Tragédia no Japão

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Lusitano89

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #30 em: Abril 12, 2011, 10:00:18 pm »
Especialista Português defende que Fukushima "não será" igual a Chernobyl



A passagem do acidente nuclear no Japão para o nível de gravidade máxima deveu-se a uma reavaliação e não ao agravar da situação, que está longe de ser semelhante à de Chernobyl, defendeu esta terça-feira o presidente do Instituto Nuclear.

Segundo Júlio Montalvão e Silva, presidente do Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN), o que aconteceu foi que as autoridades fizeram «uma reavaliação de valores obtidos anteriormente, o que não significa que nestas últimas horas se tenha agravado a situação».

O Japão elevou hoje de 5 para 7 o nível do acidente nuclear de Fukushima, colocando-o no grau de gravidade máxima, idêntico ao da catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia.

«Estamos perante o grau mais alto, mas esse grau 7 é dez vezes menor, em termos de valores que foram utilizados, do que Chernobyl, portanto há uma diferença muito grande na avaliação dos riscos radiológicos», explicou.

Em Chernobyl houve um «lançamento para a alta atmosfera de grandes quantidades de elementos radioactivos e aqui isso não aconteceu», explicou, acrescentando que no acidente de Fukushima a maior parte dos níveis elevados de radioactividade estão concentrados localmente.

«Os riscos são locais, nos quilómetros à volta da zona em que ocorreu o acidente. É preciso ter cuidados especiais até que o problema esteja resolvido totalmente, que está em vias de o ser», salientou.

O presidente do ITN lembrou ainda que no caso de Chernobyl houve dispersão de produtos radioactivos, «a darem a volta ao mundo» e a serem depositados em vários países, entre eles, Portugal.

«Estamos a falar de níveis muitíssimo mais baixos e sem a dispersão dos elementos radioactivos. Não tem nada que se pareça com Chernobyl», salientou.

Em termos de contenção de danos, o responsável referiu que as pessoas foram retiradas da zona e que as análises feitas em permanência permitem monitorizar os níveis de radioactividade nos alimentos e na água.

Essas informações são obtidas a partir da Agência Internacional de Energia Atómica e das agências de segurança e protecção radiológica nuclear japonesas.

«Houve análises da cadeia alimentar no dia 11 de Abril, e da carne, fruta e legumes analisados nenhuma revelou estar afectado. Na água de consumo doméstico, de 28 de Março a 4 Abril, não se detectaram níveis de radioactividade nas três fontes de abastecimento de Tóquio», adiantou.

Relativamente a Portugal, Júlio Montalvão e Silva afirmou que o ITN publica diariamente as tabelas de valores medidos na zona.

«Desde início, os valores foram sempre extremamente baixos, mas as últimas leituras não foram sequer detectáveis», disse, sublinhando que os sistemas de análises e os detectores utilizados são extremamente sensíveis e permitem encontrar mesmo níveis muito baixos.

A Escala Internacional Nuclear e Radiológica (INES, na sigla em inglês) foi adoptada em 1990 pela Agência Internacional de Energia Atómica Nuclear com o objectivo de proporcionar uma informação mais imediata em caso de acidentes nucleares.

O nível zero da escala corresponde à ausência de anomalia, enquanto o nível 7, o mais elevado, traduz um acidente de gravidade, como o registado em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #31 em: Abril 18, 2011, 02:07:21 pm »
Japão repete os mesmos erros da Ucrânia após a catástrofe de Chernobyl


O director do Centro Científico de Medicina Radiológica ucraniano, Vladimir Bebechko, considerou que o Japão está a cometer hoje os mesmos erros no campo da medicina que a Ucrânia, depois da catástrofe de Chernobyl.

"As lições de Chernobyl não chegaram nem sequer ao Japão, que hoje comete os mesmos erros. Isto não obstante ser um dos países mais ricos do mundo e uma das nações mais disciplinadas", declarou numa mesa-redonda por ocasião do 25º aniversário da catástrofe nuclear ucraniana.

