Economia de Angola

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Lusitano89

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Re: Economia de Angola
« Responder #75 em: Novembro 08, 2017, 08:43:38 pm »
Angola e os Paradise Papers


 

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Daniel

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Re: Economia de Angola
« Responder #76 em: Novembro 10, 2017, 05:29:28 pm »
Governo angolano admite privatizar empresas. Podem ir para a bolsa
http://www.sapo.pt/noticias/economia/governo-angolano-admite-privatizar-empresas_5a05aab6223473bb7860c5ca

Citar
O Governo angolano poderá privatizar algumas empresas públicas de forma a melhorar a situação económica e social do país. Algumas empresas angolanas já estão na corrida à estreia na cotação da bolsa.O Governo angolano poderá privatizar algumas empresas públicas de forma a melhorar a situação económica e social do país. Algumas empresas angolanas já estão na corrida à estreia na cotação da bolsa.

O Governo angolano admite privatizar algumas das principais empresas públicas através da futura bolsa do país, no âmbito do Plano Intercalar a seis meses, a concluir até março, para melhorar a situação económica e social do país.

Trata-se de uma das medidas inseridas no capítulo do designado “fortalecimento do setor financeiro” deste plano, aprovada em outubro, na primeira reunião do Conselho de Ministros presidida pelo novo chefe de Estado, João Lourenço, documento que reconhece que “algumas medidas de política necessárias e inadiáveis podem ser impopulares” e por isso “politicamente sensíveis”.

“Promover o mercado de ações por via da privatização em bolsa de empresas de referência” é uma dessas propostas, bem como outras específicas para a banca. O Governo prevê “aumentar o requisito mínimo de capital próprio dos bancos comerciais“, para garantir “níveis adequados de solvabilidade e de liquidez”, promovendo a “consolidação da banca”.

Também pretende “avaliar a vulnerabilidade de todos e de cada um dos bancos comerciais por via de diferentes métodos de avaliação e testes de stress”, lê-se no documento.
Questionada pela Lusa, há precisamente um ano, a então administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de Angola, Vera Daves, entretanto indicada pelo novo Presidente angolano, João Lourenço, para secretária de Estado para as Finanças e Tesouro, assumiu que algumas empresas nacionais, de seguradoras à distribuição, estão a preparar-se para serem cotadas em bolsa.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #77 em: Novembro 15, 2017, 02:09:03 pm »
Agora é oficial. Isabel dos Santos exonerada da Sonangol pelo Presidente da República de Angola

O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou Isabel dos Santos, filha do anterior chefe do Estado, José Eduardo dos Santos, do cargo de presidente da Sonangol. É substituída pelo homem que despediu.



O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou Isabel dos Santos, filha do anterior chefe do Estado, José Eduardo dos Santos, do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, nomeando para o seu lugar Carlos Saturnino, que deixou o cargo de secretário de Estado dos Petróleos para assumir a petrolífera nacional, disse fonte oficial.

A informação foi confirmada à Lusa pela Casa Civil do Presidente da República, dando conta ainda da exoneração de Carlos Saturnino do cargo de secretário de Estado dos Petróleos, para ocupar a liderança da petrolífera estatal.

A exoneração acontece duas semanas depois de a RTP ter anunciado a saída de Isabel dos Santos da petrolífera pública angolana. Uma notícia que foi prontamente desmentida quer pela filha de José Eduardo dos Santos quer pelo novo governo angolano.

O site de notícias Club-K (bastante crítico do governo angolano) noticiou que os despachos de exoneração assinados por João Lourenço destituíram da Sonangol não só Isabel dos Santos, como também Eunice Paula Figueiredo Carvalho, do cargo de Administradora Executiva; Edson de Brito Rodrigues dos Santos, do cargo de Administrador Executivo; Manuel Lino Carvalho Lemos, do cargo de Administrador Executivo; João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos, do cargo de Administrador Executivo; José Gime, do cargo de Administrador Não Executivo; André Lelo, do cargo de Administrador Não Executivo; e Sarju Raikundalia, do cargo de Administrador Não Executivo. Apenas dois foram reconduzidos nos cargos: José Gime e André Lelo.

