Guerra na Ucrânia

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5505 em: Junho 22, 2022, 10:01:27 pm »
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Outra informaçao importante:

Ukrainian Defense Ministry: ''Every third American M777 howitzer breaks down on first use''

''Every third American M777 howitzer has to be repaired after the very first artillery duel'', - This was announced by Ukrainian Deputy Defense Minister Denis Sharapov. The Ukrainian military complains that American howitzers do not withstand a duel against Russian artillery and that they constantly have to be withdrawn from the front line due to damage received during artillery strikes by the Russian Armed Forces. Earlier, the command of the Armed Forces of Ukraine also complained that ''most Western weapons cannot be repaired in Ukraine since there are no spare parts and consumables in the country''. In this regard, all foreign equipment is sent to be repaired in Poland.
« Última modificação: Junho 22, 2022, 10:07:06 pm por Hammerhead »
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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5506 em: Junho 22, 2022, 10:05:47 pm »
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Já estamos habituados... è só mais um.
 

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LuisPolis

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5507 em: Junho 23, 2022, 12:05:24 am »

Ukrainian Defense Ministry: ''Every third American M777 howitzer breaks down on first use''

''Every third American M777 howitzer has to be repaired after the very first artillery duel'', - This was announced by Ukrainian Deputy Defense Minister Denis Sharapov.
Por acaso tenho reparado que alguns M777 quando disparam saltam e estremecem por todos os lados. Não me parece normal, pelo menos comparado com as imagens dos Americanos no Afeganistão.

Earlier, the command of the Armed Forces of Ukraine also complained that ''most Western weapons cannot be repaired in Ukraine since there are no spare parts and consumables in the country''. In this regard, all foreign equipment is sent to be repaired in Poland.
Expectável. A logística sempre ela. Não dá nas vistas e é ignorada pelos bonecos que dizem que mandam mas é ela que lixa tudo.

M777 operado pelos Americanos (limpo) [primeiros 10 segundos]

M777 operado pelos Ucranianos (balança por todos os lados)
« Última modificação: Junho 23, 2022, 12:19:25 am por LuisPolis »
 
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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5508 em: Junho 23, 2022, 12:50:55 am »
Eu percebo a diferença, os americanos estão a disparar dentro de uma base, além de que raramente sofrem fogo de contra bateria e a força aérea deles controla os céus. Os Ucranianos não têm essa sorte, ou seja, sempre que eles disparam a seguir levam com contra-fogo russo, ou seja não dá muito tempo para preparar o terreno e estabiliza-lo. 
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
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legionario

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5509 em: Junho 23, 2022, 03:57:06 am »
Os problemas com o armamento e com o material na Ucrânia tem sido muito debatido, ninguém fala do factor humano deste conflito... como se as vidas e os problemas dos milhares de homens envolvidos não contasse para nada...no entanto o factor "homem" é o mais importante, o mais critico.

Se do lado russo existem muitos refratários ao serviço militar ,(como aconteceu no Vietname ou na nossa guerra do Ultramar ou em qualquer guerra) facto que é largamente mencionado nos media, ... do lado ucraniano o problema é ainda mais grave. Mesmo entre as unidades de elite como os paraquedistas tem havido múltiplos incidentes entre os soldados e os comandantes ; segundo a lei ucraniana um soldado não se pode render ou abandonar o combate sem autorização superior o que não impede que unidades inteiras cessem os combates por falta de meios de o continuar.

O problema é tão grave que recentemente uma deputada ucraniana propôs no parlamento uma lei que autoriza um oficial a executar sumariamente um soldado que abandone o combate ; esta proposta de lei foi recusada mas revela o estado de espirito reinante.

O fornecimento de armas sofisticadas à Ucrânia, (armas estas que, para serem eficazes, exigem meses de treino) permite prolongar, em teoria, este conflito mas o elo mais fraco não reside, na minha opinião, no "factor material" mas sim no "factor humano". As unidades territoriais destinadas à defesa da aldeia ou da cidade de residência,  são cada vez mais enviadas para a frente, funcionando como unidades de choque... quando não estão minimamente treinadas nem equipadas para esse tipo de missão.

