Corrupção em Portugal

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HSMW

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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #810 em: Julho 15, 2021, 12:17:24 am »
E já podemos saber a que velocidade ia o carro do Cabrita ou isso já não interessa para nada?
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #811 em: Julho 15, 2021, 02:40:21 pm »
E já podemos saber a que velocidade ia o carro do Cabrita ou isso já não interessa para nada?

Segundo a analise preliminar do inquérito preliminar ainda é muito cedo para divulgar essa informação, há que esperar mais uns meses talvez quando começar o campeonato da bola a ver se passa despercebido.
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #812 em: Julho 26, 2021, 08:44:14 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #813 em: Julho 27, 2021, 02:03:54 pm »
ONDE PÁRA O DINHEIRO DO BANCO PRIVADO PORTUGUÊS?
https://24.sapo.pt/economia/artigos/onde-para-o-dinheiro-do-banco-privado-portugues

Banco de Portugal e companhia são uma maravilha. ::) :snipersmile:
 

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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #815 em: Julho 28, 2021, 10:31:08 am »
Proença de Carvalho sob investigação por suspeitas de fraude
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/proenca-de-carvalho-sob-investigacao-por-suspeitas-de-fraude?ref=HP_PrimeirosDestaques
Citar
É uma das figuras mais influentes e poderosas do País e foi um dos advogados mais mediáticos de sempre. Está agora a ser investigado por fraude fiscal e branqueamento de capitais. Onze milhões e 300 mil euros é o valor suspeito e que terá estado na origem do alerta dado pelas autoridades do Luxemburgo.

Em causa estará uma aplicação financeira, do tipo seguro de investimento, feita no Luxemburgo, que terá envolvido a subscrição de um capital no montante de mais de 11 milhões de euros. Esse valor terá sido pago através de uma transferência de fundos com origem numa conta na Suíça titulada por Daniel Proença de Carvalho.


Mais um para juntar à lista, estamos entregue aos bichos, quando é que isto vai terminar. ::)
 

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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #816 em: Julho 29, 2021, 09:09:50 am »
Nunca

Está na genética do "homo lusitanus trafulhus"
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #817 em: Julho 29, 2021, 09:54:53 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #818 em: Julho 30, 2021, 03:46:28 am »
https://multinews.sapo.pt/noticias/operacao-marques-ricardo-salgado-alega-demencia-para-evitar-julgamento/

aahahahahahahaaha

ide  gozar com o c........

É verdade P44, o homem saíu da sua casita de 1.400m2 em Cascais e foram dar com ele já na Sardenha!!!!! O homem ía só aos CTT levantar o mísero vale da pensão de reforma de 23 000€ mensais (dizem que os bancos não são de fiar e até podem falir, ficando com as poupanças de quem lá deposita, veja lá!) e veja lá onde foi parar! Só pode estar demente! Nós com tanto mês para tão pouco salário é que estamos lúcidos no meio disto tudo!
https://www.flash.pt/the-mag/detalhe/a-gaiola-dourada-que-o-ex-banqueiro-ricardo-salgado-montou-para-se-proteger
« Última modificação: Julho 30, 2021, 09:44:51 am por Viajante »
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #819 em: Agosto 02, 2021, 05:31:31 pm »
Proença de Carvalho sob investigação por suspeitas de fraude
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/proenca-de-carvalho-sob-investigacao-por-suspeitas-de-fraude?ref=HP_PrimeirosDestaques
Citar
É uma das figuras mais influentes e poderosas do País e foi um dos advogados mais mediáticos de sempre. Está agora a ser investigado por fraude fiscal e branqueamento de capitais. Onze milhões e 300 mil euros é o valor suspeito e que terá estado na origem do alerta dado pelas autoridades do Luxemburgo.

Em causa estará uma aplicação financeira, do tipo seguro de investimento, feita no Luxemburgo, que terá envolvido a subscrição de um capital no montante de mais de 11 milhões de euros. Esse valor terá sido pago através de uma transferência de fundos com origem numa conta na Suíça titulada por Daniel Proença de Carvalho.


