Reclamações territoriais na Antártida

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comanche

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Reclamações territoriais na Antártida
« em: Outubro 18, 2007, 07:14:22 pm »
Grupos ecologistas condenam revindicação do Reino Unido sobre a Antártida


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Grupos ecologistas internacionais como a Greenpeace e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) condenaram as intenções do governo britânico de reivindicar a soberania sobre vários milhares de quilómetros quadrados na Antártida.
 


O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico anunciou recentemente que o Reino Unido vai solicitar soberania sobre uma grande parte do oceano da Antártida, um pedido que o governo de Londres considera "uma salvaguarda para o futuro".

Fontes daquele ministério disseram ao jornal britânico The Guardian na quarta-feira que estão a recolher e a processar dados para apoiar a reivindicação britânica, com o objectivo de alargar os direitos de exploração das reservas de petróleo, gás e minerais.

O pedido, que ainda está a ser elaborado, a pensar no prazo de Maio de 2009 imposto pela ONU, prevê alargar o território britânico nas águas daquela região em vários milhares de quilómetros quadrados, o que é permitido pela Lei da Convenção dos Oceanos.

Porém, o valor exacto de alargamento ainda não é conhecido com precisão. De acordo com a BBC, Londres pretende reivindicar a soberania sobre 2.590 quilómetros quadrados, enquanto que o The Guardian avança um milhão de quilómetros quadrados.

De acordo com o director do programa marinho do WWF, Simon Walmsley, citado hoje pela imprensa britânica, as intenções do Reino Unido "ameaçam a estabilidade do Tratado Antárctico", documento assinado em 1991 para acabar com futuras disputas territoriais no continente.

O tratado em causa proíbe a exploração de petróleo e de gás no fundo do mar daquela zona e todas as outras actividades relacionadas com a extracção de minerais que não estejam destinadas a fins de investigação.

O responsável lembrou que "eventuais explorações de petróleo ou gás podem pôr em perigo o delicado ecossistema marítimo do Oceano Antárctico" e sublinhou que "o mecanismo do Tratado Antárctico é bom" e que "em nenhum caso" as organizações ecologistas vão apoiar qualquer tipo de exploração no território.

Por sua vez, Charlie Kronick, um responsável da secção britânica da Greenpeace considerou a revindicação de Londres como "colossalmente irresponsável" e acusou o país de estar mais preocupado com o futuro mercado do petróleo do que com a problemática das alterações climáticas.

"Quando o Reino Unido devia liderar o esforço mundial para reduzir as emissões de dióxido de carbono verificamos que está na realidade a liderar uma nova era do petróleo", disse o responsável da Greenpeace.

Actualmente, grande parte do território da Antártida está a ser reclamado por outros países, tais como a Austrália ou Nova Zelândia e, de acordo com o governo britânico, Londres também tem direito de apresentar as suas revindicações para "salvaguardar os seus interesses nacionais".

 

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pedro

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« Responder #1 em: Outubro 19, 2007, 05:55:36 pm »
Portugal esta  MESMO A DORMIR. :dormir:
Cumprimentos
 

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comanche

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« Responder #2 em: Outubro 20, 2007, 01:46:42 pm »
Reino Unido reivindica à ONU mais território


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Reino Unido pretende reivindicar junto da ONU a ampliação do seu território na Antárctida em um milhão de quilómetros quadrados, disse o gabinete das Relações Exteriores.

A reivindicação faz parte de um conjunto de cinco requisições territoriais que o país pretende fazer antes do fim do prazo de Maio de 2009, e cobre uma vasta área do fundo do mar em torno da Antárctida britânica, perto do pólo sul, disse uma porta-voz.

"Estamos entre os vários países costeiros que estão a entregar reivindicações", acrescentou à Reuters.

As outras quatro reivindicações serão para o território no fundo do Atlântico em torno da Geórgia do Sul e das ilhas Malvinas (chamadas pelos britânicos de Falkland), e também em torno da ilha da Ascensão, no Atlântico Sul, perto da baía de Biscay, no Atlântico Norte, e na bacia de Hatton-Rockall, próximo do litoral da Escócia.

