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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Portugal => Tópico iniciado por: Jorge Pereira em Outubro 18, 2012, 11:21:54 am

Título: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Jorge Pereira em Outubro 18, 2012, 11:21:54 am
Orçamento para o ano 2013:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimageshack.us%2Fa%2Fimg843%2F3320%2Fod2013.png&hash=212d4a38db2210602f1354dfcbf92095)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimageshack.us%2Fa%2Fimg855%2F593%2Fod20132.png&hash=f2f383ac938a22d0ed00aece2f8d3b47)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimageshack.us%2Fa%2Fimg824%2F3209%2Fod20133.png&hash=695dd268bd4e462646a590b174c0b906)
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Get_It em Abril 02, 2015, 02:35:20 pm
Quanto gastam os portugueses com a defesa?
Citação de: "Operacional"
Muito recentemente, depois de um interregno de anos, o Ministério da Defesa Nacional publicou os Anuários Estatísticos dos primeiros dois anos do actual governo, 2011 e 2012. São publicações muito importantes para quem quer analisar o que se passa na Defesa e Forças Armadas. Começamos por ir ver quanto gastamos nesta área da governação.

Estamos perante edições oficiais do Ministério da Defesa Nacional, e nesta primeira abordagem que fazemos ao volume respeitante a 2012, registamos desde já esta informação prévia: «O Anuário Estatístico da Defesa Nacional constitui um repositório de dados da Defesa, cuja recolha é efectuada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, Ramos das Forças Armadas e Serviços Centrais de Suporte do Ministério da Defesa Nacional. A informação estatística da presente edição reporta-se ao ano de 2012. Contudo em áreas específicas como finanças, pessoal, armamento e equipamentos da Defesa, infraestruturas, ensino e formação, assistência na doença aos militares das Forças Armadas e actividade inspectiva, são apresentados dados de anos anteriores, através dos quais é possível avaliar a respectiva evolução no passado recente».

[continua] (http://http)
Fonte: http://www.operacional.pt/quanto-gastam-os-portugueses-com-a-defesa/

Cumprimentos,
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Viajante em Fevereiro 05, 2016, 11:04:46 pm
Em 2016 o Orçamento da Defesa vai aumentar 7,4% em relação a 2015!

http://economico.sapo.pt/noticias/governo-reforca-orcamento-da-defesa-mas-reduz-na-seguranca_241894.html
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Get_It em Fevereiro 05, 2016, 11:14:42 pm
Há que ter dinheiro para pagar as negociatas que aí vão e manter os boys and girls.

Cumprimentos,
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 06, 2016, 11:54:39 am
Costa dá mais 38,8 milhões para armamento militar

5/2/2016


Orçamento da Defesa cresce 7,4% enquanto MNE perde 1,6%. Vai haver mais dinheiro para armamento e para missões no exterior.

O Governo vai gastar em 2016 mais 149,2 milhões com as Forças Armadas. De acordo com a proposta de Orçamento do Estado (OE) entregue esta sexta-feira, o Executivo de António Costa tem previstos para esta área 2.143,7 milhões de euros.

O aumento de gastos é na ordem dos 7,4%, sendo que a maior fatia (38,8 milhões) é para comprar mais armamento militar. O Governo vai dar mais 6,5 milhões às Forças Nacionais Destacadas, o que significa que o empenhamento de efetivos militares em missões no exterior vai aumentar.


O aumento de despesa é ainda justificado pela eliminação dos cortes salariais dos militares acrescido de melhorias nos serviços de ação social (cerca de 25 milhões de euros).

Outro dos ministérios com funções de soberania, o dos Negócios Estrangeiros, sofre um aperto de 1,6%. São menos 6 milhões em relação ao orçamento do ano anterior, ficando nos 374,4 milhões de euros. O Governo explica que o corte tem a ver com a redução de quotizações para organizações internacionais e que, mesmo assim, são registados alguns ganhos devido à extinção, por fusão, do Instituto de Investigação Científica Tropical (decidido pelo anterior Governo).


http://observador.pt/2016/02/05/costa-da-388-milhoes-armamento-militar/
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Viajante em Fevereiro 06, 2016, 06:02:30 pm
Vamos lá a ver como fica o orçamento final, depois de ser debatido na especialidade, entre todos os parceiros que apoiam o governo.

A notícia do Diário de Notícias que coloquei em cima, destaca o facto da defesa ter mais 7,4% enquanto a Segurança Interna vai ter uma redução!!!!!!
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: mafets em Outubro 17, 2016, 03:12:26 pm
http://defesanacionalpt.blogspot.pt/2016/10/ligeiro-aumento-na-defesa-missoes-e.html (http://defesanacionalpt.blogspot.pt/2016/10/ligeiro-aumento-na-defesa-missoes-e.html)
Citar
Ligeiro aumento na Defesa, missões e equipamento são prioridades

O orçamento da Defesa Nacional prevê um pequeno aumento de 0,3% face à execução de 2016, fixando-se nos 2.149,8 milhões de euros, segundo o relatório da proposta de lei que deu hoje entrada na Assembleia da República.

Pelo segundo ano consecutivo não haverá cativações nas verbas destinadas à Lei de Programação Militar, que aumentam de 230 para 250 ME. As Forças Nacionais Destacadas também vêem reforçada a dotação, de 56 para 58 milhões de euros.

Ainda no capítulo das dotações específicas, a despesa com pensões e reformas passa de 117 para 124 milhões de euros. No total, a dotação do Estado é de 1,9 milhões de euros, representando uma variação de 1,6% face ao orçamento "ajustado" de 2016, segundo se lê no relatório.

As Entidades Públicas Reclassificadas registam um aumento de despesa de 3,6%, para 160 milhões de euros, um acréscimo explicado no relatório pela "liquidação dos passivos e responsabilidades" da EMPORDEF, visando concluir o processo de extinção, até ao fim de 2017.

O relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2017 indica que a MM - Gestão Partilhada, criada no anterior Governo PSD/CDS-PP para o fornecimento e gestão de messes do Exército, vai ser extinta.

A MM sucedeu nas atribuições ao estabelecimento fabril do Exército, Manutenção Militar, extinto em 2015. Segundo o relatório, algumas competências da empresa serão "incorporadas no Exército" que procurará outro modelo de gestão e fornecimento das messes.

Os encargos relativos ao efectivo militar representam 79,2% da despesa total prevista para 2017, correspondendo a 1.730 milhões de euros.

Na estrutura da despesa total consolidada, as despesas com o pessoal e com a aquisição de bens e serviços mantêm-se com poucas variações face a 2016, representando respectivamente 59,4% (1,2 ME) e 23,8% (511 mil euros) no total.

O Orçamento do Estado para 2016 previa uma despesa total consolidada de 2.143 milhões de euros. O relatório do OE para 2017 indica que a despesa efectiva consolidada foi de 2.141 milhões de euros.

Com uma despesa total orçamentada de 2.149,6 milhões de euros, o sector da Defesa prevê uma "consolidação entre e intra-sectores" de 35 milhões de euros.

Na proposta, o Governo destaca o objectivo de "reforçar o financiamento às Forças Nacionais Destacadas de modo a aumentar a eficácia na resposta às exigências impostas pela imprevisibilidade das ameaças actuais".

A divulgação e a aproximação "da Defesa Nacional a todos os cidadãos" e "estimular a indústria de Defesa" mantêm-se como linhas estratégicas do ministério liderado por Azeredo Lopes. (NM)

Saudações
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lightning em Outubro 17, 2016, 08:45:35 pm
No Diário de Noticias vem ainda mais algumas informações.

O Ministério recebe 389,2 milhões, o EMGFA 135,6 milhões, a Marinha 526,6 milhões, o Exército 582,7 milhões e a Força Aérea 331,5 milhões.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: nelson38899 em Outubro 17, 2016, 10:50:23 pm
No Diário de Noticias vem ainda mais algumas informações.

O Ministério recebe 389,2 milhões, o EMGFA 135,6 milhões, a Marinha 526,6 milhões, o Exército 582,7 milhões e a Força Aérea 331,5 milhões.

so o dinheiro do ministério e do emgfa, dava para comprar os tão desejados helis e aviões de combate ao fogo, além de ainda sobrava para comprar um C130.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Viajante em Outubro 17, 2016, 11:51:00 pm
Na prática o orçamento vai ser mais curto, porque como os salários da defesa engolem 57% do orçamento, os 0,3% de aumento não vão chegar para cobrir as reversões dos cortes salariais e aumento do Subsídio de refeição em 25 cêntimos por dia, para além do descongelamento das carreiras!
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: perdadetempo em Outubro 30, 2016, 12:05:12 am
No Diário de Noticias vem ainda mais algumas informações.

O Ministério recebe 389,2 milhões, o EMGFA 135,6 milhões, a Marinha 526,6 milhões, o Exército 582,7 milhões e a Força Aérea 331,5 milhões.

Suponho que tenham vindo buscar a informação  ao mapa II apresentado aqui:

http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2017&TipoOE=Proposta%20de%20Or%C3%A7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%C3%B3rio (http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2017&TipoOE=Proposta%20de%20Or%C3%A7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%C3%B3rio)
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: nelson38899 em Novembro 01, 2016, 10:33:31 pm
No Diário de Noticias vem ainda mais algumas informações.

O Ministério recebe 389,2 milhões, o EMGFA 135,6 milhões, a Marinha 526,6 milhões, o Exército 582,7 milhões e a Força Aérea 331,5 milhões.

Suponho que tenham vindo buscar a informação  ao mapa II apresentado aqui:

http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2017&TipoOE=Proposta%20de%20Or%C3%A7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%C3%B3rio (http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2017&TipoOE=Proposta%20de%20Or%C3%A7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%C3%B3rio)

Nunca percebi porque é que o ministério da defesa gasta mais dinheiro que a Força aérea  e os outros ministérios juntos.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: NVF em Novembro 02, 2016, 06:04:29 pm
O orçamento para suportar as FND vem do ministério (mais de 50 milhões), algumas das aquisições (capacidades conjuntas) também vêm do MDN, presumo que algumas pensões e os hospitais também sejam financiados directamente pelo ministério.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: rbp em Fevereiro 28, 2017, 07:49:37 pm
http://www.dn.pt/portugal/interior/defesa-nao-consegue-vender-a-maioria-dos-200-predios-que-tem-ha-oito-anos-no-mercado-5694999.html
Título: Re: Orçamentos do Ministério da Defesa para 2017
Enviado por: tenente em Fevereiro 28, 2017, 10:05:37 pm
O Orçamento de defesa para 2017 :


http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a53556c4d5a5763765130394e4c7a564454305a4e5153394562324e31625756756447397a5357357059326c6864476c3259554e7662576c7a633246764c3251314e6a6b345a57566a4c5451795a5445744e4449345a4331684f544a6d4c546b304e6d4a6b5a4442695a47566c596935775a47593d&fich=d5698eec-42e1-428d-a92f-946bdd0bdeeb.pdf&Inline=true

http://www.pordata.pt/Europa/Produto+Interno+Bruto+(Euro)-1786

Não sei onde andam os 1,5% do PIB, pois aqui não é.......se são 1928 milhões, onde andam os restantes milhões ??????????
Se O PIB em 2015 foi 179. 400 milhões e se usassemos este valor o OE para a defesa em 2017 seria de 2.690 milhões.........
onde andam 762 milhões ???????? sem comentários
.

No âmbito do EMGFA, a dotação atribuída, de 7,7 M€, visa fundamentalmente a construção da
capacidade de comando e controlo e tem por objetivo suportar a execução de diversos projetos
no âmbito da manutenção e expansão da rede de comunicações, dotando as Forças Armadas de
comunicações e sistemas de informação interoperáveis, tendo em vista, nomeadamente, a
garantia da capacidade de comando e controlo indispensável ao exercício das competências do
CEMGFA, na sua qualidade de Comandante Operacional das Forças Armadas, bem como à
edificação da capacidade de ciberdefesa.