Mais um para juntar à lista, estamos entregue aos bichos, quando é que isto vai terminar. ::)

Enquanto não acabar significa que pelo menos ainda nem tudo está perdido, e sempre mete algum medo aos novos artistas que podem estar a pensar em inventar alguma.
 

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asalves

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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #820 em: Agosto 06, 2021, 03:51:48 pm »
https://observador.pt/especiais/dos-picas-nos-autocarros-a-administracao-como-o-ps-controla-a-carris/
Dos "picas" nos autocarros à administração. Como o PS controla a Carris
Citar
A setorial da Carris é uma das maiores do partido e controla quase todas as áreas da empresa. Duplicou de tamanho desde que regressou à Câmara e tem sido centro de lutas pelo poder no PS em Lisboa.



Desde que foi reativada, em 2008, a setorial do PS da Carris já cresceu o suficiente para se tornar uma das maiores estruturas do partido. Na empresa, os funcionários com cartão de militante ocupam lugares estratégicos e têm o controlo do dia a dia da Companhia Carris de Ferro de Lisboa. Há guerras internas pela liderança que já obrigaram à intervenção de Fernando Medina. Como é que o PS reforçou e agora mantém a influência nos setores fundamentais da Carris?

A setorial do PS/Carris tornou-se arma de arremesso político nas últimas semanas. No final de junho, o Correio da Manhã divulgou um vídeo onde se via Fernando Medina, convidado especial num jantar organizado por aquela estrutura, a anunciar a contratação de mais funcionários e a piscar o olho aos trabalhadores da Carris. Dizia Medina: “Estamos a contratar mais pessoas, a contratar mais trabalhadores. Espero, aliás, que os possamos convencer da nossa estratégia e que venham a ser trabalhadores do PS e da secção do PS da Carris.”

A publicação do vídeo, gravado há dois anos, já em 2019, motivou acusações de que Medina estaria a tentar instrumentalizar politicamente uma empresa pública — algo que o autarca rejeitou veementemente. Seja como for, olhando para a estrutura da empresa, não restam grandes dúvidas: muitos dos quadros de maior relevância são ocupados por militantes socialistas, alguns deles muito influentes na região de Lisboa e, por arrasto, no partido.
Como o PS tem na mão a chave da Carris

Controlar uma empresa que transporta milhares de passageiros por dia exige que além de presença no Conselho de Administração se esteja presente também na área de recursos humanos, na fiscalização e, efetivamente, nas operações. O PS, através dos seus militantes, consegue estar representado em quase todas estas dimensões da empresa.

O Conselho da Administração da empresa tem cinco pessoas, um presidente, dois ‘vices’ e duas vogais não-executivas. Tiago Lopes Farias preside ao Conselho de Administração desde janeiro de 2017. Não é, segundo conseguiu apurar o Observador, militante do PS. Mas orbita em torno do universo Costa-Medina há muito tempo.

Em 2008, Lopes Farias foi nomeado por António Costa como vogal do Conselho de Administração da EMEL; depois, ainda com Costa, seria diretor municipal de Mobilidade e Transportes da Câmara de Lisboa, entre 2014 e 2015; e, finalmente, acabou nomeado presidente do Conselho de Administração da marca ‘Transportes de Lisboa‘, empresa que reunia também o Metropolitano de Lisboa, a Transtejo e a Soflusa — e que chegou ao fim com a municipalização da Carris concluída em fevereiro de 2017.

António Pires chegou a vice da Carris depois de ser Diretor de Comércio Internacional na SONAE Distribuição e Diretor Executivo na Associação Portuguesa de Empresas de Gás Natural. Também não é conhecida qualquer militância ativa no PS, ainda que tenha sido assessor governamental no último governo de José Sócrates.

Já o outro vice-presidente da empresa, José Realinho Matos, é reconhecidamente militante socialista. Tem um percurso profissional dividido entre a Portugal Telecom e o IEFP.

