Economia do Brasil

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Lusitano89

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Re: Economia do Brasil
« Responder #15 em: Junho 16, 2011, 08:28:59 pm »
Brasil é o melhor mercado para os grupos de retalho


O Brasil é o melhor mercado para a expansão dos grupos de retalho mundiais, uma posição antes ocupada pela China, num ranking liderado pela América do Sul, revelou hoje uma pesquisa da A. T. Kearney. Em declarações à Lusa, o vice-presidente da A.T. Kearney defendeu que "o Brasil é um mercado-alvo prioritário para a expansão das cadeias de distribuição, devido à taxa de crescimento do PIB de 5% ao ano, esperada para os próximos cinco anos, à elevada percentagem de população urbana e também face ao incremento nas vendas a retalho".

Para além disso, sublinhou existem "o investimento em infra-estruturas previsto para o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos".

José Ignacio Nieto realçou que, "no estudo de 2002, o Brasil ocupava a última posição (30.ª) do Global Retail Development Índex (GRDI) e, dois anos depois, nem sequer figurava na pesquisa", considerando que é um mercado com "boas oportunidades" para as empresas portuguesas.

"A ligação centenária de Portugal ao Brasil e a ausência de qualquer barreira linguística pode ser, uma vantagem competitiva dos players nacionais face à concorrência internacional, para entrar neste mercado através de oportunidades de aquisição, parceria ou franchising", declarou.

Segundo a 10.ª edição do GRDI, a que a Lusa teve acesso, o Uruguai subiu da 8.ª posição para o número dois do ranking em apenas um ano, beneficiando da subida acentuada do Brasil e de um crescimento significativo do seu Produto Interno Bruto (PIB), de 8,5%, em 2010.

O Chile ascendeu à 3.ª posição após de uma forte recuperação da recessão de 2009, resultado dos incentivos do Governo ao consumo no retalho que, em consequência.

Índia, Koweit e China são os mercados que aparecem nas posições seguintes desta lista, que revela que a instabilidade política vivida no Médio Oriente e Norte de África não afectou as potencialidades destas regiões.

"O Koweit, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos não sofreram qualquer efeito da instabilidade dos países vizinhos e espera-se que permaneçam mercados estáveis no futuro, sendo desta forma susceptíveis de atrair novas acções de internacionalização de retalhistas portugueses, como já o fizeram no passado a Sonae SR - através da Zippy - e a Sacoor Brothers por exemplo", explica o estudo da A. T. Kearney.

Para o vice-presidente da A.T. Kearney, "a experiência dos últimos dez anos a analisar o retalho global mostra que não existe nenhuma fórmula mágica padronizável para a expansão das cadeias de distribuição e retalho", realçando que "as cadeias retalhistas têm que adequar as suas abordagens de acordo com as realidades, reunindo um portefólio de mercados que equilibrem, por um lado, os riscos de curto-prazo, com aspirações de crescimento de longo-prazo, por outro".

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Economia do Brasil
« Responder #16 em: Julho 05, 2011, 11:30:29 pm »
Dilma defende construção de grandes hidroeléctricas no Brasil


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, exaltou hoje o potencial hidroeléctrico do país e defendeu a construção de centrais hidroeléctricas de grande porte, durante a cerimónia de inauguração das obras de desvio do rio Madeira, em Rondónia.

"Nos últimos anos, havíamos parado a estratégia de construção de centrais hidroeléctricas de grande porte no Brasil e recentemente retornámos. Santo António reflecte esse momento do Brasil, em que voltámos a pensar no nosso desenvolvimento", declarou a presidente.

Dilma foi à cidade de Porto Velho, no norte do país, especialmente para marcar o início das obras de desvio do rio Madeira, onde está a ser construído um complexo hidroeléctrico, com duas mega centrais geradoras, conhecidas como Santo António e Jirau.

A central de Santo António, que terá capacidade para produzir 3 500 megawatts de energia, começou a ser construída em 2008 e deverá estar concluída ainda este ano. O desvio do rio faz parte da fase preliminar de enchimento do reservatório.

