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Faz sentido um pais como Portugal ter capacidade para projetar uma força anfíbia

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Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia

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Pescador

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #15 em: Abril 11, 2022, 10:42:39 am »
Nigeria:
New Landing Ship Tank (LST), NNS Kada, an LST 100 class vessel is on it’s way home after being completed by Damen Shipyards in the United Arab Emirates (UAE).



Já desenrascava...

Um em cada arquipélago e já safava caso houvesse algum desastre.

Raramente são tidas em conta  outras soluções que não o mega cargas, apesar de como se vê por exemplos que vão aparecendo, existirem soluções diversificadas em capacidades e versatilidade para resolver tudo aquilo que for necessário por cá e, que tanta escrita tem motivado.
Outro aspecto que se levanta é a capacidade de possuir navios em diversos pontos do território nacional em instalações adequadas. Por exemplo no arquipélago da Madeira e no algarve deviam existir capacidade de permanência, como bases onde atraquem mais que um simples " tejo".   
Falta muita coisa realmente, até estratégia verdadeiramente nacional em vez de ....devaneios
 

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asalves

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #16 em: Abril 11, 2022, 11:05:12 am »
Nigeria:
New Landing Ship Tank (LST), NNS Kada, an LST 100 class vessel is on it’s way home after being completed by Damen Shipyards in the United Arab Emirates (UAE).



Já desenrascava...

Um em cada arquipélago e já safava caso houvesse algum desastre.

Raramente são tidas em conta  outras soluções que não o mega cargas, apesar de como se vê por exemplos que vão aparecendo, existirem soluções diversificadas em capacidades e versatilidade para resolver tudo aquilo que for necessário por cá e, que tanta escrita tem motivado.
Outro aspecto que se levanta é a capacidade de possuir navios em diversos pontos do território nacional em instalações adequadas. Por exemplo no arquipélago da Madeira e no algarve deviam existir capacidade de permanência, como bases onde atraquem mais que um simples " tejo".   
Falta muita coisa realmente, até estratégia verdadeiramente nacional em vez de ....devaneios

Eu acho mais importante termos uma base naval ou um ponto de apoio naval bem equipado nos Açores do que no Algarve e Madeira, pois da BNL ao Algarve/Madeira é algumas horas, e for preciso destacar alguma navio para lá, é algo "rápido".

Outra coisa é o abastecimento do sistema AIP dos submarino, pelo que li é um sistema que só temos disponível na BNL e no mediterrâneo noutra base Italiana. O que se assim for limita um pouco a nossa capacidade de movimentação.
 
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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #17 em: Abril 11, 2022, 11:19:08 am »
Nigeria:
New Landing Ship Tank (LST), NNS Kada, an LST 100 class vessel is on it’s way home after being completed by Damen Shipyards in the United Arab Emirates (UAE).



Já desenrascava...

Um em cada arquipélago e já safava caso houvesse algum desastre.

Raramente são tidas em conta  outras soluções que não o mega cargas, apesar de como se vê por exemplos que vão aparecendo, existirem soluções diversificadas em capacidades e versatilidade para resolver tudo aquilo que for necessário por cá e, que tanta escrita tem motivado.
Outro aspecto que se levanta é a capacidade de possuir navios em diversos pontos do território nacional em instalações adequadas. Por exemplo no arquipélago da Madeira e no algarve deviam existir capacidade de permanência, como bases onde atraquem mais que um simples " tejo".   
Falta muita coisa realmente, até estratégia verdadeiramente nacional em vez de ....devaneios

Eu acho mais importante termos uma base naval ou um ponto de apoio naval bem equipado nos Açores do que no Algarve e Madeira, pois da BNL ao Algarve/Madeira é algumas horas, e for preciso destacar alguma navio para lá, é algo "rápido".

Outra coisa é o abastecimento do sistema AIP dos submarino, pelo que li é um sistema que só temos disponível na BNL e no mediterrâneo noutra base Italiana. O que se assim for limita um pouco a nossa capacidade de movimentação.

Compreendo que até possa haver constrangimentos de efectivo, mas só os "Tejo" vão para a Madeira devido a capacidade de atracagem para manter lá um NPO em base própria. Sem dúvida os Açores é crucial pela distancia, mas pela posição geográfica da Madeira também creio que se impunha algo que desse algum apoio, mesmo sem ser uma grande infraestrutura como precisa os Açores e que até daria outra projeção a Marinha.
Se é verdade que o Atlântico tem a sua importância pela movimentação que tem acesso aos Russos, não menos importante o Arquipélago da Madeira no controle sul, sabendo os interesses da China.
Já o referi até outras vezes, acho inclusive Madeira e Porto Santo mal aproveitado em não ter drones de vigilância marítima com alcance apreciável, que possam fazer as Selvagens. Afinal tem lá efectivos em permanência.
Quando chegar a responsabilidade  das 300 milhas será ainda mais relevante.
« Última modificação: Abril 11, 2022, 11:27:35 am por Pescador »
 

