Política em Portugal

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Re: Política em Portugal
« Responder #525 em: Julho 30, 2021, 04:24:00 pm »
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #526 em: Agosto 03, 2021, 04:00:21 am »
Juiz negacionista ataca António Costa e Ferro Rodrigues em novos vídeos polémicos
https://visao.sapo.pt/atualidade/politica/2021-07-29-juiz-negacionista-ataca-antonio-costa-e-ferro-rodrigues-em-novos-videos-polemicos/
Citar
Em vídeos relativamente curtos, publicados na última semana no seu canal no Youtube, Rui Fonseca e Castro voltou à carga para investir agora contra António Costa e Eduardo Ferro Rodrigues. O ministro Eduardo Cabrita também não escapa à mira deste juiz negacionista, que se destacou no último ano pela atitude de confronto face às medidas das autoridades de saúde de combate à Covid-19, levando o órgão disciplinar dos magistrados judiciais [o Conselho Superior da Magistratura – CSM] a suspendê-lo de funções. Fonseca e Castro chama ao primeiro-ministro de “protetor de pedófilos”, ao presidente da Assembleia da República de “pedófilo” e ao ministro da Administração Interna de “verme”.

As palavras que visam Ferro Rodrigues, apesar de o vídeo ter sido publicado há menos de 24 horas, já se pulverizaram nas redes sociais, tanto por perfis de quem contesta as regras sanitárias, como de pessoas e grupos associados a movimentos de extrema-direita.

No vídeo, de pouco mais de um minuto, Rui Fonseca e Castro refuta os apelos da segunda figura do Estado, em relação à pandemia: “Acham que o senhor Ferro Rodrigues está preocupado com algum dos portugueses?”. Após chamar de “pedófilo” ao presidente da AR, ainda defende que Ferro “deveria tirar a sua própria vida”. A VISÃO questionou o gabinete de Ferro, tendo em conta que em causa estarão alegados crimes de difamação e incitamento ao suicídio, mas ainda não houve qualquer reação.

Já na publicação em que afronta Costa, num vídeo com uma semana e com o dobro do tempo, o juiz do Juízo local de competência genérica de Odemira [que pode julgar todo o tipo de casos] além de contestar as medidas legislativas que Eduardo Cabrita admitiu serem necessárias para a autorização e controlo de manifestações, também parte para a ofensa dos dois governantes. Se apelida o chefe do Executivo de “protetor de pedófilos”, já ao titular da Administração Interna chama de “maior verme do país”. Do gabinete do primeiro-ministro também não houve qualquer comentário a este comportamento do juiz.

Suspenso há quatro meses

Rui Fonseca e Castro, que começou por ser advogado antes de chegar à magistratura judicial, foi suspenso pelo CSM no final de março, depois de vários episódios e “lives” no Facebook a criticar vários responsáveis políticos e de negação do estado pandémico. O magistrado tinha integrado até então o grupo negacionista “juristas pela verdade”.

Se inicialmente foi alvo de um inquérito por parte do órgão de disciplina, rapidamente, depois da manutenção da postura de confronto e de ter chamado de maçons a Luís Lameira, vice-presidente do CSM, e a Vítor Ribeiro, responsável pelo inquérito, o juiz passou a contar com um processo disciplinar.

A VISÃO questionou o CSM, não só sobre o estado do processo, como se estas novas declarações do juiz de Odemira darão origem a alguma nova ação. Mas ainda não houve qualquer resposta.

A suspensão, decidida a 25 de março, pode estender-se até meados de setembro – são 180 dias. O magistrado judicial entregou a sua contestação somente há um mês. Quando foi ouvido no âmbito do processo disciplinar, em abril, uma dezena de pessoas, que o foram apoiar junto ao CSM, acabaram detidas pelas autoridades.

Ao que parece os videos já foram à vida... ::)


Voltou!

Que história é essa da "Catherine Deneuve"??

Citar
Ouvi de fonte segura que a "Catherine Deneuve" é o Paulo Portas.

https://twitter.com/ricardojp1143/status/1422329041449885700
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Re: Política em Portugal
« Responder #527 em: Agosto 04, 2021, 04:16:06 am »
Maçonaria. Três candidatos à liderança do Grande Oriente Lusitano

Antigo secretário de Estado dos governos de Guterres, jurista e gestor, Luís Parreirão desafia os "irmãos" a assumirem-se como tal.


https://www.dn.pt/politica/maconaria-tres-candidatos-a-lideranca-do-grande-oriente-lusitano-14000778.html

Mais alguém se que candidatar à liderança da maior e mais perigosa organização criminosa a atuar em Portugal?

