Mais um CVN "afundado"

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emarques

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Mais um CVN "afundado"
« em: Janeiro 28, 2006, 01:47:24 am »
Aparentemente, em exercícios ao largo da Califórnia, mais um porta-aviões americano foi afundado por um SSK que ultrapassou as defesas do seu grupo naval. Desta vez foi o sueco Gotland o "matador".



Já agora, e porque eu não segui a novela toda, a Kockums não apresentou o Gotland a concurso para Portugal? Se sim, porque é que não chegou ao fim?
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Leonidas

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« Responder #1 em: Janeiro 28, 2006, 03:17:26 am »
Saudações guerreiras.

Pode ser o Gotland emprestado á USNavy. A tripulação é toda americana. Não tem efeito  :D

Andam a ver se conseguem imitar o submarino português que "afundou" um porta-aviões em exercícios há uns bons anos atrás.  :D

Cumprimentos
 

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JLRC

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« Responder #2 em: Janeiro 28, 2006, 03:49:06 am »
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras.

Pode ser o Gotland emprestado á USNavy. A tripulação é toda americana. Não tem efeito  :D

Andam a ver se conseguem imitar o submarino português que "afundou" um porta-aviões em exercícios há uns bons anos atrás.  :D

Cumprimentos


O Gotland está a operar com a US Navy mas a guarnição é sueca. Também quando o patrulha lança-mísseis notueguês esteve a operar com a US Navy, para avaliação, a guarnição era norueguesa. O Gotland está a treinar com a US Navy para esta adquirir conhecimentos técnicos sobre como combater a nova geração de submarinos com AIP. Aliás não faz sentido que a guarnição seja americana, pois o importante é treinar as guarnições dos navios de superfície nas técnicas e tácticas de detecção e combate desta recente geração de submarinos, que aos poucos está a equipar várias marinhas por todo o mundo.
 

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emarques

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« Responder #3 em: Janeiro 28, 2006, 11:10:59 am »
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras.

Pode ser o Gotland emprestado á USNavy. A tripulação é toda americana. Não tem efeito  :D

Andam a ver se conseguem imitar o submarino português que "afundou" um porta-aviões em exercícios há uns bons anos atrás.  :D

Cumprimentos

Quando muito tentarão imitar o submarino norueguês que afundou um CVN duas ou três vezes no mesmo dia. :mrgreen:

Mas como diz o JLRC, a tripulação do Gotland no exercício era sueca.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Miguel

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« Responder #4 em: Janeiro 28, 2006, 11:48:48 am »
Venha o nosso 3°Submarino :wink:
 

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Get_It

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« Responder #5 em: Janeiro 29, 2006, 07:48:58 pm »
o coitadinho foi o USS Ronald Reagan. Os Estados Unidos para quem devia ter a melhor armada do mundo está a se mostrar fraquinho em ASW.

Artigo sobre o HMS Gotland na Wikipédia, com informação acerca do exercício.
Notícia sobre o exercício no Navy News Stand - http://www.navy.mil/search/display.asp?story_id=21464

Citação de: "Wikipédia, edição em inglês"
In 2004 the Swedish government received a request from the United States of America to lease HMS Gotland with crew – Swedish-flagged, commanded and manned, for a duration of at least one year for use in anti-submarine warfare exercises. The Swedish government decided in October 2004 to grant this request. On 21 March 2005 the United States Navy and the Swedish Navy signed a memorandum of understanding regarding this.
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Rui Elias

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« Responder #6 em: Janeiro 31, 2006, 02:46:43 pm »
É uma arma temível, mas trata-se de exercícios.

Num teatro real, ainda que acertasse no CVN e o danificasse gravemente, o sub passaria depois a ser perseguido pelos outros navios da task-force, e seria facilmente detectado e neutralizado.
 

