F-16 Fighting Falcon para a FAB??

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Claust

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« Última modificação: Junho 14, 2024, 07:50:17 pm por Vitor Santos »
 

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Re: F16 para a FAB
« Responder #1 em: Junho 13, 2024, 10:20:11 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Re: F16 para a FAB
« Responder #2 em: Junho 13, 2024, 12:36:12 pm »
O que eu me vou divertir a ver alguns "jornalistas" a engolirem sapos...

 :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
 

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Re: F16 para a FAB
« Responder #3 em: Junho 13, 2024, 03:29:52 pm »
Só é novidade para alguns foristas e jornalistas brasileiros. Já nos tempos do Lula eram os F5 comprados e modernizados, regados a Mirage 2000.  :-P

https://www.aeroflap.com.br/ha-10-anos-o-mirage-2000-voava-pela-ultima-vez-na-fab/



Saudações

P.S. O problema tem a ver sobretudo com o envelhecimento das células dos F5M. Não existe tempo nem dinheiro para Gripen. Mais que previsível e só era novidade para quem está a dormir.  :-P

https://www.aereo.jor.br/2023/04/30/o-plano-de-desativacao-dos-cacas-northrop-f-5-da-forca-aerea-brasileira/





https://www.aereo.jor.br/2024/06/12/segundo-o-janes-fab-pode-decidir-sobre-a-compra-de-f-16-usados-ate-o-final-do-ano/

Citar
Em 2014, a FAB selecionou o caça  Gripen E da sueca SAAB, formalizando um acordo para a aquisição de 36 aeronaves. Era amplamente esperado que um segundo lote de 36 unidades fosse encomendado para mobiliar outros esquadrõesde de caça que  ainda empregam F-5EM Tiger II ou A-1M. Ainda segundo o portal, o financiamento insuficiente levou a FAB a procurar opções mais baratas para substituir seus antigos aviões de combate.

Saudações
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Re: F16 para a FAB
« Responder #4 em: Junho 13, 2024, 09:02:15 pm »
Olás.

Hora de refazer aquela pergunta que postei a tempos atrás (espero que bem redactada desta vez para não causar confusão, pelamordedeus!):

Onde estarão os 28 F16A/B MLU da FAP?

Porque os prazos mais ou menos batem: ali pelo fim da década a FAP estará com os F-35 'no forno' e a FAB baixando seus últimos F-5 e precisando fazer número.

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Vitor Santos

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Re: F16 para a FAB
« Responder #5 em: Junho 14, 2024, 06:54:02 pm »
Resposta da Força Aérea Brasileira sobre a possibilidade de aquisição de caças F-16 Fighting Falcon


Citar
A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que está levantando dados para a realização de um estudo sobre a possibilidade de aquisição de aeronaves de caça usadas F-16 Fighting Falcon. A análise, no entanto, não guarda relação com as capacidades da aeronave F-39 Gripen.

Destaca-se, ainda, que, até o momento, não estão sendo realizadas negociações com governos ou empresas, nem foram definidas quantidades ou versões. As únicas interações realizadas sobre o tema tiveram como objetivo o levantamento de dados.

Atenciosamente,

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
[/b]


 :arrow:  https://www.aereo.jor.br/2024/06/14/resposta-da-forca-aerea-brasileira-sobre-a-possibilidade-de-aquisicao-de-cacas-f-16-fighting-falcon/
 
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Re: F-16 Fighting Falcon para a FAB??
« Responder #7 em: Junho 19, 2024, 06:43:28 am »
E com um governo aliado da Rússia será que os EUA vendem?

