Guerra contra o terrorismo

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« Responder #135 em: Fevereiro 26, 2008, 07:36:23 pm »
Grã-Bretanha condena «Osama bin Londres» por terrorismo

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Um muçulmano nascido na Tanzânia que se auto-denominou «Osama bin Londres» foi hoje julgado e considerado culpado por estimular os respectivos seguidores a matar infiéis e por administrar campos de treino terroristas na Grã-Bretanha.

Mohammed Hamid, 50 anos, que chegou a Inglaterra aos cinco anos de idade, foi condenado juntamente com três dos seus seguidores - Kibley da Costa, 25 anos, Mohammed al-Figari, 45 anos, e Kader Ahmed, 20 anos - que foram condenados pelo júri por frequentar campos de treino.

Um quinto suspeito, Atilla Ahmet, 43 anos, já considerado a principal figura da Al Qaeda na Europa, admitiu três acusações de incitamento ao assassínio no início do complexo julgamento de três meses no tribunal de Woolwich Crown.

O julgamento é acompanhado com atenção na Grã-Bretanha, já que Hamid foi acusado de inspirar os homens que conduziram à tentativa frustrada de ataque ao sistema de transportes londrino a 21 de Julho de 2005, duas semanas depois de 52 civis serem mortos por quatro suicidas num ataque semelhante.

Numa audiência separada e relacionada com o julgamento, outros dois membros do grupo admitiram frequentar um campo de treino terrorista.

A publicação das penas ocorrerá mais tarde.

Hamid e Ahmet foram presos em Londres em Setembro de 2006, após uma operação dos serviços secretos que durou meses.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #136 em: Fevereiro 27, 2008, 07:56:08 pm »
"Nº 2" da Al Qaeda elogia, em vídeo, comandante da rede morto no Paquistão

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O "número 2" da Al Qaeda, Ayman al-Zawahri, divulgou uma nova mensagem vídeo elogiando o comandante da organização terrorista morto no Afeganistão, informou hoje a IntelCenter, um grupo norte-americano de escuta de mensagens de militantes islâmicos.

O vídeo de nove minutos e 59 segundos, intitulado "Uma elegia ao comandante mártir Abu Laith al-Libi," foi divulgado por al-Sahab, o braço da organização para os media. O vídeo tem subtítulos em inglês, diz IntelCenter. A sua autenticidade não pôde, por ora, ser verificada.

Al-Libi foi morto por um míssil disparado por um Predator norte-americano (avião espião não tripulado) que atingiu o seu esconderijo no Paquistão no final de Janeiro. Era considerado como um estratega de topo da Al Qaeda no vizinho Afeganistão.

Os serviços secretos paquistaneses descreveram-no como o comandante operacional da Al Qaeda na região da fronteira e uma dos mais destacadas figuras do grupo militante depois do líder, Osama bin Laden, e do seu "número dois", o médico egípcio al-Zawahri.

O vídeo hoje divulgado foi colocado num site da Internet onde é habitual estarem as mensagens da Al Qaeda. O site disponibilizou também uma chamada de atenção para uma próxima "entrevista" de al-Zawahri por al-Sahab, com uma fotografia dele vestido com a tradicional túnica árabe e um turbante branco, sentado em frente de uma estante de livros. Estes anúncios são normalmente colocados 72 horas antes da mensagem ser libertada.

Al-Zawahri, visto por muitos peritos do contra-terrorismo como o chefe operacional da Al Qaeda, mais do que bin Laden, é apontado como o grande estratega da Al Qaeda no terreno e autor de frequentes vídeos e gravações onde com frequência traça a linha doutrinária da rede terrorista.

A mensagem hoje divulgada é a primeira gravação ou vídeo de al-Zawahri este ano. Pôs a circular 15 em 2007.

Lusa
« Última modificação: Agosto 10, 2008, 04:26:33 pm por André »

 

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« Responder #137 em: Março 11, 2008, 06:06:03 pm »
Alemanha e EUA assinam novo acordo sobre intercâmbio de dados pessoais de suspeitos

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A Alemanha e os Estados Unidos da América assinaram hoje um novo acordo de segurança e intercâmbio de dados pessoais para intensificar o combate ao terrorismo e ao crime organizado além-fronteiras, foi anunciado em Berlim.

Com o novo tratado, ambos os países tencionam prevenir actos terroristas e melhorar as formas de lhes dar combate, disse um porta-voz do governo germânico.

