União Europeia

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Re: União Europeia
« Responder #45 em: Fevereiro 05, 2022, 11:50:03 am »
Goldman Sachs prevê dois aumentos de juros por parte do Banco Central Europeu
https://executivedigest.sapo.pt/goldman-sachs-preve-dois-aumentos-de-juros-por-parte-do-banco-central-europeu/
Citar
O Goldman Sachs prevê que o Banco Central Europeu (BCE) aumente as taxas de juro em 25 bps cada, duas vezes em 2022, em setembro e dezembro. Esta conclusão surge após as autoridades reconhecerem os riscos crescentes de inflação durante uma revisão de política na passada quinta-feira.

Estas previsões constam de um relatório publicado esta sexta-feira pelo Goldman Sachs, que perspetivam também que os formuladores de políticas decidam em março o encerramento do seu programa de compra de ativos até junho, revela a ‘Reuters’.

“Esperamos uma saída substancialmente mais cedo por parte BCE”, disseram estrategistas do Goldman Sachs, revela a mesma fonte.

Parece que realmente não há outra solução, a inflação continua a subir, agora às consequências para quem tem crédito habitação e não só, pode vir a ser muito mau.

Se fosse só o crédito à habitação Daniel....
É preciso recordar que o Estado tem uma dívida colossal de mais de 260 mil milhões de euros, que normalmente não encolhe, é sempre a subir! Utilizamos o truque da dívida em percentagem do PIB, para demonstrar que baixa, mas não é verdade, só baixa em %, se a riqueza do país crescer mais (como é agora o caso que estamos a recuperar da pandemia) em relação ao crescimento da dívida, o que é muito fácil de conseguir. Mas vai ver que a dívida total não baixa, o que sucede é que a dívida quando atinge a maturidade, é substituída por outra recém-emitida. Mas se os juros subirem, vamos estar a substituír dívida com juros mais baixos ou até negativos, por outra mais cara!!!!! Vamos ter uma parcela de serviço de dívida cada vez maior a pesar no Orçamento de Estado (mais uns milhares de milhões de euros para pagar os juros de 260 mil milhões...............)!

Para além dos particulares que já referiu, especificamente no crédito à habitação, some-lhe o crédito ao consumo e outro mais perigoso ainda, o crédito às empresas. Tenho dúvidas que existam muitas empresas que não dependam do crédito para sobreviverem ou até crescerem!!!!

No nosso caso que estamos muito endividados, a subida dos juros vai ser devastador!!!!!!
« Última modificação: Fevereiro 05, 2022, 11:50:47 am por Viajante »
 

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P44

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Re: União Europeia
« Responder #46 em: Fevereiro 05, 2022, 04:58:30 pm »
Lembram-se da crise económica que se anunciava antes do Covid? Aí vem ela
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #47 em: Fevereiro 07, 2022, 02:45:38 pm »
Porque é que o BCE (ainda) não subiu juros? É o trauma de 2011
https://eco.sapo.pt/2022/02/07/porque-e-que-o-bce-ainda-nao-subiu-juros-e-o-trauma-de-2011/
Citar
OBanco Central Europeu (BCE) pode vir a subir os juros este ano, mas o “trauma” de 2011 não sai da cabeça dos decisores. Christine Lagarde não repetiu a ideia de que seria improvável uma subida em 2022 e remeteu mais pistas para a reunião de março onde haverá novas projeções do staff do BCE para a taxa de inflação de médio prazo. “Acreditem em mim: assim que for necessário e as [três] condições forem cumpridas, nós iremos agir porque é o nosso dever e devemos fazê-lo”, disse a francesa, após a última reunião do conselho de governadores (onde está Mário Centeno, governador do Banco de Portugal).

Mas há um “trauma” que está na mente dos governadores dos bancos centrais da Zona Euro durante este período de níveis elevados de inflação: em 2011, também à saída de uma crise, o BCE liderado pelo também francês Jean Claude-Trichet decidiu aumentar os juros para responder a uma subida do preço da energia — tal como já tinha feito em 2008 — que levou a taxa de inflação para lá dos 2%. Isto numa altura em que o principal “trauma” era a aversão dos alemães à inflação, intrínseca ao Bundesbank (banco central alemão), pelo que aconteceu no pós Primeira Guerra Mundial (década de 20) e reunificação da Alemanha (década de 90). A subida decidida pelo BCE foi um dos fatores (mas não o único) que levou os juros de países como Portugal, que já estavam numa trajetória ascendente, a dispararem ainda mais.

