Economia de Moçambique

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #45 em: Maio 30, 2013, 12:53:48 pm »
Potencial de Moçambique atrai cada vez mais investidores


O potencial de Moçambique está a interessar cada vez mais investidores internacionais, a observar pelo número de eventos sobre o país realizados em Londres, afirma a advogada Maria Antónia Cameira.
 
"Só este mês já aconteceram mais dois", disse à agência Lusa, após o final do Seminário Empresarial da Primavera sobre Oportunidades de Investimento em Moçambique, que decorreu na terça e quarta-feira e no qual foi uma das intervenientes.

Segundo esta jurista portuguesa, que também tem escritório na capital britânica, além de advogados, o tema tem interessado outros setores, como a banca, contabilistas e auditores.

"O Brasil revelou-se uma desilusão em termos de crescimento económico (0,6 por cento no primeiro trimestre de 2013) e políticas que estão a preocupar os investidores, enquanto Moçambique tornou-se numa agradável surpresa, com expetativas de crescer oito por cento este ano", vincou.

Esta perspetiva atraiu ao Fórum não só britânicos, mas potenciais investidores de outras nacionalidades, como africanos, asiáticos, brasileiros, franceses ou espanhóis.

Ao longo dos dois dias falaram diplomatas, representantes de bancos e empresas internacionais com negócios em Moçambique ou consultores.

Maria Antónia Cameira disse que o tema da corrupção, apontado por organizações internacionais como um dos principais problemas de Moçambique, foi abordado com maior frontalidade por moçambicanos do que por estrangeiros.

A jurista identificou outros desafios, como "a questão da propriedade da terra, limitada a um máximo de 50 anos, o controlo de capitais, os problemas judiciários e a falta de competitividade das leis laborais.

Mesmo assim, vincou, "Moçambique tem vantagens até relativamente a Angola devido ao sistema político e económico mais estáveis".

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #46 em: Agosto 05, 2013, 06:11:20 pm »
Midwest Africa investe 527 milhões de €€ em mina de carvão em Moçambique


A mineradora Midwest Africa anunciou um investimento de 527 milhões de euros para executar o projeto de extração de carvão numa mina a ser aberta na bacia do Zambeze, na província de Tete, no centro de Moçambique.

 A futura mina, que cobre uma área de 16 mil hectares na região de Zóbuè, no norte do distrito de Moatize, deverá abrir após a conclusão de um estudo de pré-viabilidade ambiental.  

Segundo um plano de exploração até 2015, a companhia detentora de licença de prospeção e pesquisa pretende produzir 1,4 mil toneladas de carvão mineral, devendo arrancar com a exportação do carvão mineral e de coque, através dos portos de Nacala, norte, da Beira, no centro, em 2030.  

A Midwest Africa assegurou que vai igualmente construir um porto seco em Moatize e um local de armazenamento de carvão no Porto da Beira.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #47 em: Agosto 06, 2013, 02:16:01 pm »
Goodyear quer fazer de Moçambique plataforma para África


O gigante americano de pneus Goodyear considera que Moçambique é uma plataforma estratégica para o seu desenvolvimento em África e prevê expandir a operação em Maputo e na Beira para um terceiro escritório em Tete.

"A curto prazo, o objetivo é melhorar a eficiência e procurar o melhor caminho para distribuir o produto. A longo prazo, pretendemos expandir as operações da Goodyear para capitalizarmos o crescimento de dois dígitos do Produto Interno Bruto do país", disse, em Joanesburgo, Victor Soares, responsável da empresa em Moçambique.  

A Goodyear opera em Moçambique há 25 anos e emprega 78 trabalhadores permanentes.  

A atividade da associada Trentyre arrancou em Maputo em 2000 e, cinco anos depois, expandiu-se para a Beira, segunda maior cidade de Moçambique.  