A declaração de Dilma, que defendeu a produção da energia "limpa", em detrimento da construção de mais centrais nucleares e termoeléctricas, ocorre num momento em que o Brasil tem sofrido forte pressão internacional por causa dos megaprojetos hidroeléctricos em curso. Diversas organizações internacionais de protecção do meio ambiente e dos direitos humanos, em especial dos povos indígenas, acusam os projectos do Governo de colocar em risco a sobrevivência de tribos indígenas que vivem isoladas na região amazónica, além de serem responsáveis por grandes operações de desflorestação em áreas de rica biodiversidade.

Mais recentemente, a central hidroeléctrica de Belo Monte, no rio Xingu, também no norte do país, foi alvo de um relatório da Amnistia Internacional que pedia que o Ibama (órgão responsável pela concessão de licenças ambientais no país) não autorizasse o início das obras.

Em Abril, a Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) solicitou oficialmente ao Governo brasileiro que nenhuma obra fosse executada até que as obrigações dos estudos de impacto ambiental fossem cumpridas. Na ocasião, o Governo brasileiro emitiu uma resposta na qual dizia ter recebido com "perplexidade" as recomendações que, a seu ver, seriam "precipitadas e injustificáveis".

Lusa
 

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Luso-Efe

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Re: Economia do Brasil
« Responder #17 em: Julho 10, 2011, 12:35:52 am »
Citar

Indústria perde espaço na economia brasileira, alerta diretor da CNI.

Brasília – A indústria está perdendo espaço na economia brasileira. Ao longo dos últimos anos, o setor reduziu a participação no Produto Interno Bruto (PIB), no emprego e nas exportações. Mas os instrumentos para frear esse processo estão nas mãos do governo e do Congresso. Essa é a avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes. Ele participou no dia 06 de julho (quarta-feira), da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que discutiu os riscos de um processo de desindustrialização no país e a agenda em favor da competitividade industrial.

“Nossa agenda está sob nosso controle”, afirmou Fernandes. Para o diretor executivo da CNI, é preciso trabalhar para reduzir o custo Brasil, desonerando os investimentos e as exportações. Além disso, é necessário eliminar as assimetrias competitivas, como as provocadas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas importações, incentivo concedido por alguns estados em prejuízo de outros.

Fernandes destacou que é também preciso investir na qualidade da educação e na inovação, aperfeiçoar a política macroeconômica garantindo maior controle dos gastos públicos e melhorar os mecanismos de defesa e negociação comercial. “Tudo isso requer urgência. O tempo econômico é diferente do tempo político e o atraso poderá comprometer a indústria.”

Dados da CNI mostram que a participação da indústria no PIB brasileiro caiu de 35,9% em 1984 para 15,8% no ano passado. O setor que foi responsável por 30,6% de todos os postos de trabalho no país em 1985 hoje emprega apenas 17,4% do contingente de trabalhadores. As exportações industriais, que representavam 60,8% em 1993, hoje participam com 39,4% do total de bens e serviços vendidos ao exterior. Em compensação, as importações industriais aumentaram de 11,4% do total de compras externas do país em 2000 para 18,7% atualmente.

Segundo Fernandes, vários fatores contribuem para a perda de espaço da indústria. Questões macroeconômicas, como a instabilidade econômica dos anos 80 e do início dos 90, o novo padrão de crescimento global e a recente política econômica – que acelerou os gastos públicos, aumentou os juros e fortaleceu o real – contribuíram para a perda de participação da indústria na economia. E fatores estruturais, como o aumento da terceirização, a alta do custo de produção e o crescimento das despesas das famílias com serviços, como o de telecomunicações, que subtrai renda para gastos com outros produtos.

O mesmo diagnóstico também foi feito pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Aguinaldo Diniz Filho, que estimou em mais de oito milhões os empregos diretos e indiretos na cadeia têxtil e de confecções. “O importador de tecido hoje está importando a peça pronta e matando toda a cadeia da confecção. Precisamos de um regime diferenciado de tributação para ganhar escala”, argumentou Diniz.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, lembrou que o setor emprega 360 mil pessoas e paga bons salários. “Quando o setor de confecção deixa de investir ou fecha uma fábrica, é a nossa indústria que deixa de vender máquinas e equipamentos”, contou Aubert Neto.