Nessa mesma altura, confrontados com problemas semelhantes (mas sem o perigo de incumprimento como estavam alguns países da Zona Euro), a Fed e o Banco de Inglaterra não mexeram nos juros. Pouco tempo depois, Mario Draghi chega ao BCE e, com a economia europeia já em recessão e a crise das dívidas soberanas em andamento, reverte a subida dos juros. Meses depois, em julho de 2012, Draghi faz o discurso do “whatever it takes”, o que for necessário para preservar o euro. “E acreditem em mim: será o suficiente“, acrescentou. A moeda única sobreviveu para comemorar os 20 anos.

No dia em que o Banco de Inglaterra subiu os juros e o BCE os manteve, Frederik Ducrozet, economista do banco suíço Pictet e especialista no BCE, escreveu que uma das razões pelas quais os ingleses pareciam “confiantes” na decisão de subir os juros perante “um choque de oferta e uma crise de energia” pode ser o facto de não o terem feito em 2011. “Do mesmo modo, o erro do BCE há 10 anos pode bem ajudá-los a evitar que o repitam hoje”, acrescentou. Esta é uma das razões pelas quais o banco central da Zona Euro pode estar mais reticente do que outros bancos centrais.

Na nota em que antevê um lenta normalização da política monetária nos próximos tempos, Ducrozet escreve que é “improvável” que o BCE “exagere na reação” aos atuais níveis de inflação a não ser que as perspetivas de médio prazo mudem. É isso que poderá acontecer com as previsões do staff em março, tal como já sugerem as previsões que resultaram do inquérito dos analistas no primeiro trimestre divulgado esta sexta-feira: a previsão para 2022 subir para 3%, 1,8% em 2023, 1,9% em 2024 e 2% no longo prazo. O BCE já pode dizer, de certa forma, que as expectativas estão ancoradas no seu objetivo.
Continua

Na prática se o aumento dos juros chegar a acontecer, e parece que sim, quanto é que vai custar ao bolso dos portugueses, vamos ter um aumento de 2% ?
 

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Lusitano89

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Re: União Europeia
« Responder #48 em: Fevereiro 11, 2022, 01:25:26 pm »
União Europeia vai investir 150 mil milhões de €€ em África para concorrer com a China


 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #49 em: Fevereiro 11, 2022, 05:12:43 pm »
Lagarde admite que situação “preocupa muito” mas não quer “afogar a recuperação”
https://executivedigest.sapo.pt/lagarde-admite-que-situacao-preocupa-muito-mas-nao-quer-afogar-a-recuperacao/
Citar
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a entidade está ciente do impacto que as políticas e o aumento dos preços terão no bolso dos cidadãos, devido ao forte aumento da inflação que está em valores recorde.

Lagarde admitiu que essa situação a “preocupa muito” mas defendeu a política monetária do órgão, afirmando que o BCE já tomou providências, embora descarte por enquanto o aumento das taxas de juros.

“Se agíssemos com muita pressa agora [aumentando as taxas], a recuperação das nossas economias poderia ser consideravelmente mais fraca e os empregos seriam colocados em risco. Isso não ajudaria ninguém… Não queremos afogar a recuperação”, disse durante uma entrevista ao Redaktionsnetzwerk Deutschland.

Lagarde sublinhou que “os números da inflação estão a aumentar” e que o BCE tem isso em consideração na formulação de novas previsões, que serão conhecidas no próximo mês, revela.

No entanto, a Presidente do BCE acredita que a inflação deverá abrandar durante o curso do próximo ano, depois de “permanecer elevada no curto prazo”.

“A inflação deverá permanecer elevada no curto prazo, mas deverá abrandar durante o curso do próximo ano”, disse Christine Lagarde na conferência de imprensa de apresentação das decisões de política monetária do BCE, no passado dia 16 de janeiro.

A presidente do BCE disse ainda que “as previsões de inflação foram revistas em alta, mas ainda se projeta que a inflação estabilize abaixo do objetivo de 2% no horizonte de projeção”.

Por agora, o aumento dos juros está colocado de lado.
 

