Notícias da Marinha

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dc

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2595 em: Maio 13, 2022, 04:06:42 pm »
Nada contra o navio, dado que é para desempenhar uma carrada de missões. Sempre é melhor navios de investigação cientifica serem nossos, do que chineses. Não pode é ser visto como um navio militar.

Pergunto-me é se este navio visa substituir 1 ou mais dos navios hidrográficos e oceanográficos que temos (o que faz sentido e mais tarde ou mais cedo terá de ser feito) e quem o vai guarnecer?
 

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MATRA

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2596 em: Maio 13, 2022, 04:36:08 pm »
Nada contra o navio, dado que é para desempenhar uma carrada de missões. Sempre é melhor navios de investigação cientifica serem nossos, do que chineses. Não pode é ser visto como um navio militar.

Pergunto-me é se este navio visa substituir 1 ou mais dos navios hidrográficos e oceanográficos que temos (o que faz sentido e mais tarde ou mais cedo terá de ser feito) e quem o vai guarnecer?

Vejo muitas das funções sobrepostas ao NI Mário Ruivo e claro aos 2 mencionados, logo, penso que haverá uma tripulação da Marinha para Operação/Navegação fiscalização/Segurança do navio, junto com investigadores do IPMA e Universidades para os laboratórios e investigação.

Quando este estiver a navegar, duvido que a Marinha venha a ter navios hidrográficos e oceanográficos num futuro próximo.

https://www.ipma.pt/export/sites/ipma/bin/docs/publicacoes/pescas.mar/navios/RV_MarioRuivo_Infographic.pdf
“Hard times create strong men. Strong men create good times. Good times create weak men. And, weak men create hard times.”
G. Michael Hopf, Those Who Remain
 

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asalves

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2597 em: Maio 13, 2022, 05:41:51 pm »
Nada contra o navio, dado que é para desempenhar uma carrada de missões. Sempre é melhor navios de investigação cientifica serem nossos, do que chineses. Não pode é ser visto como um navio militar.

Pergunto-me é se este navio visa substituir 1 ou mais dos navios hidrográficos e oceanográficos que temos (o que faz sentido e mais tarde ou mais cedo terá de ser feito) e quem o vai guarnecer?

Vejo muitas das funções sobrepostas ao NI Mário Ruivo e claro aos 2 mencionados, logo, penso que haverá uma tripulação da Marinha para Operação/Navegação fiscalização/Segurança do navio, junto com investigadores do IPMA e Universidades para os laboratórios e investigação.

Quando este estiver a navegar, duvido que a Marinha venha a ter navios hidrográficos e oceanográficos num futuro próximo.

https://www.ipma.pt/export/sites/ipma/bin/docs/publicacoes/pescas.mar/navios/RV_MarioRuivo_Infographic.pdf

Sim este juntamente com o Mário Ruivo e as outras pequenas embarcações do Ipma deve permitir reformar os navios hidrográficos, pelo menos na vertente de investigação, contudo já acho pouco para manutenção de boias e outro material que precisa de manutenção (pode ser que um dos NPO a serem construidos possa ter essa capacidade).

2 questões:

150 Milhões dá para aqueles requisitos todos?

Estou a achar um projeto demasiado bom e bem capacitado para o que estamos habituados, veremos se chega a sair alguma coisa e nos moldes que sai.
 

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2598 em: Maio 13, 2022, 06:59:03 pm »
A pedido de muitas famílias:

Especificação da Plataforma Naval Multifuncional

Sistema 1 - Sistema Naval de Base
Como uma plataforma multifunções, deve estar equipada não só com o conjunto de sensores adequados às
suas tarefas de monitorização e trabalho de oceanografia, mas também com todos os equipamentos de suporte
à operação conjunta com meios avançados e suporte a trabalhos de investigação, desenvolvimento e
“deployment” de meios inovadores e de interesse para o futuro.
Como plataforma base para a monitorização oceânica, e investigação oceanográfica, deve possuir:
• Sistema de comando e controlo da plataforma com uma rede digital redundante e resiliente (sempre
que possível encriptado e seguro), de alto débito, ligada a sistemas de comunicação para o exterior, o
que inclui sistemas de ancoragem satélite, comunicações em HF/VHF/UHF/SHF. Nestes sistemas
inclui-se o comando e gestão centralizada da plataforma, comando e controlo de Drones – permitirá o
desenvolvimento das tecnologias de comunicações, redes e aplicações de gestão e armazenamento da
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informação, assim como de sensores e equipamentos inteligentes na gestão de plataformas complexas,
úteis e transversais a muitas necessidades industriais e operacionais;
• Posicionamento dinâmico (DP1);
• Capacidade de propulsão com ruído reduzido (propulsão complementar elétrica) para trabalhos de
acústica;
• Sistema de posicionamento acústico de meios submarinos (quer na coluna de água quer até
profundidade de oceano total, 6.000m, por exemplo com pelo menos 2 máquinas de “deployment” de
sensores acústicos SBL/USBL;
• Baía para lançamento de meios submarinos (abertura na ordem dos 20x10m e capacidade de
lançamento até 30 toneladas). Este acesso à água permitirá operar em conjunto com outros meios dos
quais o navio será estação base. É de salientar a operação com USVs (Veículos de Superfície não
Tripulados) especificamente desenvolvidos para recolher lixo oceânico e plástico;
• Alternativamente ou complementarmente deve possuir uma baía de desembarque para sistemas
autónomos de superfície para meios navais de médio porte;
• Possibilidade de instalação de patilhão / com sensores fixos – similar a outra “deployment machines”
usadas em DP e acústica, mas para sensores teste – potencialmente usando moonpool;
• Sistema de lançamento de cargas A-frame com compensação de ondulação, permitindo não só
lançamento e suporte à operação de meios tradicionais como o um Work Class ROV, o lançamento de
boias oceânicas, etc;
• Guindaste a bordo com capacidade de carga até 50 toneladas;
• Capacidade de espaço no Convés ou tombadilho para transporte de diferentes meios, destacando-se a
possibilidade de transportar laboratórios contentorizados particulares, um ROV DRILL, um Work
Class ROV, observatórios, submarinos, veículos robóticos submarinos e de superfície de dimensão
considerável (2-4 toneladas);
• Capacidade de suportar o lançamento / aterragem e descolagem de meios robóticos aéreos, quer de asa
fixa quer de asa rotativa (de preferência vertical “take-off and landing”, mas eventualmente recorrendo
a “launch pads”, redes de captura, catapulta);
Possuir um helideck à proa compatível com helicópteros operados pela Marinha Portuguesa;
Complementarmente deve possuir capacidades logísticas, laboratoriais e de operação:
Laboratórios de Geofísica, Biologia, Geologia;
Oficinas (apoio técnico a sistemas avançados anteriormente listados);
“Garagem” para subsistemas e robóticos anteriormente identificados.
Acresce a possibilidade de operar e gerir fisicamente módulos contentorizados, quer do ponto de vista espacial,
quer do ponto de vista lógico, mecânico e elétrico.
Para além da ponte de Comando do Navio, deverá possuir uma ponte de operação para as missões em curso,
pontes para operação dos sistemas robóticos e sistemas de fundo, uma sala de operações multifuncional para
operar estes sistemas avançados, uma ponte científica, diversas salas de reuniões e gabinetes de trabalho e
auditório de acompanhamento de missões – para visitantes e acompanhamento externo de missões.
Será particularmente relevante a implementação uma solução de energia baseada na combustão de amónia
verde por via de motores dual-fuel, quer seja para o sistema de propulsão quer seja para a geração de energia
elétrica para todos os demais sistemas.

Sistema 2 - Duas lanchas rápidas para proteção da plataforma e estender a ação direta da plataforma,
quer na verificação/interceção de agentes em atividades potencialmente irregulares, quer no auxílio à
coordenação de operações de monitorização e vigilância.

