A China Como Futura Ameaça?

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #345 em: Fevereiro 04, 2023, 05:24:21 pm »
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #346 em: Março 01, 2023, 03:48:38 pm »
 

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dc

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #347 em: Março 01, 2023, 06:18:54 pm »
Portugal e Espanha também têm territórios a reclamar então.  :mrgreen:
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #348 em: Março 05, 2023, 06:20:34 pm »
 

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asalves

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #349 em: Março 09, 2023, 03:21:36 pm »
https://www.aljazeera.com/features/2023/1/24/is-chinas-high-growth-era-over
Is China’s high-growth era over – forever?

A contagem decrescente começou? Pessoalmente acho que a queda vai ser estrondosa, com nível de corrupção e organização que eles tem quando o dinheiro acabar vai dar asneira.

E o problema (para eles) é que muitas empresas já estão a antecipar as consequências do "expansionismo" Chinês e há cada vez mais empresas a deslocar as suas fábricas para outras partes do globo, o que a meu ver vai agravar mais ainda o problema.

Pode ser que o fraco desempenho económico aliado a capacidade dissuasora que está a aumentar dentro da NATO e o resto do "Ocidente" ("graças" aos efeitos da guerra na Ucrânia) e até mesmo os vizinhos do mar da China seja o suficiente para dissuadir os lideres Chineses a uma aventura com consequências imprevisíveis. Ou que a contestação Social depois de não haver dinheiro para mordomias leve o regime a mudar de linha ideológica.
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #350 em: Março 11, 2023, 05:11:39 pm »
 

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Daniel

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #351 em: Março 14, 2023, 12:23:19 pm »
China adverte Austrália, EUA e Reino Unido após acordo sobre submarinos nucleare
https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/china-adverte-australia-eua-e-reino-unido-apos-acordo-sobre-submarinos-nucleares?ref=HP_CMaoMinuto
Citar
A China avisou esta terça-feira que os Estados Unidos, Austrália e Reino Unido continuam num "caminho errado e perigoso", após Camberra anunciar a compra de submarinos norte-americanos movidos a energia nuclear para modernizar a sua frota.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Wang Wenbin disse que o acordo, designado AUKUS -- acrónimo para Austrália, Reino Unido e Estados Unidos -- é resultado de uma "mentalidade típica da Guerra Fria" que "vai apenas motivar uma corrida armamentista, prejudicar o regime internacional de não-proliferação nuclear e prejudicar a estabilidade e a paz regional".

"A última declaração conjunta emitida pelos EUA, Reino Unido e Austrália mostra que os três países estão a seguir um caminho errado e perigoso para os seus próprios interesses geopolíticos, ignorando completamente as preocupações da comunidade internacional", disse Wang, em conferência de imprensa.

O presidente dos EUA, Joe Biden, voou para San Diego, no estado da Califórnia, para se encontrar com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak.

Os chinocas não gostam quando lhe começam a morder os calcanhares. 8)
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #352 em: Março 26, 2023, 03:38:38 pm »
COMO A CHINA ESTÁ A DOMINAR A AMÉRICA LATINA


 

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Lightning

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #353 em: Abril 07, 2023, 10:16:58 am »
Descobri este documentário à uns tempos e achei interessante. Os franceses sempre fizeram bons documentários.

https://www.rtp.pt/play/p11524/e680373/la-chine-au-fil-des-rails

Não é nada de estratégia, mas vendo isto podemos perceber que os chineses querem ser admirados, tem um episodio que fala das cidades modernas de 10 milhões ou mais, como são avançadas, etc, outro episodio fala nos comboios de alta velocidade chineses, outros episódios são sobre a grande história da china, a cidade proibida, a grande muralha, como são uma cultura milenar.

Não me parece que eles queiram deitar tudo a perder numa guerra total e nuclear contra os EUA, mas não descardo uma pequena guerra localizada, ou hibrida.

Faz-me lembrar o pensamento chinês do tempo imperial, os chineses não precisam de ir pelo mundo fora, os outros é que tem que cá vir, prestar vassalagem e admiração pela grande civilização e Império chinês.
« Última modificação: Abril 07, 2023, 10:21:06 am por Lightning »
 
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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #354 em: Abril 11, 2023, 11:14:36 pm »
EUA abrem base de US Marines em Guam, deve vir a possuir 5.000 militares, muitos provenientes de Okinawa, Japão.

https://www.marinecorpstimes.com/news/your-marine-corps/2023/01/28/marine-corps-officially-opens-guam-base-with-an-eye-toward-china/



« Última modificação: Abril 11, 2023, 11:29:49 pm por Lightning »
 
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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #355 em: Abril 18, 2023, 05:17:41 pm »
 

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Cabeça de Martelo

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #356 em: Maio 30, 2023, 05:49:46 pm »
Inside the US military’s modern ‘island hopping’ campaign to take on China
History doesn't repeat itself, but it often rhymes.

