Política em Portugal

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Re: Política em Portugal
« Responder #2130 em: Março 27, 2024, 04:06:19 pm »
https://twitter.com/aerocisco_pt/status/1772950402687737950

"A função do PSD é oferecer uma desaceleração do socialismo por períodos curtos, para o povo se acalmar."
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #2131 em: Março 27, 2024, 04:17:46 pm »
Pode ser um meme de 3 pessoas, barba e texto que diz
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #2132 em: Março 27, 2024, 04:22:22 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Política em Portugal
« Responder #2133 em: Março 27, 2024, 04:32:36 pm »
Citação de: Malagueta
O que fizeram as duas crianças??? o que vimos pela TV e ouvimos pela radio.....

Numa coisa simples, no 1º acto da assembleia  o Srs Pedro Nuno e Ventura mostraram o que são ..  a beira de uma guerra na europa...

Sem dúvida, que tanto o PS quanto o Chega se comportaram como irresponsáveis, ainda que os dois tenham interesse nisso,.

O PS, pretende afirmar que os partidos à direita é que mandam e que por isso o PS é o líder da oposição.
Do lado do Chega, mais ou menos a mesma coisa.
O problema, é que objetivamente, no dia de ontem, o Chega teve nas mãos a hipótese de eleger alguém do PSD para a presidencia do parlamento, mas optou for fazer birrinha, como qualquer menino mal comportado.
E hoje, mercê da criancice do Ventura, o PS vai continuar na presidência da AR, ainda que provavelmente isso nem venha a acontecer, porque até lá, cai o governo.

Esta é a patética realidade do partido Shegalista e não há volta a dar à coisa.
O Ventura pode gritar muito e andar à pressa a remendar a trapalhada que criou, gritando esbracejando e fazendo-se de vítima.

Mas a porcaria que fez, não tem volta.

Há culpas também por parte do regimento da Assembleia, que após quarenta e oito anos de Assembleia da República, ainda mantém regras absurdas, como uma segunda volta, em que é preciso ter 116 votos.

Se o sistema fosse mais lógico, ontem o Chega teria que ter decidido o que fazer e tudo ficava mais claro. Se não votasse em ninguém, ajudaria o PS a eleger a 2ª figura do estado.


Ninguém pode estar surpreendido ! ! !
Como dizia o Miguel Judice ontem, este Ventura optou pela via revolucionária. É anti-sistema (substituiu o PCP)
O objetivo dele é queimar Portugal.
Queimar tudo, é o objetivo confesso de Steve Bannon, o alegado financiador de grande parte dos partidos extremistas da Europa Ocidental.
E Steve Bannon, apoiante de Donald Trump, declara-se um Leninista.

Se alguém quisesse unir os pontos, ontem o lapis do sr, Ventura ajudou bastante.

« Última modificação: Março 27, 2024, 04:40:30 pm por papatango »
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #2134 em: Março 28, 2024, 07:57:21 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Re: Política em Portugal
« Responder #2135 em: Março 28, 2024, 11:18:58 am »
Vejam o artigo que vale a pena, e sim é sobre a politica nacional.

O problema dos três corpos

Sem querer dar spoilers, no terceiro episódio uma das personagens tenta explicar os problemas que afectam um mundo virtual: “Este planeta faz parte de um sistema estelar de três corpos. Quando um planeta gira à volta de um dos sóis numa órbita estável, é uma era estável. No entanto, se um dos outros sóis arrebatar o nosso planeta, vagueamos pelos campos gravitacionais dos três sóis e então é uma era caótica.”

https://www.publico.pt/2024/03/28/opiniao/editorial/problema-tres-corpos-2085088




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Re: Política em Portugal
« Responder #2136 em: Março 28, 2024, 05:02:03 pm »
Estou com receio deste vídeo já ter sido colocado aqui (pior se fui eu)... tendo em conta que nunca pensei em ter ficado tão satisfeito pelo tempo investido e ter ficado admirado haver socialistas que, não só têm coragem para dizer mt do que aqui é dito, como o pensam - vou arriscar a colocar, vejam.


Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #2137 em: Março 28, 2024, 05:52:46 pm »
Já aqui falado várias vezes:

PRR: Costa deixa a Montenegro cinco compromissos por cumprir para pedir novo cheque
Novo Governo herda cinco marcos e metas por cumprir antes de poder solicitar o desembolso integral da quinta tranche a que o país tem direito do Plano de Recuperação e Resiliência. Além da reforma do Estado e os incentivos ao mercado de capitais, há mais três medidas que ficaram por realizar.



Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt


O Governo cessante deixa ao novo Executivo cinco compromissos por cumprir para que possa ser solicitado o quinto pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de cerca de 2,7 mil milhões de euros. O balanço da execução foi divulgado esta quinta-feira pela estrutura de missão Recuperar Portugal, que contratualiza e monitoriza a execução do PRR.

A entidade liderada por Fernando Alfaiate refere, na comunicação de balanço da execução, que está a recolher, junto do Governo e das entidades públicas responsáveis pela execução da chamada "bazuca" europeia, "todas as evidências necessárias relativas aos marcos e metas estabelecidos" com Bruxelas. Só depois de concluída essa avaliação informal, o novo Governo poderá submeter o quinto pedido de desembolso do PRR.

Acontece que, caso decida avançar com o quinto pedido de desembolso assim que estiver concluída essa avaliação, Portugal não terá acesso, pelo menos para já, à totalidade das verbas previstas. Isso acontece porque ainda não foram completadas todas as metas e marcos que dizem respeito ao novo pedido de desembolso, que pode ser formalmente solicitado à Comissão Europeia no arranque de abril.

Em vez disso, Portugal está apenas em condições de avançar com um pedido de desembolso parcial, como aconteceu quando o Governo que agora cessa funções avançou com o terceiro e quarto pedidos de pagamento em simultâneo. Em alternativa, se tiver disposto a esperar, o novo Governo terá de cumprir primeiro os compromissos que o Executivo de António Costa não conseguiu fechar a tempo.

Para o pedido integral da quinta tranche do PRR, Portugal comprometeu-se a implementar 42 marcos e metas, referentes a 13 reformas e 29 investimentos. Desses 42 marcos e metas, apenas 13 contam já com validação informal concluída junto da Comissão Europeia. Por outro lado, 24 estão ainda na fase de "recolha e/ou envio de evidências, para posterior submissão" a Bruxelas, "embora com validações informais já parcialmente concretizadas, mas ainda não fechadas".

Os restantes marcos e metas (cinco) estão incompletos, o que não permite, por enquanto, avançar com um pedido de desembolso integral das verbas a que Portugal tem direito nem aumentar a execução, que assenta numa lógica de compromisso, para 32%.

O que está por cumprir?

Por cumprir está a reforma do modelo de funcionamento do Estado e da administração pública, cujo decreto-lei foi aprovado, na generalidade, esta segunda-feira no último Conselho de Ministros liderado por António Costa. Nesse mesmo Conselho de Ministros, foi também aprovada uma proposta de lei com vista ao desenvolvimento do mercado de capitais.

Alegando que o "trabalho de casa está feito", António Costa defendeu, no final do último Conselho de Ministros, que, por ser tratar de uma proposta de lei, "não é possível" o desenvolvimento do mercado de capitais por a Assembleia da República ter sido dissolvida. Já no caso da reforma do Estado, defendeu que "não seria cordial condicionar a organização dos órgãos de apoio ao Governo" quando o anterior se preparar para cessar funções.

Mas, além desses dois dossiers que António Costa diz já ter deixado prontos a aprovar pelo novo Executivo assim que tomar posse, há outras duas medidas que a estrutura de missão Recuperar Portugal diz que não estão completas: o lançamento do primeiro leilão para a compra centralizada de biometano sustentável e atribuição da licença, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), relativa ao Regime Unificado dos Fluxos Específicos de Resíduos (UNILEX), cujo diploma foi promulgado a 11 de março.

Já no que toca aos investimentos, a Recuperar Portugal dá conta de que falta ainda apresentar a conclusão do processo sobre a verificação da conformidade ambiental do aproveitamento hidráulico de fins múltiplos do Crato, para que este investimento possa arrancar. Este investimento inclui a "adoção da conceção atualizada da barragem (DCAPE) e a entrada em funcionamento da barragem", num custo total de 141 milhões de euros.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/fundos-comunitarios/detalhe/prr-costa-deixa-a-montenegro-cinco-compromissos-por-cumprir-para-pedir-novo-cheque
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Re: Política em Portugal
« Responder #2138 em: Março 30, 2024, 09:01:37 am »
Citar

Uma parte do eleitorado cansou-se dos serviços públicos que o são cada vez menos; do mundo oficial que soterra em cansado e impotente paleio a percepção de que os filhos vão viver, se ficarem cá, pior do que os pais; da Justiça de faz-de-conta; dos imigrantes que surdem de debaixo das pedras como se fosse uma fatalidade sem remédio os filhos que as portuguesas não têm, e os das que os têm mas fogem daqui, serem substituídos por filhos de estrangeiras que, em muitos casos, dificilmente deixarão de constituir guetos inassimiláveis; e da difusa percepção geral de que, numa Europa que perde lugares no mundo, Portugal perde-os na Europa.