Na Marinha, o montante de 89,7 M€ destina-se essencialmente à edificação da capacidade
oceânica de superfície, principalmente através da modernização das fragatas (MLU) e
modernização dos helicópteros, da capacidade de fiscalização, através dos projetos de
construção dos navios de patrulha oceânicos (NPO) e de reequipamento dos navios patrulhas
costeiros (lanchas da classe “Tejo”) e da capacidade submarina, onde merece referência a
primeira reparação intermédia dos submarinos.

No âmbito do Exército, a dotação de 28,3 M€ destina-se, essencialmente, à edificação da
capacidade de comando e controlo terrestre, designadamente através do projeto SIC-T,
capacidade de forças ligeiras, através da aquisição de viaturas táticas ligeiras blindadas e na
capacidade informações, vigilância, aquisição de objetivos e reconhecimento terrestre, com a
aquisição de veículos aéreos não tripulados (UAV).

Quanto à Força Aérea, o montante de 25 M€ destina-se à edificação da capacidade aérea
ofensiva e defensiva, no âmbito da modernização dos F-16 e capacidade de transporte
estratégico tático e especial, no âmbito do contrato de manutenção do C-295 e do projeto ARS
Monsanto.


Muito interessante em especial no caso da nossa MdG.
Então quantas vezes se pagam as modernizações das FFG's e da classe Tejo ????
Os NRP Sines e NRP Setubal, não ficam por 77 Milhões + IVA ????
E são pagos em 2017 em que percentagem ????

Transparência meus amigos, transparência............... então nas rubricas de restantes despesas gastam-se 202 milhões ??????
ou seja 10,20% do orçamento da defesa delapida-se em restantes despesas ?????
Em Quê ??????
em música e Fardamentos Novos ???? :dormir: :dormir: :dormir: :dormir: :dormir: :conf: :conf: :conf:
Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: perdadetempo em Março 01, 2017, 02:30:49 pm
Citar
a Marinha, o montante de 89,7 M€ destina-se essencialmente à edificação da capacidade
oceânica de superfície, principalmente através da modernização das fragatas (MLU) e
modernização dos helicópteros, da capacidade de fiscalização, através dos projetos de
construção dos navios de patrulha oceânicos (NPO) e de reequipamento dos navios patrulhas
costeiros (lanchas da classe “Tejo”) e da capacidade submarina, onde merece referência a
primeira reparação intermédia dos submarinos.

Limitaram-se a agarrar o valor previsto na LPM para 2017 para a Marinha e suponho que mais coisa menos coisa fizeram o mesmo para os outros ramos.
                                                        2015                                    2016                           2017                          2018
Para as fragatas                    44.605.000,00                 46.089.000,00          52.732.000,00         46.426.000,00
Para os NPO  + (Tejo???)                        0,00                 30.000.000,00          29.000.000,00            6.000.000,00
Para os submarinos                7.024,000,00                   3.837.000,00             5.469.000,00         20.197.000,00
Pelo menos para o ano de 2016 disseram de ter gasto 97% da verba prevista para os três ramos das forças armadas pelo que os valores apresentados terão sido utilizados.

Se se mantiverem as intenções teremos até 2018 189.852.000,00€ gastos na modernização das fragatas e helicópteros, 65.000.000,00€ na aquisição dos NPO e 36.526.000,00€ nos Tridente

Se a marinha fizer o favor de apresentar este ano o relatório de gestão, como fizeram os outros ramos no ano passado, talvez se consiga ter um melhor ideia onde foram gastas as diversas verbas em 2016.

nota: LPMhttps://dre.pt/application/file/a/67241977 (https://dre.pt/application/file/a/67241977)
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Março 02, 2017, 06:48:40 am
Citar
a Marinha, o montante de 89,7 M€ destina-se essencialmente à edificação da capacidade
oceânica de superfície, principalmente através da modernização das fragatas (MLU) e
modernização dos helicópteros, da capacidade de fiscalização, através dos projetos de
construção dos navios de patrulha oceânicos (NPO) e de reequipamento dos navios patrulhas
costeiros (lanchas da classe “Tejo”) e da capacidade submarina, onde merece referência a
primeira reparação intermédia dos submarinos.

Limitaram-se a agarrar o valor previsto na LPM para 2017 para a Marinha e suponho que mais coisa menos coisa fizeram o mesmo para os outros ramos.
                                                        2015                                    2016                           2017                          2018
Para as fragatas                    44.605.000,00                 46.089.000,00          52.732.000,00         46.426.000,00
Para os NPO  + (Tejo???)                        0,00                 30.000.000,00          29.000.000,00            6.000.000,00
Para os submarinos                7.024,000,00                   3.837.000,00             5.469.000,00         20.197.000,00
Pelo menos para o ano de 2016 disseram de ter gasto 97% da verba prevista para os três ramos das forças armadas pelo que os valores apresentados terão sido utilizados.

Se se mantiverem as intenções teremos até 2018 189.852.000,00€ gastos na modernização das fragatas e helicópteros, 65.000.000,00€ na aquisição dos NPO e 36.526.000,00€ nos Tridente

Se a marinha fizer o favor de apresentar este ano o relatório de gestão, como fizeram os outros ramos no ano passado, talvez se consiga ter um melhor ideia onde foram gastas as diversas verbas em 2016.

nota: LPMhttps://dre.pt/application/file/a/67241977 (https://dre.pt/application/file/a/67241977)

Eu pergunto quase 200 milhões a modernizar cinco fragatas em que três delas deveriam estar a ser substituidas daqui a uns cinco anos ????
Continuamos na merda do costume, em vez de aplicarmos o dinheiro dos nossos impostos em equipamento actual e digno do nome dos homens e mulheres que envergam os uniformes das nossas FFAA, andamos sempre a pedinchar lá fora por chassos velhos que de valor combativo nada tem, em vez de serem construidos em território Nacional, mas, mais grave ainda como pode o orçamento das FFAA de 2017 ter rubricas como os MDN,  gab do ministro e gab do Secretário de estado com os valores que tem ????
Andamos a pagar o quê????

Rubricas como restantes despesas, RESTANTES DESPESAS ????????
com mais de 200 milhões de euros ?????
SÓ PODEM ESTAR A BRINCAR MAIS DE 10% DO ORÇAMENTO DA DEFESA PARA RESTANTES DESPESAS ???????

Deixem-se de merdas e levantem-se, refiro-me aos Oficiais Generais, tenham respeito por vós Próprios, pela Instituição Militar que servem, pela nossa História, Pelo Nosso País, e façam ver a estes politicozecos da trampa que se agora são livres,  bem são livres para cometerem todo o tipo de roubos e desvios que assistimos diariamente do nosso dinheiro para offshores e afins, pagamento dos roubos descarados dos amigos Banqueiros e pandilha associada, e todo o tipo de trafulhices que pela classe politica são cometidas descaradamente, o devem aos Militares !

Sr Oficias generais deixem de ser palhaços deste circo politico, e não compactuem com esta cambada de incompetentes e corruptos, tão ladrão é que vai á vinha como o que fica á porta !!

Tenho dito
 
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: HSMW em Junho 09, 2017, 12:11:07 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fec.europa.eu%2Feurostat%2Fdocuments%2F4187653%2F7825806%2FIMG%2Bgraph%2Bnews%2BDefence.png%2Feaedbdd5-b2e9-40f3-9944-3250bf86e9ce%3Ft%3D1496405616741&hash=e20950309460e6c4e51f3520914ac015)

http://ec.europa.eu/eurostat/web/products-eurostat-news/-/EDN-20170607-1?inheritRedirect=true&redirect=/eurostat/&utm_content=buffer57765&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Luso em Junho 09, 2017, 12:32:53 pm
Citar
a Marinha, o montante de 89,7 M€ destina-se essencialmente à edificação da capacidade
oceânica de superfície, principalmente através da modernização das fragatas (MLU) e
modernização dos helicópteros, da capacidade de fiscalização, através dos projetos de
construção dos navios de patrulha oceânicos (NPO) e de reequipamento dos navios patrulhas
costeiros (lanchas da classe “Tejo”) e da capacidade submarina, onde merece referência a
primeira reparação intermédia dos submarinos.

Limitaram-se a agarrar o valor previsto na LPM para 2017 para a Marinha e suponho que mais coisa menos coisa fizeram o mesmo para os outros ramos.
                                                        2015                                    2016                           2017                          2018
Para as fragatas                    44.605.000,00                 46.089.000,00          52.732.000,00         46.426.000,00
Para os NPO  + (Tejo???)                        0,00                 30.000.000,00          29.000.000,00            6.000.000,00
Para os submarinos                7.024,000,00                   3.837.000,00             5.469.000,00         20.197.000,00
Pelo menos para o ano de 2016 disseram de ter gasto 97% da verba prevista para os três ramos das forças armadas pelo que os valores apresentados terão sido utilizados.

Se se mantiverem as intenções teremos até 2018 189.852.000,00€ gastos na modernização das fragatas e helicópteros, 65.000.000,00€ na aquisição dos NPO e 36.526.000,00€ nos Tridente

Se a marinha fizer o favor de apresentar este ano o relatório de gestão, como fizeram os outros ramos no ano passado, talvez se consiga ter um melhor ideia onde foram gastas as diversas verbas em 2016.

nota: LPMhttps://dre.pt/application/file/a/67241977 (https://dre.pt/application/file/a/67241977)

Eu pergunto quase 200 milhões a modernizar cinco fragatas em que três delas deveriam estar a ser substituidas daqui a uns cinco anos ????
Continuamos na merda do costume, em vez de aplicarmos o dinheiro dos nossos impostos em equipamento actual e digno do nome dos homens e mulheres que envergam os uniformes das nossas FFAA, andamos sempre a pedinchar lá fora por chassos velhos que de valor combativo nada tem, em vez de serem construidos em território Nacional, mas, mais grave ainda como pode o orçamento das FFAA de 2017 ter rubricas como os MDN,  gab do ministro e gab do Secretário de estado com os valores que tem ????
Andamos a pagar o quê????

Rubricas como restantes despesas, RESTANTES DESPESAS ????????
com mais de 200 milhões de euros ?????
SÓ PODEM ESTAR A BRINCAR MAIS DE 10% DO ORÇAMENTO DA DEFESA PARA RESTANTES DESPESAS ???????

Deixem-se de merdas e levantem-se, refiro-me aos Oficiais Generais, tenham respeito por vós Próprios, pela Instituição Militar que servem, pela nossa História, Pelo Nosso País, e façam ver a estes politicozecos da trampa que se agora são livres,  bem são livres para cometerem todo o tipo de roubos e desvios que assistimos diariamente do nosso dinheiro para offshores e afins, pagamento dos roubos descarados dos amigos Banqueiros e pandilha associada, e todo o tipo de trafulhices que pela classe politica são cometidas descaradamente, o devem aos Militares !

Sr Oficias generais deixem de ser palhaços deste circo politico, e não compactuem com esta cambada de incompetentes e corruptos, tão ladrão é que vai á vinha como o que fica á porta !!

