Programa Espacial Brasileiro

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Vitor Santos

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #30 em: Maio 23, 2018, 01:05:44 pm »
Dois Foguetes para o Programa Espacial Brasileiro:  VS-43 e VS-50

Após o anuncio do fim do Projeto VLS-1, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) divulgou o interesse em aumentar a família se foguetes de sondagens a disposição do Programa Espacial Brasileiro,  desenvolvendo dois novos e poderosos foguetes, o VS-43 e o VS-50.

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Após o anuncio do fim do Projeto VLS-1, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) divulgou o interesse em aumentar a família se foguetes de sondagens a disposição do Programa Espacial Brasileiro,  desenvolvendo dois novos e poderosos foguetes, o VS-43 e o VS-50.

O VS-50 (foguete baseado no motor S50 do desejado VLM-1) foi definido durante as negociações entre o IAE e o Centro Espacial Alemão (DLR) visando um novo foguete europeu de sondagem para substituir o modelo norte-americano Castor-4B que atende o Programa MAXUS  de microgravidade.

O Interesse do IAE no desenvolvimento do VS-43 (foguete baseado no motor S43 do VLS-1) não é exatamente novo, pois este projeto já existia quando foi divulgada a segunda versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 1998-2007), da Agência Espacial Brasileira (AEB).


Foguete VS-43

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vislumbrou a possibilidade de desenvolver um veículo suborbital controlado baseado nos estágios superiores do VLS-1 (3º e 4º estágios), mas com a utilização do propulsor S43 no lugar do S40, levando-se em consideração a estratégia de desenvolvimento dos veículos de sondagem.

Esse veículo, denominado VS-43, seria o meio para desenvolver diversos subsistemas necessários para uma missão de satelitização. O VS-43 foi identificado como uma plataforma de testes ideal para o desenvolvimento de soluções para as seguintes áreas:

a)teste do SISNAV;
b)rede de controle, guiamento e navegação; rede de telemetria; rede de destruição e rede de serviço; e
c)eventos necessários para a satelitização: separação de coifa, basculamento, rotação e separação.

Além disso, o VS-43 também terá potencial para ser utilizado no cumprimento das seguintes missões:

a)teste de experimentos tecnológicos e em ambiente de microgravidade;
b)teste de Scramjets em camadas superiores da atmosfera;
c)teste de experimentos de reentrada atmosférica (SARA).
Adicionalmente, o IAE possui especial interesse no VS-43 pois:

a)sendo um veículo muito mais simples que o VLS-1 e bem mais complexo que um VS-40 ou Sonda IV, o desenvolvimento do VS-43 será uma excelente oportunidade para o IAE revisar, implementar e consolidar metodologias para o gerenciamento e desenvolvimento de projetos complexos;
b)possibilita a utilização do estoque adquirido pelo projeto do veículo VLS-1;
c)possibilita a utilização de toda a infraestrutura criada para o VLS-1 no IAE e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)
O sistema sera composto (preliminarmente), por:

a)veículo: saia traseira com empenas, um motor S43 como primeiro estágio, baia de controle de rolamento, baia de equipamentos, um motor S44 como segundo estágio, cone de acoplamento e coifa;
b)banco de controle e linha de fogo;
c)sistema de aquisição e processamento de dados de telemetria;
d)sistema de carregamento de nitrogênio;
e)equipamentos de apoio ao solo e dispositivos para testes;
f)embalagens, manuais e procedimentos de integração;
g)estrutura de lançamento e rastreio já existente no CLA composta por: SISPLAT, casamata, PPP, PPCU, terminação de voo, radares e outros.

O IAE finaliza dizendo que espera que o VS-43 seja o veículo ideal para auxiliar o preenchimento da lacuna existente entre os veículos Sonda IV, VS-40 e VLS-1, a fim de assim dar continuidade na lógica de desenvolvimento iniciada com a família de veículos de sondagem.


Foguete VS-50

A configuração básica do foguete VS-50 será composta por um propulsor sólido S50 no seu primeiro estágio e um propulsor S44 no segundo estágio.

O veículo será concebido em conjunto com a base móvel de foguetes (MORABA) do Centro Espacial Alemão (DLR) visando ensaiar:

a)experimentos do projeto SHEFEX;
b)componentes que poderão ser utilizados no projeto VLM
c)principalmente para desenvolver, fabricar e qualificar em voo o motor S50.
Seu comprimento será de 12 m, seu diâmetro de 1,46 m e massa estimada de 15 toneladas e o seu desenvolvimento foi iniciado em 2014 em parceria com o DLR alemão.

