Uma terceira brigada para o Exército: sugestão

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Duarte

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Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« em: Março 13, 2026, 10:13:19 pm »
Isto é apenas pensar por alto um pouco, mas acho que teria alguma utilidade:  uma segunda brigada ligeira para defesa do TN, mais vocacionada para missões no litoral, nas ilhas, operações anfíbias, proteção de instalações marítimas e aéreas, reforço dos arquipélagos, proteção de cabos, portos, aeroportos, energia, bases, infraestruturas críticas, equipada com as mesma VB 4x4 que a Brigada Ligeira, mas com capacidade anfíbia.

Brigada Anfíbia Atlântica (BAA), se alguém tiver melhor sugestão, considero. Pessoalmente não gosto destas designações genéricas tipo Brigada Média, Ligeira, Mista, de Reação Rápida, Quartel de Cavalaria, Quartel de Artilharia, etc... Brigada Média = Brigada NUN’ÁLVARES: Brigada Ligeira = Brigada VIRIATO
Temos quase nove séculos de História militar. É aproveitar.

Brigada Anfíbia / Brigada EXPEDICIONÁRIA ATLÂNTICA = Brigada AFONSO DE ALBUQUERQUE
Efetivos: 4.200- 4.500
Função: operações anfíbias, apoio naval, projeção costeira, defesa das ilhas, cooperação CPLP, força projeção África

Unidades de manobra:
Unidade Escalão Batalhão - UPF de Fuzileiros (Marinha) seria a ponta de lança da brigada. Eu sei, é da Marinha. Sob comando brigada do Exército. Não é coisa inédita. Acalmem-se.  :mrgreen:

1 Batalhão de Inf. Ligeira - BI Anfíbio do Exército (4x4 blindado + viaturas anfíbias BvS10) Esta seria a unidade "follow-on", com VB.

2  Batalhões de Infantaria Ligeira - Defesa dos arquipélagos,

Fuzileiros abrem a porta (assalto).

Anfíbios do Exército entram e expandem (manobra).

Infantaria Ligeira segura e estabiliza (segurança).

Esquadrão de Reconhecimento -Anfíbio (drones marítimos + 4x4)

Unidades de apoio fogos
Grupo de Artilharia Costeira / Defesa de Ilhas c/ 12 obuses 155mm (CAESAR) para defesa costeira (e mais). Tal como os Finlandeses estão a pensar fazer..

https://en.defence-ua.com/news/finland_is_interested_in_french_caesar_ng_but_aims_to_complete_its_own_howitzer-11215.html

e 6 lançadores de mísseis costeiros (anti‑navio / multiuso) Spike NLOS em VB 4x4.

Grupo de Defesa Antiaérea c/ 1 Bateria NASAM e 2  Baterias VSHORAD (MANPADS + C‑UAS)

Unidades de apoio:
Batalhão de Engenharia (anfíbia, operações no litoral, treino marítimo)

Batalhão Logístico  (anfíbio, operações no litoral, treino marítimo)

Comando e CCS, 2 pel. PE, Comp CIS, etc.

Missões:
Defesa dos Açores e Madeira

Operações anfíbias limitadas

Proteção de instalações críticas

Apoio a operações navais

Controlo de portos e infraestruturas costeiras

Esta brigada iria operar a partir do futuro NPL, o PNM D.João II (em missões proteção civil, emergência, repatriação, etc.) e os novos NRE+ e os NPOs. Talvez uma LST ou outro navio anfíbio? LDGs?
« Última modificação: Março 13, 2026, 11:15:38 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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dc

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #1 em: Hoje às 02:20:44 am »
Na minha opinião, ter uma Brigada assim não trazia grande vantagem. Muitas das capacidades mencionadas, podiam facilmente ser obtidas através da expansão da Brigada Ligeira e Média, das forças da ZMA e ZMM, e da "militarização" da GNR (atribuir funções militares defensivas, e treino coincidente).

Só vejo 2 hipóteses de criar uma 3ª Brigada:
-uma Brigada Capacitária, que absorve as especialidades de apoio e tudo o que fosse externo às outras 2 Brigadas;
-ou uma Brigada Expedicionária, ou simplesmente uma Brigada Conjunta inter ramos.

