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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: Scarto em Abril 04, 2008, 12:15:20 am

Título: Coreia do Norte
Enviado por: Scarto em Abril 04, 2008, 12:15:20 am
A Coreia do Norte,terminou as conversações que mantinha com a Coreia do Sul,depois de acusar Seul de as ter levado num sentido catastrófico.
Levando mesmo a dizer,que estão à beira de nova guerra,e que iria tomar medidas de guerra não especificadas.

Tudo isto,porque segundo um general sul-coreano disse recentemente,que Seul atacaria possiveis locais que produzam armas nucleares,caso Pyongyang ameaça-se de as usar.

Fonte:Cnn
http://edition.cnn.com/2008/WORLD/asiapcf/04/03/koreas.military/index.html

Axam possivel uma nova guerra na Coreia?Seria possivel a China ou mesmo a Russia apoiarem a Coreia do Norte?
Título: Na Coreia?!
Enviado por: Magnifico em Maio 01, 2008, 07:38:21 pm
Na Coreia não creio mas no Irão as possibilidades são maiores, aguardemos a forma como os americanos sairão do Iraque...
Título: Re: Na Coreia?!
Enviado por: nelson38899 em Maio 01, 2008, 10:22:58 pm
Citação de: "Magnifico"
Na Coreia não creio mas no Irão as possibilidades são maiores, aguardemos a forma como os americanos sairão do Iraque...


Eu lembro-me de ter visto um comentário sobre a guerra da coreia, e o facto de hoje existir a coreia do norte deve-se ao facto do exercito chinês se ter envolvido no conflito da coreia, e como antigamente como hoje eles são mais que as mães, o exercito americano teve que recuar para o paralelo 38, fazendo da li um acordo para delinear as nos fronteiras. Quanto a um possivel conflito com a coreia do norte isso mais tarde ou mais cedo vai acontecer, pois o regime norte coreano é um regime en declinio, e como qualquer regime autoritário em declinio vai concerteza criar uma guerra para o tentar segurar. Quanto ao auxilio acredito que a china irá apoiar, pois não acredito que os chineses queiram mais uma base americana perto da sua fronteira, visto que eles andam com tantos segredos militares :?:  :?:
Título:
Enviado por: Daniel em Março 09, 2009, 05:38:49 pm
Coreia do Norte: exército preparado para guerra

Citar
A Coreia do Norte colocou todo o seu exército em alerta e já avisou que qualquer tentativa de derrube do satélite de comunicações, que prepara para lançar, acabará em guerra. «Disparar contra o nosso satélite, que tem fins pacíficos, significará uma guerra», afirmou um porta-voz do Exército coreano, citado pelo jornal «El País».

Segundo a «BBC», o governo dos Estados Unidos e da Coreia do Sul acreditam que o lançamento do satélite é uma forma de camuflar o teste de fogo de um míssil, de longo alcance, o Taepodong-2. As notícias do lançamento deste satélite chegam dias depois do governo sul-coreano ter dado a conhecer a possibilidade do lançamento de testes de um míssil por parte da Coreia do Norte.

Pyongyang revelou que as suas tropas estão em estado de alerta, prontos para o combate, na eventualidade de qualquer tentativa em travar o ensaio. «Retaliaremos qualquer tentativa de intercepção do nosso satélite, contra-atacando com os meios militares mais poderosos», declarou uma fonte oficial à agência «Korean Central News».

O exército norte-coreano conta com 1,12 milhões de soldados, mais do dobro que a Coreia do Sul, que tem 587.000 militares.

O regime liderado Kim Jong-Il - reeleito por unanimidade no domingo  - tem ainda ao seu dispor 3500 tanques, 1500 aviões e 420 navios.

Na semana passada a Coreia do Norte tinha considerado os treinos militares conjuntos entre as tropas americanas e sul-coreanas (que duram até dia 20 de Março) uma ameaça, que anteciparia uma invasão do seu território. Este aumento de tensão na região levou mesmo a Coreia do Sul a alterar as rotas aéreas comerciais, com receio de que algum avião fosse abatido.

Alguns observadores sul-coreanos consideram que este pode ter sido um pretexto para eliminar o tráfego aéreo, preparando assim o lançamento do míssil.


Uma pergunta terá mesmo a Coreia do Norte, todo esse poder bélico, 3500 tanques, 1500 aviões, e 420 navios :?:  :shock:
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 09, 2009, 09:20:00 pm
Citação de: "Daniel"
Uma pergunta terá mesmo a Coreia do Norte, todo esse poder bélico, 3500 tanques, 1500 aviões, e 420 navios :?:  :evil:

A quase totalidade dos carros de combate são modelos chineses ou soviéticos obsoletos, a grande maioria estando em má condição; idem no caso dos VCI e VBTP. E 1500 aviões !? Nem sequer chegam a 1000 incluindo os aviões de transporte e apoio (entre os quais uma centena de biplanos An-2  :roll:

A propósito da relação população/efectivos militares, nada de surpreendente: a Coreia do Sul é um país moderno, cujos dirigentes e população têm mais que fazer do que mostrar os músculos ao vizinho. Nem sequer teriam efectivos tão importantes sem a existência das ameaças regionais norte-coreana e chinesa. Já a ditadura do norte não tem nada a mostrar ao mundo a não ser o seu "glorioso exército defensor do paraíso comunista"...
Título:
Enviado por: Daniel em Março 10, 2009, 08:41:04 am
ShadIntel
Citar
os submarinos miniatura Sang-O e Yugo é que podem ser uma dor de cabeça, tanto para os navios americanos e sul-coreanos como para a navegação comercial.


Desde já agradeço a sua esclarecedora resposta, agora que submarinos em miniatura fala, qual a capacidade bélica desses submarinos, fotos há c34x
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 10:29:52 am
Citação de: "Daniel"
ShadIntel
Citar
os submarinos miniatura Sang-O e Yugo é que podem ser uma dor de cabeça, tanto para os navios americanos e sul-coreanos como para a navegação comercial.

Desde já agradeço a sua esclarecedora resposta, agora que submarinos em miniatura fala, qual a capacidade bélica desses submarinos, fotos há c34x

Daniel, algumas imagens:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2Fe%2Fec%2FSang-O_class.jpg%2F300px-Sang-O_class.jpg&hash=352f2fb8cc631ed2cf984d8d9f87093a)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.strange-mecha.com%2Fship%2FM-Sub%2Fsang-o.JPG&hash=e270933fddc0c0c583be7a94df977cad)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.globalsecurity.org%2Fmilitary%2Fworld%2Fdprk%2Fimages%2Fsub_1996_Image24.jpg&hash=55cfbb34b2e15fcf67ed64df4cf40944)

Penso que estes submarinos tem como principal missão, a inserção de forças especiais de forma oculta, bem como as versões de ataque(com torpedos) e de a de colocoção de minas.

Citar
This simple submarine constructed in two variants, for use in the covert insertion of Special Operations Forces (SOF), mining or antisurface warfare. The submarine comes in two different variants, one with torpedoe tubes and the second without but with the capability to lay mines.

The Sang-O (Shark) class submarines are used for special forces infiltration into South Korea and have at times been captured by ROK forces. According to Janes Fighting Ships 2002-3 Sang-o class submarines began to be constructed in 1991 at Sinpo and were be constructing at 4-6 a year by 1996. Reports indicate that only three were built in 1997 and it is unclear what was produced in the following years.

Bitter enemies since the outbreak of war in 1950, the two Koreas remain divided by the most heavily guarded border in the world - one the North regularly attempts to penetrate. The 18 September 1996 grounding of a North Korean submarine filled with 25 heavily armed commandos - stunned the South as communist soldiers waded ashore 90 miles northeast of Seoul. Deadly skirmishes followed for two months as the commandos attempted to flee north, with most of the team being killed along with several South Korean soldiers and innocent civilians. The North Korean submarine got stranded on some underwater rocks, forcing the crew to get out and try to return to North Korea. This prompted a deadly manhunt that lasted over a month (25 of the 26 crew members were shot dead and the South Korean casualties, civil and military, tallied 17).

Once inside the submarine one really wonders how 26 people could have fit in such a cramped space – let alone live. Following this incident, North Korea officially apologized and assured that he would do all his best to prevent such a thing from happening again. Two years later another submarine, a much smaller Yugo class, was found entangled in South Korean fishing nets
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 10, 2009, 10:32:27 am
Citação de: "Daniel"
Desde já agradeço a sua esclarecedora resposta, agora que submarinos em miniatura fala, qual a capacidade bélica desses submarinos, fotos há c34x
Yugo

Length : 18.8m
Width : 2.7m
Displacement : 76t
Displacement (Under Water) : 88t
Draught : 2.5m
Main Engine : Electric Motor X 2 (Single Shaft : 68hp)
Max Speed : 6Kn
Max Speed (Under Water) : 7.4Km/h
Crew : 4 + 8

Um Velebit croata, provavelmente muito semelhante aos 'Yugo' norte-coreanos:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.geocities.com%2FCapeCanaveral%2FHangar%2F3780%2Fvelebit.jpg&hash=d79927ce6a636230133b3b23e573f665)

Sang-O

Dimensions: L 34m, W 3.8m, Displacement: 370t (submerged)
Power: 1 diesel, 1 electric motor, 1 shaft
Speed 7.2kts surfaced, 8.8kts submerged
Range: 1500nm
Max Depth: 150 meters
Crew: 15
Armament (attack sub): 4 x 533-mm torpedoes with no reloads (Inc Russian 53-65 ASW torpedoes)
Armament (recce/infiltration version): None. 5 infiltrators and 6 KWP Reconnaissance Bureau Cadre as passengers

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.strange-mecha.com%2Fship%2FM-Sub%2Fsang-o.JPG&hash=e270933fddc0c0c583be7a94df977cad)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fpds12.egloos.com%2Fpds%2F200808%2F24%2F89%2Ff0060489_48b16da481770.jpg&hash=b0af0628a1e5d0394f21975e53ad9652)

Estes submarinos costumam ser usados para infiltração de agentes no sul, mas também podem lançar torpedos.
Exemplos de incidentes implicando estes submarinos uns anos atrás:

Citar
In [a] September 1996 incident, a North Korean [Sang-O-class] submarine ran aground off the South Korean coast with 26 agents from the North. In a hunt, 24 of the crewmen were shot dead, one was captured and one escaped.
Citar
A Yugo-class midget submarine from North Korea was seized in late June 1998 on the territorial waters of South Korea. The North Korean Yugo-class midget submarine was found to have nine dead men, who were speculated to have preferred death instead of capture. The North Korean Yugo-class midget submarine, which sank after getting entangled in nets utilized for fishing, was believed to be performing an infiltration mission in South Korea.
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 10, 2009, 10:35:22 am
Parece que o TOMSK se antecipou.  :wink:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 10:42:53 am
Citação de: "ShadIntel"
Parece que o TOMSK se antecipou.  :wink:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 10, 2009, 12:10:58 pm
Citação de: "TOMSK"
Citação de: "ShadIntel"
Parece que o TOMSK se antecipou.  :wink:


http://www.fas.org/programs/ssp/man/row ... .html#1992 (http://www.fas.org/programs/ssp/man/rowwpns/nkorea.html#1992)
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 12:32:21 pm
Cada charuto esses submarinos !! :):):)

as tripulaçoes devem passar a maior parte do tempo com baldes na mao a evacuar a agua infiltrada eheheheheh
Título:
Enviado por: Daniel em Março 10, 2009, 08:52:32 pm
Mais uma vez muito obrigado, tanto ao caro TOMSK, como ao ShadIntel.

Agora não deixa de ser interessante esses submarinos, ainda se fabrica :oops:  ora podendo esses submarinos lançar turpedos, resta saber quantos, tendo uma tamanho bastante pequeno, se comparado com um normal, levando uma tripulação também bastante reduzida, certamente que não deixam de meter respeito no minimo :?:  sei que temos um mar bem agitado, de qualquer maneira gosta de saber vossa opinião, até porque creio eu, devem de ser submarinos dificeis de encontrar, se disse alguma burrice sorry :oops: .
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 10, 2009, 09:07:03 pm
Citação de: "legionario"
Cada charuto esses submarinos !! :):):)

as tripulaçoes devem passar a maior parte do tempo com baldes na mao a evacuar a agua infiltrada eheheheheh

Pois, quantos haverá - tripulação incluida - no fundo do Mar Amarelo, sem que ninguém tenha tido conhecimento dos naufrágios...
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 09:39:00 pm
Citação de: "Daniel"
Mais uma vez muito obrigado, tanto ao caro TOMSK, como ao ShadIntel.

Agora não deixa de ser interessante esses submarinos, ainda se fabrica :oops:  ora podendo esses submarinos lançar turpedos, resta saber quantos, tendo uma tamanho bastante pequeno, se comparado com um normal, levando uma tripulação também bastante reduzida, certamente que não deixam de meter respeito no minimo :?:  sei que temos um mar bem agitado, de qualquer maneira gosta de saber vossa opinião, até porque creio eu, devem de ser submarinos dificeis de encontrar, se disse alguma burrice sorry :oops: .


Até nao é ma ideia, mas com o material coreano, nao, fogo !
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 10, 2009, 09:51:45 pm
Citação de: "Daniel"
Mais uma vez muito obrigado, tanto ao caro TOMSK, como ao ShadIntel.

Agora não deixa de ser interessante esses submarinos, ainda se fabrica :oops:  ora podendo esses submarinos lançar turpedos, resta saber quantos, tendo uma tamanho bastante pequeno, se comparado com um normal, levando uma tripulação também bastante reduzida, certamente que não deixam de meter respeito no minimo :?:  sei que temos um mar bem agitado, de qualquer maneira gosta de saber vossa opinião, até porque creio eu, devem de ser submarinos dificeis de encontrar, se disse alguma burrice sorry :oops: .

Vai ter de esperar pela eventual resposta de um especialista (a área Armadas/Sistemas de Armas sendo a mais indicada para estas perguntas), mas também me parece uma ideia a desenvolver. Talvez não este tipo de submarinos, mas ter na nossa Marinha um par de mini-subs semelhantes ao ASDS americano para a infiltração de elementos do DAE seria interessante.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 11, 2009, 11:42:57 am
http://www.militar.org.ua/foro/mgr-los- ... 95-45.html (http://www.militar.org.ua/foro/mgr-los-submarinos-en-cuba-t15395-45.html)

Citar
el modelo norcoreano del que derivaria el nuevo SSC cubano
Título:
Enviado por: André em Março 13, 2009, 12:27:11 pm
Pyongyang quer desenvolver mísseis intercontinentais


A Coreia do Norte pretende desenvolver tecnologia em matéria de mísseis intercontinentais a coberto do anunciado lançamento de um satélite, acusou hoje um perito sul-coreano.

Pyongyang informou a Organização Internacional Marítima e a Organização Internacional de Aviação Civil de que pretende lançar um satélite de comunicações, entre 04 e 08 de Abril.

«Um lançamento com sucesso significaria que a Coreia do Norte desenvolveu significativamente o potencial de alcance de mísseis», disse Sohn Young-hwan, perito em mísseis, da firma Technovalue, de consultoria de tecnologia de defesa de Seul.

«A Coreia do Norte não tem absolutamente nenhuma razão para ter um satélite», considerou.

Pyongyang anunciou quinta-feira que notificou os organismos internacionais de segurança de transporte marítimo e aéreo do seu plano de lançar um satélite de comunicações experimental com fins pacíficos.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Mun Tae-young, afirmou no mesmo dia que se Pyongyang for avante com o planeado, e apesar de o fazer depois de assinar tratados especiais, estará a violar a Resolução 1718 do Conselho de Segurança.

A resolução, aprovada em Outubro de 2006, insta o país comunista a suspender as actividades relacionadas com o seu programa de mísseis balísticos e a restabelecer o seu compromisso com uma moratória no lançamento desse tipo de projécteis.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou quinta-feira estar «preocupado» com as «recentes acções da Coreia do Norte para o lançamento de um satélite ou mísseis de longo alcance».

«Seria uma ameaça para a paz e a segurança na região», afirmou.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Março 25, 2009, 01:40:44 pm
Pyongyang pode lançar míssil este fim-de-semana


A Coreia do Norte pode iniciar este fim-de-semana os preparativos finais para o envio de um satélite de comunicações através do lançamento de um míssil, segundo informações divulgadas hoje pela agência sul-coreana Yonhap.

Segundo fontes militares sul-coreanas citadas pela Yonhap, a Coreia do Norte pode lançar o míssil a partir de uma plataforma localizada na base de Musudanri (nordeste do país) entre os dias 28 e 31 de Março.

Há duas semanas, o regime norte-coreano anunciou os seus planos de lançar um satélite de comunicações entre os dias 4 e 8 Abril. Seul suspeita que o lançamento possa ocultar testes de um míssil de longo alcance.

A Coreia do Sul opõe-se ao lançamento do satélite norte-coreano, já que a tecnologia utilizada para tanto é muito similar à necessária para disparar um míssil de longo alcance.

A tensão entre as duas Coreias e a oposição dos Estados Unidos e do Japão frente ao lançamento podem provocar uma crise ainda maior na região.

Segundo a Yonhap, Seul estuda a possibilidade de emitir um comunicado com advertências assim que a Coreia do Norte colocar o seu míssil na plataforma de lançamento.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Março 25, 2009, 08:43:45 pm
Os norte-coreanos nao têm dinheiro para comer quanto mais para satélites e misseis. Estas birras ( periodicas ) dos norte-coreanos é so para chamar a atençao dos americanos e receber mais uns cargueiros de arroz :)
Título:
Enviado por: Heraklion em Março 25, 2009, 10:32:04 pm
Bem dito  :lol:  :lol:
É o que dá dar-se confiança a "Queridos Lideres" e a monarquias comunistas....
Abraço!
Título:
Enviado por: André em Março 29, 2009, 01:52:41 pm
Japão mobiliza mísseis para interceptar foguete norte-coreano


O exército japonês começou hoje a mobilizar as baterias antimísseis Patriot do centro do país em direcção a diversas localizações do nordeste, um preparativo para o iminente lançamento do foguete norte-coreano.
Os mísseis guiados começaram a ser transferidos para as províncias de Iwate e Akita, norte do Japão, por onde o foguete deve passar.

Segundo a agência japonesa Kyodo, os Patriot carregados com mísseis PAC-3 estarão prontos a partir de segunda-feira para apoiar os dois navios antimísseis Aegis que partiram no sábado em direcção ao Mar do Japão.

Os Patriot seriam os encarregados de interceptar o foguete norte-coreano ou partes do mesmo se estas forem consideradas uma ameaça e sempre e quando os navios Aegis não tiverem conseguido detê-las primeiro.

Na sexta-feira, o Governo japonês ordenou às Forças de Autodefesa que destruam o foguete caso partes do artefacto possam cair em território do país devido a uma falha.

A Coreia do Norte alega que lançará um satélite que colocará em órbita entre 4 e 8 de Abril.

A da Coreia do Sul acredita que o lançamento ocorrerá entre 6 e 8 de Abril, devido às condições climatéricas.

Segundo a agência meteorológica sul-coreana, para o dia 4 estão previstas chuvas na zona do lançamento, conhecida como Musudan-ri, enquanto no dia seguinte estará nublado, o que impossibilitaria as operações.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 15, 2009, 01:04:52 am
ONU aumenta sanções à Coreia do Norte devido ao lançamento de míssil


O conselho de segurança das Nações Unidas condenou segunda-feira por unanimidade o lançamento de um míssil realizado pela Coreia do Norte no passado dia 5 e proíbiu o país de voltar a fazer este tipo de testes.

A declaração, fruto de um compromisso estabelecido sábado entre os cinco membros permanentes do conselho de segurança da ONU (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e o Japão, «condenou o lançamento de 5 de Abril», por entrar «em conflito com a resolução 1718», que impede Pyongyang de realizar qualquer ensaio nuclear ou de míssil.

A declaração avisa a Coreia do Norte que, face à violação da resolução, serão aumentadas as sanções ao país.

A posição da ONU foi considerada mais branda do que a esperada pelos Estados Unidos e pelo Japão - já que se tratou de uma declaração e não de uma resolução, que tem mais peso - mas foi aplaudida pela China e pela Rússia, os aliados mais próximos da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte lançou, dia 5, um míssil Taepondong-2 que caiu no oceano Pacífico após um voo de aproximadamente três mil quilómetros.

Apesar de Pyongyang ter garantido tratar-se de um satélite de comunicações, a comunidade internacional já desconfiava tratar-se do lançamento de um míssil de longo alcance.

Nesse dia, o conselho de segurança das Nações Unidas não conseguiu chegar a um consenso, com os Estados Unidos a exigir que fosse tomada uma posição de força, e a a Rússia e a China a oporem-se a qualquer declaração que aumentasse as tensões regionais.

A Coreia do Norte avisou, entretanto, que qualquer movimento para censurá-la na ONU levaria o país a retirar-se das conversações para desmantelar seu programa nuclear e que estão actualmente paralisadas.

Lusa
Título:
Enviado por: BC304 em Abril 17, 2009, 03:43:28 pm
Se um dia precisarem de visitar a Coreia do Norte vejam o que precisam de saber http://wikitravel.org/en/North_Korea (http://wikitravel.org/en/North_Korea)
Título:
Enviado por: ShadIntel em Abril 17, 2009, 04:20:37 pm
Citação de: "BC304"
Se um dia precisarem de visitar a Coreia do Norte vejam o que precisam de saber http://wikitravel.org/en/North_Korea (http://wikitravel.org/en/North_Korea)
Só se for para espiar as forças do querido líder. Porque para fazer turismo...

Ainda assim, para quem estiver interessado mas não quiser ler o artigo completo, fica aqui um resumo, hum... elucidativo... :roll:

Citar
Independent travel is not permitted. If you are not prepared to accept limitations on your movements and behavior, you should not travel to the DPRK at the present time.
Citar
Visiting North Korea is a bureaucratic nightmare, and your every move will be monitored by your guides.
Citar
your guides will generally do their best to stop you from actually meeting any ordinary citizens. Ordinary North Koreans are forbidden to interact with you without authorization from the government.
Citar
Your guides will take your passport and keep it during your stay in North Korea
Citar
North Korean immigration may get suspicious and demand a "fine" or keep your passport when you leave if they don't like what they see.
Citar
North Korea's sole airline, Air Koryo (...) has been banned in the EU due to concerns over safety.
Citar
Currency handling is often bizarre, with a frequent lack of change and a number of rule-of-thumb conversions leading to highly unorthodox transactions.
Citar
you need to watch what you say and how you say it. Just do what the guides do, praise every stop on your tour, and remember the "if you can't say anything good, say nothing at all" rule.
Citar
you are not to take photos of anything military, including personnel, or to take photos that would show the DPRK in a bad light. Try to recognize a good photo opportunity, raise your camera at a reasonable speed, compose and take the picture, and lower the camera at a reasonable speed. Try not to spend overly long times composing a perfect masterpiece, or make fast, or furtive motions. This will only call attention to yourself and the image you are trying to take and can result, whether justified or not, in your being told to delete the image.
Citar
Drinking water is untreated
Citar
insulting [the leaders Kim Il Sung and Kim Jong Il] in any way is illegal and will get you and (much more so) your guides into trouble. (...) from fines to lengthy prison sentences or even death.
Citar
tour groups to the DPRK are asked to solemnly bow on one or two occasions in front of statues of Kim Il Sung (...) be sure you always act in a respectful manner around images of the two leaders.
Citar
Your guides will demand that you surrender your mobile phones to security at the airport.
Título:
Enviado por: André em Maio 25, 2009, 12:37:13 pm
Teste nuclear subterrâneo norte-coreano 4 vezes mais potente que em 2006


O teste nuclear que a Coreia do Norte anunciou ter executado hoje com sucesso foi quatro vezes mais potente que o primeiro teste de 2006, afirma a Agência Meteorológica Japonesa.

«A actividade sísmica detectada hoje foi de de 5,3 graus, enquanto a do teste nuclear anterior alcançou 4,9 graus», disse Yasuo Sekita, director da agência.

«O impacto de um tremor multiplica-se a cada 0,2 grau de magnitude. Isto quer dizer que o nível de energia do teste nuclear desta segunda-feira foi quatro vezes superior ao do teste anterior», completou.

A Coreia do Norte anunciou que realizou hoje com sucesso um teste nuclear subterrâneo, mais potente que o de 2006. Após o teste, o país disparou, ao que tudo indica, três mísseis de curto alcance.

Pyongyang provocou a indignação do Japão, único país que já foi vítima de um bombardeamento atómico. As autoridades nipónicas anunciaram que adoptarão medidas severas contra o regime comunista.

A Agência Meteorológica Japonesa já tinha informado ter detectado atividade sísmica durante 40 segundos às 9:54 locais no nordeste da Coreia do Norte.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Maio 25, 2009, 08:35:18 pm
«Testes nucleares podem levar à corrida às armas», diz Loureiro dos Santos


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F4.bp.blogspot.com%2F_Xk7uDiUkyyA%2FSeO1ZM2K7VI%2FAAAAAAAADns%2FGEgL8Lad8tY%2Fs400%2Floureiro_dos_santos.jpg&hash=13e7bfb38133c238ee6d4a90ebd26594)

Os ensaios nucleares da Coreia do Norte são uma intimidação aos países da Ásia Pacífico e podem levar a uma corrida ao armamento nuclear pelo Japão e pela Coreia do Sul, considerou hoje o general Loureiro dos Santos.

Para já o Japão e a Coreia do Sul têm estado a pensar «mais em sistemas de defesa anti-míssil», com o apoio dos Estados Unidos, «mas pode levar a uma corrida nuclear na região da Ásia Pacífico», afirmou o especialista em estratégia e defesa militar.

Os ensaios nucleares da Coreia do Norte ainda «não têm influência directa no equilíbrio mundial de forças», mas alteram o contexto regional porque podem «ser vistos pelos países vizinhos como uma intimidação», defendeu Loureiro dos Santos.

Os avanços e os recuos da Coreia do Norte, em relação ao armamento nuclear, «legitimam outros países a desenvolver armamento para se defenderem», como é a intenção do Japão ou da Coreia do Sul, países «detentores de tecnologia para produção de armamento nuclear».

Loureiro dos Santos entende que as reservas da China e da Rússia, nas Nações Unidas, quanto à forma como o Conselho de Segurança deve sancionar a Coreia do Norte «começa a ser incompreensível, principalmente por parte da China».

«A China é a única potência que tem capacidade para influenciar decisivamente o comportamento da Coreia do Norte», porque é a potência vizinha que dá mais apoios à Coreia do Norte e porque é um regime político gémeo, argumentou o general.

No que respeita à tecnologia detida pela Coreia do Norte, aplicada ao armamento, «é ainda insuficientemente para a construção de ogivas e mísseis balísticos com grande eficácia», mas se já «chegou ao fabrico, teste e produção de mísseis balísticos, com o tempo pode chegar a maior capacidade nuclear», concluiu Loureiro dos Santos.

Lusa
Título:
Enviado por: BC304 em Maio 28, 2009, 06:29:47 pm
Este site é surreal http://www.korea-dpr.com (http://www.korea-dpr.com) o seu fundador é um espanhol que é uma espécie de cônsul honorário da Coreia do Norte em Espanha.
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 28, 2009, 08:46:03 pm
Só mesmo um website feito por um espanhol punha tantas linguas e não punha o português... :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: papatango em Maio 29, 2009, 12:15:59 am
Esse site foi o site consultado pelo deputado comunista Bernardino Soares, quando disse que não tinha a certeza de que a Coreia do Norte não era uma democracia.


 :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Crypter em Maio 29, 2009, 11:56:40 am
Coreia no Norte lança novo míssil de curto alcance

A Coreia do Norte lançou hoje mais um míssil de curto alcance, informou a agência sul-coreana Yonhap. O teste, ao largo da costa Este, acontece no final de uma semana, marcada no início pelo ensaio nuclear, cerca de cinco vezes mais forte do que o anterior, realizado por este país em 2006.

Fonte: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mun ... lcance.htm (http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mundo/Coreia+no+Norte+lanca+novo+missil+de+curto+alcance.htm)
Título:
Enviado por: legionario em Maio 29, 2009, 08:51:43 pm
Se os misseis forem bons , podemos comprar alguns ; devem ser baratuxos  :lol:
Título:
Enviado por: teXou em Maio 31, 2009, 04:07:22 pm
Citar
....

The first of 12 high-tech US F-22 fighter jets landed on the southern Japanese island of Okinawa today, days after North Korea unnerved the region by detonating a nuclear device. The arrival of state-of-the-art aircraft at Kadena air force base comes after US President Barack Obama reassured Prime Minister Taro Aso in a telephone conversation this week of Washington’s commitment to the defence of its Asian ally.

....

...  “We will not accept North Korea as a nuclear state.” ....

http://www.nation.co.ke/News/world/-/1068/604720/-/sx17fn/-/index.html
Título:
Enviado por: HSMW em Maio 31, 2009, 04:52:20 pm
Será que é desta?  :?
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 31, 2009, 05:06:25 pm
Não há cojones para isso...
A China não deixará cair o regime de Pyongyang assim sem mais nem menos, e derrotar um exercito que rapidamente chega aos 10 milhões não será tarefa fácil para ninguém...
Está ali um verdadeiro berbicacho...
Deviam era ter deixado a coreia continuar japonesa depois da WW2, assim já não havia este problema...
Título:
Enviado por: Camuflage em Maio 31, 2009, 08:02:24 pm
A China não quer é ter milhares de refugiados no seu território, já assim todos os dias coreanos tentam fugir para a lá, que fará com uma guerra.
Título:
Enviado por: André em Junho 01, 2009, 02:13:36 pm
Coreia do Norte prepara mais um lançamento de míssil

A Coreia do Norte está a preparar um novo lançamento de míssil de longo alcance, segundo informou uma fonte do ministério da Defesa da Coreia do Sul. Este lançamento é visto como mais uma provocação aos países da região e à comunidade internacional que condenaram o ensaio nuclear da semana passada.
 
«Detectámos sinais de que a Coreia do Norte está a preparar-se para lançar um míssil balístico intercontinental», declarou à AFP fonte do Governo sul-coreano. «Os serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Coreia do Sul ainda estão a analisar esta informação», disse.

A fonte governamental recusou-se, porém, a confirmar a informação da agência de notícias sul-coreana Yonhap de que o lançamento pode ter lugar dentro de uma ou duas semanas.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que faz uma visita nesta segunda-feira às Filipinas, confirmou que o regime de Pyongyang pode estar a preparar um novo lançamento de míssil de longo alcance, mas acrescentou que as intenções norte-coreanas «não são claras».

«Observámos sinais que indicam que a Coreia do Norte pode fazer algo com outro míssil Taepodong, mas até agora as intenções do país não são claras», declarou Gates em Manila.

A imprensa sul-coreana informou que um míssil de longo alcance foi transportado de comboio para uma base de lançamento no noroeste da Coreia do Norte.