Entretanto vale dizer que, apesar de ser um importante meio para desenvolver tecnologias necessárias para o VLM-1 e para as futuras gerações de veículos lançadores, não faz parte do escopo do projeto a redução dos riscos associados aos eventos necessários para a satelitização.

Fato que reforça a necessidade do desenvolvimento do veículo VS-43.


FONTE: http://tecnodefesa.com.br/dois-foguetes-para-o-programa-espacial-brasileiro-vs-43-e-vs-50/
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #31 em: Dezembro 13, 2018, 07:46:00 pm »
FAB lança foguete VS-30 neste domingo em Alcântara


O veículo transportou cinco experimentos científicos e tecnológicos de centros e institutos de pesquisa brasileiros

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O foguete suborbital VS-30/V14 foi lançado neste domingo (09), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Organização Militar da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável por lançamento e rastreio de foguetes. O veículo foi lançado às 13h43 (horário de Brasília) levando cinco experimentos científicos e tecnológicos de centros e institutos de pesquisa brasileiros, atingindo mais de 120 km de altura. O lançamento integra a Operação MUTITI, realizada em Alcântara (MA) desde o último dia 19, pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), sob coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).O lançamento durou 8 minutos e 21 segundos.

Para o Coordenador-Geral da Operação MUTITI, Coronel Aviador Lester de Abreu Faria, o lançamento realizado hoje, coroa o sucesso de um planejamento de mais de um ano, envolvendo mais de 200 profissionais e coloca o Programa Espacial Brasileiro, mais uma vez, em um patamar diferenciado. “Todos os requisitos de sucesso da Operação foram plenamente atingidos, o que nos deixa convictos da qualidade e profissionalismo dessa equipe que participou da operação”, disse.

Essa foi a 14ª vez que um veículo do tipo VS-30 foi lançado, tendo sido a terceira vez a partir do Centro de Lançamento de Alcântara. Durante a Operação MUTITI, foi ainda lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), no dia 27 de novembro, o qual buscou a validação de todos os meios de infraestrutura de solo e operacionais, treinamento da equipe e consolidação da doutrina de lançamento, como preparação para o lançamento do VS-30.


“Com o encerramento da Operação MUTITI e com a realização do lançamento do Veículo VS-30, pudemos constatar o pleno sucesso da mesma, mostrando, dessa forma, que o CLA está, mais do que nunca, pronto e operante para quaisquer veículos suborbitais. A equipe se mostrou profissional, comprometida e envolvida com a missão, trabalhando de forma íntegra e coesa para que, durante a janela de oportunidade ocorrida hoje, realizássemos o lançamento, e obtivéssemos pleno sucesso na missão”, relatou o Diretor do CLA, Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho.

A carga útil do foguete VS-30 V14 denominada Plataforma Suborbital de Reentrada 01 (PSR-01) é constituída de cinco experimentos de centros e institutos de pesquisas brasileiros. Abaixo, seguem as descrições de cada um:

Sonda Lagmuir de Densidade e Temperatura Eletrônica - INPE

O experimento 1 trata-se de uma SondaLagmuir de Densidade e Temperatura Eletrônica, conduzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A sonda é usada para medir a variação de correntes eletrônica e iônica ao longo da trajetória do foguete, em altitudes superiores a 60 km. O estudo desenvolvido pelo INPE se torna de vital importância para a área tecnológica, uma vez que permite compreender a dinâmica da atmosfera terrestre, especialmente da ionosfera onde as irregularidades encontradas nesta região interferem decisivamente nos processos de comunicação por ondas eletromagnéticas, aí incluídas as transmissões por meio de satélites, bem como os sistemas de navegação com Global Navigation Satellite System(GNSS), a exemplo do GPS.

Comportamento Térmico de um Forno de Solidificação de Ligas (CTFS) - INPE

O experimento 2 também de responsabilidade do INPE, estuda o Comportamento Térmico de um Forno de Solidificação de Ligas (CFTS). O estudo avalia o funcionamento de um forno elétrico com capacidade de fundir materiais com temperatura de fusão entre 100 e 300°C, de forma a permitir seu aperfeiçoamento e qualificação para aplicação em outros voos. Exemplificando, pode-se pensar em uma amostra de diferentes substâncias que, em condição terrestre ambiente, não se misturam ao serem fundidas e posteriormente solidificadas entretanto, ao serem submetidas a esse mesmo processo de fusão e posterior solidificação em um ambiente de microgravidade, poderiam se misturar formando um composto homogêneo. Isso possibilita novas aplicações em engenharia no desenvolvimento de produtos, sobretudo em pesquisas relacionadas à resistência de materiais.