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Lampuka

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« Responder #7 em: Fevereiro 12, 2006, 01:34:05 am »
Cada vez mais tenho a certeza que necessitamos de pelo menos 3 submarinos.
Nenhum navio de qualquer país está seguro perante esta ameaça.
A marinha da Argentina, durante a guerra das Malvinas, ficou totalmente paralisada após o ataque que um dos seus navios sofreu por parte de um submarino inimigo. E acabou por ser este, segundo muitos analistas, o "pormenor" que modificou totalmente o desenrolar desta guerra. Não quer dizer que a Argentina não saísse derrotada, mas tal aconteceu muito mais rapidamente devido a este facto.
João Pereira
 

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balburdio

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« Responder #8 em: Fevereiro 20, 2006, 10:23:26 pm »
Citação de: "Rui Elias"
É uma arma temível, mas trata-se de exercícios.

Num teatro real, ainda que acertasse no CVN e o danificasse gravemente, o sub passaria depois a ser perseguido pelos outros navios da task-force, e seria facilmente detectado e neutralizado.



Que outros navios da task force? Se o SSK pode afundar o navio principal que dificuldade teria em afundar toda a task force?

A força submarina é ainda muito incompreendida bem como a guerra anti-submarina. É muito mais que um jogo do gato e do rato, é mais como uma caçada ao tigre.
De um lado os cães farejam o tigre guiando os caçadores, do outro o felino esconde-se e aguarda pela oportunidade de atacar. E quando ataca é fulminante e mortal!
Um único SSK dotado de 6 ou 8 tubos além de mísseis anti navio, pode eliminar toda ou a maior parte de uma task force numa questão de escassos minutos.

Além de que me parece pouco claro como é que um submarino que consegue iludir os escoltadores a ponto de afundar o navio principal passa repentinamente a ser fácil de detectar.
 

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luis filipe silva

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« Responder #9 em: Fevereiro 21, 2006, 12:53:05 am »
Não quer dizer que seja a partir do ataque, fácil de detectar. Mas a partir daí perdeu o elemento surpresa.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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balburdio

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« Responder #10 em: Fevereiro 24, 2006, 08:33:38 pm »
Citação de: "luis filipe silva"
Não quer dizer que seja a partir do ataque, fácil de detectar. Mas a partir daí perdeu o elemento surpresa.


Que no exercício em questão não existia desde logo.
A Força Tarefa sabia qual a natureza do exercício e estava por conseguinte alerta contra o ataque eminente de componentes sub-superfície.
Esta é aliás uma constante neste tipo de exercéicio que sistematicamente pôem em evidência a eficácia da arma submarina, mas mesmo assim parece que ainda há muita gente que não compreende bem.

Actualmente todas as marinhas das grandes potencias mundiais estão pensadas em torno da componente submarina.
-A Russia desde logo, outrora detentora da maior e mais poderosa força submarina do mundo, procura hoje manter quer esta força quer a sua armada em geral num nível considerado mínimo necessario para manter uma capacidade de dissuasão credível, quer a nível estratégico quer táctico.

Os EUA contam com a sua força submarina, acima de qualquer outra, para manterem a sua armada a salvo de submarinos adversários. Os submarinos são ainda um componente fundamental das forças estratégicas.

França e a Grã-Bretanha depositam exclusivamente nos submarinos a responsabilidade pela manutenção das respectivas capacidades estrategicas que fazem destas duas nações, potências mundiais.

Não existe nenhuma armada entre os paises desenvolvidos da europa, com álgum tipo de capacidade de combate, que prescinda da sua força submarina.
 

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Lightning

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« Responder #11 em: Fevereiro 24, 2006, 09:00:18 pm »
Ja falei com pessoal desse e a maior ameaça a um submarino é um avião estilo P-3, que lance boias-sonar activas e passivas relativamente rapido
em comparação com osubmarino e pode varrer grandes aéreas o que torna dificil o submarino escapar pk mesmo k o P-3 o perca aki pode encontra-lo meia duzia d milhas mais à frente.
Os submarinos tem mtas tecnicas de iludir o pessoal k tá a tentar ouvi-los pelo sonar e até tem meios contra-medidas contra torpedos mas só s tiverem tempo pra usarem essas tecnicas, pk  os P-3 tb tem as suas tecnicas pa encontrar submarinos e se um torpedo for lançado a curta distancia do submarino eles não tem hipotese.