A severidade das condições de vida no terreno, a falta de treino e de equipamento e o stress de guerra provocado pelo horror dos combates são o preambulo de uma desmotivação que tende a generalizar-se entre os combatentes ucranianos.
O recurso a mercenários não tem resolvido o problema da falta de combatentes motivados ! Mesmo os mais endurecidos desistem ao cabo de algumas semanas.
Com uma população de 40 M de habitantes, seria de esperar uma capacidade de mobilização de 4 000 000 (10% da população) de soldados de primeira linha, o que em teoria faz muita gente apta para combater ... mas estarão estes 4 000 000 dispostos a lutar e eventualmente a morrer,  como afirma o discurso do regime ?
« Última modificação: Junho 23, 2022, 04:08:06 am por legionario »
 
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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5510 em: Junho 23, 2022, 10:30:39 am »
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Ukrainian Defense Ministry: ''Every third American M777 howitzer breaks down on first use''

''Every third American M777 howitzer has to be repaired after the very first artillery duel'', - This was announced by Ukrainian Deputy Defense Minister Denis Sharapov. The Ukrainian military complains that American howitzers do not withstand a duel against Russian artillery and that they constantly have to be withdrawn from the front line due to damage received during artillery strikes by the Russian Armed Forces. Earlier, the command of the Armed Forces of Ukraine also complained that ''most Western weapons cannot be repaired in Ukraine since there are no spare parts and consumables in the country''. In this regard, all foreign equipment is sent to be repaired in Poland.

pode colocar a fonte da informação? fui procurar e não encontrei nada que confirmasse essas palavras  ::)

por outro lado encontrei isto do departamento de defesa: https://twitter.com/DefenceU/status/1525084165695279104?ref_src=twsrc%5Etfw
 

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LuisPolis

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5511 em: Junho 23, 2022, 11:25:35 am »
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Ukrainian Defense Ministry: ''Every third American M777 howitzer breaks down on first use''

''Every third American M777 howitzer has to be repaired after the very first artillery duel'', - This was announced by Ukrainian Deputy Defense Minister Denis Sharapov. The Ukrainian military complains that American howitzers do not withstand a duel against Russian artillery and that they constantly have to be withdrawn from the front line due to damage received during artillery strikes by the Russian Armed Forces. Earlier, the command of the Armed Forces of Ukraine also complained that ''most Western weapons cannot be repaired in Ukraine since there are no spare parts and consumables in the country''. In this regard, all foreign equipment is sent to be repaired in Poland.

pode colocar a fonte da informação? fui procurar e não encontrei nada que confirmasse essas palavras  ::)

por outro lado encontrei isto do departamento de defesa: https://twitter.com/DefenceU/status/1525084165695279104?ref_src=twsrc%5Etfw
Já tinha visto essa informação numa reportagem que o Brigadier General of the Armed Forces of Ukraine Vladimir Karpenko deu ao
https://www.nationaldefensemagazine.org/articles/2022/6/15/ukraine-to-us-defense-industry-we-need-long-range-precision-weaponshttp://

Basicamente esse individuo diz que por cada bateria (6 peças) duas avariam em combate.

Ou seja, os Ucranianos são os primeiros a usar o M777 num conflito de alta densidade. Todos os outros o usaram contra guerrilhas e afins e aí funcionava sempre. Agora não é assim e é uma chatice. O M777 é muito caro de operar e pouco tolerante à avarias.
« Última modificação: Junho 23, 2022, 11:34:27 am por LuisPolis »
 
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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5512 em: Junho 23, 2022, 11:47:45 am »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5513 em: Junho 23, 2022, 11:51:11 am »
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Ukrainian Defense Ministry: ''Every third American M777 howitzer breaks down on first use''

