Sector Ferroviário

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #60 em: Fevereiro 06, 2021, 11:07:41 am »
O comboio quer é roubar clientes à ponte aérea Lisboa - Porto.
Têm a vantagem de dizer que é um transporte não poluente e a maior simplicidade de viajar neste meio em relação ao avião.


Sem dúvida, mas para isso acontecer, não é necessário investir algumas centenas de milhões em compras de TGV's e nas proporcionais melhorias da linha para que se faça a ligação numa hora e quinze, basta que seja possível fazer a ligação em duas horas para que haja muita gente a preferir ir de comboio, e uma melhoria para tal não implica as compras de TGv's, os Alpha são mais que capazes de fazer a ligação em 02H00, nem obriga aos gastos tão avultados nas melhorias da linha do Norte, como os necessários para operar os TGV's.
As verbas que se poupavam nas compras desses TGV's para essa linha davam para melhorar muitas centenas de kms de linhas, melhorar muitas estações e ainda comprar composições para outros trajectos, e/ou reativar a antiga SOREFAME e produzir algumas composições ao invês de as comprar em segunda mão e todas REBENTADAS/FODIDAS, aos Espanhóis.
Esta ideia de estoirar centenas de milhões nos TGV Lisboa-Porto, um trajecto com 300 KMs, faz-me lembrar a compra dos 390 para a FAP, Ridícula, é simplesmente um esbanjar de dinheiros públicos!

Comparando com a viagem ferroviária na viagem aérea:
1) Tens de estar no Aeroporto pelo menos uma hora antes do STD;
2) Se o voo for num 319/190 demora cerca de 00:30, ( ou 00:45 num ATR );
3) Se, contar com os dois Taxi times em LIS e OPO, teremos 00:40 para um 319/190 e 00:55 para um ATR, o que dá cerca de 01H40/01H55 de tempo total;
4) No entanto, não convêm esquecer onde está localizada a estação ferroviária do Porto e onde está o Aeroporto Sá Carneiro, e adicionar, no caso de viagem aérea, os minutos necessários para chegar ao Porto!!!


Abraços
« Última modificação: Fevereiro 06, 2021, 11:30:00 am por tenente »


Quando um Povo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #61 em: Junho 15, 2021, 12:11:13 pm »

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A CP ficou dependente da RENFE por incompetência política dos nossos governos, este e o anterior ao não permitirem a CP comprar novos comboios, para não agravar o déficite!!!!

Mas ao fim de um parto de 3 anos, lá foram encomendados os comboios novos à Stadler Suiça, para entregas entre 2023 e 2026.

O facto de terem recorrido à RENFE, prende-se com o facto de ser o único operador europeu com a mesma bitola, de nome: "Ibérica"  :mrgreen:
A CP não podia alugar a mais ninguém, só os da RENFE cabem nas nossas linhas!!!!  :mrgreen:
E agora com a pandemia, ainda vai levar algum tempo até se notar novamente a falta de comboios!!!!!

Viajante à décadas que os políticos portugueses se estão a borrifar para os comboios. Aquela malta gosta é de autoestradas. Senão houvesse fundos estruturais provavelmente não se teria feito nada nas ultímas três décadas.

A titulo de exemplo aqui nos "Mouros", a circulação de comboios na ponte 25 de Abril começou a partir de uma "revolta" de motoristas por causa da união das portagens com a (na altura) futura ponte Vasco da Gama e que atingiu proporções tais que provavelmente fez o Ministro da época começar a temer pelo seu (posterormente confirmado) tacho na nova concessionária.

Noutro caso as eternas obras da linha de Sintra e da linha da cintura acabaram por ser acelaradas à pala da Expo e da inauguração da nova estação de caminhos de ferro.

Pelo menos o novo ministro/admnistração lá assinou os papeis/libertou o dinheiro que permitiu a reparação de unidades que estavam paradas à uma década. Mas reconhecamos que isto ser um factor positivo apenas demonstra o baixo nivel da bitola a que nos habituámos.

https://portugalferroviario.net/blog/2021/03/09/trainspotter-127-marco-de-2021/

Mas vou ficar por aqui que todo este tema ainda é mais off-topic que aquilo que é normal aqui pelo fórum.

