Política em Portugal

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Re: Política em Portugal
« Responder #150 em: Agosto 23, 2020, 06:20:28 pm »
"Vi, ouvi e não queria acreditar. Os elogios, os aplausos, os 'prémios' de finais de Liga dos Campeões para os profissionais de saúde, não foram mais que fachada mediática. Hoje, nas suas camisolas, Bayern e PSG dizem-lhes "danke" e "merci". António Costa, chama-os de 'cobardes'", diz, aludindo a um pequeno vídeo que está a circular nas redes sociais onde Costa é ouvido a criticar os médicos. Alegadamente, o vídeo terá sido feito durante um momento de conversa informal do primeiro-ministro com os jornalistas do Expresso que o entrevistaram para a edição de sábado e acabou a ser partilhado nas redes sociais.

https://www.jn.pt/nacional/cds-ataca-democracia-de-costa-por-ter-chamado-cobardes-aos-medicos-12546519.html
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #151 em: Agosto 23, 2020, 06:37:20 pm »
"Vi, ouvi e não queria acreditar. Os elogios, os aplausos, os 'prémios' de finais de Liga dos Campeões para os profissionais de saúde, não foram mais que fachada mediática. Hoje, nas suas camisolas, Bayern e PSG dizem-lhes "danke" e "merci". António Costa, chama-os de 'cobardes'", diz, aludindo a um pequeno vídeo que está a circular nas redes sociais onde Costa é ouvido a criticar os médicos. Alegadamente, o vídeo terá sido feito durante um momento de conversa informal do primeiro-ministro com os jornalistas do Expresso que o entrevistaram para a edição de sábado e acabou a ser partilhado nas redes sociais.

https://www.jn.pt/nacional/cds-ataca-democracia-de-costa-por-ter-chamado-cobardes-aos-medicos-12546519.html

P44, a minha opinião acerca do sr António, jogo de cintura, Costa é muito simples, o sr não é nada o que aparenta para a opinião pública.

Se o sr marcelfie não estivesse onde está, o verdadeiro Sr Costa já se tinha revelado!
O homem anda aperreado, pois não o deixam ser quem ele na realidade é e isto apesar de ser ele ao fim e ao cabo, quem manda neste país, pois o PR é altamente manipulado por ele senão as barracadas que já aconteceram com os incêndios, os milhões entregues aos bancos sem ele supostamente saber e outras situações, tinham sido mais que suficientes para o PR o pôr a andar mas enfim, o sr presidente é amigo de todos, bem de todos não, há pelo menos um velho amigo, que ele nem quer ouvir falar, mas isso são outros cinco tostões !!!!

Quando o sr Costa for PR, tivermos o mr Medina como PM e porventura um tal de Nuno, como Presidente da Assembleia, então sim com o ramalhete composto, veremos como o sr Costa se comportará !

Abraços
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Re: Política em Portugal
« Responder #152 em: Agosto 24, 2020, 06:05:20 am »
Plenamente de acordo tenente...

Ainda na mesma temática (vender uma imagem), o que 15 milhões não fazem....

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Re: Política em Portugal
« Responder #154 em: Agosto 24, 2020, 02:00:24 pm »
"Vi, ouvi e não queria acreditar. Os elogios, os aplausos, os 'prémios' de finais de Liga dos Campeões para os profissionais de saúde, não foram mais que fachada mediática. Hoje, nas suas camisolas, Bayern e PSG dizem-lhes "danke" e "merci". António Costa, chama-os de 'cobardes'", diz, aludindo a um pequeno vídeo que está a circular nas redes sociais onde Costa é ouvido a criticar os médicos. Alegadamente, o vídeo terá sido feito durante um momento de conversa informal do primeiro-ministro com os jornalistas do Expresso que o entrevistaram para a edição de sábado e acabou a ser partilhado nas redes sociais.

https://www.jn.pt/nacional/cds-ataca-democracia-de-costa-por-ter-chamado-cobardes-aos-medicos-12546519.html

P44, a minha opinião acerca do sr António, jogo de cintura, Costa é muito simples, o sr não é nada o que aparenta para a opinião pública.