Não é que os russos não saibam já tudo sobre o F16 mas pronto...
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Re: F-16 Fighting Falcon para a FAB??
« Responder #8 em: Junho 19, 2024, 12:47:19 pm »
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/06/14/fab-estuda-comprar-cacas-americanos-f-16.ghtml

https://olhardigital.com.br/2024/06/17/carros-e-tecnologia/brasil-pode-desistir-de-cacas-gripen-e-comprar-f-16-usados-conheca-os-modelos/

As informações da segunda matéria ( https://olhardigital.com.br/2024/06/17/carros-e-tecnologia/brasil-pode-desistir-de-cacas-gripen-e-comprar-f-16-usados-conheca-os-modelos/ ) estão repletas de fatos inverossímeis. A FAB não desistiu dos Gripen E e F. Ocorre que os AMX-M e a metade da frota de F-5EM e F-5FM vão dar baixar do serviço ativo até o final de 2025, sem que os 36 + 4 Gripen E e F do contrato atual, mais uma frota complementar de um possível segundo lote, estejam disponíveis para dotar os esquadrões desfalcados de aeronaves.

O F-16 é apenas uma das três opções que a FAB analisa atualmente para ser o "tampão" dos AMX e F-5.
 

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Re: F-16 Fighting Falcon para a FAB??
« Responder #9 em: Junho 19, 2024, 12:51:21 pm »
E com um governo aliado da Rússia será que os EUA vendem?

Não é que os russos não saibam já tudo sobre o F16 mas pronto...

A Índia é uma aliada fidagal da Federação Russa e, nem por isso, deixou de receber ofertas dos norte-americanos de F-18 Super Hornet e F-16V. Sem mencionar que eles operam Chinook, C-17 e AH-64 Apache.
 
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Re: F-16 Fighting Falcon para a FAB??
« Responder #10 em: Junho 19, 2024, 01:02:29 pm »
Recomendo a seguinte análise:

A FAB e o F-16: uma análise realista


Por João Paulo Moralez

Na quarta-feira (12), o mercado de defesa se agitou com a notícia divulgada pelo portal britânico Janes de que o Brasil está buscando a aquisição de caças de 4ª geração Lockheed Martin F-16 usados dos EUA. As negociações, segundo o portal, indicam que o número de exemplares a serem comprados pode chegar a 24 entre as variantes de um e de dois assentos, e que a aquisição pode acontecer ainda em 2024. As aeronaves viriam de estoques da USAF e poderiam entrar em operação em 2026.

Ainda segundo alguns veículos de defesa da imprensa nacional, é cogitado a compra de um reabastecedor KC-135 tendo em vista a incompatibilidade entre os sistemas REVO do F-16 e do KC-390. Todo esse financiamento, caso concretizado, seria por meio do FMS (“Foreign Military Sales”).

Em primeiro lugar, a própria Força Aérea Brasileira (FAB) reconhece a existência dessa intenção, que fica claro na resposta a um pedido de esclarecimentos que fizemos para o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER):

A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que está levantando dados para a realização de um estudo sobre a possibilidade de aquisição de aeronaves de caça usadas F-16 Fighting Falcon. A análise, no entanto, não guarda relação com as capacidades da aeronave F-39 Gripen.

Destaca-se, ainda, que, até o momento, não estão sendo realizadas negociações com governos ou empresas, nem foram definidas quantidades ou versões. As únicas interações realizadas sobre o tema tiveram como objetivo o levantamento de dados.

Apesar de ser uma resposta curta, a mesma traz informações importantes: são F-16, usados e que os estudos e a possibilidade de aquisição não guardam relações com as capacidades do F-39 Gripen.

E o que mais isso significa? Fomos atrás deste tema, conversamos com várias pessoas e fizemos uma análise a seguir.

Cenário atual

No final de 2025, o Brasil deverá aposentar a sua frota de caças Embraer AMX A-1M que hoje operam no 1º/10º GAV “Esquadrão Poker” e no 3º/10º GAV “Esquadrão Centauro”, ambos sediados na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul (RS).

Em 2024, ao completar os seus 35 anos de operação, o AMX ainda se mostra como um vetor estratégico nas missões de emprego ar-solo devido às capacidades avançadas de guerra eletrônica, bélica e de sensores; ao grande alcance; e a elevada robustez para sobreviver à danos de combate.