Sensores Ópticos para Medidas de Aceleração (AOM) - IEAv

O experimento 3, de autoria do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), é composto por três sensores ópticos para medidas de aceleração, sendo um nos três eixos e dois em um eixo, aplicando diferentes técnicas de medidas e de processamentos de sinais. A análise do comportamento dos sensores em voo constitui importante contribuição para a independência nacional na área de navegação inercial e de sensores a fibra óptica em geral, sendo diretamente aplicáveis em aeronaves tradicionais, remotamente pilotadas (VANTs) e veículos lançadores, por exemplo. Além dos experimentos em si, o laboratório completo de medidas que o IEAv embarcou no VS-30 inclui um gerador de luz e uma placa de processamento de sinais, todos eles desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e com tecnologia nacional.

Sistema Ioiô e de Separação (PSM - MQ) - IAE

O experimento 4 apresenta-se como dois sistemas em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), os quais permitem, inicialmente, a redução da velocidade de rotação após o fim da queima do motor foguete (sistema io-iô) e, posteriormente, uma separação segura entre a carga útil e o veículo (sistema de separação). O objetivo do experimento é testar o modelo de qualificação do Sistema Ioiô e do Sistema de Separação que serão utilizados no Modelo de Qualificação (MQ) da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM), a plataforma de microgravidade nacional.

Sensor Mecânico Acelerométrico (SMA) - IAE

O experimento 5 é também de responsabilidade do IAE. Realizará seu quarto voo e trata-se de um dispositivo de segurança para veículos espaciais. Esse dispositivo só permite a ignição de motores do segundo estágio, ou estágios superiores, quando o foguete apresenta uma aceleração de quatro vezes a aceleração da gravidade (4g), o que ocorre apenas com o veículo já em voo. Desenvolvido e aperfeiçoado a partir da experiência acumulada nos lançamentos do foguete suborbital VSB-30, o sensor traz maior segurança aos veículos ainda em solo na plataforma de lançamento, ao passo em que impede o acionamento do sistema de pirotecnia responsável pela ignição se, por algum motivo inesperado, o sistema eletrônico embarcado entender que o foguete encontra-se em voo.

FONTE: http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/33298/ESPA%C3%87O%20-%20FAB%20lan%C3%A7a%20foguete%20VS-30%20neste%20domingo%20em%20Alc%C3%A2ntara%20(MA)
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #32 em: Dezembro 22, 2019, 10:03:30 pm »

O satélite Cbers-4A, o sexto projeto feito em parceria entre Brasil e China, foi lançado ao espaço na madrugada da última sexta-feira (20/12).
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #33 em: Fevereiro 03, 2020, 08:44:39 pm »
AVIBRAS assina contrato de transferência de tecnologia com IAE para produção e comercialização do VSB-30


A AVIBRAS Indústria Aeroespacial e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) assinaram nesta segunda-feira, dia 27 de janeiro, um contrato de transferência de tecnologia, que concederá à empresa licença para a produção e comercialização do VSB-30, veículo suborbital de maior sucesso no Programa Espacial Brasileiro, no que se refere a número de lançamentos.

Já foram efetuados 31 lançamentos, todos com sucesso, sendo quatro a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão e 27 lançados a partir do Centro de Lançamento de Esrange na Suécia. A plataforma serve para testes de experimentos com aplicações em satélites, veículos espaciais e indústria farmacêutica.

Este contrato de transferência de tecnologia vai permitir a continuidade de industrialização e comercialização do VSB-30 com aperfeiçoamentos tecnológicos, além de promover uma aceleração no desenvolvimento de veículos lançadores nacionais competitivos internacionalmente, para microssatélites.

Desenvolvido pelo IAE, fruto de cooperação entre Brasil e a Alemanha, o VSB-30 é lançado por sistema de trilhos, estabilizado por empenas e possui indutores de rolamento que são acionados quando o veículo deixa os trilhos, contribuindo para a sua estabilidade durante o voo. Possui dois estágios a propulsão sólida e permite o transporte de cargas úteis científicas e tecnológicas de até 400 quilos a uma altitude de 270 quilômetros, além de possibilitar a realização de experimentos em ambiente de microgravidade durante seis minutos.

O VSB-30 é certificado, qualificado e considerado seguro, confiável e estável. Por essas características, o VSB-30 possui excelente aceitação no cenário internacional de veículos suborbitais e torna-se pioneiro no processo de transferência tecnologia espacial no Brasil.