A reivindicação territorial na Antárctida pode dar origem a disputas com países como a Argentina e o Chile, que também têm pretensões idênticas. Por outro lado, entra em conflito com o espírito do Tratado Antártico, de 1959, do qual a Grã-Bretanha é signatária, que impede a exploração de petróleo e minérios, excepto para a pesquisa científica.
 

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comanche

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« Responder #3 em: Outubro 20, 2007, 02:03:51 pm »
Citação de: "pedro"
Portugal esta  MESMO A DORMIR. :wink:

Cumprimentos.
 

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pedro

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« Responder #4 em: Outubro 20, 2007, 02:10:12 pm »
Sim mas no que diz respeito ha Antártida esta a dormir por que Portugal tambem deveria apostar na antartida, para investigacao cientifica e outras coisas.
Cumprimentos
 

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comanche

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« Responder #5 em: Outubro 20, 2007, 04:43:32 pm »
A quem pertence a Antárctica?



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As reivindicações argentina, britânica e chilena sobrepõem-se. A Austrália tem a maior reivindicação de território na Antártica. Os Estados Unidos da América e a Rússia não reconhecem nenhuma reivindicação territorial na Antártica, e reservaram-se o direito de fazer suas próprias reivindicações.

A Alemanha também manteve uma reivindicação chamada Nova Suábia, entre 1939 e 1945. Ela estava situada entre 20°E e 10°W, sobrepondo a reivindicação da Noruega.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%A1rtica
 

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André

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« Responder #6 em: Outubro 24, 2007, 06:17:10 pm »
Começa hoje primeira de três expedições à Antártida

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A primeira de três expedições chilenas para exercerem a soberania na Antártida face à posição da Grã-Bretanha, que pretende reivindicar mais de um milhão de quilómetros quadrados desse território, parte hoje de Santiago.
Trata-se de uma expedição de cariz político e que integra seis membros da Comissão de Defesa da Câmara dos deputados, devendo chegar quinta-feira a território antárctico, onde permanecerá dois dias, a convite da Força Aérea do Chile.

Os parlamentares pertencem a todo o espectro político chileno.

O deputado Jorge Tarud assegurou na edição electrónica do diário El Mercúrio que se trata de um «gesto político» que apesar de já estar programado antes da reclamação britânica, «tem agora muito mais força e um carácter político».

Tarud enumerou os objectivos da expedição: «Assentar soberania, demonstrar claramente que os chilenos não necessitam de passaporte para ir à Antártida, nem sequer de bilhete de identidade, porque é território nosso» e também «acompanhar a nossa gente que está na base Frei».

A esta viagem soma-se o anúncio da chancelaria chilena que patrocinará uma expedição científica de alto nível à Antártida, integrando chilenos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, recentemente galardoado com o Prémio Nobel da Paz.

Com esta missão, o governo pretende demonstrar que o país cumpre os acordos do Tratado Antárctico.

«Isto é uma forma de dizer que o Chile está presente inclusive na fronteira do conhecimento», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alejandro Foxley, ao anunciar a iniciativa.

Recordou que o Tratado Antárctico de 1959 «permite precisamente este tipo de actividades e não de outro tipo», numa alusão ao anúncio britânico encarado pelos peritos chilenos como um desafio ao Tratado que congelou os direitos humanos reclamados por diferentes países.

Esta expedição, que ainda não tem data definida, tem como meta chegar ao «Pólo da Inacessibilidade», um dos sítios mais remotos da Antártida, onde se realizará uma investigação simultânea com radares de alta definição, para estabelecer as condições dos glaciares.

A estas expedições soma-se a viagem ao continente gelado que fará o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nos primeiros dias de Novembro a convite do governo chileno e na qual poderá ser acompanhado pela presidente Michelle Bachelet, confirmou terça-feira Foxley.

