Economia nacional

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Re: Economia nacional
« Responder #405 em: Outubro 19, 2021, 08:37:21 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Economia nacional
« Responder #406 em: Outubro 19, 2021, 10:16:45 am »


A verdade é que é graças a liberalização que hj existe os postos com diferentes preços.

Um dos problemas depois é a matéria prima, produção e carga fiscal, a carga fiscal tem vindo sempre a aumentar (e não é só em impostos diretos, mas tb nos indiretos que leva ao aumento do custo de produção.), a produção apesar de estar liberalizada até a pouco tempo tínhamos apenas uma entidade a produzir e armazenar em Portugal, na pratica não havia concorrência (tanto quanto sei a Cepsa e a Repsol estão ou já tem grande capacidade de armazenamento e até já estão a importar combustíveis refinados para depois vender em PT, mas a importação e armazenamento vai limitar muito as margens de lucro e como tal a capacidade de concorrência)

E não só!
Que este governo é totalmente incompetente a tratar assuntos vitais para o país como as questões energéticas, isso salta à vista! Mas esta cegueira estende-se à Europa e a quase todas as forças políticas.

Relativamente aos combustíveis fósseis, para além do estado ficar com quase 2/3 do valor pago numa bomba de combustível (e num país onde temos um corporativismo à caça do subsídio ou das compras públicas), temos um pormenor que está a aumentar a olhos vistos que são os aditivos que são obrigatórios e com preços cada vez mais elevados e inclusivé a inclusão de depósitos extra para Ad Blue (norma Euro6) em todos os carros diesel actuais! E estas extravagâncias pagam-se!

A cegueira alarga-se a toda a Europa, porque esta quer tornar-se no farol ecológico da humanidade!!!!!!
Mas sem ter grandes alternativas!
Querem acabar com os veículos a combustão e até colocam datas....... e eu pergunto, e que alternativas temos nós? 1 Tesla para cada tuga a pagar em 20 anos?
A quem afirma que temos de usar mais os transportes públicos..... e fora da grande Lisboa e do grande Porto, onde é que há transportes públicos? Nunca os vi e moro no centro de um concelho!!!!!! A única coisa parecida com transportes públicos que eu vejo são os autocarros que transportam os alunos das aldeias para a sede do concelho e logo de manhã pelas 7h e o regresso ao fim do dia!

Mas deixo algumas perguntas aos iluminados, como é que transportam pessoas?
Como é que transportam mercadorias?
Seja de que forma forma, por via terrestre, marítima ou aérea. Já encontraram alternativas aos motores de combustão para camiões, autocarros, navios e aviões?
Ou só as viaturas ligeiras é que poluem?

As madres Gretas andam a fazer muito mal aos países europeus!
Faltam pessoas sensatas e que saibam do que falam sem serem fundamentalistas!

E já nem vale a pena perder grande tempo com os saloios do governo que ora falam do aquecimento global e da subida imparável dos oceanos..... e depois vão fazer um apeadeiro de nome novo Aeroporto do Montijo.......  precisamente ao nível do mar!!!!!
Gosto do contorcionismo destes visionários!!!!!!

Para variar a Europa não tem uma estratégia comum, mas sempre foi assim e sempre será assim enquanto isto não se tornar numa federação com orgulho próprio (algo difícil de acontecer).

A energia é um problema antigo na Europa, e a estupidez de muitos Governos veio agravar este problema.

Basicamente, existe um grande mercado Europeu de Eletricidade que permite aumentar a eficácia das nossas redes, contudo a estupidez nos nossos políticos torna este mercado vulnerável.

Portugal, estamos a algum tempo a "investir" nas renováveis, o problema é que as renováveis não são fiáveis, um dia produzem muito no outro produzem pouco, contudo até aqui havia alternativas, tínhamos centrais a Gás e a Carvão para compensar a baixa produtividade das renováveis e quando era preciso ainda importávamos eletricidade do tal mercado Europeu.

O problema é que as alternativas custam dinheiro e algumas são poluentes, aliado a necessidade de reduzirmos a emissões os nossos chalupas desataram a fechar centrais de produção a Carvão, isto sem encontrar alternativas, ou fiando-se no mercado Europeu ou nas centrais a Gás.

Ora isto aconteceu de forma generalizada um pouco por todo mundo, o que criou uma enorme pressão nas reservas e preço do Gás natural, a Europa que tem um problema crónico no abastecimento de Gás está a sentir as consequências, nós como nos fiamos no Mercado Europeu de Eletricidade estamos também a sofre as consequências.

Algumas Notas:
- Quando houve o corte de electricidade na Europa por causa da avioneta, Portugal e Espanha durante uma semana estiveram a ser suportados principalmente pelas centrais nucleares de Espanha, que estavam a trabalhar a cerca de 97% da capacidade, isto pk as renováveis não estavam a ter rendimento e a única central a carvão de retaguarda em Portugal não era suficiente.