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Re: União Europeia
« Responder #50 em: Março 06, 2022, 06:50:37 pm »
Vem aí a estagflação por causa da guerra?
https://eco.sapo.pt/2022/03/06/%f0%9f%93%88-vem-ai-a-estagflacao-por-causa-da-guerra/
Citar
O cenário de estagflação já era temido antes da invasão russa na Ucrânia, mas agora ganhou força com o efeito ricochete das sanções económicas dos países do Ocidente sobre a Rússia. A estagflação, que é um período marcado pela elevada inflação, pelo baixo crescimento e por muito desemprego, ocorreu na década de 70 por causa de um choque petrolífero, mas irá agora repetir-se? O enquadramento económico atual é diferente, mas não é possível afastar essa hipótese.“Um cenário próximo da estagflação não está fora das possibilidades que podemos enfrentar“, avisou Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, no início desta semana, alertando as instituições europeias e os países europeus de que seria preciso “ajustar as nossas políticas a isso”, seja a política orçamental seja a política monetária. “A coisa mais importante é estarmos preparados e disponíveis para salvaguardar a estabilidade financeira”, afirmou, repetindo a promessa feito pelo Banco Central Europeu (BCE) após a invasão russa na Ucrânia.

Dias depois, numa aula em Lisboa, o ex-ministro das Finanças voltou a admitir que “há cenários de estagflação que estão à nossa frente”, mas notou que “tudo dependerá da duração do conflito e da resposta mais ou menos concertada – tem sido muito concertada – que os europeus derem ao episódio”. Para já, o cenário mais provável é uma desaceleração da economia europeia, tal como já antecipou a Comissão Europeia, e não uma recessão económica, até porque o PIB ainda está a recuperar da crise pandémica. O principal impacto económico virá pelos preços da energia, mas também não se deve negligenciar o efeito na confiança dos consumidores e empresários, avisou o comissário europeu da economia, Paolo Gentiloni.

Também esta semana, após uma reunião com os seus homólogos europeus, o atual ministro das Finanças, João Leão, confessou que há o entendimento geral na União Europeia de que “previsões [de crescimento] devem ser revistas em baixa” pelo que é “natural que em Portugal isso também possa acontecer” — a previsão oficial aponta para um crescimento anual acima de 5%. “Portugal, apesar de tudo, é dos países menos afetados“, acrescentou, referindo que, ainda assim, a economia portuguesa será uma das que mais crescerá em 2022.
 

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Re: União Europeia
« Responder #51 em: Março 06, 2022, 07:21:24 pm »
'Inflação empurra BCE para mais firmeza na política monetária'
https://sol.sapo.pt/artigo/764221/inflacao-empurra-bce-para-mais-firmeza-na-politica-monetaria
Citar
Os alarmes continuam a soar e a inflação continua a atingir máximos históricos. As consequências são muitas, incluindo o atraso no crescimento económico, como afirmam os especialistas ao Nascer do SOL.

Que os produtos estão mais caros, não é novidade. Produtos de primeira necessidade, legumes, frutas, leite, carne ou peixe, tudo conta com aumentos nos preços. Juntam-se também, claro, os combustíveis e a energia. E os mais recentes dados da inflação não são animadores uma vez que tem atingido máximos históricos.

Esta semana a OCDE revelou que a inflação homóloga na sua área subiu para 7,2% em janeiro de 2022, em comparação com 6,6% em dezembro do ano passado e apenas 1,6% em janeiro de 2021, atingindo a taxa mais alta desde fevereiro de 1991.

E, na zona euro, segundo o Eurostat, a taxa de inflação homóloga atingiu, em fevereiro, um novo máximo de 5,8% na zona euro, valor que é comparado com os 5,1% do mês anterior e os 0,9% registados em fevereiro de 2021.
Sobre estes dados, Henrique Tomé, analista da corretora XTB diz que «enquanto a inflação continuar a subir na zona euro, os decisores de política monetária poderão ser ‘obrigados’ a intervir através de aumento sobre as taxas de juro». E acrescenta que «embora recentemente a presidente do BCE tenha afastado essa possibilidade, a verdade é que se a inflação permanecer elevada e se não der sinais de abrandamento, o BCE não terá outra alternativa senão intervir, tal como está a fazer a Fed».

E diz ao Nascer do SOL, que se a inflação permanecer elevada e persistente, «poderemos vir a assistir a uma redução substancial de determinados produtos, correndo o risco de passarmos por um período de estagnação que poderá trazer consequências gravosas para o crescimento económico».