Lembro que é aqui que se decide se o dinheiro vai para a TAP ou para os F-35...
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Re: Política em Portugal
« Responder #528 em: Agosto 08, 2021, 10:21:25 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #529 em: Agosto 08, 2021, 12:35:58 pm »
Tá fixe!  :mrgreen:

E como fundo, utilizam uma obra do tempo do Estado Novo...
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Re: Política em Portugal
« Responder #530 em: Agosto 10, 2021, 09:01:32 am »
No Público de hoje:

“Há dois anos, o jornal El País escreveu um artigo provocatoriamente intitulado “Os portugueses extinguir-se-ão neste século?”, com base em dados do INE que mostravam que o país tinha tido um saldo populacional negativo pelo décimo ano consecutivo.

Seria uma triste ironia do destino que uma pequena nação perdida no canto ocidental do continente euroasiático, que resistiu durante séculos à anexação de Castela, acabasse a definhar porque os seus cidadãos não têm vontade de se reproduzir e os seus políticos não têm vontade de agir. (…)

Alemanha, Itália ou a própria Espanha têm o mesmo problema em termos de saldo natural – também aí os nascimentos não compensam os óbitos.

Só que esses países mantêm algo que nós temos vindo a perder: capacidade para atrair e fixar imigrantes. (…)

À minha volta só vejo jovens a partir para o estrangeiro, a desejar partir para o estrangeiro ou a lamentar não terem partido para o estrangeiro.

É o resultado do mais explosivo dos cocktails: 20 anos de estagnação, a geração mais qualificada de sempre, saldos naturais negativos, uma sociedade cada vez mais envelhecida, a população activa a cair a pique, e absolutamente nenhuma esperança de que as coisas venham a ser diferentes.

Num país que ainda tivesse um pingo de lucidez, este seria o tema de abertura de todos os telejornais, a discussão mais badalada no espaço público, o primeiro ponto de todos os programas eleitorais.

Em Portugal é o que se vê.

Não nascem portugueses em número suficiente, os imigrantes não querem cá ficar e os jovens portugueses sonham em ir-se embora?

Eh pá, que chato."
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Re: Política em Portugal
« Responder #531 em: Agosto 10, 2021, 12:12:48 pm »
No Público de hoje:

“Há dois anos, o jornal El País escreveu um artigo provocatoriamente intitulado “Os portugueses extinguir-se-ão neste século?”, com base em dados do INE que mostravam que o país tinha tido um saldo populacional negativo pelo décimo ano consecutivo.

Seria uma triste ironia do destino que uma pequena nação perdida no canto ocidental do continente euroasiático, que resistiu durante séculos à anexação de Castela, acabasse a definhar porque os seus cidadãos não têm vontade de se reproduzir e os seus políticos não têm vontade de agir. (…)

Alemanha, Itália ou a própria Espanha têm o mesmo problema em termos de saldo natural – também aí os nascimentos não compensam os óbitos.

Só que esses países mantêm algo que nós temos vindo a perder: capacidade para atrair e fixar imigrantes. (…)

À minha volta só vejo jovens a partir para o estrangeiro, a desejar partir para o estrangeiro ou a lamentar não terem partido para o estrangeiro.

É o resultado do mais explosivo dos cocktails: 20 anos de estagnação, a geração mais qualificada de sempre, saldos naturais negativos, uma sociedade cada vez mais envelhecida, a população activa a cair a pique, e absolutamente nenhuma esperança de que as coisas venham a ser diferentes.

Num país que ainda tivesse um pingo de lucidez, este seria o tema de abertura de todos os telejornais, a discussão mais badalada no espaço público, o primeiro ponto de todos os programas eleitorais.

Em Portugal é o que se vê.

Não nascem portugueses em número suficiente, os imigrantes não querem cá ficar e os jovens portugueses sonham em ir-se embora?

Eh pá, que chato."

Nem mais, muito bem colocado P44, isto e as alterações climáticas e seus efeitos em Portugal devia ser tema de entrada de TJ e comentadores no mínimo semanalmente.