SOL
Título:
Enviado por: André em Junho 09, 2009, 07:00:45 pm
Pyongyang condena jornalistas americanas e Washington ameaça com bloqueio naval


Tribunal norte-coreano deu pena de 12 anos de trabalhos forçados a jornalistas. Logo depois, Hillary Clinton confirmou planos para bloquear cargueiros destinados aos comunistas.

As críticas diplomáticas deram lugar às represálias. Um tribunal da Coreia do Norte condenou ontem duas jornalistas americanas a 12 anos de trabalhos forçados por terem entrado ilegalmente no seu território, num julgamento quase sumário que foi considerado uma prova de que a tensão entre o regime comunista de Pyongyang e Washington atingiu o limite.

Horas depois da notícia, que inquietou a Casa Branca, a secretária de Estado, Hillary Clinton, anunciou na televisão que os EUA estão a considerar a hipótese de bloquear navios e aviões suspeitos de transportar armamento e tecnologia nuclear para a Coreia.

A chefe da diplomacia americana foi mais longe e confirmou que a Administração de Barack Obama pondera repor o regime comunista da Península da Coreia na lista dos estados terroristas, de onde foi retirado por George W. Bush.

O extremar da posição da Administração Obama acontece duas semanas depois de a Coreia do Norte ter realizado o seu segundo ensaio nuclear. Antes, e num outro gesto provocatório, Pyongyang disparou um foguetão no que se suspeitou ser um teste de um míssil de longo alcance com capacidade para atingir o Alasca.

No programa This Week, do canal ABC, Clinton explicou que se não houver uma "resposta forte" a estes eventos existe o risco sério de uma corrida ao armamento no Nordeste asiático. Segundo o New York Times, esta foi uma referência velada à possibilidade do Japão, vizinho da Coreia, desenvolver a sua própria bomba nuclear.

A perspectiva parece não agradar à China, o mais próximo aliado do regime de Kim Jong-il. Segundo fontes do Departamento de Estado americano, Pequim estará mesmo disposta a ajudar os EUA no bloqueio aplicando restrições nos seus portos e aeródromos.

DN
Título:
Enviado por: cromwell em Junho 09, 2009, 09:25:16 pm
A Coreia do Norte está-se a esticar muito. :evil:
Título:
Enviado por: HSMW em Junho 09, 2009, 09:32:14 pm
Já devia era ter começado a acção...  E eliminar este cancro do mundo.
Título:
Enviado por: Miguel em Junho 09, 2009, 09:40:59 pm
Citação de: "HSMW"
Já devia era ter começado a acção...  E eliminar este cancro do mundo.


E quem tem o poder de eliminar esse cancro? :lol:

Os comones nem conseguiram acabar, com uns barbudos armados com kalash....
Título:
Enviado por: André em Junho 09, 2009, 10:15:01 pm
Citação de: "Miguel"
Os comones nem conseguiram acabar, com ums barbudos armados com kalash....


Mas quem sofreu a maior derrota contra os barbudos de Kalash foram os Franciús ...  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: HSMW em Junho 09, 2009, 10:57:21 pm
Citação de: "Miguel"
Os comones nem conseguiram acabar, com ums barbudos armados com kalash....


Mas uns barbudos desejosos de morrer, motivados pela religião.
Não um exército de milhões de militares famintos, desorganizados, mal equipados, desejosos de poder desertar para um país vizinho e não de dar a vida pelo "querido líder".
Mas temos também o desejo dos países vizinho de evitar a guerra por razões económicas...

http://www.youtube.com/watch?v=K1Wo_znL ... annel_page (http://www.youtube.com/watch?v=K1Wo_znLX1Y&feature=channel_page)

para quem não viu o Beyind Enemy lines 2 (o único filme que me lembro sobre este tema) aqui fica a parte sobre o que escrevi.  :wink:
Título:
Enviado por: Edu em Junho 09, 2009, 11:36:28 pm
Muito dificilmente os EUA vão fazer alguma coisa contra a Coreia do Norte. Estamos a falar de um regime que não tem nada a perder, e caso corra o risco de invasão simplesmente dispara uns misseis nucleares contra a Coreia do Sul e o Japão. É que depois deles fazerem isso, ok os EUA arrasam com a Coreia do Norte, mas a coreia do sul e o japão já mamaram com elas e se calhar até o Alasca. Outro problema é que os EUA ao atacarem aquela zona com um grande dispositivo militar (que seria sem duvida preciso), poderiam causar um grande desconforto para a china. Bem e se a china levantar a voz, ai caros foristas, a coisa fica séria, e os EUA não têm a minima capacidade para enfrentar a china naquela zona do globo.
Outra hipotese era caso os EUA fossem atacados com bombas atómicas, responderem na mesma moeda. Mas aí talvez o problema ainda fosse maior, porque dada a proximidade geografica a China poderia-se queixar da radiação ou até mesmo a Russia se queixar e gerar um grave problema.
Por isso quer me a mim parecer que as ameaças dos EUA não passam disso mesmo. E que se eles fizerem mesmo algo mais que ameaças a coisa pode descambar para um nivel que ninguem quer...

Cumprimentos a todos  :wink:
Título:
Enviado por: HSMW em Junho 10, 2009, 12:14:58 am
Também não acredito que os EUA entrassem em conflito directo, quanto muito algum apoio...

Mas também acredito que a Coreia do Sul têm capacidade para enfrentar o seu vizinho do Norte de forma autónoma, mantendo-se assim o conflito a um nível regional acabando a Coreia do norte por implodir.
Título:
Enviado por: André em Junho 10, 2009, 12:51:30 am
É também de referir que a Coreia do Norte para a China é mais um incomodo do que um aliado ...  :wink:
Título:
Enviado por: André em Junho 10, 2009, 01:30:05 am
As hipóteses de negociar com a Coreia do Norte
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Embora seguindo um percurso sinuoso, negando um dia o que tinha prometido no dia anterior e falhando prazos a que se tinha obrigado, a Coreia do Norte já negociou alguns aspectos importantes do seu programa nuclear. Encerrou o reactor de Yongbyon, desmantelou a respectiva torre de arrefecimento e forneceu 5000 páginas de documentação sobre o seu programa nuclear. Como contrapartida, recebeu importantes ajudas e o levantamento de sanções que os EUA lhe impunham ao abrigo do “Trading with the Enemy Act”, designadamente a sua retirada da lista de países apoiantes do terrorismo internacional. Nunca aceitou, porém, discutir o seu estatuto de potência nuclear.

Foi o resultado do acordo assinado em Fevereiro de 2007, ao fim de quase quatro anos de negociações no âmbito do Grupo dos Seis. Embora então considerado um progresso importante, nunca ninguém viu nele qualquer indício de que a Coreia do Norte se poderia ter aproximado de um eventual compromisso de abandono do projecto de construção de um arsenal nuclear.

Aliás, sabia-se que se esse tema fosse expressamente incluído nas conversações então em curso, a possibilidade de qualquer entendimento abrangente teria “morrido” imediatamente aí, sem qualquer avanço. Excluindo-o, conseguiu-se ao menos o encerramento do reactor nuclear, o que, em termos práticos, significou que a disponibilidade de plutónio para a construção de armas nucleares passasse a ficar limitada à existente, ou seja, ao necessário para construir seis a oito bombas, segundo as estimativas americanas.

Foi, portanto, um acordo limitado; não conseguiu o objectivo principal dos EUA e dos seus parceiros no Grupo dos Seis (China, Rússia, Japão e Coreia do Sul) de levar a Coreia do Norte a desistir do estatuto de potência nuclear, que reclamava desde 2006, por altura do primeiro teste, e que agora confirmou, de uma forma mais credível, com o teste de Maio passado.

Resta saber se Obama conseguirá ser mais eficaz do que foi Clinton e Bush em levar a Coreia do Norte a abandonar as suas ambições. Clinton falhou redondamente com a iniciativa do “Agreed Framework”. Bush, apesar de ter seguido um caminho substancialmente diferente, só parcialmente foi bem-sucedido, como vimos acima. Obama veio agora com uma promessa de abertura ao diálogo, com um primeiro passo dado pela Secretária de Estado, ao declarar que estava a considerar muito seriamente uma visita a Pyongyang.

Mas contrariamente às expectativas de aproveitamento desta abertura para iniciar um relacionamento com os EUA como pretendem - de igual para igual - Kim Jong responde com a realização de um teste com um míssil de longo alcance em Abril, com o teste nuclear de Maio, seguido imediatamente por cinco testes de mísseis, e preparativos de novos lançamentos, presumivelmente em meados de Junho, talvez por ocasião do encontro previsto para o dia 16, em Washington, entre o Presidente Obama e o Presidente Lee Myung Bak, da Coreia do Sul.

Porque se empenha Kim Jong em desbaratar as possibilidades de iniciar um relacionamento normal com os EUA, com acções que retiram a Obama margem de manobra para desenvolver uma estratégia de diálogo que para vários sectores da política interna americana contestam (os republicanos em geral e particularmente Dick Cheney e John Bolton, entre outros). Existem várias tentativas de explicar esta postura mas, realmente, ninguém conhece ao certo as verdadeiras razões. Provavelmente, há um conjunto de razões e não apenas uma.

Para muitos observadores, Kim Jong está sobretudo a dar resposta a questões internas relacionadas com a designação do seu sucessor, em especial, nas negociações com os militares que esse processo certamente implica, tanto mais porque o filho designado (o terceiro, porque os dois mais velhos tiveram comportamentos errados) tem apenas 20 anos e vai haver, provavelmente, uma espécie de regente, Jang Song Thack, um cunhado de Kim Jong, recentemente nomeado para presidir ao Conselho Nacional de Segurança. Em Fevereiro passado houve uma remodelação da estrutura superior militar a que essa questão não é certamente alheia; é possível que a linha militar dos “falcões” tenha feito algumas exigências para consolidação do estatuto nuclear do país. Em qualquer caso, Kim Jong precisa de um clima de hostilidade internacional que justifique os gastos que faz na Defesa, à custa de manter os coreanos a viver com fome.

Há outras possíveis explicações de âmbito externo; Kim Jong pode estar a tentar ganhar uma posição que lhe permita fazer subir a parada das exigências para eventuais cedências futuras, numa espécie de preparação para uma nova ronda de negociações; ou pode, simplesmente, estar a querer trazer a sua agenda para o topo da agenda de Obama, talvez mais preocupado com o Irão, Afeganistão e Médio Oriente.

Não se sabendo ao certo o que pretende a Coreia do Norte, como será possível desenhar uma estratégia de contenção? Gorbachov e Kissinger avançaram recentemente com algumas ideias. Gorbachov quer que o Conselho de Segurança da ONU produza uma resolução que torne claro que o actual comportamento da Coreia do Norte não pode deixar de ter consequências mas acha que as possibilidades de uma solução diplomática ainda não estão esgotadas.

Kissinger não é muito mais inovativo mas adianta um aspecto importante quando diz que não é possível aos EUA seguirem duas estratégias paralelas que, vistas em conjunto, pecam por falta de coerência; não são estes os termos que usa mas é essa a ideia, na minha interpretação. Uma estratégia desenhada para lidar com as ameaças que a Coreia do Norte põe (o escudo de defesa anti-míssil, por exemplo) deixa implícita a ideia, como já tenho dito, de que não esperam ter sucesso com a estratégia de eliminação da ameaça.

Aparte isso, Kissinger alerta para o perigo de aceitar que o programa nuclear da Coreia do Norte já atingiu um ponto de não retorno e defende, como essencial, o envolvimento dos parceiros regionais na procura de uma solução que elimine o arsenal nuclear coreano, devendo esse ser o objectivo permanente. No geral, é essa a essência do que os EUA têm tentado.

Negociações é o que se fala sempre, mas tendo em conta como o regime associa a sua própria sobrevivência ao estatuto de potência nuclear, não se vê que essa via possa oferecer uma saída. Aliás, com base na experiência entretanto adquirida, nem sequer interessa discutir o seu formato, porque mal grado a Coreia do Norte rejeite voltar ao âmbito do Grupo dos Seis nada indica que ao nível bilateral, que acolhe favoravelmente, se mostrará mais flexível.

A boa notícia é que, finalmente, os EUA concluíram que não faz sentido continuar com as políticas anteriores de «recompensar as provocações», alimentando a política de extorsão de Kim Jong. Só fica em falta assumir em termos práticos que a avaliação da ameaça (assunto que procurarei tratar brevemente) dá a China como o país que mais será afectado pelo prolongamento desta situação. Ou seja, por outras palavras, que quanto menos os EUA se envolverem directamente mais a China terá que se comprometer na procura de uma solução, para defesa dos seus interesses; o que, para quem detém quase todas as chaves da solução não será certamente problema.
 
Jornal Defesa
Título:
Enviado por: André em Junho 16, 2009, 12:05:11 am
Porque quer a Coreia do Norte ser uma potência nuclear? Qual a dimensão da sua ameaça?
Alexandre Reis Rodrigues


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdementia.pt%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2Fcoreia-do-norte.jpg&hash=f7df6a52cb63b58b22b7476c94143082)


Especula-se muito, mas quase nunca acertando, sobre as possíveis evoluções da postura internacional da Coreia do Norte. Por exemplo, quando se esperava que aproveitasse a disponibilidade da administração Obama para dialogar foi tomar precisamente o caminho que, pelo menos nos tempos próximos, mais a afasta dessa possibilidade e da hipótese de converter o actual armistício que pôs fim à Guerra da Coreia num Tratado de Paz. Estranhamente, não quis tirar partido da oportunidade, que poderia estar próxima, de negociar directamente e de igual para igual com os EUA - uma exigência que marcou todo o período das conversações no âmbito do Grupo dos Seis.

Por alguns anos, durante as administrações Clinton e Bush, considerou-se que o seu programa nuclear era, sobretudo, um instrumento de negociação, visando a obtenção das ajudas necessárias para evitar a entrada do regime em colapso. Agora, não obstante as carências se manterem, em vez das cedências que lhe dariam acesso a outras ajudas, opta por consolidar o estatuto de potência nuclear. É sob essa perspectiva que se encara o teste nuclear de 28 de Maio que parece querer tirar dúvidas aos que tinham considerado pouco credível o rebentamento de 2006, dada a  sua baixa potência.

É necessário perceber a lógica da insistência no desenvolvimento de um arsenal nuclear à custa de manter a população a passar fome, sob uma implacável ditadura e em regime de total isolamento com o exterior. Há algumas perguntas a que importa tentar responder. Por quanto tempo calcularão os principais responsáveis pelo regime coreano conseguir manter esta situação que só não é de colapso graças ao apoio da China, aos programas de ajuda alimentar das Nações Unidas e outras ajudas obtidas por manobras de extorsão? Que ambições político-militares espera a Coreia do Norte satisfazer ou que garantias de segurança vê na posse de um arsenal nuclear? O que pode levar a Coreia do Norte a seguir por um caminho que a China – o país de quem depende – não aprova, desautorizando e humilhando a sua condição de potência regional emergente?

Uma ameaça tem duas componentes; a capacidade militar que lhe está subjacente e a intenção política de a utilizar. A capacidade, geralmente, pode ser avaliada em termos razoavelmente objectivos; a intenção tem, habitualmente, que ser deduzida ou, quando possível, ponderada a partir das declarações dos principais responsáveis políticos.

Para avaliação da primeira vertente, no caso da ameaça nuclear da Coreia do Norte, temos, no passado recente, dois testes de rebentamento nuclear, dos quais o primeiro, embora geralmente considerado inconclusivo, foi mesmo assim aproveitado para o regime reclamar o estatuto de potência nuclear. Existem, porém, muitas dúvidas de que essa condição tenha sido atingida, por falta de capacidade de miniaturização de um engenho nuclear para tornar possível a sua instalação na cabeça de um míssil, o que é muito mais complexo do que fazer um rebentamento.

O  registo dos resultados com os testes de lançamento de mísseis revela também diversas vulnerabilidades, não obstante os progressos feitos. Os dois lançamento de um Taepodong 2, supostamente com um alcance entre quatro e seis mil quilómetros, em 1998 e no passado dia cinco de Abril, ao que consta destinados a colocar um satélite no espaço, não conseguiram o objectivo proposto; pior do que isso, o segundo andar do míssil lançado em Abril caiu a centenas de quilómetros da zona de perigo que o regime tinha alertado internacionalmente como área de possível impacto. A precisão, que a Coreia do Norte não tem tido forma de avaliar, é outra grande incógnita a afectar a credibilidade do sistema. EUA e USSR, enquanto não tinham garantias de precisão, apostavam na disponibilidade de um maior número de ogivas; a Coreia do Norte não pode seguir por esse caminho por apenas dispor de uma quantidade de material nuclear muito limitada.

A segunda vertente é mais difícil de julgar porque implica conhecer as razões de fundo - muitas vezes não são as declaradas - em que o regime fundamenta as suas ambições nucleares. Torna-se quase impossível descortinar qualquer resquício de racionalidade quando quase tudo está envolto em irracionalidade e em imprevisibilidade. Ninguém consegue colocar-se “nos sapatos” de Kim Jong e tentar adivinhar como reagirá. Ao contrário do Irão, que tem por detrás do seu programa um projecto de liderança regional, que a enorme disponibilidade de recursos energéticos facilita, a Coreia do Norte, sem recursos naturais e praticamente em falência económica e financeira, parece apostar no nuclear como forma de garantir que não é invadida nem que o regime será mudado por influência exterior.

É a lógica de afastar a guerra tornando-a o mais aterradora possível, o que constitui a essência da teoria da “dissuasão limitada”, materializada pela capacidade de infligir um dano inaceitável através de um ataque a um centro vital. Por outras palavras, a Coreia do Norte conta com o seu arsenal nuclear apenas para “funcionar” pela sua própria existência e não pela sua utilização, como instrumento de influência estratégica da defesa do seu regime, objectivo que se tornou particularmente importante depois de se tornar um dos últimos sobreviventes do desmoronamento do bloco comunista, de onde recebia protecção e ajuda. Para que o arsenal pudesse ter uma dimensão de dissuasão completa teria que dispor de “second strike capability”.

Vista a situação sob apenas esta perspectiva, dir-se-ia que as reacções internacionais à ameaça nuclear que a Coreia do Norte representa estão a sobrevalorizar os riscos. Porém, não é assim. Mais do que a maior ou menor capacidade da Coreia do Norte como potência nuclear, o que é especialmente relevante para a segurança mundial é o risco do caminho escolhido para a estabilidade regional e a contrariedade que representa para o combate à proliferação dos armamentos de destruição maciça, em especial num momento em que existe um melhor ambiente internacional para rever, de forma útil, no próximo ano, o Tratado de Não Proliferação.

Obviamente, um eventual sucesso na solução do problema coreano não garante um desfecho semelhante para o caso do Irão, mas um insucesso tornará muito mais difícil, senão impossível, resolver este último caso; pior, deixará instalar-se o pretexto (ou desculpa) para uma corrida regional aos armamentos, designadamente por parte do Japão que dificilmente se conformará em dispensar uma capacidade nuclear a partir do momento em que a Coreia do Norte a tiver de forma comprovada. A Coreia do Sul poderá, eventualmente, seguir o mesmo percurso. Aliás, ambos países dispõem de tecnologia avançada nessa área, em especial o Japão que faz enriquecimento de urânio.

Existe, em toda esta situação, um dilema que se põe directamente à China: se não força a Coreia do Norte a abandonar o programa nuclear, corre o risco de ter que enfrentar um risco de proliferação regional a que terá que responder num ambiente de maior instabilidade; se corta a ajuda que mantém o regime coreano, terá que lidar com  o problema social do seu colapso, incluindo um enorme fluxo de refugiados a repartir-se com a Coreia do Sul.

Por quanto tempo vai a China continuar a tentar um caminho intermédio, depende da cooperação que conseguir de Kim Jong e do impacto que possa resultar da aplicação da Resolução que o Conselho de Segurança das Nações Unidas acaba de adoptar unanimemente. É uma das mais exigentes de sempre; exige o abandono do programa nuclear de uma forma verificável pela comunidade internacional, impõe um embargo ao comércio de armamentos, que apenas exclui o armamento ligeiro, e permite inspecções de navios mercantes suspeitos de envolvimento no comércio ilegal de armamentos ou material nuclear, proveniente ou destinado à Coreia do Norte.

A Coreia do Norte talvez espere que os EUA continuarão a avaliar a ameaça do seu arsenal nuclear como não suficiente para justificar o risco de um novo conflito na península coreana mas devia também ter presente que não foi a posse de um arsenal nuclear, aliás muito mais importante que o seu, que evitou o colapso da URSS; foi precisamente a corrida aos armamentos em que se deixou envolver sem ter base de sustentação económica.
 
Jornal Defesa
Título:
Enviado por: RONALDO ALMEIDA em Junho 16, 2009, 04:57:53 pm
GEORGE BUSH tinha RAZAO!!! Coreia do NORTE e IRAO SAO O EIXO DO MAL!!
Título:
Enviado por: Crypter em Julho 04, 2009, 12:37:03 pm
Coreia do Norte: Sexto disparo de míssil - Exército sul-coreano

Citar
Seul, 04 Jul (Lusa) - A Coreia do Norte, recentemente condenada pela ONU por um ensaio nuclear, realizou hoje um disparo experimental de um sexto míssil de curto alcance, anunciou o estado-maior do exército sul-coreano.

Os seis engenhos balísticos, de um alcance avaliado por Seul entre 400 a 500 quilómetros, foram lançados no mar do Japão e em violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que proibem o regime norte-coreano de realizar qualquer ensaio nuclear ou disparo de míssil.

Estes novos disparos ocorrem dois dias depois de testes idêntidos, mas o alcance dos tiros de quinta-feira foi estimado em 120 quilómetros.


fonte: http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx? ... id=1294477 (http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1294477)
Título:
Enviado por: André em Julho 13, 2009, 05:08:44 pm
Cancro no pâncreas está a matar Kim Jong-Il

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fbloglog.globo.com%2FFCKeditor%2FUserFiles%2FImage%2F20080721_KimJongIl%281%29.jpg&hash=1eb5bbc3383ed3410f655d19e1a07883)

De acordo com os médicos, restam cinco anos de vida ao líder norte-coreano. Notícia surge semanas depois da realização do segundo teste nuclear que desafiou o mundo.

Kim Jong-Il tem menos de cinco anos de vida. O líder da Coreia do Norte foi diagnosticado um cancro no pâncreas que os médicos garantem estará a matá-lo lentamente.

A notícia foi dada esta manhã por um canal de televisão sul coreano. O ministro da Reunificação da Coreia do Sul reagiu dizendo que não sabia de nada sobre o assunto.

A saúde de Kim tem sido motivo de especulação e houve quem já o tenha dado como morto. Há alguns dias, a televisão da Coreia do Norte mostrou imagens em que o Querido Líder, de 67 anos, aparece muito magro.

Segundo a televisão YTN, que cita fontes dos serviços secretos em Seul e Washington, o cancro do pâncreas foi diagnosticado em Agosto do ano passado. Nessa altura corriam vários rumores de que Kim tinha sofrido um acidente vascular cerebral e estava em coma.

Médicos chineses garantiram que a confirmar-se o diagnóstico o querido líder não terá mais de cinco anos de vida. Os médicos apontam à forte taxa de mortalidade daquele tipo de cancro e a idade avançada do dirigente norte-coreano.

Os serviços secretos sul-coreanos não confirmaram a informação. Mas no final da semana passada, uma televisão japonesa também tinha vindo noticiar que Kim sofre de um grave problema no pâncreas e está em repouso numa casa no sudeste da Coreia do Norte a ser tratado por uma equipa de especialistas.

A saúde do líder comunista é seguida com atenção no resto do mundo e tem gerado enorme especulação acerca da sua sucessão. Ao que se sabe o próximo na dinastia Kim será o filho mais novo, Jong-Un, de 26 anos.

As relações entre Pyongyang e o resto do mundo – especialmente os EUA, o Japão e a Coreia do Sul - pioraram nos últimos meses depois do regime comunista asiático ter lançado mísseis de longo alcance e ter feito um segundo teste nuclear.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Julho 13, 2009, 08:44:38 pm
Tadinho ! :):)
Título:
Enviado por: Heraklion em Agosto 06, 2009, 03:15:39 pm
http://www.youtube.com/watch?v=7rGvTGaJ ... re=channel (http://www.youtube.com/watch?v=7rGvTGaJGG0&feature=channel)

Entretando a Coreia do Norte continua com planos ambiciosos...
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 12, 2009, 05:32:40 pm
Avião vindo de Pyongyang com armas retido em Banguecoque


As autoridades tailandesas retiveram hoje um avião cargueiro de um país da Europa do leste com armamento militar proveniente da Coreia do Norte num aeroporto de Banguecoque, informaram fontes oficiais.

O aparelho aterrou durante a noite passada no aeroporto de Dom Mueang, na capital da Tailândia, para se reabastecer de combustível.

Quando as autoridades tailandesas examinaram o avião encontraram um grande carregamento de armas e detiveram cinco pessoas que seguiam a bordo, indicou o porta-voz do governo, Panitan Wattanayakorn.

Um porta-voz da aviação militar e uma fonte da polícia especial indicaram tratar-se de um voo fretado e com proveniência de Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

O general Thangai Prasajaksattru, chefe do comando central da polícia criminal, confirmou a detenção de cinco pessoas originárias da Europa do Leste, mas sem especificar as suas nacionalidades.

"Havia a bordo muitas armas, nomeadamente granadas anti-tanque RPG, mísseis e outras armas de guerra", indicou o oficial.

Várias estações de televisão tailandesas indicaram que quatro das cinco pessoas detidas são provenientes do Cazaquistão e que a quinta é da Bielorússia.

As autoridades tailandesas foram alertadas por responsáveis norte-americanos, mas um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Banguecoque não confirma esta informação.

As armas foram transferidas para a base aérea militar de Takhli, na província de Nakhon Sawan (centro) e o aeroporto continua aberto ao tráfego aéreo.

Díário Digital
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2009, 11:43:30 pm
Armas norte-coreanas destinadas ao Irão

As cerca de trinta de toneladas de armas de guerra norte-coreanas apreendidas na Tailândia na semana passada destinavam-se ao Irão, afirmou hoje o Wall Street Journal, citando documentos obtidos por peritos.

Segundo o diário económico, que se baseia no plano de voo, o avião devia fazer escala no Sri Lanca, Emiratos Árabes Unidos e na Ucrânia antes de descarregar a sua carga no Irão.

Esta informação provém de um projecto de relatório do TransArms, instituto de investigação com sede em Chicago, e do Internacional Peace Information Service (Ipis), outro instituto de investigação com sede em Antuérpia (Bélgica).

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 19, 2010, 04:26:29 pm
Filho mais novo de Kim Jong-Il designado seu sucessor


O partido único no poder na Coreia do Norte designou o filho mais novo do ditador Kim Jong-Il como seu sucessor, segundo um documento oficial hoje citado pelo jornal japonês Tokyo Shimbun.

De acordo com fontes norte coreanas, citadas pelo jornal, o Partido dos Trabalhadores falou da sucessão do atual ditador em agosto último quando publicitou nas ruas de Pyongyang informações sobre uma convenção do partido para o início de setembro.

O país comunista prepara agora uma reunião extraordinária do Partido [Comunista] para preparar a sucessão do poder de Kim Jong-II, de 68 anos, ao seu terceiro filho Jong-Un, de 27 anos.

Este encontro, inicialmente marcado para a primeira quinzena de setembro, foi adiado devido às inundações que atingiram o país, de acordo com os media sul coreanos.

O documento citado pelo Tokyo Shimbun refere que Jong-Un recebeu dos seus familiares «uma educação revolucionária e de autoridade», «qualidades necessárias» para prosseguir com a revolução.

Kim Jong-Il fez o possível para dar ao seu filho «as qualidades de grande líder conquistador e de homem de Estado que supera, tanto as artes da escrita, como as da espada».

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2010, 09:37:16 pm
Sucessão de Kim Jong-Il já tem data marcada


A 28, o partido comunista escolhe Kim Jong-un para suceder ao pai, Kim Jong-il, e talvez um regente transitório

A Coreia do Norte deverá formalizar a nova liderança do país no dia 28, na conferência do Partido dos Trabalhadores da Coreia. A data da reunião só ontem foi conhecida, mas o novo líder, que não assumirá de imediato o poder, já está escolhido: Kim Jong-un, que tem provavelmente 27 anos e que é filho mais novo do líder, Kim Jong-il, cuja saúde é débil.

Foi aliás o estado de saúde de Kim Jong-il que terá levado ao adiamento sucessivo da conferência do partido único, reunião muito rara, que se realizou em 1966 e, de forma menos formal, em 1980, para confirmar o poder de Kim.

A confirmar-se a nomeação de Kim Jong-un, a Coreia do Norte será a única dinastia comunista a entrar na terceira geração. A sucessão surge numa altura complexa, com discussões internacionais sobre as ambições nucleares norte-coreanas e os efeitos de inundações que atrasaram os trabalhos da reunião magna do partido.

A estrutura de poder norte-coreana é mal conhecida e os analistas referem que o cunhado de Kim Jong-il, Jang Song-thaek (tio de Kim Jong-un), acumulou enorme poder e pode funcionar como regente durante um período de transição. Jang foi nomeado em Junho vice-presidente da poderosa comissão de defesa nacional. Falta-lhe ser o número dois do partido. Com 64 anos e larga experiência na cúpula política do país, Jang é casado com uma irmã de Kim Jong-il e teve uma filha que se suicidou em Paris.

Kim Jong-un é o filho mais novo de Kim Jong-il e neto do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung. Pouco se sabe sobre o jovem, excepto que estudou na Suíça e que está a ser treinado para o poder. Deverá ser nomeado membro do comité central do partido e tem já uma posição na comissão de Defesa.

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 29, 2010, 04:23:23 pm
Kim Jong-un já é tema de estudo nas escolas norte-coreanas


Filho mais novo de Kim Jong-il foi ontem nomeado para altas funções no partido comunista que domina o país

Ainda nem começara a mais importante reunião do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e já os professores se afadigavam a contar às crianças uma história sobre um "brilhante e jovem general" que espera para suceder a Kim Jong-il. Assim terá começado, revela o jornal Financial Times, a apresentação de Kim Jong-un ao país e todo o processo de construção da sua mitologia.Ontem, o filho mais novo de Kim Jong-il foi nomeado para um alto cargo no partido comunista, depois de na véspera ter subido a general.

O mais jovem e favorito filho do "querido líder" era, até agora, praticamente desconhecido do grande público. Excepto para os oficiais norte-coreanos que, em 2006, receberam crachás com o rosto de Kim Jong-un, uma "cópia fiel" do seu pai, tanto fisicamente como em maneira de ser. Este "génio", esta "pessoa brilhante", "faz tudo em grande" como o seu pai, conta Kenji Fujimoto, que foi cozinheiro de Kim Jong-il e, portanto, conheceu de perto o "jovem general".