Francisca Ramalhosa, uma das vogais da administração, é diretora municipal de mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa e, por inerência, administradora executiva da EMEL e administradora não executiva da Carris. Antes de chegar à autarquia tinha sido assessora no Governo de António Costa. Não é, no entanto, conhecida militância ativa no PS.

Helena Caria, diretora municipal da Unidade de Coordenação Territorial da autarquia lisboeta, também faz parte da administração da Carris. Além da natural confiança de Medina, não foi possível estabelecer ligações ao PS. No entanto, à medida que se desce na estrutura da empresa, as ligações tornam-se mais e mais evidentes.

▲ Organograma da Carris. Fonte: Carris.pt



Dos ‘picas’ aos recursos humanos: até onde chega o partido?

Na Direção de Operações onde se insere o departamento de controlo de tráfego, de informação e controlo, a produção de horários e escalas, a gestão de rede e informação e as quatro estações — Santo Amaro, Musgueira, Pontinha e Miraflores — está António Martins Marques, militante socialista e um dos homens do partido destacado em cargos de relevo na empresa. António Marques Martins já dirigia a estação de Santo Amaro antes de ser nomeado diretor de operações com a entrada na reforma do anterior responsável.

No que diz respeito aos trabalhadores, a militante socialista Ana Maria Lopes assume a Chefia de Pessoal. É responsável pela abertura de concursos para admissão de pessoal, coloca os funcionários nos diversos departamentos e tem também a competência, por exemplo, de propor promoções.

Na Fiscalização, responsável pelos fiscais — os ‘picas’ da Carris — está o líder da setorial do PS na Carris, António Pereira. Além de tutelar cerca de quatro dezenas de fiscais tem ainda a incumbência de controlar a venda de bilhetes na rua aos estrangeiros para, entre outras coisas, poder agilizar as entradas de passageiros nos elétricos da empresa.

Fica a faltar apenas a comissão de trabalhadores, onde os socialistas têm Paulo Gonçalves, um homem da inteira confiança de António Pereira e, consequentemente, de Fernando Medina.



Sob alçada das operações está a Central de Controlo de Tráfego, responsável por resolver qualquer problema que surja durante o dia. Qualquer imprevisto que aconteça na rota planeada para as várias viaturas que a Carris tem nas estradas da capital ao longo do dia é reportado à Central de Controlo de Tráfego (CCT).  E também aqui há uma prevalência clara de trabalhadores com cartão de militante do PS.

De acordo com o relatório e contas da empresa mais recente, de 2019, havia 2.450 pessoas a trabalhar na empresa. Destas, 327 tinham as quotas de militante na setorial socialista em dia no final desse ano. Isto é o mesmo que dizer que, dos funcionários da Carris, quase 14% eram militantes no PS/Carris, grande parte deles com cargos destacados.

Na Central de Controlo de Tráfego essa relação de proporcionalidade é muito maior. Entre inspetores, coordenadores e controladores trabalham nesta secção da empresa cerca de 60 pessoas — 45 têm cartão de militante do PS.

Subindo na hierarquia, a prevalência de militantes socialistas vai aumentando. Por exemplo: os coordenadores de tráfego, que coordenam a equipa de controladores de tráfego, são oito. Seis deles pertencem à setorial da Carris. Os casos não se esgotam aqui: acima de todos os coordenadores e chefes de turno está ainda o Coordenador Geral da CCT, Luís Carlos Silva, também ele militante da setorial socialista.

Luís Carlos Silva reporta à diretora da CCT Helena Leal (sem qualquer ligação ao PS), que por sua vez responde a António Martins Marques que, como vimos, é diretor das Operações. O ciclo fecha-se: António Martins Marques também é militante socialista.

Outro dos pontos nevrálgicos da empresa está nas estações da Musgueira, Pontinha, Miraflores e Santo Amaro. Aqui, nos lugares de chefia da estação, seja o número um ou número dois, há sempre um militante socialista. Miraflores é coordenada por Fernando Freire. Na Musgueira o coordenador é António Manuel Ferreira Marques. Na direção da estação de Santo Amaro está o coordenador Paulo Martins Birra. E na Pontinha está o inspetor de tráfego João Alves.