• Sistema 3 - ROV Drill - Um veículo robótico com capacidade de operação até aos 6.000 metros de
profundidade e de perfuração superficial para a recolha de amostras biológicas e minerais no subsolo
marinho. Este sistema permitirá quer, por um lado, um conhecimento mais extensivo da nossa
plataforma continental quer, por outro, dotar o país de uma ferramenta essencial para enfrentar os
futuros desafios de exploração do fundo marinho, bem como da sua proteção nomeadamente em
termos ambientais. Insere-se num conjunto de meios que permitem perspetivar novas utilizações do
mar com sistemas de produção no fundo do mar, sistemas de construção subaquática, observatórios de
profundidade. Note-se que a área portuguesa (e em particular a crista atlântica) tem importantes
recursos geológicos e biológicos que tem de ser afirmados, que temos de conhecer.
• Sistema 4 - Esquadra de veículos de superfície autónomos oceânico (ASVs) para recolha de plásticos,
lixo marinho, “blooms” de algas ou “jellyfish”. Estes sistemas permitem utilizar o navio como base
de operações para recolha de plástico ou outro lixo marinho, complementados com a capacidade de
monitorização de lixo e poluição marinha, estendendo o raio de ação da plataforma principal. Por outro
lado, permitem ser desenvolvidos tendo em vista a tarefa particular de recolha de plástico, não tendo
o navio base de comprometer as suas características para cumprir esta tarefa em particular.
• Sistema 5 - Esquadra de veículos de superfície autónomos oceânicos (ASVs) para a monitorização e
vigilância avançada.
• Sistema 6 - Uma rede de landers robóticos para dotar o navio da capacidade de suportar operações
subaquáticas em que o posicionamento, geo-localização dos veículos submarinos são fundamentais.
• Sistema 7 - Esquadra de AUV para a monitorização ambiental e proteção territorial de baixa
profundidade.
• Sistema 8 - Um AUV de supervisão de operações submarinas para estender a operação da plataforma
até aos 6.000m de profundidade.
• Sistema 9 - Esquadra de AUV para a monitorização ambiental e proteção territorial para o mar
profundo.
• Sistema 10 - Duas esquadras aéreas de Drones de asa fixa e rotativa.
• Sistema 11 - Conjunto de sensores de monitorização atmosférica, qualidade da água e geofísicos,
como Multibeans, Sidescan e Sub-bottom profilers.
• Sistema 12 - Um Digital Twin sincronizado com o centro de operações naval, ancorado num sistema
HPC e num sistema de “awareness” recorrendo a técnicas de AI, entre outras, através da fusão de
dados provenientes quer da recolha direta da plataforma quer de sistemas externos ou remotos.
• Sistema 13 - Um centro de comunicação multi-modo (desde comunicação satélite, WiFi entre outras)
que mantém a plataforma conectada operacionalmente ao centro de Operações

Algo do género portanto  :mrgreen::


•" Possuir um helideck à proa compatível com helicópteros operados pela Marinha Portuguesa;"

Se calhar é melhor rever este item, porque fica limitada aos actuais lynx. E daqui a 15 anos podem ser maiores
 

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2599 em: Maio 13, 2022, 07:41:06 pm »
Daqui a 15 anos não deve é haver nenhum
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2600 em: Maio 14, 2022, 12:44:05 am »
2 questões:

150 Milhões dá para aqueles requisitos todos?

Estou a achar um projeto demasiado bom e bem capacitado para o que estamos habituados, veremos se chega a sair alguma coisa e nos moldes que sai.

50 milhões custa cada NPO, 150 milhões parece bem para um navio essencialmente civil. Presumo também que muito daquele equipamento na lista, como os UAV, USV e afins, seja à parte.
 

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2601 em: Maio 14, 2022, 09:12:13 am »
2 questões:

150 Milhões dá para aqueles requisitos todos?

Estou a achar um projeto demasiado bom e bem capacitado para o que estamos habituados, veremos se chega a sair alguma coisa e nos moldes que sai.

50 milhões custa cada NPO, 150 milhões parece bem para um navio essencialmente civil. Presumo também que muito daquele equipamento na lista, como os UAV, USV e afins, seja à parte.


Mais um exercício técnico de planeamento de algo que fica no papel como todos os outros.
E o GT das fragatas já decidiu que fragata se pretende ou está muito calor agora?
Depois é preciso avisar o construtor e pagar. Essa parte vai ser ainda mais demorada
 
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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2602 em: Maio 14, 2022, 11:15:53 am »
2 questões:

150 Milhões dá para aqueles requisitos todos?

Estou a achar um projeto demasiado bom e bem capacitado para o que estamos habituados, veremos se chega a sair alguma coisa e nos moldes que sai.