Em 2007, Kim Jong-un estaria já a trabalhar num dos departamentos responsáveis pela supervisão dos membros do único partido que governa o país e dos militares. Recentemente, terá sido nomeado pelos militares como um dos seus candidatos à histórica reunião do partido, que não acontecia desde 1966. "A eleição de Kim Jong-un como delegado era amplamente conhecida pelos dirigentes do Exército norte-coreano", garantia um diário de Seul.

Kim Jong-un, que nasceu a 8 de Janeiro de 1984, é fruto da relação de Kim Jong-il com a sua terceira mulher, a bailarina Ko Yong-hui (ou Ko Young-hee). O seu nascimento, que se saiba, não terá sido assinalado por nenhum prodígio, ao contrário do que aconteceu com o do seu pai. Segundo a mitologia norte-coreana, a vinda ao mundo do "querido líder" foi assinalado por um duplo arco-íris que cobriu a casa onde ele se encontrava, ao mesmo tempo que uma nova estrela apareceu no céu e uma andorinha sobrevoou o local para anunciar que um grande general tinha nascido.

Órfão de mãe, que morreu em 2004 com cancro da mama, Kim Jong-un foi aluno até 1998 de uma escola em Berna, na Suíça, onde, com nome falso, estudou francês, alemão e inglês e de onde saiu sem terminar o curso. Os colegas recordam-no como alguém tímido, introvertido, que gostava de esqui e basquetebol, admirava Michael Jordan e gostava de ver os filmes de Jean-Claude Van Damme. Regressado a casa, estudou ciência militar na universidade que tem o nome do seu avô Kim Il-sung, o "grande líder".

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2010, 01:43:27 am
Coreia do Norte tem novo centro de produção nuclear


Um cientista norte-americano visitou um centro de processamento de urânio na Coreia do Norte «surpreendentemente moderno» e até agora desconhecido da comunidade internacional
O cientista nuclear norte-americano Siegfried Hecker afirma que o centro é «surpreendentemente moderno» e composto por «mais de um milhar de centrifugadoras» capazes de processar urânio para fins atómicos.

O físico do Laboratório Nuclear de Los Alamos é um dos poucos norte-americanos que acompanha oficial e regularmente o projecto norte-coreano, no âmbito de inspecções internacionais.

Hecker afirma que a tecnologia vista na Coreia do Norte «está ao nível de qualquer instalação norte-americana», o que levanta suspeitas sobre possíveis actos de espionagem ou a eventual colaboração do regime de Kim Jong-il com um país estrangeiro.

O novo centro de Yongbyon terá sido construído no tempo recorde de um ano e meio. As autoridades afirmam que tem como fim a produção de energia, mas os norte-americanos suspeitam de objectivos militares dada a sua elevada capacidade de enriquecimento de urânio.

A revelação aumenta o receio em torno do programa nuclear norte-coreano numa altura em que os Estados Unidos vão enviar uma equipa de negociadores para a Coreia do Sul para conversações com Seul, Tóquio e Pequim sobre as actividades de Pyongyang.

SOL
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2011, 02:27:51 pm
Coreia Norte tem centrífugadoras mais sofisticadas que o Irão


O especialista em armas nucleares norte-americano Siegfried Hecker, que em Novembro visitou instalações de enriquecimento de urânio norte-coreanas, constatou que o país tem centrífugadoras mais sofisticadas do que o Irão, segundo uma entrevista publicada nesta segunda-feira pela agência sul-coreana "Yonhap".

Na opinião de Hecker, professor da Universidade de Stanford, se a informação que recebeu estiver correcta, estes aparelhos, destinados a enriquecer urânio, são de segunda geração, enquanto «no Irão, de acordo com os inspectores internacionais, conseguiram fabricar apenas centrífugadoras P-1 (menos sofisticadas)».

Hecker visitou o complexo nuclear norte-coreano de Yongbyon em Novembro e foi testemunha de «modernas» instalações de enriquecimento de urânio, uma técnica que abriria uma nova via à Coreia do Norte para a obtenção de armas atómicas.

Apesar de as autoridades norte-coreanas terem assegurado que o seu programa nuclear é civil, o regime comunista já processa plutónio e acredita-se que obteve material para pelo menos oito bombas, além de ter realizado dois testes nucleares, em 2006 e 2009.

Segundo Hecker, as autoridades norte-americanas não se surpreenderam com descoberta das centrífugadoras, já que era algo esperado, mas pelo nível de sofisticação dos equipamentos.

A Coreia do Norte assegurou que tem cerca de 2 mil centrífugadoras a funcionar para uso civil, embora esses mesmos equipamentos possam contribuir para produzir urânio suficientemente enriquecido para uma bomba nuclear por ano, segundo os cálculos de Hecker.

Pyongyang argumenta que o urânio enriquecido servirá para abastecer um reactor experimental de água leve que está a construir em Yongbyon.

O regime norte-coreano desafiou a comunidade internacional com o seu programa nuclear, apesar de agora querer retomar as negociações de seis lados, suspensas desde o final de 2008, e nas quais participam as duas Coreias, China, Rússia, Estados Unidos e Japão.

Hecker advertiu na entrevista que existem riscos de segurança e preocupação com um possível acidente quando o reactor começar a operar, já que a Coreia do Norte realiza este projecto de maneira isolada.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 27, 2011, 11:22:19 am
Enquanto isso os Chineses pararam de fornecer a ajuda alimentar à Coreia do Norte e os militares estão a roubar a comida que era para a população civil. :evil:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Desertas em Janeiro 27, 2011, 05:41:58 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Enquanto isso os Chineses pararam de fornecer a ajuda alimentar à Coreia do Norte e os militares estão a roubar a comida que era para a população civil. :lol:  :lol:
Agora a sério a situação da Coreia do Norte é complicada . A população é manietada pelos Kim Jong  , e parte dela morre de fome , sem que o líder esteja muito preocupado . Não sei qual será o futuro daquele país , e quais as medidas que o mesmo irá tomar .

Um Abraço .
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2011, 11:57:46 am
Norte-coreanos protestam contra a falta de alimentos


Os norte-coreanos protestaram em três cidades do país, facto excepcional, para reclamar da falta de alimentos e de energia eléctrica, informa um jornal sul-coreano.

«Não podemos viver! Precisamos de luz! Precisamos de arroz!», gritaram os manifestantes, segundo o Chosun Ilbo.

As manifestações aconteceram dois dias antes do aniversário do ditador Kim Jong-Il, a 16 de Fevereiro, nas cidades de Jongju, Yongchon e Sonchon, província de Pyongang do Norte (oeste do país).

«No início éramos um ou dois. Mas aos poucos foram saindo mais pessoas das suas casas e uniram-se aos protestos», afirmou um participante nas manifestações ao jornal.

Os protestos são muito raros nesta ditadura comunista extremamente fechada. Os últimos haviam acontecido no fim de 2009, quando uma reforma monetária acabou com as economias dos norte-coreanos.

Os manifestantes estavam descontentes porque o regime desviou a energia eléctrica da sua região - já escassa - para a capital do país, Pyongyang, para criar efeitos de iluminação em homenagem a Kim Jong-Il.

O preço do arroz subiu muito no país, que enfrenta uma crise alimentar desde meados dos anos 90.

Mas analistas consideram improvável um movimento de revolta similar ao registado nas últimas semanas em países do Norte da África e do Médio Oriente.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2011, 07:47:10 pm
Coreia do Norte tem mais de 200 mil presos políticos


Segundo relatórios da Amnistia Internacional a Coreia do Norte detém cerca de 200 mil prisioneiros políticos espalhados por vários campos de trabalho no país, que são alvos de tortura e subnutrição generalizada. A organização não governamental pelos direitos humanos revelou esta quarta-feira que vários campos de trabalho foram identificados por via de imagens de satélite, avança o britânico The Guardian.

As condições impostas nos campos de trabalho incluem a tortura e a subnutrição, esta última cada vez mais notória desde a crise alimentar que assolou a Coreia do Norte a meia da década de 90.

Os mais de 200 mil presos políticos foram detidos por alegadamente terem cometido crimes contra o regime que vão desde as críticas às políticas do governo, cruzar a fronteira sem autorização ou pela por simples crimes de culpa por associação familiar a um criminoso.

Independentemente do cariz do crime cometido, raros são os prisioneiros que logram escapar das instalações dos campos de trabalho, conta Jeong Kyoungil, uma das únicas três pessoas que, segundo a Amnistia Internacional, já lograram fugir.

Detido entre 2000 e 2003, o norte-coreano adianta que «é frequente ver diariamente pessoas a morrerem», confessando que «ao contrário de uma sociedade normal», a morte era 'motivo de satisfação' pois «quem enterrasse os mortos tinha direito a mais uma taça de comida».

A porção de alimentos diária, conta, consistia em 600 gramas de milho repartidas por três refeições.

Jeong Kyoungil revelou igualmente que vários prisioneiros eram obrigados a passar semanas em celas que eram «pequenas demais para se estar em pé ou deitado».

SOL
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Desertas em Maio 04, 2011, 08:22:21 pm
E ainda existem pessoas que admiram o regime Norte-Coreano .

 :x  :x

Um Abraço
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 26, 2011, 11:15:31 pm
Mais de seis milhões de norte-coreanos à beira de morrer de fome


Mais de seis milhões de norte-coreanos, o equivalente a um terço da população do país, «estão à beira de morrer de fome» e precisam de «ajuda urgente», segundo um jornal chinês que cita do Programa Alimentar Mundial.

De acordo com o jornal Global Times, a «escassez de comida» terá forçado a Coreia do Norte a pedir ajuda externa, isto segundo Zahng Linagui, especialista em assuntos norte-coreanos da Escola Central do Partido Comunista chinês.

O alerta deste jornal chinês surge numa altura em que o líder de Pyongyang, Kim Jong-il, efectuou uma visita secreta à China, com base num acordo para a «cooperação económica» e na «assistência chinesa» ao país.

«Por razões humanitárias, é necessário ajudar as pessoas com fome, mas por outro lado há o receio que a ajuda seja usada pelos militares e pelo governo para financiar o programa de desenvolvimento nuclear», alertou Zhang Liangui.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial, a Coreia do Norte deverá necessitar de cerca de 450 mil toneladas de alimentos.

A Bola
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: chaimites em Julho 02, 2011, 07:01:06 am
Coreia do Norte preside a grupo sobre desarmamento da ONU   :N-icon-Axe:

Citar
Another UN oddity: North Korea heads disarmament body


Read more: http://www.canada.com/news/Another+oddi ... z1QvPaf6dy (http://www.canada.com/news/Another+oddity+North+Korea+heads+disarmament+body/5026018/story.html#ixzz1QvPaf6dy)

Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 07, 2011, 07:36:06 pm
Coreia do Norte pagou por tecnologia nuclear paquistanesa


O fundador do programa nuclear do Paquistão afirmou que oficiais norte-coreanos pagaram subornos a militares do país em troca de tecnologia nuclear.
Abdul Qadeer Khan entregou a um especialista sediado nos Estados Unidos documentos que parecem mostrar que a Coreia do Norte pagou mais de 3,5 milhões de dólares norte-americanos (2,44 milhões de euros) a dois militares paquistaneses como parte do negócio.

Simon Cameron, do Institute for Near East Policy, sediado em Washington, indicou quarta-feira que Khan lhe deu os documentos para afastar acusações de que ele teria vendido tecnologia de armas nucleares a países, incluindo a Coreia do Norte, Irão e Líbia, sem o conhecimento ou autorização do Governo.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2011, 10:08:07 pm
Coreia do Norte. O que a traz de novo ao noticiário internacional ?
Alexandre Reis Rodrigues


Da última vez que a Coreia do Norte esteve nas primeiras páginas dos jornais foi em Novembro de 2010, a propósito do bombardeamento de artilharia que fez contra a ilha sul-coreana de Yeonpyeong, provocando quatro mortes (dois militares e dois civis). Antes, em Março, tinha estado nos principais noticiários pelo afundamento da corveta sul-coreana “Cheonam”, em que morreram 46 membros da tripulação, ataque que, no entanto, continua a recusar ter sido da sua autoria, mal grado várias evidências que se acumulam. Hoje, está de volta à imprensa internacional pelas conversações directas que manteve esta semana com os EUA, em Nova Iorque, na sequência de contactos anteriores com a Coreia do Sul.

Olhando para situações anteriores, a ideia com que se fica é a de um repetitivo padrão de comportamento que alterna atitudes de aberta hostilidade com uma postura de abertura e disponibilidade para conversações; só as circunstâncias é que vão variando. Em casos anteriores, alternou testes de lançamentos de mísseis ou ensaios nucleares com pedidos subsequentes de conversações. Nos dois casos atrás referidos - na minha avaliação - foi mais longe em termos de hostilidade, porque, na realidade, enveredou por actos de guerra. Curiosamente, os casos dos testes de mísseis e ensaios nucleares, provocaram bastante maior “ruído” internacional; os incidentes de Março e Novembro de 2010, surpreendentemente, foram tratados com muita contenção, quer da parte da Coreia do Sul, quer da parte dos EUA.

Esta alternância de postura tem uma explicação plausível se for vista no contexto geral de um ciclo em que parece claro haver quatro fases principais: primeira, a proximidade de uma situação crítica, por necessidade urgente de obtenção de ajuda alimentar ou energética; segunda, a procura de uma posição de força antes de começar a negociar a ajuda; terceira, conversações e cedências até à obtenção de ajuda; quarta, retorno a uma posição não cooperativa, abandonando os compromissos assumidos na fase anterior, mal a ajuda tenha sido recebida. Regra geral, com uma ou outra nuance nos pormenores, é o que se tem passado em todas as crises em que a Coreia do Norte tem estado envolvida, desde a administração Clinton, quer directamente com os EUA, quer através do Grupo dos Seis.

Duas circunstâncias podem explicar a actual necessidade premente de ajuda: por um lado, o facto de os EUA a terem interrompido há dois anos quando constataram que em vez de chegar aos mais necessitados estava a ser encaminhada de acordo com prioridades políticas do regime; por outro lado, as pretensões dos dirigentes em aumentar as reservas de arroz a tempo de não existirem restrições sérias durante as comemorações do centenário do nascimento de Kim il-Sung (pai do actual líder e fundador da República), no próximo ano.

Na linha de entendimento atrás desenvolvida, a situação presente pode corresponder à entrada em breve na fase das negociações (fase três). No entanto, nem os EUA, nem a Coreia do Sul querem assumir, desde já, esse momento; por razões de cautela que fazem bom sentido, dado o historial de contradições em que a Coreia do Norte tem regra geral acabado por cair, os EUA dizem que se trata apenas de conversações preliminares em que procurarão clarificar os passos que consideram necessário que a Coreia do Norte dê para então entrarem nas conversações propriamente ditas.

O que pode resultar dos encontros em Nova Iorque entre o 1º vice-ministro coreano dos Negócios Estrangeiros, Kim Kye-gwon, e Stephen Bosworth, emissário especial do Presidente Obama para a Coreia do Norte, é imprevisível. O mesmo se pode dizer de outras frentes de contactos. Na recente Cimeira da ASEAN foi aberto um ao nível de ministros de Negócios Estrangeiros das duas Coreias, que poderá substituir os encontros militares, ao nível de coronel, que tinham começado em Fevereiro, mas foram depois interrompidos por recusa da Coreia Norte em apresentar desculpas pelos incidentes de Março e Novembro de 2010.

No entanto, para George Friedman, da STRATFOR, três circunstâncias podem facilitar a chegada a um consenso. Primeira, a necessidade de o Presidente Obama registar um sucesso diplomático importante, agora que está próximo de entrar em campanha para um segundo mandato. Segunda, o facto de o Presidente da Coreia do Sul terminar o seu mandato também no próximo ano e até agora não ter conseguido registar nada de positivo no sentido da reaproximação entre as duas Coreias. Terceira e última, o interesse de Pyongyang em criar condições mais amenas para a população, à vista das comemorações atrás referidas e da continuação do processo de transição da liderança do regime para Kim Jong-un, o filho de Kim Jong-il escolhido para lhe suceder. Kim Jong-un foi legitimado recentemente pela Suprema Assembleia do Povo como vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa, a mais poderosa instituição do País.

Não obstante estas expectativas mais optimistas, a questão de saber para que afinal poderão servir as conversações continua em aberto. Será realista esperar que possam levar a Coreia do Norte a desistir da pretensão de ser uma potência nuclear, o verdadeiro objectivo dos cinco membros do Grupo dos Seis (EUA, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul)? O exemplo da Líbia, o último caso de desistência, não ajuda a levar Pyongyang a abandonar a ideia de que o arsenal nuclear é a melhor garantia de sobrevivência do regime. Kim Jong-il não deixará de pensar que se Kadhafi tivesse persistido em manter o seu programa nuclear, talvez a intervenção militar da NATO não tivesse ocorrido. É um raciocínio simplista que não resiste a um exame aprofundado mas que funciona, quer externamente, quer internamente para explicar à população que os sacrifícios que lhe são pedidos são inevitáveis. É claramente também um dos componentes da estratégia de Teerão, na sua preocupação de assegurar a preservação do regime.

Que esperança de progresso poderemos então ter e em que áreas? Quanto ao abandono das pretensões nucleares, como acabamos de ver, certamente nenhumas. O que resta então? A eventual abertura do regime e, sobretudo, uma maior transparência, implicando, por exemplo, a aceitação de inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica já mudaria a situação existente mas, em situações anteriores, Pyongyang acabou por tornear as restrições e, mais tarde, desvinculou-se dos compromissos.

Uma alteração de fundo só ocorrerá se o regime mudar mas isso não acontecerá por intervenção externa; só por movimentações internas sob influência e controlo estreito da China, que não permitirá qualquer instabilidade que ponha em causa a segurança das suas fronteiras. Vamos ter que continuar a esperar pacientemente; nem a China, nem a Rússia, consideram que se trata de uma situação que lhes convenha resolver rapidamente.

Jornal Defesa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 20, 2011, 07:23:21 pm
Coreia do Norte tem cerca de 200.000 presos políticos


Um enviado da ONU afirmou hoje que a Coreia do Norte mantém cerca de 200.000 presos políticos nas suas prisões, o que representa um forte aumento relativamente à década anterior.

O relator especial das Nações Unidas para os direitos humanos na Coreia do Norte, Marzuki Darusman, apresentou esta estimativa num relatório elaborado para a Assembleia-geral da ONU.

No documento, Darusman citou imagens obtidas por satélite e publicadas por grupos de defesa dos direitos humanos, referiu a agência noticiosa norte-americana AP.

O relator da ONU não referiu o número provável de presos políticos norte-coreanos em 2001.

De acordo com estimativas da Coreia do Sul, existem 154.000 presos políticos em seis grandes campos espalhados pelo país.

Darusman afirmou que imagens de satélite recentes indicam "um aumento significativo na escala dos campos".

Pyongyang garantiu repetidamente não ter quaisquer problemas relacionados com os direitos humanos.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 22, 2011, 03:54:57 pm
Coreia do Norte "não pode alimentar-se" sozinha


A Coreia do Norte é incapaz de responder sozinha às necessidades alimentares da população mesmo nas "melhores condições climáticas", declarou hoje em Pequim a chefe das operações humanitárias da ONU, Valerie Amos.

Amos falava no regresso de uma missão de quatro dias à Coreia do Norte.

"Este país é estruturalmente pobre e subdesenvolvido. Mesmo com a melhor vontade do mundo e as melhores condições climáticas, a Coreia do Norte não poderá alimentar-se" sozinha, considerou Amos.

Indicou que um terço das crianças com menos de cinco anos sofre de subnutrição crónica, precisando que, no sul do país, a taxa de subnutrição aumenta para 45 por cento.

Amos pediu aos doadores para fornecerem mais ajuda. "Existem necessidades muito reais, não podem deixar a população sofrer", sublinhou.

A Coreia do Norte foi alvo de sanções do Conselho de Segurança da ONU por causa do programa nuclear. Em Agosto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que o país devia receber ajuda humanitária sem ter em conta "considerações políticas".

A falta de alimentos e sobretudo de proteínas é crónica. As autoridades norte-coreanas esperam que a colheita seja igual, ou ligeiramente superior a do ano passado, o que continua a ser insuficiente para alimentar a população.

Amos afirmou que esta situação está relacionada com a falta de terras agrícolas, a sementes de má qualidade e a uma deficiente mecanização da agricultura.

"Cada vez mais crianças dão entrada no hospital com doenças de pele ou subnutridas, e à medida que o inverno se aproxima, as doenças respiratórias vão ser mais frequentes", explicou a responsável.

Os hospitais têm falta de medicamentos e meios e "os equipamentos são completamente obsoletos", acrescentou, sublinhando que foi autorizada a visitar todos os locais que pediu para conhecer.

Antes desta viagem, Amos tinha declarado que cerca de seis milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária na Coreia do Norte, numa população de 24 milhões de habitantes.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 27, 2011, 07:47:35 pm
Chefe de Defesa dos EUA mostra ceticismo sobre a Coreia Norte


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou hoje que estava cético a respeito das negociações com a Coreia do Norte depois de um encontro entre os dois países em Genebra, esta semana, em que ambos fracassaram em chegar a algum acordo. Na sua primeira viagem à Coreia do Sul desde que assumiu o cargo no Pentágono em julho, Panetta renovou o alerta de que o recluso Norte deveria ser visto como uma séria ameaça. Washington precisa de ficar vigilante mesmo buscando o diálogo com o governo norte-coreano, acrescentou.

«Nós temos sempre que estar vigilantes com a maneira como abordamos a Coreia do Norte porque há um histórico aqui de acomodação e provocação», disse Panetta a repórteres que viajavam com ele.

Os Estados Unidos encerraram dois dias de reuniões com a Coreia do Norte na terça-feira, mostrando-se de certa forma otimistas sobre um eventual retorno a conversas mais amplas sobre o fim dos programas atómicos do país, mas afirmando que não houve um avanço imediato.

Mas Panetta reconheceu que partilhava do ceticismo demonstrado por responsáveis militares norte-americanos na Coreia do Sul, que temem que um compromisso diplomático do Norte possa ter curta duração.

«Há uma indicação de que algum progresso foi feito (em Genebra), mas não chegaram a nenhum acordo e não temos certeza de para onde as negociações caminham neste momento», disse Panetta.

«E então, por esta razão, acredito que o termo ceticismo seja correto neste momento sobre o que pode ou não pode acontecer nessas discussões», acrescentou.

Se a Coreia do Norte achar novamente que o compromisso perdeu o seu rumo, analistas temem que o país possa testar outra arma nuclear ou iniciar outro confronto com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte foi responsabilizada pela morte de cerca de 50 sul-coreanos em dois ataques perto da fronteira marítima contestada em 2010.

O Norte também revelou a exixtência uma central de enriquecimento de urânio no ano passado, o que dá ao país uma segunda forma de fabricar uma bomba atómica.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 26, 2011, 02:21:05 am
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 30, 2011, 07:20:25 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2011, 05:42:56 pm
Rússia: Coreia do Norte deve parar programa nuclear


A Rússia lançou hoje um apelo à Coreia do Norte para que suspenda o programa de enriquecimento de urânio e cumpra assim a promessa de desnuclearização para possibilitar o reinício das conversações a seis.

Num comunicado publicado em Moscovo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo sublinhou que não põe em causa o direito soberano de Pyongyang de desenvolvimento de projectos de energia nuclear civil, mas não pode concordar que o regime norte-coreano "contradiga as resoluções da ONU e o regime de não proliferação nuclear".

"O desenvolvimento consequente dos programas de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte causa-nos profunda preocupação", assinalou.

"Em primeiro lugar, é necessário declarar uma moratória a toda a actividade nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio, e convidar especialistas da AIEA (Agência Internacional para a Energia Atómica) para examinar o projecto de enriquecimento de urânio no complexo nuclear de Yongbyon", acrescentou a diplomacia russa.

A Rússia reagiu assim ao recente anúncio do regime norte-coreano sobre a manutenção da construção de um reactor nuclear e a produção de urânio enriquecido.

As conversações a seis - Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, China, Japão e Rússia -, destinadas a pôr fim ao desenvolvimento de armas nucleares por Pyongyang, estão suspensas desde Abril de 2009.

O regime da Coreia do Norte alega que o enriquecimento de urânio tens fins pacíficos, mas analistas internacionais afirmaram acreditar que o país busca uma nova fonte de materiais para criar bombas atómicas. Além do programa de urânio, Pyongyang já possui um reconhecido programa de produção de plutónio.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Dezembro 05, 2011, 02:16:15 am
2011
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 19, 2011, 12:43:44 pm
Morre o ditador Kim Jong-il, da Coreia do Norte


PYONGYANG e SEUL - A TV estatal da Coreia do Norte informou nesta segunda-feira que o governante do país, Kim Jong-il, morreu no último sábado, às 8h30m (horário local, 21h30m de sexta-feira pelo horário de Brasília). O ditador, de 69 anos, enfrentava sérios problemas de saúde e já tinha sofrido um derrame, em 2008. Segundo fontes, ele estava em estado de apoplexia há alguns meses. De acordo com um despacho norte-coreano publicado pela agência sul-coreana Yonhap, Kim morreu por causa de "fadiga mental e física" e teve um ataque cardíaco durante uma viagem.

O anúncio da morte do ditador, que governou o país com mão de ferro por 17 anos, foi transmitido pela TV estatal com um pronunciamento emocionado de uma apresentadora vestida de preto: "Nosso grande líder morreu".

O ditador morto sábado - que recebeu o comando da Coreia do Norte de seu pai - já havia escolhido o mais novo de seus três filhos, Kim Jong-un, para sucedê-lo. A TV estatal anunciou oficialmente: "Kim Jong-un é o grande sucessor e líder do partido (dos Trabalhadores), das Forças Armadas e do povo"

Mas há desconfianças sobre o futuro político do país comunista, que há anos vive uma séria crise econômica e fortes tensões com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão, países que Kim Jong-il já ameaçou atacar.

Reações tensas nos vizinhos e nos mercados

As forças armadas sul-coreanas entraram em alerta e a bolsa de Seul - país constantemente ameaçado pela Coreia do Norte - teve forte baixa após o anúncio da morte do ditador. Motivo: as incertezes envolvendo o vizinho comunista. O governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência.

Nos Estados Unidos, a Casa Branca informou que está monitorando de perto a situação. O presidente Obama e seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak, conversaram por telefone logo após o anúncio da morte do ditador.

No Japão, o primeiro-ministro Yoshihiko teve uma reunião especial de segurança com seu gabinete e disse a seus ministros que se preparassem para qualquer circunstância inesperada, incluindo uma queda acentuada das bolsas ou "questões fronteiriças". Ao mesmo tempo, o governo japonês expressou condolências pela morte do ditador norte-coreano.

"O governo expressa suas condolências após o anúncio repentino da morte inesperada do presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, Kim Jong-il. O governo japonês espera que isso não tenha consequências negativas para a paz e a estabilidade na península coreana", disse o comunicado.

Na Austrália, o ministro do Exterior, Kevin Rudd, pediu "calma" aos governos da região para manter a situação controlada perante a "ambiguidade e incerteza" provocadas pela morte do líder norte-coreano.

O governo chinês, país da região que tem as melhores relações com o regime norte-coreano, expressou condolências e disse que continuará buscando com a Coreia do Norte "a establidade regional".

Um líder exótico, mas perigoso

A morte de Kim Jong-il, considerado um líder exótico mas que vinha dando muita dor de cabeça ao ocidente por seu programa nuclear, pode amenizar ou agravar a situação no país comunista, que busca ter armas nucleares e sofre um embargo econômico liderado pelos EUA, enquanto a maior parte de sua população vive na miséria. Há quem acredite que o país poderia enfrentar uma convulsão social após a morte de seu "líder supremo".

A questão da sucessão norte-coreana sempre foi tão sigilosa que só o círculo familiar imediato e confidentes do dirigente tem alguma noção clara da situação. Na Coreia do Sul, por outro lado, especulações sobre a saúde de Kim e sua sucessão sempre foram um assunto recorrente.

O provável sucessor, Jong-un, nasceu no final de 1983 ou começo de 84 e foi educado em Berna, na Suíça. Segundo amigos, era um aluno inteligente e sociável na adolescência. Aprendeu basquete com um israelense e é fã de mangás japoneses e de Arnold Schwarzenegger. Porém, sua juventude sempre foi considerada uma barreira à sua ascensão, numa sociedade que tradicionalmente preza a experiência dos mais velhos. No ano passado, porém, com menos de 30 anos de idade ele foi nomeado general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.

A mídia diz que o filho mais velho de Kim, Jong-nam, com mais de 40 anos - e que apareceu desleixado e obeso em um filme - sempre esteve fora do páreo. Já o segundo, Jong-chol, seria considerado fraco demais para governar. A agência Yonhap disse que Jang Song-taek, cunhado de Kim e dirigente do partido, atuaria como "tutor" do sucessor Kim Jong-un.

O funeral

Kim Jong-il, o ditador exôtico que morreu sábado, era o filho mais velho de Kim Il-Sung, o fundador da Coreia do Norte comunista e idolatrado no país, numa linha de cunho stalinista. Segundo a propaganda oficial, quando Kim Jong-il nasceu, em 1942, surgiram no céu uma estrela e um arco-íris duplo. Desde então, o monte Paekdu, onde teria nascido, é um lugar sagrado. Na Coreia do Sul e no ocidente, no entanto, a versão é diferente: o ditador que morreu sábado teria nascido num campo de treinamento guerrilheiro russo, a partir de onde seu pai empreendeu a guerra de resistência contra o Japão, até 1945.

Após obter um diploma universitário, em 1964, Kim Jong-il fez carreira dentro do Partido dos Trabalhadores. Já em 1980 foi designado por seu pai o sucessor no comando do país. Porém, só em 1994, após a morte do pai, assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores e o comando de fato das Forças Armadas.

A agência oficial KCNAO informou que o funeral do ditador será em 28 de dezembro, em Pyongyang, com o país comunista de luto até 29 de dezembro. O ditador deverá ser enterrado no Palácio Memorial de Kumsusan, onde também fica o mausoléu de seu pai .

Fonte:Yahoo! (http://http)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 19, 2011, 02:22:32 pm
Manutenção do regime de Kim Jong-il será garantida pelos generais, diz Amnistia Internacional


A responsável pela secção China da Amnistia Internacional (AI) em Portugal considera que a morte do líder coreano Kim Jong-il pode não significar grandes mudanças no país porque quem manda é uma elite de generais.

"A evolução é imprevisível porque também não é o filho do 'querido líder' que morreu que vai deter o poder. Ele tem-no formalmente mas, na realidade, há um conjunto de generais que é de facto quem manda no país", disse à Lusa Teresa Nogueira da Amnistia Internacional.

"Não sabemos qual deles [dos generais] é que é preponderante e, portanto, tudo depende do que pensam aqueles que vão efetivamente governar o país: se podem ou não continuar com uma situação em que a população dificilmente sobrevive", acrescentou.