Tenho dito
 

Caramba! É assim que se fala! A bisonhice que permite este estado de coisas tem que acabar! Pode ser que este fórum sirva para combater isso. Mas até aqui se assiste um pouco a essa postura...
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: perdadetempo em Junho 14, 2017, 11:40:26 pm
Continuando a tentar a identificação dos gastos da defesa o link para o relatório de actividades do DGRDN em 2016

https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwinuZ6Oqr7UAhWBXBoKHRhRDnMQFggsMAA&url=http%3A%2F%2Fwww.dgprm.pt%2Ffls%2Fgestao%2Fdgrdn_relatorioatividades_2016.pdf&usg=AFQjCNGZ3rH2of3s9U5bO2gaGmzAmbs_FQ (https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwinuZ6Oqr7UAhWBXBoKHRhRDnMQFggsMAA&url=http%3A%2F%2Fwww.dgprm.pt%2Ffls%2Fgestao%2Fdgrdn_relatorioatividades_2016.pdf&usg=AFQjCNGZ3rH2of3s9U5bO2gaGmzAmbs_FQ)

Segundo o relatório:

Citar
Centro Financeiro Dotação Corrigida           Execução           Execução (%)
LPM                            137.926.718,00            127.487.712,68           92,43
Citar
6. A Lei de Programação Militar apresentou uma execução de 92,43%, esta
execução diz respeito às rendas de locação do EH101, C-295 e à
manutenção do contrato FISS e manutenção de motores do EH-101.
Releva-se que no final do ano, procedeu-se a uma transição de saldos
no montante de 6.007.269,77 €
na pág 60

A execução orçamental está nos anexos e começa na pág 353 (353 de 385 páginas) na régua do Acrobat Reader e a parte da LPM começa na pág 362

A outra grande parcela ( ceca de 40.000.000,00) começa na 354, dos quais 28.761.130,00 serão investimentos militares?

Cumprimentos,
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: perdadetempo em Outubro 15, 2017, 12:40:24 am
Chegou aquela época do ano

Citar
Leia aqui a proposta do Orçamento do Estado para 2018
13/10/2017, 23:35

A proposta de Orçamento do Estado para 2018 acaba de ser entregue pelo ministro das Finanças, Mário Centeno. Leia aqui o documento.

É oficial: a proposta de Orçamento do Estado para 2018 foi entregue pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e deverá ser apresentada em conferência de imprensa, no salão nobre do Ministério das Finanças. Depois de várias horas de atraso motivadas por dificuldades técnicas com o documento, já pode ler a proposta para 2018, neste link e o relatório que acompanha a proposta neste outro link.

http://observador.pt/2017/10/13/leia-aqui-a-proposta-do-orcamento-do-estado-para-2018/ (http://observador.pt/2017/10/13/leia-aqui-a-proposta-do-orcamento-do-estado-para-2018/)

O relatório da proposta de orçamento para 2018
http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2017/10/13234203/rel-2018.pdf (http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2017/10/13234203/rel-2018.pdf)
A parte da defesa começa na pág. 98 (ou 108 se seguirem a numeração no Acrobat Reader). A LPM aumenta 27M de euros. Pelo texto parece que 2018 vai ser o ano da aquisição dos sistemas AA de defesa próxima para o exército.
Na prática orçamento forças armadas quadro Quadro IV.6.4. Defesa (PO06) , medida 007 = 1.732,6 M € ?

Cumprimentos,

nota: os 270 M € para o LPM é o valor que já estava estabelecido para 2018 na LPM- Lei Orgânica 7/2015, de 18 de Maio
https://dre.pt/application/file/67241977 (https://dre.pt/application/file/67241977)

Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Stalker79 em Outubro 15, 2017, 02:55:50 pm
Quem nos dera que os valores apresentados fossem de facto utilizados nas forças armadas. Se calhar muita coisa que andamos sempre a sonhar neste forum já era realidade, mas a verdade é que há muita dessa guita que se "perde" pelo caminho.....
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Daniel em Fevereiro 13, 2018, 02:47:02 pm
Secretário-geral da NATO diz que Portugal tem margem para aumentar gastos com Defesa
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/secretario-geral-da-nato-diz-que-portugal-tem-margem-para-aumentar-gastos-com-defesa
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NjMztPkdXWx1S0BINNq9+WzihJyx+RT/Z3m3VDTjyhdMPD5G5fD3qYx+u2HbQWpoeCtgKOp5AzrEhI+tL1bPwhYKskcI+TRTM0G17kfGBgYP03k=&W=800&H=0&delay_optim=1)

Citar
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, defendeu hoje que Portugal deve aproveitar o crescimento económico para gastar mais em Defesa e mostrou-se confiante de que todos os aliados possam atingir os 2% de investimento até 2024.“Portugal começou a aumentar o orçamento da Defesa e vemos que, com o crescimento económico que está a registar, há mais margem para o aumento dos gastos em Defesa”, disse, defendendo ainda que os Aliados têm de investir mais e melhor neste setor.

O secretário-geral da NATO recordou que cada país apresentou um plano para atingir o compromisso estabelecido em 2014, quando, na cimeira da Aliança Atlântica, realizada no País de Gales, os aliados se comprometeram a, no espaço de 10 anos (até 2024), destinar 2% do Produto Interno Bruto a despesas militares. Atualmente, Portugal canaliza 1,32% do PIB para este setor.

Jens Stoltenberg congratulou-se ainda pelo crescimento de 5% alcançado em 2017 no investimento dos aliados na organização, lembrando que o reforço é “muito maior” do que se poderia pensar em 2014.

“Depois de anos de queda, desde 2014 que assistimos ao crescimento no investimento em Defesa por toda a Europa. Os planos nacionais demonstram que podemos esperar um crescimento ainda maior. Este ano, esperamos que oito Aliados atinjam o objetivo dos 2%, e que até 2024 outros 15 países o façam”, enunciou em conferência de imprensa, na sede da organização, em Bruxelas.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte considerou que este é “um progresso substancial”, mas sublinhou que ainda há um longo caminho a percorrer

Questionado sobre se o reforço do investimento em Defesa da União Europeia, nomeadamente através do Fundo Europeu de Defesa e da PESCO (Cooperação Estruturada Permanente nas áreas da defesa e segurança na Europa), pode levar a entidade comunitária a competir com a NATO, Stoltenberg foi perentório.

“Os esforços da UE na Defesa vão ser complementares à NATO. Vão ser uma alternativa, não vão competir com a NATO. Penso que esse esforço pode fortalecer a NATO, a Europa e a UE. Ao fortalecermos o pilar da defesa na Europa, estamos a fortalecer a NATO”, advogou.

O secretário-geral, que falava na antevisão da reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, que vai decorrer quarta e quinta-feira, em Bruxelas, recordou que “mais de 90% das pessoas que vivem na UE fazem parte da NATO”.

“Os nossos Aliados estão cientes que a sua defesa depende da NATO, sobretudo depois do ‘Brexit’. 80% das nossas forças militares depois da saída do Reino Unido [da UE] virá de países não comunitários. Não há forma de a UE substituir a NATO, mas o maior investimento na defesa vai fortalecer o pilar da defesa da Europa. Os nossos aliados asseguraram-nos que não querem duplicar a NATO. Isto foi-nos reiterado pela UE, nas várias conversas que tivemos”, sublinhou.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: typhonman em Fevereiro 13, 2018, 06:45:02 pm
Está na hora de fazer o planeamento nos três ramos, para se aumentar as capacidades de combate, a meu ver:

- Força Aérea

- Substituição dos F-16, por F-35A ( entre 12 a 18 aeronaves) ou adquirir 10 F-35A e modernizar 20 F-16 para o padrão V.

-Aquisição de stocks de munições SMART ( JDAM, JSOW, GBUs etc)

-Inicio do programa de substituição dos P-3C por P-8 Poseidon;

-Capacidade de transporte estratégico A-400M

-Capacidade de transporte táctico KC-390

-Sistemas SAM ( defesa das bases importantes)

-CI4

-Long Range UAV

-KC-46
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lightning em Fevereiro 13, 2018, 09:59:33 pm
Para mim seria

Força Aérea:

No combate ou F-16V ou F-35A se a verba for suficiente

No transporte substituir os C-130

Comprar mais helicópteros ligeiros até o total de 12.

Completar o equipamento para os EH101 CSAR.

Na Marinha:

Comprar navio reabastecedor.
Comprar LPD.
Construir todos os NPOs necessários.
Equipar os Fuzileiros.
Modernizar as Vasco da Gama ao nível das Bartolomeu Dias.
Comprar um terceiro U209PN se existir verba.

No Exercito:

Substituir completamente a G-3.
Substituir os M113.
Substituir a Artilharia rebocada da Brigint.
Constituir um grupo de helicópteros tácticos, com helicópteros médios e ligeiros se existir verba.

E o mais importante, verba para se poder completar os quadros de pessoal, completar as brigadas, os batalhões, completar os pilotos em falta nas esquadras de voo, completar as guarnições dos navios, não interessa ter mais coisas se não existe pessoal suficiente para os operar.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: HSMW em Fevereiro 13, 2018, 10:10:09 pm
Essas ideias são antes ou depois da Autoeuropa ir com os porcos?
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: LM em Fevereiro 14, 2018, 10:01:32 am
http://observador.pt/2018/02/13/azeredo-lopes-responde-a-nato-e-promete-portugal-vai-reforcar-investimento-na-defesa-sera-a-compra-de-avioes/ (http://observador.pt/2018/02/13/azeredo-lopes-responde-a-nato-e-promete-portugal-vai-reforcar-investimento-na-defesa-sera-a-compra-de-avioes/)

O secretário-geral da NATO avisou que mais crescimento tem de significar mais investimento na Defesa. Na resposta, o ministro Azeredo Lopes comprometeu-se a gastar mais. Terá a ver com os KC-390.

O Estado português vai gastar mais com a área da Defesa. O compromisso é do ministro Azeredo Lopes, que reagiu de imediato aos avisos do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg: o norueguês tinha desafiado o Governo de António Costa a aproveitar o crescimento económico para investir mais, lembrando que há uma meta de 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para cumprir até 2024. Na resposta, Azeredo Lopes deixou a garantia: “Portugal assume os seus compromissos e cumpre-os”. O aumento real dos gastos militares em Portugal terá a ver com a eventual compra de cinco aviões KC-390, com um valor que deve rondar os 400 milhões de euros, sabe o Observador.

“O compromisso que nós temos para com as metas que foram estabelecidas em 2014 mantém-se. Portugal tem intenção de reforçar o investimento e aquilo que gasta em Defesa“, afirmou o ministro, em declarações à Antena 1.

Azeredo Lopes garantiu que transmitiu essa mesma informação ao secretário-geral da NATO quando Stoltenberg esteve em Portugal, a 26 de janeiro. Confrontado com a viabilidade das metas que o país tem de atingir — Portugal tem de canalizar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Defesa até 2024, Azeredo Lopes não teve dúvidas: “Se não fosse viável, Portugal não afirmava o seu compromisso”.

“Portugal não estaria a negociar investimentos e aplicações se não fosse viável. É disso que se trata. É um reforço evidentemente significativo, mas Portugal assume os seus compromissos e cumpre-os”, insistiu Azeredo Lopes.

O ministro não explicitou, mas esse crescimento do orçamento da Defesa terá a ver com a compra dos seis aviões KC390, da Embraer, disse uma fonte da Defesa ao Observador. Essas aeronaves de fabrico brasileiro e que em parte serão produzidas em Portugal, servirão para substituir os C130, aviões de transporte estratégico. Algumas dessas unidades devem estar preparadas para combater fogos.

A Lei de Programação Militar (LPM) deve ser alvo de um processo de revisão a iniciar em março, para também contemplar este investimento. A discussão será ser “interessante”, como classifica uma fonte da Defesa, porque com a Força Aérea a absorver uma fatia tão significativa dos gastos em equipamento, isso pode frustrar, sobretudo, as aspirações da Marinha para adquirir mais navios patrulhas oceânicos. Com a nomeação do almirante António Silva Ribeiro como CEMGFA, essa será uma discussão que a Armada não deverá querer deixar cair. O problema, como o coloca uma fonte do ministério, tem a ver com estes objetivos: se o foco for nos KC-390 e nos patrulhas oceânicos, as Forças Armadas correm o risco de não ter dinheiro para mais aquisições nos próximos anos. E o ministério á fez saber que até ao início de 2019 quer comprar as substitutas das velhas metralhadoras G3.

Esta terça-feira, o secretário-geral da NATO defendeu que Portugal deve aproveitar o crescimento económico para gastar mais em Defesa, aproveitando o crescimento económico que se está a registar. “Há mais margem para o aumento dos gastos em Defesa”, afirmou Stoltenberg, defendendo ainda que os aliados têm de investir mais e melhor neste setor.