"Uma terceira sucursal está planeada para os próximos anos para Tete, o centro mineiro de Moçambique, e isto é importante para assegurar uma quota" no mercado mineiro daquela região do centro do país, disse Soares.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #48 em: Agosto 19, 2013, 03:33:12 pm »
Área 1: Empresa indiana quer comprar mais 10% do bloco de gás em Moçambique


A empresa indiana ONGC Videsh propôs a compra de 10% dos 36,5% da norte-americana Anadarko Petroleum que pretende vender parte da sua participação no bloco da Área 1 na bacia do Rovuma, em Moçambique.

"Apresentámos uma proposta para a compra dos 10% do grupo Anadarko Petroleum e, desta vez, estamos a concorrer isoladamente, sem a participação da Oil India Ltd. (OIL)", disse o presidente e diretor geral da ONGC Videsh, DK Sarraf, citado pelo jornal indiano The Economic Times.

Recentemente, a ONGC Videsh, empresa do grupo estatal indiano Oil and Natural Gas Corporation (ONGC), e a parceira Oil India Ltd compraram 10% das ações naquele bloco de gás da bacia do Rovuma detida por uma subsidiária do grupo privado indiano Videocon Industries por 2,48 mil milhões de dólares.

O presidente da ONGC Videsh não avançou detalhes sobre a proposta de compra apresentada a Anadarko Petroleum, mas fontes contactadas pelo jornal indiano indicam que o grupo norte-americano está a exigir 2,6 mil milhões de dólares.

"Existem implicações fiscais, pelo que os responsáveis do grupo norte-americano pretendem compensar os impostos que terão de pagar ao Estado moçambicano exigindo um preço mais elevado pela participação que colocaram à venda", disse.

A empresa Anadarko Moçambique Área-1 Limitada, subsidiária do grupo norte-americano Anadarko Petroleum é o maior acionista e operadora do bloco Área 1 na bacia do Rovuma em Moçambique.

Os concessionários da Área 1 são igualmente a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (15%), a Mitsui do Japão (20%), a Videocon Industries e Bharat Petroleum, ambas da Índia com 10% cada, e o grupo estatal PTT da Tailândia (8,5%).

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #49 em: Agosto 22, 2013, 12:40:36 pm »
Rio Tinto e Midwest ganham novas concessões no carvão de Moatize


O governo moçambicano vai assinar, em breve, dois acordos de concessão para exploração de carvão mineral em duas localizações da província de Tete, no centro do pais, com a Midwest África e a Rio Tinto Moçambique, segundo avançado na imprensa local.

O acordo com a indiana Midwest prevê a exploração de uma área de 15.840 hectares, no distrito de Moatize, em Tete, num investimento estimado de 1.420 milhões de dólares norte-americanos, durante 25 anos. O Estado moçambicano terá uma participação de 5% no projeto.

Segundo o vice-ministro dos Recursos Mineiras, Abdul Razak, a Midwest prevê escoar cerca de 450 milhões de toneladas de carvão, através das ferrovias de Sena e de Nacala.

Por seu lado, a Rio Tinto terá uma nova concessão de 9,7 mil hectares, na qual a multinacional australiana deverá investir 3300 milhões de dólares.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #50 em: Outubro 02, 2013, 04:03:17 pm »
Moçambique prevê iniciar produção de gás natural em 2018


A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), que gere as participações do Estado moçambicano nos recursos minerais, anunciou que "todos os esforços estão a ser feitos" para que a produção de gás em Moçambique arranque em 2018. Em declarações aos jornalistas na terça-feira, o presidente do Conselho de Administração da ENH, Nelson Ocuane, afirmou que o gás moçambicano pode perder competitividade caso não seja colocado no mercado a partir de 2018.

«Todos os esforços que estão a ser feitos é no sentido de iniciarmos a produção em 2018. A questão de fundo é que tudo indica que haverá, nessa altura, uma grande oportunidade que se vai abrir no mercado asiático, onde poderemos conseguir colocar a produção a preços "premium" e, julgamos que, caso não consigamos agarrar essa oportunidade, podemos perder a competitividade», disse o presidente do Conselho de Administração da ENH.