''Every third American M777 howitzer has to be repaired after the very first artillery duel'', - This was announced by Ukrainian Deputy Defense Minister Denis Sharapov. The Ukrainian military complains that American howitzers do not withstand a duel against Russian artillery and that they constantly have to be withdrawn from the front line due to damage received during artillery strikes by the Russian Armed Forces. Earlier, the command of the Armed Forces of Ukraine also complained that ''most Western weapons cannot be repaired in Ukraine since there are no spare parts and consumables in the country''. In this regard, all foreign equipment is sent to be repaired in Poland.

pode colocar a fonte da informação? fui procurar e não encontrei nada que confirmasse essas palavras  ::)

por outro lado encontrei isto do departamento de defesa: https://twitter.com/DefenceU/status/1525084165695279104?ref_src=twsrc%5Etfw
Já tinha visto essa informação numa reportagem que o Brigadier General of the Armed Forces of Ukraine Vladimir Karpenko deu ao
https://www.nationaldefensemagazine.org/articles/2022/6/15/ukraine-to-us-defense-industry-we-need-long-range-precision-weaponshttp://

Basicamente esse individuo diz que por cada bateria (6 peças) duas avariam em combate.

Ou seja, os Ucranianos são os primeiros a usar o M777 num conflito de alta densidade. Todos os outros o usaram contra guerrilhas e afins e aí funcionava sempre. Agora não é assim e é uma chatice. O M777 é muito caro de operar e pouco tolerante à avarias.

Não diz serem danificadas por fogo inimigo (devem ser um dos alvos principais da numerosa artilharia russa)? Mais que ser "pouco tolerante à avarias"? Sendo um sistema fixo é sempre mais sujeito a fogo de contrabateria. Sobre o custo de utilização não sei.

Citar
For example, the M777 artillery systems are really prone to being damaged by enemy artillery. For every battery of M777, there are six pieces.

After every artillery contact, we have to take two artillery pieces and take them back to the rear to maintain them because some of the subsystems are damaged by shrapnel. This happens every day. 
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5514 em: Junho 23, 2022, 12:39:49 pm »
Os problemas com o armamento e com o material na Ucrânia tem sido muito debatido, ninguém fala do factor humano deste conflito... como se as vidas e os problemas dos milhares de homens envolvidos não contasse para nada...no entanto o factor "homem" é o mais importante, o mais critico.

Se do lado russo existem muitos refratários ao serviço militar ,(como aconteceu no Vietname ou na nossa guerra do Ultramar ou em qualquer guerra) facto que é largamente mencionado nos media, ... do lado ucraniano o problema é ainda mais grave. Mesmo entre as unidades de elite como os paraquedistas tem havido múltiplos incidentes entre os soldados e os comandantes ; segundo a lei ucraniana um soldado não se pode render ou abandonar o combate sem autorização superior o que não impede que unidades inteiras cessem os combates por falta de meios de o continuar.

O problema é tão grave que recentemente uma deputada ucraniana propôs no parlamento uma lei que autoriza um oficial a executar sumariamente um soldado que abandone o combate ; esta proposta de lei foi recusada mas revela o estado de espirito reinante.

O fornecimento de armas sofisticadas à Ucrânia, (armas estas que, para serem eficazes, exigem meses de treino) permite prolongar, em teoria, este conflito mas o elo mais fraco não reside, na minha opinião, no "factor material" mas sim no "factor humano". As unidades territoriais destinadas à defesa da aldeia ou da cidade de residência,  são cada vez mais enviadas para a frente, funcionando como unidades de choque... quando não estão minimamente treinadas nem equipadas para esse tipo de missão.

A severidade das condições de vida no terreno, a falta de treino e de equipamento e o stress de guerra provocado pelo horror dos combates são o preambulo de uma desmotivação que tende a generalizar-se entre os combatentes ucranianos.
O recurso a mercenários não tem resolvido o problema da falta de combatentes motivados ! Mesmo os mais endurecidos desistem ao cabo de algumas semanas.
Com uma população de 40 M de habitantes, seria de esperar uma capacidade de mobilização de 4 000 000 (10% da população) de soldados de primeira linha, o que em teoria faz muita gente apta para combater ... mas estarão estes 4 000 000 dispostos a lutar e eventualmente a morrer,  como afirma o discurso do regime ?