50 milhões custa cada NPO, 150 milhões parece bem para um navio essencialmente civil. Presumo também que muito daquele equipamento na lista, como os UAV, USV e afins, seja à parte.


Mais um exercício técnico de planeamento de algo que fica no papel como todos os outros.
E o GT das fragatas já decidiu que fragata se pretende ou está muito calor agora?
Depois é preciso avisar o construtor e pagar. Essa parte vai ser ainda mais demorada

Continua a produzir relatórios.... Quem passa o cheque?
Cps,
 

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2603 em: Maio 14, 2022, 04:15:46 pm »
2 questões:

150 Milhões dá para aqueles requisitos todos?

Estou a achar um projeto demasiado bom e bem capacitado para o que estamos habituados, veremos se chega a sair alguma coisa e nos moldes que sai.

50 milhões custa cada NPO, 150 milhões parece bem para um navio essencialmente civil. Presumo também que muito daquele equipamento na lista, como os UAV, USV e afins, seja à parte.


Mais um exercício técnico de planeamento de algo que fica no papel como todos os outros.
E o GT das fragatas já decidiu que fragata se pretende ou está muito calor agora?
Depois é preciso avisar o construtor e pagar. Essa parte vai ser ainda mais demorada

Continua a produzir relatórios.... Quem passa o cheque?
Cps,


Podíamos deixar de pagar IMI e canalizar isso para a Marinha. Mas Marinha de Militares não de empregados
 
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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2606 em: Junho 25, 2022, 02:15:13 pm »
Contributo de Portugal passa por garantir que Atlântico “continua a ser um lago da NATO” — CEMA



O Chefe do Estado-Maior da Armada considera que o contributo de Portugal para a Aliança passa por garantir que o Oceano Atlântico "continua a ser um lago da NATO", nomeadamente no combate a submarinos "de outras potências"

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https://visao.sapo.pt/atualidade/politica/2022-06-25-contributo-de-portugal-passa-por-garantir-que-atlantico-continua-a-ser-um-lago-da-nato-cema/

m entrevista à agência Lusa, a propósito da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os oceanos, que se realiza em Lisboa, entre 27 de junho e 01 de julho, o almirante Gouveia e Melo começou por desvalorizar o impacto no calendário da recente recusa do Tribunal de Contas ao visto prévio ao contrato entre o Governo e a IdD-Portugal Defence para a gestão do programa de aquisição de seis navios de patrulha oceânicos.

“Em termos de longo prazo vai afetar pouco. No curto prazo pode ter um atraso de dois a três meses no projeto mas que depois pode ser recuperado. Convém é que as coisas arranquem bem e o Estado tem que encontrar a melhor maneira de fazer esse investimento. O investimento já foi decidido que vai ser feito, portanto, a Marinha não está ansiosa relativamente a isso porque é uma questão de tempo”, respondeu.

Este tipo de plataformas, explicou, é importante para Portugal devido ao “grande espaço para vigiar e controlar” que o país tem, sendo que atualmente a Marinha tem poucos navios oceânicos e dois deles “têm que ser abatidos”.

“Por outro lado, dentro do conceito NATO, porque nós também somos militares, o nosso grande papel é garantir que o Atlântico continua a ser um lago da NATO, no que respeita ao movimento estratégico de apoio entre as duas partes do oceano, quer da Europa aos EUA, quer dos EUA à Europa”, salientou.

Segundo o almirante Gouveia e Melo, a Aliança Atlântica tem superioridade no que toca a navios de superfície e aeronaves mas é importante desenvolver a capacidade antissubmarina.

“Pela sua capacidade de operarem de forma discreta e não serem detetados, submarinos de outras potências podem vir a ocupar o Atlântico norte e impedir esses movimentos logísticos. Portanto, o grande contributo que Portugal tem, com os Açores, com a Madeira, com a sua posição, é combater e estar preparado para ajudar no combate aos submarinos”, afirmou.

Questionado sobre o que espera ao nível das verbas para a Defesa no próximo Orçamento do Estado, tendo em conta a guerra na Ucrânia e os compromissos internacionais, nomeadamente com a NATO, Gouveia e Melo espera apenas que Portugal seja “coerente entre o que são as suas estratégias” e os recursos atribuídos para as cumprir.

