesh
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Julho 25, 2016, 08:33:35 am

A-10 "Warthogs" em apoio às forças terrestres na província de Nuristan
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 01, 2016, 02:44:59 pm

Talibãs atacam hotel que alberga estrangeiros em Cabul
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 03, 2016, 08:59:06 am

Operações Especiais dos EUA e Exército afegão contra Daesh em Nangahar
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 20, 2016, 11:41:17 am

Talibãs conquistam Khanabad, na província de Kunduz 
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 21, 2016, 09:51:55 am

Forças afegãs reconquistam distrito próximo de Kunduz
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 23, 2016, 09:28:28 am


Voando no A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Agosto 26, 2016, 09:35:31 am

Exército afegão contra talibãs em Kunduz
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Setembro 07, 2016, 08:54:04 am

O Exército canadiano combate no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Setembro 12, 2016, 04:02:26 pm

Behind enemy lines: Afghanistan
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 03, 2016, 10:39:43 pm

Talibã entram em Kunduz
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 04, 2016, 02:59:54 pm

Fierce gunbattles as government forces push Taliban back from Kunduz
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 05, 2016, 09:02:39 am

Afghan Forces Battle To Drive Taliban From Kunduz
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 05, 2016, 04:54:28 pm

Afghan Fighters Battle Taliban in Kunduz For Third Day
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 05, 2016, 07:29:13 pm

 Guerra infindável no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Outubro 10, 2016, 11:54:08 am
Ups  ;D : http://www.military.com/daily-news/2016/10/06/dozens-of-afghan-troops-training-in-us-have-vanished-from-bases.html?ESRC=todayinmil.sm (http://www.military.com/daily-news/2016/10/06/dozens-of-afghan-troops-training-in-us-have-vanished-from-bases.html?ESRC=todayinmil.sm)
Citar
Nearly four dozen Afghan troops training in the U.S. have vanished in less than two years, officials confirmed Thursday.

At least 44 Afghan troops have left their assigned bases since January 2015, calling into question their training programs' screening processes. Of those 44, 25 were reported Absent Without Leave, or AWOL, in 2015, and 19 have gone AWOL this year.

One of the eight Afghan students who disappeared in September of this year turned up at the Canadian border, the Pentagon reported. Police caught the student. FoxNews.com has reported that many Afghans who go AWOL from training in the U.S. have made their way through a pipeline running from Texas to Toronto.

A U.S. defense official, speaking on condition of anonymity, told Reuters that the frequency of Afghan troops disappearing from military training was truly concerning and "out of the ordinary."

The Defense Dept. "is assessing ways to strengthen eligibility criteria for training in ways that will reduce the likelihood of an individual Afghan willingly absconding from training in the U.S. and going AWOL," Pentagon spokesman Adam Stump told Fox News.

The network helping Afghans move along the pipeline from the U.S. to Canada includes the students' relatives, women living in the U.S. illegally who transport the Afghans to bus stations or airports, and an Iranian taxi driver who shuttles them across the Canadian border, FoxNews.com has learned.

When foreign troops who leave military training in the U.S. are gone for more than 24 hours, officials alert Homeland Security, according to the Pentagon.

Afghans who train at U.S. military bases are vetted to make sure they don’t have a sketchy background or ties to militant groups in the Middle East, Stump added. The defense official told Reuters there was no evidence that those who vanished posed any threat to the U.S.

The military training program, on which the White House has spent billions of dollars since 2002, brings in troops from around the world to train at U.S. bases.

Fox News' Lucas Tomlinson contributed to this report.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages01.military.com%2Fmedia%2Fnews%2Fconflicts%2Fafghan-academy-600x400.jpg&hash=c0b1378cc32548adb1fb61c81dd9b1b2)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 13, 2016, 08:51:25 am


British Army in Afghanistan: Real Combat- Heavy Firefight with Taliban
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 16, 2016, 08:52:14 am


French Army Firefight Against Taliban
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 22, 2016, 12:51:27 pm


HD Helmet Cam Footage of US Special Operations In Action In The Afghan Desert
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 26, 2016, 09:12:16 am


Taliban drone films suicide attack on police station in Newark,  Helmand province
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Outubro 31, 2016, 08:31:07 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Novembro 03, 2016, 07:48:06 pm

Guerra a talibãs mata 30 civis e dois soldados norte-americanos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 04, 2016, 08:39:52 am

Angry Kunduz Residents Protest Deadly NATO strike
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 09, 2016, 05:34:06 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 11, 2016, 10:35:46 am

Pelo menos seis mortos e mais de 120 feridos em atentado talibã contra consulado alemão 
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 13, 2016, 09:27:01 am

Quatro norte-americanos mortos em atentado Taliban na base aérea de Bagram
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 14, 2016, 08:26:53 am


Poor Leadership Blamed for Afghan Security Forces Defecting to the Taliban
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 15, 2016, 12:07:40 pm

Exército dos EUA e CIA poderão ter cometido crimes de guerra no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 18, 2016, 09:19:08 am

UN Warns of More Than a Million Displaced in Afghanistan
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 19, 2016, 08:43:49 am

US Marines in Afghanistan  - Furious Firefights and Heavy Clashes with Taliban
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Novembro 21, 2016, 11:02:46 am

Atentado suicida vitima dezenas em mesquita xiita de Cabul
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: olisipo em Dezembro 05, 2016, 09:30:43 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 17, 2016, 03:28:01 pm
Funcionárias do aeroporto de Kandahar abatidas a tiro


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 26, 2016, 05:43:25 pm
Líder Taliban morto em Ghazni


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2016, 06:27:20 pm
Primeira mulher piloto da Força Aérea afegã pede asilo aos E.U.A.


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2017, 08:30:40 pm
Cruz Vermelha deixa Afeganistão depois de ataque mortífero


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2017, 12:24:05 am
General norte-americano quer mais militares da NATO no Afeganistão


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2017, 01:05:27 pm
Afghan Tactical Air Coordinator (ATAC) Calls In Air Support During Training


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2017, 08:32:37 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2017, 03:35:43 pm
Ataque dos EUA no Afeganistão: 36 terroristas mortos pela "mãe de todas as bombas"


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Abril 22, 2017, 09:23:56 pm
(https://pbs.twimg.com/media/C93Wy5lXUAUnY9k.jpg:large)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Abril 25, 2017, 02:53:55 pm
Presumo que os casamentos e baptizados tenham estado suspensos durante a visita... ;D :jok: :rir: :nice:
Citar
WASHINGTON — The Latest on Defence Secretary Jim Mattis’ visit to Afghanistan (all times local):

10:15 a.m.

The top American general in Afghanistan is suggesting that Russia is arming the Taliban.