Hoje, é o único avião de caça da FAB a empregar bombas a laser, designar alvos e realizar o reconhecimento tático, tarefa esta que se mostrou imprescindível até mesmo nas missões de não-guerra quando duas aeronaves do 1º/10º GAV  fizeram o monitoramento de 13 barragens no auge da recente catástrofe que assolou o RS.

Sem um novo avião, uma série de consequências irão impactar a FAB.


Em primeiro lugar, na perda imediata da capacidade avançada de ar-solo do AMX e de massa crítica de recursos humanos altamente treinados, tendo em vista que com o avião fora de serviço, o adestramento é perdido com pilotos sendo designados para voar outros aviões sem essas capacidades.

Em segundo lugar, o fechamento ou hibernação de duas unidades de primeira linha de caça. Se isso se concretizar e, olhando para um passado não muito distante, em praticamente 10 anos quatro esquadrões de caça serão fechados.

Essa trajetória se iniciou em dezembro de 2016 com a desativação do 1º/16º GAV “Esquadrão Adelphi” em Santa Cruz voando o AMX A-1; e do 1º/4º GAV “Esquadrão Pacau” em dezembro de 2021 e que era voltado para a missão de defesa aérea, desenvolvimento de doutrina e atuação como unidade “aggressor” nos exercícios da FAB. Assim, dos quatro esquadrões (caso o Poker e o Centauro sejam desativados), um tinha a missão voltada para ações defensivas e três para ações ofensivas, essa última sendo preponderante num cenário operacional e de guerra.

A perspectiva de curto prazo pressiona a FAB para a tomada de uma decisão rápida com risco de perda operacional e de capacidade.

O caso F-16

Apesar de não ter sido mencionado pela resposta enviada pelo CECOMSAER, os estudos são para preencher a lacuna da desativação dos AMX A-1M, sendo assim, o foco do seu emprego serão as missões ar-solo e de reconhecimento tático. No momento, nenhuma menção foi feita quanto aos armamentos a serem adquiridos, entretanto, o caça é compatível os sistemas Reccelite, Litening e bombas Lizard já empregadas pela FAB, além de outros armamentos como bombas convencionais de emprego geral e os também mísseis ar-ar Pyhton IV e Derby, sistemas esses que fazem parte do acervo da FAB.

Esse cenário também não configura o fim da linha ou coloca em cheque o Gripen, produto do F-X2, nem mesmo significa que o F-16 terá vida longa na FAB uma vez que não se sabe se essa se trata de uma solução temporária, o famoso “tampão”, como já aconteceu com o Mirage 2000 que voou por apenas oito anos na FAB.

Ainda não se sabe qual seria a versão do F-16 a ser adquirida. Tendo o seu desenvolvimento e modernizações estabelecidas pelos chamados blocos (“block”) que adicionam novas capacidades ao caça, trata-se de um produto usado e que provavelmente está com a fadiga estrutural em um estágio mais avançado e que naturalmente não terão décadas de vida em serviço.

Além da fadiga, não se pode comparar as capacidades operacionais do F-16 com a do Gripen da FAB que possui sensores de radar, de aquisição de alvos e de guerra eletrônica muito superiores e avançados. Nesta reportagem falamos um pouco mais desses sistemas do Gripen.

Mesmo que os F-16 tenham sido modernizados, tratam-se de aviões sem radar de varredura  eletrônica ativa e sem Infrared Search and Track (IRST), por exemplo.


Apesar do F-16 não se comparar o Gripen de nova geração, para substituir o AMX e como solução temporária, esta se mostra como das possíveis alternativas para solucionar este problema.

Cenário histórico, problemas e consequências

É injusto aquele que jogar a pedra na FAB pela situação atual. A Força, prevendo o cenário que se descortinaria a partir da chegada do século 21, com planejamento e antecedência, realizou um grande movimento, ainda nos anos 1990, para evitar a desativação “em bloco” de vários projetos de aeronaves e para se manter capacitada e operacional diante dos novos desafios.

Vários programas de aquisição e de modernização foram iniciados, com aquele dedicado para a compra de um novo caça, o F-X, sendo formalmente estabelecido em agosto de 2001.