Pouco tempo depois, no site da presidência angolana, esta mesma informação surgia confirmada.

Carlos Saturnino tem um passado com Isabel dos Santos. O novo presidente da Sonangol tinha sido demitido pela filha de José Eduardo dos Santos da presidência da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, em dezembro do ano passado. Isabel dos Santos acusava a Sonangol Pesquisa & Produção de ser débil e de apresentar muitos desvios financeiros. Saturnino não gostou e reagiu acusando a filha do então presidente de falta de ética.

Por isso foi muito noticiada a nomeação de Carlos Saturnino para o governo de João Lourenço. Ainda para mais, Saturnino foi escolhido para dirigir a secretaria de Estado dos Petróleos, órgão que tutela a Sonangol. Pouco tempo depois, confirma-se a exoneração da filha do ex-presidente de Angola que acaba substituída no cargo pelo homem que despediu.

A saída de Isabel dos Santos é agora oficializada depois de serem conhecidas quebras significativas nas receitas fiscais geradas pela petrolífera com a exportação de crude a reduzira em mais de 30 por cento entre setembro e outubro, para 70,7 mil milhões de kwanzas (361 milhões de euros).

Nova administração já é conhecida

Ao mesmo tempo que proferia o despacho de exoneração, João Lourenço assinou o despacho de nomeação da nova administração da empresa petrolífera angolana. Ainda segundo o Club-K, é a seguinte a nova administração da Sonangol: Carlos Saturnino Oliveira – Presidente do Conselho de Administração; Sebastião Pai Querido Gaspar Martins- Administrador Executivo; Luís Ferreira do Nascimento José Maria- Administrador Executivo; Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto- Administrador Executivo; Rosário Fernando Isaac- Administrador Executivo; Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel – Administrador Executivo; Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz- Administradora Executiva; José Gime-Administrador Não Executivo; e André Lelo- Administrador Não Executivo.

Isabel dos Santos foi nomeada para a presidência da Sonangol em 2016, com a missão de levar a cabo a reestruturação da petrolífera. A maior empresa angolana enfrentava dificuldades financeiras por causa da queda dos preços do petróleo, mas também por decisões de investimento com perdas, como o caso do BCP, e ainda falhas ao nível de gestão e contabilidade.
Negócios em Portugal. Saiu do BPI, mas está nas telecom, indústria e energia

A filha do ex-presidente angolano chegou à liderança da Sonangol com uma carreira de empresária feita no próprio pais, mas também em Portugal onde Isabel dos Santos entrou diretamente em 2008 através da compra de uma participação no BPI. Seguiu-se a ZON, que mais tarde veio a dar origem à NOS, a segunda maior operadora de telecomunicações portuguesa, onde Isabel dos Santos tem cerca de metade do capital.

A empresária angolana já não está na banca portuguesa, vendeu a posição no BPI ao CaixaBank, em troca do controlo do Banco do Fomento Angola, e com a saída da Sonangol deixa de estar em posição de influenciar o BCP onde a petrolífera angolana é a segunda maior acionista. Mas Portugal ainda é um mercado muito importante para Isabel dos Santos, sobretudo agora que a família do ex-presidente angolano está a perder força na economia de Angola.