Comentei sobre isso lá atrás, mas no meio de videos inocuos da maquina de propaganda dos dois lados, qualquer discussão fica enterrada em palha e esterco.

O ponto mais fraco desta trapalhada é o factor humano ucraniano e vou tentar expor a forma como vejo isto.
Os russos cometeram um grave erro inicial, de exclusiva responsabilidade politica, que foi a ideia que avançando rapidamente e colocando pressão nos grandes centros urbanos e capital, o governo ucraniano cederia ou, pelo menos os sectores mais conscientes da estrutura civil e militar, iriam tomar o poder e ceder ao que os russos consideram um interesse vital.
Deu no que deu, mostrou toda uma série de fragilidades no conceito de BTG quando não se dota todo o organismo com os numeros necessários a uma missão desta envergadura. Claramente não é com menos de 200 mil efectivos que se toma de assalto um país do tamanho da Ucrania, para mais quando não se amaciou o IN logo de inicio, com ataques a casernas e quarteis e com uma campanha de amaciamento tipo a que fizemos na Sérvia ou no Iraque. Mesmo assim vejam os efectivos que tivemos de empenhar em ambos os casos para conseguir o controlo de território. Também reforçou a ideia que entrar por um país adentro, ir direito à capital, ocupar a mesma e declarar vitória, tipo o que os russos fizeram no Afeganistão e nós também no Afeganistão e depois no Iraque, é a receita para uma longa e penosa guerra de atrito até à derrota.

Os russos adaptaram as tacticas e mudaram para o patamar acima, deixando de ser o BTG e concentrando a nível de brigada. Também perceberam que guerra de manobra com tão poucos efectivos não é exequivel devido à incapacidade de proteger os flancos e colunas logisticas, assim como não lhes permite ter reservas o suficiente para explorar de forma eficaz os rompimentos.
Por isso optaram, obrigados é certo, por esta técnica de concentração de poder de fogo e de garantir que os flancos estão sempre cobertos por forças amigas com avanços limitados mas seguros. E está a ser uma autentica maquina de moer carne no  que toca a dilacerar o potencial humano das FA ucranianas. essas estando praticamente imobilizadas desde o inicio do conflito, em que a sua capacidade de exercer manobras combinadas ou mesmo qualquer manobra que não seja de caracter tacticamente irrelevante, limitam-se a fixar-se em zonas urbanas e industriais e servir de receptores aos obuses e misseis russos e é aí que entra a minha ideia de ponto fraco.

Os ucranianos ficaram sem equipamento e com a fábricas e capacidades logisticas arrasadas, logo dependentes do fluxo de equipamento ocidental.
Os russos perceberam que o fluxo de material ocidental dura o tempo que nós, no Ocidente, estivermos dispostos, logo teoricamente quase infinito, mas que a reserva de carne para operar esse equipamento é bem finita e quantificável.
Garantindo que todo e qualquer um idiota/corajoso/lavado do cérebro o suficiente para pegar numa arma contra os russos, o irá fazer do lado oposto de uma linha bem demarcada onde vai servir de saco de adubo, vai garantir que a memoria colectiva desta guerra fica gravada pelo enorme numero de presuntos que custou serem tolos e é de bom tom que deixem "zelinho e sus muchachos" irem embora depois de isto terminado, para que gozem uma boa vida no Ocidente, cheios de regalias e mordomias e todos vejam o que acontece a quem segue esses gajos e o que acontece aos gajos.

Neste momento, como eu vejo as coisas, para os russos o objectivo é matar o mais possível de ucranianos que não se rendam. Matar e matar e rematar os gajos se possível. Os mortos não embarcam em guerrilhas, não causam protestos nem terão de ser sustentados pela Rússia quando ela acabar de atingir os objectivos a que se propõe ali (os grandes objectivos são outros e noutro patamar).