O F-X determinava que a FAB operaria um vetor padrão para cumprir todas as missões e tarefas da caça. Começando com 12 exemplares e pela premência de tempo, a partir de 2007 o produto do F-X substituiria os Mirage III em Anápolis e cuja desativação já estava marcada para acontecer em dezembro de 2005.

Posteriormente e de forma gradual, substituiria o F-5 e o AMX, tipos esses que já teriam passado por um programa de modernização dando fôlego e fluxo de caixa para a aquisição de novos lotes de aeronaves.

Entretanto, a falta de prioridade e de comprometimento do governo federal ao longo desses anos e as sucessivas crises econômicas pelas quais o Brasil passou resultaram no cancelamento do F-X em fevereiro de 2005.

O que inicialmente se mostrava como um cronograma apertado virou uma emergência exigindo que a FAB buscasse uma solução temporária, um caça tampão, até  que uma solução definitiva fosse encontrada, fato que resultou na compra dos Mirage 2000B/C que começaram a ser entregues em 2006.

Em 2007, quando os aviões do F-X estariam sendo entregues pelo planejamento original estabelecido, o governo relançou a concorrência batizando-a de F-X2.

Naquela altura, os concorrentes eram outros se comparado à primeira edição daquela disputa. A tecnologia havia evoluído e as exigências do cenário de combate também.

Assim como no F-X, o F-X2 tinha como prioridade a transferência de tecnologia para o Brasil. Essas duas palavras, de fato, sempre criaram grande polêmica. Causam longas negociações entre países antes de fecharem um negócio e não são amplamente compreendidas pela sociedade por não ser algo, necessariamente, palpável. É fácil ver a chegada de um avião, mas é difícil enxergar a concretização da transferência de tecnologia pois se trata de conhecimentos adquiridos por meio de treinamentos e trabalhos práticos, por exemplo.

O Brasil, mas principalmente a FAB, mantinham esse tema como palavra de ordem e não abririam mão. Afinal, foi por meio da transferência de tecnologia do programa AMX que o Brasil testemunhou a transformação da Base Industrial de Defesa (BID) nacional, especialmente a do segmento aeronáutico. Sem o AMX, a Embraer não teria adquirido os conhecimentos para desenvolver e produzir a família de jatos regionais ERJ-145. Tamanho foi o sucesso de vendas que o país passou a deter a terceira maior indústria aeronáutica do mundo. Os benefícios do AMX não pararam por aí.

Ao exigir a transferência de tecnologia, o comprador vai pagar mais caro por isso tendo em vista que estruturas serão criadas e capacitações serão proporcionadas para técnicos e engenheiros. O prazo de entrega também fica dilatado, pois não se trata de um produto pronto, de prateleira, que só basta pegar e pagar por ele.

Em 18 de dezembro de 2013, o vencedor do F-X2 foi anunciado pelo governo brasileiro. Era o caça Gripen E/F da sueca Saab, com 36 unidades sendo adquiridas para equipar dois esquadrões na Base Aérea de Anápolis, começando pelo 1º GDA. Reformas, ampliações e modernizações foram incluídas na base para que essa tivesse condições de receber o novo caça.

Além de ser o vetor que supria as capacidades técnicas, logísticas, industriais e operacionais, sendo capaz de transformar a aviação de caça da FAB, era a proposta que mais carregava o fator de transferência de tecnologia. Por ser um programa em desenvolvimento, era o único que abrangia tantas possibilidades de envolvimento da BID brasileira em diversas áreas.

Em dezembro de 2014 foi assinado o contrato do Gripen, seguido pela aprovação do financiamento por parte do congresso nacional em agosto de 2015, dando início prático à execução do programa.

Logo depois, o Brasil entrou em uma nova crise econômica que interferiu no fluxo de pagamentos e consequentemente no cronograma. Não afetaria só do Gripen no futuro, mas outros programas de aquisição e modernização em andamento como o do H225M e do KC-390.