Nelson Ocuane quantificou em 180 triliões de pés cúbicos o volume de gás descoberto na Bacia do Rovuma pelo consórcio em que a ENH é parte com a americana Anadarko e a italiana ENI, projetando uma evolução das estimativas até 200 triliões de metros cúbicos.

«Todo o exercício que está a ser feito é no sentido de termos o desenvolvimento do projeto no mínimo tempo possível, por forma a viabilizá-lo» enfatizou o presidente do Conselho de Administração da ENH.

Segundo Nelson Ocuane, estão previstos investimentos na ordem dos 40 mil milhões de dólares (29,5 mil milhões de euros) para a fase de produção de gás natural na Bacia do Rovuma.

«Estes são os valores estimados para a primeira fase, mas, tendo em conta que ao fim de 30 anos todos os custos estarão recuperados, as receitas fiscais vão aumentar», adiantou o presidente do Conselho de Administração da ENH.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #51 em: Outubro 28, 2013, 09:36:30 pm »
Tensão militar em Moçambique pode afectar investimentos


O clima de tensão militar que se vive em Moçambique "pode ameaçar os investimentos de gás e carvão", alertou hoje a consultora Oilprice, numa análise do departamento editorial enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso. "Os investidores devem estar alerta sobre o crescente fôlego da insurgência militar que pode ameaçar os investimentos em carvão e gás em Moçambique", lê-se na nota enviada aos clientes da consultora britânica Oilprice.com.

Para os analistas, o clima de tensão militar crescente entre a Frelimo e a Renamo surge num momento em que empresas como a "Anadarlo, a Eni e a Sasol estão a apostar forte num projecto de gás natural na costa de Moçambique".

Lembrando que a Anadarko vai, no final deste ano, ter investido cerca de 3 mil milhões de dólares para desenvolver as suas descobertas em Moçambique, os analistas da Oilprice.com explicam aos investidores que "a Renamo oficialmente renunciou ao acordo de paz a 21 de Outubro, em resposta a um ataque das forças de segurança ao quartel-general em Sathunjira".

Os megaprojectos de exploração de gás e carvão valem 07 por cento dos 1,7 mil milhões de euros das receitas que o Estado moçambicano arrecadou no primeiro semestre deste ano, disse o ministro das Finanças, Manuel Chang, em Agosto, acrescentando que o valor representa um aumento nominal de 38,6% face ao valor dos primeiros seis meses de 2012.

As descobertas de gás e carvão deverão tornar Moçambique no maior exportador destes minérios em África, e as autoridades prevêem que, nos próximos 30 anos, sejam exportados mais de 100 milhões de toneladas anuais, o que deverá render ao Estado moçambicano cerca de 15 mil milhões de euros.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #52 em: Outubro 29, 2013, 01:32:34 pm »
Região da Gorongosa, em Moçambique, intensifica prospeções de ouro


Os trabalhos de prospeção de ouro na região da Gorongosa, no centro de Moçambique, foram intensificados nos últimos meses, com pedidos de exploração do minério apresentados por várias empresas de todo o mundo. Segundo os dados da Carta de Jazigos e Ocorrências de Minerais, a «sul do distrito da Gorongosa, na zona a norte do Inchope há indícios de ouro, podendo considerar-se que na região existe potencial aurífero».

De acordo com notícias publicadas recentemente em Moçambique seis empresas, moçambicanas e estrangeiras, têm mostrado, desde em 2012, vontade em desenvolver trabalhos de prospeção de ouro na região da Gorongosa sendo que uma empresa do Canadá foi a primeira a querer instalar-se na região.

Paulo Majacunene, administrador da Gorongosa, disse ao jornal Correio da Manhã, de Moçambique, que "mineradoras de várias regiões do mundo têm solicitado interesse em explorar" ouro e que uma empresa nacional já extraiu 27 quilogramas, "tornando as perspetivas encorajadoras".  