A empresária é acionista de referência do antigo BIC Portugal (atual EuroBic), dona da Efacec, último negócio que fechou em Portugal no ano passado, e acionista indireta da Galp, através da Amorim Energia onde está representada em associação com a Sonangol.
Irmãos de Isabel dos Santos retirados da televisão pública

João Lourenço, presidente angolano, também ordenou ao Ministério da Comunicação Social que os dois filhos de José Eduardo dos Santos fossem retirados na gestão do segundo canal da Televisão Pública de Angola (TPA). Tchizé e José Paulino dos Santos geriam o canal de televisão pública através da Semba Comunicação. A informação do afastamento dos dois filhos do ex-presidente de Angola já foi confirmada pelo Ministério da Comunicação Social, que anunciou a quebra de contrato com a Semba Comunicação: “No cumprimento das orientações do Presidente da República, cessam a partir desta data todos os contratos entre o ministério em questão, a TPA e as empresas privadas Westside e Semba Comunicação”, diz o comunicado.

João Melo, o novo ministro da Comunicação Social, diz que o canal passam a ser a “retornar ou passar para a esfera jurídica da TPA”.

http://observador.pt/2017/11/15/agora-e-oficial-isabel-dos-santos-exonerada-da-sonangol-pelo-presidente-da-republica-de-angola/
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #78 em: Dezembro 13, 2017, 09:51:47 am »
Isabel dos Santos levantou 238 milhões do BPI antes de ver conta congelada

A brasileira Oi conseguiu que fosse decretada uma ordem de congelamento dos bens da Vidatel. Sete horas antes, Isabel dos Santos dava ordem de transferência de 238 milhões para contas pessoais.



A brasileira Oi conseguiu que fosse decretada uma ordem de congelamento dos bens da Vidatel. Sete horas antes, Isabel dos Santos dava ordem de transferência de 238 milhões para contas pessoais.

Isabel dos Santos levantou 238 milhões de euros de uma das contas da Vidatel, a empresa através da qual a angolana controla 25% da Unitel, no BPI, horas antes de ter visto essa conta e todos os bens da empresa congelados por uma ordem judicial emitida nas Ilhas Virgens Britânicas. O dinheiro desta operação, feita a 9 de outubro de 2015, teve como destino contas pessoais da empresária.

Como conta esta quarta-feira o jornal Público, a brasileira Oi conseguiu que fosse decretada, através da portuguesa PT Ventures, uma ordem de congelamento mundial dos bens da Vidatel. Sete horas antes, Isabel dos Santos ordenava as transferências para as suas contas.

Ainda que a ação não tenha sido encarada com um desrespeito à ordem judicial, por ter sido afirmado que a transferência em questão foi ordenada por Isabel dos Santos uma semana antes da mesma ter tomado conhecimento da ordem de congelamento, esta mereceu a reprovação do magistrado do Supremo Tribunal das Caraíbas Orientais. Este afirmou que “a senhora dos Santos demonstrou falta de franqueza” em relação ao assunto, visto que veio a descobrir-se que eram contas privadas da angolana.

Após depoimentos e trocas de documentação, o juiz à conclusão que a ordem de transferência foi realizada após as três da tarde, hora portuguesa, ou seja, sete horas antes de a ordem de congelamento ter sido emitida nas Ilhas Virgens Britânicas. O tribunal conclui então que “o timing e os propósitos indicariam que as transferências não se destinaram a contornar as ordens do tribunal”.

http://www.sapo.pt/noticias/economia/isabel-dos-santos-levantou-200-milhoes-do-bpi_5a30d996fc6978893b3bc9a5
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #79 em: Janeiro 30, 2018, 02:10:25 pm »
Angola prevê mais de 650 milhões de euros para Programa de Investimentos Públicos em 2018


O Governo angolano prevê investir mais de 650 milhões de euros no Programa de Investimentos Públicos (PIP) em 2018, sendo perto de 10% com o alargamento da Kilamba, cidade construída de raiz pelo Estado a 30 quilómetros de Luanda.

O PIP é um plano que reúne as principais obras públicas, normalmente financiadas com recurso a linhas de crédito externas, mas que foi reavaliado devido à crise financeira e económica que afeta Angola.

Na proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, em discussão na especialidade, na Assembleia Nacional, até fevereiro, o Governo angolano prevê uma dotação global de superior a 165.000 milhões de kwanzas (655 milhões de euros) com os projetos PIP, nomeadamente a reabilitação de dezenas de quilómetros de estrada.