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ACADO

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #18 em: Abril 11, 2022, 11:27:21 am »
Além da capacidade obvio de uso da força ligeira de fuzileiros para operações individuais do nosso País, temos de pensar que temos compromissos com a NATO.
E sendo que os nossos Fuzileiros têm uma experiência que poucos têm a trabalhar na costa Atlantica, penso que o nosso contributo para a NATO como uma Força Ligeira de reconhecimento é uma grande mais valia.
Ou seja, todo o nosso corpo de Fuzileiros poderá actuar como Força de reconhecimento para as unidades pesadas da NATO.
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dc

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #19 em: Abril 11, 2022, 10:16:42 pm »
Eu acho mais importante termos uma base naval ou um ponto de apoio naval bem equipado nos Açores do que no Algarve e Madeira, pois da BNL ao Algarve/Madeira é algumas horas, e for preciso destacar alguma navio para lá, é algo "rápido".

Outra coisa é o abastecimento do sistema AIP dos submarino, pelo que li é um sistema que só temos disponível na BNL e no mediterrâneo noutra base Italiana. O que se assim for limita um pouco a nossa capacidade de movimentação.

Ter algum tipo de infraestrutura nos Açores e Madeira para receber os navios e submarinos, fazia todo o sentido.

Além da capacidade obvio de uso da força ligeira de fuzileiros para operações individuais do nosso País, temos de pensar que temos compromissos com a NATO.
E sendo que os nossos Fuzileiros têm uma experiência que poucos têm a trabalhar na costa Atlantica, penso que o nosso contributo para a NATO como uma Força Ligeira de reconhecimento é uma grande mais valia.
Ou seja, todo o nosso corpo de Fuzileiros poderá actuar como Força de reconhecimento para as unidades pesadas da NATO.

O problema é que para os compromissos NATO, a nível de forças anfíbias, existem países muito melhor equipados que nós, tanto a nível da força anfíbia em si, como dos meios de projecção de força, como da capacidade de sustentar a dita, a capacidade de escoltar o dito navio e a capacidade de realizar apoio a operações de desembarque.

Supondo que se comprava o LPD, um problema estaria resolvido, mas os outros mantinham-se, logo não se estaria a cumprir com compromisso nenhum, já que apenas conseguíamos fornecer um navio com as ditas capacidades, e nada mais, ficando tudo o resto dependente de terceiros (como sempre).

Se perguntarem à NATO o que realmente lhes fazia falta, o LPD estará bem no fim da lista. A NATO tem falta de escoltas, submarinos e AORs, não de LPDs.
 

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #20 em: Abril 12, 2022, 01:59:43 pm »
Eu acho mais importante termos uma base naval ou um ponto de apoio naval bem equipado nos Açores do que no Algarve e Madeira, pois da BNL ao Algarve/Madeira é algumas horas, e for preciso destacar alguma navio para lá, é algo "rápido".

Outra coisa é o abastecimento do sistema AIP dos submarino, pelo que li é um sistema que só temos disponível na BNL e no mediterrâneo noutra base Italiana. O que se assim for limita um pouco a nossa capacidade de movimentação.

Ter algum tipo de infraestrutura nos Açores e Madeira para receber os navios e submarinos, fazia todo o sentido.

Além da capacidade obvio de uso da força ligeira de fuzileiros para operações individuais do nosso País, temos de pensar que temos compromissos com a NATO.
E sendo que os nossos Fuzileiros têm uma experiência que poucos têm a trabalhar na costa Atlantica, penso que o nosso contributo para a NATO como uma Força Ligeira de reconhecimento é uma grande mais valia.
Ou seja, todo o nosso corpo de Fuzileiros poderá actuar como Força de reconhecimento para as unidades pesadas da NATO.

O problema é que para os compromissos NATO, a nível de forças anfíbias, existem países muito melhor equipados que nós, tanto a nível da força anfíbia em si, como dos meios de projecção de força, como da capacidade de sustentar a dita, a capacidade de escoltar o dito navio e a capacidade de realizar apoio a operações de desembarque.

Supondo que se comprava o LPD, um problema estaria resolvido, mas os outros mantinham-se, logo não se estaria a cumprir com compromisso nenhum, já que apenas conseguíamos fornecer um navio com as ditas capacidades, e nada mais, ficando tudo o resto dependente de terceiros (como sempre).

Se perguntarem à NATO o que realmente lhes fazia falta, o LPD estará bem no fim da lista. A NATO tem falta de escoltas, submarinos e AORs, não de LPDs.

Os nossos fuzileiros participam sempre nos exercícios em Espanha, e também já participaram em exercidos com a França e os com US marines.
O problema é que é sempre a boleia.

Não sei se estaria assim tão no fim da lista.
 

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dc

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #21 em: Abril 12, 2022, 04:30:17 pm »
E temos também outras forças que, quando há vontade/disponibilidade para tal, participam em exercícios com aliados. Não é por aí que se vai definir o que é ou não importante.