O primeiro caso explica-se sozinho, seria essencialmente uma reorganização.

O segundo caso é que vou desenvolver.

Ora, eu juntava nesta "Brigada Expedicionária Conjunta" primariamente:
-o tal "mini-SOCOM"
-todas as Forças Especiais
-as tropas de elite (Comandos, Paras, Fuzileiros)
-o Comando Conjunto de Helicópteros (todos os helis militares da família Blackhawk, excepto ASW)
-FACs (CB-90 ou comparável)
-2/3 LST
-1 Bateria AA
-Esquadra UAV VTOL
-um GAC (com Morteiros, as Light Gun, Loitering Munitions e Spike NLOS)
-e claro unidades de Apoio

E colocava para debate a expansão com:
-a hipotética Legião Estrangeira
-uma Esquadra Lus-222 (transporte, lançamento de paraquedistas, treino, apoio logístico a operações em áreas remotas)
-uma potencial Esquadra UCAV para CAS e Armed ISR
-Chinooks como um after thought

Uma Brigada com maior sinergia entre os ramos, maior capacidade de operar em diversos tipos de conflito e TOs, capacidade de apoiar as unidades regulares, servir como multiplicador de força e muito mais.

Ter o Comando Conjunto de OEs e a respectivas forças, explica-se sozinho.

Ter Comandos, Paraquedistas e Fuzileiros nesta Brigada, permitia maior interoperabilidade, aquisições conjuntas, complementaridade, acesso a meios e capacidades que tipicamente não existiriam, ou simplesmente estariam dependentes de outro ramo.

O Comando Conjunto de Helis, deveria ter 2/3 Esquadras, consoante as versões e quantidades. Eu optaria por 3:
-1 Esquadra de UH-60 mais bem armados para ataque/escolta (6-8 helis)
-1 Esquadra de UH-60 de transporte/MEDEVAC, quicá U-Hawk (6-10 helis)
-1 Esquadra CSAR/operações especiais com uma variante especificamente equipada para estas funções (4-8 helis)

Estes helis seriam pensados também para operar a partir de navios da Marinha, em particular NRE+, PNM e potencial NAVPOL.

As FACs é fácil de perceber, oferecem uma embarcação para combate à pirataria, transporte, inserção de tropas, etc.

Os 2/3 LST, oferecem uma capacidade adicional de desembarque anfíbio, sem dependência dos grandes navios da Marinha. Servem como navio de Comando de Operações Especiais, de apoio logístico a forças desembarcadas, combate à pirataria, etc. Podem usar lanchas de desembarque ou CB-90.

3 seria um número decente. Têm guarnição reduzida. Podem operar UAVs VTOL, USVs e e UUVs. Utilizar a partir destes navios Camcopter S100 por exemplo, parece-me interessante.

A Bateria AA oferece a todas as forças abrangidas uma capacidade VSHORAD/C-UAS uniforme e robusta. Os Fuzos deixariam de precisar da sua própria unidade AA.

O GAC, tiraria partido sobretudo das LG, que ao que parece vão ser substituídas na Brigada Ligeira pelos Caesar.
Dá-se uma nova vida a esta arma, e encaixa na perfeição no conceito de uma Brigada com maior mobilidade aérea. Os Morteiros possivelmente em ATVs ou blindado 4x4, tal como os Spike NLOS. Loitering Munitions de curto/médio alcance em viaturas tácticas ligeiras.


Acho também interessante uma potencial Esquadra com Lus-222. Adequa-se para vários dos TOs de baixa intensidade, oferece a esta Brigada uma capacidade logística pelo ar permanente, não dependendo tanto dos C-295, permite sustentar forças especiais a longas distâncias, seja recorrendo a aeródromos de pistas curtas, ou lançando carga de paraquedas.

Também consideraria seriamente uma Esquadra de UCAVs, mais pequenos que os que se esperaria usar na FAP. Algo na classe do Bayraktar TB2.
Acho essencial que houvesse o mínimo de capacidade de realizar CAS em qualquer TO, e capacidade de reconhecimento de longa duração.