Sublinhando que existem poucos dados sobre a situação interna da Coreia do Norte, até porque a Amnistia Internacional "está impedida de lá entrar", a responsável afirma que não existem direitos políticos nem direitos económicos porque a população morre à fome.

"Muitas vezes as pessoas vão buscar raízes para comer, quando as têm. Há meia dúzia de pessoas afetas ao regime que têm a alimentação assegurada, mas o resto da população não tem", disse.

"Daí a necessidade que a Coreia do Norte tem de abrir, de vez em quando, uns diálogos com a Coreia do Sul para obter alguns alimentos em troca", referiu.

Para Teresa Nogueira, a evolução da situação na Coreia do Norte também vai depender da pressão que a China exercer.

A China "é, de facto, o único amigo que lhes resta e que tem alguma influência sobre eles", afirmou, lembrando que "em Mianmar a China fez pressão para que os generais se abrissem um pouco mais - pelo menos ficticiamente - para que a pressão internacional sobre o regime abrandasse".

No entanto, admitiu, o futuro da Coreia do Norte é "uma incógnita" até porque "a élite de generais que tem poder sobre tudo não está interessada se a população morre à fome ou não".

"Aquilo é um país de escravos em todos os aspetos", sublinhou, referindo ser muito significativo que os poucos norte-coreanos que fogem, o façam para a China.

"Apesar de ser um país muito repressivo, a China representa para os coreanos uma melhoria", concluiu.

A morte do líder da Coreia do Norte Kim Jong-il, de 69 anos, foi anunciada hoje de manhã (hora local) pela televisão norte-coreana, que também já avançou o nome do filho mais novo - Kim Jong-Un -- como "grande sucessor".

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 19, 2011, 06:47:57 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Dezembro 19, 2011, 07:07:44 pm
:shock:  Isto é muito estranho...
Estou aqui com uma teoria mas sem tempo para estar a desenvolve-la.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 19, 2011, 08:07:19 pm
Lavagem cerebral, só pode. :shock:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Jorge Pereira em Dezembro 19, 2011, 09:09:41 pm
O que não faz uma fantástica (miserável e assassina) máquina propagandista e isolacionista:

 :arrow:    http://www.youtube.com/watch?feature=pl ... csNr9UJeVY (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ccsNr9UJeVY)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: papatango em Dezembro 19, 2011, 09:24:52 pm
Os regimes socialistas têm estas características.
Os estalinistas, onde se aplica o culto da personalidade são piores.

Depois há a tradicional devoção ao chefe, típica das sociedades da região, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão.

Acho no entanto, que a maioria desta choradeira é absolutamente nada mais que teatro.
São carpideiras, que receberam ordens para chorar para a televisão, para depois as imagens serem transmitidas para todo o país.

Com um clima de comoção montado, quem não chorar é acusado de ser um traidor capitalista ao serviço dos cães fascistas americanos.

Pode parecer ridiculo, mas todo o edificio das gloriosas ditaduras comunistas se baseia neste espetáculo decadente.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Duarte em Dezembro 19, 2011, 10:54:20 pm
Os dinosauros do PCP enviam condolências ao povo da Coreia do Norte...  :shock:

http://www.publico.pt/Mundo/pcp-express ... o--1525682 (http://www.publico.pt/Mundo/pcp-expressa-condolencias-ao-povo-nortecoreano--1525682)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: papatango em Dezembro 19, 2011, 11:53:17 pm
O PCP surpreende-me. (ou não)

Quando pensava que tinham tocado no chão, ainda conseguem meter a cabeça na m###a.
É preciso ser muito canalha, muito vendido, muito corrupto, para criticar o malvado imperialismo americano e tácitamente defender a mais repugnante e criminosa das ditaduras comunistas da atualidade.

Mas para um partido, que aceitou na festa do Avante os terroristas narco-mafiosos das FARC, provavelmente nada é de estranhar.

O comunista Bernardino Soares disse que tinha duvidas que a Coreia do Norte não fosse uma democracia.
Isto mostra o conceito que esta gente tem de Democracia.
Um porco nojento, que sucedeu ao pai numa sucessão monarquica e que deixa o trono ao filho também por sucessão hereditária é um democrata no conceito dos comunistas portugueses.

Estão no campeonato do ridículo, uma semana a seguir à saída da FER do Bloco de Esquerda, depois de ter proposto a criação de brigadas revolucionárias portuguesas para irem combater o malvado imperialismo americano no Afeganistão.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 20, 2011, 12:13:49 am
Citação de: "papatango"
O PCP surpreende-me. (ou não)

O comunista Bernardino Soares disse que tinha duvidas que a Coreia do Norte não fosse uma democracia.
Isto mostra o conceito que esta gente tem de Democracia.
Um porco nojento, que sucedeu ao pai numa sucessão monarquica e que deixa o trono ao filho também por sucessão hereditária é um democrata no conceito dos comunistas portugueses.

Estão no campeonato do ridículo, uma semana a seguir à saída da FER do Bloco de Esquerda, depois de ter proposto a criação de brigadas revolucionárias portuguesas para irem combater o malvado imperialismo americano no Afeganistão.
Er... O cara sugeriu isso mesmo? Tá de brincadeira! Nem Hugo Chávez pensaria num absurdo desses!

Sobre a Coreia do Norte, não acho que vá durar muito. Kim Jong-Un é mais puxado para o lado ocidental da Força, e acho que vai ser muita pressão pro coitado, e (espero) as Coreias acabem por se reunificar. Podemos dizer que este é o primeiro dia da transição para o fim do regime comunista na Coreia do Norte (E da própria como nação independente).

Sobre defender ditaduras repugnantes e criminosas, os EUA defenderam várias nas Américas, África e Ásia, e ainda defendem algumas, como a Arábia Saudita, que decapitou mais uma mulher por "bruxaria", recentemente. Claro, se não houvesse petróleo por lá, a coroa já teria caído há décadas.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2011, 04:20:40 pm
Regime de Pyongyang prepara terreno para posse de Kim Jong-un

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fveja.abril.com.br%2Fblog%2Freinaldo%2Ffiles%2F2011%2F12%2Fkim-jong-un.jpg&hash=5522c80ecd0e646d9a15e6e88cc7ba91)

A Coreia do Norte reforçou hoje uma campanha para fortalecer o culto à imagem do jovem Kim Jong-un, filho mais novo do falecido Kim Jong-il, e preparar o seu caminho para o poder numa transição que deixa a Coreia do Sul em estado de alerta.

«Respeitado camarada» e «nascido do céu» são alguns dos termos usados pela imprensa norte-coreana para se referir ao jovem Kim Jong-un, principalmente na televisão estatal KCTV, que hoje emitiu novas imagens do jovem durante a sua visita ao velório do pai.

Nestas novas imagens, Jong-un aparece a cumprimentar diplomatas norte-coreanos e outras pessoas que participavam na cerimónia de condolências da morte de Kim Jong-il, cujo corpo permanece no Palácio Memorial de Kumsusan, situado nos arredores de Pyongyang. Kim Jong-un, uma figura praticamente desconhecida até ao ano passado, é o virtual sucessor de Kim Jong-il, que em 1994 assumiu as rédeas da Coreia do Norte após a morte do pai, Kim Il-sung, com muito mais experiência nos círculos políticos e militares que o seu filho mais novo possui actualmente.

Nomeado general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do partido único em 2010, Jong-un emitiu a sua primeira ordem militar na última segunda-feira, poucas horas antes da divulgação da morte do «querido líder».

Na ocasião - segundo a agência sul-coreana Yonhap, Kim Jong-un ordenou que todas as unidades militares interrompessem os treinos e regressassem às bases, num gesto de aparente conteúdo simbólico, o qual poderia mostrar a sua vontade de controlar as Forças Armadas.

O enorme Exército Popular norte-coreano, com mais de um milhão de soldados, é chave na estrutura de poder do país comunista. Na vizinha Coreia do Sul, os analistas especulam que o fato de Jong-un pertencer à dinastia não seria suficiente para obter um apoio duradouro da veterana chefia militar.

Relatórios dos serviços sul-coreanos de Inteligência, divulgados hoje, apontam que uma comissão do Partido dos Trabalhadores poderia responsabilizar-se pelos assuntos mais urgentes do país até que Kim Jong-un assuma o controlo total do país.

No entanto, até ao momento, não há informações que os cargos antes ocupados por Kim Jong-il, como o de secretário-geral do partido único e comandante supremo do Exército, tenham sido definidos.

O Governo da Coreia do Sul - tecnicamente em guerra com o seu vizinho por não ter assinado até hoje um tratado de paz após o conflito de 1950-53 - mantém uma atitude de cautela e expectativa, embora hoje o governo tenha autorizado o envio de condolências ao Norte por parte de cidadãos e organizações privadas.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2012, 05:48:54 pm
Que curto prazo para a Coreia do Norte?
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Já era conhecido há mais de um ano que a Coreia do Norte iria adoptar uma solução de partilha de poder no caso de falecimento de Kim Yong Il ou impossibilidade de continuar a exercer o poder, por doença. Em 25 Julho e em 13 Dezembro de 2010, em artigos publicados neste mesmo sítio (“Os caminhos erráticos da Coreia do Norte” e “O imbróglio coreano”) tive ocasião de relacionar as alterações então decididas por Kim Yong Il na composição do seu círculo mais próximo como preparação do seu processo de sucessão, através da indigitação do seu filho mais novo, Kim Jong Un.

O que então se destacou como mais relevante foram duas nomeações de especial significado político. Primeiro, a nomeação do Vice Marechal Ki Yong Chen, de 73 anos e um ortodoxo do regime, para ministro das Forças Armadas, decisão vinda na sequência de diversas alterações empreendidas na estrutura superior das Forças Armadas, em Fevereiro de 2009. Segundo, a designação de Jang Son-Thaek, cunhado de Kim Yong Il, para vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa, o órgão que supostamente controla o arsenal nuclear e de mísseis mas que, na prática, parece ter servido sobretudo o tipo de controlo pessoal e estilo de governação do ditador.

Jang não ocupa uma das mais elevadas posições na hierarquia do Estado mas é geralmente considerado um dos melhores relacionados e com mais fácil movimentação nos círculos de poder, pelo que lhe é geralmente atribuída uma influência grande. Entre outros motivos porque lidera uma facção pró-China e é certamente uma das personalidades com que Pequim conta para ter garantido que a Coreia do Norte continuará a desempenhar um importante papel na sua estratégia regional.

Há vários aspectos da postura norte-coreana que a China não vai deixar de controlar. Um deles, talvez o mais importante, é manter garantido que continuará a ser uma zona “buffer” em relação a uma Coreia do Sul alinhada estreitamente com os EUA. Outro ponto será manter a Coreia do Norte numa situação de isolamento internacional, o que permite a Pequim exercer uma influência política e económica a que de outra forma não teria acesso. Poderá esta situação alterar-se, no curto prazo, com o decorrer do processo de transição de poder em Pyongyang?

Não é provável. Em primeiro lugar, porque ninguém quer ver surgir uma situação de instabilidade, mesmo os que mais se esforçam por uma mudança do regime. Ora isso seria, certamente, muito difícil de evitar se o isolamento internacional começasse a abrir brechas e a população norte-coreana começasse a aperceber-se do atraso em que tem sido mantida sob o mais feroz regime ditatorial. Obviamente, todos conhecem esta realidade mas, melhor do que ninguém, são os dirigentes coreanos da velha guarda que não vão permitir qualquer passo que a comprometa. É a sua própria sobrevivência que ficaria ameaçada.

Até que ponto esta preocupação poderá ter influenciado a aceitação interna da solução imposta por Kim Yong Il é assunto que tem sido matéria de debate entre os especialistas. Conhecendo-se o peso que a mais elevada hierarquia militar tem na sobrevivência do regime e a importância e respeito que a sociedade norte-coreana atribui à idade é surpreendente como a geração dos mais velhos, próxima do poder, aceitou, aparentemente sem sobressalto, a liderança de um jovem de 27 anos sem qualquer experiência política. Só uma forte consciência dos riscos de abrir um processo de competição pelo poder, em que todos acabariam por perder, pelo menos no prazo imediato, pode ter levado à aceitação de tão insólita situação, como única alternativa à implosão do regime.

O que se passará a seguir só pode ser, quando muito, matéria de especulação. Uma comparação das circunstâncias que envolvem Kim Yong Un com as que rodearam o processo de transição por que passou o seu pai poderia ajudar, mas como são bastante diferentes, as possibilidades de chegar a uma conclusão credível são remotas. Kim Jong Il beneficiou de um longo processo que começou na década de 70 com oportunidades de experiência em vários lugares do Governo e a vice-presidência da Comissão Nacional de Defesa em 1980. Mesmo assim, só consolidou o poder herdado de seu pai em 1994, no final da década de 90.

Kim Young Un só foi apontado como sucessor há um ano e não teve qualquer experiência de envolvimento nos mecanismos de poder. Está nas mãos dos que constituíam o círculo próximo de poder. Como poderá impor-se e em que tempo o conseguirá dependerá do nível e dimensão das dificuldades tradicionais por que costuma passar a população, muito afectada por continuados períodos de fome e de escassez sistemática de recursos energéticos. Se forem tão penosas como no tempo de seu pai, as suas possibilidades serão reduzidas a menos que, no interesse da estabilidade, haja mais ajuda internacional. É o que provavelmente vai acontecer, quer da parte da China, quer da parte dos EUA e Coreia do Sul, porque a alternativa de optar por sanções e pelo isolamento do País, pelo que nos diz o passado, só serviu para reunir as elites do país para se unirem à volta do líder.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2012, 06:49:05 pm
China quer consolidar poder de Kim na Coreia do Norte


A China, que antecipou amplamente a morte de Kim Jong-Il e a transição na Coreia do Norte, vai fazer de tudo para consolidar o poder do jovem herdeiro na liderança do país aliado, imprevisível e possuidor da arma nuclear. A morte, a 17 de Dezembro, do «querido líder» não apanhou a China de surpresa, como prova a rapidez com que o governo chinês expressou «profundas condolências» e reconheceu Kim Jong-un, ao mesmo tempo em que reafirmou a sua preocupação com a estabilidade na Coreia do Norte.

«Os chineses preparavam-se (para a morte de Kim Jong-Il) junto com os norte-coreanos», comentou Scott Bruce, da Universidade de São Francisco. «As viagens à China de Kim Jong-Il nos últimos três anos parecem ter sido motivadas, em parte, pelos preparativos da sucessão».

E Kim, vítima de um AVC em 2008, visitou quatro vezes, num período de pouco mais de um ano, até ao Verão de 2011, o grande aliado e primeiro fornecedor de ajuda ao seu país.

O seu filho mais novo encontrou, aparentemente, uma delegação de dirigentes chineses em Pyongyang, no final de 2010. «Esta teria dado as bênçãos de Pequim a uma sucessão favorável a uma terceira geração da família de Kim», disse o analista.

Não há nenhuma dúvida de que a China vá vigiar, minuciosamente, os gestos do novo comando do outro lado da fronteira comum de 1.400 km. Mas Pequim tentará, também, desempenhar um papel de maior relevância, segundo os especialistas que, tal como Scott Bruce, vêem a China «pôr a Coreia do Norte ainda mais sob o seu olhar para garantir que o Estado não desmorone».

Para a China, a estabilidade de seu vizinho é ainda mais crucial neste ano de renovação do comando comunista em Pequim e de crescimento a qualquer preço.

Uma crise na Coreia do Norte significaria "o risco de aparecimento de refugiados e de armas nucleares fora de controle, assim como de caos econômico regional e de mobilização de soldados americanos na península coreana", lembra John Feffer, da direção da Foreign Policy in Focus, em Washington.

Para Valérie Niquet, da Fundação para a Pesquisa Estratégica, em Paris, o "principal temor" da China é ver desabar um regime que tem uma "importância estratégica considerável" para ela. Sobretudo num momento no qual "a retomada do compromisso regional dos Estados Unidos (na Ásia) e o reforço das alianças regionais em torno de Washington" evoluem "num sentido contrário aos interesses" de Pequim.

A China quer, também, conservar seu papel de "intermediária única" da questão nuclear norte-coreana e das negociações a Seis que ela quer relançar.

Assim, sua prioridade é não apenas "o apaziguamento, como disse aos interlocutores japoneses, americanos e sul-coreanos" após a morte de Kim, mas também, "na medida do possível, o controle do processo de sucessão na Coreia do Norte", considera Valérie Niquet.

"A China fará tudo o que for preciso para ajudar a consolidar o poder de Kim Jong-un", aprova Feffer, principalmente com o argumento do desenvolvimento econômico do país, vítima de escassez e das sanções internacionais.

Durante as visitas a zonas industriais ou a fábricas, Kim Jong-Il aproveitou para observar de perto, na China, as experiências formidavelmente bem-sucedidas de abertura econômica.

A China tentará 'injetar mais recursos e know-how na Coreia do Norte para pôr o país de pé", prevê Feffer.

Em troca, Pequim negociou aí bons acordos sobre a extração de cobre, carbono, além de obter o acesso a portos como o de Rajin (leste) que abre à China, por 10 anos, o mar do Japão.

A duplicação das cifras da balança comercial - que nutriram a corrupção nas elites norte-coreanas - deverá prosseguir.

A China «está pronta para apoiar (Pyongyang) nas reformas para a estabilidade», confirma Jia Qingguo, da Universidade de Pequim.

«Mas, com toda a certeza, o governo chinês está preocupado», disse ele.

«A base do poder de Kim Jong-un não é sólida o suficiente. Isto é o que mais inquieta».

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 12, 2012, 12:25:13 pm
Irmão de Kim Jong-Un critica a sucessão em Pyongyang


O irmão mais velho de Kim Jong-Un critica a escolha que foi feita para chefiar o país e acredita que o novo líder norte-coreano irá ser instrumentalizado pelas elites militares e do partido.

O jornal japonês Tokyo Shimbun revela, na sua edição de hoje, um mail enviado no passado dia 3 por Kim Jong-Nam, o irmão mais velho do novo líder norte-coreano, no qual critica a sucessão hereditária ocorrida no país e manifesta dúvidas sobre a capacidade do jovem Kim Jong-Un, que terá 28 ou 29 anos, de assumir as suas novas funções.

"É provável que as elites atualmente no poder vão suceder ao meu pai enquanto exibem o seu jovem sucessor como símbolo", afirma Kim Jong-Nam, filho de um primeiro casamento de Kim Jong-Il e que caiu em desgraça em 2000. Até então e durante algum tempo, Kim Jong-Nam chegou a ser encarado como o mais provável herdeiro.

Kim Jong-Nam, de 40 anos, vive atualmente entre Macau e Pequim com a mulher e os seus dois filhos.

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Janeiro 15, 2012, 01:40:23 pm
Citar
Coreia do Norte estaria punindo quem não chorou por ditador

http://www.forte.jor.br/2012/01/14/core ... r-ditador/ (http://www.forte.jor.br/2012/01/14/coreia-do-norte-estaria-punindo-quem-nao-chorou-por-ditador/)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2012, 07:17:49 pm
Fim do regime da Coreia do Norte está próximo, diz filho mais velho de Kim Jong-il


Kim Jong-nam, irmão mais velho do novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, considerou que as reformas necessárias para evitar o colapso da economia norte-coreana vão acabar por derrubar o regime, num livro a publicar esta semana. Kim Jong-Nam - meio irmão de Kim Jung-un, que tomou as rédeas da única  ditadura comunista do mundo após a morte do pai, Kim Jong-il, no mês passado  - afirmou no livro que o poder das Forças Armadas norte-coreanas é tão forte que estas acabarão por tomar o poder.  

Kim Jong-Nam fez estes comentários no livro "O Meu Pai Kim Jong-il e Eu", a lançar na sexta-feira, escrito por Yoji Gomi, jornalista e antigo  correspondente do jornal Tokyo Shimbun em Seul e Pequim, com base em entrevistas  e trocas de correio eletrónico com o filho mais velho de Kim Jong-il, que vive em Macau.  

"A Coreia do Norte é muito instável. O meu pai governou o país com a ajuda dos militares, mas o poder dos militares tornou-se demasiado forte", disse Kim Jong-nam, numa entrevista para o livro, em coreano. "Se a sucessão acabar em falhanço, os militares irão com certeza exercer o verdadeiro poder", acrescentou.  

Kim Jong-nam alertou ainda que a economia norte-coreana, totalmente  controlada pelo Estado e que não consegue alimentar a população, vai acabar por apresentar um dilema ao regime.  

"É óbvio que a economia vai ruir sem reformas, mas as reformas vão levar à crise e ao colapso do regime", disse Kim Jong-nam, numa entrevista feita antes da morte de Kim Jong-il, a 17 de dezembro do ano passado.  

Kim considerou ainda que o irmão mais novo, Kim Jong-un, nunca deverá passar de um símbolo que as elites do regime vão utilizar para se manterem no poder.  

"Para quem pense de forma racional, será difícil tolerar três gerações  de sucessão hereditária. Questiono-me como um jovem herdeiro com dois anos  de treino para a sucessão será capaz de herdar o poder absoluto", disse  Kim, num e-mail que Gomi garantiu ter sido enviado a 03 de janeiro.  

Kim Jong-nam viveu muitos anos no exílio na China, afastado por Kim Jong-il que, por sua vez, já tinha herdado o poder do pai, Kim Il-sung.

No livro, Yoji Gomi afirmou que Kim Jong-nam pode ainda assumir o poder  na Coreia do Norte, como apoio de Pequim, o único aliado internacioanl de  peso do regime norte-coreano.  

"Se o regime de Kim Jong-un ruir, a China, aparentemente, está planear enviar Kim Jong-nam para Pyongyang e fazer dele o novo líder", considerou.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2012, 05:57:57 pm
Coreia do Norte, de novo no “negócio” de obtenção de ajudas
Alexandre Reis Rodrigues


A história repete-se. A Coreia do Norte vai receber 265.000 toneladas de ajuda alimentar (sob a forma de suplementos nutritivos) contra o compromisso de observar uma moratória na realização de testes nucleares e de mísseis de longo alcance e de suspender as atividades de enriquecimento de urânio na central de Yongbyon, sob supervisão da AIEA. Não é a primeira vez, nem a segunda, que recebe incentivos para dar passos concretos no caminho da desnuclearização que depois não cumpre, abandonando as negociações. A última vez que isto sucedeu foi em abril de 2009, para logo a seguir fazer um teste de lançamento de um míssil e o segundo teste nuclear.
 
Para o Congresso americano, em face do ocorrido em 2009, não deveria voltar a haver ajuda sem avanços específicos no prosseguimento das conversações a seis tendo em vista o abandono do programa nuclear, o que, de facto, a Coreia do Norte nunca chegou a admitir. Malgrado nada estar garantido, a administração americana decidiu considerar que a disponibilidade da Coreia do Norte para os dois compromissos atrás referidos era um passo suficientemente importante, embora modesto, para prosseguir com o acordo.
 
Até que ponto pode esta situação ser um sinal de que algo vai mudar na Coreia do Norte é o que interessaria saber. Não obstante a imprevisibilidade inerente à extrema opacidade do regime, as expectativas, em qualquer caso, são baixas. Continuam em aberto diversos pontos importantes.

Por exemplo, não se sabe se a Coreia do Norte está também disponível para retomar as negociações a seis, que tem procurado substituir por conversações bilaterais com os EUA, o que estes não têm aceitado. Não existe qualquer indicação de que a Coreia do Norte se disponha a pôr de lado a retórica extremamente agressiva de que tem feito uso ultimamente contra a Coreia do Sul, para além de continuar a não reconhecer as agressões que cometeu no passado recente (o afundamento da corveta Cheonam e o bombardeamento da ilha Yeonpyeong). Não se sabe se a liderança de Kim Jong Un vai introduzir alguma nova orientação ao relacionamento internacional, uma vez que o atual acordo vem de negociações empreendidas ainda no tempo de seu pai, Kim Jong Il, e como tal não pode ser interpretado como da iniciativa do novo líder. Este, preocupado em tornar clara a sua autoridade e satisfazer os velhos generais do regime pode optar por manter uma postura agressiva de provocações que o Sul não quererá continuar a ignorar.
 
Kim Jong Il ficou conhecido como o “único líder mundial capaz de fazer tremer os chineses” aproveitando-se dos receios de Pequim quanto ao impacto de um eventual colapso da Coreia do Norte (êxodo da população para o território chinês e perda do efeito de tampão que a Coreia do Norte proporciona em relação à presença americana na Coreia do Sul). Não é provável que esta estratégia venha a ser mudada pelo novo líder. Dito por outras palavras, a Coreia do Norte vai continuar, nos tempos mais próximos, a ser uma ameaça á paz e estabilidade no mundo e uma evidência da incapacidade da comunidade internacional se entender para pôr fim a um regime desumano e indecente; mais uma vez sob a responsabilidade quase exclusiva da China.

Jornal Defesa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 10, 2012, 06:47:12 pm
Rússia abaterá foguetão norte-coreano se sair da trajetória


O Sistema de Controlo do Espaço da Rússia irá acompanhar o lançamento do foguetão norte-coreano que será abatido se se afastar da trajetória, na direção do território russo, declarou fonte militar oficial citada pela agência Interfax.

"O sistema de prevenção de ataques de mísseis e o sistema de controlo do Espaço irão acompanhar e seguir o lançamento do foguetão Via Látea-3 durante todo o voo, até se separar do aparelho espacial (satélite)", precisou o Estado Maior das Forças Armadas da Rússia.

Segundo a fonte, o lançamento está a provocar a atenção máxima dos militares russos porque a trajetória do voo do foguetão pode passar perto do território da Rússia e, em caso de desvio, poderá cair nas Ilhas Curilhas.

"Os meios técnicos que estão à disposição do Sistema de Controlo do Espaço permitem determinar os parâmetros da órbita do aparelho espacial e, por conseguinte, as suas características e tarefas", concluiu a fonte da Interfax.

A Coreia do Norte anunciou, no mês passado, que iria lançar um satélite de comunicações usando um foguete de três fases, durante as celebrações do 100.º aniversário do fundador da nação, Kim Il-sung. O lançamento deverá ter lugar entre 12 e 16 de Abril.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2012, 07:00:51 pm
Foguetão norte-coreano explode um minuto depois do lançamento


O controverso foguetão norte-coreano lançado esta manhã a partir da capital foi um tremendo fracasso. Um minuto depois de ser lançado, ficou desfeito em pedaços que caíram sobre o mar Amarelo. A notícia já foi confirmada pelo governo de Pyongyang. De acordo com o governo norte-coreano, o amplamente falado foguetão seria lançado em jeito de comemoração dos 100 anos do nascimento de Kim il-Sung, a 15 de Abril, fundador do actual estado da Coreia do Norte e avô do actual líder, e serviria igualmente para colocar um novo satélite em órbita para estudar os padrões climáticos.

Poucos minutos depois do lançamento e consequente queda, a imprensa estatal norte-coreana confirmava que o satélite Kwanggmyongsong-3 «falhou a sua entrada na órbita», apressando-se a dizer que «cientistas, técnicos e especialistas na matéria estão a tentar perceber o que esteve na origem da falha».

Mas a comunidade internacional sempre olhou com medo para o gesto, desconfiando da possibilidade de Pyongyang estar a testar tecnologia para mísseis de longo alcance

A notícia da explosão do foguetão marca assim um final embaraçoso para a Coreia do Norte, depois de semanas de investimento na promoção do lançamento, rodeando-o de orgulho nacional de celebrações políticas.

SOL
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: urso bêbado em Abril 13, 2012, 08:11:14 pm
Citação de: "Lusitano89"
Foguetão norte-coreano explode um minuto depois do lançamento


O controverso foguetão norte-coreano lançado esta manhã a partir da capital foi um tremendo fracasso. Um minuto depois de ser lançado, ficou desfeito em pedaços que caíram sobre o mar Amarelo. A notícia já foi confirmada pelo governo de Pyongyang. De acordo com o governo norte-coreano, o amplamente falado foguetão seria lançado em jeito de comemoração dos 100 anos do nascimento de Kim il-Sung, a 15 de Abril, fundador do actual estado da Coreia do Norte e avô do actual líder, e serviria igualmente para colocar um novo satélite em órbita para estudar os padrões climáticos.

Poucos minutos depois do lançamento e consequente queda, a imprensa estatal norte-coreana confirmava que o satélite Kwanggmyongsong-3 «falhou a sua entrada na órbita», apressando-se a dizer que «cientistas, técnicos e especialistas na matéria estão a tentar perceber o que esteve na origem da falha».

Mas a comunidade internacional sempre olhou com medo para o gesto, desconfiando da possibilidade de Pyongyang estar a testar tecnologia para mísseis de longo alcance

A notícia da explosão do foguetão marca assim um final embaraçoso para a Coreia do Norte, depois de semanas de investimento na promoção do lançamento, rodeando-o de orgulho nacional de celebrações políticas.

SOL

 :rir:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2012, 08:34:32 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 15, 2012, 02:00:49 pm
Novo míssil exibido em parada militar


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg824.imageshack.us%2Fimg824%2F2623%2Fimagetfh.jpg&hash=b070ac06ed5e5cccdfb6bac66e1d78e5)

A Coreia do Norte exibiu hoje um novo míssil durante uma parada militar em Pyongyang para assinalar o centenário do nascimento do seu fundador, Kim Il-Sung. Analistas militares do Japão e Coreia do Sul disseram que o míssil hoje exibido parece tratar-se de algo novo e possivelmente maior do que a Coreia do Norte tem vindo a exibir em eventos semelhantes, ressalvando que é ainda necessário uma maior análise para perceber se se trata de um míssil balístico intercontinental.

Analistas especulam há meses sobre a possibilidade de a Coreia do Norte estar a desenvolver um míssil maior e mais potente do que o que foi lançado na sexta-feira, sem sucesso, e que poderia chegar a território norte-americano.

Nesta que foi a primeira vez que um discurso de Jong-Un teve transmissão televisiva, o líder homenageou o pai e o avô: «Ofereço o mais puro respeito e a maior honra aos grandes camaradas Kim Il-Sung e Kim Jong-Il.»

Antes, uma parada de milhares de soldados com bandeiras vermelhas marchou junto à praça Kim Il-sung, a praça de Pyongyang, local onde se concentrou uma multidão para assistir pessoalmente ao discurso.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2012, 06:17:28 pm
Como sairá a Coreia do Norte da humilhação por que passou?
Alexandre Reis Rodrigues


As expectativas de melhoria do relacionamento entre os EUA e a Coreia do Norte, na sequência do acordo que assinaram a 29 de fevereiro, não duraram mais do que duas semanas. Foi o período que Pyongyang deixou passar para anunciar que lançaria um satélite de observação em meados de abril, retomando a postura de desafio com que encara o seu relacionamento internacional. Nem os apelos do secretário-geral da ONU lembrando as restrições que o regime deve observar nessa área, em função de anteriores Resoluções do Conselho de Segurança, nem as pressões que a comunidade internacional exerceu, tiveram qualquer efeito.