BY JEFF SCHOGOL



In a war against China, tiny islands could become strategic strong points for the U.S. military’s advance across the Pacific Ocean for the first time since World War II.

The Marine Corps’ Expeditionary Advanced Base Operations concept, for example, calls for putting small numbers of forces on “a series of austere, temporary locations ashore or inshore,” an August 2021 Marine Corps story explaining the concept says. The story includes a diagram showing how Marines would move from ships onto islands using MV-22B Ospreys and CH-53 heavy-lift helicopters.

Once again, U.S. troops could be called upon to land on East Asian islands if a war with China broke out, Task & Purpose has learned.

But there are also several key differences between the island-hopping campaign from 1942 and 1945 and how the U.S. military would respond to a Chinese invasion of Taiwan, which is often cited as the likeliest scenario that would spark a war between the United States and China.

Subscribe to Task & Purpose Today. Get the latest in military news, entertainment, and gear in your inbox daily.

Rather than invading and clearing islands such as Saipan and Tinian, U.S. troops would likely set up airfields and air defense systems on them and then defend those islands against Chinese air and missile attacks, said Dean Cheng, a China expert with the conservative Heritage Foundation think tank in Washington, D.C.

“These are islands that aren’t even defended,” Cheng told Task & Purpose. “It’s an interesting way of thinking about it: Island hopping, not so much storming the beaches of Iwo Jima as trying to keep an airbase open,” Cheng said.

First, however, U.S. ships and troops would have to fight their way across the Pacific Ocean, and they would likely take casualties along the way, Cheng said. Just to get from Hawaii to Guam, U.S. forces would have to brave Chinese DF-26 intermediate ballistic missiles, air-launched cruise missiles, submarines, and possibly Chinese merchant ships armed with missiles.

Chinese special operators could infiltrate Saipan and other islands before U.S. troops landed to provide reconnaissance, identify targets for missile strikes, and even launch their own attacks on airfields to kill as many pilots and maintainers as possible, he said.


“The Marines lost more aircraft and aircrew in Afghanistan from that one attack on the airbase than in all of the fighting of the previous seven years,” Cheng said, referring to the Taliban’s 2012 attack against Camp Bastion, which killed two Marines, injured 17 others, and severely damaged six AV-8B Harriers and one C-130.

During World War II’s island-hopping campaign, soldiers, Marines, and sailors had to annihilate Japanese resistance on a series of progressively better-fortified islands.

The Marine Corps in particular faced hard fights on Pacific islands such as Iwo Jima, where nearly 7,000 Marines were killed and another 20,000 were wounded in the bloodiest battle in the Corps’ history.

When Task & Purpose asked the commander of Marine Corps Combat Development Command in February how many U.S. troops would be killed and wounded in a war against China, he indicated that he did not expect the number of casualties to rise to World War II levels.

“We’re not doing an Iwo Jima again, right – that needs to be clear,” said Lt. Gen. Karsten Heckl, who is also deputy commandant for combat development and integration. “It’s not what we’re talking about.”


FILE - U.S. Marines of the 28th Regiment, 5th Division, raise the U.S. flag on Mt. Suribachi, Iwo Jima, Feb. 23, 1945. Strategically located only 660 miles from Tokyo, the Pacific island became the site of one of the bloodiest, most famous battles of World War II against Japan. (AP Photo/Joe Rosenthal, File)
U.S. Marines of the 28th Regiment, 5th Division, raise the U.S. flag on Mt. Suribachi, Iwo Jima, Feb. 23, 1945. (AP Photo/Joe Rosenthal, File)
Instead, Marine Corps Commandant Gen. David Berger’s plan to redesign the force calls for Marines to operate from Expeditionary Advanced Bases inside the range of enemy missiles and other defenses.

The term “Expeditionary Advanced Bases” is intentionally vague so that adversaries cannot be sure which forces are ashore and which are embarked on ships, according to a 2018 Marine Corps Warfighting Lab, Concepts & Plans Division paper about the concept.