Só a construção da infraestrutura urbana da centralidade do Kilamba, no município de Belas, arredores de Luanda, com 10.000 fogos, está orçada, em 2018, em 15.825 milhões de kwanzas (62 milhões de euros).

Considerado um dos maiores do projeto do género em África, a cidade de Kilamba, inaugurada em julho de 2011, já conta com 20.005 apartamentos construídos, estando por isso, como anunciou em agosto de 2014, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, concluída a primeira de três fases do projeto.

O Plano Diretor da Cidade do Kilamba, cuja construção está a cargo de empresas chinesas, abrange uma área de 54 quilómetros quadrados e prevê a construção de 710 edifícios, 24 creches, nove escolas primárias, oito escolas secundárias e 50 quilómetros de vias.

Vivem nesta centralidade 55.000 pessoas, que contam com vários serviços de apoio social, nomeadamente um centro de saúde.

O Estado angolano procura agora parceiros para avançar com a sua expansão até aos 90.000 apartamentos, conforme prevê o plano inicial, através de parcerias público-privadas, investimento privado e cooperativas, tendo em conta as limitações ao investimento público, devido à crise.

A Lusa noticiou em 18 de agosto de 2016 que o Governo angolano vai avançar com a construção de mais 10.000 fogos nesta centralidade, tendo então aprovado um crédito adicional ao OGE de 2016.

Já em 2015 tinha sido escolhida a empresa chinesa CITIC para construir, sob contrato do Governo angolano, mais 10.000 fogos habitacionais incluídos na segunda fase do desenvolvimento da centralidade urbana do Kilamba.

Esta empreitada esteve condicionada pelas dificuldades financeiras que o país atravessa, devido à quebra nas receitas do petróleo, o que travou o investimento público nos últimos meses.

Segundo despacho presidencial de 05 de novembro de 2015, a que a Lusa teve acesso na altura, a primeira etapa da fase 2 – que o chefe de Estado anunciou há dois anos – prevê a construção de mais de 10.000 fogos habitacionais pela CITIC Construção Angola, por 607 milhões de dólares (489 milhões de euros).


>>>>>>  http://24.sapo.pt/economia/artigos/angola-preve-mais-de-650-milhoes-de-euros-para-programa-de-investimentos-publicos-em-2018
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #80 em: Fevereiro 14, 2018, 07:05:01 pm »
Hungria alarga linha de crédito para Angola em quase 140 milhões de euros


A Hungria alargou a sua linha de crédito para Angola em mais 172 milhões de dólares (139,4 milhões de euros), para promover o investimento de empresas húngaras no país africano, anunciou hoje o chefe da diplomacia húngaro.

A informação foi avançada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Hungria, Péter Szijárto, no final de uma audiência concedida pelo vice-Presidente angolano, Bornito de Sousa, em Luanda.

“O Exim bank [banco de apoio às importações e exportações] da Hungria criou uma linha de crédito de 172 milhões de dólares para as empresas húngaras que pretendem investir em Angola”, disse o governante, sublinhando o aumento significativo, 16 vezes mais, das trocas comerciais entre os dois países com o reforço da cooperação económica.

Péter Szijárto referiu ainda que a cooperação económica entre os dois países é baseada nos setores da agricultura e energia, no entanto, Angola considera o setor da segurança muito importante e a Hungria decidiu também cooperar nessa área.

A nível da educação, a Hungria pretende atribuir anualmente 50 bolsas de estudo para a formação de quadros angolanos, contra as 20 que vinha concedendo.

Antes do encontro com o vice-Presidente angolano, o chefe da diplomacia da Hungria assinou dois acordos nos domínios da agricultura e formação superior, após conversações entre as delegações dos dois países.

Na sua intervenção, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Domingos Vieira Lopes, disse que Angola conta com a colaboração do Governo da Hungria para transformar o crescimento de Angola em desenvolvimento a curto, médio e longo prazo.