Em fevereiro, Pyongyang tinha-se comprometido a autorizar o regresso dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica e suspender todos os testes de nucleares e de lançamento de mísseis em troca de 265 mil toneladas de ajuda alimentar a fornecer pelos EUA. Na sua perspetiva, não violou o compromisso porque a moratória sobre o lançamento de mísseis não abrange a colocação de satélites em órbita, para fins pacíficos. No entanto, nunca foi esse o entendimento internacional, muito menos dos EUA que sempre o deixaram claro. Aliás, a Resolução 1874 (2009) do Conselho de Segurança proíbe qualquer lançamento usando tecnologia de mísseis balísticos («Demands that the DPRK not conduct any further nuclear test or any
launch using ballistic missile technology»). Compreende-se porquê; não existem diferenças relevantes entre as tecnologias usadas em mísseis para colocação de satélites em órbita e mísseis balísticos para transporte de armas.

A administração americana deixou-se enganar de novo, malgrado o historial de promessas não cumpridas. Sabia-se que as expectativas de progresso eram baixas e estava à vista que os passos dados pelo regime norte-coreano eram não só modestos como também pouco transparentes. Mesmo assim, o Presidente Obama decidiu dar luz verde para avançar com o acordo; talvez a mudança de líder tivesse alterado a postura. Não alterou literalmente nada. Agora, não resta aos EUA senão suspender a ajuda que começariam a fornecer dentro em breve, segundo calendário que se encontrava já desenhado, e preparar-se para uma agudização das relações.
 
Tornou-se claro que algo falhou na avaliação de eventuais mudanças na atitude do regime norte-coreano. Não foram tidas em devida conta as ambições do regime para comemorar “em grande estilo” o centésimo aniversário do nascimento do fundador da atual Coreia do Norte, Kin Il Sung, avô do jovem Presidente que tem hoje a liderança do País. As comemorações, que vinham sendo preparadas há talvez mais de dois anos, deveriam ter uma vertente interna, com iniciativas de melhoria das condições de vida da população, onde se inseria a obtenção de ajuda alimentar que quebrasse as fomes sucessivas por que têm passado. A vertente externa incluiria um evento que projetasse a Coreia do Norte internacionalmente, algo ao nível das potências tecnologicamente mais avançadas. O lançamento de um satélite “encaixaria” perfeitamente nessa estratégia, como um ato não essencialmente agressivo; serviria também para mostrar que a Coreia do Norte conservava o essencial da sua autonomia, apesar de algumas cedências para obter ajuda alimentar.
 
Pyongyang acabou por falhar nas duas frentes. Já não vai conseguir a ajuda alimentar de que precisava e, em vez, da “glória”, que o lançamento de um satélite lhe proporcionaria, o que tem pela frente é a tarefa impossível de sair airosamente da humilhação por que passou ao não conseguir, mais uma vez ter sucesso no lançamento de um míssil de longo alcance. Calcula-se que a Coreia do Norte tenha desta forma desperdiçado quase mil milhões de dólares num investimento falhado (450 milhões no míssil e satélite e 400 milhões na renovação/modernização das infraestruturas de lançamento), tanto quanto o necessário, segundo alguns peritos, para alimentar a sua população esfomeada, durante um ano.
 
Já tinha falhado em 1998, 2006 e 2009, embora o regime, contra todas as evidências, tivesse reclamado sucesso. Desta vez, o míssil voou apenas dois minutos e não atingiu sequer um terço da altitude requerida para colocar o satélite em órbita (94 milhas em vez de 310). A diferença para as anteriores situações é que desta vez, o falhanço foi assumido. Pode parecer uma mudança de atitude, mas não é. Depois de ter convidado órgãos de comunicação social internacionais e observadores internacionais para o lançamento e para uma visita ao centro de comando, seria negar o óbvio.
 
Falhanços técnicos são um acidente de percurso relativamente normal; os EUA que o digam. No entanto, este caso da Coreia do Norte é diferente; não se tratava de fazer um ensaio de lançamento mas sim da colocação de um satélite em órbita, o que pressupõe que a tecnologia do míssil de lançamento esteja dominada. Pelos vistos não está, nem nunca esteve, conforme nos dizem as anteriores tentativas. Isto mostra que afinal a Coreia do Norte não tem as capacidades que reclama ter. Perdeu, assim, o benefício da ambiguidade de que desfrutava até então sobre a consistência dos seus programas de mísseis balísticos.

É um revés importante que o regime procurará minimizar. Alguns dos passos que estavam previstos para a comemoração do sucesso que, acabou por não acontecer, não deixaram nem por isso de ser dados. Ainda no próprio dia da tentativa de lançamento, malgrado o desfecho desastroso, Kim Jong Un fez 70 promoções ao posto de oficial general e foi nomeado, pelo Parlamento, Presidente da poderosa Comissão de Defesa, cargo que estava entregue a um seu tio, por decisão de Kim Yong Il, durante o processo de preparação da sua sucessão. É uma forma de tentar dizer ao mundo que afinal está tudo bem na frente interna.

Muitos receiam, no entanto, que o regime queira ir mais longe e tomar outras iniciativas que compensem a perda de afirmação internacional por que acaba de passar e o que ocorre, neste contexto, é um teste nuclear. É uma possibilidade que se alinha com os indícios que vêm sendo recolhidos de remoções de terra que sugerem a preparação de um túnel para um ensaio nuclear subterrâneo. Se for para a frente, a explosão não deixará de ser registada e avaliada através da rede de sensores sísmicos que cobrem o mundo, alguns dos quais são específicos do International Moratorium System for the Comprhensive Test Ban Treaty. O mundo ficará a saber um pouco melhor afinal em que ponto está o programa nuclear coreano - o que é um novo risco que o regime vai correr - mas não conseguirá ficar a saber tudo.

Nos dois ensaios anteriores mostrou capacidades modestas; uma explosão equivalente a 900 toneladas de explosivo em 2006 e a 4600 em 2009. No primeiro ensaio dos EUA, em 1945, a explosão teve uma dimensão equivalente a 21000 toneladas. No entanto, a menor dimensão dos testes feitos não é necessariamente uma boa notícia. A Coreia do Norte pode visar precisamente a construção de engenhos de menor potência que são mais fáceis de colocar num míssil embora mais difíceis de construir. Vai permanecer pelo menos esta preocupante dúvida. Isto, junto com a perícia que o regime demonstra em seguir, apesar de tudo, uma bem-sucedida estratégia de sobrevivência, não vai permitir abrandar os motivos de preocupação que a Coreia do Norte representa para todo o mundo.


Jornal Defesa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 31, 2012, 12:57:03 pm
Nova constituição destaca estatuto de potência nuclear


A nova Constituição da Coreia do Norte afirma pela primeira vez o estatuto de potência nuclear, segundo um texto oficial, o que complica ainda mais os esforços da comunidade internacional para convencer Pyongyang a abandonar o programa de armamento atómico.
 
O texto da nova Constituição, revisto na sessão parlamentar de 13 de abril, acaba de ser disponibilizado no site norte-coreano Naenara (Minha nação).

«O presidente da Comissão de Defesa Nacional, Kim Jong-Il, fez do nosso país um Estado invencível em termos de ideologia política, um Estado dotado da arma nuclear e uma potência militar indomável, abrindo assim o caminho para construção de uma nação forte e próspera», afirma o texto.

A Constituição anterior, revista a 9 de abril de 2010, não incluía o termo «Estado dotado de arma nuclear».

A Comissão de Defesa Nacional, um dos principais órgãos do regime norte-coreano, foi presidida por Kim Jong-Il até à morte, em dezembro de 2011. O país agora é comandado pelo seu filho Kim Jong-Un.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 16, 2012, 07:31:09 pm
Chefe do exército da Coreia do Norte afastado por motivos de doença


O chefe do exército Norte Coreano, Ri Yong-Ho, foi afastado de todos os seus cargos por motivos de doença, informou a agência de notícias oficial do Estado comunista. Uma reunião do órgão executivo do partido no poder decidiu hoje «libertar Ri Yong-Ho de todos os seus cargos... devido à sua doença», disse a agência.

Os seus cargos incluíam ser «membro da junta governativa da comissão política, membro do comité central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e vice-presidente da comissão militar central» do partido, informou.

O Partido dos Trabalhadores da Coreia é o partido no poder na Coreia do Norte.

Ri Yong-Ho, uma figura central no regime que se tornou chefe do exército em 2009, foi visto recentemente a acompanhar o novo líder do país Kim Jong-Un, quando este prestou homenagem ao seu avô, Kim Il-Sung, no aniversário da sua morte.

Kim Jong-Un assumiu o poder após a morte do seu pai, Kim Jong-Il, em Dezembro.

Alguns analistas consideram que o novo ditador poderá levar o país por um novo caminho, mas outros apontam a recente tentativa falhada de lançamento de um foguetão como uma prova de que irá manter o país isolado do resto do mundo.

A Coreia do Norte está há anos a desenvolver armas nucleares, argumentando que precisa delas para se defender de uma ameaça nuclear norte-americana, mas afirmando-se disponível em princípio para se desfazer do seu arsenal, desde que seja alcançado um acordo internacional.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 17, 2012, 07:50:05 pm
Líder norte-coreano afasta aliados do pai e reforça marca no poder


O jovem líder da Coreia do Norte promoveu um militar do Exército a vice-marechal, depois de demitir o chefe do Estado-Maior, numa manobra vista pela rival Coreia do Sul como uma tentativa de impor a sua autoridade sobre as Forças Armadas, que há décadas sustentam o regime comunista da família Kim no país asiático.  Analistas consideram que as mudanças, sete meses após a ascensão de Kim Jong-un ao poder, não alteram as políticas que foram implementadas pelo seu pai e avô, com prioridade para a estrutura militar do país.

A imprensa estatal norte-coreana noticiou hoje a promoção do relativamente desconhecido militar Hyon Yong-chol à patente de vice-marechal. Hyon, que supostamente tem pouco mais de 60 anos, começou a ascender na estrutura do regime em 2007, e a sua posição na elite governante foi confirmada pelo facto de ter participado na delegação oficial que acompanhou o funeral do ex-líder Kim Jong-il, pai de Kim Jong-un, que morreu em dezembro.

Generais sexagenários são considerados jovens na Coreia do Norte, onde remanescentes da luta contra o Japão empreendida pelo fundador do regime, Kim Il-sung, continuam no activo após os 80 anos de idade.

Não ficou claro se Hyon vai substituir Ri Yong-ho como chefe do Exército norte-coreano, um dos maiores do mundo.

A agência Reuters teve acesso a uma avaliação do governo sul-coreano segundo a qual cerca de 20 oficiais de alto escalão foram «expurgados» desde a ascensão de Kim Jong-un ao poder.

 «O expurgo de Ri poderia ser uma mensagem para os novos militares, já que (as Forças Armadas) continuam a ser uma ameaça ao regime de Kim Jong-un, embora tenham servido um propósito importante ao ajudar Kim a ascender ao trono», lê-se no relatório sobre a demissão de Ri.

Kim, que estudou na Suíça e supostamente tem menos de 30 anos, tem adoptado uma imagem mais descontraída do que os seus antecessores, e já foi mostrado pela imprensa estatal visitando feiras de variedades, falando em público e aplaudindo um show de rock no fim de semana.

No entanto, não parece ter feito praticamente nada para resolver os graves problemas económicos do país, onde segundo a ONU um terço das crianças está desnutrida.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 20, 2012, 06:45:54 pm
Tiroteio em Pyongyang provoca a morte de trinta soldados norte-coreanos


Um tiroteio em Pyongyang terá provocado a morte de trinta soldados norte-coreanos, noticia esta sexta-feira a imprensa sul-coreana. O incidente ocorre na mesma semana em que Kim Jong-Un foi nomeado marechal do Exécito, um cargo anteriormente apenas ostentado pelo seu avô, Kim Il-Sung, e pelo seu pai, Kim Jong-Il, e foram afastados algumas figuras de topo da hierarquia militar.

Os detalhes sobre o tiroteio não são conhecidos, uma vez que o regime norte-coreano mantém-se extremamente fechado. No entanto, as notícias indicam que Ri Yong-Ho, considerado uma das figuras chave do regime, poderá ter sido ferido ou morto no tiroteio, que terá sido originado pelos seus guarda-costas, descontentes com a sua exoneração.

Na segunda-feira, Pyongyang anunciou a saída de Ri Yong-Ho, considerado uma das figuras chave do regime e que nos últimos meses surgiu frequentemente junto ao novo líder.

Ri foi afastado de todas as suas funções, entre elas a de comandante das forças armadas, «por razões de saúde», de acordo com as explicações oficiais.

Na terça-feira, foi anunciada a promoção a vice-marechal de uma pessoa próxima ao regime, Hyon Yong-Chol, que deverá substituir Ri.

O jovem líder destituiu vários militares de topo da geração do seu pai, incluindo o ex-ministro das Forças Armadas Kim Yong-Chun e o chefe dos serviços secretos, U Dong-Chuk.

Sob a liderança de Kim Jong-Il, que promovia a doutrina de "Songun" ("o exército primeiro"), os militares aumentaram ainda mais o seu poder. O exército está presente na agricultura, na pesca, nos projectos de construção, e controla, sobretudo, a maioria do comércio norte-coreano.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 17, 2012, 10:45:27 pm
Hu Jintao reuniu-se com tio do líder norte-coreano


O tio do líder norte-coreano Kim Jong-un reuniu-se hoje com o Presidente chinês, Hu Jintao, depois de Pequim ter aceitado ajudar a Coreia do Norte a desenvolver duas zonas económicas especiais junto à fronteira com a China.

A rádio oficial chinesa informou que o encontro teve lugar no final de uma visita de seis dias à China de Jang Song Thaek, vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa da Coreia do Norte.

No encontro, Hu Jintao elogiou Jang pelo seu "trabalho em prol das relações de amizade entre a China e a Coreia do Norte enquanto dois países vizinhos", avançou a estação.

De acordo com a imprensa oficial, Jang reuniu-se também com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que salientou a importância da visita do responsável norte-coreano a Pequim para "aprofundar as relações entre as duas nações".

A China e a Coreia do Norte assinaram esta semana acordos de cooperação para desenvolver duas zonas económicas especiais: Rason, no norte da península coreana, e Hwanggumphyong, uma ilha no rio Yalu, na fronteira entre os dois países.

Rason será transformada numa base de produção, centro de logística e 'hub' turístico, enquanto Hwanggumphyong estará focada nas tecnologias de informação, turismo, agricultura e fabrico de produtos têxteis.

De acordo com a imprensa oficial chinesa, esta visita de Jang poderá preparar uma deslocação de Kim Jong-un à China, o mais importante aliado da Coreia do Norte.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 13, 2012, 07:11:13 pm
Adotada lei para aumentar a segurança nuclear


A Coreia do Norte adotou uma lei para melhorar a gestão das instalações nucleares numa tentativa de reforçar a sua segurança, revelou hoje a agência noticiosa sul-coreana Yonhap, que cita uma cópia do diploma a que teve acesso.

De acordo com a Yonhap, a lei foi aprovada a 29 de agosto e diz respeito essencialmente à gestão segura de substâncias radioativas e das instalações nucleares.

O diploma, com seis capítulos e 50 artigos, pretende "prevenir a contaminação e ajudar a proteger a vida e saúde das pessoas e do meio ambiente", indicou a Yonhap que cita o documento.

Em termos práticos, a nova lei de segurança nuclear da Coreia do Norte impõe uma avaliação prévia da segurança e dos eventuais efeitos sobre o ambiente antes da construção de qualquer instalação nuclear.

No caso de contaminação, o diploma prevê a intervenção de uma equipa especial para que sejam excluídos produtos agrícolas e marinhos contaminados e a realização de testes periódicos ao ar, água e solo junto das instalações nucleares.

Julga-se que a Coreia do Norte tem no seu território um reator de investigação nuclear de cinco megawatts e outras instalações de processamento e reprocessamento e outro reator de água em Yongbyon que está em construção.

Especialistas já alertaram várias vezes para a possibilidade de ocorrer um acidente nuclear na Coreia do Norte.

A comunidade internacional alega que o programa nuclear norte-coreano não tem só fins pacíficos e que Pyongyang pretende fabricar armas nucleares.

A Coreia do Norte realizou testes nucleares em 2006 e 2009, que levaram à aplicação de sanções pelo Conselho de Segurança da ONU.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 27, 2012, 10:35:29 pm
Espião norte-coreano revela ordem para matar filho de Kim Jong-il


Um espião norte-coreano detido pela polícia sul-coreana em Seul confessou ter recebido ordens do regime do falecido Kim Jong-il para assassinar o filho mais velho do líder na China, informou hoje a agência Yonhap.
 
Segundo a agência, que cita fontes anónimas da Procuradoria da Coreia do Sul, o espião recebeu instruções da Agência de Segurança Nacional da Coreia do Norte para acabar com a vida de Kim Jong-nam, meio-irmão do actual líder do país, Kim Jong-un, em Julho de 2010.
 
Kim Jong-nam perdeu a estima do seu pai em 2001, após ser preso pelas autoridades do Japão quando tentava entrar no país com um passaporte falso.
 
Desde então, mora fora da Coreia do Norte e acredita-se que passe longas temporadas na China, local onde o espião deveria matá-lo.
 
Identificado apenas por Kim, o espião, de 50 anos, chegou à Coreia do Sul em Junho deste ano fazendo-se passar por um dos muitos cidadãos norte-coreanos que pedem asilo para entrar no país vizinho.
 
Desde a sua chegada à Coreia do Sul - segundo a Yonhap - o espião foi submetido a interrogatórios e revelou a sua verdadeira identidade, reconhecendo que trabalhava para a Agência de Segurança Nacional norte-coreana.
 
Foi detido no dia 12 de setembro e está à espera de julgamento.
 
Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido Kim Jong-il e da sua primeira concubina, a actriz Song Hye-rim, foi considerado o principal candidato a sucessor do regime da Coreia do Norte até cair em desgraça em 2001.
 
Desde então, vários meios de comunicação especularam sobre supostas tentativas do regime para assassinar o primogénito de Kim Jong-il.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2012, 06:20:02 pm
Coreia do Norte avança com construção de novo reactor nuclear


A Coreia do Norte fez mais progressos na construção de um novo reactor nuclear, disse o chefe nuclear da ONU esta quinta-feira, o que pode estender a capacidade do país para produzir material para bombas nucleares.

Pyongyang «continuou a construção do reactor de água leve e praticamente concluiu a obra no exterior dos edifícios principais», afirmou Yukiya Amano, director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
 
Mas, ele disse ao conselho director de 35 nações da AIEA que a agência da ONU «continua a ser incapaz de determinar as características do reactor ou a data provável para o seu funcionamento».
 
A Coreia do Norte afirma que precisa de energia nuclear para fornecer electricidade, mas também vangloriou-se da sua capacidade de dissuasão nuclear e negociou tecnologia nuclear com a Síria, Líbia e, provavelmente, o Paquistão.
 
O reactor de água leve está a ser construído na principal central nuclear de Yongbyon, que consiste num reactor de cinco megawatts, uma instalação de fabrico de combustível e uma central de reprocessamento de plutónio, onde o material para armas é extraído de barras de combustível irradiado.
 
A Coreia do Norte foi o primeiro país a retirar-se do Tratado de Não-Proliferação Nuclear em 2003 e negou o acesso da AIEA às suas instalações atómicas, renegando um acordo de Fevereiro para fazê-lo depois de ter anunciado planos para lançar um foguete de longo alcance, em desafio às resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Novembro 30, 2012, 06:28:44 pm
Citação de: "Lusitano89"
A Coreia do Norte afirma que precisa de energia nuclear para fornecer electricidade, mas também vangloriou-se da sua capacidade de dissuasão nuclear e negociou tecnologia nuclear com a Síria, Líbia e, provavelmente, o Paquistão.

Por que não com a China, país vizinho e aliado militar? :roll:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 13, 2013, 08:40:57 pm
Coreia do Norte com sinais de abertura


Para um Estado eremita, são muitos os sinais em tão poucos dias: mensagem de Ano Novo de Kim Jong-un, visita do presidente da Google e do ex-governador do Novo México, e notícias de uma iminente abertura económica levam a que as atenções se virem para o país governado há 65 anos com mão de ferro pela dinastia Kim. Terminou na quinta-feira a visita «de carácter pessoal com uma missão humanitária» de Bill Richardson à Coreia do Norte. O antigo governador e embaixador dos Estados Unidos referia-se ao cidadão norte-americano Kenneth Bae, preso em Novembro em circunstâncias desconhecidas. No passado, a visita de altas figuras à capital norte-coreana – a começar pela do próprio Richardson, e incluindo Bill Clinton ou Jimmy Carter – levaram à libertação de norte-americanos. Richardson não saiu de Pyongyang com Bae, apenas soube que este estará bem de saúde.

Richardson fez-se acompanhar de Eric Schmidt, presidente da Google, que foi advogar a liberdade das comunicações. Na Coreia do Norte a internet e os telemóveis estão vedados à larguíssima maioria dos 23 milhões de habitantes. Só a elite política e militar e as universidades têm acesso limitado à rede mundial.

Schmidt chegou a ser dado como certo na nova Administração de Obama. Mas a visita foi criticada pelo Departamento de Estado, que lembrou o recente teste com um foguete de longo alcance (e que incluiu o envio de um satélite para órbita). Washington considera o lançamento um teste dissimulado do programa de mísseis balísticos intercontinentais, que segundo o regime comunista já podem atingir o território dos Estados Unidos.

A visita de um executivo de uma empresa que lidera as novas tecnologias acontece dias após a surpreendente mensagem de Ano Novo de Kim Jong-un. Na ocasião, o jovem ditador (com um visual decalcado do avô Il-sung) defendeu o incremento da produção e a melhoria do nível de vida da população tendo como pilares a agricultura e a indústria, mas também a ciência e a tecnologia.

«A revolução industrial é na essência uma revolução científica e tecnológica, e ultrapassar essa fronteira é um atalho à construção de um gigante económico», disse o líder norte-coreano.

Alemães aconselham modelo vietnamita

Se a isto juntarmos a informação de que os agricultores passaram a estar autorizados a ficar com 30% da produção e que já podem constituir unidades de produção apenas com quatro pessoas, a notícia veiculada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung fará sentido: economistas alemães estarão a aconselhar os dirigentes norte-coreanos a ultimar um plano de abertura da economia. «Eles querem fazê-lo este ano», disse um dos economistas não identificados pelo jornal.

Ainda assim, com o aliado chinês ao lado, causa estranheza. «Estão antes interessados no modelo vietnamita, no qual determinadas empresas foram escolhidas como destinatárias dos investimentos».

SOL
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 23, 2013, 04:12:12 pm
Coreia do Norte diz que ampliará testes nucleares, após sanções


A Coreia do Norte anunciou hoje que ampliará a respectiva capacidade militar e nuclear, um dia após o Conselho de Segurança da ONU ampliar as sanções económicas e diplomáticas ao regime comunista.
 
A reprimenda foi aprovada na terça-feira por unanimidade pelos 15 membros do conselho e não impõe novas sanções ao país comunista, mas amplia as já existentes. O texto aprovado contou com o apoio da China, no que pode ser um sinal de perda de confiança nos norte-coreanos.
 
A resolução diz que o Conselho «deplora as violações» de resoluções anteriores que proibiam a Coreia do Norte de testar tecnologias associadas a mísseis balísticos ou a armas nucleares. O grupo ainda ameaçou tomar medidas mais incisivas em caso de lançamento ou teste nuclear.
 
Em nota divulgada pela agência de notícias KCNA, o regime do ditador Kim Jong-un disse que não participará nas negociações para suspender o programa nuclear e anunciou um novo reforço das suas capacidades militares e atômicas.
 
«Vamos tomar medidas para reforçar e fortalecer o nosso poderio militar defensivo, incluindo a dissuasão nuclear», disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreana.
 
O novo anúncio suscitou críticas das potências internacionais. O enviado especial dos EUA ao país, Glyn Davies, pediu a Pyongyang que recue nas novas provocações, e deixou a porta aberta ao diálogo.
 
«Se eles puderem começar a dar passos concretos para indicar o seu interesse em voltar à diplomacia, poderão nesse processo encontrar parceiros dispostos a isso», disse Glyn Davies, em visita a Seul.
 
Mais tarde, o ministro dos Negócios Estrangeiros  da Rússia, Sergei Lavrov, disse que a Coreia do Norte deve obedecer à comunidade internacional e respeitar os limites impostos aos seus programas nucleares e de mísseis.
 
As discussões multilaterais voltadas para o fim do programa nuclear norte-coreano envolvem os EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coreias, sendo realizadas de forma intermitente desde 2003, mas estão paralisadas desde 2008.
 
A Coreia do Sul diz que o Norte está tecnicamente pronto para um terceiro teste nuclear, e imagens de satélite indicam preparativos em curso no local de testes nucleares norte-coreanos. Mas analistas políticos consideram que esse teste é improvável a curto prazo.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2013, 09:23:29 pm
Pais esfomeados obrigados a comer os seus filhos


Um homem norte-coreano foi executado por pelotão de fuzilamento por ter assassinado os seus dois filhos e os ter comido, ao não aguentar mais a "fome escondida" que afeta a Coreia do Norte e terá vitimado mais de 10 mil pessoas no ano passado, noticia hoje o jornal britânico Sunday Times.

O caso surge em relatos clandestinamente difundidos do mais fechado país do mundo, que foram divulgados pela agência Asia Press, sediada em Osaka, Japão, dando conta que há pais norte-coreanos a "comer os seus filhos".

Entre os vários casos relatados, destaca-se ainda o de um homem que desenterrou o corpo do neto para o comer, e o de um terceiro homem que cozeu o filho e comeu a carne, também para não morrer de fome.

O Sunday Times escreve que estes relatos da Asia Press são considerados credíveis porque esta agência tem um conjunto de "cidadãos-repórteres" no país de Kim Jong-un, que fazem chegar ao ocidente notícias do regime comunista.

Segundo estas fontes, os casos de fome mais graves ocorrem nas províncias de Hwanghae Norte e Sul, a sul da capital, Pyongyang, onde pelo menos de 10 mil pessoas terão morrido de fome em 2012.

Os casos de canibalismo em situações de fome extrema não são raros. Na Ucrânia, por exemplo, durante a grande fome de 1932-1933 - após a anexação do país pela União Soviética de Estaline e a subsequente coletivização dos meios de produção - há dezenas de relatos confirmados de pessoas que se viram obrigadas a comer familiares, crianças e adultos, para sobreviver. Os historiadores estimam que morreram pelo menos 7 milhões de ucranianos neste período.

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Fevereiro 04, 2013, 12:06:38 am
Alarmismo barato. Não leve a sério essas falácias. :evil:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 12, 2013, 01:18:33 pm
Citar
Coreia do Norte desafia ONU e realiza terceiro teste nuclear

Pyongyang apresentou o acto como uma resposta à "hostilidade" dos Estados Unidos que o classifica de "provocatório". Rússia também condena e China manifesta "oposição firme".


A Coreia do Norte realizou um teste nuclear esta terça-feira num claro desafio ao Conselho de Segurança (CS) da ONU que recentemente ameaçou com novas sanções se o regime agora liderado por Kim Young Un não abandonasse a actividade nuclear. A informação foi avançada pela agência de notícias da Coreia do Sul, Yonhap, a quem a Coreia do Norte confirmou ter efectuado o teste, horas depois de um sismo artificial ter sido detectado por sensores no interior do vizinho do Norte.
O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de emergência esta terça-feira, a pedido da Coreia do Sul, depois do que considerou ser “uma clara ameaça à paz e segurança internacionais”. No mês passado, o CS tinha avisado Pyongyang de que o país se sujeitaria a uma "acção significativa" internacional se tomasse uma iniciativa deste tipo. É o primeiro teste nuclear desde que Kim Jong Un, filho do falecido Kim Jong Il, tomou o poder e o terceiro realizado por Pyongyang desde 2006.
Com esta explosão subterrânea, o regime estará mais perto daquilo que será o seu objectivo final: construir uma ogiva miniatura suficientemente pequena para permitir o lançamento de mísseis de longo alcance. Isso pode representar uma ameaça para os Estados Unidos, escreve a AP.
No teste desta terça-feira, o regime norte-coreano disse ter usado "uma bomba atómica miniatura e mais leve" com uma característica, explica ainda esta agência: a de ter mais potência explosiva do que qualquer outro dispositivo antes testado pela Coreia do Norte. Apresentou-o como uma resposta à "hostilidade" dos Estados Unidos que responsabiliza pelas novas sanções de que foi alvo depois do lançamento de um míssil em Dezembro.
A condenação do acto desta terça-feira não veio apenas do CS da ONU e do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama – que o qualificou de “provocatório”. "O perigo colocado pelas actividades ameaçadoras da Coreia do Norte justifica uma acção rápida e credível da comunidade internacional. Continuaremos também a tomar as medidas necessárias para nos defendermos e defendermos os nossos aliados", disse Obama em comunicado.
Reacções multiplicam-se
Também a Rússia condena o teste nuclear, embora através de uma fonte diplomática anónima em declarações à agência oficial de notícias Interfax, que disse ser uma violação das resoluções do CS. A China, aliado histórico da Coreia do Norte, e membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, não fala em condenação mas manifesta a sua “oposição firme” perante um acto que coloca Pyongyang em oposição à comunidade internacional. E o Irão desaprova dizendo que “nenhum país” deve ter a bomba atómica.
França e Reino Unido, pelas vozes do Presidente François Hollande e do ministro dos Negócios Estrangeiros William Hague, condenam fortemente a acção norte-coreana e apelam a uma acção firme internacional. Paris compromete-se a apoiar uma acção no CS e Londres vai no mesmo sentido ao dizer apoiar “uma resposta forte” do organismo das Nações Unidas com poder para aprovar medidas viculativas.
Do Japão, também vem a condenação firme. O primeiro-ministro japonês qualificou o teste nuclear de “extremamente lamentável”. O mesmo termo foi usado pela Agência Internacional de Energia Atómica em Viena na Áustria. O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, através de um porta-voz, considerou o gesto “profundamente desestabilizador”.

in: http://www.publico.pt/mundo/noticia/cor ... ar-1584221 (http://www.publico.pt/mundo/noticia/coreia-do-norte-ignora-avisos-do-conselho-de-seguranca-e-realiza-teste-nuclear-1584221)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Fevereiro 13, 2013, 06:52:42 pm
Até o Irã se manifestou contra... Detalhe: Israel não soltou um pio a respeito...
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2013, 04:35:36 pm
UE reforça sanções contra Pyongyang após teste nuclear


A União Europeia (UE) reforçou hoje o seu regime de sanções contra a Coreia do Norte em protesto contra o ensaio nuclear efetuado em 12 de fevereiro por Pyongyang, referiram fontes europeias.

Reunidos em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 países da União decidiram designadamente acrescentar mais nomes à lista de pessoas e entidades submetidas à proibição de viajar ou ao congelamento de bens, precisou a mesma fonte citada pela agência noticiosa AFP.