Diante deste cenário complexo, de atrasos e de ameaça à perda da capacidade operacional, resta à FAB tomar medidas para encontrar uma solução imediata, dando fôlego até que todos os F-39 Gripen do primeiro lote sejam entregues e as aquisições dos próximos lotes sejam contratadas.

O programa continua

Opiniões apocalípticas tem sugerido que o Brasil perdeu interesse no Gripen, que está descontente com o programa e alguns casos citam o início do “F-X3”.

Antes de mais nada, o F-X2, que resultou na compra do Gripen, é um programa de Estado, não de governo. Começou no segundo mandato do governo Lula, foi escolhido, teve o contrato assinado e o financiamento aprovado ao longo dos governos Dilma, começou a ser recebido no governo de Bolsonaro, continua em andamento no governo Lula e será mantido pelos próximos anos independente da legenda partidária que assumir a chefia do poder do Executivo.

Assim como no AMX, que recebeu o apelido de F-32 porque custava duas vezes o preço do F-16, novamente é preciso olhar sob a ótica de que o país não está comprando apenas um caça, mas toda uma transferência de tecnologia que incluiu, em São Bernardo do Campo, a linha de montagem de aeroestruturas e o laboratório de sensores; em Gavião Peixoto, um verdadeiro hub de desenvolvimento do programa, o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen, o Centro de Ensaios em Voo do Gripen e a linha de produção final do caça. Além disso, houve a capacitação técnica de mais de 350 profissionais de empresas que compõe a BID. O país sabe o valor estratégico de um programa como este e os benefícios de longo prazo.

O Gripen deverá ser mantido em serviço por pelo menos 40 anos e caso a compra do F-16 seja concretizada, o número ainda será inferior ao necessário.

Mas continuando com os fatos, em apresentação sobre os projetos estratégicos da FAB para a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), em abril passado, o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno atentou para a intenção de aumentar a linha de produção do Gripen no Brasil e adquirir mais exemplares, uma clara sinalização de que futuras encomendas do mais moderno caça em serviço na América Latina e um dos mais avançados em serviço no Hemisfério Sul estão nos planos da FAB.

 :arrow: https://tecnodefesa.com.br/a-fab-e-o-f-16-uma-analise-realista/
 

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mafets

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Re: F-16 Fighting Falcon para a FAB??
« Responder #11 em: Junho 19, 2024, 01:18:04 pm »
E com um governo aliado da Rússia será que os EUA vendem?

Não é que os russos não saibam já tudo sobre o F16 mas pronto...

A Índia é uma aliada fidagal da Federação Russa e, nem por isso, deixou de receber ofertas dos norte-americanos de F-18 Super Hornet e F-16V. Sem mencionar que eles operam Chinook, C-17 e AH-64 Apache.

Pois, mas desistiram do Su57 depois de ter lá colocado rios de dinheiro. E isto não apenas é visto pelos EUA como uma clara aproximação aos americanos, já que temos a componente técnica do projeto: Ou seja:  A Rússia neste momento mais não pode oferecer  e face à China a India teve de fazer pela vida.

https://www.defesaaereanaval.com.br/geopolitica/sem-acordo-por-que-a-russia-nao-vai-desenvolver-um-su-57-indiano



As informações da segunda matéria ( https://olhardigital.com.br/2024/06/17/carros-e-tecnologia/brasil-pode-desistir-de-cacas-gripen-e-comprar-f-16-usados-conheca-os-modelos/ ) estão repletas de fatos inverossímeis. A FAB não desistiu dos Gripen E e F. Ocorre que os AMX-M e a metade da frota de F-5EM e F-5FM vão dar baixar do serviço ativo até o final de 2025, sem que os 36 + 4 Gripen E e F do contrato atual, mais uma frota complementar de um possível segundo lote, estejam disponíveis para dotar os esquadrões desfalcados de aeronaves.

O F-16 é apenas uma das três opções que a FAB analisa atualmente para ser o "tampão" dos AMX e F-5.