Em casos especiais, os dados de suspeitos poderão ser fornecidos mesmo sem requerimento de uma das partes, desde que a pessoa em questão seja suspeita de planear actos terroristas ou delitos a estes associados.

O nome, a data de nascimento, a nacionalidade e as impressões digitais dos suspeitos, assim como as informações que fundamentam a suspeita, serão facultadas pela Alemanha aos EUA, ou vice-versa, de forma mais célere e menos burocrática.

O documento foi assinado hoje, em Berlim, pelo ministro do interior alemão, Wolfgang Schaeuble, pela ministra da justiça alemã, Brigitte Zypries, pelo ministro da protecção da pátria dos EUA, Michael Chertoff, e pelo ministro da justiça dos EUA, Michael Bernard Mukasey

O acordo germano-americano cria ainda as bases para o intercâmbio automático de impressões digitais e de perfis de ADN.

Em poucos minutos, as impressões digitais de um suspeito ainda por identificar poderão ser comparadas de país para país, via Internet.

Se as suspeitas se confirmarem, Berlim ou Washington poderão identificar mais rapidamente criminosos, graças a um processo chamado Hit/No Hit.

O modelo para este processo foi o chamado Tratado de Pruem sobre a cooperação extra-fronteiriça no combate ao terrorismo, ao crime organizado e á imigração ilegal, assinado em 2005 por vários estados membros da União Europeia, e também por Portugal, em 2006.

Segundo o governo alemão, os EUA ainda terão, no entanto, de cumprir os requisitos técnicos e legais para utilizar o referido sistema.

Segundo a imprensa alemã, o ministro do interior Wolfgang Schaeuble, já mandou elaborar um projecto-lei para implementar o acordo assinado com os EUA, e pretende que este seja um projecto-piloto para os restantes 26 estados da União Europeia.

O delegado federal para a protecção de dados, Peter Schaar, criticou a ampliação do intercâmbio de dados com os EUA, afirmando, em declarações a uma emissora de rádio alemã, que a troca de informações online pode fornecer aos Estados Unidos uma nova fonte de dados.

"Há o risco de qualquer manifestante, passageiro apanhado sem bilhete num autocarro ou exilado ver os seus dados pessoais a circular fora da Europa" advertiu Schaar.

O delegado alemão acrescentou que muitas das novas medidas "são desnecessárias, porque quem entra nos Estados Unidos fica com as suas impressões digitais registadas, e se cometer um delito é possível a sua identificação".

Lusa

 

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« Responder #138 em: Março 14, 2008, 09:27:40 pm »
Alto colaborador da Al Qaeda capturado e levado para Guantanamo diz Pentágono

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As autoridades apturaram um destacado membro da Al Qaeda que ajudou Osama Bin Laden a fugir do Afeganistão em 2001, anunciou hoje o Pentágono.

O porta-voz do Departamento de Defesa, Bryan Whitman, recusou dizer quando ou onde Mohammad Rahim foi capturado ou por quem, anunciando apenas que foi entregue pela Central Inteligency Agency (CIA) ao Pentágono no início desta semana e que está detido na base naval de Guantanamo (Cuba).

Mas num memorando a que a Agência Associated Press teve acesso, o director da CIA, Michael Hayden, afirma aos funcionários da Agência que Rahim foi detido o Verão passado, e sugeriu que ele não foi capturado pelas autoridades norte-americanas.

"A detenção de Rahim no Verão de 2007 foi um golpe para mais do que uma rede terrorista", disse Hayden do afegão. "Ele ajudou a Al Qaeda, os talibãs e outros militantes anti-coligação".

Hayden disse que "Rahim foi eventualmente transferido para a custódia norte-americana - e dado o seu passado e a contínua ameaça que representou para os interesses norte-americanos - colocado no programa de interrogatórios da CIA.

Desde o início da guerra global contra o terrorismo que a CIA manteve suspeitos capturados em prisões secretas e os interrogou. Rahim tornou-se o 16/o suspeito dito "muito valioso" a ser entregue pelos militares à CIA e está agora detido em Guantanamo.

"Rahim é um jihadista duro e experimentado", afirma Hayden. "A sua experiência de combate, que data de antes da década de 80, inclui conspirações contra alvos norte-americanos e afegãos".