Competências - Com sua expertise no setor aeroespacial no desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais, que remontam desde a pioneira participação no Programa Espacial Brasileiro, a AVIBRAS é a única empresa 100% brasileira de capital privado, com competências próprias para integrar veículos lançadores e suborbitais para o Programa Espacial Brasileiro.

Para o vice-presidente Comercial da Avibras Leandro Villar, é um privilégio para a empresa receber um produto de sucesso e consolidado no mercado. Segundo ele, a iniciativa também fortalece a tríplice hélice, conceito que aponta a ação conjunta entre empresa, academia e governo como o caminho para a inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico do país. “Com esse programa, queremos ampliar o protagonismo do Brasil na área espacial impulsionando o Programa Espacial Brasileiro, além de gerar empregos”, destacou Leandro.

Atualmente a AVIBRAS também participa do desenvolvimento e da fabricação dos motores foguetes S50 do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais da Agência Espacial Brasileira (AEB). Segundo ele, o Brasil pode desempenhar papel relevante no mercado Espacial, pois adquiriu diversas competências através de Pesquisa e Inovação no setor Espaço ao longo de quase seis décadas, desenvolveu uma base industrial competente e possui uma base de Lançamento em Alcântara (CLA), com posição geográfica privilegiada, fatores poucas vezes reunidos num único país.

O Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, destacou que é um momento ímpar para o Brasil. “Estamos transferindo para a indústria um produto já testado e com tecnologia brasileira. Cumprimos inteiramente o ciclo de maturidade do produto”, declarou.

De acordo com o diretor do IAE, Brigadeiro César Demétrio Santos, a AVIBRAS conduzirá o projeto com competência. “É a consolidação de um sonho. Essa aproximação com a indústria é essencial para o fomentar o Programa Espacial”, destacou.

O Major-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, que assumirá a direção do DCTA nesta semana, disse que parcerias como essa fortalecem a indústria. “Vejo brilhantismo nesse empreendimento. A AVIBRAS é uma indústria forte, parceira constante do DCTA, que tem como uma de suas missões ser indutor da indústria”.


 :arrow:  https://www.avibras.com.br/site/midia/noticias/314-avibras-assina-contrato-de-transferencia-de-tecnologia-com-iae-para-producao-e-comercializacao-do-vsb-30.html
« Última modificação: Fevereiro 03, 2020, 08:45:53 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #34 em: Junho 20, 2020, 12:42:11 am »
FAB e AEB assinam acordo relacionado ao Centro Espacial de Alcântara


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A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) assinaram, nesta segunda-feira (11/05), em Brasília (DF), o Acordo de Cooperação definindo atribuições e processos de trabalho na fase de implantação e na fase de operação do futuro Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. A assinatura do acordo é um dos passos para viabilizar o lançamento de veículos espaciais não militares empregando o CEA.

O documento que celebra o Acordo foi assinado pelo Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira; pelo Presidente da AEB, Carlos Augusto Teixeira de Moura; e pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Barros Chã.

Participaram, ainda, do ato o Vice-Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Roberto de Almeida; o Chefe da Terceira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar João Campos Ferreira Filho; o Vice-Presidente da CCISE, Brigadeiro do Ar José Vagner Vital; o Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Brigadeiro do Ar Paulo Eduardo Vasconcellos; e o Assessor Especial da Chefia de Logística e Mobilização do Ministério da Defesa, Brigadeiro do Ar Rogério Luiz Veríssimo Cruz.

O Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica disse que a cooperação firmada estabelece uma matriz de responsabilidades para a consolidação do CEA. “Isso permitirá que a gente possa, o mais rápido possível, ofertar a área de serviços que já temos disponível no atual Centro de Lançamento de Alcântara e, assim, concretizar o uso efetivo do Centro Espacial”, enfatizou o Tenente-Brigadeiro Amaral.

De acordo com o Presidente da AEB, a cooperação dá início à fase de contato com empresas interessadas em utilizar as instalações de Alcântara para as atividades na área espacial. “Esse acordo estabelece claramente quais são os limites de atuação de cada Instituição. A AEB faz o trabalho inicial e cuida do licenciamento e, a partir disso, entrega o processo para o Comando da Aeronáutica para que estabeleça os contratos. É um passo importante para o início das atividades não militares em Alcântara”, disse.

Entendendo o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas


Em 2019, foi assinado pelo Governo Brasileiro e pelos Estados Unidos da América em cerimônia oficial, em Washington, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) entre os dois países. Por meio desse acordo, os Estados Unidos autorizam o Brasil a lançar foguetes e espaçonaves, nacionais ou estrangeiras, que contenham partes tecnológicas americanas. Em contrapartida, o Brasil garante a proteção da tecnologia americana contida nesses artefatos.

