URO Vamtac ST5 no Exército

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tenente

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #645 em: Dezembro 12, 2021, 06:35:52 am »
Não há dinheiro para dar alimentação aos militares que tiverem de ficar nos quartéis nos dias 24/25 e 31/1 e que não estejam de serviço quanto mais para sistemas anti-carro...

E neste forúm, ainda há quem defenda a aquisição de mais um tipo de VBR, e eu pergunto para quê  ?
Qual a utilidade de termos mais um modelo de VBTP(R) quando, o efectivo dos dois BiMec(R) está muito longe de estar completo, ficando a maior parte da frota ICV pandur sem ser utilizada ?
Quando nas duas frotas de VBR que possuímos não temos todas as versões que deveriamos ter, terá alguma lógica, ir gastar milhões na compra e MNT logistica de mais uma frota ?
Ao comprar uma terceira frota de VBR estamos apenas esbanjar dinheiro, faz-me lembrar o excelente negócio da compra dos 390, nada mais !

Abraços

Em teoria, e olhando para os números de homens e unidades no papel, faria sentido ter uma viatura complementar ao Pandur, mais leve e menos dispendiosa, dedicada a cenários de menor intensidade. O st5 é um bom meio mas transporta "apenas" 4/5 homens. Deslocar uma companhia (se fosse completa) em st5, implicaria 30/40% da frota disponível.

Mas isso no plano teórico, na prática não faz realmente muito sentido. Há umas catorze lacunas a colmatar antes disso. A começar pelos recursos humanos, claro.

Cumprimentos

Num Pais que aloca à DN os recursos financeiros que sabemos e, que durante a legislatura faz cativacoes atras se cativacoes, o que obriga a que vários progranas de reequipamento sejam adiados várias vezes originando a diminuição do numero de unidades e respectivas capacidades, não faz qq sentido termos mais uma frota incompleta de viaturas para um mesmo fim.

O MRAP aqui referido transporta apenas mais um elemento que o ST5 portanto se para uma CAt são necessarios 23 PA's se o modelo fosse o MRAP seriam necessarios 19 viaturas.

A primeira limitação do ExP que deve ser colmatada é a falta de efectivos porque com os actuais, as três  unidades Mecanizadas da BrigInt, apenas necessitam de uns dezasseis PM, e um numero um pouco maior de RWS com e sem um novo sistema ACar.

Esse seria um investimento adequado à nossa realidade e limitação de verba  agora utilizar essa verba na compra de um terceiro blindado não vejo necessidade para tal despesa.

Esta é a minha opinião e vale o que vale.

Abraços
« Última modificação: Dezembro 12, 2021, 06:37:17 am por tenente »


Quando um Povo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #646 em: Dezembro 12, 2021, 10:55:38 am »
Esse MRAP nunca seria uma boa opção, logo à partida, exatamente por transportar poucos elementos.
Uma 3a VBR só seria útil se conseguisse levar um número significativamente maior que o st5.

Mas não faz sentido na nossa realidade, concordo.
 

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Red Baron

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #647 em: Dezembro 20, 2021, 10:45:34 pm »
As ST5 de operações especiais são muito sexys. c56x1
 

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Kalil

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #648 em: Dezembro 22, 2021, 12:21:07 am »
Voltando a vaca fria, ainda em relação à necessidade de uma 3a VBR, e sem refutar o que o tenente acertadamente afirmou.

Partindo de factos mais menos aceites como inevitáveis, o de renunciar aos veículos à lagartas, e de que o exército está destinado a destacar unidades para as missões externas, e pouco mais, ou seja, o exército ser basicamente uma brigada ligeira.

Seria neste sentido, lógico, caso existisse a vontade real de manter uma estrutura operacional, sustentável e eficaz, que se conseguissem manter 4 ou 5 batalhões (completos) devidamente equipados. O que é impossível apenas com ST5 e Pandur, em particular com as quantidades disponíveis.

Não me vou alongar na questão da artilharia, em que algo na linha do Ceasar faria sentido, mesmo que apenas 2 ou 3 baterias. Nem nos veículos dedicados às forças especiais, como são os Supacat ou o Jankel Fox, dos quais 15/20 unidades também teriam um excelente uso.

Voltando ao principal, tendo 3 VBR, o ST5, o Bushmaster (mero exemplo) e o Pandur, podia estar a segunda viatura destinada de grosso modo a missões de transporte de tropas e de suporte (evacuação médica, morteiros?), libertando o ST5 para ligação, comando, apoio de fogo primário (canhão nexter 20mm fosse eu a decidir), e o Pandur com a função de 2o nível de proteção no transporte de tropas e de reforço do poder de fogo (especialmente com mais unidades com canhão 30mm, ou 35mm preferência pessoal novamente). A capacidade AA também estaria a cargo do Pandur, idealmente.