Neste momento, Portugal canaliza para a Defesa apenas 1,32% do seu PIB. O Orçamento do Estado para 2018 prevê uma despesa total consolidada de 2.151 milhões de euros, mais 7,5% face à estimativa de 2017.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 14, 2018, 02:46:50 pm
Parlamento aprova audição do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas sobre falta de efetivos

Lisboa, 14 fev (Lusa) -- A comissão parlamentar de Defesa aprovou hoje um requerimento do CDS-PP para ouvir o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e o ministro da Defesa para que esclareçam as necessidades de efetivos nas Forças Armadas.

O requerimento do CDS-PP foi apresentado na sequência de uma notícia do Expresso, no passado dia 03, dando conta de um memorando subscrito pelo general Pina Monteiro, pelos chefes do Exército, Força Aérea e pelo vice-chefe do Estado-Maior da Armada.

Segundo noticiou o jornal, os chefes militares consideraram insuficiente o teto máximo de mais 200 militares a juntar ao efetivo autorizado para 2018, face às missões que têm de cumprir.

http://visao.sapo.pt/lusa/2018-02-14-Parlamento-aprova-audicao-do-chefe-do-Estado-Maior-das-Forcas-Armadas-sobre-falta-de-efetivos

Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 14, 2018, 09:00:14 pm
Da última vez que falei com alguém no ministério sobre os 2% disseram-me que as coisas não estão definidas e que não se sabia onde se ia buscar essa quantidade de dinheiro, uma vez que o país neste momento não tem dinheiro nem há a intensão de investir esse dinheiro na defesa.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Get_It em Fevereiro 14, 2018, 10:05:02 pm
Essa do MDN ou é mais areia para os olhos ou há aí algo que já deu barraca.

E é de notar que nessa notícia do Observador o número de aeronaves começa em cinco e depois sobe para seis.

Cumprimentos,
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Get_It em Fevereiro 15, 2018, 10:49:41 pm
-Inicio do programa de substituição dos P-3C por P-8 Poseidon;

Entretanto à nossa volta:
Canada and Poland Join Six NATO Allies in Developing Next-Generation Maritime Multi Mission Aircraft
(15 de Fevereiro de 2018)
Citação de: NATO
On Thursday (15 February 2018), Canada and Poland joined a multinational effort for developing follow-on solutions for aging maritime anti-submarine and intelligence, surveillance and reconnaissance aircraft. At a signing ceremony at NATO Headquarters in Brussels, Defence Ministers from France, Germany, Greece, Italy, Spain and Turkey welcomed Canada and Poland to the multinational effort on "Cooperation on Multinational Maritime Multi Mission Aircraft Capabilities."

"This joint effort recognises the fact that the majority of Allies’ maritime patrol aircraft fleets will be reaching the end of their operational lives between 2025 and 2035" said NATO Deputy Secretary General Rose Gottemoeller during the signing ceremony. She further encouraged the participants to "push on to the implementation phase. The goal here isn't just a drawing board design – we need a new generation of aircraft, in the air, fulfilling what is an increasingly important mission".

The initiative offers participants the opportunity to adopt common solutions in this critical capability area. This will deliver better value for money, as well as operational benefits. Since 2017, the six Allies have started to define a common requirements document for future capabilities in this area, which should be completed in 2018. This work will provide a foundation for developing and fielding follow-on solutions.
Fonte: https://www.nato.int/cps/en/natohq/news_152066.htm (https://www.nato.int/cps/en/natohq/news_152066.htm)

Visto que estamos numa de investir, não faria sentido também nos juntarmos a esta iniciativa?

Cumprimentos,
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lightning em Fevereiro 15, 2018, 11:26:03 pm
Nós vamos investir no da Embraer ;D.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: typhonman em Fevereiro 17, 2018, 06:39:37 pm
Se entrassemos nesse programa ia acabar como o A-400 M e NH-90!

Mas como sempre em Portugal a defesa e segurança ficam para 4º plano !

Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Daniel em Julho 11, 2018, 02:39:30 pm
NATO: Portugal vai dedicar 1,66% do PIB à Defesa até 2024
https://24.sapo.pt/economia/artigos/nato-portugal-vai-dedicar-166-do-pib-a-defesa-ate-2024
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MTFiSgYLpOTaZwi0arGl6QEaPoxQy5Vd6npNttwsqOy3H6LlAacU9xLB9u8Yp9haFmplAEnTp5kcvSEiQ5+C3JwCnNSGv2Kmyg4sKKXW89o7wLA=&W=800&H=0&delay_optim=1)
Citar
“Portugal irá apresentar hoje na cimeira [da NATO], pela primeira vez, um quadro anualizado de convergência com o compromisso que foi assumido em 2014 na Cimeira de Gales. É um quadro de evolução gradual, sustentado, e compatível com as diferentes necessidades orçamentais do país nos mais diversos domínios”, indicou António Costa.

Em declarações aos jornalistas aquando da inauguração da delegação de Portugal na nova sede da NATO em Bruxelas, António Costa esclareceu que, na carta entregue ao secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, o Governo português se compromete a consagrar 1,66% do PIB a despesas em Defesa até 2024, um valor que fica abaixo dos 2% acordados pelos Aliados na cimeira do País de Gales em 2014.

Todavia, de acordo com o primeiro-ministro português, o investimento pode atingir os 1,98% do PIB se o país conseguir obter os fundos comunitários a que se irá candidatar no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027, nomeadamente através do Horizonte Europa e do Fundo Europeu de Defesa.

“A carta que entregarei ao princípio da tarde ao secretário-geral da NATO mostra bem a forma responsável e credível como estamos e nos propomos a cumprir as nossas responsabilidades, diferenciando bem aquilo que podemos ter por adquirido e seguro, que é a trajetória que devemos seguir, e aquilo que depende de acessos a fundos da UE”, sustentou.

De acordo com os dados publicados na terça-feira pela Aliança Atlântica, Portugal destinou no ano passado 2.398 milhões de euros a despesas em Defesa, o que equivale a 1,24% do seu PIB, devendo este ano aumentar para 2.728 milhões de euros, o equivalente a 1,36% da riqueza nacional.

António Costa disse ainda que Portugal pretende destinar 1,41% do PIB nacional à Defesa em 2019.

“Procurámos construir um quadro que, simultaneamente, procurasse reforçar as capacidades das nossas Forças Armadas para assegurar a soberania nacional, em particular dos vastos recursos marítimos a nosso cargo, e por outro lado, que pudesse constituir um instrumento de robustecimento do nosso sistema científico e também da nossa indústria nacional”, sublinhou.

Antes do arranque dos trabalhos oficiais da cimeira, que decorre hoje e quinta-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro apontou os novos objetivos em matéria de capacidades, destacando a aquisição de um conjunto de KC390, “que têm sido o motor do desenvolvimento do cluster aeronáutico nacional”, e de novos navios de patrulha oceânica.

“[A aquisição dos navios] contribuirá para o desenvolvimento da indústria naval, com o desafio acrescido da construção de um novo navio logístico polivalente que assegurará, além do mais, a capacidade de podermos intervir em zonas distantes do nosso território, o que é absolutamente essencial para um país que tem comunidades emigrantes tão dispersas como nós temos, ou amigos tão dispersos como os que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, sustentou.

António Costa anunciou ainda que o compromisso apresentado à NATO prevê cerca de mil milhões de euros a mobilizar para a área da investigação e desenvolvimento, “com um potencial de incidência em áreas tão diversas quanto a indústria, as ciências do espaço, o desenvolvimento de viaturas não tripuladas submarinas ou aeronáuticas, ou o desenvolvimento de calçado técnico em setores em que a indústria nacional se tem especializado”.

“Este grande investimento permite à indústria poder vir a desenvolver um conjunto de produtos e serviços que sejam utilizáveis não só pelas nossas Forças Armadas, mas também por outras e por civis”, concluiu, indicando que o Governo estima ter um potencial de retorno de 3.800 milhões de euros em exportações.

Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Julho 11, 2018, 06:58:33 pm
NATO: Portugal vai dedicar 1,66% do PIB à Defesa até 2024
https://24.sapo.pt/economia/artigos/nato-portugal-vai-dedicar-166-do-pib-a-defesa-ate-2024
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MTFiSgYLpOTaZwi0arGl6QEaPoxQy5Vd6npNttwsqOy3H6LlAacU9xLB9u8Yp9haFmplAEnTp5kcvSEiQ5+C3JwCnNSGv2Kmyg4sKKXW89o7wLA=&W=800&H=0&delay_optim=1)
Citar
“Portugal irá apresentar hoje na cimeira [da NATO], pela primeira vez, um quadro anualizado de convergência com o compromisso que foi assumido em 2014 na Cimeira de Gales. É um quadro de evolução gradual, sustentado, e compatível com as diferentes necessidades orçamentais do país nos mais diversos domínios”, indicou António Costa.

Em declarações aos jornalistas aquando da inauguração da delegação de Portugal na nova sede da NATO em Bruxelas, António Costa esclareceu que, na carta entregue ao secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, o Governo português se compromete a consagrar 1,66% do PIB a despesas em Defesa até 2024, um valor que fica abaixo dos 2% acordados pelos Aliados na cimeira do País de Gales em 2014.

Todavia, de acordo com o primeiro-ministro português, o investimento pode atingir os 1,98% do PIB se o país conseguir obter os fundos comunitários a que se irá candidatar no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027, nomeadamente através do Horizonte Europa e do Fundo Europeu de Defesa.

“A carta que entregarei ao princípio da tarde ao secretário-geral da NATO mostra bem a forma responsável e credível como estamos e nos propomos a cumprir as nossas responsabilidades, diferenciando bem aquilo que podemos ter por adquirido e seguro, que é a trajetória que devemos seguir, e aquilo que depende de acessos a fundos da UE”, sustentou.

De acordo com os dados publicados na terça-feira pela Aliança Atlântica, Portugal destinou no ano passado 2.398 milhões de euros a despesas em Defesa, o que equivale a 1,24% do seu PIB, devendo este ano aumentar para 2.728 milhões de euros, o equivalente a 1,36% da riqueza nacional.

António Costa disse ainda que Portugal pretende destinar 1,41% do PIB nacional à Defesa em 2019.

“Procurámos construir um quadro que, simultaneamente, procurasse reforçar as capacidades das nossas Forças Armadas para assegurar a soberania nacional, em particular dos vastos recursos marítimos a nosso cargo, e por outro lado, que pudesse constituir um instrumento de robustecimento do nosso sistema científico e também da nossa indústria nacional”, sublinhou.

Antes do arranque dos trabalhos oficiais da cimeira, que decorre hoje e quinta-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro apontou os novos objetivos em matéria de capacidades, destacando a aquisição de um conjunto de KC390, “que têm sido o motor do desenvolvimento do cluster aeronáutico nacional”, e de novos navios de patrulha oceânica.

“[A aquisição dos navios] contribuirá para o desenvolvimento da indústria naval, com o desafio acrescido da construção de um novo navio logístico polivalente que assegurará, além do mais, a capacidade de podermos intervir em zonas distantes do nosso território, o que é absolutamente essencial para um país que tem comunidades emigrantes tão dispersas como nós temos, ou amigos tão dispersos como os que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, sustentou.

António Costa anunciou ainda que o compromisso apresentado à NATO prevê cerca de mil milhões de euros a mobilizar para a área da investigação e desenvolvimento, “com um potencial de incidência em áreas tão diversas quanto a indústria, as ciências do espaço, o desenvolvimento de viaturas não tripuladas submarinas ou aeronáuticas, ou o desenvolvimento de calçado técnico em setores em que a indústria nacional se tem especializado”.

“Este grande investimento permite à indústria poder vir a desenvolver um conjunto de produtos e serviços que sejam utilizáveis não só pelas nossas Forças Armadas, mas também por outras e por civis”, concluiu, indicando que o Governo estima ter um potencial de retorno de 3.800 milhões de euros em exportações.