Atualmente, aproximadamente 80% dos equipamentos espaciais do mundo possuem algum componente norte-americano. Por isso, o AST se mostra imprescindível para que o Centro Espacial de Alcântara entre no mercado global de lançamentos de cargas ao espaço. É do interesse do Brasil fomentar este tipo de atividade comercial, pois gerará recursos substanciais para o desenvolvimento local, regional e para o Programa Espacial Brasileiro.

Fonte e fotos: Sargento Johnson Barros; Sargento Bianca Viol; Soldado Thallys Amorim / CECOMSAER
 :arrow:  http://www.aeb.gov.br/aeb-e-fab/
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #35 em: Junho 22, 2020, 09:30:45 pm »
Parceria Brasil-Alemanha na contratação de veículos suborbitais da família S30


Parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Aeroespacial Alemã permitiu 31 lançamentos desde 1969
A parceria do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) com a Agência Aeroespacial Alemã (DLR – Deutsches Zentrum für Luft-und Raumfahrt) é um exemplo de sucesso binacional desde 1969. Dentre os frutos desta relação, destaca-se o veículo suborbital VSB-30, que realizou 31 lançamentos que cumpriram a missão, sendo quatro no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA); 24 no Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia; um no Centro de Lançamento de Andoya, na Noruega; e dois no Centro de Lançamento de Woomera, na Austrália.

De Projeto a Produto, o VSB-30 vem se mostrando um exemplo de sucesso. Por conta disso, o interesse do DLR permanece ativo quanto à aquisição de foguetes VSB-30, dado que eles se destacam em termos de desempenho e qualidade de voo quando comparado aos concorrentes similares existentes mundo a fora. Por causa disso, o DLR oficializou, recentemente, a extensão de sua necessidade em adquirir mais seis VSB-30 e um VS-30.

A provisão de recursos ao IAE para atender a demanda será via Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE). Tais recursos serão destinados ao convênio “001/IAE/2016 – Foguetes Suborbitais de Pesquisa e Plataformas de Reentrada & Experimentos Científicos e Tecnológicos”, cujo objeto é a captação de recursos financeiros para aquisições de itens e serviços.

O Diretor do IAE, Brigadeiro Engenheiro César Demétrio Santos, ressalta a importância das aquisições pela Alemanha. “A parceria com a DLR permite ao Brasil participar do Programa Suborbital Europeu, além de manter a capacitação técnica na área de desenvolvimento de veículos suborbitais, bem como o transbordamento de conhecimento para realização e suporte das missões espaciais brasileiras”, finaliza.


 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2020/06/22/parceria-brasil-alemanha-na-contratacao-de-veiculos-suborbitais-da-familia-s30/
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #37 em: Junho 26, 2020, 09:52:24 pm »
Operação Falcão I/ 2020


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O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou na tarde desta quinta-feira (25) o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) na Operação Falcão I/ 2020. A operação integra o cronograma de atividades de lançamento do CLA do ano de 2020. Além do treinamento operacional das equipes envolvidas, a Operação exercita as principais funções de comunicações, telemetria, rastreamento e gerenciamento dos procedimentos de segurança e comandos para lançamentos.

O lançamento ocorreu às 17h52min (horário de Brasília) com o veículo atingindo uma altitude máxima (apogeu) superior de 30 quilômetros em 1min15seg. Em um total aproximado de 2min44seg de tempo em voo até o término do rastreio sobre a costa alcantarense.

“Destaca-se na Operação Falcão a operacionalidade do Centro, treinamento de equipes e meios, sendo essa operação voltada principalmente para a preparação para atividades de grande porte”, afirma o Diretor do CLA, Coronel Aviador Marcello Correa de Souza.

A Operação iniciou no dia 22 de junho, seguindo com os procedimentos de segurança de interdição e esclarecimento de área marítima, patrulhamento terrestre e aviso aos navegantes para a comunidade pesqueira local.

O Foguete de Treinamento Básico utiliza combustível sólido e é estabilizado por quatro hastes aerodinâmicas. O sistema de lançamento emprega um casulo reutilizável que pode ser novamente empregado em outras operações para integração do veículo junto à plataforma de lançamento.

A Operação Falcão, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), é a primeira a ser realizada no CLA no ano de 2020 e, neste lançamento, não havia carga útil cientifica.