O mesmo responsável disse ao jornal moçambicano que, apesar do interesse das empresas internacionais, o ouro de Gorongosa já está a ser explorado - em quantidades reduzidas - por garimpeiros locais que vendem o minério na província de Manica, onde se registam níveis mais elevados de extração.  

Para disciplinar a atividade, "os exploradores informais de ouro" estão a ser organizados em associações, disse ainda Majacunene.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #53 em: Janeiro 27, 2014, 01:03:06 pm »
Sector mineiro em Moçambique vai valer 530 milhões de €€€ em 2017


O sector mineiro em Moçambique vai valer cerca de 530 milhões de euros em 2017, apresentando o mais rápido crescimento do mundo nesta área apesar das dificuldades estruturais e da insegurança actual, estima a Fast Market Research.

De acordo com a consultora norte-americana, especializada em pesquisa de mercado, análise e informações empresariais, o crescimento do valor do sector terá passado de 190 milhões de euros, em 2012, para 530 milhões dentro de três anos, fruto de mais investimentos nas "consideráveis" reservas de carvão e no ambiente empresarial "relativamente forte", que fará o peso deste sector no PIB passar de 1,8% para 2,9%.

De acordo com o relatório, o sector mineiro deve expandir-se enormemente nos próximos anos, fazendo com que a exportação de carvão, principalmente para a China e para a Índia, faça do país um dos maiores exportadores mundiais deste minério.

Apesar de não impedir o crescimento, as deficientes infra-estruturas são uma preocupação para os consultores: "A incapacidade de resolver a infra-estrutura deficiente é o maior risco na nossa análise da economia de Moçambique", lê-se no relatório, que indica também que as fracas infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias, em particular, são um risco porque dificultam a chegada das riquezas naturais do país aos mercados internacionais, "o que pode ter um impacto negativo na nossa convicção de que as exportações serão um dos principais alicerces para o crescimento [económico] nos próximos anos".

Os consultores norte-americanos da Fast Market Research consideram, no que diz respeito ao conflito entre o Governo e a Renamo, que o regresso à guerra civil é "improvável", mas sublinham que "os últimos desenvolvimentos aumentam a possibilidade de haver mais incidentes violentos entre as duas partes, o que irá perturbar a actividade económica e prejudicar a percepção que os investidores têm do país".

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #54 em: Maio 27, 2014, 10:40:40 pm »
Turismo moçambicano perde 7 milhões de €€ em três meses devido a conflito armado


O conflito armado em Moçambique provocou perdas diretas na indústria de turismo de 7,3 milhões de euros em apenas três meses, segundo um estudo da Associação de Comércio e Indústria de Sofala e da agência norte-americana USAID.

Os dados, hoje apresentados em Maputo pela consultora Ema Batey, que preparou o estudo Custo do Conflito no Turismo em Moçambique para aquelas instituições, indicam que, entre novembro de 2013 e janeiro de 2014, os confrontos que opõem o principal de oposição, Resistência Nacional de Moçambique (Renamo) e o Governo, tiveram uma relação direta com as perdas no setor, mais acentuadas no turismo de lazer do que no turismo de negócios. Os empresários, explicou a consultora norte-americana, apesar de conhecerem as situações de ataques armados que desde abril do ano passado ocorrem no centro do país, não estão dispostos a deixar os confrontos interferirem nas suas atividades.

No estudo, é apontado o caso concreto de Vilanculos, na província de Inhambane, sul do país, que teve uma perda de 50% do seu volume de negócios entre dezembro de 2013 e janeiro deste ano. Noutra comparação, Batey refere que, em Vilanculos, a taxa de ocupação em março foi de 5% a 10%, contra 35% a 60% em 2011, sinalizando que o impacto dos confrontos militares, centrados na província de Sofala, é mais abrangente. "O impacto do declínio no setor afeta os operadores comerciais locais, as vendas e todas as cadeias de valor", disse Batey, lembrando que o turismo contribui com 85% das receitas locais.

A notícia de um ataque atribuído à Renamo em Maxixe, Inhambane, e que ser revelou não ser verdadeira, levou ao cancelamento das reservas de 95% de turistas europeus numa unidade local.