Vitor, desculpa lá mais isso era sabido. Atrás está o Cronograma da retirada dos F5, os anos de cada célula e o que estava previsto ser retirado e quando. Era mais que lógico que iriam existir problemas e varias vezes foristas alertaram que seria muito mais logico a Fab, mesmo escolhendo o Gripen, ir primeiro para os C/D em segunda mão ou mesmo novos, mais baratos e com a linha de produção sueca a bombar do que esperar pelo E. Do Brasil, vinham as frases do costume "No passa nada"; "é uma exelente opção porque participam no desenvolvimento do E", é um caça barato de desenvolver, produzir  e operar". Afinal, não é. E agora falta dinheiro, o cornograma não é o certo e até vem à baila os AMX!!! Mas o AMX tem as células a meio da vida util. Novamente a FAB é que esperava fazer um determinado upgrade da frota e agora, sem dinheiro tem de fazer outra, deixando 3 dezenas de células armazenadas. Ou seja, mais uma "tugada" à Brasileira.

https://www.aereo.jor.br/2020/06/02/forca-aerea-brasileira-recebeu-oitavo-amx-modernizado/

Citar
Quando o programa de modernização tomou forma, a FAB contava com 53 jatos A-1 em seu inventário, sendo dez bipostos e quarenta e três monopostos (posteriormente, um monoposto foi perdido em acidente, no final de 2012). Esperava-se que a FAB modernizasse todos os seus A-1, assim como havia ocorrido no programa do F-5BR.

Mas, naquele momento, a FAB decidiu que modernizaria somente 43 células. O que não se imaginava é que alguns anos depois aquele número seria ainda mais reduzido.

O programa de modernização do A-1 começou em 2003, com a contratação da Embraer como empresa principal e gerenciadora do programa. Houve demora para efetivar o contrato, levando a uma renegociação em 2008. Em 30 de maio de 2007 pousava nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP) o primeiro A-1A para testes e avaliações, a aeronave FAB 5530, do terceiro lote. Posteriormente, outra aeronave (FAB 5526) se juntou ao programa de testes.

Em 19 de junho de 2012, ocorreu o primeiro voo de um A-1M (FAB 5526), dando início à campanha de ensaios em voo. O primeiro exemplar de produção do A-1M (FAB 5520) foi entregue à FAB em três de setembro de 2013, e essa aeronave estreou num exercício multinacional, o Cruzex Flight 2013, em novembro.

A modernização daria uma sobrevida de mais 20 anos à frota de AMX.

Em junho 2015 a FAB anunciou que estudava a redução do número de jatos AMX, tendo em vista os novos cenários operacionais e logísticos, principalmente com a chegada da aeronave Gripen.


Saudações

P.S. Não faz sentido terem recusado o F16 e agora o comprarem como caça tampão. O que será mais lógico é negociarem Gripen C/D (passiveis de modernizar para o padrão E) ou em ultimo caso comprarem os exedentes A da Africa do Sul, que pouco voam, e depois modernizar (ou retirar de serviço, como foi os Mirage 2000). Penso eu de que.

https://www.aereo.jor.br/2021/12/08/cacas-gripen-da-africa-do-sul-estao-sem-voar-devido-a-cortes-orcamentarios/




P.S.2 - O radar do F5 (Grifo F) não poderia ser colocado no A1? Embora o radar multimodo SCP-01 permita o emprego de Misseis de Superfície, como anti radar ou anti navio, parece não permitir armas ar ar BVR (será assim? Até o do A4 permite). Mesmo não permitindo, o próprio Brasil tinha colocado como mais barato modernizar os AMX, pois este é mais económico que o F16. A lógica então era usar as 32 células que ficam em stock, moderniza-las melhor e a FAB poderia desactivar o F5 e não precisava de comprar um caça tampão.

https://www.armasnacionais.com/2022/08/embraer-amx-1m-falcao.html

https://www.aereo.jor.br/2015/12/27/programa-amx-da-concepcao-a-modernizacao/

« Última modificação: Junho 19, 2024, 04:06:43 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: F-16 Fighting Falcon para a FAB??
« Responder #12 em: Junho 19, 2024, 11:43:49 pm »
@mafets, no seguimento da conversa no outro tópico:

Citar
Segundo o cite citado ( https://www.aerotime.aero/articles/sweden-to-upgrade-its-entire-gripen-fleet ) o upgrade sueco implica a mudança para o motor do Gripen E, assim como sistemas e radar. Tendo em conta que a Saab vai fabricar também um lote de novos E para a Força Aérea Sueca provavelmente mais alguns ficarão disponíveis. No total Brasília precisaria de cerca de 60 caças para substituir todos os A4 e F5. Agora não estou a ver a FAB ter dinheiro para isso, portanto entre upgrade e aquisição provavelmente 30 caças parece-me um número razoável.

A mim parece-me que a intenção da FAB, é obter um caça bom, barato, e sem ter que se preocupar com upgrades. Algo que entre logo ao serviço, como fez a Argentina.
Fazer upgrade do Gripen C/D, para E/F, não só demorava tempo, como ficava tão ou mais caro do que adquirir um lote de FA-50 novos, que usam uma variante do motor F-414.
A isto acresce a teoria da vontade das FA brasileiras em se aproximarem dos EUA, o que dará mais força à possibilidade de adquirir os F-16 e não outro caça.

Olhando para a FAB e as suas ambições, e olhando para as outras grandes, médias e pequenas potências, e as "quase potências", quase nenhum país se limita a um só modelo de caça.
Acho que já era espectável que um dia a FAB enveredasse por uma frota mista "hi-low", por questões de custos, em vez de uma frota de 100+ Gripen novos.

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Partindo do prossuposto que a MB aceita substituir os A4 por Gripen. Tendo em conta que os Trader continuam a ser modernizados mesmo com o fim do S. Paulo, tudo é possível (via mais virem uns F18 para a Marinha que o Gripen. A MB ainda continua com aquela ideia de ter um P.A. e pelo menos assim poderia operar com os americanos .

A MB pretendia uma versão naval do Gripen. O problema é que desenvolver uma versão naval tem custos, aos quais acrescem os custos astronómicos de ter um PA com catapultas e cabos de arresto. Se a MB abdicar da vontade de os operar num PA, e simplesmente operem a partir de terra, as opções claro que se abrem.
Super Hornets creio não haver no mercado de usados, e os que houverem os EUA devem manter em reserva para o caso de conflito. Só se fossem os Hornet "normais", algo que já chegou a ser pensado:
https://www.airway.com.br/marinha-do-brasil-estuda-a-possibilidade-de-comprar-cacas-f-a-18-hornet/

Agora, comprar Hornets em vez de F-16, e depois não ter um PA, então mais vale ir buscar os F-16.

No que respeita a PA, parece-me claro que um de catapultas terá que ser maior e muito mais caro. Já para operar o F-35B, até um LHD de 200m dá, navio esse que custa cerca de metade (dependendo do modelo, tamanho, etc) ou menos, e permitiria à MB operar 2 navios pelo preço de 1 PA com catapultas.
Daí me parecer que estão muito dependentes de uma aproximação aos EUA para atingir tal objectivo, visto de obter autorização para receberem F-35B, vai ser outra questão muito mais complicada de resolver.

Eu pessoalmente tenho grande dúvidas acerca da real necessidade de PA na MB. Não só pelos custos, como pela não necessidade deste tipo de meio para proteger o território do país, e não se vislumbrando uma ameaça clara que justifique tal meio.
Faz-me muito mais sentido reformularem a aviação de combate da MB, ou até mesmo equacionar uma solução como a dos turcos, que pegam num LHD e usam UCAVs.

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Se entretanto se incluir na substituição dos caças, os AMX, então será mais complicado. Mas como estes são mais novos e as células estarão em boas condições, com mais umas quantas armazenadas, pode dar para esperar mais uns bons anos.

Pois, não sei. Até me parece que para eles a prioridade será a dos F-5, em que um lote de F-16 (uns 30) recebidos a curto prazo permitia despachar os F-5, e manter os AMX em serviço até estes sim serem substituídos na íntegra por Gripen.