Setorial da Carris é a maior do país — e explodiu quando empresa passou para a Câmara

O Observador tentou, com insistência, falar com António Pereira, o líder da PS/Carris, para perceber como funciona esta estrutura partidária e o porquê de estar tão presente em cargos de destaque da empresa. Não foi possível obter um comentário de António Pereira até à publicação deste artigo apesar de contactos telefónicos e mensagens escritas.

De acordo com os dados dos filiados que no final de 2019 tinham as quotas em dia, quando a setorial da Carris foi reativada, em 2008, havia apenas 36 filiados. Em oito anos, entre 2008 e 2016, cresceu para os 167, ou seja quase quadruplicou o número de militantes.

Mas a evolução não ficou por aqui. O maior crescimento da estrutura haveria de chegar já depois da empresa passar para as mãos da autarquia socialista. Em três anos — 2017, 2018 e 2019 — mais 160 funcionários da Carris passaram a ter na carteira também o cartão de militante. Neste período de três anos, a setorial da Carris praticamente duplicou o número de militantes para os 327.

Por outras palavras: a secção do PS/Carris cresceu mais nos três anos em que a Câmara passou a ter o controlo da empresa do que nos oito anos anteriores.

Sendo a maior setorial do país, ultrapassa também algumas concelhias socialistas. Tem mais militantes do que a Azambuja, quase tantos como os de Mafra e metade dos da Amadora. Ao próximo Congresso do PS, que se realiza no final do mês, a setorial da Carris levará cinco delegados. Tantos quantos a concelhia de Fafe, Felgueiras ou Ponta Delgada e mais que a concelhia da Guarda, Nazaré, Odemira ou Póvoa de Lanhoso.

O poder da estrutura explica-se também noutra dimensão: quem quer ser alguém no PS na região de Lisboa tem de ir ao ‘beija-mão’. E não faltam exemplos disso.

A luta que ia fazendo quebrar o PS/Carris — e que envolveu Duarte Cordeiro e Medina

A poucos dias das eleições para as setoriais, que decorreram no final de janeiro de 2020, o ambiente na setorial era tudo menos pacífico. António Pereira — homem da confiança de Fernando Medina — tinha perdido na eleição anterior a direção da setorial para José Ribeiro e procurava recuperá-la. Mas foi também nesse ano que Duarte Cordeiro, presidente da FAUL, decidiu pedir à setorial da Carris que organizasse o jantar de natal da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL).

A decisão de José Ribeiro, de aceitar o pedido de Duarte Cordeiro para organização do jantar de Natal da FAUL, não foi bem recebida pela totalidade dos membros da setorial e Paulo Gonçalves (da Comissão de Trabalhadores e presidente da mesa da Setorial) convocou uma Assembleia extraordinária para avançar para a realização de um jantar exclusivo da própria setorial da Carris. Além da organização do jantar da FAUL, a Carris manteve a realização do seu habitual jantar de Natal, mas onde não era habitual a presença de qualquer militante socialista de fora da setorial.

Sem a presença do líder da setorial, dias depois do jantar da FAUL aconteceu mesmo o jantar da setorial da Carris. Fernando Medina discursou e deixou bem claro quem apoiava. Numa altura em que o líder José Ribeiro se ia confrontar nas urnas com António Pereira, Medina usou da palavra para deixar elogios à dupla António Pereira e Paulo Gonçalves, falando numa “dívida da cidade aos trabalhadores do PS da Carris”.

“Foram os trabalhadores do PS, vocês, que naquele momento difícil disseram que tínhamos os trabalhadores connosco. O Paulo [Gonçalves], o [António] Pereira, aos dois. Quando naquela mesa de reuniões no final se levantam todos e se deixam sair aqueles com quem tínhamos convergências no momento, mas não eram os nossos camaradas, quando temos uma pequena conversa de camaradas, me disseram ambos ‘vão em frente que os trabalhadores estão convosco’. Marcou muito do destino da Carris nos anos que se seguiram”, recordou Medina.