“Historically, advanced naval bases have frequently been found astride straits or on islands,” the paper says. “It is appropriate to think of future EABs being similarly situated, but the expeditionary advanced ‘base’ is purposefully ill-defined in terms of its perimeter and specific geographic location. ‘Amorphous’ is an apt description of how we wish EABs to appear to adversaries.”

The Expeditionary Advanced Base Operations concept envisions small numbers of Marines managing to operate undetected from islands, from which they can fire anti-ship missiles, collect intelligence, and possibly coordinate long-range strikes from ships and aircraft, said Stacie Pettyjohn, director of the defense program at the Center for a New American Studies think tank in Washington, D.C.

Unlike World War II, the Marines would not have to fight for the islands that they would use as bases, and they would likely come ashore in small units such as companies rather than divisions, Pettyjohn told Task & Purpose. The Marines would also not occupy islands indefinitely.

“They might want to be on an island for a while because they want to control this particular water or be able to have the ability to keep controlling it, but they would be trying to move around and make sure that they are hidden and hard to target,” Pettyjohn said.

Should the United States go to war with China, the Marines could try to establish expeditionary bases in the Philippines or on the Ryukyu Islands between Taiwan and Japan, she said.

“They’re not going to be able to reach Taiwan itself, but those are chokepoints and gateways to the broader Pacific, where they might want to bottle up the Chinese fleet and make sure the PLAN [People’s Liberation Army Navy] doesn’t get out into the open ocean, where it could move towards Guam and Hawaii and the West Coast,” Pettyjohn said.

While the Marines are looking at how they could occupy islands as part of a future military campaign, it is clear they want to avoid any comparisons to the Corps’ bloody slog through the Pacific in World War II.

“The historical comparison to the World War II island-hopping campaign, while appealing, is inaccurate,” Marine Corps spokesman Maj. Jim Stenger told Task & Purpose. However, an August 2021 Marine Corps news release made a direct connection between island hopping during World War II and EABO, calling it a “modern island hopping campaign.”

“Force Design 2030 is an iterative process and through our campaign of learning we are developing a host of capabilities that will support the Joint Force throughout the world,” Stenger said. “A future conflict will require a Marine Corps that can conduct distributed operations, while sensing and making sense of the operating environment for the Joint Force.”

Expeditionary Advanced Base Operations also represent part of the Marine Corps’ capabilities to support the entire U.S. military, including Amphibious Ready Groups and Marine Expeditionary Units (MEUs), Stenger said.

“In the future, MEUs will possess both traditional and Expeditionary Advanced Base capabilities that can deploy with non-standard Amphibious Ready Groups,” Stenger said.

It’s also worth noting that there is a popular saying: History never repeats itself, but it often rhymes. In that vein, there are some parallels between Expeditionary Advanced Base Operations and World War II, if not the island-hopping campaign, specifically.

Navy strategy expert Steven Wills said he sees similarities between Expeditionary Advanced Bases and the Marine Corps’ base defense forces on Wake Island and Midway in 1941 and 1942.

At Wake Island, for example, the Marines had 5-inch naval guns and a few aircraft to attack the Japanese, said Wills, a retired Navy lieutenant commander who is now with CNA, a federally funded research and development center.

“The Marines envision today an aviation component to Expeditionary Advanced Base ops and some sort of a modern artillery component – in this case, surface-to-surface cruise missiles: some way that they can get into a maritime fight and sink ships, create strongpoints that an opponent’s maritime forces would have to go around or engage,” Wills told Task & Purpose. “I think that looks a lot like those base defense forces that were created before the Second World War. The Marines haven’t strayed too far from the heritage here. They’ve just got more modern concepts and systems to go with it.”

https://taskandpurpose.com/news/military-china-taiwan-world-war-ii-pacific/?amp
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #357 em: Junho 07, 2023, 12:25:29 pm »
Estes podem ser os melhores navios de guerra do mundo. E não são americanos



Mas Washington, dizem os especialistas, tem algo que Pequim não tem: aliados na Coreia do Sul e no Japão que estão a construir alguns dos equipamentos navais da mais alta especificação - e acessíveis
É um problema crescente que deixa os comandantes navais dos Estados Unidos a coçar a cabeça: como acompanhar a frota de navios de guerra em constante expansão da China.