At a news conference with Defence Secretary Jim Mattis at his side, Gen. John Nicholson avoided offering specifics about Russia’s involvement in the Afghan war.

http://popularmilitary.com/u-s-defence-secretary-jim-mattis-makes-unannounced-trip-afghanistan/ (http://popularmilitary.com/u-s-defence-secretary-jim-mattis-makes-unannounced-trip-afghanistan/)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fpopularmilitary.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F04%2FScreen-Shot-2017-04-24-at-11.05.29-AM-1200x782.png&hash=94c74864df7b920f6aa213171520dc61)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Maio 04, 2017, 10:19:36 pm
http://www.militarytimes.com/articles/afghanistan-soldiers-wounded (http://www.militarytimes.com/articles/afghanistan-soldiers-wounded)
Citar
KABUL, Afghanistan — A suicide car bomber struck a U.S. military convoy in the Afghan capital on Wednesday, killing at least eight Afghan civilians and wounding three U.S. service members in an attack claimed by the Islamic State group.

Najib Danish, deputy spokesman for the Interior Ministry, confirmed the toll and said another 25 Afghan civilians were wounded in the morning rush-hour attack near the U.S. Embassy, which destroyed several civilian vehicles

U.S. Navy Capt. Bill Salvin, a military spokesman, confirmed that three soldiers were wounded in the attack.

The Islamic State group claimed the attack in a statement carried by its Aamaq media arm. An affiliate of the extremist group has gathered strength in recent years, and is now at war with both the U.S.-backed government and the much larger Taliban insurgency.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages01.military.com%2Fmedia%2Fglobal%2Fnewscred%2Fsuicide-attack-kabul-1500-03-may-2017-ts600.jpeg&hash=96373be9f0912f68c339592bf979b526)
(https://snagfilms-a.akamaihd.net/b0/52/558f0add4765bec5d1f984889d7a/afghanistan-5317.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Maio 08, 2017, 10:02:31 am
http://americanmilitarynews.com/2017/05/breaking-confirmed-head-of-isis-in-afghanistan-killed-in-raid-by-50-u-s-special-forces-40-afghan-commandos/?utm_medium=facebook&utm_campaign=alt&utm_source=skyfighters (http://americanmilitarynews.com/2017/05/breaking-confirmed-head-of-isis-in-afghanistan-killed-in-raid-by-50-u-s-special-forces-40-afghan-commandos/?utm_medium=facebook&utm_campaign=alt&utm_source=skyfighters)
Citar
U.S. and Afghan officials revealed Sunday that the head of ISIS in Afghanistan, Abdul Hasib has been confirmed dead as a result of a joint U.S. and Afghan operation carried out on April 27th. The raid was carried out by 50 U.S. Army Rangers which are part of Army Special Operations and 40 Afghan commandos.

A Pentagon spokesperson previously said that Hasib was most likely killed but there has been no confirmation until now.

Hasib’s predecessor, Hafiz Saeed Khan was killed in a U.S. drone strike.

The 90 troops were dropped by helicopter into Nangarhar Province, close to where the U.S. MOAB, or “mother of all bombs,” was dropped on April 13. Upon landing the Rangers were met with heavy fire and called in air support from drones, Apache helicopters, F-16s and an AC-130. Gen. John Nicholson said in a statement that “This successful joint operation is another important step in our relentless campaign to defeat ISIS-K in 2017,” and continued, ‘This is the second ISIS-K emir we have killed in nine months, along with dozens of their leaders and hundreds of their fighters.”

The statement said that 35 ISIS fighters and high ranking commanders were also killed in the raid.

It was previously reported that two Rangers, Sgt. Josh Rodgers and Sgt. Cameron Thomas were killed during the raid and the Pentagon is investigating whether they were killed by friendly fire or not.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Famericanmilitarynews.com%2Fwp-content%2Fuploads%2FScreen-Shot-2017-05-07-at-7.46.54-PM.png&hash=0ccaaab7d0197c0f44529b91d33e1360)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: perdadetempo em Maio 12, 2017, 04:53:45 pm
Citar
Waste Deep in the Big Afghaniquicksand
(Source: Project On Government Oversight; issued May 05, 2017)

By Mark Thompson
Source: US Budgetary Costs of Wars through 2016: $4.79 Trillion and Counting
Last week brought the 35th quarterly report from the indefatigable John Sopko about your investment in Afghanistan. It’s kind of like having the Grim Reaper as a houseguest. Repeatedly.

Much of Afghanistan, the Special Inspector General for Afghanistan Reconstruction told Congress, remains under the control of the Taliban, which the U.S. drove out of the capital of Kabul nearly 16 years ago. The continuing war, as the Taliban attempts to claw their way back into power, is generating a “shockingly high” number of dead Afghan troops and record civilian casualties, he added in a report made even more depressing because so little attention has been paid to it.

“America’s longest war is now in its sixteenth year, driven by the long-standing goal of ensuring that Afghanistan never again serves as a platform for terrorist attacks on the United States,” Sopko said in his 273-page tome. “The fighting continues, as does a reconstruction effort that has so far absorbed more than $117 billion in congressional appropriations. Both the security and civil aspects of reconstruction—ranging from developing Afghan security forces and advising ministry staff, to building clinics and electrifying towns—have yielded mixed results.”

“Mixed results” is Sopko’s delicate way of describing where the U.S. finds itself: “A dangerous and stubborn insurgency controls or exerts influence over areas holding about a third of the Afghan population. Heavy casualties and capability gaps limit the effectiveness of Afghan soldiers and police. Opium production stands near record levels. Illiteracy and poverty remain widespread. Corruption reaches into every aspect of national life. The rule of law has limited reach. Multiple obstacles deter investors and complicate business operations. The ranks of the job-less grow as the economy stagnates.”(continua.....)

http://www.defense-aerospace.com/articles-view/feature/5/183434/16-years-on%3A-waste-deep-in-the-big-afghaniquicksand.html (http://www.defense-aerospace.com/articles-view/feature/5/183434/16-years-on%3A-waste-deep-in-the-big-afghaniquicksand.html)

O relatório mencionado no artigo:

https://www.sigar.mil/pdf/quarterlyreports/2017-04-30qr.pdf (https://www.sigar.mil/pdf/quarterlyreports/2017-04-30qr.pdf)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Maio 16, 2017, 10:57:22 am
Pois...  8) http://www.abc.net.au/news/2017-05-12/nato-requests-australia-troops-in-afghanistan/8520738 (http://www.abc.net.au/news/2017-05-12/nato-requests-australia-troops-in-afghanistan/8520738)
Citar
Australia is "open" to a United States request for more troops to be sent to Afghanistan, with Prime Minister Malcolm Turnbull confirming the Government is considering providing additional resources to the war-torn country.

The request for more help came during a visit to Afghanistan last month, where Mr Turnbull met with US Defence Secretary James Mattis in the capital Kabul.

"We have been asked to consider additional resources, and we are actively considering that. We're open to that," Mr Turnbull told reporters in Sydney.

But the Prime Minister said Australia must first also examine its existing Defence commitments in the region and other parts of the world.

Australian troops in Afghanistan mostly work in a training and support role aimed at strengthening the Afghan forces' ability to protect their own country.