Do observador.pt (premium)
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Re: Política em Portugal
« Responder #2140 em: Abril 02, 2024, 12:38:38 pm »
Serviço Militar Obrigatório? Não, obrigado
É um facto que são necessárias soluções para aumentar a quantidade e competências dos nossos militares, mas soluções que não passem por reativar o vetusto serviço militar obrigatório.

Há determinadas ideias que regularmente voltam à sociedade portuguesa. O método é sempre o mesmo: aparecem num artigo de opinião de um notável, fazem o seu caminho e acabam esquecidas, seja pela sua impraticabilidade ou por serem inaceitáveis. Mas passado um tempo, ei-las de volta, promovidas pelos mesmos que as veem como excelentes para rapidamente resolver problemas complexos. É assim com a ideia do regresso do serviço militar obrigatório (SMO).

O SMO terminou em 2004 e seguindo as tendências europeias, transformou por completo a forma como passaram a ser geridos os recursos humanos ao serviço das forças armadas (FFAA). Transitámos de um modelo de serviço militar baseado na conscrição para um modelo assente no voluntariado.

Mas o mundo mudou. A guerra na Ucrânia estimulou os Estados europeus a aumentarem os seus orçamentos de defesa. Os países europeus anunciaram um aumento total com o investimento em Defesa e a UE deu passos importantes no apoio aos ucranianos, fornecendo apoio financeiros em assistência militar, provando que está disposta a suportar ampla assistência aos seus parceiros. Caso disso é a apresentação no início deste mês da primeira estratégia industrial de defesa da União Europeia.

Esta mudança de atitude não apaga, no entanto, o longo período de desinteresse dos Estados-membros após a crise económica e financeira de 2007-2008. Ter novamente a guerra “à porta” levou a uma reorientação na estratégia de investimento dos países europeus no capítulo da defesa e segurança.

Um dos desafios é que, para acomodar esta reorientação estratégica, são necessários militares, algo que o continuado desinvestimento nas forças armadas desincentivou, estagnando os modelos de recrutamento e retenção de militares e diminuindo significativamente o seu contingente nos países europeus. Portugal não foi exceção.

Mas não é só um problema de quantidade. É também de competências, de especialização. A guerra também mudou. Os conflitos modernos envolvem cada vez mais operações ciber, incluindo ataques cibernéticos aos sistemas de defesa, às infraestruturas críticas e às redes de comunicação. Os drones e os veículos terrestres autónomos desempenham um papel crescente em operações militares, bem como a robótica militar e a Inteligência Artificial. Os sistemas de armas são cada vez mais complexos e intensivos em eletrónica, comunicações e computação. Formar e manter os militares que operam estes sistemas e que têm estas capacidades é muitíssimo oneroso e leva tempo, muito tempo.

É neste contexto de exigências que devemos debater como aumentar o contingente das nossas FFAA, valorizar a carreira militar, capacitar e reter indivíduos altamente especializados. Servir os ramos não pode ser visto unicamente como um serviço à Nação, mas também como uma opção profissional atrativa.

Ação absolutamente necessária é a valorização das carreiras e dos vencimentos dos militares. Olhar às necessidades materiais é crucial para aumentar a atratividade e a retenção dos elementos das FFAA. De que serve ter os meios, cada vez mais exigentes na sua operação, se não tivermos homens e mulheres motivados para os operar? Se não tivermos quem esteja capacitado para o fazer, devidamente remunerado e valorizado?

É um facto que são necessárias soluções para aumentar a quantidade e competências dos nossos militares, mas soluções que não passem por reativar o vetusto serviço militar obrigatório.

Não temos qualquer capacidade logística e financeira de integrar, capacitar, dar condições de alojamento e alimentação no espaço de quatro meses ou um ano à quantidade de mancebos necessários a um rácio razoável de oficiais, sargentos e praças. Já se pensou no impacto na economia que tal medida teria para Portugal? Muitos quartéis teriam de ser renovados, ampliados ou mesmo construídos de raiz, seriam necessários mais formadores militares, mais equipamento militar de treino e simulação, milhares de jovens atrasariam a sua entrada no mercado de trabalho com reflexos nas suas vidas e na economia nacional. A reintrodução do serviço militar obrigatório seria muitíssimo cara e só teria (duvidosos) resultados a longo prazo.