Não só a marinha chinesa já é a maior do mundo, como a sua vantagem numérica sobre a norte-americana está a aumentar, tendo o chefe da Marinha dos EUA avisado recentemente que os estaleiros navais do país simplesmente não conseguem acompanhar o ritmo. Alguns peritos estimam que a China pode construir três navios de guerra no tempo que os EUA levam a construir um.

Esta é apenas uma das preocupações, a par da crescente agressividade de Pequim no Mar do Sul da China e em torno de Taiwan, que provavelmente pesou na mente do secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, quando se juntou a altas individualidades militares de toda a região na cimeira Shangri-La Dialogue, que teve lugar no fim de semana em Singapura.

A possibilidade de um avanço em qualquer uma destas questões foi, desde logo, reduzida, sobretudo porque a China rejeitou claramente uma proposta dos EUA para que Austin se encontrasse com o seu homólogo chinês Li Shangfu

Mas os especialistas que falaram com a CNN antes da cimeira dizem que uma solução potencial para uma delas - a vantagem numérica da frota chinesa - está ao alcance, se os EUA estiverem preparados para pensar fora da caixa.

Washington, dizem, tem algo que Pequim não tem: aliados na Coreia do Sul e no Japão que estão a construir alguns dos equipamentos navais da mais alta especificação - e acessíveis.

A compra de navios a estes países, ou mesmo a construção de navios concebidos pelos EUA nos seus estaleiros, poderia ser uma forma rentável de colmatar o fosso para a China, dizem.

Os seus navios de guerra estão "certamente à altura dos seus homólogos (chineses)", diz Blake Herzinger, investigador do centro de estudos United States Studies Center in Australia.

Os projetistas de navios de guerra japoneses "estão entre os melhores do mundo", sublinha Carl Schuster, antigo diretor de operações do Centro Conjunto de Informações do Comando do Pacífico dos EUA, no Havai.

Ambos os países têm tratados de defesa mútua com os EUA, por isso, porque é que os EUA não se associam a eles para superar a China?

O problema é que, atualmente, a legislação norte-americana impede a sua Marinha de comprar navios construídos no estrangeiro - mesmo de aliados - ou de construir os seus próprios navios em países estrangeiros, devido a preocupações de segurança e ao desejo de proteger a indústria de construção naval americana.

Schuster, Herzinger e outros fazem parte de um grupo crescente de especialistas que dizem que talvez seja altura de repensar essa lei para dar aos EUA vantagem na batalha pelos mares.



Um desafio para os famosos Type 055 da China
O Pentágono estima que a marinha chinesa tenha atualmente cerca de 340 navios de guerra, enquanto os EUA têm menos de 300. O Pentágono considera que a frota chinesa aumentará para 400 nos próximos dois anos, enquanto a frota americana levará até 2045 para atingir os 350.

Mas não é apenas a crescente grandeza da marinha chinesa que tem suscitado preocupações. Alguns dos navios que a China está a produzir têm, sem dúvida, maior poder de fogo do que alguns dos seus homólogos americanos.

Veja-se o caso do Type 055 da China, para muitos o primeiro contratorpedeiro do mundo.

Com 12.000 a 13.000 toneladas, o Type 055 é maior do que os contratorpedeiros típicos (está mais próximo da classe de cruzadores Ticonderoga da Marinha dos EUA) e tem um poder de fogo formidável.

Tem 112 células do sistema de lançamento vertical (VLS) que disparam mísseis terra-ar e antinavio, o que é mais do que as 96 do mais recente contratorpedeiro da classe Arleigh Burke da Marinha dos EUA. Também possui sofisticados sistemas de armas de rádio e antissubmarinos.

E a China está a produzi-los. Começou a construir os Type 055 em 2014 e encomendou recentemente o seu oitavo navio, o Xianyang. O trabalho dos EUA nos seus contratorpedeiros da classe Zumwalt tem sido muito mais lento; a construção começou cinco anos antes, mas apenas dois entraram em serviço.

Mas alguns analistas ocidentais dizem que o Type 055 está em pé de igualdade com os contratorpedeiros da classe Sejong, da Coreia do Sul.

Com 10.000 a 12.000 toneladas, os Sejong são ligeiramente mais pequenos do que os Type 055 da China, mas têm mais poder de fogo, com 128 células VLS e armas que incluem mísseis terra-ar, antissubmarinos e de cruzeiro

Os três Sejong, que custaram cerca de 925 milhões de dólares cada (865 milhões de euros), são o orgulho da frota sul-coreana.