"It is very important that we, and our other allies in the effort in Afghanistan, continue to work together to build up the capacity of Afghanistan's own security forces so that they can keep that country secure from the threat of terrorism," Mr Turnbull said.

Opposition Leader Bill Shorten also left the door open to supporting a move to send more troops.

"When it comes to our national security, we've got a good track record of working with both Tony Abbott and currently Malcolm Turnbull," Mr Shorten said.

"These matters are very important.

"I expect the Government will brief us at the appropriate time."

Australian troops are expected to remain in Afghanistan, which is battling a resurgent Taliban along with militants from the Islamic State group, for at least two more years.

That will take Australia's commitment in the country to 18 years.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.abc.net.au%2Fnews%2Fimage%2F2306976-3x2-940x627.jpg&hash=2a2dd4de86e2b9b77d2447982dd88699)

Cumprimentos

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Maio 17, 2017, 06:40:28 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2017, 12:20:50 pm
Trump rejeita retirada do Afeganistão


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2017, 07:32:16 pm
Governo afegão saúda estratégia de Trump no país


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2017, 12:03:02 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.pixady.com%2F2017%2F08%2F515716_177959231323095541116040796368597870349837n.jpg&hash=73c899f917efaf9699b7214d7b16f839)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Fevereiro 16, 2018, 10:20:28 am
https://www.militarytimes.com/news/your-military/2018/02/14/dod-releases-new-deploy-or-get-out-policy/?utm_source=Facebook&utm_medium=Socialflow (https://www.militarytimes.com/news/your-military/2018/02/14/dod-releases-new-deploy-or-get-out-policy/?utm_source=Facebook&utm_medium=Socialflow)

Citar
The Pentagon on Wednesday released its new policy on military lethality, which will begin separation procedures for service members who have been non-deployable for the last 12 months or more.

“This new policy is a 12-month deploy or be removed policy,” Robert Wilkie, the under secretary of defense for personnel and readiness, told a Senate panel Wednesday. “However, there are exceptions.”

As Military Times previously reported, there will be exceptions, such as pregnancy. Medical boards will review wounded personnel, and the services will retain the ability to grant exceptions to wounded warriors.

(https://www.armytimes.com/resizer/H6muu1BR47-W72guPjbLfCv8EkM=/1200x0/filters:quality(100)/arc-anglerfish-arc2-prod-mco.s3.amazonaws.com/public/K7DWBA2MZ5DK5AH4TRKGPRND4M.jpg)
Citar
An Afghan Border Police officer leads U.S. soldiers down a dirt road in Badakhshan province, Afghanistan. DoD has officially released a new policy that all service members are to be world-wide deployable and those who have not deployed in the last 12 months may be targeted for separation. (DoD)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 16, 2018, 02:45:59 pm
Sucessivos ataques suícidas em Cabul


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Novembro 19, 2018, 09:54:36 am
Aos anos que venho dizendo isso...  ::) ::)

https://www.sofmag.com/end-game-in-afghanistan-there-is-no-military-solution/?fbclid=IwAR2YX7oXsqJ__m-czzXbMCa5GkMAlZPh-5WQ03gs90NYv9FEG64fgboO0JQ (https://www.sofmag.com/end-game-in-afghanistan-there-is-no-military-solution/?fbclid=IwAR2YX7oXsqJ__m-czzXbMCa5GkMAlZPh-5WQ03gs90NYv9FEG64fgboO0JQ)

Citar
Marine Corps Gen. Joe Dunford said that reconciliation is the only way forward in Afghanistan and that political, economic, religious and military pressure must be maintained on the group, with DOD reporting.

There is no military solution in Afghanistan and that the struggle in that country will require all aspects of government.

(https://www.sofmag.com/wp-content/uploads/2018/03/IMG_0314-472x315.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Novembro 22, 2018, 10:10:03 am
https://www.express.co.uk/news/uk/1046957/british-army-parachute-back-afghanistan-smash-IS/amp?fbclid=IwAR2ho4g9w5rrZiC3h7lrIIfPAKvcb7xvGxSFDLGOXW-Zo0pgMK23JyNnzXY (https://www.express.co.uk/news/uk/1046957/british-army-parachute-back-afghanistan-smash-IS/amp?fbclid=IwAR2ho4g9w5rrZiC3h7lrIIfPAKvcb7xvGxSFDLGOXW-Zo0pgMK23JyNnzXY)
Citar
BRITAIN'S elite Parachute Regiment has been sent back to Afghanistan for its first combat mission since 2014, as the country continues to reel under mounting attacks from Taliban forces and IS.
By MARCO GIANNANGELI

More than 80 heavily armed troops from B Company 3rd Battalion landed in Kabul last week in a bid to stem outrages that have claimed the lives of more than 3,000 civilians this year. While MoD chiefs said the deployment is merely "rotational", sources at Army HQ in Andover said the regiment had been a deliberate choice due to mounting challenges facing coalition troops in Kabul. "The security matrix has been increasingly challenging since January," the senior source confirmed.


(https://cdn.images.express.co.uk/img/dynamic/1/590x/1046957_1.jpg?r=1542552696888)

Cumprimentos
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Dezembro 18, 2018, 02:47:00 pm
https://www.militarytimes.com/news/your-military/2018/12/17/taliban-say-theyre-meeting-us-officials-in-effort-to-negotiate-end-of-war/?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=Socialflow+MAR&fbclid=IwAR1SXxXvVRvVjAiPeyXZtzD4JztSkS52qmj50FArKTbi1UDRfagDhfYH8ok (https://www.militarytimes.com/news/your-military/2018/12/17/taliban-say-theyre-meeting-us-officials-in-effort-to-negotiate-end-of-war/?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=Socialflow+MAR&fbclid=IwAR1SXxXvVRvVjAiPeyXZtzD4JztSkS52qmj50FArKTbi1UDRfagDhfYH8ok)
Citar
ISLAMABAD — The Taliban say they are holding “another” meeting on Monday with U.S. officials, this time in the United Arab Emirates and also involving Saudi, Pakistani and Emirati representatives in the latest attempt to bring a negotiated end to Afghanistan’s 17-year war.

Taliban spokesman Zabihullah Mujahid offered no further details.

Khalil Minawi, director of Afghanistan’s state-run Bakhtar news agency, also confirmed the meeting. He said on Twitter that officials from the United States, Afghanistan, Pakistan and the UAE held meetings Sunday ahead of “the Pakistani-sponsored U.S.-Taliban meeting.”

While Afghan officials are not expected to attend Monday’s meeting, their presence in the UAE is a significant step in efforts to get the two sides talking. So far, the Taliban have refused to hold direct talks with the Afghan government, calling it a puppet of America and insisting only on negotiating with the U.S.
(https://www.armytimes.com/resizer/a4_-e0aVRgO5brof-Sx8V3HEaWc=/1200x0/filters:quality(100)/arc-anglerfish-arc2-prod-mco.s3.amazonaws.com/public/FAHSF2Q3JRAK7MZQL2ZLQCLBJI.jpg)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: mafets em Janeiro 22, 2019, 09:57:49 am
Agrava-se a situação no Afeganistão.