Este mix permitiria constituir batalhões com vários níveis de capacidade, quer fossem empregues em "simples" missões de policiamento e manutenção de paz, ou em cenários em que a exigência fosse muito maior.
Não estou a falar de 3 frotas enormes, mas sim de ter meios complementares que permitiam uma maior versatilidade num exército cada vez mais reduzido.

Uma companhia de infantaria com 10 Bushmaster ( transportam 3 pelotões de atiradores) podia ter os ST5 a fazer rec, apoio de fogo ou AT.
De igual forma, usar o Bushmaster (ou equivalente) como ambulância ou até porta morteiro, libertava mais VBR dos outros modelos para outras funções.


PS, estou no campo da dissertação utópica.


Cumprimentos
 

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dc

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #649 em: Dezembro 23, 2021, 01:44:50 pm »
A aquisição de MRAPs para servirem de APC complementar aos Pandur, só faz sentido se estes fossem comprados a "preço de amigo", como seriam os restos deixados pelos americanos no Médio Oriente. Fora isso, se for para pagar preço como novo, mais vale ir buscar mais ST5 (na versão APC) ou mais Pandur (o que me parece mais complicado).

Reforçar a frota ST5 era um passo bem dado, a ser feito com a aquisição da versão APC, versão porta-morteiro, e porta-armas, esta última incluindo a Kongsberg RS6 com canhão de 30mm, e opção de míssil anti-tanque ou Stinger (um 3 em 1, num formato relativamente compacto). A adicionar a isto, adquirir alguns ST5 extra equipados com radar Giraffe 1X, para complementar os veículos com a torre Protector e Stinger.

Os Pandur, era prosseguir com as melhorias planeadas, de forma a ter versão PM, e também incluir um derivado do M-SHORAD, com uma torre RiWP equipada com canhão de 30mm (exactamente o mesmo da torre Kongsberg RS6), quad-launcher de Stinger e lançador duplo de Helfire (novamente outro 3 em 1). Com sistemas destes no mercado, torna-se desnecessário, num exército com tão poucos efectivos, andar a adquirir meios específicos para cada função.
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #650 em: Dezembro 23, 2021, 06:38:25 pm »
Como as coisas estão, agora já não faria sentido introduzir mais uma viatura. O problema do orçamento é secundário, o principal é a falta de planeamento. Quanto custará agora colocar Rws como a RS6 ou stingers ou até radar nós ST5?
E ainda falta saber o que virá do concurso para as AA, possivelmente mais um 4x4 que não o Urovesa.
Continuamos a comprar aos poucos, sem haver uma estratégia global..

Equipando os st5 e Pandur com as melhorias para as versoes em falta, sobram poucos para a função base de transporte blindado de tropas. Não há milagres na matemática.

O custo por unidade do ST5 ficou perto dos 500mil euros, que é o mesmo que custavam os Bushmaster há uns anos. O novo Serval francês também tem um custo estimado pouco superior.


 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #651 em: Dezembro 23, 2021, 07:34:07 pm »
Por este paragrafo podemos constatar que ao invês de reduzir o numero de PA para manter pelo menos um minimo de uma dúzia de ST5 ACar, se optou por irradicar os anticarros, que seriam alocados á BrigInt, e aumentar uma viatura ao lote PA.
Excelente escolha, sim senhor !!!  :bang:

PERCURSO EM PORTUGAL
Pelo Despacho n.º 8840/2016 de 11/07, foi lançado um concurso para a aquisição de 167 viaturas blindadas para uma verba de 60,8 milhões de euros através do NSPA, assim distribuídas: cento e seis na versão de transporte de tropas; sete de comando; vinte e nove de anticarro; treze de ambulância; doze de operações especiais, mais tarde, pelo Despacho n.º 7199/2018 de 30/07, o número de viaturas foi fixado em 139, ou seja, mais uma viatura de transporte de tropas e eliminada a versão anticarro.
A VAMTAC ST5 do Exército Português tem 6 configurações diferentes, Básica, Comando, Operações Especiais, Equipa Médica de Emergência e Reanimação, Ambulância tipo I e Ambulância tipo II.


http://viaturasmilitaresportuguesas.blogspot.com/2018/12/uro-vamtac-s5.html

Abraços
« Última modificação: Dezembro 23, 2021, 07:38:04 pm por tenente »


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goldfinger

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #652 em: Dezembro 31, 2021, 01:10:44 pm »
A España servir hasta morir