FONTE/FOTOS: CLA

 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2020/06/26/operacao-falcao-i-2020/
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #38 em: Fevereiro 12, 2021, 03:47:52 pm »
Satélite 100% brasileiro (Amazônia-1) será lançado no dia 28 de Fevereiro



 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #39 em: Fevereiro 28, 2021, 04:32:30 pm »
Satélite Amazônia-1 é lançado na Índia


 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #40 em: Fevereiro 28, 2021, 05:15:23 pm »
Amazonia 1 é lançado com sucesso



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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) anunciou o sucesso no lançamento do Amazonia 1, realizado à 01h54 (horário de Brasília) deste domingo, 28 de fevereiro, a partir do Satish Dhawan Space Centre (SHAR), em Sriharikota, na Índia.

Este é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, e fornecerá imagens para o monitoramento ambiental e da agricultura em todo o território brasileiro com uma alta taxa de revisita. Servirá ainda para o monitoramento da região costeira, reservatórios de água, desastres ambientais, entre outras aplicações.


Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre. Este satélite também é o primeiro construído a partir da Plataforma Multimissão (PMM), estrutura inovadora desenvolvida pelo INPE, capaz de se adaptar aos propósitos de diferentes missões e, assim, reduzir custos de projetos espaciais.

O satélite

O Amazonia 1 é um satélite de órbita polar que irá gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Para isso, possui um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível – VIS – e 1 banda próxima do infravermelho – Near Infrared) capaz de observar uma faixa de 850 km com 64 metros de resolução.


Sua órbita foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revisita, tendo, com isso, capacidade de disponibilizar uma significativa quantidade de dados de um mesmo ponto do planeta. Esta característica é extremamente valiosa em aplicações que necessitem de uma rápida resposta, pois aumenta a probabilidade de captura de imagens úteis em situações de cobertura de nuvens.

Ganhos tecnológicos da missão

A validação da Plataforma Multimissão (PMM) como sistema, gerando confiabilidade e reduções significativas de prazos e custos para o desenvolvimento de futuras missões de satélites baseados na Plataforma Multimissão;

Consolidação do conhecimento do Brasil no ciclo completo de desenvolvimento de satélites estabilizados em 3 eixos, ganhando também maturidade nas atividades de integração e testes de satélites;

Capacitação no subsistema de Controle de Atitude e Órbita e Supervisão de Bordo, a partir da experiência do contrato com transferência de tecnologia com a Argentina;

Desenvolvimento na indústria nacional dos
 mecanismos de abertura do Painel Solar, que nos satélites da série CBERS foram fornecidos pela China;
Desenvolvimento da propulsão do subsistema de controle de atitude e órbita na indústria nacional, embora utilizando partes adquiridas no exterior;

Capacitação do país na realização de operações iniciais pós lançamento (LEOP);

Consolidação de conhecimentos na campanha de lançamento de satélites de maior complexidade;

Consolidação e aquisição de experiência nas tomadas de decisões e ações em condições críticas de operação;

Aquisição de experiência na execução de operações para encerramento do ciclo de vida da missão.


 :arrow:  https://tecnodefesa.com.br/amazonia-1-e-lancado-com-sucesso/
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #41 em: Fevereiro 28, 2021, 05:17:21 pm »
 
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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #42 em: Julho 14, 2021, 02:33:09 pm »
 

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Vitor Santos

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #43 em: Julho 15, 2021, 01:56:49 am »
Operação Santa Maria 1/2021


O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou a segunda fase da Operação Santa Maria 1/2021, que ocorreu de 27 de maio a 18 de junho, no Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), em Alcântara (MA). O IAE e o CLA são subordinadas ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e participam do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

A Operação faz parte do desenvolvimento do Projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) e teve como objetivo a integração de um motor-foguete S50, carregado e inerte, com massa total de aproximadamente 13 toneladas, na Mesa de Lançamentos da Torre Móvel de Integração (TMI) do CLA. A atividade serviu de preparação para futuros lançamentos dos veículos VS-50 e VLM-1, que são desenvolvidos pelo Projeto VLM-1.

Segundo o Diretor do IAE, brigadeiro-do-ar Cesar Augusto O’Donnell Alvan, a realização da operação demandou meses de planejamento e envolveu diversos setores do IAE. “Foi realizado desde o projeto e desenho de todas as interfaces e sistemas, seguido pela análise estrutural, fabricação, metrologia e ensaios preliminares de integração no IAE, realizados em 2020. Já em Alcântara (MA), a Operação permitiu o primeiro exercício completo de transporte, montagem e integração do motor S50 Inerte no ambiente operacional”, destacou.