Cumprimentos,

Bem, coloquei aqui para não continuar com offtopic  :mrgreen:

Em quase todos os sectores que dependam do poder político, as empresas não duram muito tempo ou ficam com saúde financeira debilitada! Seja porque a palavra “LUCRO” é um pecado para a esquerda (parece que preferem empresas a darem prejuízo para o estado despejar dinheiro sem parar), seja porque não há uma linha condutora para a sobrevivência de uma empresa!
Agora um bocado de história irónica, para tentar explicar o que é que os nossos políticos fazem mal e que acaba com grandes empresas  :mrgreen:
Já desde a aplicação do POC (Plano Oficial de Contabilidade) em Portugal, em 1977, que um dos mais importantes princípios da contabilidade e que continua a fazer parte do actual SNC (Sistema de Normalização Contabilística), é o princípio da continuidade!
O nosso POC, foi fortemente influenciado pela normalização contabilística francesa…. Bem, realmente o POC e a normalização francesa….. foram criados por uma pessoa sinistra, alemã e de nome Hermann Goering, que exigiu imediatamente um plano de normalização para poder contabilizar toda a indústria francesa para o esforço de guerra em comum com o que já tinham na Alemanha, logo após a invasão da França! As voltas que os acontecimentos dão…….

Voltando ao princípio da continuidade! Quando são criadas as empresas, pressupõem-se que estas não têem um fim à vista, por esse motivo a continuidade é muito importante, desde sempre. E é aí a principal falta de visão, de tacto ou o que lhe quisermos chamar dos nossos políticos, com decisões díspares que colocam em causa a continuidade de uma empresa (note-se, estamos a falar de empresas públicas, semi-públicas ou até privadas sob inflûencia pública).

O reflexo da decadência do sector ferroviário, pode ser medido por uma empresa que era líder tecnológica do sector, até à década de 70, a Sorefame! A Sorefame chegou a ter mais de 4000 trabalhadores e exportava comboios para o mundo inteiro!!!!! Muitas das carruagens que ainda hoje vemos em filmes americanos (as famosas carruagens de aço inox canelado). Agora a pergunta, quando é que será que se deu o início do declínio da Sorefame? A resposta é óbvia, a partir de 1974! Com ataques directos como greves, aumentos de salários astronómicos e indirectos, quando a CP cancelou grande parte das encomendas que a Sorefame tinha em carteira!!!! A Sorefame ainda voltou a estar em forma no início dos anos 90, mas….. com a passagem de mãos de vários grupos estrangeiros, a Sorefame foi perdendo influência, poder de decisão, poder industrial, até fechar em 2001.

Esta é a realidade! E seja com a Sorefame, com os Estaleiros de Viana do Castelo, Arsenal de Alfeite…….. tudo o que depende do Estado, precisa de um princípio muito importante, que é o da continuidade! Continuidade de encomendas, continuidade de investimento, ……. A incerteza é a maior inimiga de uma empresa (tal e qual como os momentos actuais de pandemia, que vai de certeza atirar muitas empresas para a falência). Mas no caso de empresas nas mãos do estado, mais parece que estas são assoladas por pandemias a cada 4 anos!!!!!!!

Quando tiver tempo, junto uma dúzia de empresas que já foram grandes na sua área e desapareceram e com isso perdemos imenso. Deixo só alguns nomes para reflectir como é que conseguimos destruír empresas gigantescas:
- CIMPOR (chegou a ser a 2ª maior da Europa com dezenas de fábricas espalhadas pelo mundo);
- Portugal Telecom (inventou os cartões pré-pagos e foi inovadora, agora faz parte da Altice e nem tem direito a usar o seu nome original);
- CUF (um colosso industrial com dezenas de milhares de trabalhadores);
- Siderurgia Nacional;
- Sorefame (Chegou a ter mais de 4000 trabalhadores e estava no estado de arte no início dos anos 70);
- Banca Nacional (um certo senhor que não confia nos bancos e que nos governou 6 anos, quase conseguiu levar à falência a CGD e o BCP com os seus jogos de poder. Só na CGD injectamos quase 10 mil milhões de euros para a salvar, já no BCP, vá lá, foram os accionistas que ficaram a arder em milhares de milhões de euros. Mas o que é relevante é que um sector estratégico, foi entregue aos estrangeiros, neste momento só temos a CGD em mãos nacionais). Entretanto o BCP, BPI, Santander/Totta, Novo Banco….. estão em mãos estrangeiras;
- O sector da construção civil (que era um dos poucos sectores que podia competir em qualquer parte do mundo, apesar de serem mais pequenas, estavam muito bem organizadas, faliram 2/3 das empresas); 
- Quimonda;
…….