Citar
AMERICANMILITARYNEWS.COM

Taliban assault on Afghan military base kills at least 12
This article was originally published by Radio Free Europe/Radio Liberty and is reprinted with permission. Taliban militants have carried out an assault on a military base in Afghanistan's eastern province of Maidan Wardak, killing at least 12 people and wounding more than 20 others, officials say.

(https://external.flis5-1.fna.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQCNcutn20tOoeHx&w=540&h=282&url=https%3A%2F%2Famericanmilitarynews.com%2Fwp-content%2Fuploads%2FSecurity_in_Wardak_province_130908-A-WS742-177-1024x683.jpg&cfs=1&upscale=1&fallback=news_d_placeholder_publisher&_nc_hash=AQCtLQT4RdgSGcNi)

Saudações
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2019, 11:42:06 am
Esperança de paz para o país


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 20, 2019, 12:38:50 pm
Grupo armado ataca Ministério da Informação em Cabul



Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitan em Julho 30, 2019, 12:50:15 pm
(Já repararam na coincidência? Não tivesse a OTAN invadido o Afeganistão, não teríamos produção de ópio neste país...)

(https://ichef.bbci.co.uk/news/624/cpsprodpb/136E5/production/_106598597_afghan_opium_chart-nc.png)

(Enquanto isso, em Portugal: https://www.dn.pt/sociedade/interior/droga-nas-ruas-de-lisboa-isto-e-uma-coisa-um-bocado-estupida-5633316.html)

(Já repararam na coincidência? Não tivesse a OTAN invadido o Afeganistão, não teríamos produção de ópio neste país...)

(https://ichef.bbci.co.uk/news/624/cpsprodpb/136E5/production/_106598597_afghan_opium_chart-nc.png)

(Enquanto isso, em Portugal: https://www.dn.pt/sociedade/interior/droga-nas-ruas-de-lisboa-isto-e-uma-coisa-um-bocado-estupida-5633316.html)

Deixa-me lá perceber... o Afeganistão foi invadido pelos EUA porquê? Não foram os taliban que se recusaram a entregar o arquitecto do 11 de Setembro?

Já agora deixa-me informar-te acerca do tráfico de heroína em Lisboa: a oferta nunca deixou de existir. O que aumentou foi novamente a procura, muita dela devido a recaídas associadas a problemas inerentes à crise, nomeadamente desemprego. Além de que as drogas em que aumentou mais o consumo foram a cocaína e as drogas sintéticas, e essas não vêm do Afeganistão.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Daniel em Outubro 19, 2019, 05:44:35 pm
Força militar portuguesa vai defender aeroporto internacional do Afeganistão
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/forca-militar-portuguesa-vai-defender-aeroporto-internacional-do-afeganistao-503524
(https://jornaleconomico.sapo.pt/wp-content/uploads/2017/02/military.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Citar
Uma força militar portuguesa constituída por 170 militares parte em novembro para o Afeganistão, com a missão de defender o aeroporto internacional de Cabul, tendo este sábado recebido o Estandarte Nacional, na Batalha, no distrito de Leiria.A 4.ª Força Nacional Destacada para o teatro de operações do Afeganistão, onde ficará seis meses a partir do dia 15 de novembro, é composta por 154 militares da Quick Reaction Force e 16 elementos do National Support Element, e tem como missão a proteção e segurança do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul, onde ficará integrado na Base Force Protection Group.

O comandante da 4.ª Força Nacional Destacada, major de cavalaria Gomes Fazenda, explicou que o objetivo é “ir para o Hamid Karzai International Airport para tomar conta daquilo que são as operações de segurança no aeroporto, a partir do dia 15 de novembro”.


“Vamos tomar conta daquilo que são os controlos de acesso da linha de voo do Afeganistão, do aeroporto internacional de Cabul, assim como a vigilância para os perímetros de exterior e interior. São operações de segurança na salvaguarda dos militares e civis, mais de seis mil, que estão dentro do aeroporto”, precisou Gomes Fazenda, após a entrega do Estandarte Nacional.

Segundo o comandante, o grupo está “preparado” para a missão. “O risco depende daquilo que são as circunstâncias no Afeganistão. Estamos confiantes e competentes naquilo que fizemos ao longo deste aprontamento e julgo que tudo correrá bem.”

Para o teatro de operações, a força nacional leva armamento ligeiro, viaturas blindadas e armamento pesado, com metralhadoras para “garantir a salvaguarda e as operações”.

Além dos militares da Quick Reation Force seguem 16 militares do 4.º National Suport Element, liderados pelo capitão de cavalaria Sérgio Correia Duarte, que irão garantir “o apoio administrativo logístico de todos os militares portugueses” no aeroporto do Afeganistão.

“Levamos de Portugal os mesmos meios e equipamento que a força de segurança. Mas, dentro da minha força, tenho a particularidade de ter cinco módulos: o módulo de manutenção, que garante a manutenção das viaturas da força de segurança, um módulo que garante o apoio médico, o módulo das comunicações, o módulo que garante o apoio financeiro aos militares e o módulo de recursos”, que serve para o reabastecimento dos materiais.

Correia Duarte salientou que o “grupo está confiante”. “Obviamente estamos ansiosos pela missão, pelo adverso e pelo teatro, que é perigoso e tem as suas adversidades, mas sentimos uma grande motivação em poder participar numa missão deste tipo, apoiar a população e os militares que lá estão”, rematou.

No seu discurso, o general chefe do Estado-Maior do Exército, José Fonseca, salientou o “desempenho” das forças nacionais destacadas, que “tem sido eficaz, irrepreensível e exemplar”.

“É uma realidade confirmada pelas mais altas individualidades que com as mesmas interagem, mas é também, e sobretudo, sentida pelas populações, que pressentem e vivem o ambiente de segurança proporcionado.”

Para José Fonseca, “trata-se de uma tarefa essencial para o cumprimento da missão da força da NATO, nesta instável, imprevisível e arriscada região do globo”.

O comandante Gomes Fazendo acrescentou, no seu discurso, que os militares “atingiram a excelência”, apesar de “em algumas fases iniciais” do aprontamento terem “duvidado do seu aproveitamento”.

Na 4.ª Força Nacional Destacada segue a primeira mulher com a função de adjunta do comandante. Carla Barbosa, 45 anos, militar há 27, integrou a primeira corporação feminina que foi para o exército e cumpre agora a sua primeira missão internacional.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Fevereiro 23, 2020, 08:37:47 pm

Cessar-fogo de uma semana no Afeganistão
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: UNMO1060 em Março 10, 2020, 04:14:15 pm
Sabem quanto é que os Taliban (em 2012) pagavam pela captura e decapitação de um Oficial Português?

https://peacekeeper.design.blog/2020/03/10/a-lista-de-precos-taliban/
Título: Afeganistão
Enviado por: UNMO1060 em Março 28, 2020, 08:40:08 am
Provavelmente o maior problema político do Afeganistão, é a sua (pseudo) fronteira com o Paquistão - a Durand Line.