Ema Batey alertou porém que o conflito armado não é a única ameaça que o turismo moçambicano enfrenta, existindo outros problemas sistémicos. "O atual clima de instabilidade politica apenas constitui a ponta do iceberg, ou a cereja em cima do bolo", afirmou. O elevado custo das passagens aéreas, o assédio aos turistas pela polícia, mecanismos de apoio aos visitantes pouco fiáveis, a falta de funcionários qualificados e o medo de roubos e assaltos foram também apontados pela especialista norte-americana.

O estudo recomenda, entre várias medidas, ao Ministério do Turismo moçambicano e outras entidades a difundir, através dos meios de comunicação social locais e estrangeiros, mensagens de confiança aos operadores turísticos e seus clientes.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #55 em: Junho 13, 2014, 11:01:16 pm »
Moçambique só deve conseguir exportar gás a partir de 2020


O primeiro carregamento de gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês) em Moçambique só deverá acontecer em 2020, dois anos depois da previsão do Governo, considera o analista Virendra Chauham, da consultora Engery Aspects, em entrevista à Lusa.

"No geral, as infraestruturas são ainda escassas e inadequadas, principalmente no que diz respeito à mão de obra qualificada, por isso é um verdadeiro desafio concretizar a primeira comercialização de gás em 2018", dise à Lusa Virendra Chauham, salientando que esta consultora especializada em assuntos energéticos aposta mais em 2020: "Moçambique é, na verdade, uma história para a próxima década".

Moçambique está bastante mais atrasado no processo energético que Angola ou o Brasil, acrescenta o analista, sublinhando a importância da lei que enquadra a exploração de gás, e que o Governo quer aprovar ainda antes das eleições presidenciais de outubro.

"A lei não deverá introduzir mudanças significativas no quadro fiscal, servindo essencialmente para reconhecer que o gás é o principal recurso de hidrocarbonetos do país, e para apresentar uma moldura mais clara para o desenvolvimento dos grandes projetos de infraestruturas relacionadas com a exploração e exportação de gás", afirma o analista.

A nova legislação, continua, deverá "aprovar obrigações ambientais mais onerosas, aumentar a obrigatoriedade de utilização de conteúdo local e novas obrigações de transparência financeira".

Entre os principais desafios que as companhias a operar no país, nomeadamente a Anadarko e a ENI, que vão explorar em conjunto as grandes reservas de gás natural recentemente descobertas, vão encontrar, o analista da Energy Aspects salientou os crescentes défices orçamentais, a grande dependência da ajuda externa, a falta de mão de obra qualificada entre os moçambicanos e a possibilidade de a estabilidade política de que o país tem beneficiado poder atenuar-se no seguimento das eleições de outubro.

A produção de gás em Moçambique pode chegar ao equivalente a 630 mil barris de petróleo por dia daqui a dez anos se os constrangimentos a nível de infraestruturas forem resolvidos, afirmou à Lusa em maio um analista da consultora energética Wood Mackenzie.

De acordo com as previsões da consultora de energia Wood Mackenzie, conhecida como "woodmac", a produção de gás, medido em barris equivalentes de petróleo, deverá andar pelos 80 mil barris por dia nos próximos anos, saltando exponencialmente para mais de 600 mil no final da próxima década, colocando o país mais perto dos líderes africanos na produção de petróleo, com valores diários a rondar os 2 milhões de barris.

De acordo com as informações veiculadas pelos operadores e pelos meios de comunicação social, o desenvolvimento do projeto de LNG pode envolver um investimento inicial de 10 a 15 mil milhões de dólares, com um retorno a uma década.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #56 em: Junho 24, 2014, 11:40:27 pm »
Governo moçambicano anuncia gasoduto entre o norte e o sul do país


O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou hoje o Plano Diretor do Gás Natural, que prevê um gasoduto entre o norte e o sul do país, bem como formas de rentabilização deste recurso existente no seu território. O Plano Diretor do Gás Natural foi anunciado aos jornalistas pela ministra dos Recursos Naturais de Moçambique, Esperança Bias, no final da sessão semanal do Conselho de Ministros.