“A rubrica de um acordo de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço entre os dois Governos vai garantir maior acesso dos cidadãos de Angola e da Hungria vai garantir maior acesso dos cidadãos dos dois países às oportunidades que ambos os mercados oferecem e intensificar de igual modo as trocas comerciais e de intercâmbio de experiência entre os mesmos”, disse Domingos Vieira Lopes.

Durante a sua estada de 24 horas, o chefe da diplomacia húngara vai encontrar-se com os ministros da Energia e Águas, do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação, e com o presidente da Assembleia Nacional, além de inaugurar a embaixada da Hungria em Angola.

Angola e a Hungria estabeleceram relações bilaterais em 1977, com a assinatura do Acordo de Cooperação económico, Técnico-Científico, que proporcionou vários protocolos e memorandos de entendimento, nos domínios do comércio, saúde, agricultura e cultura, em 1981.


>>>>>>>>  http://24.sapo.pt/economia/artigos/hungria-alarga-linha-de-credito-para-angola-em-quase-140-milhoes-de-euros
 

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Lusitano89

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Re: Economia de Angola
« Responder #81 em: Fevereiro 16, 2018, 01:30:57 pm »
Angola inicia 2018 com produção petrolífera em queda


O país enfrenta desde 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial devido à forte quebra nas receitas petrolíferas.

A produção petrolífera angolana regressou às quedas em janeiro, reduzindo-se em 10.900 barris diários e distanciando-se da líder Nigéria, que iniciou 2018 no topo dos produtores africanos, segundo a OPEP.

De acordo com o último relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), relativo a janeiro, consultado hoje pela Lusa, Angola atingiu no primeiro mês de 2018 uma produção diária média de 1,615 milhões de barris de crude, com dados baseados em fontes secundárias.

Com este registo, em volume produzido, Angola continua atrás da Nigéria, país que viu a sua produção igualmente descer em janeiro, em 8.100 barris diários, para uma média de 1,819 milhões de barris por dia, de acordo com os mesmos dados da OPEP.

Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria.

A produção naquele país foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O acordo entre os países produtores de petróleo, para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril, obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 01 de janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários.

Um acordo que Angola terá 'furado' em outubro passado, ao produzir 1,689 milhões de barris por dia, segundo os dados da OPEP com base em fontes secundárias.

O relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações diretas" à organização, a Nigéria terá produzido 1,736 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro, um aumento equivalente a 166.900 barris diários face a dezembro, enquanto Angola não comunicou dados.

O documento adianta ainda que em dezembro Angola desceu para terceiro fornecedor de petróleo à China (9% do total), atrás da Rússia (15%) e da Arábia Saudita (14%).

Angola enfrenta desde final de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial decorrente da forte quebra nas receitas petrolíferas.

Em menos de dois anos, o país viu o preço do barril exportado passar de mais de 100 dólares para vendas médias, no primeiro semestre de 2016, de 36 dólares por barril, segundo dados do Ministério das Finanças de Angola.

Desde o início de 2017 que as vendas de petróleo angolano têm estado, em regra, acima dos 50 dólares por barril no mercado internacional, tendo, entretanto, tocado nos 70 dólares.


>>>>>>>  https://www.dn.pt/mundo/interior/angola-inicia-2018-com-producao-petrolifera-em-queda-9122240.html
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #82 em: Março 16, 2018, 03:00:33 pm »
Angola vende mil milhões de dólares em diamantes e quer aumentar vendas em 2018


A comercialização de diamantes em Angola representou vendas brutas de 1.000 milhões de dólares (811 milhões de euros) em 2017, informou hoje o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, que melhorar as vendas este ano.