A viagem de Ban Ki-moon que chegará ao Chile para assistir à Cimeira Ibero-americana de chefes de Estado e de governo em Santiago de 08 e 10 de Novembro, estava programada antes de se conhecer a reivindicação britânica.

A viagem à Antártida de Ban anuncia-se numa altura em que o Chile informou que reclamará junto da Comissão de Limites Externos da Plataforma Continental das Nações Unidas os direitos que tem sobre parte do continente, que os britânicos incluíram na sua reclamação de 17 de Outubro.

O Ministério chileno dos Negócios Estrangeiros sustenta que a zona antárctica reclamada pelo Chile «é uma prolongamento natural» da sua plataforma continental.

Diário Digital / Lusa

 

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comanche

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« Responder #7 em: Novembro 12, 2007, 06:09:39 pm »
Chineses zarpam para ampliar presença na Antártida

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XANGAI (Reuters) - Dezenas de cientistas chineses zarparam na segunda-feira com sua tripulação de apoio para a 24o expedição científica do país à Antártida, destinada a ampliar duas estações de pesquisas no continente e construir uma terceira.

Os 91 pesquisadores e 40 tripulantes do barco "Xue Long" ("Dragão da Neve") receberam uma entusiasmada despedida no porto de Xangai, com direito a banda militar, dançarinas típicas e fogos de artifício.

A nova estação chinesa na Antártida deve ser construída na chamada Cúpula A, ponto culminante do continente, 4.100 metros acima do nível do mar. Ali haverá sete telescópios e um radar acústico.

"Mesmo que nosso país tenha feito numerosas expedições na Antártida, no geral ainda não temos uma plena compreensão do lugar", disse Cui Jianjun, 34 anos, membro da expedição. "Então há de fato muitos fatores incertos e também grandes riscos envolvidos."

Os exploradores também vão pesquisar a biodiversidade, a camada de gelo, a mudança climática e as algas locais, além de fazer um monitoramento ambiental, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

"Fizemos preparativos para construir uma terceira estação e, uma vez que o local seja localizado, a construção vai começar em breve. Todo o projeto deve estar concluído até 2010", disse Xu Xiaxing, que está em sua oitava missão antártica, à Xinhua.

Vários países estão levando à ONU reivindicações territoriais sobre a Antártida, o que segundo especialistas será a última grande partilha territorial da história.

Algumas áreas do continente são disputadas por Chile, Argentina e Grã-Bretanha, num momento de crescente interesse pelo potencial mineral dos dois pólos da Terra.

Por enquanto, porém, tais reivindicações são apenas teóricas, pois a Antártida está protegida por um tratado de 1959 que proíbe a exploração mineral na área, exceto para fins científicos.
 

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comanche

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« Responder #8 em: Dezembro 17, 2007, 07:56:30 pm »
Ciência: Exploração portuguesa na Antártida limitada por falta de assinatura de tratado internacional - Cientistas


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Lisboa, 17 Dez (Lusa) - O desenvolvimento de projectos de investigação portugueses na Antártida está limitado por o Governo ainda não ter ratificado o tratado que permite a exploração científica deste continente, afirmam cientistas que coordenam o Ano Polar Internacional em Portugal.

Os países signatários do Tratado da Antártida comprometem-se a permitir a exploração científica do continente por um período indefinido, em regime de cooperação internacional, sem reclamar partes do território.

"O tratado já foi aprovado na Assembleia da República, mas estamos à espera que seja assinado de facto, e enquanto isso estamos limitados", disse à Lusa Gonçalo Vieira, do Comité Português para o Ano Polar Internacional.

"Sem a assinatura do protocolo é mais difícil fazer acordos de investigação internacionais com outros países e está limitada a nossa participação no SCAR, o organismo internacional que define a política científica para a Antártida", acrescentou.