Também vejo o desejo de ir embora nos mais jovens à minha volta, não só no mais jovens, como nos pais destes, que cada vez mais cedo os começam a preparar para terem de sair deste marasmo em busca de melhores condições.

Ui se isto fosse no tempo do Passos, caía o Carmo a a trindade.
“Hard times create strong men. Strong men create good times. Good times create weak men. And, weak men create hard times.”
G. Michael Hopf, Those Who Remain
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #532 em: Agosto 10, 2021, 03:18:42 pm »
No Público de hoje:

“Há dois anos, o jornal El País escreveu um artigo provocatoriamente intitulado “Os portugueses extinguir-se-ão neste século?”, com base em dados do INE que mostravam que o país tinha tido um saldo populacional negativo pelo décimo ano consecutivo.

Seria uma triste ironia do destino que uma pequena nação perdida no canto ocidental do continente euroasiático, que resistiu durante séculos à anexação de Castela, acabasse a definhar porque os seus cidadãos não têm vontade de se reproduzir e os seus políticos não têm vontade de agir. (…)

Alemanha, Itália ou a própria Espanha têm o mesmo problema em termos de saldo natural – também aí os nascimentos não compensam os óbitos.

Só que esses países mantêm algo que nós temos vindo a perder: capacidade para atrair e fixar imigrantes. (…)

À minha volta só vejo jovens a partir para o estrangeiro, a desejar partir para o estrangeiro ou a lamentar não terem partido para o estrangeiro.

É o resultado do mais explosivo dos cocktails: 20 anos de estagnação, a geração mais qualificada de sempre, saldos naturais negativos, uma sociedade cada vez mais envelhecida, a população activa a cair a pique, e absolutamente nenhuma esperança de que as coisas venham a ser diferentes.

Num país que ainda tivesse um pingo de lucidez, este seria o tema de abertura de todos os telejornais, a discussão mais badalada no espaço público, o primeiro ponto de todos os programas eleitorais.

Em Portugal é o que se vê.

Não nascem portugueses em número suficiente, os imigrantes não querem cá ficar e os jovens portugueses sonham em ir-se embora?

Eh pá, que chato."

Nem mais, muito bem colocado P44, isto e as alterações climáticas e seus efeitos em Portugal devia ser tema de entrada de TJ e comentadores no mínimo semanalmente.

Também vejo o desejo de ir embora nos mais jovens à minha volta, não só no mais jovens, como nos pais destes, que cada vez mais cedo os começam a preparar para terem de sair deste marasmo em busca de melhores condições.

Ui se isto fosse no tempo do Passos, caía o Carmo a a trindade.

O problema desta geringonça 2.0 reside no facto de ser anti-empresas e a tudo o que é privado! Ninguém está a pedir para ser amigo como foi o Sócrates....... apenas incentivar os empresários a investirem, a criarem emprego. Mas não, a preocupação é distribuir o que se tem e não tem, apostar mal na salvação de empresas condenadas (caso da TAP ou do Novo Banco em que devíamos ter ficado com o banco e quando fosse viável, então aí sim aliená-lo e até ganhar dinheiro, mas não fazemos sempre o oposto do que é necessário para o país).

A nossa preocupação é apenas lixar com taxas e impostos quem cá vive e nem param um bocado para pensar porque é que o país perde população, isso sim é preocupante. Porque é que muitos jovens emigram? Porque procuram melhores condições de vida? O que ganha o país a exportar mão-de-obra qualificada? Nadinha, gastamos dinheiro a instruír quadros para irem enriquecer os outros países (enriquecer, essa palavra maldita para a esquerda...... talvez isso explique porque é que tantos se encostam ao poder político, é a forma mais segura de lá chegar e sem arriscar).

Os meus 5 tostões para o país crescer mais do que os outros:
- Apostar na educação (se for preciso impor o 12º ano como mínimo e preferencialmente a licenciatura);
- Apostar especialmente na indústria exportadora (a que mais dinheiro ganha);
- Redução de impostos generalizada (nenhum imposto pode ser mais elevado do que nos vizinhos aqui ao lado). A política não deve ser a de precisar de X para gastar então vou cobrar esse X aos desgraçados que cá moram. Devia ser o oposto, reduzir impostos e incentivar a ganharem dinheiro, porque a prazo, impostos baixos atraem empresas e pessoas e no fundo o estado acaba por receber mais dinheiro;
- Incentivos locais e nacionais para a criação de postos de trabalho líquidos (isenção de taxas municipais e/ou dedução de X% no IRC);
- Acessibilidades terrestres, marítimas e aéreas, para facilitar a chegada e partida de mercadorias;
- Redução da carga burocrática;
- Muita mais celeridade na justiça, especialmente na recuperação de dívidas e resolução de casos de insolvência!
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #533 em: Agosto 10, 2021, 05:24:46 pm »
Os teus 5 tostões são muito bem escolhidos, já deram frutos em muitas economias adormecidas por essa Europa fora e que agora nos passaram à frente, e em breve o nosso companheiro lanterna vermelha grego, quem sabe não o fará também.