É melhor não escavar mais. Mas é impressionante a nossa capacidade de destruição de valor!!!!!
E não vejo forma de mudar, enquanto tivermos geringonços que atacam o lucro das empresas!!!!!! Já nem a Rússia faz tal disparate, nem a China, muito pelo contrário! Ficamos sempre com os velhos do Restelo do Comunismo/maoísmo!!!!!
« Última modificação: Junho 15, 2021, 12:12:33 pm por Viajante »
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #62 em: Junho 15, 2021, 05:56:52 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #63 em: Junho 16, 2021, 09:41:14 am »

Podiamos informar a série Loucos por Carros, do canal História que eles iam ficam malucos por estarmos a recuperar carruagens dos anos 40!!!!
Há 30 anos atrás, quando eu estudava no Porto, as Schindler já estavam completamente obsoletas na linha do Douro. Aliás, o meu pai (que fazia a manutenção do material circulante), referia-me que tinham mais segurança os travões dos vagões de carga da Cimpor que as carruagens Schindler (a Cimpor, antes dos nossos políticos terem destruído esta outrora grande empresa, financiou a instalação de sistemas de travões novos em todos os vagões).

Gostei do pormenor de colocarem as carruagens Schindler na linha do Douro por terem janelas mais largas........ não, não é por isso, são as mais velhas que a CP tem e normalmente é a linha do Douro que leva com o pior material que tiver em stock e assim liberta carruagens Sorefame muito mais recentes...... dos anos 60, 70 e 80 para outras paragens  :mrgreen:

Espero que só aproveitem a carcaça mesmo e coloquem desde bogies novos, a novos travões, ar condicionado (que não existia nos anos 90.........).

Dito isto, concordo em absoluto na manutenção de todo o material circulante que existe. Mas tal é uma necessidade pela incúria que foi oferecerem viagens nas áreas metropolitanas sem terem material circulante para acompanhar a procura. É que a encomenda de meras 22 carruagens feitas aos Suíços no ano passado, só chegam de 2023 a 2026. Porque já vamos nas carruagens Schindler..... mais um bocado chegamos aos comboios a vapor....... para voltarmos aos tempos áureos da linha do Douro nos anos de 1900  :mrgreen:
E esperar para o Godinho ou outro não ir surripar os carris da CP  :mrgreen:
« Última modificação: Junho 16, 2021, 09:42:42 am por Viajante »
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #64 em: Junho 16, 2021, 04:15:40 pm »
Alguém sabe como está o estado de construção da linha de mercadorias Sines-Espanha? Essa sim é deveras importante e já vem uns 45 anos atrasada.

Até 2030 só está previsto: https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=apresentacao-do-programa-nacional-de-investimentos-para-2030 (anexo A1 transportes e mobilidade): 150 milhões de euros para:
- Linha electrificada a ligar Sines a Grãndola (apenas!!!!)
- Ligação Elvas a Badajoz
- E Poceirão a Bombel

Só talvez o PNI 2040 ou 2050 talvez conclua a linha de Sines até à fronteira!!!!

Eu penso que já estão em execução (fazem parte de outro programa) a ligação Évora <-> Elvas, o resto já está eletrificado ou fazem parte desse programa
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #65 em: Junho 16, 2021, 08:58:53 pm »
Alguém sabe como está o estado de construção da linha de mercadorias Sines-Espanha? Essa sim é deveras importante e já vem uns 45 anos atrasada.

Até 2030 só está previsto: https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=apresentacao-do-programa-nacional-de-investimentos-para-2030 (anexo A1 transportes e mobilidade): 150 milhões de euros para:
- Linha electrificada a ligar Sines a Grãndola (apenas!!!!)
- Ligação Elvas a Badajoz
- E Poceirão a Bombel

Só talvez o PNI 2040 ou 2050 talvez conclua a linha de Sines até à fronteira!!!!