"Constitui um roteiro detalhado para a tomada de decisões de natureza estratégica, politica e institucional, com base nas quais poderão ser concebidos e implementados investimentos nesta área de uma forma coordenada", indicou Esperança Bias. Segundo a ministra, o gasoduto previsto no âmbito do Plano Diretor do Gás Natural vai transportar gás do terminal de Palma, na província de Cabo Delgado, norte do país, até ao sul, e terá ramificações para fornecer vários pontos do país. Nessa perspetiva, assinalou Esperança Bias, estão em curso estudos visando delinear a execução do projeto e a identificação das necessidades e viabilidade do mercado nacional e regional de gás.

Em comunicado de imprensa divulgado hoje em Maputo, a multinacional Shell anunciou que o vice-presidente executivo da companhia, Edward Daniels, assinou com o presidente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), firma que gere as participações do Estado moçambicanos nos projetos de hidrocarbonetos, Nelson Ocuane, um memorando de entendimento para a realização de um estudo de viabilidade para uma potencial instalação de produção de combustíveis líquidos, a partir de gás natural."Estamos ansiosos por trabalhar com a ENH para, conjuntamente, estudarmos oportunidades de desenvolver e diversificar a indústria de gás doméstico do país. A Shell traz consigo mais de 50 anos de experiência em projetos de desenvolvimento de gás utilizando a sua cobertura global, solidez financeira e capacidades de desenvolvimento de tecnologia", disse Edward Daniels, citado na nota de imprensa.

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #57 em: Junho 30, 2014, 08:40:29 pm »
Finlândia ajuda agricultores de Moçambique com 8 Milhões de €€


O Governo da Finlândia vai desembolsar oito milhões de euros para ajudar mais de 14 mil pequenos produtores agrícolas a aumentarem a produção nas províncias de Sofala e Zambézia, centro de Moçambique, anunciou a embaixada finlandesa em Maputo.

Em comunicado de imprensa enviado à Lusa, a embaixada finlandesa indica que a ajuda será canalizada através da Organização Não-Governamental moçambicana Ajuda de Povo para Povo (ADPP), no âmbito de um acordo assinado para o efeito.

«Esta intervenção tem como objectivo dotar os membros das associações, particularmente as mulheres, com as ferramentas necessárias para aumentarem a produção e a produtividade das suas machambas (campos agrícolas) e, desta maneira, melhorar a sua segurança alimentar e ainda conseguir rendimentos», disse a embaixadora da Finlândia em Maputo, Seija Toro, citada no comunicado.

Com a verba, serão criadas mais de 300 associações de pequenos produtores, que vão implementar os projectos de capacitação de mais de 14 mil associados, dos distritos de Namacurra e de Nicoadala, província da Zambézia, e nos distritos de Maringue e de Caia, na província de Sofala, adianta a nota de imprensa.
De acordo com o comunicado, a Finlândia orçamentou uma ajuda financeira de cerca de 30 milhões de dólares para o Orçamento Geral do Estado (OGE) para os setores de educação e governação de Moçambique.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #58 em: Agosto 11, 2014, 05:30:54 pm »
Economia moçambicana cresceu 7,5%


A economia moçambicana registou um crescimento de 7,5% durante o primeiro trimestre deste ano, um decréscimo de 1,6 pontos percentuais face ao período homólogo, informou o Banco Mundial (BM) no seu mais recente relatório sobre Moçambique.

Referindo que o crescimento registado durante os três primeiros meses do ano foi "significativamente maior" do que no último trimestre de 2013, o BM indica que o sector secundário (11,5%) foi o que mais cresceu, seguido do terciário (8%) e do primário (6,2%).

No documento "Atualização Económica de Moçambique", a organização financeira refere que o défice da conta corrente do país era de 1.100 milhões de dólares no final de Março, representando uma redução de cerca de 200 milhões de dólares face ao período homólogo.

