União Europeia

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Re: União Europeia
« Responder #60 em: Março 12, 2022, 12:08:49 am »
Tudo muita conversa fiada, há países há anos em negociações e novas entradas só são esperadas após 2025, até lá é preciso cumprir vários requisitos.

Ouvi à minutos um debate na SIC Notícias muito interessante que refere que à mês e meio a Ucrãnia nunca seria aceite na UE (a França e a Alemanha não aceitariam um país tão grande com 44 milhões a entrar), mas por pressão da população (não há nada mais democrático), a Ucrãnia vai entrar na UE (se sobrar algo depois do ataque cobarde)!

Outro aspecto importante e que foi referido, a Polónia é tida como o irmão mais velho de toda a Europa de Leste e o mais activo.

Para além do reforço claro da defesa e da independência energética (que foi garantido que podiam fechar já hoje o gás e petróleo Russo, que o impacto não iriam prejudicar mais do que 1 a 3% da economia Alemã!!!) e agora parece que alguns países retomam os receios do passado que sempre tiveram, da Rússia desde sempre (o Paulo Rangel confessou que os colegas deputados da Polónia e da Roménia sempre lhe diziam do receio que tinham da Rússia, mas ele não valorizava muito.....) mas agora com o gigantesco rearmamento Alemão, que recorde-se, vai passar a ter o 3º maior orçamento de defesa do Mundo, com 150 mil milhões de euros anuais, também mete medo aos vizinhos!!!!!!
 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #61 em: Março 15, 2022, 03:42:46 pm »
Preço do gás natural está a descer e aproxima-se de valores pré-guerra na Ucrânia
https://executivedigest.sapo.pt/preco-do-gas-natural-esta-a-descer-e-aproxima-se-de-valores-pre-guerra-na-ucrania/
Citar
O preço de referência do gás natural TTF (Title Transfer Facility) encontrava-se esta segunda feira às 14h10 nos 121,1 euros por megawatt hora (MWh), continuando a tendência de descida desde o dia 7 de março.

Recorde-se que no dia 7 de março o preço do gás natural atingiu máximos históricos, batendo nos 345 euros por MWh.

Numa análise ao período de conflito, o gás natural encontrava-se nos 88 euros por MWh no dia anterior ao ataque do Kremlin à Ucrânia, tendo no dia 24 de fevereiro disparado para os 132 euros por MWh. Desde o dia 25 de março assistiu-se a uma subida constante até ao máximo histórico registado.

Agora nos 121,1 euros por MWh, o preço do gás natural está mais próximo do valor registado antes do início da guerra, mantendo uma tendência descendente.

Os preços da energia na Europa dispararam depois de as forças russas atacarem alvos em toda a Ucrânia, levando os governos ocidentais a prometer mais sanções em resposta. A Rússia iniciou uma invasão em larga escala da Ucrânia depois que o presidente Vladimir Putin prometeu “desmilitarizar”, “desnazificar” o país e substituir os seus líderes.

Recorde-se que em finais de 2021 o gás natural atingiu níveis recorde de 180 euros por MWh, número que foi largamente ultrapassado durante o conflito.

Sendo a Rússia a principal fonte de gás da Europa, está à vista uma crise energética em toda a Europa que afeta os preços não só do gás, como também da eletricidade e petróleo.

Pois mas em Portugal é ao contrário, o preço continua a aumentar, o mesmo se passa com a gasolina, quando na maioria dos países na Europa os preços já estão a baixar.
Em Portugal a gasolina voltou hoje a aumentar, algo vai mal na república das bananas.
 

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Re: União Europeia
« Responder #62 em: Março 16, 2022, 04:09:07 am »
Intel vai investir €80 mil milhões no fabrico de chips na Europa

A empresa americana Intel revelou que vai investir até 80 mil milhões de euros em toda a Europa, como parte de uma expansão ambiciosa. Esta tem como objetivo mitigar os desequilíbrios na indústria global de semicondutores que provocou a conhecida escassez de chips.