- para o próximo ano o governo vai deixar de pagar a compensação para a central a carvão do Pego e com isso deixamos de ter mais uma rede de segurança em caso de necessidade.

- Existia um mecanismo que permitia de forma "automática" desligar cerca de 693 MW de eletricidade ás principais empresas consumidoras (mecanismo esse usado durante o apagão europeu), onde o estado pagava uma compensação anual a estas empresas, em Outubro esse mecanismo acabou.

Resumido acho que é necessário haver uma transição, mas é preciso ser-se sério, não andar a brincar, há países onde essa transição está a acontecer e está a acontecer de forma séria e bem estudada (Na Noruega os carros electricos novos não tem impostos quase nenhum o que ficam ao mesmo preço ou até mais baratos), em Portugal é a bandalheira do costume. Cobra-se imposto altíssimos nos combustíveis com a desculpa do ambiente, contudo esses imposto não são depois usados de forma inteligente para a transição energética.

A mim causa-me uma enorme perplexidade, para dizer outra coisa, face a esta irresponsável tomada de posição pela defesa ambiental a qualquer preço!!!!!!
Quando é a Europa quase a única a tomar decisões dessas que toda a gente com um mínimo de raciocínio percebe que não existem ainda verdadeiras e acessíveis alternativas energéticas!!!!!

Primeiro abateram grande parte da indústria porque era poluente..... esta refugiou-se na Àsia e agora estamos espantados por vermos todos os países asiáticos a ultrapassarem-nos em termos de riqueza criada para os seus países! Estavam à espera de enriquecer sem indústria? Quem é da área económica sabe que isso é uma impossibilidade, a forma mais rápida de um país enriquecer é termos Educação + Tecnologia + Indústria, tudo o resto vai de arrasto.

Nós gostamos de fazer ao contrário (e é esse o principal aspecto negativo de estarmos na UE), criamos uma legião de subsídio-dependentes (porque esses são votos garantidos para o partido do regime), depois não há dinheiro para o resto e o que se faz, carrega-se ainda mais nos impostos e depois ainda ficam admirados pelo país não crescer tanto como os outros países, pois pudera, os nossos competidores mais próximos têem custos de produção mais baixos!!!!!

Parece que há gente que não sabe olhar para um mapa e ver que somos a periferia da Europa e se queremos enriquecer, só pela via das exportações, ora se as nossas empresas são mais pequenas (mercado interno muito mais pequeno que o espanhol) resta atravessar a Europa para vendermos, temos de nos deslocar mais do que os outros (seja por via marítima, terrestre ou aérea), se nós temos os custos de produção mais altos (excepto apenas os salários), dificilmente conseguimos ser competitivos!!!! E então agora com o aumento dos combustíveis, imagino a competitividade das nossas exportações a chegarem ao coração da Europa!!!!! Ainda não inventaram transportes públicos para as mercadorias.................

Voltando ao fundamentalismo ambiental, é verdade o que diz, e o mesmo foi confirmado por um quadro superior da EDP que explicou-me o que estavam a fazer no Douro, criarem barragens reversíveis (já está neste momento todo o Douro transformado). Dizia-me a Engª que as energias renováveis são muito instáveis na produção e precisam sempre de ter centrais de reserva para garantir os picos (centrais a carvão, tinhamos 2 mas o brilhante governo fechou uma e quer acabar com a outra. Em contrapartida, só a China em 2021 vai construír 43 centrais a carvão. Repito, 43 centrais a carvão, porquê? Porque são das centrais mais económicas e agora os ricos dos europeus não querem o carvão poluente...... este fica ao preço da chuva......... https://time.com/6090732/china-coal-power-plants-emissions/
Os chineses não são ecologistas....... eles não são é parvos!

Sobre a reversibilidade das centrais, aproveitando o excesso de produção de energia eólica que Portugal tem à noite e de madrugada, a EDP instalou sistemas de bombagem para bombearem água nas barragens para montante, aproveitando o facto do custo dessa energia ser quase zero e ligam as centrais hídricas durante os picos de consumo, ganhando muito mais dinheiro!!!!!

O que eu gostaria de ver respondido é se agora todos nós mudássemos de automóveis de combustão para energia eléctrica, eu pergunto se há potência instalada para alimentar tudo (eu sei que a resposta é negativa)?
Nós ao termos da energia mais cara em todo o mundo, estamos à espera que as nossas empresas sejam competitivas?
Ao fecharem as centrais a carvão e fazerem o mesmo às centrais a gas, como é que conseguimos garantir o fornecimento de energia do país?
 
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Re: Economia nacional
« Responder #407 em: Outubro 19, 2021, 10:17:54 am »


Depois ficamos admirados por não conseguirmos exportar..... pois pudera, à partida as empresas têem quase todos os custos de produção mais caros!!!!!
 