Deixo para o fim o mais importante e que vai além destes aspetos operacionais. Em 2024, numa democracia consolidada com a portuguesa, é eticamente inaceitável que por meio da coerção estatal se obrigue a que jovens abdiquem da sua autonomia e liberdade individual e sirvam o estado nas condições e valores que esse mesmo estado entenda como as adequadas. Duvido muito que obrigar alguém a fazer o que não quer seja o melhor caminho para aumentar a coesão entre portugueses, preparando-os para promover os valores de partilha, cooperação e solidariedade entre todos.  A entrada nas FFAA ou é voluntária ou é inaceitável.

A solução, reafirmo, estará sempre na valorização das carreiras e dos vencimentos dos militares, em conjunto com outras medidas como; o aumento da idade máxima de candidatura para as FFAA ou mesmo a sua eliminação (como nos Estados Unidos da América); a equiparação da FFAA às forças de segurança, mitigando a drenagem de recursos devido aos desequilíbrios de rendimento; a aposta na reativação dos cursos técnico/profissionais das Forças Armadas, capazes de dar competências profissionais na vida civil pós militar; o incentivo à entrada de mais mulheres nas FFAA, com políticas de licença de maternidade e paternidade que permitam que mulheres e homens equilibrem as responsabilidades familiares com a carreira militar ou o recrutamento de não nacionais para as nossas Forças Armadas. Este será necessariamente o caminho.

Em síntese, o debate sobre uma enésima nova versão do serviço militar obrigatório é contraproducente. Afasta mais do que atrai. Em vez disso, devemos investir em reformas estruturais a fim de fortalecer a defesa nacional com um exército totalmente profissional, bem capacitado e equipado, valorizado e voluntário.

https://observador.pt/opiniao/servico-militar-obrigatorio-nao-obrigado/
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Re: Política em Portugal
« Responder #2141 em: Abril 02, 2024, 12:47:47 pm »
Chega pede a Montenegro que “reconsidere” ministra da Administração Interna e quer Serviço Militar Obrigatório estudado

O líder do Chega pediu hoje ao primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, que “reconsidere a nomeação” de Margarida Blasco, para ministra da Administração Interna, e dê preferência a “alguém mais próximo das preocupações das forças de segurança”.

O líder do Chega falava aos jornalistas antes de uma breve visita ao Mercado da Ribeira, em Lisboa, na véspera da tomada de posse do novo Governo, para defender que uma mudança do titular da Administração Interna seria “muito, muito positivo para baixar a tensão com as forças de segurança que neste momento está muito elevada”.

André Ventura afirmou que a ministra, enquanto inspetora-geral da Administração Interna, “provocou mal-estar entre os policias, com acusações de racismo” e alegou existir “um certo descontentamento das forças policiais sobre esta nomeação”.

Instado a especificar estas críticas, o presidente do Chega disse que Margarida Blasco “criticou severamente o comportamento de vários polícias, nomeadamente quando foi o caso do bairro da Jamaica” e “chegou a falar de polícias que tinham de ser erradicados”.

“Eu acho que num momento de tensão com as forças de segurança nós merecíamos uma ministra ou um ministro da Administração Interna mais próximo das preocupações das forças de segurança, dos guardas prisionais, das várias forças policiais” e que consiga “estabilizar o ambiente entre as polícias e o poder político”, defendeu.

André Ventura assinalou que o partido deu entrada na Assembleia da República, como já tinha anunciado que iria fazer, com um projeto de lei para que o suplemento atribuído à Polícia Judiciária seja alargado a outras forças e serviços de segurança.

De acordo com o projeto, consultado no 'site' do parlamento, o Chega quer atribuir este suplemento à PSP, GNR, guardas prisionais, "ao pessoal da carreira de guarda-florestal, em funções no Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR", militares dos três ramos das Forças Armadas e Polícia Marítima.

O partido quer que este suplemento seja aplicável também "aos órgãos da administração tributária e da Segurança Social, quando em exercício de funções de autoridade de polícia criminal" e também "aos trabalhadores da carreira especial de inspeção da ASAE, quando em funções de órgão de polícia criminal ou de autoridade de polícia criminal".