Os ministros decidiram igualmente endurecer as restrições impostas aos produtos associados aos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte.

"São medidas severas, destinadas a demonstrar a nossa oposição ao teste nuclear", tinha já referido na semana passada um responsável europeu.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, considerou em 12 de fevereiro que o teste nuclear representava "um novo e flagrante desafio ao regime global de não-proliferação e uma clara violação das obrigações internacionais" de Pyongyang "de não produzir ou efetuar testes nucleares". Na ocasião, apelou a uma "resposta firme e unida da comunidade internacional".

As medidas da UE associam-se assim às sanções também decididas pela ONU. Bruxelas já iniciou a inspeção de cargueiros e a vigilância das atividades de instituições financeiras europeias com os bancos sediados na Coreia do Norte.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: typhonman em Fevereiro 26, 2013, 03:14:53 pm
Citação de: "Snowmeow"
Até o Irã se manifestou contra... Detalhe: Israel não soltou um pio a respeito...

E porque teria de piar ?

  :roll:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 26, 2013, 08:13:52 pm
Quem condena o Irão pela suposta pesquisa para uso da bomba, deve condenar outros países pelo mesmo, até Portugal que não é nada no mapa mundial condenou o teste nuclear da Coreia do norte.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Março 01, 2013, 01:42:52 pm
E se até o Irã se manifestou contra os testes nucleares da Coreia do Norte, isso dá a entender que, belicismo à parte, suas pesquisas nucleares são realmente para fins pacíficos. Até porque o país persa não tem muitas opções, não sei se há rios caudalosos suficientes para prover o Irã com hidrelétricas.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Março 01, 2013, 01:58:51 pm
Claro que sim...  :roll:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Cabecinhas em Março 01, 2013, 02:37:02 pm
Nunca percebi muito bem, porque é que é a malta da América Latina é tão benevolente com "estados" terroristas.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: PereiraMarques em Março 01, 2013, 04:16:56 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Nunca percebi muito bem, porque é que é a malta da América Latina é tão benevolente com "estados" terroristas.

Passaram a vida a ser "enrrab*dos" pelos EUA, quando aparece alguém contra os EUA são uns "santos".

"Inimigos dos meus inimigos são meus amigos".  :wink:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Março 01, 2013, 08:00:25 pm
Citação de: "HSMW"
Um país que está na mira dos EUA e que possui reservas de petróleo estratégicas, obviamente vai estar mais preocupado em construir centrais nucleares....  :roll:
E vai fazer o quê: Construir termelétricas a óleo para ser acusado de poluir o meio ambiente?
Citação de: "Cabecinhas"
Nunca percebi muito bem, porque é que é a malta da América Latina é tão benevolente com "estados" terroristas.
Sob qual ótica? Sob a ótica dos árabes, chineses e comunistas em geral, os maiores estados terroristas são EUA e Israel.

Aí alguém fala: "Ah, mas não há liberdade de imprensa em Cuba/China/Venezuela/Irã/(Insira país anti-americano aqui)!"
E por acaso há liberdade de imprensa nos EUA? Onde os grandes veículos de mídia controlam tudo e divulgam apenas o que acham interessante, em vez de publicar a verdade?

Aí alguém fala: "Ah, mas esses países vivem sob ditaduras que cerceiam o povo e impõem censura, onde qualquer um pode ser preso arbitrariamente!"
Sei, e o "Patriot Act" foi o quê, cara-pálida? Não importa se troca o presidente a cada 4 ou 5 anos, a diferença entre os EUA e as ditaduras por aí é que nos EUA a ditadura é rotativa! Não há diferença entre um regime de partido único e um regime bipartidário no qual os dois partidos são as duas faces da mesma moeda!

Aí falam: "Ah, mas eles controlam a internet e bloqueiam conteúdo que lhes desagrada!"
Sei. SOPA, PIPA, DMCA, e outros acordos obscuros que só sabemos quando vaza alguma coisa são muuuito liberais, né? Julian Assange que o diga.

Já vou falando, não apoio a sharia do Irã, nem a política da China, nem esses podres dos outros países. Mas, negar que os EUA são uma ditadura de alcance global, que interferem livremente nos destinos de outros países sem serem solicitados (Vide Iraque), é tapar o sol com a peneira.

Ou seja, o conceito de "estado terrorista" é subjetivo, varia de acordo com o ponto de vista de cada um, e também com o tempo e as circunstâncias.

#prontofalei
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Março 01, 2013, 10:26:07 pm
E então? Isso já todos nós sabemos! Bem vindo ao mundo no Sec. XXI.  :roll:

A classificação de rebelde ou terrorista muda dependendo se nos é ou não favorável.
Mas mesmo assim o meu lado anti-americano que abomina esta economia do petróleo não consegue defender um estado que anseie o extermínio da cultura ocidental e de tudo o que não está de acordo com o Corão.

Citação de: "Snowmeow"
E vai fazer o quê: Construir termelétricas a óleo para ser acusado de poluir o meio ambiente?
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.justsaypictures.com%2Fimages%2Fyou-can-t-be-serious-1coy.jpg&hash=189d887f25c035416ea0993f8421e9d4)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Março 02, 2013, 04:29:11 am
Citação de: "HSMW"
E então? Isso já todos nós sabemos! Bem vindo ao mundo no Sec. XXI.  :roll:

A classificação de rebelde ou terrorista muda dependendo se nos é ou não favorável.
Mas mesmo assim o meu lado anti-americano que abomina esta economia do petróleo não consegue defender um estado que anseie o extermínio da cultura ocidental e de tudo o que não está de acordo com o Corão.
Não vejo o Irã desejoso de "exterminar a cultura ocidental e tudo o que não está de acordo com o Corão".
A birra de Israel/EUA com o Irã é que o Irã é o segundo maior produtor de petróleo do mundo e, ao contrário da Arábia Saudita (Que é oito vezes pior em matéria de religiosidade e supressão dos Direitos Humanos que o Irã, mas não soltam um pio contra), primeiro da lista do petróleo, não está sob controle e influência de Israel/EUA. O Iraque era o terceiro da lista, e por causa da mentira das armas de destruição em massa, os EUA solaparam a ONU e tratorizaram o país. Pois, se mentiram sobre o Iraque, quem garante que não estarão mentindo sobre o Irã?
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lightning em Março 02, 2013, 06:59:06 pm
Citação de: "HSMW"
Claro que sim...  :roll:

Para mim há dois factores que poe os paises ocidentais procupados com o Irão ter centrais nucleares.

Uma é toda aquela confusão com as inspeções feitas pela ONU às suas centrais para confirmar se são ou não para fins pacificos (se acreditarmos no que vem nas noticias).

O outro factor é o presidente do Irão gritar aos sete ventos que quer destruir o estado de Israel (esta deu na tv, só se o tradutor estiver a enganar as pessoas  :mrgreen:, é que eu não sei persa para entender o que o homem fala).

Então acho racional (com os dados que temos), pensarmos:
 - o Irão quer destruir Israel
 - o Irão não deixa a ONU inspecionar as suas centrais nucleares para confirmar os fins pacificos
 - Se não há inspecções, é possivel que as centrais nucleares sirvam para produzir armamento nuclear
 - O Irão pode utilizar armamento nuclear para destruir Israel
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Março 02, 2013, 10:57:45 pm
Citação de: "Lightning"
Para mim há dois factores que poe os paises ocidentais procupados com o Irão ter centrais nucleares.

Uma é toda aquela confusão com as inspeções feitas pela ONU às suas centrais para confirmar se são ou não para fins pacificos (se acreditarmos no que vem nas noticias).

O outro factor é o presidente do Irão gritar aos sete ventos que quer destruir o estado de Israel (esta deu na tv, só se o tradutor estiver a enganar as pessoas  :mrgreen:, é que eu não sei persa para entender o que o homem fala).

Então acho racional (com os dados que temos), pensarmos:
 - o Irão quer destruir Israel
 - o Irão não deixa a ONU inspecionar as suas centrais nucleares para confirmar os fins pacificos
 - Se não há inspecções, é possivel que as centrais nucleares sirvam para produzir armamento nuclear
 - O Irão pode utilizar armamento nuclear para destruir Israel

Sim, os tradutores, por ordens de sei-lá-quem, aproveitando que o Farsi não é um idioma muito popular internacionalmente, REALMENTE estão botando "lenha na fogueira".


...
Ok, sugiro que voltemos ao assunto principal do tópico, que é a Coreia do Norte.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2013, 10:38:14 pm
EUA totalmente capazes de se defenderem de mísseis norte-coreanos


A Casa Branca afirmou hoje que os Estados Unidos são “totalmente capazes” de se defenderem de um ataque de mísseis norte-coreanos, que Pyongyang hoje ameaçou.
Em resposta à ameaça de um "ataque nuclear preventivo" pelo regime norte-coreano, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que as forças norte-americanas têm capacidade de defesa para qualquer ataque semelhante e repetiu anteriores avisos de que a Coreia do Norte se deve abster de “ameaças e provocações”.

Pyongyang ameaçou hoje os Estados Unidos com um “ataque nuclear preventivo”, pouco antes de o Conselho de Segurança votar um endurecimento das sanções ao país, e nas vésperas de manobras militares conjuntas entre forças norte-americanas e sul-coreanas.

“Como os Estados Unidos estão prestes a iniciar uma guerra atómica, vamos exercer o nosso direito a um ataque nuclear preventivo contra o quartel-general do agressor para proteger os nossos supremos interesses”, referiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, numa nota divulgada pela agência estatal KCNA.

No entanto, analistas consideram que a Coreia do Norte não tem tecnologia suficientemente avançada para lançar um míssil com capacidade nuclear contra os Estados Unidos e que esta ameaça se enquadra na habitual retórica belicista de Pyongyang.

Na terça-feira, a Coreia do Norte garantiu também que iria considerar nulo o armistício que acabou com a Guerra da Coreia (1950-1953), logo depois de ter sido divulgado o acordo entre a China e os Estados Unidos na ONU para impor novas sanções a Pyongyang devido ao teste nuclear realizado em Fevereiro.

O Ministério da Defesa sul-coreano anunciou hoje que a Coreia do Norte prepara exercícios militares “de grande escala” e exercícios dos três ramos das forças armadas. Os Estados Unidos mantêm 28.500 soldados na Coreia do Sul e comprometem-se a defender o seu aliado em caso de agressão.

Em reacção ao último ensaio nuclear do regime comunista, a 12 de Fevereiro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu hoje endurecer o regime de sanções à Coreia do Norte, impondo novas restrições a nível financeiro.

Em resolução adoptada unanimemente pelos seus 15 países-membros, o Conselho de Segurança define como objectivo cortar as fontes de financiamento utilizadas por Pyongyang para desenvolver os seus programas militares e balísticos.

As sanções prevêem ainda colocar sob vigilância os diplomatas norte-coreanos e alargam uma lista negra de empresas e particulares submetidas a congelamento de bens ou interdição de viagens.

A adopção da resolução 2094 foi imediatamente aplaudida pelo secretário-geral da ONU, que salientou o carácter unânime da aprovação e as medidas "eficazes e credíveis" que contém, pedindo a todos os países-membros que a ponham em prática.

"O Conselho de Segurança enviou uma mensagem inequívoca à Coreia do Norte de que a comunidade internacional não irá tolerar a sua busca de armas nucleares e acções relacionadas", disse Ban Ki-moon, em mensagem hoje divulgada.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: P44 em Março 08, 2013, 10:31:20 am
Guerra entre as Coreias em risco de reativar-se
A aprovação do endurecimento das sanções económicas pelas Nações Unidas, levou a uma troca de ameaças entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.
Alexandre Costa
9:51 Sexta feira, 8 de março de 2013 Última atualização há 25 minutos



A Coreia do Norte anunciou que suspende os pactos de não agressão e o telefone vermelho com a Coreia do Sul e ameaçou mesmo reagir militarmente à aprovação do endurecimento das sanções económicas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A nova Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, respondeu que caso o seu país seja atacado pelo regime de Kim Jong-un este será "apagado da face da terra".

Um general da Coreia do Norte afirmou mesmo que têm mísseis balísticos nucleares intercontinentais prontos a ser usados. As ameaças visam a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

"Uma vez que os Estados Unidos estão prestes a iniciar uma guerra nuclear, nós iremos exercer o nosso direito de lançar um ataque nuclear preventivo contra a sede do agressor para proteger o nosso interesse supremo", referira um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, citado pela agência de notícias do país KCNA, horas antes a aprovação da resolução da ONU.
Sanções aprovadas por unanimidade

As ameaças bélicas por parte da Coreia do Norte não são algo de novo e os especialistas duvidam que o país tenha esse tipo de armamento, mas receiam contudo que leve a cabo algum tipo de retaliação militar.

Desde que há cerca de dois anos Kim Jong-un sucedeu ao seu país à frente dos destinos da Coreira do Norte, o regime tem reforçado sua a postura bélica.

Em sequência do último teste nuclear efetuado pela Coreia do Norte a 12 de fevereiro, a moção surgiu a partir de um acordo entre os Estados Unidos e China (tradicional apoiante do regime de Pyongyang na região) e foi aprovada por todos os 15 estados membros que compõem atualmente o Conselho de Segurança

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a medida surge como um "sinal inequívoco" de que o mundo "não tolerará a sua aposta em armamento nuclear".

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/guerra-entre-as ... z2MwWyeB2Z (http://expresso.sapo.pt/guerra-entre-as-coreias-em-risco-de-reativar-se=f792147#ixzz2MwWyeB2Z)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: P44 em Março 08, 2013, 10:33:48 am
China pede calma e contenção após ameaça de guerra entre Coreias
Publicado às 10.06
 


A China apelou, esta sexta-feira, à "calma e à contenção" depois de Pyongyang responder às novas sanções da ONU com ameaças de guerra nuclear e promessas de anulação dos pactos de não-agressão com a Coreia do Sul.

"A China apela a todas as partes envolvidas que conservem a calma, que façam provas de contenção e se abstenham de qualquer ação suscetível de agravar as tensões", disse a porta-voz da diplomacia chinesa, Hua Chunying, aos jornalistas em Pequim.

A porta-voz lembrou que a situação atual na península da Coreia é "altamente complexa e sensível" e afirmou que Pequim "manifesta preocupação".

Pequim é o principal aliado da Coreia do Norte e de longe o seu maior parceiro comercial, além de ser o seu primeiro fornecedor de energia. No entanto, na quinta-feira, a China votou a favor da resolução da ONU que endurece as sanções contra Pyongyang na sequência do teste nuclear do mês passado.

"Acreditamos que a resolução é equilibrada", disse Hua. "A China é objetiva e justa neste assunto e assumiu um papel construtivo ao longo da discussão no Conselho de Segurança".

A porta-voz acrescentou que a China tem sempre implementado "com seriedade" as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e reiterou o apelo de Pequim para o regresso das conversações a seis - que reúnem as duas coreias, os EUA, o Japão, a Rússia e a China - que têm estado moribundas desde 2009.

O comércio e a ajuda externa da China permitiram ao Governo de Pyongyang sobreviver desde a guerra da Coreia (1950-53), que se estima ter resultado na morte de 400.000 militares chineses.

Na perspetiva da China, a Coreia do Norte é uma "zona tampão" que impede os 28.500 militares norte-americanos estacionados na Coreia do Sul de se aproximarem das suas fronteiras.

Mas analistas admitem que as recentes ações da Coreia do Norte possam vir a azedar as relações entre Pequim e Pyongyang.

A Coreia do Norte ameaçou hoje anular os pactos de não-agressão com a Coreia do Sul e cortou o telefone de emergência com Seul, horas depois de o Conselho de Segurança ter aprovado sanções mais duras contra Pyongyang.

Um general do Exército Popular da Coreia do Norte garantiu entretanto que mísseis nucleares capazes de alcançar os Estados Unidos estão prontos para serem lançados, uma nova ameaça que surge em resposta às novas sanções das Nações Unidas.

Além disso, segundo o mesmo responsável, as tropas norte-coreanas estão preparadas para a guerra e apenas precisam de receber uma ordem nesse sentido por parte dos seus líderes.

Em resposta às ameaças de Pyongyang, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul alertou o país vizinho de que, se realizar um ataque nuclear preventivo, provocará a sua própria destruição.

"Se a Coreia do Norte atacar a Coreia do Sul com uma arma nuclear, o regime de Kim Jong-un vai desaparecer da face da Terra", disse o porta-voz do Ministério, Kim Min-seok.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/In ... 64&page=-1 (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3096064&page=-1)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lightning em Março 08, 2013, 09:36:19 pm
Esta Coreia do Norte parece suicida, já nem a China os atura, arranjem um planeta só para eles.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 27, 2013, 07:01:00 pm
Afinal que estratégia segue a Coreia do Norte ?
Alexandre Reis Rodrigues


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.scmp.com%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2Fstyles%2F980w%2Fpublic%2F2013%2F03%2F27%2Fnkorea-military.jpg%3Fitok%3D4d-3a343&hash=90c7cc2a579aeed498f51df0ef5c82ba)

O grande desafio de uma análise da situação da Coreia do Norte é compreender que objetivo tem Pyongyang em vista com a escalada de ameaças de ataques nucleares contra os EUA e Coreia do Sul, depois de condenada mais uma vez pelas Nações Unidas pelo teste nuclear de 12 de fevereiro. Ao pôr de lado, por decisão unilateral, o Armistício de 1953 a Coreia do Norte veio dizer ao mundo que, na sua perspetiva, a zona desmilitarizada entre as duas Coreias deixava de estar em vigor e que o estado de guerra com os EUA voltava a estar ativo. Como se tudo isto não bastasse como demonstração de absoluta falta de senso comum, Kim Jong Un decidiu pôr de lado a linha telefónica vermelha com Seul, precisamente numa altura em que poderá ser mais precisa.

Não fosse o facto de o regime já ter habituado todo o mundo a uma inconcebível retórica de alternância de picos de extrema agressividade com sinais de possibilidade de entendimento, seria inevitável concluir que Pyongyang teria optado por criar um conflito aberto. Não é provável, no entanto, que a irresponsabilidade que o regime mostra pudesse levar ao extremo de arriscar um confronto para que obviamente não está preparado e cujo desfecho provável seria o aniquilamento do País.

Pyongyang tem seguido um padrão bem conhecido de comportamento, recorrendo regularmente a escaladas de agressividade para depois obter concessões em ajuda alimentar e energética, sem as quais o regime não teria sobrevivido. George Friedman identifica uma estratégia que joga habilmente com três posturas (ferocidade, fraqueza e insanidade) que, embora parcialmente contraditórias, têm objetivos precisos e, no seu conjunto, lhes têm permitido alcançar o que pretendem.

A “ferocidade” obriga os seus interlocutores a serem cautelosos e tratarem o regime com respeito e, sobretudo, de igual para igual, seja a superpotência ou o vizinho a sul. A “fraqueza” visa deixar transparecer alguns sinais de que afinal poderão não ter todas as capacidades para serem consequentes nas suas ameaças. Deixam o adversário na dúvida sobre até que ponto estão a ser sérios. Trocam alguma credibilidade por uma margem maior de segurança em não provocar reações. A insanidade das suas atitudes serve bem a imprevisibilidade. Deixa os interlocutores sem saber com que podem contar e sobre o que virá a seguir. Ninguém sabe se é exatamente nestes termos que concebem a sua estratégia mas, na prática, é o que tem acontecido.

Desta vez, porém, Kim Jong Un está a levar esta estratégia a níveis que ultrapassam o habitual. E Friedman interroga-se sobre se desta vez, ao contrário do passado, não quererá mesmo um conflito. Ninguém sabe ao certo, mas agora que a China mostra querer ser mais parcimoniosa no espaço de manobra que tem dado a Pyongyang a hipótese ainda é mais remota. Pequim há anos que procura deixar sinais de que não se envolveria numa guerra entre as Coreias; numa situação extrema, o que geralmente se admite que venha a fazer, é ocupar a Coreia do Norte para não deixar o conflito prosseguir. Também não é difícil prever o enorme impacto que um conflito teria na economia da região, a última coisa que a China quereria ver acontecer. Pequim não vai deixar cair o regime amigo da Coreia do Norte mas é preciso ter presente que desta vez não teve dúvidas em tornar clara a sua oposição ao teste nuclear de 12 de fevereiro, e, nessa base, deixar passar a Resolução do Conselho de Segurança.

Pyongyang sabe que não tem a sua retaguarda protegida pela China mas, apesar disso, vai prosseguir com uma estratégia de risco, escalando a conflitualidade prática com o seu vizinho a sul e a agressividade retórica com os EUA. Com a Coreia do Sul vai usar sobretudo os diferendos que mantém sobre a delimitação das fronteiras marítimas, ao longo da Northern Limit Line, para provocar novas escaramuças. Mas o seu objetivo final, ao contrário do que seria normal deduzir destas circunstâncias, não é a guerra. Aliás é por isso que se calcula que vai insistir no teatro marítimo para novos conflitos com Seul; nesse ambiente o perigo de degeneração para um conflito aberto será menor do que sobre terra.

O objetivo final é mais uma vez elevar o nível de tensão para depois negociar. No entanto, - dizem os observadores da situação na região - o que poderá ser diferente do passado é que, desta vez, não pretenderão apenas obter a habitual ajuda. Já constataram, na prática, que o recurso a atividades ilícitas de emissão de moeda falsa, tráfego de drogas e proliferação proibida de armamento não são alternativas para um mínimo de economia, particularmente agora que as sanções do Conselho de Segurança estão dirigidas para esse campo.

Terão concluído que a economia de que o regime precisa para sobreviver nunca será possível sem uma reestruturação do relacionamento internacional, isto é, sem alguma abertura ao exterior e, finalmente, um Acordo de Paz que encerre o “capítulo” ainda em aberto da Guerra da Coreia. Parece incongruente com a rejeição unilateral do Armistício, mas este, como se disse acima, deve ser interpretado, como pressão para negociar, que é o que a China também pretende, de preferência através de uma solução regional em que tenha um papel decisivo.

O que Pequim quer, sobretudo, evitar é que os EUA tenham pretextos paraaumentar a sua presença militar na área, como é o caso da realização de exercícios navais com a Coreia do Sul que incluíram meios com armas nucleares (submarinos e bombardeiros nucleares, B-52) e as intenções de reforçar a defesa antimíssil com mais intercetores e um novo radar de aviso antecipado a instalar no Japão. Obviamente, no curto prazo, a Coreia do Norte, não está a contribuir para esse objetivo, mas, a confirmarem-se as análises atrás resumidas, talvez o conflito se possa encaminhar para uma situação menos preocupante. Não se esperem, porém, progressos espetaculares; o regime poderá, finalmente, abrir um pouco mas nunca ao ponto de ficar livre de um estreito controlo central.

Jornal Defesa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Março 29, 2013, 06:58:54 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 08, 2013, 10:52:17 am
Banco da China corta relações com banco da Coreia do Norte


O Banco da China, uma das quatro maiores entidades financeiras estatais da República Popular, colocou um fim na sua relação com o norte-coreano Banco de Comércio Estrangeiro cancelando também a conta que este mantinha na instituição, revelou um porta-voz do banco chinês.

O banco norte-coreano, que as entidades norte-americanas acusam de contribuir para o financiamento do programa nuclear de Pyongyang, recebeu a notificação de que a conta no Banco da china tinha sido cancelada e que seriam suspensas todas as transacções relacionadas, acrescentou o porta-voz.

O banco chinês não especificou as razões da suspensão das relações comerciais apesar de acontecer numa altura em que Pequim, o principal aliado do regime da Coreia do Norte, adopta uma posição mais dura para com o seu vizinho e o seu programa nuclear.

Em Março, durante a visita do Secretário de Estado norte-americano a Pequim, o primeiro-ministro Li Keqiang disse que as últimas ameaças de Pyongyang iriam prejudicar todos, incluindo a Coreia do Norte.

Também em Março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou novas sanções contra a Coreia do Norte depois do regime ter realizado um novo ensaio nuclear.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Junho 19, 2013, 12:05:46 pm
Líder norte-coreano terá distribuído «Mein Kampf», de Hitler, por quadros do regime


O líder norte-coreano, Kim Jong-un, ofereceu cópias de «Mein Kampf» (A Minha Luta), do ditador nazi Adolf Hitler, a altos responsáveis do regime comunista, segundo revelou um portal de informação dirigido por desertores norte-coreanos.

Kim Jong-un distribuiu as traduções do manifesto por ocasião do seu aniversário, em janeiro, de acordo com o New Focus International, encorajando os altos quadros do seu regime a olhar para a obra como um manual sobre liderança.

O artigo, que tem como fonte um responsável norte-coreano não identificado que trabalha na China, é citado hoje pela maioria dos títulos da imprensa sul-coreana.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Snowmeow em Junho 24, 2013, 12:45:28 am
Imprensa "internacional" querendo incitar a paranoia na base do disse-que-disse. Nem falo da Lusa, mas das fontes que lhe deram a "informação".

Quem nunca estudou sobre o Nazismo talvez vá acreditar, mas quem tem um mínimo de pesquisa sabe que o comunismo e o nazismo são antagonistas um do outro.

Notícias como essas querem despertar um sentimento de "Olha, eles estão estudando o Mein Kampf, eles vão virar Nazistas-Comunistas, ou seja, a síntese do Mal Absoluto, não restará outra opção senão invadirmos aquele país miserável e 'libertá-lo', massacrando seus civis e pondo a culpa no Kim. Claro, depois de ele ter sido morto, afinal, os mortos não podem desmentir."

Daqui a pouco vão dizer que o "Psy norte-coreano" estaria em reuniões com a Al-Qaeda.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 16, 2013, 08:27:55 pm
Panamá intercepta navio norte-coreano com «equipamentos para mísseis»


As autoridades panamenhas interceptaram um navio norte-coreano proveniente de Cuba com um suposto equipamento sofisticado destinado a mísseis e que pretendiam atravessar o canal interoceânico, informou o presidente Ricardo Martinelli.

«No barco havia açúcar, mas quando começámos a descarregar o açúcar encontramos contentores que acreditamos que contenham um equipamento sofisticado de mísseis e isso não é permitido», disse o presidente Martinelli.

«Tínhamos uma suspeita de que o barco tinha droga e trouxemo-lo ao porto e começámos a verificar tudo o que estava no barco, que vinha de Cuba e ia para a Coreia do Norte», acrescentou.

A carga não declarada do navio norte-coreano «parece ser de mísseis, mas vamos esperar para que a informação seja corroborada por especialistas», disse à AFP o porta-voz presidencial, Luis Eduardo Camacho.

A tarefa de inspecionar o barco pode demorar uma semana, tendo sido aberto apenas um porão, restando outros quatro, acrescentou Camacho.

O cargueiro «Chong Chon Gang» permanecia na noite de segunda-feira retido no cais Manzanillo, um dos quatro do porto de Colon, na boca Atlântica do Canal do Panamá e a 80 km da capital.

A segurança panamenha bloqueou o acesso ao cais e os grandes depósitos de contentores bloqueavam a vista dos navios ancorados no terminal.

Quando as autoridades começaram a revistar o primeiro porão do barco encontraram sob milhares de sacos de açúcar dois contentores com material bélico, segundo fontes oficiais.

Os 35 tripulantes do navio ficaram «detidos, já que não apenas resistiram (à abordagem), como tentaram sabotar a inspecção», disse Camacho, acrescentando que o capitão da embarcação - que não teve o nome divulgado - «teve um princípio de enfarte e depois tentou suicidar-se».

Segundo as primeiras informações, o navio foi abordado pelas autoridades em águas panamenhas à entrada da via pelo Atlântico na sexta-feira.

A decisão de abordar a embarcação obedeceu, segundo as autoridades, a informações de inteligência que afirmavam que o barco estava carregado com droga, razão pela qual foi enviado ao porto de Manzanillo, em Colón (norte), para ser revistado.

«Até este momento não encontramos droga na embarcação, encontrámos material bélico», afirmou Javier Caraballo, promotor do departamento anti-drogas.

Caraballo sustentou que não esperavam encontrar material de guerra no barco, já que «a informação fornecida apontava para a existência de substâncias ilícitas», disse à RPC Radio.

Cuba, de onde terá zarpado o barco norte-coreano, é um dos poucos países que mantêm vínculos com o regime de Pyongyang, que está fortemente isolado da comunidade internacional devido aos seus testes nucleares.

Em 1962, Cuba foi protagonista de uma grave crise mundial, que colocou o planeta à beira de uma guerra atómica, quando a União Soviética mobilizou mísseis com capacidade nuclear na ilha, o que levou a um bloqueio naval norte-americano.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Julho 18, 2013, 02:09:17 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Julho 27, 2013, 08:51:36 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg826.imageshack.us%2Fimg826%2F4022%2F0tlt.jpg&hash=56857500f1c144bbc87feae668efa564)
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From left to right (front to back):
Tank 216: Chonma-98 (a.k.a Juche 89 (mod.2000))
Tank 138: Chonma-214 (a.k.a. Juche 90 (mod.2001))
Tank 404: Chonma-215 (a.k.a. Juche 92 (mod.2003))
Tank 909: Chonma-216 (a.k.a. Juche 93 (mod.2004))
Tank 915: Seon'gun-915 (a.k.a. Juche 98 (mod.2009))
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimageshack.us%2Fa%2Fimg838%2F4946%2F2qtw.jpg&hash=f6a192f49c0652e915f223038b1145a7)
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Seon'gun in 2010
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimageshack.us%2Fa%2Fimg252%2F7860%2F2199563p1030556.jpg&hash=c6add4abd94cefa3ac907d10852aef98)
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Seon'gun in 2012
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg593.imageshack.us%2Fimg593%2F8776%2F8o5a.jpg&hash=bcd279e94ce016160dcf262ba21ed876)
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Chonma-214

Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 20, 2013, 05:10:45 pm
Horrores de campos de detenção norte-coreanos expostos em comissão da ONU


Execuções públicas e torturas são ocorrências quotidianas nas prisões da Coreia do Norte, segundo o dramático testemunho de ex-detidos a uma comissão de inquérito da ONU que começou a funcionar hoje em Seul.

Esta é a primeira vez que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte é examinada por uma comissão de especialistas, embora o regime comunista norte-coreano não reconheça a legitimidade da comissão e não tenha autorizado visitas dos investigadores.

Desertores actualmente radicados na Coreia do Sul fizeram relatos horripilantes sobre torturas, como por exemplo guardas terem cortado o dedo de um homem, ou terem forçado presos a comer sapos, e ainda terem obrigado uma mãe a matar o seu próprio bebé.

«Não fazia ideia nenhuma..., pensei que a minha mão inteira seria decepada no pulso, então fiquei grato por ter só meu dedo arrancado", contou à Reuters Shin Dong-hyuk, punido por deixar cair uma máquina de costura.

Nascido numa prisão chamada Campo 14 e obrigado a assistir à execução da mãe e do irmão, que entregou para garantir a sua própria sobrevivência, Shin é o mais conhecido desertor e sobrevivente de prisões da Coreia do Norte.