"Assinar o tratado é também uma garantia de protecção ambiental, é não deixar que se comece a explorar a Antártida como se fez no Árctico, que é hoje objecto de exploração intensiva por parte de alguns países interessados nos seus recursos naturais", realçou, por seu lado, à Agência Lusa Mendes Vítor, presidente do Comité Português para o Ano Polar Internacional.

Vários países estão a virar-se para a exploração da Antártida com interesses variados, nomeadamente no conhecimento das suas estruturas geológicas, a sua passagem por vários períodos climáticos e as alterações que sofreram ao longo dos tempos.

"Sobretudo a ciência ambiental recebe aí um impacto novo, que é saber como funcionou o sistema climático no passado, porque os registos que estão nos sedimentos da Antártida não estão perturbados e podem contribuir para o conhecimento da evolução de toda a estrutura climática planetária", considera Mendes Vítor.

"Sabemos hoje que o clima é muito influenciado pelo que vem dos pólos, especialmente a passagem das correntes polares do Sul que vão até às latitudes do Norte influenciando todo o movimento oceanográfico e consequentemente o atmosférico", realça.

O Ano Polar Internacional é um programa científico que visa a promoção e divulgação do conhecimento sobre as regiões polares permitido pelas novas capacidades tecnológicas, no qual Portugal participa pela primeira vez.

No âmbito da iniciativa estão a ser apoiados cinco projectos de investigação realizados por portugueses e estão ainda previstas bolsas de investigação e a criação de um portal polar a permitir acesso a uma base de dados que possibilitará aceder a informação sobre os pólos.

O programa do Ano Polar Português inclui ainda o projecto Latitude 60!, que decorrerá até Março de 2009.

Trata-se de um dos maiores projectos apoiados no país pela Fundação Ciência Viva, abrangendo quase 200 escolas, com o objectivo de ensinar às crianças o que se passa nos pólos, os hábitos dos povos que os habitam e a sua influência no resto do mundo.

No âmbito do Latitude 60!, sete alunos do 12.º ano e "caloiros" dos cursos de Biologia, Matemática e Medicina Veterinária portugueses vão fazer a passagem de ano na Antártida, integrados na expedição canadiana 'Students on Ice'.

Estes alunos foram os autores dos projectos vencedores no concurso nacional 'À Descoberta das Regiões Polares'.

Na expedição, juntamente com outros 57 estudantes estrangeiros, chegarão perto do Círculo Polar Antárctico e visitarão diversas ilhas ao largo da Península Antárctica, uma das áreas mais afectadas pelas alterações climáticas.

A bordo, os jovens terão várias actividades, "incluindo palestras pelos cientistas polares a bordo, idas regulares ao continente para estudar a fauna e a flora, e visitas a bases antárcticas".

"Para além de ficarem a conhecer a investigação científica em curso, os estudantes vão ter também a oportunidade de realizar trabalho científico, como por exemplo medir os índices de poluição em amostras de gelo", revela a organização.

RCS.

 

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comanche

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« Responder #9 em: Novembro 18, 2008, 08:51:40 pm »
Cientistas russos voltam à Antártida para buscar a água mais pura do mundo

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Moscou, 17 nov (EFE).- Cientistas russos retornaram à Antártida para continuar a busca da água mais pura e antiga do planeta, que se encontra no Lago Vostok sob uma camada de gelo de 3.748 metros.

"Ainda temos que perfurar 80 metros de gelo para chegar à superfície do lago", explicou um porta-voz do Instituto de Pesquisa Ártica e Antártica (AARI, em inglês) do Serviço Federal de Hidrometeorologia e Monitoramento Ambiental russo (Roshydromet).

A Expedição Antártica Russa tentará conseguir o que não conseguiu na missão anterior, já que em 2007 os trabalhos de perfuração tiveram que ser suspensos por causa do rompimento de um dos cabos ao se deparar com uma camada de cristal de gelo bastante sólida.

Com cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 de largura e quase mil metros de profundidade em algumas áreas, o Lago Vostok é uma massa de água doce em estado líquido que está no centro da Antártida.