Para o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, Sérgio Marques, há 15 anos os sindicatos alertavam para a necessidade de combater a importação de produtos de baixa qualidade. A saída, para ele, é investir em formação profissional e no combate à pirataria.

http://www.revistafator.com.br/ver_noti ... not=164618
Chamar aos Portugueses ibéricos é 1 insulto enorme, é o mesmo que nos chamar Espanhóis.

A diferença entre as 2 designações, é que a 1ª é a design. Grega, a 2ª é a design. Romana da península.

Mas tanto 1 como outra são sinónimo do domínio da língua, economia e cultura castelhana.

Viva Portugal
 

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Lusitano89

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Re: Economia do Brasil
« Responder #18 em: Agosto 16, 2011, 01:16:19 am »
Dilma Rousseff acredita que Brasil conseguirá escapar à crise


A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse durante um encontro com empresários que «não é bravata» afirmar que o Brasil não entrará em recessão devido à crise financeira internacional, divulgou hoje a imprensa brasileira. Segundo a Agência Brasil, as declarações de Dilma Rousseff foram feitas na noite de quarta-feira, durante um discurso num evento para empresários da construção civil, em São Paulo.

«Quando eu digo que não entraremos em recessão, não é uma bravata. Temos condições de reagir. Só seremos presas fáceis se não reagimos», disse a Presidente.

A chefe de Estado assegurou que o país tem mecanismos ainda não utilizados para evitar que as turbulências internacionais atinjam a economia brasileira.

Rousseff sublinhou que o Governo vai continuar a olhar para a crise mais como uma «oportunidade».

«Momentos de crise são momentos de oportunidades (…) Esta crise é criada em outros países. É uma crise financeira pela qual o Brasil não tem responsabilidade alguma», referiu.

A Presidente ainda citou as reservas internacionais como um dos recursos de que o Brasil poderá lançar mão. As reservas somam actualmente quase 350 mil milhões de dólares (151,8 mil milhões de euros).

Rousseff lembrou que a primeira fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (construção de casas sociais) foi lançada após o início da crise internacional, em 2008, e elogiou a parceria que os empresários fizeram com o Governo naquele momento.

De acordo com a Presidente, o programa foi fundamental para gerar emprego e assegurar os rendimentos das famílias.

«Muitos olharam incrédulos para nós», acrescentou.

A Presidente criticou as medidas adoptadas, em 2008, nas economias desenvolvidas, que se focaram em proteger o sistema financeiro, mas não se preocuparam com a população endividada.

«Naquela época, todos os países do mundo utilizaram mecanismos para superar a situação de crédito, utilizaram recursos fiscais, entregaram para os bancos e deixaram sua população endividada com um [crédito à habitação] ‘subprime’. Outros, como nós [o Brasil], apostámos no consumo, nos investimentos», afirmou.

Lusa
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #19 em: Setembro 02, 2011, 07:03:42 pm »
Crescimento do Brasil é o segundo mais baixo entre os BRICS


O ritmo de crescimento da economia brasileira é superior ao dos países ricos, mas entre as nações que formam os BRICS, grupo que inclui também China, Rússia e Índia, só supera o da África do Sul. Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 3,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2010, com o PIB a alcançar 1,02 biliões de reais (pouco mais de 445 mil milhões de euros).

O levantamento feito pelo IBGE com base em dados do Banco Mundial aponta que em termos de crescimento do PIB, o Brasil está, assim, em quarto lugar entre os países que formam o grupo dos BRICS.

No segundo trimestre, o PIB da China cresceu 9,5%, o da Índia 7,7% e o da Rússia, 3,4%. Já a economia sul-africana registou 1,3% de crescimento.

Considerando o PIB per capita, no entanto, o Brasil ocupa a segunda posição no bloco, com 10.900 dólares por habitante, atrás apenas da Rússia, que regista 15.900 dólares por habitante.

O PIB per capita da África do Sul é de 10.700 dólares, o da China, de 7.400 dólares e o da Índia, de 3.400 dólares.