Rahim é um colaborador muito próximo de bin Laden e tem relações com organizações da Al Qaeda no Médio Oriente, disse hoje Whitman.

As autoridades acrescentaram que Rahim ajudou a preparar o esconderijo da Al Qaeda em Tora Bora - uma área montanhosa usada por Bin Laden durante a invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos em 2001.

Ele ajudou a Al Qaeda a fugir da área durante a operação norte-americana para tentar capturar o líder da rede terrorista, disseram as fontes.

"Em 2001, quando o paraíso dos terroristas no Afeganistão estava a desmoronar-se, Rahim ajudou a preparar Tora Bora como um esconderijo", afirma Hayden.

"Quando a Al Qaeda teve de fugir dali, Rahim tomou também parte nessa operação". As fontes alegam que ele procurou arranjar químicos para um ataque às forças norte-americanas no Afeganistão, e tentou recrutar indivíduos com acesso às instalações militares norte-americanos lá.

"Apesar de estes dados justificarem só por si a captura de Rahim, não descreve totalmente o seu lugar na infra-estrutura terrorista", salienta Hayden. "Fluente em várias línguas e familiar com as áreas fronteiriças do Afeganistão e Paquistão era também um intermediário dos extremistas e correio para contactos de alto nível".

Rahim era conhecido nos meios do contra-terrorismo como tradutor para Bin Laden e outros líderes ds Al Qaeda, salienta Hayden.

Lusa

 

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« Responder #139 em: Março 17, 2008, 02:00:28 am »
Europa sob uma tripla ameaça da Al Qaeda[/size]
José Vale Faria  
 
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A ameaça do islamismo radical, de matriz jihadista salafista, continua bem presente e dinâmica, com o objectivo da restauração do Califado em geral e do Al-Andaluz em particular, pois consideram a sua perda, o ponto de inflexão histórico em que se inicia a decadência do Islão, constituindo por isso, a sua recuperação, uma das suas principais prioridades.

Olivier Guitta publicou recentemente um artigo, onde refere que a Europa enfrenta actualmente uma tripla ameaça, protagonizada pela Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI), a “Al Qaeda no Paquistão” e vagamente, por grupos associados da Al Qaeda ou “jihadistas solitários”. Salienta ainda que a probabilidade de haver um ataque terrorista, bem-sucedido, em solo europeu, em 2008, permanece bastante elevada. No passado mês de Novembro, Gilles de Kerchove, o responsável anti-terrorista da União Europeia, disse que a Al Qaeda representa a maior ameaça para a Europa, tendo como suporte a informação dos serviços de informações ocidentais, que teriam detectado recentemente, ligações operacionais entre a Al-Qaeda no Afeganistão e a AQMI, cujos objectivos, incluem ataques no coração da Europa. A Al Qaeda não faz nenhum segredo da sua vontade em atacar a Europa. Na verdade, Ayman al-Zawahiri, número dois da organização, já várias vezes proferiu ameaças à Europa.

Em 2007, numerosas conspirações de grupos associados à al-Qaeda na Europa, foram abortados, e várias células foram desmanteladas em França, Espanha, Dinamarca, Bélgica, Alemanha e Reino Unido. Em Setembro, graças a informações fornecidas pelos serviços de informações dos EUA, a Alemanha deteve três membros de uma célula da Al-Qaeda que planeava atacar a base militar dos EUA, em Ramstein, e o aeroporto de Frankfurt. Esta rede supostamente tinha vínculos com outros países europeus, uma vez que os explosivos apreendidos foram semelhantes aos utilizados aos ataques em Londres. O inquérito revelou igualmente que os terroristas tinham ligações com o Paquistão e a Síria. Outro facto importante é que dois dos três alegados terroristas eram muçulmanos convertidos. De facto, a Al Qaeda tem advogado ao longo do tempo, a utilização de cidadãos europeus, e se possível convertidos, em ataques terroristas.