Por outro lado, lá para os lados de São bento já estás a roçar o fascismo  :mrgreen:
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Re: Política em Portugal
« Responder #534 em: Agosto 10, 2021, 11:24:46 pm »
VIAJANTE PARA MINISTRO DA ECONOMIA JÁ!!!!!!!!!!!!!!

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Re: Política em Portugal
« Responder #535 em: Agosto 10, 2021, 11:29:42 pm »
Acrescento só o incentivo ao desporto, para se acabar com as gerações obesas, fumadoras (de tabaco e outras coisas) e dependentes do telemóvel!!

Reduzir carga horária das escolas.
Os professores que reduzam lá  os trabalhos de casa, que o puto tem de ir para o Taekwondo...

E rever esse assalto ao cidadão que é o IMI.
Depois perguntam porque há pessoal a viver em casa dos pais aos 30...

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Re: Política em Portugal
« Responder #536 em: Agosto 11, 2021, 12:29:03 am »
VIAJANTE PARA MINISTRO DA ECONOMIA JÁ!!!!!!!!!!!!!!

 :mrgreen:

Está certo! Não pertenço a nenhuma madrassa colorida! Felizmente temos muita gente melhor qualificada para o cargo, mas infelizmente também não fazem parte dos "clubes do sistema".

O Ministério da Economia está bem entregue, há lá melhor quadro do que um advogado que teve 1 disciplina no seu curso que se chamava Introdução à Economia (semestral)?
Aliás, grande parte dos alunos do ensino secundário, na área de economia e gestão, têem como professores de economia licenciados em direito com apenas 1 disciplina de nome:.............. Introdução à Economia  :mrgreen:
Admiro o poder que os licenciados de direito têem neste país, conseguiram ficar com grande parte dos cargos de ensino de...... economia no ensino secundário!!!!!! Alguém de letras ensinar ciências sociais  :mrgreen:
Já os economistas e gestores, apesar de terem pelo menos 5 disciplinas de direito, não podem leccionar (e bem direito)!
Conseguimos ter experts..... em letras, a ensinar uma área que depende do início ao fim da matemática!!!! O resultado só pode ser brilhante!!!!!!
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #537 em: Agosto 11, 2021, 06:01:43 am »
Acrescento só o incentivo ao desporto, para se acabar com as gerações obesas, fumadoras (de tabaco e outras coisas) e dependentes do telemóvel!!

Reduzir carga horária das escolas.
Os professores que reduzam lá  os trabalhos de casa, que o puto tem de ir para o Taekwondo...

E rever esse assalto ao cidadão que é o IMI.
Depois perguntam porque há pessoal a viver em casa dos pais aos 30...

Durante este periodo pandemico tanto o IMI como o IUC, deveriam, no minimo, ter sofrido uma redução.

A meu ver estes dois impostos, para só falar deles, são mais dois assaltos anuais aos bolsos dos contribuintes!

Abraços


Quando um Povo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #538 em: Agosto 12, 2021, 01:05:25 am »
Acrescento só o incentivo ao desporto, para se acabar com as gerações obesas, fumadoras (de tabaco e outras coisas) e dependentes do telemóvel!!

Reduzir carga horária das escolas.
Os professores que reduzam lá  os trabalhos de casa, que o puto tem de ir para o Taekwondo...

E rever esse assalto ao cidadão que é o IMI.
Depois perguntam porque há pessoal a viver em casa dos pais aos 30...

Durante este periodo pandemico tanto o IMI como o IUC, deveriam, no minimo, ter sofrido uma redução.

A meu ver estes dois impostos, para só falar deles, são mais dois assaltos anuais aos bolsos dos contribuintes!