As eleições internas aconteceriam daí a poucos dias e a imagem de Medina, ao lado de António Pereira, foi exibida como um troféu nas redes sociais pela Lista – A. Na página de Facebook da setorial da Carris estão, aliás, disponíveis várias imagens do jantar realizado no dia 13 de dezembro.

Numa das publicações é possível assistir ao vídeo que foi apresentado no jantar de Natal “em homenagem aos que lutaram por esta empresa, aos que dão o seu melhor atualmente e principalmente a referência às futuras gerações de trabalhadores da CARRIS”.

Nas várias fotografias publicadas na página da setorial em vários momentos, é possível encontrar aliás  António Costa e Fernando Medina e em grande parte delas também António Pereira a acompanhá-los.

Resultado das eleições: a lista A, liderada por António Pereira e abençoada por Medina, venceu com 180 votos; a lista de José Ribeiro, a quem Duarte Cordeiro tinha pedido, em nome da distrital de Lisboa, que organizasse o tal jantar, perdeu com 77 votos.  No dia das eleições para as setoriais do PS, a 31 de janeiro de 2019, António Costa posou para a fotografia ao lado de António Pereira. Duplamente vencedor, portanto.
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #821 em: Agosto 06, 2021, 04:00:44 pm »
Algo com uns dias mais antigos.

https://observador.pt/especiais/os-bracos-dos-partidos-ainda-mexem-nas-empresas-trabalhadores-organizam-se-pelo-cartao-de-militante/
Os braços dos partidos ainda mexem nas empresas. Trabalhadores organizam-se pelo cartão de militante
Citar
Vídeo com apelo de Medina a que militantes do PS na Carris convencessem colegas a entrar para o PS entrou no combate político. Afinal, como são as estruturas dos partidos nas empresas?

Durante o jantar de Natal da Carris, em 2019, Fernando Medina discursou durante um pouco mais de meia hora e, num determinado momento, confidenciou que gostava de conseguir “convencer” os recém-contratados funcionários da empresa a aderirem ao PS da Carris. A oposição não demorou a criticar o momento “cacique” de Medina, e o autarca lisboeta considerou uma “calúnia” o aproveitamento que os “suspeitos do costume” fizeram do vídeo que retrata o momento.

O apelo de Medina chamou a atenção para uma realidade pouco explorada no plano mediático: o universo das secções partidárias nas empresas. O PS não está sozinho na lista dos partidos que têm este tipo de organizações e ainda está longe do destacado PCP, que só no último ano anunciou ter conseguido constituir mais de uma centena de novas células de trabalhadores em empresas. Alguns núcleos podem já não ter o fulgor de outros tempos, mas ainda há núcleos organizados em várias empresas públicas e privadas. O Observador fez um raio-x a estas estruturas que fazem parte da orgânica do partido.
O apelo de Medina para a Carris: “Que venham a ser trabalhadores do PS”

Voltando ao jantar de Natal do PS da Carris: Medina reconheceu que a autarquia “não é um acionista fácil”, mas que é “um acionista que gosta muito da Carris” — e também teve tempo para deixar elogios a António Costa. Fernando Medina também não teve problemas em usar o fato de presidente da autarquia durante o discurso e disse aos trabalhadores que o escutavam que “a Carris não tem dívida porque [o executivo] cumpriu aquilo com que se tinha comprometido”. “Em quase três anos, transferimos para a Carris 50 milhões de euros, no próximo ano vamos transferir mais que este ano e a seguir também porque é isso que é preciso para ter um serviço público”, apontou Medina.

“Sabemos que queremos serviço público, uma empresa saudável, pujante, que se compara com outras empresas e que não é gerida com as insustentabilidades do passado. Não é preciso ter dívida para ser bem gerida”, disse Medina imediatamente antes de frisar que a autarquia estava a “contratar mais pessoas”. E eram esses trabalhadores que Medina queria “convencer a serem trabalhadores do PS”.

    Estamos ao mesmo tempo a contratar mais pessoas, mais trabalhadores. Espero, aliás, que os possamos convencer da nossa estratégia e que venham a ser trabalhadores do PS e da secção do PS da Carris”, disse, antes de ter o discurso interrompido por um forte aplauso.