A explosão no quarto reator da Central Nuclear de Chernobyl (norte), considerado o maior desastre na história da energia atómica, ocorreu a 26 de abril de 1986 e provocou fugas de radioatividade que poluíram numerosas regiões da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia.

O médico ucraniano apontou como o maior erro dos japoneses o excessivo heroísmo atribuído aos trabalhos de liquidação das consequências da avaria na Central Nuclear de Fukushima, sublinhando que "neles é utilizado um número maior de salvadores do que o necessário".

"Daí que, não obstante o alto nível de civilização do país e o profissionalismo na abordagem da liquidação da avaria, a envergadura das consequências será significativamente maior do que poderia ser", precisou em declarações à Agência Lusa.

Segundo Vladimir Bebechko, é impossível passar sem atos de heroísmo em operações deste género, mas "os japoneses sujeitam-se teimosamente a um risco injustificado".

"As consequências negativas do heroísmo injustificado aquando da neutralização das consequências da avaria na Central Nuclear de Chernobyl deviam ter dado uma lição a toda a Humanidade", acrescentou.

O cientista ucraniano não descartou a possibilidade da envergadura da catástrofe na Central Atómica de Fukushima-1 poder vir a ser superior ao que aconteceu em Chernobyl depois de abril de 1986.

"O aumento das doenças cancerosas na Ucrânia provocado diretamente pela radiação de Chernobyl foi de 8 a 11% e o Japão deve ter isso em linha de conta", frisou.

Lusa
 

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Miguel Silva Machado

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GRANDE SISMO DO LESTE DO JAPÃO:O PAPEL DAS FORÇAS ARMADAS
« Responder #32 em: Abril 25, 2011, 01:31:03 pm »
Desde 11 de Março de 2011 que o Japão está confrontado com umas das situações mais complexas da sua existência. Mesmo com uma população treinada e serviços de socorro habituados a lidar com catástrofes naturais, desta vez as dimensões únicas do sismo e consequências do subsequente maremoto, levaram as Forças Armadas à “linha da frente” do apoio às populações e à contenção de um gravíssimo acidente nuclear. Aqui fica uma síntese do que se passou e as nossas conclusões.

http://www.operacional.pt/grande-sismo- ... s-armadas/

Miguel Silva Machado
http://www.operacional.pt/
 

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Lusitano89

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #33 em: Abril 25, 2011, 02:36:52 pm »
Portugal enviou roupa de criança para região de Fukushima


Uma cadeia de lojas em Portugal enviou 1.500 peças de roupa nova para o Japão, que serão distribuídas esta semana por crianças de localidades no perímetro de exclusão decretado em torno da central nuclear de Fukushima, disse fonte diplomática. O embaixador de Portugal em Tóquio, José de Freitas Ferraz, disse à agência Lusa que «1.500 peças de roupa não usada para crianças» foi enviada por uma loja da Petitpatapon em Portugal, serão «distribuídas nos próximos dias a crianças da orla costeira da zona de Fukushima que se encontram realojadas na cidade de Aizu-Wakamatsu, com o apoio do ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão».

Segundo o diplomata, estes são «os primeiros donativos de empresas portuguesas» que chegaram ao Japão e têm como alvo as vítimas do sismo e tsunami de 11 de Março, «em resposta a um apelo à solidariedade da sociedade civil formulado pela Embaixada de Portugal em Tóquio, através da Lusa».

No dia 11 deste mês, quando se assinalou um mês do sismo e tsunami que devastaram o nordeste do Japão, o embaixador José de Freitas Ferraz salientou, numa entrevista à Lusa, a importância de a sociedade civil portuguesa desenvolver iniciativas de solidariedade para com as vítimas daquela catástrofe natural ao constatar que no Japão a memória de Portugal «é muito forte».

Iniciativas de solidariedade por parte da sociedade civil portuguesa são «importantes, sobretudo para nós, portugueses, que temos na nossa língua palavras como biombo, catana, chá, chávena, que vêm directamente do japonês», defendeu o diplomata ao lembrar que os portugueses foram os «primeiros europeus a chegarem ao Japão, em 1543».