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Re: Economia nacional
« Responder #408 em: Outubro 25, 2021, 06:15:46 pm »
Despesa "rígida" do Estado está a aumentar e isso irá criar "pressões orçamentais nos próximos anos", avisa o Conselho das Finanças Públicas

Citar
Despesa primária em 2022 será 3,4 pontos percentuais do PIB acima da de 2019, mesmo excluindo as medidas da pandemia. Mais de dois terços são despesas com "elevado grau de rigidez".

Citar
O peso no PIB da despesa pública primária (ou seja, excluindo juros da dívida) em 2022 será 3,4 pontos percentuais superior ao que foi em 2019, mesmo quando se excluem as medidas extraordinárias da pandemia. O Conselho das Finanças Públicas alerta que mais de dois terços deste aumento diz respeito a despesas com “elevado grau de rigidez”, ou seja, prestações sociais e custos com pessoal. É uma “tendência” que irá criar “pressões orçamentais sobre a despesa nos próximos anos“.

Citar
O alerta do Conselho das Finanças Públicas (CFP) está na análise aprofundada feita à proposta de Orçamento do Estado para 2022, divulgada esta segunda-feira. O organismo liderado por Nazaré da Costa Cabral faz uma comparação com o ano de 2019 onde se “revela que mesmo removendo da despesa os efeitos das one-off [medidas não-recorrentes], o impacto do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] e as ‘medidas de emergência’, a despesa primária prevista para 2022 situar-se-á 3,4 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) acima do valor pré-pandemia“.

O CFP acrescenta que dois destes 3,4 pontos percentuais de aumento na despesa primária dizem respeito a “despesa corrente primária, com destaque para o peso acrescido das componentes mais rígidas da despesa, designadamente a despesa com pessoal e prestações sociais“. E como é que o PIB em cada um desses anos (2019 e 2022) se compara? Este cálculo tem por base a expectativa para o final de 2022 de um PIB em volume 1,3% maior em 2022 do que o de 2019.

    As medidas de política explicitadas pelo Governo têm um impacto direto no saldo desfavorável em 3.043 milhões de euros (-2.875 milhões de euros se excluído o PRR), concentrando a sua maior expressão na despesa (6.002 milhões de euros). Retirando o efeito das medidas afetas àquele plano, o montante de medidas na despesa implícito na previsão orçamental ascende a 2.799 milhões de euros, dos quais mais de metade (1.700 milhões de euros) com impacto nas componentes mais rígidas da despesa pública – despesas com pessoal e prestações sociais”, escreve o Conselho das Finanças Públicas.

Citar
Esta “tendência” de crescimento da despesa pública corrente, em componentes difíceis de ajustar em caso de necessidade, “implica um aumento das pressões orçamentais sobre a despesa nos próximos anos“, avisa o CFP numa caixa que dedicou especialmente à análise destes números.

“A despesa primária das administrações públicas deverá passar de 83.312 milhões de euros em 2019 para 95.518 milhões de euros em 2022, o que corresponde a um aumento de 12.206 milhões de euros (+14,7%) em três anos“, assinala o CFP, acrescentando que “mais de dois terços desse acréscimo deverá ser justificado pela despesa corrente primária (+8.781 milhões de euros) particularmente pelas despesas com elevado grau de rigidez, como é o caso das prestações sociais (+3.732 milhões de euros) e das despesas com pessoal (+2.630 milhões de euros).



Citar
O governador do Banco de Portugal (e ex-ministro das Finanças), Mário Centeno, também alertou recentemente para este aumento da despesa pública.

Citar
Riscos da pandemia, da TAP, do Novo Banco e das moratórias

O CFP já tinha considerado “coerentes” os pressupostos macroeconómicos da proposta,  num parecer divulgado na noite em que o documento foi entregue pelo ministro João Leão na Assembleia da República. Os riscos identificados na altura eram, sobretudo, relativos à evolução da situação pandémica e à execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na economia.

Nesta nova análise, o organismo vai um pouco mais longe e assinala que um “eventual agravamento na sequência do surgimento de novas variantes do SARS-COV-2 poderá tornar necessária a manutenção das medidas de apoio ou mesmo a adoção de novas medidas“. Este é o maior risco para a economia portuguesa e para as contas públicas, embora se recorde que “no próximo ano esteja prevista uma dotação orçamental de 400 milhões de euros para fazer face a despesas imprevistas da pandemia”.

Mas os impactos de um novo agravamento da situação pandémica, caso ele se verifique, seriam generalizados, diz o CFP. Desde logo, na capitalização da TAP: “A imposição de novas restrições à circulação poderá fazer com que o apoio financeiro à TAP previsto para 2022 se revele insuficiente”, avisa Nazaré da Costa Cabral.

Por outro lado, “identificam-se, também, riscos descendentes associados ao Novo Banco”, já que a proposta de orçamento do Estado para 2022 “não considera qualquer transferência ao abrigo do Acordo de Capitalização Contingente” – e recorde-se que ainda restam quase 600 milhões de euros que o Lone Star pode pedir ao Fundo de Resolução.