Os serviços de informações alemães confirmaram que, nos últimos meses, angariadores islamistas seleccionaram novos convertidos ao Islão, porquanto, não são facilmente, detectados e identificados, assim como, têm um melhor entendimento da cultura alemã e da sua idiossincrasia. O que também preocupa particularmente as autoridades alemãs, é o aumento do número de jovens, muçulmanos alemães, a viajar para estudar no Paquistão. Como prova, em Julho, as autoridades paquistanesas detiveram sete alemães que tentaram entrar num acampamento de formação terrorista. A conexão paquistanesa, contudo, não fica por aqui: terroristas paquistaneses chegaram recentemente à Argélia para treinar com operacionais da AQMI. Contudo, o mais preocupante, é que de todos os grupos associados à Al Qaeda, este é o que tem mais capacidade para atacar na Europa, tendo realizado durante o ano de 2007, inúmeros atentados terroristas, tanto espectaculares como mortíferos, em Marrocos, Mauritânia (a morte de quatro turistas franceses, em 24 de Dezembro de 2007 e a insegurança no país, provocou, pela primeira vez, o cancelamento do rali Lisboa-Dakar), e especialmente na Argélia com os múltiplos ataques suicidas em Argel, em 11 de Abril e 11 de Dezembro de 2007. Mas o verdadeiro desafio para a AQMI, está em infligir enormes danos à Europa, de acordo com as directrizes de Zawahiri, o que para o grupo manter a sua credibilidade, junto da liderança, diligenciará arduamente para orquestrar um atentado terrorista no continente.

Actualmente, a ameaça da Al-Qaeda parece ainda mais iminente e as forças e serviços de segurança europeus estão em alerta elevado. Em 19 de Janeiro deste ano, foi desmantelada em Barcelona - Espanha, uma célula da Al Qaeda, composta quase exclusivamente por paquistaneses, excepto um indiano muçulmano. O seu objectivo era planear um atentado terrorista em Barcelona e, como relatou o El Pais, uma onda de ataques na Alemanha, França, Reino Unido e Portugal. O Le Figaro também relatou que, alegadamente, existem “células itinerantes”, compostas por terroristas de origem paquistanesa, a viajar por toda a Europa e, que 50 000 paquistaneses (metade deles ilegais) vivem em França. Finalmente, uma tendência muito preocupante, em 2007, foi o aparecimento de “jihadistas solitários”, vagamente ligados à Al Qaeda. Um deles foi detido em 2 de Maio, em Nancy, França, quando planeava ataques contra o consulado dos EUA, no Luxemburgo e um estabelecimento da McDonald's. Durante meses, manteve contacto através da Internet, com militantes da AQMI, pedindo-lhes apoio material. Às vezes, estes “islamistas invisíveis”, conhecidos por “voarem sob o radar”, das redes de segurança, decidem agir por conta própria, referiu Christophe Chaboud, chefe da UCLAT (Unidade de Coordenação da Luta Antiterrorista), “um indivíduo isolado pode hoje infligir tantos danos como uma organização”.

José Manuel Anes, professor universitário e vice-presidente do Observatório de Segurança, Crime Organizado e Terrorismo (OSCOT), referiu em Lisboa, durante uma conferência sobre terrorismo, realizada na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, na qual foi orador, que as organizações terroristas estão cada vez mais implantadas na Península Ibérica e no Norte de África. O anel operacional da Al-Qaeda, que está a rodear Portugal, apresenta duas realidades distintas de riscos terroristas, uma localizada na Catalunha, em Espanha, e a outra na Argélia e em Marrocos, o que deve ser factor de preocupação para o nosso país.

Outro especialista, Rohan Gunaratna, referiu numa análise prospectiva que durante o ano de 2008, irá ser testada a vontade política da comunidade internacional para combater o terrorismo e a insurreição especialmente no Iraque, nas zonas tribais do Paquistão e no Afeganistão. Com a iminente retirada das forças dos EUA provenientes do Iraque e da crescente instabilidade no Paquistão, após o assassinato de Benazir Bhutto, a ameaça terrorista é susceptível de se espalhar em 2008. A Al Qaeda, os seus grupos associados e as células autóctones, colocarão a principal ameaça aos EUA e aos seus aliados em 2008, através de atentados espectaculares periódicos, executados principalmente por células adormecidas autóctones. No espectro de grupos muçulmanos e não-muçulmanos, os grupos dirigidos e inspirados na Al Qaeda serão a grande ameaça.