Além das 1.500 peças de roupa, o embaixador português disse que «um grupo de empresários da indústria têxtil, incluindo a Petitpatapon, Lanidor, Ana Sousa e Throttleman, têm já pronto para envio outro contentor de vestuário não usado para as vítimas do maior sismo e maremoto de que há registo no Japão».

«Os beneficiários da primeira distribuição foram encontrados por estas autoridades e trata-se de crianças oriundas de localidades situadas junto à costa da região de Fukushima, que se encontram dentro do perímetro de exclusão decretado em torno da central nuclear de Fukushima-Daichii», acrescentou José de Freitas Ferraz.

A área de evacuação num raio de 20 quilómetros em redor da central nuclear acidentada tornou-se zona interdita na sexta-feira, segundo anunciou o Governo japonês.

A medida foi justificada com a necessidade de um controlo mais eficaz da zona, já que a polícia nipónica descobriu, numa inspecção a milhares de casas, que mais de 60 famílias continuavam ali a viver, apesar dos riscos associados a elevados níveis de radiação.

O sismo e tsunami de 11 de Março causaram mais de 28 mil mortos e desaparecidos e deixaram mais de 170 mil desalojados.

Lusa
 

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #34 em: Abril 27, 2011, 08:20:55 pm »
Cultura de conluio levou ao desastre em Fukushima


Peritos japoneses e ocidentais afirmam que a regulação fraca ou inexistente tornou a central nuclear de Fukushima vulnerável a desastres naturais. Factos nos últimos anos demonstram como a cultura de conluio entre a indústria energética, os políticos, os reguladores e os cientistas abriram caminho ao segundo maior desastre nuclear da história.

O International Herald Tribune revela como no ano 2000, Kei Sugaoka, inspector nuclear americano de origem japonesa, que tinha trabalhado para a General Electric na central de Fukushima, denunciou ao regulador nuclear nipónico a existência de um exaustor de vapor rachado que ele acreditava estar a ser encoberto pela Tokyo Electric Power. Mas a Agência de Segurança Nuclear e Industrial (ASNI), em vez de obrigar a empresa a levar a cabo reparações, que seriam dispendiosas, revelou o nome do informador e este acabou por ser afastado da indústria nuclear.

O regulador deu instruções à Tokyo Electric Power para inspeccionar os seus próprios reactores e permitiu que a companhia continuasse a operar os seus reactores durante os dois anos seguintes, enquanto os executivos encobriam outros problemas mais sérios, como rachas nas coberturas que protegem os núcleos.

"Os japoneses estão cada vez mais a levantar a possibilidade de a cultura de cumplicidade ter tornado a central especialmente vulnerável ao desastre natural que abalou o país no dia 11 de Março", um sismo de magnitude 8,9 e um tsunami mortífero, escreve o IHT, apontando como falhas os muros baixos que protegiam Fukushima do mar e a colocação ao nível do solo dos geradores a diesel, que serviam de segurança em caso de falha do fornecimento de energia ao sistema de refrigeração e que falharam totalmente no dia do desastre.

A ASNI permitiu uma extensão de 10 anos de funcionamento para os reactores mais antigos, que já tinham 40 anos de vida. A extensão foi autorizada dias antes do tsunami apesar dos "avisos sobre a segurança" na central e "as admissões por parte da Tokyo Electric de que tinha falhado na realização de inspecções adequadas do equipamento crítico".

DN
 

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #35 em: Maio 02, 2011, 10:08:47 pm »
Ainda o acidente na central de Fukushima
Duarte Barral


Enquanto na semana passada se assinalavam os 25 anos da tragédia nuclear de Chernobyl, uma outra decorria ainda no Japão. O acidente na central de Fukushima já igualou a gravidade do de Chernobyl, que até agora era o mais grave de sempre. E naturalmente foi relançado o debate sobre os perigos da energia nuclear, o que levou mesmo países como a Alemanha a reavaliar os seus programas de produção de energia através da fissão nuclear.
Como ainda não foi completamente controlado, ainda não se conhecem as consequências exactas que o desastre de Fukushima terá para o ambiente e a saúde humana. O que é facto é que quantidades significativas de radioactividade foram libertadas para o ambiente e que as alterações provocadas durarão muito tempo.