Em alternativa, criava-se uma Esquadta Conjunta de UCAVs a hélice, de maior dimensão e em maior número, que servisse para apoiar os 3 ramos. Ou ambas as opções.


Isto é uma perspectiva muito mais ambiciosa para uma terceira Brigada completamente diferenciada. Facilmente adaptável, com pegada logística mais reduzida, com forças capazes de operar de forma independente em unidades mais pequenas. Capaz de responder a diversos tipos de ameaças, convencionais e não convencionais.

Gosto particularmente da ideia de se ter acesso aos LSTs, e de possuir um navio que tanto pode fazer desembrque de tropas, como de navio de comando de operações de escala reduzida e longa duração, sem a pegada logística nem custos dos navios muito maiores. E também da maneira que permite transportar forças ligeiras, mas bem treinadas e equipadas, para os arquipélagos.
 

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Re: Uma terceira brigada para o Exército: sugestão
« Responder #2 em: Hoje às 04:48:18 am »
Na minha opinião, ter uma Brigada assim não trazia grande vantagem. Muitas das capacidades mencionadas, podiam facilmente ser obtidas através da expansão da Brigada Ligeira e Média, das forças da ZMA e ZMM, e da "militarização" da GNR (atribuir funções militares defensivas, e treino coincidente).

Só vejo 2 hipóteses de criar uma 3ª Brigada:
-uma Brigada Capacitária, que absorve as especialidades de apoio e tudo o que fosse externo às outras 2 Brigadas;
-ou uma Brigada Expedicionária, ou simplesmente uma Brigada Conjunta inter ramos.

O primeiro caso explica-se sozinho, seria essencialmente uma reorganização.

O segundo caso é que vou desenvolver.

Ora, eu juntava nesta "Brigada Expedicionária Conjunta" primariamente:
-o tal "mini-SOCOM"
-todas as Forças Especiais
-as tropas de elite (Comandos, Paras, Fuzileiros)
-o Comando Conjunto de Helicópteros (todos os helis militares da família Blackhawk, excepto ASW)
-FACs (CB-90 ou comparável)
-2/3 LST
-1 Bateria AA
-Esquadra UAV VTOL
-um GAC (com Morteiros, as Light Gun, Loitering Munitions e Spike NLOS)
-e claro unidades de Apoio

E colocava para debate a expansão com:
-a hipotética Legião Estrangeira
-uma Esquadra Lus-222 (transporte, lançamento de paraquedistas, treino, apoio logístico a operações em áreas remotas)
-uma potencial Esquadra UCAV para CAS e Armed ISR
-Chinooks como um after thought

Uma Brigada com maior sinergia entre os ramos, maior capacidade de operar em diversos tipos de conflito e TOs, capacidade de apoiar as unidades regulares, servir como multiplicador de força e muito mais.

Ter o Comando Conjunto de OEs e a respectivas forças, explica-se sozinho.

Ter Comandos, Paraquedistas e Fuzileiros nesta Brigada, permitia maior interoperabilidade, aquisições conjuntas, complementaridade, acesso a meios e capacidades que tipicamente não existiriam, ou simplesmente estariam dependentes de outro ramo.

O Comando Conjunto de Helis, deveria ter 2/3 Esquadras, consoante as versões e quantidades. Eu optaria por 3:
-1 Esquadra de UH-60 mais bem armados para ataque/escolta (6-8 helis)
-1 Esquadra de UH-60 de transporte/MEDEVAC, quicá U-Hawk (6-10 helis)
-1 Esquadra CSAR/operações especiais com uma variante especificamente equipada para estas funções (4-8 helis)

Estes helis seriam pensados também para operar a partir de navios da Marinha, em particular NRE+, PNM e potencial NAVPOL.

As FACs é fácil de perceber, oferecem uma embarcação para combate à pirataria, transporte, inserção de tropas, etc.

Os 2/3 LST, oferecem uma capacidade adicional de desembarque anfíbio, sem dependência dos grandes navios da Marinha. Servem como navio de Comando de Operações Especiais, de apoio logístico a forças desembarcadas, combate à pirataria, etc. Podem usar lanchas de desembarque ou CB-90.