Tem superfície de 15.690 quilômetros quadrados, similar à do Lago Baical, na Sibéria e que é a maior reserva de água doce do mundo.

Descoberto em 1957 por cientistas soviéticos, o Vostok foi incluído na lista das descobertas geográficas mais importantes do século XX.

"O lago tem 450 mil anos. A comunidade científica considera que a descoberta do Vostok é a descoberta geográfica mais extraordinária do século XX", afirma Valeri Lukin, chefe da expedição, citado pela agência oficial "Itar-Tass".

O Vostok é o lago subterrâneo de maior tamanho entre os mais de 100 que estão sob o gelo antártico.

Os russos, que esperam atingir a superfície do lago no início de 2009 e recolher amostras de água, acreditam que o reservatório natural permaneceu selado sob a placa de gelo por um período entre 500 mil e 1 milhão de anos.

"A água do lago está em movimento, por isto contém oxigênio e apresenta outras condições necessárias para a vida", explica o diretor do Instituto de Geografia da Academia Russa de Ciências (Igras, em inglês), Vladimir Kotlyakov.

Os cientistas descobriram em 2005 que o Vostok abriga uma ilha em seu centro, mas ainda se desconhece se acolhe algum tipo de vida vegetal ou animal.

As pesquisas serão conduzidas da Estação Vostok, um dos cinco pontos com os quais a Rússia conta na superfície antártica.

Os primeiros membros da Expedição Antártica Russa já estão na Antártida, aonde chegaram a bordo de um navio que saiu de Punta Arenas, no Chile.

Enquanto isto, o navio Acadêmico Fiodorov iniciou recentemente uma longa travessia com destino ao continente gelado com 230 cientistas e técnicos a bordo.

"A equipe, integrada por 110 pesquisadores permanentes, inclui geólogos, geofísicos, oceanógrafos, meteorologistas e especialistas em geleiras de Moscou e São Petersburgo", disse Lukin.

O Acadêmico Fiodorov também transporta materiais de construção, combustível e comida para as estações, o que inclui equipamentos geodésicos e meteorológicos que enviam as informações à Rússia automaticamente via satélite.

As estações russas geram energia através de baterias de níquel e cádmio que se recarregam com luz solar e funcionam o ano inteiro, inclusive em condições adversas de até 45 graus abaixo de zero.

A falta de dinheiro obrigou a antiga União Soviética e depois a Rússia a fechar definitivamente várias de suas estações, mas nos últimos meses duas delas foram reabertas e está sendo construído um local onde os cientistas poderão viver durante os 12 meses do ano.

Além do óbvio interesse científico, um dos objetivos primordiais da expedição é avaliar as reservas energéticas de sua plataforma continental, estimadas por Lukin em 51 bilhões de toneladas de hidrocarbonetos.

Em 1998 entrou em vigor o Protocolo de Proteção Ambiental para o Tratado da Antártida ou Protocolo de Madri, de 1991 e que estabeleceu que a Antártida é uma região desmilitarizada na qual só podem acontecer pesquisas científicas.

O documento, que ainda não foi ratificado por todos os países, estabelece no artigo 7º um período de 50 anos a todo tipo de exploração dos recursos naturais abaixo dos 60 graus de latitude sul.

Isto não evitou que a maioria de países com bases na Antártida, inclusive a Rússia, desenvolvesse programas de pesquisa geológica que incluem a busca de hidrocarbonetos e recursos minerais no subsolo antártico. EFE

 

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typhonman

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« Responder #10 em: Novembro 18, 2008, 09:06:59 pm »
100 cães a um osso.  :roll:
 

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legionario

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« Responder #11 em: Novembro 22, 2008, 12:46:14 pm »
A presença de Portugal nestas latitudes deve estar assegurada : todos esses paises que têm ou vao ter instalaçoes nessas regioes vao precisar de pedreiros e de pessoal de limpeza e manutençao ; é sabido que nestes oficios nos somos muito apreciados, quer por americanos quer por europeus :)

Se tivessemos um governo de jeito,  em vez de estar com essa chachada pedagogica a mostrar os Polos aos meninos da escola, deveria era preparar uma verdadeira missao e estabelecer uma Estaçao permanente na zona. Isso sim é ter visao !
e enquanto isso nao fosse possivel, por que nao associar-se à Espanha, Italia ou França integrando os nosso cientistas nos projectos desses paises ?
 

