Economia de Moçambique

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #75 em: Março 28, 2018, 11:35:50 am »
Chinesa Haiyu viola leis de Moçambique em exploração mineira, denuncia Amnistia Internacional


A Amnistia Internacional acusa a empresa mineira chinesa Haiyu Mozambique Mining de violar as leis moçambicanas e internacionais numa exploração de areias pesadas em Nagonha (Nampula), considerando que a operação mineira resultou no desalojamento de 290 pessoas.

"A Haiyu violou a legislação nacional nas áreas do ambiente e da exploração mineira. Antes de estabelecer as suas operações, a empresa não consultou os residentes de Nagonha; não realizou uma Avaliação de Impacto Ambiental adequada para identificar os riscos de minerar e despejar areias nas zonas húmidas; e não monitorizou e reportou os seus próprios impactos ambientais ao governo para verificação e aprovação", indica a Amnistia Internacional num relatório que será hoje apresentado em Maputo e ao qual a Agência Lusa teve acesso.

No relatório "As Nossas Vidas Não Valem Nada - O Custo Humano da Exploração Mineira Chinesa em Nagonha, Moçambique", a organização de direitos humanos considera que "as práticas da Haiyu transformaram a topografia da área e afectaram o sistema de drenagem das zonas húmidas", alterações que "tiveram impactos negativos sobre o ambiente e a população local".

O mais importante desses impactos deu-se na manhã de 07 de fevereiro de 2015, quando uma inundação súbita destruiu parcialmente Nagonha, uma aldeia litoral no distrito de Angoche, na província de Nampula, norte de Moçambique.

"Quarenta e oito casas foram imediatamente arrastadas para o mar, pois a água das inundações abriu um novo canal em direção ao mar que atravessou a aldeia, dividindo em duas a duna sobre a qual a aldeia está situada. As inundações deixaram cerca de 290 pessoas desalojadas. A edilidade local registou mais 173 casas parcialmente destruídas", recorda a Amnistia Internacional (AI).

Segundo os especialistas consultados pela AI, esta situação deveu-se ao "impacto das operações mineiras da Haiyu (...), nomeadamente o impacto das contínuas descargas de areias da mineração sobre as zonas húmidas e os cursos de água", o que causou alteração na topografia e, em última análise, as inundações de Nagonha em 2015.

Por outro lado, quando confrontada pelos residentes desalojados de Nagonha para a necessidade de os compensar pelos estragos, a empresa chinesa primeiro recusou e depois apresentou uma proposta considerada inaceitável.

"O plano de reassentamento proposto pela Haiyu era extremamente inadequado e os residentes de Nagonha sentiram-se insultados e recusaram a oferta", escreve a AI.

Ou seja, para a organização não-governamental, "a Haiyu (...) não seguiu o processo de diligência devida adequado em termos de direitos humanos para identificar, impedir, atenuar e, se necessário, reparar os impactos adversos das suas operações sobre os residentes".

A AI considera também que o Governo moçambicano sabia que a Haiyu não tinha feito as avaliações de impactos ambientais nem, como é de lei, consultou os residentes em Nagonha para obter deles o "direito de uso e aproveitamento da terra" (DUAT), um direito que estes têm quando vivem num terreno por mais de dez anos.

"O Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER) tinha conhecimento de que a Haiyu não tinha consultado e ouvido os residentes de Nagonha para obter a transferência do DUAT" e "sabia que a Haiyu não tinha realizado as auditorias de impacto ambiental", adianta a AI.
Ainda assim, concluiu a AI, o governo permitiu que a Haiyu avançasse com a exploração mineira em Nagonha.

"Apesar das provas sobre os impactos negativos das operações mineiras sobre as pessoas de Nagonha, o governo permitiu a continuação de práticas de exploração mineira prejudiciais, sem qualquer controlo. (...) As falhas do governo em fazer cumprir a legislação e regulamentos existentes constituem uma omissão evidente no seu dever de proteger os direitos humanos de interferências de atores não estatais", aponta a ONG.

A Haiyu, que explora areias pesadas em duas concessões em Nampula (Nagonha e Sangage) desde 2011, das quais extrai minerais como a ilmenite, o titânio e o zircão, continua a negar qualquer responsabilidade.

"Em primeiro lugar, as chuvas foram intensas, muito violentas e de uma escala nunca vista durante 100 anos. Isto constitui força maior. Foi uma catástrofe natural e não provocado por atividade humana. Em segundo lugar, a extração de areias pesadas envolve a separação por gravidade e os resíduos (na forma de areia branca, neste caso) são devolvidos ao seu ponto de origem, imediatamente após a separação. 99% da areia permanece no seu ponto de origem e não é extraída. Isto contradiz a ideia de que houve uma alteração no canal para as águas subterrâneas, o que não é verdade", argumentou a empresa numa mensagem à AI.

Após ouvir especialistas, a AI considerou que "a reivindicação de que as chuvas de Fevereiro de 2015 'foram de uma escala nunca vista durante 100 anos' é falsa".