“Para este ano, as projeções têm sempre em conta o preço base, e isto é uma variável exógena que não depende de nós. Queremos ainda assim melhorar o valor do ano passado”, disse Diamantino Pedro Azevedo, que falava aos jornalistas à margem do fórum de auscultação sobre a revitalização da política de comercialização de diamantes brutos no país, realizado hoje em Luanda.

O governante angolano disse ainda que o setor que dirige pretende melhorar a política de comercialização de diamantes, com vista a atrair mais investimentos.

“Já existe uma política de comercialização. O que nós queremos é melhorar essa política no sentido de, primeiro maximizar as receitas para o Estado, e segundo também acautelar os interesses dos produtores e das empresas de comercialização”.

Por outro lado, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos adiantou o objetivo de “criar incentivos” à instalação de empresas de lapidação de diamantes no país.

“Para isso, precisamos de melhorar toda a cadeia produtiva de exploração, transformação e comercialização de diamantes”, apontou.

Segundo Diamantino Pedro Azevedo, é propósito também do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos melhorar a posição de Angola no contexto internacional, sobretudo na produção e comercialização de diamantes, com vista à maximização de receitas para o Estado.

“E isso pressupõe melhorarmos todos os aspetos que concorrem para o bom funcionamento dessa indústria, e assim como estamos a fazer na parte de prospeção, de exploração e do tratamento deste recurso mineral, também pretendemos fazê-lo na parte de comercialização dos diamantes”, acrescentou.

O fórum sobre o comércio de diamantes brutos juntou em Luanda vários intervenientes diretos e indiretos do setor da exploração e prospeção de diamantes, entre empresas públicas, operadores privados nacionais e estrangeiros e ainda membros do grupo de trabalho criado pelo Presidente angolano para garantir maior transparência do negócio.

A Lusa noticiou a 11 de março que a quantidade de diamantes vendidos por Angola subiu quase quatro por cento entre 2016 e 2017, para 9,438 milhões de quilates, mas a quebra na cotação média por quilate permitiu apenas um ligeiro aumento no volume de vendas.

Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2017 o país vendeu, globalmente, mais de 1.102 milhões de dólares (890 milhões de euros) em diamantes, um aumento neste caso inferior a 0,5%, face às vendas do ano anterior.

Em 2016, de acordo com os mesmos dados, cada diamante angolano foi vendido, em média, a 121,1 dólares por quilate, valor que em 2017 diminuiu para 117,23 dólares.

Globalmente, as receitas fiscais geradas com a venda destes diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, subiram 5% entre 2016 e 2017, para 14,7 mil milhões de kwanzas (55,6 milhões de euros), entre Imposto Industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas mineiras.

Segundo o Governo angolano, com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, na mina do Luaxe, na província angolana da Lunda Sul, e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, mas também em Malanje, Bié e no Cuando Cubango, Angola poderá duplicar a atual produção diamantífera anual já a partir deste ano.


>>>>>>>>>   https://24.sapo.pt/economia/artigos/angola-vende-mil-milhoes-de-dolares-em-diamantes-e-quer-aumentar-vendas-em-2018
 

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HSMW

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Re: Economia de Angola
« Responder #83 em: Maio 07, 2018, 10:30:11 pm »

Citar
Air Connection Express compra 6 aviões Q400 à Bombardier por 198 milhões de dólares
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #84 em: Agosto 08, 2018, 12:20:26 pm »
Empresa sul-africana De Beers pode regressar aos diamantes em Angola





A empresa sul-africana De Beers, que mantém desde 2014 uma presença residual em Angola, está a considerar investir novamente no país, intenção que surgiu após as recentes alterações na legislação do setor diamantífero angolano.

A intenção foi expressa na terça-feira pelo presidente do gigante diamantífero sul-africano, Bruce Cleaver, num encontro com o chefe de Estado angolano, João Lourenço, estando em cima da mesa em geral, assuntos ligados ao setor.

Após o encontro, Cleaver adiantou que a reunião decorreu de forma “construtiva e acertada” e mostrou-se “satisfeito” com a recente alteração na legislação, que, por exemplo, pôs fim à venda de diamantes a clientes preferenciais e permite às empresas diamantíferas em Angola venderem livremente até 60% da produção.