A nível interno, o CFP destaca, ainda, “os riscos associados à eventual ativação das garantias do Estado concedidas no âmbito de algumas das medidas de resposta à crise pandémica (linhas de crédito) e às moratórias de crédito concedidas pelos bancos aos agentes económicos”.

Citar
Por outro lado, entre os riscos externos “é de salientar que a situação pandémica assume novamente proporções preocupantes na Europa de Leste, na Rússia e também na Grã-Bretanha”:

    Estes desenvolvimentos negativos, se permanecerem e se se alargarem a outras economias, poderão significar um cenário externo menos positivo para a economia portuguesa do que aqueles que têm vindo a ser considerados nas projeções macroeconómicas”, diz o CFP.

Destaca-se, ainda, o risco que representam as “perturbações do lado da oferta, exógenas à economia portuguesa, mas que a afetam de forma significativa”. “A subida dos preços externos de combustíveis fósseis e de matérias-primas, do custo de transporte e distribuição com impacto negativo na capacidade produtiva interna podem induzir uma maior e persistente subida de preços do que considerado nas mais recentes previsões económicas”, receia o organismo liderado por Nazaré da Costa Cabral.
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Daniel

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Re: Economia nacional
« Responder #409 em: Outubro 26, 2021, 10:32:40 am »
Alguém sabe qual era a dívida pública de Portugal em 1974? Ao que parece era apenas 14% do PIB e agora 120%
Conclusão, aumentou os ladrões e corruptos, aumentou a dívida. :snip:
« Última modificação: Outubro 26, 2021, 10:37:11 am por Daniel »
 

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Re: Economia nacional
« Responder #410 em: Outubro 28, 2021, 12:32:11 pm »
Como já todos devem ter reparado, o Orçamento de Estado para 2022 foi reprovado. Se não houver mais nenhum golpe de teatro, já que do PM e do PR, tudo é possível...... vamos ter eleições legislativas lá para finais de Janeiro ou início de Fevereiro de 2022.

Em termos económicos, não termos um orçamento socialista, até pode ser positivo, já que o que tinham cozinhado (PS, BE e PCP) não vai ser aplicado  :mrgreen:

O que vai acontecer na prática é vivermos em duodécimos com o orçamento de 2021..... se se recordam sem a famosa bazuca, porque o grosso iria ser aplicado a partir de 2022..... ía!

Quem mais vai sofrer será todo o sector público que vai ter muitos investimentos congelados.....
E todas as notícias bombásticas que o Costa dava a contar as maravilhas do OE e da Bazuca...... esqueçam, porque o próximo orçamento vai ser feito pelo governo que ganhar as eleições de Janeiro/Fevereiro de 2022!!!!!

E mesmo que corra tudo bem, o OE2022 só irá entrar em vigor lá para o início do verão!!!!

Por acaso em termos económicos eu prevejo mais problemas pela crise energética que se avizinha do que pela falta do Orçamento, que na realidade só vai afectar principalmente o sector público, funcionários públicos e pensionistas.

Com os campos políticos extremados, como é que vai ser o futuro da nossa economia?
Ganha o bloco de partidos mais à esquerda ou mais à direita?

Aceitam-se apostas, mas não vejo luz ao fundo do túnel!!!!!
 
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Re: Economia nacional
« Responder #411 em: Outubro 28, 2021, 03:02:08 pm »
Como já todos devem ter reparado, o Orçamento de Estado para 2022 foi reprovado. Se não houver mais nenhum golpe de teatro, já que do PM e do PR, tudo é possível...... vamos ter eleições legislativas lá para finais de Janeiro ou início de Fevereiro de 2022.

Em termos económicos, não termos um orçamento socialista, até pode ser positivo, já que o que tinham cozinhado (PS, BE e PCP) não vai ser aplicado  :mrgreen:

O que vai acontecer na prática é vivermos em duodécimos com o orçamento de 2021..... se se recordam sem a famosa bazuca, porque o grosso iria ser aplicado a partir de 2022..... ía!

Quem mais vai sofrer será todo o sector público que vai ter muitos investimentos congelados.....
E todas as notícias bombásticas que o Costa dava a contar as maravilhas do OE e da Bazuca...... esqueçam, porque o próximo orçamento vai ser feito pelo governo que ganhar as eleições de Janeiro/Fevereiro de 2022!!!!!

E mesmo que corra tudo bem, o OE2022 só irá entrar em vigor lá para o início do verão!!!!

Por acaso em termos económicos eu prevejo mais problemas pela crise energética que se avizinha do que pela falta do Orçamento, que na realidade só vai afectar principalmente o sector público, funcionários públicos e pensionistas.

Com os campos políticos extremados, como é que vai ser o futuro da nossa economia?
Ganha o bloco de partidos mais à esquerda ou mais à direita?