Em alguns países, já começa a haver escassez de alguns produtos nos supermecados.
O mundo está com uma bomba relógio nas mãos e não sabe. ::)
 

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Re: União Europeia
« Responder #52 em: Março 08, 2022, 10:38:21 am »
UE estuda emissão massiva de dívida para financiar despesa com energia e defesa

Comissão Europeia poderá emitir mais dívida conjunta para financiar despesa dos Estados membros com investimentos nas áreas da energia e da defesa, na sequência da guerra na Ucrânia.

A União Europeia deverá revelar um plano ainda esta semana para emitir dívida conjunta em grande escala para financiar a despesa no setor energético, mas também da defesa, avança a agência Bloomberg (acesso pago, conteúdo em inglês).

A proposta, cujos detalhes ainda estão a ser negociados, nomeadamente o montante do financiamento, poderá ser apresentada depois de os líderes europeus realizarem uma cimeira de urgência em Versailles, França, que decorre a 10 e 11 de março.

A nova emissão surgirá depois de a UE ter emitido dívida conjunta pela primeira vez no valor de 1,8 biliões de euros para financiar o pacote de recuperação das economias europeias, na sequência da pandemia.

Bruxelas quer reformular a sua infraestrutura militar e energética, na sequência do ataque da Rússia à Ucrânia, pelo que as necessidades de financiamento vão aumentar significativamente. A Comissão vai apresentar esta terça-feira uma proposta para reduzir a independência da energia russa, a qual vai passar por uma diversificação do abastecimento da energia e também por uma maior aposta nas renováveis.

“Precisamos de novas ferramentas para responder a novas questões que esta crise levantou”, disse o comissário da Economia, Paolo Gentiloni, no Parlamento Europeu esta semana.

O plano deverá envolver a Comissão Europeia, o executivo comunitário, que emitirá as obrigações e depois canalizar o dinheiro para os Estados membros sob a forma de empréstimos com condições para financiar gastos com defesa e energia, de acordo com fontes citadas pela agência.

Uma das opções em cima da mesa é estruturar este plano em moldes semelhantes ao programa SURE, um esquema que foi usado para financiar medidas de apoio ao emprego durante a pandemia.

https://eco.sapo.pt/2022/03/08/ue-estuda-emissao-massiva-de-divida-para-financiar-despesa-com-energia-e-defesa/

Parece que agora sim, vem aí o PRR para a Energia e Defesa!
Mas ainda sem exército comum (demora tempo). O dinheiro vai ser entregue aos países para investirem!
Finalmente estão a acordar para a importãncia da independência energética e de defesa!!!!

A reunião vai ser muito importante, para percebermos o montante que podemos ter acesso. Se o critério for da população, Portugal tem 2,1% de população da UE, pelo que em princípio vamos ter direito a 2,1% do fundo comum que for acordado. Será que a bitola dos 100 mil milhões de euros da Alemanha servem de referência? E alocarem esse montante ao fundo?
« Última modificação: Março 08, 2022, 10:45:50 am por Viajante »
 
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Re: União Europeia
« Responder #53 em: Março 08, 2022, 12:12:41 pm »
Bruxelas tem plano para reduzir em 80% dependência de gás russo
https://eco.sapo.pt/2022/03/07/bruxelas-tem-plano-para-reduzir-em-80-dependencia-de-gas-russo/
 

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Re: União Europeia
« Responder #54 em: Março 08, 2022, 12:23:46 pm »
Mais uma notícia positiva para Portugal e para a zona Euro:

BCE vai manter-se grande comprador de dívida

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/obrigacoes/detalhe/bce-vai-manter-se-grande-comprador-de-divida?ref=DET_Engageya_JNegocios

Traduzido por miúdos, significa que o BCE vai fazer tudo para manter os juros baixos nos países do euro, pelo menos até 2024.
Muito boas notícias para Portugal e para os portugueses, especialmente para quem tem créditos à habitação!!!!!!
 
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Re: União Europeia
« Responder #55 em: Março 08, 2022, 03:45:50 pm »
Mais uma notícia positiva para Portugal e para a zona Euro:

BCE vai manter-se grande comprador de dívida

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/obrigacoes/detalhe/bce-vai-manter-se-grande-comprador-de-divida?ref=DET_Engageya_JNegocios

Traduzido por miúdos, significa que o BCE vai fazer tudo para manter os juros baixos nos países do euro, pelo menos até 2024.
Muito boas notícias para Portugal e para os portugueses, especialmente para quem tem créditos à habitação!!!!!!

Pois, o pior pode vir depois de 2024, ou seja, pode ser que venham a ter de colocar toda a carne de uma só vez no assador.
 