O presidente do grupo sul-africano, salientando que aguarda apenas pelos regulamentos da nova legislação, confirmou que a produção de diamantes no país e a participação da De Beers no processo esteve em cima da mesa.

Após o anúncio do regresso às concessões em 2014, que não se materializou, o gigante do setor diamantífero mantém uma presença residual em Angola, tendo reduzido o número de funcionários a 15 colaboradores, dos 280 com que contava em 2012.

Em causa esteve a falta de concessões para a exploração, emitidas pela Empresa Nacional de Prospeção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama).

Com a Alrosa, empresa russa do setor dos diamantes, faz parte das duas únicas multinacionais a operar em Angola nesse segmento.

As recentes mudanças feitas no setor mineiro determinadas pelo Presidente angolano, que envolveram também a nomeação de um novo Conselho de Administração da Endiama e o combate aos monopólios, podem resultar na captação de capital estrangeiro que o país precisa neste momento.

Com explorações mineiras no Botswana, Canadá, Namíbia e África do Sul, a De Beers controla 44% da produção mundial de diamantes.

:arrow:  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/empresa-sul-africana-de-beers-pode-regressar-aos-diamantes-em-angola
« Última modificação: Agosto 09, 2018, 05:18:20 pm por Lusitano89 »
 

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perdadetempo

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Re: Economia de Angola
« Responder #85 em: Agosto 21, 2018, 08:17:33 pm »
Angola vai começar conversações com o FMI
Citar
Africa’s second-largest oil producer has been hit by lower oil prices, which have caused a dollar liquidity squeeze that has made it difficult for foreign companies to repatriate profits and discouraged many from investing.

Angola’s Finance Ministry said on Monday it had sought financial support from the IMF but did not provide further detail on how much money was involved.

“We expect to initiate programme discussions with the Angolan authorities as soon as feasible,” Deputy Managing Director of the IMF Tao Zhang said in a statement which confirmed the Fund had received a letter from the Angolan authorities to start talks.

The request came after the IMF was invited to Luanda in October to negotiate the programme, which would last for two years and then be extendable for one more.

“The IMF stands ready to help the authorities address Angola’s economic challenges by supporting their economic policies and reforms based on the government’s macroeconomic stabilisation programme and in the national development plan for 2018–22,” Zhang said.

Angola’s economy has struggled due to lower oil prices, a situation made worse by declining production. Output is expected to fall to 1.5 million barrels per day in 2018, down from 1.6 million last year and 1.9 million a decade ago.

The IMF expects the country’s economy to grow 2.2 percent this year, well below an original government forecast of 4.9 percent.

President João Lourenço, who took over last September after 38 years of rule by José Eduardo dos Santos, has said he wants to bring about an economic miracle in Angola by opening up to foreign investment and diversifying away from oil.

https://uk.reuters.com/article/uk-angola-imf/imf-to-begin-talks-with-angola-on-financial-support-idUKKCN1L61VY
 

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Lusitano89

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Re: Economia de Angola
« Responder #86 em: Agosto 22, 2018, 04:42:46 pm »
Angola quer criar câmara de comércio com Alemanha


« Última modificação: Agosto 22, 2018, 04:45:09 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #87 em: Agosto 23, 2018, 10:52:27 pm »
"O pedido de ajuda financeira de Angola ao FMI não é tão grave como o português"


 

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Lusitano89

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Re: Economia de Angola
« Responder #88 em: Setembro 26, 2018, 11:23:36 am »
Missão do FMI está em Luanda


« Última modificação: Setembro 26, 2018, 11:25:49 am por Lusitano89 »
 

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Re: Economia de Angola
« Responder #89 em: Novembro 25, 2018, 04:25:35 pm »
"A banana pode ser o novo petróleo verde de Angola"


 

 

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