“Se o Estado português definir estratégias muito ambiciosas e depois não atribuir os recursos, claro que isso terá impacto nas próprias estratégias. Se definir estratégias adequadas aos recursos que tem, nós conseguimos cumprir”, disse.

Realçando que “o mar é a última fronteira” e “tem sido usado essencialmente como elemento de trânsito”, Gouveia e Melo acredita, no entanto, que “com as primeiras plataformas petrolíferas e outros desenvolvimentos que estão a aparecer e que a tecnologia permite” será possível ter seres humanos a viver de forma permanente no mar.

“Tenho a certeza absoluta que neste século vamos ter colónias de mar, seres humanos a viver permanentemente no mar, cidades no mar, o que vai mudar a geografia humana, o que vai mudar as relações humanas”, sustentou.

Neste contexto, “Portugal sendo um pequeno país no sudoeste do continente europeu, afastado dos principais centros económicos e industriais, numa Europa que se está a estender a leste, tem que olhar para o seu enquadramento estratégico e perceber qual é o seu papel no mundo e como pode prosperar nesse enquadramento geográfico e histórico”.

“Temos que nos preocupar com o Atlântico. Ligando-nos à principal potência marítima neste momento que é os Estados Unidos da América, mas também ao Brasil, países de expressão portuguesa em África, mas essencialmente ligando a uma economia baseada no mar”, disse.

Interrogado sobre se a Armada tem meios para conseguir cumprir os seus compromissos internacionais com a Aliança no contexto atual, Gouveia e Melo respondeu que a Marinha nunca falhou “o cardápio de necessidades da NATO” e está “a fazer tudo para nao falhar eventuais necessidades mais urgentes ou mais prementes no futuro”.

“Claro que nada é perfeito, os recursos sao sempre escassos (…) a nossa obrigaçao é com os recursos que temos, ser o mais eficientes possível”, disse.

A Conferência das Nações Unidas sobre os oceanos vai realizar-se em Lisboa, com o apoio dos governos de Portugal e do Quénia, e contará com a presença de chefes de Estado e de governo de todos os continentes.

https://visao.sapo.pt/atualidade/politica/2022-06-25-contributo-de-portugal-passa-por-garantir-que-atlantico-continua-a-ser-um-lago-da-nato-cema/
 

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2607 em: Junho 25, 2022, 03:15:26 pm »
Contributo de Portugal passa por garantir que Atlântico “continua a ser um lago da NATO” — CEMA



O Chefe do Estado-Maior da Armada considera que o contributo de Portugal para a Aliança passa por garantir que o Oceano Atlântico "continua a ser um lago da NATO", nomeadamente no combate a submarinos "de outras potências"

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m entrevista à agência Lusa, a propósito da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os oceanos, que se realiza em Lisboa, entre 27 de junho e 01 de julho, o almirante Gouveia e Melo começou por desvalorizar o impacto no calendário da recente recusa do Tribunal de Contas ao visto prévio ao contrato entre o Governo e a IdD-Portugal Defence para a gestão do programa de aquisição de seis navios de patrulha oceânicos.

“Em termos de longo prazo vai afetar pouco. No curto prazo pode ter um atraso de dois a três meses no projeto mas que depois pode ser recuperado. Convém é que as coisas arranquem bem e o Estado tem que encontrar a melhor maneira de fazer esse investimento. O investimento já foi decidido que vai ser feito, portanto, a Marinha não está ansiosa relativamente a isso porque é uma questão de tempo”, respondeu.

Este tipo de plataformas, explicou, é importante para Portugal devido ao “grande espaço para vigiar e controlar” que o país tem, sendo que atualmente a Marinha tem poucos navios oceânicos e dois deles “têm que ser abatidos”.

“Por outro lado, dentro do conceito NATO, porque nós também somos militares, o nosso grande papel é garantir que o Atlântico continua a ser um lago da NATO, no que respeita ao movimento estratégico de apoio entre as duas partes do oceano, quer da Europa aos EUA, quer dos EUA à Europa”, salientou.

Segundo o almirante Gouveia e Melo, a Aliança Atlântica tem superioridade no que toca a navios de superfície e aeronaves mas é importante desenvolver a capacidade antissubmarina.