Segundo o IBGE, o crescimento da economia brasileira é sustentado pelo mercado interno, tanto pelo consumo das famílias como pelos investimentos.

O sector externo continua a contribuir negativamente para o crescimento económico do Brasil, já que o volume dos bens importados cresce sistematicamente mais que o volume dos bens exportados.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Economia do Brasil
« Responder #20 em: Setembro 15, 2011, 12:23:47 am »
Dilma aposta no mercado interno para evitar crise


A presidente Dilma Rousseff previu hoje um cenário de recessão para os países desenvolvidos e defendeu a manutenção do consumo e de investimentos na produção interna para garantir a estabilidade económica brasileira.

"Estamos a viver uma crise internacional. Sabemos que as economias dos Estados Unidos (EUA) e da Europa estão a sofrer um grande 'stress' e, na melhor das hipóteses, ou estagnam ou, na pior - talvez a mais realista -, entram em recessão", declarou, durante a cerimónia que marcou o início das obras de uma rodovia em São Paulo.

Dilma admite que o Brasil seja afectado: "A crise que começou em 2008 continua e é impossível que não atinja o conjunto dos países do mundo, quando acontece em países da dimensão dos EUA e dos países da Europa", declarou.

A governante brasileira defendeu que a melhor forma de combater os efeitos negativos do fantasma da recessão é continuar a consumir e produzir.

"Temos que ter muito clara a necessidade de o país continuar a investir em infraestruturas, continuar a tomar decisões que vão levar a um investimento de três mil milhões de reais (1,28 mil milhões de euros) e fazer a sua parte para garantir que continua a consumir, investir e produzir para o seu mercado interno", acrescentou.

Dilma voltou a mencionar as condições macroeconómicas que o Brasil possui para enfrentar eventuais problemas, citando as reservas internacionais e os depósitos no Banco Central como recursos que poderão ser usados para expansão do crédito, sem necessidade de mexer nas contas públicas.

"Nós temos um orçamento equilibrado, com recursos depositados no Banco Central que permitem, se quisermos expandir o crédito, perante a crise internacional, que não tenhamos de recorrer ao nosso orçamento", afirmou.

A presidente participou na cerimónia que marcou a autorização para a expansão nas obras de uma das principais rodovias de São Paulo. Com um custo total de 6,11 mil milhões de reais (cerca de 6,4 mil milhões de euros), a obra é em parte financiada pelo governo federal -- que arca com 1,72 mil milhões de reais (735 milhões de euros) -- e em parte pelo governo de São Paulo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Lusa
 

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miguelbud

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Re: Economia do Brasil
« Responder #21 em: Setembro 21, 2011, 07:21:16 pm »
Já houve alguém a começar a encher os bolsos.  :twisted:  :twisted:

Orçamento do Mundial do Brasil derrapa em 2.450 mil milhões de euros em oito meses

A imprensa brasileira revelou, esta terça-feira, que desde Janeiro até Setembro o orçamento referente às obras para o Mundial de 2014 aumentou em cerca de 28,7 por cento, ou seja, em cerca de 2.450 mil milhões de euros.

Segundo revela a Lancenet, este aumento substancial no orçamento está ligado à confirmação de Itaquerão como sede paulista do Mundial e à inclusão de três novas obras no projecto de mobilidade urbano de Belo Horizonte.

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=288512
 

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Lusitano89

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Re: Economia do Brasil
« Responder #22 em: Novembro 07, 2011, 07:50:56 pm »
Produção de automóveis no Brasil cresce 1,7% em Outubro


A produção de veículos no Brasil cresceu 1,7% em Outubro face ao mês anterior, segundo dados divulgados hoje pela ANFAVEA, associação que representa os fabricantes do país. De acordo com o balanço, em Outubro, foram produzidos 265.600 automóveis. Apesar do crescimento verificado relativamente ao mês de Setembro, o número representa uma redução de 9,5% em relação a Outubro de 2010, quando a indústria automóvel brasileira produziu 293.500 unidades.

Já no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, a produção de carros, camiões e autocarros no Brasil cresceu 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre Janeiro e Outubro de 2011, foram fabricados 2,87 milhões de veículos no país.