Ou seja, estão a fazer ali aquilo que deveriamos ter feito nas nossas guerras de "libertação e democratização". Quanto aos 4 milhões de potenciais presuntos, e logistica para isso? Vestir, alimentar, treinar e armar essa malta? Não existe, nem é exequivel agora.
« Última modificação: Junho 23, 2022, 12:43:12 pm por FoxTroop »
 
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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5515 em: Junho 23, 2022, 01:01:38 pm »

Não diz serem danificadas por fogo inimigo (devem ser um dos alvos principais da numerosa artilharia russa)? Mais que ser "pouco tolerante à avarias"? Sendo um sistema fixo é sempre mais sujeito a fogo de contrabateria. Sobre o custo de utilização não sei.

Citar
For example, the M777 artillery systems are really prone to being damaged by enemy artillery. For every battery of M777, there are six pieces.

After every artillery contact, we have to take two artillery pieces and take them back to the rear to maintain them because some of the subsystems are damaged by shrapnel. This happens every day. 
As conclusões são minhas (vale o que vale). Foram tiradas após a leitura de artigos como este de um jornal Indiano.

Este conflito está a dar dores de cabeça aos militares Indianos devido às más performances em alta intensidade do T90 e do M777 (a Índia comprou ~140 unidades e vai construir outras tantas localmente sob licença).

https://www.defenceview.in/the-fatal-weaknesses-of-the-american-m777-howitzer-in-ukraine-battlefield/

Citar
the M777 howitzer is considered an “ultra-light” cannon, that is, it weighs only about 4.2 tons compared to its predecessor, the M198 (7,154 kg). And the lighter it is, the more complex and expensive the components are, requiring strict maintenance and proper use.
« Última modificação: Junho 23, 2022, 04:10:40 pm por LuisPolis »
 

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5516 em: Junho 23, 2022, 01:10:00 pm »
O cerco do grupo Gorsko-Zolotoy das Forças Armadas da Ucrânia e a captura de Loskutovka. Resumo 22/06/2022.


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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5517 em: Junho 23, 2022, 01:57:42 pm »
Os problemas com o armamento e com o material na Ucrânia tem sido muito debatido, ninguém fala do factor humano deste conflito... como se as vidas e os problemas dos milhares de homens envolvidos não contasse para nada...no entanto o factor "homem" é o mais importante, o mais critico.

Se do lado russo existem muitos refratários ao serviço militar ,(como aconteceu no Vietname ou na nossa guerra do Ultramar ou em qualquer guerra) facto que é largamente mencionado nos media, ... do lado ucraniano o problema é ainda mais grave. Mesmo entre as unidades de elite como os paraquedistas tem havido múltiplos incidentes entre os soldados e os comandantes ; segundo a lei ucraniana um soldado não se pode render ou abandonar o combate sem autorização superior o que não impede que unidades inteiras cessem os combates por falta de meios de o continuar.

O problema é tão grave que recentemente uma deputada ucraniana propôs no parlamento uma lei que autoriza um oficial a executar sumariamente um soldado que abandone o combate ; esta proposta de lei foi recusada mas revela o estado de espirito reinante.

O fornecimento de armas sofisticadas à Ucrânia, (armas estas que, para serem eficazes, exigem meses de treino) permite prolongar, em teoria, este conflito mas o elo mais fraco não reside, na minha opinião, no "factor material" mas sim no "factor humano". As unidades territoriais destinadas à defesa da aldeia ou da cidade de residência,  são cada vez mais enviadas para a frente, funcionando como unidades de choque... quando não estão minimamente treinadas nem equipadas para esse tipo de missão.

A severidade das condições de vida no terreno, a falta de treino e de equipamento e o stress de guerra provocado pelo horror dos combates são o preambulo de uma desmotivação que tende a generalizar-se entre os combatentes ucranianos.
O recurso a mercenários não tem resolvido o problema da falta de combatentes motivados ! Mesmo os mais endurecidos desistem ao cabo de algumas semanas.
Com uma população de 40 M de habitantes, seria de esperar uma capacidade de mobilização de 4 000 000 (10% da população) de soldados de primeira linha, o que em teoria faz muita gente apta para combater ... mas estarão estes 4 000 000 dispostos a lutar e eventualmente a morrer,  como afirma o discurso do regime ?