A construção de mais NPO's, que muita falta fazem, já se devia ter iniciado mas como o Português diz, mais vale tarde que nunca, Já no que diz respeito á construção do NPL a ser concretizada pelas nossas empresas, dará um impulso enorme ás industrias de Construção Naval Portuguesas  e não só, mas eu tenho sérias reservas que se venha a concretizar. a ver vamos.

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: rbp em Julho 12, 2018, 12:43:18 am
http://www.tvi24.iol.pt/videos/economia/costa-explica-onde-vai-gastar-mais-dinheiro-na-defesa/5b45f01b0cf2532cd6ca33a2
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Outubro 20, 2018, 07:17:51 pm

Portugal proposes defence spending increase to parliament

Victor Barreira, Rio de Janeiro - IHS Jane's Defence Weekly
18 October 2018

Key Points
•   The Portuguese government's proposed 2019 budget includes EUR2.339 billion for defence
•   It has allocated EUR275 million for defence equipment and EUR6.9 million for military co-operation

The Portuguese government submitted its proposed 2019 budget to parliament on 15 October.

It has allocated EUR2.339 billion (USD2.688 billion) for defence, a 17.5% increase compared with the EUR1.991 billion spent in 2018. However, the budget for defence in 2018 was EUR2.151 billion.

The government has allotted EUR275 million for equipment in 2019; EUR6.9 million is planned for military co-operation with other countries; and EUR60 million will support Portuguese participation in peacekeeping missions, with the UN providing an additional EUR5 million.

https://www.janes.com/article/83889/portugal-proposes-defence-spending-increase-to-parliament

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lightning em Outubro 23, 2018, 12:45:26 pm
Defesa com aumento de 17,5%

Para combate a incêndios estão reservados 49 milhões de euros.

https://www.publico.pt/2018/10/16/politica/noticia/defesa-com-aumento-de-175-1847729
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 06, 2018, 03:26:19 pm
Para 2019 temos isto no site do governo:

Citar
Defesa

Prosseguir o processo de modernização das forças armadas; consolidar uma resposta eficaz às necessidades de segurança e defesa do país; e valorizar aqueles que trabalham diariamente para garantir a defesa nacional

Reforçar o investimento em capacidades militares, mediante o aumento da verba disponível na Lei de Programação Militar tendo em vista capacitar as empresas, centros de investigação e universidades no quadro das evoluções recentes no âmbito da UE, fomentando o desenvolvimento da inovação, reforçando o emprego qualificado e estimulando a especialização e a capacidade de exportação das empresas do setor.

Valorizar a condição militar e o exercício de funções na Defesa Nacional, destacando-se as medidas que visam prosseguir a valorização remuneratória e o apoio específico à condição militar, incluindo o desenvolvimento sustentável da ação social complementar, o reforço do apoio social e da assistência na doença, com especial enfoque nos Deficientes das Forças Armadas e Antigos Combatentes, bem como a implementação dos novos Regimes de Incentivos e do Contrato de Duração Especial.

Reforçar o prestígio internacional de Portugal como promotor de segurança global, incrementando as dotações para as Forças Nacionais no Exterior.

Efetivar a instalação do Centro para a Defesa do Atlântico, na ilha Terceira, que se pretende que seja um centro de excelência no domínio da Defesa no contexto internacional, promovendo a identificação, a análise e a definição de estratégias e planos de ação no domínio da capacitação, assim como de projetos para enfrentar as ameaças e desafios que afetam a segurança e defesa no espaço Atlântico e que representa um importante passo na cooperação no domínio da defesa.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2019, 11:42:33 am
Portugal consagra 1,66% à Defesa até 2024, mas fica aquém dos 2% acordados na NATO


Portugal vai consagrar 1,66% do Produto Interno Bruto (PIB) a despesas em Defesa até 2024, mas ficará aquém do objetivo de 2% acordado entre os países membros da NATO na cimeira de Gales em 2014.

O compromisso foi assumido pelo primeiro-ministro português, António Costa, em julho do ano passado aquando da inauguração da delegação de Portugal na nova sede da NATO, em Bruxelas.

Na ocasião, António Costa sublinhou que, “pela primeira vez”, o país estabeleceu “um quadro anualizado de convergência com o compromisso que foi assumido em 2014 na Cimeira de Gales” da Aliança Atlântica, de caminhar para o objetivo dos 2%.

“É um quadro de evolução gradual, sustentado, e compatível com as diferentes necessidades orçamentais do país nos mais diversos domínios”, indicou o chefe do executivo português, assinalando, porém, que o investimento poderá atingir os 1,98% do PIB se o país conseguir obter os fundos comunitários a que se irá candidatar no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para o período 2021-2027, nomeadamente através do Horizonte Europa e do Fundo Europeu de Defesa.

De acordo com dados da NATO, em 2017 Portugal destinou 2.398 milhões de euros a despesas em Defesa, o que equivale a 1,24% do seu PIB, tendo em 2018 aumentado a participação para 1,35%.

Para o ano em curso, António Costa disse que Portugal pretende destinar 1,41% do seu PIB.

“Procurámos construir um quadro que, simultaneamente, procurasse reforçar as capacidades das nossas Forças Armadas para assegurar a soberania nacional, em particular dos vastos recursos marítimos a nosso cargo, e por outro lado, que pudesse constituir um instrumento de robustecimento do nosso sistema científico e também da nossa indústria nacional”, sublinhou o primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas em julho do ano passado.

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, advertiu há cerca de um mês que é desadequado medir os contributos dos países aliados para a NATO “apenas em percentagem do PIB”, defendendo que devem ser valorizados projetos de “partilha de responsabilidades”.

“Falar apenas de contributos medidos em percentagem do PIB é uma abordagem redutora e desadequada à complexidade dos desafios à segurança internacional”, defendeu Cravinho numa cerimónia em Oeiras, acrescentando que “contribuir para capacitar a Aliança Atlântica, em todos os vetores de atuação”, é um exemplo de “partilha de responsabilidades.

o desenvolvimento de capacidades militares dos países europeus “é essencial”, defendeu o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, em entrevista à Lusa no início de março.

Para o almirante, “tudo o que se fizer” no âmbito do desenvolvimento de capacidades militares da União Europeia deve ter “utilidade para a NATO”, organização que “é verdadeiramente a aliança militar estruturante da defesa euro-atlântica, da qual a Europa faz parte”.

“Ainda vai levar tempo até que a União Europeia tenha uma capacidade de resposta militar como tem a NATO. A NATO tem um ator essencial que são os EUA, com um potencial diferenciador, com o que investem em investigação e desenvolvimento, a edificação das capacidades, é incomparável com qualquer outro país do mundo e portanto a NATO é que é verdadeiramente a aliança militar estruturante da defesa euro-atlântica, da qual a Europa faz parte”, disse.

Portugal tinha no início do mês passado 215 militares empenhados na missão da NATO no Afeganistão, na proteção do aeroporto de Cabul, em funções de quartel-general, de apoio e de operações especiais.

Na República Centro-Africana, estão empenhados 193 militares na missão das Nações Unidas, 179 dos quais constituem-se como força de reação imediata, sediados em Bangui, mais 14 no quartel-general, cujo segundo comandante é o general português Marcos Serronha.

Na missão de formação e aconselhamento da União Europeia neste país, comandada por Portugal até ao próximo mês de julho, estão 63 militares, segundo dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

No Iraque, no âmbito da coligação internacional de combate ao Daesh [acrónimo árabe que designa o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico], “Inherent Resolve”, estão 52 militares portugueses que dão formação e treino às forças iraquianas.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-consagra-166-a-defesa-ate-2024-mas-fica-aquem-dos-2-acordados-na-nato
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lusitano89 em Abril 08, 2019, 07:02:14 pm
Imóveis militares renderam 6,3 milhões em 2018 mas Defesa só recebeu 20%


Foi só no final do ano que as Finanças transferiram 1/5 das verbas de 2018 e quase seis milhões de anos anteriores, dinheiro que só pode ser usado em 2019. Defesa tem direito a 90% das verbas geradas pela rentabilização do património militar.

A rentabilização dos imóveis militares em 2018 rendeu 6,3 milhões de euros, dos quais só um quinto foi transferido para a Defesa e no final do ano, pelo que só em 2019 poderão financiar a melhoria e ou construção de novas instalações.

A informação consta do relatório de execução da Lei de Infraestruturas Militares (LIM) relativo a 2018, enviado ao Parlamento pelo Ministério da Defesa e a que o DN teve acesso esta segunda-feira.

Em rigor, a Defesa apenas tem direito a 90% das verbas geradas pelos diversos mecanismos de rentabilização - venda, aluguer, concessão, permita e parcerias, entre outros - do património militar sem utilização pelas Forças Armadas, que se destinam a ser investidos na construção de novas instalações ou na conservação, manutenção e modernização das existentes.

Assim, dos 5,7 milhões gerados para os cofres da Defesa, as Finanças transferiram apenas 1,15 milhões (20%) "no final do ano" - que só este ano podem ser utilizados para os fins a que se destinam. O relatório é taxativo: "Não foi possível" contabilizar aquela verba e a "respetiva afetação, na medida em que a disponibilização da mesma ocorreu no final do ano e, ainda assim, foi somente uma pequena parte."

A alienação de parte da estação radionaval Almirante Ramos Pereira e a cedência de uso do Forte de São João Baptista (ambos em Esposende), as alienações da carreira de tiro de Esgueira (Aveiro) e de uma parcela de terreno na base aérea das Lajes (Açores) ou a venda do Quartel de São Brás (Porto) foram alguns dos imóveis executados em 2018.

A Defesa recebeu ainda das Finanças 5,97 milhões de euros relativos à gestão de imóveis militares feita em anos anteriores a 2018 - transferidos também no fim do ano, pelo que só podem ser usados este ano.

O relatório indica, porém, que as infraestruturas militares beneficiaram em 2018 de 2,8 milhões de euros de saldos relativos a 2017 e 31,5 mil euros de anos anteriores. Como foram investidos 2,7 milhões de euros, resultou um saldo de 154 mil euros.

Em termos de saldos a transitar para 2019, o relatório diz haver 11,4 milhões de euros. Por comparação, o valor que transitou de 2017 para 2018 era de 17,5 milhões de euros.

O relatório diz ainda que no ano passado foi paga uma despesa de 8,5 milhões de euros.

Programa Revive

No caso dos imóveis históricos a concessionar a investimentos privados, no âmbito do Programa Revive e "para serem recuperados como recurso estratégico turístico", a Defesa diz que "teve em 2018 resultados positivos" e espera "que o mesmo ocorra em 2019".

O relatório sugere ainda parcerias com as autarquias para rentabilizar e preservar o "património que, pela sua especificidade, não é suscetível de ser transacionado ou tem menos potencial económico".

Com a previsível atualização da lista de imóveis militares a rentabilizar "e presumindo-se que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças em 2019 irá realizar hastas públicas, perspetiva-se um ano de 2019 bastante mais prolífico" que o anterior. lê-se ainda no relatório.


:arrow: https://www.dn.pt/poder/interior/imoveis-militares-renderam-63-milhoes-em-2018-mas-defesa-nada-recebeu-10773993.html?fbclid=IwAR3DRytE9hgNGSFFoL9CAHRdmMPYY8tTKCqgJBnW3lj4Y6WqhO1KyBfMj0Y
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Janeiro 03, 2020, 10:38:16 am
Portugal announces 2020 defence budget
Victor Barreira, Istanbul - Jane's Defence Weekly
19 December 2019

The Portuguese government released the country’s budget bill on 16 December, which includes EUR2,445.7 million (USD2,721.2 million) for defence, a 23.1% increase from EUR1,987.4 million in 2019.

EUR564.2 million will go to the army, EUR447.1 million to the air force, EUR485.8 million to the navy, and EUR142 million to the general staff. In addition, EUR315 million was allocated for procurement, EUR7.6 million for technical co-operation, EUR13.5 million for research, and EUR60 million for foreign military operations.

