Chaparral e bitubo

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legionario

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« Responder #90 em: Maio 24, 2008, 09:00:44 pm »
faça uma lista das coisas que o irritam, que eu prometo levar isso em conta !

cumprimentos
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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HSMW

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« Responder #91 em: Maio 25, 2008, 01:31:52 am »
Citação de: "Typhonman"
Portugal não precisa de artilharia de costa no presente momento, e a necessitar a melhor opção seriam baterias moveis de misseis Harpoon ou Exocet apoiados por uma rede eficiente de comando e controlo de tiro.


Só se estivermos prestes a ser invadidos.  :lol:
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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LuisC

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« Responder #92 em: Maio 25, 2008, 02:07:48 am »
A artilharia de costa fixa tem hoje em dia um valor quase nulo, sobretudo para defesa de portos e barras, que era a função principal da nossa. É um alvo extremamente vulnerável, fácil de anular e portanto de valor reduzido. O mesmo não se pode dizer quando é utilizada na protecção de estreitos, como por exemplo o Estreito de Gibraltar, onde a Espanha mantêm algumas baterias activas.
 

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AMRAAM

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« Responder #93 em: Maio 25, 2008, 12:29:55 pm »
Citação de: "LuisC"
A artilharia de costa fixa tem hoje em dia um valor quase nulo, sobretudo para defesa de portos e barras, que era a função principal da nossa. É um alvo extremamente vulnerável, fácil de anular e portanto de valor reduzido. O mesmo não se pode dizer quando é utilizada na protecção de estreitos, como por exemplo o Estreito de Gibraltar, onde a Espanha mantêm algumas baterias activas.

En efecto,en situaciones geograficas,tales como el estrecho de gibraltar,la artilleria de costa fija todavia pueden desempeñar un buen papel,aunque es cierto,que aqui en España,se tiene previsto dar de baja todas las baterias de costa fijas adscritas al "regimiento de artilleria de costa nº 5",y sustituirlas por otras moviles,concretamente por 16 obuses de artilleria SB-155(de 155 mm,que son los mismos usados por los grupos de  artilleria  por el ejercito de tierra), con los correspondientes sistemas de guia y direccion de los proyectiles,adaptados para tales misiones.Tambien  estaba previsto,constituir una unidad de misiles antibuque moviles en el estrecho,de hecho se especulo con la posible adquisicion de 4 lanzadores moviles de misiles Harpoon de 2ª mano a Dinamarca,tal es asi,que en los presupuestos de defensa de este año,se les asignaba una partida presupuestaria para tal efecto,aunque al final no ha sido ejecutada :( ,quedandose congelado este programa de momento.
SALUDOS!!
"Con la sangre de un guerrero y el primer rayo de sol, hizo Dios una bandera, y se la dio al pueblo español"
 

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PereiraMarques

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« Responder #94 em: Junho 04, 2008, 02:00:05 am »
Citar
Lamentavelmente, a situação da Artilharia Antiaérea é bastante diferente. A insuficiência de meios de defesa antiaérea aerotransportáveis, que permitam a constituição de uma BtrAAA com estas características (existe apenas um PelAAA MANPAD, para apoio da Brigada de Reacção Rápida), a inexistência de radares AA 3D e a ausência de sistemas de Comando e Controlo de Defesa Aérea que assegurem a necessária ligação a sistemas de defesa antiaérea de média altitude, permitem concluir que a participação da Artilharia Antiaérea na NRF e nos Battlegroup não será possível até ser completado o levantamento da BtrAAA (Stinger/Avenger/Sentinel) para a Brigada de Intervenção, que se prevê venha a acontecer apenas após 2015.

Este facto poderá condicionar a constituição do Battlegroup Português ou levar a que, na sua estrutura, a componente de Artilharia Antiaérea tenha que ser provida por outra nação, facto que não corresponde, de todo, aos anseios e às expectativas dos Artilheiros Portugueses.


 :arrow: http://www.revista-artilharia.pt/98603.htm
 

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Johnny

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« Responder #95 em: Junho 04, 2008, 09:53:16 am »
Quantas unidades do sistema Avenger serão adquiridas? Esse sistema irá ser incorporado nos nossos actuais Hummer?
 