Epicentros do terrorismo

A principal ameaça ideológica e operacional vem de dois epicentros internacionais do terrorismo – o Iraque, no Médio Oriente e as zonas tribais do Paquistão. Embora a Al Qaeda tenha sofrido danos significativos após o 11 de Setembro de 2001, a organização foi capaz de reestabelecer a sua presença através de um trabalho com grupos associados. Por exemplo, a Al Qaeda cooptou a Tawhid Wal Jihad, operando agora como Al Qaeda no Iraque e no Levante; o Grupo Salafista para a Predicação e o Combate, agora operando como organização da AQMI na Argélia, no Norte África e na Europa. Através deste tipo de franchising, a Al Qaeda transferiu a sua prática operacional de atentados suicidas em massa e as referências ideológica contra os EUA, os seus aliados e amigos. No Médio Oriente, o Levante, Norte de África e, em menor medida, na Península Arábica, deverão ocorrer ataques terroristas em 2008. Na Ásia, o Sul vai sofrer mais com o terrorismo, seguido da Ásia Central e do Sudeste da Ásia. Com a excepção de Xinjiang na China, a ameaça terrorista no Nordeste da Ásia será baixa. Do mesmo modo, a África subsariana, especialmente no Magrebe e o corno de África, os governos, o sector privado e a sociedade vão ser alvo de ataques terroristas. Em mais de 80% dos ataques serão utilizadas armas e bombas. Com o suicídio (martírio) a ser adoptado como uma táctica popular, mais grupos irão protagonizar ataques suicidas, com carros e homens-bomba.

Principais Desenvolvimentos

Ainda segundo Gunaratna, o panorama da segurança global em 2008, será caracterizado por três vectores principais:

1. Juntamente com talibans do Afeganistão e do Paquistão, a Al-Qaeda estabeleceu um “Al Qaedistão” – um enclave na zona tribal do Paquistão. Similar ao Afeganistão sob administração dos taliban, a evolução neste enclave vai ameaçar a comunidade internacional;

2. Com a retirada das forças da coligação liderada pelos EUA, as forças de segurança iraquianas e a sua comunidade de intelligence não serão competentes para combater os grupos domésticos e estrangeiros, liderados pela Al-Qaeda no Iraque;

3. Fora das zonas de conflito, a ameaça terrorista das células autóctones irá emergir como a ameaça dominante. Algumas células autóctones deverão estabelecer ligações com grupos transnacionais para formação, financiamento e inspiração.

Como resultado do gigantesco investimento em propaganda pela Al-Qaeda e os seus grupos associados, o radicalismo está a evoluir a partir da periferia para o centro da comunidade muçulmana. Impulsionada pela virulenta propaganda, as células auto-radicalizadas inseridas na diáspora, ou nas comunidades locais representam uma ameaça vibrante, assim como, as células autóctones, que apresentam igualmente uma ameaça sinistra para o Ocidente, porquanto, ao contrário dos grupos bem estruturados, com uma liderança, filiação e um suporte básico, as células autóctones são difíceis de detectar e, quando os grupos terroristas, bem estruturados, não estão a operar, a ameaça mais significativa provém das células autóctones.

Tendência da Ameaça

A Al Qaeda vai continuar a tentar unificar diferentes grupos muçulmanos, tendo criado um determinado número de plataformas reais e virtuais para promover a cooperação e a colaboração. Estes grupos irão partilhar entre outras capacidades, conhecimentos humanos (principalmente na formação), a tecnologia (principalmente para a produção de engenhos explosivos improvisados) e o financiamento. Enviando ideólogos, formadores e financiadores para as zonas de conflito, a Al Qaeda vai acentuar a ameaça, em 2008. Como os ataques suicidas no Iraque terão influenciado a situação no Afeganistão, nos primórdios de 2004, a Al Qaeda irá transferir ou influenciar outros grupos, para aplicar o seu modus operandi.

A Al Qaeda sofreu a perda do seu santuário no Afeganistão, mas criou locais de formação nas zonas tribais do Paquistão, no Iraque, assim como nas zonas de conflito da Ásia, Médio Oriente e África. Por exemplo, Siddique Khan e Mohamed Ibrahim Saeed, os líderes dos atentados de 7 e 21 de Julho de 2005, em Londres, foram treinados nas zonas tribais do Paquistão. Com a ascensão da ameaça dos grupos oriundos do Paquistão e Iraque, estabeleceram ligações com segmentos radicais das comunidades muçulmanas e a sua diáspora. O treino directo pela Al Qaeda, ou através dos seus grupos associados e da Internet, é uma grande preocupação e um desafio para os governos. Neste sentido, para gerar mais recrutas e apoio, o chefe do Comité de Media da Al Qaeda, Abu Abdel Rahman al Maghrebi, que é genro do número dois da Al Qaeda, Dr. Ayman Zawahiri, irá investir mais na propaganda. Tal como em 2007, onde a Al Qaeda difundiu um vídeo, de três em três dias, a produtora Al Shahab, ramo do Gabinete de Media da Al Qaeda, vai investir em propaganda para doutrinar os muçulmanos, no mundo muçulmano e não só, porque ao incutir a fé e a sua ideologia, a Al Qaeda pretende radicalizar a comunidade muçulmana. Os líderes muçulmanos moderados, têm falhado no desafio com o gigantesco investimento que a Al-Qaeda fez para politizar e mobilizar as massas muçulmanas.