A ANFAVEA divulgou ainda que, além da produção, também a exportação de veículos registou uma subida em Outubro. O aumento foi de 17% em relação a Setembro, para 52.249 unidades.

Nas comparações homólogas, as exportações aumentaram 2,2% em Outubro e 4,1% no acumulado dos dez primeiros meses de 2011.

O balanço também revela que a indústria automóvel brasileira tem hoje 145.391 empregados. O número representa uma subida de 0,2% comparativamente a Setembro e de 7,5% em relação a Outubro de 2010.

Lusa
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #23 em: Novembro 25, 2011, 09:00:16 pm »
Dilma exorta ao consumo e ao investimento em tempo de crise


A Presidente Dilma Rousseff defendeu hoje que toda a crise representa também «oportunidades» e exortou os trabalhadores e os empresários a não se «atemorizarem» e a continuarem a consumir e a investir. «O que nós temos de fazer diante da crise não é nos atemorizar. Ao contrário, o que temos de fazer é avançar, garantir que o setor privado continue investindo e que o povo brasileiro continue consumindo», afirmou Dilma Rousseff num evento no Rio de Janeiro.

No discurso, a líder brasileira admitiu que este é um momento «muito delicado internacionalmente» e disse que os países europeus demorarão ainda um tempo «expressivo» para se recuperarem.

«É certo que a Europa ficará um tempo bastante expressivo em crise. Essa crise europeia não acaba em um ano e, possivelmente, nem em dois anos», previu.

Dilma Rousseff garantiu ainda que, como Presidente do Brasil, não deixará que a crise internacional represente uma quebra na criação de empregos no país, e muito menos que o país «exporte mão de obra».

As declarações da Presidente foram feitas durante a cerimónia de inauguração do navio «Celso Furtado», entregue ao Sistema Petrobras.

A embarcação marca a retoma da indústria naval brasileira, que passou um longo período de estagnação, antes das políticas de incentivo promovidas pelo governo de Lula da Silva.

O navio foi fabricado pelo estaleiro brasileiro Mauá, localizado em Niterói, cidade metropolitana do Rio de Janeiro. A embarcação será utilizada para transporte de diesel e gasolina entre estados do país.

O último navio fabricado por uma empresa brasileira havia sido entregue em 1997 e levou dez anos a ser construído.

Lusa
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #24 em: Fevereiro 11, 2012, 12:27:54 am »
Brasil precisa de 60 mil engenheiros


Com a realização no país do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, a carência de mão-de-obra estrangeira é maior na área de Engenharia Civil.

A aproximação do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 tem aquecido o mercado de trabalho brasileiro e proporcionado diversas oportunidades para estrangeiros com objectivo de trabalhar no país. Com a pujança económica do Brasil - e o resfriamento dos mercados nas grandes potências -, a procura de estrangeiros por um espaço no mercado de trabalho brasileiro tem aumentado de ano para ano.

Mais do que a receptividade atribuída à cultura e população brasileira, a carência de mão- de-obra em sectores específicos da economia é o principal factor atractivo. O ano passado, só até final de Junho, já haviam sido autorizados 26.545 trabalhadores de outras nacionalidades a trabalhar no Brasil. A maior parte desses imigrantes - cerca de 52,92% do total - já tinha terminado os estudos universitários.

Por outro lado, desde 2008, é decrescente o número de autorizações não concedidas pelo Ministério do Trabalho. Entre Janeiro e Junho de 2011, 866 vistos tinham sido negados - cerca de 25% deles por indícios de que viriam substituir mão-de-obra nacional.

Com o país transformado num grande estaleiro de obras graças aos dois eventos internacionais que terão lugar no Brasil, um dos sectores ainda bastante desfasados no mercado de trabalho nacional é o de engenharia - principalmente civil. Segundo a ‘partner' de Human Capital da Ernst & Young, Raquel Teixeira, há um défice de 60 mil engenheiros no mercado nacional.

Muitas oportunidades também se têm concentrado no sector de óleo e gás, uma vez que a descoberta, pesquisa e exploração do pré-sal criou novas necessidades de profissionais para o mercado brasileiro. Faltam técnicos especializados no trabalho de prospecção e gestão das actividades neste sector. Não é por acaso que as plataformas de petróleo em todo o litoral brasileiro são preenchidas por trabalhadores de diversas nacionalidades - mais estrangeiros que propriamente brasileiros.