De acordo com o gerente do Projeto VLM-1, major-engenheiro Rodrigo César Rocha Lacerda, o motor S50 inerte utilizado na missão possui as mesmas dimensões e massa de um motor ativo. “Ele foi carregado com propelente real, de forma que toda a operação de embarque do motor na aeronave C-130 Hércules da FAB, em São José dos Campos (SP), o transporte e o desembarque no CLA, foi tratada como se o motor S50 estivesse sendo transportado para uma operação de lançamento”, explicou.

Com isso, todos os equipamentos de suporte em solo, Mechanical Ground Support Equipaments (MGSE), desenvolvidos para o motor S50, puderam ser testados como se fossem um motor ativo, o que foi importante para o treinamento das equipes que, futuramente, irão operar nos lançamentos dos veículos VS-50 e, posteriormente, do VLM-1. Foram testados equipamentos como, por exemplo, o dispositivo de transporte, a carreta rodoviária, a carreta industrial de integração e o sistema de basculamento e de içamento do motor.


Para que esta integração fosse possível, o IAE teve de desenvolver novos sistemas e realizar adaptações na Mesa de Lançamentos da TMI como, por exemplo, um sistema pneumático de fixação do veículo, que também foi instalado e testado em conjunto com a montagem final do motor S50 na Torre.

Outra preocupação da equipe foi instrumentar o motor S50 inerte durante toda a operação, com sensores capazes de medir os níveis de vibração aos quais o motor real estará sujeito, nas fases de movimentação, transporte e integração, durante a operação de lançamentos. Ao final da operação, o motor S50 inerte foi transportado de volta para o IAE, onde outros testes serão realizados.

Projeto VLM-1

O Projeto VLM-1 é desenvolvido em conjunto pelo IAE e pela Agência Espacial Alemã (DLR). A parte brasileira do projeto é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e compreende, primeiramente, o desenvolvimento do veículo suborbital VS-50, para qualificação em voo do motor S50, das redes elétricas e pirotécnicas e do sistema de guiamento, controle e navegação que, posteriormente, serão empregados no VLM-1, mitigando os riscos técnicos do projeto, de maneira semelhante à estratégia da família de foguetes Sonda empregada com sucesso no passado.


O DCTA, o IAE e a AEB planejam, ainda, mais uma Operação em novembro de 2021, e outra em agosto de 2022. As atividades visam integrar os demais sistemas necessários para o lançamento do VS-50 V01, planejado para ocorrer no final de 2022.

Em relação ao projeto, o Veículo Lançador de Microssatélites – 1 (VLM-1) objetiva atingir os objetivos previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o segmento de veículos lançadores, dentre eles assegurar por completo o ciclo de acesso ao espaço. O veículo é um lançador de satélites, que terá a capacidade de colocar cargas úteis (30 kg) em órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês).

A Operação Santa Maria 1/2021 contou com o apoio de diversas Organizações do DCTA e do COMAER, tais como:  o 1º/1ºGT no Transporte de ida/volta do motor S50, o 5º/8º GAv no sobreaviso de EVAM (Evacuação Aeromédica), o CTLA (Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica) no apoio para movimentação do motor S50 em São José dos Campos, o IFI (Instituto de Fomento e Coordenação) e o GAP-SJ (Grupamento de Apoio de São José dos Campos), entre outras Organizações.

Atualmente, o projeto encontra-se em fase de desenvolvimento, com atividades sendo realizadas no IAE, no DLR (Centro Aeroespacial Alemão) e na indústria nacional. A empresa Avibras, por exemplo, é responsável pelo fornecimento de seis motores S50, sendo: um envelope motor S50 inerte, empregado com sucesso em outubro de 2018 no ensaio de ruptura, um motor para ensaios estruturais e carregamento inerte, concluídos em outubro de 2019, dois motores S50 para ensaios de queima em banco de provas e dois motores S50 para ensaios em voo do VS-50, assim como os meios mecânicos de solo para manuseio e movimentação do motor.


 :arrow:  FAB
 

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Re: Programa Espacial Brasileiro
« Responder #44 em: Dezembro 17, 2021, 07:42:41 pm »
Sucesso total no teste do 1º Motor Aeronáutico Hipersônico do Brasil


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O ensaio faz parte do desenvolvimento do Projeto PropHiper, Projeto Propulsão Hipersônica 14-X, um dos Projetos Estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB) e coordenado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), realizou, na terça-feira (14), o lançamento para viabilizar o ensaio em voo do 14-X S, primeiro demonstrador brasileiro da tecnologia hipersônica aspirada, conhecida pela sigla em inglês scramjet, por meio da Operação Cruzeiro. O ensaio faz parte do desenvolvimento do Projeto PropHiper, Projeto Propulsão Hipersônica 14-X, um dos Projetos Estratégicos da FAB e coordenado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O 14-X S foi acelerado a uma velocidade próxima a Mach 6 (seis vezes a velocidade do som), a mais de 30 km de altitude, por meio de um Veículo Acelerador Hipersônico (VAH).Após a realização do ensaio, o conjunto seguiu a trajetória prevista, atingindo o apogeu em 160 Km, percorrendo um total de 200 km de distância, até seu impacto numa área segura no Oceano Atlântico.