Versão em Lingua Inglesa
https://peacekeeper.design.blog/2020/03/28/afghanistans-biggest-political-problem-the-durand-line/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: UNMO1060 em Abril 07, 2020, 11:28:36 am
A problemática Afegã

https://peacekeeper.design.blog/2020/04/07/a-problematica-afega/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: UNMO1060 em Maio 13, 2020, 08:56:42 am
Ataque terrorista a uma maternidade

https://peacekeeper.design.blog/2020/05/13/terrorists-kill-14-in-a-maternity-hospital-in-kabul/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Maio 18, 2020, 04:59:30 pm

Atentado no Afeganistão reivindicado pelos Talibã
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Setembro 28, 2020, 12:30:56 am

U.S. Army Green Berets fight the Islamic State in Achin, Afghanistan, 2017 - 2018
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Outubro 24, 2020, 02:51:16 pm
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/soldados-australianos-acusados-de-matar-prisioneiro-afegao-por-nao-caber-em-helicoptero_n1269560

Curioso a mudança de comportamento das tripulações de helicópteros americanas, no início tudo cheio de pica a querer acção, depois a realidade sobrepõe-se, geralmente é assim.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: UNMO1060 em Dezembro 09, 2020, 08:49:10 pm
Os interpretes Afegãos.

https://peacekeeper.design.blog/2020/12/09/deployed-forces-interpreters-the-afghani-fnoos/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: UNMO1060 em Dezembro 19, 2020, 05:42:30 pm
A guerra civil Afegã

https://peacekeeper.design.blog/2020/12/19/afghan-transition-from-civil-war-to-peace-building/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Março 18, 2021, 10:45:11 pm

Mais uma vez, a luta pelo controlo de terras raras.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Março 21, 2021, 07:06:55 pm

An Afghan Air Force Mi-17 multirole helicopter, that was used in resupply missions by Afghan National Security Forces, crashed on Wednesday night, killing four crews and five soldiers, the ministry said in a statement.

https://defence-blog.com/news/terrifying-new-video-shows-moment-afghan-military-helicopter-crash.html
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Março 27, 2021, 05:47:37 pm
Homenagem ao líder da resistência afegã à ocupação soviética


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2021, 03:33:50 pm
Aliados preparam retirada coordenada de tropas do Afeganistão


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Abril 25, 2021, 08:41:34 pm

The Reality of the US Withdrawal From Afghanistan

Acho que é melhor deixar lá as viaturas....
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Get_It em Abril 25, 2021, 11:13:27 pm
Vai ser mais um desastre.

Mas quem deve andar mesmo lixado é quem vai perder a maminha toda. Durante as últimas décadas andaram a roubar milhares de milhões que eram injectados lá pelos norte-americanos, muito dinheiro que simplesmente desaparecia por magia, e agora vão perder isso.

Se não tivesse sido a corrupção maciça, provavelmente estariam agora melhores equipados.

Cumprimentos,
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Abril 26, 2021, 12:00:14 am
Acho que é melhor deixar lá as viaturas....

Acho que vai lá ficar quase tudo.
https://expresso.pt/internacional/2021-04-24-Afeganistao.-EUA-e-NATO-entregam-todo-o-equipamento-militar-a-Cabul-antes-da-retirada-7fe93b42
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Get_It em Junho 09, 2021, 08:51:19 am
Alguém que me ajude a perceber se isto é um site de notícias satírico ou se é verdadeiro.

Beer withdrawal: Germany to bring 6,000 gallons of alcohol home from Afghanistan
(8 de Junho de 2021)
Citação de: Stripes
Germany is arranging for more than 6,000 gallons of beer and alcohol to be brought home from Afghanistan as it works to pull out of the country ahead of a September deadline, German officials have said.

While American troops for years have been prohibited from consuming alcohol in Afghanistan, Germans based at Camp Marmal, near the northern city of Mazar-e-Sharif, have traditionally been allowed two cans of beer, or the equivalent in other forms of alcoholic beverages, per day.

But recent security concerns prompted the German military to impose an alcohol ban, resulting in a surplus of booze.

More than 60,000 cans of beer and hundreds of bottles of wine and sparkling wine are at Camp Marmal, according to German news publication Der Spiegel, which first reported on the surplus.

Alcohol can’t be sold in Afghanistan because of religious restrictions and destroying it would have environmental implications, the German military has said.

To get around the dilemma, the Bundeswehr hired a civilian contractor to take the booze out of Afghanistan, German Defense Ministry spokeswoman Christiane Routsi said Monday, The Associated Press reported.

The German contractor is expected to sell the alcohol once it’s out of Afghanistan. The proceeds from the sale should be enough to cover the cost of transporting it out of the country, the AP reported.

[continua]
Fonte: https://www.stripes.com/Theaters/Middle_East/2021-06-08/Beer-withdrawal-Germany-to-bring-6000-gallons-of-alcohol-out-of-Afghanistan-1653007.html (https://www.stripes.com/Theaters/Middle_East/2021-06-08/Beer-withdrawal-Germany-to-bring-6000-gallons-of-alcohol-out-of-Afghanistan-1653007.html)

Cumprimentos,
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 16, 2021, 09:50:12 pm
Citar
I've compiled today's Afghan National Army equipment losses to the Taliban:

1x UH-60 Blackhawk (damaged)
1x D-30 howitzer (captured)
8x HMMWV (captured) 
4x Ford Ranger (1x destroyed, 3x captured)
22x Navistar International 7000 series (2x destroyed, 20x captured)

https://twitter.com/oryxspioenkop/status/1405244651251044353
Citar
Taliban report capturing 300 M16 guns, 50 Ranger vehicles, 20 Hamvees, and 50 army transport trucks in Sar-e Pul province today.

These all were seized after a base in the capital city of the province collapsed.

https://twitter.com/Ghani3atif/status/1405230187256631298

(https://pbs.twimg.com/media/E4BlHFXVcAIjiBZ?format=jpg&name=medium)
(https://pbs.twimg.com/media/E4BlF45VkAI4tCn?format=jpg&name=medium)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Junho 23, 2021, 04:16:44 pm
Tantos anos a treinar e equipar aquele pessoal e o Afeganistão cai como um castelo de cartas, realmente se não houver vontade...

https://www.cnn.com/2021/06/22/americas/afghanistan-taliban-districts-intl/index.html
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 24, 2021, 11:48:18 pm

China tells its nationals to leave Afghanistan as violence spirals ahead of US withdrawal
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 26, 2021, 01:42:01 am
(https://www.militaryimages.net/attachments/map2161-jpg.313331/)

Reportagem da France 24 sobre a situação actual.

Daqui concluo que os principais investimentos que deveriam ter sido feitos no Afeganistão, deveriam ter sido educação e na economia.