Comentei sobre isso lá atrás, mas no meio de videos inocuos da maquina de propaganda dos dois lados, qualquer discussão fica enterrada em palha e esterco.

O ponto mais fraco desta trapalhada é o factor humano ucraniano e vou tentar expor a forma como vejo isto.
Os russos cometeram um grave erro inicial, de exclusiva responsabilidade politica, que foi a ideia que avançando rapidamente e colocando pressão nos grandes centros urbanos e capital, o governo ucraniano cederia ou, pelo menos os sectores mais conscientes da estrutura civil e militar, iriam tomar o poder e ceder ao que os russos consideram um interesse vital.
Deu no que deu, mostrou toda uma série de fragilidades no conceito de BTG quando não se dota todo o organismo com os numeros necessários a uma missão desta envergadura. Claramente não é com menos de 200 mil efectivos que se toma de assalto um país do tamanho da Ucrania, para mais quando não se amaciou o IN logo de inicio, com ataques a casernas e quarteis e com uma campanha de amaciamento tipo a que fizemos na Sérvia ou no Iraque. Mesmo assim vejam os efectivos que tivemos de empenhar em ambos os casos para conseguir o controlo de território. Também reforçou a ideia que entrar por um país adentro, ir direito à capital, ocupar a mesma e declarar vitória, tipo o que os russos fizeram no Afeganistão e nós também no Afeganistão e depois no Iraque, é a receita para uma longa e penosa guerra de atrito até à derrota.

Os russos adaptaram as tacticas e mudaram para o patamar acima, deixando de ser o BTG e concentrando a nível de brigada. Também perceberam que guerra de manobra com tão poucos efectivos não é exequivel devido à incapacidade de proteger os flancos e colunas logisticas, assim como não lhes permite ter reservas o suficiente para explorar de forma eficaz os rompimentos.
Por isso optaram, obrigados é certo, por esta técnica de concentração de poder de fogo e de garantir que os flancos estão sempre cobertos por forças amigas com avanços limitados mas seguros. E está a ser uma autentica maquina de moer carne no  que toca a dilacerar o potencial humano das FA ucranianas. essas estando praticamente imobilizadas desde o inicio do conflito, em que a sua capacidade de exercer manobras combinadas ou mesmo qualquer manobra que não seja de caracter tacticamente irrelevante, limitam-se a fixar-se em zonas urbanas e industriais e servir de receptores aos obuses e misseis russos e é aí que entra a minha ideia de ponto fraco.

Os ucranianos ficaram sem equipamento e com a fábricas e capacidades logisticas arrasadas, logo dependentes do fluxo de equipamento ocidental.
Os russos perceberam que o fluxo de material ocidental dura o tempo que nós, no Ocidente, estivermos dispostos, logo teoricamente quase infinito, mas que a reserva de carne para operar esse equipamento é bem finita e quantificável.
Garantindo que todo e qualquer um idiota/corajoso/lavado do cérebro o suficiente para pegar numa arma contra os russos, o irá fazer do lado oposto de uma linha bem demarcada onde vai servir de saco de adubo, vai garantir que a memoria colectiva desta guerra fica gravada pelo enorme numero de presuntos que custou serem tolos e é de bom tom que deixem "zelinho e sus muchachos" irem embora depois de isto terminado, para que gozem uma boa vida no Ocidente, cheios de regalias e mordomias e todos vejam o que acontece a quem segue esses gajos e o que acontece aos gajos.

Neste momento, como eu vejo as coisas, para os russos o objectivo é matar o mais possível de ucranianos que não se rendam. Matar e matar e rematar os gajos se possível. Os mortos não embarcam em guerrilhas, não causam protestos nem terão de ser sustentados pela Rússia quando ela acabar de atingir os objectivos a que se propõe ali (os grandes objectivos são outros e noutro patamar).