Aceitam-se apostas, mas não vejo luz ao fundo do túnel!!!!!

Não sou especialista mas do que percebi, a situação é mais interessante que isso.

Sem orçamento e até que haja um orçamento aprovado tem que se usar o valor total do ultimo orçamento aprovado usado dividido por 12.

Se o PR dissolver a assembleia esta não pode funcionar (votações, propostas, inquéritos,...), contudo existe 2 tipos de mecanismos de governação, as leis que vão à assembleia e aquelas que apenas precisam de um conselho de ministros.

Como o governo diz que não se vai demitir e vai ter 1/12 de orçamento por mês, vai ainda conseguir aprovar decretos em conselho de ministros e com isto fazer alguma gestão política e orçamental.

Por isso até haver eleições esperem, ainda vai haver muita propaganda e muitas medidas a serem aprovadas a pensar nas eleições. E de certeza que o governo vai tentar aprovar medidas em conselho de ministros que deviam ser aprovadas na assembleia. E não me admirava nada de até dezembro haver uma corrida para aprovar gastos de dinheiro.
 

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Re: Economia nacional
« Responder #412 em: Outubro 28, 2021, 04:06:14 pm »
Como já todos devem ter reparado, o Orçamento de Estado para 2022 foi reprovado. Se não houver mais nenhum golpe de teatro, já que do PM e do PR, tudo é possível...... vamos ter eleições legislativas lá para finais de Janeiro ou início de Fevereiro de 2022.

Em termos económicos, não termos um orçamento socialista, até pode ser positivo, já que o que tinham cozinhado (PS, BE e PCP) não vai ser aplicado  :mrgreen:

O que vai acontecer na prática é vivermos em duodécimos com o orçamento de 2021..... se se recordam sem a famosa bazuca, porque o grosso iria ser aplicado a partir de 2022..... ía!

Quem mais vai sofrer será todo o sector público que vai ter muitos investimentos congelados.....
E todas as notícias bombásticas que o Costa dava a contar as maravilhas do OE e da Bazuca...... esqueçam, porque o próximo orçamento vai ser feito pelo governo que ganhar as eleições de Janeiro/Fevereiro de 2022!!!!!

E mesmo que corra tudo bem, o OE2022 só irá entrar em vigor lá para o início do verão!!!!

Por acaso em termos económicos eu prevejo mais problemas pela crise energética que se avizinha do que pela falta do Orçamento, que na realidade só vai afectar principalmente o sector público, funcionários públicos e pensionistas.

Com os campos políticos extremados, como é que vai ser o futuro da nossa economia?
Ganha o bloco de partidos mais à esquerda ou mais à direita?

Aceitam-se apostas, mas não vejo luz ao fundo do túnel!!!!!

Não sou especialista mas do que percebi, a situação é mais interessante que isso.

Sem orçamento e até que haja um orçamento aprovado tem que se usar o valor total do ultimo orçamento aprovado usado dividido por 12.

Se o PR dissolver a assembleia esta não pode funcionar (votações, propostas, inquéritos,...), contudo existe 2 tipos de mecanismos de governação, as leis que vão à assembleia e aquelas que apenas precisam de um conselho de ministros.

Como o governo diz que não se vai demitir e vai ter 1/12 de orçamento por mês, vai ainda conseguir aprovar decretos em conselho de ministros e com isto fazer alguma gestão política e orçamental.

Por isso até haver eleições esperem, ainda vai haver muita propaganda e muitas medidas a serem aprovadas a pensar nas eleições. E de certeza que o governo vai tentar aprovar medidas em conselho de ministros que deviam ser aprovadas na assembleia. E não me admirava nada de até dezembro haver uma corrida para aprovar gastos de dinheiro.

Não, no caso dos políticos, eles raramente se demitem. Íam depois fazer o quê? Quem tem vínculo com o estado, pode sempre regressar às funções que tinha, quem trabalha numa empresa, sabe que o posto que deixa para trás vai ser entregue a outro, não há emprego garantido!!!!!

E no caso dos partidos, principalmente os 2 maiores, eles têem milhares de cabeças que vivem só da política. Aliás, desconfio que depois das eleições, se o PS não ganhar, vai haver um pico no desemprego  :mrgreen:

Se a dissolução da AR ocorresse à mais tempo, até acredito que o governo tivesse margem, agora quase no fim do ano e com a forma peculiar de gestão pública, em que se a instituição não esgotar as verbas, vai ter de devolver o dinheiro que não é gasto e pior, sujeita-se a um corte no próximo orçamento.......... poucas migalhas devem restar para o manhoso gastar!
 

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asalves

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Re: Economia nacional
« Responder #413 em: Outubro 28, 2021, 05:13:14 pm »
Como já todos devem ter reparado, o Orçamento de Estado para 2022 foi reprovado. Se não houver mais nenhum golpe de teatro, já que do PM e do PR, tudo é possível...... vamos ter eleições legislativas lá para finais de Janeiro ou início de Fevereiro de 2022.