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comanche

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« Responder #12 em: Abril 06, 2009, 10:50:46 pm »
Antárctida ainda pacífica sob o signo das ciências


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Países doTratado reúnem-se nos EUA. Árctico também em foco. Pesquisa mostra clima a mudar.

A corrida ao Árctico já revela disputas, mas, no lado oposto da Terra, a Antárctida continua regida por um compromisso internacional que só admite a exploração científica. A partir dehoje, nos EUA, uma reunião atrai os dois pólos.

A importância da reunião que, entre hoje e o próximo dia 17, se realiza em Baltimore, EUA, não é simbólica, apesar de assinalar o cinquentenário do Tratado da Antárctida. Este tem agora 47 subscritores (Portugal continua de fora, apesar dos diversos anúncios oficiais de ratificação próxima). Quem vai presidir a esta "cimeira" é Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana, o que traduz bem o valor dos interesses em jogo. Por outro lado, esta é a primeira vez em que a reunião agrega a do Conselho do Árctico. Sobre esta região polar estão em fase crescente de reivindicação os países com territórios confinantes (como os EUA e a Rússia), não estando vedadas as explorações de natureza económica dos recursos. No passado mês, a União Europeia teve a iniciativa de uma reunião em Berlim, em que a perspectiva defendida foi a de uma comunhão de interesses internacional liderada pelas Nações Unidas, em que a reivindicação de soberanias não se ficasse pelos vizinhos do Árctico.

Já quanto ao convénio estabelecido sobre a Antárctida, em 1959, as nações podem explorar recursos pesqueiros, mas são vedadas actividades mineiras. As investigações aí prosseguidas apenas devem ter em vista fins pacíficos e os resultados ficarão disponíveis para todos.

Portugal ainda não faz parte do grupo de países que se juntaram ao Tratado, apesar da aprovação já dada pela Assembleia da Rrepública. Quando isso acontecer, o país ficará como membro não-consultivo do sistema que gere a Antárctida, de onde estão afastados todos os usos bélicos.

Apesar deste atraso, o país tem incrementado a sua participação científica em projectos de âmbito internacional e cresceu em número de cientistas de diversas disciplinas com aplicação polar. Eles sabem que não podem aspirar a ter uma estação própria nem navios exclusivos, como acontece com os EUA e o Reino Unido. O próprio ministro da Ciência nem faz disso aposta realista. Assim, a massa crítica de cientistas na área polar tem sido feita com cooperações. É o caso de expedições como as que estão a ser feitas desde Fevereiro pelo biólogo José Xavier, integrada ainda nas iniciativas do Ano Polar Internacional (2007-08). Este cientista (ver entrevista ao lado) já acumulou o maior tempo de estada de um português nas imediações do Pólo Sul. A relação entre a fauna e as mudanças climáticas naquelas regiões, tendo como ponto de partida o alimento disponível para as espécies, é o seu centro de interesse. Na campanha deste ano, José Xavier já constatou alterações.