"Com este único navio, (a Marinha sul-coreana) pode enfrentar várias situações simultâneas - antiaérea, antinavio, antissubmarino, antissuperfície - e defender-se de mísseis balísticos", garante a Defesa do país.

O almirante sul-coreano reformado Duk-ki Kim, o primeiro a comandar um Sejong, diz que é mais do que um adversário à altura do Type 055 da China.

"A China está a concentrar-se mais na quantidade e na competitividade dos preços do que na qualidade dos seus navios", afirma Kim, agora vice-presidente da associação coreana de estudos militares, à CNN



Alta especificação, baixo custo
O Japão também tem contratorpedeiros de "classe mundial", assinala Alessio Patalano, professor de guerra e estratégia no King's College, em Londres.

Os mais recentes contratorpedeiros da classe Maya do país estão armados com 96 células VLS que podem disparar mísseis antibalísticos e antissubmarinos, enquanto a "qualidade dos seus sensores e sistemas está no topo do espectro", segundo Patalano.

Em novembro passado, os Maya demonstraram a sua capacidade de destruir mísseis balísticos.

Essas 96 células VLS colocam os Maya em pé de igualdade com os mais novos Arleigh Burke dos EUA, mas há uma diferença crucial entre eles: os Arleigh Burkes custam 2,2 mil milhões de dólares (2 mil milhões de euros); os Maya custam menos mil milhões de dólares.

Por outras palavras, os Maya representam tanto "quantidade como qualidade": são de alta especificação, de custo (relativamente) baixo e podem sair das linhas de produção a grande velocidade.

"Se a construção naval chinesa está a mostrar uma capacidade notável de produção em massa, a japonesa está a liderar o caminho da qualidade acessível numa escala maior do que a maioria das potências navais, sem sacrificar os tempos de entrada em serviço. Este equilíbrio e experiência são uma verdadeira vantagem", argumenta Patalano.

E não se trata apenas dos Maya. Veja-se o caso das fragatas japonesas da classe Mogami; navios de guerra rápidos e furtivos de 5.500 toneladas com 16 células VLS que disparam mísseis terra-ar e antinavio. Tudo isto com uma tripulação de 90 pessoas e um preço de cerca de 372 milhões de dólares cada (348 milhões de euros).y

m contrapartida, a primeira das fragatas da classe Constellation, em desenvolvimento pela Marinha dos EUA, deverá custar três vezes mais e exigir o dobro da tripulação. Esta situação não é a ideal, uma vez que a Marinha norte-americana está a ter dificuldades em recrutar pessoal - o vice-chefe de operações navais dos EUA afirmou que é provável que não atinja o seu objetivo de recrutamento de 6.000 pessoas este ano - embora se espere que as Constellation tenham o dobro das células VLS das Mogami.

As comparações de custos com os Type 055 da China são mais difíceis devido à opacidade do sistema chinês; as estimativas dos seus custos variam entre os 925 milhões (865 milhões) e os 2,6 mil milhões de dólares cada (2,4 mil milhões de euros).



Uma arma secreta asiática
O que está a tornar os estaleiros sul-coreanos e japoneses tão competitivos?

As derrapagens de custos, endémicas nos contratos de defesa dos EUA, não são comuns no Japão, sublinhou Schuster, porque - ao contrário dos EUA - os fabricantes são praticamente obrigados a manterem-se fiéis às suas estimativas.

A proposta de um construtor naval japonês é um dado adquirido. Se terminarem o projeto abaixo do custo previsto, têm um lucro maior. Se houver atrasos e erros, o construtor tem de os corrigir a expensas próprias", explica Schuster.

Esta abordagem é "muito mais sensata" do que a dos EUA, considerou, apontando os alegados problemas com os contratorpedeiros e navios de combate litorais da classe Zumwalt, que levaram o Pentágono a gastar milhares de milhões em plataformas que, segundo os críticos, a Marinha dos EUA não sabe o que fazer com elas.

Os três contratorpedeiros Zumwalt da Marinha dos EUA foram avaliados em cerca de 8 mil milhões de dólares cada um (7,5 mil milhões de euros), mas não se sabe como se integram no resto da frota.

Entretanto, alguns dos navios de combate litorais dos EUA, que custam mais de 350 milhões de dólares cada (327 milhões de euros), deverão ser desativados antes de terem cumprido um terço da sua vida útil.