Também a União Europeia está empenhada em destacar o continente neste setor.



O CEO da Intel Pat Gelsinger anunciou que a empresa americana vai investir cerca de 80 mil milhões de euros durante a próxima década. O plano estende-se por toda a Europa e faz parte de uma expansão destinada a eliminar os desequilíbrios na indústria global de semicondutores. Conforme temos acompanhado, esta provocou uma grande escassez de chips, que afetou vários setores.

De acordo com o Associated Press, o dinheiro a ser investido pela Intel destina-se à criação ou expansão de locais para a produção de chips, bem como ao melhoramento dos centros de investigação, desenvolvimento e design na Alemanha, Irlanda, França e Itália.

Porque é que estamos a fazer isto? Porque o mundo tem uma procura insaciável de semicondutores, ou chips.
Disse Gelsinger.



Conforme explicado pela Intel, a empresa está a trazer, para a Europa, a sua tecnologia mais avançada, por forma a responder às necessidades de uma cadeia de fornecimento de semicondutores “mais equilibrada e resiliente”. A primeira fase de investimentos inclui 17 mil milhões de euros destinados ao aumento da sua capacidade de produção na Europa, especificamente em Magdeburg, Alemanha.

Segundo o ministro da economia alemão, Robert Habeck, este investimento irá impulsionar a “soberania digital da Europa”.

Europa quer ser um significativo produtor de chips e Intel faz parte do plano

Os líderes da União Europeia anunciaram um Chips Act de cerca de 42 mil milhões de euros, por forma a ajudar o continente a tornar-se um grande produtor de semicondutores, bem como reduzir a sua dependência dos mercados asiáticos.

A Presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen disse que esta decisão da Intel de investir na Europa é a primeira grande conquista ao abrigo da Chips Act. Além disso, revelou que a União Europeia quer duplicar a sua quota de produção global de chips para 20% até 2030.

enho a certeza que abrirá o caminho para que mais empresas sigam o exemplo.

https://pplware.sapo.pt/gadgets/hardware/intel-vai-investir-e80-mil-milhoes-no-fabrico-de-chips-na-europa/
 

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Re: União Europeia
« Responder #63 em: Março 16, 2022, 10:55:26 am »
Uma excelente noticia para a Europa  :G-beer2:
 

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Re: União Europeia
« Responder #64 em: Março 17, 2022, 12:55:27 pm »
Uma excelente noticia para a Europa  :G-beer2:

Infelizmente foram precisas 2 tragédias para os europeus perceberem o absoluto disparate que se deu com a deslocalização (para a Ásia) e desindustrialização da Europa. Com uma pandemia e uma guerra às portas, já percebem (quem decide), que sem a indústria poluente não vamos a lado nenhum!!!!!!!

Critico aqui sempre essa opção, a aposta dos países deve ser investir nos sectores primário (agricultura) e secundário (indústria) e desinvestir nos serviços!
 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #65 em: Março 18, 2022, 10:27:32 am »
Ucrânia: Próxima ronda de sanções ao petróleo e gás da Rússia vai ser um duro teste à unidade europeia
https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-proxima-ronda-de-sancoes-ao-petroleo-e-gas-da-russia-vai-ser-um-duro-teste-a-unidade-europeia/
Citar
A União Europeia tem exibido um sentido de unidade surpreendente mas também impressionante na aplicação das até agora quatro rondas de sanções à Rússia. No entanto, o escalar do conflito na Ucrânia vai significar um duro teste à coesão no espaço europeu, quando for necessário passar para o próximo nível de medidas restritivas.

Após uma oscilação inicial quando os países da UE inicialmente não conseguiram impor sanções contra o sistema de pagamentos SWIFT, a subsequente solidariedade do bloco em atingir a Rússia surpreendeu até os críticos mais severos da UE. E as medidas europeias desempenharam um papel significativo em minar seriamente a moeda russa e os mercados financeiros.