A Haiyu continua a despejar areias sobre as zonas húmidas até hoje.


>>>>>>>  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/chinesa-haiyu-viola-leis-de-mocambique-em-exploracao-mineira-denuncia-amnistia-internacional
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #76 em: Maio 17, 2018, 12:30:52 pm »
China investe em Moçambique


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #77 em: Julho 12, 2018, 02:57:10 pm »
O café para a reflorestação no Monte Gorongosa


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #78 em: Novembro 09, 2018, 01:03:35 pm »
Moçambique inaugura maior ponte suspensa de África


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #79 em: Janeiro 13, 2019, 04:07:20 pm »
Macau propõe uso da moeda chinesa nas transações com Moçambique


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #80 em: Junho 12, 2019, 12:55:50 pm »
Saúde de moçambicanos ameaçada


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #81 em: Junho 19, 2019, 10:12:56 pm »
Total vence Chevron na disputa pelos activos da Anadarko em África



 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #82 em: Novembro 04, 2019, 01:07:28 pm »
zocuni
 
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Re: Economia de Moçambique
« Responder #83 em: Maio 11, 2021, 11:03:35 pm »

Empresa Chinesa vai construir 500 casas em Marracuene nos próximos 5 anos
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #84 em: Agosto 24, 2021, 02:18:33 pm »
Moçambique julga os 19 arguidos do caso das "dívidas ocultas"


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #85 em: Abril 03, 2022, 11:10:54 pm »

Central Solar de Metoro está orçada em USD 56 milhões

Construção da Central Solar Metoro arranca oficialmente com presença do presidente de Moçambique

As obras de construção da Central Meteoro, a maior central solar a ser instalada no país até ao momento, arrancaram oficialmente numa sessão que contou com a presença do presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

No início de 2020, a Efacec foi selecionada para o contrato de engenharia, compra e construção (EPC) para operação e manutenção (O&M) de uma central solar de 41 MWp, localizada em Metoro, norte de Moçambique. Inserida numa área de cerca de 138 hectares, esta infraestrutura possui uma capacidade de produção de 68 GWh por ano, que dará acesso a energia a 100% da população moçambicana até 2030.

Este é um projeto emblemático para a Efacec, que opera em Moçambique há mais de 20 anos, reforçando assim a presença no mercado e na região com soluções sustentáveis para um melhor futuro.

https://www.efacec.pt/construcao-da-central-solar-meteoro-arranca-oficialmente-com-presenca-do-presidente-de-mocambique/

Não sabia da participação da Efacec neste projeto.
 :G-Ok:
« Última modificação: Junho 16, 2022, 12:32:52 am por HSMW »
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Re: Economia de Moçambique
« Responder #86 em: Junho 15, 2022, 05:52:02 pm »
Cafezais moçambicanos coabitam com a floresta tropical


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #87 em: Setembro 06, 2022, 10:27:04 am »



Apoio de Portugal a Moçambique acima dos 90 milhões de euros


Os dois Estados lusófonos reforçaram as relações económicas com a assinatura de seis acordos de cooperação, no âmbito da V Cimeira Luso-Moçambicana.


O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, garantiu há dias, em Maputo, que o montante do próximo programa estratégico de cooperação 2022/2026, que funda a parceria entre os dois Estados lusófonos, terá um aumento de 40 % do conjunto das verbas dedicadas à acções e projectos que superarão os 90 milhões de euros.

O governante português, que falava em conferência de imprensa após a assinatura de diversos acordos de cooperação à margem da 5ª Cimeira Luso-Moçambicana, disse que o referido programa se incidirá nas área tradicionais como a saúde, educação, defesa e justiça.

“A assinatura do acordo para resolver as questões fiscais da escola portuguesa de Moçambique é um passo muitíssimo importante, mas onde também está o compromisso de Portugal apoiar o plano estratégico de educação de Moçambique”, referiu António Costa.

Por sua vez, o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, avançou aos jornalistas que a cooperação está a trazer resultados concretos. “Assumimos que vamos continuar a privilegiar as parcerias público-privadas. Neste caso, o sector privado-produtivo precisa de ser facilitado por nós. A este respeito, fiz referência do pacote de medidas de motivação para acelerar a economia em Moçambique. Pensamos que Portugal é uma oportunidade e isso na consciência de que o sector privado é que pode dinamizar as nossas economias”, frisou o chefe de Estado moçambicano.

Moçambique é um dos nove países que integram a CPLP e com quem Portugal mantém laços históricos de cooperação económica. Este ano, com o aumento da produção agrícola, do alumínio e carvão, e ainda com o início da exploração do campo de gás coral, a expectativa é que o crescimento económico do país atinja os 4,2%.


https://www.forbesafricalusofona.com/apoio-de-portugal-a-mocambique-acima-dos-90-milhoes-de-euros/


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Re: Economia de Moçambique
« Responder #88 em: Novembro 13, 2022, 04:22:13 pm »
Exportação de gás natural liquefeito arranca em Moçambique