As secções do PS estendem-se por várias empresas e organizações, mas o discurso de Medina durante o jantar de Natal da Carris transformou-se num irritante para o autarca. No Twitter, Medina contra-atacou o PSD: “Antes acusavam o PS de contratar socialistas, a acusação agora é mais rebuscada: tento convencer os não socialistas. Julgava que era esse o objetivo de qualquer partido, mas já vi que há quem no PSD esteja por tudo”.

As ligações partidárias (e familiares) dos núcleos do PS nas empresas

São 26 as secções setoriais da FAUL do PS. Uma delas reúne inclusivamente os trabalhadores socialistas da própria Câmara Municipal de Lisboa. À frente da secção do PS na autarquia lisboeta está Fernando Manuel Costa Silva, que é ao mesmo tempo presidente do conselho de administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa.

Mas, ao nível das autarquias, na FAUL há mais: Loures e Odivelas também têm secções socialistas, sendo que em Odivelas também na junta de freguesia foi constituída uma secção. O coordenador da secção do PS na Junta de Freguesia de Odivelas é Sérgio Gaudêncio, pai de Nuno Gaudêncio, que é presidente da junta de freguesia desde 2013 e recandidato ao lugar nas autárquicas deste ano.



Ainda em Odivelas, mas no município, Fábio Alexandre Lourenço é o coordenador da secção e apresenta-se como “adjunto político na autarquia”, que conhece desde 2009, quando entrou pelos corredores da autarquia. Começou como secretário, mas em dezembro de 2019 passou a ocupar funções de adjunto político e no último mandato assumiu várias vezes a função de vereador em regime de substituição em várias funções na autarquia.

Já a secção da Secretaria de Estado do Emprego e Formação Profissional está sob a responsabilidade de Ana Elisa Silva Costa Santos, que também está longe de ser uma desconhecida no partido. Mulher de José Miguel Medeiros, também ele um antigo deputado socialista, Ana Elisa Costa Santos já desempenhou funções na autarquia de Lisboa — ainda nas mãos de Costa — e passou depois para a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, nas mãos do também socialista Miguel Coelho. Em 2018, Ana Elisa Santos foi nomeada diretora do Centro Protocolar da Justiça, função que ainda ocupa. A socialista também já esteve à frente da Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira do PS.



No Ministério das Finanças, os trabalhadores que são militantes socialistas contam com a direção de Serra Andrade. Certo é que a veia sindicalista de vários socialistas continua bem ativa, com os coordenadores de várias secções a acumularem cargos nos sindicatos das respetivas áreas.

São vários os exemplos de dirigentes de núcleos que têm cargos. António José Real Fonseca, secretário-coordenador da secção do PS-Caixa Geral de Depósitos, faz parte do Secretariado da Febase, representando o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas. António Alexandre Picareta Delgado, líder da secção marítimo/portuários do PS-FAUL, é secretário-geral do SITEMAQ (Sindicato da Mestrança e Marinhagem da Marinha Mercante, Energia e Fogueiros de Terra). Também Nuno José Serra Silva, secretário-coordenador da secção do PS-TAP integra o sindicato dos economistas.

No que diz respeito às empresas públicas ou com participação pública há secções socialistas na EDP, no Metro Lisboa e na TAP, por exemplo. Na banca, as secções estão no Montepio Geral, no Millennium BCP, no Santander Totta e no BPI, onde o coordenador da secção, José Milício, é também colaborador do grupo desportivo e cultural dos empregados do banco BPI. Também na televisão e rádio públicas há secções organizadas de militantes socialistas. Os serviços municipalizados de água e saneamento (SMAS) de Loures também contam com uma destas secções e os CTT Lisboa idem.



Egídia Pinto Queiroz Martins, da secção da NAV, é vogal do conselho de administração desde 2019. Em 2015 integrou a lista por Lisboa às legislativas, embora num lugar impossível de ser eleito. Não é por isso que é desconsiderada no seio do partido, já que integra atualmente a Comissão Federativa de Fiscalização Económica e Financeira do PS.