Uma quinta ronda de sanções provavelmente será um ‘Rubicão’ – A Ucrânia insiste que as receitas de petróleo e gás de Putin devem estar na mira e que todos os bancos russos devem ser cobertos por sanções. De acordo com o jornal ‘POLITICO’, a Ucrânia pediu um embargo energético total “que poderia reduzir significativamente o financiamento para a guerra e levar Putin a sentar-se à mesa de negociações”.

As receitas de petróleo e gás são o ‘elefante na sala’ quando se trata de financiar a Rússia. Kiev tem avisado que Putin pode sempre manter-se no poder e financiar a sua guerra quando recebe mais de 800 milhões de euros por dia pela energia.

Os diplomatas europeus garantem que a Polónia e os países bálticos, os que exibem uma linha mais dura contra o Kremlin, apoiam amplamente a abordagem de Kiev e enfatizam a importância de sancionar tanto o petróleo como o gás russo. “O dinheiro que estamos a usar para pagar petróleo e gás da Rússia é usado para apoiar a guerra contra a Ucrânia”, frisou ao jornal o ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Gabrielius Landsbergis.

Esta posição abre uma linha de conflito com Berlim, que é altamente dependente da energia russa e que, durante anos, procurou um apaziguamento político com Putin em vez de diversificar o abastecimento. Apoiada pela Hungria e muitos outros Estados-membros, a Alemanha disse que não é permitido atacar o petróleo e o gás. Ora, as sanções exigem unanimidade e, além da Polónia e uma mão-cheia de apoiantes, a proibição total do petróleo e gás parece longe de ser alcançada por enquanto.

Esta sexta-feira vai decorrer uma importante reunião de embaixadores que vai servir como um exercício de ‘avaliação’. Mas não é impossível que resulte num confronto já que alguns países de Leste, liderados pela Polónia, estão a exigir ações mais rápidas.

Até certo ponto, o debate sobre as sanções passou para uma segunda fase, garantem diversos diplomatas. “O trabalho continua mas é claro que muitos Estados-membros estão mais cautelosos do que nos primeiros estágios da guerra”, apontou um diplomata da UE.

A abordagem da UE às sanções nas últimas semanas provou ser muito mais eficaz do que em 2014, quando, após a primeira invasão da Ucrânia por Putin e a anexação da Crimeia, os polacos e os países bálticos ficaram furiosos porque os países da Europa Ocidental recusaram-se a aplicar sanções sérias.

Desta vez, o Ocidente mudou mas a questão do petróleo ameaça trazer de volta o principal cisma diplomático da UE em 2014, quando Varsóvia e Vilnius argumentaram que as nações ocidentais não entendiam a necessidade de dissuasão preventiva. Ainda assim, os diplomatas da UE enfatizaram que é muito simplista falar de uma divisão Leste-Oeste nas sanções, especialmente porque há um grande grupo de países orientais e ocidentais que estão a ser construtivos nas sanções em geral, mas querem evitar erros.

Os EUA e o Reino Unido já impuseram proibições de petróleo para parar de alimentar o esforço de guerra do Kremlin. Autoridades de alto escalão da UE, como o chefe de comércio da UE, Valdis Dombrovskis, ex-primeiro-ministro letão, também insistiram que sanções diretas de energia deveriam estar na mesa. Embora a UE não tenha descartado, em última análise, visar o petróleo e gás, atualmente não há tal proposta apresentada. “Não estamos nesse ponto”, garantiu um funcionário da UE. O que não significa que os países da UE estão a esquivar-se do golpe económico para o bem maior: o quarto pacote de sanções incluiu a proibição de uma ampla gama de produtos de luxo da UE e a importação de produtos siderúrgicos russos para a UE. Isso afeta diretamente uma ampla gama de sectores europeus – marcas de moda italianas, vinicultores franceses ou o comércio de diamantes belga, algo impensável antes da guerra.