“Pela sua capacidade de operarem de forma discreta e não serem detetados, submarinos de outras potências podem vir a ocupar o Atlântico norte e impedir esses movimentos logísticos. Portanto, o grande contributo que Portugal tem, com os Açores, com a Madeira, com a sua posição, é combater e estar preparado para ajudar no combate aos submarinos”, afirmou.

Questionado sobre o que espera ao nível das verbas para a Defesa no próximo Orçamento do Estado, tendo em conta a guerra na Ucrânia e os compromissos internacionais, nomeadamente com a NATO, Gouveia e Melo espera apenas que Portugal seja “coerente entre o que são as suas estratégias” e os recursos atribuídos para as cumprir.

“Se o Estado português definir estratégias muito ambiciosas e depois não atribuir os recursos, claro que isso terá impacto nas próprias estratégias. Se definir estratégias adequadas aos recursos que tem, nós conseguimos cumprir”, disse.

Realçando que “o mar é a última fronteira” e “tem sido usado essencialmente como elemento de trânsito”, Gouveia e Melo acredita, no entanto, que “com as primeiras plataformas petrolíferas e outros desenvolvimentos que estão a aparecer e que a tecnologia permite” será possível ter seres humanos a viver de forma permanente no mar.

“Tenho a certeza absoluta que neste século vamos ter colónias de mar, seres humanos a viver permanentemente no mar, cidades no mar, o que vai mudar a geografia humana, o que vai mudar as relações humanas”, sustentou.

Neste contexto, “Portugal sendo um pequeno país no sudoeste do continente europeu, afastado dos principais centros económicos e industriais, numa Europa que se está a estender a leste, tem que olhar para o seu enquadramento estratégico e perceber qual é o seu papel no mundo e como pode prosperar nesse enquadramento geográfico e histórico”.

“Temos que nos preocupar com o Atlântico. Ligando-nos à principal potência marítima neste momento que é os Estados Unidos da América, mas também ao Brasil, países de expressão portuguesa em África, mas essencialmente ligando a uma economia baseada no mar”, disse.

Interrogado sobre se a Armada tem meios para conseguir cumprir os seus compromissos internacionais com a Aliança no contexto atual, Gouveia e Melo respondeu que a Marinha nunca falhou “o cardápio de necessidades da NATO” e está “a fazer tudo para nao falhar eventuais necessidades mais urgentes ou mais prementes no futuro”.

“Claro que nada é perfeito, os recursos sao sempre escassos (…) a nossa obrigaçao é com os recursos que temos, ser o mais eficientes possível”, disse.

A Conferência das Nações Unidas sobre os oceanos vai realizar-se em Lisboa, com o apoio dos governos de Portugal e do Quénia, e contará com a presença de chefes de Estado e de governo de todos os continentes.

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Só se for com navios de outros países da Nato ou mesmo só de Espanha a controlar o Atlântico, porque de cá tirando os submarinos o resto é paisagem

Mais um artista a atira lama aos olhos da maralha

Nada muda. está montado o Circo
 
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« Responder #2608 em: Junho 25, 2022, 05:08:45 pm »
Contributo de Portugal passa por garantir que Atlântico “continua a ser um lago da NATO” — CEMA



O Chefe do Estado-Maior da Armada considera que o contributo de Portugal para a Aliança passa por garantir que o Oceano Atlântico "continua a ser um lago da NATO", nomeadamente no combate a submarinos "de outras potências"

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m entrevista à agência Lusa, a propósito da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os oceanos, que se realiza em Lisboa, entre 27 de junho e 01 de julho, o almirante Gouveia e Melo começou por desvalorizar o impacto no calendário da recente recusa do Tribunal de Contas ao visto prévio ao contrato entre o Governo e a IdD-Portugal Defence para a gestão do programa de aquisição de seis navios de patrulha oceânicos.

“Em termos de longo prazo vai afetar pouco. No curto prazo pode ter um atraso de dois a três meses no projeto mas que depois pode ser recuperado. Convém é que as coisas arranquem bem e o Estado tem que encontrar a melhor maneira de fazer esse investimento. O investimento já foi decidido que vai ser feito, portanto, a Marinha não está ansiosa relativamente a isso porque é uma questão de tempo”, respondeu.