Shin disse considerar que a comissão da ONU é a única forma de melhorar a situação dos direitos humanos no seu miserável e isolado país natal.

«Uma vez que o povo norte-coreano não pode pegar em armas como na Líbia e na Síria..., eu pessoalmente acho que esta é a primeira e última esperança que resta», disse Shin.  

Estimativas independentes apontam para 150 a 200 mil pessoas detidas nos campos prisionais norte-coreanos, e os desertores contam que os presos ficam sub-nutridos e trabalham até morrer.

Jee Heon-a, de 34 anos, contou à comissão que desde o primeiro dia de prisão, em 1999, percebeu que sapos salgados eram um dos poucos alimentos disponíveis.

Em voz baixa, suspirou profundamente ao contar em pormenor como uma mãe teve que matar o seu bebé. «Era a primeira vez que eu via um recém-nascido, e fiquei feliz. Mas de repente houve passos, e um guarda de segurança chegou e disse à mãe para virar o bebé de cabeça para baixo numa vasilha com água», contou a mulher.

«A mãe implorou ao guarda para a poupar, mas ele continuou a bater-lhe. Então a mãe, com as mãos trémulas, pôs o rosto do bebé na água. O choro parou, e uma bolha subiu quando ele morreu», contou.

Poucos especialistas esperam que a comissão tenha um impacto imediato sobre a situação dos direitos humanos, mas ela servirá para divulgar uma campanha que tem pouca visibilidade global.

«A ONU já tentou de várias formas pressionar a Coreia do Norte ao longo dos anos no campo dos direitos humanos, e esta é uma forma de intensificar um pouco a pressão», disse Bill Schabas, professor de direito internacional na Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha.

«Mas é óbvio que a Coreia do Norte é um osso duro de roer, e os meios da ONU são limitados. Haveria a necessidade de profundas mudanças políticas na Coreia do Norte para que houvesse avanços no campo dos direitos humanos», acrescentou.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 29, 2013, 09:57:17 pm
Ex-namorada de Kim Jong-un executada por pornografia


Uma cantora norte-coreana, conhecida como uma antiga namorada do líder Kim Jong-un, foi executada na semana passada, na Coreia do Norte, juntamente com um grupo de músicos acusados de gravar e vender pornografia, foi hoje noticiado.

O jornal sul-coreano Chosun Ilbo, o de maior tiragem na Coreia do Sul, afirmou que Hyon Song-wol foi detida a 18 de agosto, por violação das leis norte-coreanas contra a pornografia. A cantora foi executada, em público, três dias depois, indicou.

Além de Hyon Song-wol, foram condenadas à morte mais 11 pessoas, alguns que também pertenciam à orquestra Unhasu, e músicos e bailarinos do grupo Wangjaesan Light Music Band, referiu o jornal, citando fontes chinesas.

Todos os executados foram acusados de gravar e vender vídeos pornográficos. De acordo com uma fonte citada pelo jornal, tinham várias bíblias, e, por isso, foram tratados como dissidentes políticos.

Aparentemente, a relação da cantora com Kim Jong-un aconteceu há dez anos. A relação terminou porque não era aprovada por Kim Jong-il, pai do atual líder norte-coreano, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

Hyon casou-se com um soldado e Kim Jong-un casou com uma outra cantora, Ri Sol-ju, que também pertenceu à orquestra Unhasu.

A fonte, citada pelo jornal sul-coreano, acrescentou que os 12 artistas foram executados à frente de outros membros do grupo e de familiares, que foram levados para campos de trabalhos forçados.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: mafarrico em Setembro 09, 2013, 09:42:38 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 05, 2013, 04:25:13 pm
Coreia do Norte admite naufrágio de navio de guerra


A Coreia do Norte revelou que um dos seus navios de guerra afundou no mês passado, numa rara admissão de fracasso militar do país. O acidente vitimou dezenas de marinheiros.

A Agência Central de Notícias da Coreia do Norte, citada pela BBC, relatou uma visita do líder Kim Jong-un a um cemitério naval rodeado de dezenas de lápides inscritas com a data de 13 de outubro.

Os órgãos de comunicação da Coreia do Sul avançaram com a hipótese de o navio ter afundado perto de Wonsan, na Coreia do Norte, durante um exercício militar. A idade do navio de guerra poderá ter contribuído para o desfecho trágico. Acredita-se que a Coreia do Norte tenha um grande número de equipamento militar, mas muito desse equipamento deverá estar velho e desatualizado.

O navio desempenhou tarefas de combate, mas a Agência Central de Notícias da Coreia não deu mais informações sobre o que terá acontecido.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, visto nunca não ter sido assinado um tratado de paz após o fim da Guerra da Coreia em 1953.

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 05, 2013, 04:53:48 pm
Amnistia Internacional publica imagens de "gulags"


A Amnistia Internacional, organização de defesa dos direitos humanos, publicou hoje novas imagens de satélite dos 'gulag' (campos de trabalho) na Coreia do Norte e testemunhos de antigos prisioneiros relatando torturas e execuções.

A Coreia do Norte nega a existência de campos de trabalho para prisioneiros políticos mas, de acordo com estimativas independentes, entre 100.000 e 200.000 pessoas estão detidas em condições particularmente difíceis. As imagens dos campos 15 e 16, no sul e norte do país, respetivamente, foram registadas entre 2011 e 2013. Com uma área aproximada de 560 quilómetros quadrados e cerca de 20.000 detidos, o campo 16 conta, segundo as imagens, com "a presença de mais construções, o que indica um ligeiro aumento da população", de acordo com a Amnistia.

As imagens evidenciam também "uma atividade económica substancial, ligada em particular à exploração mineira, florestal e agrícola", assim como a extensão de uma zona industrial. No seu relatório, a Amnistia Internacional detalha os abusos sofridos pelos prisioneiros através de testemunhos de antigos detidos ou guardas. " Lee", um desertor norte-coreano, que fazia parte dos responsáveis pela segurança do campo 16, na década de 1980 e até meados da de 1990, afirmou que " os presos eram obrigados a cavar as suas próprias sepulturas antes de serem mortos com um martelo na nuca".

Há também relatos de que alguns foram estrangulados e espancados até a morte. De acordo com a testemunha, mulheres "desapareceram" depois de terem sido violadas. Uma comissão de inquérito da ONU sobre as violações dos direitos humanos na Coreia do Norte vai apresentar o seu relatório final junto do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em março de 2014. Esta é a primeira vez que uma instância da ONU lança uma investigação a esta escala sobre a Coreia do Norte.

As autoridades norte-coreanas rejeitaram a criação desta comissão, recusaram-lhe a entrada no território e qualificaram as testemunhas ouvidas de "mentirosas".

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 03, 2014, 01:32:40 pm
Tio de Kim Jong-un foi «comido vivo por matilha de cães»


Jang Song-thaek, tio do ditador norte-coreano Kim Jong-un, teria sido despido, atirado para dentro de uma jaula e comido vivo por uma matilha de 120 cães famintos e ferozes, de acordo com um jornal chinês que têm laços estreitos com o Partido Comunista da China, informou esta sexta-feira a NBC News. A rede norte-americana não conseguiu confirmar as informações de forma independente.

A execução de Jang foi confirmada no último dia 13 de Dezembro. Ele foi executado depois de ser acusado de traição e corrupção, entre outros crimes. Num discurso de Ano Novo transmitido ao vivo pela televisão pública do país, Kim justificou a execução do tio e chamou-o de «escória». Segundo o jornal Wen Wei Po, de Hong Kong, Jang e os seus cinco assessores mais próximos foram atacados pelos 120 cães de caça, que tinham sido deixados sem comida por cinco dias.

Kim e o seu irmão Kim Jong Chol teriam assistido à execução bárbara, que durou cerca de uma hora, ao lado de outros 300 outros funcionários. O jornal acrescentou que Jang e os seus assessores foram «completamente devorados». A surpreendente execução daquele que era considerado o «número 2» do regime representa a maior mudança política na Coreia do Norte desde a morte do ditador Kim Jong-il, em Dezembro de 2011, que abriu as portas do poder para o seu filho Kim Jong-un.

O jornal Wen Wei Po tem agido como porta-voz do Partido Comunista da China. De acordo com a NBC, a reportagem sobre a execução pode ser um sinal da luta entre os membros do partido que querem permanecer comprometidos com a Coreia do Norte e aqueles que gostariam de se distanciar do regime de Kim.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Janeiro 15, 2014, 10:19:47 pm
http://spioenkop.blogspot.pt/2014/01/no ... icles.html (http://spioenkop.blogspot.pt/2014/01/north-korea-and-her-fighting-vehicles.html)

North Korea and her fighting vehicles

 :G-beer2:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2014, 12:33:10 am
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 29, 2014, 11:27:37 pm
Reaberto dossier de japoneses raptados por norte-coreanos


A Coreia do Norte aceitou reabrir o delicado dossier sobre os japoneses raptados nos anos 70 e 80 para treinarem espiões norte-coreanos. Em contrapartida o Japão prometeu levantar várias sanções contra o regime comunista.

Ao final da tarde de hoje, o Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou solenemente o desbloqueamento do dossier que envenena as relações entre os dois países há décadas. Na sequência disso, o ministro porta-voz do Governo nipónico, Yoshihide Suga, anunciou que Tóquio irá retirar um certo número de sanções contra a Coreia do Norte a partir do início efetivo dos inquéritos prometidos por Pyongyang sobre o dossier. Suga especificou que a Coreia do Norte prometeu constituir a sua comissão de inquérito "daqui a três semanas".

Estas declarações surgem após três dias de discussões entre os dois países, na Suécia, centradas nos japoneses raptados em plena guerra fria para formar espiões norte-coreanos na língua e costumes japoneses.

"Na sequência das discussões (bilaterais), a Coreia do Norte prometeu conduzir um inquérito exaustivo sobre o caso dos japoneses raptados ou desaparecidos, em relação aos quais não podemos excluir que também tenham sido raptados", declarou Abe à imprensa.

"A nossa missão não estará terminada até ao dia em que as famílias de todas as pessoas raptadas tiverem a possibilidade de segurar os seus filhos nos braços", continuou o Primeiro-ministro, esperando desta vez por "uma solução completa" deste dossier, que impede os dois países de estabelecerem relações diplomáticas.
Em relação ao levantamento de certas sanções, o secretário-geral do Governo japonês esclareceu: "Assim que a Coreia do Norte tiver lançado a comissão especial de inquérito, o Japão decidiu levantar as restrições de viagens, a obrigação de se apresentarem às autoridades para controles, ou ainda àquelas que visam a transferência de dinheiro. O Japão decidiu também retirar a interdição de os navios registados na Coreia do Norte entrarem nos portos japoneses por razões humanitárias". Na última segunda-feira, a Coreia do Norte e o Japão haviam terminado os três dias de conversações num hotel em Estocolmo. As duas delegações, cada uma composta por oito pessoas, tinha como missão principal tentar desbloquear este delicado dossier dos homens raptados e desaparecidos.

Tóquio nunca considerou estes raptos como um assunto fechado e há anos que faz dele uma condição sine qua non para uma eventual normalização das relações com a Coreia do Norte. Todavia, a Coreia do Norte considerou até aqui que a questão dos raptos, de 13 pessoas segunda o país, tinha já sido resolvida com o regresso ao Japão de cinco detidos e o anúncio que os outros oito estavam mortos. Mas Tóquio, que se refere a pelo menos 17 raptados, nunca se deu por satisfeito com as explicações dadas, segundo o japão, sem prova alguma.

As negociações na Suécia, país que tem relações com a Coreia do Norte desde 1973, representa os interesses consulares americanos e é tido como um país neutro tanto por Tóquio como por Pyongyang, focaram também o programa nuclear norte-coreano, um assunto que gera grande inquietação ao Japão, país a que a Coreia do Norte tinha, no passado, prometido "fogo nuclear".

"Também pedimos à Coreia do Norte de se abster de qualquer ação, como o desenvolvimento de mísseis ou de armas nucleares, que fazem crescer a tensão na península coreana", declarou na quarta-feira o chefe da delegação japonesa, Yoshihide Suga, no final das discussões.

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Julho 11, 2014, 07:07:06 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FodvOlbn.jpg&hash=72f6f989641407bb34f461f751c84b4a)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FeNriRUD.jpg&hash=a31423f5953e32a469f41f5042a935e6)

Citar
North Korean leader Kim Jong Un poses with soldiers during an inspection of the defence detachment on Ung Islet, which is defending an outpost in the East Sea of Korea, in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang July 7, 2014.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 07, 2014, 07:35:06 pm
Coreia do Norte continua a produzir plutónio


Imagens recentes tiradas por um satélite a um complexo nuclear norte-coreano sugerem que o país prossegue a produção de plutónio e urânio susceptíveis para o fabrico de uma bomba atómica, informou esta quinta-feira um centro de pesquisa norte-americano, segundo a agência AFP.

As imagens recolhidas, a 30 de Junho, na instalação de Yongbyon, Coreia do Norte, mostram água de refrigeração a ser retirada de um reactor de cinco megawatts, segundo o Instituto para a Ciência e Segurança Internacional (ISIS). “No entanto, sem termos dados como a produção de vapor, é difícil determinar o real estado operacional do reactor e portanto, estimar a quantidade de plutónio”, ressalvou o instituto.

No âmbito do acordo "ajuda contra o desarmamento”, o reactor encontrava-se encerrado desde 2007. O centro de pesquisa norte-americano afirma ainda que o complexo nuclear tem condições base para produzir seis quilos de plutónio por ano, quantidade suficiente para fabricar uma bomba nuclear.

As últimas observações via satélite também revelam a continuação das obras de reconstrução na fábrica de centrífugas do complexo.

Os Norte-coreanos sustentam que a central só produz urânio pouco enriquecido para alimentar um futuro reactor de água leve, mas os especialistas suspeitam que o regime quer produzir urânio para uso militar.

Segundo o ISIS, a fábrica das centrífugas duplicou a sua superfície. Pyongyang tem plutónio suficiente para produzir seis bombas, segundo os especialistas estrangeiros.

SOL
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Novembro 08, 2014, 12:01:36 am
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2014, 12:40:49 pm
ONU dá primeiro passo para julgar Coreia do Norte por crimes contra a humanidade


Investigadores recolheram testemunhos de exilados norte-coreanos e documentaram existência de vasta rede de campos de prisioneiros.

As Nações Unidas condenaram hoje as violações dos direitos humanos na Coreia do Norte, dando um primeiro passo para julgar Pyongyang no Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade.

A comissão dos direitos humanos da Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução instando o Conselho de Segurança a recorrer ao TPI, com 111 votos a favor, 19 contra e 55 abstenções.

O texto, que será analisado em dezembro pela Assembleia-Geral, foi aprovado após um debate tenso, em que Cuba tentou em vão obter uma alteração que teria esvaziado a resolução de conteúdo, ao retirar a disposição que pedia ao Conselho de Segurança que equacionasse levar a Coreia do Norte a julgamento perante o TPI.

A Bielorrússia, o Equador, o Irão, a China, a Rússia, a África do Sul e a Venezuela apoiaram a posição de Cuba, tendo muitos deles afirmado que o texto não é equilibrado. O embaixador da Coreia do Norte junto da ONU, Sin So Ho, declarou também que o projeto de resolução proposto pela União Europeia e pelo Japão padecia de "uma falta de confiança, de suspeita e de confrontação que nada têm que ver com os verdadeiros direitos humanos".

Apoiada por mais de 60 países, esta resolução adota o texto elaborado pela comissão, encarregada de se pronunciar especificamente sobre as violações aos direitos humanos e amplamente assente num relatório de 400 páginas da ONU divulgado em fevereiro, que concluiu, após uma longa investigação, que a Coreia do Norte cometeu violações dos direitos humanos "sem paralelo no mundo contemporâneo".

Durante um ano, os investigadores recolheram testemunhos de exilados norte-coreanos e documentaram a existência de uma vasta rede de campos de prisioneiros onde se encontravam encarceradas até 120.000 pessoas, bem como casos de tortura, execuções sumárias e violações.

A responsabilidade de todos estes abusos dos direitos humanos encontra-se ao mais alto nível do Estado, segundo a investigação liderada pelo juiz australiano Michael Kirby, que concluiu que estes se assemelham a crimes contra a humanidade.

Lusa
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Abril 29, 2015, 08:54:10 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Maio 13, 2015, 03:39:36 pm
Lá foi outro...
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: mafets em Junho 15, 2015, 01:04:49 pm
Sou um fã das paradas Norte - Coreanas. Aos 3.15m os OH-6...  :twisted:
Os Misseis. :wink:

 
Saudações
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Junho 28, 2015, 11:03:18 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcimg.tvgcdn.net%2Fi%2Fr%2F2013%2F10%2F28%2Fff55228b-eae9-4e2c-ad6f-001cc1e507db%2Fthumbnail%2F640x440%2F5b4a76f7c05a5d7153b6fc361e73e477%2F131028strikeback1.jpg&hash=b5dda4a457f0bf34ba9bf63437edc96d)


Não sei se têm seguido a série britânica Strike Back, nesta ultima temporada (infelizmente), o inimigo da Secção 20 são os Norte-Coreanos, e nestes primeiros episódios mostra bem a aliança entre vários grupos criminosos asiaticos e os serviços secretos norte-coreanos, que através de actividades ilegais financiam o seu programa nuclear  que eu saiba o regime norte-coreano não se pronunciou sobre esta temporada, (se os colegas souberem de alguma coisa digam  :roll:  :roll:
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Julho 30, 2015, 11:26:41 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Agosto 13, 2015, 10:03:36 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcdn.noticiaaldia.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F08%2Fhqdefault1.jpg&hash=026ca52acdd7786c6a7439b2ed605ed2)

N. Korea Slams South-US Drill, Threatens Strikes On White House

http://www.defensenews.com/story/defens ... e/31581243 (http://www.defensenews.com/story/defense/international/asia-pacific/2015/08/12/korea-slams-south-us-drill-threatens-strikes-white-house/31581243)  
Citar
North Korea on Thursday condemned a looming South Korea-US joint militar exercise as a "declaration of war" and boasted of its ability to make retaliatory strikes against Seoul and the White House.

 The annual, two-week "Uichi Freedom", which kicks off Monday, involves tens of thousands of troops in what is a largely computee-simulated rehearsal for a North Korean invasion. (...)

A statement for the North's Committee for the Peaceful Reunification of Korea, which oversees cross-border issues, denounced Uichi Freedom as a "drill for a surprise nuclear war" against the North. (...)

 Echoing a threat it has made repeatedly in the past, the Commitee said South Korea and the United States should be aware that "their strongholds of aggression and provocation" -including the White House and presidential Blue House in Seoul- were in range of the North's "ultra-precision" military weapons. (...)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Agosto 21, 2015, 08:06:54 am

Kim Yong-un order troops on war footing as border tension soars

http://reuters.com/article/idUSKCN0QQ08B20150821 (http://reuters.com/article/idUSKCN0QQ08B20150821)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Agosto 21, 2015, 01:37:50 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 21, 2015, 02:03:29 pm
Citação de: "olisipo"

Repost   :arrow:  viewtopic.php?f=15&t=9186&start=105 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=15&t=9186&start=105)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Agosto 22, 2015, 05:02:12 pm
Citação de: "Lusitano89"
Citação de: "olisipo"

Repost   :arrow:  viewtopic.php?f=15&t=9186&start=105 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=15&t=9186&start=105)
 

Mil disculpas.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Agosto 22, 2015, 05:09:20 pm

Seul e Pyongyang à mesa das negociações para evitar uma guerra.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 15, 2015, 12:14:10 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Novembro 28, 2015, 11:40:31 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fstatic3.businessinsider.com%2Fimage%2F534d72dbeab8ead93be334e3-1200-1715%2Frtr3ko8s.jpg&hash=72ab6f1e1081fce9ab840096f33045d7)

Kim Jong-un orders: men must keep their hair length to a maximum of 2 cm. or face sanctions

http://newstodaynet.com/world/kim-jong-un-issues-bizarre-diktat
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 03, 2015, 09:59:01 pm
Novo túnel está a ser construído em base de testes nucleares


A Coreia do Norte está a escavar um novo túnel na sua base nuclear de Punggye-ri, no nordeste do país, o que elevaria a sua capacidade para um eventual novo teste nuclear, revelam imagens de satélite hoje divulgadas.

O portal especializado 38 North divulgou hoje imagens captadas em outubro e novembro que mostram novas estruturas e trabalhos de construção numa zona da base até então desocupada.

O novo túnel junta-se a outros três existentes em Punggye-ri, a base a partir de onde a Coreia do Norte realizou os seus ensaios nucleares de 2006, 2009 e 2013.

O 38 North, programa associado à universidade norte-americana John Hopkins, afirmou que a construção do novo túnel "vem somar-se às capacidades da Coreia do Norte para realizar detonações adicionais em Punggye-ri nos próximos anos, caso decida fazê-lo".

Ainda assim, o portal indica que "não existem indícios de que se vá levar a cabo um teste nuclear de forma iminente".

Fontes do Governo da vizinha Coreia do Sul já tinham alertado, em finais de outubro, para a possibilidade de o regime comunista estar a realizar novos trabalhos na sua base de testes nucleares, apesar de a construção do novo túnel só hoje ter sido noticiada.

Os testes nucleares da Coreia do Norte em 2006, 2009 e 2013 resultaram em fortes sanções do Conselho de Segurança da ONU, que ainda se mantêm e limitam as atividades comerciais e económicas do país.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, reiterou em inúmeras ocasiões a sua aposta no desenvolvimento de armas nucleares como o principal pilar da sua política de defesa.

O regime norte-coreano anunciou em setembro que voltou a operar o reator de Yongbyon, localizado a cerca de 100 quilómetros de Pyongyang, a principal fonte de abastecimento de plutónio do programa de armas nucleares do país, apesar de não ter mencionado um quarto teste atómico.

DN
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Dezembro 10, 2015, 12:01:31 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fstatic.globalnoticias.pt%2Fstorage%2FDN%2F2015%2Fdn2015_detalhe_topo%2Fng5379809.JPG&hash=9e80b5de0194bd7c777381d787e32848)

Kim Jong-un afirma pela primeira vez que tem a bomba de hidrogénio

http://www.dn.pt/mundo/interior/kim-jongun-afirma-pela-primeira-vez-que-tem-a-bomba-de-hidrogenio-4923024.html
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 06, 2016, 12:20:41 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgbox.com%2F9l12nVed.jpg&hash=5890b4b2a325c2f3430ba3b769540428)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 09, 2016, 10:55:13 am
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2016, 06:38:39 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Fevereiro 21, 2016, 11:24:38 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2016, 11:30:58 am
Os enigmas da Coreia do Norte
Alexandre Reis Rodrigues


Quando se trata de atrair as atenções mundiais, a Coreia do Norte é imbatível. Normalmente, fá-lo pelas piores razões: desvinculação do Tratado de Não Proliferação Nuclear, ensaios de explosões nucleares, testes de lançamentos de mísseis balísticos, ameaças de ataque aos Estados Unidos, etc. Desta vez, é a realização do Congresso do Partido. Atrai muito interesse porque interrompe um período de 35 anos em que não se realizou nenhum. É natural que surjam muitas interrogações sobre o que poderá
estar por de trás da decisão e cresçam as expectativas de ver surgir sinais de mudança.

O mais provável, no entanto, é que não surja nada de novo. Os 130 jornalistas que aceitaram o convite do Governo norte coreano para visitar o País já começaram a aperceber-se que caíram num logro. Só lhes vai ser permitido ver o que as autoridades muito bem entenderem, ou seja, nada do que verdadeiramente interessaria à volta da realização do Congresso. Estão apenas a ser usados pela máquina publicitária de Pyongyang. Era previsível porque é uma prática instalada. Deveria haver mais cuidado em não estar a ajudar estas simulações de abertura num regime que vive da opacidade.

Tanto quanto se percebe do regime hermético da Coreia do Norte, a realização deste congresso pretende sobretudo dar mais consistência à mudança de liderança que ocorreu pela chegada ao poder de Kim Jong Un em 2012. O seu pai (e antecessor) não gostava de congressos nem muito menos de exposição mediática. Nos 17 anos em que esteve à frente dos destinos do país, realizou apenas uma reunião do comité político, nenhuma do comité central. Governava, através de um núcleo de ajudantes diretos (um núcleo de cerca de 30 pessoas, ao que consta) que se responsabilizavam perante ele pelas pastas mais importantes. Quanto a congressos participou no de 1980, que antecedeu o atual e no qual foi designado sucessor de seu pai, Kim Ill Sung. Nem a alternativa de realizar conferências do Partido, que a Constituição permitia, observou. Realizou apenas uma conferência do partido em 2010 para garantir a continuação da dinastia, designando Kim Jong Un como seu sucessor e fazendo dele um general de quatro estrelas.

Dizem os especialistas que, em termos de personalidade, o atual Presidente dificilmente poderia ser mais diferente de seu pai. Enquanto este não era dado a exposição pública, o filho tem apetência pelo mediático e, ao contrário do pai, optou por governar usando as estruturas do Estado coreano, Partido, Governo e Forças Armadas, num estilo que alguns comentadores designam por mais transparente. O seu pai resolvia os assuntos através dos chamados “back channels” e atribuía os cargos importantes com caráter vitalício.

Kim Jong Un não só recorre a reuniões como até publicita a sua realização e está a empreender uma mudança demográfica na composição elite que gere o País, rejuvenescendo os quadros com os chamados “millennials”, muitos dos quais com formação no exterior. A geração mais idosa tem sido afastada com “reformas douradas” mas resta a suspeita que alguns tenham sido feitos desaparecer, como acontecia no passado com os que se tornavam inconvenientes. A realização deste congresso talvez ajuda a perceber, através das presenças, o que terá acontecido.

Para além destas mudanças no quadro interno fala-se em mudanças de estratégia. Será para marcar essa viragem e para formalizar a sua própria agenda e autoridade, com novas mudanças na composição dos principais órgãos do partido, que Kim Jon Un se decidiu por avançar com o Congresso. Enquanto o seu pai é lembrado por uma estratégia que ficou conhecida por “Songun” (o poder militar em primeiro lugar), o atual presidente aposta em dois eixos de desenvolvimento, o económico e o nuclear (estratégia “Byongin”).

Admite-se que o congresso tenha sido encarado também como uma forma de reafirmar o estatuto de potência nuclear, como resposta à realização dos exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul em março/abril, e como um desafio à nova condenação do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a continuação dos testes nucleares (Resolução 2270). Muitos analistas calculam que virão muito brevemente – eventualmente, ainda durante o congresso que dura cinco dias - mais testes de explosões e ensaios de lançamento de mísseis balísticos.

Não obstante estes sinais continua a não ser possível fazer uma leitura sobre o caminho que a Coreia do Norte pretende seguir. Esta dificuldade resulta não só da natureza impenetrável do regime como também de um propósito deliberado em deixar dúvidas e criar incertezas sobre as suas verdadeiras intenções. Há dois enigmas principais, um no campo da economia, o outro no campo do nuclear.

No campo da economia – tanto quanto se sabe - nem sequer internamente se explica quais são os planos e objetivos. É uma forma de ficar a salvo de eventuais confrontações com falhanços em atingir as metas estabelecidas. No discurso de fim do ano, Kim Jong Un limitou-se a dizer que a questão das «condições de vida da população era a grande prioridade na miríade de assuntos a resolver»

No campo nuclear, não obstante a realização de quatros testes de explosões que se seguiram à declaração do estatuto de potência nuclear em 2005, ainda não é claro com que sucesso se domina o problema de miniaturização da ogiva para integração num míssil balístico. Aliás, neste último campo, o que tem ficado evidente são sucessivos falhanços nos ensaios de lançamento que têm sido realizados ultimamente. Mas mesmo que estes testes não tivessem falhado ainda lhe ficaria a faltar fazer prova final de outros aspetos técnicos (reentrada na atmosfera do cone com a ogiva nuclear e precisão de guiamento).

O terceiro enigma, certamente mais importante, é saber quanto tempo mais conseguirá a Coreia do Norte sobreviver como um regime isolado do mundo, em plena globalização. Obviamente não depende apenas de Pyongyang. Depende sobretudo de a China continuar a avaliar a situação como um mal menor comparado com a possibilidade de reunificação das duas Coreias.


>>>  http://database.jornaldefesa.pt/crises_e_conflitos/coreia_do_norte/JDRI%20186%20090516%20coreia%20do%20norte.pdf
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Agosto 31, 2016, 01:10:25 pm

Coreia do Norte executa vice-primeiro-ministro por "falta de respeito", garante Seul
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Setembro 10, 2016, 10:15:11 am

Conselho de Segurança da ONU condena por unanimidade ensaio nuclear da Coreia do Norte
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Setembro 25, 2016, 06:18:36 pm
O 1º festival aéreo da Coreia do Norte.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: olisipo em Outubro 16, 2016, 10:03:37 am

EUA detetam tentativa falhada de lançamento de míssil na Coreia do Norte
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2017, 11:20:21 am
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Fevereiro 08, 2017, 07:42:21 pm

Recentes exercícios noturnos na Coreia do Norte com Mig-21.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 09, 2017, 01:45:25 pm
Coreia do Norte poderá ter até 45 bombas nucleares em 2020


Um especialista estima que a Coreia do Norte poderá ter até 45 bombas nucleares em 2020 atendendo ao aumento previsto das suas reservas de urânio e plutónio e ao ritmo, cada vez mais acelerado, de desenvolvimento de armas.

A Coreia do Norte poderá ter atualmente cerca de 280 quilómetros de urânio altamente enriquecido, afirmou esta quinta-feira, durante um fórum em Seul, Lee Sang-hyun, vice-presidente do Instituto Sejong, um centro de estudos privado que figura entre os mais influentes do país,

"Dada a quantidade de material físsil nas mãos da Coreia do Norte, o país poderá ter entre 22 e 45 armas nucleares", observou o especialista em declarações reproduzidas pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, a propósito das suas projeções para os próximos três anos.

Lee baseia a sua projeção na crença de que Pyongyang, que reativou em 2013 o centro nuclear de Yongbyon, e aparentemente aumentou a sua produção de material para bombas, poderia elevar a sua capacidade de reprocessar plutónio a um ritmo de seis quilogramas anuais e ampliar as suas reservas de urânio em 80 quilogramas ao ano.

Lee apontou que o regime de Kim Jong-un terá utilizado urânio enriquecido para o seu mais recente teste nuclear, em setembro, e que estas melhorias tecnológicas fazem pensar que se aproxima cada vez mais do desenvolvimento de armas nucleares passíveis de serem colocadas em mísseis balísticos.

Além do ensaio nuclear de setembro, a Coreia do Norte realizou outro oito meses antes, os quais se juntaram aos levados a cabo em 2006, 2009 e 2013.