No entanto, é preciso cautela: a UE não pode disparar todas as suas munições ao mesmo tempo. Bruxelas tem de manter algumas opções em carteira. “Deitar tudo fora da mesa agora vai prejudicar o processo diplomático”, garantem.
 

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Re: União Europeia
« Responder #66 em: Março 18, 2022, 10:48:39 am »
Ucrânia: Próxima ronda de sanções ao petróleo e gás da Rússia vai ser um duro teste à unidade europeia

Já está quantificado, a queda da economia alemã varia entre 1 e 3% se cortarem totalmente o gás e petróleo russo!!!!
 

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Re: União Europeia
« Responder #67 em: Março 18, 2022, 12:15:20 pm »
Ucrânia: Próxima ronda de sanções ao petróleo e gás da Rússia vai ser um duro teste à unidade europeia

Já está quantificado, a queda da economia alemã varia entre 1 e 3% se cortarem totalmente o gás e petróleo russo!!!!

Caro Viajante, no caso de cortarem totalmente o gás e petróleo russo, a queda da economia alemã será apenas entre 1 a 3%, não creio nisso, será bem mais.
Não esquecer que a alemanha já tem um inflação de 6% neste momento, e que a sua indústria, assim como a italiana, é bastante dependente do gás russo.
Se não estou em erro, 40% do gás usado na alemanha vem da russia, atualmente o primeiro gasoduto que está em operação, transporta 55 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente, que são usados principalmente na Alemanha.
A grande questão é, onde é que a Alemanha vai buscar esses 55 bilhões de metros cúbicos de gás, para substituir o que vem da Russia?
Isso não se faz de um dia para o outro, é preciso anos, por isso eu não acreditar nesse número de 1 a 3%.
« Última modificação: Março 18, 2022, 12:23:44 pm por Daniel »
 

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Re: União Europeia
« Responder #68 em: Março 18, 2022, 12:26:20 pm »
Ucrânia: Próxima ronda de sanções ao petróleo e gás da Rússia vai ser um duro teste à unidade europeia

Já está quantificado, a queda da economia alemã varia entre 1 e 3% se cortarem totalmente o gás e petróleo russo!!!!

Caro Viajante, no caso de cortarem totalmente o gás e petróleo russo, a queda da economia alemã será apenas entre 1 a 3%, não creio nisso, será bem mais.
Não esquecer que a alemanha já tem um inflação de 6% neste momento, e que a sua indústria, assim como a italiana, é bastante dependente do gás russo.
Se não estou em erro, 40% do gás usado na alemanha vem da russia, atualmente o primeiro gasoduto que está em operação, transporta 55 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente, que são usados principalmente na Alemanha.
A grande questão é, onde é que a Alemanha vai buscar esses 55 bilhões de metros cúbicos de gás, para substituir o que vem da Russia?
Isso não se faz de um dia para o outro, é preciso anos, por isso eu não acreditar nesse número de 1 a 3%.

Obviamente que assim que começou o conflito e vieram as sanções para cima da mesa, o corte de gás e petróleo russo foi imediatamente equacionado. Deixo-lhe uma das fontes, impacto máximo de 3% na Alemanha (que estimava crescer 3,5%):

https://eco.sapo.pt/especiais/e-se-a-russia-fechar-a-torneira-do-gas-a-europa/

A Primavera começa este fim-de-semana Daniel.
 