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nelson38899

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« Responder #96 em: Junho 04, 2008, 10:16:16 am »
Para não trocar-mos os tópicos:

aqui deixo as caracteristicas do avenger, para os mais interessados:

Name Avenger
Crew 2
Combat Weight 8,300 lbs
Hull length 16ft 3 in
Width 7 ft 2 in
Height 8ft 8in
Ground Clearance 16 in
Track Width no tracks
Main Armament 8 Stinger missiles
10 km acquisition range
 
Secondary Armament 1 12.7mm M3P machine gun with 200 12.7mm rounds
Sensors and Fire Control Digital fire control, FLIR, CO2 laser rangefinder, driven-reticle optical sight, remot control unit operable from Humvee cab or away from vehicle
Armor supplemental armor on cab
Powerplant Detroit Diesel 135 hp coooled V-8
Suspension independent double A-arm with coil spring on all wheels
Speed 60 mph range 300 miles
Obstacle Clearence 1ft 10in , gradient 60% fording with preparation 5 ft, with out 2ft 6 in

no site
http://www.fas.org/man/dod-101/sys/land/avenger.htm
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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PedroM

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« Responder #97 em: Junho 04, 2008, 09:57:06 pm »
Cumprimentos a todos os foristas.
A meu ver a maior lacuna do exército consiste na virtual ausência de um sistema AA de curto e médio alcance para protecção das Brigadas de Intervenção e Mecanizada.

Parece-me que todas as demais vulnerabilidades do exército, em termos de equipamento, estão em vias de ser minoradas num futuro próximo, Leopard, Pandur, substituição da G3, novas VTBL (apesar do concurso estar parado...), novos radios.

Não compreendo que a aquisição do Avenger e de um sistema de médio alcance para a BI e a BM seja calendarizado para lá de 2015.

Em minha opinião a próxima revisão da LPM devia antecipar a aquisição destes equipamentos, até se necessário, por troca com o UALE, que, parece-me só fazer sentido se existir um Navpol e como não vamos ter um nos próximos 10 anos, defendo que os investimentos no UALE deviam ser desviados para a aquisição de sistemas AA de curto e medio alcance. O que pensam disto?
 

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PereiraMarques

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« Responder #98 em: Junho 04, 2008, 10:12:43 pm »
Ainda sobre o Exercício Relámpago 08, chamo a atenção para as fichas técnicas sobre os equipamentos de AAA utilizados:
 :arrow: http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... _Reais.pdf
 

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Lightning

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« Responder #99 em: Junho 04, 2008, 11:19:44 pm »
Citação de: "PedroM"
Parece-me que todas as demais vulnerabilidades do exército, em termos de equipamento, estão em vias de ser minoradas num futuro próximo, Leopard, Pandur, substituição da G3, novas VTBL (apesar do concurso estar parado...), novos radios.

Pensava que os M113 iam ser modernizados, ou já está a pensar mais à frente?

Citar
Em minha opinião a próxima revisão da LPM devia antecipar a aquisição destes equipamentos, até se necessário, por troca com o UALE, que, parece-me só fazer sentido se existir um Navpol e como não vamos ter um nos próximos 10 anos, defendo que os investimentos no UALE deviam ser desviados para a aquisição de sistemas AA de curto e medio alcance. O que pensam disto?


Essa não percebi, o que tem o UALE a ver com o Navpol?
Os helicopteros podem voar de pistas em terra :wink: .
 

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PedroM

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« Responder #100 em: Junho 04, 2008, 11:36:16 pm »
Quando me referi às VTBL estava a pensar nas 101 unidades 4x4 cuja aquisição está prevista. Se utilizei a terminologia errada, as minhas desculpas...

Quanto ao UALE e ao Navpol... Para mim as duas coisas só fazem sentido em conjunto porque não creio que o UALE seja o meio mais indicado para intervir num cenário de operações puramente terrestres, na Europa por exemplo, por 2 motivos:
- Ou é um conflito assimétrico e os objectivos tacticos do UALE poderão ser atingidos por meios terrestres;
-Ou é um conflito de alta intensidade e aí o UALE acho que "é bom para nada" já que não tem capacidade para sobreviver a uma situação desse tipo. Quem lhe asseguraria a protecção aérea?

Vejo a utilidade do UALE mais numa acção de intervenção para protecção ao nossos cidadãos num país africano (daí a necessidade do Navpol), do que em qualquer outra situação.

Esta é a minha opinião levantem os helis de terra ou não... :wink:
 

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Lightning

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« Responder #101 em: Junho 04, 2008, 11:46:41 pm »
Citação de: "PedroM"
Quando me referi às VTBL estava a pensar nas 101 unidades 4x4 cuja aquisição está prevista. Se utilizei a terminologia errada, as minhas desculpas...

Por acaso também não sei ao certo mas pensei que VTBL fosse a sigla de Viatura de Transporte Blindado de Lagartas   :D .

Citar
- Ou é um conflito assimétrico e os objectivos tacticos do UALE poderão ser atingidos por meios terrestres;

Então acha um disparate as operações helitransportadas no Afeganistão?

