SIONISMO / ANTI- SIONISMO

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SIONISMO / ANTI- SIONISMO
« em: Junho 14, 2014, 11:23:00 am »
O Sionismo e o anti-sionismo são temas de debate e de reflexão na maior parte dos paises da Europa. A censura de que é alvo esta tematica por parte dos média europeus faz com que a discussão livre se encontre centrada na net.

O que é o Sionismo, quem são os seus seguidores e os seus detractores ?
Qual o papel, a acção e o verdadeiro poder dos sionistas na Europa, quem os apoia, quem os contraria...
Sera possivel criticar na Europa esta ideologia sem se expôr a represalias ?

Depois de procurar neste forum, não encontrei nada que aborde este tema, por isso criei este topico.

Vou dar o primeiro contributo com uma informação que desconhecia por completo e que portanto ja é velha de 2 anos : a criaçao em 2012 do Parlamento judeu europeu, que sedia nas instalaçoes do Parlamento europeu.
 

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Re: SIONISMO / ANTI- SIONISMO
« Responder #1 em: Junho 14, 2014, 11:26:36 am »
CRIARAM O PARLAMENTO JUDEU EUROPEU

 A reunião de inauguração dos 120 membros eleitos do Primeiro Parlamento Europeu Judeu (EJP), que se descreve como un foro novo e inovador para expressar os pensamentos, crênças e ideias, assim como as preocupações dos judeus europeus, ocorreu na sede do Parlamento Europeu em Bruxelas.

Os 120 membros do Parlamento, que representam a 47 países, foram eleitos por mais de 400.000 pessoas desde a Europa Central, do Leste e Ocidental, que votaram em linha e mostraram um interesse sem precedentes à demanda em todo o continente de uma organização europeia nova, fresca, transparente e eleita democraticamente – disse a União Europeia judaica (UEJ), a organização que iniciou a criação deste Parlamento.

Entre os membros eleitos, vários personagens principais do judaísmo europeu, como Pierre Besnainou da França, Cefi Jozef Camhi da Turquía, Nathan Gelbart da Alemanha, Oliver Mischon do Reino Unido, Joel Rubinfeld da Bélgica, assim como um número importante de jóvens personalidades e líderes emergentes.

E seu discurso de abertura da reunião inaugural, em nome do Parlamento Europeu, a eurodeputada búlgara Antonyia Parvanova escolheu este “encontro histórico” e disse que “marcará o futuro dos judeus na Europa e mais além”.

“Me sinto orgulhosa e honrada de estar em frente a todos vocês hoje. Pela primeira vez, temos reunido aqui, nesta sala, aos representantes das organizações que representam a mais de 3,5 milhões de cidadãos judeus em todo nosso continente”, disse.

Continuou: “Pela primeira vez na história, o povo judeu da Europa vêm hoje como um só homem ou deveria dizer como um conjunto em pé por uma causa”.

Insistiu em que o novo Parlamento será “a voz que representa e o empoderamento da comunidade judaica na Europa”.

“Os debates e as discussões são sempre uma força motriz numa família e pode ter em algúm momento diferenças de opinião. Mas estou seguro de que o Parlamento Judeu europeu será uma voz forte que contribuirá positivamente ao desenvolvimento da Europa”.

Terminou seu discurso com uma bendição judaica tradicional: ”Acendo esta vela, símbolo da paz. Acendo a vela desta reunião e da primeira sessão do Parlamento Europeu judeu com as palavras hebráicas Mazal Tov (boa sorte)”.

Tomer Orni, diretor geral da União Judaica Europeia (UEJ), a organização que iniciou a fundação do novo parlamento, declarou: “A visão de um Parlamento Judeu Europeu é já uma realidade; este é um acontecimento histórico como o novo parlamento é um acontecimento importante para a representação judaica na Europa. Estamos profundamente convencidos de que o Parlamento será uma força positiva no cumprimento das condições que se alteram e grandes desafios aos quais a comunidade judaica europeia se enfrenta.”

Os membros do Parlamento são pessoas de diversas orígens, respeitadas em suas diversas comunidades judias. Seu denominador comum é sua identidade judia e uma paixão em promover os interesses judeus a escala internacional.