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Re: União Europeia
« Responder #56 em: Março 10, 2022, 03:24:58 pm »
BCE acelera redução dos estímulos e mantém juros
https://eco.sapo.pt/2022/03/10/bce-acelera-reducao-dos-estimulos-e-mantem-juros/
Citar
Perante a escalada da inflação, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu acelerar a redução da compra de ativos e aponta para o terceiro trimestre para o seu fim. Só depois virão as subidas de juros.

Na primeira reunião de política monetária após o início da invasão russa na Ucrânia, o conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) deixou esta quinta-feira uma mensagem de apoio ao povo ucraniano e a promessa de fará o que for necessário para manter a estabilidade financeira. Porém, com a taxa de inflação a acelerar para 5,8% em fevereiro na Zona Euro, o banco central decidiu acelerar a redução do programa de compra de ativos (estímulos monetários), apontando o seu fim para o terceiro trimestre.

Tal como já tinha sido decidido, o programa extraordinário de compras pandémicas (PEPP) vai acabar no final de março (mas os montantes serão reinvestidos até ao final de 2024), uma decisão que se mantém. Em dezembro de 2021, o BCE tinha decidido substituir o PEPP por um programa antigo, o APP, com compras líquidas (principalmente de dívida pública dos países da Zona Euro) de 40 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2022 e de 30 mil milhões de euros no terceiro trimestre.

Contudo, com a subida dos preços na Zona Euro e mesmo com a ameaça de estagflação, o banco central decidiu colocar o pé no acelerador na retirada dos estímulos, mantendo as compras líquidas nos 40 mil milhões de euros em abril, mas baixando para 30 mil milhões em maio e para 20 mil milhões em junho. Além disso, aponta para o fim das compras líquidas do APP para o terceiro trimestre — anteriormente admitia que ainda havia APP em outubro a 20 mil milhões por mês –, o que abre o caminho para uma subida de juros no quarto trimestre.

“A calibragem das compras líquidas no terceiro trimestre será dependente dos dados e refletirá a nossa avaliação constante do panorama“, explica o conselho de governadores do BCE no comunicado, assinalando que se os números que chegarem nos próximos meses confirmarem a expectativa de que a taxa de inflação na Zona Euro não irá enfraquecer no médio prazo, mesmo com o fim dos estímulos, os estímulos monetários irão acabar no terceiro trimestre.

Por outro lado, se a previsão para a inflação de médio prazo e as condições financeiras “se tornem inconsistentes” com o alcance do objetivo de 2%, o BCE está pronto para “rever o calendário” das compras de ativos “em termos de tamanho e/ou duração”.

Em relação às taxas de juro, não há novidades. “A taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão inalteradas em 0,00%, 0,25% e −0,50%, respetivamente“, esclarece o comunicado.

O BCE explica que “qualquer ajustamento” aos juros só irá acontecer “algum tempo depois do fim” das compras líquidas do APP e “será gradual”. O conselho de governadores mantém a ideia de que as taxas de referência vão manter-se iguais até que a inflação alcance os 2% para lá do fim do horizonte da projeção e de forma duradoura, isto é, a médio prazo. Contudo, deixam cair a expressão “ou em níveis inferiores”, a qual ainda apareceu no comunicado anterior, afastando completamente a ideia de que os juros podiam baixar ainda mais.

No final do comunicado, o conselho de governadores deixa a garantia de que está preparado para ajustar todos os seus instrumentos, conforme apropriado, para assegurar que a inflação estabilize no seu objetivo de 2% no médio prazo.

Lagarde rejeita que haja aceleração da retirada dos estímulos

Na conferência de imprensa após a reunião, Christine Lagarde, presidente do BCE, rejeitou a ideia de que estas decisões correspondem a uma aceleração da retirada dos estímulos. “As decisões tomadas hoje são a continuação lógica das nossas decisões de dezembro e da nossa comunicação de fevereiro“, afirmou Lagarde, assegurando que os passos são dados com base nos dados que chegam. “Não estamos a falar de uma aceleração ou de um aperto. Estamos a falar de normalizar“, defendeu, justificando a normalização com os níveis elevados de inflação na Zona Euro.