As vantagens da energia nuclear são claras e devem ser reconhecidas. Numa altura em que o preço do petróleo não pára de aumentar, devido a conflitos nos países árabes, e a poluição gerada pelos combustíveis fósseis põe em risco o nosso planeta, a energia nuclear apresenta-se como uma alternativa que deve ser seriamente considerada por não contribuir para o efeito de estufa, não estar dependente de reservas de combustíveis fósseis que não são renováveis e por poder ser produzida por quaisquer países que tenham condições tecnológicas e financeiras para o fazer.

Mas os riscos existem e são bem conhecidos e lembrados quando há algum desastre nuclear. Mesmo num país tecnologicamente evoluído como o Japão e como uma organização exemplar, este desastre não conseguiu ser evitado. Claro que o sismo e tsunami que o provocaram representam condições absolutamente extraordinárias mas isso também significa que não se pode falar em segurança absoluta. Certo é também que a tecnologia continua a evoluir e que novos designs de centrais com duplo sarcófago se apresentam mais seguros.

Mas estes avanços tecnológicos têm custos que terão de ser levados em conta quando se pesam as vantagens e desvantagens desta forma de produzir energia. E não podemos esquecer que ainda há o problema do armazenamento dos resíduos das centrais pois estes demoram milhares de anos a decair. No entanto, também neste caso se pensa em formas de os reciclar ou reusar.

A enorme quantidade de energia libertada pela fissão nuclear é simultaneamente a sua grande vantagem, pela potencialidade que representa para resolver as nossas necessidades energéticas, e também a grande desvantagem pelo risco que este enorme potencial energético tem caso não seja rigorosamente controlado. Seja por erro humano, como no caso de Chernobyl, ou por um desastre natural de consequências imprevisíveis, como no Japão, por mais eficazes e redundantes que sejam os sistemas de segurança não é possível garantir que nunca acontecerão desastres.

Com apenas 6 acidentes até hoje com um nível igual ao superior a 4 de gravidade, numa escala que vai até 7, esta indústria pode ser considerada das menos perigosas. Mas ao contrário de outras, as falhas podem ter consequências terríveis que ultrapassam as fronteiras dos países e perduram durante gerações.

Ciência Hoje
 

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Lusitano89

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #36 em: Maio 06, 2011, 06:50:29 pm »
PM exige encerramente de central nuclear no centro do país


O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, exigiu hoje o encerramento de uma central nuclear no centro do país com forte risco sísmico, dois meses depois do acidente da central nuclear de Fukushima (nordeste). “Ordenei… que a Chubu Electric Power cesse as operações de todos os reatores da central nuclear de Hamaoka”, declarou Naoto Kan durante uma conferência de imprensa em Tóquio.

“Esta decisão foi tomada pela segurança dos habitantes”, precisou. “Também tivemos em conta o enorme impacto que um acidente grave na central de Hamaoka poderá ter no conjunto da sociedade japonesa”, adiantou.

Esta central situa-se a menos de 200 quilómetros a sudoeste de Tóquio e a uma centena de quilómetros de Nagoya, no coração da zona industrial.

Concretamente, esta decisão vai traduzir-se no encerramento dos reatores quatro e cinco e ao não relançamento do reator três, atualmente parado para verificações. As unidades um e dois desta central com cinco reatores já tinham sido desativadas.

Kan advertiu que nos primeiros tempos esta decisão pode implicar falta de eletricidade na região.

“As autoridades competentes, incluindo o Ministério da Ciência, consideraram que existe uma probabilidade de 87 por cento de vir a ser registado um sismo de magnitude 8 na região nos próximos 30 anos”, sublinhou o primeiro-ministro nipónico.

"É necessário pôr em prática medidas a médio e longo prazos, em particular a construção de muros de proteção em relação ao mar, que possam resistir” a um tsunami gigante, adiantou, sem dar pormenores de calendário.

A agência noticiosa japonesa Kyodo disse que a Chubu Electric concordou com a suspensão das operações.

Localizado na confluência de quatro placas tectónicas, o Japão é atingido pelos sismos mais fortes.