Portugueses

A entrada de portugueses no Brasil é crescente. Em 2010, foram concedidas 798 autorizações, enquanto, entre Janeiro e Junho de 2011, o Ministério do Trabalho já havia concedido 509 vistos de trabalho para o país. A maior parte deles - 211, segundo dados do Ministério do Trabalho - têm-se direccionado para o Estado de São Paulo, cuja capital é o principal centro financeiro do país.

Segundo Raquel Teixeira, os portugueses chegam ao Brasil sobretudo para preencher cargos directivos, ou seja, já encaminhados por multinacionais com actuação em Portugal. "Geralmente os portugueses que desembarcam aqui não têm um perfil muito técnico", adianta a responsável da Ernst & Young.

Norte-Americanos, filipinos e indianos


Actualmente, a maioria dos imigrantes que vai trabalhar para o Brasil chega dos Estados Unidos. Segundo Raquel Teixeira, a maior parte dos 7.550 americanos que conseguiram visto de trabalho no país, no mesmo período em análise, trabalham em cargos de direcção em multinacionais locais.

Entre Janeiro e Junho de 2011, o Brasil já tinha autorizado também o trabalho de 6.531 filipinos, que compõem o segundo lugar na concessão de vistos de trabalho. A maior parte deles recebe autorização para trabalhar em navios turísticos que aportam no litoral brasileiro.

Os indianos são conhecidos internacionalmente pelo trabalho na área das Tecnologias de Informação. Graças a essa habilidade, no primeiro semestre do ano passado, 3.237 foram autorizados a trabalhar no Brasil.

Brasil


O maior país lusófono do mundo é também a maior economia da América do Sul. Com mais de 192 milhões de habitantes, é o único onde se fala português em todo o continente americano. Resultado da imigração vinda de muitos países, o Brasil é uma das nações mais multiculturais e com mais diversidade de etnias do planeta.


Diário Económico
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #25 em: Fevereiro 24, 2012, 11:20:31 pm »
Brasil quer aumentar oferta de cana-de-açúcar


O governo brasileiro anunciou hoje o lançamento do Plano Estratégico do Sector Sucroalcooleiro, que pretende expandir o cultivo de cana-de-açúcar para produção de etanol nos próximos quatro anos. A primeira medida, com custo estimado de 29 mil milhões de reais (12,6 mil milhões de euros), será a renovação de 6,4 milhões de hectares plantados com cana até 2015, informa a Agência Brasil.

Outra decisão é aumentar a área plantada, devido à crescente procura de etanol no mercado interno e para exportação. Serão investidos 8,5 mil milhões de reais (3,7 mil milhões de euros) no plantio de 1,4 milhões de hectares.

O plano prevê ainda a organização de produtores em associações e cooperativas e a transferência de 40 milhões de reais (17,4 milhões de euros) para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para financiamento de investigação sobre novas variedades de cana.

Lusa
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #26 em: Março 15, 2012, 12:03:34 pm »
Maioria dos aeroportos brasileiros opera acima da sua capacidade


Cerca de 85 por cento dos 20 principais aeroportos do Brasil estão numa situação «crítica» ou «preocupante» por operarem acima do limite da sua capacidade, revela um estudo do Instituto de Investigação Económica Aplicada (IPEA). De acordo com a pesquisa realizada por aquele instituto estatal, apenas os aeroportos de Porto Alegre, no sul do Brasil, de Salvador, no nordeste, e de Manaus, no norte, operam em condições «adequadas» e 12 infra-estruturas aeroportuárias do país operam acima do limite da sua capacidade.

O crescimento da procura foi muito significativo nos últimos nove anos e a estrutura dos terminais aeroportuários alterou-se pouco, «causando o estrangulamento de 17 dos 20 maiores aeroportos» do país, aponta o estudo, salientando que não foi investido o necessário nos aeroportos do país.