Among the aims of the 2020 defence budget is to prepare the armed forces for the next decade and to boost the defence industry through co-operative programmes, including the EU’s Permanent Structured Cooperation (PESCO) in defence and the European Defence Fund.

https://www.janes.com/article/93309/portugal-announces-2020-defence-budget

Tenho algumas perguntas a fazer se alguém quiser ou souber responder agradecia.

O orçamento da defesa para 2020 é de 2.445,7 Milhões ???
2.445,7 Milhões só ?????

Mas se o PM afirmou que o Orçamento da defesa estaria bem acima dos 1,5%, 2.445,7 Milhões representam o quê do nosso PIB de 2019 ???
O PIB de 2018 foi de 201.000 Milhões o de 2019 será que chegou aos 207.000 Milhões ??
Se chegou então os 2.445,7 milhões representam 1,16%, rpt 1,16% do PIB quando o sr Costa afirmou o que afirmou sobre o aumento da despesa com a Defesa Nacional !!

Mesmo estes 1,16% do PIB, se estiver correcto nas minhas contas, se fossem integralmente utilizados na DN não era mau , mas a realidade é que nem estes 2.445 milhões serão aplicados na Dita Defesa Nacional.

Se somarmos as parcelas das diversas despesas dos Ramos e afins chegamos ao valor de 2.035 milhões ou seja ficam a faltar mais de 400 milhões, que não sabemos para onde irão.
Mas por outro lado……

https://www.dn.pt/poder/meta-de-2-do-pib-em-2024-implica-gastar-mais-de-4-mil-milhoes-anuais-em-defesa-9574390.html

Segundo estimativas divulgadas terça-feira pela NATO, Portugal destinou 1,24% do PIB - 2 398 milhões de euros - na Defesa em 2017. Esses valores subirão este ano para 1,36% do PIB - mais 330 milhões de euros, para 2 728 milhões.

Note-se que cada décima do PIB será maior a cada novo ano, à luz das previsões do FMI sobre o crescimento da economia portuguesa: 3,4% do PIB em 2019 (para 207,6 mil milhões de euros), 3,2% em 2020 (214,3 mil milhões) e 2,9% em cada um dos três anos seguintes (atingindo os 233,6 mil milhões em 2023) - pelo que o orçamento da Defesa em 2024 ultrapassará os 4 mil milhões de euros.

… o que prova que os valores que internamente são anunciados/publicados não coincidem com os que são divulgados externamente, onde está a verdade ???
se os 1,36% do PIB de 2019, 207.600 milhões fossem verdade e reais, a Defesa teria 2.823 milhões, só mais 380 milhões que o orçamento alocado á defesa para 2020.
Mais comentários para quê ????
São os artistas da Má-Língua no seu melhor !!

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Red Baron em Janeiro 03, 2020, 01:41:38 pm
Portugal announces 2020 defence budget
Victor Barreira, Istanbul - Jane's Defence Weekly
19 December 2019

The Portuguese government released the country’s budget bill on 16 December, which includes EUR2,445.7 million (USD2,721.2 million) for defence, a 23.1% increase from EUR1,987.4 million in 2019.

EUR564.2 million will go to the army, EUR447.1 million to the air force, EUR485.8 million to the navy, and EUR142 million to the general staff. In addition, EUR315 million was allocated for procurement, EUR7.6 million for technical co-operation, EUR13.5 million for research, and EUR60 million for foreign military operations.

Among the aims of the 2020 defence budget is to prepare the armed forces for the next decade and to boost the defence industry through co-operative programmes, including the EU’s Permanent Structured Cooperation (PESCO) in defence and the European Defence Fund.

https://www.janes.com/article/93309/portugal-announces-2020-defence-budget

Tenho algumas perguntas a fazer se alguém quiser ou souber responder agradecia.

O orçamento da defesa para 2020 é de 2.445,7 Milhões ???
2.445,7 Milhões só ?????

Mas se o PM afirmou que o Orçamento da defesa estaria bem acima dos 1,5%, 2.445,7 Milhões representam o quê do nosso PIB de 2019 ???
O PIB de 2018 foi de 201.000 Milhões o de 2019 será que chegou aos 207.000 Milhões ??
Se chegou então os 2.445,7 milhões representam 1,16%, rpt 1,16% do PIB quando o sr Costa afirmou o que afirmou sobre o aumento da despesa com a Defesa Nacional !!

Mesmo estes 1,16% do PIB, se estiver correcto nas minhas contas, se fossem integralmente utilizados na DN não era mau , mas a realidade é que nem estes 2.445 milhões serão aplicados na Dita Defesa Nacional.

Se somarmos as parcelas das diversas despesas dos Ramos e afins chegamos ao valor de 2.035 milhões ou seja ficam a faltar mais de 400 milhões, que não sabemos para onde irão.
Mas por outro lado……

https://www.dn.pt/poder/meta-de-2-do-pib-em-2024-implica-gastar-mais-de-4-mil-milhoes-anuais-em-defesa-9574390.html

Segundo estimativas divulgadas terça-feira pela NATO, Portugal destinou 1,24% do PIB - 2 398 milhões de euros - na Defesa em 2017. Esses valores subirão este ano para 1,36% do PIB - mais 330 milhões de euros, para 2 728 milhões.

Note-se que cada décima do PIB será maior a cada novo ano, à luz das previsões do FMI sobre o crescimento da economia portuguesa: 3,4% do PIB em 2019 (para 207,6 mil milhões de euros), 3,2% em 2020 (214,3 mil milhões) e 2,9% em cada um dos três anos seguintes (atingindo os 233,6 mil milhões em 2023) - pelo que o orçamento da Defesa em 2024 ultrapassará os 4 mil milhões de euros.

… o que prova que os valores que internamente são anunciados/publicados não coincidem com os que são divulgados externamente, onde está a verdade ???
se os 1,36% do PIB de 2019, 207.600 milhões fossem verdade e reais, a Defesa teria 2.823 milhões, só mais 380 milhões que o orçamento alocado á defesa para 2020.
Mais comentários para quê ????
São os artistas da Má-Língua no seu melhor !!

Abraços

Se calhar esses valores não tem a contribuição para a Caixa Geral de Aposentações e para a ADSE?
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: NVF em Janeiro 03, 2020, 04:52:43 pm
Segundo as notícias de 2018, o orçamento anunciado para 2019 foi de 2.338 milhões. Agora dizem que foi só de 1.987. Diferença? Cativações!

Para o ano vão anunciar um valor ligeiramente superior ao deste ano, compará-lo com o efectivamente gasto em 2020 e vai dar um “crescimento” ainda maior ao deste ano. Sabichões de merda!
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: dc em Janeiro 03, 2020, 05:08:49 pm
O orçamento em si não é mau, se formos a fazer uma comparação directa com todo o orçamento da LPM para 12 anos. O problema é que destes 2445 milhões, apenas uma fracção irá para a modernização dos ramos (os tais 315 milhões para "procurement"?). Sendo este o caso, para que serão os restantes 1.5 mil milhões? Salários, manutenção, etc?
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Janeiro 03, 2020, 07:14:27 pm
O orçamento em si não é mau, se formos a fazer uma comparação directa com todo o orçamento da LPM para 12 anos. O problema é que destes 2445 milhões, apenas uma fracção irá para a modernização dos ramos (os tais 315 milhões para "procurement"?). Sendo este o caso, para que serão os restantes 1.5 mil milhões? Salários, manutenção, etc?

dc como chegas aos 1.500 milhões para salários e mnt etc, se a percentagem do orçamento da defesa relegada só para o pessoal é de 80% ?
Se esta percentagem estiver correcta,  valor correspondente aos 80% é de 1.956 milhões um absurdo para um efectivo de 23.000 elementos , fixando-se um valor per capita superior a €75.000/homem/mulher/ano.
sabendo nós que a classe de Praças representa 50% do total, e sabendo nós o que auferem mensalmente, então, os outros 50% auferem o remanescente o que é demasiado, muito mesmo, para 11.500 oficiais e sargentos.

https://www.dn.pt/poder/meta-de-2-do-pib-em-2024-implica-gastar-mais-de-4-mil-milhoes-anuais-em-defesa-9574390.html

Note-se que cada décima do PIB será maior a cada novo ano, à luz das previsões do FMI sobre o crescimento da economia portuguesa: 3,4% do PIB em 2019 (para 207,6 mil milhões de euros), 3,2% em 2020 (214,3 mil milhões) e 2,9% em cada um dos três anos seguintes (atingindo os 233,6 mil milhões em 2023) - pelo que o orçamento da Defesa em 2024 ultrapassará os 4 mil milhões de euros.

Contudo, mantém-se "um desequilíbrio financeiro brutal" entre as suas três rubricas principais: 80% para pessoal, 11% para investimento (os cerca de 275 milhões de euros inscritos na Lei de Programação Militar) e apenas 9% para operação e manutenção das Forças Armadas, lamentou uma alta patente ao DN.


Mas o mais grave é que nem sequer os 275 milhões alocados ao investimento saem do Orçamento da Defesa, pois vem da LPM.
Portanto o orçamento da defesa é composto apenas por duas rubricas, pelos tais 80% + os 9% para operação e manutenção das Forças Armadas , ou seja ficam tais 11% para investimento, em lugar incerto. Se da LPM chegam á defesa 275 milhões, no entanto, esses mesmos 11% relativamente ao orçamento da defesa representam 268 milhões, que ao fim e ao cabo desaparecem do orçamento senão vejamos:

1.956 milhões + 220 milhões ( os 9%) = 2.176 milhões + os 275 milhões da LPM = 2451 milhões
Onde ficam os 269 milhões que são os 11% que sobram do Orçamento da Defesa, 2445 - 2176 = 269 milhões ???

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: dc em Janeiro 03, 2020, 09:59:15 pm
Estes orçamentos são não só confusos como nada transparentes. E quem vê um orçamento destes, em que 80% vai para salários e regalias, pensa que os nossos militares ganham o mesmo que o PR, o que é totalmente mentira. Mas já era mais que óbvio que os oficiais levavam com uma grande percentagem do orçamento, só não sabia que, comparativamente, era assim tanto. E isto na prática explica como é que vai muito dinheiro para as FA, mas pouco dele gera melhorias qualitativas tanto a nível de equipamentos como de estabelecimentos.

O orçamento em si não é mau, se formos a fazer uma comparação directa com todo o orçamento da LPM para 12 anos. O problema é que destes 2445 milhões, apenas uma fracção irá para a modernização dos ramos (os tais 315 milhões para "procurement"?). Sendo este o caso, para que serão os restantes 1.5 mil milhões? Salários, manutenção, etc?

dc como chegas aos 1.500 milhões para salários e mnt etc, se a percentagem do orçamento da defesa relegada só para o pessoal é de 80% ?

Eu estava apenas a somar as verbas destinadas à Força Aérea, Exército e Marinha, que dá perto de 1500 milhões. E é aqui que rege a minha dúvida, estes 1500 milhões especificados para os 3 ramos (ignorando os restantes valores anunciados na notícia da Janes), representam o quê concretamente. Não me interessa a percentagem do PIB, simplesmente quero saber a realidade daqueles valores para cada ramo, o que representam, se é só salários e afins.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 13, 2020, 02:53:04 am
https://oe2021.gov.pt/areas-governativas/defesa-nacional/

https://static-storage.dnoticias.pt/www-assets.dnoticias.pt/documents/proposta-orcamento-estado-2021-20201012-220357_1.pdf
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Outubro 13, 2020, 07:49:45 am
Aumento em 20 milhões ?????
Ridiculo !
Vamos ver durante quantos anos é que os helis de evakuação e o MLU das BD e das VdG serão mencionados nos OE's da Defesa.