Eu penso que já estão em execução (fazem parte de outro programa) a ligação Évora <-> Elvas, o resto já está eletrificado ou fazem parte desse programa

Em relação à ligação Évora-Elvas/fronteira o ultimo trouço que faltava pôr a concurso teve contrato assinado em 14 de Abril de 2021, com conclusão dos trabalhos no prazo de 935 dias.

Pág 104 do link
https://portugalferroviario.net/blog/2021/05/13/trainspotter-129-maio-de-2021/

Cumprimentos,
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #66 em: Junho 17, 2021, 12:35:14 pm »
Alguém sabe como está o estado de construção da linha de mercadorias Sines-Espanha? Essa sim é deveras importante e já vem uns 45 anos atrasada.

Até 2030 só está previsto: https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=apresentacao-do-programa-nacional-de-investimentos-para-2030 (anexo A1 transportes e mobilidade): 150 milhões de euros para:
- Linha electrificada a ligar Sines a Grãndola (apenas!!!!)
- Ligação Elvas a Badajoz
- E Poceirão a Bombel

Só talvez o PNI 2040 ou 2050 talvez conclua a linha de Sines até à fronteira!!!!

Eu penso que já estão em execução (fazem parte de outro programa) a ligação Évora <-> Elvas, o resto já está eletrificado ou fazem parte desse programa

Em relação à ligação Évora-Elvas/fronteira o ultimo trouço que faltava pôr a concurso teve contrato assinado em 14 de Abril de 2021, com conclusão dos trabalhos no prazo de 935 dias.

Pág 104 do link
https://portugalferroviario.net/blog/2021/05/13/trainspotter-129-maio-de-2021/

Cumprimentos,

Estão a fazer obras de electrificação, novas linhas..... mas tal só vai aumentar a cadência de comboios a atravessarem a fronteira e o tamanho destes, mas mantém-se o principal problema que é o facto de estar a ser usada a bitola ibérica e limitar as exportações apenas...... até Espanha (além de existirem sistemas de electrificação com diferentes tensões em vários países).

https://www.transportesenegocios.pt/corredores-ferroviarios-e-a-peninsula-iberica-como-hub/

https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2%2Fapp.parlamento.pt%2Fwebutils%2Fdocs%2Fdoc.pdf%3Fpath%3D6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a566b786c5a793944543030764e6b4e46535539515343394562324e31625756756447397a51574e3061585a705a47466b5a554e7662576c7a633246764c7a63305a6d4d335a6d4d324c544a68597a41744e4459354e6930344d54646a4c57557859544a694d3251345a6a63335a6935775a47593d%26fich%3D74fc7fc6-2ac0-4696-817c-e1a2b3d8f77f.pdf%26Inline%3Dtrue&psig=AOvVaw1hNLWU1arO8dCi515RJbFN&ust=1624013744341000&source=images&cd=vfe&ved=2ahUKEwi5wYDkwJ7xAhUKghoKHYqSAi0Qr4kDegUIARCGAg

Vejam o último link que tem um levantamento exaustiva desse mesmo problema e o facto das nossas exportações e importações serem feitas na sua esmagadora maioria pelo via terrestre rodoviária!!!!!!
Agora comparem os custos do consumo de combustível de 1 tonelada........ 1 tonelada transportada por camião custa 10 vezes a mesma carga transportada por comboio!!!!! E se for de avião então o custo dispara para 30 vezes!!!!!

Acho que é um problema muito grave que temos de resolver, porque eu vejo os políticos palermas a colocarem datas limite para impedir veículos a combustão de circularem e sem terem alternativas ao transporte de mercadorias!!!!!! Passam a transportar de burro e carroça!?!?!?! 81% das importações e exportações nacionais são feitas por via terrestre, convém resolver o problema antes de batermos de frente!!!!!!
« Última modificação: Junho 17, 2021, 02:17:55 pm por Viajante »
 
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #67 em: Outubro 01, 2021, 01:33:06 pm »


A nova ligação ferroviária em construção entre Évora e a Linha do Leste, inserida no Corredor Internacional Sul, visa reforçar a conexão ferroviária dos portos e das zonas industriais e urbanas localizadas no sul de Portugal quer a Espanha, quer ao resto da Europa.
Com esta intervenção está igualmente previsto garantir a interoperabilidade Ferroviária do Corredor.
A empreitada de modernização do troço Freixo-Alandroal envolve a construção de 80 km de linha nova.