Ao nível táctico e operacional, o investimento em intelligence provou ser o ingrediente mais útil na luta contra o terrorismo. Como a intelligence é o instrumento principal no contra-terrorismo, é fundamental continuar a investir na formação, desenvolvimento e infiltração de fontes humanas e nas capacidades das novas tecnologias de informação. Com um elevado grau e qualidade de intelligence, especialmente a proveniente de fontes humanas, a ameaça de terrorismo e o extremismo pode ser controlado. Enquanto o contra-terrorismo é essencial para reduzir a ameaça imediata, é necessário que os governos desenvolvam projectos estratégicos para envolver a comunidade muçulmana. Sem pontes de ligação com a comunidade muçulmana, será difícil conter e combater a propagação da virulenta ideologia espalhada pela Al Qaeda e os seus grupos associados. Trabalhar com as instituições religiosas, de ensino e o sector da comunicação social, será o modo de os governos estabelecer canais de comunicação, com a possibilidade de informar a comunidade que grupos, tais como, a Al Qaeda, os taliban afegãos e paquistaneses, o Hizbut Tahrir e o Jemaah IsIamiyah, entre outros, são grupos desviantes do Islão. Para os governos e as comunidades sob ameaça, um teólogo é tão importante como um operacional anti-terrorista.

Jornal de Defesa

 

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« Responder #140 em: Abril 03, 2008, 04:30:47 pm »
Número dois diz que ONU é inimiga do Islão

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O «número dois» da organização islâmica Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, afirmou quarta-feira que a ONU é inimiga do Islão e dos muçulmanos e que Bin Laden «está de boa saúde».
 
«As Nações Unidas são o inimigo do Islão e dos muçulmanos, uma vez que legitimaram a instauração do Estado de Israel e a apropriação das terras dos muçulmanos», declarou Zawahiri num registo áudio captado pela Intelcenter, uma sociedade norte-americana especializada na vigilância de portais islâmicos.

O «número dois« da organização respondia a uma questão na Internet de um estudante argelino, que lhe perguntava por que razão os departamentos da ONU na Argélia tinham sido alvo de atentados, que mataram 41 pessoas, das quais 11 funcionários das Nações Unidas.

Ayman al-Zawahiri sustentou que os que morreram nos atentados não eram inocentes.

No mesmo registo, o «número dois» garantiu que o líder da Al Qaeda, Bin Laden, «está de boa saúde«.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #141 em: Abril 13, 2008, 02:09:49 pm »
Ameaça terrorista está a aumentar, diz ministra

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A ministra britânica do Interior, Jacqui Smith, alertou este domingo que a ameaça terrorista no Reino Unido é «grave» e «crescente», indicando que, actualmente, há 30 conspirações para promover atentados contra o país.

«Há dois mil indivíduos sob vigilância e 200 redes envolvidas em conspirações activas», disse a governante ao jornal News of The World, defendendo o aumento do prazo de detenção sem acusações de suspeitos de terrorismo, dos actuais 28 dias para 42.

Smith insistiu que, se as agências de segurança e a Polícia, encarregadas de «proteger» o país, afirmam que cada vez é mais difícil fazer frente à ameaça terrorista e que necessitam de mais tempo para investigar de forma mais minuciosa, é seu «dever proporcionar-lhes as ferramentas que precisam».