Reforçar e modernizar as capacidades das Forças Armadas, apostando em equipamentos de duplo uso e em programas conjuntos. Há um crescimento efetivo de investimento financiado pela Lei de Programação Militar de 20 milhões de euros, graças à revisão concluída em 2019 e aprovada pela Assembleia da República com o mais amplo consenso de sempre. E é um Orçamento que prepara as Forças Armadas para os desafios da década 2020-2030. A título de exemplo, prevê-se a entrega de viaturas Táticas Ligeiras Blindadas 4×4, a modernização de meia-vida das fragatas e helicópteros de evacuação.

Assegurar o papel de Portugal como contribuinte de segurança internacional, garantido que as Forças Armadas estarão presentes onde os interesses vitais de Portugal e os seus compromissos internacionais o determinarem. Prevê-se para as Forças Nacionais Destacadas um orçamento total de 71 milhões de euros, mais 3 milhões do que no ano passado.

Valorizar aqueles que escolheram servir Portugal. As despesas com o pessoal têm um peso no orçamento consolidado de 46,1%. Reforça as verbas associadas à Ação Social Complementar, em 1 milhão de euros, passando de 8,5 para 9,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 11,55%. De um orçamento de 5,5 milhões de euros em 2019 passa para 9,5 milhões de euros em 2021, um aumento nestes 2 anos 72,73%. Este facto evidencia um compromisso claro na Ação Social Complementar: uma assistência fulcral aos que mais precisam nas seguintes áreas: apoios à infância, aos estudantes e à terceira idade, no apoio domiciliário, nos centros de férias e de repouso e na habitação social. A saúde (hospitais e clínicas) regista um investimento de 36,1 milhões de euros.

Reforçar a participação das Forças Armadas em atividades de apoio às populações, com particular destaque para a gestão dos meios aéreos de combate aos incêndios rurais, cujo comando e gestão já tinham passado para a FAP no início de 2019.

Apostar na indústria nacional, promovendo o seu esforço de inovação, dedicando 25,9 milhões de euros às indústrias transformadoras.

https://oe2021.gov.pt/areas-governativas/defesa-nacional/

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Outubro 13, 2020, 08:10:09 am
Pág 187 e seguintes do PDF, os mapas não os coloquei aqui

Dinamizar a componente externa da defesa nacional Em 2021, a defesa nacional estará ativamente envolvida na Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, promovendo uma reflexão sobre a dimensão de segurança marítima, assim como sobre as missões da União Europeia; o reforço dos mecanismos de articulação entre mecanismo de proteção civil e militares na resposta a riscos como pandemias; e o reforço da cooperação com a NATO, incluindo na resposta a ameaças híbridas e emergências complexas, contribuindo para a segurança europeia e nacional.

As Forças Armadas continuarão a estar onde o País, os seus interesses vitais e os seus compromissos internacionais o determinem, cumprindo as missões que se considerem proporcionais e compatíveis com as prioridades de segurança e com a afirmação do papel de Portugal no Mundo.
Para além da manutenção das relações bilaterais e da prossecução dos acordos e programas-quadro nesta área, o Governo promoverá um esforço de renovação da cooperação no domínio da defesa, concorrendo para a eficácia e a unidade da política externa portuguesa. Valorizará ainda os fóruns de diálogo político europeus e regional, tirando partido da capacidade nacional de interlocução com diferentes espaços regionais e com especial relevo para iniciativas em torno do Mediterrâneo e na relação com África.
Continuará a ser dada prioridade ao desenvolvimento de projetos com valor multiplicador e relevo internacional, como é a edificação do Atlantic Center ou a criação do Centro Multinacional de Treino de Helicópteros (MHTC).

Quantificação das medidas e fontes de financiamento

O Programa Orçamental da Defesa evidencia o total da despesa de 2422,8 milhões de euros e de receita 2427,6 milhões de euros, como demonstra a Conta do Programa Orçamental, sendo também apresentados os encargos associados às medidas do Programa.

A despesa total consolidada do Programa tem origem sobretudo no financiamento por Receita de Impostos (1846 milhões de euros), representando 76,2%,sendo ainda de referir as receitas próprias com 13,6% (330,5 milhões de euros). Na estrutura da receita por classificação económica destacam-se as vendas de bens e serviços, com 6,3%, e as vendas de bens de investimento, com 1,9%. As receitas de vendas de bens e serviços assentam sobretudo na EPR - Arsenal do Alfeite, com uma previsão de 41 milhões de euros, resultante do financiamento previsto por fundos europeus para investimentos no estaleiro e dos serviços de reparação naval prestados à Marinha Portuguesa.

Na receita da vendas de bens de investimento salienta-se a decorrente do contrato de alienação das cinco aeronaves F-16 ao Estado romeno no âmbito da RCM nº 174/2019, de 8 de outubro.
 
Na estrutura da despesa total consolidada por classificação económica destacam-se as despesas com o pessoal, com 46,5%, aquisição de bens e serviços, com 30,8%, e o investimento, com 16,6%.
Para as despesas com pessoal têm maior expressão os Ramos das Forças Armadas ( 1040 milhões de euros)
. Importa ainda realçar a despesa da dotação específica afeta às Pensões de Reserva de cerca de 85 milhões de euros inscrita nos orçamentos dos Ramos das Forças Armadas.

As despesas com aquisição de bens e serviços ascendem a 747,1 milhões de euros.

Destaque ainda para as intervenções previstas na Lei de Programação Militar (103 milhões de euros), designadamente os contratos de locação das aeronaves C-295, manutenção dos Helicópteros EH101, sustentação das aeronaves KC-390 e a regeneração dos motores das aeronaves F-16 e ainda à locação de meios aéreos no âmbito do DECIR - Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (44 milhões de euros).

O investimento ascende a 401,8 milhões de euros, dos quais 226,8 milhões de euros se enquadram no âmbito da Lei de Programação Militar (LPM), em que se destaca o programa de aquisição das aeronaves militares de transporte estratégico KC-390, e a construção de dois navios de patrulha oceânica.

Na distribuição da despesa por dotação específica, verifica-se que apresenta maior peso a dotação com a Lei de Programação Militar, com 335 milhões de euros, dos quais 182,5 milhões de euros são da responsabilidade dos Ramos das Forças Armadas e 141,5 milhões de euros da DGRDN, onde estão orçamentados programas estruturantes.

De destacar o aumento de 20 milhões de euros na dotação da Lei de Programação Militar, conforme previsto na Lei Orgânica nº 2/2019, de 17 de junho
.
A dotação com Encargos com Saúde, que enquadra as despesas com a Assistência na Doença dos Militares (ADM), decresce face à estimativa de 2020, considerando o cumprimento em 2020 do Memorando de Entendimento para o Equilíbrio Financeiro do Instituto da Ação Social das Forças Armadas. Acresce ainda relevar a dotação de 22 milhões de euros decorrente da programação da Lei de Infraestruturas Militares, Lei Orgânica n.º 3/2019, de 3 de setembro.

No Programa da Defesa, a medida 007 – Defesa Nacional - Forças Armadas representa 71,5% da despesa total não consolidada, da qual se destacam os orçamentos dos Ramos das Forças Armadas, com 1469 milhões de euros, seguindo-se a medida 005 – Defesa Nacional - Administração e Regulamentação, com 399,3 milhões de euros, representando 16,1%. De salientar ainda a medida 014 - Segurança e Ordem Públicas – Proteção Civil e Luta Contra Incêndios, que contempla a dotação de 49 milhões de euros no orçamento da Força Aérea para a despesa, com a locação dos meios aéreos de combate a incêndios no âmbito do DECIR.

https://static-storage.dnoticias.pt/www-assets.dnoticias.pt/documents/proposta-orcamento-estado-2021-20201012-220357_1.pdf

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lightning em Outubro 13, 2020, 10:35:05 pm
http://expresso.pt/politica/2020-10-13-Defesa-com-menos-23-milhoes-em-relacao-ao-previsto-no-OE-para-este-ano
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: dc em Outubro 13, 2020, 11:39:40 pm
Isto é uma anedota. A começar por boa parte do investimento do orçamento de 2021 ir para aeronaves que só entram ao serviço em 2023 (e com muitos se's).
E ainda me pergunto como é que a despesa com pessoal é assim tão elevada.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Lightning em Outubro 14, 2020, 11:16:27 am
A minha ideia é que independentemente do planeamento, as aquisições militares são para se ir fazendo com calma/devagar, o pessoal militar que se desenrasque com o material que têm, anda aí o covid e há prioridades, claro que há excepções.

Material para as FND tem que aparecer, pois fica mal para qualquer governo aparecer militares mortos em missões internacionais nas notícias, ainda por cima se for por causa de material velho.

E se existir alguma empresa aflita, que de alguma forma seja importante, tipo OGMA, West Sea, Arsenal do Alfeite, etc, o governo também safa aquilo com contratos militares, a  esquerda fica contente pois mantem-se os empregos, o governo também pois não quer mais milhares a precisar do subsídio de desemprego e os militares vão tendo um ou outro equipamento renovado o que também agrada à direita...
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Outubro 14, 2020, 11:44:50 am
A minha ideia é que independentemente do planeamento, as aquisições militares são para se ir fazendo com calma/devagar, o pessoal militar que se desenrasque com o material que têm, anda aí o covid e há prioridades, claro que há excepções.

Material para as FND tem que aparecer, pois fica mal para qualquer governo aparecer militares mortos em missões internacionais nas notícias, ainda por cima se for por causa de material velho.

E se existir alguma empresa aflita, que de alguma forma seja importante, tipo OGMA, West Sea, Arsenal do Alfeite, etc, o governo também safa aquilo com contratos militares, a  esquerda fica contente pois mantem-se os empregos, o governo também pois não quer mais milhares a precisar do subsídio de desemprego e os militares vão tendo um ou outro equipamento renovado o que também agrada à direita...

O procedimento normal, deveria ser esse, mesmo sem as empresas estarem mal financeiramente.
Se tal fosse executado podemos ter a certeza que tinhamos mais e melhor equipamento/armamento ao dispor dos nossos militares e algumas dessa empresas até poderiam ter negócios externos in force !!! ;)

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: dc em Outubro 15, 2020, 02:20:33 pm
O problema é que mesmo quando as empresas estão sob aperto, não são feitos contratos, e quando são feitos, demoram a pagar.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: zawevo em Maio 27, 2021, 04:12:08 pm
Vi no Twitter

Capacidades militares portuguesas no livro The Military Balance 2021-The International Institute for Strategic Studies

https://imgur.com/gallery/5Je6HH3
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: P44 em Maio 27, 2021, 04:57:53 pm
Vi no Twitter

Capacidades militares portuguesas no livro The Military Balance 2021-The International Institute for Strategic Studies

https://imgur.com/gallery/5Je6HH3

Ainda dão o Bérrio como no ativo, assim como os 4 Tejo

Não é lá muito fidedigno
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: tenente em Maio 27, 2021, 05:26:35 pm
Vi no Twitter

Capacidades militares portuguesas no livro The Military Balance 2021-The International Institute for Strategic Studies

https://imgur.com/gallery/5Je6HH3

Ainda dão o Bérrio como no ativo, assim como os 4 Tejo

Não é lá muito fidedigno

Nada actualizado ainda contam com os obuses M101A1 e com os Chaparral no activo.
O numero de helis na FAP simplesmente ridículo,
As unidades navais a mesma coisa, á excepçao de um 214, obsoletas é o termo que se aplica, Estamos completamente desarmados é o que é !!!

Abraços
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: dc em Maio 27, 2021, 09:18:58 pm
Como assim desarmados? Então o titi não diz que estamos bem?  :mrgreen: :bang:
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: P44 em Maio 28, 2021, 08:20:50 am
Como assim desarmados? Então o titi não diz que estamos bem?  :mrgreen: :bang:

Nunca estivémos tão bem!