Se o sr marcelfie não estivesse onde está, o verdadeiro Sr Costa já se tinha revelado!
O homem anda aperreado, pois não o deixam ser quem ele na realidade é e isto apesar de ser ele ao fim e ao cabo, quem manda neste país, pois o PR é altamente manipulado por ele senão as barracadas que já aconteceram com os incêndios, os milhões entregues aos bancos sem ele supostamente saber e outras situações, tinham sido mais que suficientes para o PR o pôr a andar mas enfim, o sr presidente é amigo de todos, bem de todos não, há pelo menos um velho amigo, que ele nem quer ouvir falar, mas isso são outros cinco tostões !!!!

Quando o sr Costa for PR, tivermos o mr Medina como PM e porventura um tal de Nuno, como Presidente da Assembleia, então sim com o ramalhete composto, veremos como o sr Costa se comportará !

Abraços

Sem dúvida alguma, o Antoninho é dos primeiros ministros mais falsos que Portugal já alguma vez teve, não me esqueço de uma cena ocorrida em Lisboa se não estou errado, quando foi interpelado por um cidadão de idade, na qual ele o tratou mal e se exaltou parecia que queria bater no velhote.
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #155 em: Agosto 25, 2020, 03:57:10 am »
Depois de casa roubada, trancas na porta. As ligações podres entre os média e a política a vir ao de cima.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/expresso-pede-a-redes-sociais-para-eliminar-video-polemico-de-antonio-costa-628663

Abraços
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Re: Política em Portugal
« Responder #156 em: Agosto 25, 2020, 06:48:47 am »
Depois de casa roubada, trancas na porta. As ligações podres entre os média e a política a vir ao de cima.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/expresso-pede-a-redes-sociais-para-eliminar-video-polemico-de-antonio-costa-628663

Abraços

Engraçado como os "jornaleiros" , 15 milhões de euros depois, se lembraram que andar a divulgar certas coisas era mau... anteriormente não tinham pudor nenhum
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Re: Política em Portugal
« Responder #157 em: Agosto 25, 2020, 08:04:22 am »
Depois de casa roubada, trancas na porta. As ligações podres entre os média e a política a vir ao de cima.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/expresso-pede-a-redes-sociais-para-eliminar-video-polemico-de-antonio-costa-628663

Abraços

Engraçado como os "jornaleiros" , 15 milhões de euros depois, se lembraram que andar a divulgar certas coisas era mau... anteriormente não tinham pudor nenhum

estes relacionamentos que metem os politicos pelo meio são o que são, uma podridão total !!

Abraços
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Re: Política em Portugal
« Responder #158 em: Agosto 25, 2020, 08:26:24 am »
Depois admiram-se do chega cada vez ter mais apoiantes....vá lá saber-se porquê
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Re: Política em Portugal
« Responder #159 em: Agosto 25, 2020, 10:24:49 am »
Depois admiram-se do chega cada vez ter mais apoiantes....vá lá saber-se porquê

Mas é o objectivo do manhoso do Costa, que o Chega cresça e enfraqueça o PSD. Vamos ter 2 blocos mais radicalizados, a geringonça de esquerda que junta o PS e a extrema-esquerda e a geringonça da direita que junta o PSD e os restantes partidos mais à direita incluindo a extrema-direita. E porque estão a formarem-se estes blocos? Porque todos os outros partidos fora da geringonça já perceberam que têem de se juntar todos para combater a esquerda.

O Chega é a antítese do BE. Quem é que beneficia com o crescimento do chega? O PS que divide a direita!!!!!
« Última modificação: Agosto 25, 2020, 10:27:21 am por Viajante »
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #160 em: Agosto 25, 2020, 12:03:39 pm »
Depois admiram-se do chega cada vez ter mais apoiantes....vá lá saber-se porquê

Mas é o objectivo do manhoso do Costa, que o Chega cresça e enfraqueça o PSD. Vamos ter 2 blocos mais radicalizados, a geringonça de esquerda que junta o PS e a extrema-esquerda e a geringonça da direita que junta o PSD e os restantes partidos mais à direita incluindo a extrema-direita. E porque estão a formarem-se estes blocos? Porque todos os outros partidos fora da geringonça já perceberam que têem de se juntar todos para combater a esquerda.