André Ventura apelou a PSD e CDS-PP para que aprovem esta proposta, que quer agendar para discussão "com urgência".

Sobre a posse do novo Governo, na terça-feira, Ventura disse esperar "alguns recados" por parte do Presidente da República "para o primeiro-ministro e para a oposição".

"O Presidente vai ter um papel importante num governo de ampla minoria, digamos assim, mas estou convencido que o que é mesmo importante, para lá dos recados de Marcelo Rebelo de Sousa certamente vai dar, é a capacidade deste Governo resolver problemas das pessoas", defendeu.

Na altura, o presidente do Chega foi questionado também sobre um eventual regresso do serviço militar obrigatório, defendido nos últimos dias pelos chefes militares da Marinha e do Exército.

André Ventura considerou que "é uma questão que merece ser estudada" quanto ao impacto nas próprias Forças Armadas" e em "articulação com a juventude" para garantir um "grande consenso nacional que é preciso ter nesta matéria".

"Para os jovens portugueses o ideal seria que não fosse obrigatório e termos capacidade de gerar voluntários entusiasmados que preenchessem as vagas das Forças Armadas com condições remuneratórias dignas", defendeu.

Sobre a eleição do presidente da Assembleia da República, na semana passada, André Ventura afirmou que "ninguém se sentiu satisfeito com o que aconteceu", considerando que a situação mostrou que "PS e o PSD têm agora as condições para se entenderem".

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/chega-pede-a-montenegro-que-reconsidere-ministra-da-administracao-interna-e-quer-servico-militar-obrigatorio-estudado
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Re: Política em Portugal
« Responder #2142 em: Abril 02, 2024, 01:17:15 pm »
Uma woke como MAI?

Começam bem
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Re: Política em Portugal
« Responder #2143 em: Abril 02, 2024, 08:08:16 pm »
Uma woke como MAI?

Começam bem
Parece-me ter alguns tiques woke embora haja por aí muito piores.

Mas a alcunha de "fiasco" não vem por acaso.
 

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papatango

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Re: Política em Portugal
« Responder #2144 em: Abril 03, 2024, 02:10:42 pm »


Sinceramente, quando vejo gente a pedir a volta do Serviço Militar Obrigatório, não sei se tenho vontade de rir ou de chorar.

Parece que ninguém ainda se fez umas quantas perguntas simples...
Durante quanto tempo seria esse SMO ?
Um mês ?
Seis meses ?
Um ano ?

No meu tempo, em que o serviço militar se contava em anos e não em meses, todos sabiamos que quando os soldados, sargentos e oficiais saiam, era quando estavam a começar a mostrar mais competência.
Era uma coisa que em todos os serviços toda a gente se queixava.
Estavam constantemente a formar pessoas para fazer um serviço, demorava muito tempo, e quando estavam em condições, era altura de irem embora.

Nos dias de hoje, com sistemas de armas cada vez mais comlicados, o SMO deixou de fazer sentido como antigamente.
A única coisa que poderia ter sentido, seria um TMO, ou Treino Militar Obrigatório.

Neste caso, durante quatro a seis semanas, toda a gente, homens e mulheres, teriam que passar por treino de armas ligeiras - por exemplo - aprender coisas básicas como proteção, apoio, utilização de morteiros de pequeno calibre.

Em tão pouco tempo, não poderia haver grande treino fisico, porque pura e simplesmente não haveria tempo.
Mas pelo menos, teriamos gente que, em caso de necessidade, saberia o que fazer com uma arma ligeira, como municiar um morteiro ou como utilizar uma granada de mão.

Mas mesmo isto, tem custos muito elevados.
Seriam necessárias instalações pensadas de raiz. Só o custo de fardamento, que seria na maior parte deitado fora faria rir os promotores do SMO.

Depois disto tudo, há a outra parte.
Para termos uma população preparada para a guerra, necessitamos de um enorme stock de armas.
O número de armas ligeiras que atualmente existe seria de dar risadas.
Além de várias centenas de milhares de armas ligeiras, são precisas centenas de toneladas de munições para arma ligeiras, morteiros e granadas de mão.

E todas essas munições precisam ser substituidas com regularidade.
Para ter uma força militar do SMO minimamente móvel, precisamos de centenas de camiões adicionais (só para estarem disponíveis).

Depois, há a necessidade de ter oficiais e sargentos para enquadrar estas forças do SMO ...

E os problemas continuam e continuam ...

Mas no mundo de hoje, cada ve mais os factos e as realidades parece que não contam para nada ...
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...