O IPEA cita como exemplo o aeroporto internacional de São Paulo, o maior do Brasil, que tem capacidade para acolher 24,9 milhões de passageiros por ano, mas recebeu 30 milhões em 2011, o que significa uma taxa de ocupação de 121 por cento.

O estudo foi realizado antes da concessão da administração dos aeroportos de Brasília, São Paulo e Campinas a privados, em Fevereiro.

De acordo com o IPEA, a situação é preocupante por o país estar prestes a acolher o Mundial de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro, eventos que farão aumentar consideravelmente o fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, cujas reformas estão ainda, na maioria deles, numa fase inicial.

O instituto questionou também o facto de apenas 0,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ser destinado ao sector dos transportes.

Lusa
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #27 em: Abril 03, 2012, 04:23:46 pm »
Brasil quer Internet em todo o país


O Brasil vai lançar em 2014 um satélite para alargar a todo o país a cobertura da Internet de banda larga e que terá também fins militares, anunciou na segunda-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva. O satélite exigirá um investimento de 750 milhões de reais (308 milhões de euros) e será desenvolvido pela empresa pública brasileira de telecomunicações Telebrás e pela fabricante aeronáutica Embraer.

O ministro brasileiro das Telecomunicações explicou, citado pela Agência Brasil, que o satélite vai permitir oferecer uma ligação à Internet de banda larga a 40 milhões de lares, incluindo em zonas remotas, como a região da Amazónia.

De acordo com o Governo brasileiro, o satélite permitirá ainda responder às necessidades de comunicação das Forças Armadas.

O satélite deverá ser lançado fora do Brasil, porque o país carece de tecnologia necessária para o colocar em órbita geoestacionária.

Por outro lado, o Executivo do Brasil prevê lançar nos próximos meses um concurso para conceder frequências para a quarta geração móvel (4G) com o objectivo de alargar o acesso à Internet de alta velocidade em dispositivos móveis até 2014, ano em que o país vai organizar o Mundial de Futebol.

O Brasil lançou em 1985 o primeiro satélite de telecomunicações, propriedade da empresa estatal Embratel, e dispõe de outros dois para a recolha de dados ambientais e de três, em parceria com a China, também para fins científicos.

Lusa
 

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Snowmeow

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Re: Economia do Brasil
« Responder #28 em: Abril 03, 2012, 06:08:42 pm »
Já tava mais do que na hora, desde que FHC vendeu o Brasilsat para o grupo americano Star One que o Brasil estava sem um canal 100% seguro para suas comunicações estratégicas.

Com certeza, será lançado a partir de Kourou. Uma pena que Alcântara ainda não possa lançar os Cyclone, um lançamento em território nacional seria excelente pra imagem do país. :mrgreen:
"Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirás falta dela no Verão." Jairo Navarro Dias
 

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Re: Economia do Brasil
« Responder #29 em: Abril 17, 2012, 10:24:46 pm »
Brasil quer inaugurar 80 novos aeroportos até ao Mundial
 

O governo brasileiro quer aumentar o número de aeroportos regionais até 2014, ano do Mundial de futebol.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil brasileira afirmou que vai ser lançado este ano um programa para aumentar de 130 para 210 o número de aeroportos regionais até 2014.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, com os 80 novos aeroportos, a cobertura desse tipo de transporte aumentará de cerca de 80% para 94%, disse Wagner Bittencourt.

Bittencourt acrescentou que parte do Fundo da Aviação Civil, que tem recursos disponíveis de dois mil milhões de reais (825 milhões de euros) por ano, será utilizado na construção e expansão desses aeroportos regionais.

"Ainda estamos discutindo com as empresas para ver para onde elas querem voar, para onde o governo quer expandir o turismo, analisando o desenvolvimento regional com dados do IBGE (Fundação Instituto de Geografia e Estatística) e conversando com os estados", disse Bittencourt, citado pelo jornal.

A construção de novos aeroportos, segundo o titular da Secretaria de Aviação Civil, é necessária porque muitos terminais atuais não têm espaço para crescer.

Diário Económico
 

 

Brasil e o etanol

Iniciado por Lancero

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Última mensagem Agosto 28, 2014, 11:04:31 am
por marianah