Porque todo aquele armamento é ineficaz se não houver vontade para combater.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Junho 27, 2021, 09:24:37 pm
Citar
Afghan equipment losses for today:

2x M113 APC
5x M1117 ASV
1x 122mm D-30 howitzer
14x M1151 HMMWV
10x M1152 HMMWV
27x Ford Ranger
17x Navistar International 7000 truck
1x Navistar International 7000 recovery vehicle

https://twitter.com/oryxspioenkop/status/1409238317946769417
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Julho 06, 2021, 02:58:51 pm
Avanço talibã leva a fecho de consulados

Afghan security forces flee without a fight as more districts fall to the Taliban

Estão fod****...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Julho 07, 2021, 10:13:54 pm

Taliban shows off 'tanks captured from Afghan army' after US forces quit


Taliban fighters have continued their offensive in northern Afghanistan, making their first assault on a provincial capital since the United States and NATO drawdown began.

The Taliban says it briefly took control of Qala-e-Naw in Baghdis for the first time since 2001.

Afghanistan's defence ministry says its forces have killed more than 2,000 Taliban fighters this week, yet are still losing significant territory.


Como foi possivel?!?!

Tanto dinheiro, trabalho e vidas perdidas...  :bang:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Julho 07, 2021, 10:55:31 pm
Como foi possivel?!?!

Tanto dinheiro, trabalho e vidas perdidas...  :bang:

Pois, apesar de moralmente concordar com o ataque ao Afeganistão, e não concordar com a invasão do Iraque, mas o Iraque parece mais predisposto a ser um país organizado, do que o Afeganistão (que parece mais uma área onde vivem umas tribos do que um país). Os EUA/NATO não deviam ter ficado lá tantos anos, bastava dar aquele apoio às Forças do Norte (já não sei o nome deles) a depor os Taliban e pronto, o resto apoio humanitário, desenvolvimento, algumas equipas de instrução, nada de ocupação...

Mas o complexo industrial militar deve ter gostado, só as viaturas MRAP que construiram...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Julho 07, 2021, 11:10:01 pm
Era mesmo Aliança do Norte.

Citar
A Aliança do Norte, oficialmente Frente Islâmica Unida para a Salvação do Afeganistão foi uma organização político-militar criada pelo Estado Islâmico do Afeganistão em 1996, com o fim de unir diversos grupos demográficos afegãos que vinham combatendo uns aos outros para lutarem juntos contra o Taliban.

A reportagem da France 24 explica bem a situação.
As forças afegãs nem dão luta pois não há vontade de combater nem nada que valha a pena defender.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Julho 08, 2021, 01:38:54 pm
Vinte anos depois, e tudo igual
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Julho 08, 2021, 09:25:13 pm
Tudo pior...

https://twitter.com/i/status/1412927431946686464

Isto não se vê na Euro(gay)news!
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Subsea7 em Julho 10, 2021, 11:18:39 am
Tudo pior...

https://twitter.com/i/status/1412927431946686464

Isto não se vê na Euro(gay)news!
A guerra civil aproxima-se, e dentro de 2 ou 3 anos os USA terão de intervir novamente.
Cps,
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Julho 10, 2021, 09:33:40 pm
Tudo pior...

https://twitter.com/i/status/1412927431946686464

Isto não se vê na Euro(gay)news!
A guerra civil aproxima-se, e dentro de 2 ou 3 anos os USA terão de intervir novamente.
Cps,

Do mesmo modo duvido, talvez como na Síria, com ataques aéreos, forças especiais, aliados locais...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Julho 16, 2021, 08:15:37 pm
Nos postos de fronteira com o paquistão, já trocaram a bandeira nacional afegã pela dos taliban.

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Julho 20, 2021, 12:42:44 pm
As Lilley, 41, reflects on President Joe Biden's decision to end America's military mission in Afghanistan on Aug. 31, he expresses love for his country, but disgust at its politicians and dismay at the blood and money squandered. Comrades were killed and maimed in wars he says were unwinnable, making him rethink his country and his life.

"A hundred percent we lost the war," Lilley said. "The whole point was to get rid of the Taliban and we didn't do that. The Taliban will take over."

Biden says that the Afghan people must decide their own future and that America should not have to sacrifice another generation in an unwinnable war.

https://www.reuters.com/world/asia-pacific/we-lost-some-us-veterans-say-blood-spilled-afghanistan-was-wasted-2021-07-20/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Julho 23, 2021, 03:07:32 am
:bang:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: goldfinger em Julho 23, 2021, 07:58:00 am
Abandonados en Bagram:

(https://1.bp.blogspot.com/-BGDfNaPnduE/YO9eYGu99vI/AAAAAAACCC0/kokuUpWSiUU7KKOFYs4xe6B2SLPtODIngCLcBGAsYHQ/s746/I30mki-1415316526584930314-1.png)

(https://1.bp.blogspot.com/-8qB1r85JyqI/YO9eYA0w4wI/AAAAAAACCC4/eQ4ZExdWR0AIOrGvBlGd7ItG2j2w1u1ggCLcBGAsYHQ/s742/I30mki-1415316526584930314-2.png)

(https://1.bp.blogspot.com/-zPz7yzlOLKc/YO9eX9ZyoYI/AAAAAAACCCw/4lDb0YnrNG8lrlE6jCidzy6wNNhXqULkgCLcBGAsYHQ/s738/I30mki-1415316526584930314-3.png)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Julho 23, 2021, 10:09:12 am
Os talibans vão ficar com um arsenal jeitoso
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: typhonman em Julho 23, 2021, 11:17:39 pm
Abandonados en Bagram:

(https://1.bp.blogspot.com/-BGDfNaPnduE/YO9eYGu99vI/AAAAAAACCC0/kokuUpWSiUU7KKOFYs4xe6B2SLPtODIngCLcBGAsYHQ/s746/I30mki-1415316526584930314-1.png)

(https://1.bp.blogspot.com/-8qB1r85JyqI/YO9eYA0w4wI/AAAAAAACCC4/eQ4ZExdWR0AIOrGvBlGd7ItG2j2w1u1ggCLcBGAsYHQ/s742/I30mki-1415316526584930314-2.png)

(https://1.bp.blogspot.com/-zPz7yzlOLKc/YO9eX9ZyoYI/AAAAAAACCCw/4lDb0YnrNG8lrlE6jCidzy6wNNhXqULkgCLcBGAsYHQ/s738/I30mki-1415316526584930314-3.png)

Mais vale bombardear os mesmos com WCDM e JDAMS....
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lightning em Julho 24, 2021, 05:20:18 pm
Os talibans vão ficar com um arsenal jeitoso

Olha vai ser por ai que americanos vão ter influência lá, os afegão vão pedir apoio logístico para manter as máquinas a funcionar e os americanos vão dizer "ok mas..." :mrgreen:.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Agosto 12, 2021, 04:12:20 am
https://datawrapper.dwcdn.net/F47Yu/15/

Mapa atualizado do controlo dos territórios.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 12, 2021, 03:58:45 pm
Prevê-se que em 60 dias Cabul caia nas mãos dos taliban