O Chega é a antítese do BE. Quem é que beneficia com o crescimento do chega? O PS que divide a direita!!!!!

Aí é que está o cerne da questão. O problema é que estas táticas de curto prazo em que o Costa é extremamente hábil, só são boas para ele. Entretanto radicaliza-se o país em dois extremos opostos ao ponto de não serem possíveis quaisqueres acordos de governação. Isto gera instabilidade que alimenta ainda mais os extremos. É uma verdadeira receita para o desastre. E assim se destrói a democracia por dentro.
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #161 em: Agosto 25, 2020, 02:38:47 pm »
O costa é da escola socratina, é um delfim do "engenheiro", e queriam milagres?
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Re: Política em Portugal
« Responder #162 em: Agosto 26, 2020, 01:06:28 pm »
O costa é da escola socratina, é um delfim do "engenheiro", e queriam milagres?
Nem imaginas o que é ser socialista e ver estes montes de merda à frente do país. E pior... alertar para estes problemas no partido e em foros virtuais e ainda me acusarem de infiltrado do Chega. Portanto a radicalização do PS já está a acontecer. Tal como aconteceu com o PSD durante o tempo do Passos Coelho que guinou fortemente à direita.
O que era necessário agora era aparecer um partido ao centro moderado que aglutinasse as pessoas que não se revêm nesta radicalização dos partidos.
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #163 em: Agosto 26, 2020, 04:11:53 pm »
Ordem dos Médicos acusa Costa de não ter sido "fiel" ao que disse dentro da reunião

Miguel Guimarães escreveu aos médicos a queixar-se de António Costa que acusa de não ter sido tão "enfático" no "retratamento" depois do episódio dos "cobardes", como foi na reunião privada.



A paz não durou 24 horas. O bastonário da Ordem dos Médicos escreveu esta quarta-feira de manhã aos médicos (leia a carta na íntegra no final deste artigo) para dar a sua perspetiva da reunião que teve com o primeiro-ministro na terça durante toda a manhã. Na carta a que o Observador teve acesso, Miguel Guimarães queixa-se de António Costa que, nas declarações públicas sobre o diferendo com os médicos, “não revelou a mensagem de retratamento da mesma forma enfática que aconteceu na reunião”. A Ordem acusa agora Costa de não ter transmitido “integralmente e fielmente aquilo que minutos antes tinha reconhecido à Ordem dos Médicos”.

Depois da longa reunião, o primeiro-ministro cedeu-lhe o palco e o bastonário avançou para o microfone para dar o primeiro sinal de paz depois da polémica provocada por uma opinião em off de Costa que incendiou o setor. “Cobardes“, tinha chamado o primeiro-ministro aos médicos que a ARS mandou para o lar de Reguengos onde morreram 18 pessoas de Covid-19. A frase foi divulgada nas redes sociais e o resto já se conhece.

A guerra tinha terminado esta terça, aparentemente, depois da reunião em São Bento, mas a Ordem está insatisfeita com o primeiro-ministro, que acusa de ter dito uma coisa em privado e outra — pelo menos noutro tom — em público. Costa não pediu desculpa, embora tenha referido diversas vezes, durante a sua declaração, o “apreço” pelo trabalho dos médicos e pela “generalidade dos profissionais de saúde”. Chegou mesmo a virar-se para o bastonário para lhe dizer: “Espero que todos os mal-entendidos estejam esclarecidos. Acho que testemunhou de forma inequívoca o meu apreço e consideração pelos médicos portugueses e pela generalidade dos profissionais de saúde”.