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Malagueta

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Re: União Europeia
« Responder #69 em: Março 22, 2022, 02:00:15 pm »
https://www.msn.com/pt-pt/financas/noticias/fran%C3%A7a-garante-j%C3%A1-n%C3%A3o-ter-retic%C3%AAncias-a-interconex%C3%B5es-com-pen%C3%ADnsula-ib%C3%A9rica/ar-AAVm8kD?ocid=msedgntp

A França já “não tem reticências” ao desenvolvimento das interconexões energéticas com a Península Ibérica, há muito reclamadas por Portugal e Espanha, garantiu esta terça-feira em Bruxelas o ministro para os Assuntos Europeus, Clément Beaune.
À chegada a um Conselho de Assuntos Gerais, preparatório do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira que será em boa parte consagrado à crise energética, à escalada de preços e à necessidade de a Europa diversificar as suas fontes de aprovisionamento, Beaune assegurou que a França – que atualmente preside ao Conselho da União Europeia – também reconhece a importância de desenvolver as interconexões no mercado europeu de energia e está disposta a acelerar esse processo, sobre o qual admitiu ter havido reservas no passado.

“Não temos reticências. Foi o caso no passado, é verdade […] Havia projetos antigos que levantavam questões, designadamente problemas de ordem ambiental, pelo que será necessário sem dúvida reconsiderar alguns projetos, mas a ideia de que precisamos de interconectar melhor o nosso mercado, sobretudo à luz desta crise, é sem dúvida importante, e não há reticências francesas sobre esse princípio”, declarou.

O ministro apontou que o próprio Presidente francês, Emmanuel Macron, “há três anos apoiou de novo o processo de desenvolvimento das interconexões, designadamente entre a França e a Península Ibérica, no plano do gás e da eletricidade”.

“Tivemos uma cimeira em Lisboa há alguns anos onde relançámos com Espanha e Portugal esse trabalho de interconexões, que assume ainda maior importância hoje”, face ao objetivo assumido da Europa de se libertar da dependência energética relativamente à Rússia, recordou, referindo-se a uma cimeira celebrada na capital portuguesa em 2018.

Assumindo que não há um calendário para avançar com as interconexões, Clément Beaune concordou, todavia, que “é necessário acelerar” o processo e antecipou discussões “nas próximas semanas”.

Na passada sexta-feira, após uma reunião em Roma com os seus homólogos de Itália, Espanha e Grécia, o primeiro-ministro António Costa afirmara-se convicto de que a França tem agora consciência da importância das interconexões com a Península Ibérica no contexto da diversificação das fontes de energia, lamentando que tal não tenha sido concretizado há anos.

Em declarações à imprensa após ter participado, em Roma, numa reunião com os seus homólogos italiano, Mario Draghi, espanhol, Pedro Sánchez, e grego, Kyriako Mitsotakis (este último por videoconferência) para concertar posições e propostas relativamente à política energética, com vista à cimeira desta semana, Costa lembrou que “a França já assinou dois acordos com Portugal e com Espanha, um em 2014” e outro já consigo próprio, com o Macron, e com Pedro Sánchez.

O primeiro-ministro considerou que “as questões que foram colocadas pelos reguladores estão hoje ultrapassadas”, pois “eram designadamente dizer que, face à abundância de fornecimento de gás, da Rússia designadamente, não havia necessidade de mercado de reforçar este abastecimento”.

“Sempre achei que foi um disparate ter limitado essa análise a meras condições de mercado e desconsiderar o problema geoestratégico que estava subjacente, que é o facto de a UE não poder estar no grau de dependência energética que está relativamente à Rússia. Se tivéssemos feito essas interconexões quando elas foram acordadas hoje a Europa não estava no problema de dependência em que estava”, observou.

Todavia, realçou que “o passado foi o passado, agora temos é que aprender com ele e, portanto, não perder nem mais um segundo”.

“Eu creio que neste momento a França também tem consciência disso. Tem consciência de que a energia que podemos fornecer é complementar da energia que a França também produz e que também quer naturalmente vender para o mercado europeu, e, portanto, creio que estão criadas as condições”, disse.