Realmente estes 20 anos valeram a pena
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: CruzSilva em Agosto 12, 2021, 09:11:05 pm
E nós também perdemos vidas lá...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 13, 2021, 10:37:02 am
Afeganistão. EUA reenviam militares para retirar cidadãos de embaixada

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1813076/afeganistao-eua-reenviam-militares-para-retirar-cidadaos-de-embaixada
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2021, 05:32:16 pm
ONU pede ajuda para deslocados no Afeganistão


Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 13, 2021, 06:56:32 pm
Os talibans até drones capturaram!


https://mobile.twitter.com/JulianRoepcke/status/1425751441629716485
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2021, 09:11:09 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Dekas em Agosto 14, 2021, 09:33:38 am
Embaixada dos EUA a queimar documentos em massa, 3 batalhões vão ser enviados para ajuda na evacuação... o governo já foi... incrível 20 anos para nada.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Sawit em Agosto 14, 2021, 12:06:24 pm
Qual será o objetivo final dos talibãs ? Falta pouquíssimo para terem a capital (dizem que cairá em 72 horas)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 14, 2021, 01:45:38 pm
(https://pbs.twimg.com/media/E8vleSXXEAAti7y?format=jpg&name=medium)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Dekas em Agosto 15, 2021, 09:39:41 am
Afghanistan: Taliban enter outskirts of Kabul but say they have no plans to take capital ‘by force’

(https://i.guim.co.uk/img/media/caf1a9685fe81c717224491a3ce54af306fa99c5/0_751_6214_3729/master/6214.jpg?width=620&quality=85&auto=format&fit=max&s=08cf5c134d3e97a32706d4fd954761f1)

https://www.theguardian.com/world/live/2021/aug/15/afghanistan-taliban-close-in-on-kabul-as-last-government-stronghold-in-north-falls (https://www.theguardian.com/world/live/2021/aug/15/afghanistan-taliban-close-in-on-kabul-as-last-government-stronghold-in-north-falls)

Começou por 6 messes, passou para 2, depois seriam 30... agora até ao final da semana  :bang:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: ricardonunes em Agosto 15, 2021, 09:55:42 am
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Dekas em Agosto 15, 2021, 09:56:31 am
Afghanistan: Taliban enter outskirts of Kabul but say they have no plans to take capital ‘by force’

(https://i.guim.co.uk/img/media/caf1a9685fe81c717224491a3ce54af306fa99c5/0_751_6214_3729/master/6214.jpg?width=620&quality=85&auto=format&fit=max&s=08cf5c134d3e97a32706d4fd954761f1)

https://www.theguardian.com/world/live/2021/aug/15/afghanistan-taliban-close-in-on-kabul-as-last-government-stronghold-in-north-falls (https://www.theguardian.com/world/live/2021/aug/15/afghanistan-taliban-close-in-on-kabul-as-last-government-stronghold-in-north-falls)

Começou por 6 messes, passou para 2, depois seriam 30... agora até ao final da semana  :bang:

correcção: Taliban entraram em Kabul:

(https://i.imgur.com/0hUcW7C.jpg)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 11:48:27 am
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/afeganistao-talibas-chegam-a-cabul_e1342276
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: ricardonunes em Agosto 15, 2021, 11:48:59 am
Governo do Afeganistão vai negociar a transferência de poder com os talibãs. Embaixada dos EUA evacuada (https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/talibas-ja-entraram-em-cabul-capital-era-a-unica-grande-cidade-que-se-mantinha-sob-controlo-do-governo-afegao?ref=HP_PrimeirosDestaques)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 01:09:56 pm
(https://i.ibb.co/ctQCfVw/Screenshot-20210815-130535-2.png)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 01:17:46 pm
(https://pbs.twimg.com/media/E81FBylXsAg_LB3?format=jpg&name=900x900)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 01:30:17 pm
(https://i.postimg.cc/B6VzfZjw/image.jpg)

O líder político dos talibãs, mullah Abdul Ghani Baradar, reuniu a 28 de julho com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi.© Li Ran / XINHUA / AFP
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 02:09:21 pm
(https://i.ibb.co/CJ6gVkV/FB-IMG-16290324408370603.jpg)
Kabul hoje

O regresso à idade das trevas
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 03:11:08 pm
'Professores se despedem de alunas': a angústia das mulheres com a volta do Talebã no Afeganistão
Há 2 horas

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58222236
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2021, 03:14:14 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 06:20:13 pm
Taliban ‘enter presidential palace’ in Kabul after Afghan president leaves country, say NO transitional government on the table

https://www.rt.com/news/532111-taliban-presidential-palace-kabul/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 06:20:46 pm
Caos no aeroporto de Cabul

https://twitter.com/Osinttechnical/status/1426949019658489858?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1426949019658489858%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.militaryimages.net%2Fthreads%2Ftaliban-on-the-rise.8130%2Fpage-19

Consta que já estará sob bombardeamento
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 07:17:44 pm
(https://i.ibb.co/brkp7xk/Screenshot-20210815-190807-2.png)
(https://i.ibb.co/H49YdGt/FB-IMG-16290509169884517.jpg)
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: tenente em Agosto 15, 2021, 07:22:44 pm


https://twitter.com/i/status/1425168463635570688
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: ricardonunes em Agosto 15, 2021, 07:31:08 pm
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 15, 2021, 08:06:57 pm

Podemos ficar com os 7 ST que ainda não tinham sido entregues? :mrgreen:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: HSMW em Agosto 16, 2021, 12:12:27 am
No fim do ano vai estar aí a versão russa e chinesa do ST...
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Alvalade em Agosto 16, 2021, 01:21:43 am
Vejam se os talibs nos vendem o que ficou da força aérea afegã.

Vai ficar tudo a apodrecer mais uma vez.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: tenente em Agosto 16, 2021, 05:57:39 am
(@Defence360) tweetou: https://t.co/hUSKcybvSl https://twitter.com/Defence360/status/1426995310023299076?s=20

Abraços
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2021, 07:14:02 am
https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,dominio-do-taleban-parece-ter-acontecido-rapido-mas-foi-planejado-diz-escritor,70003811757
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2021, 08:33:58 am
Citar
"O Emirado Islâmico [como os Talibãs se autodenominam] deu ordens aos seus mujahideen e mais uma vez reitera que ninguém pode entrar em casa de ninguém sem autorização. A vida, a propriedade e a honra não serão prejudicadas", escreveu na rede social ‘Twitter’ o porta-voz talibã, Suhail Saheen.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/afeganistao-talibas-declaram-vitoria-e-fim-da-guerra