A ampliação está prevista no chamado Projecto de Lei Antiterrorista de 2008, essencial no governo de Gordon Brown, mas que tem suscitado uma grande controvérsia no Reino Unido e pode gerar uma rebelião nas fileiras trabalhistas.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #142 em: Abril 13, 2008, 09:05:57 pm »
Esta guerra chamada guerra contra o terrrorismo tem mto que se diga,há mtos interesses envolvidos,principalmente vindos de paises que condenam o terrorismo.
"Cumpriu-se o mar e o império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal"
 

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« Responder #143 em: Abril 16, 2008, 12:51:41 pm »
Mais 300 agentes na luta antiterrorista no Reino Unido

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A ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, anunciou hoje que mais cerca de 300 polícias vão passar a trabalhar na luta antiterrorista, sobretudo para evitar a radicalização e angariação de terroristas no Reino Unido.
Em entrevista à BBC, Smith disse que o terrorismo é uma ameaça «séria e que está a crescer», salientando a prevenção de actos terroristas.

«Em primeiro lugar, precisamos de impedir que haja gente que se torne terrorista e que apoie os terroristas», afirmou.

«Isso significa enfrentar o tipo de ideologia que o terrorismo defende, significa trabalhar com as nossas comunidades», disse a ministra, acrescentando que é preciso «identificar as pessoas que possam estar em risco de cair no terrorismo».

«Por isso, estamos a investir em polícias para que investiguem e interfiram em planos terroristas, e também para impedir que as pessoas optem pelo terrorismo», afirmou.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #144 em: Abril 25, 2008, 05:28:38 pm »
Interpol alerta para risco de atentados terroristas nos Jogos Olímpicos

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O chefe da Interpol (polícia internacional) advertiu esta sexta-feira que o governo da China deve estar preparado para um possível ataque da rede terrorista Al Qaeda durante os Jogos Olímpicos de Pequim.

«Devemos estar preparados para a possibilidade de que a Al Qaeda ou qualquer outro grupo terrorista tente um ataque mortífero durante os Jogos», declarou o chefe da Interpol, Ronald K. Noble, durante uma conferência internacional sobre segurança na cidade sede dos Jogos.

«Em 2007, disse que a Interpol não havia recebido nenhuma informação sobre ameaças terroristas directas sobre os Jogos Olímpicos, mas as informações mais recentes indicam que, desde então, a situação mudou», afirmou Noble.

«Infelizmente uma acção terrorista é uma possibilidade real», acrescentou.

Noble mencionou a possibilidade de acções que incluiriam «explosões de aviões, a organização de ataques em hotéis de Pequim e de outras cidades chinesas, atentados em prédios estatais e alvos militares, com o uso de diversos meios -veneno, gás e bombas activadas à distância - atentados suicidas, sequestros de atletas, de espectadores ou de jornalistas estrangeiros».

«Os Jogos Olímpicos devem preparar-se para a possibilidade de que grupos de indivíduos responsáveis por violência no percurso da tocha olímpica possam prosseguir com a sua acção durante a competição», disse ainda Noble.

A Interpol informou que mobilizará uma equipa em Pequim e instalará um dispositivo de alerta e coordenação durante os Jogos.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #145 em: Maio 07, 2008, 10:56:30 pm »
Europa mais propicia a ataques do que Estados Unidos

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O especialista norte-americano Ian Lesser disse hoje, em Lisboa, que a Europa é actualmente mais propicia ao desenvolvimento de ataques terroristas do que os Estados Unidos devido à situação geográfica e à circulação de pessoas.

Actualmente "o centro de gravidade está mais na Europa do que nos Estados Unidos pelo tipo de comunidades e circulação", afirmou Ian Lesser no seminário internacional "Terrorismo: Desafios e Respostas", que o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) organiza até quinta-feira, em Lisboa.

O especialista norte-americano, que falou do terrorismo como "um fenómeno evolutivo", sublinhou ainda que um dos impactos económicos do terrorismo é "o aumento do preço do petróleo".

O presidente do Observatório de Segurança, general Garcia Leandro, também partilha da mesma posição que o investigador norte-americano, considerando que "neste momento os Estados Unidos têm mais capacidade para evitar" actos terroristas do que a Europa, que está em "crescimento e próximo das fronteiras dos países de origem" dos terroristas.

O principal problema da Europa é a situação geográfica, apesar do trabalho que tem sido desenvolvido, nomeadamente entre a troca de informação, cooperação policial e sistemas de Justiça, disse à Agência Lusa Garcia Leandro.

O presidente do Observatório de Segurança sublinhou que "todos os países europeus", incluindo Portugal, têm a mesma probabilidade de sofrerem um ataque terrorista.