Citar
-Ou é um conflito de alta intensidade e aí o UALE acho que "é bom para nada" já que não tem capacidade para sobreviver a uma situação desse tipo. Quem lhe asseguraria a protecção aérea?

A NATO, mas se o NH-90 não tem capacidade de sobreviver então o mais certo é mais nenhum helicoptero ter.

Citar
Vejo a utilidade do UALE mais numa acção de intervenção para protecção ao nossos cidadãos num país africano (daí a necessidade do Navpol), do que em qualquer outra situação.


Então e os 4 EH-101 Merlin da Força Aérea que tem capacidade de embarcar em navios?
 

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Lightning

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« Responder #102 em: Junho 05, 2008, 12:01:07 am »
Já agora deixo a minha opinião sobre a utilização do UALE :lol: .

Em primeiro lugar a aviação ligeira do exército vai ser usada em apoio às missões do exército e prevejo duas hipoteses.

1- Um destacamento de 3 ou 4 NH-90 TTH e outros tantos helicopteros ligeiros permanente no TO, por exemplo actualmente no Afeganistão poderiamos ter a Companhia de Comandos ou Pára-quedistas, o TACP e um Destacamento de Helicopteros tudo como uma força conjunta ou em inglês - QRF. Exemplo disse foi o destacamento de 4 Allouette III em Timor durante uns 2 anos penso eu.

2- Em acordo com os aliados, ter uma força permanente de X (imaginemos 50 por exemplo) helicopteros NH-90, e outros de outros tipos (ataque, transporte pesado, etc)mas esses não interesse porque não os possuimos, durante um periodo de 6 meses Portugal teria que fornecer alguns NH-90 a esse total, tendo depois um periodo imaginemos 1 ano mas pode ser mais de repouso até voltar a enviar helicopteros para o terreno. Exempo disse é o destacamento do F-16 no Baltico, que é em sistema de rotação entre as nações NATO.
 

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PedroM

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« Responder #103 em: Junho 05, 2008, 01:06:13 pm »
Lightning escreveu:
Citar
- Então acha um disparate as operações helitransportadas no Afeganistão?;

Não acho nenhum disparate as operações helistransportadas no Afeganistão.

Vamos lá a ver uma coisa:

Eu não sou contra o UALE. O que eu acho é que o UALE não deve ser uma prioridade na aquisição de equipamentos para as FA's e muito menos ter primazia face à aquisição de modernos sistemas AA shorad e de médio alcance, que para mim, são a maior debilidade do exército.

A aquisição daqueles sistemas AA permitiria uma muito maior autonomia e aumentaria bastante a possibilidade de empregar meios da BM e da BI em cenários de colaboração quer na NATO quer na UE.
Resumindo: A aquisição de meios AA de curto é médio alcance acrescenta muito mais capacidade de intervenção ao exército como um todo, do que o UALE.
Não me parece que a ambição de poder transportar uma companhia, creio ser esse o objectivo do UALE e é um objectivo bem modesto, até do ponto de vista operacional, justifique o dinheiro a investir.
Se querem "por de pé" uma unidade desse tipo, tudo bem, mas em minha opinião, há outras prioridades a resolver muito antes disso...


Citar
Então e os 4 EH-101 Merlin da Força Aérea que tem capacidade de embarcar em navios?


Tudo bem, mas o UALE, ou parte dele, também poderá integrar uma força que seja transportada no Navpol. Penso eu...

Com isto já me ía esquecendo que este tópico é sobre AAA.  :lol:
 

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tyr

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« Responder #104 em: Junho 05, 2008, 01:28:20 pm »
No actual cenario nacional e internacional os helis acabam por ser muito mais uteis que os sistemas AAA, pois normalmente quando existe uma projecção de forças nacionais, a superioridade (e defesa) aerea esta sempre garantida (quer pela nossa FAP, quer pelos nosos aliados), mas a mobilidade e o reabastecimento das nossas forças fica muitas vezes dependente de apoios externos (que muitas vezes por motivos de prioratização interna demoram demasiado tempo a apoiar as nossas forças).
a AAA é actualmente tão importante como os Leopard 2A6 (são equipamentos necessarios mas a probabilidade de serem alguma vez empregues em cenario real são infimas), enquanto a autonomia a nivel de transportes aereos é gritante (a nivel da proteção civil, se houver um incidente NBQR que requeira o envio de equipas de descontaminação e CBRN do exercito, a dependencia do transporte aereo por outra entidade, pode comprometer a celeridade necessaria para o sucesso da missão).
A morte só é terrivel para quem a teme!!