“O fato de que o Parlamento Judeu Europeu se reúna no mesmo edifício que o Parlamento Europeu, a institução parlamentaria da União Europeia (UE), é ”mais que simbólico“, disse Joel Rubinfeld da Bélgica – um ex-presidente do grupo cúpula de organizações judáicas da Bélgica- quem foi eleito para presidir o novo Parlamento, junto com Vadim Rabinovich, Vicepresidente da União Europeia de Yudo. Eles conduzirão os trabalhos à primeira Assembléia Geral do Parlamento, prevista para o mês de abril.

Rubinfeld destacou que os desafios são enormes e “se referem a nada menos que ao futuro e ao lugar de mais de 3 milhões de judeus europeus em seus respectivos países”.

Mencionou o antissemitismo, a deslegitimação de Israel, mas também a promoção dos valores judeus e a abertura a outras comunidades, entre ditos desafios.

“Mas depois da reunião de hoje, estou certo de que poderemos fazer frente a estes desafios”, disse.

A ideia de um Parlamento Judeu Europeu foi apresentada pela primeira vez pelo presidente israelense, Shimon Peres, quem já havia vislumbrado o êxito desta nova estrutura.

O Parlamento possui sua sede em Bruxelas, onde as assembléias gerais anuais serão realizadas.

Uma Constituição do Parlamento se elaborará durante o primeiro ano.

A inauguração do Parlamento Judeu Europeu coincidiu com a visita a Bruxelas de uma delegação de 40 membros destacados da Conferência de Presidentes das Principais Organizações Judáicas Estadunidenses, dirigida pelo presidente Richard Stone e o Vice-presidente Executivo, Malcolm Hoenlein.

A delegação manteve conversas com a UE, a OTAN e as autoridades belgas, e abordaram temas como o antissemitismo na Europa, Irã e Síria.

Os líderes judeus europeus e americanos da comunidade se uniram aos membros do Parlamento Judeu Europeu para celebrar juntos o lançamento do novo organismo num jantar de gala na noite da quinta-feira, em presença do eurodeputado alemão Elmar Brok, Presidente da Comissão ao Parlamento Europeu de Assuntos Exteriores.

A lista dos membros do Parlamento Judeu Europeu foi publicado no site: http://www.eju.org/survey/results

Fonte: http://www.tribunadeeuropa.com/?p=11239 – Imagem: revoltoftheplebs
 

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legionario

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Re: SIONISMO / ANTI- SIONISMO
« Responder #2 em: Junho 14, 2014, 11:35:22 am »
duas questões pertinentes levantadas por internautas :

"Porque razão os judeus da Europa precisam de um parlamento à parte ?
As pessoas vão acabar por pensar que os judeus são diferentes dos outros. "

"120 deputados para 1 milhão de judeus europeus. Fico à espera do Parlamento muçulmano europeu que deveria contar com 4800 deputados, assim que um Parlamento catolico europeu com 36 000 deputados, e assim por diante..."

Merece reflexao...
 

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Luso

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Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Re: SIONISMO / ANTI- SIONISMO
« Responder #4 em: Junho 20, 2014, 11:29:49 am »
Perguntaram um dia ao humorista francês Coluche porque razão ele nunca fazia humor sobre os judeus. Coluche, um dos mais apreciados e acutilantes artistas de França, respondeu que os judeus são intocaveis. Com efeito,  fazer uma piada sobre os judeus significaria ser tratado imediatamente de anti-semita e de nazi ; significaria tambem ser boicotado por todos os media em França, excluido das salas de espétaculo, seria a  morte do artista .

Foi precisamente o que aconteceu a um outro humorista da actualidade, um tal Dieudonné. Este artista teve a infeliz ideia de fazer humor com os "intocaveis".  Os media franceses crucificaram-no, a policia entra-lhe pela casa dentro para fazer buscas e chega a ser preso, o fisco não o larga. Em direto, na televisão, um "intelectual" diz que o homem devia ser fusilado por um pelotão. A milicia da liga de defesa dos judeus agride-o em publico, e apesar das testemunhas, os "milicianos" judeus não são processados ou inquietados. Ameaçam-lhe a familia, é condenado a pagar multas de varias centenas de milhar de euros que o teriam arruinado se não fosse a mobilização de milhares de pessoas que lhe enviaram dinheiro para o ajudar. O resultado desta perseguição tem o efeito contrario ao esperado : os videos no youtube do Dieudonné são vistos por milhoes de pessoas, os seus espectaculos apesar de muitas vezes proibidos têm sempre sala cheia...e 30% dos jovens entre os 18 e os 30 anos, revoltados com esta perseguição, votaram Front National nas ultimas eleiçoes europeias.
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: FoxTroop, mafarrico