"Portugal é igual aos outros países", afirmou, realçando a existência do "terrorismo com a componente mediática" e, neste caso, há países "mais importantes", como a Inglaterra, Holanda e Espanha.

O seminário internacional pretende, na opinião de Garcia Leandro, explicar que as ameaças terroristas "não têm fronteiras", sendo fundamental "uma cooperação interna e externa".

Também presente na iniciativa, o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, disse que "o Estado Português tem assumido as suas responsabilidades tanto à escala externa como interna", adoptando "todas as medidas aprovadas na União Europeia".

"O Governo português tem assumido plenamente as suas responsabilidades na preparação e execução da resposta às ameaças do terrorismo do século XXI, em todos os planos e nas múltiplas frentes em que o combate deve ser travado", salientou.

O seminário internacional "Terrorismo: Desafios e Resposta" termina quinta-feira e contará com a presença, nomeadamente, do juiz espanhol Baltazar Garzón, que mandou deter o ditador chileno Augusto Pinochet.

O ministro da Justiça, Alberto Costa, também estará presente nos trabalhos finais do seminário.

Lusa

 

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André

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« Responder #146 em: Agosto 04, 2008, 12:54:57 pm »
Secreta alemã: Al Qaeda por trás dos atentados de Istambul

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Islamitas ligados à Al Qaeda e não guerrilheiros do ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) estarão por trás dos atentados à bomba de domingo em Istambul, saldados em 17 mortos,segundo os serviços secretos alemães.

O jornal Bild noticia hoje que o chefe da «secreta» alemã, Ernst Uhrlau, «duvida» da autoria dos atentados atribuída pelas autoridades turcas ao PKK.

«A técnica empregue, o local e o momento escolhidos não batem certo com o PKK», que terá colocado os engenhos em caixotes do lixo.

Besir Atalay, ministro do Interior turco, insistiu hoje na acusação ao PKK, garantindo a captura dos culpados.

Uhrlau, pelo contrário, não exclui o envolvimento da Al Qaeda e afirma: «Há terroristas em actividade na Turquia, que faz parte da guerra santa global (jihad)».

A explosão dos dois engenhos matou 17 pessoas - das quais uma mulher grávida e cinco crianças - e feriu 154 no popular bairro de Gungoren.

Lusa

 

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André

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« Responder #147 em: Agosto 13, 2008, 04:23:33 pm »
Iémen diz que Al Qaeda planeia atacá-lo e à Arábia Saudita

O presidente do Iémen, Ali Abdallah Saleh, acredita que os militantes da Al Qaeda têm planos para lançar novos ataques contra o seu país e a vizinha Arábia Saudita, noticiou hoje a imprensa local.
 
Saleh, primeiro chefe de Estado árabe a unir-se aos Estados Unidos na guerra contra o Terrorismo, transmitiu aquela informação ao príncipe herdeiro saudita, Sultan bin Abdul Aziz Al-Saud, numa conversa telefónica na noite de terça-feira.

Os novos planos da Al Qaeda foram descobertos após uma operação lançada na segunda-feira pelas forças de segurança iemenitas contra um esconderijo de membros daquele grupo na localidade de Traim Hadrmut, 900 quilómetros a sudeste de Sana.

Durante a operação ocorreu um confronto entre as forças de segurança iemenitas e homens armados, que se aldou com a morte de dois polícias e cinco terroristas, indicou terça-feira o Ministério da Defesa iemenita, em comunicado.

Entre os mortos, as autoridades iemenitas identificaram Salem al-Qaetti, membro do grupo que preparou o atentado contra turistas espanhóis há mais de um ano.

A Arábia Saudita também está envolvida num guerra antiterrorista desde que membros da Al Qaeda lançaram, em Maio de 2003, uma rede de atentados contra o país árabe.

Lusa

 

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triton

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« Responder #148 em: Agosto 13, 2008, 05:32:30 pm »
e o nosso portugalito consta nas listas dos terroristas ?
 

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Nuno Bento

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« Responder #149 em: Agosto 15, 2008, 09:35:51 am »
Citação de: "triton"
e o nosso portugalito consta nas listas dos terroristas ?


Penso que o terrorismo hoje tambem se guia pelo marketing, e Portugal não é um pais mediatico,  pelo que não será um possivel alvo de primeira linha para uma organização terrorista que venha de fora. Podera ser um alvo é para algum extremista islamita que tenha escolhido Portugal como destino para viver.