Já na Universidade Lusófona, a secretária-coordenadora da secção é uma velha conhecida socialista. Teresa Rosário Damásio foi deputada na XI legislatura e, mais recentemente, em julho de 2020, longe de surpresas, foi nomeada CEO da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau.

Soma nomeações em várias instituições e associações de ensino, quase todas presididas pelo pai, Manuel de Almeida Damásio. Manuel de Almeida Damásio é o homem forte do Grupo Lusófona e controla várias instituições de ensino — através da cooperativa Cofac, da qual também é presidente da direção—, Teresa Rosário Damásio é também administradora executiva do grupo Ensinus (também ele presidido por Manuel de Almeida Damásio) que detém, por exemplo, as Escolas de Comércio de Lisboa e Porto ou o ISG (Instituto Superior de Gestão) — Business & Economics School, em Lisboa.

O Observador questionou várias vezes ao longo dos últimos dias o Partido Socialista sobre as várias secções e as oscilações de militantes ao longo dos últimos anos, mas não obteve qualquer resposta até à publicação deste artigo.
PCP criou 102 novas células em empresas. Há milhares de militantes envolvidos

As secções socialistas podem não ter tanta visibilidade no dia a dia como as comunistas, mas em número o PCP é bastante mais eficiente a “convencer” os trabalhadores a integrar as respetivas células de empresa. No âmbito do centenário do partido, o PCP estabeleceu como um dos objetivos “a criação de 100 novas células de empresas, local de trabalho ou sector e a definição de 100 novos responsáveis”. No comunicado emitido pelo partido depois da reunião do Comité Central do último fim-de-semana, o PCP nota que alcançou “um importante êxito com a criação de 102 novas células e a definição de 119 novos responsáveis”.

Num ano apenas o PCP vê o número de células de empresa aumentar em mais de uma centena. Ao Observador, fonte oficial do partido não conseguiu precisar o número total de células que o PCP tem no país, mas as ações do partido desenvolvem-se em constante articulação com estas unidades. Das campanhas eleitorais ao apoio dado na relação dos trabalhadores com os respetivos empregadores, é frequente, por exemplo, ver candidatos às legislativas ou mesmo presidenciais visitar estes locais. Um dos exemplos mais visíveis talvez seja a Autoeuropa  — muito devido à dimensão da empresa —, mas os comunistas têm estas células como ponto central do trabalho do partido.

Em outubro de 2020, num discurso onde frisava a importante meta de criação de 100 novas células de empresa num ano, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, explicava a importância da criação destas células: “Muitas vezes começa por assegurar uma ponta que vai abrindo caminho, por uma presença assídua junto dos locais de trabalho, levando a opinião do partido. Esse esforço não pode parar”.
Núcleos de trabalhadores sociais-democratas nas empresas deixaram de ter expressão formal

No PSD, apesar de os trabalhadores sociais-democratas se poderem organizar em núcleos, Pedro Roque reconhece ao Observador que funcionavam mais “quando o sindicalismo era mais ativo”. Atualmente sem núcleos formalmente constituídos, o PSD conta com os militantes das várias empresas para dar “algum apoio nas questões dos trabalhadores”, tendo a prática dos núcleos de empresa “sido abandonada há muito tempo” segundo outra fonte social-democrata explica ao Observador.

No PSD, os trabalhadores “são uma espécie de órgão consultivo do secretariado nacional” e articulam-se de forma mais próxima com as respetivas distritais, que têm secretariados nas várias áreas (saúde, educação, banca ou financeiro por exemplo).

Ainda assim, o secretário-geral dos TSD reconhece que, mesmo sem a constituição dos respetivos núcleos, sabendo-se da existência dos militantes em determinadas empresas acaba por se manter a articulação, numa ótica mais consultiva.