Ou seja, estão a fazer ali aquilo que deveriamos ter feito nas nossas guerras de "libertação e democratização". Quanto aos 4 milhões de potenciais presuntos, e logistica para isso? Vestir, alimentar, treinar e armar essa malta? Não existe, nem é exequivel agora.

Concordo com tudo o que escreveu. Desde os primeiros momentos deste conflito eu escrevi que não era possível que 200 000 homens conquistassem um território como a Ucrania. Não percebi a estratégia dos russos, por ventura esperavam eles que as coisas se passassem como na Crimeia, onde as FA ucranianas se passaram com armas e bagagens para o lado russo...
O reservatorio humano dos 4 000 000 existe em teoria ; é neste reservatorio de carne para canhão que os ingleses se propõem retirar 10 000 homens de 4 em 4 meses que eles formarão e equiparão para o combate.   Quantos aceitarão a mobilização forçada ?
Os numeros mais otimistas apontam para mais de 60 000 mortos do lado ucraniano, estas coisas acabam por se saber apesar da censura.
Teremos que tambem levar em conta o cansaço do "nosso" lado. Quanto tempo mais a opinião publica europeia vai aceitar financiar armas para a Ucrania, ou seja,  financiar a morte na Ucrania quando as nossas condições de vida se deterioram de dia para dia ?
Enviamos dinheiro para matar e recusamos financiar o nosso sistema de proteção social , os nossos hospitais ? Esta politica não pode continuar.
« Última modificação: Junho 23, 2022, 02:03:03 pm por legionario »
 

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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5518 em: Junho 23, 2022, 02:13:00 pm »
Os numeros mais otimistas apontam para mais de 60 000 mortos do lado ucraniano, estas coisas acabam por se saber apesar da censura.
Teremos que tambem levar em conta o cansaço do "nosso" lado. Quanto tempo mais a opinião publica europeia vai aceitar financiar armas para a Ucrania, ou seja,  financiar a morte na Ucrania quando as nossas condições de vida se deterioram de dia para dia ?
Enviamos dinheiro para matar e recusamos financiar o nosso sistema de proteção social , os nossos hospitais ? Esta politica não pode continuar.

Esta propaganda até dá vontade de rir (ou chorar?).  Censura? Nada disso, na russia não há censura, aliás, segundo fontes russas só morreram umas centenas de soldados russos.
A russia já perdeu esta guerra e está a ser humilhada militarmente pela ucrania.
Isto custa muito (imenso) a todos os adoradores do regime de putin.
 
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Re: Guerra na Ucrânia
« Responder #5519 em: Junho 23, 2022, 02:44:25 pm »
Os numeros mais otimistas apontam para mais de 60 000 mortos do lado ucraniano, estas coisas acabam por se saber apesar da censura.
Teremos que tambem levar em conta o cansaço do "nosso" lado. Quanto tempo mais a opinião publica europeia vai aceitar financiar armas para a Ucrania, ou seja,  financiar a morte na Ucrania quando as nossas condições de vida se deterioram de dia para dia ?
Enviamos dinheiro para matar e recusamos financiar o nosso sistema de proteção social , os nossos hospitais ? Esta politica não pode continuar.

Esta propaganda até dá vontade de rir (ou chorar?).  Censura? Nada disso, na russia não há censura, aliás, segundo fontes russas só morreram umas centenas de soldados russos.
A russia já perdeu esta guerra e está a ser humilhada militarmente pela ucrania.
Isto custa muito (imenso) a todos os adoradores do regime de putin.

A questão principal foi apontada pelo colega anterior, ATÉ QUANDO as opiniões públicas europeias vão aceitar a degradação das suas condições de vida para "alimentar" esta guerra?
Eu digo que no máximo até ao próximo inverno, quando os alemães e outros começarem a bater o dente de frio lá dentro das casas deles com aquecimento central, a opinião vai virar-se contra os governantes de cada país e aí vao obrigar a Ucrânia a concessões, quanto mais não seja por medo de perderem as próximas eleições.
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