Em termos económicos, não termos um orçamento socialista, até pode ser positivo, já que o que tinham cozinhado (PS, BE e PCP) não vai ser aplicado  :mrgreen:

O que vai acontecer na prática é vivermos em duodécimos com o orçamento de 2021..... se se recordam sem a famosa bazuca, porque o grosso iria ser aplicado a partir de 2022..... ía!

Quem mais vai sofrer será todo o sector público que vai ter muitos investimentos congelados.....
E todas as notícias bombásticas que o Costa dava a contar as maravilhas do OE e da Bazuca...... esqueçam, porque o próximo orçamento vai ser feito pelo governo que ganhar as eleições de Janeiro/Fevereiro de 2022!!!!!

E mesmo que corra tudo bem, o OE2022 só irá entrar em vigor lá para o início do verão!!!!

Por acaso em termos económicos eu prevejo mais problemas pela crise energética que se avizinha do que pela falta do Orçamento, que na realidade só vai afectar principalmente o sector público, funcionários públicos e pensionistas.

Com os campos políticos extremados, como é que vai ser o futuro da nossa economia?
Ganha o bloco de partidos mais à esquerda ou mais à direita?

Aceitam-se apostas, mas não vejo luz ao fundo do túnel!!!!!

Não sou especialista mas do que percebi, a situação é mais interessante que isso.

Sem orçamento e até que haja um orçamento aprovado tem que se usar o valor total do ultimo orçamento aprovado usado dividido por 12.

Se o PR dissolver a assembleia esta não pode funcionar (votações, propostas, inquéritos,...), contudo existe 2 tipos de mecanismos de governação, as leis que vão à assembleia e aquelas que apenas precisam de um conselho de ministros.

Como o governo diz que não se vai demitir e vai ter 1/12 de orçamento por mês, vai ainda conseguir aprovar decretos em conselho de ministros e com isto fazer alguma gestão política e orçamental.

Por isso até haver eleições esperem, ainda vai haver muita propaganda e muitas medidas a serem aprovadas a pensar nas eleições. E de certeza que o governo vai tentar aprovar medidas em conselho de ministros que deviam ser aprovadas na assembleia. E não me admirava nada de até dezembro haver uma corrida para aprovar gastos de dinheiro.

Não, no caso dos políticos, eles raramente se demitem. Íam depois fazer o quê? Quem tem vínculo com o estado, pode sempre regressar às funções que tinha, quem trabalha numa empresa, sabe que o posto que deixa para trás vai ser entregue a outro, não há emprego garantido!!!!!

E no caso dos partidos, principalmente os 2 maiores, eles têem milhares de cabeças que vivem só da política. Aliás, desconfio que depois das eleições, se o PS não ganhar, vai haver um pico no desemprego  :mrgreen:

Se a dissolução da AR ocorresse à mais tempo, até acredito que o governo tivesse margem, agora quase no fim do ano e com a forma peculiar de gestão pública, em que se a instituição não esgotar as verbas, vai ter de devolver o dinheiro que não é gasto e pior, sujeita-se a um corte no próximo orçamento.......... poucas migalhas devem restar para o manhoso gastar!

Eu já trabalhei numa instituição publica (não muito partidarizada) para outra entidade publica (completamente partidarizada), isto na altura das eleições em que saiu Passos entrou Costa, e posso dizer que nas 2 semanas seguintes à tomada de posse só nessas 2 instituições em conjunto houve umas 5 a 10 saídas e umas 10 a 13 entradas, de pessoas diretamente relacionadas com os partidos e muitas delas para cargos de chefia de topo. E até posso dizer que na instituição mais partidarizada havia 2 departamentos cujos chefes não se falavam por serem de cores diferentes.
 

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Re: Economia nacional
« Responder #414 em: Outubro 28, 2021, 11:30:41 pm »
Como já todos devem ter reparado, o Orçamento de Estado para 2022 foi reprovado. Se não houver mais nenhum golpe de teatro, já que do PM e do PR, tudo é possível...... vamos ter eleições legislativas lá para finais de Janeiro ou início de Fevereiro de 2022.

Em termos económicos, não termos um orçamento socialista, até pode ser positivo, já que o que tinham cozinhado (PS, BE e PCP) não vai ser aplicado  :mrgreen:

O que vai acontecer na prática é vivermos em duodécimos com o orçamento de 2021..... se se recordam sem a famosa bazuca, porque o grosso iria ser aplicado a partir de 2022..... ía!

Quem mais vai sofrer será todo o sector público que vai ter muitos investimentos congelados.....
E todas as notícias bombásticas que o Costa dava a contar as maravilhas do OE e da Bazuca...... esqueçam, porque o próximo orçamento vai ser feito pelo governo que ganhar as eleições de Janeiro/Fevereiro de 2022!!!!!