Este tipo de plataformas, explicou, é importante para Portugal devido ao “grande espaço para vigiar e controlar” que o país tem, sendo que atualmente a Marinha tem poucos navios oceânicos e dois deles “têm que ser abatidos”.

“Por outro lado, dentro do conceito NATO, porque nós também somos militares, o nosso grande papel é garantir que o Atlântico continua a ser um lago da NATO, no que respeita ao movimento estratégico de apoio entre as duas partes do oceano, quer da Europa aos EUA, quer dos EUA à Europa”, salientou.

Segundo o almirante Gouveia e Melo, a Aliança Atlântica tem superioridade no que toca a navios de superfície e aeronaves mas é importante desenvolver a capacidade antissubmarina.

“Pela sua capacidade de operarem de forma discreta e não serem detetados, submarinos de outras potências podem vir a ocupar o Atlântico norte e impedir esses movimentos logísticos. Portanto, o grande contributo que Portugal tem, com os Açores, com a Madeira, com a sua posição, é combater e estar preparado para ajudar no combate aos submarinos”, afirmou.

Questionado sobre o que espera ao nível das verbas para a Defesa no próximo Orçamento do Estado, tendo em conta a guerra na Ucrânia e os compromissos internacionais, nomeadamente com a NATO, Gouveia e Melo espera apenas que Portugal seja “coerente entre o que são as suas estratégias” e os recursos atribuídos para as cumprir.

“Se o Estado português definir estratégias muito ambiciosas e depois não atribuir os recursos, claro que isso terá impacto nas próprias estratégias. Se definir estratégias adequadas aos recursos que tem, nós conseguimos cumprir”, disse.

Realçando que “o mar é a última fronteira” e “tem sido usado essencialmente como elemento de trânsito”, Gouveia e Melo acredita, no entanto, que “com as primeiras plataformas petrolíferas e outros desenvolvimentos que estão a aparecer e que a tecnologia permite” será possível ter seres humanos a viver de forma permanente no mar.

“Tenho a certeza absoluta que neste século vamos ter colónias de mar, seres humanos a viver permanentemente no mar, cidades no mar, o que vai mudar a geografia humana, o que vai mudar as relações humanas”, sustentou.

Neste contexto, “Portugal sendo um pequeno país no sudoeste do continente europeu, afastado dos principais centros económicos e industriais, numa Europa que se está a estender a leste, tem que olhar para o seu enquadramento estratégico e perceber qual é o seu papel no mundo e como pode prosperar nesse enquadramento geográfico e histórico”.

“Temos que nos preocupar com o Atlântico. Ligando-nos à principal potência marítima neste momento que é os Estados Unidos da América, mas também ao Brasil, países de expressão portuguesa em África, mas essencialmente ligando a uma economia baseada no mar”, disse.

Interrogado sobre se a Armada tem meios para conseguir cumprir os seus compromissos internacionais com a Aliança no contexto atual, Gouveia e Melo respondeu que a Marinha nunca falhou “o cardápio de necessidades da NATO” e está “a fazer tudo para nao falhar eventuais necessidades mais urgentes ou mais prementes no futuro”.

“Claro que nada é perfeito, os recursos sao sempre escassos (…) a nossa obrigaçao é com os recursos que temos, ser o mais eficientes possível”, disse.

A Conferência das Nações Unidas sobre os oceanos vai realizar-se em Lisboa, com o apoio dos governos de Portugal e do Quénia, e contará com a presença de chefes de Estado e de governo de todos os continentes.

https://visao.sapo.pt/atualidade/politica/2022-06-25-contributo-de-portugal-passa-por-garantir-que-atlantico-continua-a-ser-um-lago-da-nato-cema/


Só se for com navios de outros países da Nato ou mesmo só de Espanha a controlar o Atlântico, porque de cá tirando os submarinos o resto é paisagem

Mais um artista a atira lama aos olhos da maralha

Nada muda. está montado o Circo

Já tinha metido no zero naval !
 

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Pescador

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Re: Notícias da Marinha
« Responder #2609 em: Junho 25, 2022, 05:24:48 pm »
Um dia as noticias da Marinha será: não haver Marinha, mas uma força de segurança marítima para tratar de tartarugas, picadas na praia e folclore com o bonecos a dançar como o titi lá para os lados exóticos
 
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