É altura de repensar?
Todos estes navios japoneses e sul-coreanos foram concebidos para incorporar a tecnologia, as armas, os radares espiões e o sistema de comando e controlo Aegis dos Estados Unidos.

Em parte, isto é para que as duas marinhas possam operar sem problemas ao lado da congénere americana, como fizeram em exercícios conjuntos no início deste ano.

Mas então, se os navios americanos, japoneses e sul-coreanos utilizam tecnologia semelhante e podem operar em conjunto, porque é que a lei impede os EUA de construírem alguns dos seus navios em estaleiros japoneses e sul-coreanos?

A proibição não tem apenas a ver com preocupações de segurança. Tem também como objetivo manter os postos de trabalho e as competências no setor da construção naval dos EUA.

Em 2019, a atividade económica total associada à indústria de construção naval dos EUA representou quase 400.000 postos de trabalho e contribuiu com 42,4 mil milhões de dólares (40 mil milhões de euros) para o PIB, de acordo com a Administração Marítima, com 154 estaleiros espalhados por 29 Estados classificados como construtores navais ativos e mais de 300 envolvidos em reparações navais ou capazes de construir navios.

Os militares dos EUA são uma importante fonte de procura para estes construtores navais; embora menos de 3% dos navios entregues em 2020 tenham ido para agências governamentais, 14 dos 15 grandes navios de calado profundo foram para uma combinação da Marinha dos EUA e da Guarda Costeira dos EUA.



Uma decisão difícil de tomar
Qualquer medida que possa ser entendida como uma ameaça a uma indústria tão importante seria, por conseguinte, politicamente difícil. Os representantes da construção naval argumentam que é necessário gastar mais na indústria nacional, e não menos, tendo recentemente afirmado ao Congresso que o maior problema que os estaleiros enfrentam é atrair e manter uma força de trabalho de qualidade, de acordo com o USNI News, do Instituto Naval dos Estados Unidos.

"A Marinha tem atualmente um número significativo de navios em construção e sob contrato em vários estaleiros. Também fizemos e continuamos a fazer investimentos significativos nos nossos estaleiros para aumentar e maximizar a capacidade. A Marinha está empenhada em fornecer uma força naval pronta, modernizada e capaz, que continue a ser o principal instrumento de controlo do mar da nação, tanto agora como no futuro", indica o porta-voz da Marinha dos EUA, Travis Callaghan

Os analistas, embora admirem as capacidades de construção naval do Japão e da Coreia do Sul, dizem que levá-los a construir navios para os EUA seria um passo demasiado longo.

Falando à margem da cimeira Shangri-La Dialogue, Nick Childs, membro sénior de estudos navais do IISS [Instituto Internacional de Estudos Estratégicos], disse que a cooperação dos EUA com os seus aliados já está a mudar a trajetória do poder naval na Ásia, afastando-o da China.

Há "uma nova fase de equilíbrio marítimo" na região que está lentamente a voltar a favorecer Washington, apontou Childs. No entanto, ele não acha que a resposta seja construir navios americanos no exterior.

"Penso que a resposta é aprender com a forma como eles o fazem, em vez de os obrigar a fazê-lo por nós", defendeu.

Ainda assim, os defensores da subcontratação dizem que recorrer à ajuda de aliados é uma solução mais imediata - e sublinham que os EUA já subcontratam projetos no estrangeiro; as suas fragatas da classe Constellation têm por base um projeto italiano e o Japão tem sido apontado como uma possível fonte para futuros projetos.

Mas Schuster considera que os projetos não são suficientes - os EUA precisam de mais navios agora.

"Uma vez que a disponibilidade dos estaleiros navais é escassa nos Estados Unidos, a realização de uma parte desse trabalho no Japão resolveria o problema até que os Estados Unidos pudessem renovar e expandir os seus estaleiros navais - um processo de dez anos, na opinião da maioria dos analistas de defesa", diz Schuster.

O almirante sul-coreano aposentado Kim acha que a parceria na construção naval oferece "uma vantagem para todos".

Herzinger também acha que é tempo de repensar a lei.

O Japão e a Coreia do Sul "constroem navios de altíssima qualidade, dentro do prazo e do orçamento, duas coisas que (os EUA) perderam a capacidade de fazer", conclui Herzinger.
 
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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #358 em: Junho 11, 2023, 11:51:29 pm »

The US is expanding its presence in the Philippines. Up to 9 bases and counting
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #359 em: Junho 14, 2023, 04:52:53 pm »