E mesmo que corra tudo bem, o OE2022 só irá entrar em vigor lá para o início do verão!!!!

Por acaso em termos económicos eu prevejo mais problemas pela crise energética que se avizinha do que pela falta do Orçamento, que na realidade só vai afectar principalmente o sector público, funcionários públicos e pensionistas.

Com os campos políticos extremados, como é que vai ser o futuro da nossa economia?
Ganha o bloco de partidos mais à esquerda ou mais à direita?

Aceitam-se apostas, mas não vejo luz ao fundo do túnel!!!!!

Não sou especialista mas do que percebi, a situação é mais interessante que isso.

Sem orçamento e até que haja um orçamento aprovado tem que se usar o valor total do ultimo orçamento aprovado usado dividido por 12.

Se o PR dissolver a assembleia esta não pode funcionar (votações, propostas, inquéritos,...), contudo existe 2 tipos de mecanismos de governação, as leis que vão à assembleia e aquelas que apenas precisam de um conselho de ministros.

Como o governo diz que não se vai demitir e vai ter 1/12 de orçamento por mês, vai ainda conseguir aprovar decretos em conselho de ministros e com isto fazer alguma gestão política e orçamental.

Por isso até haver eleições esperem, ainda vai haver muita propaganda e muitas medidas a serem aprovadas a pensar nas eleições. E de certeza que o governo vai tentar aprovar medidas em conselho de ministros que deviam ser aprovadas na assembleia. E não me admirava nada de até dezembro haver uma corrida para aprovar gastos de dinheiro.

Não, no caso dos políticos, eles raramente se demitem. Íam depois fazer o quê? Quem tem vínculo com o estado, pode sempre regressar às funções que tinha, quem trabalha numa empresa, sabe que o posto que deixa para trás vai ser entregue a outro, não há emprego garantido!!!!!

E no caso dos partidos, principalmente os 2 maiores, eles têem milhares de cabeças que vivem só da política. Aliás, desconfio que depois das eleições, se o PS não ganhar, vai haver um pico no desemprego  :mrgreen:

Se a dissolução da AR ocorresse à mais tempo, até acredito que o governo tivesse margem, agora quase no fim do ano e com a forma peculiar de gestão pública, em que se a instituição não esgotar as verbas, vai ter de devolver o dinheiro que não é gasto e pior, sujeita-se a um corte no próximo orçamento.......... poucas migalhas devem restar para o manhoso gastar!

Eu já trabalhei numa instituição publica (não muito partidarizada) para outra entidade publica (completamente partidarizada), isto na altura das eleições em que saiu Passos entrou Costa, e posso dizer que nas 2 semanas seguintes à tomada de posse só nessas 2 instituições em conjunto houve umas 5 a 10 saídas e umas 10 a 13 entradas, de pessoas diretamente relacionadas com os partidos e muitas delas para cargos de chefia de topo. E até posso dizer que na instituição mais partidarizada havia 2 departamentos cujos chefes não se falavam por serem de cores diferentes.

Eu também vejo aqui bem perto de mim essas alterações por exemplo nas mudanças que surgem ao nível dos Municípios.
No caso das grandes empresas nacionais, principalmente as públicas ou que já foram públicas, conheço perfeitamente bem algumas delas por dentro e sei da existência de legiões de amigos do partido de um lado e do outro que fazem parte da folha de vencimentos, sem se saber muito bem o que fazem por lá e qual o objectivo.

O caso que salta mais à vista, para além da TAP (só encontro essa explicação para ter sido salva), temos por exemplo a EDP que chegou a juntar nos seus órgãos sociais 7 antigos Ministros de diferentes partidos...... será para terem uma via directa ao poder político? Para arrumar a casa não me parece! https://www.dn.pt/dossiers/tv-e-media/revistas-de-imprensa/noticias/ex-ministros-a-peso-de-ouro-na-edp-3785236.html

Em Portugal, ter bons contactos é mais importante do que ser competente! Seja a nível nacional, perante o governo, seja a nível local, perante um Município e até uma Junta de Freguesia!
 

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Re: Economia nacional
« Responder #415 em: Outubro 29, 2021, 08:54:51 pm »


Ou seja tanto como no período homologo de 2020 quando o país estava parado!


Gostava de ver o próximo governo a utilizar a ultima oportunidade que este país pode vir a ter para evitar vir a ser a Venezuela da Europa.

Tornar este país atrativo de modo e retirar industria da China para a Europa.

A poluição e resíduos são é inevitáveis e portanto deve-se investir em medidas de mitigação.
A mesma coisa nas explorações mineiras, em que o plano de recuperação deve estar implementado e ser realizado desde o inicio da extração.