O Projeto visa melhorar a ligação ferroviária do norte e centro de Portugal com a Europa, de modo a viabilizar um transporte ferroviário de mercadorias eficiente, permitindo a articulação entre os portos do norte/centro e a fronteira de Vilar Formoso.
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Re: Sector Ferroviário
« Responder #68 em: Dezembro 13, 2021, 03:32:20 pm »
CP apresenta na terça-feira termos de concurso para aquisição de 117 automotoras

A CP vai lançar na terça-feira o concurso para a aquisição de 117 automotoras elétricas, com uma cerimónia que se realiza no Parque Oficinal de Guifões, em Matosinhos, e terá a presença do ministro das Infraestruturas.

O presidente do Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal, Pedro Moreira, irá apresentar, pelas 15:30, os termos do concurso para esta aquisição, aprovada em julho pelo Governo num valor de 819 milhões de euros, segundo comunicado enviado hoje pela empresa pública.

Em novembro, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que o concurso para a aquisição das automotoras elétricas tinha já o caderno de encargos pronto para o que disse ser “o maior concurso de sempre da história da CP”.

Na ocasião, o ministro acrescentou que o concurso estava a ser preparado para garantir que os 117 comboios “são para ser feitos por uma empresa que esteja disponível para construir parte, ou a totalidade dos comboios” em Portugal.

Pedro Nuno Santos deverá intervir pelas 15:45 na cerimónia a realizar no Parque Oficial de Guifões.

O concurso foi aprovado em Conselho de Ministros, sendo que o Governo espera que o primeiro comboio chegue em 2026 e que a totalidade das composições esteja em circulação em 2029.


 :arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cp-apresenta-na-terca-feira-termos-de-concurso-para-aquisicao-de-117-automotoras
 

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Re: Sector Ferroviário
« Responder #69 em: Dezembro 14, 2021, 11:49:25 am »
CP apresenta na terça-feira termos de concurso para aquisição de 117 automotoras

A CP vai lançar na terça-feira o concurso para a aquisição de 117 automotoras elétricas, com uma cerimónia que se realiza no Parque Oficinal de Guifões, em Matosinhos, e terá a presença do ministro das Infraestruturas.

O presidente do Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal, Pedro Moreira, irá apresentar, pelas 15:30, os termos do concurso para esta aquisição, aprovada em julho pelo Governo num valor de 819 milhões de euros, segundo comunicado enviado hoje pela empresa pública.

Em novembro, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que o concurso para a aquisição das automotoras elétricas tinha já o caderno de encargos pronto para o que disse ser “o maior concurso de sempre da história da CP”.

Na ocasião, o ministro acrescentou que o concurso estava a ser preparado para garantir que os 117 comboios “são para ser feitos por uma empresa que esteja disponível para construir parte, ou a totalidade dos comboios” em Portugal.

Pedro Nuno Santos deverá intervir pelas 15:45 na cerimónia a realizar no Parque Oficial de Guifões.

O concurso foi aprovado em Conselho de Ministros, sendo que o Governo espera que o primeiro comboio chegue em 2026 e que a totalidade das composições esteja em circulação em 2029.


 :arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cp-apresenta-na-terca-feira-termos-de-concurso-para-aquisicao-de-117-automotoras

A boa notícia é que o governo xuxa, parece que já desistiu da obra faraónica de construír o TGV de raíz, com linhas incompatíveis com tudo o que temos neste momento (obra para custar uns 15 mil milhões de euros e que o xuxa Sócrates chegou a lançar já ele sabia que ía saír de PM.........)

É só fazer as comparações, com os 12 a 15 mil milhões estimados à 15 anos atrás, íamos ter uns 6 a 12 TGV a circular de Lisboa/Porto para o estrangeiro (mais uma vez, com linhas incompatíveis com o que já temos por cá), agora com uns meros 819 milhões de euros, vão comprar 117 automotoras!!!!!!....... por uma fracção do preço do TGV!!!!!!!
« Última modificação: Dezembro 14, 2021, 11:51:21 am por Viajante »