Abraços

Não o fazem porque os 2 pesam quase 2 mil milhões! 1,5 mil milhões o IMI e 400 milhões o IUC.
E como grande parte dessas receitas é para os Municípios..... em ano de eleições, todos os euros para rebentar contam!!!!! Infelizmente!
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #539 em: Agosto 12, 2021, 09:51:33 am »
Só um louco é que tem filhos

Não me interpretem mal: os filhos são uma dádiva maior, e dou a minha vida por cada um dos meus, mas arrisco dizer que também nos dão os anos mais difíceis da nossa vida

Ah, o Inverno demográfico, e o futuro do país, e a sustentabilidade das pensões… Esqueçam lá isso. Abaixo dos 19 anos devemos ter cerca de dois milhões de pessoas, são os nossos filhos mais queridos; já animais domésticos, os agora também designados "filhos" pelas novas tribos urbanas, rondam os seis milhões e tal, dos quais cerca de 4 milhões devem ser cães e gatos. Quem não percebe o surgimento e crescimento do PAN e o ocaso das políticas de defesa das famílias, pode começar por aqui.

Escrevo estas linhas às 3 da manhã, no word do telemóvel. Ao meu colo dorme, serenamente agora, a mais pequenina estrela da família: um anjinho de 10 meses. Mas não se iludam: as minhas noites são a antítese do país. Enquanto que o país é um paraíso governado por diabos, as minhas noites são um inferno governado por um anjo.

Interrupções de sono, numa cadência aleatória, em intervalos que vão dos 10 minutos às, na melhor hipótese, 2 horas. Agora dorme, daqui a 10 minutos acorda, depois dorme, depois acorda. 10 minutos. 30 minutos. 40 minutos. 15 minutos agora. 1 hora e meia depois. Quem é que aguenta? No final do dia, à hora de deitar, ao cansaço junta-se a ansiedade do como é que vai ser hoje? E depois disso, o desespero do choro, dela, e do sono interrompido, nosso. Todas as noites. Todas. Todas as semanas. Todos os meses. Sem folga. Já não me lembro o que é uma noite completa de sono. Aliás, fica o aviso, a próxima criatura que me vier com a expressão "dormir como um bebé" vai ter problemas. Ou isso, ou vem cá para casa durante uma semana "dormir" no mesmo quarto que o anjinho.

Eu sei, eu sei, sou pai de quatro. Já ouvi isso tudo, obrigado. Quatro vezes. “Deixá-los chorar, que acabam por se calar”. “Criar rotinas e um ambiente de tranquilidade”. “Arranjar-lhe um objecto de transição”. Bla, bla, bla… E também compreendo a vossa apreensão: então nunca há noites boas? Há, claro: uma noite boa para cada duas más. O problema são as quatro noites péssimas para cada duas noites más. Eis o resumo da minha semana.

Todas as noites penso se as rodas dos enjeitados ainda funcionam. Sabem, aquelas onde as crianças eram colocadas, sem se ver o rosto de quem as deixava, para que fossem tratadas e educadas por freiras. Para deixar os meus filhos? Não, claro que não, não sejam loucos. Para me enfiar a mim lá dentro, na expectativa de que me atribuam uma vida normal: um dia de trabalho e uma noite de sono.

O Miguel Esteves Cardoso, para aí na década de 90 do século passado, sobre as tarefas domésticas, escreveu uma crónica memorável sobre os homens a meias e os meios homens. Os primeiros dividiam a meias as tarefas com a mulher; faziam tudo juntos, mas a meias. Os segundos dividiam as tarefas, e cada membro do casal, sozinho, fazia as suas. Arrisco um aditamento à tese: em matéria de parentalidade temos os homens um quarto (¼) e os homens e um quarto. Os primeiros cuidam de um quarto das tarefas; às mães, quase sempre, sobra sempre mais, lamento informar. Os segundos são os que fogem para um quarto. Com tampões nos ouvidos. E venda nos olhos. E porta fechada. Desculpem o entusiasmo: já vi fantasias eróticas menos empolgantes que este cenário.

Mas tranquilizem-se, fico-me, sobre isto, por aqui. O meu ponto, na verdade, não é mais um relato das doçuras e das agruras da paternidade. Nessa matéria têm a Carmen Garcia, no Público, e a Inês Teotónio Pereira, no Dinheiro Vivo, a elas sobra-lhes a ciência, a filosofia e a graça que me faltam a mim. Aliás, para ser justo, às mães sobra tudo o que falta aos pais. Não por acaso, acabo de ver na Pordata uma infografia bem interessante sobre nascimentos. A referência para os dados? A mãe, claro.