Além do CLA, o Centro de Lançamento de Barreira do Inferno (CLBI) atuou como Estação Remota de Rastreamento. Com esse primeiro ensaio, o Brasil ingressa, de maneira definitiva, no seleto grupo de nações que detém o conhecimento técnico e os meios para projetar, construir, lançar e rastrear um sistema hipersônico aspirado.


O Projeto PropHiper teve início em 2006, e visou capacitar o Brasil na área estratégica e prioritária da hipersônica, em atendimento à Estratégia Nacional de Defesa (END), por meio da operação em voo de um sistema com propulsão hipersônica aspirada (tecnologia de propulsão scramjet). Para cumprir seus objetivos, o projeto foi dividido em quatro grandes metas, associadas, respectivamente, aos ensaios em voo dos demonstradores de tecnologia designados como:

I. 14-XS: demonstração em voo ascendente balístico da combustão supersônica;

II. 14-XSP: demonstração em voo ascendente balístico da propulsão hipersônica aspirada;

III. 14-XW: demonstração em voo planado (sem propulsão) de um veículo hipersônico controlável e manobrável com sistemas de guiamento, navegação e controle (GNC), emprego de materiais avançados, durante o voo hipersônico na estratosfera; e

IV. 14-XWP: demonstração em voo autônomo de um veículo hipersônico controlável e manobrável com propulsão hipersônica aspirada ativa.

Até o presente momento foram capacitados recursos humanos, construídos laboratórios e túneis de vento hipersônico (únicos na América Latina), além da realização de diversos ensaios em laboratório. O Nível de Maturidade Tecnológica da tecnologia de propulsão scramjet nacional é atualmente TRL 6, significando que a tecnologia constitui um protótipo totalmente funcional, sendo qualificado e aceito para operação em ambiente relevante, ou seja, fora do ambiente laboratorial. Após a Operação Cruzeiro, a tecnologia de propulsão hipersônica avançará para o TRL 7, com a comprovação e demonstração de seu funcionamento em ambiente relevante (voo atmosférico).

De acordo com o Coordenador Geral da Operação, Coronel Aviador Eduardo Viegas Dalle Lucca a realização da Operação Cruzeiro permitiu ao País dar um salto qualitativo no domínio da tecnologia hipersônica aspirada. Ressaltou, ainda, o ineditismo de lançar uma carga útil tecnológica nacional, empregando um veículo totalmente idealizado e fabricado no Brasil e usando a infraestrutura e meios operacionais dos nossos centros de lançamento. “A sinergia dos vários atores evidenciou a capacidade do DCTA de realizar um ensaio em voo desse nível de complexidade. Além disso, deixamos uma equipe qualificada e preparada para os novos desafios”, destacou o Coordenador Geral.

“O Centro de Lançamento de Alcântara ao receber uma operação de grande porte como a Cruzeiro se habilita cada vez mais para receber as empresas estrangeiras e consolidar a capacidade operacional do Brasil no segmento solo do Programa Espacial Brasileiro”, afirma o Coronel Aviador Marcello Corrêa de Souza, Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara.

Para o Diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), Coronel Engenheiro Fábio Andrade de Almeida, “testar tecnologias hipersônicas em condições reais de voo é o auge das pesquisas que são desenvolvidas no IEAv. Sistemas inerciais e sensores de imageamento concebidos no laboratório do Instituto já realizaram ensaios em voo bem sucedidos em aeronaves e veículos suborbitais. Na Operação Cruzeiro, testamos um motor aeronáutico em voo hipersônico utilizando o hidrogênio como combustível, algo inédito na aviação nacional”.

O Diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Brigadeiro do Ar César Augusto O’Donnell Alván, ressaltou que o desenvolvimento do Veículo Acelerador Hipersônico pelo IAE, para viabilizar o lançamento do 14-X S, demonstrou que as tecnologias espaciais dominadas pela FAB são pilares indispensáveis para a inserção do Brasil em novos projetos espaciais. E demonstrou, mais uma vez, a capacidade da FAB em superar desafios de grande complexidade tecnológica.

 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2021/12/17/sucesso-total-no-teste-do-1o-motor-aeronautico-hipersonico-do-brasil/