3 seria um número decente. Têm guarnição reduzida. Podem operar UAVs VTOL, USVs e e UUVs. Utilizar a partir destes navios Camcopter S100 por exemplo, parece-me interessante.

A Bateria AA oferece a todas as forças abrangidas uma capacidade VSHORAD/C-UAS uniforme e robusta. Os Fuzos deixariam de precisar da sua própria unidade AA.

O GAC, tiraria partido sobretudo das LG, que ao que parece vão ser substituídas na Brigada Ligeira pelos Caesar.
Dá-se uma nova vida a esta arma, e encaixa na perfeição no conceito de uma Brigada com maior mobilidade aérea. Os Morteiros possivelmente em ATVs ou blindado 4x4, tal como os Spike NLOS. Loitering Munitions de curto/médio alcance em viaturas tácticas ligeiras.


Acho também interessante uma potencial Esquadra com Lus-222. Adequa-se para vários dos TOs de baixa intensidade, oferece a esta Brigada uma capacidade logística pelo ar permanente, não dependendo tanto dos C-295, permite sustentar forças especiais a longas distâncias, seja recorrendo a aeródromos de pistas curtas, ou lançando carga de paraquedas.

Também consideraria seriamente uma Esquadra de UCAVs, mais pequenos que os que se esperaria usar na FAP. Algo na classe do Bayraktar TB2.
Acho essencial que houvesse o mínimo de capacidade de realizar CAS em qualquer TO, e capacidade de reconhecimento de longa duração.

Em alternativa, criava-se uma Esquadta Conjunta de UCAVs a hélice, de maior dimensão e em maior número, que servisse para apoiar os 3 ramos. Ou ambas as opções.


Isto é uma perspectiva muito mais ambiciosa para uma terceira Brigada completamente diferenciada. Facilmente adaptável, com pegada logística mais reduzida, com forças capazes de operar de forma independente em unidades mais pequenas. Capaz de responder a diversos tipos de ameaças, convencionais e não convencionais.

Gosto particularmente da ideia de se ter acesso aos LSTs, e de possuir um navio que tanto pode fazer desembarque de tropas, como de navio de comando de operações de escala reduzida e longa duração, sem a pegada logística nem custos dos navios muito maiores. E também da maneira que permite transportar forças ligeiras, mas bem treinadas e equipadas, para os arquipélagos.

O que estás a propor é mais um Comando Expedicionário Conjunto, com uma brigada de forças especiais e meios aéreos e navais em apoio. Mas criar uma brigada com paras e comandos deixa a brigada ligeira sem unidades de manobra e misturar unidades de operações especiais (FOE, DAE) com unidades de manobra vai contra a doutrina NATO.

Algumas ideias interessantes, como o comando conjunto de helis, que poderia apoiar tanto a Brigada Ligeira, como os Fuzos e o SOCOM nacional.

O mais sensato seria talvez incluir os Fuzos na Brigada Ligeira , ou melhor numa Brigada de Forças Especais / Reação Rápida - a UPF (Batalhão de Fuzileiros seria a minha preferência, estas modernices...) ::).

Ficava assim a Brigada Ligeira com 3 BI na mesma , para operações aeromóveis, operações no litoral/ ilhas com treino em operações aeronavais e marítimas. Estes 3 BI seriam equipados com VB 4x4 e seriam uma força expedicionária nacional para a NATO ou reforço das ilhas.

A Brigada de Forças Especiais teria um BParas, um BCmds e um Bat Fuzos. GAC com os LG 105mm como sugeres. ERec, etc..

Esta BriFEsp, juntamente com a FOE e DAE ficavam sob um SOCOM Nacional ao nível EMGFA, mantendo as unidades de manobra especiais distintas e separadas das SOF, mas podendo atuar em proveito delas quando necessário  (FOE/DAE). As LST, PNM, NPL/LHD, e outra unidades aérea seriam atribuídas consoante as missões ao SOCOM-PT quando necessário, ficando uma potencial unidade de helis SOF apenas atribuída em permanência.
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