E o que é que nos dizem os dados? Que 69% (dados de 2018) das mães trabalham, em 1995 eram 59%. 56% das crianças que nascem são de pais não casados, e 19% os pais não vivem juntos; em 1960 apenas 9% eram filhos de pais não casados, e em 1990 15%. A idade média da mãe, no primeiro filho, é de 30,4 anos; em 1960 era 25 anos, em 1990 24,7 anos. Em 1960 cada mãe tinha, em média, 3,2 filhos, em 1990 1,6 filhos; hoje 1,4.

Ou seja, as mães são mães cada vez mais velhas, cada vez mais sozinhas, cada vez mais trabalhadoras, cada vez mais cansadas e têm cada vez menos filhos. Alguém se surpreende? E eis o meu ponto: esta coisa da parentalidade, nos primeiros tempos de vida de um bebé, é mais que um trabalho a tempo inteiro, é uma vocação, 24h/24h, 7 dias/7 dias, sem férias, nem feriados. Eu sei que sempre foi assim, mas as condições sociais em que os nascimentos hoje ocorrem são diferentes. Não estou a fazer juízos morais, sobre se hoje somos, como sociedade, mais ou menos resilientes, mais ou menos piegas. Estou, objectivamente, a dizer que para lá do que sempre foi, hoje os pais (mães e pais) estão cada vez mais velhos - no caso das mulheres contrariado até o relógio biológico -, mais cansados, mais pressionados profissional e socialmente, mais sozinhos e com menos apoio familiar. E isto, quando não diminui a disponibilidade para ter filhos, aumenta os riscos de cansaço extremo e de prejuízo de saúde mental. Donde, as políticas de apoio à família são essenciais num programa de governo.

Já aqui, noutra semana, falei na importância das creches, mas e as licenças de parentalidade que se esgotam - quando partilhadas - ao fim de seis meses? Lamento, é pouco. E se o país estiver a definhar demograficamente é trágico. Porque a partir dessa altura, se a criança não dorme, aos pais, depois do trabalho diário, ainda lhes sobra a vigília nocturna. Podem ter o primeiro filho, mas só a estultícia os leva ao segundo. Não me interpretem mal: os filhos são uma dádiva maior, e dou a minha vida por cada um dos meus, mas arrisco dizer que também nos dão os anos mais difíceis da nossa vida.

Há outra hipótese. Para a estultícia de ir ao segundo, digo. A oração de Santo Inácio diz: tomai, Senhor, toda a minha liberdade, a minha memória e o meu entendimento. Só mesmo o milagre de perdermos a memória destes tempos sacrificiais, nos permite continuar em frente, olhando para os diabretes como anjinhos celestiais. Não falo de sacrifícios do tipo quaresmal, ao jeito de renúncia de cafés e tabaco, falo de câmaras de tortura de privação de sono.

Agora, ide passear o cão e votos de boa noite. Para todos. Para mim também, se Deus quiser e o anjinho deixar.

https://expresso.pt/opiniao/2021-08-09-So-um-louco-e-que-tem-filhos-846809e9

Um texto meio a brincar mas que coloca a nu um dos maiores problemas do país, crescimento demográfico negativo que os políticos teimam em não querer combater. E este problema coloca um grave problema, se vai haver menos gente no país, quer dizer que vão ser menos a cuidar de muitos mais (cuidados em ambiente familiar, nos lares e na sustentabilidade das reformas, que foi calculado para uma população sempre crescente).
Um dado interessante, há no país 3 vezes mais animais de estimação do que jovens até aos 19 anos!!!!!!!

Este é um problema que nós estamos a enfrentar (sector da educação), em que nós sabemos que em 2000 nasceram 126 000 crianças e em 2015 nasceram 82 000, o que significa que em 2030 o nosso público alvo é 50% inferior!!!!!!
No meio disto tudo ouvir o governo e a oposição que apoia este desgoverno dizerem-nos que faltam professores e auxiliares....... xuxalistas não se dão bem com contas, só pode. RH na educação existem a mais, o que pode haver é falta em meia-duzia de escolas e excesso nas outras todas!!!!!
« Última modificação: Agosto 12, 2021, 10:01:39 am por Viajante »