Agora, numas FA limitadas em tudo, é uma ilusão achar que adquirindo LPD, passamos a ser relevantes no que quer que seja, ou passamos a cumprir com as "obrigações NATO". A realidade é: para a NATO, 200 Fuzileiros e um LPD pouco mais valem que zero, principalmente se quem os possui, não tem capacidade de apoiar estes meios.

Não que o LPD seja inútil, ou ter capacidade anfíbia, convém é, ver que há outras coisas essenciais que não há meio de se resolverem.
 
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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #22 em: Abril 12, 2022, 06:13:56 pm »
E temos também outras forças que, quando há vontade/disponibilidade para tal, participam em exercícios com aliados. Não é por aí que se vai definir o que é ou não importante.

Agora, numas FA limitadas em tudo, é uma ilusão achar que adquirindo LPD, passamos a ser relevantes no que quer que seja, ou passamos a cumprir com as "obrigações NATO". A realidade é: para a NATO, 200 Fuzileiros e um LPD pouco mais valem que zero, principalmente se quem os possui, não tem capacidade de apoiar estes meios.

Não que o LPD seja inútil, ou ter capacidade anfíbia, convém é, ver que há outras coisas essenciais que não há meio de se resolverem.

Se os Fuzileiros fossem inúteis os U.S. Marines não perdiam tempo a vir a Troia para treinar com eles.
 

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #23 em: Abril 13, 2022, 12:26:53 am »
E ninguém disse que os Fuzos eram inúteis.

E os USMC fazem exercícios com muita gente, dos países maiores aos mais pequenos. Não serve propriamente de critério base para avaliar o nível de utilidade ou relevância de uma determinada força.

Entretanto, estás a desviar-te do tema em questão, que é o suposto cumprimento dos nossos compromissos com a NATO, caso se compre um LPD. E a realidade, é que a nível de cumprimento, pouco muda, pois o que falta à NATO é muito mais do que somente capacidade anfíbia.
 
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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia
« Responder #24 em: Abril 13, 2022, 07:10:33 am »
E temos também outras forças que, quando há vontade/disponibilidade para tal, participam em exercícios com aliados. Não é por aí que se vai definir o que é ou não importante.

Agora, numas FA limitadas em tudo, é uma ilusão achar que adquirindo LPD, passamos a ser relevantes no que quer que seja, ou passamos a cumprir com as "obrigações NATO". A realidade é: para a NATO, 200 Fuzileiros e um LPD pouco mais valem que zero, principalmente se quem os possui, não tem capacidade de apoiar estes meios.

Não que o LPD seja inútil, ou ter capacidade anfíbia, convém é, ver que há outras coisas essenciais que não há meio de se resolverem.

Se os Fuzileiros fossem inúteis os U.S. Marines não perdiam tempo a vir a Troia para treinar com eles.

E depois quem é que os desatolava? :mrgreen:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Deve a Marinha ter a capacidade de projeção de força anfíbia Novo
« Responder #25 em: Abril 13, 2022, 09:28:47 am »
E temos também outras forças que, quando há vontade/disponibilidade para tal, participam em exercícios com aliados. Não é por aí que se vai definir o que é ou não importante.

Agora, numas FA limitadas em tudo, é uma ilusão achar que adquirindo LPD, passamos a ser relevantes no que quer que seja, ou passamos a cumprir com as "obrigações NATO". A realidade é: para a NATO, 200 Fuzileiros e um LPD pouco mais valem que zero, principalmente se quem os possui, não tem capacidade de apoiar estes meios.

Não que o LPD seja inútil, ou ter capacidade anfíbia, convém é, ver que há outras coisas essenciais que não há meio de se resolverem.

Se os Fuzileiros fossem inúteis os U.S. Marines não perdiam tempo a vir a Troia para treinar com eles.

E depois quem é que os desatolava? :mrgreen:


Pois, que blindados de rodas em algumas das nossas areias é fatal.
Não está em causa a utilidade dos Fuzileiros nesta equação de navios. Utilidade que têm em qualquer das opções em causa. Começassem por ter os equipamentos que deveriam ter. Algo que até destoa de outros por cá.
Neste País até armas anti carro e anti aéreas estão desfasadas e contadas pelos dedos.

Tanto equipamento tactico essencial, quase básico, que falta para desempenhar operações com a eficácia que no presente se exige e parece ser o mega tralha a grande questão.

Mas vamos ter isso tudo, depois das 5 fragatas FFG. Dos F16 V ou enterrarem noutro. Dos helicópteros médios. Dos NPO, mas devidamente equipados como tal. Dos sistemas misseis antiaéreos e anticarro. Até de regulamentarem a questão dos efectivos para acabar com esta precariedade dos contratos que leva muitos a ter esquemas por fora. Alguns dos quais colocam em causa a sua condição militar. E assim garantir outra postura enquanto profissionais das FA
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