O Trump foi banido do Twitter, já estes podem lá andar a escrever à vontade  :rir: :rir: :rir: :rir:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2021, 09:17:06 am
Um C-17 conseguiu levantar vôo de Cabul ontem com 800(!!!!) pessoas a bordo

https://ukdefencejournal.org.uk/american-c-17-evacuates-800-people-in-single-flight/
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2021, 11:12:29 am
https://www.thedrive.com/the-war-zone/42007/apache-helicopters-chase-afghans-swarming-a-c-17-on-kabul-airports-runway
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2021, 12:49:05 pm
Citar
The US was supposed to withdraw in May. That agreement (made by the Trump administration) was hammered down (by the Biden administration).
When you are dealing with the Third World and more specifically with that region of the Third World, when it comes to diplomacy, if you strike a bargain and then go back on that bargain that sign of disrespect can be used as propaganda. It is considered a cultural insult.
By pushing back the withdrawal Biden hoped to achieved a "cleaner" withdrawal, maybe manage to bring back some equipment, and also take credit for it because it would "Biden's withdrawal" and "Biden's date". If he had respected Trump's date, the time line would have remembered "Trump ended the longest worthless war", with Biden rubber-stamping what Trump had done, and that would not be good! Because Orange Man Bad, and Biden Man Good.
Now, by pushing it back Biden gave propaganda fodder to the Taliban: hey look! the US didn't not honored the agreement, they violated their promises, they can't be trusted. (on top of which you can also add the pile of resentment the population may have had against a foreign power waging war in their country for two decades, with all the subsequent damage that goes with it in term of casualties).

Not all of them are Taliban though, a substantial number of them may very well be tribal warlords seizing the opportunity.

So, "take a gun, come and fight with us, let us overthrow an illegitimate government (because it refused to stand up to the US)".
Which was a big mistake from the Afghan government by the way, refusing to assert their sovereignty over a foreign entity is quite the sign of weakness.

Now, the Taliban would have been more than likely to rock the boat despite signing the deal anyway. But it wouldn't have been our fault, because they wouldn't have been able to use the withdrawal as propaganda since they had signed on to it.

Biden refusing to take responsibility is callous.

Now the leftoids are claiming "we need to take in the refugees". No. The US should have left on May 1rst, Biden f*cked it up.


Now, in the end, is it surprising? No.
The Taliban were growing in power anyway and somehow getting more legitimacy as a governing entity. They were invited to peace talks, negotiations, etc... and not just as spectators but as actors.
Was it to be expected they would regain power? Very reasonably yes. At least in the realm of possibilities that was a very strong one.


The US stayed there for two decades, spending US$2T, suffering more than 2,500 military casualties, accomplishing absolutely nothing.
The US had the small opportunity to leave, nice and clean, and say "well it's not really a win, it's more like a stalemate, but at least it's not another Vietnam". Because of Biden it is not even another Vietnam. It is far worse than that. It could also be likened to a katrina moment, but far worse.
The response is so surreal and so bad it is not even on the level of Biden's usual incompetence. This is his response:

 https://twitter.com/i/web/status/1427016829034246150

"I'll address it in the coming few days".
Trillions spent, hundred of thousand deaths, 20 years war. Nah... I'll talk about it later. Great leadership.

This is an unmitigated disaster from an absentee administration. Biden does not talk about it, the VP does not talk about it, Psaki does not answer questions, any Biden admin do not answer questions, even the Dems are not even addressing the situation.

And the Biden lovers, leftoids, echo chamber are deflecting the issue on Trump like a bunch of morons. This is pathetic blame shifting.
This did not happen under Trump's watch. This happened under Biden's watch. And Biden f*cked it up. He utterly failed to protect US citizens, and now foreign citizens as well, from that situation.

What a joke!


Not only has Biden allowed the US to be portrayed as a deal breaker who can't be trusted, a nation that allowed Afghanistan to fall, a nation that went through another Saigon debacle, but it, more importantly, gave the Taliban the ability to declare the war is over.
The freaking Taliban are the one who stated The war in Afghanistan is Over.

 https://twitter.com/i/web/status/1427011585747345408

Biden can't even capitalize on saying "mission accomplished" anymore.
They have failed in the execution of their own plan.


Meanwhile to deal with the situation you have Apache used as crowd control.

Just look at all the videos of the chaos at Kabul airport. That S**t is straight out of a disaster movie:



 https://twitter.com/i/web/status/1427187050168524802



Oh yeah, great leadership, competence. Biden, a president who cares and who is compassionate.

do militaryimages.net
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: CruzSilva em Agosto 16, 2021, 01:12:19 pm
Esta saída do Afeganistão está a ser um desastre.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Daniel em Agosto 16, 2021, 01:59:08 pm
Era mesmo Aliança do Norte.

Citar
A Aliança do Norte, oficialmente Frente Islâmica Unida para a Salvação do Afeganistão foi uma organização político-militar criada pelo Estado Islâmico do Afeganistão em 1996, com o fim de unir diversos grupos demográficos afegãos que vinham combatendo uns aos outros para lutarem juntos contra o Taliban.

A reportagem da France 24 explica bem a situação.
As forças afegãs nem dão luta pois não há vontade de combater nem nada que valha a pena defender.

Qual é a percentagem populacional dos Talibans no Afeganistão, são o maior grupo étnico ou nem por isso alguém sabe?
É meu ver não é muito difícil acabar com esta palhaçada, mas a comunidade internacional não tem vontade, nem mesmo o USA.
Pois caso contrário, bala neles, simples, os Talibans sabem que podem andar há vontade por que lhes foi permitido, outros valores se levantam, isto anda mal contado.
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Luso em Agosto 16, 2021, 02:11:47 pm
Saigão, 1975
(https://1.bp.blogspot.com/-fAlrp9Jxc9s/YRlBGCHoiXI/AAAAAAAAQM0/GZlpR9z15sYARTSwqkeNCWfw1hk3o42NgCLcBGAsYHQ/s680/E80XQfRVUAMH1cF.png);

Kabul, 2021
(https://1.bp.blogspot.com/-i1lIwvQlGVs/YRlBX8q94PI/AAAAAAAAQM8/GPLGQYBV9Uw6YBdKkFWJ-CM4q2-BTmijACLcBGAsYHQ/s680/E80XQfRVUAMH1cF2.png)

Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Viajante em Agosto 16, 2021, 02:14:48 pm
Azar do caneco os States terem 2 presidentes jovens e inexperientes (actual e anterior), dá origem a esta derrota colossal, ao fim de muitos anos e milhões de dólares gastos!!!!!  :mrgreen:
Título: Re: Afeganistão: diversos
Enviado por: Daniel em Agosto 16, 2021, 02:21:04 pm
Imagens impressionantes mostram multidão agarrada a avião militar que tenta descolar do aeroporto em Cabul
https://www.cmjornal.pt/mais-cm/especiais/crise-no-afeganistao/detalhe/imagens-impressionantes-mostram-multidao-agarrada-a-aviao-militar-que-tenta-descolar-do-aeroporto-da-capital-afega?ref=HP_PrimeirosDestaques
Citar
Imagens impressionantes mostram o momento em que uma multidão correu à frente de um avião da Força Aérea norte-americana numa das pistas do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, de forma a impedirem que a aeronave levante voo. Nas imagens é ainda possível ver civis agarrados à parte de fora do avião.

Centenas de civis invadiram o Aeroporto Internacional para tentarem escapar da tomada de poder do país pelos talibãs.
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