Os navios por si só são alvos fáceis face a um submarino, é por isso k normalmente submarinos tb fazem parte dessa força além do uso de helicopteros ASW embarcados...
 

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luis filipe silva

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« Responder #12 em: Fevereiro 24, 2006, 09:05:46 pm »
Balbúrdio escreveu

Citar
Que outros navios da task force? Se o SSK pode afundar o navio principal que dificuldade teria em afundar toda a task force?


Não pense que uma Task Force vai toda ao monte, à espera de ser afundada.
Se estiver em torno de um porta aviões, ela reparte-se por dezenas de milhas, e o submarino está num só local, tendo os seus torpedos um alcance médio de 15 milhas. Numa acção real tem que haver um bom sistema de informações(satélite, Sigint, Elint e outras) para o Com. do submarino saber onde se irá posicionar para o ataque. Se afundar o P. aviões e o seu navio de apoio (DDG ou FF/G) já ganhou o dia, e só lhe resta esperar não ser detectado, pois o contra ataque será a sério. (Isto em forças navais a sério, porque a Armada sózinha nunca poderá proteger nada com os meios de que dispõe, e muito menos no futuro).
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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balburdio

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« Responder #13 em: Março 06, 2006, 02:27:35 am »
Citação de: "luis filipe silva"
Balbúrdio escreveu

Citar
Que outros navios da task force? Se o SSK pode afundar o navio principal que dificuldade teria em afundar toda a task force?

Não pense que uma Task Force vai toda ao monte, à espera de ser afundada.
Se estiver em torno de um porta aviões, ela reparte-se por dezenas de milhas, e o submarino está num só local, tendo os seus torpedos um alcance médio de 15 milhas. Numa acção real tem que haver um bom sistema de informações(satélite, Sigint, Elint e outras) para o Com. do submarino saber onde se irá posicionar para o ataque. Se afundar o P. aviões e o seu navio de apoio (DDG ou FF/G) já ganhou o dia, e só lhe resta esperar não ser detectado, pois o contra ataque será a sério. (Isto em forças navais a sério, porque a Armada sózinha nunca poderá proteger nada com os meios de que dispõe, e muito menos no futuro).


Numa task force os navios AAW estão dentro de um raio de 2 milha em relação ao porta-aviões, os meios ASW estão mais afastados mas raramente fora do horizonte visual.
Os modernos torpedos tem um alcance de mais de 20 milhas, além de que os submarinos modernos possuem mísseis.
Em ataques deste tipo o submarino prepara uma solução de fogo visando o alvo principal (2 ou 3 torpedos) e alvos considerados de alto risco, o submarino pode disparar uma salva de 8 torpedos praticamente sem ruido (swim-out) e disparar outra salva pouco depois.
Dada a eficiencia dos torpedos modernos 6 ou 7 navios podem ser atingidos e postos fora de combate num único disparo.


A profundidade a que podem descer os modernos SSK, o alcance e velocidade acrescidos dos torpedos e os mísseis tornam-nos armas muito dificeis de contornar. Neste preciso momento a US NAVY tem em marcha programas que visam determinar a verdadeira dimensão da ameaça representada pelos SSK modernos.
 

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luis filipe silva

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« Responder #14 em: Março 06, 2006, 01:34:12 pm »
Eu referia-me só aos casos apresentados, em que os submarinos só dispunham de torpedos. Claro que com mísseis a estrtégia de ataque muda completamente, com enrme vantagem para o submarino.
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saudações:
Luis Filipe Silva