Política em Portugal

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Re: Política em Portugal
« Responder #570 em: Setembro 21, 2021, 02:11:29 pm »
O tuga tem memória de peixe de aquário....

« Última modificação: Setembro 21, 2021, 02:41:31 pm por P44 »
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Re: Política em Portugal
« Responder #571 em: Setembro 23, 2021, 03:39:22 pm »
Pensões vitalícias dos políticos custam 7,3 milhões de euros
https://www.cmjornal.pt/economia/detalhe/pensoes-vitalicias-dos-politicos-custam-73-milhoes-de-euros-conheca-a-lista?ref=HP_OutrasNoticias2

Rocha Vieira, ex-governador de Macau, tem reforma de 13 607 euros/mês
Citar
Despesa com pensões para toda a vida dos políticos cresce 2,8%. Rocha Vieira, Carlos Melancia e António Guterres no topo da lista.As pensões vitalícias dos ex-titulares de cargos políticos vão custar 7,3 milhões de euros, em 2021. Neste momento, beneficiam desta pensão para toda a vida 310 ex-deputados, ex-autarcas e ex-juízes do Tribunal Constitucional.

Vasco Rocha Vieira e Carlos Melancia, ambos ex-governadores de Macau, recebem as pensões mais elevadas: 13 607 euros e 9727 euros, respetivamente.

E isto para alguns, somente por estarem alguns meses no parlamento, maravilha. ::)
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #573 em: Setembro 27, 2021, 06:44:35 am »

Parece que acabou a fruta à borla para certa gente
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Re: Política em Portugal
« Responder #574 em: Setembro 27, 2021, 12:14:35 pm »
Mais Câmaras, menos Câmaras, já era esperado que PS e PSD ficassem com a esmagadora maioria das Câmaras (também há independentes, mas de verdadeiros independentes têem muito pouco, a maioria são desavindos do PS e PSD por não terem sido os escolhidos).

Salta à vista sem dúvida a derrota do Medina, que a Comunicação Social já dava como certa a sua continuidade. Irá agora arrumar as suas coisas, bem como o fax oferecido pelo FSB e entregar o seu currículo actualizado na sede Rosa.

Mas há outras histórias engraçadas, vou contar uma que se passou relativamente próximo, no Município de Viseu.
Desde que me lembre, Viseu sempre foi laranja, mas desta vez havia uma grande possibilidade do PS ganhar a Câmara, porque infelizmente o antigo Presidente Laranja (Almeida Henriques do PSD), faleceu de Covid19 (complicações respiratórias porque sofria de asma).
O PS foi buscar um antigo autarca de Mangualde e deputado do PS para tentar ganhar Viseu e prometeu tudo a Viseu (Comboio, Auto-estrada, Centro Oncológico.....)
O PSD foi buscar um dinossauro de 72 anos, já reformado, antigo Presidente de Viseu e Eurodeputado. Certamente por falta de jovens em Viseu, que até é um dos 2 concelhos que aumentou de população no distrito, e até para compor a reforma, que por certo andará pelo valor do IAS!!!!!

Adiante, já de madrugada, quando o PSD sabe que tem maioria absoluta em Viseu, Fernando Ruas ataca todos os membros do governo que foram fazer promessas a Viseu e garante que vai a Lisboa, a partir de amanhã, exigir todas as promessas que fizeram  :mrgreen:
"Ganhamos ao João (Azevedo, antigo autarca de Mangualde pelo PS), ao António (Costa), ao Pedro (nuno Santos que prometeu o comboio em Viseu, uma auto-estrada, Centro Oncológico....., à Ana (Abrunhosas), à Céu (Maria do Céu Antunes),

https://tvi24.iol.pt/politica/autarquicas2021/fernando-ruas-declara-vitoria-com-maioria-absoluta-em-viseu"
« Última modificação: Setembro 27, 2021, 12:15:05 pm por Viajante »
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #575 em: Setembro 27, 2021, 06:38:44 pm »






Então afinal....

https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #576 em: Setembro 27, 2021, 08:17:29 pm »
Por aqui se vê como as sondagens estão todas manipuladas, e a arrogância e prepotência saem caro!
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Re: Política em Portugal
« Responder #577 em: Setembro 28, 2021, 10:47:39 am »
Citar
Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado: doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder, trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos, como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder, esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da Fazenda, a ruína do País!

Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País. Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros liberais, e os interesses do País!

Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...

Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador...

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai, feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto** tão triunfante!

* pela: bola.

** chouto: trote miúdo.


Escrito a semana passada?

Não

Escrito há mais de um século atrás, por um senhor chamado Eça de Queirós, em "Uma Campanha Alegre"
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Re: Política em Portugal
« Responder #578 em: Setembro 28, 2021, 11:50:39 am »
Citar
“Eu não tenho horror aos partidos, dum modo geral; tenho horror ao partidarismo em Portugal. (...)
Em Portugal, porém, esses agrupamentos formam-se à volta de pessoas, de  interesses  mesquinhos,  de  apetites,  e  para satisfazer  esses  interesses  e  esses apetites”.

(Salazar –O Homem e a Sua Obra por António Ferro, 1933, pág. 140)
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #579 em: Setembro 28, 2021, 01:24:00 pm »
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Re: Política em Portugal
« Responder #580 em: Outubro 01, 2021, 02:07:06 pm »
Filho de António Costa ganhou junta por 25 votos: Juíza nega recontagem
https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/filho-de-costa-ganhou-junta-por-25-votos-juiza-nega-recontagem?ref=HP_OutrasNoticias1

Citar
Pedro Costa, filho do primeiro-ministro António Costa, ganhou a junta de freguesia de Campo de Ourique, concelho de Lisboa, por uma margem muita curta de apenas 25 votos nas eleições Autárquicas do passado domingo, vencendo Teresa Morais Leitão, da coligação ‘Novos Tempos’, liderada pelo PSD.

Suspeitando de erros na contagem dos votos, a candidatura de direita enviou um requerimento à juíza que estava no apuramento final dos boletins, solicitando a recontagem dos votos, apurou o CM. Mas o pedido foi rejeitado por falta de substância legal.

Segundo fontes próximas da coligação ‘Novos Tempos’, encabeçada por Carlos Moedas, que venceu a Câmara de Lisboa, em todas as meses de voto de Campo de Ourique verificou-se um padrão: um empate com ligeira vantagem ora para Pedro Costa ora para Teresa Morais Leitão.

Porém, numa das mesas, houve um desvio significativo que alertou o PSD: 190 votos para o PS e 20 para a coligação de direita. Uma diferença de 170 boletins que poderá ter ditado a vitória de Pedro Costa. A coligação ‘Novos Tempos’ receia que ali tenha havido algum erro de contagem.

Lindo menino, sai ao Pai. 8)
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #581 em: Outubro 03, 2021, 02:23:12 pm »
Citar
Yronikamente
 
Entraram de rompante, seis meses depois já estavam lá dentro.

Foram de Bojador e andaram encalhados 6 meses...  :rir: :rir: :rir: :rir: :rir: :rir:



Saudações  :mrgreen: :mrgreen:
« Última modificação: Outubro 03, 2021, 02:25:09 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #582 em: Outubro 05, 2021, 12:49:53 pm »
Para quem ainda tivesse dúvidas das sondagens estarem compradas

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Re: Política em Portugal
« Responder #583 em: Outubro 06, 2021, 10:45:44 pm »



https://twitter.com/CristinaSegui_/status/1445665878285062148


Mas depois o perigo é a direita...

Nada que não houvesse já suspeitas. Cuba, China, Russia, Irão...

O SIS que se preocupasse menos com o que se escreve aqui e mais com quem anda a manipular interesses neste país.
« Última modificação: Outubro 06, 2021, 10:46:15 pm por HSMW »
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Re: Política em Portugal
« Responder #584 em: Outubro 07, 2021, 08:59:13 am »
Citar
A herança de Costa /premium
PAULO TUNHAS OCTOBER 07, 2021
Há, é claro, o medo da morte desamparada e da dor física insuportável. Mas, tirando isso, o que importa antes de tudo o mais às pessoas, não o convém nunca esquecer, é o dinheiro. O dinheiro que lhes permite resistir ao fim do mês, e, nos casos mais difíceis, conseguir respirar mesmo no princípio e ir aguentando como se puder os dias que, entretanto, passam. Tudo o resto, mesmo as coisas mais valiosas como o amor, a amizade e os prazeres sortidos em geral, vem depois. Não falo sequer da liberdade, que, no essencial, é definida a partir da consideração do que se deseja como valioso e varia em função das escolhas que se fazem nesta matéria. A liberdade, com a excepção de certas formas muito gerais e abstractas, é sempre a liberdade de cada um e de cada momento.