A presidente do BCE reconheceu que houve “diferentes opiniões” dentro do conselho de governadores, tanto para um lado como para o outro, mas todos chegaram a um consenso para apoiar a proposta do comité executivo do BCE apresentada por Philip Lane, economista-chefe do BCE. É uma “abordagem equilibrada que cumpre o mandato que temos”, assegurou Lagarde, repetindo a ideia de que é um “progresso passo a passo” e não uma “aceleração”. “Não estamos a acelerar. Estamos a confirmar a nossa abordagem”, insistiu, reforçando a ideia de que o BCE tem “maximum optionality e flexibility” (flexibilidade e opcionalidade no máximo) face a um período de “máxima incerteza”.

A presidente do BCE também explicou a interpretação que se deve dar à substituição do termo “shortly before” para “some time after” aplicado ao momento em que pode haver um aumento dos juros. Anteriormente, não havia um “compasso de tempo muito grande” entre o fim da compra de ativos e a subida de juros. Agora, com a nova expressão, há um “horizonte aberto”, o qual dependerá dos dados que cheguem. “Tanto pode ser uma semana depois como meses depois”, especificou Lagarde, argumentando que o mais importante são os dados e não o horizonte temporal.
« Última modificação: Março 10, 2022, 03:25:42 pm por Daniel »
 

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Re: União Europeia
« Responder #57 em: Março 10, 2022, 05:37:30 pm »
Guerra ensombra economia da zona euro


 

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Re: União Europeia
« Responder #58 em: Março 11, 2022, 11:07:27 am »
“Noite histórica em Versalhes”: líderes europeus aceitam integração da Ucrânia na UE depois de cinco horas de discussão “acalorada”



Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) prometeram apoiar a Ucrânia na integração europeia, num comunicado divulgado esta madrugada. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacou uma das conclusões do encontro em Versalhes, França: “sem demora, reforçaremos ainda mais os nossos laços e aprofundaremos a nossa parceria para apoiar a Ucrânia na prossecução do caminho europeu”.

Já o Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, escreveu, na rede social Twitter, que a cimeira da UE foi “uma noite histórica em Versalhes”. “Depois de cinco horas de discussões acaloradas, os líderes da UE disseram ‘sim’ à euro-integração ucraniana. O processo começou. Agora cabe a nós e aos ucranianos concretizá-la rapidamente. A nação ucraniana heroica merece saber que é bem-vinda à UE”, afirmou.

No comunicado conjunto, “o Conselho Europeu reconheceu as aspirações europeias e a escolha europeia da Ucrânia”, lembrando a legitimidade do pedido de Kiev “para se tornar membro da União Europeia”. “O Conselho [Europeu] agiu rapidamente e convidou a Comissão [Europeia] a apresentar o parecer sobre este pedido. Até lá e sem demora, reforçaremos ainda mais os nossos laços e aprofundaremos a nossa parceria para apoiar a Ucrânia na prossecução do seu caminho europeu. A Ucrânia pertence à nossa família europeia”, diz o comunicado.

Os líderes europeus exigiram ainda “que a segurança das instalações nucleares da Ucrânia seja imediatamente assegurada com a assistência da Agência Internacional da Energia Atómica” e que “a Rússia cesse a ação militar e retire todas as forças e equipamento militar de todo o território da Ucrânia imediata e incondicionalmente, e respeite plenamente a integridade territorial, soberania e independência

da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

Por outro lado, lembraram que já adotaram “sanções significativas” contra a Rússia e que se mantêm dispostos “a avançar rapidamente com mais sanções”.

Os chefes de Estado e de Governo da UE iniciaram na quinta-feira uma cimeira de dois dias originalmente consagrada à economia, mas que focada na defesa e energia, por força da ofensiva russa na Ucrânia.

Agendada há muito pela atual presidência francesa do Conselho da UE, esta cimeira era dedicada integralmente ao “novo modelo europeu de crescimento e investimento”, mas a invasão da Ucrânia pela Rússia, há duas semanas, e as consequências do conflito para o bloco europeu impuseram alterações na ordem de trabalhos do encontro.

https://multinews.sapo.pt/noticias/noite-historica-em-versalhes-lideres-europeus-aceitam-integracao-da-ucrania-na-ue-depois-de-cinco-horas-de-discussao-acalorada/

Está dado o mote futuro (vai demorar tempo). Vamos ver é o que o ditador deixa depois de destroçar a Ucrânia!
« Última modificação: Março 11, 2022, 11:09:03 am por Viajante »
 
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Re: União Europeia
« Responder #59 em: Março 11, 2022, 08:37:19 pm »
Tudo muita conversa fiada, há países há anos em negociações e novas entradas só são esperadas após 2025, até lá é preciso cumprir vários requisitos.