Mas, segundo Miguel Guimarães, dentro de portas foi bem mais “enfático”. E aquele “retratamento” público, soube-lhe a pouco. Além disso, explica que, ao falar antes de Costa, “que fechou a conferência de imprensa”, não lhe “foi possível deixar mais claro que o apoio continuado aos lares não pode ser atribuído aos médicos de família, da forma cega que o primeiro-ministro a expressou. Assim, o primeiro-ministro não transmitiu integralmente e fielmente aquilo que minutos antes tinha reconhecido à Ordem dos Médicos”.

O bastonário reconhece que a reunião com o Governo (também esteve a ministra e o secretário de Estado da Saúde) “foi exigente de parte a parte, mas foi um começo para esclarecer alguns pontos relacionados com as competências estatutárias da Ordem dos Médicos e os resultados da auditoria” que a Ordem fez “ao Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, que tinham estado na origem de algumas das infelizes declarações”. Sobre o caso do lar, “a Ordem dos Médicos enfatizou que o apoio por parte dos médicos de família ao lar de Reguengos foi cumprido, mas que, como regra, os lares do setor social e privado devem ter apoio médico contratado para garantir que os seus utentes são acompanhados de forma regular”.

Um facto “não retira que os médicos de família acompanhem os utentes das suas listas nos vários ciclos de vida, nomeadamente quando estão numa Estrutura Residencial para Idosos, quando o apoio configure uma situação de domicílio, como sempre o fizeram até à data”, escreveu na carta. Depois desta explicação, avança que foi “perentório” no pedido para que Costa assumisse “uma postura diferente para com os médicos e reconhecer o seu papel meritório e insubstituível em todo o decorrer da resposta à Covid-19”.

A resposta do primeiro-ministro, “em vários momentos da reunião”, foi de reconhecimento que “os médicos cumpriram a sua missão no lar de Reguengos de Monsaraz e em todo o país e que as declarações à margem de uma entrevista ao Expresso, vindas a público no fim-de-semana, não correspondem ao que pensa sobre os médicos. O próprio primeiro-ministro reconheceu que as palavras proferidas na entrevista eram contraditórias com o seu pensamento sobre os médicos”. Foi esta a atitude que o bastonário vem agora dizer aos seus pares que acabou por não ver refletida nem na postura nem nas palavras do primeiro-ministro quando falou publicamente sobre o caso, depois de uma reunião em que se procurou aplacar a polémica entre Costa e os médicos.

https://observador.pt/2020/08/26/ordem-dos-medicos-acusa-costa-de-nao-ter-sido-fiel-ao-que-disse-dentro-da-reuniao/

Conclusão: O Bastonário deixou-se enganar pelo Costa!!!!!

E já agora o que diz a carta?

"Estimados colegas,

Como é do vosso conhecimento, decorreu hoje, terça-feira, a audiência entre a Ordem dos Médicos e o Primeiro-Ministro. A audiência foi pedida na sequência de várias declarações caluniosas proferidas sobre os médicos e sobre o caso do Lar de Reguengos de Monsaraz, muito em particular ao jornal Expresso, durante e à margem de uma entrevista, numa escalada que em nada beneficiava nenhuma das partes visadas, nem o interesse dos doentes e nem o combate a esta grave pandemia.

Na reunião, da parte da Ordem dos Médicos, estiveram presentes o bastonário e os presidentes dos Conselhos Regionais do Centro e do Sul. O Primeiro-Ministro fez-se acompanhar pela Ministra da Saúde e pelo Secretário de Estado da Saúde.

A reunião foi exigente de parte a parte, mas foi um começo para esclarecer alguns pontos relacionados com as competências estatutárias da Ordem dos Médicos e os resultados da auditoria que fizemos ao Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, que tinham estado na origem de algumas das infelizes declarações.

Durante esta audiência, entre outras questões, a Ordem dos Médicos enfatizou que o apoio por parte dos médicos de família ao lar de Reguengos foi cumprido, mas que, como regra, os lares do setor social e privado devem ter apoio médico contratado para garantir que os seus utentes são acompanhados de forma regular e que, neste nível de cuidados, é disponibilizada internamente toda a atividade clínica adequada. Isto não retira que os médicos de família acompanhem os utentes das suas listas nos vários ciclos de vida, nomeadamente quando estão numa Estrutura Residencial para Idosos, quando o apoio configure uma situação de domicílio, como sempre o fizeram até à data.