Devo ter acordado muito pedestre para me apetecer falar disto. Mas é verdade que os tempos nos aconselham a sermos um bocadinho pedestres e a olhar com algum cepticismo – e, às vezes, com mais do que cepticismo: com pura e simples descrença – para as conversas com que se entretém o chamado “espaço público”. Nele, as verdades básicas são submetidas a processos vários de ocultamento. Os mais comuns residem na sublimação da prosaica questão do vil metal em “projectos de sociedade”, na conversa sobre o que a sociedade deve ser para ser uma sociedade justa. Ora, isso, além de inevitável, está muito bem: a discussão sobre o que é uma sociedade justa é uma conversa a manter. O mal é quando o universo das palavras toma conta de tudo e se desapega da realidade. As preocupações elementares das pessoas, de tão vestidas com roupagens ideológicas, tendem a tornar-se invisíveis. Eu sei bem que a ideologia é inescapável e que, além disso, é até um meio para ajudar à conversa que importa. Mas, quando a linguagem ideológica toma conta de tudo, sobra pouca atenção para o que verdadeiramente interessa, que é a vida real das pessoas e os problemas por que elas passam.

Confesso que, por causa disto, não levo muito a sério os combates ideológicos, quando eles se alçam ao elevado plano dos princípios e das teorias gerais da sociedade. Não é que não me sinta mais próximo do chamado liberalismo e que não reconheça que o socialismo (seja o que for que a palavra queira dizer) abunda em consequências danosas para a sociedade. O problema é que, dado a sociedade ser o que é – um magma só precariamente determinável de interesses, instituições e acções -, nenhuma teoria geral, por mais sagaz que seja, a pode esclarecer univocamente. Acresce a isto que, ao contrário do que alguém dizia dos sistemas filosóficos, as concepções políticas contêm mais verdade naquilo que rejeitam do que naquilo que afirmam. É preferível, por isso, uma certa inconsistência. O melhor é somar rejeições sortidas. Pode ser que seja a única maneira de chegar a algo positivo.

Se a discussão teórica, quando visa efeitos políticos, corre o risco da puerilidade, quando não de algo muito pior que isso, já a discussão propriamente política sobre as acções dos governos faz obviamente todo o sentido. E, olhando para Portugal, não custa observar que o caminho que o PS de António Costa segue, seja ele “socialista” ou outra coisa qualquer, só pode levar-nos a um lugar muito mau. Usando e abusando de uma linguagem oca e, no limite, incompreensível, não recuando perante nada que lhe permita a manutenção do poder, procurando esmagar qualquer manifestação de independência no seio do Estado e da sociedade, vai criando um mundo irreal alternativo que nos quer fazer crer que é o mundo real. Não é, e vamos todos, mais uma vez, pagar caro por esta brincadeira.

A começar, é claro, por uma maior pobreza. Ela vem aí, mesmo com a “bazuca”, inexorável e sem mistério nenhum. Nenhuma sociedade sobrevive em condições dignas num sistema de mentira permanente, do embuste metódico, que é aquele em que vivemos. Mentira da TAP, mentira das condições do SNS, mentira da educação, e por aí adiante. Mentira de tudo. Quando as pessoas se derem conta de que o pensamento a crédito no qual vivem não passa de uma colossal ilusão, será já demasiado tarde. Perceberão o erro de terem acreditado em quem nunca se preocupou com a construção de uma sociedade viável, onde a riqueza pudesse ser criada. A linguagem oca surgir-lhe-á como aquilo que realmente, desde o princípio, é: linguagem oca. E descobrirão que a linguagem oca lhes deixou os bolsos vazios. Vária gente não passará, é claro, por estes tormentos. Mas as pessoas mais desprotegidas, que são muitas e serão muitas mais, terão uma experiência dura.

De bolsos vazios, não haverá dós de peito ideológicos que as animem. E verão a liberdade a diminuir a olhos vistos. Não, talvez, nas suas formas mais abstractas e gerais, mas certamente nos seus aspectos mais concretos: a liberdade de decidirem por si o que lhes é valioso e de buscarem a satisfação dos prazeres que desejam, incluindo o de sentirem algum orgulho em pertencer a uma comunidade política digna. A herança certa e segura de Costa será essa desilusão. Quanto aos seus putativos herdeiros no PS: não interessa nada.

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