 
 
 

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comanche

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« Responder #13 em: Abril 25, 2009, 11:09:36 pm »
CHILE ESTUDA APRESENTAR RECURSO À ONU CONTRA PEDIDO MARÍTIMO ARGENTINO

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SANTIAGO DO CHILE, 24 ABR (ANSA) - A Chancelaria chilena estuda apresentar um "recurso" contra o pedido feito na terça-feira pela Argentina à Organização das Nações Unidas (ONU) de aumentar seu território marítimo em 1,7 milhão de quilômetros quadrados, o que englobaria o chamado Setor Antártico, reivindicado por Santiago.
    A solicitação argentina também foi criticada por um porta-voz da chancelaria britânica, já que a ampliação territorial incluiria as Ilhas Malvinas, de propriedade do Estado britânico.
    O subsecretário das Relações Exteriores do Chile, Alberto Van Klaveren, informou que na segunda semana de maio será apresentado à Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU um pedido para definir o domínio chileno do território marítimo da região.
    O diplomata, contudo, descartou um constrangimento com o governo argentino, já que, segundo ele, o país vizinho conhece as pretensões de Santiago. Além disso, Klaveren lembrou que o Tratado da Antártida, assinado em 1959, impede que sejam feitos pedidos pelo domínio exclusivo da região.
    "A comissão receberá os documentos e então o processo termina", afirmou Klaveren, acrescentando que o Chile apresentará seu pedido antes do dia 9 de maio, prazo final para recurso, com o objetivo de reafirmar sua posição do país sobre o tema.
    O pedido argentino contempla ainda o aumento de sua soberania de 200 para 350 milhas náuticas. (ANSA)


http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie ... 66353.html
 

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comanche

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« Responder #14 em: Abril 28, 2009, 09:58:21 pm »
Grã-Bretanha repudia pedido da Argentina pelas Malvinas

24/04/09


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LONDRES - O governo britânico repudiou hoje a solicitação apresentada pela Argentina à Convenção da ONU sobre Direito do Mar (Convemar) defendendo a ampliação de seu território marítimo.

A área requisitada pela Argentina inclui as ilhas Malvinas (Falkland, para a Grã-Bretanha), Georgia e Sandwich do Sul, pelas quais os dois países mantêm uma disputa há mais de 170 anos.

Segundo as autoridades britânicas, a reivindicação encaminhada à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo país sul-americano "não tem nenhuma base jurídica".

A Argentina apresentou nesta semana um relatório que defende a ampliação do território marítimo, devido "à grande possibilidade de que existam reservas de petróleo e gás natural".

No documento, o país pede o aumento de 35% do leito e do subsolo marítimo, que considera correspondentes à sua soberania nacional.

"Os especialistas da Grã-Bretanha estudaram a reivindicação argentina, mas não aceitamos que exista alguma base jurídica para o pedido", afirmou o porta-voz da Chancelaria britânica.

Em declarações ao jornal The Guardian, o porta-voz indicou que o governo britânico também vai apresentar um relatório justificando sua soberania sobre o território.

Segundo a Convemar, um país pode estabelecer o limite de seu território marítimo até 200 milhas náuticas, exceto caso estudos técnicos e científicos justifiquem a extensão.

Por sua vez, a coordenadora-geral da Comissão Nacional de Limites da Plataforma Continental da Argentina, Frida Armas, disse que era esperada uma reação do governo britânico.

"O mais provável é que a Grã-Bretanha coloque objeções a este relatório e apresente outro no qual inclua esse território como próprio, ainda que no momento não o tenha feito", disse.

Em março, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se reuniu com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em Viña del Mar, no Chile, durante a Cúpula dos Líderes Progressistas.

No encontro, Brown teria reiterado à mandatária argentina a posição da Grã-Bretanha, que recusa qualquer possibilidade de discutir a soberania das Malvinas.

Em 1982, Argentina e Grã-Bretanha entraram em guerra pelas Ilhas Malvinas - chamadas de Falklands pelos ingleses -, que estão situadas no Atlântico Sul.

Após o conflito, os dois países permaneceram sem manter relações diplomáticas até 1990.

A ascensão do casal Kirchner ao poder da Argentina recolocou a soberania sobre as ilhas na pauta do governo do país sul-americano.

As Ilhas Malvinas têm cerca de 2 mil habitantes. Atualmente, a moeda local é a libras esterlinas e o governo é designado pelo Reino Unido.  

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_ed ... cia=282758