A Ordem dos Médicos foi perentória na necessidade de o Primeiro-Ministro assumir uma postura diferente para com os médicos e reconhecer o seu papel meritório e insubstituível em todo o decorrer da resposta à COVID-19.

Em vários momentos da reunião, foi reconhecido pelo Primeiro-Ministro que os médicos cumpriram a sua missão no lar de Reguengos de Monsaraz e em todo o país e que as declarações à margem de uma entrevista ao Expresso, vindas a público no fim-de-semana, não correspondem ao que pensa sobre os médicos. O próprio Primeiro-Ministro reconheceu que as palavras proferidas na entrevista eram contraditórias com o seu pensamento sobre os médicos.

No entanto, após a reunião, na conferência de imprensa conjunta, quando o Primeiro-Ministro, em declarações aos jornalistas, manifestou publicamente o seu apreço e consideração pelos médicos portugueses, não relevou a mensagem de retratamento da mesma forma enfática que aconteceu na reunião. Por outro lado, uma vez que falámos aos jornalistas antes do Primeiro-Ministro, que fechou a conferência de imprensa, não nos foi possível deixar mais claro que o apoio continuado aos lares não pode ser atribuído aos médicos de família, da forma cega que o Primeiro-Ministro a expressou. Assim, o Primeiro-Ministro não transmitiu integralmente e fielmente aquilo que minutos antes tinha reconhecido à Ordem dos Médicos.

Queremos assegurar-vos que a Ordem dos Médicos não deixará, nesta perspetiva, de continuar a defender a honra e a dignidade dos médicos e dos doentes, e a verificar por vários mecanismos, nomeadamente inquéritos e auditorias, aquilo que são os cuidados de saúde prestados e as boas práticas médicas. A Ordem dos Médicos está ao serviço do país, dos médicos e dos doentes, independentemente de opções e atitudes governativas e políticas do momento.

Continuaremos também, com a elevação que caracteriza os médicos, a privilegiar o diálogo com as instituições, sem abdicar de enveredar por outras medidas, sempre que necessário.

Atentamente,

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos

Carlos Cortes, presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos

Alexandre Valentim Lourenço, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos"
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #164 em: Agosto 26, 2020, 10:56:41 pm »
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1) Os médicos não são gajos;

2) Os médicos das unidades do Agrupamento Alentejo Central foram trabalhar no lar logo após o 1o caso identificado. Nunca tiveram essa obrigação, ao abrigo do seu contrato de trabalho e da Portaria n.º 1368/2007, de 18 de outubro. Mas foram.
Se dúvidas existissem, basta perceber que o presidente da ARS ameaçou com processos disciplinares mas não instaurou nenhum.

3) Os mesmos médicos não só foram trabalhar, em turnos de 12 horas, num contexto de risco inadmissível para a sua própria saúde, como denunciaram as condições indignas em que se encontravam os doentes. Fizeram-no mesmo sabendo que não fariam amigos, porque estava montada uma teia naquelas paragens: o presidente da ARS e o autarca de Reguengos (um verdadeiro senhor feudal, que também comandava a fundação gestora do lar) são do PS.

4) Os médicos que lá estiveram não merecem que o primeiro-ministro minta. E também não merecem que seja elevada a atuação do presidente da ARS, que também é médico, que considerou que havia necessidade para vigilância de 24 horas dos doentes, mas que não mexeu uma palha para ajudar doentes em risco de vida (talvez por achar que o seu cargo o ilibava de ser médico no meio da urina).

5) O país precisa de conclusões mais profundas do que a simples conversa de tasca. Estão a morrer demasiados idosos fora dos hospitais.
Porquê? As ministras da saúde e da S.Social sabem, ou também não vêem números?
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."