O BM assinala uma redução no valor das exportações de cerca de 100 milhões de dólares, comparativamente a 2013, que poderá estar associada à desvalorização do preço do carvão nos mercados internacionais, e que foi acompanhada por uma queda nas exportações de alumínio, açúcar e outros bens.

As reservas líquidas de divisas, apesar de terem registado uma queda no início do ano, estavam fixadas em 3,2 mil milhões de dólares no mês de Junho, adianta o BM, que destaca positivamente um aumento nas coletas fiscais do Estado, que se situaram em cerca de 1.051 milhões de dólares, durante o primeiro trimestre.

A inflação, indica ainda a instituição financeira, manteve-se baixa situando-se em 2,46%, no final do primeiro semestre.

Embora preveja que o crescimento do produto interno bruto do país em 2014 se vai sobrepor à média dos países da região da África subsariana, sem, no entanto, indicar a taxa de expansão que perspetiva, o BM considera que a economia moçambicana "permanece vulnerável a riscos externos, especialmente os relacionados com os preços dos bens".

"Um declínio nos preços dos metais e da energia pode afetar o crescimento moçambicano, assim como causar impactos nos investimentos no país", alerta o BM.

No documento, a instituição financeira faz ainda eco da recomendação do Fundo Monetário Internacional relativa à perspectiva macroeconómica do país, "que continua estável", mas com "desafios" inerentes à sustentabilidade orçamental e da dívida, atendendo à "orientação expansionista", verificada no atual Orçamento do Estado.

A crise político-militar provocada por diferendos entre a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o maior partido da oposição, e o Governo moçambicano, que um recente acordo negocial entre as partes parece apontar para um fim, merece também uma chamada de atenção do BM, que refere uma queda de 140 milhões de dólares em investimentos devido aos conflitos militares da região centro, assim como perdas no setor do turismo de pelo menos 10 milhões de dólares.

Lusa
 

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« Responder #59 em: Agosto 21, 2014, 10:05:17 pm »
Rovuma: investimento na liquefação de gás cifra-se em 22 mil milhões de €€€


O projeto de liquefação do gás extraído na bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, será superior a 22 mil milhões de euros, anunciou a ministra moçambicana dos Recursos Naturais apelando às operadoras para se entendam relativamente às instalações de depósito dos recursos energéticos, em terra.

Deste investimento, o Governo moçambicano prevê que a produção inicial de gás liquefeito atinja 20 milhões de toneladas por ano, segundo os dados transmitidos na quarta-feira ao parlamento por Esperança Bias, citada hoje no Diário de Notícias, de Maputo.

A ministra, que interveio na apresentação da proposta de lei de autorização legislativa para o projeto de liquefação do gás natural do Rovuma, defendeu que as unidades de transformação sejam construídas em terra.

Na sua intervenção, Esperança Bias disse que o gás produzido na bacia do Rovuma terá como destino preferencial o mercado asiático e apelou às multinacionais Anadarko, dos Estados Unidos, e Eni, de Itália, para que cheguem a um entendimento para a unificação dos seus depósitos de petróleo. "É necessário que as concessionárias cheguem a um acordo para a unificação dos depósitos de petróleo comuns, por força da legislação moçambicana em vigor e boas práticas internacionais", sustentou. O parlamento moçambicano aprovou na quarta-feira a proposta que autoriza o Governo a criar condições especiais para os operadores do bloco 01 da bacia do Rovuma, concessionado à norte-americana Anadarko, e do bloco 04, atribuído à italiana Eni, num consórcio em que a Galp tem uma participação de 10%.

Com a aprovação da lei, o executivo moçambicano, argumentando que o projeto de liquefação do gás comporta caraterísticas específicas e requer estabilidade legal e fiscal, pode negociar benefícios em impostos e taxas e novos contratos com as duas multinacionais, sem consultar previamente o parlamento.

Lusa
 

 

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