Repetindo um comentário que li, "Há máfias mais mal organizadas"
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #822 em: Agosto 18, 2021, 04:00:05 pm »
Estado foi lesado em 24 milhões de euros por fraude com ouro vendido no tempo da troika
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/estado-foi-lesado-em-24-milhoes-de-euros-por-fraude-com-ouro-vendido-no-tempo-da-troika-774918
Citar
Dois dos 16 arguidos que pertenciam a uma rede de empresários foram condenados a penas de prisão efetivas de cinco e dez anos, sendo que os outros membros tiveram de devolver parte do dinheiro que receberam de forma ilícita.
Um esquema de fraude fiscal com ouro vendido durante o período de intervenção da troika em Portugal lesou o Estado em 24 milhões de euros, segundo conta a edição desta quarta-feira, 18 de agosto, so “Jornal de Notícias” (JN).

Dois dos 16 arguidos que pertenciam a uma rede de empresários foram condenados a penas de prisão efetivas de cinco e dez anos, sendo que os outros membros tiveram de devolver parte do dinheiro que receberam de forma ilícita.

Estes dois elementos eram considerados os líderes da rede que atuava a norte do país, que de acordo com o tribunal de Matosinhos terá passado faturas falsas num valor superior a 64 milhões de euros.

Escreve o “JN” que um dos principais membros deste grupo abriu entre 2008 e 2012, 53 estabelecimentos de compra e venda de ouro por todo o país e, entre 2008 e 2012, tendo causado um prejuízo de 16,3 milhões de euros ao Estado.
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #823 em: Agosto 20, 2021, 10:29:46 pm »
Estado foi lesado em 24 milhões de euros por fraude com ouro vendido no tempo da troika
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/estado-foi-lesado-em-24-milhoes-de-euros-por-fraude-com-ouro-vendido-no-tempo-da-troika-774918
Citar
Dois dos 16 arguidos que pertenciam a uma rede de empresários foram condenados a penas de prisão efetivas de cinco e dez anos, sendo que os outros membros tiveram de devolver parte do dinheiro que receberam de forma ilícita.
Um esquema de fraude fiscal com ouro vendido durante o período de intervenção da troika em Portugal lesou o Estado em 24 milhões de euros, segundo conta a edição desta quarta-feira, 18 de agosto, so “Jornal de Notícias” (JN).

Dois dos 16 arguidos que pertenciam a uma rede de empresários foram condenados a penas de prisão efetivas de cinco e dez anos, sendo que os outros membros tiveram de devolver parte do dinheiro que receberam de forma ilícita.

Estes dois elementos eram considerados os líderes da rede que atuava a norte do país, que de acordo com o tribunal de Matosinhos terá passado faturas falsas num valor superior a 64 milhões de euros.

Escreve o “JN” que um dos principais membros deste grupo abriu entre 2008 e 2012, 53 estabelecimentos de compra e venda de ouro por todo o país e, entre 2008 e 2012, tendo causado um prejuízo de 16,3 milhões de euros ao Estado.

E mais importante do que as vigarices que estas lojas de compra de ouro cometem (são franchising que julgo nunca tenham sido rentáveis para os donos das lojas, depois de pagarem salvo erro 20 ou 30 000€ de franchising), é perceber para onde vai parar o ouro. Será para a China?!?!?!!

No tempo da Monarquia, era impossível vender ouro legalmente para fora do reino!!!!
Mas agora que somos mais espertos, temos vigaristas que nem pagam impostos e ainda exportam ouro para outras potências....!
 
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Re: Corrupção em Portugal
« Responder #824 em: Outubro 01, 2021, 02:09:53 pm »
João Rendeiro esconde 21 milhões de euros em offshore
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/joao-rendeiro-esconde-21-milhoes-de-euros-em-offshore?ref=HP_PrimeirosDestaques
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Pelo menos 7,83 milhões de euros terão sido enviados para Singapura.

João Rendeiro terá tido movimentos de mais de 21,88 milhões de euros numa conta bancária, na Suíça, de uma sociedade offshore: a Oltar Investments Ltd tinha sede nas Ilhas Virgens Britânicas, nas Caraíbas, e Rendeiro era o seu último beneficiário, segundo um relatório do Fisco sobre o património dos ex-administradores do BPP.