>>>>>   http://www.jn.pt/mundo/interior/coreia-do-norte-podera-ter-ate-45-bombas-nucleares-em-2020-5657374.html
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 12, 2017, 10:31:45 am
North Korea test-fires ballistic missile
http://edition.cnn.com/2017/02/11/asia/north-korea-missile/index.html
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Fevereiro 13, 2017, 07:03:34 pm
North Korea Launch of a New Ballistic Missile Pukguksong-2

Que é aquilo? Uma V-2??
 8)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2017, 05:47:18 pm
Meio-irmão do líder da Coreia do Norte assassinado na Malásia



Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2017, 10:00:31 am
Kim Jong Nam assassinado com arma química


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2017, 02:52:31 pm
Coreia do Sul quer que Norte seja suspenso da ONU


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2017, 12:20:32 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimgur.com%2FYd0gCEw.jpg&hash=d42a38fdcbd40830e38ebd651da26683)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2017, 12:30:40 pm
Tensão entre Malásia e Coreia do Norte continua a aumentar


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Março 07, 2017, 09:18:17 pm
North Korea Quadruple Scud Missile Launch, March 7 2017
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 25, 2017, 09:37:23 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2017, 01:15:02 pm
EUA reposicionam-se ao largo da Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 10, 2017, 04:55:35 pm
China aceita endurecer sanções à Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: mafets em Abril 12, 2017, 03:50:27 pm
China aceita endurecer sanções à Coreia do Norte


Já agora em texto: http://pt.euronews.com/2017/04/10/china-aceita-endurecer-sances-a-coreia-do-norte (http://pt.euronews.com/2017/04/10/china-aceita-endurecer-sances-a-coreia-do-norte)
Citar
Com uma formação de navios de guerra americanos a rondar a península da Coreia, numa demonstração de força de Donald Trump, a Coreia do Norte está cada vez mais isolada, abandonada até pelo aliado de longa data, a China.

Pequim aceitou endurecer as sanções com Pyongyang, caso o regime de Kim Jong-un prossiga os testes nucleares.

Os enviados da Coreia do Sul e da China encontraram-se em Seul para decidir uma estratégia comum para fazer face à ameaça norte-coreana: “Podemos concluir que os Estados Unidos e a Coreia do Sul estão a preparar-se completamente para enfrentar possíveis provocações da Coreia do Norte, incluindo testes nucleares e de mísseis”, diz Moon Sang-gyun, porta-vos do ministério sul-coreano da Defesa.

A China, velha aliada de Pyongyang, tem endurecido as sanções e ordenou já o fim das importações de carvão. Os mais recentes carregamentos foram parados. Hua Hhunying, porta-voz do MNE chinês, diz: “Estamos a seguir com atenção o desenvolvimento da situação na península coreana. Dada a atual situação, pensamos que todas as partes devem mostrar cautela e evitar ações que possam resultar num agravamento”.

O mais recente teste de mísseis balísticos norte-coreanos aconteceu na quarta-feira, com o disparo de um míssil para o mar. Teme-se que o regime de Kim Jong-un esteja a preparar um sexto teste nuclear. Foram detetados movimentos no principal local de testes nucleares da Coreia do Norte.

Saudações
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2017, 11:50:41 am
Coreia do Norte pode atacar com gás sarin, afirma o primeiro-ministro do Japão


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: mafets em Abril 13, 2017, 12:06:15 pm
Um novo teste na Forja? http://38north.org/2017/04/punggyeri041217/ (http://38north.org/2017/04/punggyeri041217/)
Citar
38 North exclusive with analysis by Joseph S. Bermudez Jr. and Jack Liu.

Commercial satellite imagery of North Korea’s Punggye-ri Nuclear Test Site from April 12 shows continued activity around the North Portal, new activity in the Main Administrative Area, and a few personnel around the site’s Command Center.

At the North Portal, what appears to be a small vehicle or trailer is located immediately outside the entrance; the water flow out of the portal has diminished in the past 10 days; and what may be a small trailer is visible on the road south of the portal. The netting—suspended over probable equipment—south of the portal’s support building remains in place, and there has been no significant dumping of additional material on the portal’s spoil pile.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F38north.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F04%2FFig1_Punggye-Upd-17-0412.jpg&hash=89c4c976cd53d7215dc85a062d00fdca)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F38north.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F04%2FFig2_Punggye-Upd-17-0412.jpg&hash=0c2cd1e0f1078c70a1e228661db521f6)

Cumprimentos
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2017, 11:20:46 am
EUA aumentam a pressão sobre a Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: mafets em Abril 22, 2017, 04:18:58 pm
Pode ser a última...  :jok: ;D :rir: :nice:

http://www.bbc.com/portuguese/geral-39665422?ocid=socialflow_facebook (http://www.bbc.com/portuguese/geral-39665422?ocid=socialflow_facebook)
Citar
Especialistas dos EUA que analisam imagens de satélite da Coreia do Norte afirmam ter visto uma atividade inusitada no local onde são realizado testes nucleares no país: partidas de vôlei.
As imagens foram registradas no último domingo por um satélite comercial em meio à especulação de que Pyongyang estaria se preparando para seu sexto teste nuclear, ao passo em que crescem as tensões com os EUA.
Os registros foram divulgadas pelo 38 North, projeto de monitoramento da Coreia do Norte realizado pela Johns Hopkins University, em Maryland.
Os especialistas Joseph S. Bermudez Jr, Jack Liu e Frank Pabian deram duas possíveis razões para a atividade inusitada na base de testes Punggye-ri.
'Testaremos mísseis semanalmente': lançamento fracassado gera guerra verbal entre Coreia do Norte e EUA
"Possíveis explicações são [que] o local e os preparativos para um sexto teste nuclear foram colocados em modo de espera, com a equipe se permitindo algum tempo de lazer", diz o relatório.
"(Ou) Pyongyang iniciou uma pausa estratégica na atividade do local do teste como parte de um plano maior de manipulação, adiando o sexto teste nuclear até o momento em que uma detonação se reverteria em maior vantagem política".
"Independentemente disso, a base de Punggye-ri parece capaz de realizar um sexto teste nuclear a qualquer momento, uma vez que receba a ordem de Pyongyang", completa.
(https://ichef-1.bbci.co.uk/news/976/cpsprodpb/1A23/production/_95719660_43205cc1-dfc6-4424-84bc-72819b2d8ac6.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 27, 2017, 01:30:23 pm
O general, o armamentista e o cientista. O trio de homens-fortes por detrás do programa de nuclear de Kim Jong-un

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Foje-50ea.kxcdn.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F05%2FCoreia-do-Norte_Kim-Jong-un_misseis-925x578.jpg&hash=2d5a0b809feaa46190c051bb7fb7f2f0)


O líder norte-coreano, que tomou posse com pouca experiência política e militar, fez-se rodear não de membros da elite social, mas de homens comuns com "capacidades extraordinárias". E deles fez os seus maiores confidentes e responsáveis diretos pelo desenvolvimento do sonho nuclear da dinastia dos Kim.

As recentes conquistas do programa de desenvolvimento de mísseis nucleares da Coreia do Norte são um motivo de orgulho para o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Frequentemente, o chefe de Estado do país mais isolado do mundo é visto a comemorar o sucesso dos testes de mísseis balísticos com a sua comitiva e, entre abraços e trocas de sorrisos, está sempre o mesmo trio de homens-fortes, que se acredita estarem por detrás da aceleração armamentística do país.

As agências de segurança e inteligência ocidentais avançam que os homens em questão se tratam Ri Pyong-chol, um ex-general da Força Aérea e antigo chefe-adjunto do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, Kim Jong-sik, um cientista de foguetes veterano e Jang Chang-ha, o responsável pelo desenvolvimento e aquisição de armas numa organização de pesquisa e desenvolvimento norte-coreana. Em conjunto, eles possuem o apoio e respeito do maior partido no poder e as capacidades militares e científicas necessárias para dar asas ao sonho nuclear do líder norte-coreano.

“Ao invés de as escolhas de Kim Jong-un passarem por burocratas, o líder parece quer manter os tecnocratas do seu lado, para que possam ser contactados diretamente por ele e persuadidos a avançar com urgência no desenvolvimento de mísseis balísticos”, conta à agência Reuters An Chan-il, um antigo oficial norte-coreano que desertou para a Coreia do Sul em 2005.

Uma nova geração de confidentes

Enquanto o pai do jovem líder norte-coreano, Kim Jong-il, se fez rodear de membros da alta sociedade do país, Kim Jong-un parece não ter seguido as pisadas do antecessor. O atual chefe de Estado chamou para seus confidentes um grupo de pessoas que não sendo da elite norte-coreana subiram a cargos de alta chefia com a promessa de levarem ao topo o programa armamentístico do país.

Kim Jong-sik e Jang Chang-ha são o melhor exemplo disso mesmo. Kim Jong-sik começou a sua carreira como técnico na aeronáutica civil mas, após ter desempenhado um papel fundamental no primeiro lançamento bem conseguido de um míssil em 2012, o norte-coreano viu a sua carreira subir ao ritmo frenético dos engenhos militares.

Não tardou a mudar de uniforme e a ocupar um lugar cimeiro na Agência Nacional de Desenvolvimento Aeroespacial da Coreia do Norte, onde tem desenvolvido tecnologias de inovação de mísseis.

O mesmo aconteceu com Jang Chang-ha. Dos três homens do círculo de influência de Kim Jong-un, este é provavelmente o menos conhecido fora das fronteiras do país. Sabe-se que Jang Chang-ha foi o presidente da Academia da Ciência e da Defesa Nacional, responsável pela pesquisa e avanços dados no sistema de mísseis e armas nucleares. Graças aos progressos feitos nesta área, o norte-coreano conquistou a simpatia e a confiança do líder norte-coreano.


O braço direito de Kim Jong-un

“A grande figura neste trio é Ri Pyong-chol”, afirma Michael Madden, investigador e especialista norte-americano em política da Coreia do Norte.

O ex-general da Forca Aérea foi nomeado vice-presidente do Departamento de Indústria e Munições do Partido dos Trabalhadores. Conjugando a experiência política com o conhecimento militar, a Ri Pyong-chol foi confiada a supervisão do desenvolvimento do programa de mísseis balísticos do regime.

Nascido em 1948, Ri Pyong-chol estudou na Rússia e foi promovido para as fileiras do maior partido nacional na viragem do milénio. Depois disso, viajou em trabalho para a China, o maior parceiro comercial e geoestratégico da fechada Coreia do Norte, e acompanhou Kim Jong-un em visita a fábricas russas de fabrico de caças e engenhos militares.

À semelhança dos outros dois confidentes do líder norte-coreano, também Ri Pyong-chol integra a lista negra dos Estados Unidos pela constante violação do Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares (TPN).

Com pouca experiência política e militar, foi nestes homens que Kim Jong-un depositou a sua maior confiança e foi nas suas mãos que depositou os futuros avanços nucleares norte-coreanos. “Estes são os homens que trazem o programa de mísseis da Coreia do Norte para o século XXI”, sublinha Michael Madden.


>>>>  http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/fds-o-general-o-armamentista-e-o-cientista-o-trio-de-homens-fortes-por-detras-do-programa-de-nuclear-de-kim-jong-un-164016
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Ramos em Maio 29, 2017, 12:44:13 pm
A propósito deste assunto, recomendo a seguinte leitura:

https://geopoliticalfutures.com/north-korea-stares-abyss/

Cumprimentos,
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2017, 04:37:05 pm
China defende comércio com a Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Julho 21, 2017, 04:12:16 pm
Maior crescimento económico da Coreia do Norte nos últimos 17 anos


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Viajante em Julho 25, 2017, 12:27:24 pm
“O tempo está a acabar”. China prepara-se para eventual guerra com a Coreia do Norte

Especialistas contactados pelo jornal norte-americano 'Wall Street Journal' escreve que a segurança junto à fronteira chinesa com a Coreia do Norte está a ser reforçada desde o ano passado, embora o Ministério da Defesa chinês não confirme as alegações.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Foje-50ea.kxcdn.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2Fchina-925x578.jpg&hash=19efc4014538342dc78ad42333c239ee)

A China está a preparar-se para um eventual cenário de guerra com a Coreia do Norte. À medida em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica o seu discurso contra o programa nuclear norte-coreano e o regime de Pyongyang responde com novas ameaças nucleares, Pequim insiste em reforçar a defesa da sua fronteira com a Coreia do Norte para não deixar que “as chamas da guerra ardam para a China”.

“O tempo está a acabar”, avisa Wang Haiyun, um general chinês, ao jornal norte-americano ‘Wall Street Journal’. “Se a guerra irromper, a China deve, sem hesitação, ocupar as partes do norte da Coreia do Norte, assumir o controlo das instalações nucleares norte-coreanas e demarcar áreas seguras para parar uma onda de refugiados e soldados dispensados que entram no nordeste da China”.

Para a linha de defesa da fronteira de 1.416 quilómetros, que o país partilha com a vizinha Coreia do Norte, foram mobilizados armamento e drones para sobrevoarem a zona pelo ar. As forças especiais estão a receber treinos militares e o regime de Xi Jinping quer que a fronteira seja vigiada permanentemente 24 horas por dia. Para prevenir explosões nucleares, ou mesmo químicas, estão também a ser criados em zonas próximas da fronteira caves, para que a população chinesa se possa refugiar.

O jornal norte-americano escreve que a segurança está a ser reforçada desde o ano passado, embora o Ministério da Defesa chinês não confirme se as medidas estão ou não relacionadas com a Coreia do Norte. O regime de Xi Jinping nega que as tropas estejam a ser mobilizadas para a fronteira e reafrima que mantem “um estado normal de prontidão e treinamento de combate”.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-tempo-esta-a-acabar-china-prepara-se-para-eventual-guerra-com-a-coreia-do-norte-190026
https://www.wsj.com/articles/china-prepares-for-a-crisis-along-north-korea-border-1500928838
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 06, 2017, 01:42:24 pm
China quer novas negociações e pede "inteligência" à Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2017, 07:23:10 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 12, 2017, 12:06:09 am
ONU investiga violação de embargo por Angola e Moçambique


Especialistas da ONU que monitorizam a aplicação das sanções indicaram que o Governo de Kim Jong-un continua a ignorar as sanções sobre mercadorias, bem como o embargo de armas

A ONU está a investigar possíveis violações ao embargo e sanções impostas à Coreia do Norte por parte de Angola e Moçambique, segundo um novo relatório da organização.

"O painel continua a sua investigação sobre se a guarda presidencial de Angola e outras unidades foram treinadas por pessoas da República Democrática Popular da Coreia, bem como sobre diplomatas do país acreditados em Angola que trabalham para a Green Pine Corporation, incluindo o Mr. Kim Hyok Chan e o Mr. Jon Chol Young", lê-se no relatório.

Segundo a ONU, a Green Pine Corporation é responsável por quase metade das armas exportadas pela Coreia do Norte. A empresa é alvo de sanções da comunidade internacional desde 2012.

Os especialistas da ONU acreditam que Kim Hyok Chan, um dos coreanos que tem visto de diplomata em Angola, "é o representante da Green Pine Corporation responsável pela remodelação dos navios da República Democrática Popular da Coreia que violou as resoluções" internacionais e que Kim viajou com o seu colega Jon Chol Young entre Angola e o Sri Lanka numa "tentativa falhada" de vender navios militares.

Quanto a Moçambique, o painel de oito especialistas investiga a venda de um sistema de defesa área portátil, mísseis superfície-ar e um radar, uma operação feita entre a empresa coreana Haegeumgang Trading Corporation e a "Monte Binga", uma empresa controlada pelo Governo moçambicano.

"Moçambique ainda não forneceu uma resposta substantiva ao inquérito deste painel. Dois Estados-membros declararam que a Haegeumgang está ativa em Moçambique e o no país vizinho da Tanzânia. Um Estado-membro especificou que a Haegeumgang forneceu o mesmo tipo de mísseis superfície-ar a Moçambique e à Tanzânia", lê-se no relatório.

Segundo o mesmo documento, a Coreia do Norte exportou ilegalmente carvão, ferro e outros bens no valor de pelo menos 270 milhões de dólares (224 milhões de euros) para a China e outros países, num período de seis meses, violando as sanções da ONU.

Os especialistas indicam que a Coreia do Norte também prossegue com atividades nucleares proibidas, com produção de material fóssil para armas no complexo nuclear de Yongbyon, construção de manutenção na zona de testes nucleares de Punggye-ri, e uma mina de urânio em Pyongsan.

O painel disse estar também a investigar o aumento da presença de norte-coreanos em África e no Médio Oriente, em particular na Síria, "incluindo o seu envolvimento em atividades proibidas".

O relatório de 111 páginas foi feito antes do sexto teste nuclear da Coreia do Norte, no dia 03, e divulgado dois dias antes de os Estados Unidos levarem a votação novas e mais severas sanções, incluindo o fim das exportações de petróleo e gás e o 'congelamento' de todos os ativos financeiros estrangeiros do Governo e do seu líder, Kim Jong-un.


>>>>   http://www.dn.pt/mundo/interior/onu-investiga-violacao-de-embargo-a-coreia-do-norte-por-angola-e-mocambique-8762478.html
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 31, 2017, 11:49:16 am
Coreia do Norte: 200 mortes depois de túnel colapsar em local de testes nucleares
Cátia Borrego

O acidente ocorreu no passado dia 10 de outubro mas apenas agora está a ser divulgado. A agência de notícias sul-coreana Yonhap fala em possibilidade de fuga de radiação.

Um túnel localizado numa área de testes nucleares colapsou, em Punggye-ri, na Coreia do Norte, provocando cerca de 200 mortes, de acordo com o Telegraph. O acidente ocorreu no dia 10 de outubro mas só agora chegou à imprensa internacional.

Segundo os relatórios, 100 pessoas ficaram presas no túnel durante o primeiro colapso, e, depois de uma operação de resgate falhada, mais 100 pessoas ficaram encurraladas, informou a estação de televisão japonesa Asahi, esta terça-feira.

Segundo os especialistas, o acidente foi causado pelo sexto teste nuclear de Kim Jong-un, no dia 3 de março, que enfraqueceu a montanha. No início deste ano já tinha sido noticiado a instabilidade desta zona de testes nucleares. Segundo o relatório, há possibilidade de fuga de radiação.

A localização desta área de testes é mantida em segredo mas devido a estudos foi possível localizar (com margem de erro de 100 metros) que por baixo de uma montanha em Punggye-ri, a nordeste da Coreia do Sul, são realizados vários testes e detonações nucleares. Os dados sísmicos mostraram que o teste subterrâneo desencadeou um terremoto de magnitude 6,3, de acordo com o The Sun.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 07, 2017, 10:00:43 pm
Nasceram bebés com deficiências em zona de testes nucleares da Coreia do Norte


Habitantes da região estão proibidos de ir à capital do país. Entre os residentes locais existe o receio de contaminação, dizem dissidentes

Kilju, na província de Hamgyong, no nordeste da Coreia do Norte, é o local de testes nucleares do regime de Kim Jong-un. Agora, relatos dão conta de que a região está a ficar desolada. E não só, os habitantes locais estão proibidos de ir a Pyongyang e dissidentes afirmam que já nasceram vários bebés com deficiências. A culpa, dizem, é da radiação, depois de seis testes nucleares debaixo de terra.

Uma associação que inclui vários dissidentes norte-coreanos - a Research Association of Vision of North Korea - entrevistou, nos últimos anos, 21 pessoas que viviam na região de Kilju, afirma o Chosunilbo, um dos mais antigos jornais sul-coreanos.

"Um familiar meu, que está em Kilju, disse-me que estão a nascer bebés com várias deficiências", afirmou uma testemunha. Outra disse que os poços secaram e os habitantes têm medo de beber água devido a uma possível contaminação com radiação.

Cerca de 80% das árvores plantadas na região morrem e vários dissidentes afirmaram que os locais não são avisados dos testes. "Durante o primeiro teste nuclear (outubro de 2006) e o segundo (maio de 2009), apenas os familiares dos soldados foram levados para lugares seguros. As pessoas comuns não estavam cientes dos testes", disse um dissidente segundo o mesmo jornal.

Existem também relatos de corpos mutilados a flutuarem nos rios e que os habitantes são obrigados a cavar buracos para os testes.

Outra fonte afirmou que os locais estão proibidos de ir à capital da Coreia do Norte, apesar de terem já consultas marcadas no maior hospital de Pyongyang. "Não os deixaram entrar na capital depois do sexto teste nuclear", afirmou este dissidente.

Quem tenta levar amostras de solo, água e folhas da região de Kilju é enviado para campos de prisioneiros, acrescenta o jornal sul-coreano. Assim, oficiais tentam que relatos da região não se espalhem para outras partes do norte do país.


>>>>>>> https://www.dn.pt/mundo/interior/nasceram-bebes-com-deficiencias-em-zona-de-testes-nucleares-da-coreia-do-norte-8901388.html
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 09, 2017, 04:30:34 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 29, 2017, 02:30:23 pm
China garante que não vendeu petróleo à Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2018, 12:13:52 pm
Líderes da Coreia do Norte tiveram passaportes do Brasil


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 12, 2018, 05:00:36 pm
Coreia do Norte promete desativar complexo nuclear


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Daniel em Maio 13, 2018, 03:58:18 pm
Coreia do Norte anuncia desmantelamento do complexo de testes nucleares
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/ensaios-nucleares/coreia-do-norte-anuncia-desmantelamento-do-complexo-de-testes-nucleares?_ga=2.156103099.1612118056.1526047032-365787263.1522765388
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.iol.pt%2Fmultimedia%2Foratvi%2Fmultimedia%2Fimagem%2Fid%2F59c535250cf2a96cb1f51170%2F800&hash=feb350d849442bc61fb52dc808854d75)
Citar
Regime norte-coreano anunciou este sábado que está a tomar “medidas técnicas” para desmantelar o seu complexo de ensaios nucleares e que convidará jornalistas estrangeiros para uma cerimónia de lançamento do processo entre 23 e 25 de maioA Coreia do Norte anunciou este sábado que está a tomar “medidas técnicas” para desmantelar o seu complexo de ensaios nucleares e que convidará jornalistas estrangeiros para uma cerimónia de lançamento do processo entre 23 e 25 de maio.

Uma cerimónia de desmantelamento do complexo de ensaios atómicos está prevista para entre 23 e 25 de maio, em função das condições meteorológicas”, indicou a agência estatal norte-coreana KCNA, citando um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Ministério adianta que o desmantelamento incluirá a explosão dos túneis, o bloqueamento das entradas e a eliminação de todas as instalações de observação, centros de investigação e estruturas de unidade de guarda no terreno e também a “área circundante será completamente fechada”.

Durante a histórica cimeira entre as duas Coreias, a 27 de abril, o dirigente norte-coreano Kim Jong-un propôs a Seul encerrar em maio o seu único complexo conhecido de ensaios nucleares, Punggye-ri, uma instalação secreta perto da fronteira com a China.

Foi neste complexo subterrâneo que se realizaram os seis testes nucleares realizados por Pyongyang, o último dos quais em setembro do ano passado.

Os Estados Unidos declararam na sexta-feira estar “prontos” para ajudar a economia norte-coreana e dar “garantias” a Kim Jong-un se Pyongyang tomar “medidas corajosas” para uma “desnuclearização rápida” e “completa”.

Se a Coreia do Norte tomar medidas corajosas para uma desnuclearização rápida, os Estados Unidos estão prontos a trabalhar com a Coreia do Norte para a levar ao mesmo nível de prosperidade dos nossos amigos sul-coreanos”, declarou o secretário de Estado, Mike Pompeo, de regresso da Coreia do Norte onde se encontrou com o dirigente norte-coreano para preparar a cimeira com o Presidente Donald Trump.
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 23, 2018, 02:10:43 pm
Jornalistas entram na Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 09, 2018, 12:12:31 pm
Coreia do Norte deixa mísseis de fora do desfile de celebração à nação


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 18, 2018, 03:52:01 pm
Papa recebe convite para visitar Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 05, 2018, 01:07:01 pm
Presidente cubano visita Coreia do Norte


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2018, 06:07:54 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Março 10, 2019, 01:17:18 pm
"Democracia" norte-coreana organiza eleições



Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Daniel em Abril 21, 2020, 10:38:58 am
EUA avançam que líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, está a lutar pela vida após cirurgia cardiovascular
https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/eua-avancam-que-lider-da-coreia-do-norte-kim-jong-un-estara-a-lutar-pela-vida-apos-cirurgia-cardiovascular?ref=HP_PrimeirosDestaques
(https://cdn3.cmjornal.pt/images/2019-02/img_900x509$2019_02_27_18_22_01_825914.jpg)
Citar
Fonte oficial dos Estados Unidos, citada pela Bloomberg e CNN, revela que o líder norte-coreano está em estado grave desde a semana passada.O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, estará em estado crítico e a lutar pela vida desde a semana passada, altura em que realizou uma cirurgia cardiovascular, segundo avançam a Bloomberg e a CNN, citando uma fonte oficial dos EUA.

Apesar de envolta em mistério, a condição de saúde de Kim Jong Un é crítica, revelou uma fonte secreta ao Governo de Trump. Kim Jong Un perdeu as comemorações do aniversário do avô e fundador do estado, Kim Il Sung, no passado dia 15 de abril, e desde aí se levantaram algumas especulações sobre o estado do líder norte-coreano.Um jornal online da Coreia do Sul que trata assuntos sobre a Coreia do Norte, o Daily NK, reportou que Kim teria realizado uma cirurgia cardiovascular a 12 de abril. Mas os media sul-coreanos não confirmam a especulação em torno da condição de Kim Jong Un. Fonte de Seul desmentiu as informações replicadas nos media internacionais.

O estado de saúde do líder da Coreia do Norte é um dos segredos de estado mais bem guardados e apenas um círculo interno muito pequeno e de confiança tem acesso à informação. A obesidade e o excesso de tabaco podem estar entre as causas do agravamento do estado de saúde de Kim Jong Un.

A ser verdade é uma triste notícia, querido lider. ::)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Daniel em Abril 26, 2020, 10:24:14 am
E se Kim Jong Un morrer? Saiba quem está na linha da frente para a sucessão na Coreia do Norte
https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/e-se-kim-jong-un-tiver-mesmo-morrido-saiba-quem-esta-na-linha-da-frente-para-a-sucessao-na-coreia-do-norte?Ref=DET_Recomendadas_pb
(https://cdn2.cmjornal.pt/images/2020-04/img_900x508$2020_04_26_08_31_56_939124.jpg)
Citar
O mistério em torno da saúde de Kim Jong-un expõe a profunda incerteza sobre a linha de sucessão da Coreia do Norte, mais de oito anos após o atual líder ter assumido o poder.

Embora a família Kim governe há sete décadas, passando o poder entre herdeiros homens como outras dinastias hereditárias, Kim, de 36 anos, não nomeou um sucessor. Os seus filhos ainda são jovens e os adultos sobreviventes da família no poder enfrentam possíveis barreiras à ascensão.

Kim Yo-jong, irmã
Parte representante real, parte assistente pessoal, Kim Yo-jong está agora entre os assessores mais próximos do irmão mais velho. No início deste mês, Kim Yo-jong foi renomeada como elemento suplente do Politburo do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Como tal, é o único outro membro da família Kim com algo que se aproxima do poder real no regime.
Embora tenha sido o primeiro elemento da família Kim a visitar Seul e a acompanhar Kim Jong-un nas suas cúpulas com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o líder chinês Xi Jinping, Kim Yo-jong também tem desempenhado tarefas básicas, como ajudar o líder a apagar um cigarro durante uma parada de comboio na China. Não está claro se a elite patriarcal da Coreia do Norte apoiará uma mulher relativamente jovem como a próxima "líder suprema" do país.

Filho de Kim Jong-un
Um herdeiro homem estabeleceria uma linha de sucessão mais convencional numa dinastia anteriormente governada pelo pai de Kim, Kim Jong-il, e fundada pelo avô, Kim Il-sung. Segundo o serviço de inteligência da Coreia do Sul, Kim terá casado em 2009 com Ri Sol-ju, uma ex-cantora, e agora terão três filhos.
O problema é que os filhos ainda não foram mencionadas oficialmente pela imprensa estatal, e o filho mais velho terá nascido em 2010, segundo o jornal DongA Ilbo, da Coreia do Sul. Dennis Rodman, o ex-astro do basquetebol que visitou a Coreia do Norte, disse em 2013 que também segurou uma bebé chamada Ju Ae. Isso provavelmente exigiria que qualquer uma das crianças governasse sob alguma forma de regente até atingirem a maioridade.


Kim Han-sol, sobrinho
Kim Han-sol, nascido em 1995, poderia ter-se tornado herdeiro se o seu pai, Kim Jong-nam, não tivesse entrado numa "luta" com Kim Jong-il e exilado em Macau. Kim Jong-nam era o meio-irmão mais velho de Kim Jong-un e o seu rival mais forte, frequentando casinos e ocasionalmente criticando o regime do irmão mais novo.
Todas as esperanças que Kim Han-sol tinha de regressar a Pyongyang foram frustradas em 2017, quando o seu pai foi assassinado no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres que atiraram o agente nervoso VX no seu rosto.

Kim Jong-chol, irmão
Kim Jong-chol, o único irmão sobrevivente de Kim Jong-un, seria outra possibilidade mais remota, já que tem demonstrado mais interesse nas guitarras do que na política. Thae Yong-ho, ex-número 2 da embaixada da Coreia do Norte em Londres que desertou para a Coreia do Sul, disse uma vez que o irmão mais velho de Kim "não possui nenhum título oficial", acrescentando que é "apenas um guitarrista realmente talentoso".
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: HSMW em Abril 26, 2020, 04:48:11 pm
(https://www.militaryimages.net/attachments/07-jpg.216188/)

Das ultimas visitas já durante o Covid.
Só comer, beber e fumar...

Talvez a sucessora venha mesmo a ser a irmã. Ainda mais chanfrada que ele...

(https://i.insider.com/5cc2c5eedaa9a954fa3f773a?width=1100&format=jpeg&auto=webp)
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Camuflage em Abril 26, 2020, 08:26:08 pm
Qual é o problema de ser a irmã?
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2020, 11:15:28 am
Kim Jong-un volta a aparecer em público


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 10, 2020, 05:17:47 pm
Pyongyang apresenta novo míssil balístico


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 06, 2021, 11:16:08 am
Líder da Coreia do Norte admite erros


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 15, 2021, 12:06:29 pm
Kim Jong-un exibe poder militar em Pyonyang


Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 30, 2021, 04:22:38 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 14, 2021, 06:06:50 pm
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Daniel em Outubro 13, 2021, 04:04:22 pm
Dobrar barras de metal e partir blocos de tijolo: militares norte-coreanos dão espetáculo de artes marciais extremas
https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/dobrar-barras-de-metal-e-partir-blocos-de-tijolo-militares-norte-coreanos-dao-espetaculo-de-artes-marciais-extremas?ref=HP_OutrasNoticias1
Citar
Militares norte-coreanos fizeram uma demonstração de artes marciais extremas, esta segunda-feira, durante um evento que assinalou o 76.º aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia.

LOL com um Exército assim a guerra está ganha... :P
Título: Re: Coreia do Norte
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 20, 2021, 04:14:04 pm