(https://static01.nyt.com/images/2016/08/05/us/05onfire1_xp/05onfire1_xp-superJumbo-v2.jpg)
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: LM em Outubro 12, 2021, 10:17:27 am
LED, aeronaves e navios. Defesa com orçamento de 2.451,5 milhões de euros (https://observador.pt/2021/10/12/__trashed-747/)

Citar
Defesa tem dotação prevista de 2.451,5 milhões de euros, uma proposta de orçamento que pretende tornar os edifícios mais eficientes. 63,2 milhões de euros serão para combate aos fogos.

Citar
A proposta de Orçamento do Estado para 2022, entregue esta segunda-feira, prevê uma dotação para a Defesa de 2.451,5 milhões de euros. Entre algumas reformas tecnológicas no setor, o Governo demonstra também preocupações ambientais e elenca uma série de medidas de eficiência energética a implementar nas instalações sob tutela do Ministério da Defesa.

Citar
Assim, o ministério liderado por João Cravinho prevê a “instalação de iluminação LED e sensores, torneiras e descargas mais económicas, sistema centralizado de produção de fluido térmico AVAC, coletores solares térmicos para pré-aquecimento e sistema de módulos fotovoltaicos de produção de energia elétrica para autoconsumo”. Por outro lado, prevê que o recurso à tecnologia permita reduzir o consumo de papel no Ministério — o que deverá refletir-se logo nas avaliações feitas a 25 mil militares que deverão passar a ser feitas em formato digital, através da Identificação Digital da Defesa, que utiliza a Chave Móvel Digital.

Se é para poupar, o Governo pretende também otimizar os processos de aquisição de bens alimentares nos ramos das Forças Armadas, com ideias de um estudo elaborado pela Inspeção-Geral da Defesa Nacional, sem especificar como.

Na Proteção Civil e Luta Contra Incêndios, onde das receitas de impostos saem 63,2 milhões de euros para o orçamento da Força Aérea, este valor será usado essencialmente para locação de meios aéreos de combate a incêndios. Adicionalmente, está prevista a dotação de 10 milhões de euros para aquisição de meios próprios. No âmbito do plano de recuperação e resiliência, serão ainda investidos 14 milhões de euros para aquisição de meios aéreos próprios para o Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais.

Citar
Ao olhar para as dotações previstas para o Ministério da Defesa destaca-se uma de 413,6 milhões de euros, a mais elevada. O Governo explica que se trata da execução da Lei de programação militar (com a qual se verificou um aumento de receita de 20 milhões). Entre as intervenções previstas na Lei de Programação Militar estão os contratos de sustentação das aeronaves KC-390 e a regeneração dos motores dos aeronaves F-16 e ainda a locação de meios aéreos no âmbito do combate aos fogos.

Em 2022, o Governo prossegue o processo de compra de seis navios de patrulha oceânica e espera ampliar as suas responsabilidades e meios de ciberdefesa. Por outro lado, quer valorizar todos aqueles que passaram pela Defesa, reforçando a as verbas de receitas gerais associadas à Assistência na Doença os Militares em 1 milhão de euros.

O Governo também espera manter a participação das Forças Armadas em atividades de apoio às populações.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: NVF em Outubro 12, 2021, 12:48:05 pm
Só falta referir que após cativarem 20 % das verbas nem aos 2,000 milhões chega.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: dc em Outubro 14, 2021, 02:11:39 pm
Entre cativações, cancelamentos e adiamentos "para o anos seguinte", no fim não muda nada. Ora o programa dos NPOs, como anda? Deve ser um concurso dos diabos, só pode ser pela complexidade de porta-aviões.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Jorge Pereira em Outubro 17, 2021, 08:23:18 pm
Citar
A proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) prevê 2.451,3 milhões de euros para a Defesa Nacional, o que representa um aumento de 228,5 milhões face à estimativa da despesa efetiva consolidada de 2021
Segundo o relatório que acompanha o OE2022, entregue hoje pelo Governo no parlamento, o programa orçamental da Defesa estima, para 2021, um total da receita de 2.385,7 milhões de euros e uma despesa total consolidada de 2.222,8 milhões de euros, prevendo-se um saldo orçamental de 162,9 milhões de euros.

Na proposta orçamental para 2021, o Governo previa uma dotação para a Defesa Nacional de 2.422,8 milhões de euros, menos 28,5 milhões do que a previsão para 2022.

De acordo com a informação que consta na proposta do Governo, o programa orçamental com a maior dotação na área da Defesa é a Lei de Programação Militar (LPM), que terá, em 2022, 413,6 milhões de euros, mais 21,3 milhões do que este ano.

A LPM define os investimentos no reequipamento das Forças Armadas até 2030 e é um dos capítulos que faz crescer a verba da Defesa no Orçamento do Estado.

Em termos de pensões e reformas, o Governo prevê uma dotação de 82,8 milhões de euros, menos 3,1 milhões do que em 2021.

No que se refere às Forças Nacionais Destacadas (FND) prevê-se, para 2022, um orçamento de 73 milhões de euros, mais dois milhões do orçamento deste ano, de acordo com o quadro de dotações específicas do relatório do OE2022.

Para a Lei das Infraestruturas Militares (LIM), e com o objetivo de “valorizar, dignificar, e rentabilizar o património da Defesa Nacional”, o Governo prevê 21,6 milhões de euros, menos 1,7 milhões do que em 2021.

Segundo o relatório do orçamento, as despesas com aquisição de bens e serviços ascendem a 752,6 milhões de euros, destinando-se sobretudo “à liquidação do princípio da onerosidade dos imóveis afetos às atividades operacionais da Forças Armadas”.

Além disso, o Governo indica também que as verbas em questão servirão para “contratos de sustentação das aeronaves KC-390 e a regeneração dos motores das aeronaves F-16”, assim como a “locação de meios aéreos no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR)”.

No que se refere ao investimento, num total de 430,7 milhões de euros, prevê-se que 263,3 milhões sejam feitos “no âmbito da LPM”, destacando-se designadamente “as despesas relativas aos programas de aquisição das aeronaves militares de transporte estratégico KC-389” e a “construção de dois navios de patrulha oceânica”.

Segundo o Governo, o investimento em Defesa “gera também valor acrescentado na investigação, na indústria, na inovação e contribuirá para a recuperação, a renovação e a internacionalização da economia portuguesa”.

“Este investimento será ainda crucial na projeção internacional do País, assegurando o cumprimento cabal das missões de paz e segurança internacionais, nomeadamente no quadro da ONU, da UE e da NATO”, lê-se no relatório que acompanha a proposta do OE2022.

Em termos de iniciativas para 2022, o Governo prevê, para complementar o Dia da Defesa Nacional, a “criação de programas-piloto que permitam, numa base voluntária, a participação de cidadãos em atividades estruturadas de curta duração, com vista a permitir o conhecimento e experiência da vivência militar”.

https://visao.sapo.pt/atualidade/politica/2021-10-12-oe2022-governo-preve-mais-2285-milhoes-para-a-defesa-nacional/


Comentários? Sugestões realistas?
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Jorge Pereira em Outubro 17, 2021, 08:29:18 pm
A introdução das FN SCAR nos Fuzileiros não seria uma medida a apontar? Até porque estamos a falar de um valor quase residual.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: LM em Outubro 17, 2021, 08:37:15 pm
A introdução das FN SCAR nos Fuzileiros não seria uma medida a apontar? Até porque estamos a falar de um valor quase residual.

A parte de Leão da culpa  c56x1 das forças (des)armadas que temos é dos políticos e seus OE. Mas as chefias das forças armadas também têm muita culpa - permitir (e incentivar) campanhas RP que os NPO são bons e armados, etc; mas nas SCAR, para mim, 99% da culpa é da Marinha - valor residual, em especial se considerarmos o investimento nos kits para as G3 que fizeram... haviam de conseguir o vil metal.
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: mafets em Outubro 17, 2021, 11:01:22 pm
Kc389?  :mrgreen:

(https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRF9ZnakaZTTGky6txUIau4i8zWAXtTPwAHYQ&usqp=CAU)

Citar
No que se refere ao investimento, num total de 430,7 milhões de euros, prevê-se que 263,3 milhões sejam feitos “no âmbito da LPM”, destacando-se designadamente “as despesas relativas aos programas de aquisição das aeronaves militares de transporte estratégico KC-389” e a “construção de dois navios de patrulha oceânica”.

Saudações  :mrgreen:

P.S. “construção de dois navios de patrulha oceânica” classe Medina  ???

(https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR0VXbI14qKHGv30PlmLiM8UnjBUcVJh-i6Pw&usqp=CAU)

https://br.rbth.com/ciencia/85295-russia-cria-primeiro-navio-de-patrulha-submarina-modelo-exportacao (https://br.rbth.com/ciencia/85295-russia-cria-primeiro-navio-de-patrulha-submarina-modelo-exportacao)

P.S. 2 - Ver para crer.  ;)
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: Viajante em Outubro 18, 2021, 12:08:33 pm
O maior problema da Defesa, não é se o OE trás mais milhão ou menos milhão. O problema é que quem faz e apresenta o orçamento, sabe que é apenas fictício, porque basta aplicar as cativações e deita por terra qualquer tentativa de renovação das FA. E como sabemos que os salários nunca serão cativados, onde acham que vão ser aplicados os cortes?

Uma breve história para enquadrar a origem das cativações.

Até ao tempo da famosa troika, o Ministro das Finanças, fosse quem fosse, era atormentado por despesa sobre a qual não tinha possibilidade de controlar, só porque estava inscrita no OE. Por exemplo, um Ministro da Agricultura, se tivesse um orçamento de mil milhões de euros, podia executá-lo até ao último cêntimo sem dar "cavaco" ao Ministro das Finanças, e este último é que ficava com o menino nos braços se por exemplo não tivesse como pagar!!!!!

Com a vinda da troika, o Ministro das Finanças ganhou super-poderes, porque foi identificado este problema, de que todos os Ministros tratavam de executar o valores aprovados em OE, sem saberem ou nem se preocuparem se o Estado tem dinheiro ou não para pagar!!!!!!!
Então foi criado um mecanismo para travar os gastos de qualquer ministério. Neste momento, um Ministro já não é "dono" do orçamento do seu ministério, tem de pedir autorização ao Ministro das Finanças para qualquer despesa avançar e até nas contratações!

Temos o caso caricato do Pedro Nuno Santos dar razão ao ex-Presidente da CP que nem sequer tinha dinheiro para comprar rodados novos para os comboios...... mas por acaso e em vez dos trocos que referiu...... não se ter lembrado assim de de repente do elefante que é o sorvedouro da TAP, da autoria do Pedro Nuno Santos!!!!!!

Por fim, há ainda mais uma habilidade criada pelo ex-Ministro das Finanças (Centeno), que para evitar os orçamentos retificativos, criou outra defesa que são as cativações.

Somando a autorização de despesa que o Ministro das Finanças tem de dar a cada Ministro para poderem executar o orçamento mais as cativações, conseguimos perceber como o outro mero contabilista das Finanças passou ao todo poderoso que se senta no Ministério das Finanças, seja ele quem for!!!!!!!

Outra achega, a dificuldade do BE e PCP aprovarem o novo orçamento é o de saberem que o que for inscrito no OE para 2022 pode nunca saír do papel, porque o Ministro das Finanças é quem tem poder de o executar. Por isso é que estão tão renitentes em acordarem o que quer que seja com este governo, porque a palavra do Costa não vale a tinta que gasta!
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: P44 em Outubro 18, 2021, 12:41:41 pm
Vão acabar por aprovar o orçamento, pois estão borrados de medo de irem a eleições e serem trucidados, portanto convém que as eleições sejam o mais tarde possivel...

logo o PCP vai fazer a birra do costume, aprovar o OE e para o ano rasga as vestes que é tudo contra os trabalhadores, enquanto se prepara para aprovar o OE 2023

É tudo fachada...
Título: Re: Orçamentos Anuais do Ministério da Defesa
Enviado por: LM em Outubro 18, 2021, 01:10:53 pm
É verdade, mas vão conseguindo várias medidas "avulso" que vão ter custos - directos e de competitividade - no futuro...