« Última modificação: Outubro 29, 2021, 09:39:50 pm por HSMW »
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Re: Economia nacional
« Responder #417 em: Novembro 05, 2021, 05:07:42 pm »
Não tenho acesso total à notícia, mas deixo só o título que é que os fundamentalistas ambientais, as Madres Gretas do Clima deviam responder antes de aplicarem barbaridades de impostos, taxas e taxinhas no nosso país, passando pela imposição legal de impedimento de venda de veículos a combustão sem alternativas viáveis (e o sector aéreo? E o marítimo? E os transportes terrestres de pessoas e mercadorias?):

Carros elétricos, comida biológica e empregos em risco. Temos dinheiro para ser sustentáveis?

As alternativas sustentáveis ainda são mais caras do que os sistemas convencionais — e a transição energética é um desafio à economia atual. Afinal, quanto nos vai custar a sustentabilidade?

https://observador.pt/especiais/carros-eletricos-comida-biologica-e-empregos-em-risco-temos-dinheiro-para-ser-sustentaveis/
« Última modificação: Novembro 05, 2021, 05:09:59 pm por Viajante »
 
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Re: Economia nacional
« Responder #418 em: Novembro 05, 2021, 07:04:16 pm »
Não tenho acesso total à notícia, mas deixo só o título que é que os fundamentalistas ambientais, as Madres Gretas do Clima deviam responder antes de aplicarem barbaridades de impostos, taxas e taxinhas no nosso país, passando pela imposição legal de impedimento de venda de veículos a combustão sem alternativas viáveis (e o sector aéreo? E o marítimo? E os transportes terrestres de pessoas e mercadorias?):

Carros elétricos, comida biológica e empregos em risco. Temos dinheiro para ser sustentáveis?

As alternativas sustentáveis ainda são mais caras do que os sistemas convencionais — e a transição energética é um desafio à economia atual. Afinal, quanto nos vai custar a sustentabilidade?

https://observador.pt/especiais/carros-eletricos-comida-biologica-e-empregos-em-risco-temos-dinheiro-para-ser-sustentaveis/

Fica aqui o link para o  artigo completo, usando o outline.com na maior parte dos casos consegue-se visualizar conteúdos pagos

 https://outline.com/P8jNDu
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Re: Economia nacional
« Responder #419 em: Novembro 18, 2021, 04:05:05 pm »
Horta Osório: “É dramático que em Portugal se ganhe 1.000 euros em média por mês
https://eco.sapo.pt/2021/11/18/horta-osorio-e-dramatico-que-em-portugal-se-ganhe-1-000-euros-em-media-por-mes/
Citar
“Por que é que Portugal cresce 1% ao ano e a Irlanda cresce 5% ao ano?”, questionou António Horta Osório. O banqueiro diz que prioridade deve passar pela redução da dívida pública.


António Horta Osório considera que Portugal tem um problema de crescimento e questionou a ambição do país: “Estamos satisfeitos com o nível de riqueza?”, perguntou. Para o banqueiro, “é dramático que em Portugal se ganhe 1.000 euros líquidos em média por mês”, quando “na Irlanda se ganhe o dobro e em Espanha se ganhe 50% mais”.

“Temos aqui um problema claro de crescimento e de ambição da sociedade portuguesa. Estamos satisfeitos com o nível de riqueza que temos? Estamos satisfeitos com o país que não cresce? Não deveríamos ter uma ambição maior?”, questionou o presidente do Credit Suisse no encerramento da conferência “Banca de Futuro”, organizada pelo Jornal de Negócios.Segundo Horta Osório, é uma questão que não se tem falado: “Por que é que Portugal cresce 1% ao ano e um país como a Irlanda, pequeno como nós, cresce 5% ao ano?”

“Em termos práticos, isto significa que, em 20 anos, os irlandeses dobram o crescimento do salário médio em relação a Portugal”, disse o banqueiro português.

Horta Osório defendeu que a prioridade do país devia passar pela redução da dívida, que subiu “e bem” durante a pandemia, mas que tem de voltar a uma trajetória de redução, porque as taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) vão começar a subir, aumentando os encargos do Estado com a dívida pública.

“Se temos uma dívida de 130%, se mais tarde ou mais cedo as taxas de juro sobem para 2%, o custo da dívida pública portuguesa aumentará 2%, isso significará 2,5% do PIB, são cerca de cinco mil milhões de euros”, afirmou.

Por outro lado, Horta Osório considera importante debater como se está a alocar o dinheiro público: “Estamos a alocar o dinheiro em despesas correntes ou nos investimentos para o futuro?”

“O dinheiro é mais bem empregue pelos seus donos. (…) A iniciativa privada cria maior riqueza, mas é importante haver redes que protegem as pessoas e que os setores são bem regulados. Mas os recursos geram maior riqueza se forem aplicados pelos seus donos”, defendeu.

Sobre o discurso do BCE, de que a elevada inflação é temporária – algo repetido na conferência pelo governador Mário Centeno –, o presidente do Credit Suisse diz

O problema de Portugal por exemplo, é que tem o dobro dos corruptos da Irlanda, e o patrões são os golosos. 8)
 
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