A 11 de março, um sismo de magnitude 9 seguido por um tsunami gigante devastaram o nordeste do arquipélago, causando mais de 25.000 mortos e desaparecidos. Em 1995, mais de 6400 pessoas morreram devido a um sismo em Kobe, no centro oeste.

Os ativistas anti-nuclear japoneses saudaram a decisão.

O Japão enfrenta há dois meses o mais grave acidente nuclear da história depois da paragem dos circuitos de refrigeração da central de Fukushima, provocada pela catástrofe natural de 11 de março.

A Tokyo Electric Power (TEPCO), operador desta central situada a 250 quilómetros a nordeste de Tóquio, prevê conseguir refrigerar os reatores até janeiro de 2012.

O Japão tinha cerca de meia centena de reatores nucleares em atividade antes do sismo. A energia atómica fornece no mínimo 30 por cento da eletricidade consumida no país.

Lusa
 

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Luso

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #37 em: Maio 19, 2011, 06:33:32 pm »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #38 em: Maio 19, 2011, 07:10:48 pm »
Induzido....... "naturalmente" ou "artificialmente", quem sabe....  :)    

Os mais velhos dizem que este calor húmido e abafado (aqui na Zona Oeste) é "tempo de terramotos" Em alguma coisa se baseia a sabedoria popular.
 

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Lusitano89

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #39 em: Junho 02, 2011, 12:33:31 pm »
Nasce coelho sem orelhas na região de Fukushima



O nascimento de um coelho sem orelhas, numa localidade situada a 30 quilómetros da central nuclear de Fukushima, está a preocupar a população da zona, com receio de que a anormalidade no animal seja resultado da radioactividade emitida pelas instalações nucleares que foram fortemente atingidas pelo sismo e tsunami que arrasaram o leste do Japão, a 11 de Março.

Segundo o El Mundo, alguns peritos asseguram que a malformação no coelho deve-se às fugas radioactivas da central que se registaram nos últimos três meses, naquele que foi considerado o segundo acidente nuclear mais grave de sempre. Mesmo assim, ainda não foram realizados os exames necessários a determinar a origem da malformação no coelho que tem dificuldades para se mover com normalidade.

Há 15 dias o governo japonês alargou a zona de exclusão ao redor da central nuclear. No total, cinco mil pessoas que vivam a 30km da central tiveram de deixar as suas casas. Numa primeira fase foram evacuados 80 mil japoneses que viviam a 20km da central.

DN
 

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #40 em: Junho 20, 2011, 05:08:37 pm »
Japão reconhece erros, mas mantém aposta na energia nuclear


O ministro de Energia japonês, Banri Kaieda, reconheceu, esta segunda-feira, que o seu país revelou excesso de confiança na segurança da energia nuclear, antes do acidente de Fukushima. No entanto, o mesmo responsável político também assume que o Japão vai ter de manter a aposta nesta fonte de energia, já que dela depende grande parte da indústria do país. «Em outros países houve enormes terramotos e tsunamis, mas a verdade é que os resultados destas catástrofes não levaram à revisão dos padrões de segurança (nuclear) do Japão», admitiu, durante uma conferência de imprensa ministerial sobre segurança nuclear, Kaieda.

No entender deste governante, tal situação deveu-se a um «excesso de confiança» na segurança nuclear do país por parte dos analistas japoneses.

No entanto, depois do que aconteceu em Fukushima, o Japão terá de rever todos os seus padrões de segurança, defende o ministro, até porque a aposta na energia nuclear terá de continuar, já que um abandono ou uma forte redução «teria forte impacto na economia japonesa e na das suas empresas, além de uma repercussão enorme sobre a economia mundial como um todo».

Recorde-se que cerca de 30% do consumo energético japonês provém de centrais nucleares, o que torna o Japão um dos países mais dependentes em todo o mundo desse tipo de energia.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #41 em: Março 11, 2021, 01:11:47 pm »
Japão assinala os dez anos do desastre de Fukushima


 

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Re: Tragédia no Japão
« Responder #42 em: Abril 13, 2021, 05:27:31 pm »
Água de Fukushima vai ser descarregada no Pacífico