António Costa voltou a lembrar “a comunicação que a Comissão Europeia publicou há duas semanas” que “é inequívoca, e um dos exemplos que dá, alem da ligação entre a Grécia e a Bulgária, é a ligação entre Portugal e Espanha, e Espanha e a França, essa é muito clara”.

“E dos contactos que tenho tido com a Comissão Europeia, não tenho a menor das dúvidas que esta interconexão é absolutamente prioritária. E se não for pela França, como é o caminho normal, há caminhos alternativos, mais caros, mais difíceis, mas que não deixarão de ser executados”, concluiu
« Última modificação: Março 22, 2022, 03:00:52 pm por Malagueta »
 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #70 em: Março 23, 2022, 06:11:51 pm »
Ucrânia: “Proibição de energia russa significaria recessão na Europa”, alerta chanceler alemão
https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-proibicao-de-energia-russa-significaria-recessao-na-europa-alerta-chanceler-alemao/
Citar
A proibição imediata das importações de energia da Rússia iria desencadear uma recessão económica na Alemanha e por toda a Europa, segundo alertou esta quarta-feira Olaf Scholz. Ao Bundestag (Parlamento germânico), o chanceler alemão garantiu que a Alemanha irá encerrar a sua dependência energética da Rússia no devido tempo mas cortar todos os laços agora iria afetar a despreparada economia alemã.

“Vamos acabar com essa dependência [do petróleo, carvão e gás russos] o mais rapidamente possível mas fazer isso de um dia para o outro significaria mergulhar o nosso país e toda a Europa numa recessão”, garantiu o chanceler, alertando que “centenas de milhares de empregos estariam em risco, indústrias inteiras estariam à beira do precipício”.

“A verdade é que as sanções que já foram decididas também atingem muitos cidadãos e não apenas na bomba de gasolina”, apontou o chanceler germânico, argumentando que as sanções “não devem atingir os países europeus com mais força do que a liderança russa”.

A posição alemã ‘choca’ com pedidos de alguns países da União Europeia, particularmente da Europa Oriental, para uma rápida proibição das importações de energia russa como resposta à guerra de Moscovo na Ucrânia. Os comentários de Scholz chegaram quando o Ifo, instituto de pesquisa económica da Alemanha, cortou a previsão de crescimento deste ano para a economia nacional e aumentou as expectativas de inflação, citando os efeitos da guerra e das sanções.

“No curto prazo, estamos a garantir fontes adicionais de gás, petróleo e carvão… Estamos a diversificar as nossas fontes de fornecimento já nos próximos meses. Ao fazê-lo, estamos a construir os terminais de gás natural líquido existentes na Europa Ocidental, e construiremos os nossos próprios terminais de GNL muito mais rápido do que temos feito até agora”, explicou.
 

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Re: União Europeia
« Responder #71 em: Março 30, 2022, 02:10:22 pm »
Alemanha prepara-se para racionar gás natural face às exigências de Moscovo. Preços disparam 15%

https://eco.sapo.pt/2022/03/30/alemanha-prepara-se-para-racionar-gas-natural-perante-exigencias-de-moscovo/
 

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Re: União Europeia
« Responder #72 em: Abril 03, 2022, 11:40:13 pm »

Na altura chamaram maluco ao Trump, quando ele disse que os negócios do gás da Alemanha com a Rússia iam trazer problemas futuramente
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 
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Re: União Europeia
« Responder #73 em: Abril 04, 2022, 10:13:14 am »

Na altura chamaram maluco ao Trump, quando ele disse que os negócios do gás da Alemanha com a Rússia iam trazer problemas futuramente

é o problema quando se é mentiroso e/ou louco, quando depois se diz a verdade já ninguém acredita nem leva a sério
 
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Re: União Europeia
« Responder #74 em: Abril 04, 2022, 11:08:14 am »
Até porque aqui, desconfio, só o disse para poder reforçar a posição comercial dos EUA na venda de gás - se não tivessem gás para vender não  o diria.
Quidquid latine dictum sit, altum videtur